Factor sorte decisivo no derby portuense

FC Porto 1-2 Boavista

Liga Intercalar 2008/09
30 de Dezembro de 2008
2ª jornada do Campeonato de Primavera (zona norte)

Estádio do CTFD PortoGaia, no Olival

FC Porto: Ventura «cap.»; Ivo Pinto, Rafhael, Tengarrinha e Massari; Sérgio Oliveira, Ramon e Josué; Chula, Alexander e Diogo Viana.
Substituições: Ramon por Amorim (46m), Chula por Caetano (46m) e Alexander por Claro (46m), Ivo Pinto por Bosingwa (75m) e Rafhael por Roberto (80m).
Não utilizados: Ruca.
Treinador: Rui Barros.

Boavista: Pedro Trigueira; Zâmbia, Bruno Pinheiro «cap.», François e Pedrosa; Diogo Leite, Bruno Monteiro e Ivan; Benvindo, João Tomás e Diogo Fernandes.
Substituições: João Tomás por Rui Carvalho (46m), Bruno Monteiro por Nuno Moreira (50m), Bruno Pinheiro por João Marques (59m) e Benvindo por Nelson (77m).
Não utilizados: Sérgio Leite; João Reis e Fábio.
Treinador: Rui Bento.

disciplina: cartão amarelo para Diogo Leite (45m) e João Marques (90m).

golos: Diogo Leite (16m), Benvindo (46m) e Tengarrinha (74m).

A tarde até se pôs agradável, mas o sol que se viu no Olival não brilhou, definitivamente, para o lado do FC Porto, que acabou por sair vencido (1-2) do derby portuense desta terça-feira, frente ao Boavista, a contar para a Liga Intercalar. Os visitantes marcaram na sequência de dois lances de alguma sorte e nem o golo de Tengarrinha foi suficiente para alterar o rumo da partida.

Já apurados para os quartos-de-final, os Campeões de Inverno da competição surgiram muito bem no encontro, revelando especial firmeza e entrega. No entanto, acabaram por sofrer um golo logo aos 16 minutos, num lance fortuito. A bola sobrou, acidentalmente, para Diogo Leite, que atirou, sem hipótese de defesa, para o fundo das redes guardadas por Ventura.

Ainda na primeira metade do desafio, referente à 2ª jornada do Campeonato de Primavera (Zona Norte), os azuis e brancos podiam ter empatado, por intermédio de Josué; porém, do livre apontado pelo nº 10 portista resultou apenas a sensação de que a bola tinha entrado na baliza contrária.

Os Dragões regressaram do intervalo com elevada determinação para alterarem os números do marcador, mas seriam os visitantes a concretizar novamente, desta feita por Benvindo, que beneficiou de um ressalto para efectuar o remate. Sorte, mais uma vez, para o Boavista.

Tengarrinha ainda reduziu para o FC Porto, aos 74 minutos, na marcação exímia de um livre directo; ainda assim, a força de vontade dos jogadores azuis e brancos não chegou para alterar o desenlace do jogo.

fonte: fcporto.pt

Confira aqui o calendário desta nova competição no seu site oficial.

30 dezembro, 2008

A noite mais bela do «Américo de Sá»

Segunda-feira, 12 de Abril de 1999. É para esta data que a máquina do tempo nos levará neste exacto momento. Mas não pretendo alterar nada no passado (não tenho os mesmos propósitos de Marty McFly e do Dr. Emmett L. Brown na trilogia «Regresso ao Futuro»), apenas procuro reviver as emoções sentidas nessa tarde-noite. E que emoções…

Nesse dia o FC Porto (futebol) de Fernando Santos preparava mais uma jornada que nos havia de levar ao pentacampeonato. Ao mesmo tempo o Porto (basquetebol) de Alberto Babo preparava o play-off que nos levaria ao título Nacional enquanto o Porto (hóquei) de António Livramento (faleceria poucas semanas após a glória) preparava a fase final do Nacional que também nos daria o título 8 anos depois. Este texto, é no entanto, para destacar o título que iria chegar, exactamente, nesse mágico dia de 12 de Abril, o do nosso andebol que há 31 anos não o conseguia alcançar. 1999 é pois o ano do 1º pleno das modalidades de maior visibilidade em Portugal, futebol, andebol, basquetebol e hóquei em patins (nesse ano o Porto ganhou também na Natação). Irrepetível, diriam alguns. Mas não. Cinco anos depois o Porto repetiu a façanha na gloriosa temporada da vitória em Gelsenkirchen (2004). É o sistema, diria o outro...

Voltemos ao 12 de Abril de 1999. Chego às imediações do Américo de Sá e logo na chegada vislumbro exactamente atrás de mim, o automóvel conduzido pelo nosso técnico José Magalhães. Um bom prenúncio, pensei. Antes de entrar no pavilhão encontro um colega de curso e confraternizamos um pouco. Moderadamente optimistas, diríamos um ao outro. É que pela minha cabeça passavam 1001 histórias do nosso andebol em jejum desde 1968 (ano do nosso último título). Na verdade e, desde que dedico atenção ao fenómeno desportivo (meados da década de 80), facilmente recordo campeonatos que o nosso andebol perdeu de forma dramática no último jogo, ora por infelicidade, ora por nervosismo, mas principalmente por factores alheios que me escuso de referir neste texto de recordação da mais bela noite vivida no nosso já demolido pavilhão Américo de Sá.


Com elevada ansiedade entro no pavilhão que até à hora de início de jogo enche por completo. Nunca o pavilhão das Antas tinha registado tamanha enchente. Falam em 7 mil pessoas!!! Era este o momento, pensei. Tinha que ser. O adversário era o ABC de Donner e no plantel Bracarense estava Carlos Resende, o melhor jogador luso de sempre (é hoje o nosso actual treinador). Não era a última jornada pois o FC Porto ainda ia receber o Sporting mas neste jogo estava proibido de perder. O empate deixava-nos ainda em vantagem mas com obrigação de ganhar ao também candidato Sporting enquanto (só) a vitória neste jogo nos dava de imediato o título que tanto ansiávamos. O FC Porto era uma equipa muito jovem com muito menos potencial (na teoria) que ABC e Sporting mas surpreendeu na fase final indo ganhar a Braga e a Alvalade (tínhamos ganho também em casa ao Belenenses e ganharíamos ainda ao Sporting nas Antas 5 dias depois desta memorável noite que neste post hoje destacamos) e tendo agora esta possibilidade magnífica de fazer história frente ao campeão do ano transacto, ABC de Braga.

O jogo esteve sempre muito equilibrado (ao intervalo vencíamos por 10-8) mas o público nunca deixou de acreditar mesmo quando o ABC passou para a frente (14-15) à entrada dos últimos 10 minutos. Ricardo Costa, assistido pelo genial Eduardo Filipe, fez o empate e depois Kavalenka com 2 golos fantásticos deu-nos uma vantagem de 2 golos (17-15) que o ABC ainda conseguiu reduzir. Com os níveis de ansiedade a provocarem constantes erros dos 2 lados, Kavalenka comete um erro e permite a última posse de bola aos Minhotos. Sentiu-se um silêncio sepulcral no até aí eufórico pavilhão. Nessa altura juro que fraquejei. O coração batia de forma assustadora e antevi mais uma desgraça. Mas não! Aquela era mesmo a nossa noite! O remate a 2 segundos do fim de Carlos Matos é defendido de forma heróica por Sérgio Morgado e depois, depois, meus amigos, foi a loucura, saltamos, gritamos, exultamos e choramos de forma absolutamente inesquecível. Com as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto assisto depois à festa no recinto de jogo já invadido pela multidão. A mais bela noite do Américo de Sá…


O título que faltava a Pinto da Costa, também ele, presente no pavilhão e também ele emocionado a falar à RTP que deu o jogo em directo no canal 2. O FC Porto ganhou ao ABC por 17-16 e foi, finalmente, campeão Nacional de Andebol, 31 anos depois. No dia seguinte cheguei quase afónico ao meu local de trabalho e notei que alguns Portistas nem sabiam o que tinha sucedido na noite anterior. Não sabem o que perderam nessa noite. São momentos que jamais se apagarão da nossa memória. Momentos que gosto de partilhar. Momentos que deixaram vingadas muitas gerações de jogadores do andebol azul e branco impedidas da glória por factores obscuros. Momentos que fizeram o nosso Presidente chorar. Momentos em que se sente que um público levou uma equipa à glória. Momentos em que se obtém a resposta à pergunta: «porque alguém sofre tanto por este clube?»

De seguida, ficam os marcadores de golos do FC Porto nesse jogo e os restantes nomes dos jogadores, treinadores e directores que fizeram parte desta gloriosa época, e, principalmente, um VÍDEO com os momentos que atrás descrevi e a grande festa no final. Espero que gostem. Um agradecimento especial ao Mr. Cosmos que teve a amabilidade de o colocar «on-line» através da cassete vídeo «vhs» que estava guardada no meu arquivo, juntamente com os jornais, «JN» e «OJOGO» que digitalizei para poderem apreciar as capas do dia seguinte a essa conquista. Vale mesmo a pena recordar estes momentos através do vídeo de 18 minutos com os momentos finais do jogo (os últimos 7 minutos com 15-15 no marcador).


[ para visualizar outros vídeos do blog, podes CLICAR aqui ]

Jogadores do FC Porto: Eduardo Filipe (5 golos), Siarhei Kavalenka (5), Ricardo Costa (3), Dragan Bogdanovic (2), Ricardo Tavares (1), Rui Rocha (1), Sérgio Morgado, Danilo Ferreira, Manuel Arezes, Mário Soares, David Tavares, Hugo Vaz, Ricardo Candeias, José Pedro Coelho, Leandro Couceiro, Bruno Oliveira, Pedro Eliseu e Jorge Ribeiro. Treinador: José Magalhães; adjuntos: Luís Graça e Joaquim Capela. Responsável de Competição: João Moreira. Fisioterapeuta: Zaliston Torres. Directores da Secção: Nelson Almeida, Rui Monteiro, Carlos Gomes, Gil Santos, Fernando Reis e Sousa Ribeiro.

O FC Porto terminou este inesquecível campeonato (fase final) com 30 pontos, mais 3 que o ABC, mais 6 que o Sporting e mais 8 que o Belenenses.

Em apontamento final seguem duas questões para os leitores:

  • 1) Onde estava neste dia e que importância teve para si esta histórica conquista da nossa equipa de andebol?
  • 2) Ao ver o vídeo conseguem sentir a incrível emoção que existia naquele pavilhão e acreditam voltar a viver momentos daqueles no futuro «dragãozinho»?
Se eu tivesse que responder, diria que estive lá, no local da glória, no nosso pavilhão a sentir todas aquelas emoções ao vivo. Quanto à importância do feito alcançado basta sentirem o intenso prazer com que escrevo sobre este momento. Quanto à emoção que lá se viveu foi, de facto, tremenda e é mesmo isso que desejo para o novo pavilhão, glórias, glórias e mais glórias!!!

Agora que 2008 se despede e 2009 está já aí, fica o meu desejo de um excelente novo ano para todos os Portistas. E que 2009 nos proporcione, de novo, todas aquelas alegrias vividas em 1999... mais um pleno nas modalidades no ano de inauguração do Dragãozinho seria absolutamente inesquecível. Eu acredito!

PS - este fim de semana apenas o basquetebol esteve em actividade tendo o FC Porto ganho, facilmente, ao Atlético por 119-55. A análise a este jogo mais o resumo da partida de hóquei em patins do próximo sábado (FC Porto-HC Braga, 18h) ficarão para a crónica da próxima terça feira, dia 6 de Janeiro.

# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal

29 dezembro, 2008

2008 - Ano do Dragão

O ano de 2008 está quase no fim. Aproveitando este facto, gostaria de realçar alguns nomes e factos que, do meu ponto de vista, marcaram o ano do Dragão. Obviamente, que aceito ser muito difícil colocar num único post tudo aquilo que de bom nos aconteceu este ano (2ª metade da época 2007-2008), no entanto vou tentar fazer um pequeno resumo do que foi o desempenho do nosso FC Porto no ano que agora termina.

É quase impossível falar do FC Porto campeão 2007-2008 sem referir o nome de Lisandro López. Todos os adjectivos para classificar este jogador são poucos… a combinação entre força, concentração, raça, determinação, técnica e velocidade culmina num só nome: LISANDRO. A excelente época transacta valeu-lhe o título de melhor marcador da Liga Portuguesa, com 24 golos marcados em 27 jogos efectuados. Actualmente, é dos jogadores que mais admiro neste plantel do FC Porto… porque tem qualidade e esforça-se dentro do campo, nunca virando a cara à luta. Apesar de estrangeiro, sente o clube como muitos outros se calhar não o sentem…

A sua saída conturbada do clube, com algumas declarações bem infelizes e de que até o próprio se já deve ter arrependido, não deve apagar (penso eu…) a excelente época que Ricardo Quaresma realizou de Dragão ao peito. Do plantel todo, foi dos jogadores mais utilizados, sendo muito influente na manobra ofensiva da equipa. Quaresma é sinónimo de magia, irrequietude, e até algum deslumbramento. Quaresma não é seguramente sinónimo de estabilidade, esquemas tácticos, acções defensivas e maturidade. Talvez por tudo isso, o “difícil” Calcio não tem sido pêra doce para o “Ciganito”. No entanto, de uma coisa não nos devemos esquecer: uma equipa não pode ser só feita de operários… também é preciso magia, espectáculo e amor ao risco.

O ano de 2008 serviu também para confirmar (se dúvidas houvessem) a capacidade futebolística de 3 jogadores portugueses que não se impuseram logo nos primeiros anos de Dragão ao peito: Meireles, Alves e Bosingwa foram fundamentais no título do ano passado. Subiu imenso a minha consideração por cada um destes jogadores. Já não tenho qualquer dúvida da qualidade e influencia de Meireles no meio–campo, da bravura e sobriedade de Alves no entro da defesa e do excelente lateral–direito em que Bosingwa se transformou. Estes são casos evidentes de jogadores a quem só lhes fez bem vestir as cores do Dragão. É que o FC Porto consegue sempre retirar o máximo dos jogadores de que dispõe… tudo isto porque é um clube com dirigentes e treinadores inteligentes.

Além dos nomes aqui destacados, outros poderiam ser referidos, como Lucho ou Assunção, no entanto, a minha análise não utiliza apenas critérios desportivos. Por isso, fico por aqui no que toca a destaques individuais.

Relativamente à Liga Portuguesa, foi um ano de completo domínio azul e branco. A superioridade foi tanta que até nem houveram jogos de grande dificuldade para os “muito superiores” azuis e brancos. Relativamente às equipas do trio da frente, o FC Porto fez um bom campeonato, vencendo Guimarães por duas vezes e Sporting por uma. Apenas frente ao Nacional o FC Porto sentiu imensas dificuldades, perdendo os dois jogos efectuados. Tudo o resto, foi um autêntico passeio para os campeões nacionais.

No que toca à Europa, o momento que mais marcou o universo azul e branco foi sem dúvida o jogo da 2ª mão dos oitavos–final da Liga dos Campeões disputado no Dragão frente aos alemães do Schalke 04. Depois de uma derrota na Alemanha por um golo de diferença, o FC Porto teria de vencer por dois de diferença para seguir em frente na prova. Foi um jogo duríssimo, com os alemães a defenderem intensamente durante o jogo quase todo. O FC Porto atacou de todas as formas e feitios, pela esquerda, pela direita, pelo centro… e apenas logrou atingir o golo aos 86 minutos de jogo através de um fantástico pontapé de Lisandro (o argentino mais uma vez decisivo!). Estava empatada a eliminatória e seguia-se o prolongamento. Num jogo cada vez mais emocionante, o FC Porto esteve à beira de marcar no prolongamento o golo que lhe daria a passagem à próxima fase da maior competição europeia de clubes através de Quaresma, o internacional português cara-a-cara com Neuer (não me esqueci do nome do nosso “carrasco”) fez o mais difícil e desperdiçou uma belíssima oportunidade para resolver a eliminatória. A decisão da eliminatória seguia para os penalties. Depois, uma noite histórica de Neuer parou o FC Porto… ainda hoje, tenho a sensação amarga de que poderíamos ter ido muito longe nessa competição, mas enfim!

Por fim, aproveito para desejar a todos os colaboradores e leitores deste blog um excelente ano novo com votos dos maiores sucessos profissionais e pessoais!

Abraço a todos,
RCBC

Parabéns, Bruno Rocha!

São os votos do bLuE bOy, Lucho, Estilhaço, Paulo Pereira, MrCosmos, Bruno Pinto,
Heliantia, PortoMaravilha, Tiago, Sodani, RCBC, Dragon Soul, Fokinha e CJ.

- Parabéns companheiro! E desculpa qualquer coisinha, por te descobrirmos a careca. Pica o play... -

28 dezembro, 2008

Parabéns, Presidente Jorge Nuno!

Parabéns a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida

Hoje é dia de festa
cantam as nossas almas
para o Jorge Nuno Pinto da Costa
uma salva de palmas

E é assim que começo mais um artigo, cantando os parabéns (merecidos!) ao Grande Homem do futebol, Jorge Nuno Pinto da Costa.

São 71 anos de vida... 26 deles à frente dos destinos do Maior Clube do Mundo; o Futebol Clube do Porto.

Parece que Dezembro é um mês de grandes feitos: nasceu Jorge Nuno Pinto da Costa, mas foi também em igual mês do ano de 1981 que foi convencido pelos Amigos a candidatar-se à presidência do Futebol Clube do Porto.

Invejado por uns, idolatrado por outros, Pinto da Costa, é sem dúvida um dos maiores Presidentes de futebol de todo o mundo.

Nos seus 26 anos de mandato, Pinto da Costa consta com um palmarés... imbatível:

Futebol
2 Taças dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões (1987 e 2004)
1 Supertaça Europeia (1987)
1 Taça UEFA (2003)
2 Taças Intercontinentais (1987 e 2004)
16 Campeonatos Nacionais (cinco deles consecutivos, de 1994 a 1999, constituindo um marco inédito no futebol português)
9 Taças de Portugal
14 Supertaças Cândido de Oliveira

Andebol
4 Campeonatos Nacionais
1 Taças de Portugal
1 Taças da Liga
4 Supertaças

Basquetebol
5 Campeonatos Nacionais
10 Taças de Portugal
4 Taças da Liga
4 Supertaças

Hóquei em Patins
2 Taças dos Campeões Europeus (1986 e 1990)
1 Taça das Taças (1982 e 1983)
2 Taças CERS (1994 e 1996)
1 Taça Continental (1987)
17 Campeonatos Nacionais
12 Taças de Portugal
15 Supertaças António Livramento

Outros
4 títulos no boxe
2 títulos no halterofilismo
11 títulos na natação
2 títulos no voleibol
dezenas de títulos nas camadas jovens das diversas modalidades

Não hajam dúvidas... são 26 anos da sua vida fartos de feitos históricos.

Esperemos que continue muito mais tempo à frente dos destinos do FC Porto e que continue a ser como sempre foi até hoje. Por fim, o meu desejo que os invejosos e os prevaricadores que o tentam prejudicar, o façam ainda crescer mais como pessoa e como líder.

Presidente, Parabéns por mais um ano de vida!

Saudações azuis e brancas,
Sodani

ps - a todos vocês, um óptimo ano de 2009 e que o FC Porto ganhe tudo o que houver para ganhar.

28Dez2008, capas da imprensa

coluna de opinião do Hugo Sousa (oJogo) já disponivel na caixa de comentários

27 dezembro, 2008

Esquerda frágil

O FC Porto deve procurar um lateral-esquerdo na reabertura de mercado - essa é a sugestão deixada pelos adeptos a quem foi proposto que apontassem o ponto mais frágil da equipa. Não houve grandes dúvidas quanto a isso, atendendo à margem esmagadora que separa o lado esquerdo da defesa das outras posições consideradas. Mesmo assim, esgravatando os resultados do inquérito, é nas laterais que, aos olhos dos adeptos, as coisas não estão bem: se a esquerda vence sem grande oposição, não deixa de ser curioso registar que os adeptos também não confiam muito na direita. Como encaixe das peças, talvez seja legítimo lembrar que foi por causa dessa instabilidade, de um e outro lado, que Jesualdo só conseguiu repetir uma vez a equipa em dois jogos consecutivos. E há mais: sendo mais fácil encontrar opções de mercado para a direita, e na eventualidade de considerarem uma contratação, agora ou mais tarde, os responsáveis portistas ainda não se decidiram sobre o lado a reforçar. Direito ou esquerdo?

Fucile será sempre uma alternativa credível para a esquerda, a única que resultou nos últimos anos, apesar da longa lista de tentativas. Desse modo, encontrar um bom rival para Sapunaru, libertando Fucile em definitivo, não é um cenário a descartar. Pedro Emanuel, apesar de esforçado e sem negar a importância que teve para serenar a equipa num momento conturbado, será sempre uma adaptação de risco. Viu-se isso nos últimos jogos, percebendo-se que a experiência não consegue iludir por completo a falta de rotinas, de velocidade e de capacidade atacante para dar resposta a todos os problemas.

Com o aval dos adeptos, expresso em votação esmagadora, será esta a principal dúvida a alimentar na fase de mercado: contratar ou não? Como sempre acontece, nesta e noutras fases, e apesar de alguns nomes já disparados se encaixarem na necessidade - Cissokho (Setúbal) é lateral-esquerdo; Miguel Lopes (Rio Ave) é lateral-direito -, os portistas continuam a dar a mesma resposta: se surgir um bom negócio...

Valente problema

Desde Nuno Valente que o FC Porto ainda não encontrou um lateral-esquerdo que tenha conseguido fixar-se no onze e parecer imune às críticas. Em quatro temporadas foram contratados oito esquerdinos de raiz, mas a verdade é que a posição tem sido ocupada, na maioria, por jogadores adaptados. Fucile, Pedro Emanuel, Ricardo Costa são apenas alguns exemplos. Benítez é o caso mais recente de aparente insucesso na busca por um lateral-esquerdo.

Últimas tentativas

Areias (Beira-Mar) 2004/05
Rossato (Nacional) 2004/05
Cech (Sparta Praga) 2005/06
Leandro (Cruzeiro) 2005/06
Ezequias (Académica) 2006/07
Lucas Mareque (River Plate) 2006/07
Lino (Académica) 2007/08
Benítez (Lanús) 2008/09

§ Hugo Sousa/Carlos Gouveia n'O Jogo de 26Dez2008

26 dezembro, 2008

Falemos dos Nossos Heróis...

Época de festividades, futebol luso parado, escasseiam os temas sobre os quais escrever. Proponho então algo diferente para esta semana. E se todos pensássemos no onze portista que mais nos marcou e partilhássemos com toda a gente aqui no blog? Jogadores que deixaram a sua marca de dragão ao peito e que permanecem no nosso imaginário. Aqueles que, quando pensámos na suprema história do FC Porto, nos vêm naturalmente à cabeça. Parece-me bem!

Pela minha parte, falarei apenas dos jogadores que vi realmente jogar, sensivelmente a partir do começo da década de 90. Pelo que, lamentavelmente, nomes como Hernâni, Cubillas, Pavão, Oliveira, Frasco, Madjer, Futre, Gomes, Sousa, Mlynarczyk, Geraldão e tantos outros que pontificaram no clube numa fase anterior, não serão mencionados, mas apenas por não os ter visto actuar, a não ser através de gravações. Por outro lado, a minha selecção será efectuada, não necessariamente pela qualidade, mas sobretudo pela admiração nutrida por cada um deles. Jogadores actuais também estarão à consideração.

Na baliza, o incontornável Vítor Baía. Melhor guarda-redes português de todos os tempos, futebolista mais titulado do planeta ainda hoje, um atleta de excepção, com uma carreira verdadeiramente impressionante, que só um sargentão com a mania que é ditador impediu que fosse ainda mais rica. Apenas o polaco Mlynarczyk pode rivalizar com ele enquanto melhor guardião da história do clube. Eu fico-me com Baía, um homem que simboliza a classe e elegância dentro e fora do campo.

Como lateral-direito, destaco o tridente composto por João Pinto, Paulo Ferreira e Bosingwa. João Pinto é o eterno capitão e continua a ser um dos nossos maiores símbolos, sendo detentor de um palmarés magnífico e tendo estado presente nos grandes triunfos da década de 80. Paulo Ferreira foi o titular na equipa de José Mourinho que encantou a Europa, patenteando sempre um rendimento elevadíssimo e levando mesmo o agora treinador do Inter a considerá-lo o então melhor lateral-direito do mundo. Desde que partiu, nunca mais foi o mesmo. A minha escolha recai em Bosingwa. Actualmente titular indiscutível do poderoso Chelsea, é um dos melhores mundiais na sua posição e enquanto cá esteve foi uma autêntica máquina a carburar pela faixa direita. Na minha opinião, não houve melhor que ele.

No lado oposto do sector mais recuado, Nuno Valente. Numa posição onde tradicionalmente a qualidade não abunda, julgo que o antigo internacional português foi o melhor. Ganhou inúmeros títulos nacionais e internacionais, jogou sempre ao mais alto nível enquanto foi um dos nossos e merece a minha admiração. Outros dois que sempre me agradaram e que gostava de destacar foram Esquerdinha e Fernando Mendes.

Os centrais sempre constituíram historicamente uma das principais forças do clube. A escolha é complicada pela abundância de jogadores de nível mundial que passaram ou ainda estão no FC Porto. Ainda assim, do meu ponto de vista, Aloísio e Ricardo Carvalho estão num patamar superior aos demais. O primeiro foi internacional brasileiro e era a classe em forma de jogador de futebol. Central absolutamente soberbo, jogou épocas a fio sempre com um desempenho irrepreensível e tornou-se num dos transportadores da apregoada mística portista. O segundo continua a ser um dos mais categorizados centrais do futebol mundial. Forma com Terry no Chelsea uma das melhores duplas e, em termos de classe, inteligência e eficiência, é semelhante a Aloísio. Ganhou tudo no FC Porto, tendo inclusivé sido nomeado para a melhor equipa da Champions de 2003-04, que aliás conquistou. Só a categoria deste duo, explica a exclusão de jogadores como Fernando Couto, Jorge Costa, Jorge Andrade, Pepe ou Bruno Alves, todos eles centrais reconhecidos internacionalmente.

Para médio-defensivo a escolha também não se me afigurou fácil, pela quantidade de grandes intérpretes que por aqui desfilaram. Desde o guerreiro André ao fenomenal Paulo Assunção, passando por Doriva, Paredes, Costinha e Pedro Mendes, todos, com distintas características, me encheram as medidas e contribuíram para muitos sucessos e alegrias. Um nome, porém, se destacou: Emerson. Era uma verdadeira força da natureza, um poderoso carregador de piano, que roubava bolas de modo inigualável e saía a jogar com critério. Orientado por Bobby Robson, foi o melhor 'trinco' que me lembro de ver no FC Porto.

Na posição 8, entre os médios defensivo e ofensivo, não precisei de pensar muito para chegar a Lucho González, o nosso actual maestro e melhor jogador. Um centrocampista de elite, que faz da inteligência e da forma como interpreta o jogo colectivo as suas grandes virtudes. Quando está na plenitude das suas capacidades, exibe uma qualidade fora-de-série para o nível do futebol nacional e é decisivo para o bom funcionamento do conjunto portista. Maniche aparece logo a seguir. Realizou duas épocas maravilhosas no clube (a terceira já não foi tão boa), venceu tudo o que havia para vencer e continua a ser, quanto a mim, um dos melhores médios de transição do mundo.

Deco. "É o número 10, finta com os dois pés, é melhor que o Pelé, é o Deco allez allez". É o melhor jogador que alguma vez vi actuar de dragão ao peito. O verdadeiro fantasista, criador de jogo, pensador do futebol ofensivo, vedeta maior da equipa que arrebatou a Taça UEFA e Liga dos Campeões em épocas consecutivas. Foi eleito o melhor médio-ofensivo da Champions de 2003-04, brilhou no FC Porto como nenhum outro, protagonizando sublimes lances de génio, continuou a fazê-lo no Barcelona e, hoje em dia, é um dos principais destaques do Chelsea e da Selecção Nacional. Uma estrela à escala planetária. Mágico! Timofte, Zahovic e Alenitchev também continuarão a fazer parte das minhas melhores recordações.

Como extremo-direito, houve alguns nomes que me marcaram, não só pela sua qualidade individual, mas também pelo que deram ao clube. Jaime Magalhães, Edmilson, Sérgio Conceição e Quaresma fazem parte desse lote. Mas o meu preferido sempre foi Capucho, o eterno incompreendido, amado por uns e odiado por outros, ou quiçá, amado e odiado pelos mesmos, dependendo dos dias... Não se esforçava por aí além, não raras vezes parecia distante do jogo, mas com a bola nos pés era uma delícia, um dos últimos poetas do nosso futebol. Era o homem dos grandes golos, de execução primorosa, ao alcance somente dos predestinados.

Drulovic surge na ala esquerda. Marcou muitos e bons golos mas notabilizou-se sobretudo como magnífico assistente. Produziu infinitas jogadas extraordinárias, dando de bandeja golos atrás de golos ao ponta-de-lança de serviço. Foi um dos melhores canhotos que já passaram pelos nossos relvados. A trivela era a sua imagem de marca. Merece estar nos melhores de sempre do clube. O supersónico brasileiro Artur e o goleador Derlei, que com Mourinho jogava descaído para a esquerda, também nunca serão olvidados por mim.

Avançados de extrema categoria foi coisa que nunca nos faltou. O insuperável Jardel, goleador por excelência, com marcas incríveis e que nunca se escondia nos jogos decisivos, é o dono do lugar central do ataque. Foi um autêntico predador de área, o seu faro pelo golo era algo fora do normal. Foi com a camisola do FC Porto que se converteu num dos melhores pontas-de-lança do mundo e num dos melhores goleadores da história do futebol português. Está no meu coração e foi com mágoa que o vi acabar para o futebol (de alto nível) no Sporting. Para mim, será sempre o Super-Mário. Outros avançados que merecem figurar no 'Hall of Fame' azul e branco são Kostadinov - foi o melhor enquanto cá esteve -, Domingos, McCarthy e Lisandro, o nosso presente bombardeiro.

No banco, como não poderia deixar de ser, José Mourinho. A forma como saiu do clube não apaga o trabalho excepcional enquanto esteve aos comandos do navio. Realizou duas épocas inolvidáveis, ganhando títulos impensáveis, e aqui se começou a perfilar como o melhor treinador de futebol do planeta. Diga-se o que se disser, como ele não há nenhum. É o melhor. Falam-me de José Maria Pedroto como outro mago do treino e da liderança, mas esse infelizmente não tive oportunidade de conhecer. O inglês Bobby Robson também me deixou imensas saudades, pela forma intensa como vivia o jogo e pelo futebol espectacular que pôs a equipa a praticar, ganhando títulos.

São estes os meus heróis, desde que me tornei adepto de futebol e seguidor do mágico Futebol Clube do Porto. Digam agora de vossa justiça. Boas Festas a todos!

26Dez2008, capas da imprensa

coluna de opinião do Rui Moreira (aBola) já disponivel na caixa de comentários

24 dezembro, 2008

Um conto de Natal

Como é Natal não vos vou importunar com links nem frases tipo 'estamos no bom caminho', ou 'de eliminados a primeiro lugar no grupo', ou 'de excelente recuperação na liga', ou 'de estamos ainda em todas as frentes', ou 'de o onze base estar cada vez mais como o aço', ou 'de o Licha recomeçar a marcar', ou ainda 'de o Hulk e do Cebola estarem cada vez mais integrados'.
Responder-me-iam, provavelmente, que a culpa é do Prof. que lenta e pacientemente está a forjar uma equipa coesa capaz de lutar pelo título e sabe-se lá mais o quê.
Não senhor! Deixemo-nos, por agora, dessas coisas.
Enfim, como é Natal e eu sei que ainda tem que ir comprar as meias ou os chinelos para as prendas da ordem, fica assim aqui um conto (não confundir com 5 Euros) alusivo à época.

Um Portista de meia-idade contemplava, como de costume, a imponência do Estádio do Dragão, num belo e tranquilo amanhecer de véspera de Natal.
Pela indumentária azul e branca que orgulhosamente envergava era, naturalmente, alvo da imensa curiosidade dos turistas e visitantes de outros lugares.
Naquele dia com aquele nascer do sol aproximou-se uma jovem que lhe colocou a questão habitual:
- O senhor é o Pai Natal?
- Não menina, sou Portista.
- Portista?
- Sim menina, com muito orgulho!
- Um verdadeiro Portista?
- Mas claro!!!
- Há muitos anos?
- Sim, quase todos os dias faço a minha visita ao Dragão e este retribui sempre a minha dedicação.
- E o que é isso de ser Portista?
- É assistir aos jogos sabendo que a equipa joga sempre para ganhar sem esperar que as coisas se façam por outro lado!
- É lutar contra os invejosos e oportunistas, não viver do passado e acreditar que o dia de amanhã será sempre melhor do que o dia de hoje!
- É dedicar os nossos títulos aos nossos adversários pois sem eles não seriam tão deliciosos e eles sabem que pró ano há mais!
- É saber que as nossas vitórias não são duradouras. Queremos mais. Queremos sempre muito mais!
- É não admitir, de maneira alguma, ser pouco incompetente. Temos que ser sempre competentes!

Entretanto o pai da tal jovem, que se tinha deslocado uns metros para tirar umas fotos, acerca-se e pergunta à filha:
- Então, já sabes o que queres para prenda de Natal?
Resposta pronta da jovem com um sorriso de encher os olhos:
- Sim Pai, quero ser Portista!!!

Um Bom Natal para todos!
E, conselho do Rato, se virem por aí alguém equipado de vermelho e branco não lhe atirem um sapato.
Atirem-lhe antes... (o) flores.
É que pode ser o Pai Natal.
Oh! Oh! Oh!

23 dezembro, 2008

Perder um jogo, ganhar uma equipa...

Faltavam 8 segundos e Marcus Watts tinha a bola na mão para 2 lances livres, o pavilhão acreditava ainda num final feliz, Watts converte os 2 lançamentos e empata o jogo. Olho outra vez para o cronómetro e sinto as mãos transpirarem. 8 segundos no basquetebol é uma eternidade. Deu tempo até para se sofrer um cesto no segundo final, num lance aos trambolhões precedido de passos que os 3 árbitros tiveram medo de assinalar ao Benfica.

Nesse instante quando a derrota se concretiza os nossos jogadores estão desalentados no chão, alguns até choram (Kevin Martin - o homem da foto ao lado - não escondeu as lágrimas à saída) mas os verdadeiros adeptos reconhecem o esforço da equipa que desta vez até esteve completa e é bem audível o aplauso aos nossos guerreiros que perderam esta batalha mas não a guerra, porque essa está bem longe. Perdeu-se um jogo mas com aquela atitude poderá ter-se ganho uma equipa. A confirmar, nos próximos tempos. Há outras histórias paralelas como a ideia estranha do nosso treinador ao rodar 3 jogadores no 3º período (o pior de todos) sendo de imediato audível alguma contestação a que Matos respondeu com um olhar fulminante…

Sobre Matos, volto a dizer, apesar da campanha medíocre e das suas injustas declarações sobre o anterior técnico, é para mim, de todo, injustificado dizer-se que é ele o principal responsável. Para mim, a maior quota de culpa terá que se esbater na estrutura da SAD do Basquetebol Portista. Aliás, custa-me dizê-lo, porque sempre tive uma óptima impressão do Dr. Fernando Gomes, mas ainda este sábado onde estava o nosso Administrador? Não é nestas alturas que Pinto da Costa dá a cara no futebol?

É evidente que o momento de dor (sentido ao vivo por vários elementos do blog presentes no pavilhão, onde também estive) teve que ser, de imediato, ultrapassado pois nesse dia tivemos ainda o jantar de Natal do blog onde a boa disposição imperou. Mais um dia de convívio fantástico se passou entre pessoas que tudo fazem pelo FC Porto. Onde me incluo, orgulhosamente!

Norte de Carlos Resende vence jogo das estrelas da LPA
(1º FC PORTO- 30 pts/11 jgs; 2º Benfica- 25 pts/10 jgs; 3º Madeira SAD- 23 pts/10 jgs)


Este fim de semana em Grijó realizou-se o jogo das estrel
as 2008 da LPA com a selecção do Norte a ganhar por 41-40 à do Sul. Carlos Resende voltou a bater José António Silva, depois do clássico ganho pelo Porto ao Benfica há umas semanas atrás. Jogaram vários atletas do FC Porto sendo Wilson Davyes o jogador azul e branco com melhor rendimento (6 golos). De parabéns está a Liga de Andebol por mais esta iniciativa que relembrou o falecido José Luzia, antigo internacional Luso que chegou a jogar no FC Porto na década de 80. Nota final para dizer que o médico das duas equipas neste «all stars» era Rui Rocha, ex-capitão do FC Porto.

A outro nível, o FC Porto contratou Jerkovic, guarda redes internacional Croata de 33 anos e que vem lutar por um lugar na equipa com Candeias e Laurentino. A sua experiência poderá ser determinante no play-off embora o Porto tivesse já 2 bons guarda redes. O próximo jogo oficial do FC Porto é em Portimão na fase final da Taça da Liga a 16 de janeiro frente ao Benfica jogando no dia seguinte com o Belenenses. No outro grupo estão Sporting, ABC e Madeira SAD.

FC Porto volta a perder na melhor exibição da época
(1º Benfica - 28 pts/14 jgs; 2º CAB Madeira - 26 pts/14 jgs; 8º FC PORTO - 21 pts/14 jgs)

  • FC Porto, 82 - SL Benfica, 84

Sétima derrota no campeonato em 14 jogos mas, desta feita com a equipa completa, pela 1ª vez na época, a exibição foi até muito positiva diante do líder da prova com 100% de vitórias. Ao intervalo o FC Porto vencia por 47-42 mas um 3º período muito mau (com más decisões do técnico mas também de Nuno Marçal e Kevin Martin, por exemplo, desastrados nesse período) fez desparecer a vantagem azul e branca. No último período Marcus Watts (muito bom, este novo Americano), Burns e Daniel Monteiro voltaram a criar a ilusão da vitória que se esfumou no último segundo num lance infeliz, mal defendido pelo Porto e mal ajuízado pela equipa de arbitragem. Watts (16 pontos), Burns (19), Martin (17), Daniel (16) e Marçal (11) foram os melhores da equipa. João Figueiredo, o nosso base, voltou a ficar em branco. No final do jogo Ben Reed tentou agredir um adepto. Sábado há novo jogo com o Atlético em Matosinhos (16h). Ainda sobre o jogo de sábado só uma nota final para dizer que estiveram presentes Alberto Babo, Carlos Martingo (actual jogador de andebol do FCP), Raúl Santos (ex-jogador de basket do FCP) e Vítor Bruno (ex-jogador de hóquei do FCP).

FC Porto precisa de melhorar defensivamente
(1º FC PORTO - 39 pts/15 jgs; 2º Benfica - 32 pts/15 jgs; 3º Viana - 30 pts/14 jgs )

  • FC Porto, 4 - HA Cambra, 3

Em dia de jogo de futebol à mesma hora terão estado poucos espectadores em Fânzeres e talvez por isso a exibição da equipa foi tristonha mas eficaz na mesma. Mais uma vitória que se esperava mais fácil com um bis de Jorge Silva e outro de André Azevedo.

  • Nortecoope, 5 - FC Porto, 8

A vitória Portista na Maia parecia fácil ao intervalo (2-5) mas na 2ª metade depois do 2-6 a equipa da casa conseguiu um parcial de 3-0 chegando aos 5-6 colocando em causa a nossa vitória. Mas nestas alturas difíceis há sempre um golo dos nossos hoquistas que se unem ainda mais nos momentos complicados. No entanto, há que salientar que em 2 jogos esta semana sofreram 8 golos e isto não é um bom sinal... Jorge Silva com 4 golos foi o melhor marcador, seguido de André Azevedo com 2, R.Ventura e E.Garcia com 1 cada. Esta foi a 1ª derrota dos Maiatos em casa onde já escorregou a Oliveirense (2-2). O próximo jogo é a 3 de Janeiro, em casa com o Braga, mas depois seguem-se 5 saídas consecutivas (Viana, Oliveirense, Benfica, Candelária e Porto Santo), todas de dificuldade acrescida.

Jorge Silva

O hoquista 88 do FC Porto, Jorge Silva, merece este destaque pelos 6 golos apontados esta semana nos 2 jogos vitoriosos da equipa de hóquei em patins do FC Porto. Muitas vezes fora do cinco inicial, a verdade é que quando Jorge Silva entra em ringue a atitude, a garra e a velocidade da equipa aumentam logo. André Azevedo marcou 4 golos e também se destacou no hóquei esta semana tal como os 4 basquetebolistas Burns, Martin, Watts e Daniel Monteiro, todos eles com rendimento inglório depois de nova derrota. Em termos colectivos o destaque deve dar-se ainda à equipa masculina de iniciados em basquetebol que se sagrou campeã distrital e à equipa feminina da natação que tornou o FC Porto campeão Nacional de Clubes.

Beira Mar-FCP (1-3)... futebol/juniores
Boavista-FCP (0-1) e FCP-Lamas (6-0)... futebol/juvenis
***

FCP-Moimenta Beira (41-33)... andebol/iniciados
S.Tirso-FCP (27-10)... andebol/infantis
***

FCP-CD Póvoa (93-49)... basket/cadetes
Académico-FCP (67-86) e Leça-FCP (51-87)... basket/juniores A (*)
FCP-Bolacesto (97-53) e FCP-CD Póvoa (78-33) e FCP-Académico (66-38)... basket/iniciados (*)

(*) a equipa do FCP/juniores A masculinos garantiu a presença no Campeonato Nacional e na Fase Final do Distrital. A equipa do FCP/Iniciados masculinos ganhou pela 3ª vez consecutiva o campeonato distrital.

[infos dos basquetebol remetidas pelo Amigo do blog, Eurico Brandão]

FC PORTO CAMPEÃO NACIONAL DE CLUBES (ESCALÃO FEMININO/NATAÇÃO)

Neste fim de semana (20 e 21 de Dezembro de 2008) decorreram em Sines os Campeonatos Nacionais de Clubes da 1ª e 2ª Divisão. As equipas Feminina e Masculina do F.C.Porto/Império Bonança competiram na 1ªDivisão (único clube que esteve sempre na 1ªDivisão).

Quanto à equipa masculina repetiu a classificação do ano passado, o 4ºlugar, ficando atrás do campeão Clube Fluvial Vilacondense, do Grupo Desportivo de Natação de Vila Nova de Famalicão e do Clube de Natação da Amadora. Sendo uma equipa jovem e com muito por onde evoluir, é um bom sinal que consiga manter o mesmo nível após o abandono do atleta olímpico Luís Monteiro. Foram conseguidos ainda 2 Recordes do Clube (50Livres e 100Livres).

Quanto às meninas, conseguiram o Título Nacional de Clubes que nos fugia desde 1999/2000. A equipa constituída por Sara Oliveira, Sara Loureiro, Marta Marinho, Joana Carvalho, Joana Rodrigues, Alexandra Oliveira e Cláudia Moreno realizou um Campeonato fantástico, conseguindo ganhar 8 das 16 provas, além disso bateram 2 Recordes Nacionais Absolutos nas estafetas de 4x100Estilos e 4x200Livres e 6 Recordes do Clube (50Livres, 100Costas, 200Costas, 200Estilos, 400Estilos e 4x100Livres). As nossas meninas conquistaram o campeonato com 119 pontos, à frente do Clube de Natação da Amadora com 108 pontos e o Louletano Desportos Clube com 101 pontos. Este é o 8º título feminino para o clube (até 1986/87 apenas havia um título de clubes absoluto), e o 18º título no total (6 Absolutos + 4 Masculinos + 8 Femininos).

Parabéns aos atletas, técnicos e dirigentes. Parabéns ao Futebol Clube do Porto.

[infos da natação remetidas pelo Amigo do blog, André Cereja]

Saudações Portistas e um Feliz Natal para todos.
Lucho.

# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal