O tema
«Anderson» continua-me atravessado na garganta e por muito que leia, por muito que escute, por muito que me expliquem, não adianta… continua atravessado no meu ego azul-e-branco. Como dizia ontem e muito bem,
Jorge Maia, na sua habitual e sempre interessante crónica do
jornal O JOGO, é um facto indesmentível: nós, Portistas, estamos todos mal habituados (e ainda bem que o assim é).
Ao contrário do que
«muita boa gente portista» possa pensar, não, não estou nem nunca estive em linhas gerais contra a venda de Anderson… o que estou e ao que parece, continuarei a estar, é com
«os fins» que possam ser dados a esse dinheiro.
Alguém, já não me recordo, escreveu há uns bons tempos atrás que o nosso Mítico e sempre Presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, era em Portugal o expoente máximo no que toca à eximia gestão desportiva-financeira,
«desde que não houvesse dinheiro em caixa»… mas ao contrário, ele, a SAD ou lá o que queiram chamar a essa
«coisa», poderiam ser considerados uns péssimos gestores de activos financeiros que alguma empresa pudesse ter à frente dos seus destinos.
Quer gostem, quer não gostem, sou obrigado a concordar… e escusam de vir com essa ladainha, como tenho lido e relido por alguma da blogosfera azul-e-branca, que nós, onde eu me incluo, que se manifestaram
«de cabeça quente» contra esta venda, não somos Portistas, não somos isto, não somos aquilo, etc, etc e etc.
De facto, tenho sorrido envergonhadamente com alguns destes
«puristas» de última hora (mas tão Portistas quanto eu concerteza, nem sequer ponho isso em causa), que até hoje, era dar ao serrote que era um fartote, agora, vá-

se lá saber porquê, viraram
«anjos protectores da congregação franciscana» e só nos faltou mandar a todos que
«criticaram» para aquele sitio. Pergunto eu: porque será? quem souber que responda.
Por mim falo eu, e não preciso de
«ser a voz de nenhum dono», nem tão pouco,
«ser mensageiro de recados».
A mim, ninguém me dá lições de Portismo. Que fique bem claro: ninguém!! Eu,
considero-me tão Portista como qualquer outro, assim, sem mais, nem menos… e não é por ser sócio desde há 20 anos, ser detentor de lugar anual desde a passagem para o Estádio do Dragão (e sim, que vou renovar com todo o gosto e prazer!), ou por isto ou por aquilo, que me vou auto-intitular de mais que alguém… quando não gosto do que vejo, não gosto e ponto final! adiante…
Como ia dizendo, fiquei extremamente desiludido com o roubo de
«Anderson», um miúdo com 19 anos que aposto, no próximo ano ou até seguintes, ia arrebentar nos nossos relvados, tornando-se rapidamente (se já não o era) um caso sério no futebol e com espaço garantido no pódio dos
«melhores do mundo» por mérito e direito próprio.
A raiva incontida que senti, tinha obviamente outros precedentes… de imediato me lembrei dos
«milhões» da era-Mourinho esbanjados sem ninguém até hoje conseguir explicar ou se preocupar com o
modo horribilis da coisa, do constante
«sinal vermelho» nas contas da SAD e que caminha a passos largos para o
«negro», dos recentes prejuízos de 14 m€ dos últimos 9 meses do exercício, do passivo actual na ordem dos 30 m€, das dezenas de jogadores emprestados, encostados, emprestadados e sabe-se lá que mais por esses campos fora, etc, etc e etc.
Foi contra tudo isto que me
«revoltei» e senti necessidade de dar largas à minha desilusão… mas caraças, em vez de andarem sempre a tapar buracos financeiros com as nossas estrelas mais cintilantes, porque raio chegam
«aos montes» todos os anos, com contratos assegurados para 2, 3, 4 ou até 5 anos, e depois nesse período, porque rapidamente se constata que é mais um para
«pagar ao fim do mês até ao término do contrato», não há um único que seja despachado, repito, nem um único só para amostra? Ainda agora chegaram mais 2 do mesmo
(Lino e Fernando), vai uma aposta? é uma questão de tempo...
Assim de relance, olho para o actual plantel do FC Porto e vejo por ali a vegetar sabe-se lá há quanto tempo, porque até já perdi a conta:
Tarik,
Alain,
Leandro do Bonfim,
Pitbul,
Areias,
Ezequias,
Sonkayas,
Diogo Valente,
Léo Lima,
Leandro,
José António,
Maciel, etc, etc. Nos últimos anos, conseguem dar-me um exemplo de algum
«cromo» ao melhor estilo dos atrás enunciados, que tenha sido despachado pelo menos para limpar os custos financeiros do clube? conhecem? digam-me lá que eu sou todo ouvidos.
E não se esqueçam dos produtos da casa que andam por aí aos pontapés
(Bruno Vale, Paulo Machado, Hélder Barbosa, Vieirinha, Bruno Gama, Ivanildo, etc e etc), e que sairiam muito mais baratos ao clube e quem sabe, com uma aposta mais eficaz, até poderia sair dali uma
«surpresa cintilante» para o plantel principal e com isso, dar o tempo e os custos de toda a formação por mais que bem entregues? olhem ali para os lados de Alcochete e digam lá se não é assim? aqui, pelo Olival, funciona tudo ao contrário e já não é de agora.
Agora, li com alguma (e já natural) desconfiança a chegada de mais um brasileiro, mais um jovem, mais um Sub-20 para o plantel do FC Porto, um tal de
Fernando, uma
«bomba» dizia-se, se pensarmos nas primeiras páginas a toda a largura de alguns jornais. Fiquei com a
«pulga na orelha» e hoje, parece-me com razão. Afinal, a
«estrela»,
assinou por 5 anos (!!!) e vai ser emprestado… depois logo se vê! Muito bem, parabéns, excelente, eu não faria melhor! Vai uma aposta que este, na mesma linha de tantos outros que há muito chegaram e não há maneira de os contratos terminarem, vai andar por aqui 5 anos a ser
«pago» a peso d’oiro? Não teria sido melhor fazer um contrato por 1 ano, com opção de compra no final da época? Pois, eu sei que não… há que circular
«as libras»!
Lembro-me agora de tantas outras promessas brasileiras que andaram por aqui a vegetar na antiga
equipa «b», sabe-se lá pagas como e de que forma, e até seria interessante saber se foram ou não pagas comissões, quando me questiono: alguém sabe onde eles param? lembro um outro mais recente: lembram-se de mais uma
«estrela» chegada na época passada, um central de nome
Eliézio e que foi logo despachado para Leiria por empréstimo? já voltou ao Cruzeiro? quando custou? alguma comissão pelo meio? pois, sempre o mesmo filme e as mesmas dúvidas de sempre.
É por todas estas coisas que me insurgi, todas estas politiquices que não há maneira de pararem nunca… e as contas a caminhar a passos largos para o
«negro». Com tudo isto, em vez dos anéis, ficam os dedos e por este andar, um dia destes, sabe-se lá se também não vai algum dedo pelo meio.
E sim, sou também como um qualquer outro Portista que se preze: eu sou adepto do
«pão e circo», é verdade! No fundo, o que quero e desejo mesmo, é ver o meu FC Porto sempre a ganhar, a conquistar, a vencer… mas não nego, não sendo nenhum
«diplomado», também não sou nenhum
«tapadinho» e gosto de perceber ou tentar perceber algumas coisas, quanto mais não seja, saber o que fazem com os meus
221 euros anuais (no mínimo) que invisto a fundo perdido no meu FC Porto.
Portanto, está aqui exprimido o meu ponto de vista sobre a minha «revolta». Espero tenha sido mais claro desta vez.
ps1 - também eu já começo a ficar farto de alguns «queixumes» de paizinhos e filhos lá prós outros lados do Atlântico… quem não está bem (e parece que nunca está, não é verdade?), que se ponha!
ps2 - as inscrições para o jantar comemorativo do 1º aniversário do blog que se vai realizar no próximo dia 16 de Junho, pelas 20h00, no Restaurante Brasileirão (Leça da Palmeira), continuam em aberto. O preço por pessoa é de 34,00 euros, com o seguinte menu: 1 caipirinha por pessoa, rodízio, vinhos da casa, refrigerantes, café e sobremesas (frutas, doces e queijos). Até ao momento, estão já confirmados 12 bLuEs, pelo que caso pretendam participar, é favor enviar e-mail para blogdoblueboy@gmail.com com o vosso nome e forma de contacto, pelo que de seguida darei todas as coordenadas para confirmação da vossa presença.
ps3 - então, mais ninguém dá uma ajuda ao Estilhaço, carago? apenas a Fokinha respondeu ao apelo? enviem para blogdoblueboy@gmail.com as “fotos, recortes de jornal, etc, para se fazer um post decente sobre os festejos do bi-campeonato? Nacional e além fronteiras, casas do Dragão, filiais, etc. Digam se têm ou arranjam material para nos enviar. Vamos lá fazer nós o que estes tipos da (des)comunicação social não sabem e não querem fazer”.