08 outubro, 2015

A MÁQUINA DE PROPAGANDA.

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Hoje em dia, os clubes fazem-se valer dos mais diferentes meios para fazer chegar a sua mensagem aos adeptos e todas as instâncias associadas ao futebol e desporto em geral.
Com a existência dos departamentos de comunicação, os sites e redes sociais, bem como newsletters, blog's e afins, tudo serve para comunicar.

No entanto, não sejamos ingénuos: pelo ainda enorme número de espetadores, pelo impacto que a televisão continua a ter, os programas dos comentadores paineleiros dos 3 grandes, continua a ser um veículo fortíssimo de comunicação. Nesse particular, acho que o nosso clube está a passar ao lado, por comparação com o rival de carnide.

Na génese destes programas, deveria estar a opinião de adeptos comuns que, dentro do seu natural fervor clubístico, fossem lançando os seus bitaites sobre os mais diversos temas. A verdade é que, especialmente o 5lb, passou a aproveitar estes programas para articular um discurso de guerrilha e tudo no mesmo sentido, condicionar árbitros, jogadores e demais intervenientes no jogo, bem como, criar as maiores falácias e/ou desculpas para as suas falhas, passando sempre a imagem da idolatração ao seu presidente orelhudo.

Simultaneamente, julgo que estamos a responder com “fisgas” aos “canhões” que temos pela frente!
Atente-se ao perfil dos 3 comentadores encornados dos 3 principais programas.
João Gobern: O obeso da Póvoa de Varzim, “unha e carne” com João Malheiro (antigo papagaio oficial do 5lb) e lacaio de Carlos Daniel, acede a toda a informação interna do seu clube, não só através dos contactos anteriormente referidos, como também tendo por base um passado de jornalismo que lhe permite ter contactos nas mais diferentes áreas relacionadas com o desporto.
Rui Gomes da Silva: O anão Nortenho, fazendo parte dos corpos sociais encornados, tem acesso a imensa e diária “inside information”, pode e deve estar alinhado com a estratégia interna do clube e seu discurso externo, bem como à idolatração da actual direção... bruxo, se até faz parte dela...!!!!!!
Pedro Guerra: Bem, quanto ao diretor de conteúdos da btv, então aí nem vale a pena explicar... é a máquina de propaganda no seu melhor. É obviamente impensável que qualquer pessoa normal e com profissão, tivesse a capacidade de preparação para um programa como aquele obeso tem. Ele são fotografias, gráficos, tabelas, cadernos de apontamentos, recortes de jornais, informações detalhadas sobre contas e processos em tribunal dos outro clubes... bem, um fartote, só naturalmente ao alcance de quem tem alguém que lhe prepara tudo aquilo.
Mediante isto, é óbvio que o “manto protetor” ganha maior dimensão com as mentiras que, repetidas muitas vezes, correm o risco de passar a ser meias verdades, com um discurso idêntico, propagandista, e sempre em linha com as pretensões encornadas, o que depois condiciona (caso tal ainda fosse preciso!!!) ainda mais a já subserviente comunicação social cá do burgo.
Esta sim é a verdadeira máquina de propaganda lampiã, com repercussão e acção diária, na conjugação paineleiros/comunicação social.

É que ao mesmo tempo olhamos para nós e o que vemos? Um humorista (Manuel Serrão) que apresenta uma enorme falta de preparação para responder a coisas, algumas delas, absolutamente básicas; Um político (Guilherme Aguiar) que cede ao medo barato de não molestar muito ninguém por querer aceder a um “tacho” qualquer político ou desportivo, e como tal não pode molestar ninguém (fica célebre a frase de Rui Gomes da Silva “Cuidado Guilherme, olhe os seus eleitores benfiquistas de Gaia”); e por fim, Miguel Guedes, claramente o melhorzinho de todos, mas até pelo seu percurso e passado profissionais, longe de ter a informação e chegar onde os outros chegam.

Perante isto, em meu entendimento, o nosso clube deve-se posicionar no sentido de combater a máquina de propaganda. Como referi no início, a índole destes programas não passa por ter transmissores oficiais da voz do clube a debitar informação. Mas mediante o cenário que o nosso adversário criou, acho que já chega de responder com “fisgas” a “canhões”. E seria fácil... tão fácil! Bastava que fossemos “abastecendo” os nossos paineleiros com informação pertinente e relevante, e que os mesmos a fossem lançando na tv. A pressão que ocorreu antes de um jogo, a confusão num túnel, a conversa com um árbitro, a tentativa de condicionamento a um delegado, enfim, tudo aquilo que nos meandros se vai sabendo, bastava colocá-los nas mãos e boca de quem depois o dissesse em voz alta para todo o país ouvir.

Meus amigos, conforme ainda ficou provado no circo de 2ª feira da tvi24, a televisão continua a ter um poder brutal. Desaproveitá-lo enquanto outros fazem o contrário, é desaproveitar a possibilidade de, forma simples e eficaz, chegar simultaneamente a milhões de pessoas. E ainda por cima num clube como o nosso, que em termos comunicacionais sempre viveu da figura do nosso presidente, e sendo cada vez menos frequentes as suas aparições públicas, julgo que está mais do que na hora de explorar este canal e abrir guerra clara à máquina de propaganda que nos entra pelos olhos e ouvidos dentro.

Um abraço, até dia 17 no sítio do costume!

07 outubro, 2015

CONTRA O REGIME... VENCER, VENCER!

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Caros Portistas, depois do espectáculo que a assistimos ontem num programa de "paineleiros", vimos o presidente da APAF muito indignado com as declarações proferidas pelo presidente de um clube da capital. Por isso, ao contrário do registo habitual, o meu texto de hoje vai ser muito curto e, ao mesmo tempo, muito preciso.

O presidente da APAF tem por hábito reagir prontamente quando algumas verdades são colocadas na praça pública. Ainda há bem pouco tempo, quando Julen Lopetegui deu uma entrevista ao Porto Canal e onde NÃO CRITICOU a arbitragem, veio o senhor da APAF todo indignado reagir pois, ao invés de ver a entrevista, achou por bem ler os recortes da imprensa controlada pelo clube do regime. Se, no dia 1 de Abril escrevi que "Como se isto não bastasse, também um papagaio se aproveitou da entrevista para ameaçar o nosso mister. A minha pergunta é só uma: esta gente viu o mesmo que eu? Como é possível interpretar as palavras de Julen Lopetegui de forma a criar este alarido?! Onde estava esta gente quando um determinado treinador(curiosamente, o mesmo de sempre!) afirmou que um árbitro assistente errou de forma propositada?", hoje reforço a minha opinião, o presidente da APAF é sempre muito expedito a reagir quando um determinado clube é posto em causa.

Fosse outro clube o visado e, hoje, já estariam reunidos nos gabinetes da capital vários grupos de trabalho para escolher a melhor forma de atacar o Futebol Clube do Porto. Depois da Liga Aliança, da qual também já aqui falei, o presidente de um clube da capital volta a fazer afirmações graves que põem em causa a verdade desportiva (tão amada pelo clube do regime quando interessa).

Antes de terminar, quero apenas questionar os visitantes do blog se têm conhecimento da actividade laboral da Dra. Maria José Morgado. Estará reformada? Ou terá gastado o créditos (e largos milhares de euros dos nossos impostos) num processo onde o M.P. saiu derrotado e humilhado em toda a linha?

Logo há andebol. Depois da brilhante vitória do último jogo, há que encher o Dragão Caixa a ajudar o nosso Grande Porto a jogar contra o regime e... VENCER, VENCER!

Um grande abraço a todos os Portistas!

Manto Azul e Branco - 1983-1984 – Revigrés também na camisola Puma alternativa.

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Equipamento alternativo PUMA; camisola branca com ornamentos azul-escuro no colarinho e ao longo da manga que acaba com debruado na mesma cor. O colarinho em V é encimado por elegante gola também azul. Logótipo da PUMA, no mesmo azul, do lado direito. Emblema do lado esquerdo. Abaixo do logo e do emblema, publicidade “revigrés”. Calções brancos com risca lateral e vertical azul; com símbolo da Adidas na perna direita. Meias de cor branca.

Fernando Gomes, vestindo o alternativo Puma, com a sua primeira “Bota de Ouro” conquistada na época 1982-1983.
Fotografia, da camisola do equipamento em análise, gentilmente cedida por Pedro Cardona.
Esta camisola foi usada, por exemplo, frente ao Dínamo de Zagreb (Outubro de 1983) e ao Glasgow Rangers, nas Antas, em jogos de eliminatórias a contar para a Taça das Taças, competição em que o FC Porto acedeu à final.

Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos




Desde 7 Julho 2011 divulga-se “MANTO AZUL-E-BRANCO” em que, através de ilustrações exclusivas, são revelados todos os uniformes do FC Porto ao longo da sua existência. A totalidade dos post publicados fica reunida neste índice que proporciona seleção fácil e acesso célere; OU

CLIQUE no banner localizado na parte superior direita do blogue e identificado com “MANTO AZUL-E-BRANCO”; o ÍNDICE abre; CLIQUE na hiperligação que escolher e ei-lo no POST pretendido.

06 outubro, 2015

VITÓRIA ÉPICA NA TORRE DA MARINHA.

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ANDEBOL

  • sporting 26-27 FC PORTO
Ao nosso 5º jogo no campeonato, conseguiu-se mais uma vitória. Mas esta vitória foi épica, heroica, obtida com uma crença e uma garra que só quem é Porto sabe explicar. A equipa perdia por 5 ao intervalo, não entrara bem, esteve até a 7 bolas de diferença (14-7), mas nem assim os guerreiros desistem. E por isso, quando a meio da 2ª parte perdíamos por 25-19, eu ainda acreditava. E eles também.

Quintana começou a parar tudo (no total fez 19 defesas), a defesa ficou muito mais coesa, os leões começaram a tremer e aos 55 minutos chegamos ao 25-25, e logo a seguir ao 25-26 (2 golos seguidos de Areia) com um incrível parcial de 7-0. De livre de 7m apareceu o 26-26, mas logo a seguir, Gustavo fez um grande golo, o 26-27... para no último segundo, Quintana, fazer uma defesa monstruosa numa penetração do quase sempre eficaz Portela.

Que emoção, que vitória alcançou este Porto de Ricardo Costa (a vitória é também muito fruto da sagacidade e coragem do nosso mister)! Os leões mereceram o desaire porque na finalíssima da época passada vieram com desculpas completamente desonestas para com a arbitragem desse jogo. Tiveram o que mereceram, pois não sabem dar o devido valor a quem trabalha e súa a camisola. Perderam essa finalíssima e perderam ontem, porque o FC Porto foi superior, por muito que isso lhes doa, acreditou mais, teve mais garra e lucidez nos momentos chave! É de vitórias como a de ontem (alcançadas quando outra qualquer equipa já teria deitado a toalha ao chão) que se alimenta a mística do nosso FC Porto!

Destaque (além do mágico Quintana a responder à sublime performance de Tino na Sérvia) para os 5 golos de Hugo Santos, 3 de Gustavo, 3 de Miguel Martins (grande exibição), 3 de Alexis e também 3 de Areia.
  • vojvodina 23-27 FC PORTO
Na passada 5ª feira, o FC Porto conseguiu a sua 1ª vitória fora da história dos jogos da nossa equipa na champions league (em 2013/14 tínhamos ganho em casa, fora apenas obtivéramos um empate). Foi na Sérvia e foi uma vitória obtida com categoria e merecimento.

No entanto, entre os 45 e os 50 minutos, sofremos um parcial de 5-0 que animou os Sérvios e de 14-23 passamos a 19-23, que fez com que ainda sofrêssemos um pouco na parte final, com Nuno Roque a marcar um golo absolutamente decisivo a 3 minutos do fim (na altura o 23-26)!

Destaque para os 5 golos de Gilberto e de Areia, 4 de Moreira e 3 de Roque. Hugo Laurentino na baliza fez uma exibição soberba e também muito ajudou a que se conquistasse esta vitória importante na champions!
  • PRÓXIMOS JOGOS
O próximo jogo é já amanhã (4ª feira, pelas 21h00) diante do benfica no dragão caixa, com transmissão no Porto canal. Depois, novo jogo para a champions league no dragão caixa diante dos russos do Chekhovskie Medvedi (também no Porto canal, sábado, pelas 18h00). Dois jogos onde temos que de ganhar!



HÓQUEI EM PATINS

  • FC PORTO 10-1 cambra
Muitas alegrias iremos ter com esta jovem equipa de Cabestany. A garra e a alegria com que jogam, deixam-me muito esperançado para o que aí vem. É certo que o principal rival tem uma super equipa, e quase sempre o Guilherme a apitar, mas, mesmo assim, há qualquer coisa que me vai alimentando essa esperança.

Neste 1º jogo do campeonato, a goleada frente ao Cambra foi-se consumando naturalmente com todos os jogadores a picarem o ponto, devendo-se destacar Telmo Pinto e Hélder Nunes que bisaram (até Alvarinho marcou, ele que está com a equipa há apenas 4 dias).
  • PRÓXIMOS JOGOS
Segue-se o jogo em Torres Vedras, casa da Física. É este sábado, pelas 21h00 (Porto canal).



BASQUETEBOL

  • JOGOS DE PREPARAÇÃO
O FC Porto deslocou-se ao pavilhão do Obradoiro da liga ACB e perdeu por 78-64 com bons números exibidos por Tinsley e Hinrichs.

Entretanto, na noite de ontem (2ª feira), recebemos o Sevilha, também da fortíssima liga ACB, e acabamos derrotados por 73-81, num jogo em que Queiroz e Bastos se destacaram.

Estamos a construir uma equipa que nos vai dar muitas alegrias e o mister Moncho saberá tirar o melhor de cada um dos seus pupilos!
  • PRÓXIMOS JOGOS
Sábado, pelas 16h00, arranca o campeonato (e logo com jornada dupla), com um Eléctrico-FC Porto, no mesmo recinto onde ganhamos a última edição da proliga. Depois, no domingo, recebemos a Ovarense no dragão caixa pelas 18h30, com transmissão no Porto Canal.



Um abraço do Lucho.

MUITAS E BOAS NOTICIAS.

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Terminou da melhor forma o importante, intenso e difícil ciclo de jogos que o FC Porto teve de enfrentar nas últimas semanas. As importantes vitórias sobre Chelsea e slb permitem a manutenção da liderança, com possibilidade de nos distanciarmos se ganharmos ao Braga na próxima jornada, e a situação na Champions é positiva, sendo que os próximos dois jogos com a equipa mais fraca do grupo decidirão o nosso destino.

É caso para dizer que não fosse aquela incompreensível exibição em moreira de cónegos (continua a estar encravado na garganta a forma como deitamos ao lixo aqueles 2 pontos) e a situação ainda podia estar melhor no campeonato, ainda assim a verdade é que as boas notícias surgem a um ritmo bastante aceitável para quem como eu vive o clube de forma quase doentia.

Os últimos jogos têm demonstrado tudo aquilo que sabíamos, ou seja, que este plantel tem imensa qualidade e que quando há organização e todos sabem bem o que fazer dentro de campo, com a qualidade dos intervenientes que temos podemos ganhar a qualquer equipa da Europa (alias como no ano passado já tínhamos visto com o todo-poderoso Bayern). Pelo que tenho visto, as notícias vindas do Dragão são por isso muitas e boas, destacando assim:
  • É impressionante a qualidade de Rúben Neves, tecnicamente é um jogador muito acima da média para a idade que tem. Melhorando os aspetos táticos e de posicionamento, o que só jogos a titular e muito trabalho do treinador vão permitir, poderá ser o dono e senhor do lugar de trinco. Neste momento Rúben já é para mim MUITO melhor que Danilo Pereira, um jogador com muito boa imprensa e fama mas que tem quanto a mim vários pontos fracos. Neste momento não há muito que saber, Rúben Neves tem de ser titular no meio campo, com Imbula mais à frente e André André como médio de transição;

  • André André continua a jogar que se farta, luta, corre e, para alem disso, mostra predicados técnicos que sinceramente não acreditava que pudesse ser possível do que tinha visto dele em Guimarães. É daqueles jogadores que em termos teóricos seria pior que um Herrera, internacional mexicano adquirido por 7 ou 8 M€ ou até Defour, titular da seleção belga também adquirido por uma boa quantia de dinheiro, mas ora aí está, vontade, determinação e concentração fazem a diferença no futebol moderno, porque qualidade até muitos jogadores da II Liga têm, depois a grande diferença está por vezes na cabecinha dos jogadores. De facto, dá gozo ver André em campo, quando a qualidade e raça se juntam o resultado está à vista;

  • Imbula começa aos poucos a justificar o elevado investimento na aquisição do seu passe. Fisicamente é um jogador muito forte, é muito difícil alguém lhe tirar a bola, e ao nível do passe quando começar a arriscar mais e estar mais tempo perto de zonas de finalização poderá ser ainda mais preponderante nesta equipa;

  • É impossível deixar de referir Corona. 4 jogos no campeonato, 4 golos. Tecnicamente muito evoluído, é bem capaz de ser o abre-latas que precisamos em muitos jogos frente a autocarros de 3 andares. Temos extremos em quantidade e qualidade suficiente para dar cabo da cabeça de qualquer defesa!

  • Para finalizar gostaria de destacar um jogador a quem praticamente foi dada a certidão de óbito pelos seus problemas disciplinares. Mas a verdade é que Osvaldo tem entrado sempre com excelente atitude em campo. O resto já era sabido, muita qualidade e faro pelo golo. Ou muito me engano ou Aboubakar irá ter fortíssima concorrência, caso o camaronês não retome rapidamente o caminho dos golos, Osvaldo poderá repetir mais vezes o delicioso pormenor com que nos presenteou no golo ao Belenenses. Em suma, temos dois excelentes pontas-de-lança!
Agora resta esperar que todas estas boas notícias continuem e em maior quantidade até. Que não facilitemos na taça (já tenho saudades de ir ganhar a Oeiras uma taça) e que consigamos aproveitar a perca de pontos de um ou dos dois rivais na luta pelo título já na próxima jornada.

05 outubro, 2015

GOLEADA TARDIA.

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FC PORTO-BELENENSES, 4-0

Primeira Liga, 7ª jornada
Domingo, 4 Outubro 2015 - 18:15
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 34.109


Árbitro: Jorge Ferreira (Braga).
Assistentes: Inácio Pereira e Jorge Oliveira.
4º Árbitro: João Pinheiro.

FC PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Layún, Rúben Neves, André André, Imbula, Corona, Aboubakar, Brahimi.
Suplentes: Helton, Martins Indi, Osvaldo (62' Aboubakar), Tello (77' Corona), Evandro, Danilo (46' Maicon), Bueno.
Treinador: Julen Lopetegui.

BELENENSES: Ventura, João Amorim, Tonel, Gonçalo Brandão, Geraldes, Ruben Pinto, André Sousa, Carlos Martins, Kuca, Luís Leal, Sturgeon.
Suplentes: Ricardo Ribeiro, Tiago Caeiro, Dálcio (78' Carlos Martins), Dias (67' André Sousa), Filipe Ferreira, Traquina (67' Kuca), Gonçalo Silva.
Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Corona (53'), Brahimi (56'), Osvaldo (80'), Marcano (87').
Disciplina: cartão amarelo a Maxi Pereira (42'), João Amorim (70').

O FC Porto, na ressaca da jornada europeia, regressou ao campeonato com o habitual figurino 4x3x3. Na defesa Layún voltou ao onze, deixando Indi no banco e na frente de ataque regressou o trio de ataque. A boa notícia é que finalmente começam a jogar os melhores e, neste momento, este é o melhor onze do FC Porto. André André e Rúben Neves começam realmente a ver reconhecidas as suas mais que merecidas titularidades.

Mas esta vitória parecia querer tornar-se difícil. Durante a primeira parte, o FC Porto imprimiu um jogo intenso com boas oportunidades de golo mas na hora de rematar à baliza, os jogadores não tiveram a frieza necessária para acertar no alvo.

O Belenenses também se mostrou bastante concentrado. Foi aguentando e poderia ter-se adiantado no marcador por duas vezes mas seria injusto para o caudal ofensivo dos Dragões.

Adivinhava-se o golo portista mais tarde ou mais cedo. Os Dragões foram para intervalo com a sensação de que o golo era iminente e não havia razões para alarme, uma vez que os portistas produziam mais do que bom futebol.

A primeira parte ficou marcada por lances de grande nível com jogadas de futebol colectivo e individual para todos os gostos. Brahimi na esquerda e Corona na direita deram um festival em alguns momentos da etapa inicial, sempre muito bem apoiados por André André. O mesmo não se pode dizer de Aboubakar que esteve algo apagado e trapalhão.

Corona esteve perto do golo por duas vezes. Primeiro numa jogada de entendimento na grande área com o remate a sair pela linha de fundo e depois numa defesa apertada de Ventura.

Brahimi esteve muito dinâmico e deu grandes dores de cabeça à defesa de Belém. Esteve muito perdulário e, diria, algo azarado mas o momento alto da primeira parte deu-se quando enviou uma bola à barra. Na sequência do lance, Maicon com tudo para fazer o golo, rematou para o Dolce Vita.

Pelo seu lado, o Belenenses, sempre fechado na sua retaguarda, procurava amiúde chegar à baliza de Casillas. E conseguiu por duas vezes criar grande perigo pelo mesmo jogador: Kuca. Primeiro num remate de cabeça a colocar à prova o guarda-redes portista e depois num forte remate ao poste da baliza portista.

Ao intervalo, o resultado pecava por escasso e merecia golos de parte a parte. A primeira parte terminava com uma lesão muscular de Maicon que o deve afastar dos próximos jogos.

Na etapa complementar, aconteceu o que se previa. Um FC Porto ainda mais determinado em acabar com aquela teimosia da bola não querer entrar. Brahimi era o mais inconformado e as suas reacções perante oportunidades não concretizadas eram reveladoras do seu estado de espírito.

O argelino entrou com grande inspiração. Teve a primeira oportunidade de golo a abrir com uma jogada excepcional pela esquerda, rematando contra o corpo de Ventura.

Mas em quatro minutos, o que parecia difícil, aconteceu. O FC Porto inaugurava o marcador aos 52 minutos por Corona após mais uma jogada de Brahimi pela esquerda a assistir o mexicano. E quatro minutos volvidos, Corona assiste Maxi que vai à linha de fundo, cruza para Brahimi em salto de peixe cabecear para o fundo das malhas.

O jogo estava decidido e, com mais de meia hora para jogar, o FC Porto abrandou o ritmo. Foi então que Lopetegui começou a gerir o jogo. Depois da entrada forçada de Danilo para o lugar do lesionado Maicon ao intervalo, o treinador basco trocou Corona e Aboubakar por Tello e Osvaldo.

E foi esta dupla que construiu o 3-0. Estavam decorridos 81 minutos quando Tello fugiu pela direita, cruzou para a pequena área onde Osvaldo de pé esquerdo e com um toque subtil enviou a bola para a baliza contrária. Seis minutos depois a goleada que tardava chegou com mais um golo. Layún cruzou com conta, peso e medida e Marcano à vontade cabeceou para a baliza.

O resultado poderia ter sido mais dilatado mas também com um ou dois golos do Belenenses. O FC Porto parece começar a definir um onze capaz de dar as respostas que a equipa precisa e no jogo jogado os Dragões mostram já alguns automatismos.

Esperemos pelos próximos compromissos com mais um ciclo de jogos nas diferentes provas.

O FC Porto regressa às competições apenas no dia 17 de Outubro na Póvoa de Varzim, frente à equipa local a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal com os Dragões a fazerem a estreia na prova rainha.



DECLARAÇÕES

​​Lopetegui: “A equipa teve mentalidade”

Julen Lopetegui considera que o FC Porto já merecia ter chegado ao intervalo em vantagem, no encontro em que os Dragões venceram o Belenenses por 4-0, com golos todos marcados na segunda parte, por Corona, Brahimi, Osvaldo e Marcano. Em declarações no final da partida, o treinador frisou que o triunfo foi “merecido”, frente a um rival “bem orientado", mas não "confortável". "Confortável é quando estou em casa, o futebol profissional é outra coisa", comentou.

“Já merecíamos a vitória ao intervalo, mas não conseguimos materializar a superioridade, faltou-nos um pouco de acerto nos remates. Fizemos vários remates, jogámos bem, face a uma equipa com bons jogadores, e esperámos pelo momento certo. A equipa teve mentalidade, soube trabalhar e chegar à vitória”, afirmou o técnico. "Em linhas gerais fizemos um bom jogo. Não é fácil depois do jogo com o Chelsea e antes das selecções. Precisávamos desta vitória, porque a Liga é o nosso foco prioritário".

Lopetegui sublinhou que tanto lhe faz vencer os jogos com golos “aos 60 minutos ou ao primeiro”. “Jogámos com velocidade, largura e, na primeira parte, insisto, tivemos muitas ocasiões claras. Na segunda parte conseguimos vencer de forma merecida uma boa equipa, que joga bem, é bem orientada e que nos proporcionou um jogo difícil, como são todos”, declarou.

O técnico explicou depois a substituição de Maicon (há a suspeita de lesão muscular na face posterior da coxa esquerda) por Danilo, ao intervalo, com a necessidade de continuar a tomar conta do jogo, mas também ter “mais velocidade”, “sem perder segurança”, já que o português domina “perfeitamente” essa posição. A nota triste da partida foi precisamente a lesão do brasileiro, que estava num "momento muito bom". E, como conclusão final, fica uma certeza: “O FC Porto está a crescer, é uma equipa nova. Preparamos cada jogo, às vezes conseguimos mais acerto, outras vezes menos”.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

04 outubro, 2015

SERÁ AGORA?

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Em dia de eleições (*) temos um duelo que o nosso treinador descreveu como “o mais difícil da semana”.

Gosto de o ouvir dizer isto e saúdo também que tenha reforçado na conferência de imprensa de antevisão que o campeonato é o objectivo nº 1. No entanto todos sabemos que as coisas não têm sido tão simples ou lineares, o que até será um pouco natural.

Não podemos ter ilusões, é natural que a Champions seja o território preferido dos jogadores, aquele onde vão aos limites físicos e mentais. Hoje, com planteis de jovens ambiciosos, muitos deles estrangeiros, será ainda mais difícil que tal não aconteça, sendo que mesmo nos tempos do João Pinto ou do Jaime Magalhães também não acredito que fosse de outra forma. Enfrentar Belanov, Matthäus, Van Basten ou Stoichkov, pisar Camp Nou, San Siro ou o Olímpico de Munique obviamente que lhes provocava mais entusiasmo do que andar a correr atrás do Adão no enlameado Municipal de Penafiel.

O problema é o exagero, uma disparidade tão grande... Por mais positivos ou compreensivos que sejamos, não podemos entender como um Pierre Sagna ou um Evaldo possam ser mais inultrapassáveis que um Ivanovic ou um Azpilicueta, por pior que estes dois estejam actualmente. Por mais apoio que queiramos dar aos nossos não podemos encarar com toda a naturalidade do Mundo as diferenças de rendimento visíveis entre alguns (vários) jogos que podemos observar nos últimos meses.

É no entanto positivo que de uma vez por todas esse tema comece a ser abordado por jogadores e treinador. Embora Lopetegui desvie o tema defendendo os jogadores publicamente, acredito que internamente esteja de sobreaviso e que o discurso seja diferente. Exemplo disso é o que Casillas disse no pós Chelsea, sendo que pela sua experiência e proximidade com o próprio treinador não acredito que tenha agido de forma desalinhada com o discurso interno.

É pois tempo de assentar e de arrancar de uma vez por todas. Depois de 3 campeonatos quase perfeitos seguiram-se 2 anos menos bons, sendo que se 13/14 foi absolutamente horrível o ano transacto ”só” pecou pela exagerada bipolaridade que afecta o FC Porto, capaz de estados de alma demasiado oscilantes. Sejamos claros: o campeonato anterior foi-nos roubado, aquele benfica fez pontos a mais, mas a grande mágoa que nos consome é que mesmo assim podíamos ter roubado a festa, mesmo que tenha sido tão bem preparada por aqueles que sabemos...

O momento chegou e não podemos voltar a deixar esvaziar o balão. A equipa é nova mas já provou que tem valor e acredito que tenha tudo para encarreirar uma série de vitórias “à antiga” no campeonato, daquelas que nos colocavam perto do título bem cedo e que presenciamos em diferentes anos.

Se a capacidade de sofrimento e o querer for pelo menos 1/3 dos exibidos com Chelsea e benfica não haverá muitos Moreirenses ou Marítimos que nos possam travar!

(*) Colocar um jogo de futebol a coincidir com os horários de fecho de urnas e divulgação das primeiras sondagens / resultados de umas eleições tão importantes para a vida colectiva de um País como são as Legislativas mostra bem o nível de civilização que temos. Vou ao Dragão porque não consigo deixar de ir, mas permitam-me que aqui escreva que isto é tratarem-nos à maneira da Roma Antiga: tomem lá pão e circo e paguem mas é os vossos impostos que isto não interessa para nada! Mesmo que infelizmente às vezes assim pareça, um pouco de mais de respeito pelas eleições não fazia mal a ninguém...




LOPETEGUI: “O JOGO MAIS IMPORTANTE DESTA SEMANA É ESTE”

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A vitória frente ao Chelsea já lá vai e agora é preciso virar agulhas para a Liga NOS, a “principal competição” para o FC Porto, “sem dúvida”. Na conferência de imprensa da antevisão da recepção ao Belenenses (domingo, 18h15), da sétima jornada da prova, Julen Lopetegui não desvalorizou só o passado, mas também o menor tempo de recuperação dos lisboetas (que jogaram na quinta-feira para a Liga Europa), o mediatismo que determinados jogadores do plantel atingiram - "é algo inerente à profissão" - e mesmo o sistema táctico que vai adoptar. Para além disso, não abordou escolhas individuais.

“Uma equipa não se faz com 11 jogadores mas com um plantel, e é importante que todos estejam preparados para dar uma resposta no momento adequado. E que tenham rendimento para competir na Liga portuguesa, que é a principal competição que temos, sem dúvida. O jogo mais importante e difícil desta semana não foi com o Chelsea, é este. Temos de ter o plantel a postos e concentrado. Se algo temos claro, é que falar dos resultados anteriores baralha”, afirmou o técnico, que espera um "rival muito moralizado e com muita motivação por jogar no Dragão". "O Belenenses tem um bom plantel, já fez coisas muito interessantes na Liga e conseguiu a classificação para a Liga Europa, o que não é fácil. No último jogo, o resultado foi exagerado para o que fez em campo", lembrou.

Lopetegui referia-se à derrota caseira da equipa do Restelo frente aos italianos da Fiorentina (4-0), na quinta-feira. Porém, o actual 13.º classificado da prova (que foi sexto em 2014/15) é um adversário "muito intenso" e, por isso, o basco voltou a explanar o seu conceito de desporto: "O que passou já passou e o que acontecer amanhã depende do que se vai fazer no campo. Nada mais". De resto o técnico frisou que tem consciência de que o FC Porto tem "obrigação" de ganhar todos os jogos: "Podemos estar melhor ou pior, mas a ambição e mentalidade têm de ser sempre máximas. Quando se analisa um jogo a partir do resultado chega-se muitas vezes a conclusões pouco exactas. A vontade e mentalidade da equipa está fora de qualquer dúvida".

O treinador foi ainda confrontado com uma questão táctica: o esquema para as competições internas assenta num claro 4-3-3, com alas bem abertos, e na Liga dos Campeões o meio-campo é reforçado? Para Lopetegui, essa análise não é igualmente correcta e há factores mais importantes a ter em conta. "Tratamos de procurar sempre as melhores soluções para o que entendemos ser o jogo. Já alinhámos nas competições europeias com extremos e em Portugal sem extremos. Isso não significa menos ou mais equilíbrio, depende do que façam os extremos. São opções e detalhes, mas o mais importante é aquilo que fazem os 11 jogadores, como interpretam o jogo e os seus momentos, a ambição e intensidade."

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Casillas e Helton;
Defesas: Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano e Layún;
Médios: Rúben Neves, Evandro, André André, Danilo e Imbula;
Avançados: Brahimi, Aboubakar, Osvaldo, Tello, Corona e Alberto Bueno.

03 outubro, 2015

DOIS GOLOS NOS DESCONTOS DÃO MELHOR SÉRIE DE SEMPRE AOS “BÊS”.

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OLHANENSE-FC PORTO B, 0-2

Segunda Liga, 10.ª jornada
3 de Outubro de 2015
Estádio José Arcanjo, em Olhão


Árbitro: Rui Silva (Vila Real).
Ássistentes: Nuno Fraguito e Bruno Pereira.
Quarto árbitro: Pedro Sancho.

OLHANENSE: Moreira; Rodolfo Lourenço, Coubronne, Materazzi (cap.), Tiago Duque e Federico Virga; Daniel Giraldo, José Coelho e Leandro Borges; Murilo Mendes e Januário.
Substituições: José Coelho por Galassi (55m), Junário por González (68) e Murilo por Said Ahmed (75m).
Não utilizados: Tiago Maia, Baldé, Marinheiro e Douglas Cordeiro.
Treinador: Cristiano Bacci.

FC PORTO B: João Costa; Víctor García, Maurício, Chidozie e Rafa; Tomás Podstawski, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Gleison, Ismael Díaz e Pité.
Substituições: Maurício por Verdasca (17m), Gleison por Ruben Macedo (67m) e Pité por Leonardo (77m).
Não utilizados: Filipe Ferreira, Rodrigo Soares, Omar Govea e Sérgio Ribeiro.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Ruben Macedo (90+4m) e Ismael Díaz (90m+6).
Disciplina: cartão amarelo a Francisco Ramos (25m), Chidozie (45+2m), Rodolfo (65m), Verdasca (77m), Leandro Borges (83m) e Víctor García (86); cartão vermelho directo a Giraldo (88m).

Dois golos nos descontos de tempo da segunda parte permitiram ao FC Porto B vencer no terreno do Olhanense (2-0) e assegurar a melhor série de sempre de uma formação B na Segunda Liga - seis vitórias consecutivas -, ultrapassando assim as cinco de Sporting B (2012/13) e Vitória de Guimarães B (2014/15). Mas o maior destaque do encontro tem de ir para o primeiro golo, que verdadeiramente desbloqueou o resultado, da autoria de Ruben Macedo. O jovem avançado de 19 anos, que já na terça-feira tinha marcado um golo extraordinário ao Chelsea, na Youth League, superou-se: após cruzamento de Ismael, rematou de primeira, quase junto à linha lateral, de pé direito, fazendo a bola descrever um arco e passar por cima do guarda-redes Moreira. Fez lembrar Van Basten e o golo que apontou na final do Europeu 1988, pela Holanda.

A primeira parte foi absolutamente dominada pelo FC Porto B - em que o guarda-redes João Costa, de 19 anos se estreou na Segunda Liga -, face a uma equipa que até trazia duas vitórias consecutivas, a última das quais no terreno do Sporting B. No entanto, o Olhanense - cujo relvado se apresentou em péssimas condições, cheio de areia - alinhou com cinco defesas e uma estrutura muito fechada, oferecendo a iniciativa de jogo aos Dragões, que criaram três lances de grande perigo, sendo que em todos eles a bola saiu ao lado da baliza de Moreira. Graça (28 minutos), Ismael (aos 39, após lance individual em que ultrapassou três adversários) e Gleison (com um cabeceamento aos 45) estiveram perto de inaugurar o marcador. Ao intervalo, os portistas tinham rematado por seis vezes e os algarvios nenhuma.

Logo no início da segunda parte, aos 49 minutos, Francisco Ramos rematou à entrada da área, apos jogada colectiva, mas desta vez Moreira defendeu para canto. A toada do encontro mantinha-se, apesar de, aos 56, João Costa ter sido forçado a intervir pela primeira vez, para defender um remate de Murilo, após uma perda de bola a meio-campo. O jogo ofensivo dos Dragões foi-se tornando menos clarividente com o passar dos minutos, possivelmente devido a algum desgaste físico, e o encontro só voltou a ganhar interesse nos momentos finais.

Aos 85 minutos, os algarvios pediram grande penalidade por uma falta de Víctor Garcia, mas o árbitro assinalou livre no limite da grande área. O castigo máximo seria um presente injusto para uma formação que apenas procurou evitar a derrota e que terminou com dez homens, após a expulsão de Giraldo. O médio travou a progressão de Graça, num contra-ataque perigoso, com uma agressão. Mas o melhor ainda estava para vir, com o golo impossível de Ruben Macedo e ainda o 0-2, em contra-ataque finalizado por Ismael Díaz. Os azuis e brancos têm o melhor ataque da prova, com 23 golos, mesmo sem o lesionado André Silva, ainda melhor marcador da competição, com oito golos.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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MONEY CAN´T BUY HISTORY.

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Mais um gigante europeu (do dinheiro!) abatido na fortaleza do Dragão! Inaugurado em 2003, já muitas foram as históricas noites europeias vividas ao vivo e a cores no nosso estádio! Ganhar a um grande emblema do futebol europeu é marcante, mas a mim sabe-me ainda melhor quando representa aquilo que é titulado de “futebol moderno” e contra o qual se trava uma luta intensa nos dias de hoje. Com todo o respeito pelos verdadeiros adeptos desses clubes, que existem como é óbvio, são clubes onde não faltam milhões para comprar quem se quer e quem não se quer. Clubes de uma só pessoa que faz o que bem entender da instituição que comanda. Clubes descaraterizados, com falta de mística e identificação com a sua história. Clubes sem regras, onde o poder do dinheiro sobrepõe-se a tudo o resto. Geridos como grandes empresas, são capazes de estar na ribalta neste momento, mas há dez ou vinte anos atrás ninguém os conhecia.

O Chelsea faz parte desse lote e foi novamente aqui vergado. A raça, a vontade, a ambição, o suor e a paixão tripeira levou de vencida os ingleses. Não fosse um golo em fora-de-jogo em Kiev e tínhamos o total de pontos conquistados. Estamos bem lançados para os oitavos-de-final, temos agora três jogos antes da ida a Londres. Três jogos onde acredito que podemos fazer os nove pontos e discutir o primeiro lugar do grupo na última jornada em Stamford Bridge.

Mais de 46 mil marcaram presença. Mais uma grande presença da nossa massa adepta!! Aliás, ao contrário dos últimos anos, este ano só posso elogiar as assistências, que têm sido de casa cheia, ou muito perto disso. No sector visitante, fraca deslocação dos adeptos do Chelsea. Cerca de 1000 adeptos, num povo que tem tradição de mobilizar imensa gente. Mais de metade do sector estava vazio.

Cá fora, nada a registar. Ingleses como é hábito a esgotar a cerveja dos cafés e até houve momentos de convívio com a malta.

Mais um grande ambiente à entrada das equipas, com os Super Dragões a aproveitarem para assinalar os 122 anos de vida do FC Porto. Todos o estádio em sintonia, claques e adeptos em geral, foi um jogo épico dentro e fora das quatro linha. Houve momentos de apoio em que todo o estádio se empolgava e cantava a uma só voz. Bonito de se ver!

Os jogadores no final agradeceram do centro do relvado, em especial aos ultras que não pararam de incentivar do início ao fim do jogo.

Antes disso, já na sexta-feira tínhamos entrado em acção. Num dia de semana perfeitamente normal, entrámos no fim-de-semana de “malas feitas” para Moreira de Cónegos. Curta deslocação até ao Minho, ainda assim com muita gente a chegar em cima da hora do jogo devido ao trânsito.

Eram 20h quando cheguei à fila para entrar no estádio. Entrei às 20h40!! Uma vergonha sem descrição possível. Uma falta de respeito, uma barbaridade. Forças de segurança e agentes da autoridade, todos uma nulidade completa. Organização de distrital! Uma porta que, tal como na época passada aqui escrevi, parecia dar acesso a um campo de concentração. Havia gente que quase tinha de entrar de lado, de tão estreita que era a porta. 1000 Dragões deslocaram-se a Moreira de Cónegos, entradas lentas propositadamente, de forma a haver pretexto para uma possível carga policial. O costume em certas bandas. E ainda se queixam da falta de pessoas no futebol! Nem todos estão para aturar estas coisas.

Apoio do início ao fim, estádio lotado e pintado de azul e branco, mas apenas um ponto conquistado.

Nota: Para quem já matou, na quarta-feira foi “penners”. AssassiNNos sem nome.

Um abraço ultra.

02 outubro, 2015

UMA CRONISTA SAI DO ARMÁRIO.

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Aos 23 de Setembro de 2015*, eu, Júlia Maria, filha dos meus pais, em plena posse das minhas faculdades físicas e mentais, junto declaro que dou pública e oficialmente o braço a torcer e que o Vitorio Maximiliano Paez Pereira é um jogador do caraças, um defesa direito de excelência e que há muito que os meus olhos não tinham o prazer de ver um jogador que se assemelhasse tanto na sua entrega, alegria e incrível raça ao ENORME João Pinto.

Mais: o que via como caceteirice pura e assassina, ganhou agora novos contornos e vejo que se trata apenas de uma dose generosíssima de virilidade e combatividade total em cada lance, vivendo-o e disputando-o como se fosse o último. Simultaneamente, quanto aos cartões que tem recebido em doses bem mais generosas desde que veste a Azul e Branca Camisola, encaro-as como medalhas ganhas em campo e em gloriosa acção. Depois de anos de seca extrema em termos de títulos ganhos pelo FC Porto, em termos de graves lacunas em jogadores raçudos e que suassem a Camisola, o Vitorio M. Paez P. surge como uma espectacular lufada de ar fresco e como um modelo de virtudes a seguir dentro do plantel. Chega-me a emocionar, tal a fominha sentida por este tipo de entrega.

Pena ter chegado tão tarde ao meu Clube. Os responsáveis pela sua vinda estão de parabéns e não se enganaram. Foi cirúrgico e foi na mouche.

Levaste a melhor, Victorio Maximiliano. Ganhaste. A partir de agora, és para mim Maxi Pereira.

O maior treinador do mundo-fora-dos-relvados

Não é a primeira vez que a afamada intuição feminina me deixa ficar mal, me trai e me deixa abananada, zonza e desamparada no meio de uma linha de comboio e sem plano B. À impotente espera do pior. Que o gajo venha e me cilindre. A Fé é outra que tal. Não menos poderosa, omnipresente e omnipotente. Perniciosa. Mázinha. Chego a esta idade e, ao contrário do que seria de esperar, é só desilusões em relação a realidades que achava firmes e fiáveis. Vejo agora que o futebol não se resume à cena dos onze contra onze e no fim ganha o Porto. Às vezes são mais do que 11 (há equipas que chegam a jogar com 13 ou 14!!) e no fim muitas vezes empatamos! Para meu grande desgosto, o futebol não é a ciência exacta que eu pensava ser. Não basta a uma equipa ter os melhores jogadores, boa energia, a melhor estrutura interna, um treinador com interessantes ideias, apaixonado e entusiasta. Tomemos por exemplo… deixem cá ver… Ah, sim, Julen Lopetegui, o treinador do meu clube lindo. Arrisco-me a dizer que é o melhor treinador do mundo (para já) fora dos relvados.

Faz tudo bem: fala e tem bom discurso, tem boas ideias, treina, motiva, defende, acusa, ambiciona, aponta e dá a cara, sempre com entusiasmo, dedicação e a sua Dupla-Maravilha: “ganas y ilusión”. Entra a transpirar calma e puro power, ciente do trabalho feito ao longo da semana e vai e… falha. Frequentemente. Incrivelmente. Inadmissivelmente. Estrepitosamente. Ruidosamente. Pateticamente e estupidamente e outras coisas acabadas em *ente e quando nada faz prever. Este filme – ora cómico, ora de terror e misturando drama e suspense em doses épicas e cavalares – já passou nas salas de cinema na época passada e o melhor treinador do mundo e arredores fora dos relvados não muda o argumento, não transfigura as personagens, não as faz transcender e… estatela-se. Continua a ser o Lotopegui, o Parvotegui e o Lopatego, gozado por todos e mais alguém, até por aqueles que o deveriam apoiar e dele gostar.

Iludo-me a cada bom resultado e digo que é para durar. Iludo-me a cada mau resultado (sim, Lope, um empate nesta casa é um MAU resultado!!!) e digo que a partir daí tudo será diferente e não mais nos desviaremos da rota traçada. Ha! A inocência! Fico como ele: estatelo-me. Com estrondo. Não aprendo: como ele. Mas eu sei e reconheço quando devo mudar. Pormenores que sejam. Já ele…

Eu sei que acredita piamente nas suas filosofias de jogo e tem a certeza de que mais dia, menos dia as vai conseguir implementar na sua plenitude. Esquece-se é, por vezes, do valor do adversário, da eficaz mentalização e mentalidade dos seus jogadores, da eventual influência de terceiros e de que já vai na sua época sem ainda convencer porque ainda nada ganhou. Já não tem margem de manobra e o bom do benefício da dúvida. Há pessoal desesperado, digo-vos. Bom… desesperados andaremos praticamente todos, mas aqueles há que ao quinto/sexto jogo do homem à frente da equipa já lhe pediam a cabeça. Pode ser que esses sejam os que mais percebam de futebol e que nessa precoce altura antevissem já o deserto de títulos que acabámos por viver. Pode ser também e apenas que se tratem de homens e mulheres à beira de um ataque de nervos. Inofensivos quando isolados. Juntos perigosíssimos. Arrisco-me a dizer que constituirão já mais de metade do Universo Portista. Algozes, ferozes, sádicos, ululantes. Não nos iludamos: se tivermos a infelicidade de ter um ou dois maus resultados consecutivos, o clima no Dragão ficará verdadeiramente insustentável e a bola de neve começará a rolar, detendo-se apenas quando se materializar o despedimento do treinador…

Pois.

Esse é o meu medo. Será mais um a integrar o lote do “homem certo à hora errada”, onde já se perfilam os mais recentes Vítor Pereira e… o Alicinha no País das Maravilhas (mas isto já será matéria para outras núpcias).

Julen, ouve. Engrena por favor. Põe-nos no sítio. Esmaga-os. Queremos ter o melhor treinador do mundo também DENTRO dos relvados. E poder mostrar-te como tal.

* texto publicado na minha página de facebook.

01 outubro, 2015

VARZIM É O ADVERSÁRIO NA TAÇA DE PORTUGAL.

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O FC Porto estreia-se na edição 2015/16 da Taça de Portugal na Póvoa, frente ao Varzim, de acordo com o sorteio realizado esta quinta-feira, na sede da Federação Portuguesa de Futebol. Os jogos da terceira eliminatória (32avos-de-final) da competição estão marcados para o fim-de-semana de 17 e 18 de Outubro.

Filial n.º 1 do FC Porto, o Varzim regressou esta época à Segunda Liga, em que actualmente ocupa o 12.º lugar, com 13 pontos somados em nove jogos. Na Taça de Portugal, depois de ter eliminado o Maria da Fonte (com uma vitória por 2-0), a equipa treinada por Quim Berto encontra agora os Dragões, que sempre se qualificaram nas cinco eliminatórias da prova em que defrontaram os poveiros.

A última vez que FC Porto e Varzim se cruzaram foi na época 2002/2003, na 32.ª jornada do campeonato, que os portistas venceram por 3-2, ainda no antigo Estádio das Antas.

AQUILO QUE PERCEBO E LOPETEGUI NÃO PERCEBE.

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O Porto fez um jogo excelente no Dragão na passada terça-feira. Não direi memorável, não direi arrebatador, direi excelente e condizente com aquilo que podemos esperar de um Porto de Lopetegui.

Foi claro que Lopetegui deu uma lição a Mourinho. Mourinho diz que o golo de Maicon foi erro dele e não mérito nosso. É burro. O golo de Maicon foi mérito de Lopetegui que estudou as movimentações defensivas do Chelsea - nunca Maicon aparece naquela posição para finalizar, apareceu na terça... por obra e graça do espírito santo?

Mais, Imbula esteve sempre "vivo" no jogo - fruto das poupanças feitas -, Layun não jogou porque claramente o FCP precisava de um lateral mais fixo, mais concentrado nas tarefas defensivas e que ajudassem o miolo.

Enfim, ganhamos bem. Por mérito nosso. Por mérito de Lopetegui.

O nosso Porto, o "Porto" do mister é aquele. Posse controlada, combinações rápidas e movimentações que permitem a André André chegar à zona de finalização. Atacam em bloco pelo meio, fazem-no a deambular entre defesas, fazem-no a ludibriar marcações.

Este é o Porto de Lopetegui.

O problema do Porto de Lopetegui, o grande problema deste Porto é quando se tem que aplicar esta táctica ao campeonato Português. Em Portugal, nenhum clube joga de igual para igual com o Futebol Clube do Porto. Não vamos ter ilusões... nem os ditos "grandes" o fazem.

Jogam no erro. Jogam no contra-ataque. Enfim, não jogam, limitam-se a reagir ao que nós fazemos.

Vejam o jogo do Dragão contra os de Carnide, quando ousam levantar o pescoço e tentar jogar contra nós ao invés de se limitarem a "controlar", perdem. O ano passado, com o "mestre da tática", fizeram o quê? Fecharam-se a sete chaves e ganharam por 2.

Nesta medida, o Porto de Lopetegui é fortíssimo com os grandes e vulgar com os pequenos. Vulgar porque nos mais pequenos não há "entre linhas" - dai a necessidade de lateralizar -, entre os mais pequenos não há iniciativa de jogo deles, logo, Brahimi não consegue aproveitar tanto os espaços que os laterais dos "grandes" lhe dão, nos mais pequenos não há "maestros" ou "CR's", há 475 trincos e por isso, André André e Imbula não conseguem subir no terreno.

O campeonato Português é demasiado pequeno para o Futebol Clube do Porto. O Campeonato Português é o campeonato que se tens 0-0 aos 60 minutos, o defesa adversário vai-se lesionar porque uma pomba lhe cagou na testa. O campeonato Português é o campeonato que na segunda parte, as faltas no meio campo são uma constante. O campeonato Português é o campeonato onde aos 80 minutos, os apanha-bolas são reduzidos para metade e a bolas disponíveis para um terço. O campeonato Português é de "truques" e não de "arte e engenho". O campeonato Português não é para o Porto de Lopetegui.

Assim sendo, Lopetegui terá que "ser Romano", não vale a pena ter 60% de posse e acabar empatado. Não quero saber se temos o jogo controlado. Quero ganhar.

Atenção, isto não é uma critica a Lopetegui, é uma critica clara ao campeonato Português.

Todavia meus amigos, eu quero é ganhar o campeonato. A Lopetegui peço que mantenha André André e Ruben Neves - cresceram com estas manhas - a Lopetegui peço que entenda que nós já percebemos o que ele quer fazer, o problema é que isso não funciona em Portugal, e mais uma vez, a culpa não é dele, mas é ele que tem que lidar com isso.

Vamos. Domingo lá estaremos, e mister, já sabes, vão ser onze jogadores de campo contra onze guarda-redes e 3 (+1 com o que está sentado na casota) pontas de lança. Abre a pestana.

PS - Claro que Lopetegui já percebeu as diferenças, o problema é que continua a achar que consegue "alterar" o estado das coisas. Mister, nós não queremos futebol bonito, queremos o caneco!!!

PS2 - E sim, o treinador que eu quero que no final levante o caneco é Lopetegui. L-o-p-e-t-e-g-u-i, para os burros que não sabem, ou não querem saber, o nome dele.