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10 dezembro, 2011

“É DO PORTO E SEMPRE NOSSA, MARIA AMÉLIA CANOSSA”

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/


Através do Facebook, a “nossa” Maria Amélia Canossa, enviou-me a seguinte mensagem:
    “Fernando Moreira obrigada pela sua homenagem; nós somos com todo o orgulho portistas. Dragão Azul Forte, já agora vou fazer-lhe um pedido, como tem muita informação no BiBÓ PORTO. Gostava de ter no meu arquivo a fotografia de quando eu inaugurei o DRAGÃO CAIXA, acompanhada pela Orquestra das Beiras cantando o nosso HINO. Não a consegui até este momento; se ma puder arranjar fico muito feliz. Um abraço azul forte.

    Maria Amélia”
Pois bem, arranjei a foto tão desejada por D. Amélia a quem tive o prazer de a remeter, com mais duas, através do Facebook e com o texto publicado abaixo.

Muitos de vós terão essa fotografia; mas faço um apelo a todos os colaboradores do blogue e portistas da blogosfera azul-e-branca:

Se tiverem mais alguma fotografia de D. Amélia nesse evento (inauguração do Dragão Caixa), por favor queiram disponibilizá-la a essa grande portista e intérprete do Hino do FC Porto. Muito obrigado.


Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)


“É DO PORTO E SEMPRE NOSSA, MARIA AMÉLIA CANOSSA”

“EU HOJE QUERO CANTAR” Amélia, amiga, mulher, Amélia nome doçura
E chamar-te de ternura, fá-lo-ei enquanto possa
Mulher-canção toda inteira. Tu podes ser de quem queira
Mas primeiro és sempre nossa: Maria Amélia Canossa. (citação)

Para a nossa D. Amélia, grande Mulher, grande Senhora, grande cantora, Portista com muito orgulho, ilustre Dragão de Ouro, que nos enche os olhos de lágrimas quando entoa o Hino do ínclito FC Porto, a minha modesta mas carinhosa homenagem.

Sinto-me muito honrado em publicar aqui fotografias, que tanto procurou e que me pediu, do momento alto da inauguração do “Dragão Caixa”, em 23 de Abril de 2009, cantando o Hino do FC Porto acompanhada pela Orquestra das Beiras.

Saudações portistas e cordiais cumprimentos.

27 novembro, 2010

Capítulo 3: 1921 a 1930 – Primeiro clube a conquistar títulos de âmbito nacional (Parte IV)

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FCPorto – Dragões de Azul Forte
Retalhos da história, conquistas e vitórias memoráveis, figuras e glórias do
F. C. do Porto


Capítulo 3: 1921 a 1930 – Primeiro clube a conquistar títulos de âmbito nacional (Parte IV)

O emblema do FC Porto

“O Clube tem como símbolo uma bola de futebol de cor azul com as iniciais FCP a branco, encimadas, em primeiro plano, pelo brasão da cidade, mercê concedida pela Exma. Câmara Municipal do Porto” – art.º 6.º do Capítulo II dos Estatutos – a definição básica da insígnia, emblema ou distintivo do FC Porto, símbolo de uma ligação assente em pilares cimentados dia a dia. O novo emblema havia de ser aprovado na Assembleia-geral do FC Porto, em 26 de Outubro de 1922. Na mesma reunião magna se fizeram Gago Coutinho e Sacadura Cabral, “por tão alto erguerem o nome de Portugal”, sócios honorários do FC Porto.

História de um símbolo
O emblema original do Futebol Clube do Porto era uma bola de futebol antiga azul com as letras FCP a branco. Assim foi até 1922, quando Augusto Baptista Ferreira (Simplício), jogador do FC Porto, num rasgo de criatividade daqueles só concedidos aos génios, resolveu unir o símbolo do FC Porto ao brasão da cidade do Porto. Simplício, como era conhecido, criou assim um emblema magnífico e bem representativo da simbiose entre o clube e a cidade. E fê-lo espontaneamente. O seu amor e a sua dedicação ao clube, bem como a sua genialidade, ficaram eternizados naquele que será, provavelmente, um dos poucos símbolos de clubes desenhados por um atleta.

O emblema do Futebol Clube do Porto passou então a ser: sobre a bola de futebol antiga azul estão as armas que D. Maria II atribuiu ao Porto por Carta Régia em Janeiro de 1837. Estão são compostas por um escudo esquartejado que possui as armas reais (sete castelos e cinco quinas, tendo cada uma cinco besantes no interior) no primeiro e quarto quartéis e as antigas armas da cidade do Porto (a Virgem segurando o Menino, ladeados por duas torres) no segundo e terceiro quartéis, tendo no centro, sobre o ponto onde se unem os quatro quartéis, um coração, que representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade – segundo a sua vontade, o seu coração encontra-se guardado numa urna de prata na Igreja da Lapa. A orlar o escudo encontra-se o Colar e Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respectiva medalha (em que estão escritas essas mesmas palavras: valor, lealdade e mérito). Sobre o escudo está a Coroa Ducal e o Dragão negro do poder, pertencente às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto, acrescentando-o aos que a cidade já possuía – Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal. [In Blog "Os Portistas", com uma vénia à autora]

O emblema do FC Porto no velhinho Campo da Constituição

O Dragão: força, poder, vitalidade
-- Clicar na imagem acima para ampliar --

Simplício – Augusto Baptista Ferreira (m. 31 Dez.1940), artista gráfico profissional renomado, era jogador da equipa de honra do FC Porto, tendo participado, como reservista/suplente, na conquista do título de Campeão de Portugal, em 1921/1922. Em 1924-25, época em que a equipa azul-e-branca voltou a ser campeã, estava no SC Espinho. Depois regressou ao seu clube de coração onde ainda jogava em 1928.
Espontaneamente, Simplício criou o emblema definitivo do FC Porto, magnífico e bem representativo da simbiose entre o clube e a cidade. O amor e a dedicação ao clube fizeram dele um símbolo do FC Porto, corporizado no emblema obra genial.

Faleceu a 31 de Dezembro de 1940 mas ficou indelevelmente ligado à história do FC Porto.


O hino do FC Porto
Foi composto em 1922 e é entoado pelos adeptos antes dos jogos do FC Porto. Sobretudo nos encontros disputados em “casa”, sente-se a vibração fantástica que os acordes e letra do hino suscitam. De pé e com os cachecóis erguidos, o público, as claques ("Super Dragões" e "Colectivo 95"), cantam a plenos pulmões com emoção e um estremecimento indisfarçável.

A letra é da autoria do escritor e dramaturgo Heitor Campos Monteiro e a música composta pelo maestro António Figueiredo e Melo (foto), primo de António Augusto Figueiredo e Melo que viria a ser presidente do Clube em 1931. Posteriormente, na década de cinquenta, o hino do FC Porto foi interpretado e gravado pela cantora Maria Amélia Canossa.
Um dos momentos altos da inauguração do Estádio do Dragão, em 2004, foi a interpretação do hino do FC Porto pela cantora beirã Isabel Silvestre. Em 2006 foi lançado o CD Tanto Porto, resultado de uma parceria entre Luís Jardim e Carlos Tê, que inclui três versões do hino do clube: a de Isabel Silvestre, uma com arranjo rock interpretada por Nuno Norte e uma regravação da versão clássica, tocada pela Orquestra Sinfónica de Londres e novamente com a voz de Maria Amélia Canossa.

Letra do hino do FC Porto
Ó meu Porto onde a eterna mocidade
Diz à gente o que é ser nobre e leal
Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal

Ó campeão o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal

Porto, Porto, Porto, Porto!
Porto, Porto, Porto, Porto!
Porto, Porto!

Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Ó, ó Porto então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós

Ó campeão o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal

Porto, Porto, Porto, Porto!
Porto, Porto, Porto, Porto!
Porto, Porto.

O Hino no YouTube
Fantástico, único, inimitável! E arrebatador! A alma estremece, o coração apressa-se, o corpo arrepia-se. O Amor ao nosso FC Porto espelhado no Hino mais bonito do Mundo.



  • No próximo post.: Capítulo 3 (Continuação) – Construção de bancadas à custa de indemnização; 1.500 sócios; os sete golos de Cândido na digressão do FC Porto; Campeonato de Portugal: FC Porto outra vez finalista; Domingos Almeida Soares, presidente; a primeira “chicotada psicológica”.

24 novembro, 2010

Modus Operandi

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As coisas correm bem ao FC Porto, lutamos em todas as frentes, ganhamos competentemente aos adversários que motivados por jogar contra uma equipa que recebe elogios de todos os cantos do Mundo, mas mesmo assim parece que vai tudo mal, pelo menos uma coisa André Villas Boas não foi capaz de apagar ou radicar, foi a porcaria dos «assobios».

O «assobio» vem desde há muitos anos, pelo menos que eu conheça, vem desde a altura do Pedroto quando não colocava o Seninho a jogar e lá saíam os primeiros assobios (esta é conversa de jantar cá em casa; Avô e Pai confirmam), passou para o Artur Jorge, Ivic ainda se safou durante uns tempos mas a sua segunda volta quase lhe causaram um ataque de surdez, Quinito nem vou falar, Carlos Alberto Silva, Sir Bobby Robson levou daquelas monumentais assobiadelas quando empatou com o Nantes em casa e quando tentava colocar J.M. Pinto a ponta de lança, António Oliveira mesmo ganhando 0-5 ao clube do Regime na Luz não se safou depois de um jogo contra o Manchester United, Fernando Santos outro mal-amado desde a primeira jornada nem preciso de dar exemplos, o Octávio a par de Quinito nem vou falar, Mourinho depois de uma derrota em Guimarães contra o Gil Vicente foi um problema já que pouco depois empatou a 0-0 com o Nacional em casa e mesmo depois daquilo que conquistou numa época no ano a seguir a um empate em Belgrado, lá teve de ouvir os famosos «assobios» nas Antas. Os três que vêm a seguir não vou falar, acho que era assobiadela em todos os jogos em casa e chegou ao cúmulo dos nossos jogadores jogarem melhor fora do que em casa, passou o Tulipeiro Maluco que depois de uma desastrosa campanha na Champions e perder em casa contra o eterno rival ficou persona non-grata a passar como é claro pelo Jesualdo que teve a sua dose de assobiadelas.

Até já se chegou ao ponto de se assobiar a própria claque por exercer o direito de protesto. Ao que esta palermice dos assobios chegou e a mensagem dos Super Dragões foi a que mais me impressionou até hoje “Quem não sabe apoiar, limita-se assobiar…” ou uma que esteve há bem pouco tempo “Metam o assobio no Cu…”.

Isto para mostrar que o problema não está nos Treinadores, não está nas Equipas, não está no Presidente nem muito menos está nas vitórias, está no sangue de alguns adeptos.

Eu digo alguns adeptos porque durante os jogos fora muito dificilmente se ouvia os assobios, o que se ouve/ouvia é apoio do princípio ao fim. É por isso que cultivo e gosto de me deslocar aos terrenos adversários para sentir outra vez o apoio dos duros que só em alguns grandes jogos se vê/ouve no nosso Estádio.

(Mando já um abraço a todos aqueles que levaram comigo na deslocação a Moreira; "Vocês são Grandes")

Adeptos estes que parecem estar mais interessados em mandar sentar os outros. Eu sou daqueles que sou completamente contra os lugares anuais, lugar marcado que apenas serve para “cativizar” um Estádio que qualquer dia que as claques do FC Porto decidirem que estão cansados de apoiar, transformar-se-á numa autêntica cerimónia fúnebre. Claro que não faltará os assobios para motivar o adversário e fazer tremer os nossos jogadores.

Desde que tenho lugar na Superior, posso dizer que alguns destes assobiadores foram combatidos, de tal forma que hoje é o dia que à minha volta não tenho gente assim. Temos de ser nós adeptos/sócios do FC Porto a combater esta praga que apenas vai para o futebol libertar as suas frustrações, num culto em que nada está bem, ao primeiro passe falhado toca assobiar e escolher alvos fáceis para criticas completamente desajustadas.

Muitos dirão que vivemos numa época de liberdade e então cada um tem a liberdade de fazer aquilo que lhe dá na vinheta, também respondo curto e grosso: “é pena que a liberdade só lhes dê para o mal, também têm a liberdade de apoiar coisa que não o fazem”.

Isto é um grito de revolta para todos aqueles como alguns opinadeiros da nossa praça (ler a crónica do MST por exemplo que mais uma vez está tudo mal, nem a qualidade de Moutinho consegue ver). Podem criticar aquilo que está mal, podem apoiar a nossa equipa, mas não podem esperar que a partir do dia 7 de Novembro, seja sempre 5-0 e que tudo nos corra sempre às mil maravilhas.

Começar já por apoiar a nossa equipa em Alvalade que será mais um jogo difícil e que a vitória está longe de estar garantida. Esta como qualquer outra equipa do FC Porto, merece o nosso apoio. Nós somos FC Porto!

Por isso vamos lá substituir os «assobios» pelas PALMAS e levantar e cantar sempre que toca o Hino do FC Porto, é dos momentos para mim mais importantes antes de qualquer jogo.

Por falar em hino, deixo aqui a letra de um lindo hino do FC Porto que desapareceu das Antas em 1985, mas muito provavelmente voltará às bancadas:

    Todos de pé, bandeira no ar
    Todos de azul de pé a gritar
    O Porto é o maior e o resto é conversa

    E todos juntos, todos mão na mão
    Todos gritando viva o Campeão
    E todos juntos sempre
    É sempre uma festa

    E essa festa é festa de tanta gente
    Que ser do Porto é nunca estarmos sós
    É gritarmos sozinhos e de repente
    Ter um milhão de vozes na nossa voz que é voz do

    Porto Oh Campeão
    Invencível dragão
    Porto o maior de Portugal
    Porto nobre cidade
    Terra da liberdade
    Donde houve nome Portugal

    Porto nobre cidade
    Terra da liberdade
    Donde houve nome Portugal
    Porto Oh Campeão
    Invencível dragão
    Porto o maior de Portugal

    Todos de pé, bandeiras no ar
    Todos de azul de pé a gritar
    O Porto é o maior e sempre há-de ser


    1985 - António Tavares Teles / Tozé Brito
ps - quem tiver este single em casa, é favor de partilhar aqui com a malta. O Antas agradece.

Meus Amigos, um Grande abraço Tripeiro e muito… muito Portista.

31 março, 2010

Lançamento de fotobiografia de Maria Amélia Canossa

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Dia 31 de Março – 18.30 horas
Sala VIP do Estádio do Dragão


Sessão de lançamento da fotobiografia:

“É DO PORTO E SEMPRE NOSSA, MARIA AMÉLIA CANOSSA”

obra da autoria de Fernando Campos de Castro, prefaciada por Filomena Pinto da Costa.

Apresentação da obra a cargo do Digníssimo
Presidente da Assembleia-geral do F.C. Porto,
Dr. Sardoeira Pinto

Entrada Livre

Maria Amélia Canossa é de todos conhecida, particularmente pelos Portistas, como a cantora do Hino e da Marcha do Futebol Clube do Porto. No entanto a sua projecção no mundo artístico português vai muito para além dessa perpétua associação: entre os anos de 40 e 60 Maria Amélia Canossa protagonizava os maiores êxitos musicais, partilhando as preferências do grande público com Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Maria de Fátima Bravo, Tony de Matos, entre outros.

Esta fotobiografia agora apresentada, da autoria de Fernando Campos de Castro e com prefácio de Filomena Pinto da Costa, traça o percurso de uma carreira e de uma vida desde a juventude na cidade do Porto, passando pelo auge da sua expressão artística entre os anos 40 e 60, do afastamento dos palcos para se dedicar à família e do reaparecimento a partir dos anos 80 indelevelmente associada a ícone do Futebol Clube do Porto como cantora do Hino e Marcha do clube que nos habituamos a ouvir no início de cada jogo e que representa a força, motivação e garra dos eternos Dragões.

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