30 novembro, 2007

Joguem por nós!!

A nossa equipa vem de uma derrota pesadíssima em Liverpool, e a equipa poderá estar abalada porque aquilo que se passou em Anfield Road não foi brincadeira nenhuma. Mas depois daquilo que se passou nada melhor que um joguinho na cesta de pão, para voltar a animar o plantel.

Quando subirem ao relvado os jogadores sabem que vão ter um estádio cheio de lampiões, mas sabem também que não vão lá estar sozinhos. Vão aperceber-se daquilo que são feitos os Portistas, homens com honra e de espírito guerreiro que seguem a sua paixão para todo o lado. E é com esse espírito guerreiro que têm de entrar em campo, pois estamos todos com o orgulho ferido, e nada melhor que uma vitória sobre um rival para animar as hostes, até porque a seguir à tempestade vem sempre a bonança.

Neste jogo não vai ser difícil arranjar motivação, por isso só vos peço concentração e empenho, porque se formos 11 contra 11 (e mesmo 11 contra mais alguns), o jogo é nosso. Porque a qualidade é como o azeite: "vem sempre ao de cima".

Se fosse o Sr. Jesualdo, colocava o Hélton na baliza, com Stepanov e Bruno Alves à sua frente e nas laterais Bosingwa (direita) e Fucile (esquerda). Metia o Paulo Assunção a segurar a equipa, e à sua frente, Lucho e Raul Meireles. No ataque optava pelo Quaresma para jogar a extremo direito e a extremo esquerdo Tarik, a ponta de lança o temível Lisandro.

Agora o resto é convosco e Bamos mas é a eles, carago!!

Um abraço do,
Teixeira

ps - Sim, aposto no Stepanov porque acho que tem potencial para muito mais, pode andar mal, mas um voto de confiança como este de certeza que o vai "pôr fino".

Os craques e as vedetas

A semana passada, após visionar o jogo Portugal x Filândia, constatei uma coisa que há muito havia já constatado noutras ocasiões, mas que nunca me irritaram tanto como na 4ª feira de semana passada. Estou a ver um jogo da selecção onde jogam como é obvio, jogadores de várias equipas de futebol, mas, em grande escala, jogadores do FC Porto que marcam a sua presença: Quaresma, Bosingwa, Bruno Alves... e Pepe e Maniche que também já o foram.

Depois de ver, a meu entender, um bom jogo de Ricardo Quaresma, é obvio que não fez uma grande exibição, mas dos restantes jogadores, a meu entender, ele e Bosingwa foram sem dúvida os melhores. Quando acaba o jogo e passado já um bom bocado, estava a fazer zapping e na SIC Noticias estavam a entrevistar Ricardo Quaresma onde salientaram que ele não fez um bom jogo. Quaresma não respondeu. E fez muito bem!

Depois vejo as críticas e oiço que Ronaldo foi o melhor do jogo, que Nuno Gomes fez uma boa exibição, etc. E então, eu pergunto-me: "como são possíveis estas observações? Nuno Gomes falhou um golo, que acho eu, nem eu falhava, raramente tocou na bola, assim como o Cristiano Ronaldo, e eles é que são as vedetas? Eles é que são os excelentes jogadores portugueses?".

Depois por outro lado, oiço/leio comentadores em toda a imprensa, tv e rádio, sempre a elogiarem jogadores como Ronaldo, Nani, Nuno Gomes, Simão, entre outros, que não fazem nada, uns lá vão tentando jogar bem (Ronaldo) mas não fazem grandes exibições, lá sai uma jogada ou outra, marcam um golo ou outro e passam a ser considerados excelentes jogadores! E jogadores como o Bosingwa e Ricardo Quaresma? Que fazem um grande jogo e por falharem um ou outro passe são considerados uns jogadores quaisquer? Quem tiver oportunidade, verifique a classificação que alguns jornais deram aos jogadores depois do jogo da tal 4ª feira passada: Ricardo Quaresma e Bosingwa tiveram 3,5! Como é possível?

Os que não jogam nada e vivem da imagem, são as vedetas e os craques nacionais... os que jogam, criam boas jogadas, são uns meros jogadores! Cada vez mais me irrita este complot enorme contra tudo o que é do FC Porto! Mas por outro lado, ainda mais força me dá para apoiar incondicionalmente esta equipa e os seus jogadores!

Saudações azuis e brancas e até para a semana da,
Sodani.

passatempo 2007/08

# não se esqueçam até às 18h00 de hoje, de refazerem as vossas equipas para esta 11ª jornada da bwin LIGA #

28 novembro, 2007

12 minutos fatais…

data: 28.11.2007 - competição: Liga Campeões 2007/08 - grupo A, 5ª jornada
local: Estádio Anfield Road, em Liverpool - assistência: … espectadores
fc porto: Helton; Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Marek Cech; Paulo Assunção (Hélder Postiga 80m), Lucho González e Kazmierczak (Raul Meireles 65m); Quaresma, Lisandro Lopez e Mariano Gonzalez (Sektioui 77m)
golos: Fernando Torres (19 e 77m), Lisandro Lopez (32m), Gerrard (83m) e Crouch (87m)

Estava tudo tão bem encaminhado, até que surgiu aquela ponta final que não estava mesmo nada programada e que tudo deitou a perder… e foram atingidos números finais que em nada traduzem o que se passou no relvado longo dos 90 minutos. Perdemos por 4-1 e verdade seja dita, é o acaba por ficar para a história. Tudo o resto, é a habitual conversa dos se’s.

Quiçá para manter a mesma linha de coerência da grande maioria dos treinadores portugueses, o Prof. Jesualdo Ferreira resolveu ir ao fundo do baú e sacar de lá mais umas invenções até agora nunca testadas e com jogadores que têm 30 minutos de jogo, 5 minutos ou até menos do que isso, muito menos, refiro-me a Marek Cech, Mariano e Kazmierczak, por esta mesma ordem. Não tenho nada contra os jogadores… tenho isso sim, contra quem espera sempre por estas alturas para ‘inventar’; depois, admiram-se (mas hoje, não foi exactamente esse o maior problema, mas poderia ter sido).

Começado o jogo, e para quem esperava uma entrada de rompante dos ingleses (tal como eu próprio), enganou-se redondamente, vendo até os ingleses a mostrarem muito respeitinho pelo nosso futebol… ainda que eles, como quase sempre acontece, são sempre mais rápidos, muito mais rápidos a chegar às bolas, mas isso, é um problema de mentalidades e pouco mais que isso. Analisando as coisas por este prisma, apetece-me sonhar com um FC Porto composto por 11 Lisandros, não concordam?

Mesmo com um ritmo lento, mas mais prático por parte dos ingleses, aos cerca de 20 minutos de jogo, no seguimento de um canto, Fernando Torres aparece sozinho na área para cabecear, aproveitando uma deficiente marcação de Lucho que ao recuar, tem um pequeno momento de perda de equilíbrio o que foi o suficiente para essa liberdade… estava feito o 1-0 para os da casa. Nesta altura, pensei que fosse ser o principio do fim, mas, mais uma vez, enganei-me.

Com o passar do tempo e o Liverpool continuando a manter o mesmo respeito pelo FC Porto, tal como desde o 1º minuto, fomos tentando criar lances de perigo junto da área contrária, o que com maior ou menor dificuldade foi sendo conseguido, até que aos 33 minutos, das muitíssimas poucas vezes em que Kazmierczak se conseguir libertar do seu espaço a meio campo, consegue ir à linha de fundo do lado esquerdo e cruzar com conta, peso e medida para o cabeceamento vitorioso de Lisandro, fazendo o empate a 1-1.

Logo de seguida, Lisandro volta a ter nos pés a possibilidade desta vez de passarmos para a frente do marcador, mas tanto quis desviar a bola de Reina, que a mesma acabou a passar a milímetros do poste da baliza… teria sido importantíssimo este golo, ainda para mais já quase no final dos primeiros 45 minutos.

Até ao apito do árbitro para o descanso, com um ou outro lance de relativo perigo junto da nossa baliza, era o FC Porto que mandava e controlava no jogo, até que soou o último apito na 1ª parte.

Para os segundos 45 minutos, o inicio do jogo trouxe-nos o mesmo do final da 1ª parte, ou seja, o FC Porto a comandar as operações, não permitindo grandes veleidades ao Liverpool para atacar a nossa defensiva.

Até que com o aproximar do final do jogo, o último quarto de hora final vem a revelar-se fatal para as nossas aspirações, quando se foi notando um lento recuar das nossas áreas de pressão, com isso aproveitando o Liverpool para começar a fazer o ‘chuveirinho’ para a nossa área.

Fruto de toda essa pressão final, os golos acabaram por aparecer aos 78, 83 e 87 minutos de jogos, elevando a contagem para números até ali impensáveis… e injustos de todo. Por esta altura, já era o desalento total nos nossos jogadores, que há excepção do sempre incansável Lisandro, limitavam-se a aguardar pelo apito final do jogo, o que aconteceu entretanto com o resultado final de 4-1 favorável aos ingleses do Liverpool.

Não é uma vergonha é certo, até porque tudo continua em aberto para a nossa passagem à próxima fase da Liga dos Campeões e com fortes possibilidades de terminarmos em 1º lugar, já que ao fim desta jornada, continuamos líderes, ainda que com os mesmos 8 pontos. No imediato, surgem Marselha e Liverpool com 7 pontos cada, e por fim, os turcos do Besiktas com 6 pontos. Continua tudo em aberto para a última jornada dentro de 15 dias no Dragão, quando recebermos os turcos. Haja fé… porque ‘eu acredito nos meus meninos’!

Mais que carpir lágrimas desta derrota pesada (e de todo injusta), espera-se que os jogadores levantem a cabeça, olhem em frente e marchem sem medo nem compaixões quando defrontarem o próximo adversário, já no dia 1 de Dezembro, em terra de infiéis.

azul + : Lisandro (VIPortista), Paulo Assunção, Lucho e Bruno Alves, e boa reacção ao 1º golo do Liverpool, bem como a tranquilidade demonstrada entre o min 33 e o 77, depois, bem...

azul - : insistência em Mariano Gonzalez, Stepanov deve ter assinado oficialmente a perda da titularidade, Marek Cech tremido, Kazmierczak algo perdido em campo e os tais 12 minutos fatais que tudo deitaram a perder.

arbitragem: Roberto Rosetti (Itália), passou despercebido no jogo, com uma arbitragem sem qualquer interferência no resultado. Sim, isso mesmo que acabam de ler. Apesar de já ter ouvido e lido que Stepanov está a sofrer falta (e está!), que foi lá fazer com a mão ao alto? arriscou, lixou-nos.

Arranque promissor na Liga Intercalar 2007/08

FC Porto 3-1 Trofense

Liga Intercalar 2007/08
28 de Novembro de 2007
1ª jornada do Campeonato de Inverno

Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, em Vila Nova de Gaia

fc porto: Ventura; Eridson, João Paulo «cap.», André Pinto e Lino; Castro, Leandro Lima e André André; Rui Pedro, Adriano e Edgar
substituições: Edgar por Tengarrinha (72m) e André André por Graça (89m)
marcadores: Adriano (19m e 86m), Rui Pedro (23m) e Cascavel (56m)

2 golos de Adriano e 1 de Rui Pedro valeram ao FC Porto um triunfo por 3-1 sobre o Trofense no desafio da 1ª jornada do Campeonato de Inverno da Liga Intercalar, que se realizou esta 4ª feira, no estádio do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, onde mais de 2.000 adeptos festejaram o bom arranque na competição. A caminhada do FC Porto na Liga Intercalar, marcada por uma estreia bastante promissora, prossegue já na próxima quarta-feira, em Guimarães. O jogo frente à equipa do Vitória está agendado para as 15h00 (05.12, TV Porto Canal).

A Liga Intercalar, nova competição que surge no panorama do futebol português, teve o seu início marcado para 28 de Novembro e terá a participação de 10 formações: FC Porto, Braga, V. Guimarães, Boavista, Leixões, Varzim, Gondomar, Desp. Aves, Penafiel e Trofense. Com um formato dividido em dois campeonatos, um de Inverno (1ª volta) e um outro de Primavera (2ª volta), são apurados os dois primeiros classificados de cada uma das voltas que jogarão entre si as meias-finais a duas mãos, marcadas para 9 e 30 de Abril. A final será em campo neutro e será disputada a 30 de Abril de 2008.

O objectivo da competição, que terá os seus jogos agendados para quarta à tarde, é permitir um maior ritmo de jogo a atletas menos utilizados, a afirmação de jovens valores e a actuação de jogadores a recuperarem de lesões.

Confira aqui o calendário desta nova competição.

Vamos 'pra' cima deles

E está aí a 5ª e antepenúltima jornada da fase de grupos da Champions League.

Grupo A
Classificação actual:
1º FC Porto, 8 pts
2º Marselha, 7 pts
3º Liverpool, 4 pts
4º Besiktas, 3 pts

Jogos da jornada:
Liverpool-FC Porto (1-1 na 1ª. mão)
O árbitro, Italiano, será o Sr. Roberto Rosetti que apitou já em Março do corrente ano o jogo de má memória Chelsea-FCPorto.
Besiktas-Marselha (0-2 na 1ª. mão)

Próxima e última jornada:
FCPorto-Besiktas (1-0 na 1ª. mão)
Marselha-Liverpool (1-0 na 1ª. mão)

Olhando para a classificação é fácil deduzir que o Liverpool, onde existe guerra aberta entre o treinador (que transformou agora a sua arrogância em respeito) e a direcção norte-americana, necessita de ganhar a partida, o que pode até nem fazer, para os mesmos, diferença alguma. Qual então a melhor táctica?
Reforçar o meio-campo com músculo e centímetros, estacionar aí (pois defender atrás seria fatal) o autocarro e aproveitar uma aberta com Lisandro e Quaresma, como geralmente fazem os Ingleses quando vem ao Dragão?
Não mexer na equipa que jogou em frente ao Setúbal? Substituir apenas o Tarik pelo Mariano?
Como treinador de bancada não pouparia ninguém pois o Byinia, que lá se escapou mais uma vez sem sequer um amarelo, não joga esta quarta-feira. Utilizaria o Fucile à esquerda em vez do Cech e talvez trocasse apenas o Tarik pelo Mariano.
Mas a escolha, que não é fácil, é do Prof. em quem confio totalmente.

Ainda uma nota para realçar uma afirmação de um dos habituais (des)comentadores desportivos: 'Esperamos que o Porto não saia de Liverpool com uma derrota pesada'.
Levando em conta o 1º lugar tanto na liga Nacional como no grupo da Champions tem tom de talvez, apenas talvez, um pouco descabido, não? De certeza que descurou, além do apoio in loco do Miau, este e mais este, ambos os três de peso.

Espera-se é que num estádio onde é normalmente complicado jogar o FCPorto se ultrapasse a si próprio.
Que apele a toda a sua garra para demonstrar, mais uma vez, por essa Europa fora de que raça, de que aço são feitos os Campeões.
Esqueçam, no jogo agendado para esta quarta-feira a partir das 19.45 em Anfield Road, a mais antiga aliança do mundo e vamos 'pra' cima deles.
Vamos 'pra' cima deles e vamos deixar os comentadores à espera.
À espera mas sentados, pois até os aviões da Ryanair tardam em chegar a bom PORTO.

Saudações
Estilhaço.

[nota] se estás 'lá fora', ou até mesmo 'cá dentro', mas não sabes como, toma bem atenção ao conteúdo do scroller que rola logo ali em cima. Quem sabe, não encontres por ali algo que até venha a ser de teu total interesse?

O glorioso «pontinho»

‘Nortada' do Miguel Sousa Tavares

É altura dos treinadores das equipas chamadas «pequenas» fazerem uma reflexão sobre os caminhos para os quais estão a conduzir o futebol português. Jogar para o zero-zero e para o «pontinho», ir a casa dos «grandes» e jogar apenas para o milagre, instalando uma muralha da China em frente à baliza é contribuir directamente para a morte do futebol como espectáculo de massas...

1 - Leiria recebeu um dos dez novos estádios que os contribuintes portugueses construíram ou remodelaram para o Euro 2004 (a meias, a Suíça e a Áustria, países bem mais ricos que o nosso e que irão receber o Euro 2008, construíram ou remodelaram apenas oito — como já antes o haviam feito, em conjunto, a Bélgica e a Holanda). Mas já se sabe que em Portugal, onde os dinheiros do Estado parecem não vir de lado algum e são muito poucos os que pagam todos os impostos devidos, quando se faz obra pública tem de ser à grande e à portuguesa. Leiria ficou assim com um estádio novo com capacidade para 25.000 espectadores — que apenas encheu duas vezes em quatro anos e para ver jogar a Selecção — e cuja manutenção e amortização, na parte que cabe à autarquia, representam um garrote orçamental que impede que outras coisas bem mais necessárias possam ser feitas. Esta semana, para receber o Leiria-Braga, com bom tempo e excelentes condições, estiveram no estádio de Leiria 400 pessoas. Parece óbvio que a cidade não faz questão de ter futebol de 1ª. Sobretudo se é para ver duas equipas jogar para o zero-zero.

2 - Subscrevo por inteiro a pertinente crónica de Vítor Queirós sobre o FC Porto-V. Setúbal. O Vitória de Setúbal entrou em campo com o estatuto de única equipa na Europa, além do Arsenal, que ainda não tinha sido derrotada esta época em jogos oficiais; ocupava o quarto lugar do campeonato, com tantos golos marcados como o seu anfitrião; e, ao contrário deste, que entrou em campo com seis jogadores que vinham de dois jogos em sete dias pelas respectivas Selecções, a equipa setubalense estava fresca, repousada e tinha tido dez dias para preparar o embate no Dragão.

Abóbora! O que se viu foi um Vitória que, mesmo a perder a partir dos seis minutos, nunca teve o mais pequeno arrebate de brio para tentar passar o meio-campo e chegar ao golo. Até ao fim, limitou-se a defender sempre no seu meio-campo, com dez homens atrás da linha da bola, e tudo o que conseguiu em 90 minutos foi dois remates inofensivos à baliza de Helton. A «táctica», se é que disso se pode falar, consistiu apenas em tentar, como sorte e vista grossa do árbitro a um penalty, manter o 0-1 até próximo do final e esperar que, tal como o Estrela conseguiu na jornada anterior, um bambúrrio de sorte ou uma oferta dos portistas, lhe permitisse sair do Dragão com um empate caído do céu.

Felizmente, isso não aconteceu, porque este ano consta que os milagres estão todos reservados para o Benfica. E ainda bem que não aconteceu. Não pelo FC Porto, que merecia ter ganho por quatro ou cinco. Mas pelo futebol.

3 - No Restelo, para ver o Belenenses-Estrela da Amadora, estava um pouco mais de gente: perto de 2.000 pessoas. O Belenenses jogava em casa, tem melhor equipa, era favorito. Mas, interrogado segundos antes de começar o jogo sobre se o Belenenses iria jogar para ganhar, Jorge Jesus respondeu esta coisa extraordinária. «O empate é tão importante como a vitória». Do outro lado, Dauto Faquirá pensou o mesmo e o resultado, como não podia deixar de ser, foi mais um empate a zero, num jogo em que, segundo a crónica deste jornal, nenhum dos dois guarda-redes teve de se incomodar a fazer qualquer defesa. No final, consta que ambos os treinadores estavam satisfeitos. Parece também que alguns adeptos do Belenenses assobiaram o espectáculo no final, mas Jorge Jesus não se incomodou: «isso é normal».

Não, não é normal. É altura dos treinadores das equipas chamadas «pequenas» — e que são sempre tão apoiadas por uma crítica que as exime de qualquer responsabilidades nos espectáculos que proporcionam — fazerem uma reflexão sobre os caminhos para os quais estão a conduzir o futebol português. Jogar para o zero-zero e para o «pontinho», ir a casa dos «grandes» e jogar apenas para o milagre, instalando uma muralha da China em frente à baliza — e isto quando a maioria dos jogos é televisionada e os bilhetes são absurdamente caros — é contribuir directamente para a morte do futebol como espectáculo de massas. Não os incomoda entrar num estádio onde apenas 400 almas penadas, verdadeiros heróis, se deram ao trabalho de ir ver o pouco que eles estão dispostos a mostrar?

4 - Acho que nunca, em tantos anos a ver futebol e a seguir campeonatos, vi uma equipa com tanta sorte como este Benfica de 2007/8. Domingo, em Coimbra, lá veio mais uma vitória arrancada nos últimos cinco minutos, num jogo em que o Benfica jogou muito pouco e bem menos que o adversário. Foi quase patético ver o esforço que o guarda-redes da Académica fez para facilitar o segundo e o terceiro golos do Benfica. Neste último, aliás, até vi uma coisa inédita: a bola, depois de passar por entre os braços do guarda-redes, seguiu devagarinho para o poste, daí ressaltou para o terreno e depois, subitamente, inverteu a marcha e desandou para dentro da baliza. Tal qual uma bola de bilhar «puxada» por baixo!

Para sábado, dou a Jesulado Ferreira um conselho de amigo: faça tudo para ganhar o jogo até aos 85 minutos e, se chegar aí em posição de vencedor ou com um empate julgado útil, mande recuar todos, todos os dez para dentro da área; proíba-os terminantemente de cometer qualquer falta, nem que seja com um sopro de ar; nos lançamentos laterais do Benfica (a jogada mais perigosa deles), ponha dois jogadores a saltar sobre a linha, em frente ao lançador. E depois reze, reze muito para que a taluda não saia pela sétima vez ao mesmo.

5 - Como era de prever, Pepe teve uma entrada em grande na Selecção Nacional. A ele, à sua eficácia e à segurança que transmite, ficámos a dever parte importante do empate contra a Finlândia, que significou o apuramento para o Europeu. Com Pepe e Deco, sobe para dois o número de naturalizados na Selecção — e se não contarmos com Makukula e Bosingwa, nascidos no Congo. Todos eles são casos especiais, e mesmo Pepe e Deco, ambos brasileiros, vieram para Portugal muito jovens, jogaram aqui cinco ou seis anos, mantêm aqui laços de residência e familiares e sempre mostraram vontade de jogar por Portugal e não pelo Brasil.

Mas isso não impede que as reflexões de Joseph Blatter, presidente da FIFA, tenham toda a razão de ser. A profusão de brasileiros naturalizados que hoje jogam por várias Selecções está a atingir proporções de alarme. Como ele diz e com razão, há 60 milhões de potenciais jogadores de futebol no Brasil, mas só onze é que podem jogar pela sua Selecção. Isso, mais a insistência dos zelotas da União Europeia em não quererem ver que a especificidade do desporto não se compadece com a absoluta liberdade de circulação e trabalho no espaço europeu que vigora para as outras profissões, está a descaracterizar rapidamente, primeiro os clubes e depois as Selecções. Que sentido faz, por exemplo, celebrar uma vitória do Arsenal na Champions como uma vitória do futebol inglês, quando bastas vezes não há um só inglês na equipa titular do Arsenal? E que sentido fará amanhã celebrar um título mundial de um país cuja Selecção seja maioritariamente composta por estrangeiros naturalizados?

# jornal “A BOLA” de 2007.11.27
# origem: "Futebolar"

27 novembro, 2007

Festa azul e branca na Capital Francesa

Hoje estou com a moral em alta.

Fui ao Dragão e o FC Porto regressou às vitórias mantendo os 4 pontos de avanço sobre os vermelhos e aumentando para 10 a diferença para os verdes. O FC Porto (que desta vez até jogou bem) foi mesmo a 1ª equipa a derrotar o Vitória de Setúbal nesta temporada. A única mancha do jogo foi a arbitragem de um tal de Xistra que deixou passar um penalty evidente sobre Lisandro.

Mas o meu estado de espírito tem mais a ver com o feito da nossa equipa de andebol. Eu sou assim, fanático pelo Porto, seja em que modalidade for. Ia no metro para o Dragão e todos falavam no jogo com o Setúbal enquanto eu procurava disfarçar o meu evidente nervosismo. Um amigo (PortoMaravilha) estava em pleno pavilhão do Paris e aguardava uma sms sua com o resultado final. Estava receoso, pois Eduardo Filipe, lesionado, não ia jogar e sabia pelo que vi em Santo Tirso que os Franceses nos iriam colocar imensas dificuldades. Olhei para o relógio vezes sem conta, eram 16h e 30m, o momento estava próximo... vibrou o telemóvel, as mãos tremeram, os olhos não largaram o visor durante largos segundos: PARIS, 26 - FC PORTO, 20. O FC PORTO ESTAVA APURADO!!!

«Equipa de andebol do F.C.Porto»

Perdemos por 6 mas cá tínhamos ganho por 7... o alívio, o sorriso vitorioso e um grito que me apeteceu soltar. Continuei de sorriso rasgado até ao final da viagem, o Porto, o meu Porto, a minha equipa deu-me uma grande alegria naquela tarde. À distância, a uns milhares de Kms fui eu quem colocou força e direcção naquele último remate de Bosko no último segundo. O 20º golo do FC Porto foi decisivo para o nosso apuramento pois cá havíamos ganho por 7 golos de vantagem (30-23) e o 26-19 colocava-nos fora da eliminatória (em caso de igualdade em golos contam os golos fora). Obrigado ao PortoMaravilha pela crónica (e fotos) que a seguir publicarei. Que me desculpem todos os Portistas, mas esta vitória é também um pouco minha. PARABÉNS FC PORTO!! ESTAMOS NOS OITAVOS DE FINAL DA TAÇA DAS TAÇAS DE ANDEBOL!!!

Quase uma centena de Portugueses presenciaram a partida e no final cantou-se ALLEZ PORTO ALLEZ... imagino o sofrimento vivido, imagino a explosão de alegria no final, e pelo que li o apuramento dos jovens jogadores do FC Porto é inteiramente justo até porque apanharam uma arbitragem caseira que permitiu tudo e mais alguma coisa aos defensores do Paris. No final, os dirigentes do FC Porto estavam emocionados, comovidos e os jogadores festejaram com os adeptos Portugueses presentes. Invejo todos quanto estiveram a presenciar esse final dramático. No último segundo, um golo fenomenal de Bosko a decidir a eliminatória. Com o Lucho nas bancadas, iria ser um atentado ao meu pobre coração mas mesmo assim arriscaria. Pelo FC Porto vale tudo. É um orgulho cantar, lutar, vibrar, sofrer por aquela camisola seja em que modalidade for, mas desculpem-me a confissão que se segue: É do andebol que eu gosto mais!!! O que eu sofri nos infindáveis anos de jejum que terminaram em 1999 fazem com que mereça todas estas alegrias. Obrigado valentes guerreiros. O Lucho será sempre, e em qualquer circunstância, um vosso fiel seguidor. Venha o próximo adversário.

Andebol: FC Porto apurado em final dramático
1º ABC (28 pts, 11 jgs), 2º FC Porto (27 pts, 11 jgs), 3º Belenenses (25 pts, 11 jgs)

Comentário ao "FC Porto, 26 - Belenenses, 26":
Em dia de jogo de futebol da Selecção (apurada para o Euro2008) estive na Maia a acompanhar a nossa equipa de andebol que não contou com Eduardo Filipe lesionado. Na 1ª parte o Belenenses aproveitou erros ofensivos do Porto e vencia bem ao intervalo por 11-15. Na 2ª metade com o pavilhão a puxar pela equipa, o FC Porto foi-se aproximando e chegou a estar em vantagem por 25-24 mas uma exclusão e um golo não validado quase ditaram a nossa derrota evitada a 28 segundos do fim com um belo contra-ataque de Pedro Solha. Um empate que se ajusta num jogo em que o Porto acusou a falta de Eduardo Filipe e em que os árbitros Nicolau e Caçador voltaram a prejudicar o Porto (os mesmos que nos apitaram com o ABC). Com este empate, o FC Porto está a 1 ponto do ABC e joga amanhã (21h) no recinto do São Bernardo.

Comentário ao "Paris Handball, 26 - FC Porto, 20", por Portomaravilha:
Residente em Paris, este nosso amigo Portomaravilha, colaborador e cronista do blog, descreve-nos as suas emoções sentidas ao vivo no pavilhão Halle Carpentier. Fica o meu agradecimento pela sua disponibilidade e colaboração.

Feitiço vira-se contra o feiticeiro!
resultado total da eliminatória: Paris, 49 - FC Porto, 50

O FC Porto alcançou hoje um novo estatuto na Cidade Luz. Apesar da derrota, num jogo cheio de emoções, eliminou o Paris Hand. O Jogo decorreu no conhecido complexo Carpentier, situado "Boulevard" Massena. O recinto, com capacidade para 4000 pessoas, estava meio cheio. O que há que louvar, sobretudo, após as greves dos transportes colectivos! É também de realçar o extraordinário fair play que existiu no recinto. A primeira parte finda com o resultado de 13-9 em favor do Paris. O FC Porto controla o jogo. Todavia, o guarda-redes do Paris está a fazer uma grande exibição. Nota-se que o FC Porto tenta compensar a sua inferioridade física com jogadas imaginativas que maravilham o público sentado ao meu lado. A segunda parte começa como a primeira, com o FC Porto a controlar o jogo durante os três primeiros minutos. Contudo, entre os minutos quatro e sete, o guarda redes do Paris faz três defesas fora de série e nos respectivos contra ataques o Paris marca. Num lapso de tempo mínimo, o resultado passa para 16-11. O FC Porto parece, então, nesse momento à deriva. O resultado chega mesmo a ser, aos 16 minutos, de 20-12. Ou seja, o FC Porto está eliminado, nesse momento. Mas, pouco a pouco, o FC Porto retoma os seus espíritos. Penso que, graças à rodagem dos jogadores, o FC Porto impede que o Paris se adiante, definitivamente, no placard. Penso que esta rodagem foi importante para compensar o desgaste físico. O último minuto será dramático e louco: Paris marca de pénalti , levando o resultado para 26-19. Mas todos esqueceram que o FC Porto ainda tinha soluções.
Bosko Bjelanovic marca no último segundo!!! O jogo acaba e o FC Porto está qualificado: 26-20. Uma nota final para justificar o título: Cada vez que havia um pénalti contra o Paris, os amplificadores davam a conhecida, senão famosa, música da série "Missão Impossível". Pois bem: a Missão Impossível foi mesmo para Paris que não se qualificou !

E Viva o Porto !

Abraço,
PortoMaravilha.

[nota do administrador] por cortesia do amigo Tugalobito, podem ver aqui + fotos do jogo. O nosso obrigado.



Basquetebol: FC Porto ainda sem o novo Norte Americano
1º Ovarense (100%, 5 jgs), 2º FC Porto (80%, 5 jgs), 3º CAB (60%, 5 jgs)

Este fim de semana o campeonato da LCB esteve parado e só regressa no próximo sábado em jornada de concentração com todos os jogos na mesma Cidade (Oliveira do Bairro). O FC Porto joga com o Ginásio (sábado, 14.45h) a quem já venceu, na 2ª jornada por 78-66, jogo realizado no pavilhão do adversário (Figueira da Foz). O plantel azul e branco continua incompleto tardando a contratação do prometido 4º Norte Americano. Pode ser que esta espera até se venha a revelar positiva se a contratação for de facto uma verdadeira mais valia. As potencialidades do plantel da Ovarense obrigam, urgentemente, à melhoria da qualidade do grupo excelentemente orientado por Alberto Babo. Já depois da publicação deste post o FCPorto anunciou a contratação do base Norte Americano Brandon Payton. Esperemos que seja um grande reforço.

Hóquei: FC Porto escorrega mas continua líder
1º FC Porto (24 pts, 10 jgs), 2º Benfica (21 pts, 11 jgs), 3º Valongo (20 pts, 11 jgs)

O FC Porto fez esta semana 2 jogos ganhando em casa ao Alenquer por 7-4 com 5 golos de Reinaldo Ventura (os outros golos foram de Caio e Jorge Silva) e na partida de sábado registou-se um empate a 2 golos no recinto do Gulpilhares que esta época já venceu na Luz. Nesta partida, marcaram Jorge Silva e Reinaldo Ventura com o FC Porto a ser infeliz nos últimos minutos falhando golos em série. Na frente nada de novo uma vez que o SLB também teve uma escorregadela nos Açores empatando 1-1 com o Candelária. Assim, 3 pontos de avanço mas que poderão ser 6 depois de cumprido o jogo que o FC Porto, de Franklim Pais, tem em atraso. O próximo jogo do FC Porto é sábado, 18h, em casa com o HC Braga.

Treinador da Semana: Carlos Resende
Jogador da Semana: Bosko Bjelanovic

Para técnico da semana, escolho Carlos Resende pelo brilhante apuramento para os oitavos de final da Taça das Taças de Andebol conseguido em Paris no último segundo de uma partida intensa e dramática em que o FC Porto não contou com o seu melhor jogador... e para jogador da semana, a escolha recai em Bosko Bjelanovic (na foto) pelo momento mágico que proporcionou a todos os Portistas obtendo um golo fantástico no último segundo que valeu a qualificação do Porto para a fase seguinte. Ricardo Moreira e Álvaro Rodrigues (4 golos) também estiveram em bom plano e mesmo Reinaldo Ventura do hóquei também mereceria a distinção mas aquele remate de Bosko tem que ser lembrado por muitos e muitos anos... em 1994 um remate de Jesper Degn deu a Taça de Portugal de Andebol ao FC Porto num jogo com o Benfica (19-18), em circunstâncias idênticas às de ontem. De livre de 9 metros com todos os jogadores a fazerem barreira e com o tempo esgotado... 13 anos depois recordo esse momento, que teve reedição no último domingo... Sublime!

Nota final: O FC Porto segue imparável na liderança do Nacional de Juniores em futebol tendo na última 4ª feira ganho em Vila do Conde (diante do Rio Ave) por 1-0. A partida foi de fraco nível (assisti apenas aos últimos 30 minutos) e o FC Porto ganhou com um golo do Chinês Zhang a 18 minutos do fim. Nas últimas 3 jornadas os Dragões ganharam ao Boavista (2-0), ao Rio Ave (1-0) e ao Guimarães (3-0). O FC Porto segue isolado no 1º lugar com 1 ponto de avanço sobre o Leixões (que tem mais 1 jogo que os Portistas). Foi a 1ª vez que vi, esta época, um jogo das nossas camadas jovens e pelo que vi há muito que trabalhar... muito mesmo.

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.

25 novembro, 2007

Domínio absoluto


competição: bwin LIGA 2007/08, 11ª jornada
data: 25.11.2007
local: Estádio do Dragão, no Porto
assistência: 37.309 espectadores
fc porto: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves, Marek Cech; Paulo Assunção (Kazmierczak 87'), Raul Meireles (Farías 87'), Lucho Gonzalez; Lisandro Lopez, Quaresma e Sektioui (Mariano Gonzalez 63').
golos: Lisandro Lopez (5'), Quaresma (85').

Este jogo era esperado com muita expectativa por todos nós, ora porque nas últimas 2 jornadas tínhamos desperdiçado 4 pontos e com isso os «rídiculos» apregoavam aos sete ventos que o campeonato estava relançado (se a estupidez mental pagasse imposto, estavam ricos!), ora porque do outro lado estava uma equipa que viajava do Setúbal e que até esse momento, a par de um excelente campeonato e com boas exibições, ainda não tinha perdido… convinha não esquecer tb que na próxima jornada, era hora de visita a ‘terra de infiéis’.

Os planos saíram completamente furados aos tais «rídiculos», pois cedo, bem cedo, o FC Porto mostrou ao que estava ali a fazer no rectângulo verde: vencer, dominar e convencer; no onze tipo dos últimos jogos, e apenas na defensiva, saíram Stepanov e Fucile por razões bem distintas, para dar lugar ao regresso ao activo de Pedro Emanuel (e que tão bem esteve com a classe a que já nos habituou) e Marek Cech. No resto, tudo igual.

Como dizia, desde o 1º minuto de jogo se percebeu que o FC Porto estava num estilo completamente dominador, com um pressing asfixiante a toda a largura do terreno, obrigando o adversário a sucessivos erros defensivos que mais minuto, menos minuto, iria dar frutos e tão rápido o assim foi.

Estavam apenas decorridos 5 minutos de jogo, quando Lucho na entrada da área desmarca Lisandro Lopez na cara do guarda-redes adversário que mais não pode fazer do que ver a bola passar por baixo do seu corpo. Estava feito o 1-0 e porque não, o assumir claro do domínio do jogo que foi confirmado ao longo de todo este. Estava bom de ver que dado o acerto ofensivo por parte dos nossos, o adversário iria ter muitas dificuldades em segurar o nosso ataque azul-e-branco.

Sempre numa toada dominadora, o jogo foi sempre praticado na área adversária, tendo Lisandro por mais de uma vez tido a oportunidade de bisar no jogo, não tendo conseguido manter a mesma eficácia aquando do 1º remate à baliza adversária. O Setúbal, pois, era uma sombra (e ainda bem!) do que certamente muitos de nós esperávamos, não tendo por uma única vez sequer se aproximado da nossa baliza defendida por Helton, o que diz tudo da qualidade exibicional de ambas as equipas em campo.

Para a 2ª parte, mais do mesmo, ou seja, um FC Porto a dominar em todas as nuances de jogo e com os nossos avançados novamente a manifestarem-se perdulários com as oportunidades que iam surgindo com relativa frequência junto da baliza adversária… não foi Lisandro ‘Guerreiro’? Não foi assim também Lucho ‘El Comandante’, onde depois de ultrapassar o guarda redes, falhou o mais fácil? Do adversário, o mesmo desde o 1º minuto: nem vê-lo!

A meio da 2ª parte, quando faltavam cerca de 20 minutos para o final do jogo, e sempre, mas sempre com a mesma tendência, assistimos todos a mais uma escandaleira, ao bom estilo ‘apito Bermelho’, quando Lisandro é literalmente rasteirado dentro da área por um defesa adversário, e a ‘besta quadrada’ que por lá andava de apito na boca, a assobiar para o lado. Cada vez confirmo mais que definitivamente, ‘já se perdeu toda a vergonha; agora, é mesmo à descarada e aos olhos de todos’. Incompreensível.

Mesmo assim, e com o FC Porto sempre a praticar um futebol bastante agradável e dominador, Ricardo Quaresma achou por bem que estava na hora de começar a dar show pessoal (e tantas saudades tinha eu já destes momentos, carago!), começando com os estragos na defensiva adversária, que cada vez mais, eram de fino recorte.

Quando o relógio já marcava 85 minutos de jogo, Ricardo Quaresma na entrada da área resolve disparar um potente e colocado remate, que faz a bola anichar-se bem justo ao poste esquerdo da baliza defendida por Eduardo e elevar a contagem para 2-0, já muito perto do final do jogo, o que ajudou e de que maneira a tranquilizar todos os presentes no Estádio do Dragão. Já tão perto do final do jogo e com o resultado em 2-0, muito dificilmente a vitória nos iria escapar, mas, e atendendo a casos bem frescos ainda na nossa memória, nunca seria de confiar.

Até ao final, nada mais de importante se passou, senão, continuarmos a assistir a uma exibição bem agradável e fortemente dominadora por parte dos jogadores azul-e-brancos, que diga-se de passagem, se espera tenha trazido um forte aditivo para as duas próximas batalhas que se avizinham (Liverpool e Lisboa).

azul + : Lisandro Lopez (VIPortista), Quaresma de regresso aos bons velhos tempos e para Pedro Emanuel que esteve intransponível… no compute geral, toda a equipe esteve muito bem.

azul - : Marek Cech com algumas dificuldades em sair com a bola para o ataque e desculpem lá, mas sempre que olho para o ‘estilo’ de Mariano González, irrito-me solenemente, porque estou sempre com a sensação de o ver andar ali perdido sem saber muito bem o que fazer à bola ou onde melhor se posicionar (é o que eu vejo... in loco!... e em toda a largura do terreno).

arbitragem: Carlos Xistra (Castelo Branco), não vou perder muito tempo a falar deste ‘demente Bermelho’. Apenas e só dizer que já não me recordava de assistir a uma arbitragem tão fraca, mas tão fraca, que basta atentarmos aos primeiros 45 minutos, que mais não serviram do que para comprovar que esse ‘demente Bermelho’ estava ali com a lição bem estudada, aliás, muito bem estudada… só que se esqueceu de um (grande) pormenor: Quaresma, sim, este mesmo!, soube muito inteligentemente refugiar-se de todas e quaisquer disputas de bola que pudessem dar azo a que o ‘demente Bermelho’ desse uso imediato à cartolina amarela… e todos nós bem sabemos porque o faria com um sorriso nos lábios.




Sem espaço para mais erros

Daqui a umas horas, o FC Porto voltará ao palco do habitual crime, aquele rectângulo verde onde se conquistam vitórias épicas e imemoráveis… mas onde também se amargam alguns desvios da rota principal (e ainda bem que são poucos, muito poucos).

Falando por mim, é verdade que ainda não digeri o péssimo resultado da última jornada, onde 2 erros individuais, deitaram tudo a perder no espaço de 5 minutos (os finais), quando já todos nós afagávamos as mãos na conquista de mais 3 pontos em direcção ao «tri»… de um momento para o outro, tudo ou quase tudo a perder.

Já tanto foi dito, redito, explicado e esmiuçado que não ‘adianta estar a chover mais no molhado’, senão olhar em frente e seguir em passos firmes na boa onda das vitórias, que é exactamente o que eu espero, o que todos nós que amamos e sentimos o FC Porto, esperamos para amanhã: nem mais, nem menos que uma vitória concludente!

Convém contudo não esquecer o ciclo infernal que a partir de amanhã e até ao final do ano se avizinha para as nossas cores, com 6 jogos de dificuldade acrescida (Setúbal c, Liverpool f, Benfica f, Besiktas c, Guimarães c, Nacional f), pelo que amanhã, mais que nunca, convém entrar não com um pé, mas com os dois bem firmes para se obter o aditivo suficiente para enfrentar as restantes batalhas que a seguir se seguem com muita garra, paixão e amor à mágica camisola do FC Porto.

O adversário de amanhã (Vitória de Setúbal) está a fazer um excelente campeonato, ocupando a 5ª posição ao fim da 10ª jornada, e comandada, quanto a mim, por um bom treinador, Carlos Carvalhal, que vai dando ano após ano, provas de que ‘sem ovos nenhuns ou quase nenhuns, vai moldando umas omoletes de muita bom aspecto’… este Vitória de Setúbal é a prova provada do que aqui digo. Mas deixemo-nos de elogios ao adversário que este espaço não é para isso.

No onze para iniciar o jogo, espera-se (e espero eu) que Pedro Emanuel vá ocupar o lugar de Stepanov que nos últimos dois jogos esteve muito pouco concentrado, e neste último com gravosos danos para a equipa (mas tb não foi o único, diga-se de passagem). No resto, penso que se irá manter o normal 4-3-3, com as habituais peças do xadrez no seu devido lugar.

Neste jogo, apenas e só a vitória interessa… e não interessa mesmo para nada o ‘modo’!

Pinto da Costa, O Homem do Porto

No dia 23 de Outubro de 2007, antes do desafio FC Porto - Marselha, a edição em papel do jornal “L’Equipe” realizou uma entrevista ao Presidente do FC Porto. As palavras de Pinto da Costa ocupam um lugar de destaque na página doze e são apresentadas por Régis Dupont.

Este diário é um dinossaúrio da imprensa Francesa. O seu formato actual aparece em 1948. E tem um lugar inamovível na edição Francesa. É um dos jornais mais lidos em França. Segundo a associação OJD, em 2006, só a edição papel teve 2.365 000 leitores, em média, por dia.
(existe também uma edição on line que é sensivelmente diferente, já que é mais resumida)

Melhor se compreenderá, assim, que a entrevista de Régis Dupont é uma autêntica homenagem ao Presidente do FC Porto.

Tinha pensado, também, traduzir este artigo antes do dia 16 de Novembro. Mas, por aqui, é dito que nunca se deve parabenizar antes do dia de anos. Parabéns, pois, ao Estádio do Dragão e a quem por ele batalhou!

Vejamos :

Pinto da Costa, O Homem do Porto.
Debaixo do reinado do seu inamovível presidente, começado em 1982, o FC Porto mudou de dimensão.

No seio da confraria dos presidentes dos grandes clubes, Jorge Nuno Pinto da Costa é um dinossauro. Ele dirige o FC Porto desde Abril de 1982 e a sua longevidade excepcional neste cargo vai de par com um incomparável palmarés pessoal: 15 campeonatos de Portugal, 9 taças de Portugal, 15 supertaças de Portugal, 2 ligas dos campeões (1987 e 2004), 1 taça UEFA (2003), 2 taças intercontinentais e 1 super taça europeia.
Ele até resistiu à operação “apito dourado” (1) (siflé doré). Uma vasta investigação que visava provar delitos, indo do tráfico de influências à corrupção de árbitros. Com quase 70 anos, continua a alinhar os sucessos.
Dentro de quatro dias, vai casar de novo com, Philomène (2), sua ex-segunda esposa. Ele evoca, para nós, os momentos mais marcantes da sua presidência.

A Sagração de Viena (1987)

Em 27 de Maio de 1987, em Viena, o FC Porto derrota o Bayern Munich (2-1) na final da Taça dos Campeões. Lembro-me de tudo: Da viagem, do que fizemos no dia do jogo, do que falámos com o Artur Jorge. Estávamos muito confiantes mas, tacticamente, convinha-nos, perfeitamente, chegar na condição do “pequenino”. As pessoas não nos davam 10% de chances contra o Kiev (na meia final) e, depois, contra o Bayern. Lembro-me do presidente Bávaro me pedir um prognóstico, aquando do jantar oficial. Respondi-lhe: "Sabe, se perdermos por 2-0 já não é mau". Mas, na minha mente, eu pensava: Falaremos amanhã. A ideia já era ganhar, ganhar sempre. Em seguida, ganhamos a Taça intercontinental e anunciei, aquando do jantar de celebração desta vitória, que deixava a presidência. Aí, todos me disseram: “Ninguém terá a coragem de te suceder”. Então, fiquei. Não queria que acreditassem que eu tinha medo de não tornar a ganhar. E o meu maior orgulho, hoje, é ter dado estruturas ao clube, é ter incutido junto de cada assalariado esta cultura da vitória. Há sempre recordes a bater. Já em 1987, todos diziam que seria impossível ganhar uma segunda Liga dos Campeões.

O Penta (1995-1999)

Entre 1995 e 1999, o FC Porto sagra-se campeão de Portugal cinco vezes consecutivas. Mais um recorde, talvez o recorde mais querido para Pinto da Costa: “É um momento muito especial porque mesmo o Benfica, no tempo do Eusébio, nunca tinha ganho mais de três títulos consecutivos. O Clube inteiro tinha bem em mente que era um objectivo único na nossa história, uma oportunidade que não podíamos deixar passar. Pessoalmente, tinha tomado um grande risco: Para suceder a Bobby Robson e depois a António Oliveira que tinham, cada um, ganho dois títulos, tinha escolhido Fernando Santos que nunca tinha treinado uma grande equipa. Fui enormemente ctiticado, dizia-se que ele não seria capaz de aguentar uma tal pressão, mas tinha confiança nele. E, depois, tínhamos elementos muito bons como Jardel, Vítor Baía ou Drulovic, uma equipa muito unida. De antemão, tínhamos menos meios que os grandes clubes europeus. Mas a nossa política foi sempre de vender os jogadores que nós podíamos substituir. Este Verão, por exemplo, cedemos Pepe ao Real Madrid (30 milhões de euros) porque sabia-se que Stepanov seria um substituto fantástico ao fim de alguns meses. Em contrapartida, recusámos uma oferta de 16 millhões de euros pelo nosso capitão, Lucho, porque é um jogador diferente, muito importante para a equipa, e não tínhamos alternativas.

O Estádio do Dragão

É a sua obra de referência. Um magistral golpe de génio.
Com a prespectiva do Euro 2004, Pinto da Costa pressente que tem uma oportunidade única para modernizar o seu clube. Imagina o projecto dum novo estádio, construído em contrabaixo do antigo (Das Antas) (3).
Na altura, era o único a acreditar. Os bloqueios administrativos e financeiros pareciam insuperáveis. Mas o presidente do FC Porto adora impôr as suas ideias ao resto do mundo: O FC Porto integra o cofre das jóias em pleno Inverno 2003-2004, alguns meses antes de arrebatar a sua segunda Liga dos Campeões contra o Mónaco, em Gelsenkirchen (3-0): Quando comecei a pensar no assunto, todo a gente me dizia que era impossível. Tive muitos problemas, nomeadamente, com o Presidente da Câmara da cidade. Foi uma grande luta com todas as barafundas possíveis. Mas a inauguração foi um dia fantástico, uma emoção indescritível no plano pessoal.
Aliás, 90% da direcção do clube queria que o estádio tivesse o meu nome. Convenci os seus membros com um argumento simples : “Sou contra o facto que a pessoa que detem o poder dê o seu nome a qualquer coisa. Se dão o meu nome ao estádio, para ser coerente com o que digo, páro aqui o meu mandato”. No que diz respeito à minha saída, de qualquer maneira, já fixei uma data. Mas só lha desvendarei na véspera.

Obs :

(1) Em Francês no texto.
(2) e (3) Assim transcrito no texto

E Viva o Porto !

24 novembro, 2007

Defender o “ Minino”


Os mais incautos, provavelmente, julgarão que irei desatar aos socos para defender o “minino” Ricardo Quaresma. Não. Não o farei, por dois motivos: primeiro, porque tenho a pontaria mais afinada que determinado brasileiro e segundo, julgo que a família do mágico do FC Porto é mais do que suficiente para salvaguardar o bem-estar do mesmo.

Na realidade o que me incomoda é a incomplacência com que os adeptos azuis e brancos – que rapidamente se propagou para os adeptos do clube de Scolari – presenteiam o número 7 do FC Porto.

É incontornável que o Quaresma está em sub rendimento, que por vezes a sua inconstância exibicional inflama os nervos aos adeptos do Dragão, mas não é menos verosímil que foi o próprio jogador que colocou a fasquia bem alta – especialmente nas duas últimas épocas – com a magia que perfuma os relvados mais tenebrosos da super liga. O ruído, constante, que se vem verificando no Dragão, jornada após jornada, em consequência de uma jogada individual menos produtiva do mesmo, começa a ser irritante e origina-me inflamações no estômago. Dispenso tiques de taxistas, característica inata dos adeptos do Recreativo do Centro Comercial Colombo, na massa adepta e associativa do meu clube. E, atenção, comungo da mesma paixão exacerbada pelo Futebol Clube do Porto. Tudo isto no universo azul e branco.

Abordo, agora, o assunto na perspectiva de selecção nacional. Recente e invariavelmente um dos bodes expiatórios das medíocres exibições da selecção nacional tem sido: Ricardo Quaresma.

A sua não inclusão no Mundial de 2006 foi levemente abordada pelos críticos desportivos e comunicação social, e o motivo para essa branda e silenciosa discussão foi motivada pela cor do seu jersey. Actualmente, titular na selecção, é repetidamente rotulado de individualista, praticante de um futebol inconsequente. Discordo. Se existe inconsequência é na montagem e abordagem táctica da equipa nacional, e dos tiques de vedetismo do inimputável Cristiano Ronaldo. Admito que o Quaresma também os tenha, embora não consiga entender a incoerência como se avalia o mesmo defeito em diferentes atletas. No jogo contra a Finlândia, num puro exercício estatístico o Harry Potter foi o jogador nacional mais perigoso. Efectuou 6 remates (3 enquadrados à baliza e 3 fora), participou directa ou indirectamente nos lances mais perigosos da equipa. Arrancou um amarelo aos Finlandeses e protagonizou, um lance espectacular perto da grande área adversária, parado por um nórdico em falta.

Na minha óptica o menos mau no ataque. Contudo, considerado insuficiente pelos sapientes críticos desportivos. O pânico instalado, derivado da ausência do ex-menino de ouro da Luz na equipa titular, paralisa a massa encefálica a muita gente. Ao que parece o Ricardo Quaresma é o único jogador que já queimou a sua oportunidade na selecção. Incrível, não só pelo número de jogos realizados como titular e, pelo rácio minutos/aproveitamento que apresenta, ao contrário de muitos.

E, por fim, a inevitável comparação com o endeusado de Manchester.

Nunca registei uma crítica destrutiva para com o craque do BES. Fala-se em actividades circenses, de complicação de processos, de inconsequência, etc. Cristiano Ronaldo é incólume a esses adjectivos. Numa atitude sebastiânica é apontado como o melhor do mundo. As suas exibições nunca são negativas, apenas menos conseguidas. Irrita-me. Solenemente. Se ser objectivo é pegar no esférico, tentar serpentear – ao bom estilo “ obikwelano” – uma floresta de pernas adversárias… prefiro a objectividade do nosso cigano.

Podem me apelidar de faccioso, de burro, de Luís Campos ou de Octávio Machado (respeitando esta sequência natural)… mas uma coisa é certa: não trocava o pé direito do cigano pelos dois pés do Cristiano Ronaldo.

A avaliação desta afirmação polémica, muito subjectiva, fica ao vosso critério.

Um Abraço do,
CJ

23 novembro, 2007

Fair-play

Esta semana recebi um e-mail muito curioso que me fez pensar nesta “coisa” do fair-play... um vídeo de um jogo de futebol entre o Ajax e o Den Haag em que existe uma falta sobre um jogador do Ajax que acaba caído no chão. Os jogadores do Den Haag mandaram a bola para fora para que o jogador do Ajax fosse assistido. Após a assistência, o jogador do Ajax marca um golo sem o querer... a equipa do Ajax ficou sem reacção quando o golo foi validado pelo árbitro. Ao reiniciar o jogo a meio campo, os jogadores do Ajax não se mexeram fazendo com que o Den Haag marcasse um golo. Impressionante, não?


Tudo isto é realmente muito bonito mas será que vemos acções dessas no nosso futebol? Não creio! Se fosse em Portugal, toda esta reacção por parte do Ajax seria feita por alguma equipa portuguesa?

Imagino um derby com uma situação idêntica, tinta e mais tinta iria correr na comunicação social, primeiro pelo golo marcado e depois pela reacção dos jogadores para equilibrarem o jogo. Além disso, teria que se pensar em quem tinha marcado o golo, porque se fosse o FC Porto e o golo fosse validado, bem… isso então seria tema para mais um apito!

No entanto esta “coisa” do fair-play também me faz pensar: será que vale a pena num campeonato como o nosso, haver fair-play num jogo? Por um lado penso que deveria haver, mas analisando alguns jogos, creio que, sobretudo o FC Porto, não devia de ter o mínimo de fair-play nos jogos. Porquê? (pensam vocês)... simplesmente porque o FC Porto é demasiado prejudicado para pensar em “equilibrar” um jogo com a equipa adversária, não concordam? Imaginem um FC Porto vs Galinhas. Acham que dá para haver fair-play por parte dos azuis e brancos com essas criaturas? Naaaa!!!

Mas por outro lado, penso que o FC Porto sendo a grande equipa que é, tendo jogadores fantásticos, deveria de dar o exemplo às outras equipas, sobretudo a essas equipas mesquinhas e pseudo grandes!

Isto do fair-play realmente é muito bonito na teoria mas na prática, não sei não, é um bocadinho difícil de engolir, não?

Saudações azuis e brancas e até para a semana! da,
Sodani.

ps - bora lá a botar na eleição do 'melhor blog português 2007' até dia 30-Nov... onde? logo ali em cima do lado direito, carago!

Passatempos 2007/08

ps - não se esqueçam hoje, em limite até às 18h00, de refazerem as vossas equipas para a 11ª jornada da bwin LIGA.

22 novembro, 2007

O palco dos sonhos

Fez, na semana passada, 4 anos que o Estádio do Dragão entrou no imaginário de todos nós. Quatro anos são, grosso modo, 1460 dias. Pouco tempo, se aferido pela idade humana, mas pleno de acontecimentos, na vivência desportiva.

Cada um terá vivido a transição do palco eterno, as Antas, para o novel recinto, à sua maneira. Pedra sobre pedra, a árida zona começou a ganhar forma. No meio da lama, da terra, dos gritos dos trabalhadores, do frenesim de uma obra grandiosa, a estrutura começou a crescer. Acompanhada diariamente com um fervor quase religioso, o ansiado dia era, cada vez mais, uma certeza, no horizonte próximo.
Até que…

A cidade engalanou-se. As melhores vestes saíram dos armários. Os fatos de gala brilharam, resplandecentes. Tal como todos os que se dirigiram, num frio dia de Outono, para as luzes, brilhando majestosas, iluminando os céus da Invicta. A noite encheu-se de murmúrios, quase como se todos os que lá estavam tivessem medo de quebrar a magia. Reverência e esgares de espanto, perante a maravilha arquitectónica que desafiava convenções empoeiradas.

16 de Novembro de 2003. O nosso Mundo, o nosso Universo, tinha novo local de romaria. Depois do estádio do Lima, da Constituição, das Antas [que saudades], um novo local de culto tinha nascido.

Num estado de exaltação, assistimos a 4 anos de jogos. Jogos memoráveis. Jogos emocionantes. Jogos para a história. E nós todos participamos activamente neles. Sim, porque a empatia alcançada pelo novo recinto não se esgotou na interactividade vinda das bancadas. Nós jogamos. Nós participamos. Em cada carrinho, de dentes cerrados. Em cada ataque adversário, cerrando fileiras. Nas movimentações ofensivas, pedindo a bola, totalmente desmarcados. E no momento sublime do GOLO, comemorando abraçados ao resto da equipa, unos na defesa da mística. Sonhos?

Nada disso. Aquele enquadramento único, em que alguns vêem apenas um monumental bloco de cimento, é mais do que isso. É um teatro, um local propício à realização dos sonhos e fantasias, em que os 90 minutos encerram em si mesmos uma lição de vida. Drama, emoção, nervosismo, ansiedade, alegria, comunhão e angústias gastas. 90 minutos que nos fazem soltar lágrimas furtivas, abraços, sorrisos nervosos, risos incontinentes ou blasfémias malditas.

É ali que eu pertenço. É ali que eu sofro. Que eu vivo. Que eu oculto a dor, quando o resultado é penalizador, que eu sinto o coração estilhaçar-se em milhares de pedaços, quando vencemos. Repito, “sonhos”?

Ná! Sou eu que impulsiono o Helton, para defender aquela bola indefensável, que ajudo o Paulo Assunção a cortar mais um lance de perigo. E sinto o suor a empapar-me a camisola. E, juro, já por lá vi o Porto Maravilha, auxiliando o Bosingwa naquelas corridas irresistíveis, o Estilhaço, imperial, ganhando um lance aéreo, o Sérgio, fazendo de El Comandante, capitaneando o ritmo do jogo, o Teixeira, felino, recebendo um passe mortífero ou o Blue Boy, mágico, num passe de letra. Em pensamentos, sim, mas funcionando como uma entidade invisível, capaz de catapultar a equipa para outros feitos. Porque é isso o PORTO. É isso o DRAGÃO. Um clã. Unido. Para vencer, vencemos todos. Para sofrer, cravamos as unhas na pele e aguentamos, estóicos, as investidas.

Somos nós
a tua Força, a tua Voz,
tu nunca estarás só
força Porto, vence por Nós!

Mais do que os parabéns ou a tradicional festa que celebra cada passagem do calendário, um singelo agradecimento. Pelas noites e dias de magia. Por nos fazeres sonhar. Por teres transformado o meu Mundo num local mais risonho, pincelado a azul e branco. Obrigado, ESTÁDIO DO DRAGÃO.

ps1 - O Estádio do Dragão recebeu uma prenda antecipada, na véspera do seu 4º aniversário. Passou a ser, a partir de agora, o primeiro estádio de cinco estrelas do Mundo, com certificados de Qualidade e Ambiente.

ps2 - A foto, belíssima, é da autoria de Luis Vieira. Sub-repticiamente retirada do site Olhares, fica aqui a menção à panorâmica grandiosa do palco dos sonhos...

Mais um...

E está a caminho mais uma jornada de confraternização do blog BiBó PoRtO, carago!, o jantar de Natal que se vai realizar no próximo dia 15 de Dezembro. Como sempre, objectivo primordial será promover o convívio e boa disposição entre todos os participantes e respectivas famílias.

O jantar será no Restaurante Brasileiro Las Vegas (Nogueira do Cravo), e será precedido de uma futebolada logo ali ao lado, pelas 17h00, em que se irão defrontar os mancos e os coxos... portanto, é bom que se apresentem artilhados até ao pescoço, porque vai dar faísca, e muita!

Feita a apresentação, fica aqui formulado o convite a todos os visitantes/leitores deste blog que (alguns) pretendam repetir ou (outros) participar pela primeira vez em mais uma das nossas jornadas de confraternização.

O prazo limite para inscrições é o dia 08 de Dezembro (sábado), pelo que caso pretendam participar, bastará para tal contactar-nos para o endereço electrónico blogdoblueboy@gmail.com com indicação dos vossos dados, contactos e número de participantes a juntarem-se a nós.

Pela nossa parte, apenas podemos prometer uma coisa: “mais um fantástico dia pleno de convívio e boa disposição que nos espera!”... o resto, depende unicamente de vocês!

21 novembro, 2007

Devagar, devagarinho

Devagar, devagarinho, o General Inverno chegou.
E chegou bem mais frio que nunca.
Encontrou-me à janela de casa e a sua presença gélida apelou à tristeza e melancolia.
Acendo um cigarro, lento suicídio, e através do fumo e do vidro da janela observo o vento a derrubar, ritmadamente, as folhas das árvores que baloiçam em frente da casa.

Ponho-me a pensar quando será o próximo jogo do Bicampeão e a distância para o mesmo torna-se em depressão. Bute até à sala. Um zapping rápido na TV mostra os outros, ainda a preto e branco e na RTP memória, campeões europeus. Sorrio. Vou até ao computador e entretenho-me a navegar pela net.
Nada de novo no espaço virtual. Nem sequer estranho a ausência de queixas dos Berdes por causa dos árbitros (será porque não existiram jogos esta semana?). Noto, no entanto, a escandalosa, 'dura e desproporcionada' suspensão por 6 jogos da UEFA, Ronaldinhos e bombas nos Bermelhos, a vitória da nossa selecção sobre a poderosa armada da Arménia (quem for ao Dragão favor não assobiar ao Ronaldo pois ele nunca foi assobiado em terras de Sua Majestade), o tão aclamado interesse público, casos em que se investiga a própria denúncia e pouco mais.
Tento sorrir novamente mas a depressão torna-se em angústia.

Abro uma pasta do ambiente de trabalho e encontro duas capas de jornais guardadas há um par de semanas. O assunto: reacções sobre a tão badalada película cinematográfica, que teve estreia de, acreditem ou não, cocktail de morcela e farinheira. O conteúdo: dois relatos totalmente diferentes sobre o filme que 'não convenceu os portuenses' para uns ou 'o filme aguardado com enorme expectativa' para outros.

O costume, no relato dos primeiros 'da sala com capacidade para 476 pessoas, nem uma quarta parte ficou lotada na primeira sessão' enquanto que na visão dos segundos 'a fila para a sessão seguinte não parava de crescer', fila esta que, muito provavelmente, justificou '40 pessoas presentes numa sala com capacidade para 400'.

Com tamanha disparidade de notícias, ou seriam opiniões?, tento descobrir dados mais actualizados mas fico na mesma. A distribuidora tinha apontado como meta os 100.000 espectadores nos primeiros quatro dias ou ainda que 'segundo dados divulgados pela BWorld, produtora do polémico Corrupção, o filme deverá ter alcançado os 119 mil espectadores na sua primeira semana de exibição'. Por outro lado números oficiais do ICAM apontam para 83.559 espectadores em 53 salas na semana de 1 até 7 de Novembro.

Aguardam-se novas informações, sejam estas oficiais, da classe de sargento e até praças, readmitidas ou não. No entretanto façam as Vossas pesquisas e efectuem os vossos cálculos, mas a verdade é que com este tipo de (des)informação não admira que o pessoal se veja Grego em Português e Matemática...
Deixo de sorrir, a angústia torna-se em raiva.
Escreveram, há uns dias atrás, que este filme 'Vai no Batalha'.
Nem sequer no Sá da Bandeira, acrescente-se.

Deixo para trás o computador e dirijo-me novamente para a janela.
Mais outro prego pró caixão. O sol teima em espreitar e os seus raios, delicadamente pincelados de amarelo, atravessam a vidraça e alegram-me a alma...azul, pois claro.
Mas afinal, para quê tanta depressão, tanta angústia, tanta raiva?
Faltam apenas 5 dias para o Bicampeão jogar.
Abandono a tristeza e a melancolia.
Devagar, devagarinho.
Sorrio novamente.

Saudações,
Estilhaço.

O direito ao assobio

‘Nortada' do Miguel Sousa Tavares

A veneração patriótica que não admite críticas nem objecções.

1 - Há umas semanas atrás, Ricardo Quaresma foi assobiado no Dragão, depois de insistir em várias jogadas individuais inconsequentes. A mim, aquilo pareceu-me injusto: não só porque o FC Porto deve muito, muitíssimo a Ricardo Quaresma (incluindo a sua recusa em ser vendido ao desbarato ao Atlético de Madrid, vai fazer um ano), mas também porque o individualismo, muitas vezes inconsequente, de Quaresma é o preço a pagar por tantas outras jogadas individuais que saem dos seus pés e que resolvem jogos em golpes de génio. Não se pode exigir a um desequilibrador nato que se abstenha disso e se remeta a um papel banal de «jogador de equipa». Faz-me lembrar quando há uns anos atrás, também no FC Porto, se criticava o Jardel porque ele não defendia. É claro que, por vezes há exageros e que podem ser evitados, mas o génio também é um exagero…Veja-se a jogada do Sektioui contra o Marselha: se tem sido desarmado durante aquele incrível slalom em que deixou para trás seis adversários, também se teria dito que fora um individualista. Mas, como a coisa resultou, escreveu-se antes que tinha sido uma jogada de génio.

O ponto importante, todavia, é que, assobiado, o Ricardo Quaresma reagiu com toda a naturalidade: considerou legítimos os assobios e confessou até que estava a jogar menos do que o habitual, mas que iria melhorar. Diferente é a atitude de alguns jogadores da Selecção Nacional, depois de escutarem assobios durante a sua paupérrima prestação contra a Arménia. Para estes, assobiar a Selecção é quase uma atitude antipatriótica. Eu compreendo-os: foi esta mentalidade que Scolari conseguiu introduzir nos espíritos de todos. Quando joga a Selecção de Scolari, os portugueses têm que se abstrair de que estão perante um espectáculo e um jogo de futebol: trata-se, sim, de um momento de veneração patriótica, que não admite críticas nem objecções. O mesmo pode valer para outras coisas: quem não gostar dos livros do Saramago ou da arquitectura do Siza Vieira é um português indigno de o ser.

E, à conta desta chantagem patriótica, vamos assistindo, conformados, a sucessivas exibições miseráveis da Selecção de Scolari. Há, pelo menos, meia dúzia de equipas na Liga portuguesa que jogam melhor futebol do que esta equipa de supervedetas e há meia dúzia de treinadores portugueses que seriam capazes de demonstrar muito melhor serviço do que o intocável seleccionador. É difícil, de facto, entender como é que tantos e tão talentosos jogadores são capazes de jogar tão mal durante tanto tempo. Por que é que o Ronaldo e o Nani rendem muito mais no Manchester United do que na Selecção de Scolari? Por que é que o Quaresma rende muito mais no FC Porto? E o Deco no Barcelona? E o Simão rendia muito mais no Benfica? Etc, etc. Haverá alguma espécie de epidemia colectiva que lhes tolhe o talento quando envergam a camisola da Selecção? Ou, como escreveu o Paulo Sousa e eu subscrevo, qual é a explicação para o facto de a equipa de Scolari não aparentar ter qualquer estratégia ou plano de jogo, nada ensaiado ou treinado, como se bastasse mandar lá para dentro onze grandes jogadores e esperar pelos resultados consequentes?

Enfim, esperemos que amanhã, contra a Finlândia, este grupo triste de grandes jogadores, possa ao menos sacar o empate que lhe garante uma qualificação que seria um escândalo não se conseguir.

2 - Jesualdo Ferreira tem um problema entre mãos, após as tonitruantes declarações de Bosingwa. Um problema clássico: fingir que não ouviu e abrir uma possível brecha em termos de disciplina interna, ou mostrar-se inflexível, castigando o jogador e com isso prejudicando a equipa. A questão é ainda mais delicada porque qualquer dos dois intervenientes teve razão a um tempo, mas não a teve noutro.

Jesualdo teve razão ao não querer individualizar culpas pelo modo como o FC Porto desperdiçou, nos cinco minutos finais, uma vitória mais do que tranquila na Amadora. Evitando destacar os dois culpados óbvios, ele quis preservar o espírito de união na equipa, tal como é seu dever. Mas, podia ter ficado por aí, podia ter dito que houvera falta de sorte ou de concentração nos minutos finais, erros que não se podem repetir, etc, essa linguagem cifrada que não atinge ninguém e todos entendem. Porém, ao responsabilizar toda a equipa pelo que aconteceu, ao remeter a responsabilidade para uma meia hora colectiva de relaxe (que não existiu, a equipa nunca se relaxou ao ponto de fazer perigar a vitória), ele foi atingir inocentes para poupar os culpados. E Bosingwa, um jogador com personalidade, acusou o toque e, legitimamente, não gostou. A verdade é que, como todos viram, aconteceu apenas que o Helton resolveu oferecer um golo repetindo um erro em que é recorrente, e o Stepanov resolveu oferecer um penalty, fazendo a equipa perder pontos pela quarta vez em cinco jogos seguidos. Mas José Bosingwa, quando confrontado com as declarações de Jesualdo, devia ter-se limitado a dizer «é a opinião do treinador», sem acrescentar «a minha não é essa». Ao fazê-lo, quebrou a tal solidariedade entre todos que é essencial numa equipa. Mas também chamou a atenção para uma questão a cuja responsabilida Jesualdo Ferreira não pode fugir: no futuro, o esforço de todos vai continuar a poder ser comprometido por erros habituais dos suspeitos do costume?

3 - Qualquer dia o Sporting não arranja um árbitro que lhe queira apitar os jogos. A menos que eles se disponibilizem para assinalar os dois ou três penalties que os sportinguistas reclamam em todos os jogos — para além de todos os que já assinalam e que, apesar dos protestos, fazem do Sporting o campeão destacado dos penalties a favor, no século XXI.

Se agora, todos os jogos em que o Sporting reclama dos árbitros vão ter como consequência a penalização a posteriori dos árbitros — e sem que os outros clubes façam o mesmo e nomeadamente, quando é o Sporting o beneficiado —, vai ser difícil querer arbitrar um jogo do Sporting. Pela simples razão de que não há nenhum árbitro que não cometa pelo menos dois ou três erros durante um jogo. Mas, se só são escrutinados e passados à lupa os erros cometidos em desfavor do Sporting, e não também todos os outros erros e em todos os outros jogos, isso significa que se criou um regime de excepção, que prejudica uns e deixa passar os outros.

4 - Há um jovem jogador em Braga, chamado Bruno Silva, que estava apalavrado e ajuramentado para o Sporting e que parece que acabou desviado pelo Benfica «à má fila» e inscrito, contra sua vontade e a do pai — representante legal —, na Associação de Futebol de Lisboa. Inacreditável nesta história é que o miúdo tem oito anos (!) de idade e estava assente entre o Sporting e o pai do jogador que, aos onze anos, ele daria entrada na Academia de Alcochete. Mas agora, inscrito pelo Benfica e vivendo em Braga, ele, pura e simplesmente, já não pode competir como até aqui por uma equipa de Braga e também não pode competir pelo Benfica, porque mora a 350 quilómetros de distância!

Eu confesso a minha estupefacção e a minha ignorância: não sabia que se podia inscrever jogadores com oito anos de idade; não sabia que a ganância chegava a tal ponto que se podia assentar com os pais levar-lhes o miúdo aos onze anos e pô-lo a viver a 370 quilómetros da família e dos amigos, traçando-lhe desde logo o destino e a profissão; e não sabia que os dois grandes «moralizadores» do futebol português se podiam envolver em disputas pouco dignas pelo futuro «passe» de um miúdo de oito anos, que, por agora, quer apenas que o deixem jogar futebol.

# jornal “A BOLA” de 2007.11.20
# origem: "Futebolar"

20 novembro, 2007

A entrevista que faltava num fim de semana de grandes vitórias do Porto nas Taças Europeias

É com grande satisfação que publicamos esta semana uma entrevista a um jogador de andebol do nosso FC Porto. Depois de Alberto Babo (basquetebol) e Jorge Silva (hóquei em patins), faltava completar esta série com uma entrevista a um elemento da secção de andebol do nosso clube. Estive na 4ª feira em Santo Tirso no jogo com o Águas Santas (e também no sábado no jogo com os Franceses do Paris) e no final consegui chegar à conversa com Filipe Mota, central do FC Porto. Apresentei-me e solicitei a participação de Filipe Mota nesta iniciativa tendo este demonstrado muita disponibilidade e simpatia. Fica aqui o meu agradecimento à disponibilidade de Filipe Mota em conceder esta entrevista exclusiva ao blog BIBÓ PORTO. O Blog faz votos de muitas felicidades para a sua vida pessoal, profissional e desportiva com muitas vitórias com o emblema azul e branco ao peito, as cores do coração de Filipe Mota desde criança. De seguida, podem ler as respostas de Filipe Mota às questões formuladas pelo Lucho em fim de semana vitorioso para este e para o andebol do FC Porto. Os Dragões venceram os Franceses do Paris Handball por 30-23 e Filipe Mota foi dos melhores jogadores em campo, ele que foi «lançado às feras» na parte final da última época após lesão de Carlos Martingo. A sua juventude, garra, espírito de luta, atributos técnicos e grandes capacidades físicas fazem perspectivar que o central do FC Porto rapidamente se afirme no sete inicial do FC Porto numa época em que os Dragões são os mais fortes candidatos a destronar o ABC.

ENTREVISTA 'EXCLUSIVA'
Filipe Mota, jogador de andebol do FC Porto

Lucho: Na tua opinião, será esta a época em que o FC Porto regressará ao topo do andebol Nacional vencendo um campeonato que nos escapa há 3 anos? Será possível destronar um ABC dominador como o das últimas 3 épocas? Ou achas que existem adversários mais perigosos?

Filipe Mota: Tal como foi possível destronar um FC Porto que foi campeão vários anos seguidos, também é possível destronar um ABC campeão há 3 anos. Temos tudo para vencer o ABC como já o demostramos em vários encontros, a disciplina táctica e técnica, bem como o bom ambiente não só profissional como também de amizade e confiança, são instrumentos fundamentais para alcançarmos nada menos que o nosso principal objectivo, ser Campeão!!! A este nível quase todas as equipas são equivalentes nomeadamente na fase dos play-off.

Lucho: Como sentes o ambiente em Santo Tirso? Existe um bom apoio da massa adepta Portista da região? E o pavilhão novo junto ao Dragão, achas
importante?

Filipe Mota: O ambiente é muito bom devido à boa adesão por parte da massa adepta não só da região, mas também de adeptos de fora. A construção do pavilhão junto ao estádio vai ser um passo muito importante para as modalidades do clube na medida em que iremos ter uma maior adesão dos adeptos, melhores condições de trabalho e consequentemente a condução de um FC Porto cada vez mais forte.

Lucho: Relativamente à participação nas provas Europeias, o melhor que o FC Porto conseguiu foi jogar os quartos de final. Sentes que é possível este ano chegar mais longe? Para já nos 1/16 avos de final temos o Paris Handball. Quais as perspectivas?

Filipe Mota: Sinto que não só é possível, como temos equipa para tal porque trabalhamos todos os dias com o intuito de alcançar todos os nossos objectivos e este é um deles... o Paris Handball é o nosso próximo obstáculo que pretendemos ultrapassar e passar à fase seguinte.

Lucho: Sentes que o FC Porto está mais forte e temível com o «bombardeiro» Eduardo Filipe? E o Filipe Mota que apareceu com maior protagonismo na parte final da última época, sente que é este o ano da sua afirmação? Como se sente um jovem ao jogar ao lado de Eduardo Filipe e Carlos Martingo, e ao ser treinado pela maior referência do andebol Nacional, Carlos Resende?

Filipe Mota: Sinto que embora Eduardo Filipe seja uma mais valia para a equipa, esta está mais forte devido à evolução que houve desde o ano passado. Quanto à minha afirmação, de tudo vou fazer para que seja este ano, aproveitando todas as oportunidades que surgirem. É sempre bom jogar ao lado de jogadores mais velhos e com maior experiência, não só se torna mais fácil de jogar como também transmitem uma maior segurança... melhor ainda é ter como treinador Carlos Resende, tendo em conta que o seu conhecimento no que toca à "matéria" é muito vasto, o que nos permite a nós jovens jogadores, uma maior capacidade evolutiva.

Lucho: Costumas visitar alguns blogues do Porto? Já conhecias o nosso? O que achas de termos um dia por semana (3ª feira) para, em exclusivo, destacarmos as outras modalidades? Sentes que na blogosfera Portista se fala excessivamente de futebol?

Filipe Mota: Não sou visitante assíduo de blogs, mas já tinha tido conhecimento da existência deste. Acho que a existência de um dia dedicado a outras modalidades é uma óptima iniciativa, visto que diariamente somos confrontados com variada informação unicamente centrada no futebol, não só na blogosfera Portista, como em todo o mass média.

Cumprimentos a todos os bloggers e visitantes,
Filipe Mota.

Andebol: FC Porto encanta na Europa mas nada está decidido
1º ABC (25 pts, 10 jgs), 2º FC Porto (25 pts, 10 jgs), 3º Belenenses (23 pts, 10 jgs)

Na 4ª feira estive em Santo Tirso e acompanhei a vitória tranquila do FC Porto sobre o Águas Santas por 30-21. Na 1ª metade, um parcial de 10-3 logo inclinou um jogo que teve sempre sentido único. O maior destaque vai para a grande eficácia no contra-ataque de Pedro Solha que apontou 11 dos 30 golos azuis e brancos. Com esta vitória, o FC Porto alcançou o ABC na liderança da tabela tendo ambos mais 2 pontos que o Belenenses (3º). Obrigados a jogar a pré-eliminatória da Taça da Liga estão, entre outros, Benfica (5º) e Sporting (7º).

No sábado estive também a acompanhar ao vivo o FC Porto - Paris Handball que os Dragões venceram por 30-23. A partida foi de nível elevado com dois bons conjuntos em confronto com o FC Porto a demonstrar bom jogo defensivo, assente fundamentalmente, no seu guarda-redes, Hugo Laurentino. Com 14-11 ao intervalo, os Dragões iniciaram a 2ª metade a todo o gás chegando aos 20-13 altura em que Eduardo Filipe (após marcar um grande golo, o seu 7º) se lesionou. Temeu-se o pior mas a garra demonstrada por todos fez com que o FC Porto nunca abanasse tendo mesmo chegado aos 9 golos de vantagem a 5 minutos do fim. Na parte final o Paris reduziu para 7 com um golo a 10 segundos do fim. Tenho que destacar na equipa Filipe Mota, absolutamente inspirado, autor de 4 golos e de jogadas de recorte técnico elevado, muito bem acompanhado por Tiago Rocha, Pedro Solha e Eduardo Filipe enquanto jogou (a sua lesão irá ser reavaliada podendo até não jogar a 2ª mão em Paris). A vantagem adquirida é boa mas está tudo em aberto, sendo que só um FC Porto concentrado, unido e rigoroso como o de sábado sairá apurado de Paris para os oitavos de final da Taça das Taças.

Na 4ª feira (amanhã), o FC Porto recebe às 19h na Maia, o Belenenses (jogo a que devo assistir) e joga no domingo em França no Halle Carpentier (16h de Paris) e não no Stade Pierre de Coubertin, informação que julgo, poderá ser útil ao nosso colega PortoMaravilha que irá acompanhar ao vivo esta 2ª mão.

Basquetebol: FC Porto precisa urgentemente de um base
1º Ovarense (100%, 5 jgs), 2º FC Porto (80%, 5 jgs), 3º CAB (60%, 5 jgs)

Este domingo (com imagens através da RTP2) pode-se assistir a um jogo emocionante num Pavilhão do Restelo com pouco público e onde o FCPorto consentiu a 1ª derrota no campeonato. Desta feita a defesa não funcionou e o Belenenses, feliz em alguns triplos caídos do céu, acabou por vencer por 89-87. Por um cesto se ganha e por um se perde, daí a derrota azul e branca que poderia ter sido evitada a 9 segundos do fim quando Paulo Cunha falhou 2 lances livres que poderiam obrigar a um prolongamento. O mesmo jogador falhou um triplo no último segundo que poderia até ter-nos dado a vitória. O melhor jogador do FC Porto foi Gentry (24 pts) seguido de Marçal e Cunha também com boas perfomances estragadas pelos últimos lances. Mais discretos estiveram Morris e Terrel. É urgente que a SAD do basquetebol do FCPorto contrate o tal Americano que falta e que este seja para a posição de base em que o FC Porto está mesmo muito deficitário (o João Figueiredo não chega). O Campeonato regressa a 1 de Dezembro com o FC Porto a jogar com o Ginásio em campo neutro.

Hóquei em Patins: FC Porto vence em território Italiano e lidera grupo
1º FC Porto (20 pts, 8 jgs), 2º Benfica (17 pts, 9 jgs), 3º Oliveirense (17 pts, 10 jgs)

Este fim de semana, o FC Porto adiou o seu jogo do campeonato para se deslocar a Itália e cumprir a 2ª jornada da Liga Europeia de hóquei. Os Dragões tinham como objectivo a vitória e esse desiderato foi atingido. O FC Porto venceu em casa do Prato por 6-3 num triunfo tranquilo com 3-1 ao intervalo e 6-1 já na 2ª metade, parcial reduzido pelos Italianos na parte final. Os golos do FC Porto foram de Pedro Moreira (2), Jorge Silva (2), Caio e Ventura. O Porto lidera o seu grupo com os mesmos pontos dos Espanhóis do Vic, com quem jogam em Fânzeres a 15 de Dezembro. No campeonato, o FC Porto recebe amanhã (ou hoje segundo alguns sites), às 21h, o Alenquer jogando sábado no pavilhão do Gulpilhares (18h).

Treinador da Semana: Carlos Resende
Jogador da Semana: Pedro Solha


Para técnico da semana, escolho Carlos Resende pela brilhante vitória de sábado frente ao Paris Handball (Taça das Taças) num jogo em que a exibição Portista foi muito agradável e o resultado encorajador para a deslocação a Paris, isto depois de na 4ª feira terem alcançado o ABC na liderança do campeonato... e para jogador da semana, a escolha recai em Pedro Solha (na foto) pela excelente exibição diante do Águas Santas (11 golos) a que se seguiu mais um jogo bem conseguido do nosso andebolista diante do Paris (mais 4 golos) exímio nos lances de contra-ataque. Nesta eleição oscilei muito entre Pedro Solha e Hugo Laurentino, autor de duas excelentes exibições na baliza Portista... fica para a próxima grande Hugo.

E pronto, até para a semana.

Saudações azuis e brancas,
Lucho.