13 janeiro, 2012

O mítico vulcão de Alvalade... é Azul e Branco!!!

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Na temporada passada, a 3 de Abril de 2011, apagámos a luz do circo de Carnide. No último Sábado, do outro lado da segunda circular, pintámos o “WC XXI” de azul e branco!! Mais um grande momento dos ultras Porto em plena capital do império. À semelhança do ano passado, regressámos madrugada dentro à Invicta com um ponto na bagagem, mas desta vez perdendo a liderança. Obviamente não perdemos a liderança por empatar em Alvalade, perdemo-la por não ganharmos em casa aos lampiões na 6ª jornada, e pelos empates em Aveiro com o Feirense e em Olhão. Faltam dezasseis jornadas para o final e até lá é favor de apoiar os nossos! Não cedeis à crítica fácil e despropositada, ao constante “bota abaixo” com que me deparo todos os dias um pouco por todo o lado (vindo algumas vezes de próprios portistas, o que me deixa ainda mais triste). O nosso clube já deu provas que consegue dar a volta por cima, portanto á que apoiá-los com todas as nossas forças rumo ao VIGÉSIMO SEXTO!!

A 14ª jornada da Liga ZON Sagres 2011/2012 reservou-nos a deslocação à lagartolândia. Na penúltima jornada da primeira volta, chega uma das deslocações aguardadas ansiosamente ao longo do ano. Um jogo em casa de um rival, em Lisboa. Mais uma “transferta” organizada com a devida antecedência, vários autocarros cheios em direcção ao Sul. Mais um regresso de João Moutinho a Alvalade, mas acima de tudo era um jogo que queríamos ganhar porque sabíamos que caso não o fizéssemos corríamos sérios riscos de perder o lugar que é nosso. Da nossa parte um bus de 56 lugares arrancou do local do costume, pouco passava das 13h30 de Sábado.

Tenho um carinho especial pelas viagens de autocarro e tudo o que as envolve, ainda para mais quando são aos estádios dos nossos grandes rivais. Deixo o ambiente vivido “a bordo” para aqueles que lá estiveram e para aqueles que costumam estar… sabem perfeitamente como as coisas são vividas intensamente. Beber, comer, cantar, saltar, todos pelo amor ao FC Porto. Na viagem para baixo, paragem habitual em Espinho para apanharmos alguns companheiros e mais abaixo em Pombal, na estação de serviço, que tinha praticamente um polícia por cada adepto.

À medida que nos aproximávamos de Marrocos Noroeste, a festa aumentava. Passámos as portagens de Alverca por volta das 17h30. Forte aparato policial como é habitual, carrinhas do Corpo de Intervenção e spotter’s por todo o lado. Os elementos da comunicação social, sem respeito pelos cidadãos, julgam-se mais que os outros e pensam que podem fazer o que lhes der na cabeça. Com comportamentos abusivos, filmavam propositadamente para dentro das camionetas, que estavam na berma da auto-estrada paradas por ordem da autoridade. Compreendo que, como não há crise nenhuma e vivemos num país tão forte a todos os níveis, não haja mais notícias para dar nas TV’s, do que a chegada dos ultras do campeão à capital, esperados por várias equipas de reportagem que se deslocaram até às portagens de Alverca na A1, para não perderem pitada do grande momento. Verdade seja dita, a espera foi bem mais curta do que aquilo que me tinha preparado, por volta das 18h no máximo avançávamos por Lisboa dentro. O caminho era cortado à nossa passagem, os Dragões estavam a chegar…

Passámos vermelhos e andámos em contra mão, o distintivo de “via azul” devia estar estampado no vidro da frente da camioneta. Chegámos ao Instituto Ricardo Jorge e concentrámo-nos todos, no mesmo local de todos os anos. O sistema é sempre o mesmo, mas este ano fiquei surpreendido pela positiva, acho que nunca tinha entrado tão cedo num jogo fora… de alto risco! As bandeiras montadas e o estandarte que levámos que dizia “Come a papa, s.c.p.” Começa o mini cortejo, de pouco mais de cinco minutos até às portas onde entramos. Sem qualquer momento de aperto, vai-se cantando “campeões allez” à passagem pelos prédios e pelo Mc Donald’s, que estava repleto de lagartos excitados. A música do Moutinho também foi obrigatória.

Já à porta do estádio choveram algumas bastonadas, dos cães raivosos que queriam afastar o aglomerado. Quando chegou a minha vez de passar, reparei que o local de entrada para a escadaria não tinha mais de um metro de largura disponível, já que o restante espaço era ocupado pelos senhores de bastão na mão, que impossibilitavam a passagem facilmente. Mas no meio de tudo, desta vez nem me posso queixar muito, pois fui rapidamente revistado e pouco depois das 18h30 (as portas abriram às 18h15!) estava dentro do estádio. Deu para entrar para o piso inferior e escolher lugar nas calmas. Tempo suficiente para dar cor ao sector visitante, juntar a malta toda e claro… rapidamente começaram as picardias com os lagartos.

Ao nosso lado esquerdo os primeiros elementos do Directivo XXI e da Torcida Verde aproximavam-se o mais que podiam. “Atirem-se ao fosso” começou o nosso pessoal a cantar, coisa que pegou rapidamente a todos os ultras do FCP. Um estádio que contou com a presença de mais de 48 mil nas bancadas, 2500 eram portistas. Naquele “cantinho” do estádio, honrámos as nossas cores em território inimigo com todas as forças que nos caracterizam. Os lagartos não se lembravam da última vez que tiveram um lotação daquelas, talvez no ano em que lá fomos com o Co Adriaanse. O ridículo entusiasmo, verdadeiramente digno de quem não é campeão há uma década(!!) fez com que publicitassem durante uma semana uma coreografia, que seria “a melhor vista alguma vez em Portugal.”

Tanto ansiámos pelo momento que ele finalmente chegou. A Torcida Verde (claque que aprecio pelas suas constantes coreografias) estendeu um pano de alto a baixo da bancada, onde tinha uma estrada, com várias placas com os nomes dos clubes que vão defrontar. Juntamente colocaram a seguinte frase no anel superior: “Nem sempre o caminho mais fácil é aquele que nos faz vencer!” No topo Sul onde está situada a Juventude Leonina, uma faixa gigante “O mítico vulcão verdade e branco”. O Directivo e a JuveLeo estendiam cachecóis e estandartes e agitavam bandeiras. A Brigada, a claque mais cómica do movimento em Portugal, só falo deles quando tiveram mais de uma dezena de elementos presentes. Nas centrais cartolinas verdes e brancas, sendo que na nascente se lia “Sporting”. Quando pensava que “a melhor coreografia alguma vez vista em Portugal” estava concluída, eis que atrás das duas balizas se abrem vários potes de fumo…. AZUL E BRANCO!!! Delírio no sector campeão… “Porto!” “Porto!” “Porto!”

A entrada das equipas no relvado foi fantástica! Sensacional o ambiente por nós criado, mentalidade e postura ao mais alto nível. Variadíssimo material pirotécnico foi mostrado. Para os que são contra, vejam bem o espectáculo criado e digam-me qual o mal de usar este tipo de material. Tudo a cantar debaixo de uma fumarada intensa que cobria completamente o estádio José Alvalade. Um bom jogo a nível de claques, com vários cânticos entoados de um lado e do outro e claro… as indispensáveis picardias! Os cânticos entre Dragões e lagartos tiveram o seu auge ainda durante o primeiro tempo, trocados com mais intensidade com a bancada Norte onde habitam dois grupos ultras da casa.

As nossas claques encheram totalmente o espaço que lhes foi destinado, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. Uma demonstração de grande amor ao clube, com mais noventa minutos que se passaram a empurrar a nossa equipa para a frente. Sector visitante repleto também de polícia, não dávamos cinco passos sem passar por um bastão estendido. Na primeira parte o Grupo 21 dos Super Dragões levantou a frase “De Portugal ao Médio Oriente, o melhor Presidente”, acompanhada de fumos azuis. Grande prestação da curva azul e branca, num jogo onde a pirotecnia esteve várias vezes presente. Nos segundos 45 minutos, o Directivo XXI cobriu a bancada com um pano gigante onde se lia o nome do clube. O nulo dentro das quatro linhas aceita-se, na bancada também foi uma disputa renhida, mesmo a jogar fora fizemos grande prestação.

O destaque é mesmo o “show” à entrada das equipas e um momento já no período em que estávamos retidos, que me tocou profundamente. Enquanto os calimeros mais resistentes continuavam a mandar bocas (quem é que festeja um empate em casa?!?) um senhor com a sua filha ao colo, de cachecol em punho, em plena bancada central de Alvalade, dirige-se até bem próximo da nossa bancada. Já junto dos seus, prestámos-lhe um merecido aplauso, e rapidamente passámos a gritar “Porto!” em uníssono, que ecoava nas bancadas praticamente desertas do WC gigante. Um momento muito bonito, um bem-haja a todos os portistas da capital!!


Cerca de 40 minutos depois do apito final lá nos abriram as portas. Regresso tranquilíssimo ao local onde ficaram estacionadas as camionetas e saída em direcção à Invicta por volta das 23h30. Felizmente era Sábado! Na viagem de regresso, cansados mas a fazer prevalecer sempre o espírito Porto! Parámos novamente em Pombal, a única pausa de nova viagem de 300km’s. A poucos minutos de baterem as 3h30, avistámos o estádio do Dragão! Estava assim terminada mais uma grande “transferta” dos nossos ultras a terra de infiéis.

Um especial cumprimento à rapaziada que me acompanha, grande malta!

Venha a próxima. Venha o primeiro fim-de-semana de Março!

Termino como comecei, perdemos o primeiro lugar é certo, mas também é certo que ainda falta meio campeonato e é certo que os jogadores vão poder contar connosco até Maio, em qualquer lado, em qualquer estádio! Agora três jogos em casa… todos ao Dragão!!

Um abraço ultra.

6 comentários:

  1. Bravo, Tripeiro! Nós contamos sempre convosco no apoio insubstituível que prestais à nossa equipa. Obrigado, muito obrigado por tudo. Vós sois os heróis!
    Abraço AZUL FORTE.
    BIBó PORTO!

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  2. Vulcão de Alvalade? Tripeiro, desculpa lá, mas aquilo é mais um vale de lágrimas.

    Abraço

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  3. Mais uma grande deslocação com um dos pontos altos na passagem por Fátima, que pela primeira vez teve direito a cânticos personalizados. Ultras irredutíveis ao mais alto nível no já mítico autocarro verde e branco. Transportamos com orgulho as cores da nossa cidade!

    abraço,

    Rodrigo

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  4. Tripeirinhos, mais um excelente trabalho!
    No estádio não consegui destinguir se o fumo era verde ou azul, não se conseguia ver nada...

    BIBÓ PORTO

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  5. Desculpa, mas só tu viste o fumo azul!! lololololol. Verde amigo, nem se via o campo. Só lá naquele cantinho no topo norte do melhor e mais bonito estádio do mundo se deve ter visto azul, porque eu não vi! Porta-te, e olha, vê se não te constipas lá no teu recinto! ;)

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  6. Vasco, aquele "cantinho no topo norte" tinha o triplo das pessoas que vocês trazem ao Dragão nos últimos anos.

    Em relação ao fumo, se nesta foto que aqui coloquei, vês fumo verde... a mais óptica está a fazer rastreios gratuitos, aproveita :)

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