03 fevereiro, 2018

A VITÓRIA DA COMPETÊNCIA.


FC PORTO-BRAGA, 3-1

O ritmo alucinante a que o FC Porto está a realizar jogos desde o início de Janeiro e que originaram pseudo-quebras de rendimento nos jogadores, começou a criar “minhoquices” na cabeça dos adeptos e aproveitada por uma franja da comunicação social para inventar episódios dignos de novelas mexicanas, no sentido de alimentar a contestação e originar divisões entre os mesmos adeptos.

Estes, muito propensos a atender ao “diz-que-disse”, são os primeiros a quem aponto as minhas baterias. Nas redes sociais, nos cafés, no dia-a-dia ou em grupos mais restritos, na sua generalidade, estão sempre prontos para dar a alfinetada ou de faca afiada, muitas das vezes para chamarem a si o protagonismo de qualquer maneira, uma vez que as suas tristes vidas não lhes permitem os holofotes da fama.

É a típica mentalidade do “Zé Portuga” que eu abomino e na qual eu não embarco. Jamais! Isto não é ser portista. Isto é a teoria do “bota-abaixo”, da “pipoquice”, do assobio. Quando as coisas correm bem, querem aparecer em tudo o que é sítio; Quando correm mal, usam a sua faca e a sua língua venenosa para espalhar a discórdia, promover a divisão e criar factos e verdades alternativas.


Nesses momentos, os correios da dita, os pasquins da travessa da queimada e o bando de cartilheiros esfregam as mãos de contentes quando os ditos-adeptos do FC Porto se comportam da pior maneira possível. E aproveitam essas situações para incendiar e deitar mais achas para a fogueira. Há que mudar mentalidades, há que abrir os olhos a essa gente porque se este tipo de atitude e conduta é para continuar, mudem para a segunda circular. Lá há muito disso e são experts na matéria. Não tragam para cá essa virose.

Isto tudo agora porquê? Porque entre muitos comentários idiotas e pretensiosos que por aí tenho lido, ressaltam aqueles que estupidamente propalam que a equipa do FC Porto está fisicamente desgastada, com os jogadores completamente de rastos e sem conseguirem dar à equipa o que realmente ela precisa. Como se fossem uns entendidos na matéria…

Se assim é, então porque fez o FC Porto com o Sp. Braga o jogo que todos viram? Que grande disponibilidade física dos jogadores se viu esta noite no Dragão. Uma pressão alta desde a grande área contrária, com um bloco muito subido e com todos os jogadores a mostrarem uma disponibilidade e uma determinação para o jogo incríveis.

O jogo realizado esta noite no Dragão foi uma excelente propaganda para o futebol. Duas boas equipas em campo encheram o relvado e criaram emoções nas bancadas e na tv. Surgiu um Braga completamente renovado, cheio de vida e de entusiasmo, muito motivado para bater o pé ao Dragão. Que se passou há três jornadas atrás com o Braga? Parecia um Braga tão macio, tão meigo, tão amigo, tão subserviente…

O FC Porto apresentou um onze bastante ofensivo, muito idêntico ao apresentado em Moreira de Cónegos com duas alterações: Sérgio Oliveira (que grandíssimo jogo) surgiu no lugar de Óliver e Corona saltou para o onze relegando Paulinho para o banco. Outra novidade foi a primeira convocatória de Gonçalo Paciência que surgiu no lugar de Soares.

Um teste de grande exigência apresentava-se aos azuis-e-brancos depois da campanha de certa e específica comunicação social e dos adeptos desbocados que em nada contribuem para a promoção da modalidade. O jogo começou muito bem para o Dragão. A estratégia de Sérgio Conceição resultou muito bem, com a aposta numa pressão muito alta, com o bloco muito subido, impedindo a primeira fase de construção do adversário.


O Sp. Braga sentiu sérias dificuldades para fazer o seu jogo. Falhou muitos passes no seu meio-campo e perdeu muitas bolas no seu reduto. Tudo por culpa de um FC Porto completamente “roto” como diziam por aí uns palerminhas. Aos 5 minutos, o FC Porto desperdiçava a primeira oportunidade. Alex Telles cruzava para Marega e o maliano desperdiçava por cima da baliza. Depois foi Aboubakar a proporcionar uma defesa apertada a Matheus.

Mas aos 13 minutos, foi de vez. O FC Porto, determinado e bastante ofensivo, inaugurou o marcador. Cruzamento da esquerda de A. Telles (que jogador!) e Sérgio Oliveira (o homem do jogo) a cabecear com conta, peso e medida para o fundo das malhas. O mais difícil estava feito.

Os Dragões continuaram a jogar da mesma forma, mas o Sp. Braga tentou reagir. Numa incursão à área portista, os arsenalistas conquistaram um canto. Do mesmo, surgiu o empate obtido por Raúl Silva. Estavam decorridos 31 minutos de jogo. Reyes, na marcação ao central bracarense, falhou e o Braga atingia o empate. Aliás, o Braga já dispusera de um cabeceamento com perigo para a baliza de José Sá (outra portentosa exibição), bem como FC Porto poderia ter aumentado a vantagem.

A reacção do FC Porto não se fez esperar. O FC Porto continuou a asfixiar o Braga, a encostar os arsenalistas atrás e 8 minutos depois na cobrança de um canto, Alex Telles fazia a sua segunda assistência para o golo no jogo. Reyes de cabeça na grande área emendou o erro cometido uns minutos antes.

O intervalo chegaria mas nesta primeira parte, o FC Porto teve duas oportunidades para ampliar o marcador, no entanto a pontaria de Marega e Aboubakar não esteve no seu auge.

Na etapa complementar seria expectável uma reacção do Sp. Braga à impetuosidade dos Dragões na abordagem ao jogo. Mas os primeiros minutos, mostraram mais do mesmo. Um FC Porto agressivo, dono e senhor do jogo, atrevido e a jogar novamente com o bloco muito subido, remetendo o Braga para a sua área.


Só perto dos 60 minutos é que o Sp. Braga conseguiu respirar. A partir daqui o Braga tentava equilibrar a meio-campo e foi numa investida à área contrária que Paulinho, ponta-de-lança bracarense, cabeceou para a defesa da noite de José Sá. Que enorme defesa, que grandíssima actuação do guardião portista!

Sérgio Conceição decidiu mexer na equipa. Retirou Corona e colocou Paulinho. Houve alguma atrapalhação do jogador ex-portimonense nos primeiros minutos. Paulinho não estava a ocupar os espaços que Sérgio Conceição pretendia e depois de algum tempo a acertar pormenores, o jogador brasileiro cumpriu sem deslumbrar. É preciso dar tempo a um jogador que acabou de chegar a uma realidade diferente mas que tem todas as condições para vir a tornar-se num jogador importante na equipa. Guardem lá as facas e as línguas, por favor, pode ser?

Aos 73 minutos, o FC Porto acabou com o jogo. Numa jogada pelo lado esquerdo, Brahimi atrasou para Alex Telles e este (quem havia de ser?) fez a terceira assistência da noite. Aboubakar, depois de alguns jogos apagado, correspondeu de cabeça e fez o 3-1 final.

Brahimi foi substituído por Waris logo a seguir e depois Aboubakar cedeu o lugar a Gonçalo Paciência aos 84 minutos. O ponta-de-lança português ainda deu um ar da sua graça com um passe fabuloso a isolar Marega mas o maliano recepcionou mal a bola e o lance perdeu-se.

Aos 86 minutos, José Sá fez outra enorme defesa para canto, num remate fortíssimo de Danilo e, na sequência, Marega salvou um golo.


Destaques da noite:

Para Sérgio Oliveira que encheu o meio-campo com Herrera e fez um jogo impressionante. Talvez a melhor exibição da sua carreira coroada com um golo cheio de oportunidade. Uma bela surpresa e mais um jogador para o futuro.

Para Alex Telles com três soberbas assistências para o golo e para a forma como joga. Um jogador completo na verdadeira acepção da palavra.

Para Ricardo Pereira que fez um jogo muito bom, percorrendo a ala de lés-a-lés sempre com um ritmo altíssimo. Em grande forma.

Para o regresso de Gonçalo Paciência que todos esperamos que seja o próximo ponta-de-lança de referência do FC Porto.

E o último, mas não menos importante, para a grande atitude competitiva da equipa que calou os muitos parolos que por aí andam só para descascar e desancar numa equipa que precisa é do apoio permanente e dispensa os habituais comentários idiotas.

Os destaques pela negativa não vou abordar. Falar mais do mesmo? Do padre e do VAR de serviço que erraram estrondosamente mais uma vez? Das três possíveis grandes penalidades e da dualidade de critérios habitual? Hoje vou dar descanso aos meus dedos nessa matéria. Estou cansado disso mas não ando a dormir!

Teste aprovado com distinção! O jogo serviu também para ver que a equipa está pronta para o próximo e importante jogo a realizar na Quarta-feira para a Taça de Portugal. Primeira mão das meias-finais da prova frente ao Sporting a disputar-se no Estádio do Dragão.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Foi uma boa propaganda ao futebol português”

Vantagem curta ao intervalo
“Foi uma boa propaganda ao futebol português, um bom jogo entre duas boas equipas, mas entrámos de maneira forte, agressiva, a tentar ao máximo condicionar o Braga no seu início de construção. E acho que conseguimos, fizemos uma primeira parte fantástica, muito bem conseguida – a equipa esteve muito coesa, a saber onde e como condicionar o adversário. Fizemos o golo e tivemos duas ou três oportunidades para alargar a vantagem. Depois, sofremos o empate numa bola parada, mas não baixámos de intensidade, fomos à procura da vantagem e acho que ter ido ao intervalo a vencer pela margem mínima é curto para o que fizemos. A equipa esteve muito bem em temos da dinâmica ofensiva e a condicionar o Braga, que dificilmente ligou com critério durante a primeira parte. De facto, interpretou na perfeição a nossa estratégia para o jogo.”


Resultado merecido
“A segunda parte foi mais dividida, também entrámos de forma forte, tivemos uma ou outra situação no último terço. Depois fizemos o 3-1, demos um bocadinho da iniciativa ao Braga, um pouco por estratégia e as minhas substituições foram nesse sentido. Fizemos um jogo muito bom, ganhámos com justiça a uma boa equipa, com um público fantástico e a equipa de arbitragem não esteve mal – podemos discutir um lance aqui ou acolá, mas isso faz parte. ”

Balneário com saúde
“Temos 24 titulares. O Sérgio Oliveira já foi titular noutros jogos teoricamente mais difíceis. Na semana passada, achei que ao lado do Herrera devia ser alguém com as características do Óliver. Achei que hoje o Sérgio encaixaria bem, diariamente tem tido um comportamento fantástico nos treinos. Uma palavra para quem ficou de fora. Hoje ficaram três jogadores de fora, não me posso esquecer do André André e do Danilo, que estão lesionados. Todos são importantes, houve uma reação fantástica ao nosso golo, todos os jogadores estão com um espírito muito bom e nada que vem de fora nos vai perturbar, nenhuma notícia ou desconfiança. O nosso balneário respira saúde naquilo que é o espírito entre os jogadores.”



RESUMO DO JOGO

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