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13 dezembro, 2015

CAMPEÕES DO MUNDO EM TÓQUIO.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Depois de conquistar brilhantemente a Taça dos Clubes Campeões Europeus, apresentou-se novo desafio ao FC Porto: derrotar o Campeão Sul-Americano e tornar-se Campeão Mundial. Este encontro disputou-se em Tóquio, em condições verdadeiramente surrealistas, tal foi o nevão que inesperadamente caíu sobre a capital Nipónica.

Foi um verdadeiro encontro de titãs, onde o FC Porto mostrou que, para além de brilhante, era também uma equipa capaz dos maiores sacrifícios. Foi o que provaram os valentes Dragões frente ao Penarol de Montevideo, do Uruguai. O domínio inicial do FC Porto materializou-se com o 1º golo do encontro, apontado por Fernando Gomes. Aos poucos, os Uruguaios foram equilibrando o jogo, e quando já ninguém esperava que pudessem empatar, Viera fez o golo.

Tudo seria decidido num prolongamento... de repente, numa jogada a meio-campo, Sousa tira um adversário do caminho, e passa a Madjer, este consegue esquivar-se ao defesa adversário e, vendo o guarda-redes Pereira adiantado, fez-lhe um "chapéu" fabuloso! Uma vez mais, Madjer foi decisivo, marcando um golo só ao alcançe de um verdadeiro predestinado. Era já alta madrugada quando o país pode finalmente festejar um título mundial de clubes. O FC Porto inscrevia o nome de Portugal na lista de clubes campeões do mundo.

27 maio, 2015

A MENINA DANÇA A VALSA?

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Bayern Munique 1-2 FC Porto
27 de Maio de 1987
Taça dos Clubes Campeões Europeus 1987, final
Estádio do Prater (agora Ernst Happel), em Viena (Áustria)

árbitro: Alexis Ponnet (Bélgica).

Bayern Munique: Pfaff, Eder, Nachtweih, Pfluegler, Winklhofer, Flick (Lunde 81m) Matthaeus, Brehme, Koegl, Hoeness e Rummenigge.
Suplentes não-utilizados: Aumann, Willmer, Bayerschmidt e Kutschera.
Treinador: Udo Lattek.

FC Porto: Mlynarczyk, João Pinto, Eduardo Luís, Celso, Inácio (Frasco 65m), Jaime Magalhães, André, Sousa, Quim (Juary 45m), Futre e Madjer.
Suplentes não-utilizados: Zé Beto, Festas e Casagrande.
Treinador: Artur Jorge.

Marcadores: Koegl (24m), Madjer (77m) e Juary (79m).

O Bayern de Munique era um colosso do futebol europeu. O FC Porto tinha-se mostrado, anos antes, numa outra final europeia (Taça das Taças) num jogo em que a também poderosa Juventus teve de porfiar para vencer.

Até ao momento em que se começou a desenhar a brilhante segunda parte protagonizada pelo conjunto portista, quase ninguém ousava apostar na vitória do grande FC Porto.

Com Paulo Futre endiabrado, o argelino Rabah Madjer empatou a contenda com um sublime toque de calcanhar, quando estavam decorridos 77 minutos. Apenas dois minutos volvidos, coube ao avançado brasileiro Juary (entretanto lançado na partida) desviar a bola para o fundo das redes, após um cruzamento do lado esquerdo do próprio Madjer.

O FC Porto, pela primeira vez na sua história, era Campeão Europeu!

26 maio, 2015

GELSENKIRCHEN, UM SONHO NUNCA VEM SÓ.

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Mónaco 0-3 FC Porto
Liga dos Campeões 2004, final
26 de Maio de 2004
Estádio Arena Aufschalke, em Gelsenkirchen (Alemanha)

árbitro: Kim Milton Nielsen (Dinamarca)

Mónaco: Flavio Roma, Hugo Ibarra, Julien Rodriguez, Gaël Givet (Sébastien Squillaci, 72m), Patrice Evra, Edouard Cissé (Shabani Nonda 64m), Lucas Bernardi, Akis Zikos, Ludovic Giuly (Dado Pršo 23m), Jérôme Rothen e Fernando Morientes.
Suplentes não-utilizados: Tony Sylva, Jaroslav Plašil, Emmanuel Adebayor e Hassan El-Fakiri.
Treinador: Didier Deschamps.

FC Porto: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Pedro Mendes, Costinha, Maniche, Deco (Pedro Emanuel 85m), Carlos Alberto (Alenitchev, 60m) e Derlei (Benny McCarthy 78m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Bosingwa, Ricardo Costa e Edgaras Jankauskas.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Carlos Alberto (39m), Deco (71m) e Alenitchev (75m).

Esta, mais não é do que a prova provada de que "o sonho de muitos... é a realidade de poucos!".

Do meu lado, só tenho a agradecer «eternamente» aos jogadores e ao treinador-maravilha dessa grande equipa que foi o FC Porto por me terem proporcionado ver «ao vivo» a final de Sevilha no ano anterior e a de Gelsenkirchen no ano seguinte.

Por terem tornado possíveis os sonhos que eu nem ousava sonhar, por terem desmentido o impossível, por terem feito com que nesse dia 26 de Maio de 2004, uma vez mais, as camisolas azuis e brancas e o nome do FC Porto tenham atravessado os céus do Mundo inteiro e fossem levados pelos satélites a todas as casas do planeta onde mora um adepto deste desporto fantástico.

Nas televisões do Mundo inteiro, milhares de milhões de olhos seguiram as proezas e aprenderam os nomes de Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Costinha, Deco, Derlei, McCarthy e Carlos Alberto.

Não adiantava especular se jogariam exactamente aqueles onze ou um ou outro no lugar de algum deles. Se jogaríamos em 4x4x2 ou em 4x3x3, ao ataque ou na expectativa, cansados ou com força, corajosos ou com receio.

Se eu tivesse estado no lugar de Mourinho, depois de feito todo o trabalho de casa, limitar-me-ia a dizer aos jogadores: «Chegaram até aqui, o que é uma honra e uma proeza única. Agora limitem-se a ir lá para dentro e jogar o que sabem, com alegria e orgulho, sem medo nem constrangimentos. Tudo o que acontecer será inesquecível»... e não é que foi mesmo?

21 maio, 2015

SEVILHA, FOI NOSSA!

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Celtic Glasgow 2-3 FC Porto

Taça UEFA 2003
21 de Maio de 2003
Estádio Olimpico, Sevilha (Espanha)

árbitro: Lubos Mitchel (Eslováquia)

Celtic Glasgow: Douglas, Mjalby, Balde, Valgaren (Laursen 64m), Agathe, Lambert (McNamara 75m), Lennon, Thompson, Petrov (Maloney 104m), Larsson e Sutton.
Suplentes não-utilizados: Hedman, Sylla, Fernandez e Jamie Smith.
Treinador: Martin O'Neill.

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa (Pedro Emanuel 70m), Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha (Ricardo Costa 8m), Maniche, Deco e Alenitchev; Derlei e Capucho (Marco Ferreira 97m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Tiago, César Peixoto e Clayton.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Derlei (45m), Larsson (47m), Alenitchev (53m), Larsson (56m) e Derlei (114m).

Muitos já se passaram sobre Sevilha. Passou o jogo, passou o calor, passou a sede, a saga de dias e dias, passou a jornada de ziliões de emoções & mais uma, passou a loucura. Passou-se à história. Os escoceses passaram-se e as ruas da mitificada cidade da Andaluzia esvaziaram-se. Naquilo que foram excelentes notícias para a população local, voltaram a repor-se os stocks de cerveja. Já tudo se escreveu e já tudo se disse. Sevilha. Final. Taça. Nossa. CARAGO!

Ainda hoje me sinto inchado de orgulho pelo clube que tenho aqui dentro. Sou diariamente e à mesma hora obrigado a fazer o curativo do inchaço que teima em não desaparecer. Oh pá! É que Sevilha foi tudo. Foi Epopeia, foi Ilíada, foi Odisseia, Lusíadas e Ilha dos Amores em 5 Cantos, foi Mensagem e Música no Coração. Mas foi sobretudo BraveHeart e o desafio do Guerreiro em Momentos de Glória. O Mundo a Nossos Pés. Foi e é a Insustentável Leveza do Ser. Foi filme, foi épico, foi comédia, foi ópera lírica, foi fábula, conto de mil e uma noites... foi Pullitzer, Nobel, Emmy, Florbela Espanca e Shakespeare. Foi obra!

Apesar da imaturidade do Postiga, apesar do Larsson, apesar da obstinação do Costinha, apesar da manobra de diversão do GoldPalace Casino.com (click here! click here!), apesar da lesão do Jorge Costa, apesar do árbitro do jogo de Lens, apesar do obtuso do seleccionador nacional, apesar da pileca do Presidente da Câmara, apesar de jogadores no very limite, apesar do desgaste e dos estiramentos … a Senhora D. Taçona acabou por ser levantada pelo melhor plantel do mundo e arredores. Isto no meio de rutilantes confettis azuis e brancos, sinónimos de vitória, glória. História.

Aconteça o que acontecer, venha o que vier, digam o que disserem, teremos sempre SEVILHA !!!

Na 1/2 final, um FC Porto de «luxo» na noite gélida e chuvosa de 10.04.2003



Num ambiente sufocante, eis então a final de Sevilha.



O descomprimir das emoções... festejando com os adeptos.

18 maio, 2015

EM 2011, DUBLIN FOI O NOSSO DESTINO.

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FC Porto 1-0 SC Braga

Liga Europa, final
18 de Maio de 2011
Estádio Aviva Arena, em Dublin (Irlanda)
Assistência: 45.391 espectadores


Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha).
Assistentes: Roberto Alonso Fernández e Jesús Calvo Guadamuro.
Assistentes adicionais: Carlos Clos Gomez e Antonio Rubinos Pérez.
Quarto árbitro: David Fernández Borbalán.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira; Fernando, Guarín, João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Guarín por Belluschi 73m, Varela por James Rodriguez 79m
Não utilizados: Beto, Maicon, Souza, James Rodriguez, Rúben Micael, Belluschi e Walter.
Treinador: André Villas-Boas.

SC BRAGA: Artur Morais, Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez, Sílvio; Vandinho, Custódio, Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima.
Substituições: Rodriguez por Kaká, aos 46m; Hugo Viana por Mossóró, aos 46m; Lima por Meyong 66m.
Não utilizados: Cristiano, Hélder Barbosa, Elderson e Leandro Salino.
Treinador: Domingos Paciência.

Marcadores: Falcao 44m.

Disciplina: Hugo Viana 24m , Sílvio 29m, Sapunaru 49m, Miguel Garcia 55m, Mossóro 59m, Kaká 80m, Helton 90m, Rolando 90+3m.

Em 2003, no ambiente quente de Sevilha, o FC Porto conquistava a primeira Taça UEFA (agora denominada Liga Europa) ao bater o Celtic de Glasgow por 3-2. A 18 de Maio de 2011, o FC Porto voltou a levar o troféu mais pesado da UEFA para a cidade do Porto ao vencer o compatriota Sporting de Braga por 1-0.

Um ano em grande para o Dragão que, depois de ter conquistado a Supertaça, o campeonato português sem derrotas e reservado um lugar no Jamor na Final da Taça de Portugal, deixou a sua marca de fogo na Arena de Dublin, na Irlanda, demonstrando que pode enfrentar qualquer batalha proposta.

Foi necessário apenas um golo para levantar o tão ansiado troféu, cobiçado pelos Dragões desde o início de temporada, graças ao talento de dois colombianos: o assistente Guarín e o goleador Falcao.

Do jogo, assistiu-se a uma primeira parte encarada com muita cautela por parte das duas equipas portuguesas que fizeram história na primeira final de uma competição europeia completamente lusa.

O Sporting de Braga e o FC Porto passaram os primeiros minutos a estudarem-se mutuamente, com a equipa minhota, que jogava pela primeira vez na final de uma competição europeia, a assumir uma postura mais defensiva, para depois apostar no contra-golpe. A equipa da cidade do Porto quis assumir o jogo mas sem encontrar espaço suficiente.

O único golo apontado teve a autoria do melhor marcador desta prova, o colombiano Falcao, que assim apontou o seu 17º golo. O médio Guarín fez um cruzamento longo para o coração da área bracarense e “El Tigre”, como do costume, cabeceou fora do alcance do guardião dos minhotos, fazendo mexer o marcador na Arena de Dublin.

A segunda parte começou com a melhor oportunidade para o Sporting de Braga, com Mossoró, completamente isolado perante Helton, a chutar rasteiro mas o guardião brasileiro do FC Porto mostrou-se atento com uma grande defesa.

Até ao apito final, os cerca de 45 mil espectadores não assistiram a mais golos na Arena de Dublin mas viram a equipa azul e branca erguer o troféu da Liga Europa, sucedendo aos espanhóis do Atlético de Madrid.

E pronto, DUBLIN foi o nosso destino...



VÍDEO DO JOGO

13 janeiro, 2015

27 ANOS DA SUPERTAÇA EUROPEIA.

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Ajax 0-1 FC Porto
Supertaça Europeia 1987 [1ª mão]
24 de Novembro de 1987

Estádio De Meer, em Amsterdão (Holanda)


árbitro: Robert Valentine (Escócia)

Ajax: Menzo; Blind, Verlaat, Winter, Witschge; Van't Schip, Bergkamp, Wouters; Bosman, Muhren e Dick.
jogaram ainda: Wouters por De Boer, Muhren por Richard Witschge.
treinador: Barry Hullshof.

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Inácio, Geraldão, Lima Pereira; Frasco, Jaime Magalhães, Rui Barros; Gomes, Sousa e André.
jogaram ainda: Frasco por Quim.
treinador: Tomislav Ivic.

marcadores: 0-1, Rui Barros (5m).

FC Porto 1-0 Ajax
Supertaça Europeia 1987 [2ª mão]
13 de Janeiro de 1988

Estádio das Antas, no Porto


árbitro: Lucien Van Nuffel (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio; Bandeirinha, Jaime Magalhães, Rui Barros; Sousa, André e Gomes.
jogaram ainda: Bandeirinha por Semedo, Gomes por Jorge Plácido.
treinador: Tomislav Ivic.

Ajax: Menzo; Blind, Larsson, Wouters, Hesp; Van't Schip, Muhren, Winter; Bergkamp, Bosman e Witschge.
jogaram ainda: Bergkamp por Meijer, Rob Witschge por Roy.
treinador: Barry Hullshof.

marcadores: 0-1, Sousa (70m).

Por esta altura, já o FC Porto tinha ganho a Taça dos Campeões e também a Taça Intercontinental, que lhe atribuía automáticamente o título justíssimo de Campeão Mundial de Clubes. Faltava a Supertaça Europeia para completar um ciclo de grandes conquistas internacionais! E os Dragões não falharam, conseguindo um feito único até hoje na história do futebol português! Aliás, ainda hoje, contam-se pelos dedos de uma mão os clubes Europeus que conseguiram esta "tripla".

Só de olhar para o palmarés actual, qualquer adversário fica com medo dos portistas, mas houve uma altura em que não era assim. Como em 1988, quando a equipa treinada por Ivic venceu por duas vezes o Ajax (detentores da Taça das Taças).

O frio que fazia no dia 13 de Janeiro de 1988 na cidade do Porto não devia ser muito diferente daquele que hoje se sente. Afinal, em 27 anos nem tanta coisa mudou nas condições meteorológicas. Mas esse dia foi diferente para os adeptos portistas, que acordaram com a expectativa de aumentarem o palmarés do clube. Quando a noite caiu, o FC Porto tinha ganho a primeira, e única, Supertaça Europeia da sua história. Um feito marcante, que hoje comemora o 23º aniversário.

Depois de ter espantado a Europa ao vencer o Bayern de Munique na final da Taça dos Campeões Europeus, em Viena, o FC Porto foi jogar com o Ajax, a Amesterdão, para a primeira mão da Supertaça Europeia, realizada em 24 de Novembro de 1987. Rui Barros marcou um golo aos cinco minutos e o resultado não se alterou mais.

"Não havia favoritos, mas fizemos um jogo especial na Holanda e vencemos. O Ajax, que era uma potência mundial, pressionou-nos bastante, pelo que optámos pelo contra-ataque, aproveitando a velocidade do Rui Barros", conta Jaime Magalhães, extremo-direito que actuou nas duas partidas.

Antes da segunda mão, o FC Porto teve tempo de ir a Tóquio vencer a Taça Intercontinental, como recorda Fernando Gomes. "Estávamos na senda dos êxitos. Em Amesterdão fizemos um jogo extraordinário e um golo até foi escasso para o que jogámos".

A explicação tem-na Jaime Magalhães. "Falhei um golo que até a minha filha marcava. Inclinei o corpo para trás e a bola subiu muito".

No Porto, no tal dia 13 de Janeiro de 1988, os holandeses foram despachados com o mesmo resultado de Amesterdão, desta vez com um golo de Sousa, aos 70 minutos, e o troféu ficou nas Antas. "Estava a chover e o relvado ficou todo empapado. Tínhamos uma equipa boa, mas acima de tudo tínhamos jogadores que queriam fazer história. Era uma equipa forte e solidária", lembra Fernando Gomes.

Após o jogo houve festa no balneário e nas ruas. "É verdade que a festa não foi tão grande como quando vencemos em Viena, mas foi uma celebração bonita", recorda Jaime Magalhães.

13 dezembro, 2014

CAMPEÕES DO MUNDO... 27 ANOS!

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Depois de conquistar brilhantemente a Taça dos Clubes Campeões Europeus, apresentou-se novo desafio ao FC Porto: derrotar o Campeão Sul-Americano e tornar-se Campeão Mundial. Este encontro disputou-se em Tóquio, em condições verdadeiramente surrealistas, tal foi o nevão que inesperadamente caíu sobre a capital Nipónica.

Foi um verdadeiro encontro de titãs, onde o FC Porto mostrou que, para além de brilhante, era também uma equipa capaz dos maiores sacrifícios. Foi o que provaram os valentes Dragões frente ao Penarol de Montevideo, do Uruguai. O domínio inicial do FC Porto materializou-se com o 1º golo do encontro, apontado por Fernando Gomes. Aos poucos, os Uruguaios foram equilibrando o jogo, e quando já ninguém esperava que pudessem empatar, Viera fez o golo.

Tudo seria decidido num prolongamento... de repente, numa jogada a meio-campo, Sousa tira um adversário do caminho, e passa a Madjer, este consegue esquivar-se ao defesa adversário e, vendo o guarda-redes Pereira adiantado, fez-lhe um "chapéu" fabuloso! Uma vez mais, Madjer foi decisivo, marcando um golo só ao alcançe de um verdadeiro predestinado. Era já alta madrugada quando o país pode finalmente festejar um título mundial de clubes. O FC Porto inscrevia o nome de Portugal na lista de clubes campeões do mundo.

12 dezembro, 2014

BI-CAMPEÕES DO MUNDO... 10 ANOS!

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Mais do que justa a vitória portista na Taça Intercontinental! Aliás, os Portistas já mereciam, no final do tempo regulamentar, um triunfo gordo que só os ferros, o guarda-redes colombiano e o árbitro puderam evitar. Com uma exibição muito conseguida, os dragões esbarravam consecutivamente num obstáculo milagroso. Assim foi até às grandes penalidades, objectivo único do Once Caldas, habituado a vencer nestas circunstâncias. Como não há mal que sempre dure, o FC Porto garantiu a conquista da última edição da prova na segunda série de grandes penalidades. Pelo meio, um infindável rol de histórias e de azares que nem a mais afamada das bruxas podia exorcizar. Contas feitas, pois são essas que ficam para a História, o FC Porto venceu a Taça Intercontinental pela segunda vez.

Desde cedo se viu que a partida teria sentido único. Com os colombianos remetidos à defesa, o esquema do Once Caldas deixava o mexicano De Nigris isolado entre os centrais do FC Porto, aqui e ali com a companhia atacante de, no máximo, três elementos. Viafara aparecia pela direita, ainda que a sua missão fosse sobretudo defensiva, Soto surgia pela esquerda, o argentino Fabbro dispunha de alguma liberdade para vaguear pelo meio-campo portista. A estratégia era clara, aguentar a partida até às grandes penalidades, e assentava em três pilares - Henao, os ferros e, em última instância, o árbitro.

O FC Porto, por seu turno, mantinha o esquema apresentado na recepção ao Chelsea (uns dias antes, para a Champions). Uma única alteração, com o contestado Areias a dar lugar a Ricardo Costa, ainda que o internacional sub-21 português nada tenha acrescentado no papel ofensivo. Assente num estilo mais directo, até porque não havia homens nas alas, o futebol portista privilegiava os lançamentos para McCarthy e Luís Fabiano, sendo que a meia-distância (com Maniche em destaque neste particular) também era uma das armas preferenciais para tentar chegar ao golo. Golo que chegou na sequência de um livre, ainda que o auxiliar tenha descortinado um fora-de-jogo muito duvidoso a Benni McCarthy. Começavam os azares, que cresceram com o primeira intervenção dos postes, a negar um brilhante golo a Fabiano, que na jogada seguinte chegou um pouco atrasado após solicitação de Diego.

Com Maniche em plano de evidência, quem sabe se empolgado pela perspectiva de férias, os portistas tinham em Benni e no Fabuloso duas unidades de extrema valia, com ambos os avançados a jogarem bem de costas para baliza, a denotarem facilidade na recepção e toque de bola, a constituírem pontos de referência para um futebol frequentemente atrofiado. Ainda antes do intervalo, os portistas já somavam mais duas bolas nos ferros, ambas no mesmo lance. Livre batido por Diego que só o poste esquerdo da baliza de Henao parou, com a recarga a encontrar novamente a barra com meta. Diz-se que não há azar que sempre dure mas a infortuna portuguesa prolongou-se durante a segunda metade.

A tónica do encontro manteve-se na etapa complementar, com Maniche a dinamizar o futebol portista e a travar, tanto ele como McCarthy, um acesso duelo com Henao na luta incansável pelo golo. No caso do sul-africano, os ferros quiseram novamente intrometer-se quando nem o carismático guardião colombiano conseguia travar as bombas do avançado portista. O golo parecia sempre uma questão de minutos mas tardava em aparecer, sendo que o conjunto sentiu negativamente as mexidas de Fernández e a natural quebra física. A saída de Luís Fabiano prejudicou o futebol do dragão e o cansaço começava a ser evidente em algumas unidades, não resultando esses factores num menor assédio portista à baliza colombiana, com as oportunidades a sucederem-se.

O prolongamento chegava com um amargo sabor a injustiça, sendo que o Once Caldas confiava cada vez mais na hipótese das grandes penalidades. Ainda os colombianos esfregavam as mãos de contentes, já o FC Porto se via forçado a queimar a última substituição. Vítor Baía ter-se-á sentido mal, sendo substituído por Nuno. De resto, trinta minutos de contenção, com os sul-americanos a arriscarem cada vez menos e os portugueses a denotarem quebra física. Chegava a lotaria das grandes penalidades, regressava a atracção ao ferro. À quarta tentativa, o melhor em campo Maniche dava ao vencedor da Libertadores da América bola para triunfo. Mais uma vez, a barra negou o golo ao FC Porto. Mas se uma mão lava a outra, o conjunto da Colômbia viu o poste evitar a vitória na prova. Segunda série de grandes penalidades decidida ao pontapé nove, o tal que foi de sorte para Pedro Emanuel, herói de um triunfo mais do que merecido do FC Porto. Assim termina a crónica de uma vitória antecipada, quiseram as circunstâncias que o sucesso do dragão tenha conhecido outros relatos para contar uma história que voltava a ser feliz - a Taça Intercontinental foi nossa!!!

27 maio, 2014

A MENINA DANÇA A VALSA?.

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Bayern Munique 1-2 FC Porto
27 de Maio de 1987
Taça dos Clubes Campeões Europeus 1987, final
Estádio do Prater (agora Ernst Happel), em Viena (Áustria)

árbitro: Alexis Ponnet (Bélgica).

Bayern Munique: Pfaff, Eder, Nachtweih, Pfluegler, Winklhofer, Flick (Lunde 81m) Matthaeus, Brehme, Koegl, Hoeness e Rummenigge.
Suplentes não-utilizados: Aumann, Willmer, Bayerschmidt e Kutschera.
Treinador: Udo Lattek.

FC Porto: Mlynarczyk, João Pinto, Eduardo Luís, Celso, Inácio (Frasco 65m), Jaime Magalhães, André, Sousa, Quim (Juary 45m), Futre e Madjer.
Suplentes não-utilizados: Zé Beto, Festas e Casagrande.
Treinador: Artur Jorge.

Marcadores: Koegl (24m), Madjer (77m) e Juary (79m).

O Bayern de Munique era um colosso do futebol europeu. O FC Porto tinha-se mostrado, anos antes, numa outra final europeia (Taça das Taças) num jogo em que a também poderosa Juventus teve de porfiar para vencer.

Até ao momento em que se começou a desenhar a brilhante segunda parte protagonizada pelo conjunto portista, quase ninguém ousava apostar na vitória do grande FC Porto.

Com Paulo Futre endiabrado, o argelino Rabah Madjer empatou a contenda com um sublime toque de calcanhar, quando estavam decorridos 77 minutos. Apenas dois minutos volvidos, coube ao avançado brasileiro Juary (entretanto lançado na partida) desviar a bola para o fundo das redes, após um cruzamento do lado esquerdo do próprio Madjer.

O FC Porto, pela primeira vez na sua história, era Campeão Europeu!

26 maio, 2014

GELSENKIRCHEN, UM SONHO NUNCA VEM SÓ...

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Mónaco 0-3 FC Porto
Liga dos Campeões 2004, final
26 de Maio de 2004
Estádio Arena Aufschalke, em Gelsenkirchen (Alemanha)

árbitro: Kim Milton Nielsen (Dinamarca)

Mónaco: Flavio Roma, Hugo Ibarra, Julien Rodriguez, Gaël Givet (Sébastien Squillaci, 72m), Patrice Evra, Edouard Cissé (Shabani Nonda 64m), Lucas Bernardi, Akis Zikos, Ludovic Giuly (Dado Pršo 23m), Jérôme Rothen e Fernando Morientes.
Suplentes não-utilizados: Tony Sylva, Jaroslav Plašil, Emmanuel Adebayor e Hassan El-Fakiri.
Treinador: Didier Deschamps.

FC Porto: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Pedro Mendes, Costinha, Maniche, Deco (Pedro Emanuel 85m), Carlos Alberto (Alenitchev, 60m) e Derlei (Benny McCarthy 78m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Bosingwa, Ricardo Costa e Edgaras Jankauskas.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Carlos Alberto (39m), Deco (71m) e Alenitchev (75m).

Esta, mais não é do que a prova provada de que "o sonho de muitos... é a realidade de poucos!".

Do meu lado, só tenho a agradecer «eternamente» aos jogadores e ao treinador-maravilha dessa grande equipa que foi o FC Porto por me terem proporcionado ver «ao vivo» a final de Sevilha no ano anterior e a de Gelsenkirchen no ano seguinte.

Por terem tornado possíveis os sonhos que eu nem ousava sonhar, por terem desmentido o impossível, por terem feito com que nesse dia 26 de Maio de 2004, uma vez mais, as camisolas azuis e brancas e o nome do FC Porto tenham atravessado os céus do Mundo inteiro e fossem levados pelos satélites a todas as casas do planeta onde mora um adepto deste desporto fantástico.

Nas televisões do Mundo inteiro, milhares de milhões de olhos seguiram as proezas e aprenderam os nomes de Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Costinha, Deco, Derlei, McCarthy e Carlos Alberto.

Não adiantava especular se jogariam exactamente aqueles onze ou um ou outro no lugar de algum deles. Se jogaríamos em 4x4x2 ou em 4x3x3, ao ataque ou na expectativa, cansados ou com força, corajosos ou com receio.

Se eu tivesse estado no lugar de Mourinho, depois de feito todo o trabalho de casa, limitar-me-ia a dizer aos jogadores: «Chegaram até aqui, o que é uma honra e uma proeza única. Agora limitem-se a ir lá para dentro e jogar o que sabem, com alegria e orgulho, sem medo nem constrangimentos. Tudo o que acontecer será inesquecível»... e não é que foi mesmo?

21 maio, 2014

SEVILHA, FOI NOSSA!.

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Celtic Glasgow 2-3 FC Porto

Taça UEFA 2003
21 de Maio de 2003
Estádio Olimpico, Sevilha (Espanha)

árbitro: Lubos Mitchel (Eslováquia)

Celtic Glasgow: Douglas, Mjalby, Balde, Valgaren (Laursen 64m), Agathe, Lambert (McNamara 75m), Lennon, Thompson, Petrov (Maloney 104m), Larsson e Sutton.
Suplentes não-utilizados: Hedman, Sylla, Fernandez e Jamie Smith.
Treinador: Martin O'Neill.

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa (Pedro Emanuel 70m), Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha (Ricardo Costa 8m), Maniche, Deco e Alenitchev; Derlei e Capucho (Marco Ferreira 97m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Tiago, César Peixoto e Clayton.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Derlei (45m), Larsson (47m), Alenitchev (53m), Larsson (56m) e Derlei (114m).

Muitos já se passaram sobre Sevilha. Passou o jogo, passou o calor, passou a sede, a saga de dias e dias, passou a jornada de ziliões de emoções & mais uma, passou a loucura. Passou-se à história. Os escoceses passaram-se e as ruas da mitificada cidade da Andaluzia esvaziaram-se. Naquilo que foram excelentes notícias para a população local, voltaram a repor-se os stocks de cerveja. Já tudo se escreveu e já tudo se disse. Sevilha. Final. Taça. Nossa. CARAGO!

Ainda hoje me sinto inchado de orgulho pelo clube que tenho aqui dentro. Sou diariamente e à mesma hora obrigado a fazer o curativo do inchaço que teima em não desaparecer. Oh pá! É que Sevilha foi tudo. Foi Epopeia, foi Ilíada, foi Odisseia, Lusíadas e Ilha dos Amores em 5 Cantos, foi Mensagem e Música no Coração. Mas foi sobretudo BraveHeart e o desafio do Guerreiro em Momentos de Glória. O Mundo a Nossos Pés. Foi e é a Insustentável Leveza do Ser. Foi filme, foi épico, foi comédia, foi ópera lírica, foi fábula, conto de mil e uma noites... foi Pullitzer, Nobel, Emmy, Florbela Espanca e Shakespeare. Foi obra!

Apesar da imaturidade do Postiga, apesar do Larsson, apesar da obstinação do Costinha, apesar da manobra de diversão do GoldPalace Casino.com (click here! click here!), apesar da lesão do Jorge Costa, apesar do árbitro do jogo de Lens, apesar do obtuso do seleccionador nacional, apesar da pileca do Presidente da Câmara, apesar de jogadores no very limite, apesar do desgaste e dos estiramentos … a Senhora D. Taçona acabou por ser levantada pelo melhor plantel do mundo e arredores. Isto no meio de rutilantes confettis azuis e brancos, sinónimos de vitória, glória. História.

Aconteça o que acontecer, venha o que vier, digam o que disserem, teremos sempre SEVILHA !!!

Na 1/2 final, um FC Porto de «luxo» na noite gélida e chuvosa de 10.04.2003



Num ambiente sufocante, eis então a final de Sevilha.



O descomprimir das emoções... festejando com os adeptos.

18 maio, 2014

EM 2011, DUBLIN FOI O NOSSO DESTINO.

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FC Porto 1-0 SC Braga

Liga Europa, final
18 de Maio de 2011
Estádio Aviva Arena, em Dublin (Irlanda)
Assistência: 45.391 espectadores


Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha); Assistentes: Roberto Alonso Fernández e Jesús Calvo Guadamuro ; Assistentes adicionais: Carlos Clos Gomez e Antonio Rubinos Pérez ; Quarto árbitro: David Fernández Borbalán.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira; Fernando, Guarín, João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Guarín por Belluschi 73m, Varela por James Rodriguez 79m
Não utilizados: Beto, Maicon, Souza, James Rodriguez, Rúben Micael, Belluschi e Walter.
Treinador: André Villas-Boas.

SC BRAGA: Artur Morais, Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez, Sílvio; Vandinho, Custódio, Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima.
Substituições: Rodriguez por Kaká, aos 46m; Hugo Viana por Mossóró, aos 46m; Lima por Meyong 66m.
Não utilizados: Cristiano, Hélder Barbosa, Elderson e Leandro Salino.
Treinador: Domingos Paciência.

Marcadores: Falcao 44m.

Disciplina: Hugo Viana 24m , Sílvio 29m, Sapunaru 49m, Miguel Garcia 55m, Mossóro 59m, Kaká 80m, Helton 90m, Rolando 90+3m.

Em 2003, no ambiente quente de Sevilha, o FC Porto conquistava a primeira Taça UEFA (agora denominada Liga Europa) ao bater o Celtic de Glasgow por 3-2. A 18 de Maio de 2011, o FC Porto voltou a levar o troféu mais pesado da UEFA para a cidade do Porto ao vencer o compatriota Sporting de Braga por 1-0.

Um ano em grande para o Dragão que, depois de ter conquistado a Supertaça, o campeonato português sem derrotas e reservado um lugar no Jamor na Final da Taça de Portugal, deixou a sua marca de fogo na Arena de Dublin, na Irlanda, demonstrando que pode enfrentar qualquer batalha proposta.

Foi necessário apenas um golo para levantar o tão ansiado troféu, cobiçado pelos Dragões desde o início de temporada, graças ao talento de dois colombianos: o assistente Guarín e o goleador Falcao.

Do jogo, assistiu-se a uma primeira parte encarada com muita cautela por parte das duas equipas portuguesas que fizeram história na primeira final de uma competição europeia completamente lusa.

O Sporting de Braga e o FC Porto passaram os primeiros minutos a estudarem-se mutuamente, com a equipa minhota, que jogava pela primeira vez na final de uma competição europeia, a assumir uma postura mais defensiva, para depois apostar no contra-golpe. A equipa da cidade do Porto quis assumir o jogo mas sem encontrar espaço suficiente.

O único golo apontado teve a autoria do melhor marcador desta prova, o colombiano Falcao, que assim apontou o seu 17º golo. O médio Guarín fez um cruzamento longo para o coração da área bracarense e “El Tigre”, como do costume, cabeceou fora do alcance do guardião dos minhotos, fazendo mexer o marcador na Arena de Dublin.

A segunda parte começou com a melhor oportunidade para o Sporting de Braga, com Mossoró, completamente isolado perante Helton, a chutar rasteiro mas o guardião brasileiro do FC Porto mostrou-se atento com uma grande defesa.

Até ao apito final, os cerca de 45 mil espectadores não assistiram a mais golos na Arena de Dublin mas viram a equipa azul e branca erguer o troféu da Liga Europa, sucedendo aos espanhóis do Atlético de Madrid.

E pronto, DUBLIN foi o nosso destino...



VÍDEO DO JOGO

13 janeiro, 2014

26 Anos da Supertaça Europeia

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Ajax 0-1 FC Porto
Supertaça Europeia 1987 [1ª mão]
24 de Novembro de 1987

Estádio De Meer, em Amsterdão (Holanda)


árbitro: Robert Valentine (Escócia)

Ajax: Menzo; Blind, Verlaat, Winter, Witschge; Van't Schip, Bergkamp, Wouters; Bosman, Muhren e Dick.
jogaram ainda: Wouters por De Boer, Muhren por Richard Witschge.
treinador: Barry Hullshof.

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Inácio, Geraldão, Lima Pereira; Frasco, Jaime Magalhães, Rui Barros; Gomes, Sousa e André.
jogaram ainda: Frasco por Quim.
treinador: Tomislav Ivic.

marcadores: 0-1, Rui Barros (5m).

FC Porto 1-0 Ajax
Supertaça Europeia 1987 [2ª mão]
13 de Janeiro de 1988

Estádio das Antas, no Porto


árbitro: Lucien Van Nuffel (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio; Bandeirinha, Jaime Magalhães, Rui Barros; Sousa, André e Gomes.
jogaram ainda: Bandeirinha por Semedo, Gomes por Jorge Plácido.
treinador: Tomislav Ivic.

Ajax: Menzo; Blind, Larsson, Wouters, Hesp; Van't Schip, Muhren, Winter; Bergkamp, Bosman e Witschge.
jogaram ainda: Bergkamp por Meijer, Rob Witschge por Roy.
treinador: Barry Hullshof.

marcadores: 0-1, Sousa (70m).

Por esta altura, já o FC Porto tinha ganho a Taça dos Campeões e também a Taça Intercontinental, que lhe atribuía automáticamente o título justíssimo de Campeão Mundial de Clubes. Faltava a Supertaça Europeia para completar um ciclo de grandes conquistas internacionais! E os Dragões não falharam, conseguindo um feito único até hoje na história do futebol português! Aliás, ainda hoje, contam-se pelos dedos de uma mão os clubes Europeus que conseguiram esta "tripla".

Só de olhar para o palmarés actual, qualquer adversário fica com medo dos portistas, mas houve uma altura em que não era assim. Como em 1988, quando a equipa treinada por Ivic venceu por duas vezes o Ajax (detentores da Taça das Taças).

O frio que fazia no dia 13 de Janeiro de 1988 na cidade do Porto não devia ser muito diferente daquele que hoje se sente. Afinal, em 20 anos nem tanta coisa mudou nas condições meteorológicas. Mas esse dia foi diferente para os adeptos portistas, que acordaram com a expectativa de aumentarem o palmarés do clube. Quando a noite caiu, o FC Porto tinha ganho a primeira, e única, Supertaça Europeia da sua história. Um feito marcante, que hoje comemora o 23º aniversário.

Depois de ter espantado a Europa ao vencer o Bayern de Munique na final da Taça dos Campeões Europeus, em Viena, o FC Porto foi jogar com o Ajax, a Amesterdão, para a primeira mão da Supertaça Europeia, realizada em 24 de Novembro de 1987. Rui Barros marcou um golo aos cinco minutos e o resultado não se alterou mais.

"Não havia favoritos, mas fizemos um jogo especial na Holanda e vencemos. O Ajax, que era uma potência mundial, pressionou-nos bastante, pelo que optámos pelo contra-ataque, aproveitando a velocidade do Rui Barros", conta Jaime Magalhães, extremo-direito que actuou nas duas partidas.

Antes da segunda mão, o FC Porto teve tempo de ir a Tóquio vencer a Taça Intercontinental, como recorda Fernando Gomes. "Estávamos na senda dos êxitos. Em Amesterdão fizemos um jogo extraordinário e um golo até foi escasso para o que jogámos".

A explicação tem-na Jaime Magalhães. "Falhei um golo que até a minha filha marcava. Inclinei o corpo para trás e a bola subiu muito".

No Porto, no tal dia 13 de Janeiro de 1988, os holandeses foram despachados com o mesmo resultado de Amesterdão, desta vez com um golo de Sousa, aos 70 minutos, e o troféu ficou nas Antas. "Estava a chover e o relvado ficou todo empapado. Tínhamos uma equipa boa, mas acima de tudo tínhamos jogadores que queriam fazer história. Era uma equipa forte e solidária", lembra Fernando Gomes.

Após o jogo houve festa no balneário e nas ruas. "É verdade que a festa não foi tão grande como quando vencemos em Viena, mas foi uma celebração bonita", recorda Jaime Magalhães.

13 dezembro, 2013

Campeões do Mundo há 26 anos!

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Depois de conquistar brilhantemente a Taça dos Clubes Campeões Europeus, apresentou-se novo desafio ao FC Porto: derrotar o Campeão Sul-Americano e tornar-se Campeão Mundial. Este encontro disputou-se em Tóquio, em condições verdadeiramente surrealistas, tal foi o nevão que inesperadamente caíu sobre a capital Nipónica.

Foi um verdadeiro encontro de titãs, onde o FC Porto mostrou que, para além de brilhante, era também uma equipa capaz dos maiores sacrifícios. Foi o que provaram os valentes Dragões frente ao Penarol de Montevideo, do Uruguai. O domínio inicial do FC Porto materializou-se com o 1º golo do encontro, apontado por Fernando Gomes. Aos poucos, os Uruguaios foram equilibrando o jogo, e quando já ninguém esperava que pudessem empatar, Viera fez o golo.

Tudo seria decidido num prolongamento... de repente, numa jogada a meio-campo, Sousa tira um adversário do caminho, e passa a Madjer, este consegue esquivar-se ao defesa adversário e, vendo o guarda-redes Pereira adiantado, fez-lhe um "chapéu" fabuloso! Uma vez mais, Madjer foi decisivo, marcando um golo só ao alcançe de um verdadeiro predestinado. Era já alta madrugada quando o país pode finalmente festejar um título mundial de clubes. O FC Porto inscrevia o nome de Portugal na lista de clubes campeões do mundo.

12 dezembro, 2013

BI-Campeões do Mundo há 9 anos!

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Mais do que justa a vitória portista na Taça Intercontinental! Aliás, os Portistas já mereciam, no final do tempo regulamentar, um triunfo gordo que só os ferros, o guarda-redes colombiano e o árbitro puderam evitar. Com uma exibição muito conseguida, os dragões esbarravam consecutivamente num obstáculo milagroso. Assim foi até às grandes penalidades, objectivo único do Once Caldas, habituado a vencer nestas circunstâncias. Como não há mal que sempre dure, o FC Porto garantiu a conquista da última edição da prova na segunda série de grandes penalidades. Pelo meio, um infindável rol de histórias e de azares que nem a mais afamada das bruxas podia exorcizar. Contas feitas, pois são essas que ficam para a História, o FC Porto venceu a Taça Intercontinental pela segunda vez.

Desde cedo se viu que a partida teria sentido único. Com os colombianos remetidos à defesa, o esquema do Once Caldas deixava o mexicano De Nigris isolado entre os centrais do FC Porto, aqui e ali com a companhia atacante de, no máximo, três elementos. Viafara aparecia pela direita, ainda que a sua missão fosse sobretudo defensiva, Soto surgia pela esquerda, o argentino Fabbro dispunha de alguma liberdade para vaguear pelo meio-campo portista. A estratégia era clara, aguentar a partida até às grandes penalidades, e assentava em três pilares - Henao, os ferros e, em última instância, o árbitro.

O FC Porto, por seu turno, mantinha o esquema apresentado na recepção ao Chelsea (uns dias antes, para a Champions). Uma única alteração, com o contestado Areias a dar lugar a Ricardo Costa, ainda que o internacional sub-21 português nada tenha acrescentado no papel ofensivo. Assente num estilo mais directo, até porque não havia homens nas alas, o futebol portista privilegiava os lançamentos para McCarthy e Luís Fabiano, sendo que a meia-distância (com Maniche em destaque neste particular) também era uma das armas preferenciais para tentar chegar ao golo. Golo que chegou na sequência de um livre, ainda que o auxiliar tenha descortinado um fora-de-jogo muito duvidoso a Benni McCarthy. Começavam os azares, que cresceram com o primeira intervenção dos postes, a negar um brilhante golo a Fabiano, que na jogada seguinte chegou um pouco atrasado após solicitação de Diego.

Com Maniche em plano de evidência, quem sabe se empolgado pela perspectiva de férias, os portistas tinham em Benni e no Fabuloso duas unidades de extrema valia, com ambos os avançados a jogarem bem de costas para baliza, a denotarem facilidade na recepção e toque de bola, a constituírem pontos de referência para um futebol frequentemente atrofiado. Ainda antes do intervalo, os portistas já somavam mais duas bolas nos ferros, ambas no mesmo lance. Livre batido por Diego que só o poste esquerdo da baliza de Henao parou, com a recarga a encontrar novamente a barra com meta. Diz-se que não há azar que sempre dure mas a infortuna portuguesa prolongou-se durante a segunda metade.

A tónica do encontro manteve-se na etapa complementar, com Maniche a dinamizar o futebol portista e a travar, tanto ele como McCarthy, um acesso duelo com Henao na luta incansável pelo golo. No caso do sul-africano, os ferros quiseram novamente intrometer-se quando nem o carismático guardião colombiano conseguia travar as bombas do avançado portista. O golo parecia sempre uma questão de minutos mas tardava em aparecer, sendo que o conjunto sentiu negativamente as mexidas de Fernández e a natural quebra física. A saída de Luís Fabiano prejudicou o futebol do dragão e o cansaço começava a ser evidente em algumas unidades, não resultando esses factores num menor assédio portista à baliza colombiana, com as oportunidades a sucederem-se.

O prolongamento chegava com um amargo sabor a injustiça, sendo que o Once Caldas confiava cada vez mais na hipótese das grandes penalidades. Ainda os colombianos esfregavam as mãos de contentes, já o FC Porto se via forçado a queimar a última substituição. Vítor Baía ter-se-á sentido mal, sendo substituído por Nuno. De resto, trinta minutos de contenção, com os sul-americanos a arriscarem cada vez menos e os portugueses a denotarem quebra física. Chegava a lotaria das grandes penalidades, regressava a atracção ao ferro. À quarta tentativa, o melhor em campo Maniche dava ao vencedor da Libertadores da América bola para triunfo. Mais uma vez, a barra negou o golo ao FC Porto. Mas se uma mão lava a outra, o conjunto da Colômbia viu o poste evitar a vitória na prova. Segunda série de grandes penalidades decidida ao pontapé nove, o tal que foi de sorte para Pedro Emanuel, herói de um triunfo mais do que merecido do FC Porto. Assim termina a crónica de uma vitória antecipada, quiseram as circunstâncias que o sucesso do dragão tenha conhecido outros relatos para contar uma história que voltava a ser feliz - a Taça Intercontinental foi nossa!!!

27 maio, 2013

A menina dança a Valsa?

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Bayern Munique 1-2 FC Porto

27 de Maio de 1987
Taça dos Clubes Campeões Europeus 1987, final
Estádio do Prater (agora Ernst Happel), em Viena (Áustria)

árbitro: Alexis Ponnet (Bélgica).

Bayern Munique: Pfaff, Eder, Nachtweih, Pfluegler, Winklhofer, Flick (Lunde 81m) Matthaeus, Brehme, Koegl, Hoeness e Rummenigge.
Suplentes não-utilizados: Aumann, Willmer, Bayerschmidt e Kutschera.
Treinador: Udo Lattek.

FC Porto: Mlynarczyk, João Pinto, Eduardo Luís, Celso, Inácio (Frasco 65m), Jaime Magalhães, André, Sousa, Quim (Juary 45m), Futre e Madjer.
Suplentes não-utilizados: Zé Beto, Festas e Casagrande.
Treinador: Artur Jorge

Marcadores: Koegl (24m), Madjer (77m) e Juary (79m).

O Bayern de Munique era um colosso do futebol europeu. O FC Porto tinha-se mostrado, anos antes, numa outra final europeia (Taça das Taças) num jogo em que a também poderosa Juventus teve de porfiar para vencer.

Até ao momento em que se começou a desenhar a brilhante segunda parte protagonizada pelo conjunto portista, quase ninguém ousava apostar na vitória do grande FC Porto.

Com Paulo Futre endiabrado, o argelino Rabah Madjer empatou a contenda com um sublime toque de calcanhar, quando estavam decorridos 77 minutos. Apenas dois minutos volvidos, coube ao avançado brasileiro Juary (entretanto lançado na partida) desviar a bola para o fundo das redes, após um cruzamento do lado esquerdo do próprio Madjer.

O FC Porto, pela primeira vez na sua história, era Campeão Europeu!

26 maio, 2013

Gelsenkirchen, um sonho nunca vem só...

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Mónaco 0-3 FC Porto

Liga dos Campeões 2004, final
26 de Maio de 2004
Estádio Arena Aufschalke, em Gelsenkirchen (Alemanha)

árbitro: Kim Milton Nielsen (Dinamarca)

Mónaco: Flavio Roma, Hugo Ibarra, Julien Rodriguez, Gaël Givet (Sébastien Squillaci, 72m), Patrice Evra, Edouard Cissé (Shabani Nonda 64m), Lucas Bernardi, Akis Zikos, Ludovic Giuly (Dado Pršo 23m), Jérôme Rothen e Fernando Morientes.
Suplentes não-utilizados: Tony Sylva, Jaroslav Plašil, Emmanuel Adebayor e Hassan El-Fakiri.
Treinador: Didier Deschamps.

FC Porto: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Pedro Mendes, Costinha, Maniche, Deco (Pedro Emanuel 85m), Carlos Alberto (Alenitchev, 60m) e Derlei (Benny McCarthy 78m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Bosingwa, Ricardo Costa e Edgaras Jankauskas.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Carlos Alberto (39m), Deco (71m) e Alenitchev (75m).

Esta, mais não é do que a prova provada de que "o sonho de muitos... é a realidade de poucos!".

Do meu lado, só tenho a agradecer «eternamente» aos jogadores e ao treinador-maravilha dessa grande equipa que foi o FC Porto por me terem proporcionado ver «ao vivo» a final de Sevilha no ano anterior e a de Gelsenkirchen no ano seguinte.

Por terem tornado possíveis os sonhos que eu nem ousava sonhar, por terem desmentido o impossível, por terem feito com que nesse dia 26 de Maio de 2004, uma vez mais, as camisolas azuis e brancas e o nome do FC Porto tenham atravessado os céus do Mundo inteiro e fossem levados pelos satélites a todas as casas do planeta onde mora um adepto deste desporto fantástico.

Nas televisões do Mundo inteiro, milhares de milhões de olhos seguiram as proezas e aprenderam os nomes de Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Costinha, Deco, Derlei, McCarthy e Carlos Alberto.

Não adiantava especular se jogariam exactamente aqueles onze ou um ou outro no lugar de algum deles. Se jogaríamos em 4x4x2 ou em 4x3x3, ao ataque ou na expectativa, cansados ou com força, corajosos ou com receio.

Se eu tivesse estado no lugar de Mourinho, depois de feito todo o trabalho de casa, limitar-me-ia a dizer aos jogadores: «Chegaram até aqui, o que é uma honra e uma proeza única. Agora limitem-se a ir lá para dentro e jogar o que sabem, com alegria e orgulho, sem medo nem constrangimentos. Tudo o que acontecer será inesquecível»... e não é que foi mesmo?

21 maio, 2013

Sevilha, foi nossa!

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Celtic Glasgow 2-3 FC Porto

Taça UEFA 2003
21 de Maio de 2003
Estádio Olimpico, Sevilha (Espanha)

árbitro: Lubos Mitchel (Eslováquia)

Celtic Glasgow: Douglas, Mjalby, Balde, Valgaren (Laursen 64m), Agathe, Lambert (McNamara 75m), Lennon, Thompson, Petrov (Maloney 104m), Larsson e Sutton.
Suplentes não-utilizados: Hedman, Sylla, Fernandez e Jamie Smith.
Treinador: Martin O'Neill.

FC Porto: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa (Pedro Emanuel 70m), Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha (Ricardo Costa 8m), Maniche, Deco e Alenitchev; Derlei e Capucho (Marco Ferreira 97m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Tiago, César Peixoto e Clayton.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Derlei (45m), Larsson (47m), Alenitchev (53m), Larsson (56m) e Derlei (114m).

Muitos já se passaram sobre Sevilha. Passou o jogo, passou o calor, passou a sede, a saga de dias e dias, passou a jornada de ziliões de emoções & mais uma, passou a loucura. Passou-se à história. Os escoceses passaram-se e as ruas da mitificada cidade da Andaluzia esvaziaram-se. Naquilo que foram excelentes notícias para a população local, voltaram a repor-se os stocks de cerveja. Já tudo se escreveu e já tudo se disse. Sevilha. Final. Taça. Nossa. CARAGO!

Ainda hoje me sinto inchado de orgulho pelo clube que tenho aqui dentro. Sou diariamente e à mesma hora obrigado a fazer o curativo do inchaço que teima em não desaparecer. Oh pá! É que Sevilha foi tudo. Foi Epopeia, foi Ilíada, foi Odisseia, Lusíadas e Ilha dos Amores em 5 Cantos, foi Mensagem e Música no Coração. Mas foi sobretudo BraveHeart e o desafio do Guerreiro em Momentos de Glória. O Mundo a Nossos Pés. Foi e é a Insustentável Leveza do Ser. Foi filme, foi épico, foi comédia, foi ópera lírica, foi fábula, conto de mil e uma noites... foi Pullitzer, Nobel, Emmy, Florbela Espanca e Shakespeare. Foi obra!

Apesar da imaturidade do Postiga, apesar do Larsson, apesar da obstinação do Costinha, apesar da manobra de diversão do GoldPalace Casino.com (click here! click here!), apesar da lesão do Jorge Costa, apesar do árbitro do jogo de Lens, apesar do obtuso do seleccionador nacional, apesar da pileca do Presidente da Câmara, apesar de jogadores no very limite, apesar do desgaste e dos estiramentos … a Senhora D. Taçona acabou por ser levantada pelo melhor plantel do mundo e arredores. Isto no meio de rutilantes confettis azuis e brancos, sinónimos de vitória, glória. História.

Aconteça o que acontecer, venha o que vier, digam o que disserem, teremos sempre SEVILHA !!!

Na 1/2 final, um FC Porto de «luxo» na noite gélida e chuvosa de 10.04.2003



Num ambiente sufocante, eis então a final de Sevilha.



O descomprimir das emoções... festejando com os adeptos.

18 maio, 2013

Em 2011, Dublin foi o nosso destino

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FC Porto 1-0 SC Braga

Liga Europa, final
18 de Maio de 2011
Estádio Aviva Arena, em Dublin (Irlanda)
Assistência: 45.391 espectadores


Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha); Assistentes: Roberto Alonso Fernández e Jesús Calvo Guadamuro ; Assistentes adicionais: Carlos Clos Gomez e Antonio Rubinos Pérez ; Quarto árbitro: David Fernández Borbalán.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira; Fernando, Guarín, João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Guarín por Belluschi 73m, Varela por James Rodriguez 79m
Não utilizados: Beto, Maicon, Souza, James Rodriguez, Rúben Micael, Belluschi e Walter.
Treinador: André Villas-Boas.

SC BRAGA: Artur Morais, Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez, Sílvio; Vandinho, Custódio, Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima.
Substituições: Rodriguez por Kaká, aos 46m; Hugo Viana por Mossóró, aos 46m; Lima por Meyong 66m.
Não utilizados: Cristiano, Hélder Barbosa, Elderson e Leandro Salino.
Treinador: Domingos Paciência.

Marcadores: Falcao 44m.

Disciplina: Hugo Viana 24m , Sílvio 29m, Sapunaru 49m, Miguel Garcia 55m, Mossóro 59m, Kaká 80m, Helton 90m, Rolando 90+3m.

Em 2003, no ambiente quente de Sevilha, o FC Porto conquistava a primeira Taça UEFA (agora denominada Liga Europa) ao bater o Celtic de Glasgow por 3-2. A 18 de Maio de 2011, o FC Porto voltou a levar o troféu mais pesado da UEFA para a cidade do Porto ao vencer o compatriota Sporting de Braga por 1-0.

Um ano em grande para o Dragão que, depois de ter conquistado a Supertaça, o campeonato português sem derrotas e reservado um lugar no Jamor na Final da Taça de Portugal, deixou a sua marca de fogo na Arena de Dublin, na Irlanda, demonstrando que pode enfrentar qualquer batalha proposta.

Foi necessário apenas um golo para levantar o tão ansiado troféu, cobiçado pelos Dragões desde o início de temporada, graças ao talento de dois colombianos: o assistente Guarín e o goleador Falcao.

Do jogo, assistiu-se a uma primeira parte encarada com muita cautela por parte das duas equipas portuguesas que fizeram história na primeira final de uma competição europeia completamente lusa.

O Sporting de Braga e o FC Porto passaram os primeiros minutos a estudarem-se mutuamente, com a equipa minhota, que jogava pela primeira vez na final de uma competição europeia, a assumir uma postura mais defensiva, para depois apostar no contra-golpe. A equipa da cidade do Porto quis assumir o jogo mas sem encontrar espaço suficiente.

O único golo apontado teve a autoria do melhor marcador desta prova, o colombiano Falcao, que assim apontou o seu 17º golo. O médio Guarín fez um cruzamento longo para o coração da área bracarense e “El Tigre”, como do costume, cabeceou fora do alcance do guardião dos minhotos, fazendo mexer o marcador na Arena de Dublin.

A segunda parte começou com a melhor oportunidade para o Sporting de Braga, com Mossoró, completamente isolado perante Helton, a chutar rasteiro mas o guardião brasileiro do FC Porto mostrou-se atento com uma grande defesa.

Até ao apito final, os cerca de 45 mil espectadores não assistiram a mais golos na Arena de Dublin mas viram a equipa azul e branca erguer o troféu da Liga Europa, sucedendo aos espanhóis do Atlético de Madrid.

E pronto, DUBLIN foi o nosso destino...



VÍDEO DO JOGO

13 janeiro, 2013

25 Anos da Supertaça Europeia

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Ajax 0-1 FC Porto
Supertaça Europeia 1987 [1ª mão]
24 de Novembro de 1987

Estádio De Meer, em Amsterdão (Holanda)


árbitro: Robert Valentine (Escócia)

Ajax: Menzo; Blind, Verlaat, Winter, Witschge; Van't Schip, Bergkamp, Wouters; Bosman, Muhren e Dick.
jogaram ainda: Wouters por De Boer, Muhren por Richard Witschge.
treinador: Barry Hullshof.

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Inácio, Geraldão, Lima Pereira; Frasco, Jaime Magalhães, Rui Barros; Gomes, Sousa e André.
jogaram ainda: Frasco por Quim.
treinador: Tomislav Ivic.

marcadores: 0-1, Rui Barros (5m).

FC Porto 1-0 Ajax
Supertaça Europeia 1987 [2ª mão]
13 de Janeiro de 1988

Estádio das Antas, no Porto


árbitro: Lucien Van Nuffel (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio; Bandeirinha, Jaime Magalhães, Rui Barros; Sousa, André e Gomes.
jogaram ainda: Bandeirinha por Semedo, Gomes por Jorge Plácido.
treinador: Tomislav Ivic.

Ajax: Menzo; Blind, Larsson, Wouters, Hesp; Van't Schip, Muhren, Winter; Bergkamp, Bosman e Witschge.
jogaram ainda: Bergkamp por Meijer, Rob Witschge por Roy.
treinador: Barry Hullshof.

marcadores: 0-1, Sousa (70m).

Por esta altura, já o FC Porto tinha ganho a Taça dos Campeões e também a Taça Intercontinental, que lhe atribuía automáticamente o título justíssimo de Campeão Mundial de Clubes. Faltava a Supertaça Europeia para completar um ciclo de grandes conquistas internacionais! E os Dragões não falharam, conseguindo um feito único até hoje na história do futebol português! Aliás, ainda hoje, contam-se pelos dedos de uma mão os clubes Europeus que conseguiram esta "tripla".

Só de olhar para o palmarés actual, qualquer adversário fica com medo dos portistas, mas houve uma altura em que não era assim. Como em 1988, quando a equipa treinada por Ivic venceu por duas vezes o Ajax (detentores da Taça das Taças).

O frio que fazia no dia 13 de Janeiro de 1988 na cidade do Porto não devia ser muito diferente daquele que hoje se sente. Afinal, em 20 anos nem tanta coisa mudou nas condições meteorológicas. Mas esse dia foi diferente para os adeptos portistas, que acordaram com a expectativa de aumentarem o palmarés do clube. Quando a noite caiu, o FC Porto tinha ganho a primeira, e única, Supertaça Europeia da sua história. Um feito marcante, que hoje comemora o 23º aniversário.

Depois de ter espantado a Europa ao vencer o Bayern de Munique na final da Taça dos Campeões Europeus, em Viena, o FC Porto foi jogar com o Ajax, a Amesterdão, para a primeira mão da Supertaça Europeia, realizada em 24 de Novembro de 1987. Rui Barros marcou um golo aos cinco minutos e o resultado não se alterou mais.

"Não havia favoritos, mas fizemos um jogo especial na Holanda e vencemos. O Ajax, que era uma potência mundial, pressionou-nos bastante, pelo que optámos pelo contra-ataque, aproveitando a velocidade do Rui Barros", conta Jaime Magalhães, extremo-direito que actuou nas duas partidas.

Antes da segunda mão, o FC Porto teve tempo de ir a Tóquio vencer a Taça Intercontinental, como recorda Fernando Gomes. "Estávamos na senda dos êxitos. Em Amesterdão fizemos um jogo extraordinário e um golo até foi escasso para o que jogámos".

A explicação tem-na Jaime Magalhães. "Falhei um golo que até a minha filha marcava. Inclinei o corpo para trás e a bola subiu muito".

No Porto, no tal dia 13 de Janeiro de 1988, os holandeses foram despachados com o mesmo resultado de Amesterdão, desta vez com um golo de Sousa, aos 70 minutos, e o troféu ficou nas Antas. "Estava a chover e o relvado ficou todo empapado. Tínhamos uma equipa boa, mas acima de tudo tínhamos jogadores que queriam fazer história. Era uma equipa forte e solidária", lembra Fernando Gomes.

Após o jogo houve festa no balneário e nas ruas. "É verdade que a festa não foi tão grande como quando vencemos em Viena, mas foi uma celebração bonita", recorda Jaime Magalhães.