23 setembro, 2015

E QUE LINDO É!!

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Domingo dia 20 de Setembro, dia de recepção às galinhas no nosso estádio do Dragão. Um dos dias mais aguardados na época e onde está em causa muito mais que um jogo de futebol. “Há quem diga que o futebol é uma questão de vida ou de morte, para mim, é muito mais que isso”. Tal e qual!

Um jogo que, tal como mencionei na semana passada, começa a ser jogado muito antes do primeiro apito do árbitro. No mínimo com uma semana de antecedência, os ultras preparam exaustivamente tudo ao pormenor, de forma a que quando chega o dia e a hora esteja tudo pronto para o festival na bancada. Todos os jogos são apetecíveis, desde que entre em campo o nosso mágico FC Porto, no entanto, obviamente, estes jogos grandes são aqueles em que adrenalina está à flor da pele e todos vamos buscar forças para cantar, vibrar e empurrar a equipa para a frente, mesmo quando já estamos exaustos.

O clube do regime aprendi a odiar desde muito cedo. Faz parte da minha educação. Ao clube do regime sempre me irei opor e da minha parte tudo farei para o combater. Quando nos cruzamos, à que lhes mostrar que não gostamos deles e neste caso concreto, quando vêm ao PORTO, que não são bem-vindos. Sempre foi assim e é assim que deverá ser sempre.

No último Sábado, véspera do clássico, os Super Dragões foram capa do JN. Uma reportagem feita na sede da maior claque do FC Porto, mostrou aos adeptos “normais” e ao público em geral como os seus elementos preparam o grande encontro. Muitas horas da sua vida pessoal dedicadas à claque e ao clube, o espírito de grupo associado ao amor ao emblema é essencial para que tudo corra da melhor forma.

Sexta-feira à noite, entramos no fim-de-semana com a cabeça no jogo da jornada. Sábado chegam à Invicta os encornados e logo de madrugada tiveram uma recepção à altura, com um excelente fogo de artifício que por volta das 3h da manhã pôde ser apreciado da janela do Holiday Inn, em Gaia. No dia do jogo é “bar aberto”. Uns grupos aproveitam e juntam-se para almoçar, passando a tarde no Dragão. Outros encontram-se depois do almoço mas desde cedo (alguns de manhã!!) à volta do estádio começa a ver-se azul e branco.

O ritual de “receber” o cortejo das claques encornadas e das camionetas dos jogadores foi mantido. Sendo este o primeiro clássico desde que os Super Dragões inauguraram a sua nova sede, um mar de gente concentrou-se naquela zona do estádio.

Já com as gargantas quentes e prontas para apoiar a equipa, lá entrámos no estádio. Mais de 49 mil espetadores, cerca de 2500 lampiões no sector visitante. Diabos Vermelhos com a faixa visível e de resto pouco ou nenhum material.

Nos nossos grupos, grande prestação, com natural destaque para as coreografias e os momentos seguintes ao golo do jogo. Super Dragões e Colectivo estão de parabéns pelo que elaboraram e apresentaram ao estádio no momento da entrada das equipas. Um ambiente digno da nossa gente! O apoio vocal foi muito bom no sector visitante (é o forte daquela gente, sem dúvida) mas teve resposta à altura nos nossos ultras. Mais uma vez chegámos a casa roucos e com o sentimento de dever cumprido.

Vivemos para momentos como o minuto 86! No minuto do ano de fundação dos Super Dragões, André André faz o golo na baliza Norte, onde está o Colectivo. A explosão de todo o estádio faz jogadores e equipa técnica delirar de alegria. Os minutos foram vividos de forma intensa e em completo êxtase. Ganhar é bom, ganhar ao rival de sempre é o melhor que pode existir.

Já depois do fim do jogo os lampiões ainda tiveram de levar connosco na bancada, já que os cânticos continuaram, primeiro por mote do nosso “speaker” e depois pelas nossas claques. Festejámos a vitória, estamos em primeiro mas ainda só estão jogados cinco jogos. Há que melhor aspetos e mantermos a posição até Maio.

TODOS A MOREIRA DE CÓNEGOS!!!!

Um abraço ultra.

Manto Azul e Branco - 1983-1984 – FC Porto bem vestido na sua primeira final europeia.

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Equipamento Adidas envergado pela equipa do FC Porto que disputou a final da Taça das Taças, em Basileia, Suíça, frente aos italianos da Juventus. Conjunto azul em tom forte (muito bonito!). Camisola de colarinho em “V” com gola branca, três riscas brancas ao longo da manga (na versão de manga comprida esta termina num punho debruado a branco). Emblema sobre forma oval em branco e logótipo da Adidas no lado direito. Calções com logo na perna esquerda e, tal como na camisola, com três riscas brancas nos lados. No cano das meias as mesmas três riscas brancas.

Na fotografia: em cima, da esquerda para a direita: Eurico, Lima Pereira, Eduardo Luís, Jaime Magalhães (em destaque, à direita da foto), João Pinto e Zé Beto; em baixo: Vermelhinho, Jaime Pacheco, Sousa, Fernando Gomes e Frasco. No lado direito, Jaime Magalhães em compita com Boniek.

Na entrada, os capitães Scirea e Fernando Gomes à frente das equipas da Juventus e do FC Porto.

Esta fotografia do “capitão” Fernando Gomes tem causado alguma confusão entre adeptos e nos meios ligados ao estudo dos equipamentos Portistas. Muitos julgam que se trata de uma foto de um jogo que não o de Basileia. Por causa da manga comprida! É que, conforme se pode ver, Gomes entrou em campo no jogo da final da Taça das Taças com camisola de manga curta e no segundo tempo envergou uma de manga comprida. Cada jogador levou para Basileia 2 equipamentos completos: um de manga curta, outro de manga comprida. O “bi-bota d’ouro” foi o único a utilizar ambos durante o jogo.

Equipamento alternativo Adidas envergado pelo “capitão” Fernando Gomes na segunda parte do jogo que a equipa do FC Porto disputou frente aos italianos da Juventus, em Basileia, Suíça (final da Taça das Taças). O equipamento é idêntico ao anteriormente ilustrado com as seguintes e relevantes diferenças: manga comprida que termina em punho debruado a branco; emblema do FC Porto com desenho mais definido.

Pormenores do emblema na camisola de manga curta e na de manga comprida.
(Fotos gentilmente cedidas por Pedro Cardona)


Em Basileia (re)nasceu o "Dragão" – O FC Porto perdeu a final de Basileia. No entanto fez uma grande exibição. A crítica acentuou o valor da turma portista e Pinto da Costa aproveitou para lançar a campanha do "Dragão". O Presidente logrou redescobrir a figura do dragão no emblema do clube e explicou a sua ideia: "Uns têm a águia, outros a figura do leão; nós, FC Porto, devemos tirar partido da imagem do dragão". O "Dragão" (re)nasceu, assim, em berço suíço, numa operação de marketing que haveria de se revelar muito, muito bem sucedida.

Jaime Magalhães, foi considerado um dos melhores médios direitos de sempre e conquistou tudo no FC Porto incluindo a Taça dos Campeões Europeus – faltou a Taça das Taças... Jaime Magalhães foi um produto das escolas do clube. Como alguém bem disse “tinha tanta classe como discrição”, o que talvez justifique não ter outro relevo na história do futebol português.

Sousa, representou o FC Porto durante 8 épocas e foi o primeiro jogador do Clube a marcar um golo numa final europeia, no FC Porto–Juventus, em Maio de 1984, em Basileia. Um golo apontado, após um "livre", com um pontapé forte e colocado que caracterizava a sua excelente técnica. Irrepreensível! Foi um dos grandes especialistas de lances de bola parada do futebol português.

Zé Beto, conhecido pela sua personalidade irreverente e destemida, no termo do jogo de Basileia envolveu-se em acalorada discussão com um dos árbitros assistentes e, acusado de agressão, sofreu uma suspensão de 1 ano. Valente e seguro entre os postes foi fundamental no sucesso da equipa durante várias épocas. Faleceu, com 29 anos, em violento acidente de automóvel.

Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos




Desde 7 Julho 2011 divulga-se “MANTO AZUL-E-BRANCO” em que, através de ilustrações exclusivas, são revelados todos os uniformes do FC Porto ao longo da sua existência. A totalidade dos post publicados fica reunida neste índice que proporciona seleção fácil e acesso célere; OU

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22 setembro, 2015

ESTREIA DE SONHO NA CHAMPIONS.

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ANDEBOL

  • FC PORTO 29-23 madeira sad
Os dragões começaram por bater o Madeira SAD na 3ª jornada do campeonato por 29-23 numa vitória clara e justíssima que, no entanto, ainda sofreram um pouco com uma 1ª metade pouco conseguida. Hugo Santos, com 8 golos, acabou por ser o jogador mais em destaque.
  • FC PORTO 33-23 tatran presov
Na estreia da Champions League, os dragões fizeram uma exibição de sonho com a equipa muito concentrada e motivada, acompanhada por Quintana (Laurentino tinha estado bem no jogo com o Madeira) muito inspirado a ajudar a que a diferença na 2ª parte chegasse a uns impensáveis 10 golos de diferença (33-23).

Gilberto Duarte e Yoel Morales com 6 golos cada, foram claramente os mais inspirados, mas os centrais Rui Silva e Nuno Roque também estiveram excelentes num jogo com quase 1200 espectadores no pavilhão.


  • PRÓXIMO JOGO
Amanhã, 4ª feira, temos um FC PORTO-ABC no dragão caixa (21h00, porto canal). No sábado, 2ª ronda da champions league (17h portuguesas, porto canal) com jogo em Espanha frente ao Rioja.



BASQUETEBOL

  • FC PORTO 87-62 barcelos
No troféu Pratas, o FC Porto estreou-se com uma vitória tranquila por 87-62 perante um Barcelos algo frágil. Tinsley e Washburn, destacaram-se com 15 pontos.
  • ovarense 88-87 FC PORTO
Já na 2ª ronda do troféu Pratas, bom jogo do FC Porto em Ovar, mas derrota por 88-87 após prolongamento (69-69), num resultado injusto, com os vareiros a conseguirem 2 triplos algo felizes já nos segundos finais do tempo regulamentar, quer do prolongamento. A corrigir, sem dúvida, o aspecto dos lances livres. Destacaram-se Tinsley com 17 pontos e Washburn com 12 pontos, num bom jogo também de Bessa e Bastos.

Porto e Ovarense seguem em frente!
  • FC PORTO 83-86 cáceres
Os pupilos de Moncho começaram a semana, vencendo a supertaça ibérica por um único ponto, após derrota caseira perante o Cáceres por 83-86, depois da vitória conseguida pelo dragões em Espanha por um parcial de 66-70.

A festa foi azul e branca e o caneco erguido com muito sofrimento (triplo decisivo de Bastos), mas Moncho não gostou da defesa e referiu-o claramente. Destaque para Washburn com 24 pontos!
  • PRÓXIMO JOGO
Para o troféus Pratas, sábado, pelas 21h00, em São Pedro do Sul, meia-final com o benfica. A outra meia-final será disputada entre a Oliveirense e a Ovarense pelas 18h30. No domingo, joga-se a final pelas 20h30. A BOLATV transmite os jogos Porto-benfica e a final.

Amanhã, 4ª feira, há jogo treino com o Cambados de Espanha.



HÓQUEI EM PATINS

Mais um torneio ganho, desta feita em Braga, com vitórias sobre o hc braga por 13-1 e sobre o juventude de viana por 5-2. Jorge Silva, desta vez, foi o jogador em destaque.

  • PRÓXIMO JOGO
No próximo fim-de-semana, realiza-se o torneio do infante de sagres, com o FC PORTO a jogar no sábado, pelas 18h45, com a equipa da casa. No domingo, joga-se a final, pelas 15h00, contra o Geneve ou Viana. Os jogos do Porto dão no Porto canal.



Um abraço do Lucho.

UMA VITÓRIA JUSTÍSSIMA E SABOROSA.

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Tinha escrito no post da semana passada que pontuar em Kiev e vencer no Dragão frente a um rival direto na luta pelo título era fundamental para o resto da época, não pela questão pontual dado que ainda nos encontramos numa fase muito inicial da época, mas sim pela carga psicológica que estes 2 jogos poderiam ter. O saldo foi francamente positivo e poderia ter sido excelente se aquele golo perto do fim do jogo em Kiev tem sido (como deveria ser!) anulado, após um jogador em fora-de-jogo de metros se ter feito à bola para depois se fazer de “morto” enganando por completo defesa e GR Portista incluído.

É indesmentível que mais do que dissertar sobre as variantes táticas do jogo de domingo no Dragão, mais do que falar sobre as melhores e piores exibições individuais ou até das arestas (ainda demasiadas) que JL terá de limar até podermos ver a “máquina” a carburar em toda a sua potência, aquilo que realmente me apetece falar hoje é do enorme gozo e prazer que me dá vencer ao clube que recebemos esta jornada. Eu não me esqueço de tudo o que aquela gente, adeptos, dirigentes, atual presidente, etc, etc, fez, disse e congeminou contra o nosso clube ao longo dos últimos anos e da forma nojenta com que a maior parte dos seus representantes em tvs, rádios, etc, insulta sempre que pode o FC Porto. Em suma tudo aquilo que detesto no futebol está representado por aquele clube e por aquela gente!

Para tornar a vitória ainda mais saborosa, o herói do jogo tinha de ser mesmo André André. Imagino o que André sentiu no cenário perfeito que se lhe deparou: jogo frente ao grande rival, empate a 5 minutos do fim, estádio cheio, liderança em causa, uma grande combinação entre Brahimi, Varela e surge André isolado com enorme classe perante o GR adversário a definir na perfeição. É de facto um cenário de sonho marcar um golo pelo clube do coração frente ao grande rival já perto do fim. A forma genuína como André André festejou o golo é um cenário que há muito não era visto no Dragão: um jogador Portista de gema a festejar um golo decisivo num clássico! O filho de um grande símbolo Portista António André fez-me recuar uns bons anos e recordar grandes momentos com Domingos, Jorge Costa, Baía e tantos outros jogadores formados no clube e que tantas alegrias nos deram nacional e internacionalmente. Não me canso de ver a jogada do golo e a forma efusiva como André sentiu aquele golo, após mais uma grande exibição individual. Que grande alegria!

Para além de tudo isso, é sempre bom ver a enorme azia da canalha anti-Portista do costume. O novo argumento de desvalorização da vitória do FC Porto, uma vez que a 2ª parte do FC Porto não deixou dúvidas a ninguém em relação ao merecimento da vitória, é de que o plantel do FC Porto é tão superior aos restantes que não faz mais que a sua obrigação em ganhar todos os jogos do campeonato. Tem piada esse novo argumento. Depois dos árbitros, do doping, do estado da relva, das taxas de juro ou da evolução cambial, a nova argumentação para as vitórias do FC Porto é a obrigação de ganhar pelo facto de ter um plantel tão superior aos outros. Ninguém faz é a pergunta mais relevante em relação a este assunto: porque razão o FC Porto tem condições de ter, ano após ano, um plantel superior aos outros?

Para terminar o mês de setembro da melhor forma possível, resta cumprir a obrigação de vencer em Moreira de Cónegos e pontuar na importantíssima receção ao Chelsea na liga milionária. É preciso ter muita atenção à saída já na próxima 6ªfeira, é nestes jogos que se perdem pontos importantes que depois fazem falta nas contas finais do campeonato. O facto do Moreirense estar no fundo da tabela com apenas 1 pontos não pode de maneira alguma fazer descontrair os jogadores e treinador, que terão de encarar com a máxima seriedade este desafio, tendo uma atitude séria e competente ao longo dos 90 minutos. Mantenho a minha ideia de sempre e que já tantas vezes aqui defendi: os clássicos são jogos que dão imenso gozo vencer, mas os campeonatos ganham-se com os boavistas, aroucas, moreirenses e afins, em campos com condições difíceis, chuva, vento, relva alta, buracos, terra, etc. Espero que JL e seus pupilos estejam bem cientes de que um campeonato se ganha essencialmente assim, tendo a máxima regularidade e não baqueando nas alturas em que supostamente existem mais facilidades (boavista e estoril no ano passado...). Ganhar um campeonato tem muitas vezes relação direta com a forma como se sabe (ou não) vestir o fato de macaco em determinadas alturas de forma a depois se poder usar o fato de gala nas alturas apropriadas. Este campeonato é fundamental e TODOS têm de ter noção disso. Pé no acelerador e a fundo!!

21 setembro, 2015

JUSTIÇA NOS PÉS DE ANDRÉ.

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FC PORTO-benfica, 1-0

Primeira Liga, 5ª jornada
Domingo, 20 Setembro 2015 - 19:15
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 49.209


Árbitro: Artur Soares Dias (Porto).
Assistentes: Rui Licínio e Paulo Soares.
4º Árbitro: Manuel Oliveira.

FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Layún, Rúben Neves, Imbula, André André, Corona, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Helton, Martins Indi, Danilo Pereira (78' Rúben Neves), Herrera, Tello, Varela (62' Corona), Dani Osvaldo (82' Aboubakar).
Treinador: Julen Lopetegui.

BENFICA: Júlio César, Nelson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, André Almeida, Gonçalo Guedes, Mitroglou, Jonas, Gaitán.
Suplentes: Ederson, Lisandro, Sílvio, Pizzi (82' Gonçalo Guedes), Talisca (77' Jonas), Carcela, Raúl Jiménez (87' Samaris).
Treinador: Rui Vitória.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: André André (86').
Disciplina: cartão amarelo a Maxi Pereira (35'), André Almeida (49'), Maicon (55'), André André (70'), Rúben Neves (72'), Nelson Semedo (79'), Luisão (83'), Mitroglou (84').

A justiça do resultado desta noite ameaçava não ser feita. Mas acabou por acontecer à passagem do minuto 87. Foi uma vitória importante, muito difícil mas justa. A haver um vencedor, esse só poderia ser do FC Porto mas a superioridade sobre o adversário só foi materializada no 2º tempo.

O jogo começou mal para o FC Porto. Os Dragões não conseguiam impor o seu futebol e instalou-se algum nervosismo na equipa. O benfica aproveitou-se desta instabilidade e chegou com algum perigo à baliza de Casillas. Em duas situações, o guarda-redes portista evitou o golo vermelho. A defesa estava inquieta, o meio-campo preso de movimentos e o ataque funcionava mal.

Parecia que o FC Porto se encontrava preso numa teia de onde não conseguia libertar-se. As jogadas não saíam como se pretendia, o que obrigava a equipa a recuar e a jogar para trás e para o lado, tentando depois o pontapé longo que acabava por parar nos pés dos jogadores adversários. Este era o objectivo do visitante. Não deixar jogar e desestabilizar o FC Porto.

Apesar do FC Porto procurar a supremacia no relvado, ela não foi conseguida na 1ª parte. Imbula continua a merecer o banco e com Rúben Neves e André André, sobretudo o caxineiro, este meio-campo precisa de um box-to-box em melhor forma e que empreste ao meio-campo a dinâmica, a eficácia e a segurança que a equipa precisa.

Julen Lopetegui terá deixado Herrera no banco por desgaste do mexicano e talvez por isso apostou em Imbula, mais fresco pois não jogou em Kiev, mas o francês está completamente desenquadrado e precisa de tempo para encaixar neste onze.

Por outro lado, na frente de ataque, Aboubakar demonstra a cada jogo que passa que o lugar é seu mas os alas estiveram bastante apagados. Brahimi agarrou-se demasiadamente à bola, tentando resolver as jogadas individualmente mas sem sucesso e Corona esteve uma sombra do que mostrou em Arouca.

Mas voltando ao jogo, depois de uma primeira parte em que o FC Porto quis e não conseguiu, perante um benfica mais consistente e organizado, a etapa complementar mostrou um FC Porto mais próximo do que pode e é capaz de fazer.

Surgiram, então, as duas grandes oportunidades de jogo e com André André e Aboubakar como protagonistas. Na primeira, o médio cruzou para o coração da área onde o camaronês cabeceou ao poste com estrondo e depois, novamente o 20 portista isolou Aboubakar que, perante a saída de Júlio César, rematou contra o corpo deste e na sequência da jogada, rematou para a baliza contrária mas à malha lateral.

O FC Porto estava mais próximo de vencer o jogo, mas pressentia que um contra golpe do adversário poderia ser fatal. O visitante estava satisfeito com o resultado e nada fez para chegar a um possível golo. E quem espera por um ponto, normalmente acaba por perder.

O jogo foi intenso, pressionante, com os jogadores a revelarem nervosismo e a entrarem em pequenos conflitos. Os visitantes a provocarem e os Dragões a darem troco. O alvo dos vermelhos era Maxi e todos percebemos porquê. Não vale a pena dizer mais nada. Só vêm dar razão aos que falavam do uruguaio quando este jogava por eles. E quem é que os vermelhos encarregaram de provocar Maxi? Jonas e Samaris. Óbvio. Quem mais poderia ser?

O golo surgiu perto do fim. A três minutos do apito final, Brahimi arrancou do meio-campo em direcção à grande área, combinou com Varela que, apertado por um defesa contrário, soltou para André André. O centrocampista ficou na cara de Júlio César e atirou para o fundo das malhas com toda a tranquilidade. O resultado estava feito e a justiça imposta.

Nota final para a substituição perto do fim de Aboubakar por Dani Osvaldo. Não se percebeu e o público também não gostou. Com 0-0 havia outros jogadores em claro sub-rendimento mas Lopetegui lá saberá melhor porque o fez.

O FC Porto aumenta a vantagem para o benfica para 4 pontos. Na próxima sexta-feira, os Dragões deslocam-se a Moreira de Cónegos para cumprir a 6ª Jornada da Liga NOS que antecede a recepção ao Chelsea a contar para a 2ª Jornada da Champions League.



DECLARAÇÕES

​​Lopetegui: “Fomos muito superiores”

“Absolutamente merecida”. Foi assim que Julen Lopetegui classificou a vitória do FC Porto sobre o Benfica (1-0)​, este domingo, no Estádio do Dragão, que vale a liderança isolada, ainda que provisória, da Liga portuguesa. O treinador espanhol admitiu que na primeira parte, apesar de terem controlado o jogo, os Dragões tiveram que sofrer, mas defendeu que na segunda foram “muito superiores” e foram os úncios em campo que quiseram ganhar o jogo.

Lopetegui começou por considerar que os Dragões foram “inteiramente merecedores” dos três pontos conquistados nesta quinta jornada. “Na primeira parte, tivemos o controlo do jogo, mas faltou-nos jogar por fora. Sofremos um pouco nas bolas paradas, em que o Benfica é forte, Mas a verdade é que não criou muito mais perigo para além desses lances. Na segunda parte, fomos claramente superiores, em jogo, em ocasiões de golo, em posse de bola, em remates, em tudo e devíamos ter inaugurado o marcador antes, porque tivemos oportunidades para isso. Fomos a única equipa que quis ganhar”.

Na conferência de imprensa de antevisão do clássico​, o treinador exortou os jogadores a chegarem ao limite e foi o que viu no campo ao longo dos 90 minutos, apesar da longa e desgastante viagem a Kiev, para a Liga dos Campeões. “Neste tipo de jogos, há que ir aos limites, não se ganha de outra forma. Tínhamos menos de um dia de descanso do que eles, tivemos um jogo muito duro na quarta-feira, chegámos às sete da manhã de quinta-feira, mas a equipa fez um esforço extraordinário, titânico. Estão todos de parabéns, a equipa que jogou e todos os outros jogadores que ficaram de fora”, sublinhou.

Apesar de não ter por hábito individualizar os comentários aos seus jogadores, Lopetegui não resistiu desta vez quando lhe perguntaram sobre o herói do jogo desta noite: “Estamos muito contentes pelo André André, é um miúdo fantástico, que está a escrever a sua própria história neste clube. É um rapaz sempre preparado para tudo e hoje esteve muito bem, tal como toda a equipa”.

Do que Lopetegui não gostou tanto foi da exibição da equipa de arbitragem. É verdade, disse, que “estes jogos são difíceis de arbitrar, pela intensidade que carregam”, mas defendeu que houve dualidade de critérios de Artur Soares Dias: “Fomos condicionados pelos amarelos mostrados pelo árbitro aos nossos jogadores e vimos que dois jogadores do Benfica não deviam ter terminado o jogo: o André Almeida devia ter visto o segundo amarelo e o Luísao também, no penálti que cometeu sobre o Aboubakar”.

Foi a nota negativa numa grande noite do FC Porto, com “uma vitória boa”, mas que não representa mais do que três pontos. “Falta muito campeonato, agora vamos pensar no Moreirense. Não há que tirar nenhuma conclusão nesta altura”, afirmou o técnico espanhol, que se mostrou encantado com o apoio do público do Estádio do Dragão. “A única forma de ganharmos títulos é assim, estando unidos em todos os momentos”, finalizou.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

20 setembro, 2015

“BÊS” VENCEM NA TAPADINHA E MANTÊM LIDERANÇA ISOLADA

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ATLÉTICO-FC PORTO B, 2-3

Segunda Liga, 8.ª jornada
20 de Setembro de 2015
Estádio da Tapadinha, em Lisboa


Árbitro: João Bento (Santarém).
Assistentes: Samuel Dionísio e Nuno Ferreira.
Quarto árbitro: Pedro Mota.

ATLÉTICO: Mickaël Meira (g.r.); Duarte Machado (cap.), Gianmarco Gerevini, Mbemba, Lucas Rocha e Jorge Ribeiro; Celestino e Hélio Cruz; Quinaz, Vouho e Manuel Palacios.
Substituições: Manuel Palacios por Malele (53m), Quinaz por López (64m) e Gianmarco Gerevini por Steph (64m).
Não utilizados: Danilo (g.r.), Forbs, Djikiné e Maurício.
Treinador: Jorge Andrade.

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Víctor García, Chidozie, Maurício e Rafa; Omar, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Pité, André Silva e Gleison.
Substituições: Graça por Tomás Podstawski (57m), André Silva por Ismael Diaz (78m) e Gleison por Ruben Macedo (90m+3).
Não utilizados: João Costa (g.r.), Verdasca, Rodrigo Soares e Sérgio Ribeiro.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 1-2.
Marcadores: Vouho (12m, g.p. e 90m+2), Gleison (44m e 60m), André Silva (45m).
Disciplina: cartão amarelo a Lucas Rocha (3m), Mbemba (4m), Chidozie (12m), Víctor García (26m), Quinaz (41m), Maurício (46m), Graça (57m), Duarte Machado (74m), André Silva (76m), Celestino (83m).

O FC Porto B soma e segue na Segunda Liga. Os “bês” portistas este domingo o Atlético (3-2), na Tapadinha, somando a sexta vitória em oito jogos, registo que permite aos Dragões manter a liderança isolada da competição, agora com 18 pontos.

O encontro até começou de feição para o FC Porto B, que beneficiou de uma grande penalidade logo aos três minutos, por derrube a André Silva. Chamado a cobrar o castigo máximo, o avançado portista permitiu a defesa de Mickaël Meira e desperdiçou a oportunidade de dar vantagem aos azuis e brancos, que esta manhã alinharam de castanho. Aos 12 minutos, o árbitro João Bento assinalou nova grande penalidade, desta feita na área do FC Porto B e no seguimento de uma falta de Chidozie sobre Hélio Cruz. Vouho assumiu a responsabilidade e desfeiteou Raúl Gudiño, abrindo o activo na Tapadinha.

A reacção portista ganhou maior expressão na recta final da primeira parte, com dois golos em dois minutos. Depois de um cruzamento largo de Víctor García, Gleison aproveitou um mau domínio de Pité e rematou furiosamente para o fundo das redes (44m), estabelecendo a igualdade um minuto antes de servir André Silva para a reviravolta (45m). Foi o oitavo golo em outros tantos jogos para André Silva, que reforçou assim o estatuto de líder dos goleadores da presente edição da Segunda Liga.

A etapa complementar acentuou ainda mais a supremacia do FC Porto B e o Atlético pouco ou nada incomodou Raúl Gudiño, que foi pouco mais do que um mero espectador nos derradeiros 45 minutos. Gleison, o grande destaque individual da manhã, deu o melhor seguimento a uma abertura deliciosa de Francisco Ramos e bisou no encontro (60m), elevando para quatro remates certeiros o registo pessoal no campeonato. Dois golos e uma assistência para o extremo brasileiro, que voltou a deixar excelentes indicações e a mostrar pormenores de grande qualidade. Vouho ainda reduziu em tempo de compensação (90m+2), mas o triunfo não fugiu aos Dragões.

No final da partida, Luís Castro era um treinador satisfeito com a exibição da sua equipa e com a forma como esta chegou a mais uma vitória. “Fomos muito fortes colectivamente e soubemos tornar o jogo acessível para nós. Sabíamos que íamos defrontar uma boa equipa, num campo complicado, mas tivemos mérito na forma como conseguimos vencer depois de estarmos em desvantagem. Só posso estar satisfeito com o trabalho dos meus jogadores e pela justiça da vitória que obtiveram”.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

...

LOPETEGUI: “TEMOS DE SER CAPAZES DE CHEGAR AO LIMITE”

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Determinação, ambição, paixão. Foram as três palavras mais repetidas por Julen Lopetegui ao longo da conferência de imprensa de antevisão do clássico deste domingo, no Estádio do Dragão, com o Benfica (19h15), um adversário que vai exigir que o FC Porto seja capaz de chegar ao limite em cada momento do jogo para conquistar os três pontos e, assim, manter a liderança da Liga NOS no fim desta quinta jornada.

É um FC Porto-Benfica, não há qualquer tipo de favoritismo, defende o treinador espanhol: “Todos sabemos o significado do jogo e da importância que tem para a equipa, para os adeptos e para a própria competição. É um clássico que queremos vencer, jogar bem, que vamos enfrentar com a máxima determinação, ambição, paixão e optimismo e em que temos de ser capazes de chegar ao limite em cada situação de jogo”.

A equipa lisboeta chega a este encontro na terceira posição, com menos um ponto do que os portistas e, quando questionado sobre o adversário está mais forte ou mais fraco do que na época passa, Lopetegui aponta para o presente e para a sua própria equipa: “Não é o momento para olhar para o passado, olhamos, sim, para o presente e para a nossa equipa, que é o que mais interessa, conscientes sempre do potencial do nosso adversário da importância da partida, mas sempre focados em nós e na determinação e a ambição que temos de mostrar”.

E nem mesmo o calendário e o facto de o Benfica chegar a este clássico com mais um dia de descanso do que o FC Porto, é motivo para desviar o foco dos azuis e brancos na partida. "Aceitamos o calendário como ele é. Calhou-nos assim e só temos que olhar em frente, nada mais. Não há espaço para falar de cansaço”, respondeu o treinador espanhol que, perante uma sala cheia e com jornalistas mexicanos interessados em saber de Herrera, Corona e Miguel Layún. O momento, porém, não era o indicado para falar de individualidades, “mas sim da equipa e do colectivo” e do objectivo número um para este jogo: a vitória.

Para isso, a equipa azul e branca contará com o apoio dos adeptos num Estádio do Dragão que já está lotado desde sexta-feira​. “Necessitamos dessa energia que os adeptos seguramente nos vão dar. A partir daí, somos nós que temos que fazer um bom jogo para ganhar a uma boa equipa. Esse é o nosso foco”, garantiu Julen Lopetegui.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Casillas e Helton.
Defesas: Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Martins Indi e Miguel Layún.
Médios: Danilo Pereira, Rúben Neves, Imbula, André André e Herrera.
Avançados: Corona, Tello, Brahimi, Varela, Aboubakar e Osvaldo.

19 setembro, 2015

MAIS DO QUE UM JOGO.

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Um FCPorto - benfica é mais do que um jogo.

É uma época de felicidade ou é uma semana de pesadelo.

Felizmente, foram muitas as épocas de felicidade do que as semanas de pesadelo.

Um FCPorto - benfica é recordar o Secretário a cruzar para o quintal, o Paulinho Santos a morder o João Vieira Pinto, o Quaresma a rasgar tudo e todos e a meter a trivelada, o Jardel sobre os centrais, o Hulk a promover o transplante de rins ao David Luiz, o Bruno Alves a acariciar a testa do Nuno Gomes, o Falcão e o seus calcanhares, o Anderson a partir a perna, os joelhos no chão, o Maicon em fora-de-jogo, os 5-0, o Liedson a meter no Kelvin e os 92m.

São tantas as memórias, tantos os momentos, tantos, mas tantos, os momentos de felicidade.

São também algumas tristezas.

Mas é isso que torna este jogo tão especial.

A real possibilidade de perder.

Os Portistas, penso eu, sabem que, mesmo jogando melhor, sendo melhores, podem perder este jogo. Já ganhámos. Já perdemos. Ganhámos muito mais do que aquilo que perdemos.

E não podemos perder.

Não contra o benfica. Não contra aquilo que o benfica representa - a soberba, a dominância, a protecção do poder instituído e do centralismo, o bafio.

Acho que, há uns anos atrás, este sentimento era transposto para o campo - pesava na cabeça dos jogadores do FCPorto.

Hoje já não sei. Os tempos são outros.

Mas era bom que alguém lhes recordasse isto.

Este jogo não se perde. Não se pode perder.

Pedro Ferreira de Sousa


GUARDO ÓDIO A TODOS ELES...

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E estamos a poucas horas do jogo que mais aguardamos. O encontro com o inimigo de longa data, o frente a frente com aqueles que nos querem mal. Oportunidade para deslocarmos deles na tabela classificativa, em relação aos jogadores, e oportunidade de mostrarmos mais uma vez onde andam os melhores ultras de Portugal, para as nossas claques.

Para um ultra, este jogo começa a ser jogado no início da semana. Para além de questões de bilheteira, há que tratar da coreografia que normalmente se apresenta neste tipo de jogos. Muitas horas são dedicadas à causa, para que Domingo ao final da tarde tudo esteja pronto para um grande espectáculo! Um grande bem haja a todos aqueles que mantém o velho espírito e as velhas maneiras, dedicando parte do seu tempo, da sua vida pessoal, para contribuir para o FC Porto, simplesmente por amor ao clube. Tanto os Super Dragões como o Colectivo passaram esta semana a tratar do seu jogo, que como sempre será travado nas bancadas! Povo do Norte, povo mais forte!

Na semana passada jogamos com o Arouca... em Arouca. Tenho conhecimento que há quem jogue com o Arouca e com o Tondela em Aveiro, mas nós quando jogamos com essas equipas na condição de visitantes, jogamos mesmo na casa delas. Uma falsificação da competição que não nos afectou. Ganhámos naturalmente a partida e na bancada lá estavam os mesmos de sempre, a cantar durante os noventa minutos. Depois de uma tarde bem passada com a malta pelos bares e esplanadas de Arouca, estivemos presentes onde nos sentimos melhor, numa bancada do estádio onde o FC Porto estiver a jogar. Bilhete a 15 euros, nada mau para a gamela em questão, isto se compararmos com os preços praticados nos últimos dois anos.

A meio da semana, primeiro jogo da fase de grupos da edição deste ano da Liga dos Campeões. Deslocação a Kiev para defrontar o Dinamo. Cerca de duas dezenas de Dragões estiveram no sector visitante do estádio a apoiar a nossa equipa, uns que viajaram desde o Porto e outros do centro da Europa. Poucos mas bons, lá estivemos representados no leste europeu! Em qualquer lado, em qualquer estádio!

Nem os poucos adeptos portistas presentes afastou o enorme aparato policial. Conta quem lá esteve que estavam cerca de 200 polícias na bancada... para 20 adeptos! É os Dragões!

Esta ânsia de vencer, não consigo controlar...

Um abraço ultra.