Sábado, 25 de Maio de 2013

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25 de Maio de 2006 - 25 de Maio de 2013

O tempo realmente voa!

Faz hoje oficialmente 7 ANOS que "nascia um sonho"!

Esse sonho, chegava acompanhado do secreto desejo de nascimento na blogosfera, de um espaço diferente, um espaço dedicado "a todo o universo Portista"!

Hoje, sem falsas modéstias, pensamos que o objectivo principal há muito foi já conseguido, saindo reforçado a cada dia mais que passa, num projecto que tal como "ontem", existe apenas e tão só, para uma luta e defesa diária do bom nome e honra do nosso FC Porto.

Por isso, parabéns para todos nós, mas também para todos aqueles que ao longo destes 7 anos de história, ajudaram a tornar este "sonho"... numa bonita realidade!

Ontem, hoje e amanhã, "quanto mais mentirem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles".

Continuamos a contar convosco para o resto desta viagem, com a certeza que também poderão continuar a contar connosco.

E porque aniversário, sem prenda, não é aniversário, fica aqui a nossa prenda para todos vocês... dois WALLPAPER alusivos a este espaço que podem, querendo, efectuar o download para os vossos ambientes de trabalho. Para guardar, basta clicar na imagens e "guardar como" nos vossos ambientes de trabalho. Simples, prático e rápido. Disfrutem...

Então, até mais logo...

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Num ápice, ficámos sem duas das “jóias da coroa”! James Rodríguez e João Moutinho foram, de uma assentada, transferidos para o Mónaco FC, clube de que é proprietário o multimilionário russo Dmitry Rybolovlev. O nosso Clube habituou-nos a lidar com uma realidade: tem de se comprar talentos e jovens com potencial, valorizá-los, promovê-los e, depois, vendê-los com mais-valias que financiem a atividade do futebol e da própria instituição. De momento não há outra forma de suportar orçamentos anuais gordos que não têm correspondência em receitas de bilheteira e/ou televisivas. A realidade portuguesa é bem diferente da vivida por clubes ricos em países com estrutura económica poderosa. Em suma, o FC Porto precisa de vender e, para nosso regalo, tem-no feito muito bem.

A venda, em “pacote”, rendeu ao FC Porto a impressionante soma de 70 milhões de euros! O que passa a ser a maior transação acordada entre um clube português e outro estrangeiro.

O passe de James custou ao clube monegasco 45 milhões! O colombiano entra para o pódio na lista das maiores transferências de sempre para fora do nosso país. Só é suplantado por Hulk (60 milhões). James garante um lucro de 26,95 milhões de euros à SAD portista (excluindo os mecanismos de solidariedade FIFA, de 4%, a ser distribuídos por Banfield, Envigado e FC Porto – 1,5% para os dragões). O FC Porto, recorde-se, pagou 5,1 milhões por 70% do passe em 2010 e 2,25 milhões pelos restantes 30% em Maio de 2011. A SAD azul-e-branca, porém, nunca declarou estar na posse de 100%, mas sim de 90%.

Por sua vez, Moutinho rende 25 milhões de euros ao FC Porto mas o Sporting, anterior clube do médio, tem direito a 3,5 milhões que representam 25 por cento em mais-valias, percentagem que ficou definida aquando da saída dos Leões para os Dragões. O FC Porto contratou Moutinho ao Sporting, naquela que foi a maior transferência interna na história do futebol português, por 11 milhões de euros e vendeu-o agora por 25.

João Moutinho e James Rodríguez prestaram relevante serviço ao FC Porto. Foram brilhantes e pedras fundamentais na conquista de três Campeonatos consecutivos, no triunfo na Liga Europa, numa Taça de Portugal e em três Supertaças. Obrigado aos dois. Nós, portistas, jamais vos esqueceremos.

Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)

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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

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24/05/2013
    O FC Porto chegou a acordo com o Mónaco, da Liga francesa, para a transferência definitiva dos jogadores João Moutinho e James Rodríguez.
    Para garantir os direitos económicos e desportivos dos dois atletas o Mónaco paga 70 milhões de euros (45 por James, 25 por Moutinho), no que passa a ser o maior negócio da história do futebol português.
    O FC Porto agradece a dedicação e profissionalismo dos jogadores João Moutinho e James Rodríguez, que representaram as nossas cores durante três épocas desportivas de grande sucesso, tendo neste período ajudado a conquistar três campeonatos, três Supertaças, uma Taça de Portugal e uma Liga Europa. Aos dois, o FC Porto deseja as maiores felicidades.
fonte: fcporto.pt

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Em homenagem a mais um São João antecipado, o post de hoje conta uma história em quadrinhas :)

Era a grande onda enc@rnada
Pelo clube do regime
“Grande época”, diziam,
“De uma equipa sublime!”

O papa-chiclas é que sabe
Até nome de deus tem!
Os parolos em delírio
E a imprensa também

Prepotência sem limites
Fizeram-nos o funeral
Estava tudo “reservado”
Houve festa no Funchal

Então veio o Estoril
Qual celeste justiceiro
Relembrar que campeão
É quem acaba em primeiro

Cá vieram ao Dragão
Cheios de medo e de manha
Tentar segurar o empate
Que seria grande façanha

Todo o jogo a queimar tempo
Como equipa pequena que sois
Mas a justiça chegaria
Ao minuto noventa e dois

Explodimos num só grito
A vitória estava à vista
Mais um nome para a história
O do nosso menino da crista :)

Inesquecível resposta
À arrogância dos vermelhos
Dançámos o Gangnam Style
E Jesus caiu de joelhos

Nada estava ainda ganho
Pois faltava uma batalha
Humildade e concentração
Nestas horas não se falha!

Entretanto, na Quarta-feira
E para manter a toada
O Chelsea deu-nos pretexto
Para mais uma gargalhada

“Ao menos chegámos lá”
Que grande coisa, coitados!
Bem se sabe que o segundo
É o primeiro dos derrotados

É Sexta, e a festa segue
E já vão 5 seguidos
No andebol é igual
Saem sempre daqui... perdidos ;)

No Sábado foi mais uma
Um resgate, desta vez
Depois do andebol, o hóquei
E não há duas sem três...

No Domingo, sem surpresa
Com classe e determinação
Chegou finalmente a hora
De gritar TRI CAMPEÃO!

Felicidade não chega
Alegria é dizer pouco
Água acumula nos olhos
Coração a bater louco

Parabéns, parabéns a todos
Que defendem as nossas cores!
Adeptos, funcionários
Dirigentes, jogadores!

Parabéns, Vítor Pereira
Um líder de casta rara
A luta foi dura e longa
Mas nunca viraste a cara

Depois de tudo o que passámos
Nesta época infernal
Estar aqui, agora, em festa
É a vingança ideal!

A forma como nos tratam
Aquilo que dizem de nós
Alimentam a nossa garra
Dão mais força à nossa voz

Todos nós somos guerreiros
Sempre em território hostil
Amigos só entre nós
Inimigos mais de mil

Por isso, companheiros
Agora que já somos Tri
Recarreguem as baterias
Que o Tetra começa aqui!

PS: Uma palavra apenas para o media open day com os campeões das três modalidades. Muito boa iniciativa! A proximidade entre as modalidades é de manter e promover. Só falta o regresso do basket...

E a sério que não se arranja vídeo do Gangnam Style no estádio, após a vitória sobre os lampiões? Queria tanto ver isso, mas ainda não consegui encontrar!

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AGENDA DRAGÃO: 24-Mai a 30-Mai

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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

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A vida é feita de hábitos e vícios, uns naturalmente mais saudáveis do que outros.
No entanto, por muito bons que esses hábitos e\ou vícios possam ser, a verdade é que os mesmos criam uma certa dependência, sem os quais depois temos dificuldades em viver o dia a dia. Eu confesso que sofro de dependência das vitórias do Porto.
Todo e qualquer portista que sinta, vibre e acompanhe o seu clube, está habituado a vencer, a vencer mais que os outros, a vencer em várias frentes. Já a malta dos outros clubes, quando confrontados com a nossa superioridade e domínio, manifestam-se satisfeitos apenas e só por lutarem até ao último dia das competições, dizendo até que gostariam de repetir o mesmo desempenho nos anos seguintes... Deus me livre que fosse um treinador nosso a formular um desejo dessa espécie.
A verdade é que após um fim de semana absolutamente histórico para o nosso clube, essa cultura, esse vício, esse hábito, essa necessidade, saíram ainda mais reforçados. Eu diria que quem chegou ao Dragão Caixa na passada 6.ª feira para o andebol, sentiu uma atmosfera diferente de qualquer outra: uma ambição tremenda em ganhar tudo, uma confiança enorme nos diferentes atletas, mas ao mesmo tempo uma euforia contida de quem só quer festejar na altura devida, lutando até lá como autênticos guerreiros em defesa das nossas cores.
No final do dia de domingo, quando me deitei absolutamente estourado mas com um brilho nos olhos, senti aquele enorme orgulho em ser portista, o mesmo que AQUI descrevi numa altura crítica do ano. Foi histórico, magnífico, emocionante, com muitas lágrimas e um portismo vivido de forma pura e desinteressada.

Não posso deixar de destacar algumas figuras nesta “Tripleta” alcançada no último fim de semana.
Desde logo os 3 treinadores: grandes profissionais, competentíssimos nas suas funções e gente que respira Porto, até mesmo Obradovic que nasceu bem longe de cá.
Tó Neves é desde sempre uma referência para mim. Se havia alguém que merecia este título era ele! Disse-lhe isso na 6.ª feira no andebol, e disse-o convictamente, pois quem é competente, dedicado e apaixonado pelo que faz como ele é, e ainda associa a isso um enorme amor pelo FC Porto, só merece triunfar com as nossas cores ao peito.
Obradovic, tal como já referi, incorporou a mística azul a 100%, dando-lhe ainda mais vigor e intensidade. A forma como percebe a cultura de vitória deste clube, é digna de quem é nascido na Ribeira ou na Sé.
Vítor Pereira é Porto! Se há algo que define o que é ser Porto (muito mais do que as banalizações a que agora estamos habituados a ouvir) é ser persistente, nunca desistir, lutar até á última gota de suor, ultrapassar a adversidade quando nada o faz prever e todo o contexto envolvente é contra nós. Tudo isto é Vítor Pereira. Obviamente que 2 campeonatos depois, 2 títulos depois, 60 jogos depois apenas com uma derrota “á la Paixão”, é fácil elogiá-lo, ou no mínimo diminuir o tom das críticas. Sempre achei que ele era mais vítima do réu, tendo no primeiro ano sido solto aos leões e no segundo tendo-lhe sido exigidas omoletes sem ovos. Continuo a acreditar que é muito mais solução do que problema. Para ele a minha vénia!

Além dos 3 treinadores, tenho que destacar um jogador por conquista: Lucho, Wilson e Reinaldo.
Lucho Gonzalez é inequivocamente um Comandante, e o facto de ter vencido todos os títulos em que participou, não é mera coincidência. A sua presença e liderança, são importantíssimas para o resto do grupo, na estabilidade e tranquilidade que lhe transmitem. Ao mesmo tempo, a ambição que continua a mostrar, é um exemplo que aqueles que ás vezes parecem cansados de ganhar.
Wilson, pela qualidade, pela irreverência, pela ausência de medo em se assumir em momentos decisivos, foi uma figura de grande destaque e que catapultou a equipa para o histórico Penta.
Reinaldo continua e continuará enquanto por cá andar, a ser o motor da equipa. Os outros jogam ao ritmo dele, ou pelo menos tentam, pois os 35 anos continuam a não lhe retirar qualquer atributo. Num grupo homogéneo, o Gordo continua a ser a grande referência e o farol que guia todos os outros. Que bem lhe fica aquela braçadeira e que bem que ele próprio assumiu oficialmente esse estatuto.

Mas porque ser Porto é pensar sempre no dia de amanhã, convém não esquecer as principais conquistas que ainda temos pela frente, algumas delas podendo ser históricas.
Á cabeça a Liga Europeia de hóquei em patins...um sonho para todos, especialmente para os atletas, e que tem todas as condições para se tornar realidade já este ano. Ainda no hóquei, há uma taça de Portugal para ser vencida, e eliminar o Candelária no Pico, não será tarefa fácil.
No andebol, a dobradinha será também histórica. Será desta? Tem que ser, nós acreditamos que vai ser! Este grupo merece!
Ainda no futebol, os juvenis estão a meio da fase final, com tudo em aberto. Aos pupilos de José Guilherme pede-se apenas que aproveitem esta boa onda que nos rodeia e que devorem os seus adversários até ao fim.

Para finalizar, peço apenas a todos que, se por ventura souberem onde há hipótese de ganharmos um título, seja ele de infantis em ténis de mesa, juniores em campismo ou cadetes em natação, é favor informarem... é que estamos há 72 horas sem ganhar títulos e começo a ficar indisposto!

Um grande abraço,

Continuar a ler “Há 72h sem ganhar um título...”...

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Passámos semanas e semanas a ouvir falar de uma tripleta para os lados de Carnide. Afinal não ficaram com mais do que uma chupeta, tendo a tripleta sido conquistada por nós, que em três dias consecutivos, vencemos os campeonatos nacionais de andebol, hóquei em patins e futebol!

O último fim-de-semana ficará para sempre marcado na minha memória, na nossa memória! Tal como previ aqui na última semana, poderia ser um fim-de-semana absolutamente perfeito, com a conquista de três títulos de campeão, três dias consecutivos. E assim foi!! Lembro-me do FC Porto ganhar vários campeonatos, felizmente. Lembro-me de ganhar vários campeonatos e em várias modalidades. Por exemplo, há duas temporadas ganhámos os campeonatos todos, futebol, hóquei em patins, andebol e basquetebol. Dois anos passados e voltámos a fazer o pleno!! Realmente o destino deste clube é vencer, vencer desde 1893!

Agora o que nunca tinha acontecido, creio, é vencer esses campeonatos em dias consecutivos, no mesmo fim-de-semana!! É por isso um fim-de-semana histórico na vida do nosso FC Porto! Então se aprofundarmos as conquistas, ainda abrilhantamos mais os momentos vividos. O andebol é Penta, ganha o campeonato consecutivamente desde a época 2008/2009. E eu estive em todos os jogos decisivos, assim como nos restantes ao longo da época, sempre que possível. 2009 no Dragão Caixa frente ao Carnide, pouco tempo depois da inauguração do nosso pavilhão. 2010 em Braga, no Sá Leite, 2011 e 2012 em Águas Santas e este ano novamente em casa com os bombos da festa! Hóquei em Patins é novamente campeão, o 11º em 12 anos, recuperámos assim um título que nos foi gamado no ano passado, no mini-galinheiro!

Para fechar em beleza, o futebol é TRI! 7 títulos nos últimos 8 anos, a vontade de vencer não desaparece nunca neste clube. Acabou-se o tempo das vitórias morais e dessas palermices todas. Ganhar, ganhar, ganhar sempre! Uma palavra especial para Vítor Pereira, o injustiçado, aquele que até pode ser campeão europeu que mesmo assim não serve, um grande Homem e um treinador que decidiu ficar enquanto o judas nos apunhalava pelas costas, dias antes de começar a época 2011/2012. O Homem que assumiu o leme e levou a equipa a sagrar-se mais duas vezes campeã, com uma derrota em 60 jogos, deve ser realmente muito mau, com toda a certeza!! Obrigado grande Vítor Pereira, não sei o que irá acontecer, mas posso já dizer-te que é meu desejo que fiques.

É para momentos como os que vivemos nos últimos dias que os adeptos do FC Porto apoiam todo o ano, mais concretamente os ultras, o tema base das minhas crónicas.

Sexta-feira à noite e Sábado foram dias de enchente no Dragão Caixa! O apoio das nossas claques foi estrondoso e extremamente contagiante a todos os outros adeptos! Foi algo que notei nos dois dias e me agradou imenso, ver toda a gente a cantar e a bater palmas, o ambiente vivido foi realmente Portismo puro e duro!! Ganhar aquela gentalha duas vezes em menos de 24 horas tem um grande sabor, por mim até pode ser às cartas, sabe sempre bem. Essas duas vitórias resultaram em dois campeonatos, festejados exaustivamente pelos jogadores com todos os adeptos.

Agradeço aos jogadores a humildade por nos reconhecerem, tanto os do andebol como os do hóquei. Destaco o facto do Reinaldo Ventura ter festejado durante largos minutos com o nosso estandarte às costas, estandarte esse que segue o FC Porto o ano inteiro, e também ao Tó Neves, por ter dito em direto para o Porto Canal “quero agradecer à malta do Bibó Porto que nos acompanha para todo o lado”. É para nós um orgulho saber que nos reconhecem. Com o Porto sempre, pelo Porto tudo!

O cântico do fim-de-semana é mesmo o “olha a cabeça do lampião, continua a inchar, continua a inchar”. Como apreciador do movimento ultra, não tenho qualquer problema em admitir que a música foi inventada pelos grupos de Alvalade, mas é sem dúvida uma daquelas (à semelhança do “mágico Porto”) que rapidamente pega a toda a gente, fica no ouvido, e acima de tudo os faz espumar de raiva!!

Pavilhão completamente lotado nos dois jogos. Ambiente de hostilidade máxima ao rival de sempre e um grande apoio ao nosso clube do coração! Continuo com a minha teoria, se o pavilhão estivesse assim todos os jogos, perderíamos um jogo em casa de 10 em 10 anos. Super Dragões e Colectivo a dar o mote e os restantes adeptos a alinhar nos cânticos às equipas. Bandeiras, estandartes, faixas e até pirotecnia na hora dos festejos! Sábado às 17h já estávamos com dois campeonatos no bolso e o fim-de-semana ainda mal tinha começado! Vida de Dragão!

No Domingo, mais um dia em cheio! Nova ida a Paços de Ferreira (a meio da semana, já lá tínhamos ido por causa dos bilhetes), desta vez para o último jogo do campeonato. 30 jogos e foi o 26º ao vivo no meu caso. Isto só para o campeonato! Uma tristeza invadiu-me durante a semana, ao constatar que os meus amigos estavam com dificuldades em garantir bilhete. Com o espírito de união que nos carateriza, tentámos ao máximo que ninguém ficasse de fora e a maioria dos presentes entrou. Mais uma deslocação em peso da nossa malta, como acontece ao longo de todo o ano. Um grande orgulho em todos vós, amigos, chegar ao final e puder festejar convosco, lembrando tudo aquilo que passámos, é difícil de descrever!

À volta da Mata Real era só portistas. Centenas e centenas, uns pelos cafés e outros pelas roulottes, a cerveja foi esgotando um pouco por todo o lado. A chegada do FC Porto foi vivida intensamente. Cachecóis e bandeiras em punho e uma fumarada azul em torno da camioneta. Cheirava a TRI! Lá dentro portistas em maioria, num “estádio” a rebentar pelas costuras.

Ultras, sócios e adeptos do FC Porto empenharam-se em apoiar nos últimos 90 minutos desta época. Só dependíamos de nós! A claque do Paços de Ferreira, os “Yellow Boys”, pouco ou nada se fizeram ouvir. A supremacia do FCP foi evidente dentro das quatro linhas e também nas bancadas! À medida que o jogo se aproximava do final o ritmo cardíaco aumentava cada vez mais. Muitos cânticos festivos, saltos e gritos de alegria. “Pinto da Costa allez”, “Olha a cabeça do lampião...”, “Ohoho 92 allez”, “Outra vez, outra vez...”, e “só o Porto é campeão” foram alguns dos cânticos puxados!

O apito final de Hugo Miguel faz-nos explodir: SOMOS TRICAMPEÕES!! Parabéns a todos os que contribuíram para mais este sucesso, parabéns à nação azul e branca por aquelas 72 horas de sonho!! Um sonho que só o nosso clube conseguiria tornar realidade!

A festa foi longa! Começou em Paços de Ferreira nos minutos após o jogo, primeiro na bancada e depois cá fora. Rapidamente se espalhou à baixa portuense e terminou no estádio do Dragão, onde milhares e milhares de adeptos esperaram os jogadores e equipa técnica! E o Presidente, claro! Festa houve também um pouco por todo o país, Europa e resto do Mundo! Um verdadeiro orgulho ser do FC Porto!


Destaco no estádio do Dragão a festa com os jogadores, onde estivemos todos a comemorar o 27º. Ambiente extraordinário quando as nossas claques protagonizaram uma “tochada” monumental, que viu-se ser fotografada e filmada por imensa gente, mesmo pelos próprios jogadores. Era tempo de festejar!

Desengane-se quem pensa que isto terminou!! Tal como acontece todos os anos, o futebol termina primeiro mas o FC Porto continua a jogar. Sexta-feira lá daremos um pulinho a Oliveira de Azeméis apoiar os campeões nacionais de hóquei, o que será um aquecimento, para aquilo que nos espera no fim-de-semana 1 e 2 de Junho.

Um abraço ultra... e campeão!

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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Os cabeçudos

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Os cabeçudos
Longe vai o tempo em que aqui na tasca se pedia, para divulgação, o envio de vídeos de festejos aquém e além mar. Em relação aos mesmos diria o Culatra, especialista nestas coisas do sexo oposto, que foram 3, quase sem tirar fora.
E assim Sexta, Sábado e ainda Domingo, Portugal e arredores esteve em festa.
Só não viu quem é mouco.
Só não ouviu quem é cego.
Só estiveram calados, ou quase, os cabeçudos.

E isto de falar sobre cabeçudos é sempre um prazer, imenso.
Na Sexta foi o árbitro, no Sábado foi o árbitro e no Domingo foi o... árbitro, pois claro.
Talvez seja então necessário agradecer aos árbitros o PENTA, o 13º nos últimos 15 anos ou mesmo o TRI.
Ou então o melhor marcador, a maior posse de bola ou o menor número de golos sofridos.
Que, no estádio, todos viram e aceitaram a grande penalidade não existe dúvida alguma.
Que, após as repetições, não era grande penalidade(mas um toque efectivo fora da área), é óbvio que não.
E nada, mas mesmo nada, custa a aceitar.

Mas a ideia de quererem colocar em causa a mais que justa vitória do FCPorto no campeonato por este lance só poderá surgir em algumas cabeças que não cabem, por estes dias, em vielas.
Será assim tão difícil de admitir que, num dos campeonatos mais equilibrados de sempre, fosse quem fosse o campeão sê-lo-ia com todo o mérito?
É, não é, cabeçudos? Pois continuem assim a chamar a polícia nas derrotas, continuem assim com a vossa habitual arrogância de vencedores de finais perdidas, de grandezas a preto e branco.
Até porque pró ano há mais!!!

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FUTEBOL - SUB-19

A equipa de Sub19 do FC Porto bateu este sábado o Guimarães por 2-0 na última jornada do campeonato nacional de juniores. O FC Porto terminou a competição em segundo lugar.

Um golo de Rafa, logo aos sete minutos, e outro de André Silva, aos 79, fizeram o resultado, num jogo em que o domínio dos jovens do FC Porto foi absoluto.

Esta vitória não chegou, no entanto, para os juniores se sagrarem campeões, tendo terminado a competição com menos um ponto do que o Benfica, sendo que o FC Porto foi a melhor equipa nos jogos com os grandes, tendo vencido duas vezes o Sporting, terceiro classificado, e uma o Benfica, com quem empatou o outro jogo.

Nacional de Juniores - Fase Final - 14ª Jornada
Local: Centro de Treinos do Olival, em Gaia
Árbitro: Rui Patrício
FC PORTO: Luís Pinto; Victor Garcia, Bruno Silva, André Ribeiro, Rafa, Tomás Podstawski (Vítor Andrade, 29 min.), Leandro (Belinha, 71 min.), Francisco Ramos, Ivo (Raul, 77 min.), André Silva e Gonçalo Paciência
Treinador: Nuno Capucho
VITÓRIA SC: Miguel Palha; David, Tiago Marques, Ricardo Carvalho, Pedro Campos, Júnior (Manuel Pedro, 77 min.), Helinho (João Paulo, 77 min.), Didi, Danilo, Cláudio Ribeiro e Simão (Miguel Ribeiro, 62 min.)
Treinador: Ricardo Silva
Indisciplina: cartão amarelo a Francisco Ramos (22 min.), Leandro (60 min.) e André Ribeiro (69min.); Cláudio Ribeiro (48 min.) e Manuel Pedro (85 min.)
Intervalo: 1-0
Marcadores: Rafa (7 min.) e André Silva (80 min.)




FUTEBOL - SUB-17

A equipa Sub17 do FC Porto venceu este domingo o Sporting, por 1-0, em encontro da terceira jornada da fase final do Nacional de Juniores B. No centro de treino portista, Rui Moreira apontou o único golo da partida, aos 75 minutos, permitindo assim aos Dragões continuar a lutar pelo título.

A formação orientada por José Guilherme teve alguma dificuldade em impor o seu jogo na primeira parte, mas mesmo assim conseguiu criar algumas situações de golo, ficando por assinalar uma grande penalidade e tendo visto ainda um tento ser mal anulado. Na segunda parte, o FC Porto foi mais ofensivo e determinado nas suas acções, criando várias oportunidades para marcar e conseguindo o golo de grande penalidade, já no último terço do encontro.

Nacional de Juvenis - Fase Final - 3ª Jornada
Local: Centro de Treinos do Olival, em Gaia
Árbitro: Paulo Brás 
FC PORTO: Andorinha; Rui Silva, André Gomes, Tomás Mota e João Cunha; Rúben Neves (Pelé, 60 min.), Bruno Costa (Joel Pereira, 69 min.) e Rui Moreira; Sérgio Ribeiro, Rúben Macedo e Schuster (Zé Nuno, 69 min.)
Treinador: José Guilherme 
SPORTING CP: João Leite; João Marques (Matheus Pereira, 57 min.), Bruno Wilson, Hugo Meira e João Serrano; Marco Barros; Bernardo Carlos, Rafael Barbosa, Fábio Martins (Fábio Pinhão, 48 min.) e Lisandro Semedo (Lucas Jamanca, 72 min.); José Postiga 
Treinador: Luís Pedrosa 
Indisciplina: cartão amarelo a Rúben Macedo (60 min.) e André Gomes (80+1 min.); cartão vermelho a Matheus Pereira (73 min.)
Intervalo: 0-0
Marcadores: Rui Moreira (75 min. g.p.) )




FUTEBOL - SUB-15


A equipa de Sub 15 do FC Porto perdeu na manhã deste domingo, por 1-3, com o Benfica, em jogo da 6.ª e última jornada do campeonato nacional de juniores C.

Rui Pedro apontou o único golo do FC Porto, que teve uma manhã infeliz e nunca conseguiu verdadeiramente entrar no jogo.

O FC Porto terminou a fase final na terceira posição, tendo o Sporting sagrado-se campeão.

Nacional de Iniciados - Fase Final - 6ª Jornada
Local: Estádio Jorge Sampaio, em Gaia
Árbitro: Pedro Ferreira
FC PORTO: Simão; Wilson, Pedro Marques, Rogério (Michael, 68 min.) e Bruno; Rui Pires, Tavares (Casimiro, 62 min.) e Leandro; Madi, Marcelo (João Bola, int.) e Rui Pedro
Treinador: António Folha
SL BENFICA: João Moreira; Diogo Cabral, Pedro Pereira, Jorge Pereira e Ricardo Mangas; Diogo Mendes, Filipe Soares (Bruno Lourenço, 68 min.) e Madiu Bari; Matheus Clemente (João Filipe, 65 min.), Ricardo Araújo e José Gomes
Treinador: Luís Nascimento
Indisciplina: cartão amarelo a João Bola (53 min.) e Leandro (57 min.); e a Matheus Clemente (14 min.)
Intervalo: 0-2
Marcadores: Rui Pedro (43 min. g.p.); José Gomes (17 min.), Filipe Soares (28 min. g.p.) e Ricardo Araújo (38 min.)




Os destaques desta última semana, ficam aqui retratados, no entanto, se queres saber mais pormenores destas ou outras modalidades e/ou escalões de formação, convido-te a visitar a nossa página do facebook (AQUI) onde poderás encontrar toda a informação sobre as modalidades e as camadas jovens do nosso clube.

Pela nossa parte, apenas prometer continuar a desenvolver trabalho em prol do FC Porto, em regime de "voluntariado", da forma que melhor sabemos: com orgulho, com dedicação e com muita paixão.

Fiquem bem e até para a semana.
Pedro Porto

Continuar a ler “FORMAÇÃO: Vitória azul e branca não bastou!!”...

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Sentimento para relembrar... Sentimento inesquecível!!!

aMIGO, Muitos Parabéns!!!

São os votos de todos os colaboradores/as deste espaço de tertúlia.



Continuar a ler “Parabéns Pedro Marques Lopes!”...

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Terça-feira, 21 de Maio de 2013

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A tripleta estava na moda. Era o campeonato, era a liga Europa, era até a taça...
E tudo o vento levou, ou quase tudo.

Afinal, a tripleta veio para Norte, para o FC Porto, que este fim de semana, ganhou os campeonatos de FUTEBOL, ANDEBOL e HOQUEI. Foi um fim de semana de grandes emoções e de grande fervor clubista.

Nos 3 campeonatos principais onde o FC Porto participa, os lampiões fizeram de cabeçudos perante o campeão! E por isso, a cabeça do lampião continua a inchar...

No ANDEBOL, um Penta histórico, só conseguido pelo sporting em 1973. Neste momento, o FC Porto já lidera com 18 campeonatos contra 17 do sporting (o benfica tem apenas 7) quando até 1999, os leões tinham 16 e o FC Porto apenas 9. Nos últimos 15 anos, ganhamos 9 títulos! Esta equipa é um verdadeiro rolo compressor e é liderada pelo mestre Obradovic.

No HOQUEI EM PATINS, resgatamos o que nos roubaram (e de que forma...) na época passada. Um título indiscutível de uma grande equipa liderada por Tó Neves. Temos 21 títulos, tal como o benfica, sendo que até 1983, tínhamos ZERO, enquanto o rival já contabilizava 15. Nos últimos 31 anos, ganhamos 21 campeonatos contra 6 dos encarnados. Incha Trindade!



ANDEBOL
  • FC Porto 26-23 Benfica
Grande jogo no dragão caixa com FC Porto e benfica em busca do título. Na 1ª parte, a equipa azul e branca encontrou dificuldades para parar o jogo ofensivo do rival e por isso perdia por 12-13 ao intervalo. Na 2ª metade, defendeu-se melhor e os dragões também embalados pelo pavilhão, foram-se encontrando com Wilson (7 golos) e Moreira (10) em grande nível.

Na parte final do jogo aos 24-21 e 25-22 o público exultou e conseguiu-se a diferença de 3 bolas que permitia desde logo a festa do pentacampeonato. Grande garra da equipa e grande ambiente no Dragão Caixa. A emoção tomou conta de toda a gente. O Penta era nosso e agora venha a dobradinha.

Sábado, pelas 17h00 dos Açores, há jogo na Horta no fecho do campeonato.

Depois, vem a taça, e lá estarei em Tavira!



HÓQUEI EM PATINS
  • FC Porto 7-3 Benfica
Grande exibição do FC Porto que na 1ª parte arrasou com o campeão fabricado da época passada. Foram 5-1 e poderiam ter sido muitos mais.

Caio e Reinaldo Ventura com 2 golos cada arrumaram cedo com os lampiões, que na 2ª parte procuraram até não sofrer muitos mais golos. Jorge Silva, Hélder Nunes e Ricardo Barreiros marcaram os nossos 3 golos restantes numa exibição de sonho dos novos campeões Nacionais.

Grande festa no final do pupilos de Tó Neves que desta forma se consagraram indiscutíveis campeões!

Venha agora a dobradinha e a Liga Europeia (que vai ser no dragão caixa).

Sexta, pelas 21h00, há jogo em Oliveira de Azeméis para a penúltima ronda do campeonato.

Depois, vem a final four Europeia.



BASQUETEBOL
  • GDAS Braga 70-91 FCP Dragon Force
No basquetebol, tres vitórias concludentes dos nossos SUB20, sendo que duas delas foram para o Nacional de SUB20 frente à Ovarense (80-58) e diante do Guifões (90-75), Sotta, Guimarães, Gallina e Bastos brilharam frentes aos Vareiros; enquanto que diante dos Matosinhenses, destacaram-se Rothes, Figueiredo, Miranda e Barbosa.

Para a CNB2, vencemos em Braga o GDAS por 91-70 e seguimos invictos.

Neste sábado e domingo jogamos em casa frente ao Abrantes e ao Marinhense; sábado pelas 16h no Lagarteiro, e domingo pelas 18h no dragão caixa. Depois, vêm as decisões!



Um abraço do Lucho.

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Celtic Glasgow 2-3 FC Porto

Taça UEFA 2003
21 de Maio de 2003
Estádio Olimpico, Sevilha (Espanha)

árbitro: Lubos Mitchel (Eslováquia)

Celtic Glasgow: Douglas, Mjalby, Balde, Valgaren (Laursen 64m), Agathe, Lambert (McNamara 75m), Lennon, Thompson, Petrov (Maloney 104m), Larsson e Sutton.
Suplentes não-utilizados: Hedman, Sylla, Fernandez e Jamie Smith.
Treinador: Martin O'Neill.

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa (Pedro Emanuel 70m), Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha (Ricardo Costa 8m), Maniche, Deco e Alenitchev; Derlei e Capucho (Marco Ferreira 97m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Tiago, César Peixoto e Clayton.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Derlei (45m), Larsson (47m), Alenitchev (53m), Larsson (56m) e Derlei (114m).

Muitos já se passaram sobre Sevilha. Passou o jogo, passou o calor, passou a sede, a saga de dias e dias, passou a jornada de ziliões de emoções & mais uma, passou a loucura. Passou-se à história. Os escoceses passaram-se e as ruas da mitificada cidade da Andaluzia esvaziaram-se. Naquilo que foram excelentes notícias para a população local, voltaram a repor-se os stocks de cerveja. Já tudo se escreveu e já tudo se disse. Sevilha. Final. Taça. Nossa. CARAGO!

Ainda hoje me sinto inchado de orgulho pelo clube que tenho aqui dentro. Sou diariamente e à mesma hora obrigado a fazer o curativo do inchaço que teima em não desaparecer. Oh pá! É que Sevilha foi tudo. Foi Epopeia, foi Ilíada, foi Odisseia, Lusíadas e Ilha dos Amores em 5 Cantos, foi Mensagem e Música no Coração. Mas foi sobretudo BraveHeart e o desafio do Guerreiro em Momentos de Glória. O Mundo a Nossos Pés. Foi e é a Insustentável Leveza do Ser. Foi filme, foi épico, foi comédia, foi ópera lírica, foi fábula, conto de mil e uma noites... foi Pullitzer, Nobel, Emmy, Florbela Espanca e Shakespeare. Foi obra!

Apesar da imaturidade do Postiga, apesar do Larsson, apesar da obstinação do Costinha, apesar da manobra de diversão do GoldPalace Casino.com (click here! click here!), apesar da lesão do Jorge Costa, apesar do árbitro do jogo de Lens, apesar do obtuso do seleccionador nacional, apesar da pileca do Presidente da Câmara, apesar de jogadores no very limite, apesar do desgaste e dos estiramentos … a Senhora D. Taçona acabou por ser levantada pelo melhor plantel do mundo e arredores. Isto no meio de rutilantes confettis azuis e brancos, sinónimos de vitória, glória. História.

Aconteça o que acontecer, venha o que vier, digam o que disserem, teremos sempre SEVILHA !!!

Na 1/2 final, um FC Porto de «luxo» na noite gélida e chuvosa de 10.04.2003



Num ambiente sufocante, eis então a final de Sevilha.



O descomprimir das emoções... festejando com os adeptos.

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capas da imprensa

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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

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Paços de Ferreira 0-2 FC Porto

Liga 2012/13, 30.ª jornada
19 de Maio de 2013
Estádio da Capital do Móvel, em Paços de Ferreira.


Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa).
Assistentes: Nuno Pereira e Hernâni Fernandes.
Quarto árbitro: Jorge Ferreira.

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Tony, Ricardo, Tiago Valente e Diogo Figueiras; André Leão, Luiz Carlos e Vítor; Manuel José (cap.), Poulsen e Josué.
Substituições: Poulsen por Cohene (24m), Manuel José por Christian (intervalo) e Vítor por Hurtado (74m).
Não utilizados: António Filipe, Caetano, Nuno Santos e Filipe Anunciação.
Treinador: Paulo Fonseca.

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela.
Substituições: Defour por Castro (78m), James por Kelvin (82m) e Varela por Liedson (89m).
Não utilizados: Fabiano, Izmaylov, Abdoulaye e Sebá.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Lucho (23m, pen.) e Jackson (52m).

Cartões amarelos: Danilo (17m e 56m) e André Leão (78m).
Cartões vermelhos: Ricardo (22m) e Danilo (56m, por acumulação de amarelos).

É tarefa árdua descrever com palavras o que significou este título para o FC Porto e para as suas gentes. Em retrospectiva, tudo parece agora parece fazer sentido, quase como que saído de um guião típico de finais felizes. Afigura-se impossível, desculpem-me, fazer a crónica somente deste jogo. O jogo na Mata Real só faz sentido e só tem história se for contado o que está para trás, o que nos levou até aqui, o que foi acontecendo até este dia 19 de Maio, onde todas as decisões se concentraram em Paços de Ferreira.

A eliminação da Champions às mãos do Málaga (fruto de uma primeira mão muito perdulária) e os empates na Madeira e em Alvalade trouxeram um grande desânimo a toda a nação portista e alteraram o rumo do campeonato até então. Ficaram bem à vista, nessa altura, as difíceis condições com que Vítor Pereira se foi deparando ao longo de toda a temporada, fruto de um plantel curto e limitado, que teria obrigatoriamente que ser esticado ao máximo até ao final do campeonato. As críticas começaram, então, a cair como água da chuva. Sobre o treinador, sobre os jogadores, sobre os dirigentes. O James não recupera da lesão. Fala-se na saída atabalhoada do Hulk e da não contratação do Lima. Mas principalmente, não esqueçamos, o maior visado é o treinador.

Do outro lado da trincheira, pelo contrário, respirava-se confiança e saúde. Eles tinham as melhores opções, um banco de categoria, estavam em todas as frentes e jogavam o tal futebol-espectáculo. Nós tínhamos um ponta-de-lança e meio e eles tinham três ou quatro matadores, já para não falar nos extremos sempre em alta rotação e prontos a entrar. Nós, por cá, antes dos jogos frente ao Braga de José Peseiro, estávamos com a neura. Apreensivos, meio abatidos, pouco confiantes, sem a chama que nos caracteriza. Mas, bem lá no fundo, com a crença ainda viva, embora escondida, prestes a soltar-se cá para fora à primeira oportunidade. É nesse jogo, em casa, que se ouve falar pela primeira vez de um rapaz chamado Kelvin, de cabelo estranho, ar de moleque e corpo franzino. Faz dois golos ao cair do pano e conquista três pontos para o Dragão. Mais não faz do que alimentar a crença, reacender a chama, pôr-nos a acreditar no impossível.

Logo de seguida, novo desânimo. Perdemos a Final da Taça da Liga frente ao mesmo Braga, num jogo estranho, e a chama volta a enfraquecer, a confiança esvai-se e regressa a apreensão. Do lado contrário, o cortejo continua triunfal. Dispunham de um panzer todo-o-terreno a meio-campo e estavam na Final da Liga Europa e na Final da Taça de Portugal. Em suma: estavam galvanizados. E aplicavam a nota artística. Não importa que tenham ganho aos leões com uma grande “capelada” à mistura. Eles, aliás, não ganham. Eles atropelam os adversários. Eles trituram os oponentes. Eles são um rolo compressor.

Até que vão à Madeira e, após uma primeira parte atribulada, ganham o jogo com um golo na própria baliza já perto do final do jogo. Festejam como se já fossem campeões. Atónito, esfrego os olhos, belisco-me para crer no que estou a ver. Mas sim, é verdade. Ainda faltam três jogos e eles já fazem uma “rodinha” aos saltos e aos abraços. Erro crasso, penso. Isto costuma dar azar, concluo. Mas se calhar sou eu que sou doente pelo Porto e ainda acredito no impossível.

Afinal de contas, como ainda ter esperança? Quem será capaz de derrotar o mestre da táctica? Como vencer esta equipa trituradora? Haverá antídoto para esta máquina de jogar futebol? Os jornais e as televisões dizem que não, que eles são do melhor que há, que o médio deles vai sair por 40 milhões, o central por 20 milhões, que o nosso treinador não está à altura, que faltam soluções, que o Jackson está cansadíssimo, que o Liedson e o Izmailov foram más contratações, que muita coisa tem que ser repensada para os lados das Antas.

Chega a nossa vez de ir jogar à Madeira, à Choupana. Resolvemos o jogo na primeira parte e ficamos, no sofá, a aguardar pelo desfecho – mais que esperado – do jogo deles frente ao Estoril. A nossa crença vai crescendo à medida que os minutos para os 90 vão diminuindo. Será possível? É mesmo. O jogo acaba e parece que um terramoto varreu aquele estádio com problemas de iluminação. Olhares no vazio, silêncio sepulcral, caras franzidas, medo estampado na cara. Falar no que se passou depois é dispensável. Cada um viveu-o à sua maneira. O “ides sofrer como cães”, tão popularizado nos dias que anteciparam o clássico no Dragão, mais não foi do que chamá-los à realidade. Já sabemos que a doença de que padecem é terem de jogar futebol. Porque de resto, são os melhores do mundo. Mas, chatice das chatices, ainda são obrigados a ganhar jogos no relvado. Ainda são obrigados a jogar contra todas as equipas do campeonato, a duas voltas, durante 90 minutos. De resto, já se sabe, são os melhores do mundo. O problema é essa maldita teimosia de os obrigarem a jogar a bola. Ainda para mais, de os obrigarem a jogar depois da hora, nessa tal “novidade” que se chama descontos de tempo. Ai, se isto fosse como no antigamente!...

Diz o poeta Manuel Alegre, curiosamente adepto do clube do milhafre, que o 25 de Abril de 1974 foi o único dia da sua vida em que viu desconhecidos na rua a abraçarem-se, entre sorrisos e lágrimas. Manuel Alegre não é portista, pelo que não pôde verificar com os seus próprios olhos que não é bem assim. Também no dia 11 de Maio de 2013, desconhecidos se abraçaram, dentro de um estádio de futebol, mais concretamente ao minuto 92, celebrando aquela que foi a nossa revolução, o nosso grito de revolta perante todo o circo instalado de festas antecipadas e de reservas de festejos por antecedência. A alma e a mística portistas concentraram-se naquele momento no remate de pé esquerdo do miúdo Kelvin, na passada, de chofre, sem pedir permissão e sem dó nem piedade. Cruel, de facto.

Antes da última jornada, eles ainda vão a tempo de perder mais uma final europeia. Antes do jogo, os jornalistas e comentadores diziam que eram os favoritos. Favoritos? Contra o Chelsea campeão europeu?!, penso algo surpreendido. Sim, eram, porque tinham mais equipa e não apenas individualidades. Começam a todo o gás, porque eles não disputam jogos. Eles atropelam os adversários e são uma máquina tritutadora. No fim, voltam a perder o jogo aos 92 minutos. Cruel de novo, de facto. Começa o delírio colectivo. É o azar. É o número 92. É a maldição de um treinador de há 50 anos. É o Jesus que é pé frio. A desresponsabilização total. Não se referem aos festejos antecipados nem à falta de humildade. Mas lá está, tirando os descontos e o azar, são os melhores do mundo.

Entretanto, na Sexta, a equipa de andebol deles vem jogar ao Dragão Caixa. O Porto, para ser campeão nesse jogo, precisa de ganhar por três golos de diferença. Vencemos por 26 x 23 e somos PENTA. Aqui não há minuto 92, mas foi azar com certeza. Um em três. No Sábado, coincidência das coincidências, a equipa de hóquei em patins deles vem jogar ao Dragão Caixa. O Porto, se ganhar, é Ccampeão. Vencemos por 7 x 3 e, depois de um ano sem ganhar, resgatamos o título de Campeão Nacional. Em doze épocas, 11 títulos são azuis e brancos. Não há minuto 92, não há Jesus, não há maldição, não há descontos, mas foi azar outra vez. Dois em três.

Domingo. Chega a jornada final. Acordei cedo, sem bilhete. Seguindo o exemplo do meu clube, não deixo de acreditar. A esperança não morre. Ligo a dois amigos de infância, irmãos, ambos sem bilhete, e convenço-os a irmos a Paços de Ferreira receber a equipa e, quiçá, arranjar bilhetes para o jogo de todas as decisões. Não festejamos os bilhetes por antecedência, mas acreditamos que é possível. Chegamos cedo e entramos num café para refrescar as gargantas com um fino, como não podia deixar de ser. Vamos dar uma volta pelas imediações no estádio, à espera do impossível, a um preço decente. Até que pára um candongueiro mesmo à nossa frente e diz que tem três bilhetes para vender e que os tem que despachar. É o nosso momento Kelvin. Negócio fechado e três bilhetes para o título.

O FC Porto não foi jogar esta final a Paços de Ferreira. Foi ganhá-la. Conforme consta nos pergaminhos do clube. Lucho e Jackson selaram o título portista, entrando para a História como a terceira equipa em Portugal que termina um campeonato sem derrotas. Aliás, apenas a título de curiosidade, o TRI-Campeonato apenas tem uma derrota (em Barcelos) num percurso de 90 jogos, o que diz tudo sobre a hegemonia azul e branca dos últimos anos.

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta, lembram-se? Três em três.

PENTA (andebol). RESGATE (hóquei). TRI (futebol).

Despeço-me de todos, para férias de futebol, com uma frase do nosso grande treinador Vítor Pereira, obreiro maior deste saboroso título, prestando-lhe aqui a minha homenagem: “A sorte dá muito trabalho”.

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

VÍTOR PEREIRA:

Na sala de imprensa do Paços de Ferreira, Vítor Pereira surgiu acompanhado de toda a sua equipa técnica e pediu desde logo desculpa aos jornalistas, porque queria “falar pouco”. Para além de deixar agradecimentos a todos os que auxiliaram este percurso rumo ao “tri”, o técnico quis colocar os holofotes sobre os jogadores, que “trabalharam e acreditaram muito”.

Sentimento de tricampeão
“Vou falar pouco, mas é a vontade que tenho e quero é festejar com os nossos adeptos. Fundamentalmente, vou aproveitar para agradecer a esta equipa técnica maravilhosa, que me apoiou sempre e que merece tudo. Vou agradecer às nossas famílias, às famílias dos jogadores e de toda a gente que sofre connosco. Queria agradecer à administração, ao nosso presidente, ao clube e a toda a estrutura, a todos os que nos acompanharam neste momento e não estão aqui, porque não são visíveis, mas trabalharam muito para mais um título. Gostava de agradecer aos nossos adeptos e à massa associativa, pela crença, por nos apoiarem sempre e particularmente às nossas claques, que estiveram sempre connosco.”

Luzes sobre os jogadores
“Queria chegar ao final sem ter necessidade de falar de mim. Falem vocês, analisem, digam o que entenderem. Não sinto necessidade nenhuma de falar de mim. Sinto necessidade de falar dos meus jogadores, da minha grande equipa. Estes jogadores têm grande qualidade e é um privilégio trabalhar com eles, pela sua qualidade e carácter. São eles que hoje têm de ter as luzes sobre ele. Estes jogadores merecem, trabalharam muito e acreditaram muito.”

Méritos e deméritos
“Não consigo dizer agora até onde vai o nosso mérito e demérito dos outros. O que digo é que somos campeões com todo o mérito e merecemos o título.”



RESUMO DO JOGO

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FUTEBOL - Tricampeão Nacional 2012/2013

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