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13 maio, 2012

Mão cheia no cair do pano sobre 2011/2012

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Rio Ave FC 2-5 FC Porto

Liga 2011/12, 30.ª jornada.
12 de Maio de 2012.
Estádio dos Arcos, em Vila do Conde.


Árbitro: Jorge Ferreira (Braga).
Assistentes: Pedro Ferreira e Nélson Moniz.
Quarto árbitro: Jorge Tavares.

RIO AVE: Huanderson; Sony, Gaspar, Jeferson e André Dias; Bruno China, Vítor Gomes e Tarantini; Christian, João Tomás e Kelvin.
Substituições: Vítor Gomes por Braga (41m), Bruno China por André Vilas Boas (65m) e João Tomás por Yazalde (81m).
Não utilizados: Paulo Santos, Jorginho, Éder e Mendes.
Treinador: Carlos Brito.

FC PORTO: Bracali; Danilo, Rolando, Mangala e Alvaro Pereira; Defour, Moutinho e James; Djalma, Kléber e Varela.
Substituições: James por Iturbe (46m), Varela por Hulk (65m) e Bracali por Kadú (82m).
Não utilizados: Maicon, Alex Sandro, Lucho e Janko.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores: Djalma (13m), James (17m), João Tomás (42m, pen.), Kléber (50m, 75m e 90m+1) e Christian (66m),

Cartões amarelos: Djalma (41m), João Tomás (42m) e Christian (74m).

O FC Porto venceu, este sábado, o Rio Ave por 2-5, com golos portistas de Djalma, James e Kléber (3), em jogo da 30.ª e última jornada da I Liga. FC Porto deixa de ser bicampeão virtual para se tornar apenas bicampeão 2011/2012.

Curiosamente foi no campo de Vila do Conde que o FC Porto se sagrou bicampeão nacional graças ao empate do 2º classificado com o Rio Ave na 28.ª jornada. No dia anterior, o FC Porto tinha vencido na Madeira mas só saiu para a varanda do Estádio do Dragão após o deslize dos rivais.

Já com o titulo nas mãos, Vítor Pereira deixou Hulk no banco de suplentes e lançou uma equipa titular renovada: Bracali, Danilo, Mangala, Rolando, Alvaro Pereira, Moutinho, Defour, Djalma, Varela, Kléber e James.

Os Dragões marcaram cedo, logo aos 13 minutos, num bom arranque de Djalma a inaugurar o marcador em Vila do Conde. Quatro minutos depois, foi a vez de Varela brilhar para James marcar. Com a técnica do extremo português e a pontaria do colombiano, o FC Porto fez o 0-2.

Perto do intervalo, na conversão de uma grande penalidade, o goleador João Tomás não falhou perante Bracali, marcando o seu 11.º golo esta temporada.

Na segunda parte, com Iturbe no lugar de James, o FC Porto chegou ao terceiro golo da partida. Novamente Varela no lance do golo, a fazer um excelente trabalho, o avançado internacional português assistiu Kléber que finalizou com classe. Estava feito o 1-3 em Vila do Conde.

Aos 65 minutos, o FC Porto não marcou mas os adeptos aplaudiram como se assim fosse com a entrada de Hulk. O avançado brasileiro tomou conta do lugar de Varela no jogo. Mas quem marcou, um minuto depois, foi Atsu para o Rio Ave. Após uma boa jogada de Braga, o ganês isolou-se, passou pela defesa portista e reduziu para 2-3.

O jogo continuava em bom ritmo e, aos 75 minutos, Kléber bisou na partida. Já em tempo de compensação, o ponta de lança brasileiro completou um hat-trick, terminando o campeonato com 9 golos.

Fim do jogo, o FC Porto é oficialmente bicampeão, com seis pontos de vantagem sobre o 2.º classificado. Seguiu-se a festa pela Avenida dos Aliados, e para o ano há mais...



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira e os objectivos prioritários

A explicação do treinador do FC Porto: "A equipa quis acabar bem o campeonato. É séria, competente e ganhámos com toda a naturalidade e justiça. Neste clube, colocamos sempre os objectivos colectivos à frente dos individuais e sentimos que era um jogo para outras opções, para jogadores que têm sido menos utilizados. Foi uma temporada desgastante para todos os treinadores e é natural que precise de férias, mas também é preciso começar a preparar a próxima temporada."

Hulk e a festa "ainda mais bonita"

A leitura de Hulk, que entrou aos 65 minutos e assistiu Kléber para o último golo do jogo: "Independentemente de já termos o campeonato ganho, procuramos estar sempre motivados. Era o último jogo e nós queríamos ganhá-lo, para a festa ficar ainda mais bonita. A equipa está de parabéns e fez um bom jogo. Quem escolhe a equipa é o “mister”, mas em nenhum momento eu pensei jogar e fazer três golos. Sempre que jogo, é a pensar em dar o melhor à equipa e o mais importante foi termos conquistado o título nacional. Gosto de jogar sempre, mas temos que respeitar a opinião do treinador. Temos jogadores que ajudaram muito ao longo da época e que mereciam ser campeões. Despedir-me dos adeptos? Não. Vou comemorar com os adeptos. Depois começo a pensar na selecção. Quanto ao futuro, tenho mais quatro anos de contrato com o FC Porto."



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 30ª jornada

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Tribunal O JOGO: Rio Ave FC 2-5 FC Porto
Árbitro Principal: Jorge Ferreira (Braga) / Assistentes: Pedro Ferreira e Nélson Moniz / Quarto árbitro: Jorge Tavares.


Deu para tudo

Jorge Ferreira não tem pedalada para estas andanças e nem em fim de festa os seus erros passaram despercebidos. Mal auxiliado, marcou um penálti duvidoso com João Tomás fora-de-jogo. Somou ainda inúmeros lapsos técnicos e disciplinares e uma forma de conduzir o jogo que confundiu autoritarismo com autoridade.



fonte: ojogo.pt

12 maio, 2012

"Espírito de união foi determinante"

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Na última conferência de imprensa da temporada e em vésperas de terminar o campeonato, Vítor Pereira reiterou que o FC Porto foi um justo vencedor e confidenciou que foram os momentos menos bons que acabaram por lançar a equipa em definitivo para o título: "O espírito de união que se criou foi determinante".

O treinador abordou a deslocação a Vila do Conde esta quinta-feira, no Olival, fazendo um balanço final de tudo o que se passou e sublinhando o trabalho que os Dragões empregaram nesta época.

O encontro frente ao Rio Ave realiza-se já este sábado, às 18h30.

Títulos somam-se com competência
"Ficava admirado era se nos fosse reconhecido mérito pela parte deles [referindo-se às queixas sobre a arbitragem do segundo classificado do campeonato]. Mas no FC Porto estamos é já preocupados em melhorar para o próximo ano; não nos lamentamos; acreditamos no trabalho, na competência, no espirito de união, e é assim que vamos somando títulos."

Adeptos sabem reconhecer o mérito
"A questão da continuidade não faz sentido nenhum, nem para mim nem para o presidente. A imprensa é que alimenta isso. Não estou minimamente preocupado.

O clube prepara tudo com antecedência e o que posso dizer é que as coisas estão em andamento. Lutamos sempre por todas as provas em que estamos inseridos; quanto a isso, não há dúvidas.

Os nossos adeptos são muito exigentes, mas na hora da verdade também sabem reconhecer o mérito a quem ganha.

Tenho competência e espero continuar a ganhar títulos. A vida é feita de provações; só tenho de continuar a mostrar trabalho e dedicação."

Orgulho em representar o FC Porto
"O mais difícil, esta época, foi de facto gerir as expectativas, depois de tantas vitórias. É natural que os jogadores tenham elevado as suas expectativas e o mais complicado foi mesmo ultrapassar e gerir essa situação. Mas a verdade é que estamos num grande clube e sinto um orgulho enorme de todos os que aqui trabalham, incluindo eu e os jogadores. O espirito de união que se criou foi determinante."

Feliz acima de tudo pelo trabalho
"Não sou muito de extravasar sentimentos; a minha alegria é mais interior. Mas é claro que estou feliz e satisfeito pelo título e pelos festejos com os adeptos. Ainda assim, naquele momento o que mais me veio à ideia foi o trabalho todo que empregámos nesta época."

É certo que esta é uma estrutura que facilita o trabalho dos treinadores; no entanto, a história revela-nos que nem todos os treinadores conseguiram ser campeões aqui. Seja como for, acho que o mérito foi, fundamentalmente, dos jogadores"

Objectivos colectivos são prioritários
"O que conta é a equipa. Os nossos objectivos passam primeiro por sermos o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato. Se pudermos juntar a isso o título de melhor marcador, tanto melhor. Independentemente disso, de uma coisa não tenho dúvidas: o Hulk é o melhor jogador do campeonato; foi e continuará a ser determinante."

Campeonato bem disputado
"Não costumo falar de arbitragens e julgo que essa foi a única vez em que o fiz [referindo-se às declarações proferidas no final do desafio que ditou a única derrota do FC Porto no campeonato, em casa do Gil Vicente, por 3-1], mas o que é facto é que o Bruno Paixão esteve realmente mal nesse jogo. Mas a verdade é que também reconheci que a minha equipa não esteve bem.

A eliminação da Champions e da Taça de Portugal foram momentos igualmente menos bons, ainda que a derrota com a Académica tivesse acabado por se traduzir num momento de viragem para a nossa equipa. Acima de tudo, acho que assistimos a um campeonato bem disputado e a única coisa que não o dignifica é mesmo a situação da União de Leiria."

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Bracali, e Kadú;
Defesas: Danilo, Maicon, Rolando, Mangala, Alex Sandro e Alvaro Pereira;
Médios: Lucho, João Moutinho Iturbe e Defour;
Avançados: Kléber, Hulk, Varela, James, Djalma e Janko.

06 maio, 2012

Uma questão de superioridade em noite de festa bonita

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FC Porto 2-0 sporting cp

Liga 2011/12, 29.ª jornada.
5 de Maio de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 50.212 espectadores.


Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa).
Assistentes: Bertino Miranda e Ricardo Santos.
Quarto árbitro: Cosme Machado.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; James, Hulk e Varela.
Substituições: Sapunaru por Danilo (57m), Varela por Janko (57m) e Lucho por Defour (64m).
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Djalma.
Treinador: Vítor Pereira.

SPORTING: Rui Patrício; Pereirinha, Onyewu, Polga e Insúa; Schaars, Elias e Matías Fernández; Carrillo, van Wolfswinkel e Capel.
Substituições: Carrillo por Jeffrén (60m), Matías Fernández por André Martins (71m) e Schaars por Diego Rubio (78m).
Não utilizados: Marcelo, Carriço, Evaldo e Xandão.
Treinador: Sá Pinto.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador: Hulk (82m, pen., e 88m).

Cartões amarelos: Sapunaru (14m), Carrillo (16m), Onyewu (20m e 67m), Moutinho (41m), Fernando (43m e 90m+3), Lucho (49m) e Hulk (83m).

Cartões vermelhos: Onyewu (67m, por acumulação de amarelos), Polga (80m) e Fernando (90m+3, por acumulação de amarelos).

Este era o jogo de celebração do bicampeonato, como já se sabia, mas houve outro "bis" a apimentá-lo. Hulk apontou os dois golos que derrubaram um Sporting ainda a lutar pelo terceiro lugar e deu mais cor à festa, que foi rija no Dragão. Os Dragões já não perdem em casa, para o campeonato, há 57 jogos, que correspondem a 42 meses. Querem melhor marca de superioridade do que esta?

Para além disso, o FC Porto fez uma época quase perfeita no que diz respeito aos duelos com os "grandes" (e aqui incluímos também o Sporting de Braga): quatro vitórias e dois empates. No confronto deste sábado, um adversário aguerrido não foi capaz de contrariar uma segunda parte muito forte dos Dragões, que tiveram em Hulk a solução para “desbloquear” a partida.

A primeira parte foi disputada e dividida, com nenhuma das equipas a conseguir uma grande oportunidade de golo. Os Dragões tiveram mais posse de bola (52 por cento) e procuraram circulá-la mais do que o adversário, espreitando brechas na defesa do Sporting. Os lisboetas apostavam no contra-ataque, exigindo à defensiva azul e branca um cuidado redobrado.

As duas melhores situações de ataque dos Dragões surgiram nos primeiros minutos: aos sete minutos, após livre de João Moutinho, Otamendi apareceu ao segundo poste, mas desviou para fora. Dois minutos depois, um pontapé de ressaca de Lucho, após um canto, saiu por cima da baliza de Rui Patrício. Da etapa inicial, apenas mais uma nota, para registar a tendência do árbitro Pedro Proença para juízos equivocados. O FC Porto saiu prejudicado em vários lances que irritaram a plateia e a equipa azul e branca.

No arranque da segunda parte, Polga disparou ao poste da baliza do FC Porto, mas seria esse o único sinal de perigo dos forasteiros na segunda parte. Os azuis e brancos pegaram no jogo e, aos 53 minutos, Varela isolou-se mas rematou contra as pernas de Rui Patrício, que haveria de ser várias vezes o “salvador” do Sporting.

Aos 67 minutos, Onyewu viu um justificadíssimo segundo cartão amarelo, quando Hulk seguia disparado para a baliza do Sporting, e o FC Porto passou a usufrui de superioridade numérica. O Sporting não faz mais do que resistir, mesmo que por vezes de forma ilegal: aos 78 minutos, Janko foi tocado quando se preparava para desviar para a baliza um cruzamento de Danilo.

A resistência sportinguista terminou depois de nova arrancada de Hulk: o brasileiro cruzou para Janko, que rematou de calcanhar mas permitiu a defesa de Rui Patrício. James acorreu à recarga mas foi "ceifado" por Polga, que foi expulso. Hulk converteu o penálti e deu vantagem ao FC Porto, mas as suas diabruras não iriam ficar por aí.

Primeiro, aos 85 minutos, ofereceu o golo a Janko, mas Rui Patrício voltou a efectuar uma defesa quase impossível. Aos 88, deu a machadada final no encontro, em mais uma arrancada incrível, deixando para trás a "remendada" defesa do Sporting e o guardião Patrício. Foi o 16.º tento do brasileiro na prova, em que é o melhor marcador portista. Antes do apito final, ainda foi possível ver Fernando a celebrar, mesmo tendo visto o segundo cartão amarelo. É uma imagem pouco comum, mas o tempo era já de festa.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira: "Só a equipa mais consistente levaria o título"

Título com dedicatória
"Quero dedicar este título a muita gente: aos jogadores, que são os principais obreiros, à massa associativa, que esteve sempre connosco, à Administração e a todo o staff do FC Porto."

Vitória com mérito
"Foi um jogo complicado, contra uma boa equipa, com uma primeira parte aberta, jogo corrido e oportunidades de um lado e de outro. Chegámos à vitória com todo o mérito, mas creio que também não seria justo ter vencido por mais golos, porque o Sporting bateu-se bem."

Mais que justificado
"Foi um campeonato difícil e competitivo. Viemos de uma época com muitos títulos e enfrentámos dificuldades características de quem ganhou tudo. Fomos regulares, competentes, ultrapassámos fases menos boas, e acabámos a jogar bom futebol e a justificar claramente o título. Foi um campeonato muito disputado, como se previa. Só a equipa mais consistente e mais regular conseguiria levar o título, e nós temos o melhor ataque e a melhor defesa. Nos jogos decisivos, a equipa assumiu-se e isso tem a ver com o carácter dos jogadores."

Ano de aprendizagem
"Não tenho problemas em assumir que se tratou de um ano de muita aprendizagem. Fomos crescendo, para chegarmos ao fim da época fortes e capazes de resolver os jogos decisivos. Todas as experiências são de aprendizagem e nós vamos crescendo com elas, e eu tenho humildade suficiente para o reconhecer e para saber que ainda vou crescer como treinador. Acredito que no futuro serei melhor, mas não estou aqui a fazer promessas."



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 29ª jornada

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/


Tribunal O JOGO: FC Porto 2-0 sporting cp
Árbitro Principal: Pedro Proença (AF Lisboa) / Assistentes: Bertino Miranda e Ricardo Santos / Quarto árbitro: Cosme Machado.


Erro sem unanimidade

Os nossos especialistas não são consensuais na análise do denominado caso do último clássico da época: Jorge Coroado argumenta que Hulk empurrou Pereirinha no lance que antecede a grande penalidade favorável ao FC Porto, enquanto Pedro Henriques e José Leirós acham que não houve qualquer infração. Embora Coroado e Leirós defendam que Fernando foi mal expulso, a arbitragem de Pedro Proença merece, globalmente, nota positiva.


Momento mais complicado

79' No lance que antecede penálti favorável ao FC Porto, Hulk empurra Pereirinha? Ficou falta por assinalar?

Jorge Coroado
-
Com ambos os braços, Hulk desviou Pereirinha da sua frente, ficando com campo aberto para o cruzamento. Livre direto que deveria ter sido assinalado. Da jogada nasceu a grande penalidade e por isso é um erro com influência.

Pedro Henriques
+
As repetições de que o árbitro não dispõe não mostram claramente que Hulk tenha empurrado Pereirinha. Como tal, benefício da dúvida para a decisão do árbitro que na sequência do lance assinalou grande penalidade.

José Leirós
+
Não há qualquer infração. Hulk disputou corretamente a jogada com Pereirinha, não cometendo qualquer falta pois não o empurrou. O árbitro decidiu bem em todo o contexto do lance, permitindo que o jogo prosseguisse.


Outros casos

66' Onyewu é bem expulso, com segundo amarelo, por travar Hulk à entrada da sua área?

78' Havia motivo para assinalar grande penalidade por alegada falta de Elias sobre Janko?

80' Penálti bem assinalado por falta de Polga sobre James? Ação disciplinar é correta?

90'+2' Fernando é bem expulso por acumulação de cartões amarelos?

Jorge Coroado
+
Onyewu, imprudente, rasteirou Hulk por trás justificando o livre assinalado e a exibição do cartão amarelo, que foi o segundo.
+
Não houve qualquer infração de Elias sobre Janko. A jogada foi normalíssima e Janko simplesmente perdeu o equilíbrio.
+
Polga foi precipitado ao rasteirar James. Grande penalidade. O cartão adequado seria o amarelo porque o portista não estava enquadrado com a baliza.
-
Por falta, de modo algum. Se foi pelos protestos, estes só aconteceram depois da exibição do cartão, pelo que a expulsão, por acumulação, é errada.

Pedro Henriques
+
Onyewu tocou no pé de Hulk, derrubando-o à entrada da área quando este ia rematar. Foi advertido e bem expulso por cortar um ataque prometedor.
+
Elias não empurrou Janko. Ambos os jogadores tentaram chegar à bola; o contacto é normal e fruto do movimento que levavam e sem motivo para infração.
+
Sim. Polga rasteira James, a direção lateral do drible e os defesas com possibilidade de intervir são as razões pela qual o cartão devia ser amarelo por corte de ataque prometedor.
+
É bem expulso por acumulação. Fernando impediu de forma deliberada e ostensiva a progressão do jogador leonino quando este saía em contra-ataque.

José Leirós
+
Tal como no primeiro cartão, Onyewu desinteressou-se da bola e derrubou o adversário cortando jogada perigosa. É bem exibido o segundo amarelo.
+
No estádio dá a sensação de grande penalidade, mas a decisão do árbitro é acertada. Elias não empurrou Janko que ainda jogou a bola e caiu logo a seguir.
+
Grande penalidade nítida, pois Polga rasteirou James. O vermelho foi estranho, a entrada não foi violenta e não destruiu uma clara oportunidade de golo.
-
Segundo cartão amarelo exagerado pois nem o local da falta nem a mesma justificava ação disciplinar que Fernando aceitou de forma diferente (festejos).


Apreciação global

Jorge Coroado
Certo na grande penalidade, puniu infrações inexistentes e deixou passar outras, como aos 79'. E na disciplina não teve critério, exagerando na exibição do cartão amarelo. Foi muito convencido e pouco convincente.

Pedro Henriques
Tecnicamente assertivo, acompanhando os lances de perto e bem auxiliado pelos seus assistentes. A gestão disciplinar é questionável nomeadamente na expulsão de Polga.

José Leirós
Será certamente o árbitro do ano em Portugal. Ontem, deu mais um bom exemplo, cometendo pequenos erros em mais um bom ensaio com os assistentes que o vão acompanhar no Europeu.



fonte: ojogo.pt

05 maio, 2012

"Mérito partilhado por todos"

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Vítor Pereira não tem dúvidas: o FC Porto revelou "mérito" na conquista do campeonato e estende os elogios a todos os elementos do clube, incluindo a massa associativa. E apesar de o título já estar assegurado, o treinador promete uma equipa de qualidade frente ao Sporting: "Queremos mostrar a nossa competência".

O técnico fez a antevisão do clássico esta quinta-feira, no Olival, onde deixou garantias de um FC Porto "motivado".

A partida realiza-se este sábado, às 20h30, no Estádio do Dragão.

Objectivo claro de vencer
"Temos o objectivo claro de vencer este encontro e o próximo e, por isso, esta semana treinámos de forma normal: para ganhar e somar mais três pontos.

Acredito num jogo de qualidade, com duas equipas de qualidade, e espero estarmos ao nosso nível."

Mérito partilhado por todos
"Não vejo sentido no que se vai dizendo nem me sinto injustiçado, mas deixo as análises ao critério de todos vós. Sei o que quero e os passos que tenho de dar para o alcançar. Sinto um orgulho enorme em representar o meu clube. Fui campeão no meu primeiro ano e estou contente por termos proporcionado esta alegria. O mérito deve ser partilhado por todos: jogadores, administração, presidente, staff e massa associativa. Aliás, aproveito também para enviar um grande abraço à minha equipa técnica, que foi excepcional.

Não tenho de me pronunciar sobre os outros clubes. O que sei é que no FC Porto assumimos as nossas responsabilidades, mesmo quando as coisas não correm bem. Analisámos tudo o que aconteceu e é assim que estamos habituados a ganhar.

O futebol não se trata de um duelo de treinadores, mas sim de uma prova de regularidade. O FC Porto renovou o título a duas jornadas do fim, com o melhor ataque e a melhor defesa, e isto é que é importante. O nosso mérito é que conta."

Mostrar competência
"Independentemente de já termos assegurado o nosso objectivo, garanto que este jogo é importante para nós. Queremos ganhar pela nossa massa associativa e mostrar a nossa competência.

Espero um Sporting motivado, pela campanha que fez na UEFA Europa League, e forte, mas acredito que faremos um bom jogo."

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Danilo, Maicon, Rolando, Sapunaru, Otamendi e Alex Sandro;
Médios: Lucho, João Moutinho, Defour e Fernando;
Avançados: Kléber, Hulk, Varela, James, Djalma e Janko.

30 abril, 2012

29 abril, 2012

Está quase

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SC Marítimo 0-2 FC Porto

Liga 2011/12, 28.ª jornada
28 de Abril de 2012
Estádio dos Barreiros, no Funchal
Assistência: Cerca de 4000 espectadores


Árbitro Principal: Paulo Baptista
Árbitros auxiliares: José Braga e Paulo Ramos
4º árbitro: André Gralha

MARÍTIMO: Salin; Briguel, Roberge, Robson e Ruben Ferreira; Rafael Miranda, Olberdam e João Luíz; Danilo Dias, Sami e Fidelis.
Substituições: João Luís por Heldon (46m), Danilo Dias por Benachour (62m) e Roberge por Pouga (81m).
Não utilizados: Peçanha, João Diogo, João Guilherme e Luís Olim.
Treinador: Pedro Martins

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; James, Hulk (cap.) e Varela
Substituições: Varela por Djalma (63m), James por Defour (75m), Lucho por Rolando (88m)
Não utilizados: Bracali, Danilo, Kléber, Rolando e Janko.
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1

Marcadores: Hulk (16m, pen e 89m, pen)

Cartão amarelo: Rafael Miranda (20 e 89m), Ruben Ferreira (31m), Robson (48m), Alex Sandro (55m), Benachour (67m), Olberdam (69m), Hulk (74m); Heldon (84m)

Cartão vermelho: Rafael Miranda (89m)

Carlos Pereira prometeu que FC Porto não teria paz, outros apostaram as fichas todas num tropeção na deslocação à Madeira, mas os Dragões mostraram mais uma vez quem é o patrão do campeonato e ganharam de forma autoritária, com dois golos de Hulk, na conversão de duas penalidades sem discussão. Faltam dois pontos para o bicampeonato. Ou menos.

Boa entrada no jogo do FC Porto, à procura do golo que deixasse o título mais perto. Com Varela no “onze” e Janko no banco, coube a Hulk ocupar a posição central no ataque dos Dragões, que desde o primeiro minuto ameaçaram a baliza de Salin.

Utilizando preferencialmente o flanco esquerdo, aproveitando sucessivas combinações entre Alex Sandro, Varela e Moutinho, o FC Porto encurralou o Marítimo na área e foi procurando criar situações de remate. Hulk e Lucho ameaçaram e aos 13 minutos o golo esteve mesmo iminente, com Hulk a concluir uma excelente jogada pela esquerda, mas que Ruben Ferreira salvou em cima da linha.

O FC Porto pressionava e aos 16 minutos chegou à vantagem, através de um penalti convertido por Hulk, depois de Fidelis cortar um pontapé de canto com a mão – falta clara e sem discussão. Hulk marcou com competência, fazendo a bola entrar junto ao poste esquerdo da baliza de Salin.

Sempre com mais posse de bola, o FC Porto controlou a partida, esteve perto do segundo golo aos 38 minutos, quando uma bela iniciativa de Sapunaru terminou com um cruzamento atrasado para o remate de James, que Salin defendeu em desespero com as pernas.

A perder por um golo, o Marítimo foi acreditando que podia inverter o resultado e a verdade é que na segunda parte criou muitos mais problemas à defesa dos Dragões. Aos 68 minutos Helton impediu a igualdade, com uma grande defesa a remate de Fidelis. No minuto anterior foi Hulk quem esteve perto do segundo golo, mas o remate saiu ligeiramente ao lado.

Mesmo em cima do final do jogo Hulk ofereceu o segundo golo a Lucho, mas o remate do argentino saiu por cima, mas logo a seguir Djalma foi derrubado na área, penalti claro que Hulk converteu no 2-0 final. Está quase.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

“Foi um passo importante para o título. Ainda não o revalidamos mas estamos perto. Hoje, num campo difícil, provámos a nossa qualidade e carácter como equipa. Os jogadores estão de parabéns.”

“Ao longo da prova tivemos algumas vitorias mais sofridas, outras menos. Este é um campeonato muito competitivo e vir ganhar aqui por dois golos não é para qualquer equipa.”

“O título ainda não está conquistado. Temos agora um jogo em casa, que queremos ganhar. Abordamos sempre os jogos com o sentido na vitória e não vamos tirar o pé do acelerador nem nos vamos desconcentrar. Estamos focados no nosso objectivo e queremos ganhar os encontros que faltam”

João Moutinho

“Sabíamos que este era um campo difícil e que vínhamos defrontar uma equipa que está a fazer um excelente campeonato. Fizemos um bom jogo e saímos daqui com três pontos importantes na luta pelo título.”

“O FC Porto encara todos os jogos da mesma forma, com seriedade e humildade. Hoje estivemos bem e no próximo encontro, com o Sporting, queremos tentar de novo a vitória, para, aí sim, conquistar o título.”

“Este foi um campeonato em que tivemos dificuldades, até porque houve equipas que melhoraram muito face à época passada. Mantivemos o mesmo nível na maior parte dos jogos, apesar de também termos tido altos e baixos. Fomos capazes de dar a volta por cima e agora podemos conquistar o título no próximo jogo.”



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 28ª jornada

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Tribunal O JOGO: SC Maritimo 0-2 FC Porto
Árbitro Principal: Paulo Baptista / Árbitros auxiliares: José Braga e Paulo Ramos / 4º árbitro: André Gralha


Penáltis consensuais

O FC Porto venceu o jogo no Estádio dos Barreiros com dois golos de penálti que não suscitaram qualquer dúvida aos especialistas em arbitragem de O JOGO, embora todos estejam de acordo que o árbitro Paulo Baptista errou ao ignorar o cartão amarelo que penalizaria Fidélis pelo corte da bola com a mão - lance, refira-se identificado pelo assistente José Braga. Pedro Henriques, porém, deu razão a Heldon para cair na área e exigir falta máxima.



Momento mais complicado

88' Existe falta de Rafael Miranda sobre Djalma, justificando grande penalidade e o segundo amarelo?

Jorge Coroado
+
Djalma adianta a bola ligeiramente e Rafael Miranda, com a perna direita, estorva-lhe o movimento, contribuindo para sua queda. Grande penalidade e segundo cartão amarelo bem exibido.

Pedro Henriques
+
Rafael Miranda, com a perna, derruba e impede a progressão de Djalma dentro da área, num lance para grande penalidade e para o segundo cartão amarelo.

José Leirós
+
Grande penalidade bem assinalada. A bola seguia a sua trajetória, Rafael Miranda desinteressou-se do lance deliberadamente e colocou a perna direita de forma a evitar que Djalma passasse, atingindo-o e derrubando-o, sendo bem exibido o segundo cartão amarelo.



Outros casos

14' Ao assinalar penálti, por corte com a mão, o árbitro não deveria ter mostrado amarelo?

43' Fez bem o árbitro ao ignorar a carga de Maicon sobre Olberdam?

45'+1' Há razões para o Marítimo reclamar penálti num lance entre Fidélis e Sapunaru?

84' Heldon, que pedia penálti de Hulk, mereceu cartão amarelo por simulação?

Jorge Coroado
-
Óbvio que sim, o jogador foi objetivo no movimento efetuado, socando a bola com a mão e fazendo grande penalidade merecedora de cartão amarelo, o que não sucedeu.
-
Maicon saltou sobre o adversário e, com um braço, empurrou Olberdam. Não considero uma agressão, mas seria punível com livre direto, não assinalado, e, pelo comportamento antidesportivo, merecia o amarelo.
+
Não houve qualquer infração merecedora de castigo máximo. O contacto foi natural e próprio do futebol, sem razão para reclamação.
+
Heldon não tinha como continuar a jogada e, de forma deliberada, tentou conquistar o que não existiu, pelo que o cartão amarelo é exigido nessa circunstância.

Pedro Henriques
-
Grande penalidade corretamente assinalada por indicação do assistente, pois Fidélis toca na bola de forma deliberada, contudo ficou um cartão amarelo por mostrar.
-
Maicon, quando salta, acaba por tocar com um braço, de forma negligente, em Olberdam. Lance passível de livre direto sem motivo para ação disciplinar.
+
Quem jogou a bola com a mão na área do FC Porto foi Fidélis. Não houve motivo para grande penalidade.
-
Hulk tem o braço sobre o ombro de Heldon acabando desta forma por derrubá-lo. Lance passível de grande penalidade.

José Leirós
-
A penalidade foi bem assinalada pelo árbitro assistente José Braga. No entanto, ao Fidélis deveria ter sido exibido o respetivo cartão amarelo.
+
Maicon atinge com um braço a cabeça de Olberdam, mas sem qualquer intencionalidade, pois apenas saltou para disputar a bola.
+
Não houve mão de Sapunaru, pelo contrário: a bola foi à mão de Fidélis. O árbitro decidiu bem ao deixar seguir o jogo.
+
Cartão amarelo bem exibido, pois Heldon, ao sentir Hulk por perto, atirou-se para o chão dentro da área.



Apreciação global

Jorge Coroado
Um jogo sonolento que o árbitro e seus colegas acompanharam. Paulo Baptista esteve apático, tardio nas decisões, não se compreende, no primeiro penálti, porque teve de ser o assistente a dar-lhe indicação.

Pedro Henriques
Arbitragem com inúmeras incidências ao nível das áreas, tendo acertado na maioria dos lances. Fez uma gestão disciplinar discutível pelo elevado número de cartões. Foi bem auxiliado.

José Leirós
Arbitragem experiente, com alguns erros no capítulo disciplinar. Paulo Baptista decidiu bem os casos mais difíceis e teve boa colaboração dos árbitros assistentes.



fonte: ojogo.pt

28 abril, 2012

"Temos competência para trazer os três pontos"

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O FC Porto desloca-se à Madeira, este fim-de-semana, para jogar a 28.ª jornada do campeonato nacional. Os Dragões defrontam o Marítimo (sábado, 20h15) numa partida que pode ser decisiva para as contas do título. Em conferência de imprensa, Vítor Pereira ressalva que a vitória é fundamental mas reconhece valor na equipa adversária.

Como perspectiva esta deslocação à Madeira?
O Marítimo, pela época que está a fazer, tem provado que é uma equipa consistente e muito forte. Em casa, torna-se um adversário ainda mais difícil mas temos competência mais do que suficiente para trazer os três pontos.

O Marítimo vem de duas derrotas. Isso vai ter algum peso na prestação da equipa?
Julgo que não. As jornadas passadas não têm qualquer tipo de peso, nem para uma nem para outra equipa. O Marítimo, ao longo do campeonato, tem provado ser uma equipa regular com princípios bem definidos. Numa fase decisiva da época, sabemos bem o que queremos. Vamos encontrar dificuldades mas sei que as vamos ultrapassar.

Por ser uma fase tão decisiva, é importante gerir a ansiedade?
Estes jogadores estão habituados a viver grandes momentos. Basta remeter à época transacta para relembrar que lidam bem com a pressão.

Vencer na Madeira significa garantir o campeonato?
Vencer na Madeira significa ganhar mais três pontos, fundamentais para nós que queremos vencer o título. Não estou à espera de decisões de campeonato. Ele vai ser discutido até ao fim e é nisso que acredito.

Apesar de estar perto de conquistar o título, esta época, não tem sido um treinador unânime.
Não me cabe a mim falar sobre isso. Faço o meu trabalho, quero sempre um jogo de qualidade e um futebol de ataque. Procuro que a equipa apresente esse futebol mas, neste momento, não estou preocupado com o meu projecto individual. Estou focado no meu clube e quero que a minha equipa ganhe o campeonato. É essa a minha preocupação.

Conta continuar na próxima época?
Estou e estarei sempre com um gosto enorme neste grande clube.

O problema com o Álvaro Pereira já está ultrapassado?
Quando me colocam questões do ponto de vista individual, eu fujo delas. O futebol é um desporto colectivo e eu falo pela equipa. Neste momento, estamos focados em ganhar o campeonato e é no grupo que está a minha preocupação.

Acredita que é possível festejar o título já no próximo domingo?
Espero que sejamos competentes para ganhar os três pontos. Neste momento, só dependemos de nós para assegurar o primeiro lugar.

Espera um ambiente hostil no jogo deste sábado?
A equipa está habituada a ambientes hostis e a jogar em estádios cheios com muitos adeptos adversários. Mas o efeito é o contrário do pretendido: os jogadores ainda se sentem mais motivados nesses cenários.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Sapunaru, Danilo, Maicon, Rolando, Otamendi e Alex Sandro;
Médios: Fernando, Defour, João Moutinho e Lucho;
Avançados: Kléber, Hulk, Janko, Varela, James e Djalma.

22 abril, 2012

Liderança confirmada com classe e confiança

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FC Porto 3-0 SC BeiraMar

Liga 2011/12, 27.ª jornada
21 de Abril de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 33.412 espectadores


Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal).
Árbitros assistentes: Mário Dionísio e Valter Ferreira.
Quarto árbitro: Jorge Ferreira.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Defour, Lucho e João Moutinho; Hulk (cap.), Janko e James
Substituições: Defour por Fernando (53m), Sapunaru por Danilo (57m) e Janko por Varela (66m).
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Djalma.
Treinador: Vítor Pereira.

BEIRA-MAR: Rui Rego; Nuno Lopes, Hugo (cap.), Bura e Joãozinho; Nuno Coelho, Balboa, Jaime e Serginho; Abel Camará e Nildo.
Substituições: Nuno Coelho por Dias (12m), Serginho por Artur (59m) e Abel Camará por Edson Sitta (72m).
Não utilizados: Paes, Pedro Moreira, Dudu e Cássio.
Treinador: Ulisses Morais.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores: Hulk (33m, pen., 54m) e Janko (51m).

Cartão amarelo: Abel Camará (15m), Dias (32m), Bura (35m), Defour (41m), João Moutinho (43m), Lucho (47m), Sapunaru (52m).

Regresso da Liga Portuguesa ao Dragão após vitória muito importante em Braga e também após interregno para disputa da Final da Taça da Liga.

Vítor Pereira voltava a ter todo o plantel à disposição com os regressos de Danilo e Fernando às convocatórias. Não entraram directamente para o 11 e a opção foi mudar pouco em relação ao jogo de Braga. As entradas de Alex Sandro e Janko para os lugares de Álvaro e Kléber foram as “novidades”.

Era imperial vencer sabendo de antemão o resultado do Benfica de hoje à tarde que havia ganho o seu jogo e pressionava assim a nossa equipa. A equipa da cidade dos arcebispos não passou na capital do móvel e podia definitivamente ficar fora das contas do título, em caso de vitória azul e branca.

O Porto entrou forte e logo na primeira jogada, Hulk arranca e liberta em Janko que à remata forte mas à figura de Rui Rego. Era necessário manter a toada ofensiva para precaver sobressaltos sobre uma equipa aveirense que respirava confiança após duas vitórias consecutivas que praticamente definiram a sua manutenção para a próxima temporada. Encontrámos uma equipa compacta que espreitava as saídas rápidas sempre que possível.

O Porto jogava bem, com velocidade suficiente para colocar em causa a defensiva adversária. A partir dos 15minutos assentámos o jogo e com qualidade e dinâmicas bem definidas no triângulo do meio-campo, chegávamos perto da área e faltava haver mais movimentos de ruptura nas costas da defesa para colocar os jogadores na cara do guarda-redes. Duas mudanças no decorrer do jogo do Porto, com a alternância de corredores de James e Hulk a tentarem tornar algo imprevisíveis os movimentos ofensivos dos Dragões.

Aos 32 minutos e após 2 sustos dos visitantes, o tal lance com um movimento de ruptura e desequilíbrio de Sapunaru com um grande passe de Lucho, origina uma grande penalidade clara de Dias (ex-Porto). Hulk chamado a converter com alguma sorte à mistura na potência e colocação com que rematou, abre o activo e o resto é conversa… 1-0 e o mais difícil estava feito.

Até ao intervalo baixámos o ritmo excepção feita a duas arrancadas de Hulk pelo flanco direito a causarem mossa no adversário e perigo para a sua baliza, no entanto sem sucesso.

Para a 2ª metade, pedia-se concentração máxima e vontade na busca de mais golos pois o resultado era curto e perigoso. Não houve mexidas nas duas equipas, apenas se mantinha a alteração forçada bem cedo na partida com a lesão de Nuno Coelho a dar lugar a Dias.

Melhor entrada não podíamos ter tido e logo aos 5 minutos James inicia a jogada em velocidade no corredor central e mais tarde a dividir o jogo na direita em Hulk e o brasileiro, aproveita a falha de cobertura defensiva em Joãozinho explora a velocidade e coloca no 2º poste para desvio de Janko finalmente a voltar aos golos. 2-0 e vantagem alargada. Não ficámos por aqui e 3 minutos depois Hulk volta a facturar num pontapé forte de pé esquerdo após passe atrasado de Maicon que tinha ficado na área após pontapé de canto.

Estávamos muito bem no jogo, 3-0 era o resultado e havia alguns momentos de “nota artística” como alguns lhe chamam! Bem Vítor Pereira a mexer por duas vezes na equipa em 2 elementos amarelados…saíram Defour e Sapunaru e entram os regressados Fernando e Danilo.

Nesta altura o Beira-Mar é uma equipa derrotada, que mais parece querer deixar correr o jogo e que o seu final chegue depressa. Era importante não entrar nessa toada para não deixar o adversário acordar e tentar voltar ao jogo, evitando assim as habituais falhas de concentração. Aos 67 minutos última alteração no Dragão, com a saída de Janko e entrada de Varela.

Com esta alteração Hulk passou a ocupar uma posição mais central procurando sempre jogo nas costas dos laterais contrários. A partir dos últimos 15minutos o Porto baixou novamente a intensidade do seu jogo e só acelerava com a chegada da bola ao brasileiro, procurando a velocidade no 1x1 para depois jogar nos apoios que iam chegando.

O jogo chegava ao fim sem mais lances a merecer registo especial, apenas alguns apontamentos de James e Lucho a pautarem o jogo até final.

Muito bom o Porto esta noite, do melhor que vi esta época até aos 70 minutos com grande intensidade, agressivos e com ambição de querer um resultado melhor.

A vantagem mantém-se nos 4 pontos, faltam 3 jogos, mas calma… JJ já disse que o Porto ia perder pontos na Madeira, foi alguém que lhe disse? Vamos com tudo ao caldeirão e com o registo igual ao de hoje, podemos sair de lá praticamente campeões, mas falta o quase! Quero festejar no Dragão, com o rival Sporting… esforcem-se para que tal seja possível. Estamos com uma mão no título, o que muitos dos nossos talvez não quisessem ou esperavam que não acontecesse para poderem bater mais um bocadinho. Já “só” faltam 5 pontos.

Notas positivas: Exibição colectiva do Porto; jogo sem golos sofridos.

Notas menos boas: Desconcentração final mas que acaba por ser natural.

Melhor em campo: Hulk – 2 golos e 1 assistência bastam para ser o melhor em campo esta noite.




DECLARAÇÕES

Vítor Pereira: "Estou satisfeito com a qualidade do jogo e o resultado"

Já sente o título a aproximar-se?
Falta menos um jogo para o fim. Há ainda três pela frente, que queremos ganhar, e teremos de entrar determinados e concentrados já no próximo.

Era deste jogo que estava à espera e de um Beira-Mar tão defensivo?
O Beira-Mar jogou com os seus argumentos. Estávamos à espera de uma equipa organizada, que depois ia tentar sair em contra-ataque e em transições rápidas. Tivemos algumas dificuldades em alguns momentos, pelo desposicionamento do nosso meio-campo. Em termos gerais, foi um bom jogo, em que marcámos três golos e não sofremos nenhum. O Beira-Mar teve algumas oportunidades para fazer um golo, nós podíamos ter feito mais dois ou três. Estou satisfeito com a qualidade do jogo e o resultado.

Os jogadores mostraram capacidade sofrimento e deram tudo o que têm nesta fase, como pediu?
Sabemos que nesta fase os jogos são mais decisivos. Os próprios momentos das partidas podem decidir um resultado final e os jogadores não esquecem que está em causa um título, o grande objectivo desta época. É natural que os níveis de concentração estejam elevados e a equipa tem respondido bem. Vamos à Madeira determinados para conquistar três pontos.

Acha mais complicado ir à Madeira ou defrontar o Sporting aqui no Dragão?
Com toda a sinceridade, não faço a mínima ideia. Sabemos que vamos à Madeira defrontar uma boa equipa e temos de estar ao nosso melhor nível para vencermos. Estamos focados no próximo jogo e estou satisfeito com o que fizemos hoje. O resto é futurologia e não sou muito forte a imaginar o futuro.



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 27ª jornada

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Tribunal O JOGO: FC Porto 3-0 SC BeiraMar
Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal) / Árbitros assistentes: Mário Dionísio e Valter Ferreira / Quarto árbitro: Jorge Ferreira.


Penálti sobre Sapunaru não reúne consenso

Para Jorge Coroado, o lance do primeiro golo do FC Porto não existiu; no entanto, identificou outra infração semelhante (62'), desta feita envolvendo Alex Sandro, num lance discreto cometido por Nuno Lopes que, no seu entender, seria grande penalidade. No cômputo geral, a arbitragem de Bruno Esteves não suscitou polémica, tanto que teve pela frente um jogo sem qualquer sobressalto.



Momento mais complicado

32' Ricardo Dias faz penálti sobre Sapunaru?

Jorge Coroado
-
De modo algum. Houve um movimento de braços recíproco de ambos os jogadores. Aceitaria grande penalidade se demonstrarem que um jogador agarrado por trás consegue dar um passo e impulsionar o movimento e cair com ambos os braços em paralelo para a frente.

Pedro Henriques
+
Dias, com o braço esquerdo, agarra e puxa Sapunaru impedindo-o desta forma de progredir, derrubando-o. Grande penalidade e cartão amarelo por corte de ataque prometedor.

José Leirós
+
Penálti bem assinalado. O árbitro sem hesitar viu Ricardo Dias a agarrar Sapunaru tocando-lhe no pé, derrubando-o.



Outros casos

6' Falta de Serginho sobre Helton seria merecedora de sanção disciplinar?
30' Ricardo Dias não deveria ser penalizado por cortar lance com o braço esquerdo?
52' Houve razão para assinalar uma simulação de Sapunaru na área do Beira-Mar?
62' Nuno Lopes comete falta na área sobre Alex Sandro?

Jorge Coroado
-
Serginho foi objetivo no movimento efetuado não com o intuito violento mas sim de impor respeito, por isso justificava cartão amarelo.
-
Ricardo Dias cortou objetivamente uma linha de passe. Comportamento incorreto e merecedor de cartão amarelo que não foi exibido.
+
Sapunaru foi demasiado expressivo no gesto fingido justificando a advertência por simulação grosseira.
-
Há um impedimento objetivo do movimento de Alex por parte de Nuno Lopes, que lhe coloca o pé por baixo no momento em que chuta a bola. Penálti não assinalado.

Pedro Henriques
+
Serginho tenta rematar mas falha a bola e por ação do movimento que levava acaba por, de forma negligente, tocar em Helton, sem motivo para ação disciplinar.
+
Ricardo Dias, ao dominar a bola, acaba por fazê-lo com o braço. Uma infração passível de livre direto mas sem motivo para ação disciplinar, pois não cortou uma linha de passe nem um ataque prometedor.
+
Sapunaru é advertido dentro da área ao tentar ganhar uma grande penalidade, simulando a infração. Correta a decisão do árbitro.
+
Alex Sandro cai na área no momento em que remata, não parece que tenha sofrido infração de Nuno Lopes, pelo que se aceita a decisão do árbitro em nada assinalar.

José Leirós
+
A falta foi bem assinalada, pois o jogador entrou pelo chão atingindo Helton apenas para disputar a bola, situação que não é punível com sanção disciplinar.
+
Foi uma boa decisão, assinalando apenas a falta porque não havia lugar à sanção disciplinar.
+
Decidiu bem ao não assinalar grande penalidade e mostrou bem o cartão amarelo por simular rasteiro e por se deixar cair.
+
Bola e homem: o remate concretizou-se e não houve infração. Decidiu bem.



Apreciação global

Jorge Coroado
Não é num jogo sonolento e tranquilíssimo que o árbitro corresponde àquilo que sabe fazer, decidindo lances bem outros menos bem, só que estes últimos mais expressivos e com influência.

Pedro Henriques
Arbitragem positiva, sempre próximo dos lances com decisões técnicas e disciplinares assertivas, contando ainda com uma boa colaboração dos assistentes.

José Leirós
Bruno Esteves com tranquilidade continua o caminho na difícil missão de arbitrar. Elegante, disciplinador e tecnicamente perfeito. Saiu do dragão com mais uma excelente arbitragem.



fonte: ojogo.pt

21 abril, 2012

"Queremos proporcionar uma alegria aos nossos adeptos"

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A quatro jornadas do final do campeonato, o FC Porto tem, este sábado (21h15), uma oportunidade para se aproximar da conquista do título. Os Dragões recebem o Beira-Mar e, em conferência de imprensa, Vítor Pereira admite que o encontro será encarado como uma final.

O campeonato está a ser competitivo. Encara o próximo jogo como uma final?
Os quatro jogos que faltam são para ser encarados como finais. São encontros com um grau de dificuldade elevado e este não foge à regra. Vamos jogar com uma equipa que quer garantir pontos e tem os seus objectivos definidos. Cabe-nos fazer um bom jogo e estarmos concentrados para garantir os três pontos.

Acha que o Beira-Mar vai pressionar os azuis e brancos?
A pressão é positiva. O Beira-Mar é uma equipa organizada, com um bloco baixo e agressivo, e vai tentar contra-atacar com velocidade. A nossa identidade está bem definida. Queremos vencer e proporcionar uma alegria aos nossos adeptos.

Imaginava-se, há três meses, numa situação tão privilegiada para conquistar o título?
Não tenho imaginação a tão longa distância. De qualquer maneira, acreditava que estaríamos a discutir o primeiro lugar.

Já sonha com o título?
Não sou muito de sonhar. Estou muito agarrado à realidade. Ainda temos quatro jogos que queremos ganhar. Estamos focados no próximo adversário e no nosso objectivo.

O FC Porto, depois de ir à Luz, teve uma boa vantagem que desperdiçou frente à Académica. Este pode ser um cenário idêntico?
Sabemos que estamos a quatro jornadas do fim mas ainda longe do título. Esse empate com a Académica foi num momento diferente da época. Todas as equipas que estiveram na frente já perderam a vantagem. Aliás, tenho-me apercebido de que existe a tendência de passar de uma análise de um campeonato muito competitivo para um campeonato fraco, o que é estranho.

Acho que o FC Porto não foi levado a sério pela crítica?
Não vou por aí. A única coisa que vos digo é que o discurso de há umas semanas atrás era diferente. Neste momento, o campeonato ainda não foi ganho por ninguém, mas parece-me que há uma conversão de discursos.

Na semana em que se comemoram os 30 anos de Pinto da Costa ao comando do FC Porto, que mensagem quer deixar ao Presidente?
Desejo ao Presidente muitos anos de vida à frente do nosso clube. A convivência com ele é uma aprendizagem, tanto a nível pessoal como profissional. Espero que continue a garantir muitos títulos.

A equipa está mais tranquila depois do Sporting-Benfica?
Temos consciência de que estes quatro jogos são de um grau de dificuldade muito elevado. No sábado, queremos apresentar-nos com a máxima confiança e com comportamentos de qualidade. Não sentimos essa tranquilidade. Temos que estar alerta e focados no nosso objectivo.

Este campeonato é mais forte do que o do ano passado?
No ano passado, os adversários perderam muitos pontos, numa trajectória pouco habitual. O campeonato foi igualmente disputado, mas houve sempre uma margem para o segundo classificado. Esta época é incomparável, até na forma como a prova está a ser discutida, de forma renhida e com muita competitividade. As equipas da frente foram perdendo pontos, mas nada que se compare ao ano passado.

A continuidade de Jorge Jesus interessa para as contas do título?
Isso não me diz respeito. Não tenho rigorosamente nada a ver com esse assunto. Estou focado na minha equipa.

Fernando e Danilo estão aptos para jogar no sábado?
Estão a treinar integrados e à disposição do treinador.


fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
 

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Maicon, Rolando, Otamendi, Danilo, Sapunaru e Alex Sandro;
Médios: Fernando, Lucho, João Moutinho, Djalma e Defour;
Avançados: Kléber, Hulk, Varela, James e Janko.

08 abril, 2012

Com garra e vontade de ganhar

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SC Braga 0-1 FC Porto

Liga 2011/12, 26.ª jornada
7 de Abril de 2012
Estádio Municipal de Braga
Assistência: 25.971 espectadores


Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria).
Assistentes: João Santos e Luís Marcelino.
Quarto árbitro: Vasco Santos.

SC BRAGA: Quim; Miguel Lopes, Douglão, Nuno André Coelho e Elderson; Custódio, Hugo Viana e Mossoró; Alan, Lima e Hélder Barbosa.
Substituições: Alan por Paulo César (68m), Hélder Barbosa por Carlão (75m) e Custódio por Nuno Gomes (83m).
Não utilizados: Berni, Ewerton, Ukra e Djamal.
Treinador: Leonardo Jardim.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alvaro; Defour, João Moutinho e Lucho; Hulk, Kléber e James.
Substituições: Kléber por Varela (46m), Alvaro por Alex Sandro (63m) e James por Rolando (83m).
Não utilizados: Bracali, Djalma, Iturbe e Janko.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador: Hulk (55m).

Cartão amarelo: Sapunaru (24m), Defour (36m), Custódio (51m), Alvaro (59m), Hugo Viana (75m) e Varela (90m+3).

O jogo era decisivo para as contas do título e o Dragão respondeu à altura, como tem acontecido nos duelos com os “grandes” da Liga. Um golo de Hulk, que nunca tinha sequer marcado na Pedreira, foi suficiente para carimbar a vitória (0-1) no terreno do Sporting de Braga e abrir um atalho para o título. Agora só faltam quatro finais: igual número de vitórias é sinónimo de triunfo na Liga.

O encontro foi intenso, especialmente durante a primeira parte, mesmo que nem sempre bem jogado. Os Dragões procuraram travar a circulação de bola do adversário com Moutinho a Lucho a pressionar bem à frente no campo. Houve momentos alternados de domínio e poucas oportunidades de golo, se bem que os três remates mais perigosos tenham sido dos Dragões. Em ambos os momentos, aos 12 e 28 minutos, tratou-se de combinações entre Hulk e Lucho que o argentino concluiu e que o guarda-redes Quim travou.

Só depois, aos 29 minutos, a equipa da casa criou real perigo, com um remate de Lima, na sequência de um contra-ataque, a sair ao lado da baliza portista. Ainda antes do intervalo chegaria a melhor ocasião do primeiro tempo. João Moutinho desmarcou com Hulk, que rematou junto à linha de fundo, de ângulo quase impossível. A bola ia mesmo para a baliza e Quim voltou a evitar o golo.

No arranque do segundo tempo, Varela entrou para o lugar de Kléber, uma substituição que se revelou determinante e que tornou o ataque portista mais imprevisível. O extremo português, que ainda recupera ritmo após a lesão sofrida na recepção ao Feirense, efectuou uma bela exibição, assim como Alex Sandro, que substituiu Alvaro a meio da etapa complementar. Os portistas ainda apanharam um susto quando Hugo Viana, aos 47 minutos, apareceu isolado frente a Helton, rematando por cima. Contudo, excepção feita a um livre apontado pelo mesmo jogador, 12 minutos depois, os bracarenses pouco mais criaram.

O FC Porto tornou-se progressivamente mais perigoso, mantendo a segurança defensiva que lhe permite ser a melhor defesa dos principais campeonatos europeus, a par dos italianos da Juventus (17 golos encaixados). E, aos 55 minutos, James recuperou a bola a meio-campo e serviu Hulk, que, isolado, rematou com o seu pior pé, o direito. A bola parecia que não queria entrar, mas lá ultrapassou a linha de baliza dos bracarenses, dando aos azuis e brancos uma vantagem preciosíssima.

Isto porque a equipa soube gerir os tempos de jogo e guardar a bola, não perdendo a oportunidade para contra-atacar. O melhor exemplo foi um lance aos 73 minutos: Hulk, Varela e James triangularam, com o colombiano a não ser capaz de dar o toque final. Já nos descontos, num lance confuso em que os portistas pressionaram junto à área adversária, Alex Sandro viu o seu remate desviado da baliza por Nuno André Coelho.

O apito final soou pouco depois e os futebolistas portistas comemoraram a vitória junto aos adeptos que os acompanharam. Também eles foram incansáveis.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

"Era um jogo importante, era importante somar os três pontos e foi isso que aconteceu. Parabéns às duas equipas, que nos deram um belíssimo espectáculo. As duas equipas quiseram ganhar parabéns à minha equipa, que como equipa ganhou este jogo. O campeonato vai ser discutido até ao fim, não tenho dúvidas absolutamente nenhuma disso, agora demos um passo importante, continuamos na frente, continuamos a depender só de nós, continuamos a controlar os nossos jogos e não podemos controlar os outros".

Hulk

"Não fui decisivo, apenas contribui para a vitória, tanto eu como todos os companheiros. Estamos todos de parabéns, frente a uma boa equipa como é o Braga. Não é nada fácil, nada está decidido, temos de ter os pés bem assentes no chão e ganhar os quatro jogos que faltam para sermos campeões".



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 26ª jornada

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Tribunal O JOGO: SC Braga 0-1 FC Porto
Olegário Benquerença (Leiria) / Assistentes: João Santos e Luís Marcelino / Quarto árbitro: Vasco Santos.


Arbitragem de elite

Olegário Benquerença teve nota positiva do Tribunal de O JOGO no encontro mais mediático de uma época em que esteve afastado bastante tempo por lesão. Os nossos especialistas em arbitragem consideram que apenas num lance esteve mal, pois Sapunaru viu incorretamente um cartão amarelo, na sequência de uma falta sobre Lima. Num jogo sem casos polémicos, o árbitro internacional de elite foi mais elogiado do que corrigido.



Momento mais complicado

58' Álvaro Pereira vê amarelo por cortar a bola com a mão. Foi dentro ou fora da área do FC Porto?

Jorge Coroado
+
A infração foi cometida fora da área de grande penalidade do FC Porto. Álvaro Pereira foi objetivo no gesto efetuado, justificando o livre direto e o cartão amarelo exibido.

Pedro Henriques
+
Álvaro Pereira toca na bola com o braço de forma deliberada e ostensiva. Uma infração fora da área passível de livre direto e de cartão amarelo por corte de ataque prometedor.

José Leirós
+
Uma boa decisão. Álvaro Pereira movimentou o braço para intercetar a bola fora da área, sendo bem exibido o cartão amarelo e bem assinalado o livre direto.



Outros casos

23' É bem mostrado o cartão amarelo a Sapunaru por infração cometida sobre Lima?

35' Corretamente assinalada, fora da área do FC Porto, a falta de Defour sobre Miguel Lopes?

74' Hugo Viana vê cartão amarelo após entrada por trás sobre Lucho. Decisão acertada?

Jorge Coroado
-
Sapunaru empurrou o adversário em zona de terreno neutra, com alguns outros colegas em seu redor e em jogada não prometedora. A exibição do cartão amarelo é, pois, uma decisão exagerada.
+
Defour rasteirou Miguel Lopes "in extremis", fora da área de grande penalidade. Cartão amarelo e livre direto bem decididos.
+
Hugo Viana não tinha condições para jogar a bola e, por ter chegado ligeiramente atrasado, rasteirou Lucho. Foi imprudente: cartão amarelo bem exibido.

Pedro Henriques
-
O livre direto é corretamente assinalado, pois Sapunaru empurrou Lima de forma negligente pelas costas. Se o cartão amarelo foi pela infração, não se justificou.
+
Defour toca com o pé direito no pé esquerdo de Miguel Lopes, rasteirando-o fora da área. Livre direto e cartão amarelo por corte de ataque prometedor.
+
Hugo Viana é bem advertido por entrar por trás, de forma imprudente, sobre Hulk, cortando desta forma uma saída em ataque rápido.

José Leirós
-
Sapunaru empurrou e derrubou Lima. A falta foi bem assinalada. O cartão amarelo foi exibido indevidamente, atendendo a que não era uma jogada prometedora.
+
Sim. Livre direto bem assinalado fora da área. Defour rasteira Miguel Lopes a centímetros do limite da entrada da área. É bem exibido o cartão amarelo ao jogador do FC Porto.
+
Falta bem assinalada e bem mostrado o cartão amarelo a Hugo Viana, pois este rasteirou Hulk por trás e deliberadamente. O árbitro, atento, cumpriu a lei.



Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo com ritmo elevado, mas sem muitos confrontos diretos. Foi invariavelmente bem ajuizado, com atuação arbitral muito positiva que não fica manchada por uma falha disciplinar.

Pedro Henriques
Uma excelente arbitragem. Olegário decidiu bem tecnica-mente nos principais lances, fez uma gestão disciplinar adequada ao nível do jogo e foi muito bem auxiliado.

José Leirós
Olegário erra pouco. Quando o faz, é problemático, mas ontem, num jogo difícil, esteve sempre perto dos lances, realizando uma arbitragem segura, excelente e quase sem erros.



fonte: ojogo.pt

07 abril, 2012

"É o momento de colocar o clube acima de tudo e de todos"

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O FC Porto desloca-se este sábado (20h30) ao terreno do terceiro classificado, o Sporting de Braga, em encontro da 26.ª jornada da Liga. Em conferência de imprensa, Vítor Pereira sublinha a necessidade de vencer a partida com outro dos candidatos ao título, mas prevê "um jogo competitivo". Os Dragões lideram a tabela classificativa e os três pontos são "fundamentais nesta altura decisiva da época".

Há uma teoria criada em relação ao FC Porto: muita gente diz que é uma equipa de grandes jogos. No sábado, o contexto vai ser este?
Aquilo que diz a classificação é que o FC Porto está em primeiro lugar e isso mostra que tem sido a equipa mais regular. É a equipa que, ao longo destas jornadas, conseguiu arrecadar mais pontos. Do meu ponto de vista é a equipa mais preparada, tanto para os jogos ditos pequenos como para os grandes.

O que espera da sua equipa para este jogo?
Ter conversas com os jogadores antes do treino a pedir exigência é naturalíssimo. Temos que nos focar no objectivo fundamental que é a conquista do campeonato. Quanto ao SC Braga, sabemos que é uma equipa com mérito e que também está a lutar pelo título. Sabemos como se organiza, quais são os seus pontos fortes e os que podemos explorar. Esperamos um jogo competitivo entre duas boas equipas e que o FC Porto esteja no seu melhor nível para trazer os três pontos de Braga.

Acredita que quem sair em primeiro desta jornada vai ser o campeão ou considera que os clubes da frente ainda podem perder pontos?
Este jogo vale pelos três pontos em disputa, que são fundamentais nesta altura decisiva da época. Faltam poucas jornadas para o fim do campeonato mas não acredito que se possam fazer contas aos resultados dos outros. Só podemos controlar a nossa equipa e o nosso desempenho. O que as outras equipas fazem está fora do nosso controlo.

Foi noticiado esta semana, em "A Bola", que poderia deixar o FC Porto e, ainda hoje, no Correio da Manhã, Leonardo Jardim foi apontado como possível treinador da equipa azul e branca. Que comentários tem a fazer?
Já estamos precavidos para esse tipo de notícias. Estranharia que não surgisse nada no sentido de nos destabilizar. Estamos em primeiro e durante muitos anos temos ganho muitos títulos. Isso incomoda e preocupa muita gente. Não sei quais são essas fontes mas só me preocuparia se a instabilidade fosse criada de dentro para fora. O que lamento são aquelas pessoas que desrespeitam a sua profissão e se colocam ao serviço de terceiros.

Houve quem dissesse que o Lucho jogou mais atrasado no campo no último jogo frente ao Olhanense. Concorda?
O que eu peço aos meus jogadores do meio-campo é que joguem em linhas diferentes, de forma a manterem o equilíbrio defensivo. Peço-lhe para baixar quando acho que tem que baixar, mas um jogador com a sua qualidade percebe quando tem que o fazer. A dinâmica dos outros dois dá-se em função do que está a acontecer naquele momento. Quem vê o futebol em papel quadriculado tem mais dificuldades em analisar as coisas assim. Eu vejo o futebol com uma dinâmica própria, dependendo das características dos jogadores que estão disponíveis no momento.

Que razões estiveram na base da sua decisão de retirar o Rolando da equipa no jogo contra o Olhanense?
Nunca particularizei as minhas opções e não vou fazê-lo agora. Escolho a equipa que melhor responde aos desafios que temos de ultrapassar. O Rolando tem sido um excelente profissional e esta não foi nenhuma medida penalizadora, muito menos por aquilo que os outros dizem. Aproveito para deixar uma mensagem para o público: este é o momento de colocar o clube acima de tudo e de todos, inclusivamente do seu próprio treinador. É hora de nos unirmos. A instabilidade vinda de fora não nos atinge porque estamos precavidos e atentos.

O Fernando já está em condições para jogar em Braga?
Espero que esteja recuperado mas, se não estiver, jogaremos com outros jogadores e numa dinâmica diferente.

As saídas de Souza, Belluschi e Guarín não foram um risco?
Os jogadores que saíram eram de qualidade. Queriam jogar mais e precisavam de um estímulo diferente. Este plantel, neste momento particular da época, dá-me garantias suficientes de qualidade para disputar os jogos que faltam e para conquistar o campeonato.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Maicon, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira, Sapunaru e Alex Sandro;
Médios: Lucho, João Moutinho, Djalma e Defour;
Avançados: Kléber, Hulk, Varela, James, Iturbe e Janko.

01 abril, 2012

Com justiça e na liderança isolada

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FC Porto 2-0 SC Olhanense

Liga 2011/12, 25.ª jornada
31 de Março de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.903 espectadores


Árbitro: Manuel Mota (Braga).
Árbitros assistentes: Bruno Trindade e José Gomes.
Quarto árbitro: Paulo Rodrigues.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alvaro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Hulk (cap.), Janko e James.
Substituições: Lucho por Defour (65m), Alvaro por Alex Sandro (79m) e Janko por Varela (82m).
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Iturbe.
Treinador: Vítor Pereira.

OLHANENSE: Fabiano; Jander, Vasco Fernandes, André Pinto e Ismaily; Fernando Alexandre, Cauê e Rui Duarte (cap.); Salvador Agra, Meza e Wilson Eduardo.
Substituições: Vasco Fernandes por Toy (58m), Meza por Dady (59m) e Rui Duarte por Mateus (84m).
Não utilizados: Bruno Veríssimo, Regula, Vítor Vinha e Yontcha.
Treinador: Sérgio Conceição.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores: Lucho (24m) e James (66m).

Cartão amarelo: Sapunaru (25m), Otamendi (42m), Vasco Fernandes (44m), Rui Duarte (74m).

Com a surpresa de Manuel Mota como árbitro do encontro, e com Maicon e Fernando a titulares na equipa portista, o FC Porto entrava em campo sabendo que só a vitória o manteria na corrida pelo título nacional.

Pela frente tinha um Olhanense motivado, em ascensão, e que vinha de um empate em casa com o benfica.

Os Dragões começaram o desafio da 25.ª jornada no Estádio do Dragão com vontade de marcar e, antes do primeiro golo, contaram com inúmeras oportunidades para mexer o marcador.

Numa altura em que o FC Porto atacava, e o Olhanense defendia como podia, Lucho González encontrou o caminho para o primeiro golo aos 24 minutos de jogo, com um remate rasteiro e forte, fora da área, que passou por toda a defesa algarvia e só terminou ao encontro as redes da baliza de Fabiano.

A vencer por 1-0, a equipa orientada por Vítor Pereira teve mais oportunidades para dilatar a vantagem mas, até ao intervalo, não conseguiu concretizar.

No segundo tempo, o Olhanense, orientado pelo antigo Dragão Sérgio Conceição, continuava a não encontrar soluções para surpreender o FC Porto e limitou-se a ver a equipa da casa jogar, sem soluções para surpreender o adversário.

Com tantas investidas, o FC Porto chegou naturalmente ao segundo golo, limpando a imagem que deixou no último encontro, em Paços de Ferreira (1-1), através do talento de James. Aos 66 minutos, numa boa jogada colectiva entre Hulk, Defour (que entrou para o lugar de Lucho) e James, o extremo colombiano finalizou da melhor forma com outro remate rasteiro.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira: "A conquista do título depende de nós"

Que análise faz do encontro?
Sinceramente, julgo que fizemos um jogo seguro e consistente. Tivemos 63 por cento de posse de bola, mantivemos a iniciativa e o controlo do jogo com bola, como eu gosto. Fizemos 25 remates e tivemos nove oportunidades de golo. Fizemos dois, mas poderíamos ter feito mais. O guarda-redes do Olhanense fez uma belíssima exibição e tirou-nos a oportunidade de fazer mais golos. Não consentimos nenhuma oportunidade flagrante ao adversário e é destes jogos que eu gosto.

É o FC Porto que não consegue finalizar ou os guarda-redes adversários fazem sempre exibições fora de série?
O jogo em Paços de Ferreira, no meu entender, foi conseguido e tivemos variadíssimas oportunidades. Hoje fizemos dois golos e não conseguimos mais porque em algumas situações não tivemos a melhor definição e noutras houve mérito dos adversários, quer do guarda-redes quer dos defesas. Mas estou satisfeito com o que fizemos.

O que espera do jogo entre SC Braga e Benfica?
Disse na conferência de imprensa de antevisão do jogo que queria ganhar e somar os três pontos, porque era isso que poderíamos controlar. Sobre esse encontro não temos qualquer controlo. Gostaria o mais depressa possível de chegar ao primeiro lugar, mas o importante é chegar nessa posição ao fim, porque é isso que dá o título.

Era esta a resposta que esperava após o jogo em Paços de Ferreira?
Aí faltaram-nos golos, porque controlámos o jogo com bola e tivemos muitas ocasiões. Não fomos eficazes e fomos penalizados na única situação de perigo do adversário. Ficámos tristes mas sabíamos que o futuro estava nas nossas mãos. A conquista do título depende de nós e temos o controlo sobre isso. Hoje fizemos a nossa obrigação.

Quais são as razões das mexidas no sector defensivo?
Não gosto de individualizar. O Rolando tem estado bem, mas neste jogo optei pelo Maicon e pelo Otamendi no centro da defesa. O Fernando alinhou em detrimento do Defour, que também tem jogado bem, em meu entender. Em suma, estou satisfeito com a resposta da equipa.



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 25ª jornada

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Tribunal O JOGO: FC Porto 2-0 SC Olhanense
Árbitro: Manuel Mota (Braga) / Árbitros assistentes: Bruno Trindade e José Gomes / Quarto árbitro: Paulo Rodrigues.


Arbitragem tranquila

Manuel Mota fez uma arbitragem globalmente positiva. Esta é a conclusão dos entendidos na matéria de O JOGO. Embora dois deles - Jorge Coroado e Pedro Henriques - considerem que o árbitro de Braga julgou mal no lance mais duvidoso do jogo, não teve qualquer influência no resultado. Num jogo em que os assistentes são elogiados, é consensual a conclusão de que ficou por exibir um cartão amarelo a Rui Duarte.



Momento mais complicado

30' Ficou por marcar falta de André Pinto sobre Hulk? Seria dentro ou fora da área?

Jorge Coroado
-
André Pinto, fora da área, com o pé direito, derrubou Hulk. Falta justificadora de livre direto e cartão amarelo que passou impune. Próximo do lance, o árbitro terá entendido como não faltosa a intervenção do jogador do Olhanense. Mal e reveladora de fraca sensibilidade técnica na aplicação das regras.

Pedro Henriques
-
Hulk é tocado no pé esquerdo fora da área por André Pinto. Uma entrada imprudente que o árbitro não assinalou porque a bola ficou na posse da equipa portista. Este lance é passível de exibição de cartão amarelo ao jogador algarvio.

José Leirós
+
Decidiu bem o árbitro ao não assinalar qualquer falta fora da área pois André Pinto, pelo meio das pernas de Hulk, cortou a bola ficando a bola na posse de um colega de equipa de Hulk que prosseguiu a jogada.



Outros casos

1' Há mão na bola ou bola na mão de Jander na área do Olhanense?

25' Bem mostrado o amarelo a Sapunaru após entrada por trás sobre Wilson Eduardo?

59' Rui Duarte deveria ter visto cartão amarelo por carga sobre Fernando?

Jorge Coroado
+
A bola foi aliviada por um colega, encontrando na sua trajetória o braço de Jander, que o tinha encostado ao tronco e tudo fez para evitar contacto.
+
Exibição corretíssima em conformidade com as regras, pois o jogador não foi deliberado no gesto, antes imprudente.
-
Rui Duarte projetou-se e com a perna esquerda aterrou no tendão de Aquiles de Fernando. Falta perigosa merecedora de advertência por imprudência.

Pedro Henriques
+
A bola foi ter ao braço de Jander, de forma inesperada, de perto, casualmente e de maneira não deliberada, pelo que não houve motivo para infração.
+
Sapunaru é corretamente advertido por uma entrada por trás e imprudente sobre Wilson Eduardo.
-
Rui Duarte aborda o lance de forma imprudente, e por trás, numa ação passível de cartão amarelo que não foi mostrado.

José Leirós
+
Bola na mão. Não há, por isso, motivo para grande penalidade. No corte da bola, esta foi ao braço do assustado Jander, que se encontrava na trajetória.
+
Amarelo bem exibido a Sapunaru. A entrada sobre o adversário foi no limite da imprudência, pois atingiu-o num pé. Não colocou em perigo a integridade física do adversário.
-
Deveria ter visto o cartão amarelo, bastando apenas que fosse seguido o critério aplicado ao longo do jogo, pois o médio algarvio rasteirou Fernando por trás.



Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo sem problemas de maior, acompanhou quanto baste, evidenciando necessidade de melhorias e aquisição de conhecimentos técnicos e aferição disciplinar.

Pedro Henriques
Manuel Mota procurou deixar jogar, dando dinamismo ao jogo e com uma larga gestão disciplinar. Uma arbitragem positiva que contou com uma boa colaboração dos seus assistentes.

José Leirós
Regressou a casa de consciência tranquila. Foi sereno e prático na aplicação das leis técnicas. Alguns erros disciplinares não mancham uma arbitragem quase sem falhas e contou com um exemplar auxílio.



fonte: ojogo.pt