28 fevereiro, 2015

CORAGEM, DETERMINAÇÃO E SACRIFICIO.

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Independentemente de tudo o que se está a passar neste campeonato ao nível das arbitragens, algo que até é admitido pelos meios de comunicação mais afetos ao clube do regime, o FC Porto tem a obrigação de lutar até à última pinga de suor, até à última gota de sangue, até ao último suspiro deste campeonato.

É verdade que o FC Porto não depende de si para ser campeão não só pela vantagem pontual, mas também pelos condicionamentos arbitrais que têm sido mais que evidentes ao longo deste campeonato. Mas depende de si para fazer um fim de época condigno com os pergaminhos do clube independentemente do resultado final na tabela classificativa. Depende de si para lutar até à exaustão pelos seus objetivos com coragem, determinação e uma grande capacidade de sacrifício, ao fim ao cabo marcas indeléveis no grande FC Porto que tem conquistado o mundo ao longo destes últimos 30 anos.

Ainda me lembro como se fosse hoje de um texto que escrevi em meados de abril de 2013 neste blog. Estávamos na 25ª jornada, o nosso rival já tinha jogado e a liderança estava a 7 pontos. Disputávamos essa jornada (jogamos na 2ª feira) no Dragão frente ao Sp. Braga num contexto difícil, muito difícil, em que grande parte da massa associativa estava divorciada do clube, baixando já os braços perante uma missão que parecia quase impossível (alias o título do meu post foi “007, Missão quase impossível”). Escrevia eu nessa altura:
    “Acho que esta altura deveria ser de último fôlego e de união de todos para que pelo menos a equipa se sentisse apoiada neste momento claramente difícil, em que o título parece ser uma miragem. Pelo menos acho que se devia levantar o cu da cadeira e ir gritar pelo clube no estádio, apoiando na medida do possível. Mas não, mais importante é estarmos entretidos a reflectir sobre possíveis nomes para o cargo de treinador ou sobre que remendos devemos fazer no plantel. Sempre o disse, e volto a reafirmar. O campeonato acaba em meados de maio. Existirão muitas semanas sem futebol, mais do que suficientes para analisarmos tudo e mais alguma coisa. Os jogadores, o treinador, as alterações a fazer para a próxima época em tudo e mais alguma coisa. Neste momento, estarmos desunidos, em tricas internas, é fazer o jogo que os encornados querem. E acho que o mínimo que devíamos fazer neste momento, jogadores, treinadores, adeptos e direção, era dar tudo o que podemos (na medida das nossas responsabilidades) para dignificar ao máximo o nome do clube. Perder não é vergonha nenhuma, vergonha é deitar a toalha ao chão antes de se perder. E por mais difíceis que estejam as coisas, jamais se poderá assumir já uma derrota que ainda não está consumada.”
É verdade que neste momento ainda não existe nenhum divórcio entre a massa associativa e o clube mas o sentimento de que o título é quase uma miragem é o mesmo. No jogo de hoje no galinheiro, dê por onde der, aqueles cabrões lá acabarão por ganhar, com penalties, expulsões ou o que mais seja necessário, sendo que até chamaram o capela para lhes arbitrar o jogo (mais um escândalo no meio de tantos outros), por isso a diferença irá abrir para 7 pontos novamente. Entraremos por isso no jogo de domingo literalmente com a corda na garganta, com uma necessidade imperativa de ganhar o nosso primeiro clássico este ano. Depois de 1 empate e duas derrotas (uma delas totalmente injusta, mas a eliminação na taça foi justa) é altura de ganhar um clássico à lagartagem. Mas que não haja dúvidas de que será preciso coragem, muita determinação e espirito de sacrifício, três palavras que são para mim chaves neste momento difícil mas que ainda pode ser ultrapassado.

Ainda assim as palavras que escrevi há quase 2 anos mantêm-se totalmente atuais... Perder não é vergonha nenhuma, vergonha é deitar a toalha ao chão antes de se perder... LUTEM COMO SE FOSSE O ÚLTIMO JOGO DAS VOSSAS VIDAS!

PS: ao que consta o clube da bosta vai apresentar queixa à PGR devido a um vídeo que circula na net considerado ofensivo. Mas um clube que tem um vice-presidente que é um grande filho de um camião de p****, o maior instigador de ódio do futebol em Portugal, um anãozinho de merda anti-Portista do mais primário que pode haver que no “dia seguinte” vomita ódio e barbaridades da forma mais nojenta que jamais se viu, é um clube que tem moral para apresentar queixa à PGR por um suposto vídeo ofensivo, quando tem dentro de casa o maior instigador de ódio que existe neste país à beira-mar plantado. É preciso ter uma lata!!!!!!!!!!!!

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27 fevereiro, 2015

NOTAS SOLTAS DE AZUL E BRANCO - HORA DA MUDANÇA.

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De onde se fala de "Pinga", do actual estado do futebol português, de um certo adormecimento e altivez portista e da necessária e urgente hora de mudança:

Começo com nota pessoal curiosa: o meu Avô de 90 anos canta-me, não raras vezes, um alegre cântico de exaltação ao famoso atleta do FC Porto Artur de Sousa “Pinga”. Decidi registá-lo, pois então, para memória futura:

"Oh meu Porto oh meu coração,
és a alma do Norte em desporto.
Nao te fies em falas patetas, sao tretas sao tretas
e o Porto é Porto!
O Catolino quando vai com uma avançada
às vezes perde o tino e nao consegue nada.
O Correia Dias tem tardes de glórias e outras de arrelias.
Mas quando entra o Pinga a bola é certa.
Fica o rival assim de boca aberta.
Ouve-se um eco aaaahhhh e a palmaria
e toda a gente canta e salta e grita de alegria.
Oh meu Porto oh meu coracao,
és a alma do Norte em desporto.
Nao te fies em falas patetas, são tretas sao tretas,
porque o Porto é PORTO!"


Também o meu outro Avô, que infelizmente já não está neste mundo, me dizia que o famoso “Pinga” foi o mais brilhante jogador de futebol que viu jogar, em sua opinião até melhor do que Eusébio. Lembro-me perfeitamente, aliás, de o ouvir deliciado descrever os seus famosos golos de canto directo: “ele batia a bola com força e, quase a chegar à pequena área, ela desviava-se e entrava…os guarda-redes não atinavam com aquilo... era formidável, era formidável”.

Pinga não dirá muito aos portistas mais recentes. Mas convém que se tenha noção que a dimensão histórica de Pinga apenas se comparará à de Hernâni Ferreira da Silva, José Maria Pedroto, Fernando Gomes e a poucos mais, onde poderemos talvez incluir João Pinto e Vítor Baía. São atletas que, por uma razão ou por outra ficarão para sempre na história azul e branca como baluartes míticos do portismo e da cidade Invicta.

Não obstante, faça-se notar que Pinga era madeirense, tendo nascido para o futebol no Marítimo. A sua transferência para o Mágico, pormenor delicioso, dá-se envolta em grande polémica entre os dois clubes. O normal, aliás, nas transferências entre o FC Porto e o clube insular, como ainda hoje sucede. Pinga acabaria por fazer o último jogo da sua carreira com a camisola do FC Porto, no Estádio do Lima, a 7 de Julho de 1946, após ter recuperado com sucesso, aos 36 anos, de uma complicada cirurgia ao menisco. Conta-se que, no dia da sua despedida, a cidade portuense se encheu de lágrimas. Tudo isto serve de mero alerta: o FC Porto não nasceu ontem nem anti-ontem, mas sim em 1893, tendo anos e anos de história e estórias. É por isso que largos dias têm 100 anos.

Viremo-nos agora para assuntos mais mundanos. Assim de repente dei comigo a pensar que os anos passam mas as coisas não mudam assim tanto. O Sporting acaba de ser eliminado prematuramente da Europa, pelo que o FC Porto é, mais uma vez, o único clube português em provas internacionais. Não deixa de ser curioso que, ano após ano, o clube que mais tem prestigiado o luso futebol além fronteiras nas últimas cinquenta décadas, continue a ser menosprezado no circuito político-corrupto lisboeta.

Fica difícil falar do actual estado do FC Porto. Deplorável é a palavra que me surge. Outras: Lodo. Lamaçal. Pântano. Mário Figueiredo e Vítor Pereira, um na liga e outro na arbitragem, destruíram por completo o futebol nacional, povoando-o de episódios vergonhosos e indignos. Fernando Gomes, na FPF, um ex-atleta e homem que sempre julguei portista, devia ter vergonha de tudo aquilo que se hoje se vive nos relvados portugueses. Sairá da Federação como o homem que não conseguiu conter a mentira e a expansão totalitária que Vieira e Moniz encetaram nos últimos anos nos meandros da bola lusitana. A Liga 2014/2015 ficará para sempre manchada como a mais vergonhosa competição de que há memória, à beira da qual Inocêncio Calabote seria um mero aprendiz de feiticeiro. É por isso que digo que ainda acredito num FC Porto campeão, mas sei que isso é uma missão quase impossível. A máquina lisboeta está tão bem montada que controla totalmente todas as vertentes da competição, desde as expulsões dos adversários nos jogos do seu clube aos convenientes amarelos e vermelhos que impedem os futuros adversários de os defrontar na semana seguinte, passando pelo domínio total sobre a classificação dos árbitros, das suas notas e dos seus escalões, sem esquecer a influência que exerce em grande parte dos clubes pequenos, impedindo jogadores emprestados e não só de alinharem contra o clube do regime, privando-os dos seus melhores jogadores (vide caso Miguel Rosa e Deyverson). Competição? Onde? Trata-se de um mero jogo de dados total e despudoradamente viciado.

É bom que se tenha noção que o FC Porto é humilhado semanalmente em todos os estádios nacionais. Já ninguém respeita o FC Porto e é hoje bem claro para quem anda no futebol que o domínio do mesmo está situado no sul, em plena segunda circular. Basta ver, aliás, as mais recentes e inacreditáveis declarações de Bruno de Carvalho sobre a proposta que lhe fez Vieira acerca de viciar os futuros campeonatos nacionais. Veremos que consequências terá.

O FC Porto é humilhado a cada dia que passa. No Bessa, mais uma vez, vimos a falta de respeito que existe pelo clube nos dias que correm. Exemplos disso tem Hernâni: o penalty que sofreu e não foi assinalado e a tremenda varridela de que foi alvo, sancionada apenas com amarelo. Mas o problema é que para a semana será assim contra o Sporting, pois duvido muito da arbitragem do Sr. Soares Dias. E assim sucessivamente.

A meu ver está na hora da mudança. O FC Porto, é bom que se tenha noção, pode ser um clube organizado e bem estruturado, mas não tem hoje uma Direcção que assuste e que imponha respeito. Essa é a dura realidade que custa ouvir a grande parte dos portistas. Temos um clube polido e bem educado, nada rude, nada... nortenho. Nada portuense! O Presidente tem andado longe daquilo que já lhe conhecemos e já sabemos como são as coisas: quando adormecemos e nos pomos a dormir à sombra da bananeira, a máquina lisboeta volta a desenvolver as suas maquinações pérfidas. Que ninguém se engane! Para lutar contra esta gente não chegam apenas ter os melhores jogadores e treinador. É preciso mais. Não se pode ser altivo e desdenhoso. É preciso pegar em armas e lutar contra eles, andar nos locais onde eles andam, ser vigilantes, apertá-los, expor-lhes as manhas e as vergonhas e não os deixar à solta a fazer o que bem lhes apetece. Esse é um erro que o FC Porto tem cometido nos últimos anos: ter deixado de jogar sujo e de pôr as mãos na *#$&€. É que quando o rival é baixo, reles e nojento só assim se lhe consegue fazer frente.

A presente rúbrica tem o seguinte nome, escolhido por mim: “A Camioneta a Passar a Ponte”. Alusão à mítica expressão de José Maria Pedroto, quando se referia ao facto do nosso clube já estar a perder 2x0 quando passava a ponte. Hoje em dia já falta pouco para isso voltar a suceder. A falta de respeito por nós é tanta que já se torna muito difícil vencer um qualquer jogo fora de portas, tal é a quantidade de dados viciados em cima da mesa. "Enquanto fomos bons rapazes, nunca ganhamos", disse um dia o Mestre.

Para mim o limite chegou: hora de mudança.

Rodrigo de Almada Martins

O PORTO É UMA NAÇÃO.

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“Porque joga o grande Porto, porque joga o nosso amor, seguimos todos juntos não importa onde fôr!” O mote está dado e os ultras do FC Porto tiveram nos últimos dias duas grandes provas da sua força, tanto em Portugal como no estrangeiro. Em Basileia e no Bessa choveram elogios pela prestação daqueles que estão sempre presentes, jogo após jogo ao lado do Clube do seu coração.

Há duas semanas defrontámos o Vitória de Guimarães no estádio do Dragão, em jogo antecipado devido à Liga dos Campeões. Numa sexta-feira estiveram cerca de 25 mil espectadores, não mais de 200/300 vindos do Minho. O FC Porto cedeu 1000 bilhetes a 10 euros ao adversário mas apenas um quarto compareceu. Mais uma fraca presença daquela gente no nosso estádio, o que já vem sendo habitual. Só por uma vez encheram por inteiro o sector visitante, já na distante época de 2007/2008. Fama têm eles muita e mais uma vez ficou provado aquilo que valem.

Num jogo resolvido por Brahimi, os Super Dragões e o Colectivo animaram o estádio como do costume. Curva Sul lotada e com as suas habituais bandeiras gigantes a colorir o sector e o Colectivo mais 90 minutos sem parar de cantar!

O fim-de-semana foi passado a apoiar as modalidades. No Sábado estreámos-nos na fase de grupos da taça EHF, enquanto uns ficaram no Dragão Caixa a apoiar a equipa no importante confronto com os alemães, outros deslocaram-se a Oliveira de Azeméis onde o hóquei em patins foi afastado da taça de Portugal pela equipa local.

Passa o Carnaval e começa mais uma aventura para os ultras do FC Porto: Invasão Basileia!!!

Uns voaram directamente para a Basileia, outros para outras cidades suíças e ainda outros optaram por fazer escala. De véspera já lá estavam alguns sendo que a maioria chegou no dia do jogo. Madrid recebeu-nos durante algumas horas antes de embarcarmos com destino a Basileia. Chegada pela hora de almoço à Suiça e hora de começar a espalhar o nome do FC Porto por aquele local.

Convertemos as margens do Rio Reno ao azul e branco e encaminhámo-nos para o local de concentração, nos Paços do concelho. Uma deslocação ao estrangeiro é já de si algo que provoca uma imensa adrenalina. Ainda para mais nestes casos, em locais onde a comunidade portuguesa emigrante é imensa, o que faz com que “joguemos em casa”. Tomámos conta das principais ruas durante a tarde.

O que estava previsto era deslocarmo-nos de autocarro até ao estádio, porém apenas três autocarros estavam presentes, o que obviamente não chegava nem para metade dos portistas que estavam na praça. Optou-se por caminhar a pé até ao St. Jackob Park e foi dos melhores cortejos em que alguma vez tive. Um cortejo de 6 quilómetros sem um único polícia suíço. Durante grande parte do caminho éramos mesmo só nós a caminhar em direcção ao estádio. Apareceram então dois spotters que nos costumam acompanhar, que mais não fizeram do que andar uns passos à frente de milhares de Dragões.


Bandeiras, estandartes, vários cânticos e a indispensável pirotecnia deram uma coreografia fantástica. Não é só a equipa de futebol que é das melhores da Europa, os seus adeptos também o são!

Dentro do estádio, rezam as crónicas, estavam 8 mil portistas!! Uma verdadeira invasão e um orgulho enorme ter sido um deles. Para além da bancada que nos foi destinada, estavam vários portistas atrás de uma das balizas e também nas centrais, tanto inferiores como superiores. Houve inclusive quem não conseguisse arranjar bilhete e ter comprado na bilheteira do Basileia.

Somos melhor equipa, jogámos melhor mas o resultado foi 1-1. Estamos em vantagem mas temos de tomar as devidas precauções para o jogo de dia 10. Acredito que vamos estar nos quartos de final da competição.

De regresso à Invicta depois de mais uma grande “transferta” ao estrangeiro!! Com o Porto sempre!!

Chega mais um fim-de-semana, chegam mais uns jogos para apoiar o FCP! Sábado hóquei em patins, domingo a equipa B, que desta vez jogou no Olival. Destaque para os South Side Boys que se deslocaram desde Faro. Segunda-feira, dia de derby da Invicta!! Desde 2008 que não jogávamos no estádio do Bessa.

Nem o facto de ter sido num dia de semana impediu uma invasão a casa dos remendados. Atrás da baliza, os sócios, adeptos e ultras do FC Porto encheram por completo os dois pisos da bancada!!! Uma demonstração de que estão com a equipa em todos os momentos. Um poder vocal muito bom durante o jogo. O estádio do Bessa é dos melhores estádios a nível de acústica! Vitória muito difícil em casa dos habituais caceteiros. Há coisas que não mudam!


Acreditamos até ao fim na conquista do campeonato!!

Um abraço ultra.

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26 fevereiro, 2015

SERÁ QUE VALE A PENA?

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Estou a ficar farto, cansado, enojado!
Sim, não estar em primeiro cria-me uma irritação única, uma urticária particular, um mau estar latente e constante.
Sim, é falta de hábito, sim, estou “mal habituado”, sim, quero-me manter assim!

Não, não vou enumerar os erros em favor do “sl colo colo”, não vou enumerar os erros em nosso desfavor, as inaugurações de casas onde alguns marcam presença, os jantares no Papão, ou até mesmo a liga da “verdade” do Rui Asqueroso Santos (se não lhe dávamos credibilidade noutras alturas, não o vamos fazer agora... mas ser ele próprio a dizer que deveríamos estar 6 pontos à frente, é sintomático).
Mas desta vez, e contra todas as previsões ou expectativas, o que me está a deixar irritado, surpreendido e desconfiado, é o silêncio ensurdecedor daqueles que deveriam ser os primeiros a gritar bem alto a absoluta escandaleira que temos assistido.

Estou irritado porque isto é tão descarado, tão óbvio, tão repetitivo, que não falar sobre isto, não denunciar esta vergonha, só poderá estar ao alcance daqueles que ou não sentem o mesmo que nós ou são cegos!
Estou surpreendido porque isto é tudo menos uma reação à Porto. Não estamos de todo habituados a levar um estalo, dois estalos, uma tareia, e simplesmente dar-mos a outra face, a cara toda, o corpo inteiro!
Estou desconfiado porque isto só se pode justificar com outros interesses, outras vontades, outro objetivos. Não falar, não denunciar algo tão evidente e que põe em causa toda uma época de trabalho e um esforço coletivo, só com razões muito fortes para não o fazer!
E não, não basta dizer que o clube fala a uma só voz e que portanto ou fala o presidente ou não fala ninguém. Se o presidente quer ou não falar, é uma decisão dele. Se o presidente pode ou não falar, é com ele. Se o presidente quer estar ou não mais recatado, é uma opção dele. Se quando o presidente fala mais ninguém tem que abrir a boca, isso é evidente.
Agora, o que não é lógico, não é natural, não é sequer respeitoso para com o clube, é este silêncio.
O que não é lógico, é que se não fala o presidente, não fala ninguém, e continuamos neste desrespeito. Para que serve então um departamento de comunicação?
O que não é lógico, é ser o treinador, alguém que nem há um ano cá está, ser o único a falar.

E no meio disto tudo, surgem os adeptos!
Surgem aqueles que andam revoltados, indignados, mas que ainda assim continuam num apoio constante, mas sem perceberem muito bem se andam a perder o seu tempo porque “já tá tudo feito” ou se de facto vale a pena continuar dia após dia a falar, semana após semana a apoiar.
Será que vale a pena continuarmos a fazer o papel (com muitíssimo menor impacto!) que deveria ser feito por aqueles que ganham salários de milhares de euros?
Será que vale a pena continuar a berrar quando quem o deveria fazer está calado?
Será que vale a pena continuar a ir aos estádios quando parece existir indiferença perante o que se passa lá dentro?
Será que vale a pena continuar a gastar dinheiro, tempo e paciência com aquilo que outros se parecem demarcar?
Será que vale a pena continuar a lutar e ser soldado de uma causa onde os nossos generais estão sentados na poltrona?
Será que vale a pena continuar a cultivar a proximidade a uma instituição centenária que tanto nos diz e pela qual tanto sofremos, quando quem manda nada faz nesse sentido?
Lamentavelmente não tenho resposta para todas estas questões... tenho isso sim interrogações, dúvidas e uma única certeza: o meu inabalável amor pelo Futebol Clube do Porto e tudo aquilo que mexe vestido de azul e branco.

Termino apenas com uma reflexão que gostaria que os nossos dirigentes fizessem: hoje em dia, cada vez é mais difícil cultivar a relação de proximidade entre adeptos e clube. São os jogos que são todos transmitidos pela TV e quase sempre se realizam em horário noturno. São os miúdos que estão mais preocupados com as consolas e os tablet's do que em ganhar a cultura de ir à bola. São as mulheres que têm um enorme número de shopping's num raio de 50 kms. São os maridos que andam chateados com ganhar pouco e querem cultivar o espírito familiar. Enfim, o tempo em que as senhoras ficavam à tarde na praça Velasquez a ouvir o relato e os maridos iamàá bola com os miúdos pela mão, já lá vai e não volta. Ora, perante uma realidade destas, se há desafio que um clube tem pela frente é a capacidade de mobilizar pessoas para o continuarem a apoiar e seguir, marcando presença nos estádios e pavilhões. Assim sendo, pergunto: Esta estratégia de silêncio não é criar ainda um maior fosso entre clube e adeptos? Este silêncio não cria uma maior falta de identificação entre clube e adeptos? Este silêncio não cria uma crescente perda de valores à Porto? Este silêncio não afasta ainda mais os adeptos do futebol (e modalidades)? Fica a reflexão...

Um grande abraço, e até domingo no sítio do costume...

NOTA - Mais uma "festa", desta vez na equipa B...siga a rusga, siga a festa! Desta vez o protagonista foi o mais recente árbitro internacional: o lisboeta Tiago Martins. Chegou a internacional com 3 jogos de 1.ª Liga e depois de perder 15 kgs. Filho de árbitro, foi eleito por voto secreto para substituir Olegário Benquerença. Promete!

ESTE É O NOSSO ARQUIVO...

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SEM FACCIOSISMO DO VIEIRA E DOS CAPANGAS E AFINS COMO MORGADINHA E MONIZ...
  • FC PORTO 74 títulos, contra 73 do 5LB e 45 do Sporting! – SENIORES;
  • FC PORTO 56 títulos, contra 50 do 5LB e 41 do Sporting! – JUNIORES, JUVENIS, INICIADOS, INFANTIS;
  • FC PORTO 130 títulos, contra 123 do 5LB e 86 do Sporting! – TOTAL GERAL.
VER MAIS AQUI...

Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)

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25 fevereiro, 2015

“BÊS” REDUZIDOS A OITO JOGADORES CAEM NO TERRENO DO ORIENTAL

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oriental-FC PORTO B, 3-0

Segunda Liga, 30.ª jornada
25 de Fevereiro de 2015
Estádio Eng.º Carlos Salema, em Lisboa


Árbitro: Tiago Martins (Lisboa).
Ássistentes: André Campos e Pedro Mota.
Quarto árbitro: José Almeida.

ORIENTAL: Ricardo Janota, Tiago Rosa, Yago, Hugo Grilo, João Pedro, Tiago Mota, Tom, Córdoba, Pedro Alves, Henrique (Roncatto, 64) e Mauro Bastos.
Substituições: Córdoba por Miguel Paixão (52m), Tiago Rosa por André Almeida (59m) e Henrique por Roncatto (64m).
Não utilizados: Mota, Bruno Aguiar, Valdo e Leonel.
Treinador: João Barbosa.

FC PORTO B: Raul Gudiño, David Bruno, Diego Carlos, Lichnovsky, Rafa, Leandro, Pavlovski, Pité, Ruben Macedo, Anderson e André Silva.
Substituições: Anderson por Tomás Podstawski (46m), Ruben Macedo por Víctor García (46m) e André Silva por Frédéric (63m).
Não utilizados: Kadú, Graça, Roniel e Rui Pedro.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 2-0.
Marcadores: Henrique (25m) e Tom (40m e 78m).
Disciplina: cartão amarelo a David Bruno (40m e 43m), André Almeida (59m) e Víctor García (87m); cartões vermelhos directos a Pavlovski (33m) e Pité (70m); cartão vermelho, por acumulação de amarelos, a David Bruno (43m).

Um FC Porto B reduzido a oito jogadores (por expulsões de Pavlovski, David Bruno e Pité) saiu esta quarta-feira do estádio do Oriental derrotado por 3-0, em encontro da 30.ª jornada da Segunda Liga. Tratou-se de um jogo em que os Dragões foram profundamente infelizes, não só porque sofreram golos furtuitos mas também devido à acção do árbitro Tiago Martins, que mostrou falta de bom senso e um critério dsiciplinar desequilibrado. Com este resultado, os "bês" ficam provisoriamente colocados na nona posição, com 44 pontos, mais cinco do que os lisboetas.

Os Dragões entraram melhor no encontro, com André Silva a obrigar Ricardo Janota a duas intervenções. Porém, foi o Oriental que abriu o marcador, aos 25 minutos, por intermédio de Henrique, que beneficiou de um ressalto. Aos 33, Pavlovski viu um vermelho directo forçado, num lance em que escorregou e chocou com um adversário.

Reduzido a dez elementos, o FC Porto B manteve a sua identidade, mas viu o Oriental chegar ao 2-0, por Tom, aos 40, na recarga a um remate que Gudiño tinha defendido. A situação para os azuis e brancos pioraria ainda antes do intervalo, com David Bruno a ver o segundo amarelo: o primeiro tinha sido mostrado aquando do 2-0, depois do defesa se ter dirigido ao árbitro assistente, sem qualquer gesto exuberante; o segundo surgiu como consequência de uma falta a meio-campo, sendo que lances semelhantes por parte do adversário não mereceram tal castigo.

No segundo tempo, restava ao FC Porto B resistir em situação muito adversa e, na verdade, raramente o Oriental conseguiu criar perigo, até que surgiu o terceiro vermelho exibido aos portistas, desta vez a Pité, numa decisão exageradíssima do juiz lisboeta. Tom "bisou" aos 78 minutos, tirando partido de um remate falhado que o isolou, quando os portistas já tinham apenas oito homens em campo.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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WHISFULL THINKING.

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Wishful thinking é uma expressão idiomática inglesa, às vezes traduzida como Pensamento desejoso. É usada na língua portuguesa por ser de difícil tradução. Significa tomar os desejos por realidade e tomar decisões ou seguir raciocínios baseados nesses desejos, em vez de em fatos ou na racionalidade. Pode ser entendido também como a formação de crenças de acordo com o que é agradável de se imaginar, ao invés de basear essas crenças na racionalidade. É um produto da resolução de conflitos entre crença e desejo.
- in wikipedia.

Pela descrição, já devem ter percebido do que falo. Eis que hoje, numa demonstração clara do que apresentei, elementos da estrutura do clube que sem saber ler nem escrever, ou melhor, sabendo escrever bem algumas mensagens, se encontra neste momento em primeiro lugar no campeonato Português.

Primeiro, questionam o arbitro e o facto de que Jackson se tenha mantido em campo depois de uma entrada, dizem eles, duríssima e merecedora de cartão vermelho. Confesso. Eu acho que o Jackson deveria ter sido expulso no minuto em que o arbitro apitou para o inicio do jogo. Motivo? Sei lá! Mas também não encontro motivo para a dezena de golos anulados, expulsões decididas e amarelos dados em jornadas anteriores por isso... mais escândalo, menos escândalo... era "o menor" dos nossos problemas.

Depois, criticam o nosso treinador. Chamam-no de "papagaio" por, alegadamente, dar "o corpo" pelos recados da estrutura. E quem é a mente brilhante que critica o nosso treinador? É o vice-presidente que está naquela agremiação por "truques" estatutários do seu presidente. Ora bem, vamos lá pensar, e vou citar o seu superior hierárquico, Senhor Moniz, "é mau benfiquista. Trinta e um anos sem pagar quotas diz alguma coisa de se ser benfiquista". Ou seja, um gajo que tem um tacho porque se arroga do seu estatuto para "cuspir" nos associados que ano apôs ano, com mais ou menos sacrifício, pagaram as quotas sem ter retorno, e agora o tipo que vive às custas do clube... "Paguei 31 anos de quotas". Quem não pagaria se soubesse que no dia seguinte ia ser "nomeado" Vice? E os papoilas aplaudem.

Como aplaudem as declarações dele de hoje sobre o meu treinador, jogador e, indiretamente, Presidente. E, querem-se rir? Sabem o que disse sobre o nosso Presidente não há muito tempo? "Demonstrou de novo que sabe dirigir um clube como ninguém e que não é por acaso que o FCPorto se converteu num dos grandes da Europa" - e atenção, quando proferiu estas palavras, disse isto do nosso então treinador - "reconquistou para o clube o ceptro de campeão, um feito notável para um treinador tão jovem (...). Montou a melhor equipa e deu cartas toda a época". Querem melhor? Nesta época "longínqua" - nem passaram 5 anos, quanto mais 25...! - demos 5 em nossa casa a esse clube. Viramos uma eliminatória da Taça de Portugal em casa deles e fomos campões nacionais e europeus! Tudo graças, conforme se pode ver, à ajuda dos árbitros.

C'a grande anormal!

S'era bom que tivéssemos conquistado tudo graças à "fruta"? Era.
S'era bom que tivéssemos sido beneficiados este fim de semana? Era.
S'era bom que jogassem mais futebol do que jogam e não necessitassem das ajudas que estão a ter? Era.
S'era bom sentirem-se seguros a cada inicio de jogo? Era.
Mas isso é Wishfull thinking meus caros!

FORÇA PORTO
CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, SOBRETUDO, TOLOS.

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24 fevereiro, 2015

NA EUROPA, NÃO SE PODE FALHAR TANTO.

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ANDEBOL
(1º FC Porto-61p; 2º sporting-55p; 3º abc-54p; 4º slb-51p
  • FC PORTO 20-26 fuchse berlim
  • skjern 27-21 FC PORTO
Se no campeonato o nosso nível de jogo vai sendo suficiente, na Europa do andebol, estamos a pagar caro erros de organização de jogo e falhas técnicas diversas que para já comprometeram seriamente a passagem aos quartos-de-final da EHF CUP.

Além disso, os guarda-redes do Fusche e do Skjern travaram-nos golos cantados em fases decisivas, e por isso, não deu para mais, mesmo que a equipa tenha demonstrado estar muito perto desses 2 adversários.

No 1º jogo com os Alemães, destaque para os 4 golos de Gilberto Duarte e João Ferraz. No jogo na Dinamarca, de realçar os 6 golos de Ricardo Moreira e João Ferraz e os 4 de Alexis.
  • próximos jogos
Amanhã, 4ª feira (20h30 bola tv), teremos um benfica-Porto e depois, domingo (19h15 ehftv) jogaremos na Sérvia, no recinto do Vojvodina.



HÓQUEI EM PATINS
(1º benfica-55p; 2º FC Porto-52p; 3º oliveirense-39p)
  • oliveirense 7-6 FC PORTO
  • FC PORTO 12-1 póvoa
A Taça de Portugal passou à história, com os dragões a serem eliminados em Oliveira de Azeméis num jogo que tanto podia ter caído para um lado como para outro. Reinaldo Ventura, com 3 golos, quase conseguia evitar o desaire, mas não foi suficiente. Caio bisou e Hélder Nunes marcou o outro golo azul e branco.

No jogo de sábado, o Póvoa nem comichão causou e por isso a goleada foi natural, com Jorge Silva a marcar 3 golos, Hélder, Caio e Vítor 2, Ventura, Rafa e Barreiros 1.
  • próximos jogos
No próximo sábado, vamos até ao recinto da Sanjoanense (18h00).



BASQUETEBOL
(1º FCP Dragon force-32 p; 2º eléctrico-27 p; 3º ginásio-25 p)
  • guifões 55-103 FCP Dragon Force
  • FCP Dragon Force 102-60 atlético
Mais dois jogos tranquilos para o basquetebol azul e branco. Em Guifões, então a superioridade foi mesmo esmagadora, com Miguel Queiroz a fazer 24 pontos e Pedro Bastos 14.

No jogo de sábado com o Atlético, até perdemos o 1º período, mas depois, vingamo-nos com juros e os Alcantarenses levaram que contar com Pedro Bastos em grande estilo a anotar 27 pontos e António Monteiro 21.
  • próximos jogos
O próximo jogo é 2ª feira para a taça de Portugal às 21h00 em Guimarães (Porto Canal).



Um abraço do Lucho.

AUTOCARRO - PARTE II

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boavista-FC PORTO, 0-2

Primeira Liga, 22ª jornada
Segunda-feira, 23 Fevereiro 2015 - 20:00
Estádio: Bessa Séc. XXI, Porto
Assistência: ---


Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Hernâni Fernandes
4º Árbitro: Rui Oliveira

BOAVISTA: Mika, João Dias, Carlos Santos, Philipe Sampaio, Afonso Figueiredo, Anderson Carvalho, Idris, Reuben Gabriel, Brito, Zé Manuel, Leozinho.
Suplentes: Mamadou Ba, Fábio Ervões, Pouga (82' Anderson Carvalho), Julian Montenegro, Marek Cech (71' Reuben Gabriel), Beckeles, Michael Uchebo (55' Leozinho).
Treinador: Petit.

FC PORTO: Fabiano, Ricardo, Maicon, Marcano, José Ángel, Rúben Neves, Herrera, Quintero, Ricardo Quaresma, Jackson Martínez, Hernâni.
Suplentes: Helton, Martins Indi, Diego Reyes, Evandro (83' Quaresma), Brahimi (64' Quintero), Tello (55' Hernâni), Gonçalo Paciência.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Jackson Martínez (79'), Brahimi (87').
Disciplina: cartão amarelo a Ricardo Quaresma (45'), Herrera (72'), Idris (77'), Philipe Sampaio (85').

O FC Porto prossegue a sua caminhada no campeonato, seguindo o líder de perto sem desarmar. Esta noite, depois de vencer no Bessa o Boavista por 2-0, os Dragões mantiveram a distância para o 1º classificado.

Num jogo idêntico ao da 1ª volta, assistiu-se ontem a uma espécie de saga: ao Autocarro – Parte I, seguiu-se o Autocarro – Parte II. O jogo foi uma autêntica fotocópia do que tinha acontecido no Dragão, mas desta vez fez-se justiça. Custou mas foi.

O Boavista está bem para jogar nas distritais com este futebol de destruição e de pontapé para as couves, com o autocarro estacionado em frente à baliza que irrita quem está a jogar futebol e tira do sério quem pagou o bilhete para assistir.

Lopetegui não podia contar com os três castigados Danilo, Alex Sandro e Casemiro e o lesionado Óliver. Mas decidiu ainda assim colocar Hernâni de início, surpreendendo tudo e todos. Além disso, seria mais consistente apostar em Evandro para o meio-campo mas o treinador basco decidiu optar por Quintero. Pareceu-me ausências a mais no onze e isso confirmou-se. Na 2ª parte veio a demonstrar que o jogo só podia ser resolvido com recurso ao banco.

Durante a 1º parte, o FC Porto não conseguiu um jogo bem conseguido. Penetrar naquela muralha, perdão, naquele autocarro revelou-se impossível. A excepção foi o lance em que Quintero desmarcou Jackson que desperdiçou inacreditavelmente a oportunidade. Antes, aos 14 minutos, o árbitro ajudou a complicar ainda mais as coisas quando sonegou uma grande penalidade ao FC Porto por derrube sobre Hernâni. Mais um penalty visto em todo o estádio.

Na 2ª parte mais do mesmo. Jogo chato, fechado, com faltas duras dos homens do Bessa a roçarem o vermelho e a passarem incólumes. O FC Porto aposta então em Tello e em Brahimi quase logo de seguida. A vitória teria que surgir com maior ou menor dificuldade, custe o que custasse, mas de uma forma limpa. Sem colo.

O FC Porto nunca desistiu e teve a paciência e a calma necessárias para chegar ao golo. Aos 80 minutos, Ricardo foi à linha cruzar para o segundo poste. Tello recebeu a bola e cruzou em força. Jackson desviou para a baliza. Estava, finalmente, arredado da baliza o autocarro empecilho dos remendados. Sete minutos depois, Brahimi, numa incursão à área contrária, rematou colocado ao ângulo inferior da baliza de Mika e fez o resultado final.

O FC Porto vai continuar esta luta desigual com o conjunto de Carnide, na certeza de que ninguém deita a toalha ao chão e, na esperança de que uma simples escorregadela da equipa do colo permita ao FC Porto depender apenas de si para poder atingir o título. Mas com mais uma capelada prevista para o próximo fim-de-semana, não se augura nada de bom. As apostas agora incidem em ver que casos vão surgir a cada jogo da equipa de Carnide.

No próximo jogo, o FC Porto cumpre mais um jogo difícil frente ao Sporting. Mais um desafio para levar de vencida, de uma forma limpa, sem colo e sem casos que fazem corar de vergonha o mais artista dos artistas.



DECLARAÇÕES

Lopetegui: “A equipa teve o prémio merecido”

​Um dérbi na ressaca da UEFA Champions League, disputado num sintético e em que o FC Porto, sem quatro habituais titulares, voltou a ver um penálti negado pela equipa de arbitragem, ainda o resultado estava a zero. Apesar de todas as contrariedades, os Dragões “mostraram capacidade e carácter”, nas palavras de Julen Lopetegui, e conquistaram uma vitória “justíssima”​ (2-0), a quinta consecutiva no campeonato, naquela que é a melhor série da temporada.

“Jogar um dérbi nunca é fácil e a carga emocional é muito grande, não esquecendo que vínhamos de um jogo para a Champions. A equipa mostrou carácter e personalidade e soube superar as dificuldades, esperando pelo momento certo para procurar a superioridade no marcador. Cumprimos o nosso objectivo e conquistámos os três pontos num campo tradicionalmente difícil, com relvado sintético, onde o FC Porto já não vencia desde a época 2003/2004. A vitória é um prémio merecido e a equipa está de parabéns”, afirmou Lopetegui, no final da partida com o Boavista, no Estádio do Bessa Século XXI.

O técnico realçou ainda a forma como a equipa soube manter “a serenidade, sem cair na tentação de jogar directo”, mesmo quando o jogo se precipitava para o fim e o empate teimava em manter-se e mesmo quando, ainda na primeira parte, Hugo Miguel não assinalou um penálti “claríssimo” sobre Hernâni. “Mais uma vez, tivemos o azar de o árbitro não ver e ter perdoado cartões vermelhos aos laterais do Boavista, enquanto nós fomos admoestados com cartões amarelos que não se entendem. A verdade é que a equipa já está habituada a isso. Infelizmente, essa é a realidade”, defendeu Lopetegui, para logo acrescentar: “Quando o futebol não chega, as outras equipas, que são boas e bem orientadas, quando o futebol não chega, têm a sorte com as decisões dos árbitros que nós não temos tido”.

Por falar em sorte e felicidade, o treinador espanhol acertou em cheio, quando fez entrar primeiro Tello, que assistiu Jackson para o primeiro golo e, depois Brahimi, que foi assistido pelo extremo espanhol para o segundo. “Considerei que era oportuno fazer estas alterações. A equipa precisava de jogar por fora e os dois entraram muito bem, mas os outros que já lá estavam também estiveram bem”, explicou Lopetegui, que não se esqueceu de elogiar a forma como os adeptos apoiaram a equipa e “a ajudaram a chegar ao golo”.


ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

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23 fevereiro, 2015

OS LIMITES JÁ FORAM MUITO ULTRAPASSADOS...

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Pode dizer-se com toda a propriedade que desde a época de 04/05, época em que o campeão teve a mais baixa percentagem de pontos de sempre (63,7%), já não se via uma época tão recheada de erros de arbitragem a favor de uma única equipa. Palavra de honra, que já recorro a meios hostis ao FC Porto (e "simpáticos" para o clube do regime) para confirmar com os meus próprios olhos aquilo que é evidente pelas imagens de tv. Algumas vezes penso: "mas será mesmo possível isto que estou a ver? Será possível tantos erros a favor do mesmo clube? Não serão os meus olhos de Portista a “alterar” as imagens que se me deparam diante dos olhos?".

As respostas a todas estas perguntas:
  • 1) Sim, isto que estou a ver é mesmo a realidade;
  • 2) Sim, são imensos erros a favor do mesmo clube;
  • 3) Não, os meus olhos de Portista não estão a enviesar as imagens que estou a ver. Meios de comunicação social que não podem ser associados por NINGUÉM ao FC Porto, nomeadamente o Record, o MaisFutebol e a Bola têm admitido, de forma mais ou menos envergonhada (não nas primeiras paginas mas sim apenas nas crónicas), os variadíssimos erros de arbitragem a favor do clube do regime.
Os limites da decência já foram ultrapassados há muito tempo na presente edição do campeonato nacional. Já começa a atingir o limite do ridículo e do obsceno o que se tem passado nos jogos da equipa que lidera confortavelmente o campeonato nacional. Como sabemos, quem vai atrás, tem mais pressão em não errar dada a grande diferença para o 1º lugar. É muito diferente haver uma diferença de 1 ou 2 pontos, a diferença que haveria caso houvesse normalidade neste campeonato, ou uma diferença de 6 ou 7 pontos, aquela que se tem verificado na maior parte do tempo neste campeonato. É neste contexto difícil de 7 pontos de diferença que por exemplo amanhã o FC Porto entrará no Bessa, sabendo que está com a “corda na garganta” e que qualquer ponto perdido significará quase o adeus ao título.

Chegamos a um ponto limite do ridículo, em que perante as enormes dificuldades do clube do regime frente a um Moreirense em vantagem por 1-0, até foi necessário inventar cantos em lances que o jogador encornado simula um “mergulho para a piscina” e expulsar logo de seguida um jogador “por palavras”. Há muitos anos que não via uma expulsão por palavras, não há dúvidas que perante o “aperto”, o sr Jorge Ferreira sacou daquele momento de magia que dá sempre um jeito desgraçado: num campo de futebol, sítio tão religioso como uma igreja em que os palavrões são coisas jamais ditas por nenhum dos intervenientes em campo (nem jogadores, nem mesmo os puros srs. Árbitros) expulsar um jogador por “palavras”. “Palavras” essas que jamais saberemos quais foram, “palavras” essas que jamais saberemos se foram ditas pelos puros jogadores encornados nesse mesmo jogo. Mas atenção, o “monte de m****” que já agrediu um polícia, jogadores adversários e já provocou de dedos em riste treinadores adversários, ouviu bem o que André Simões disse.

Em suma, os limites já foram ultrapassados de uma forma escandalosa. Resta-nos apenas ser competentes dentro de campo, lutar até à última pinga de suor, tentar pressionar até ao máximo o líder e esperar que depois tudo se possa decidir no jogo do galinheiro. Amanhã, não tenhamos dúvidas que o Boavista vai querer fazer o jogo da sua vida, comer a relva se possível for, mas nós temos de impor a nossa qualidade e vencer o jogo "sem espinhas". Vamos lá a isto!

PS: Não posso deixar de partilhar convosco uma delícia que ouvi à pouco e que demonstra bem o "desespero argumentativo" dos comentadores afetos ao andor. Perante a análise de mais uma jornada de cantos mal assinalados, expulsões "por palavras" e outras coisas muito interessantes sempre a favor do mesmo clube, o comentador do regime resolveu replicar com um erro que supostamente tinha acontecido este fim-de-semana e até comentado por alguém do Porto Canal no FC Porto B vs Leixões... Pois, o jogo deste fim-de-semana foi um FC Porto B vs Farense, sendo que o jogo com o Leixões ainda nem aconteceu na presente época. O "desespero argumentativo" é tao grande que até se vão buscar erros em jogos da equipa B (no ano passado!) para responder a toda a pouca vergonha que tem acontecido.

LOPETEGUI: “TEMOS MUITA VONTADE E ARGUMENTOS PARA VENCER”

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Relembrando as “dificuldades” sentidas pelo FC Porto diante do Boavista no jogo da primeira volta, no Estádio do Dragão, que terminou como começou (0-0), Julen Lopetegui afastou qualquer tipo de sentimento de vingança na antevisão de novo dérbi portuense, desta feita relativo à 22.ª jornada da Liga portuguesa e marcado para segunda-feira, às 20h00, no Estádio do Bessa. O treinador portista garantiu ainda que a sua equipa está com muitas “ganas” para alcançar um desfecho diferente desta vez.

“O Boavista criou-nos muitas dificuldades no jogo da primeira volta e a realidade é que perdemos dois pontos. Historicamente, este jogo será muito difícil para nós, pois nas últimas dez vezes que jogámos no estádio do Boavista, vencemos apenas duas. Além disso, parece-me que o Boavista foi das equipas que mais evoluiu ao longo do campeonato e agora é uma equipa melhor e mais completa. De qualquer forma, temos muita vontade, e acredito que argumentos também, para vencer no Bessa”, afirmou Julen Lopetegui, em conferência de imprensa, logo depois de ministrar mais uma sessão de trabalho no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival.

Sem querer falar em vingança pelo empate da primeira volta, Julen Lopetegui sublinhou que a vitória é o que mais importa aos Dragões. E não falta vontade nem argumentos para o conseguir. “O único sentimento que existe em nós é o de conquistar os três pontos, que queremos e precisamos. Independentemente do relvado no qual vamos jogar, o importante é conseguirmos a vitória. Vamos tentar fazer um bom jogo diante de uma equipa que, repito, cresceu muito nos últimos meses. Mas temos demasiados argumentos e demasiada vontade para conseguirmos dar uma boa resposta às dificuldades”, prosseguiu.

Apesar das ausências motivadas por lesões (Adrián López e Óliver Torres) e castigos (Danilo, Alex Sandro e Casemiro), Julen Lopetegui reiterou a confiança que tem em todo o plantel e relembrou a forma como a equipa se tem exibido nas variadas competições. “Estamos privados de cinco jogadores, por várias circunstâncias, mas é a realidade e temos de dar uma boa resposta. Os jogadores que vão aparecer têm de dar esse passo em frente e acreditamos totalmente neles, no seu carácter e na sua determinação. Vai ser um jogo duro e difícil, mas estamos a competir bem em todas as provas. Temos crescido a vários níveis e trabalhamos muito todos os dias para continuarmos a crescer. Temos demasiada vontade de vencer para pensarmos nas dificuldades”.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Martins Indi, Maicon, Marcano, Reyes e José Ángel;
Médios: Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni e Rúben Neves;
Avançados: Ricardo, Jackson Martinez e Aboubakar.

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22 fevereiro, 2015

GONÇALO "BISA" E "BÊS" DERROTAL FARENSE

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FC PORTO B-farense, 2-1

Segunda Liga, 29.ª jornada
22 de Fevereiro de 2015
Mini-estádio do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival


Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre).
Assistentes: José Braga e Valter Rufo.
Quarto árbitro: Renato Mendes.

FC PORTO B: Raul Gudiño; Víctor García, Diego Carlos, Zé António e Rafa; Leandro Silva, Pité e Pavlovski; Frédéric, Gonçalo Paciência (cap.) e André Silva.
Substituições: Pité por Ruben Macedo (46m), Gonçalo Paciência por Tomás Podstawski (78m) e Pavlovski por Graça (90m).
Não utilizados: Kadú, David Bruno, Roniel e Anderson.
Treinador: Luís Castro.

FARENSE: Bento; Hugo Ventosa, Diogo Silva, Lameirão e Califo; Bilro (cap.) e Carlos Rodrigues; Bruno Carvalho, Edinho Júnior e Harramiz; Irobiso.
Substituições: Diogo Silva por Karamatic (29m), Mailó por Mailó (62m) e Bruno Carvalho por Alan (68m).
Não utilizados: Ricardo, Kiki, Alan, González e Rui Duarte.
Treinador: Abel Xavier.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Irobiso (9m) e Gonçalo Paciência (59m e 66m).
Disciplina: cartão amarelo a Bruno Carvalho (14m), Pité (33m), André Silva (48m), Califo (48m) e Carlos Rodrigues (86m).

O FC Porto B regressou, este domingo, às vitórias ao bater o Farense, por 2-1, em partida da 29.ª jornada da Segunda Liga, disputada no mini-estádio do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival. Os Dragões alcançaram a quinta vitória consecutiva em casa e o décimo jogo sem perder no seu recinto para a Segunda Liga, numa partida em que até começaram a perder (Irobiso marcou aos nove minutos), dando a volta ao resultado com gois golos de Gonçalo Paciência (59 e 66m).

Os “bês” foram surpreendidos pela boa entrada dos algarvios e, depois de um primeiro aviso de Bruno Carvalho, o Farense marcou mesmo, aos nove minutos, através de Irobiso, num lance em que a defensiva portista esteve demasiado apática (1-0). Aos 13 minutos, Frédéric, com uma boa iniciativa em velocidade e um remate para defesa apertada de Bento, deu início ao melhor período dos Dragões na primeira metade, com duas boas oportunidades a surgir até à meia hora de jogo. Aos 22 minutos, André Silva rematou à barra, com Gonçalo Paciência a cabecear por cima no seguimento da jogada e, apenas dois minutos depois, o mesmo Gonçalo Paciência teve uma boa iniciativa individual que “esbarrou” nas malhas laterais da baliza de Bento. Rafa, no último minuto de compensação da primeira parte, teve uma jogada excepcional e proporcionou uma grande defesa ao guardião adversário, que segurou o 1-0 ao intervalo.

Luís Castro colocou o extremo Sub-19 Ruben Macedo em campo no início da segunda metade e os Dragões subiram de produção, com triangulações bem gizadas, apresentando-se mais acutilantes e aproveitando melhor os espaços na defesa dos algarvios. Aos 59 minutos, os “bês” chegaram ao empate que já justificavam no primeiro tempo: recuperação de bola de Leandro Silva, com André Silva a descobrir Ruben Macedo na esquerda e o extremo a cruzar para um primeiro remate de Frédéric, defendido por Bento, mas nem o inspirado guardião algarvio conseguiu parar a recarga de Gonçalo Paciência.

O avançado não parou aí e, aos 66 minutos, após cruzamento de Ruben Macedo, deu mesmo a volta ao resultado com um belo remate de cabeça, chegando aos oito golos na competição e premiando a grande entrada na segunda parte dos azuis e brancos. A partida continuou viva, com os portistas sempre por cima do encontro (apesar de o Farense ter tentado reagir) e Frédéric ainda podia ter aumentado a vantagem dos Dragões, mas Bento voltou a brilhar na baliza do Farense (85m), sentenciando o resultado final em 2-1.

Com esta vitória, os “bês” sobem ao oitavo lugar da competição, com 44 pontos. O próximo jogo dos comandados de Luís Castro é a deslocação ao Estádio Eng. Carlos Salema, para defrontar o Oriental, e está agendado para quarta-feira, às 15h00 (30.ª jornada da Segunda Liga).

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

REALISMO.

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Na ressaca do Basileia – FC Porto muito já se disse e escreveu. Nada surpreendentemente, lá surgiram os habituais imparciais comentadores desportivos a salientar que o Basileia não passa de uma equipa de pouca envergadura, cuja falta de classe obrigava o FC Porto a golear. Não o tendo feito, estamos então perante um resultado aquém do exigível e revelador de que este FC Porto é banal...

Até aqui tudo normal. Ano após ano, campanha europeia após campanha europeia, para muitos dos opinion makers portugueses nenhum dos nossos adversários vale grande coisa. Recordando algumas das nossas grandes campanhas, a Lázio não passava de um conjunto de velhas guardas (mesmo que tenha “aviado” sem dificuldades uns meses depois o todo-poderoso S. L. Andor), o campeão inglês Manchester United estava em crise profunda, Lyon ou Corunha eram equipas sem história (como se isso jogasse à bola...) e o Mónaco, mesmo ganhando ao Real Madrid e Chelsea, era digno do campeonato de amadores.

No entanto, e como começa a ser triste hábito, logo surgem Portistas dispostos a embarcar nesta corrente, alguns deles envergando uma espécie de capa de imparcialidade e superioridade moral. “Eu não sou carneiro, não ando a bater no peito com o #somosporto, penso pela minha cabeça” tornou-se uma espécie de jargão numa espécie de Portismo hipster, que vê mais, pensa melhor e é o baluarte da exigência contra os adeptos folclóricos que só sabem bater palminhas. A luz sobre as trevas, portanto...

Como gosto de verdadeiro realismo e de analisar as coisas com alguma perspectiva histórica, aqui vai uma análise racional sobre o FC Porto na Europa e o significado de um empate fora em Basileia para os oitavos de final da Liga dos Campeões:
  • O FC Porto empatou pela 5ª vez fora do seu reduto numa fase a eliminar na Liga dos Campeões, num total de 14 jogos. Tirando uma vitória na Corunha, acumulamos empates nos terrenos do Man Utd (2 vezes), Lyon e Atl. Madrid e derrotas com Bayern, Inter, Málaga, Schalke, às quais se somaram outras, em forma de goleada, com o já referido Man Utd, Barcelona e Arsenal.
  • Com este resultado estamos mais perto de atingir os quartos-de-final pela 7ª vez na nossa longa história na Taça dos Campeões/Champions - 86/87, 90/91, 93/94 (embora não houvesse este modelo), 99/00, 03/04 e 08/09. Atendendo à juventude da equipa e à inexperiência do próprio treinador, bem como à evidente falta de bases sólidas num grupo cujos “repetentes” vêm da pior época desde 88/89 é bastante apreciável.
  • Quanto ao jogo propriamente dito, é indiscutível que soubemos jogar com personalidade e segurança num campo onde nos últimos anos caíram equipas como o Liverpool, Bayern, Chelsea e Manchester United ou mesmo um milionário Zenit. Em comparação, refiro apenas que nos últimos anos temos como cartão-de-visita no Dragão vitórias sobre o Arsenal, PSG e outra sobre o Shakhtar, perdendo ou empatando invariavelmente com as equipas do verdadeiro top da Europa.
  • Podemos questionar se jogamos no limite do nosso potencial, se a equipa foi perfeita? Não, não senti isso, mas não permitimos veleidades a um Basileia que nem com o golo madrugador mostrou capacidade de partir para um resultado que lhe permitisse uma viagem tranquila ao Porto.
  • Atendendo a que equipas do FC Porto bem mais experientes e experimentadas, algumas delas recheadas de jogadores à Porto, foram batidas (e por vezes goleadas) por adversários que estavam perfeitamente ao nosso alcance como PSV, IFK Gotemburgo, Tottenham, Croácia Zagreb, Aalborg, Sparta de Praga, para já não falar de Artmedia, Wrexham, Barry Town, Apoel ou mesmo um Floriana de Malta (ok, aqui foi apenas um empate), somadas a essa incapacidade actual de bater verdadeiramente o pé aos gigantes, faz com que ache injusto querermos que ao Lopetegui e à sua equipa seja assim de repente exigido aquilo que na verdade raramente fomos: um gigante que soma e segue, varrendo a Europa jogue onde jogar...
  • Ganhamos vários títulos e somos um dos maiores da Europa. Sim, é verdade, temos um palmarés soberbo, mas há que situar as coisas. Foram conquistas fantásticas, fruto de várias circunstâncias, lutas intensas em eliminatórias por vezes disputadas até ao último segundo, anos felizes com grandes equipas no momento e na hora certa. Andamos sempre por lá e soubemos aproveitar as grandes oportunidades, mas não somos daquelas equipas quase infalíveis, que praticamente ano após ano aparecem em quartos ou meias-finais como um Barcelona, Real Madrid, Bayern ou actualmente o Chelsea.
Por tudo isto, e sendo o mais realista possível, não entendo a desilusão que alguns sentiram com um empate fora nos oitavos de final da Champions. O futebol não é matemática (senão nunca teríamos o palmarés que temos), o Basileia está lá com todo o mérito e não devemos agir como outros por vezes agem connosco: com desprezo e arrogância.

Dito isto há que frisar que ainda nada ganhamos e mau era se o que fizemos até aqui fosse visto como suficiente para um FC Porto que desde 1984 domina em Portugal e frequentemente surpreende a Europa. No entanto não posso deixar de registar que, ao contrário do ano passado, temos tido uma equipa a evoluir e a ser capaz de se bater de forma digna pelos objectivos, algo que os Portistas devem registar.

Canalizemos a nossa atenção para outros cenários, para a (falta de) vergonha que grassa no futebol português e que nos impede de sermos primeiros num campeonato onde temos sido a melhor equipa. Essas sim são as preocupações que servem os interesses do FC Porto neste momento e quanto ao resto apoiemos Lopetegui e os seus rapazes que, atendendo às circunstâncias e mesmo com os erros naturais de quem ainda tem muito que aprender, tem conseguido paulatinamente reerguer o FC Porto depois do pesadelo que foi 2013/14.

Bom fim-de-semana e muita atenção ao jogo na Rotunda!

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21 fevereiro, 2015

PAREDE DO BALNEÁRIO

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Alguns sites e jornais portugueses fizeram manchete com o suposto facto: “Danilo salva Porto”.

Reportavam-se, naturalmente, ao jogo do FCPorto em Basileia.

Já tudo foi dito sobre a exibição da equipa azul e branca: personalidade asfixiante, mobilidade e criatividade desestabilizadora, oportunidades de golo em abundância e apenas um remate da equipa adversária.

Foi tudo bem feito? Não. Fabiano não fica totalmente isento de responsabilidade no golo e Tello e Brahimi ficaram aquém das suas potencialidades (como, aliás, se vem registando nos últimos tempos).

Mas, tudo somado, foi uma grande exibição na Liga dos Campeões (e nem preciso de invocar as palavras de Frei, jogador do Basileia.

Dito isto, os mencionados jornaleiros preferiam passar a mensagem de que o FCPorto precisou de ser salvo, como se tivesse sido a turma suíça a vulgarizar os azuis e brancos!

Dir-me-ão: alguma coisa de novo?

A resposta é imediata: não.

É sabido que o FCPorto é um clube invejado – pelos seus feitos, pela sua história, pelos seus valores e pelas suas vitórias

Nós já o sabiamos, mas agora Lopetegui já sabe que apenas em Portugal – certo Portugal – o FCPorto e os seus feitos não são valorizados.

Cole-se mais esta na parede do balneário.

Mais um prego no caixão dos nossos adversários.

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20 fevereiro, 2015

DEUS QUIS...

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Deus terá querido, os meus pais sonharam (eufemismo para descuidaram-se) e eu nasci.
No Porto, uma cidade situada no desprezado e ostracizado norte de um país europeu mediterrânico a quem alguém e em inspirado(?) dia deu o nome de Portugal. A partir desta mistura explosiva fui dar comigo, solene, oficiosa e orgulhosamente Portuense/Portista, mas oficialmente apenas Portuguesa.

E é aqui que a porca cor-de-rosa torce o rabo. E porquê? Chateio-me. Chateio-me porque nunca alguém - vejam bem - alguém, teve a delicadeza de chegar junto a mim e perguntar se eu queria ser portuguesa. Limitaram-se a inscrever-me, carimbar-me e nacionalizar-me. Dizem que é procedimento normal no país onde se nasce. Pronto. Será. Lá isso... Em Portugal, sê portuguesa. Sou portuguesa. Mas o ponto não é final.

Ao mesmo tempo, alegro-me porque nunca ninguém teve o descaramento de chegar junto de mim e perguntar se eu queria ser Portuense/Portista. Também, era o que mais faltava! Nem lho admitia. Nunca deixei alguém na incerteza. Era Portuense de gema, de clara e casca de ovo, daqueles de tamanho XL. Logo, apenas podia ser Portista! Claro que o Salgueiros e o Boavista, a União Desportiva da Sé, os Passarinhos da Ribeira ou o Ramaldense também poderiam ser escolhas naturais, mas faltou-lhes sempre aquele je ne sais quoi e nomeadamente encanto. Foram latitudes e foram longitudes, heranças genéticas e factores congénitos que gloriosamente fizeram de mim um ser que respira FCP desde a terna e envolvente placenta. É um estado de completa alma que me está no sangue e na massa corporal e que não me permite ver a vida e sistema solar que me rodeia com lentes e filtros de outras cores que não o majestoso azul e o glorioso branco. Nunca contestei o facto de ser Portista. Sempre me considerei a pessoa mais afortunada do Hemisfério Norte e Sul e Este e Oeste (mais houvera!) por aqui e assim ter nascido.

Agora... já por diversas (tantas! tantas!) vezes pensei no que seria deter uma outra nacionalidade que não esta. A oficial. A de Portugal. A portuguesa. Frequentemente, quando acordo ou quando me deito, ou quando nada mais tenho para fazer ou pensar, recrimino-me por isso e receio um dia destes ser visitada por uma Junta de Patriotismo. Mas não o consigo evitar. É mais forte do que eu. Este rectângulo-jardim à beira-mar plantado aqui na pontinha mais ocidental da Europa e blá-blá-blá não é para mim suficientemente convincente e motivador. Não o sinto totalmente meu. É um conceito que não se entranha por completo cá dentro. Desgosta-me. Enoja-me, muitas vezes. Basta pensar que portugueses também o são os seres humanóides que habitam nos recônditos e intergalácticos anéis dos planetas da 2.a Circular e que estendem os seus tentáculos pejados de gosma e malignidade a todos os sectores e realidades do país. E isso: iurghhh!!!! Se eles são portugueses eu queria ter nascido nas Ilhas Tuvalu, no deserto siberiano ou na Polinésia Francesa.

Entendam-me: Portugal até que é giro, às vezes até que é patusco, aliciante e algo bonito (*) ser português, mas... que enorme sensação de vazio e total incompatibilidade por vezes num cá dentro tão cheio de portismo. Podem censurar-me a heresia, a leviandade, a suprema ingratidão mas é isso o que eu sinto. E nada do que possam dizer ou fazer me fará mudar esta maneira de estar e ser. Esta é a minha paixão e eu decidi vivê-la assim. Sou radical, sou fundamentalista, sou facciosa, sou ateia, blasfema. Posso até ser parva. Que sou. Mas sou feliz assim. Para mim, esta cidade é tudo, e este clube é o meu orgulho, a minha bandeira, a minha Nação e o meu Mundo. E chega. Mas não vou a ponto de afastar por completo Portugal e os portugueses do meu Porto. Seria, seriam, os vizinhos mais chegados. Ainda antes dos hermanitos espanhóis. Patuscos.

Saibam que ao longo desta passagem pela Terra, nesta pele, já dei por mim – a espaços - mais ou menos portuguesa. Em europeus e mundiais, esforcei-me por ser até bastante portuguesa. Vivi aí períodos inevitáveis de sensibilização da minha consciência lusitana. Baía na baliza, festejava os golos dos jogadores do Porto com alegria e os golos dos “outros” com um sorriso e algumas palminhas. Às vezes até de pé e de mão no coração passei a cantar “A Portuguesa”. O estádio da luzinha cheguei a gostar de ver cheio e em delírio para ovacionar a Selecção de Todos Nós e Aí Até de Mim. Recordo esses momento de pura demência e saída de mim quando - numa gaveta cheia de cachecóis azuis e brancos - vejo a destoar um verde e vermelho. Os olhos até se arregalam com o objecto estranho.

Se tenho vergonha de ter comportamentos algo apátridas? Bem... talvez. Já o reconheci acima.
Só um poucochinho assim. Mas passo creme de aloé vera e as cóceguinhas passam, ficando apenas uma sensação de frescura e bem-estar.

BlueBay.

* pela capacidade para feitos extraordinários, por Jorge Nuno Pinto da Costa que tanto orgulho tem em ser português como eu sou, pelas francesinhas e paisagens de cortar a respiração, pelo 25 de Abril (SEMPRE!), por Fernando Pessoa e o General Humberto Delgado. O clima ameno, os políticos incorruptos, o papel higiénico preto da Renova, a competência e eficácia da Justiça, a pacatez, Florbela Espanca, a Via Verde, a cortiça, os pastéis de nata & as bolas de berlim, bolinhos de bacalhau, o chá verde Gorreana, Rosa Mota, os castelos, palácios e monumentos. Também Luís Vaz de Camões, Cjistiano Ronaldo, os sabonetes Ach. Brito, as rendas de bilros, a pasta medicinal Couto, a calçada portuguesa, José Saramago, Miguel Torga, o Eça, o Camilo… Pelos 1001 pratos de bacalhau, o atum Bom Petisco (**), Lili Caneças, as alheiras de Mirandela, Vista Alegre, Francis Obikwelu, as novelas da TVI, e etc., etc., etc.

** Alto Patrocínio desta crónica.