28 março, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Esta semana, a nossa equipa de ANDEBOL tinha um compromisso internacional que poderia manter em aberto as esperanças europeias, mas para além de dependermos da nossa performance, dependíamos também da prestação do Granollers face ao Göppingen na Catalunha.

O nosso desafio jogava-se 24h antes do compromisso na Catalunha, e era preciso uma comunhão de esforços entre equipa e adeptos. O pavilhão encontrava-se apenas a meio gás. A primeira parte foi marcada pelo equilíbrio e apenas na parte final da mesma conseguimos alcançar a vantagem de 2 golos com que chegamos ao intervalo.

A 2ª parte foi claramente de maior força da nossa equipa e a vantagem foi sendo alargada no marcador. O final da partida chegou com vantagem de 8 golos. Metade do caminho do fim de semana estava feito, e para manter o sonho do apuramento, era necessário que o Göppingen vencesse o Granollers.

O nosso desejo aconteceu e os alemães impuseram-se por 35-27. No próximo fim de semana, joga-se agora a última jornada e temos uma missão muito complicada pela frente. Resta vencer na Alemanha, local de realização da Final 4, e fazer as contas apenas no fim da jornada.

Para o campeonato, jogou-se a 1ª jornada e recebemos o Madeira SAD. A série de vitórias foi prolongada e a caminhada para o resgate tem neste momento menos um obstáculo. O próximo jogo da nossa equipa será contra o Göppingen e apenas uma grande conjugação de fatores poderá significar o apuramento.


AS OUTRAS MODALIDADES

A nossa equipa de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se a Valença e não podia desperdiçar mais pontos na longa luta pelo título de campeão nacional. O Valença mostrava-se aguerrido na pista e a bola teimava em não entrar. Aos 12 minutos, Helder Nunes desfazia o nulo, e com esse resultado chegou-se ao intervalo.

Quando se esperava que a oposição dos minhotos caísse, tal não sucedeu, e no início da 2ª parte chegaram à igualdade. Na resposta, Hélder Nunes desfazia o 1-1. Aos 10 minutos da 2ª parte, o mesmo Hélder Nunes atingia o hat-trick, para a 4 minutos do fim, Jorge Silva fechar o marcador com 4-1, em mais um jogo onde a dupla de arbitragem apenas viu faltas contra a nossa equipa.

O próximo jogo será para a Liga Europeia com a deslocação a Réus para discussão do apuramento para a Final 4.

A equipa de BASQUETEBOL folgou, uma vez que se disputou a Final 8 da Taça de Portugal de Basquetebol. O próximo jogo será sábado, pelas 17h, na receção ao Galitos.



Abraco,
Delindro

27 março, 2017

UMA LATA DE TAMANHO XXXXL DO CLUBE DO REGIME.


Recuemos a 2010, um ano em que pela primeira, e única vez, um Presidente do Conselho de Arbitragem se ajoelhou literalmente perante certo e determinado clube e realizou uma conferencia de imprensa a explicar decisões de arbitragem em alguns jogos, nomeadamente, os jogos desse certo e determinado clube. Nunca antes ou depois, o Conselho de Arbitragem se havia vergado às “queixinhas” de um clube em relação a arbitragens.

Em 2010, esse certo e determinado clube, por exemplo, apelou ao boicote dos seus adeptos nos jogos realizados fora, para que, segundo esse clube, os mesmos não compactuassem com a pouca-vergonha que estava instalada no futebol português.

A pouca-vergonha resumiu-se naquela época 10/11 ao FC Porto ter vencido estrondosamente o campeonato com 21 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, 36 sobre o terceiro classificado, luzes apagadas e rega acesa, para além de mais uma brilhante conquista europeia, algo que com a exceção do FC Porto nenhum outro clube português almeja conquistar há mais de 50 anos.

Ciclicamente é assim, a pureza do futebol português para esse certo e determinado clube depende apenas de um único fator: se o FC Porto ganha o futebol português é um pantanal imundo e nada aconselhável, se o FC Porto não ganha, o futebol português é um grupo de anjos e arcanjos puros num ambiente puro e saudável.

É preciso uma lata de tamanho XXXXL para que esse clube esteja atualmente na fase do “menino ofendido a fazer queixinhas a tudo e a todos”. São queixas acerca da lentidão da justiça da Federação Portuguesa de Futebol, são birrinhas em relação à Liga de Futebol, são boicotes à presença institucional em jogos da seleção nacional e finalmente aquilo que qualquer clube do regime que se preze faz sempre que vê as “coisas apertarem”, ou seja, ameaçar que vai fazer “queixinhas” ao governo. Nada mais lógico para quem é verdadeiramente o clube do regime, do que ir fazer queixa à representação institucional do próprio regime (neste caso democrático, há mais de 40 anos era um regime ditatorial).

Tem piada que quando o FC Porto estava a 7 pontos da liderança, completamente "morto" para a generalidade da comunicação social e para os próprios adeptos, quando o caminho rumo ao tetra parecia um simples passeio, sem que nenhum obstáculo relevante se vislumbrasse, quando tudo isto se conjugava o futebol português era toda uma pureza angelical e emocionante, o "autoproclamado novo estadista do futebol português" até pedia perdão para os rivais, dizia para os comentadores do seu clube não falarem dos rivais, era tudo paz e amor.

Bastou a diferença se reduzir para 1 ponto, bastou o FC Porto dar um pequeno ar de sua graça para os santinhos estadistas revelarem aquilo que realmente são e sempre foram: uns labregos que não sabem nem perder, nem ganhar, uns ordinários que recorrem a tudo e mais alguma coisa para atingir os seus objetivos, denegrir os rivais, em especial o FC Porto e levar à avante as suas mentiras e calúnias em relação aos rivais.

Tal como nos últimos 40 anos, apenas e só o FC Porto pode combater este bafiento e nojento poder do clube do regime, em todas as esferas nomeadamente comunicação social e Órgãos de poder do futebol português. É preciso uma grande lata para numa época em que o FC Porto tem sido recorrentemente prejudicado por arbitragens que inclinam campos a seu bel-prazer, vir o clube do regime dizer que não há justiça no futebol português, armando-se em queixinhas e ofendidinho. É preciso uma grande lata!!!

Por tudo isto e mais alguma coisa, cabe ao FC Porto incendiar o futebol português. Não ter medo do confronto seja de que natureza for e mostrar já no próximo fim-de-semana de que fibra é feito este clube. Não falo de vitórias ou derrotas antecipadas, apenas digo que o FC Porto tem todas as condições para trabalhar no máximo durante esta semana, preparar-se bem física e psicologicamente e no sábado poder lutar para ser feliz, algo que há 2 meses atrás nem julgávamos vir a ser possível nesta altura do campeonato. Mais do que palavras e clichés, quero ver ações e resultados. FORÇA FC PORTO!!

24 março, 2017

23 março, 2017

INVASÃO AO CURRAL DO LAMPIÃO!!


Operação 10.000!! Queremos 10 mil Dragões a apoiar a equipa no estádio sem luz!! Vamos fazer a nossa parte, mesmo que seja difícil, a juntar aos 3250 bilhetes que nos cedem como obrigação, tentemos juntos das casas deles, ou mesmo do estádio, arranjando bilhetes com cartões de sócio deles, ou em último caso, esperar que abram a venda ao público em geral. Vamos estar atentos, vamos proporcionar um mega apoio ao FC Porto na mouraria!!

Mais um, depois do apoio prestado em Alvalade ainda no Verão, da mega invasão a Setúbal e ao Estoril e da deslocação a Belém uns dias depois de uma deslocação a Chaves e à Dinamarca (Copenhaga!), está na hora de invadirmos aquela estrumeira com unhas e dentes, com toda garra, com toda a raça, partirmos para cima deles sem dó nem piedade!!

Podem tirar-nos o que quiserem mas não nos vão tirar este campeonato. As gentes do Porto vão fazer-se à estrada, vão invadir Lisboa, vão pintar Carnide de azul e branco. Dia 1 de Abril é o nosso orgulho que está em jogo, a nossa honra! Lutemos todos por ela e pelo objectivo comum. Com sol ou com chuva, com frio ou com calor, o cortejo abanará com as ruas da capital e de rompante os Dragões tomaram conta daquele antro!


Verdade que falhámos o primeiro “round” no assalto à liderança, mas não vamos falhar o segundo. Vamos com tudo, ultras, sócios, adeptos. Vamos todos juntos “num grito só de todos nós”.

O fim-de-semana anterior até tinha começado bem com a escorregadela lampionica em Paços de Ferreira, mas acabou com um confrangedor empate em casa com o Setúbal. Continuamos na luta e a depender de nós, acreditem como nós acreditamos e vamos ser felizes dia 1 pelas 22h15. Assim esperamos.

Pouco mais de uma semana para o clássico, já está tudo a pensar no mesmo e ainda há um fim-de-semana pela meio de pausa. Pausa para o futebol, as modalidades jogam e precisam de apoio. Vamos a isso.

Um abraço ultra.

22 março, 2017

O SILÊNCIO DOS CÚMPLICES.


Uns tentaram desvalorizar, outros negar, outros acabaram a corar, mas a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima!
Após a ainda hoje repetida até à exaustão, suposta visita de dois elementos dos Super Dragões à Maia para ameaçar Artur Soares Dias, depois das supostas ameaças a Nuno Almeida, depois das pinturas rupestres na Taberna Esquiça em Fafe, depois das virgens ofendidas se manifestarem muito indignadas e revoltadas com estes actos de vandalismo perpetrados pelos trogloditas portistas, afinal havia outra!
Curiosamente, também na cidade de Fafe, o fiscal de linha Inácio Pereira viu o seu carro ser vandalizado no dia 17-02-2017. Curiosamente, ou talvez não, no dia 30-01-2017, o referido elemento da equipa de arbitragem esteve presente no V. Setúbal 1-0 slb, e não terá dado indicação de um penalti em favor dos carneiros ao minuto 96 num mergulho “à la Jonas” do peruano Carrillo. O curioso, é que após os tais actos, o mesmo fiscal de linha não viu no dia 28-02-2017 um fora de jogo de Mitroglu que lhe valeu o golo da vitória no Estoril na 1ª mão da meia-final da taça de Portugal. Coincidências? Cada um concluirá o que entender!

A verdade, é que afinal de contas ninguém pode apontar o dedo ao outro, pois a história e o futuro estão sempre aí para nos calar. Mas, os avençados lampiões, que permitem que Luís Filipe Vieira seja uma verdadeira Rainha de Inglaterra, persistem na tese dos coitadinhos e desgraçadinhos, conforme ainda se pôde perceber na passada segunda-feira pelo comunicado a justificar a ausência na festa da FPF.
Esquecem-se naturalmente todos esses pirómanos que, ao contrário de meras queixas ou dúvidas, o seu clube tem casos julgados e condenados em tribunal, esses sim, por violência e/ou perseguição a equipas de arbitragem.
Esquecidos? Basta recordar a agressão a Pedro Proença no centro comercial Colombo, bem como os 6 lampiões que perseguiram e ameaçaram Jorge Sousa e a sua família. Lamenta-se portanto a desfaçatez destes patetas que têm no seu clube os casos julgados e punidos pelos tribunais, mas ainda assim, parecem o jornal da propaganda do governo Iraquiano de Saddam Hussein, sempre a negar o óbvio e a cultivar o ridículo.

Mas, que os oficialmente avençados do slb, superiormente coordenados pelo mítico Hugo Gil, façam esta campanha absurda, nós até percebemos.
Mas, então onde está a APAF e o seu presidente a gritar bem alto que estamos perante um ambiente insustentável, conforme o fez nas alegadas visitas à Maia? Em silêncio... ou não! O ridículo Luciano Gonçalves, não só nada falou sobre o vandalismo do carro de Inácio Pereira, como ainda teve a falta de coerência (para não lhe chamar, falta de vergonha na cara) para dizer ISTO AQUI. Uma vergonha, um verdadeiro palhaço!
E por falar em silêncio, onde anda o sr. José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, que aquando das supostas visitas à Maia, rapidamente se abalou até ao local do infame ataque para rapidamente dar conforto aos árbitros? Também ainda não sabe de nada? Também ainda não reagiu? Ou será que o fiscal de linha Inácio Pereira não é digno da sua preocupação?

Por fim, a lampiónica comunicação social!
Até a prostituição tem que ter princípios éticos e não pode ceder a todo o cão e gato.
Não, não estou a comparar os editores dos pasquins cá do burgo a prostitutas.
Não, essas vendem o corpo à troca de dinheiro, mas a alma é delas.
Estes não, estes vendem o corpo e a alma à custa de um nacional benfiquismo asqueroso e fazem orelhas moucas a tudo quanto rodeia de forma a molestar o clube do regime. Um nojo, um vómito, um escarro esta comunicação social nojenta que protege descarada e objetivamente o clube mais corrupto de todos os tempos da história do desporto em Portugal.

Um abraço,

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Esta semana, tinha no calendário das nossas modalidades um jogo grande e decisivo para o resto da competição em causa, o jogo para a taça de Portugal de HÓQUEI EM PATINS que opunha o FC Porto e o sporting. Os de alvalade, que esta época se reforçaram com jogadores e equipa técnica, já abdicaram desta última e trocaram de treinador nas vésperas da deslocação ao Dragão. Dispensaram o “namorado” do treinador do Barcelona e contrataram o ex-comentador do Porto Canal, Paulo Freitas.

Com essas novidades, o jogo tinha ainda uma atração especial. O FC Porto entrou forte no jogo e aos 5 minutos já vencíamos por 2-0. Até ao intervalo, mais um golo para cada lado. A segunda parte seguiu com o mesmo rumo e o parcial foi de 5-2 para o FC Porto, levando a um resultado final de 8-3 e o carimbar do apuramento para os 1/8 final.

O sorteio realizado na tarde da passada 2ª feira, ditou que a próxima eliminatória aparente ser bem mais calma, numa deslocação a Oeiras. O restante do caminho da competição também já foi sorteado, AQUI.

O próximo jogo da nossa equipa será a deslocação a Valença,sábado, pelas 21:30


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de ANDEBOL recebeu o Marítimo nos 1/4 final da Taça de Portugal e o jogo seguiu o rumo esperado após o sorteio. No entanto, só perto do fim o jogo ficou decidido. Quando ao intervalo o marcador assinalava 17-12 para o FC Porto, podia-se pensar que a 2ª parte não teria história, mas os madeirenses ganharam nova vida e chegaram a assustar quando assumiram a liderança do marcador por 23-22.

A nossa equipa soube reagir e com um forte parcial final, alcançou a vitória por 32-24 e garantiu o apuramento para a Final-Four a disputar em Fafe, no primeiro fim-de-semana de Junho.

Os próximos dias trazem 2 jogos de andebol na abertura da 2ª fase do campeonato nacional, com a receção ao Madeira SAD (4ª feira, pelas 20h30) e a receção aos dinamarqueses do Midtjylland (sábado, pelas 18h00).

A equipa de BASQUETEBOL, depois da dupla jornada caseira deslocou-se a Guimarães. A entrada no jogo foi positiva com um parcial de 17-5, mas depois dos primeiros 5 minutos, vimos a diferença no marcador cair para 4 pontos ao fim dos primeiros 10 minutos. O 2º período foi muito negativo, o que levava a uma desvantagem de 10 pontos ao intervalo.

Após o intervalo, reagimos e no 3º quarto a vantagem foi de 2 pontos, levando a uma desvantagem de 8 pontos ao fim de 30 minutos. O último período foi outra vez de vantagem para a nossa equipa, mas insuficiente para alcançar a vitória. A nossa equipa venceu 3 dos 4 períodos do jogo, mas essas vantagens foram insuficientes para superar a desvantagem que o mau 2º período deixou no marcador.

Podia falar no azar que a equipa de arbitragem, composta por 2 árbitros de lisboa e um de viseu, tem sempre que arbitra a nossa equipa, e que esta época tem um score de 2 derrotas em 2 jogos apitados. No entanto, como não pude acompanhar o jogo, não me posso pronunciar.

O próximo compromisso é apenas dia 1/4 com a receção ao Galitos do Barreiro, uma vez que este fim-de-semana se desenrolará a final 8 da Taça de Portugal de Basquetebol.



Abraco,
Delindro

21 março, 2017

CULPAS PRÓPRIAS, MAS NÃO SÓ.


Começo pelas culpas próprias. Na minha modesta opinião, domingo o FC Porto fez uma primeira parte aceitável, num nível bom, muito longe do excelente, mas uma exibição positiva com várias ocasiões de golo, uma bola à barra e um grande golo de Corona a fechar a primeira parte. Na segunda parte é verdade que a equipa entrou mal, adormecida, estranhamente a tentar controlar um jogo que já estava controlado, foram 10 minutos muito maus que tiveram uma duríssima penalização, na única vez que o setúbal rematou à baliza do FC Porto fez um golo, após uma escorregadela de um jogador que tem estado a um excelente nível esta época. A partir do golo sofrido foi tudo feito mais com o coração do que a cabeça, mesmo assim mais 3 ou 4 oportunidades de golo, mais uma bola à barra e um enorme sentimento de frustração. Ainda assim, o FC Porto fez mais do que suficiente para justificar outro resultado, pecou num aspeto onde ultimamente tem sido mortífero, na finalização.


Depois o fenómeno a que eu não chamaria anti-jogo mas sim anti-futebol, ou seja a negação da essência do futebol. Todas as equipas têm o direito de jogar num bloco baixo, é criticável mas totalmente legítimo, todas as equipas têm o direito de abdicar completamente do ataque colocando um autocarro de 5 andares à frente da grande área, é criticável mas totalmente legítimo. Algo completamente diferente é uma equipa passar 90 minutos (desde o 1º segundo de jogo) a tentar pura e simplesmente não jogar futebol, fingindo, simulando, enganando e enervando tudo e todos dentro e fora do terreno de jogo. Antes da meia-hora de jogo, o gr do setúbal foi assistido pela equipa médica três vezes, nos últimos 17 minutos, a equipa médica do setúbal entrou 5 vezes em campo. Contas por baixo, a equipa médica do setúbal entrou em campo pelo menos 8 vezes ao longo dos 90 minutos. Mais, a cada substituição do setúbal o jogador a ser substituído, caia no chão, pedindo logo assistência médica e durante praticamente 90 minutos (a exceção foram os 10 minutos que o setúbal esteve em desvantagem no marcador, em que ninguém precisou de assistência médica) vários jogadores constantemente a simular lesões a cada contacto e demoras de tempo em toda e qualquer reposição. Se isto tem algo a ver com futebol, vou ali e já venho!

Finalmente, a questão habitual neste campeonato. Até dou de barato que não quisessem marcar 2 dos 3 penalties que se fala, mas há um em que TODOS os jornais desportivos admitem que foi claro, o cometido sobre André Silva. Se isto me espanta? Não. A partir do momento em que uma série de bandalhos que fazem da paineleirice o seu modo de vida construíram o mito de que André Silva era um mergulhador, sempre à procura do penaltie, agora é muito provável que os penalties sobre o ponta-de-lança português continuem a não ser assinalados, sendo que valerá tudo até final da época, arrancar olhos, puxões e derrubes. Não se marcará qualquer penaltie porque o “André Silva é um mergulhador”.

Em conclusão, grande oportunidade que se perdeu para atingir a liderança mas reforço algo que me parece justo: o FC Porto fez mais que suficiente para ganhar o jogo, foi dura e injustamente penalizado por uma má entrada na 2ª parte, mas apresentou vários momentos com qualidade de jogo. Agora não resta outra alternativa do que lutar até à exaustão por um título que ainda é possível. O próximo jogo obviamente vai ditar muito do nosso futuro, para o bem ou para o mal. Dependemos apenas de nós próprios para sermos felizes em maio.

19 março, 2017

IMATURIDADE, INGLÓRIA E DESPERDÍCIO.


FC PORTO-VITÓRIA SETÚBAL, 1-1

O jogo do Dragão frente ao V. Setúbal pode quase resumir-se a estes três pontos. Foi um jogo tremendamente ingrato e madrasto para a equipa portista. Os Dragões que vinham de uma excelente série de vitórias consecutivas, viram a sua sequência interrompida no jogo mais importante até ao momento, antes da visita ao Estádio da Luz.

Imaturidade porquê? Porque a equipa de Nuno Espírito Santo revelou claramente não saber lidar com a pressão positiva. Aquela pressão de vencer para atingir uma posição de vantagem no campeonato, catapultando a equipa para o primeiro lugar. Sabendo do tropeção do rival na noite anterior em Paços de Ferreira, os portistas não foram competentes e tornou-se evidente que não foram capazes de gerir esta pressão.


A imprensa falou e muito no dia de hoje que o FC Porto já não estava na liderança há 444 dias(!!!) e perante o cenário de interromper esse longo jejum, os portistas acusaram a responsabilidade e não souberam gerir emocionalmente a situação.

Se bem nos lembramos, o FC Porto já tinha passado por uma situação destas na primeira época com Lopetegui. O Rio Ave tinha derrotado o Benfica, minutos antes do FC Porto iniciar o jogo na Choupana. Ora, os portistas até entraram bem nesse jogo com um golo madrugador, mas depois acusaram a pressão e deixaram-se empatar, perdendo a oportunidade de saltar para a liderança.

Uma vez que o FC Porto tem andado permanentemente e persistentemente atrás do prejuízo, poderei concluir que os Dragões sentem-se mais confortáveis na posição de pressão negativa do que na de pressão positiva. Senão vejamos…


O FC Porto anda desde o início do campeonato atrás do 1º lugar. Depois de alguns pontos perdidos que comprometeram o título a dada altura, com alguns empates consecutivos e cinco jogos sem fazer golos, os azuis-e-brancos foram capazes de recuperar pontos no início da 2ª volta, mantendo-se colados ao líder há já 7 longas jornadas. Sabendo que não poderia ceder pontos, o FC Porto respondeu sempre muito bem na posição de perseguição à liderança.

Quando lhe foi dada, nesta jornada, a possibilidade de saltar para o 1º lugar, a equipa baqueou e não foi competente para corresponder ao exigido: vencer o V. Setúbal na sua própria casa.

Vamos esperar pela próxima jornada para ver o que acontece. O FC Porto vai visitar o líder do campeonato daqui por quinze dias. Os Dragões irão colocar-se à prova. Não vão poder ceder terreno, sob pena de comprometerem as suas aspirações (pressão negativa) e, ao mesmo tempo, vão poder disputar o jogo com a certeza de que se vencerem, ocuparão a primeira posição da tabela (pressão positiva).

Inglória porquê? Porque o FC Porto não foi feliz neste fim de tarde no seu estádio. Perante quase 50.000 nas bancadas, o FC Porto não teve a ponta de sorte que, por vezes, é determinante para se vencer um jogo. Principalmente jogos como o de hoje. Além de ter pela frente uma equipa que foi com um firme propósito de complicar a vida, os portistas sentiram que do outro lado estava um conjunto de jogadores que iam usar e abusar do anti-jogo.


Muitas paragens por simulação de lesões, reposições de bola em jogo mais demoradas do que seria de esperar, quebras de ritmo do próprio jogo e até, no momento das substituições, simulações de cãibras dos jogadores sadinos para queimar mais alguns minutos. Logicamente que o árbitro compensou essas perdas de tempo, mas não pode pactuar com este tipo de jogo que foi uma estratégia pensada e estudada para ser posta em prática desde o primeiro minuto, mas que é o perfeito exemplo do que não é e nem pode ser o futebol.

Desperdício porquê? Vamos centrar-nos no primeiro tempo. O FC Porto poderia ter arrumado com o jogo relativamente cedo. Oportunidades claras não faltaram. Desde bolas nos postes, passando por bolas salvas em cima da linha de golo, até inclusive ao inspirado e dissimulado guarda-redes sadino que deve ter feito a exibição da época.

Brahimi foi o primeiro a desperdiçar, com algum azar à mistura, após passe de André Silva, num lance salvo por Vasco Fernandes sobre a linha. Depois houve um lance atípico e algo caricato. Marcano atirou ao poste, Felipe recargou contra um sadino que salvou em cima da linha e Soares, por último, permitiu, a defesa a Varela. Alguns minutos volvidos, André Silva, muito bem servido por Soares, rematou de cabeça defeituosamente ao lado com a baliza escancarada.


O golo de Corona, perto do fim da primeira parte (45 minutos), viria a colocar alguma justiça ao resultado, mas por defeito. Um golaço, num remate de primeira, sem deixar cair, após centro perfeito de Óliver. Após o golo, jogaram-se mais 5 minutos de compensação, dadas as manobras de artista da equipa do Sado.

Parecia estar desbloqueada a partida. O FC Porto apanhava-se em vantagem e regressava dos balneários com a sensação de que o 2-0 poderia surgir mais cedo ou mais tarde. Não foi assim. Terrivelmente, os Dragões estavam em tarde desinspirada quer em oportunidades desperdiçadas no primeiro tempo, quer no nervosismo e na ansiedade revelados na etapa complementar.

Aos 55 minutos, numa iniciativa setubalense, Felipe escorregou ao tentar interceptar uma bola na grande área e João Carvalho com espaço para receber o centro de Nuno Pinto atirou para a baliza, com Casillas a tentar fazer a mancha mas sem grandes hipóteses.

Os Dragões sentiram muito este golo e psicologicamente a equipa ficou afectada. Mas, apesar disso, André Silva ainda foi capaz de enviar uma bola ao poste, num cabeceamento estrondoso e Brahimi rematou por cima da baliza.


A terminar o jogo, Soares dividiu a bola com o guarda-redes e o defesa sadino e o lance perdeu-se por cima da baliza. Registo ainda para três grandes penalidades a favor do FC Porto durante a partida. Uma na primeira parte sobre André Silva e duas na segunda parte sobre Brahimi e novamente sobre André Silva.

Mas nem quero ir por aí. Apesar de já ter perdido a conta das faltas a favor do FC Porto não assinaladas nas áreas contrárias, entendo que o FC Porto, desta vez, falhou uma ocasião soberana para ser líder isolado do campeonato porque não foi capaz de ser competente.

Vamos aguardar 15 dias para ver o que o campeonato nos reserva. Os Dragões vistam o Estádio da Luz a correr atrás do prejuízo, mas como o campeonato é uma prova de regularidade, determinante vai ser verificar qual das equipas é que vai cometer menos erros. Daí surgirá o campeão nacional.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Continuamos a depender de nós”

Falta de pontaria
“Na primeira parte jogámos bem, criámos muitas oportunidades de golo, chegámos ao intervalo com a vantagem de um e podia ter sido mais dilatada. É sobretudo de lamentar a falta de eficácia no início do jogo, apesar da boa produção ofensiva. Na segunda, sobretudo na parte final, quando o Vitória acumulou toda a sua equipa na área, a pressa de chegar ao golo fez com que o critério não fosse o melhor para definir as situações. As decisões não foram as melhores, tentámos jogar um futebol que não nos caracteriza e ainda criámos algumas oportunidades para chegar à vitória, que era de todo merecida, porque fomos a única equipa que quis ganhar.”

As substituições
“As mudanças que fizemos foi na perspetiva de melhorar e conseguir manter a presença na área, dar mais largura com a entrada do Diogo Jota, numa altura em que o Vitória estava muito fechado, não saia da sua área e era importante, quando já não há tanto critério, que a bola esteja lá e tenhamos gente para segurá-la e concretizar.”

Oportunidade desperdiçada
“Mantém-se tudo igual, continuamos a depender de nós. Tínhamos uma boa oportunidade de sermos líderes, desperdiçámo-la e temos que nos levantar rapidamente, gerir esta paragem para que possamos no próximo jogo estar fortes, como queremos, e continuar na luta que todos desejamos que seja vitoriosa.”


O antijogo do adversário
“O antijogo é algo que tem sido recorrente ao longo do campeonato. Esse critério do árbitro em dar aqueles minutos de compensação é o que deve ser seguido sempre, penalizando as equipas que fazem antijogo. Mas não quero comentar esse tipo de estratégia, cada equipa adota a que considera melhor, nós só temos que estar concentrados no jogo e procurar que o tempo de jogo seja o mais útil possível.”

Sem nunca perder o rumo
“A nossa abordagem ao próximo jogo não muda. Desejávamos lá chegar na liderança, mas a abordagem será exatamente igual. Vamos trabalhar de forma intensa, sem descanso para chegar ao próximo jogo e conquistarmos os três pontos. O que nos caracteriza enquanto equipa é que nunca, em momento algum, perdemos o rumo, nunca pensamos que estes pequenos deslizes que temos nos condicionam, o que queremos no final é ser campeões e isso exige que nos levantemos rápido, mantendo-nos unidos para conquistarmos o que queremos."



RESUMO DO JOGO

ONORE ALLA PORTO ULTRAS!!!!!


Respeito!! Atitude!! Mentalidade!! Coerência!!

Parabéns a todos os ultras do grande Porto que marcaram presença em Turim na passada terça-feira. Os elogios multiplicam-se em Portugal e no estrangeiro. Mas principalmente lá fora, os nossos ultras estão reconhecidos por todo o lado. A melhor deslocação em termos de apoio no estrangeiro, pelo menos nos últimos anos. Mas de longe! Extraordinária capacidade de mobilização e de apoio à equipa ao longo de mais de 90 minutos! Normalmente estes jogos trazem essa vantagem, o apoio é durante toda a estadia no estrangeiro, desde o momento em que se sai de casa até ao regresso!


Destaque natural para o enorme poder vocal mostrado em Turim, mas também não posso deixar passar a enorme de deslocação a Arouca, na sexta-feira anterior! E conto então aqui a última semana de apoio ao mágico...

Três dias de férias. Sexta, segunda e terça-feira. Sexta durante a tarde invadimos Arouca. Grande tempo, convidativo a um lugar na esplanada e a beber uns finos até à hora do jogo. Nos tascos das imediações os portistas iam-se apoderando da comida e da bebida. Um vila que nos acolhe sempre da melhor forma, o mesmo já não se pode dizer do clube que nos chula sempre no preço do bilhete. Desta vez nem a módica quantia de 17 euros (!!!!) afastou os Dragões do apoio à equipa. Arouca foi nossa e conquistámos os três pontos com uma saborosa goleada.

Uma deslocação em peso, a bancada visitante estava completamente lotada. Ao contrário dos últimos dois anos em que o Arouca esteve primeira, este ano tem uma bancada nova, uma superior, na bancada central e que naturalmente também estava completamente cheia. O material das claques coloriu a bancada e o apoio foi decisivo para nos mantermos na luta pelo título.


Sábado foi para descansar e Domingo de manhã partiu a minha vaga para Milão. Durante três dias, Domingo, segunda e terça, foram chegando a Itália, uns por Milão e outros por Turim, os ultras do grande Porto, que estão contigo até à morte!!!

No dia do jogo, aos que viajaram de avião directamente para Itália, juntaram-se aqueles que viajaram para os países vizinhos, como a França e principalmente a Suíça.

No meu caso, tive a oportunidade de passar três grandes dias em Itália a espalhar o nome do FC Porto por todo o lado. Domingo foi logo em San Siro, onde o Inter jogou um derby com a Atalanta, segunda-feira o centro de Milão e na terça-feira o centro de Turim.

Rumámos ao estádio. Estádio moderno e praticamente cheio. Mas foi no sector visitante que houve espectáculo. Fica provado que não é preciso muito a nível de material para dar um grande show. Importante é nossa voz bem alta e em uníssono, importante é a disposição que levamos para bancada e a vontade e a raça com que apoiamos a equipa. Sem tambores, sem megafones, sem bandeiras gigantes, a voz e as palmas foram as nossas armas numa batalha que claramente ganhámos aos ultras italianos.


Já revi o jogo na TV e as lágrimas vêm aos olhos Só me imaginar que acompanho o movimento ultra desde pequenino, que me fascinavam as claques italianas e a oportunidade que tive de estar em Itália, em Turim contra a Juventus e abafar aquele estádio. Verdade que estiveram em protesto (como têm estado nos últimos jogos), mas o protesto não durou os 90 minutos de jogo.

A equipa técnica reconheceu, os jogadores reconheceram, a estrutura reconheceu... e os italianos reconheceram, acabando o jogo a aplaudir-nos e a atirar-nos cachecóis deles.

Um jogo que ficará na história pela prestação dos Super Dragões e do Colectivo e uma eliminatória que ficará marcada com o reduzido tempo em que ambas as equipas jogaram 11 contra 11.

Um abraço ultra.

17 março, 2017

MAIS AZUL.


Poucas coisas me terão dado mais prazer nos últimos anos de FC Porto do que viver as últimas semanas.

Todos os Portistas sabem perfeitamente do que falo, o ambiente é mesmo especial. Ora vejamos:
  • Pela primeira vez em alguns anos temos visto a nossa gente na sua globalidade a apoiar incondicionalmente a equipa. Os assobios rareiam e o eventual mau futebol não é punido sumariamente pela massa associativa, que nos dias que correm sabe esperar e empurrar a equipa quando ela necessita. E para além disso consegue produzir espectáculos como o de Turim, que, dito por quem lá esteve e que acompanha o FC Porto em muitas batalhas, foi das maiores exibições europeias da história dos adeptos Portistas.

  • Deixamos de dar a outra face e voltamos a utilizar o factor casa para pressionar as arbitragens. Hoje não é possível um árbitro vir ao Dragão e esperar que a dinâmica “em caso de dúvida contra o FC Porto” seja recebida com indiferença dentro e fora do relvado.

  • Os jogadores parecem estar com a cabeça a 100% nos objectivos imediatos do Clube, dando o seu melhor quando são chamados e com uma quase total ausência de momentos de “prima donnas”. Visto de fora parece claro que temos um bom balneário, que os jogadores confiam na liderança da equipa técnica e sente-se também um respeito pelo Clube ao nível dos bons dias do FC Porto, até com um upgrade: pela primeira vez desde que me lembro os finais dos jogos não são pontuados pelo breve aplauso do círculo central seguido de correrias para os balneários.

  • Pequenos pormenores foram trabalhados de modo a alavancar ainda mais esta sensação de um retomar da identidade FC Porto. A começar pelo equipamento principal que retomou a tradição das riscas desenhadas com o formato que dominou o nosso traje durante 50 anos até à recuperação da velhinha “Marcha do FC Porto” que podemos ouvir antes dos jogos, existe neste momento a crença de que o Clube está mais atento aos detalhes que fazem parte da nossa génese e do nosso ADN.

  • A comunicação parece fazer mais e melhor, servindo de forma muito mais eficaz os interesses do Clube e dos seus adeptos. Começando pelo Porto Canal, verificamos que hoje temos conteúdos mais completos com as entrevistas a actuais e antigos jogadores e o excelente Universo Porto – da Bancada (um programa obrigatório, que já fazia falta há muitos anos). Por outro lado, a capacidade de fazer passar a mensagem parece mais apurada, com o JN e O Jogo a voltarem a dar mais peso ao FC Porto nos seus conteúdos.

  • A estrutura parece mais sólida e empenhada, sendo que estes pontos anteriores serão também decorrentes de uma postura mais incisiva das cúpulas do nosso Clube. Sem querer entrar nas discussões sobre a responsabilidade ou não do anterior Administrador e Director Geral Antero Henriques (até porque me falta conhecimento para tal), é inegável que as alterações trouxeram provavelmente um nível de ambição e sangue novo que nos colocam nesta fase com uma sensação diferente daquela que tínhamos em anos anteriores. Obviamente que tudo o que estava mal não passou a estar bem como que por artes mágicas (quanto a isso, no momento certo voltaremos a ter a oportunidade de perceber se as promessas da última AG estão ou não a ser cumpridas), no entanto parece consensual que as alterações fizeram bem ao ambiente interno no Clube.
Outros pontos poderiam ser referidos, mas não quero tornar este texto demasiado exaustivo e, como disse em cima, todos nós Portistas sabemos bem o que tem representado o momento actual.

Fica o forte desejo de que nesta recta final possamos conquistar os títulos que validem este rumo que temos seguido, já que o percurso tem sido bem mais consentâneo com aquilo que deve ser o FC Porto. De qualquer modo não percamos a perspectiva: este é o caminho que temos que trilhar aconteça o que acontecer, saibamos pois prolongar este momento bem mais Azul!

14 março, 2017

UM PORTO PARA A VITÓRIA.


JUVENTUS-FC PORTO, 1-0

Começo a crónica com este título porque, apesar do jogo ter ditado uma derrota no final do encontro, os Dragões obtiveram muito mais do que uma vitória. O FC Porto mostrou esta noite que está mais do que preparado para enfrentar o resto da época e pode ter legítimas aspirações ao título nacional.

Estou completamente descansado quanto ao futuro próximo da nossa equipa de futebol.


Em 180 minutos de jogo com a quase hexacampeã italiana, a jogar 110 minutos em inferioridade numérica, perder no cômputo dos dois jogos por 3-0 e desperdiçar duas clamorosas oportunidades no Juventus Stadium, deixa-me tranquilo e confiante para o que resta da época.

Temos finalmente uma equipa. Uma equipa que não é perfeita, que tem ainda uma boa margem de progressão, mas que está num excelente momento de forma e preparadíssima para enfrentar os 9 jogos que faltam para terminar a época.

Nada receio, neste momento. Excepto factores externos. Se nada externo ao jogo se passar, digo aqui já que vamos recuperar o que nos pertence: o título de campeão nacional.


Por isso, vamos a partir de agora concentrar exclusivamente no campeonato e pensar em vencer já o V. Setúbal no próximo Domingo.

A eliminatória com a Juventus ficará definitivamente marcada pelas expulsões em ambos jogos. Nunca vamos poder saber o que poderia ter rendido este FC Porto com 11 em campo frente à equipa transalpina, caso não se tivessem registado as expulsões de Alex Telles na 1ª mão e de Maxi na 2ª mão.

São tudo suposições, é certo mas o facto é que com 11, o FC Porto não sofreu qualquer golo. Com 10 ficou em extrema desvantagem. Mas os azuis e brancos nunca se renderam e deram uma prova cabal de que têm qualidade e estofo para estar entre as melhores equipas da Europa.


O primeiro tempo foi caracterizado por um equilíbrio entre as duas formações com ligeira ascendência italiana. Mas perto do descanso, após um pontapé de canto mal assinalado pelo árbitro, Maxi Pereira defendeu uma bola com o braço em cima da linha de baliza. Penalty e expulsão ditaram o resultado e o desfecho da eliminatória. Dybala, um dos grandes talentos da Juventus, fez o resultado da partida na conversão da grande penalidade.

Se com dois golos de desvantagem na 1ª mão já seria uma missão muito difícil, com este episódio tudo ficou definido. Apesar de tudo, o FC Porto teve uma postura de grande dignidade e provou em campo que tinha capacidade de fazer golos, não fossem os desperdícios de Soares e Jota completamente isolados frente a Buffon.

A Juventus, com tanto caminho facilitado nesta eliminatória, pôde gerir tudo a seu bel-prazer. Além de já estar em vantagem no marcador e na eliminatória, dava-se ao luxo de gerir esforços.


Nuno Espírito Santo mexeu na equipa ao intervalo. Boly entrou para o lugar do sacrificado André Silva. Layún passou para a direita, Felipe e Boly formaram a dupla de centrais e Marcano foi para defesa esquerdo.

Sem mesmo nada a perder, o FC Porto começou a jogar e a criar oportunidades. Até então, em toda a eliminatória, os Dragões não tinham tido tão bom aproveitamento.
É certo que a Juventus relaxou, de certa forma sem nunca deixar de ter o controlo do jogo. Mas acima de tudo, o FC Porto lançou bases para o futuro e conseguiu mostrar que tem mais do que equipa para encarar o resto da temporada com todo o optimismo.

Notas finais para mais uma grande demonstração de apoio da massa adepta azul e branca, incansável durante todo o jogo. Mesmo depois da eliminatória sentenciada, o FC Porto nunca deixou de sentir todo o apoio dos seus fiéis adeptos. Até ao fim da época, os azuis e brancos irão jogar os jogos fora como se estivessem em casa. Disso ninguém tem dúvidas. E a equipa, com certeza, não irá decepcionar ninguém.

Irá estar à altura do desafios: 9 jogos para ser campeão!




DECLARAÇÕES

Nuno: “Os jogadores demonstraram grande caráter”

Parados no vermelho
“Fomos condicionados pelas duas expulsões, tanto no primeiro jogo como no segundo, embora as situações sejam completamente diferentes. Nesta de hoje, o árbitro cumpriu a lei, mas ela tem que ser revista, porque uma equipa não pode ser penalizada duas vezes, com um penálti e com uma expulsão. Ficará para sempre a dúvida se teria sido diferente com 11 jogadores, porque com 11 não sofremos golos.”

Demonstração de caráter
“Entrámos bem, tivemos qualidade no nosso jogo, tivemos posse e boa consistência defensiva. Até à expulsão, quisemos assumir o jogo e disputar a eliminatória. A equipa foi consistente defensivamente e teve posse de bola com critério. Para além disso, houve uma demonstração de grande caráter por parte dos jogadores, que fizeram um bom jogo e criaram oportunidades de golo. Um golo seria um justo prémio para a família portista, para a equipa e para os nossos adeptos e para dar um pouco de verdade ao jogo e mesmo à eliminatória.”


O caminho certo
“Estou satisfeito com a maneira como interpretámos sempre o jogo. Os jogadores fizeram um bom trabalho. Este é o caminho certo para esta equipa com muitos jogadores para quem esta era a primeira vez que estavam nos oitavos de final da Champions. Demonstraram que estão capacitados para competir a este nível, para o ano estarão certamente mais preparados.”

O apoio incansável dos adeptos
“Quero agradecer, de coração, o apoio dos nossos adeptos que cá vieram e que fez com que os jogadores tivessem este caráter e fossem ao limite das suas forças. Quando os adeptos cantam como cantaram hoje num grande estádio do futebol europeu, não tenho dúvidas de que a união sai reforçada e a prova disso foi a forma como eles se despediram dos jogadores.”

Foco no título
“A conquista do título é o nosso objetivo, estamos num ciclo que esta época tem que ser interrompido. No domingo temos mais um jogo e vamos prepará-lo bem. O FC Porto é sempre candidato ao título.”



RESUMO DO JOGO

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Esta semana, a escolha para jogo da semana recai sobre a jornada dupla da Liga de BASQUETEBOL.

No sábado, receção aos de carnide, onde uma vitória seria importante para quebrar a série de resultados negativos perante este adversário. A equipa, desde bem cedo, entrou focada em conquistar a vitória, e ao fim dos primeiros 10 minutos, liderava já por 20-13. O 2º período foi de menor fulgor para a nossa equipa e a vantagem foi reduzida para apenas 3 pontos (36-33).

O intervalo foi positivo para as nossas cores e ao longo do 3º período, o parcial foi de 27-22 favorável ao FC Porto. O último período permitiu selar a vitória com um parcial de 22-19 que fixou a vitória final em 11 pontos (85-74).

No domingo, era dia de receber o Illiabum e vingar a derrota da taça de Portugal. A equipa de Ílhavo apresentou-se sem Christopher Johnson e o FC Porto com o renovado Jeff Xavier. A equipa do FC Porto venceu os 4 parciais por 14-12, 19-15, 28-10 e 24-16, que resultou num final de 85-53.

Fim de semana positivo, com aquele Jeff Xavier que a equipa tanto precisa e contabilizou 26 pontos no total dos 2 jogos.

O próximo compromisso é em Guimarães, no próximo sábado, às 18h00.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de HÓQUEI EM PATINS defrontou o Reus em jogo dos 1/4 final da Liga Europeia e o resultado, apesar de não inviabilizar o apuramento para a Final 4, torna-o mais complicado.

O empate a 7 bolas é resultado do maior acerto nas bolas paradas dos espanhóis e nos 5 minutos finais, onde desperdiçamos uma vantagem de 2 golos (6-4) e tivemos ainda de correr atrás do prejuízo quando os catalães chegaram ao 7-6.

Próximo jogo é para a Taça de Portugal perante o Sporting, sábado, 18h30, que contará já com o novo treinador, Paulo Freitas.

A equipa de ANDEBOL deslocou-se à Catalunha para defrontar o Granollers para a taça EHF e o resultado foi catastrófico (33-22), o que coloca o apuramento para a próxima fase quase impossível, já que nos obrigaria a vencer os 2 jogos e esperar que o Granollers não vença nenhum.

O próximo jogo no Dragão Caixa é para a Taça de Portugal, perante o Marítimo, sábado, às 15h00. Antes, a equipa desloca-se ao Sporting da Horta para fechar a 1ª fase da 1ª Divisão. Ambos os jogos terão transmissão no Porto Canal.



Abraco,
Delindro

13 março, 2017

A IMPORTÂNCIA DOS CLÁSSICOS.


É uma questão interessante que é debatida há já muitos anos, sobretudo e com maior incidência nas épocas em que os campeonatos se discutem por uma “unha negra”.

Sou por principio alérgico a lugares-comuns, mas como todas as regras têm a sua exceção, há uma frase dita várias vezes com a qual eu concordo a 200%: os campeonatos não se perdem ou ganham nos clássicos, mas sim nos jogos com as ditas equipas pequenas. Com isto não quero dizer que os clássicos não são importantes, nem têm influencia no desenvolvimento dos campeonatos, é óbvio que vencer um clássico permite roubar pontos a um rival direto, permite reduzir a dependência de terceiros porque pode dar vantagem no confronto direto em caso de igualdade pontual e é uma vitamina excelente para quem o ganha. A questão é mesmo percentual e matemática, os clássicos representam 12% do total de jogos realizados num campeonato a 34 jornadas, contra os 88% de jogos contra os aroucas, setúbeis e bragas desta vida.

Posso até dar alguns exemplos flagrantes que refletem aquilo que estou a defender, nomeadamente:
  • Muitos falam do golo de Kelvin ao minuto 92 como aquilo que deu o tricampeonato na época 2012/2013, mas é bom que ninguém se esqueça que o FC Porto andou várias jornadas a ganhar consecutivamente, pressionando os calcanhares ao líder e deixando a decisão para o clássico no Dragão. E eu também não me esqueço que se na jornada anterior o nosso rival tivesse ganho na luz o estoril como TODA a gente dava como adquirido, entraria no Dragão com 4 pontos de vantagem e mesmo que perdesse, ficaria com 1 ponto de vantagem, bastando depois na ultima jornada vencer o moreirense, como aliás veio a acontecer. Resumindo: o estoril de Marco Silva foi fundamental no tricampeonato do FC Porto!

  • Na época de Adriaanse em que foi conquistada a dobradinha, o FC Porto foi a equipa que menos pontos conquistou nos clássicos (4 pontos) em contraponto com os 6 pontos conquistados pelo slb e os 7 pontos conquistados pelo scp. Ganhou foi mais pontos nos outros jogos todos, dando-se até ao "luxo" de perder os dois jogos com o slb;

  • No ano passado, o scp foi a equipa que mais pontos fez nos clássicos (9 pontos), mas tal não bastou para ser campeão, porque no final pesou e muito por exemplo o empate em casa com o tondela.
Muito se tem falado no clássico que só se disputa no início do próximo mês mas a minha convicção é para já muito simples: o jogo do dia 2 de abril perde grande parte da sua importância se o FC Porto não ganhar ao setúbal no Dragão.

A importância dos clássicos tem muito a ver com o contexto em que se desenrolam, nomeadamente a diferença pontual entre as equipas, o momento de forma (e não, não é a pior equipa que geralmente ganha, esse sim é um mito!) e a fase psicológica das equipas. Claro que é muito diferente para o FC Porto ir para a luz com menos 1 ponto do que ir em vantagem na classificação.

Se tudo correr dentro da normalidade, chegaremos a 2 de abril a 1 ponto da liderança do campeonato. Com tudo isto não quero dizer que o jogo não seja importante, obviamente irá ter um peso grande na classificação, mas quando analisamos os clássicos, é impossível não ter em conta o contexto e a forma como as equipas chegam a esses jogos. Por exemplo, se um "pinheirinho" tivesse visto o que toda a gente viu em setúbal, ou seja, um claríssimo penaltie por marcar sobre Otávio, o FC Porto poderia entrar na luz com 1 ponto de vantagem, o que é muito diferente do cenário atual. Daí eu dizer que os jogos com os pequenos clubes são muito, muito importantes.

12 março, 2017

FOTO MÍSTICA #4 - Futre [1987]


O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com.


Época: 1986/1987.
Local: Estádio das Antas.
Data: 08.04.1987.
Resultado: FC Porto 2x1 Dínamo Kiev.
Aparecem na fotografia: Paulo Futre e Adeptos do Futebol Clube do Porto.
Meio génio, meio louco, na foto está o português que mais se assemelhou a Diego Armando Maradona. Esqueçam Cristiano Ronaldo, esqueçam Luís Figo. Paulo Futre pode não ser certamente o melhor jogador português de todos os tempos, mas é possuidor de qualquer coisa que parece faltar aos demais: a incrível empatia com as bancadas, a paixão irascível pelo jogo, o festejo do golo em comunhão com os adeptos, o mau génio e a piada fácil, a ingenuidade malandra, os modos simples, o bom coração, a dimensão estratosférica de vedeta do futebol, o futebol como parte da própria vida, a loucura de mãos dadas à genialidade, dentro e fora dos relvados. Olhando e ouvindo Futre, vemos um sul-americano nascido por engano na margem sul do Tejo.

Poucos são aqueles que poderão um dia mostrar uma fotografia destas aos filhos, agarrados às vedações para celebrar com os apoiantes, numa total e plena identificação entre jogador, clube e adepto.

Nesta eliminatória que daria acesso a Viena, os soviéticos nunca provaram ser aquilo que se temia: uma máquina cerebral e atlética, fria e racional, o arquétipo do novo modelo totalitário de futebol. Aquela que diziam ser a melhor equipa do mundo da altura acabou por ser vulgarizada pela maior capacidade técnica e união dos azuis-e-brancos. O 2x1 em casa e o 1x2 em Kiev foram prova cabal da tremenda superioridade portista e abriram de par em par as portas do Prater aos Dragões. No momento que a objectiva capta, Futre acaba de marcar um golo que hoje se costuma apelidar de golo à Messi ou golo à Robben: arrancada junto à banda direita, diagonal rápida e explosiva em slalom para o meio deixando para trás os soviéticos Bal e Baltacha, antes de rematar à baliza, contando com um desvio feliz de Zavarov.

Já em Viena, o golo mais bonito de sempre de uma Final da Liga dos Campeões poderia ter sido seu, após ter ultrapassado meia equipa do Bayern, deixando a cabeça em água aos alemães. Seria a versão maradoniana do golo à Inglaterra a nível de clubes. A bola saiu a rasar o poste e o golo mais bonito de sempre ficou para o argelino Madjer.

Futre chega às Antas no decorrer da guerra sem quartel entre Pinto da Costa e João Rocha, em 1984. Os lagartos levaram Jaime Pacheco e Sousa para o Campo Grande, mas o Presidente não teve meias medidas e respondeu ao ataque lançando as garras ao prodígio esquerdino.

É recebido nas Antas sob fortes desconfianças. O balneário azul e branco, em plena década de 80, não era um melting pot como é hoje. À excepção de Inácio, o plantel é composto por homens do Norte, que não aceitam facilmente um miúdo mouro vindo do Montijo.

Acontece que o Paulinho não é um miúdo qualquer. É o mais brilhante e virtuoso esquerdino que o futebol português há-de produzir até à data. Velocidade vertiginosa, drible em progressão, explosividade, atrevimento, energia para dar e vender, tudo culminado num remate poderoso.

Quando entra no Prater, em 1987, Futre já é um dos líderes do balneário, juntamente com Fernando Gomes. Como diz na sua autobiografia: “O Gomes era o General e tinha os seus sargentos: o falecido Zé Beto, Lima Pereira, João Pinto, Frasco e Jaime Magalhães. No início da época seguinte à da minha chegada ascendi a essa condição, juntamente com o André e o Quim”.

Dele, após uma zanga, disse um dia o mítico presidente do Atlético Gil y Gil: “Se Futre fosse uma mulher, seria minha amante”. Numa relação marcada de amor e ódio, em 2004, Futre foi chamado de urgência a Madrid, pois Gil y Gil estava prestes a morrer. Quando chegou ao hospital, o médico informou-o que o histório dirigente rojiblanco havia acabado de falecer. No dia seguinte, os jornais espanhóis titulavam que Gil y Gil estava à espera do El Portugués para abandonar este mundo. No dia do funeral, Futre é um dos homens que carrega o caixão do histórico dirigente colchonero.

Considerado pelos adeptos numa votação online como o melhor jogador de sempre do Atlético de Madrid, confessou mais tarde que Artur Jorge nunca o elogiou durante a sua passagem pelo FC Porto. O Rei Artur redimiu-se assim no momento da sua partida para Espanha: “Sabes porque nunca te elogiei? Porque tudo o que faças, é pouco para ti. Vais ser o melhor jogador do mundo”.

O Rei Artur esteve perto, mas não acertou. Futre viria a perder Bola de Ouro da FIFA em 1987 para Ruud Gullit. Tudo porque o jornalista português, o último a exercer o direito de voto, não podendo escolher o seu compatriota, em vez de votar em Butragueño (já sem hipóteses de alcançar a Bola de Ouro), atribuiu os seus pontos ao holandês, conferindo-lhe a vitória por meros 8 pontos.

Paulo Futre, que em miúdo costumava deixar os treinos do sporting à pressa para apanhar o cacilheiro para o Montijo, rezando para que o mestre do barco fosse seu conhecido para que o deixasse jantar as sobras dos marinheiros, transformou-se num globetrotter do futebol mundial: passou por Atlético de Madrid, AC Milan, West Ham, benfica, Marselha, Reggiana e Yokohama Flugels. Mas aos 30 anos, no seu primeiro adeus ao futebol devido a crónicos problemas no joelho direito, no Hotel Altis, é com umas chuteiras em cima da mesa que, de lágrimas nos olhos e visivelmente emocionado, declara:

“É a olhar para estas míticas chuteiras, com as quais fui campeão da Europa pelo Futebol Clube Porto, em Viena, que quero anunciar-vos o fim da minha carreira de futebolista profissional”
FONTES UTILIZADAS, A QUEM AGRADECEMOS:
  • Paulo Futre, El Portugués (Luís Aguilar)
  • Jornal de Notícias
  • Filhos do Dragão
Rodrigo de Almada Martins

10 março, 2017

EM VELOCIDADE DE CRUZEIRO.


AROUCA-FC PORTO, 0-4

O Dragão apanhou-lhe o gosto. Depois de chapa 7 frente ao Nacional, o FC Porto foi a Arouca e facturou mais quatro golos que lhe garantiram uma vitória sem espinhas e bastante reveladora do actual momento do Dragão.

Com 8 jornadas realizadas na 2ª volta, o Dragão continua sem ceder qualquer ponto, batendo todos os adversários que lhe apareceram pela frente. Mas já são 9 as vitórias consecutivas para a Liga NOS, cuja sequência vitoriosa começou na última jornada da 1ª volta.


É indesmentível que as vitórias trazem confiança, mas não é só disso que chega para se tornar numa equipa vitoriosa. É preciso união e jogadores em excelente forma física. A equipa do FC Porto respira saúde, frescura, energia e dinamismo.

Quero realçar, neste capítulo, Brahimi. O argelino está incontrolável. Numa época sem igual, tem mostrado uma maturidade que não se esperava pelo percurso que teve no FC Porto desde o seu ingresso no clube.

Acusado de ser demasiado individualista e não ser um jogador de equipa, Brahimi tem mostrado uma disponibilidade fantástica em prol do grupo e ainda é capaz de desequilibrar o jogo a favor dos Dragões.

Com Brahimi em grande forma, o FC Porto é uma equipa superior. Com o argelino, o FC Porto pode ter forte crença no título. Será, com grande probabilidade, que o título passará pelos pés do argelino.


O jogo foi de sentido único. Nuno Espírito Santo apresentou o mesmo onze que tinha jogado com o Nacional com a excepção Maxi. O uruguaio substituiu Layún na lateral direita.

Nos primeiros 25 minutos ficou definido o jogo. O FC Porto inaugurou o marcador aos 14 minutos por Danilo num golpe de cabeça, na sequência de um livre cobrado por Brahimi. Alguns minutos volvidos, numa transição rápida, novamente o argelino em destaque, isolou Soares que frente ao guarda-redes rematou incrivelmente ao poste.

Mas se Soares desperdiçou uma ocasião soberana, redimir-se-ia aos 25 minutos com um golo após cruzamento bem medido de Óliver. O jogo estava decidido ao fim de menos de 1/3 de jogo, mas havia ainda muito para jogar. O Arouca só por uma vez tentou a baliza de Casillas que respondeu com uma defesa para canto. De resto, um FC Porto, imponente e intransponível, não deu qualquer veleidade ao adversário.

Na segunda metade, o FC Porto controlador, mandão e dinâmico, continuou a carregar no acelerador. Por isso, foi sem surpresa que chegou aos quatro golos. Diogo Jota fez o 0-3 aos 71 minutos, após substituir André Silva, numa jogada conduzida por Brahimi pela esquerda. E ao cair do pano, Soares bisou na partida após centro de Maxi Pereira.


O resultado estava feito, a goleada consumada e o Dragão ficou com a certeza de que, pelo menos, até à próxima Segunda-feira estará na liderança da Liga com mais dois pontos do que o Benfica.

Notas finais para a sempre “isenta” Sporttv que, com comentários de dois tolinhos, mostram toda a azia que lhes vai na alma. Por outro lado, registo com uma salva de palmas o destaque que foi dado à enorme quantidade de vezes que a mesma estação mostrou uma possível mão de Danilo na área (que não é falta) com a passagem despercebida do agarrão claro de Anderson Luís a Soares dentro da grande área arouquense.

Mas eu percebo-vos! Há muito tempo, mesmo!

Registo, pelo lado positivo, para a excelente gestão de Nuno Espírito Santo quer nas substituições operadas, quer na gestão dos cartões amarelos, tendo em vista o jogo que se vai realizar daqui por duas jornadas. É que não podemos cair nas armadilhas do apito e temos que nos precaver seriamente contra os artistas, sob pena de assistirmos a mais um golpe do polvo.



Próxima jornada, recepção ao V. Setúbal que antecede a visita ao Estádio da Luz. Mas antes, os Dragões deslocam-se a Turim para cumprir a 2ª mão dos 1/8 de Final da Champions League frente à Juventus.

Apesar de estar praticamente tudo decidido na eliminatória, nunca se pode dizer que há certezas absolutas. Os Dragões vão, sim, com a certeza de que têm um enorme prestígio a defender. Têm dois títulos conquistados na prova, são recordistas de participações a par de Real Madrid e Barcelona e têm um prestígio que, por mais que queiram desvalorizar internamente, o torna no maior clube português representativo na Europa.



DECLARAÇÕES

Nuno: “Os jogadores fizeram um trabalho muito bom”

Segredos para nova goleada
“Defender bem, pressionar, não permitir oportunidades. Vamos insistindo nisto desde o início da época. Depois, explorámos o talento dos jogadores, a mobilidade e os equilíbrios. Foi um bom jogo da nossa parte, os jogadores fizeram um bom trabalho, foram sólidos, coesos, muito equilibrados. A equipa não concedeu oportunidades ao adversário, teve uma boa circulação de bola, criou oportunidades e fez bons golos. Os jogadores fizeram um trabalho muito bom.”


Focados no golo
“As duas partes foram muito boas, nunca deixou de haver ambição da nossa parte de conseguir mais golos e houve oportunidades para tal, tanto na primeira como na segunda parte. Continuámos sempre à procura do golo. Nunca é suficiente. O resultado de 2-0 ao intervalo é perigoso, a equipa sabia que era preciso mais. É um conceito fundamental: a ambição de fazer golo. Isso faz parte do nosso crescimento.”

O momento
“O FC Porto sente que está bem, está no caminho certo. É um conceito difícil de explicar para um clube com a grandeza do FC Porto, o princípio básico é a nossa solidez defensiva, todos têm de defender desde o nosso avançado ao guarda-redes para que assim consigamos vitórias robustas. Isso exige muito trabalho, muita concentração e continuamos a focarmo-nos apenas e só em nós, no nosso crescimento, na nossa melhoria, que começa já amanhã.”

O 12.º jogador
“É impressionante o apoio que temos tido e os adeptos, de facto, fazem-nos sentir nos jogos fora de casa como se estivéssemos no Estádio do Dragão. A equipa sente-se acompanhada em todos os jogos e é um dos motivos principais do nosso êxito fora de casa. O que os nossos adeptos têm feito por nós é impressionante e a melhor maneira de retribuir esse apoio é com exibições e vitórias como estas últimas, que significam mais três pontos no nosso caminho.”



RESUMO DO JOGO

ESTE SENTIMENTO… NÃO PODE PARAR!!


Recepção ao Nacional da Madeira na 24ª jornada do campeonato nacional. Cheirou a Vigo no Sábado ao final da tarde na Invicta, 7-0 ao clube madeirense, uma exibição de gala. Embora jogando contra o último classificado, a verdade é que não demos a mínima hipótese, a equipa entrou em campo focadíssima nos três pontos e nem quando os garantiu abrandou o ritmo. Raça do início ao fim, talvez para copiar o que estava ser feito nas bancadas.

Pois claro, nas bancadas também não faltou raça. Mais de 90 minutos a apoiar o FC Porto na conquista de mais três pontos. 24º jogo do campeonato, 24ª presença, sempre ao lado da equipa e assim continuará a ser nos dez jogos que ainda faltam. No conjunto dos dois jogos, despachamos o Nacional com um 11-0.

Estádio Do Dragão com mais de 40 mil pessoas num jogo disputado num bom dia e numa boa hora, propícia a que muita gente se deslocasse para assistir. O andebol ao ínicio da tarde serviu para aquecer as gargantas e saímos todos de futebol de papo cheio, como já não se via desde 1999.

A mancha azul e branca preencheu por completo as bancadas do estádio mais bonito do mundo. Os adeptos das centrais acompanharam em vários momentos do jogo os Super Dragões e o Colectivo nos seus cânticos de incentivo. E é assim que deve de ser. Canta-se seja em que bancada for, sem vergonhas de nada, há que fazer a diferença, estejas no sector da claque ou num outro sector qualquer do estádio.


A equipa soube agradecer mais uma vez o fantástico apoio prestado. À semelhança do que aqui escrevi recentemente, destaque para os agradecimentos aos ultras, que agora também se estendem ao Colectivo e não só aos Super Dragões. Lindo ouvir o estádio inteiro a cantar "eu quero o Porto campeão!".

Os nossos ultras estão num momento muito forte, vivem uma boa época, assíduos e audíveis onde quer que jogue o FC Porto. Que as invasões que fizemos a Setúbal, Estoril e mais recentemente, Guimarães e Bessa se continuem a repetir, nomeadamente já na próxima sexta-feira com o Arouca!! Todos a Arouca!!! TODOS!! Vamos invadir Arouca, faltam dez jogos para o final e este campeonato tem de ser nosso!! Sai de casa, levanta-te do sofá, desliga a TV e faz-te a estrada!! Anda a Arouca apoiar o FC Porto neste jogo difícil onde só os três pontos interessam!!

Mesmo sabendo que é uma sexta-feira, dia de trabalho para quase toda a gente e que o bilhete é a 17 euros (?!?!?), vamos fazer mais um esforço, com o Porto sempre, pelo Porto tudo!

Um abraço ultra.

09 março, 2017

OS MÉRITOS DE NES.


Se há 2 meses atrás, após aquele traumático empate em Paços de Ferreira (estávamos a 6!!! pontos do líder), me dissessem que o FC Porto ganharia os 8 jogos seguintes, entre receções ao clube do mestre da tática e visitas sempre “simpáticas” a Bessa e Guimarães, admito que provavelmente não acreditaria.

Se há 2 meses atrás, me dissessem que por exemplo o Boavista roubava pontos na luz, estando a ganhar por 3/0 antes da meia hora inicial ou que o Setúbal lhes ganharia com um golo de um jogador contratado pelo FC Porto de seu nome Zé Manuel, admito que provavelmente não acreditaria.

Se há 2 meses atrás, me dissessem que à 24ª jornada o FC Porto estaria a “apenas” 1 ponto (sendo que 1 ponto pode até ser muito numa liga como a portuguesa) da liderança, com o melhor ataque, melhor defesa ou que Soares marcaria 7 golos em apenas 6 jogos, após ter marcado 9 golos em 22 jogos ao serviço do Vitória, admito que provavelmente não acreditaria.

Não sei, porque se o soubesse estaria rico, que desfecho é que vai ter este campeonato. Não sou daquele tipo de adeptos que passa do 8 para o 80 em apenas 2 meses, que acha tudo horrível numa semana, e que considera tudo ótimo apenas 2 ou 3 semanas depois, não creio, como nunca considerei, que este tipo de raciocínio leve a lado algum.

É verdade que o calendário do FC Porto até final da época é terrível, não há uma forma mais simpática ou eufemística de o dizer. Sendo certo que nos últimos anos não nos temos dado mal na luz, uma análise séria tem de nos levar a admitir que aquele será o jogo teoricamente mais difícil de toda a competição. Depois há a visita a braga, um terreno hostil e uma equipa treinada por ordinário de meia-tigela anti-Portista até à espinha e o habitual "calvário" chamado barreiros, provavelmente um dos estádios mais temíveis para o FC Porto nas últimas décadas.

Apesar de tudo isso, há que dizer com clareza, quando era suposto já estarmos arredados da luta pelo título, a equipa reergueu-se, foi à luta, venceu jogos difíceis e outros em que recorrentemente falhou nas últimas épocas. Existe garra, cooperação mas também existe qualidade e um fio de jogo bem definido. Há planos alternativos ao principal, há opções diferenciadas consoante o adversário, há apostas em jovens jogadores de forma descomplexada e há também uma grande valorização de jogadores que estão "espremidos" até ao "tutano".

Durante as últimas épocas, uma das críticas mais recorrentes do universo Portista era de que grande parte dos jogadores pareciam pior do que aquilo que realmente eram. Este ano, é com toda a propriedade que se pode dizer que alguns jogadores parecem bem melhores do que realmente são. Acho que existe um aproveitamento ao máximo da matéria-prima que se tem.

Neste momento, nenhum de nós sabe o que vai acontecer, muitos de nós fazem contas de cabeça e não podem deixar de ficar preocupados com tantas saídas difíceis, mas há um homem a quem te de ser creditado o facto de neste momento todos nós termos mais ou menos esperança na conquista do título: Nuno Espírito Santo.

Não é exagero dizer que Espírito Santo herdou uma tarefa complexa, dispõe de um plantel com todos os problemas mas que debatidos no universo Portista, apesar disso tudo, o técnico em que muitos poucos acreditavam (incluído eu!) nos meses que leva de trabalho, arregaçou as mangas, não se queixou, nem entrou em lamúrias, fez até agora um trabalho mais do que válido com a matéria-prima que tem. Mas sem dúvida o principal mérito de NES é o facto de ele nos ter posto a todos a acreditar em algo que há apenas 2 meses era uma miragem longe e utópica. Este mérito deve ser creditado a NES, independentemente do desfecho final.

E o futuro de médio e longo prazo do FC Porto irá depender de uma análise séria e completa de tudo aquilo que se tem passado, não pode ser uma análise que dependa apenas da bola que vai à barra, ou do ponto pelo qual se possa eventualmente perder um campeonato. Contra quase todas as expetativas, NES e este grupo de jogadores recuperou os valores fundamentais que fizeram do FC Porto o grande clube europeu dos últimos 30 anos, a cooperação, o espírito de grupo e de sacrifício, a união, o esforço até à última gota de suor. Porque depois a qualidade faz o resto, mas haver qualidade, sem nenhum destes ingredientes não serve de rigorosamente nada. O Real Madrid há décadas tem plantéis com muita qualidade, mas títulos foram poucos exatamente por causa disso, porque a qualidade apenas não chega.

Resta aos adeptos fazer o que têm feito e muito bem até aqui, ou seja, apoiar incondicionalmente a equipa, acompanhando-a pelo país inteiro, fazendo do Dragão uma autêntica fortaleza. As probabilidades e a lógica jogam contra nós, o cenário teoricamente não nos e favorável, mas pergunto: a história do grande FC Porto não foi feita de uma soma de improbabilidades que depois redundaram num enorme sucesso durante décadas?!?!

08 março, 2017

EU VOU A AROUCA... E VOCÊS??


A atualidade tem sido fértil em incidências, mas por estes dias nada é mais importante do que ganhar na próxima sexta-feira em Arouca, e para tal, é fundamental a presença de todos.
A mole humana que tem acompanhado a equipa desde o início do ano e que tem vindo a crescer com a melhoria dos resultados, tem que ter nova resposta à altura daqui a dois dias.
Perante o momento importante da época que vivemos, em que a perda de pontos pode significar uma descolagem irreversível, mas a vitória seguramente representará novo fator de pressão sob o nosso principal rival, lanço aqui um forte apelo a que todos se desloquem a Arouca.
O Porto, o mágico Porto, o nosso Porto, aquele que todos amamos (cada um à sua maneira!), aquele que tanto idolatramos e veneramos, precisa de nós, do nosso apoio da nossa presença.

Pouco importa quem vai ou porque razão vai... temos é que ir todos!
Aqueles que vão sempre “porque sim”, seguramente que vão lá estar!
Aqueles que não costumam ir “porque não”, desta vez têm que ir!
Aqueles que vão de vez em quando, desta vez têm que marcar presença!
Aqueles que só vão (mas vão sempre!) ao Dragão, têm que ir porque estes 3 pontos valem tanto como qualquer jogo em casa!
Aqueles que não vão porque é longe, também têm que ir porque é perto e bom caminho!
Aqueles que não vão porque os jogos são à noite, vão ter que ir desta vez porque o jogo sexta-feira por isso têm o fim de semana para recuperar!
Aqueles que acham que isso já não é para eles, que vão os mais jovens, têm que marcar presença porque todos, sem excepção, fazem falta!
Aqueles que dantes iam muito, mas agora perderam a rotina, está na hora de voltarem!

E tudo isto porquê? PORQUE O PORTO PRECISA DE CADA UM DE NÓS!
O Porto precisa de entrar forte e motivado!
O Porto precisa de entrar e sentir que tem a confiança dos que o seguem!
O Porto tem que sentir que se algo não começar a correr bem, estão bem acompanhados!
O Porto tem que sentir que quem o ama não o abandona!

E o Porto tem que ganhar...
O Porto tem que ganhar porque sim!
O Porto tem que ganhar porque é o Porto!
O Porto tem que ganhar porque os nossos corações precisam disso!
O Porto tem que ganhar porque tem que colocar pressão no adversário que joga apenas segunda-feira!
O Porto tem que ganhar porque está na fase de consolidar confiança, e tal só sucede com vitórias!
O Porto tem que ganhar para reforçar processos e acreditar em si próprio!
O Porto tem que ganhar para colocar temor nos que enfrentaremos posteriormente!

VAMOS TODOS A AROUCA... eu vou, e vocês?

Até sexta, no sítio do costume!

07 março, 2017

PADRES & MERETRIZES.


Bafienta, decrépita, em decomposição, dirão alguns desta minha crónica. Contudo, apesar deste meu exercício literário estar mais fora de tempo do que uma entrada do Talocha, não resisti a voltar ao lugar do crime mais comum no nosso futebol. O crime da falta de verticalidade que alguns actores persistem em abusar e tresandar.


Como primeiro personagem desta farsa, elejo um tal de Pedro Carmona, treinador espanhol de méritos ainda por reconhecer, que orienta a formação da Amoreira. Da recente visita portista ao campo do Estoril, se bem se recordam, o tópico principal de conversa dos diversos comentadores, paineleiros e bitaiteiros centrou-se na tracção meio-campista de NES, desabrochada pela abertura das alas a meio da segunda parte, que acabou por resultar na construção da vitória azul e branca. Da habitual hostil e persecutória comunicação social apenas a reprimenda para o apoio mais (demasiado) exaltado das nossas claques. Do nada, e sem razão ou suporte que o justificasse, aparece um tal de Sr. Carmona a apontar baterias para a arbitragem, clamando por penaltys imaginários e negando os verdadeiros, afiançando que "o árbitro e os assistentes não estiveram nos seus dias". Desculpas de mau perdedor, pensei eu na minha ingénua inocência.

Para minha surpresa, no último Estoril - benfica, um jogo de taça onde está em causa o acesso à final, renhido, em que a vitória cai para os encarnados ao cair do pano num lance tão mentiroso e falso, que até foi admitido implicitamente pelo próprio treinador benfiquista, quando se esperava que o Sr. Carmona exigisse a reintrodução da Santa Inquisição em Portugal com o árbitro amarrado à estaca, eis que a abordagem deste senhor às incidências do jogo conseguiu ultrapassar a benevolência das intervenções do Papa Francisco nas suas homilias. Relembrando as palavras do dito senhor "...os jogadores estavam a criticar pelo último golo, mas isso é o futebol. Evito perder tempo com as questões das arbitragens, senão vou estar todas as semanas a falar disso. Não é a minha função estar a comentar isso...".

Então porque raio se atirou à inócua arbitragem do Estoril - FCP?

Antes de prosseguir, e como manifesto de consciência, confesso que sou daqueles que acredita que a preferência clubística de um treinador ou jogador não interfere com o seu profissionalismo. Como exemplo, entre outros, temos o Prof. Jesualdo Ferreira, que apesar de assumido benfiquista, orientou com distinção o FCP, trazendo para o nosso museu 3 títulos de campeão entre outros troféus. Do outro lado da barricada, temos Luís Castro, treinador que iniciou a temporada com o nosso emblema, sendo inclusivamente ele o último treinador a ser campeão por uma equipa sénior do FCP, e no entanto, isso não o impediu de bater-se estoicamente com o seu agora Rio Ave em pleno Dragão, estando muito perto de nos roubar pontos. Isto são homens de carácter.


Em sentido contrário, temos um tal de Pepa, ex-jogador que militou obscuramente no slb, e que num aleivo de nostalgia, procurou como técnico de uma equipa da I Liga, obter o protagonismo que nunca teve no balneário encarnado. Vergonhosamente, em vez de trajar o fato de treinador Tondelense, preferiu o de adepto vermelho, proferindo um chorrilho de alarvidades e de fel surrealista, para gáudio dos seus correlegionários, mas absolutamente desfasadas do que verdadeiramente se passou em campo.

Mais uma vez, estranha-se que um par de semanas antes, em pleno estádio da Luz, o mesmo Pepa não tenha achado nada surreal no mergulho do André Almeida, sentido apenas uma orgulhosa "azia" por ser batido pelo seu poderoso benfica, quando até os próprios assumiram que estiveram numa tarde menos inspirada.

Se o treinador de Tondela se sente com ligeireza suficiente para lançar suspeitas ao vento, eu, como simples cronista, sinto a pluma das teclas cavalgar a minha vontade. O meu enfoque de análise é muito simples. A performance do Tondela frente aos ditos grandes desde que atingiu o patamar mais elevado do futebol nacional. Assim, nesta curta aventura tondelense, temos:


Se uns acham surreal penaltys efectivos serem marcados, outros acham incrivelmente surreal que uma equipa capaz de cerrar dentes e vender muito caro as raras derrotas com dois grandes do futebol português, se transfigure numa simpática e inofensiva equipa sempre que defronta o nosso rival encarnado. Em vésperas de subir ao parlamento um projecto-lei sobre a despenalização da prostituição, temos que concordar que nenhuma questão legal se levanta neste comportamento. Contudo a questão ética é deveras reprovável.

Encomendadas, avençadas, negociadas ou seguir o chamamento da cor do coração, a verdade é que são estas e outras situações semelhantes que permitem perpetuar a cortina de fumo mitológica em torno de frutas e apitos, enquanto que na sombra, obstáculos são combinados e atirados para a nossa frente, focados apenas na nossa queda. Seria assim no Bessa. Seria assim no Dragão no último sábado. A diferença destes jogos, para a nossa fase de nulos no campeonato chama-se competência. Competência da SAD que, apesar da parcimónia, finalmente dá mostras de ter despertado para defender os nossos interesses. Competência de NES que, para o bem ou para o mal, tem-se mantido fiel à sua filosofia desde que retornou ao Dragão, conseguindo formar um grupo coeso e unido com sede de conquistas.

Contra tudo e todos...