Mostrar mensagens com a etiqueta taça de portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta taça de portugal. Mostrar todas as mensagens

25 maio, 2019

CRUELDADE A RODOS.


sporting-FC PORTO, 2-2 (5-4 após GP)

Na minha última crónica, neste espaço, não vou narrar as peripécias do jogo, como faço habitualmente. Para isso, há jornais, sites e outros espaços para ler sobre esses momentos. Ou então, vão à box e revejam o jogo. Sendo a minha derradeira vez que escrevo aqui, interessa-me debruçar sobre a época com epílogo no Jamor.

A presente época, que, este Sábado, terminou, trouxe um grande amargo de boca ao FC Porto. Com uma carreira bastante interessante em todas as competições, apenas faltaram os títulos. Salvou-se a Supertaça conquistada em Agosto, altura em que na equipa via-se muita esperança e previa-se uma época recheada de sucessos. O certo é que tal não aconteceu. Ficou-se tudo pelo “quase”, o que foi de uma crueldade terrível para uma equipa e para um técnico que não mereciam nada disto.

A época, como já disse, iniciou com a conquista de um troféu. O campeonato, apesar de não ter começado da melhor forma nas primeiras sete jornadas, viria a revelar um FC Porto dominador, destacado na tabela classificativa ao fim de dezassete jornadas com cinco pontos de vantagem para o seu perseguidor. Tal vantagem chegou a ser de sete pontos, o que previa algum conforto na prova. A primeira volta terminou com a equipa de Sérgio Conceição a perder 8 pontos contra 13 do seu rival directo.


Ao mesmo tempo, o Dragão dava uma imagem fantástica na fase de grupos da Champions League com a conquista de 16 em 18 pontos possíveis. Os azuis-e-brancos revelaram ser a melhor equipa, nesta fase, em termos europeus. Nas taças internas (Liga e FPF), Sérgio Conceição atingiu as duas finais com alguma facilidade.

Mas a partir de Dezembro/Janeiro, o panorama futebolístico voltou a sofrer profundas mudanças fora de campo. Vivia-se um período de muita tensão para os lados de Carnide com processos judiciais a decorrer nos tribunais comuns. Com a decisão tomada pela juíza de que cerca de três dezenas de supostos crimes cometidos por aquela agremiação não iriam ser julgados em tribunal, absolvendo SAD e clube, o regresso em força do estado lampiânico verificou-se em fins de Janeiro.

O sentimento de impunidade que se vive para aqueles lados, permitiram ao seu “chefão” proferir declarações em tons de ameaça, criando efeitos imediatos. O benfiquistão começou a revelar-se em toda a linha. A segunda volta da Liga NOS decorre com um manancial de erros crassos e inadmissíveis, com o foco a incidir nas decisões inacreditáveis tomadas pela inovadora tecnologia do VAR.

O FC Porto, entretanto, perdia, de forma bizarra e cruel, a final da Taça da Liga nas grandes penalidades frente ao Sporting e, no campeonato, cedeu mais quatro pontos fora do seu reduto e mais três, em casa, frente aos DDT (donos disto tudo). No final, fez a segunda volta da prova com nove pontos desperdiçados.

Entretanto, essa agremiação de Carnide passa para a frente da classificação e, pasme-se, realizam uma volta completa com apenas dois pontos perdidos, em contraste com os treze pontos cedidos na primeira volta. As decisões das equipas de arbitragem de campo e da cidade do futebol passam a ter grande preponderância nas decisões ocorridas em campo, os adversários apresentam-se de forma bastante distinta com o FC Porto e com a equipa de Carnide. Com os outros até se dão ao luxo e ao descaramento de poupar jogadores e/ou dar o jogo como perdido.


Por outro lado, os golos em catadupa e a facilidade com que essa agremiação vence os jogos é de tal forma incrível que chegamos ao ponto de concluir que não estamos, nem de perto, nem de longe, a lutar com as mesmas armas. Entretanto, a performance dessa falsa potência do futebol, claudica na Champions League e na Liga Europa faz duas eliminatórias sofridas e cai aos pés da “potência” alemã Eintracht de Frankfurt. Que discrepância!

Depois vem a parte final da prova, últimas seis jornadas com as equipas empatadas no topo da tabela. A agremiação começa a passar dificuldades nas primeiras partes dos jogos fora de casa. Refiro-me aos desafios ocorridos em Santa Maria da Feira, em Braga e em Vila do Conde. Com os acontecimentos a correrem em nada a seu favor, os DDT tratam de as inverter, de forma escandalosa e inacreditável. São tomadas decisões de arbitragem escandalosas e vemos jogadores cometerem erros de palmatória que, nem as crianças dos sub-10 cometem nos seus jogos, nos clubes onde praticam a modalidade.

Ao mesmo tempo, o FC Porto disputa os jogos todos sob grande pressão, com decisões de arbitragem sempre contra, com a “faca nos dentes” e perante adversários com posturas de equipa de Champions League. Por falar na prova europeia, a equipa portista termina a sua participação na Liga dos Campeões, nos quartos-de-final, caindo aos pés do super-candidato Liverpool.

Até que chega a deslocação dos Dragões a Vila do Conde. O FC Porto chega facilmente ao 2-0 e, de certa forma, descansa à sombra desse resultado. Depois vieram as decisões de arbitragem polémicas e erros próprios. O FC Porto colocou-se a jeito e o campeonato, praticamente, decide-se aí com os azuis-e-brancos a deixarem dois pontos.

Com três jornadas por realizar, os DDT tinham uma almofada de dois pontos para gerir e fizeram essa gestão com uma preciosa e escandalosa ajuda quando, quinze dias depois, visitaram Vila do Conde e saíram de lá com uma vitória tangencial, com três golos oferecidos pela arbitragem e pelo adversário e uma grande penalidade perdoada pelo “artista de circo”.


Assim se fez o vencedor da Liga NOS 2018/19, numa liga mentirosa, a chamada liga da vergonha que ficará registada, nos anais do futebol português, como a liga mais escandalosa da história do futebol em Portugal.

Para terminar a época, o FC Porto disputou o derradeiro jogo, novamente, frente ao Sporting, na prova rainha do futebol português. Com um ambiente fantástico, uma atmosfera bonita e um dia de sol a convidar à prática da modalidade, apesar do sempre relvado seco e duro do Jamor, o jogo assistido constituiu, para os Dragões, o expoente máximo da crueldade.

Num jogo que teve os primeiros 25 minutos de algum equilíbrio, com duas oportunidades para cada lado, traduziu-se, posteriormente, num massacre de futebol jogado em azul sobre o verde, em que a sorte ou a falta dela determinou mais uma vez o vencedor da prova.

À semelhança do que tinha acontecido na taça da Liga, o FC Porto foi tão superior ao seu adversário que nos leva a interrogar como é que o futebol pode ser tão cruel. Com tantas oportunidades perdidas, com duas bolas nos postes, com um canto verde contra catorze azuis-e-brancos e com uma subserviência leonina perante um Dragão dominador em toda a linha, interrogo-me porque é que a equipa de Sérgio Conceição não venceu este jogo e respectiva competição.

Sim, houve erros cometidos da parte dos jogadores portistas quer a defender, quer na fase de finalização. Sim, é verdade, mas não ao ponto de perder o jogo e o troféu que, pelo desenrolar dos acontecimentos, indicava que estava a caminho do museu azul-e-branco.


Aos 120 minutos, no fim do prolongamento, fazia-se alguma justiça no marcador com o empate do FC Porto na partida, levando a decisão para as dramáticas grandes penalidades. E, neste capítulo, lá tivemos que assistir a mais uma cruel e revoltante derrota que nos impediu de vencer um troféu que, tal como na Taça da Liga, seria nosso, indiscutivelmente e com todo o mérito.

Assim, termina a época do Dragão. Uma época muito boa em termos de performance, mas muito dramática e terrível em títulos. Porque “morrer” na praia, depois do longo caminho percorrido nas diferentes provas é de levar tudo e todos às lágrimas, tal como pudemos assistir esta tarde no vale do Jamor onde a revolta e a incredulidade dominaram os sentimentos de todos os portistas.

Espero que o FC Porto aproveite toda esta panóplia de acontecimentos para aprender e para se precaver a partir da próxima época. Vai ser preciso jogar tanto ou mais do que jogou na presente temporada e será necessário que a má sorte se afaste do Dragão e rume a outras paragens. Por outro lado, urge uma maior participação e acção efectivas dos dirigentes do FC Porto para combater os poderes instalados no futebol português que desvirtuam, permanentemente, toda a verdade e toda a essência da modalidade.

Obrigado e até sempre!

VIVA O FC PORTO!




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Isto é cruel e injusto"

Mais finais no futuro
“Seria super merecida a nossa vitória. Tivemos mais oportunidades e fomos superiores. Isto é cruel para um grupo de trabalho que fez tudo para ganhar esta Taça, para acabar a época a vencer um troféu, que seria merecido. Sentimos muito o que é o nosso clube e a nossa profissão. Trabalhámos de forma incrível para podermos ganhar hoje e mais uma vez nos penáltis voltámos a perder. A vida é feita de derrotas assim mas esta derrota irá tornar-nos mais forte no futuro. Vão haver mais finais, mais momentos decisivos que nós vamos ganhar. Sou apaixonado pela vida, pela minha profissão, por aquilo que faço. Compreendo a frustração dos adeptos, porque nós temos o mesmo sentimento.”

Oportunidades para ganhar
“Tínhamos preparado o jogo para ganhar nos 90 minutos e criámos oportunidades para isso. O Sporting é competitivo, houver algum equilíbrio inicial mas a partir de determinado período fomos superiores em tudo. É cruel, os jogadores fizeram um trabalho fantástico, toda a gente estava comprometida neste último dia da época mas o trabalho não chegou. É cruel e injusto, mas a vida é isto, não há nada a fazer, temos de ser mais competentes.”

A emoção no final do jogo
“É o momento, é ver a minha família de sangue triste com este momento, é ver a nossa família portista, que também é extremamente difícil para eles. Há uma frustração grande. Fico muito tocado com isto porque perder desta forma custa ainda mais. É um momento difícil para nós. Sentimos muito esta derrota. Tivemos sempre uma alma e uma crença enorme durante a partida, sempre comprometidos e envolvidos no jogo. A nossa família portista merecia esta vitória, pelo apoio, pela determinação e pela paixão que sentem a cada momento deste clube, tal como sentimos, tal como eu sinto. Não tenho vergonha nenhuma de deixar cair uma lágrima. Sou um homem. Sinto, sofro e sou apaixonado por aquilo que faço, pela vida. O meu grupo é o reflexo disso, pelo jogo incrível que fizeram".



RESUMO DO JOGO

02 abril, 2019

CARIMBO PARA O JAMOR.


BRAGA-FC PORTO, 1-1

O FC Porto carimbou o passaporte para a final do Jamor, no pior jogo da época. Os campeões nacionais tiveram uma atitude pouco a ver com a postura de uma equipa à FC Porto e mostraram passividade e desinteresse a rodos pela partida desta noite em Braga. Ao contrário do jogo do Sábado passado, a equipa foi muito frouxa e ausente. Os jogadores escalonados para esta partida, com poucos minutos ao longo da época, revelaram não merecer tantas oportunidades como as que, por vezes, gostam de reclamar.


Sérgio Conceição apostou em 4 dos 11 habituais titulares e procurou dar oportunidades a jogadores que passam mais tempo no banco e na bancada. A equipa defraudou as expectativas, levando o treinador a mostrar o seu desagrado. Os adeptos, incansáveis no apoio, desde o primeiro minuto, não saíram contentes com a postura dos atletas.

O Sp. Braga fez um jogo muito bom, procurando jogar para atingir o impossível. Os seus jogadores foram inexcedíveis e pressionaram o seu adversário desde o primeiro minuto. Sempre em ritmo acelerado, a equipa do Minho provou que a desvantagem de três golos de diferença não impedia a equipa de lutar até ao final.

Estou deveras curioso para ver qual será a postura dessa equipa quando defrontar os seus amigos de Lisboa daqui por um par de semanas. Fico à espera para ver se fazem desse jogo a final da Champions League como se viu neste jogo com o FC Porto.


Na primeira parte, só se viu FC Porto em tentativas de ataque que nunca ameaçaram o Guarda-redes Marafona. Quanto ao Sp. Braga teve uma mão cheia de oportunidades para fazer funcionar o marcador. Wilson Eduardo rematou à barra logo aos 2 minutos, depois houve uma série de situações de perigo junto da baliza de Fabiano que também contribuiu para momentos de perigo, com saídas dos postes em falso. Um golo bem anulado, por fora-de-jogo de um jogador bracarense, fez com que o FC Porto não começasse a perder tão cedo, mas já perto do intervalo, Paulinho inaugurou o marcador com uma jogada individual, onde Felipe parece ter sido carregado em falta.

Com o 3-0 do Dragão, os campeões nacionais dormiram à sombra do resultado. Inadmissível para uma equipa que tem de ter postura de campeão se pretende vencer as provas que disputa, neste momento.

Apesar do valente puxão de orelhas de Sérgio Conceição, a equipa portista foi incapaz de mudar o chip após os primeiros 45 minutos. Continuou amorfa, sem ideias, sem reagir à adversidade e impávida a assistir ao rolo compressor do Sp. Braga que continuou a carregar no acelerador para chegar ao segundo golo e deixar tudo em suspense.


Com as substituições operadas, o jogo do FC Porto continuou a ser uma lástima. Até que aos 75 minutos, na conversão de um pontapé de canto cobrado por Corona, Danilo subiu mais alto que todos e desviou a bola de cabeça para a baliza de Marafona. A partir daí as esperanças dos bracarenses terminaram.

No entanto, antes do final, Danilo salvou um golo feito em cima da linha de baliza, impedindo que os Dragões saíssem derrotados da cidade dos Arcebispos.

A taça de Portugal vai ser arrumada até ao fim da época. Os campeões nacionais vão virar agulhas para a Liga NOS onde lhes esperam sete finais terríveis, com a obrigatoriedade de vencer. Pelo meio, vem uma duríssima eliminatória para a Champions League, diante do Liverpool. A importância de ter todo o grupo focado e disponível poderá fazer a diferença. O Mar Azul, esse, está e estará sempre presente.

Próxima paragem: recepção ao Boavista, na próxima Sexta-feira com ordem para conquista de três pontos.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há que valorizar a passagem à final"

Jogo pouco conseguido
“É verdade, não foi um grande jogo. No ano passado fomos superiores ao Sporting nos dois jogos e não passámos à final. Este ano conseguimo-lo, há que valorizar a passagem à final. Agora, hoje não fomos a equipa que costumamos ser. Pouca bola, passeámos um pouco as camisolas, não gostei. Não conseguimos controlar os movimentos interiores do Horta, poucos duelos ganhos, perdemos muitas bolas na zona central. Se pudesse teria mudado oito jogadores e tive de fazer ajustamentos. O principal era a mentalidade ser outra. Eu fui jogador e sei que quando se está com uma vantagem de 3-0, há sete mudanças numa equipa, é normal, embora não devesse ser, que se relaxe um pouco. Eu não gostei disso. Quem está no FC Porto tem de ter uma mentalidade muito forte, os jogadores têm-na tido, não foi hoje o caso.”

Ausência de Brahimi e entrada de Loum
“Foi uma questão de opção no caso do Brahimi. Não pus o Loum para lhe dar um prémio, coloquei-o em jogo porque achei que a equipa precisava de um médio com as características dele.”


Castigo aplicado hoje
“Não percebo esse castigo que me foi aplicado. Não estamos numa igreja, estamos num ambiente em que as emoções e a paixão estão à flor da pele. Não percebo muito do que se está a passar na sociedade portuguesa ultimamente, estão a querer desestabilizar o FC Porto, mas não vão conseguir.”

Polémica com Abel
“Nem falámos de nada disso, falámos sobre outras coisas. Tenho uma boa relação com o Abel.”



RESUMO DO JOGO

26 fevereiro, 2019

ÀS PORTAS DO JAMOR.


FC PORTO-SC BRAGA, 3-0 (ap)

O FC Porto deu um passo e meio de gigante para carimbar a passagem à final da Taça de Portugal, que se realiza no Jamor, no dia 25 de Maio. Os Dragões bateram o Sp. Braga por números claros e quase carimbaram o passaporte para a Final de Oeiras.

Sérgio Conceição apostou no mesmo onze utilizado frente ao Tondela, excepto o Guarda-redes Casillas. A equipa mostrou que tem verdadeiras alternativas ao onze-base, muito embora o técnico portista não goste muito de apelidar as opções por esse termo. Mas o facto é que um banco com jogadores como Militão, Danilo, Marega e Soares é um banco de luxo, atendendo ao onze que entrou em Tondela e frente ao Braga e que deu um recital de futebol, vencendo os dois jogos.


O FC Porto não fez um jogo espectacular, mas teve uma atitude e uma postura em campo que não deu quaisquer hipóteses à equipa bracarense. O jogo começou bastante equilibrado com ambas as equipas a pressionarem-se e a jogar o jogo pelo jogo. O FC Porto com mais iniciativa atacante, o Sp. Braga com mais poder de controlo.

Nos minutos iniciais, o Braga foi a equipa que criou mais perigo no jogo com um remate de Wilson Eduardo que bateu nas malhas laterais, desviada por Alex Telles. O FC Porto só perto da meia hora é que respondeu com uma boa oportunidade. Pepe cabeceou à figura de Marafona. Antes, os campeões nacionais tinham ameaçado à baliza contrária, mas Pepe e Adrián viram os seus lances anulados por fora-de-jogo.

Aos 32 minutos, o FC Porto teve a oportunidade de inaugurar o marcador. Marafona saiu da baliza, socou a cabeça de Herrera em vez da bola e o árbitro do jogo assinalou de pronto a marca de grande penalidade. Depois de algum compasso de espera por supostos problemas técnicos de comunicação do árbitro, a grande penalidade foi convertida superiormente por Alex Telles e estava feito o 1-0.

Até ao intervalo, os Dragões estiveram mais perto do segundo golo do que o Sp. Braga do empate, mas não se vislumbraram situações dignas de registo. Ao intervalo, Sérgio Conceição mudou uma peça no onze. Fernando Andrade saiu, algo apagado, e entrou Soares.


O Sp. Braga regressou do intervalo disposto a mudar os acontecimentos. Aos 54 minutos, Dyego Sousa teve a oportunidade do jogo da sua equipa nos pés. Num centro para a área portista, o ponta-de-lança brasileiro dominou a bola e rematou fortíssimo para uma enormíssima defesa por instinto de Fabiano. Um momento de grande inspiração do Guarda-redes brasileiro do FC Porto.

Aos 61 minutos, Corona imitou o avançado do Sp. Braga. Óliver desmarcou Corona na área, o mexicano driblou um defesa contrário e depois rematou estrondosamente contra o Guarda-redes Marafona. Uma oportunidade de ouro desperdiçada pelo extremo portista.

Dois minutos volvidos, os campeões nacionais aumentaram a marcha do marcador. Otávio cruzou na direita para a área, Claudemir desviou a bola para Soares que, dominando o esférico com a coxa esquerda, só teve que empurrar com o pé direito para as malhas. Um lance de pura classe do avançado portista.

O Sp. Braga sentiu o golo e procurou reagir de imediato para minimizar os estragos. Aos 67 minutos, os bracarenses criaram grande perigo na conversão de um canto. A bola foi desviada na pequena área, mas depois não apareceu ninguém a desviar a bola para a baliza com sucesso.


Até ao fim do jogo realce para as substituições operadas nos dois conjuntos que não tiveram grandes efeitos práticos, excepto no derradeiro. Os Dragões acabaram por sentenciar praticamente a eliminatória no último lance de jogo. Óliver recuperou uma bola junto à linha lateral na zona do meio-campo, progrediu pela ala, foi agarrado, continuou a jogada, assistiu brilhantemente Brahimi na esquerda e o argelino fez o resto. O extremo portista puxou a bola para o pé direito e rematou, sem hipóteses, para Marafona. Que golaço!

Óliver, um senhor jogador que, de jogo para jogo, vai provando que é um dos indiscutíveis da equipa do FC Porto de Sérgio Conceição. Que classe, que brilhantismo!

O FC Porto está, desde já, com as portas do Jamor escancaradas. Só tem que ir a Braga, no mês de Abril, carimbar o acesso para a Final de Oeiras. Até lá outros compromissos esperam os azuis-e-brancos. A começar já no Sábado pelo jogo quase decisivo frente ao Benfica, no Estádio do Dragão. Uma vitória portista pode começar a definir muitas coisas na Liga NOS.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Fizemos um jogo bastante acima da média"

Eliminatória não está fechada
“É uma margem que nos deixa muito satisfeitos, mas ainda não está nada decidido. Já vi muita coisa no futebol. Temos que ter respeito por este Braga, uma equipa muito competitiva, com excelentes individualidades. O importante era ganhar e não sofrer golos. Este foi o terceiro jogo consecutivo sem sofrer golos e isto mostra a coesão defensiva da equipa, na qual todos os jogadores contam. Também soubemos perceber os pontos fortes daquilo que são os esquemas táticos, uma vez que o Braga se apresentou com uma equipa muito alta. Acho que fizemos um jogo bastante acima da média. Dou os parabéns aos meus jogadores. Este não foi um 11 alternativo, foi o melhor 11 para defrontar o Braga. Agora é preciso descansar. Os jogadores podem saborear a vitória durante uma hora ou duas e daqui a três, quando se estiverem a deitar, já devem estar a pensar no próximo jogo.”

Entender o adversário
“Percebendo como o Braga iria jogar, aquilo que eu queria era que tivéssemos a mesma inteligência e paciência em termos posicionais e a conseguir preencher os espaços, principalmente pelos médios e também dos nossos alas, daquilo que era a reação à perda de bola, algo que estivemos sempre preparados para combater desde o apito inicial.”


Espírito de equipa
“A situação do Brahimi e do Danilo foram problemas de entorse, enquanto o Marega foi um problema muscular. Arriscar por dez minutos, estando, na minha opinião, o jogo controlado, acho que não fazia sentido, era muito mais prudente desta forma. O Brahimi entrou muito bem, fez um bom golo, mas tal como Óliver disse na semana passada, os golos são a equipa que os fazem e não o jogador. Quando eu disse há umas semanas atrás, na final da Taça da Liga, que não foi o Óliver que fez o penalti, mas sim toda a equipa que o cometeu, é este o espírito de equipa que se sente aqui. Obviamente, há jogadores mais contentes do que outros, como é normal em todas as equipas, mas eu estou aqui para os motivar e, nesse sentido, tenho um grupo fantástico. Tenho de dar os parabéns aos jogadores porque, mais uma vez, demonstraram esse espírito.”

Concentrado no próximo encontro
“O jogo já acabou, agora o pensamento é já no próximo jogo. Quero chegar a casa tranquilo e, depois disso, se calhar ainda hoje à noite, vou tomar umas notas para amanhã. É o trabalho de um treinador.”



RESUMO DO JOGO

15 janeiro, 2019

CAPELA A SURGIR E HERNÂNI A DECIDIR.


LEIXÕES-FC PORTO, 1-2 (ap)

O FC Porto está nas meias-finais da Taça de Portugal mas não foi uma qualificação fácil. Não porque o adversário desta noite tenha criado grandes oportunidades, mas sim porque o FC Porto não sentenciou a partida em várias fases do jogo e também porque o regresso da capela tentou influenciar o desfecho da eliminatória. Há dois anos, o artista conseguiu em Chaves, hoje o campeão não permitiu em Matosinhos.

Não estou a dizer que o Leixões nada fez para justificar a difícil qualificação do FC Porto, mas não foi, com certeza, o principal adversário dos Dragões. A equipa leixonense apresentou-se bem defensivamente e tentou remar contra a maré. Fez três remates durante 120 minutos, no qual um deles deu um golo. Mas os grandes adversários dos campeões nacionais foram a própria equipa portista e o senhor que anda lá dentro a tomar decisões incompetentes e de intenção duvidosa.


Sérgio Conceição poupou sete unidades da equipa azul-e-branca em relação ao último jogo, em Alvalade. Mantiveram-se Felipe, Alex Telles, Herrera e Corona. Depois jogaram jogadores com poucos minutos e os dois reforços de inverno: Pepe e Fernando. Destaque para a exibição fantástica e segura de Pepe que, estou convicto, irá ser uma grande opção para a segunda metade da época. O luso-brasileiro apresenta-se numa forma física invejável e joga com uma autoridade ímpar na sua zona de jurisdição.

O primeiro tempo foi bastante positivo da parte do campeão nacional. A equipa portista pegou no jogo e procurou marcar cedo, de forma a resolver cedo a questão da eliminatória. Aos 11 minutos, desmarcação perfeita de Óliver Torres a isolar Herrera na área. O mexicano fez a recepção perfeita de pé direito e rematou colocadíssimo de pé esquerdo ao ângulo inferior esquerdo da baliza de Luís Ribeiro.

Logo a seguir, aos 18 minutos, os azuis-e-brancos podiam ter aumentado a vantagem. Numa jogada de entendimento, Fernando Andrade roda sobre si próprio na grande área e rematou de pé esquerdo às malhas laterais. O avançado ex-Santa Clara não se ficou por aqui. Cerca de vinte minutos depois, apareceu novamente na área, solto, a rematar ao lado quando tinha tudo para acertar na baliza.


A etapa inicial estava completamente controlada pelos Dragões. De regresso das cabines, os campeões nacionais baixaram um pouco a intensidade e permitiram ao Leixões pegar um pouco no jogo. No entanto, a equipa de Matosinhos, com muitos adeptos benfiq…, perdão, leixonenses nas bancadas, não conseguia chegar à baliza de Fabiano.

Foi o FC Porto a criar a primeira oportunidade de golo da etapa complementar. Com 70 minutos de jogo, Adrián isolou Corona na área, mas o extremo mexicano perdeu ângulo e rematou ao lado da baliza contrária. Não marcou o FC Porto, marcou o Leixões, num lance fortuito. Zé Paulo recebeu a bola na zona central do meio-campo portista e rematou com força ao canto da baliza de Fabiano. Um empate inesperado e que alterava os planos de Sérgio Conceição.

Militão tinha entrado minutos antes para o lugar de Corona, para apoiar Herrera no miolo, mas com o golo do empate, Sérgio Conceição teve que recorrer ao banco e meter a artilharia pesada para desfazer o empate. Primeiro Soares e depois Marega entraram para os lugares de André Pereira e Mbemba. O Dragão voltou a carregar no acelerador, mas Soares não foi feliz num cabeceamento.

Os leixonenses dispuseram de um remate de Zé Paulo para defesa atenta de Fabiano e depois só deu FC Porto. Os 90 minutos chegavam com um empate, mas que castigava um pouco da apatia da equipa na segunda parte e o desacerto na hora da finalização.


Depois veio o prolongamento e a oportunidade do artista do costume tentar meter “a mão na massa”. Aos 94 minutos, Fernando cabeceou uma bola e Dasse, deliberadamente, jogou a mesma com o braço. Grande penalidade que ficou por assinalar e, como não há VAR, nesta fase da prova, lá se foi uma oportunidade de corrigir a incompetência (ou não) do artista.

Aos 100 minutos, nova actuação da “equipa de circo” presente em Matosinhos. Alex Telles cobrou um livre na esquerda, Marega cabeceou, na área, para defesa sensacional de Luís Ribeiro e Soares, na recarga, introduziu a bola na baliza. Um golo limpo, prontamente, anulado pelo árbitro auxiliar que acompanhou a jogada. Mais uma decisão para o VAR que mais uma vez não existiu para ajudar a corrigir a incapacidade de ajuizar bem os lances capitais da partida.

O FC Porto continuou a fazer uma pressão altíssima e a reagir rapidamente à perda de bola. Hernâni entrou no FC Porto para o lugar de Fernando Andrade. A quarta substituição, permitida no prolongamento, foi a chave da eliminatória. Primeiro fez o ensaio quando, isolado por Adrián, rematou, incrivelmente, contra Luís Ribeiro. Depois, a dois minutos do fim do prolongamento, apareceu à boca da baliza a corresponder, com sucesso, a uma solicitação, novamente, de Adrián. Tal como no Bessa, Hernâni voltou a ser o abre-latas da equipa de Sérgio Conceição.


Os campeões nacionais avançam assim para as meias-finais da prova, cujo o adversário será o Sp. Braga, numa eliminatória a ser disputada a duas mãos.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "A Taça é um objetivo nosso"

Vitória num terreno difícil
“Nós analisámos a equipa do Leixões e hoje foi uma equipa verdadeiramente competitiva. Estamos num terreno difícil que torna o jogo tecnicamente mais fraco e onde por vezes é difícil aparecer algumas situações do processo ofensivo. Para quem ataca e vai à procura do resultado é mais difícil. Fizemos uma primeira parte, na segunda parte baixámos um bocadinho, também era normal uma reação do Leixões, que tem uma boa equipa. Deixámos de ter bola, quisemos esticar muitas vezes o jogo quando devíamos ficar em posse. Fez um bom golo numa das poucas situações que criou e depois no prolongamento era a nossa obrigação dar esta resposta e ganhar o jogo.”


Rodagem da equipa
“O André Pereira não jogava há algum tempo, tal como o Fernando. Mudei alguns jogadores, é normal que com este terreno que cansa que houvesse uma gestão inconsciente do esforço. Mas não deixámos correr o tempo. Sempre que pudemos, fomos à procura da baliza adversária. É verdade que também jogámos contra um adversário de valor que nos criou algumas dificuldades. É uma equipa aguerrida, determinada que esteve muito bem naquilo que foi a ocupação do espaço. Foi um bom espetáculo dentro do possível com todas as condicionantes que frisei. Não demos a volta porque os que jogaram têm menos qualidade do que os que entraram. Tem a ver com a frescura dos jogadores que entraram.”

Taça é objetivo claro
"Foi importante seguir para as meias-finais. A Taça é um objetivo nosso.”



RESUMO DO JOGO

21 dezembro, 2018

LEIXÕES É O ADVERSÁRIO NOS "QUARTOS" DA TAÇA DE PORTUGAL.


FC Porto defronta a equipa de Matosinhos na próxima eliminatória da prova, no Estádio do Mar

O Leixões é o adversário do FC Porto nos quartos de final da Taça de Portugal, ditou o sorteio realizado esta sexta-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras. O jogo, previamente agendado para janeiro, vai disputar-se no Estádio do Mar, em Matosinhos.

Caso o FC Porto ultrapasse o Leixões nos quartos de final, vai defrontar o vencedor do Desportivo das Aves-Sporting de Braga nas meias-finais da Taça de Portugal, que se disputam a duas mãos.

Quartos de final:
Leixões-FC Porto
Desportivo das Aves-Sporting de Braga
Feirense-Sporting
Vitória de Guimarães-Benfica

Meias-finais:
Leixões/FC Porto-Desportivo das Aves/Sporting de Braga
Feirense/Sporting-Vitória de Guimarães/Benfica

fonte: fcporto.pt

18 dezembro, 2018

DESPERDÍCIO SUFOCANTE.


FC PORTO-MOREIRENSE, 4-3

Mais um jogo cumprido, mais uma vitória consecutiva. Já lá vão 14. Desta vez, o jogo contou para a Taça de Portugal. O recorde de André Villas-Boas em 2010-11 está igualado e falta apenas uma vitória para que a equipa de Sérgio Conceição iguale a equipa de Artur Jorge na longínqua época de 1984-85. Mas nem tudo é um mar de rosas na equipa azul-e-branca.

O FC Porto desta noite apresenta claros níveis de desgaste e de cansaço competitivo. Os azuis-e-brancos, habituados a ritmos alucinantes durante os jogos, revelam, neste momento, a incontornável fadiga de quem tem que parar para repousar e recarregar baterias. Para depois voltar à carga onde mais ciclos de jogos surgirão. Ciclos esses ainda mais terríveis do que os cumpridos até à data. Sérgio Conceição tem um plantel à disposição com claras deficiências em termos de alternativas. Senão vejamos.


Nas laterais, Maxi acusa o peso da idade e João Pedro não parece convencer o técnico portista, bem como Jorge na ala contrária. Os centrais Diogo Leite e Mbemba não parecem ser suficientes para convencer Sérgio Conceição a abdicar de Felipe e Militão. No meio-campo, Bazoer é carta fora do baralho e Sérgio Oliveira está num momento menos bom da sua carreira. No ataque, apesar da lesão de Aboubakar, o sector não parece acusar falta de soluções.

Com isto onde é que pretendo chegar? Claramente ao facto de ser urgente encontrar soluções para enfrentar o ritmo alucinante de jogos que virão aí logo a partir de Janeiro. E será necessário ter opções válidas, caso contrário, o FC Porto, para além de não poder manter o nível de exibições exigível, poderá ter dissabores, nomeadamente com lesões. Esta noite as campainhas já começaram a tocar. Otávio (lesão muscular) e Danilo (entorse) são os primeiros a dar sinais de alarme.

No jogo desta noite, o FC Porto poupou algumas das suas pedras basilares. Casillas, Corona, Óliver, Brahimi e Soares não apareceram no onze e desses cinco, apenas Brahimi foi a jogo na segunda metade. O Moreirense, a fazer uma temporada muito interessante, poupou nove jogadores habitualmente titulares, mas não deixou de se mostrar altamente competitivo frente aos Dragões.


O jogo começou, tal como se previa. Com ambas as equipas a quererem jogar futebol e marcar golos. Os portistas optaram pelo desperdício. Já o Moreirense, na primeira vez que se acercou da baliza de Fabiano, abriu o marcador. Contra-ataque rápido da equipa do Minho com Heriberto a cruzar, rasteiro e tenso, e Texeira a encostar para a baliza. Pela terceira vez em pouco tempo, o FC Porto entrava a perder nos seus jogos.

A reacção do FC Porto não se fez esperar. Aos 13 minutos, Alex Telles bateu um pontapé de canto na direita e Felipe cabeceou para a baliza de Trigueira, sem hipóteses. Estava restabelecida a igualdade. Três minutos depois, Adrián López desmarcou-se pela esquerda, assistiu Hernâni que, num pontapé fortíssimo, rematou ao ângulo superior da baliza do Guarda-redes contrário. O Moreirense despertou o Dragão e teve resposta à altura.

Os azuis-e-brancos partiram, então, para uma exibição bastante apreciável, mas o desperdício foi de tal ordem que se o resultado ao intervalo se traduzisse numa goleada, não escandalizaria ninguém.


André Pereira, Danilo e Marega estiveram em destaque na arte de bem desperdiçar. E como quem não marca, arrisca-se a sofrer, em cima do intervalo, o Moreirense beneficiou de um livre descaído na direita. Na conversão, Bruno Silva cruzou para a área e Iago Santos, num belo cabeceamento, restabeleceu a igualdade no Dragão.

Ao intervalo, o resultado manifestava-se extremamente injusto, mas castigava o desperdício da equipa portista. No regresso das cabinas, o FC Porto quis mostrar que estava ali para resolver as coisas a seu favor quanto antes.

No entanto, Marega continuava numa noite de desperdício completo. Hernâni numa arrancada pela direita, cruzou de bandeja para o avançado maliano que, frente a Trigueira, rematou para defesa do Guarda-redes moreirense. Incrível como se pode falhar golos desta forma.

Sérgio Conceição decidiu recorrer ao banco para desfazer o novelo. Brahimi entrou aos 60 minutos para fazer a diferença, num jogo que ameaçava tornar-se sufocante para os portistas. Primeiro por causa de tanto desperdício e depois pela equipa que consentiu alguma incerteza no resultado até bem perto do final.


Aos 65 minutos, Brahimi fez um passe a rasgar para Marega. O maliano, sob a pressão de um defesa contrário, soltou-se e rematou, com convicção, para o fundo das redes de Trigueira. Depois, o Moreirense criou nova oportunidade, mas Fabiano segurou a bola a remate de Chiquinho. A partir daqui, o jogo entrou numa fase de algum marasmo, mas também alguma incerteza.

Aos 89 minutos, Marega bisou no encontro. Novo passe de Brahimi, em profundidade, a isolar Marega e este, diante de Trigueira, fez um autêntico chapéu, obtendo um golo de belo efeito. No Dragão respirava-se de alívio e libertava-se algum sufoco. Mas a festa não terminou por aqui. Três minutos depois, Heriberto disparou um “míssil” à entrada da área que só parou nas redes de Fabiano. Um golo do outro mundo que sentenciou o resultado da partida em 4-3.

O jogo reacendeu nos dois minutos finais de compensação. O FC Porto sentiu necessidade de defender a sua baliza e, no último minuto, Texeira cabeceou para a baliza portista, com Fabiano a sacudir a bola para canto, evitando o 4-4.

O FC Porto passa com todo o mérito aos quartos-de-final da Taça de Portugal. O próximo jogo dos campeões nacionais realiza-se, no próximo Domingo frente ao Rio Ave, no Estádio do Dragão, jogo a contar para 14ª Jornada da Liga NOS.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Foi um verdadeiro jogo de Taça"

O terceiro jogo em sete dias
“Eu ganhei, não é qualquer tipo de desculpa, mas a verdade é que em 7 dias este é o nosso terceiro jogo. Foi uma 1ª parte muito interessante, sofremos um golo na primeira vez que o Moreirense chegou à baliza, numa transição defesa-ataque muito interessante. Depois, fomos à procura de virar o resultado e fizemos muito bem o 2-1. Estávamos instalados no meio-campo deles e a reagir à perda de forma muito eficaz, muito forte. Conseguimos criar 4, 5 oportunidades de golo e se ao intervalo estivesse 3-1, 4-1 ninguém se admiraria, era justo que assim fosse. No último lance da 1ª parte, eles fizeram o golo, o que lhes deu confiança. Não estamos habituados a sofrer tantos golos em casa e isso penalizou-nos um pouco. No segundo tempo, não entrámos tão bem, faltou-nos alguma intensidade, agressividade, alguma gestão, mas depois conseguimos fazer o 3-2 e o 4-2 e depois num golo fantástico o Moreirense fez o 4-3, mas é uma vitória merecida num contexto de muitos jogos em poucos dias.”

Boa oposição do Moreirense
“Nós fomos sempre à procura de virar o jogo quando estivemos em desvantagem. O Moreirense é uma boa equipa, bem orientada pelo Ivo e as mudanças que ele fez resultaram muito bem. Era natural que o Ivo passasse para cinco defesas e pusesse o Chiquinho, que é um jogador muito bom no momento de ganhar a bola e partir para ao ataque. Foi muito inteligente por parte do Ivo colocá-lo mas de qualquer forma nós sabíamos o que tínhamos de fazer, fomos sempre à procura dos golos.”

Um verdadeiro jogo de Taça
“Foi um jogo bem disputado, bem dividido, falhámos algumas ocasiões para irmos para o intervalo com um resultado mais descansado, de qualquer maneira foi um verdadeiro jogo da Taça em que a equipa se sentiu aqui e ali menos agressiva e intensa mas em que controlámos.”



RESUMO DO JOGO

30 novembro, 2018

MOREIRENSE É O ADVERSÁRIO NOS "OITAVOS" DA TAÇA DE PORTUGAL.


Jogos da 5.ª eliminatória disputam-se entre 18 e 20 de dezembro

O sorteio realizado esta sexta-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras, ditou que o FC Porto vai receber o Moreirense nos oitavos de final da Taça de Portugal. A eliminatória disputa-se entre 18 e 20 de dezembro.

A história da Taça de Portugal conta dois jogos entre as duas equipas, sendo que ambos foram ganhos pelos Dragões e disputados em Moreira de Cónegos, o último dos quais na época passada, a contar para os quartos de final, que terminou com uma vitória por 2-1. O primeiro duelo disputou-se na edição 2010/11, em que os azuis e brancos venceram por 1-0, seguiram para os “oitavos” e só pararam no Jamor, onde bateram o Vitória de Guimarães por 6-2.

O FC Porto chega a esta fase depois de ter afastado o Vila Real (6-0) e o Belenenses (2-0), enquanto o Moreirense eliminou o São Martinho (1-0) e o Sporting da Covilhã (3-0). Os Dragões já defrontaram os cónegos nesta temporada, no Estádio do Dragão, onde venceram por 3-0, em jogo a contar para a jornada 4 da Liga Portuguesa.

fonte: fcporto.pt

24 novembro, 2018

POTÊNCIA MÁXIMA.


FC PORTO-BELENENSES, 2-0

Após uma paragem de quinze dias por causa dos compromissos das selecções nacionais, o FC Porto retomou o seu caminho e manteve a senda de vitórias. Desta vez a vítima foi o Belenenses que sentiu o poder de fogo dos Dragões. Sérgio Conceição alertou para os perigos deste jogo, nomeadamente a referência à qualidade da equipa de Belém, mas também à expectativa de ver como os jogadores se iriam apresentar após a paragem das competições.

O treinador portista fez algumas modificações no seu onze habitual. Casillas, Maxi, Danilo, Marega e Brahimi não surgiram em campo, mas os colegas que se apresentaram no relvado do Dragão deram uma excelente réplica. Fabiano, Corona (lateral direito), Otávio, André Pereira e Adrián fizeram jus à chamada de Sérgio Conceição.

O FC Porto entrou no jogo de uma forma intensa mas sem descurar o equilíbrio da equipa. A resposta da equipa foi boa e permitiu marcar cedo, dando alguma tranquilidade. A jogada que abriu o marcador na noite chuvosa do Dragão é muito bonita. Corona combinou com Adrián López, entrou na área contrária e entregou de bandeja para Soares empurrar a bola para as malhas.


O Belenenses sentiu o golo, procurou fazer o seu jogo mas o FC Porto não dava espaços aos azuis de Belém. Inclusive, a equipa portista mostrou uma frescura física e uma disposição fantástica para o jogo, numa noite em que a chuva caiu com bastante intensidade e, com o decorrer do encontro, o relvado mostrou-se gradualmente mais pesado.

Nesta primeira parte, registo apenas para um lance de perigo para a baliza de Fabiano. Numa desmarcação de Licá na grande área, o avançado belenense perdeu posição, rodou sobre si próprio e rematou sem grande convicção para defesa segura do Guarda-Redes portista. Pelo seu lado, o FC Porto perdeu três oportunidades de golo. Uma por André Pereira, outra por Corona e a terceira num centro-remate de Óliver que bateu na trave de Mika.

A etapa complementar previa, quiçá, um Belenenses mais atrevido e a arriscar um pouco mais, mas o FC Porto mantinha o acelerador a fundo, com potência máxima. Os Dragões procuravam o segundo golo para poder gerir melhor o jogo com mais conforto e alguma tranquilidade.


À passagem do minuto 55, Herrera ganhou posição na área e foi rasteirado. Otávio, chamado à conversão do castigo máximo, desperdiçou a oportunidade de ampliar o resultado. Mais uma das muitas grandes penalidades que o FC Porto desperdiça ao longo dos últimos anos. É preciso fazer um exaustivo exercício de memória para conseguirmos perceber se há alguma equipa que não concretiza tantas grandes penalidades como o FC Porto.

Otávio redimiu-se minutos depois, numa bela jogada de ataque. O médio brasileiro, em slalom, ultrapassou três adversários e rematou para a baliza, obtendo um golo muito bonito. A meia hora do fim do jogo, o FC Porto tinha praticamente a eliminatória sentenciada.

A partir daí, os azuis-e-brancos geriram o jogo e começou-se a pensar no importante compromisso da próxima Quarta-feira com o Schalke 04, sem nunca deixar de se procurar a baliza do Belenenses. Sérgio Conceição fez também a gestão dos seus activos. Otávio, André Pereira e Óliver cederam os seus lugares a Sérgio Oliveira, Marega e Mbemba.


O Belenenses dispôs de duas boas oportunidades com Fabiano em grande plano, a mostrar que está pronto para defender a baliza portista em qualquer jogo. Aos 75 minutos, Eduardo rematou fortíssimo para Fabiano voar e sacudir a bola para canto. E a dois minutos do fim, o guarda-redes brasileiro dos Dragões evitou outro golo, num desvio de Corona que se encaminhava para a baliza.

O FC Porto foi uma equipa muito competente, revelou estar bastante preparada para este jogo e apresenta-se, actualmente, num momento de forma muito bom para encarar mais um ciclo de jogos que se vai prolongar até ao fim de Dezembro.

Na Quarta-feira, os Dragões terão uma prova de fogo, na recepção ao Schalke 04, jogo a contar para a 5ª Jornada do Grupo D da Champions League. É um jogo crucial porque permite, em caso de empate, carimbar o acesso aos oitavos-de-final da competição e, em caso de vitória, assegurar o primeiro lugar no grupo.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Ganhámos com toda a justiça"

Parabéns aos jogadores
“Ultrapassámos um adversário que é sempre incómodo e difícil. Fizemos um bom jogo, com várias situações de golo. Condicionámos o Belenenses naquilo que gosta e sabe fazer, por isso os jogadores estão de parabéns. Era uma eliminatória importante, que não teve a atenção merecida, sobretudo por parte da imprensa escrita. Foi um jogo acima da média, num relvado muito difícil, principalmente na segunda parte. O relvado ficou pesado e foi difícil circular a bola. Para nós, que jogamos praticamente 60 ou 70% no meio-campo adversário, é importante o relvado estar bem, sobretudo tendo em conta a dinâmica da equipa.”

Jogo a jogo
“Pensamos jogo a jogo. Este era um jogo importante e a eliminar, e nos jogos da Taça tudo pode acontecer. Minimizámos o risco disso acontecer e fomos atrás do que queríamos: ganhar. Ganhámos com toda a justiça perante um adversário de qualidade e bem orientado, que cria muitas dificuldades quando joga contra os grandes. Se não tivéssemos preparado bem o jogo e se não fôssemos fiéis aos nossos princípios, poderíamos ter tido muitas dificuldades hoje.”

Sem poupanças
“Não poupo em nada, nem dinheiro, sou um mãos largas. Tínhamos preparado o jogo com determinados jogadores e tinha de respeitar o que trabalhámos diariamente. Achei que o onze que começou era o melhor para defrontar o Belenenses. Se tivéssemos sido mais eficazes, talvez tivéssemos construído um resultado mais robusto, mas o mais importante foi a vitória. Nos últimos 20 minutos comecei a pensar numa outra mudança tendo em vista o jogo de quarta-feira, mas antes deste jogo o nosso foco estava totalmente no Belenenses.”


Mais um ciclo exigente que aí vem
“Faz parte, mas é bom jogar. Cada vez que entramos em ciclos de jogos de três em três dias, é sempre bom. A competição ajuda a equipa a crescer, mas precisamos de um bom relvado. De qualquer forma, com as condições climatéricas dos últimos dias, era difícil ter um relvado de qualidade do início ao fim. Lembro-me muitas vezes do melhor relvado que apanhei na vida, o do Estádio das Antas.”

Oito vitórias consecutivas
“Estou agradado, temos ganho os nossos jogos e feito a nossa obrigação. Mas há sempre coisas a melhorar e um treinador e um eterno insatisfeito. Temos uma base já bastante sólida, mas vamos à procura da perfeição. Estamos num bom momento e tudo o que é pedido, está lá a intenção. Isso deixa-me muito feliz. Tudo o que é pedido, é aceite pelos jogadores. Tenho um grupo fantástico. Existe um grande respeito entre todos.”

O(s) penálti(s)
“Há mérito do guarda-redes, embora admita algumas dificuldades a bater. Ainda ontem treinámos penáltis e, quem bate, normalmente bate bem. Gostávamos de fazer sempre golo nessas situações. Na próxima vez, se estiver a jogar, vai ser o Otávio a bater outra vez.”

Adrián López
“O Adrián jogou como treina todos os dias. É um profissional sério e dedicado. Achei que era importante ele jogar hoje, até porque o Brahimi tem feito muitos jogos. O Adrián dá-me todas as garantias no dia a dia de que é uma opção válida.”



RESUMO DO JOGO

26 outubro, 2018

FC PORTO-BELENENSES NA QUARTA ELIMINATÓRIA DA TAÇA DE PORTUGAL.


Resultado do sorteio realizado nesta sexta-feira

Realizou-se nesta sexta-feira o sorteio da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, na Cidade do Futebol, colocando o Belenenses no caminho do FC Porto, em encontro a realizar no Estádio do Dragão.

Os campeões nacionais venceram o Vila Real (6-0) na eliminatória anterior.

Os jogos dos 16avos de final da Taça de Portugal estão agendados, provisoriamente, para o dia 25 de novembro.

fonte: fcporto.pt

19 outubro, 2018

O POKER DE ADRIÁN.


VILA REAL-FC PORTO, 0-6

Ao longo de sete anos como colaborador deste blogue, cinco como cronista, escrevi com estados de espírito muito diferentes sobre os jogos do FC Porto. Houve crónicas fáceis e difíceis que me despertaram múltiplas sensações. Umas crónicas foram divertidas, alegres, agradáveis e eufóricas. Outras, em menor número, foram enfadonhas, melancólicas e desagradáveis.

Como vilarealense, como sócio e adepto dos dois clubes e ainda como director do SC Vila Real, não sei descrever as sensações que tive durante o jogo. Foi o único jogo que vi na minha vida em que não vibrei durante o jogo e nem senti necessidade de o fazer. Estive no meu lugar a apreciar o grande ambiente à volta do Complexo, tanto fora como dentro, e concentrei-me, sobretudo, na festa que se foi fazendo pelas bancadas.


Valeu pela festa, valeu pelo ambiente, valeu pelo convívio e valeu, sobretudo, pelo registo de uma página nova e histórica na vida de um clube quase centenário. Senti um grande orgulho por este momento. Foi muito bonito ver o FC Porto a apadrinhar a estreia do SC Vila Real com o jogo televisionado para o País e além-fronteiras.

Há quase trinta anos, estive presente nos dois anteriores duelos entre as duas equipas, no mesmo estádio. Apesar de, nessa altura, ter estado mais gente, confesso que desta vez as sensações foram totalmente distintas. Na altura, com dezassete anos, olhávamos para os nossos grandes ídolos de então de uma forma espontânea. Com essa idade, não temos a capacidade de analisar tudo ou quase tudo o que nos rodeia. Nem de longe, nem de perto. A euforia de um jovem é de tal forma que lhe limita a capacidade de analisar as coisas tais como elas são. Foca-se apenas numa parte.


Desta vez, as sensações foram muito diferentes. Procurei viver o evento como se tratasse do evento do ano, aproveitei cada momento passado e de cada minuto, procurei extrair o melhor desses sessenta segundos. A cidade de Vila Real precisa destes momentos mais vezes e merece que o clube esteja numa posição mais confortável e vantajosa. Mas para isso, cidade e clube têm de se unir.

Quanto ao jogo, tal como já o disse, não o vi com aquela paixão com que vejo sempre os jogos do FC Porto, por norma. Pelos motivos óbvios. Enquanto cronista deste blogue e dos jogos do FC Porto, posso dizer que vi o SC Vila Real a fazer pela vida, a dignificar o emblema que enverga no peito e a deixar uma boa imagem dentro do relvado. E vi o FC Porto a aproveitar para dar minutos a jogadores que ainda não tinham cumprido qualquer minuto na presente época. Por outro lado, outros jogadores puderam aprimorar a forma para o terrível ciclo de seis jogos em 18 dias.

Um dos destaques vai, claramente, para Adrián López que, com um poker, decidiu, na sua quinta época ao serviço do clube, mostrar toda a inspiração que, até então, nunca se lhe tinha visto.


Da equipa habitual apenas os centrais Felipe e Militão, o médio Herrera, e o avançado Soares, se mantiveram no onze titular. E desses quatro, apenas três poderão subir ao relvado, na próxima Quarta-feira, em Moscovo.

O jogo teve sentido único. Os Dragões marcaram muito cedo e ampliaram a vantagem antes de fechado o primeiro quarto de hora, com dois golos de Adrián. A partir daí, o SC Vila Real que tinha dado um ar da sua graça, num pontapé de canto que Fabiano sacudiu com uma palmada, limitou-se a ver jogar e a tentar tapar os caminhos para a sua baliza. Os azuis-e-brancos faziam muita circulação de bola no meio-campo vilarealense, sempre com muitas movimentações. Neste capítulo, esteve em destaque Óliver Torres, para mim o melhor em campo. O jovem espanhol jogou, fez jogar, assistiu os seus companheiros e revelou-se importante no último passe.

A terminar a primeira parte, o jogo perdeu o interesse. Bazoer escapava-se isolado para a grande área e Raúl Babo travou o médio portista à margem das leis. Expulsão do jogador vilarealense e respectivo livre frontal cobrado superiormente por Adrián Lopez ditaram o 0-3 ao intervalo.


Murta, o Guarda-redes veterano do SC Vila Real, esteve particularmente inspirado. Susteve algumas investidas portistas e salvou o golo por três vezes, evitando um resultado mais volumoso ao fim de 45 minutos.

Na etapa complementar, os Dragões cavaram ainda mais a diferença. Óliver isolou Soares e o avançado brasileiro bateu Murta com um pequeno desvio para as redes. O SC Vila Real sabia que não era possível fazer melhor e com dez jogadores a tarefa tornou-se ainda mais complicada. Rui Sampaio ainda tentou a sorte com um remate de fora da área, mas Fabiano limitou-se a seguir a bola com os olhos.

O FC Porto continuou a gerir e a ensaiar ataques à baliza vilarealense, mas a velocidade do jogo baixou moderadamente. Não havia necessidade de correr riscos de possíveis lesões. André Pereira e, novamente Adrián, fecharam o resultado em 0-6, a 25 minutos do final. Pelo meio, Murta brilhava com um punhado de defesas que faziam as bancadas vibrar intensamente.


Tanto Patrick como Sérgio Conceição operaram mudanças nas suas equipas, com vista aos próximos jogos. Até ao fim, destaque ainda para uma bola no poste de Murta, após cabeceamento de Soares.

Terminado o jogo, referência para a grande moldura humana que se sentiu no Complexo Desportivo do Monte da Forca. Quase ninguém arredou pé das bancadas até o árbitro da partida soprar para o último apito. O agradecimento das equipas aos seus apaniguados e os fortes aplausos das bancadas ficam registados na minha memória.

O FC Porto prepara desde já a deslocação a Moscovo, onde na próxima Quarta-feira joga, frente ao Lokomotiv, uma importante cartada na fase de grupos da Champions League, com vista ao apuramento para os oitavos de final da prova. O SC Vila Real desloca-se a Fontelas, no próximo fim-de-semana, para cumprir mais uma jornada do Campeonato Distrital da AFVR.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição ficou satisfeito com a resposta dos jogadores em Vila Real

Respeito pelos adeptos, o jogo e a Taça
"No futebol e na vida há duas palavras essenciais: humildade e respeito. Tivemos humildade e respeito pela gente que veio ver o jogo, pelo próprio jogo e pela competição. Estou contente por isso, com mais ou menos golo, que não era importante. Importante era também a exibição dos jogadores, alguns que não têm jogado tanto, mostrando que podemos contar com eles."

Aposta em jogadores que ficaram no Olival
“Tinha de apresentar uma equipa com que eu tivesse trabalhado. A equipa que jogou passou estas duas semanas comigo, exceto o Éder Militão. Tive jogadores que chegaram em cima da hora do treino, era impossível utilizá-los hoje. Mas montei a equipa com essa noção de respeito, porque no futebol, hoje em dia, trabalha-se bem em todo o lado, as equipas técnicas são cada vez mais competentes, as coisas evoluíram e ainda bem que é assim.”

Sobre os quatro golos de Adrián López
“Não é o jogo que dita que os jogadores tenham mais oportunidades. São os treinos. Aquilo que o Adrián fez hoje é o que normalmente faz nos treinos. Por exemplo, eu tinha dito que o primeiro livre à entrada da área, seria ele que o batia, porque sei o que ele faz nos treinos.”

Sentimento igual em Vila Real ou em Moscovo
“Este ambiente é uma maravilha. Posso confidenciar que eu assisto ao vivo a mais jogos do Campeonato do Portugal e dos distritais do que propriamente da Liga. Gosto muito de ir a esses jogos, porque aprendemos muito. Jogando aqui ou jogando na quarta-feira na Rússia para a Liga dos Campeões, o sentimento tem de ser exatamente igual, só assim é que se consegue chegar a um patamar elevado e só assim é que se consegue ficar nesse patamar.”



RESUMO DO JOGO

11 outubro, 2018

VILA REAL É O ADVERSÁRIO NA TAÇA DE PORTUGAL.


Sorteio da 3.ª eliminatória foi realizado ao final da manhã desta quarta-feira

O FC Porto ficou a conhecer nesta quarta-feira o nome do adversário para a estreia na edição 2018/19 da Taça de Portugal, na sequência do sorteio realizado ao final da manhã na Cidade do Futebol.

Os Dragões jogam como visitantes frente ao SC Vila Real na 3.ª eliminatória, em data e hora a anunciar. O Sport Clube Vila Real compete atualmente na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Vila Real.

FC Porto e SC Vila Real já se defrontaram por seis vezes. O primeiro duelo remonta a 1926, para o Campeonato de Portugal: 10-0 no Campo do Covelo, com 8 golos de Normal Hall e 2 de Balbino Silva. No confronto mais recente, para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal 1991/92, a equipa portista foi ao Complexo Desportivo Monte da Forca vencer por 4-0, com golos de Petar Mihtarski (2), Jorge Andrade e Toni.

Os jogos desta eliminatória da Taça de Portugal estão agendados, provisoriamente, para 21 de outubro.

fonte: fcporto.pt

18 abril, 2018

MAIS UMA VEZ NOS PENALTIS…


SPORTING-FC PORTO, 1-0 (5-4 GP)

O FC Porto desperdiçou a oportunidade de atingir a 30ª Final da Taça de Portugal e, com isso, a grande probabilidade de vencer a prova pela 17ª vez. Os Dragões entraram em Alvalade com a vantagem de um golo e apostaram num jogo de contenção e de controlo da partida. O certo é que a poucos minutos dos 90, um erro individual e muito pouco habitual, estragou toda a estratégia que até aí tinha resultado. No prolongamento, o FC Porto, já com as substituições esgotadas, não teve soluções e a lotaria das grandes penalidades veio a confirmar novo infortúnio frente aos leões.

O jogo começou com o FC Porto em bom plano. Apesar de algumas poupanças no onze, entre eles, Marega que cumpriu 90 minutos três dias antes vindo de uma lesão prolongada, os Dragões apresentaram um meio-campo capaz de trocar a bola e segurar o jogo como Sérgio Conceição pretendia. Herrera, Óliver e Otávio deram boa conta de si. Maxi e Ricardo ficaram com a ala direita, emprestando à equipa uma maior consistência defensiva. De resto o onze habitual.


A equipa portista não permitiu veleidades ao adversário. Anulou por completo as intenções do Sporting, teve mais posse de bola, controlou o jogo e espreitou o ataque de forma tímida. Apesar disso, Otávio teve um remate fortíssimo que deu a sensação de golo em Alvalade mas a bola saiu a rasar o poste. O Sporting tentava reagir mas mal conseguia ter bola devido à pressão intensa dos Dragões. A excepção foi Gelson perto do intervalo que, numa jogada de inspiração, escapou a Telles e cruzou com perigo mas o lance perdeu-se na linha lateral.

Na etapa complementar, o FC Porto continuou a controlar o jogo e sentia-se que os Dragões tinham a passagem praticamente assegurada. Brahimi ainda teve uma jogada que isolou Soares mas o brasileiro não deu o melhor seguimento ao lance, perdendo muito tempo e controle de bola no momento do remate. O Sporting respondeu com muito perigo mas Bataglia perdeu o controlo de bola na área portista e Casillas fez a mancha.


A partir dos 70 minutos de jogo, o Sporting subiu as linhas e decidiu arriscar mais levando os Dragões a recuar no terreno e a perder a posse de bola. Pensei eu na altura que seria um bom momento para Sérgio Conceição lançar Marega. Com o maliano, o FC Porto exploraria as costas do adversário e poderia tirar dividendos. Com um golo, o FC Porto acabaria com a eliminatória.

Apesar deste pensamento, Sérgio Conceição colocou Aboubakar (que desastre!) no lugar de Soares que estava ligeiramente tocado. Sérgio Conceição colocou também Sérgio Oliveira de seguida a render Otávio e mais tarde Diego Reyes ocupou o lugar de Óliver. O Sporting apostava em jogadores de ataque e esta sequência de substituições de ambos os lados permitiu à equipa da casa jogar mais sobre a área azul-e-branca.


E foi nos últimos minutos de jogo que o balde de água fria chegou. Num pontapé de canto, a bola sobrou para Marcano que, com o seu pior pé, aliviou muito mal, a bola ficou à mercê de Coates que rematou contra o poste, tendo a bola entrado de seguida. O FC Porto reagiu de imeditato e sobre a hora do fecho da partida quase que empatou. Também num pontapé de canto, Marcano teve a oportunidade de se redimir mas a bola bateu estrondosamente na trave. Na recarga, Felipe voltou a enviar a bola à trave e Reyes fez o mesmo com esta a entrar na baliza. Golo anulado pois no momento em que Marcano rematou, Felipe já se encontrava adiantado em relação ao último defesa contrário.

O jogo seguiu para penosos 30 minutos desnecessários por cumprir. Os Dragões durante o prolongamento não conseguiram mostrar jogo ofensivo e o Sporting teve duas oportunidades. Uma por Gelson e outra por B. Fernandes. A acabar este período, no último lance da partida, Brahimi, em zona frontal, rematou fortíssimo com a bola a rasar a trave.


Chegaram as amaldiçoadas grandes penalidades. Depois de ter perdido na Taça da Liga desta forma, os portistas não voltaram a ser felizes. O Sporting não falhou nenhum das cinco, mas o FC Porto falhou uma, a primeira por Marcano, e ficou de fora da final de 20 de Maio. 

Marcano teve uma noite infeliz mas agora é hora de unir as tropas porque há quatro jogos para vencer e o FC Porto não pode ter receio de ser feliz e de entrar nos quatro jogos para vencer e convencer. Segunda-feira, os Dragões recebem o V. Setúbal para a Liga NOS, o primeiro de quatro jogos que nos pode conduzir ao título.

Está nas nossas mãos! Vamos a isso!




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Queremos ganhar os quatro jogos que faltam"

Análise ao jogo
“Durante os noventa minutos, tivemos um jogo equilibrado, onde houve poucas oportunidades de golo. Na primeira parte penso que há uma situação do Gelson na frente do Casillas, nós tivemos muitas situações ali no último terço que podíamos ter resolvido de outra forma. Esta era a segunda parte de uma eliminatória e era importante sermos inteligentes. Na segunda parte do jogo, entrámos bem, não me lembro de uma situação do golo do Sporting sem ser, obviamente, o lance do Coates. Depois vieram as substituições. Conheço já os comentadores e as pessoas, que vão dizer que fiz substituições conservadoras. Não vou meter um ponta-de-lança a seis minutos do final quando tenho um médio com limitações físicas. É normal o Jorge Jesus a dez minutos do final ter colocado toda a carne no assador, como se costuma dizer, e é normal eu mudar um médio por outro médio mais defensivo. Depois sofremos um golo de forma completamente imerecida, num lance inofensivo, mas que acontece. E aconteceu com um grande capitão, o Marcano, que para além de um excelente jogador é um excelente profissional.”


FC Porto merecia mais
“Queríamos muito ganhar a Taça de Portugal, estarmos presentes na final para podermos ganhar. Penso que pelos dois jogos, acho que merecíamos estar no Jamor. Penso que merecíamos estar no Jamor, por todo o nosso trajeto na Taça. Fizemos jogos contra o Moreirense, o Vitória de Guimarães, o Portimonense, em que marcámos um golo mesmo no fim. O Sporting fez muitos jogos mas houve pelo meio Famalicão, Oleiros, Cova da Piedade….Também jogos na Liga Europa contra adversários que não são o Liverpool…esse desgaste de que se fala é para todas as equipas, porque estamos numa fase de decisões.”

Foco na Liga
“Temos de olhar para a frente e para o nosso principal objetivo. Temos pouco mais de três semanas para sermos campeões. É esse o grande objetivo da época, foi esse o principal objetivo pedido à equipa, para além de irmos aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Penso que fomos uns dignos vencidos, embora não goste dessa expressão, na Taça da Liga e na Taça de Portugal, com o tal fator sorte que faz parte da vida e do futebol. Trabalhámos os pontapés de penálti. Hoje marcámos quatro, um bateu no poste e saiu. Lembro-me que o do Brahimi também bateu no poste e saiu. Mas vai bater no poste e entrar, não tenho dúvidas, naquele que é o nosso objetivo mais importante. Estamos com muita pedalada, como vocês viram aqui. Podemos ganhar três jogos e empatar um mas queremos ganhar os quatro jogos que faltam.”



RESUMO DO JOGO