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21 maio, 2017

O ÚLTIMO DIA DO PADRE.


MOREIRENSE-FC PORTO, 3-1

Os próximos dias ou horas vão definir parte do futuro do FC Porto. Não concebo outra ideia senão a saída do actual treinador do FC Porto. Não propriamente pelo jogo de hoje e pela sua postura no banco mas pela sua conduta ao longo de toda a época. O FC Porto não quer nem pode ter um sujeito destes nos quadros.


Sobre este jogo pouco ou nada fica por dizer.

Vi uma arbitragem normal (porque não o haveria de ser agora que o campeonato está decidido?);

Vi uma equipa a querer vencer e fazer pela vida para se manter na Liga Salazar;

E vi um conjunto de jogadores a proporcionar ao público um treino descontraído, sem terem que se esforçar muito, orientados por uma espécie de treinador que esteve sentado 90 minutos no banco com a cabeça sabe-se lá aonde e com o olhar perdido e triste no horizonte.


E nem o facto do jogo contar muito pouco para as contas do totobola, impediram o Padre de apresentar uma equipa virada para a frente. Sempre com os seus receios e cautelas defensivas, o Padre armou uma equipa com o meio-campo com três homens de cariz mais defensivo (Danilo, Herrera e A. André). Colocou Otávio (um 10 puro) a jogar sobre a direita e Brahimi e Soares na frente.

Com uma estrutura algo deficitária, não foi com surpresa que o Moreirense chegou ao golo. No primeiro golo, os centrais ficaram a ver Boateng corresponder a um centro de Rebocho. Depois perto do intervalo, Felipe comete uma fífia de amador, a bola sobra para Boateng que lança Frederic Maciel em profundidade. À saída de José Sá (substituiu Casillas) picou a bola para a baliza e fez o 2-0.

Depois do caldo entornado, é que o Padre decidiu virar-se para a frente. Mas isto já não é defeito, é feitio. Foi assim toda a época! Primeiro defende, sofre e depois é que parte atrás do prejuízo.


Por isso, o Padre lançou Corona e André Silva no segundo tempo para os lugares de Herrera e de Otávio. Os Dragões tiveram algum ascendente e chegaram a colocar em perigo a continuidade do Moreirense na Liga Salazar.

Maxi Pereira reduziu num grande golo de costas para a baliza, mas antes Danilo e Brahimi tinham desperdiçado duas oportunidades de golo.

Só que num jogo em que se vê uma equipa a competir contra um naipe de jogadores em ritmo de treino de descompressão, o resultado só pode ser o que se verificou.

Num lance em profundidade, Boateng aproveitou nova fífia de Felipe e junto à linha final cruzou para a área onde apareceu Alex a rematar para o 3-1 final.


Uma derrota pesada de uma equipa que ainda há poucos anos dominava o futebol português e fazia magia na Europa por uma equipa que sofreu até à última jornada para garantir a manutenção.

Acabou a época, acabou mais um ano a seco, acabou mais um ano em que o futuro do clube está em discussão e com a necessidade de mais uma reflexão profunda.

Esta foi a minha última crónica de jogos desta época. Foram 49 crónicas de uma época longa, mas penosa em que muitas vezes tive que “conter a pena” para não escrever o que senti.

Mas isso deixarei para a próxima semana onde vou abordar toda uma época difícil e com mais um final triste e indesejado.



DECLARAÇÕES

Nuno admitiu “jogo mau” na despedida da época

Análise a um “mau jogo”
“Não foi um bom jogo da nossa parte. Era difícil de encontrar a concentração que o jogo necessitava. Apesar do domínio produzimos pouco e é um jogo que não é o reflexo da nossa equipa. Vamos esquecer rápido este jogo.”

O futuro no FC Porto
“É o momento de nos sentarmos, conversarmos e falarmos bem sobre o projeto. Foi-me encarregue uma missão. Tenho a convicção de que o FC Porto merece estar no expoente máximo do futebol português e isso requer muito trabalho. Não necessito de nada mais do que um contrato e de personalidade para fazer o meu trabalho.”

O balanço da época
“O balanço será feito oportunamente. Houve claramente coisas boas, a base da equipa está num processo de evolução. Os jogadores subiram bastante. O ano começou com uma eliminatória de Liga dos Campeões, que centrou o nosso trabalho e este ano já lá estamos.”



RESUMO DO JOGO

14 maio, 2017

UMA EQUIPA TRISTE.


FC PORTO-PAÇOS FERREIRA, 4-1

A crónica serve para falar dos jogos, mas hoje haveria outras coisas que importa abordar. É necessário reflectir sobre vários aspectos que aconteceram esta época e também neste jogo. Mas isso deixarei para a próxima semana, altura em que escreverei a última crónica da época.

Cientes de que o campeonato já estava matematicamente decidido, o FC Porto entrou em campo para cumprir a sua obrigação. Vencer o jogo como lhe competia. Uma equipa triste e enfadonha foi o que se viu esta tarde a espaços no anfiteatro do Dragão. O P. Ferreira entrou no jogo também sem nada a perder e com a sua posição definida na classificação. O jogo não tinha qualquer interesse excepto os três pontos em disputa.


Os castores entraram bem no jogo, perante um FC Porto algo lento e previsível. NES apresentou um onze com um sistema que deveria ter sido utilizado ao longo da época e principalmente na fase decisiva da época: 4x3x3 com dois alas e um dez. Desta vez, nada tendo a perder, NES lançou o que toda a crítica sempre defendeu. Tivesse ele apostado mais vezes em alturas cruciais neste sistema e, se calhar a esta hora, estaríamos noutra posição.

O P. Ferreira deixou dois avisos no primeiro quarto-de-hora e depois chegou ao golo aos 30 minutos num lance feliz. Remate à entrada da área de Andrezinho, com a bola a bater nos pés de Ricardo Valente e a trair o guardião portista.

Mas a reacção dos Dragões não se fez esperar. Quatro minutos volvidos, os portistas chegaram ao empate. Jogada de Herrera que desmarcou Corona na direita, este fez um compasso de espera, cruzou para a área e Herrera, colocado na área, cabeceou para a baliza pacense.

Aos 39 minutos, Brahimi é carregado na área e o árbitro prontamente assinala grande penalidade. Penalty que o argelino converteu no 2-1. Estava operada a reviravolta no marcador.

A segunda parte foi de uma sonolência e de um desinteresse total que valeu apenas pelos golos que surgiram. Diogo Jota ainda prometeu uma etapa complementar de golos, com o 3-1 aos 47 minutos numa bela abertura de Herrera, mas depois o jogo entrou num marasmo que só foi interrompido aos 89 minutos quando o mesmo Diogo Jota foi carregado na grande área. Soares dias não hesitou e apontou para nova grande penalidade.


Que curioso! Agora nesta altura já se marcam penalties. Muitos mais penalties evidentes foram sonegados ao Dragão, ao longo da época. Porque será? Isto vou abordar na próxima semana.

André Silva estabeleceu o resultado final através do castigo máximo, fixando o score em 4-1. Os pacences ainda tiveram uma boa oportunidade aos 84 minutos, antes do quarto golo portista, num remate de fora da área a que Casillas correspondeu com uma defesa apertada.

Muito pouco para um jogo de 1ª Liga.

Próxima e última paragem: Moreira de Cónegos.



DECLARAÇÕES

Nuno: “Demonstração de orgulho e união por parte da equipa”

Bom jogo, boa vitória
“Sempre que o FC Porto joga, há muito em jogo, há responsabilidade e exigência. Apesar de já estar tudo decidido, houve uma grande demonstração de orgulho e de união por parte dos jogadores e o seu comportamento foi extraordinário. Foi um bom jogo e uma boa vitória. Este era um jogo importante para nós e apesar de não termos ganho o campeonato, fizemos coisas importantes, fizemos coisas boas e demos um passo importante para equipa que queremos ser no futuro.”


Agradecimento especial aos adeptos
“As minhas palavras são claras: desde o primeiro dia, o Dragão deu um apoio incondicional, esteve sempre com a equipa, nos bons e nos maus momentos, tivemos sempre apoio e hoje não foi exceção. Pessoalmente, só tenho palavras de agradecimento. Penso que os jogadores foram dignos desse apoio ao longo do ano, fizeram tudo o que estava ao seu alcance para serem merecedores dele. Acabámos juntos, sofremos juntos, festejámos juntos, que é o mais importante na filosofia do clube.”

O tempo de fazer o balanço
“É a realidade do futebol, são os resultados, continuaremos o nosso caminho. As análises devem ser feitas com frieza, houve muitas análises feitas durante o ano, mas agora sim é o momento de as fazer: primeiro encontrar o porquê, refletir sobre ele, ver que fizemos coisas boas, outras menos boas. Mas considero que crescemos como equipa, os jogadores melhoraram claramente o seu rendimento.”

O futuro
“Desde o primeiro dia que sabíamos que era importante voltar aos títulos e foi esse o objetivo do nosso trabalho. De uma forma unida, equipa técnica, jogadores, clube, todos estivemos unidos nesse propósito. E, sim, falhámos. Portanto, temos que ver o que de menos bom fizemos e não há necessidade nenhuma de manifestar nem em apoio nem noutra coisa qualquer, porque a grande confiança é um contrato que existe.”



RESUMO DO JOGO

06 maio, 2017

THE END.


MARITIMO-FC PORTO, 1-1

Só me vem à cabeça este título para esta crónica. E com ele vem-me à memória a célebre canção da banda norte-americana da década de 60/70, The Doors. Uma canção onde se fala do fim, do desespero, da destruição, da resignação e de um autocarro azul (the blue bus) que não sabemos para onde nos leva, mas que não nos levará a bom porto.

Aconteceu nos Barreiros o que mais se temia. Os Dragões não poderiam ceder nenhum ponto, mas lá voltaram a escorregar. Em 7 jogos, aí vão 5 empates. 10 pontos perdidos em 21 possíveis é inadmissível para quem pretende ser campeão.

Não nos podemos queixar apenas das arbitragens vergonhosas que se verificaram ao longo de toda a temporada com um objectivo claro: que um certo clube atinja pela primeira vez o tetracampeonato na sua história.


Ninguém duvida que as arbitragens foram determinantes para o desfecho deste campeonato; ninguém coloca em causa a atitude e a postura dos jogadores do FC Porto; ninguém pode apontar seja o que for aos adeptos do clube que acompanharam sempre a equipa ao longo da época; não foi por falta de apoio que a equipa claudicou nos momentos-chave da época.

Os jogadores do FC Porto não revelaram estofo para ultrapassar os jogos decisivos; os jogadores não foram mentalmente fortes para ultrapassar as diversas contrariedades; a equipa não foi capaz de se alhear das miseráveis arbitragens de que foi vítima.

O treinador revelou toda a inexperiência para liderar uma equipa como a do FC Porto; o treinador mostrou, em muitos momentos, a incompetência de que padece para gerir os jogos e garantir vitórias; o treinador mostrou-se medroso em vários jogos, preferindo recuar no campo e jogar pelo seguro ao invés de procurar ampliar as vantagens e definir os resultados dos jogos. Hoje foi mais um claro exemplo.

A estrutura do FC Porto de há uns anos a esta parte, anda adormecida e foi completamente ultrapassada. Não há reacções enérgicas, não funciona, está invisível e perdida algures, tal como diz Jim Morrison na sua canção. Para defender o clube, temos apenas um canal de televisão do clube composto por pessoas competentes e que parecem ter começado a incomodar o polvo que domina actualmente o futebol português.

Mas isto por si só não chega. É preciso uma estrutura directiva forte. Um presidente dinâmico, com liderança forte e uma estrutura que o acompanhe. Infelizmente, não existe. E com isto vamos continuar a ver passar os navios por mais que adeptos, jogadores, treinadores e departamento de comunicação lutem contra todos os tentáculos do polvo.


O facto é que de match-point em match-point, o Dragão foi cedendo e perdendo a corrida do título. Sabendo de antemão que assim era e que assim seria, o FC Porto teria que ser muito competente durante todos os jogos e não cometer deslizes nos mesmos. Aconteceu precisamente o contrário.

A equipa que obteve 9 vitórias em 9 jogos, cometeu outra proeza de empatar 5 jogos em 7, logo de seguida. Sofre de bipolaridade claramente. Com isto, o líder encapotado está a 5 pontos do título, tendo para isso 3 jogos para cumprir esse objectivo.

Nada mais me apraz dizer sobre este assunto. Só me resta aguardar pelo fim da 34ª Jornada. No fim da época, a estrutura que tire todos as conclusões que quiser, que tenha bom senso e que defina o rumo. Só espero que o clube não apanhe o the blue bus de Jim Morrison.

Vamos ao jogo.

Boa entrada do FC Porto na partida. O Dragão apresentou-se na Madeira com Fernando Fonseca da equipa B no lugar de Maxi e um meio-campo de combate (R. Neves-A. André-Herrera) ao invés de construção ofensiva. Otávio foi desviado para ala direita, formando o trio atacante com Brahimi e o invisível Soares. Corona ficou surpreendentemente (ou talvez não) no banco.


O onze escolhido por NES revelou logo a preocupação de se apresentar com cautelas. Com estas posições, o treinador passa logo uma imagem de falta de confiança na equipa. Tendo Otávio em momento de forma apreciável e rendendo mais na posição 10, ao FC Porto, necessitado de vencer, exigia-se que jogasse com Brahimi, Corona e Otávio no apoio a Soares. Mas não! NES preferiu jogar pelo seguro. Pois, o seguro morreu de velho.

Apesar de tudo, os Dragões, ao contrário dos últimos jogos, entraram muito bem na partida e criaram boas impressões na etapa inicial. Esta boa entrada dos azuis-e-brancos, no entanto, teve resposta à altura dos insulares que procuravam chegar à área portista com perigo.

Brahimi esteve particularmente inspirado, delineando as melhores jogadas da equipa, criando desequilíbrios e abrindo espaços para Soares que esteve completamente trapalhão e desastrado.

O FC Porto procurava o golo. Foi então que numa investida de Herrera à área, Otávio ficou com a bola ao seu alcance e rematou colocado ao ângulo inferior da baliza contrária. Estavam decorridos 28 minutos de jogo. Muito tempo ainda para jogar e para ampliar obrigatoriamente a vantagem.

O que aconteceu depois do golo? O recuo gradual do FC Porto no campo. O Marítimo ganhou confiança e começou a atacar a baliza dos Dragões, sem, no entanto, conseguir lances de registo. Antes de terminar o primeiro tempo, foi o FC Porto a desperdiçar uma oportunidade soberana de golo. Na cara de Charles, Fernando Fonseca (esteve em bom plano) atirou contra as pernas do guardião maritimista. Com 0-2, o FC Porto praticamente sentenciaria a partida.

No regresso dos balneários, os Dragões entraram novamente muito bem mas depois dos 60 minutos, voltaram a dar metros ao adversário. Eu pergunto: mas porquê?


No entanto, aos 61 minutos, o FC Porto teve outra grande oportunidade por Soares mas o ponta-de-lança, lento e adormecido, picou a bola sobre o guarda-redes mas sem a direcção da baliza.

Não marcou o FC Porto, aproveitou o Marítimo para alcançar o empate. Aos 69 minutos, Djoussé aproveitou uma desconcentração total da defensiva portista e cabeceou tranquilamente para a baliza de Casillas, na sequência de um pontapé de canto concedido infantilmente por Alex Telles. Quem ficou mal no lance foi a defesa portista que não estava concentrada e Herrera que nem sequer saltou para tentar afastar a bola da zona de perigo.

O golo provocou depressão nos portistas e galvanizou os verde-rubros. Brito teve uma oportunidade de operar a reviravolta, mas atirou ao lado da baliza de Casillas e os Dragões passaram a jogar sem tranquilidade.

Foi então que NES decidiu apostar tudo no ataque. Ah, grande homem!!! Já com Corona em campo, André Silva e Rui Pedro entraram para tentar o golpe de sorte. Mas, exceptuando uma ou outra ameaça, os portistas nunca mais tiveram uma soberana oportunidade de golo.

Com este empate, o FC Porto encontra-se, à condição, a dois pontos da liderança, esperando para ver o que mais logo o líder faz em Vila do Conde.

Com dois jogos por cumprir, ao FC Porto restará vencer P. Ferreira e Moreirense para garantir o 2º lugar, visto que o 3º classificado poderá ficar a 3 pontos dos portistas no fim desta manhã. Sabemos bem a diferença entre ficar em 2º ou 3º classificado. Ter ou não ter entrada directa na Champions League da próxima época, eis a questão…




DECLARAÇÕES

Nuno: “Vamos continuar a lutar”

Méritos para um outro resultado
“Acima de tudo é um resultado muito dececionante pelo jogo que fizemos. Controlámos totalmente uma boa equipa, com bons jogadores e bem orientada. Desde o princípio que procurámos outro resultado, tivemos méritos para isso, mas faltou-nos eficácia. Ainda assim, considero que a equipa fez um bom jogo, realizou um bom trabalho.”

Matar o jogo no momento certo
“Fizemos uma boa primeira parte, com oportunidades claras para fazer golo, tal como na segunda, aliás, e bem claras. Foi pena não termos conseguido matar o jogo no momento em que o deveríamos ter resolvido, porque tivemos ocasiões claras para isso no início da segunda parte. E, depois, num momento de desconcentração. fomos penalizados, num jogo em que o Iker não fez uma defesa.“


Penalizados por um erro
“O FC Porto foi mais forte durante o todo o jogo. O Marítimo não criou oportunidades para chegar à nossa baliza, à exceção de lances de bola parada, num dos quais fomos penalizados por um erro nosso, num lance em que deveríamos ter estado mais concentrados e em que deveríamos ter sido mais eficazes na nossa tarefa defensiva.“

Continuar a lutar
“Fomos superiores, deveríamos e podíamos vencer este jogo, que era o nosso objetivo nesta luta. Neste momento as palavras valem muito pouco. Lutámos e vamos continuar a lutar. As oportunidades acabam quando acabar o campeonato. Está mais difícil, porque há menos um jogo, mas a Liga ainda não acabou.”

Dedicação até ao fim
“Da minha parte, e em nome do grupo, peço desculpas aos nossos adeptos, aos que estiveram hoje aqui e a todos os outros. Por eles e por nós continuaremos a trabalhar e a dedicarmo-nos ao máximo até ao fim.“



RESUMO DO JOGO

29 abril, 2017

PARA CÁ DO MARÃO, MANDOU O DRAGÃO.


CHAVES-FC PORTO, 0-2

Regresso dos azuis-e-brancos a Chaves, poucos meses depois de ali ter sido atirado para fora da taça de Portugal por uma arbitragem que irá ficar registada para a posteridade.

Mas desta vez, o Dragão, de regresso a Trás-os-Montes, não permitiu que a história se repetisse, apesar do intentos “xistrenses”.


A primeira parte foi mais do mesmo em termos exibicionais da turma de NES. Equipa sem ideias, incapaz de rasgar a defesa contrária, muita circulação de bola mas sem sentido de baliza. A única coisa positiva a retirar desta parte inicial foi que o Chaves não teve qualquer situação ofensiva de registo perante a boa organização defensiva portista.

Mesmo sem Danilo, o FC Porto apresentou-se seguro defensivamente, surgindo R. Neves à frente da habitual defesa no lugar 6 com o apoio de A. André. Otávio fechou o triângulo do meio-campo. Na frente, NES colocou Corona e Diogo J. no apoio ao brasileiro Soares.

Para terminar o registo dos primeiros 45 minutos aborrecidos e enfadonhos, saliento dois livres frontais muito bem batidos por R. Neves a que António Filipe correspondeu com grandes dificuldades e um remate estrondoso de Soares à figura do mesmo guardião que defendeu de uma forma aparatosa.

De resto, acabaram por ser 45 minutos muito pobres, com muitas perdas de bola e com um futebol sem ideias e sem sentido.

Começava a ver o filme dos últimos jogos. Dar meia parte de bandeja ao adversário e depois correr atrás do prejuízo. Mas não!

Ao intervalo, houve um abanão na equipa. Os azuis-e-brancos vieram com outra postura mais aguerrida, encostaram os flavienses atrás e intensificaram o “assalto” à baliza de António Filipe.


Por isso, aos 52 minutos numa iniciativa atacante, A. André rematou forte, António Filipe defendeu para a frente e Soares surgiu oportuno a abrir o marcador no Municipal de Chaves.

Estava feito o mais difícil. O FC Porto alcançava a vantagem. Sabendo do resultado que o líder tinha alcançado alguns minutos antes, os Dragões não poderiam distanciar-se mais do que o que já permitiram nos últimos encontros.

Ora este golo, fez com que o Chaves abrisse mais o jogo e permitisse ao Dragão ter mais espaços para a exploração do seu futebol. Os portistas agradeceram e passaram a jogar de uma forma mais fluída e com o perigo a rondar mais a baliza flaviense. Pelo seu lado, os transmontanos ficaram-se pelas intenções. Casillas nem teve tempo para aquecer numa noite bastante fria e ventosa.

Otávio era empurrado na grande área à passagem dos 70 minutos mas o árbitro, mais uma vez neste campeonato, fez vista grossa e mandou seguir a jogada. Mais um penalty por assinalar para a contabilidade.

No entanto, a justiça acabaria por ser feita aos 72 minutos quando o mesmo Otávio, numa transição ofensiva, viu a desmarcação oportuna de André André e endossou-lhe a bola. O caxineiro, isolado e perante a saída de António Filipe, rematou ao canto inferior da baliza, fazendo resultado final.

Vitória alcançada, sem espinhas e mais uma barreira ultrapassada.


Antes do final, Maxi seria bem expulso por uma entrada desnecessária sobre um jogador contrário. Uma entrada que fez lembrar as entradas de Luisão em Moreira de Cónegos (bem mais grave) e as de Pizzi sobre A. André na Luz e no Algarve sobre um jogador do Moreirense que não foram sancionadas da mesma forma.

É a tal dualidade de critérios. Maxi foi prontamente expulso tal como mandam as leis. Luisão foi admoestado com um cartão amarelo e Pizzi passou incólume nas duas em que interveio, sendo que na situação do jogo do Algarve agrediu autenticamente o adversário. Isto é a verdade desportiva tantas e tantas vezes apregoada pelos candeeiros.

Nota final para o que vi e ouvi hoje na televisão. O presidente do benfica do minho veio a terreiro manifestar-se contra as arbitragens, afirmando que o seu clube tem sido vítima das arbitragens nos últimos 6 jogos.

Continuou dizendo que é fácil marcar penaltis contra a sua equipa. Como?! No jogo que fez contra o FC Porto vi três grandes penalidades cometidas por jogadores da sua equipa. Alguma foi sancionada? Sr. Salvador, sem comentários!

Terminou com esta frase: “Este campeonato é uma mentira.” Ai sim? Olha o iluminado! Chegou tarde a esta conclusão! Até ontem não disse nada. Que interessante!

Próxima paragem: Barreiros, Funchal, Madeira. Tradicionalmente complicado, o Dragão vai ter que entrar com tudo desde o minuto inicial sem ter medo de errar. Porque ao dar meia parte ao adversário, a probabilidade de acabar em asneira é grande.

Há duas opções: ganhar ou ganhar! Escolham.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Tivemos o controlo total sobre o jogo”

Domínio absoluto
“Tivemos o controlo total sobre o jogo, ainda que com duas partes distintas, e frente a uma equipa difícil, bem orientada e com uma ideia de jogo clara, mas a realidade é que não concedemos nenhuma possibilidade de chegar à nossa baliza. Na primeira parte fomos menos eficazes e menos precisos, mas na segunda fomos dominadores, controladores e mais eficazes e precisos. Estivemos sempre bem posicionados, mas sem tirar partido disso. Na primeira parte faltou mobilidade para atacar melhor a baliza e definir melhor.”

A ausência de Danilo Pereira
“Todos sabemos que o Danilo é um jogador importante para nós, mas ao longo do ano sempre dissemos que temos um plantel amplo, que dá garantias e respostas. Nenhuma individualidade está acima do coletivo no FC Porto.”


André Silva no banco de suplentes
“Foi uma decisão. Achámos melhor a entrada do Diogo Jota e do Corona numa fase inicial. Já jogámos nesse modelo e noutros. Temos diferentes abordagens aos jogos, mas temos sempre o objetivo de ser dominadores. Temos um plantel versátil e tomámos uma decisão em prol da equipa.”

A luta pelo título
“Temos que lutar até ao fim, dedicarmo-nos até ao fim. Será uma luta até ao último dia e estamos nela. Trabalhando como equipa estaremos mais perto. Todos acreditamos e a equipa deu uma boa resposta. É menos uma jornada que falta, mas vamos competir até ao fim.”

Com e pelos adeptos
“Foi um bom jogo do FC Porto, apoiado por muitos portistas que vieram a Chaves. Os adeptos têm sido muito importantes para nós. Também é por eles que vamos competir no máximo das nossas forças até ao fim.”

Maxi Pereira de fora na Madeira
“É uma ausência importante.”



RESUMO DO JOGO

23 abril, 2017

APATIA CRÓNICA.


FC PORTO-FEIRENSE, 0-0

5 jogos, 1 vitória e 4 empates. É o saldo do FC Porto que continua a lutar pelo título apesar das probabilidades terem diminuído consideravelmente. Quem quer ser campeão não pode perder 8 pontos em 5 jogos e entrar nos mesmos com uma apatia confrangedora.

Tinha acontecido na luz, em Braga e agora em casa com o Feirense. A intensidade, o crer, a vontade e a determinação andam arredadas do Dragão. O FC Porto tem dado autênticas partes dos jogos aos adversários e depois os resultados não são o que se espera.


Há uma intranquilidade enorme na equipa, os jogadores entram apáticos e psicologicamente deixam-se afectar por factores externos, nomeadamente as arbitragens e as bancadas.

Uma equipa com estofo de campeã, não pode ser tão vulnerável e tão sujeita a estas situações. A mentalidade tem que ser outra, caso contrário jamais vamos ver o FC Porto a vencer campeonatos.

Mas, tal como em Braga e em casa com o V. Setúbal, o FC Porto tem fortes e graves queixas das arbitragens. Grandes penalidades evidentes, vistas a olho nu não são sancionadas, há uma gritante dualidade de critérios, cartões por mostrar e pactos com o anti-jogo da parte dos árbitros… De tudo um pouco, acontece a este FC Porto que merece bem melhor do que o que lhe tem saído na rifa.

Sem Brahimi, castigado em Braga por um Antunes desta vida de uma forma ordinária, e sem Corona devido a lesão contraída no último treino da semana, os Dragões apresentaram-se na frente de ataque com André Silva, Soares e Diogo Jota descaído na direita. Não terá sido a melhor solução pois durante os primeiros 45 minutos, o FC Porto pouco produziu.


Com os habituais laterais a fazerem os corredores, o jogo do FC Porto não tinha continuidade. O meio-campo foi o trio habitual, mas ao FC Porto exigia-se que tivesse profundidade nas alas.

O que estava Otávio a fazer no banco?

Ao intervalo, percebeu o treinador do FC Porto que Otávio teria de ser lançado. Foram precisos 45 minutos para chegar a essa conclusão. Óliver Torres saiu e entrou o extremo brasileiro que abanou com o jogo.

Foi então que passou a haver intensidade e futebol da parte dos azuis e brancos. Otávio foi protagonista de algumas jogadas de perigo. Um penalty que Rui Costa não quis marcar, um remate que Vaná defendeu com a ponta dos dedos e um perigo constante sobre a esquerda com o apoio de Alex Telles.

O golo tardava em aparecer e NES refrescou o meio-campo e o ataque. Tirou A. André, colocando Herrera e saiu a nulidade André Silva para a entrada do agitador Rui Pedro.


Verificou-se o assalto à baliza do Feirense. Marcano foi agarrado por um defesa na área contrária, mas o árbitro voltou a recusar marcar a respectiva grande penalidade. E depois até ao fim, Maxi por duas vezes obrigou Vaná a defesas de recurso e Rui Pedro, ágil e endiabrado atirou à figura do guardião contrário.

Todas as bolas esbarraram nas pernas e troncos dos jogadores de Santa Maria da Feira e sempre que um jogador do Feirense caía, o artista da arbitragem apitava. Assim se condiciona claramente um jogo.

Incompetência e dualidade de critérios com a chancela do Polvo em grande e em força. Eis o resumo do jogo do Dragão!

Os Dragões mantêm a desvantagem de 3 pontos para o líder. Com três jogos fora e um em casa, resta aos azuis-e-brancos vencer e esperar…

Próxima paragem, em Chaves, local onde o Dragão foi, esta temporada, afastado da Taça de Portugal por uma arbitragem vergonhosa!

Haja decoro, de uma vez por todas!




DECLARAÇÕES

Nuno: “Falhámos golos, mas o árbitro também falhou”

Falta de pontaria
“Falaram golos, faltou concretizar muitas ocasiões. Assistimos a duas partes diferentes no jogo: na primeira tentámos uma circulação mais elaborada, procurámos chegar ao golo, criar situações, desequilíbrios, conseguimos situações de cruzamento e algumas situações de golo. Na segunda, com um desenho diferente, criámos ainda mais ocasiões.”

Erros graves da arbitragem
“Devemos valorizar, acima de tudo, o grande trabalho realizados pelos jogadores. O mesmo não posso dizer do árbitro. É muito difícil explicar aos jogadores e depois aos adeptos o porquê de tantas ocasiões e também de tantas falhas por parte da equipa de arbitragem. Na verdade, aconteceram erros graves por parte da arbitragem que nos penalizaram.”

Mea culpa
“Esta situação também há responsabilidade nossa, é claro, porque desperdiçámos pontos importantes para nós, embora todos os empates que tivemos tiveram sempre muito mais perto de ser vitória.”


Vivos na luta
“Perdemos uma oportunidade para encurtar distâncias, é verdade, mas temos que continuar a confiar e a acreditar nesta equipa que quer lutar, que quer ser campeã… É menos um jogo, menos uma oportunidade, mas estaremos vivos e até ao fim na luta, porque acreditamos e confiamos em nós e no nosso trabalho.”

Manter a intensidade
“Já passámos por um ciclo semelhante durante esta época e soubemos resolver e encontrar soluções para melhorar. Também somos, muitas vezes, penalizados por não conseguimos manter a intensidade durante os 90 minutos. Há ambição, há qualidade, mas que tem que ser posta em prática em muitos momentos e cabe-me a mim e a nós equipa técnica encontrar soluções para melhorar o rendimento.”

Contas no fim
“É uma luta até ao fim. Sabemos que faltam quatro jogos, temos que nos debruçar no nosso calendário, no nosso foco, que é jogo a jogo. Dizemos isto hoje e diremos na próxima semana, porque independentemente do que se passa nos outros campos, temos que cumprir o único dever que é o de ganhar para depois, no fim, fazermos as contas.”



RESUMO DO JOGO

15 abril, 2017

TROPEÇAR SEM COMPROMETER.


SC BRAGA-FC PORTO, 1-1

O FC Porto escreveu esta noite na pedreira mais um episódio da presente edição da Liga NOS com mais uns casos polémicos a juntar à extensa lista de situações decorridas ao longo da época.

Somando um ponto e perdendo dois, os Dragões viram o líder distanciar-se, havendo agora uma diferença entre eles de 3 pontos. Tudo isto quando faltam 15 pontos por disputar.

A entrada em jogo dos azuis-e-brancos voltou, tal como em várias jornadas, a não ser a melhor. Dar avanço de 45 minutos ao adversário tem sido a sina da equipa de NES. E isso costuma pagar-se caro! Com esta postura, o FC Porto vai no 8º empate na prova. Aguardemos pelo fim da competição para fazermos uma avaliação, sem nunca esquecer as habilidosas e polémicas arbitragens verificadas.

Aos 6 minutos já se festejava o golo no Estádio Municipal de Braga. Os dragões, trôpegos, presos e sem ideias, não conseguiam explanar o seu futebol e viram o Sp. Braga a pressionar bem na frente, jogando futebol de régua e esquadro. Por isso, Pedro Santos inaugurou o marcador bastante cedo, o que tornou a tarefa portista mais difícil do que o que se esperava.


Sabendo que o líder tinha vencido no dia anterior, os azuis-e-brancos acusaram a responsabilidade de vencer este jogo e o golo sofrido veio complicar ainda mais o cenário. Os Dragões não conseguiam reagir e durante a primeira parte pouco ou nada fizeram de significativo. A excepção foi a grande penalidade que ficou por assinalar sobre Soares à passagem dos 25 minutos (mais uma para a conta).

Grande penalidade que já foi vista contra o FC Porto a fechar a primeira parte. Aqui já sem quaisquer dúvidas da parte do árbitro que viu uma bola no braço de Óliver. Pedro Santo tirou as medidas à baliza, mas acertou estrondosamente no poste. Com este lance, terminou a primeira parte e o FC Porto evitava o xeque-mate no campeonato.

As tentativas do FC Porto, no primeiro tempo, terminavam facilmente na defensiva arsenalista que apostava nas transições rápidas para surpreender o Dragão. Na primeira fase de construção, Danilo esteve muito trapalhão e não foram raras as vezes em que perdeu bolas em zonas perigosas. Esta intranquilidade reflectiu-se nos companheiros do meio-campo, mais concretamente em A. André e Óliver.

E para terminar a análise da primeira parte, tempo ainda para falar sobre a excessiva agressividade da parte dos minhotos, pactuado pela equipa da arbitragem que permitiu aos minhotos fazerem faltas atrás de faltas sem qualquer admoestação.

Ora muitas vezes é assim que se condicionam os jogos e se inclina o campo conforme as conveniências. Se as cartolinas fossem mostradas quando tiveram que ser exibidas, o Sp. Braga teria tido mais cuidado na abordagem aos lances e o FC Porto, quiçá, teria construído o seu jogo de forma mais produtiva.

A dualidade de critérios, no entanto, esteve presente no relvado, não fosse o árbitro tão lesto a exibir o primeiro cartão amarelo a Felipe ainda decorria o 2º minuto de jogo. Depois disso, deixou as cartolinas sempre guardadas no bolso para a equipa da casa. “Façam o que tiverem que fazer, estejam à vontade que eu não vejo nada.”


De regresso dos balneários, esperavam-se mudanças na equipa portista. Mas NES resolveu manter o onze. A equipa pouco conseguia produzir. Por isso, o treinador colocou Corona em campo e retirou Óliver aos 55 minutos. Foi então que os Dragões começaram a carburar e encostaram os arsenalistas às cordas.

O mexicano fez-se logo notar. Mal entrou, fez um cruzamento milimétrico para a cabeça de Brahimi mas este rematou muito mal frente a Matheus. Depois a dinâmica de jogo da equipa subiu de produção. A ala direita ganhou profundidade, ao contrário da primeira parte em que se via única e exclusivamente Maxi a fazer todo o corredor.

Foi sem qualquer surpresa que o FC Porto alcançou o empate aos 61 minutos. Na cobrança de um canto sobre a direita, A. Telles colocou a bola no coração da área onde apareceu Soares a repor alguma justiça no jogo.

O Sp. Braga, completamente asfixiado na sua defensiva, usava e abusava do jogo faltoso. Cartolinas amarelas para a equipa da casa viram-se apenas as flagrantes e uma delas foi mostrada a Cartabia por entrada assassina sobre A. Telles, quando a vermelha teria sido a adequada. Mas siga a música e o jogo porque o árbitro não vê nada.

Tanto que não vê que exibiu a cartolina vermelha a Brahimi no banco (não se percebeu a sua substituição de NES), perto do fim da partida por algo que não viu. No entanto, ela foi exibida porque o 4º árbitro deu a sinalética, dizendo que o argelino terá dito algo em francês, mas que não percebeu o que terá dito! Uau!

Vamos ver que castigo virá aí para Brahimi mas suspeito de um bom par de jogos. Desta forma, retiram de cena o jogador mais desequilibrador da equipa azul-e-branca da ponta final do campeonato. Isto faz-me lembrar a época 2009-10 quando Hulk foi afastado da equipa até o campeonato dessa época estar sentenciado.

E já nem vou abordar a grande penalidade sobre Felipe durante a segunda parte. Porque se para a Taça de Portugal em Chaves, ao FC Porto foram sonegadas duas iguais a esta, porque seria a de Felipe assinalada?


Danilo perdeu a última grande oportunidade da noite num lance ensaiado aos 86 minutos, cabeceando para a bandeirola de canto quando estava em frente à baliza. E a terminar, André Silva (apagadíssimo) lançado nas costas da defensiva do Minho, perdeu a oportunidade de rematar à baliza.

Com este empate, os Dragões somam 68 pontos, menos três do que o líder da classificação. Na próxima jornada, Domingo, os portistas recebem o Feirense no Dragão já conhecedores do resultado do jogo em que o líder vai cumprir no Sábado em Alvalade.

O FC Porto está, claramente, dependente do que o Sporting conseguir fazer frente ao líder. Em caso de derrota do líder, os Dragões saltam para a liderança ex-aequo com o rival se vencerem o Feirense. Os outros dois resultados do líder, deixarão as contas do campeonato praticamente resolvidas a favor do rival.

Notas finais.

Em primeiro lugar, dizer que o FC Porto empatou o jogo de ontem por culpa própria. Não foi capaz de entrar bem no jogo e sofreu um golo madrugador que condicionou e comprometeu o desenrolar do jogo. Mas isto não é inédito na equipa de NES. Além disso, os seus jogadores perderam oportunidades soberanas para desfazer o empate. Mas a incompetência e a falta de sorte não permitiram o golo da vitória.

Nesta fase da temporada, não há margem para erros e o FC Porto tem dado alguns “tiros nos pés” que podem comprometer irremediavelmente a conquista do campeonato.

Em segundo lugar, uma palavra para a equipa de arbitragem. Se o FC Porto perdeu dois pontos por culpa própria, a equipa de arbitragem teve também a sua cota de responsabilidade. Há uma clara intenção de ver um novo tetracampeão no futebol e por isso vale tudo. Desde beneficiar de auto-golos constantes, contratos celebrados com jogadores de equipas adversárias antes dos jogos, passando por árbitros com decisões escandalosas durante os encontros, até à influência em jogos de terceiros.


E ontem houve mãozinha, de forma a que o jogo fosse conduzido a preceito. E quando o árbitro quer condicionar uma equipa, é muito fácil. Se a quiser condicionar defensivamente, basta começar a mostrar cartões amarelos a torto e a direito. Se a quiser condicionar ofensivamente, o caminho é pactuar fortemente com o jogo faltoso e com o anti-jogo da equipa adversária.

Ontem verificou-se o segundo caso. Tirem as vossas ilações.

Por último, quero fazer aqui uma apreciação a certos adeptos do FC Porto. Passam da depressão à euforia e vice-versa num ápice.

Quando estava o FC Porto com a possibilidade de desalojar o líder do primeiro lugar há um par de jornadas, eram só frases como “vamos ser campeões”, “somos os maiores”, vamos para a frente e de lá já ninguém nos tira”, blá, blá… Veio o jogo com o V. Setúbal que em caso de vitória colocaria os Dragões na liderança. Correu mal, foi ver insultos, palavrões que aqui não posso reproduzir, já eram todos os nabos, etc, etc…

Ontem antes do jogo, o optimismo exacerbado estava patente e visível nestes adeptos bipolares. No fim do jogo, lá regressou de novo a depressão e um chorrilho de insultos e de impropérios. Vou aguardar pelo próximo Sábado, primeiro, e pelo dia seguinte, depois, para ver se a bipolaridade vai regressar em força. Faço votos para que não aconteça, mas prefiro esperar para ver.

Faço também aqui um forte apelo a todos. Não se precipitem. Continuem a apoiar a equipa até ao fim do campeonato. Nessa altura, critiquem, insultem, elogiem, soltem loas, façam o que quiserem. Mas, neste momento, do que a equipa precisa é de apoio constante mesmo quando as coisas correm mal ou quando jogam de forma, se quiserem, confrangedora.

Estão vivos, estão na luta, estão a 3 pontos da liderança mesmo contra todas as contrariedades. Faltam 5 jogos, vamos TODOS dar o nosso apoio para vencer esses jogos. Até lá, contenham-se. É um favor que fazem à equipa e a toda a navegação.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Não nos rendemos”

O mau início e a boa resposta
“O início do jogo foi algo que nos preocupou. Sabíamos que ia ser um jogo difícil, com um SC Braga muito pressionante. Foi uma boa reação da equipa, mas sofrer o golo cedo condicionou-nos. Soubemos jogar, produzir, chegar à igualdade e procurar a vantagem, que era o que todos queríamos. Eles fizerem uma boa pressão, mas recorreram muitas vezes à falta. O início do jogo é mau, mas também ajustamos rápido e a segunda parte é toda nossa. Foi um bom trabalho dos jogadores, faltou um melhor critério. Estamos tristes, mas não acabou.”

A mudança estratégica durante o jogo
“Desde o princípio vamos analisando e vendo o rendimento dos jogadores. Todas as decisões são sempre muito pensadas e na procura do melhor. Já apresentámos várias vezes este modelo e mudámos durante o jogo. Com a entrada de Corona tivemos largura, mas quero destacar o grande jogo e grande capacidade de luta de todos.”

Luta pelo título continua
“​Os nossos adeptos que vieram hoje aqui fizeram-nos sentir como no Dragão. Nós estamos tristes também por eles, mas quero dizer-lhes que não acabou. Três pontos é uma derrota do nosso adversário e estamos na luta. Vamos lutar todos os dias. Como grupo não nos rendemos nunca. Temos que fazer o nosso trabalho, pois faltam cinco jogos e são muitos pontos.”



RESUMO DO JOGO

08 abril, 2017

SOARES DE VOLTA.


FC PORTO-BELENENSES, 3-0

O FC Porto regressou às vitórias este Sábado no Estádio do Dragão depois de dois empates e prossegue o seu caminho na luta pelo título.

À hora excepcional a que escrevo a crónica, o líder da classificação acaba de obter uma vitória em Moreira de Cónegos cheia de casos e de vergonhas. Mas os Dragões não vão desistir. Vão continuar a trilhar o seu caminho com o título como horizonte. Estamos a um ponto, mas estamos na luta.


O objectivo será vencer todos os jogos que faltam (6) e esperar por boas novas do outro lado em uma ou mais dessas seis jornadas e depois no fim fazem-se as contas.

Nuno Espírito Santo voltou a colocar André Silva ao lado de Soares, relegando Corona para o banco, mantendo-se fiel ao trio do meio-campo Danilo-A. André-Óliver. Na defesa Felipe fez parelha com Boly que substituiu o castigado Marcano, auxiliados pelos habituais laterais e com o guardião Casillas.

O jogo com o Belenenses não começou muito bem. O Dragão teve, porém, um adversário que não exigiu muito e a vitória acabou por surgir com alguma naturalidade. A meia hora inicial deixou algo a desejar, mas depois o FC Porto conseguiu produzir um pouco mais e perto do intervalo (38 minutos), Danilo com assistência de André Silva abriu o marcador.

Brahimi foi quem cobrou o livre que iria parar à cabeça de André Silva para assistir Danilo. Isto depois de já terem sido cobrados vários livres por Alex Telles sem sucesso.

Uma primeira parte com pouco sumo e que exigia um Dragão mais forte e mais intenso para a segunda parte, sob pena de acontecer o que tinha acontecido na recepção ao V. Setúbal.


Na segunda metade, o Belenenses tentou a sua graça logo nos minutos iniciais, mas as intenções ficaram-se por um remate à figura de Casillas. Os portistas sabiam que tinham de carregar no acelerador, não só para ampliar o resultado do jogo, mas também para terem a noção de que para vencer os próximos jogos é necessário mais produção, mais futebol, mais intensidade e maior velocidade.

Foi isso que aconteceu. Oportunidades não faltaram e a produção portista subiu consideravelmente. Em poucos minutos, Soares rematou ao lado, Óliver ultrapassou o guarda-redes contrário e rematou para a baliza, mas um defesa de Belém salvou sobre a linha e Felipe na cara do guarda-redes rematou escandalosamente por cima da baliza.

Perto dos 70 minutos, Nuno Espírito Santo tirou André Silva e colocou Corona que, logo de seguida, teve uma jogada pela direita, partiu os rins a um defesa contrário e centrou com conta, peso e medida para a cabeça de Soares. O avançado brasileiro regressava assim aos golos depois de um jejum de dois jogos sem faturar.

O Belenenses resignou-se ali mesmo, mas quatro minutos volvidos, Brahimi foi carregado na grande área. O árbitro, desta vez, assinalou para a marca de onze metros. O próprio argelino converteu o castigo máximo com facilidade, fixando o resultado em 3-0.


O FC Porto continua em segundo lugar a um ponto da liderança, num jogo em que viu mais duas grandes penalidades sonegadas pelo árbitro e numa jornada em que o seu rival jogou em Moreira de Cónegos e foi protagonista de entradas graves por trás sem expulsões, cartolinas amarelas a ficarem no bolso durante a partida e, para culminar, socos a não serem sancionados, passando claramente com toda a impunidade que caracteriza esse clube.

Depois de na jornada anterior a comissão disciplinar da FPF não vislumbrar nada de anormal no jogo da Luz, esperemos com toda a serenidade para ver quais vão ser as decisões que a mesma comissão disciplinar vai tomar ou não sobre as cenas vergonhosas que todo o país pôde assistir no jogo do Minho.

Vencer no Minho, na próxima jornada, é o objectivo do FC Porto. Um jogo muito difícil com o Sp. Braga que vai obrigar os Dragões a ter um desempenho muito mais elevado que o demonstrado no jogo deste Sábado.

Continuamos na luta! Ninguém desarma!




DECLARAÇÕES

Nuno: “Vitória inteiramente justa”

Uma vitória de todo o Dragão
“Foi um bom jogo, com um grande apoio do Dragão e um grande trabalho dos jogadores. Vitória inteiramente justa do FC Porto. Entrámos bem, a controlar o jogo, com muita posse de bola. O golo poderia ter chegado mais cedo, mas chegou e isso é que importa. Conseguimos objetivo principal na nossa fortaleza, que era conquistar os três pontos.”

Domínio absoluto
“A equipa fez um bom jogo, controlado e dominado. Não permitimos praticamente nada ao Belenenses, que não teve nenhuma oportunidade flagrante para marcar. Tivemos muita produção, muita circulação, criámos oportunidades e fizemos três golos. A equipa esteve muito bem.”

Crescimento sustentado
“Isto faz parte do crescimento sustentado de que tanto falamos. Cada treino é uma oportunidade para melhorar e cada jogo é uma oportunidade para mostrar essa melhoria. Temos muitas opções e podemos criar novos problemas a quem defende. Temos jogadores com diferentes características e cabe-nos potenciar o seu rendimento em prol da equipa.”


Bolas paradas
“Todos os momentos do jogo são trabalhados até à exaustão. A qualidade e confiança são importantes em lances de bola parada. Estes lances são fundamentais, quer na defesa, quer no ataque.”

Marcar e não sofrer
“É essencial marcar e não sofrer, pois a luta vai ser muito intensa até ao fim. É tão importante marcar como não sofrer.”

A liderança, ainda que à condição
“Estamos onde queremos estar.”

Segue-se uma deslocação a Braga
“Amanhã já começamos a preparar o próximo desafio que temos pela frente.”



RESUMO DO JOGO

01 abril, 2017

NA LUTA ATÉ AO FIM.


sl benfica-FC PORTO, 1-1

Jogo apelidado como decisivo há mais de 15 dias, deixou tudo na mesma na frente da classificação. Com uma pequena diferença que poderá ou não fazer a diferença: o FC Porto deixou de depender de si para chegar ao tão almejado título. Faltam 7 jornadas para cumprir e aos Dragões não basta vencerem os seus jogos. Terão de, pelo menos, esperar por um empate do adversário desta noite.


No entanto, o empate pode ser considerado um mal menor, tendo em conta a forma como decorreu o jogo. O FC Porto apresentou-se no estádio da Luz com um 4x3x3, com o intuito claro de vencer a batalha do meio-campo. Mas o jogo não começou de feição para os portistas. O adversário teve uma entrada forte e surpreendente. Os Dragões ressentiram-se disso e aos 7 minutos de jogo já estavam a perder através de uma grande penalidade superiormente convertida por Jonas.

Num lance conduzido pelo artista de circo Jonas, o avançado vermelho entrou na área, desviou a bola de Felipe e depois autenticamente procurou o contacto com o defesa central portista. O jogador azul-e-branco, apanhado de surpresa, acabou por cometer a falta. Direi que é uma grande penalidade “cavada” por um espertalhão que, aproveitando o contacto com Felipe, lançou-se contra as suas pernas. Um lance que suscita bastante polémica, atendendo a que Jonas foi, como disse, autenticamente, procurar a falta.

Há quem seja a favor de ter existido grande penalidade, há quem não seja. Eu digo que é grande penalidade mas bem “cavada” por um artista ordinário que, além deste lance, andou a provocar o treinador Nuno Espírito Santo e tentou “cavar” nova grande penalidade na segunda parte. Tenha vergonha!


Após o golo, o FC Porto a pouco e pouco começou a libertar-se da pressão a que estava submetido. A resistência ao futebol apoiado por parte dos vermelhos, com pressão sobre o portador de bola e rápida reacção à perda da mesma, dificultou muito a vida ao Dragão. Era necessário arrepiar caminho e encontrar formas dos Dragões soltarem-se das amarras do adversário.

Neste capítulo, Brahimi e Óliver conseguiram aos poucos fazer subir a equipa e obrigar a equipa contrária a recuar no terreno. O argelino começou a desenvolver o futebol mais pelo meio e ia, aqui e acolá, criando alguns embaraços aos vermelhos.

Nesta fase do jogo, cerca dos 20 minutos, os portistas já controlavam o jogo com paciência, mas também com cautelas. O adversário passava a jogar em transição, procurando a velocidade de Rafa (que flop de 18 milhões!!!) e de Salvio. Mas os azuis e brancos continuavam a trilhar o caminho até ao golo, pausadamente e sem precipitações.

Aos 36 minutos, Brahimi na cobrança de um livre directo, obrigou Ederson a desviar uma bola para a linha final com as pontas dos dedos e o intervalo acabaria por chegar pouco tempo depois, sendo bom conselheiro.


O primeiro tempo acabava com a equipa vermelha a ter supremacia pela melhor entrada no jogo e com os portistas a reporem o equilíbrio gradualmente para encararem a etapa complementar da melhor forma. E foi o que aconteceu.

Aos 49 minutos, o FC Porto repunha a igualdade na partida. Numa jogada de Brahimi pela esquerda, permitiu ao argelino cruzar para a área, a bola sobrou para A. André que, à segunda vez, cruzou para o coração da área. Soares amorteceu para Maxi e este não se fez rogado. Atirou colocado ao ângulo inferior direito da baliza contrária.

A partir deste momento, o árbitro escalonado cirurgicamente para este jogo, começou a inclinar o campo. Qualquer iniciativa atacante do FC Porto era prontamente cortada com faltas habilidosas e cirúrgicas ou então através de foras-de-jogo mal sancionados da parte de Xistra e seus pares. Era preciso ter cuidado para não afrontar o inferno da Luz (inferno só se for para ele – Xistra –, porque para o FC Porto é como estar num verdadeiro salão de festas). Apesar disto, os Dragões estavam determinados a não voltar a sofrer golos e, se possível, marcar outro.


Aos 59 minutos, poderia ter surgido o 1-2, caso Soares tivesse dado o melhor seguimento a uma jogada em que, lançado em profundidade por Danilo, não conseguiu concluir da melhor forma, permitindo que Ederson fosse mais lesto a chegar à bola. Com o 1-2, o que teria sido o jogo? Não sabemos.

Depois deste lance, o FC Porto recuou no terreno e a equipa vermelha voltou a ter o ascendente da partida. Foi a vez de Iker Casillas demonstrar porque é que ainda é um dos melhores guarda-redes da Europa. Aos 62 e aos 73 minutos salvou a sua equipa de sofrer o 2º golo, quiçá, contribuindo com um precioso ponto para a conquista do título.

Nuno Espírito Santo refrescou o ataque com as saídas de Corona, Soares e Brahimi e com as entradas de Jota, André Silva e Otávio. O meio-campo e a defensiva portista foram obrigados a um jogo bastante desgastante mas que valeu a pena, mantendo o FC Porto a um ponto da liderança e preparado para a luta até ao fim da Liga.

O FC Porto recebe o Belenenses na próxima jornada, jogo que inicia o ciclo final de 7 jogos, o primeiro de sete vitórias obrigatórias.


Nota final para o árbitro da partida.

Ouvi e li muitas coisas durante a semana sobre a nomeação do árbitro da partida. Carlos Xistra, árbitro que já não arbitrava um clássico há quase uma década, regressou aos grandes jogos. Conhecido pelas suas decisões polémicas e incrédulas, o árbitro da Covilhã não se fez rogado com o FC Porto em termos disciplinares e técnicos. Mostrou 5 vezes a cartolina amarela aos Dragões e, por duas vezes, deixou-a no bolso em relação aos jogadores contrários. Um deles foi Pizzi que, mais uma vez, de uma forma fantástica, escapou incólume ao 5º amarelo.

Xistra esteve também mal auxiliado na segunda parte num fora-de-jogo mal tirado a Diogo Jota quando este se escapava para a baliza e após o golo do empate, tratou de inclinar o campo a favor dos vermelhos. Cada queda dos jogadores de Lisboa, era assinalada falta, ao contrário das muitas infracções cometidas sobre os portistas, vistas quase sempre pelo árbitro como inexistentes. Assim é fácil a uma equipa proteger a sua baliza e atacar com todo o conforto, sabendo que no sector defensivo pode-se fazer jogo faltoso sem ser punido por isso.

É a isto a que eu chamo de arbitragem habilidosa. E Xistra sempre foi um árbitro habilidoso. Teve influência directa no resultado final? Não. Teve influência no desenrolar do jogo na 2ª parte? Teve.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Vamos ter que trabalhar e lutar até ao fim”

Má entrada, boa reação
“Entrámos mal e o Benfica apareceu demasiadas vezes na nossa área. Faltou-nos a bola para controlar o jogo e ficámos em desvantagem numa grande penalidade. A partir daqui, a equipa mostrou personalidade e a vontade que tinha de dominar o jogo, mas em alguns momentos faltou-nos profundidade. Mas foi uma demonstração clara do que queríamos fazer aqui. Conseguimos o empate no início da segunda parte e, a partir de certa altura, soubemos defender. É um empate que nos mantém na luta e todos sabemos que a luta será até ao fim.”

Ainda há muito para jogar
“Qualquer que fosse o resultado, nada ficaria decidido, pois ainda faltam sete jornadas. O campeonato é muito competitivo e sabemos que temos de ser muito fortes, mas o nosso pensamento é jogo a jogo. O processo de preparação deste jogo começou logo depois do jogo com o Vitória de Setúbal. A partir de agora vamos já preparar o próximo. Dos onze que iniciaram o jogo com o Benfica, nove trabalharam connosco durante estas duas semanas”

Tudo em aberto
“Estamos tristes, pois viemos aqui com a vontade de conquistar os três pontos. É um resultado que não muda nada e que nos deixa na mesma posição. Vamos ter que trabalhar e lutar até ao fim.”


Arbitragem
“Sofremos faltas que não foram assinaladas e, a mim, preocupa-me esse desnível nas decisões. Quanto ao penálti sobre o Jonas, é penálti.”

A entrada maldosa de Jonas
“Tenho 1,90m e 105 quilos. É muito difícil derrubarem-me.”

Demora na entrada dos adeptos do FC Porto
“Não se entende após 40 minutos do início do jogo. Não se entende. O nosso agradecimento a todos os que ficaram de fora e aos que nos apoiaram ate ao fim. Esta ligação entre os nossos adeptos e a equipa é fundamental.”

Um grupo de jogadores “muito forte”
“Todos têm dado uma resposta muito boa. Para a equipa técnica é muito bom saber que vamos preparar o próximo jogo com todos os jogadores, totalmente comprometidos com o nosso objetivo de sermos campeões nacionais. Conseguimos levantar-nos de um momento mau, no qual somámos muitos empates. O FC Porto tem um grupo muito forte de jogadores, que querem muito ajudar a equipa. Não há nomes nem individualidades, é o FC Porto.”



RESUMO DO JOGO

19 março, 2017

IMATURIDADE, INGLÓRIA E DESPERDÍCIO.


FC PORTO-VITÓRIA SETÚBAL, 1-1

O jogo do Dragão frente ao V. Setúbal pode quase resumir-se a estes três pontos. Foi um jogo tremendamente ingrato e madrasto para a equipa portista. Os Dragões que vinham de uma excelente série de vitórias consecutivas, viram a sua sequência interrompida no jogo mais importante até ao momento, antes da visita ao Estádio da Luz.

Imaturidade porquê? Porque a equipa de Nuno Espírito Santo revelou claramente não saber lidar com a pressão positiva. Aquela pressão de vencer para atingir uma posição de vantagem no campeonato, catapultando a equipa para o primeiro lugar. Sabendo do tropeção do rival na noite anterior em Paços de Ferreira, os portistas não foram competentes e tornou-se evidente que não foram capazes de gerir esta pressão.


A imprensa falou e muito no dia de hoje que o FC Porto já não estava na liderança há 444 dias(!!!) e perante o cenário de interromper esse longo jejum, os portistas acusaram a responsabilidade e não souberam gerir emocionalmente a situação.

Se bem nos lembramos, o FC Porto já tinha passado por uma situação destas na primeira época com Lopetegui. O Rio Ave tinha derrotado o Benfica, minutos antes do FC Porto iniciar o jogo na Choupana. Ora, os portistas até entraram bem nesse jogo com um golo madrugador, mas depois acusaram a pressão e deixaram-se empatar, perdendo a oportunidade de saltar para a liderança.

Uma vez que o FC Porto tem andado permanentemente e persistentemente atrás do prejuízo, poderei concluir que os Dragões sentem-se mais confortáveis na posição de pressão negativa do que na de pressão positiva. Senão vejamos…


O FC Porto anda desde o início do campeonato atrás do 1º lugar. Depois de alguns pontos perdidos que comprometeram o título a dada altura, com alguns empates consecutivos e cinco jogos sem fazer golos, os azuis-e-brancos foram capazes de recuperar pontos no início da 2ª volta, mantendo-se colados ao líder há já 7 longas jornadas. Sabendo que não poderia ceder pontos, o FC Porto respondeu sempre muito bem na posição de perseguição à liderança.

Quando lhe foi dada, nesta jornada, a possibilidade de saltar para o 1º lugar, a equipa baqueou e não foi competente para corresponder ao exigido: vencer o V. Setúbal na sua própria casa.

Vamos esperar pela próxima jornada para ver o que acontece. O FC Porto vai visitar o líder do campeonato daqui por quinze dias. Os Dragões irão colocar-se à prova. Não vão poder ceder terreno, sob pena de comprometerem as suas aspirações (pressão negativa) e, ao mesmo tempo, vão poder disputar o jogo com a certeza de que se vencerem, ocuparão a primeira posição da tabela (pressão positiva).

Inglória porquê? Porque o FC Porto não foi feliz neste fim de tarde no seu estádio. Perante quase 50.000 nas bancadas, o FC Porto não teve a ponta de sorte que, por vezes, é determinante para se vencer um jogo. Principalmente jogos como o de hoje. Além de ter pela frente uma equipa que foi com um firme propósito de complicar a vida, os portistas sentiram que do outro lado estava um conjunto de jogadores que iam usar e abusar do anti-jogo.


Muitas paragens por simulação de lesões, reposições de bola em jogo mais demoradas do que seria de esperar, quebras de ritmo do próprio jogo e até, no momento das substituições, simulações de cãibras dos jogadores sadinos para queimar mais alguns minutos. Logicamente que o árbitro compensou essas perdas de tempo, mas não pode pactuar com este tipo de jogo que foi uma estratégia pensada e estudada para ser posta em prática desde o primeiro minuto, mas que é o perfeito exemplo do que não é e nem pode ser o futebol.

Desperdício porquê? Vamos centrar-nos no primeiro tempo. O FC Porto poderia ter arrumado com o jogo relativamente cedo. Oportunidades claras não faltaram. Desde bolas nos postes, passando por bolas salvas em cima da linha de golo, até inclusive ao inspirado e dissimulado guarda-redes sadino que deve ter feito a exibição da época.

Brahimi foi o primeiro a desperdiçar, com algum azar à mistura, após passe de André Silva, num lance salvo por Vasco Fernandes sobre a linha. Depois houve um lance atípico e algo caricato. Marcano atirou ao poste, Felipe recargou contra um sadino que salvou em cima da linha e Soares, por último, permitiu, a defesa a Varela. Alguns minutos volvidos, André Silva, muito bem servido por Soares, rematou de cabeça defeituosamente ao lado com a baliza escancarada.


O golo de Corona, perto do fim da primeira parte (45 minutos), viria a colocar alguma justiça ao resultado, mas por defeito. Um golaço, num remate de primeira, sem deixar cair, após centro perfeito de Óliver. Após o golo, jogaram-se mais 5 minutos de compensação, dadas as manobras de artista da equipa do Sado.

Parecia estar desbloqueada a partida. O FC Porto apanhava-se em vantagem e regressava dos balneários com a sensação de que o 2-0 poderia surgir mais cedo ou mais tarde. Não foi assim. Terrivelmente, os Dragões estavam em tarde desinspirada quer em oportunidades desperdiçadas no primeiro tempo, quer no nervosismo e na ansiedade revelados na etapa complementar.

Aos 55 minutos, numa iniciativa setubalense, Felipe escorregou ao tentar interceptar uma bola na grande área e João Carvalho com espaço para receber o centro de Nuno Pinto atirou para a baliza, com Casillas a tentar fazer a mancha mas sem grandes hipóteses.

Os Dragões sentiram muito este golo e psicologicamente a equipa ficou afectada. Mas, apesar disso, André Silva ainda foi capaz de enviar uma bola ao poste, num cabeceamento estrondoso e Brahimi rematou por cima da baliza.


A terminar o jogo, Soares dividiu a bola com o guarda-redes e o defesa sadino e o lance perdeu-se por cima da baliza. Registo ainda para três grandes penalidades a favor do FC Porto durante a partida. Uma na primeira parte sobre André Silva e duas na segunda parte sobre Brahimi e novamente sobre André Silva.

Mas nem quero ir por aí. Apesar de já ter perdido a conta das faltas a favor do FC Porto não assinaladas nas áreas contrárias, entendo que o FC Porto, desta vez, falhou uma ocasião soberana para ser líder isolado do campeonato porque não foi capaz de ser competente.

Vamos aguardar 15 dias para ver o que o campeonato nos reserva. Os Dragões vistam o Estádio da Luz a correr atrás do prejuízo, mas como o campeonato é uma prova de regularidade, determinante vai ser verificar qual das equipas é que vai cometer menos erros. Daí surgirá o campeão nacional.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Continuamos a depender de nós”

Falta de pontaria
“Na primeira parte jogámos bem, criámos muitas oportunidades de golo, chegámos ao intervalo com a vantagem de um e podia ter sido mais dilatada. É sobretudo de lamentar a falta de eficácia no início do jogo, apesar da boa produção ofensiva. Na segunda, sobretudo na parte final, quando o Vitória acumulou toda a sua equipa na área, a pressa de chegar ao golo fez com que o critério não fosse o melhor para definir as situações. As decisões não foram as melhores, tentámos jogar um futebol que não nos caracteriza e ainda criámos algumas oportunidades para chegar à vitória, que era de todo merecida, porque fomos a única equipa que quis ganhar.”

As substituições
“As mudanças que fizemos foi na perspetiva de melhorar e conseguir manter a presença na área, dar mais largura com a entrada do Diogo Jota, numa altura em que o Vitória estava muito fechado, não saia da sua área e era importante, quando já não há tanto critério, que a bola esteja lá e tenhamos gente para segurá-la e concretizar.”

Oportunidade desperdiçada
“Mantém-se tudo igual, continuamos a depender de nós. Tínhamos uma boa oportunidade de sermos líderes, desperdiçámo-la e temos que nos levantar rapidamente, gerir esta paragem para que possamos no próximo jogo estar fortes, como queremos, e continuar na luta que todos desejamos que seja vitoriosa.”


O antijogo do adversário
“O antijogo é algo que tem sido recorrente ao longo do campeonato. Esse critério do árbitro em dar aqueles minutos de compensação é o que deve ser seguido sempre, penalizando as equipas que fazem antijogo. Mas não quero comentar esse tipo de estratégia, cada equipa adota a que considera melhor, nós só temos que estar concentrados no jogo e procurar que o tempo de jogo seja o mais útil possível.”

Sem nunca perder o rumo
“A nossa abordagem ao próximo jogo não muda. Desejávamos lá chegar na liderança, mas a abordagem será exatamente igual. Vamos trabalhar de forma intensa, sem descanso para chegar ao próximo jogo e conquistarmos os três pontos. O que nos caracteriza enquanto equipa é que nunca, em momento algum, perdemos o rumo, nunca pensamos que estes pequenos deslizes que temos nos condicionam, o que queremos no final é ser campeões e isso exige que nos levantemos rápido, mantendo-nos unidos para conquistarmos o que queremos."



RESUMO DO JOGO