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22 maio, 2019

COPO MEIO CHEIO OU VAZIO? UMA QUESTÃO DE PERSPETIVA NUM ADEUS ANUNCIADO.


Acabado o campeonato, e a um jogo do final da época, uma linha muito ténue vai separando as nossas emoções entre a pesada frustração e o mediano sucesso.

Aterrássemos nós de Marte neste momento, e saltássemos diretamente até aos números finais de cada competição, poderiam até existir laivos de orgulho na prestação da equipa, como o treinador diversas vezes tem sublinhado. Afinal, vencemos a Supertaça, fomos à final da Taça da Liga perdendo apenas no desempate por penalties, fizemos uma das nossas melhores Champions de sempre, caindo perante um colosso abonado pela sorte e muitas decisões arbitrais, lutamos pelo título até à última jornada e estamos na final da Taça.

Se fossemos todos fanáticos da perspetiva do copo meio cheio, até poderíamos esboçar um sorriso de satisfação. Contudo, não aterramos de Marte no passado fim de semana, nem bebemos o que falta no copo. Quer Campeonato, quer Taça da Liga, foram perdidos, não pelas goleadas coniventes dos adversários, pelo compadrio dos árbitros ou pelos craques mundiais de pé de barro que abundam pelas equipas da capital. Perdemos por incompetência própria. Perdemos, porque entrados em Maio, ainda não somos capazes de algo ao alcance de qualquer equipa mediana: Controlar um jogo!!!

Ganhámos muitos jogos. Verdade. Uns por manifesta superioridade nossa, muitos outros (demasiados) na raça, no querer, no coração, no lutar até à última gota de suor. Poucos, muito poucos, na inteligência.

A Taça da Liga perdeu-se pela incapacidade de dominar e controlar uma equipa mediana e temerosa como é o Sporting atual. Com tudo para os esmagar, colocámo-nos a jeito para que a fortuna equipasse de verde. Nos 90 minutos e nos penalties. Mergulhados num autismo incompreensível, o jogo da última jornada contra esta mesma equipa, só não foi mais do mesmo, pela raça e orgulho ferido. Esperemos que no próximo sábado, finalmente tenhamos aprendido algo contra este banal adversário.

No campeonato, mais do que o empate em Vila do Conde, foi em casa com o Guimarães que se começou a perder o título. Imperdoável o laxismo, a desorientação, os traços de estupidificação coletiva que se verificaram nesse jogo. Três pontos perdidos, que nos teriam colocado a festejar na baixa sábado passado. A juntar a este desaire, a derrota caseira com o slb. Uma equipa que vai na frente do rival na classificação, e até se coloca a vencer na partida, não pode cometer o chorrilho de erros que fez. Mourinho nunca teria perdido aquele jogo. Vítor Pereira nunca teria perdido aquele jogo. Até arrisco dizer que o Lopetegui nunca teria perdido aquele jogo. Porquê? Porque simplesmente sabiam como o fechar. Como esconder a bola. Aguentá-la! Como irritar o adversário. Como não a dar ao desbarato. Enfim... como usar a cabeça!

Todos estamos em dívida com Sérgio Conceição. Foi o Homem certo, no momento certo, para trazer a mística e a garra de volta ao Dragão. Mas Sérgio também tem que perceber que a evolução é necessária. Tem que ser mais cerebral e menos emocional. Façamos votos que o peso do grisalho dos cabelos, juntem à sua valiosa emoção, a razão que tantas vezes lhe tem fugido.

A acontecer, com a vantagem de uma previsível dúzia de caras novas e virgens, sedentas de títulos, e prontas a serem instruídas no espírito do Dragão, algo me diz que na próxima época teremos todos os motivos para sorrir.

Termino por aqui a minha participação no BiBó PoRtO. Queria agradecer ao Administrador a confiança que depositou em mim, aos Colegas de blog pela sempre interessante troca de ideias e perspetivas, e claro, a todos aqueles que acompanharam as minhas crónicas.

Um Muito Obrigado a todos!!!

E sábado... É PARA TRAZER O CANECO, CARAGO!!!

PS. Como ilustração final, deixo o nosso (futuro ex-)capitão. Tudo menos consensual. Exasperou-nos com os seus erros. Deu-nos a maior alegria da última meia dúzia de anos. Não consigo encontrar melhor figura para exemplificar o instável passado recente portista. Façamos votos que o futuro seja bem mais radiante. Para ele... e para nós! Até Sempre!

26 abril, 2019

ÉTICA PETIT.


Se pedirmos a um vulgar adepto de futebol para caracterizar como treinador Armando Gonçalves Teixeira, mais conhecido no mundo da bola por Petit, a resposta com ligeiras nuances, não deverá afastar-se muito do seguinte.

Aguerrido e abnegado, compensa a falta de inteligência ou primores táctico-estratégicos, pela defesa de cada metro quadrado à frente da área do guarda-redes, aproveitando sempre que possível o lançamento de bolas em profundidade para o(s) avançado(s) em momento ofensivo. Contra equipas maiores, recorre ao vasto leque de subterfúgios manhosos que acumulou ao longo da carreira, para arrastar e quebrar o ritmo da equipa adversária, tentando protelar ao máximo a defesa do pontinho, ou o jackpot da vitória, caso a fortuna tenha sorrido em marcar primeiro.

Se esta táctica jurrássica é boa, ou garante resultados? Não, não é, nem nunca foi.

Mas na prática, esta visão de jogo de Petit dá para empastar jogos contra equipas com maiores possibilidades, saldando-se os resultados em scores muito higiénicos para as suas formações, sendo que, não raras vezes, equipas grandes como FC Porto e Sporting se deixam enredar e ser surpreendidos nesta teia, como se verificou, por exemplo, no período que esteve à frente da equipa do Tondela.

Poderíamos dizer que Petit é uma cópia barata do bom e velho José Mota, com uma pequena e ENORME excepção:

José Mota, com as suas limitações, tenta conquistar pontos a TODOS os adversários. Petit, não!

Não é a rábula dos amarelos que me incomoda. Gostemos ou não, no FC Porto sempre se utilizou esse subterfúgio para poupar jogadores quando necessário. Quer slb, Sporting ou mesmo o Real Madrid, utilizam esse tipo de esquemas. Seria de uma hipocrisia máxima vir agora apontar o dedo ao treinador do Maritímo, ou de que equipa for, por gerir o seu plantel, da forma que acha mais correcta.

A culpa de Petit nos 6-0 que apanhou no jogo de domingo não é essa.

A culpa de Petit no jogo de domingo, é estar à frente de uma equipa que dista 5 míseros pontos da linha de água, e ter assumido implicitamente e publicamente que não valia a pena lutar por pontos neste jogo.

A culpa de Petit é ter feito subir ao relvado da Luz, 11 almas que prefeririam estar com as esposas, amigos ou no sofá de casa, em vez de aguentar 90 minutos de frete, porque o treinador nunca lhes incutiu a confiança de que eram capazes ganhar.

A culpa de Petit, é ser treinador de uma equipa da I Liga de Futebol Profissional em Portugal, que em 90 minutos, com um resultado avolumado até à meia dúzia, ter apenas feito 1 - sim, UM - remate no jogo inteiro, por um jogador que até foi substituído, não fosse ele rematar de novo.

A culpa de Petit, é somar em todo o seu histórico de treinador, 8 derrotas contra este mesmo adversário, com 27 golos sofridos, e 1 - sim, UM - marcado.

A culpa de Petit não é ser benfiquista. Cada um é livre de escolher o clube do coração.

A culpa de Petit é não ser capaz de executar a sua profissão com dignidade, honestidade e ética.

Se um polícia rouba, tem um processo disciplinar.
Se um médico mata, tem um processo disciplinar.
Se um professor erra, tem um processo disciplinar.
Como é possível que um treinador queira perder, e nada lhe aconteça?

Imagens de uma realidade alternativa, ou o porquê de certas equipas golearem tão facilmente:





Quem quiser aprender sobre profissionalismo, ponha os olhos num Senhor chamado Luís Castro, portista, campeão pelo FC Porto B, que nesta temporada retirou 4 pontos ao clube do coração. 4 pontos que nos dariam folga para encarar esta fase final de forma risonha. Felizmente para o bem da verdade desportiva, nem todos têm carácter, pensamento e ética petit.

Cumprimentos Portistas.

17 abril, 2019

DIFÍCIL SIM. MAIS IMPORTANTE, NÃO!


O Dragão vai hoje receber hoje o jogo mais difícil da época até ao momento.

Difícil sim. Mas não o mais importante.

Que não haja dúvidas que o mais importante será o confronto com o Santa Clara. E posteriormente com o Rio Ave, o Aves, o Nacional e espera-se que quando chegarmos ao jogo com o Sporting, seja a final mais importante do ano... e que possamos depender de nós!

Para o jogo de hoje, pragamaticamente estão 3 menus em jogo. O amargo, que seria (mais) uma derrota. O agridoce, que seria igualar os nossos melhores feitos com o Liverpool, ou seja, um empate. O doce, que seria alcançar algo nunca conquistado contra os rapazes da terra dos Beatles. A vitória!

Esta deve ser o nosso foco. O nosso Olímpo.

Quanto à eliminatória... é sempre possível sonhar, como o fazemos quando registamos um Euromilhões. Contudo, assentando os pés na terra, 3-0 contra uma equipa que perdeu apenas um jogo na presente edição da Premier League, é uma montanha bem mais alta do que o Evarest para escalar. Além de que é deveras improvável que a sociedade Salah, Firmino & Mané Lda. não consigam facturar um simples golo, contra uma equipa que terá forçosamente que avançar linhas. Por cada golo marcado por ingleses, significa que o nosso score tenha que começar nos 4, e por aí adiante.

Contudo, como diz o poeta, "Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce". Pode ser que hoje, Deus seja portista.


Faleceu esta semana o nosso antigo jogador Quinzinho, com uns meros 45 anos de idade.

Nunca atingiu estatuto de destaque no nosso clube. Bem pelo contrário.

Para quem seguia o FC Porto dos anos 90, Quinzinho era frequentemente titular em piadas e trocadilhos jocosos entre adeptos.

Apesar de tudo, suou honradamente a nossa camisola, pelo que merece o meu, o nosso, tributo e reconhecimento.

Descanse em Paz!

Cumprimentos Portistas.


PS.- No pós-jogo e crónica, apenas dois pensamentos. Deus não é portista, e com Marega e Tiquinho não dá para aspirar algo mais que a mediania. Ainda assim, grande jogo do FC Porto enquanto o tipo lá de cima não nos virou costas. 

12 abril, 2019

MALFADADAS ESPERANÇAS.


O recente duelo com os "reds" de Anfield Road, trouxe-nos o pior resultado no que às esperanças diz respeito. Dir-me-ão que a derrota por duas bolas é bem melhor do que a humilhante goleada caseira que sofremos na passada temporada.

Verdade!

No que a prestígio diz respeito, não saímos em nada beliscados de Inglaterra. Até porque no próprio jogo jogado, não nos limitamos a defender em cima da área, e a espaços conseguimos repartir a partida, e chegar com perigo à área adversária, onde Marega com outra inspiração na finalização, poderia ter trazido um resultado bem mais radioso para o Dragão.

O grande busílis deste resultado, que uma derrota com golos, pela margem mínima ou até um empate, não nos traríam, é que temos que fazer algo que ainda não conseguímos interiorizar nesta temporada contra equipas de maior capacidade. Controlar o jogo!

Se acredito convictamente que são possíveis os dois golos que empatariam a eliminatória, até porque ao contrário do que se passou na primeira mão, não só a equipa de arbitragem será outra, como jogaremos teoricamente com um 11 mais forte, quer pela esperada melhoria física de Telles, como pela maior robustez que a inclusão de Herrera e Pepe poderão trazer à equipa. Além de que, como vimos, o FC Porto quando quer é capaz de olhar o Liverpool nos olhos, e criar oportunidades de golo.

Já na componente defensiva, coloco as minhas reservas na (in)capacidade de não sofrermos golos. Lembre-se que bastará um único e mísero golo inglês, para nos obrigar a marcar 4. O que não sendo impossível, pela dificuldade do adversário em questão, seria porventura a recuperação mais épica da nossa bela história centenária.

Os exemplos que vimos nos jogos contra slb (por duas vezes), Sporting ou mesmo Roma, em que a vencer, entramos em inexplicável modo de desconcentração defensiva, são um mau prenúncio para o que se avizinha. nunca é tarde para a perfeição, mas...

Muito pragmaticamente, independentemente do que aconteça no jogo do Dragão, a nossa participação na Champions deste ano excedeu as expectativas iniciais, ao ultrapassarmos os Oitavos, sendo já um pequeno sucesso da época. Desde que não aconteça a hecatombe da temporada passada, nenhum resultado apagará o que de muito bom foi atingido. Para tornar esse percurso excelente, como adepto portista ficaria imensamente orgulhoso com qualquer vitória sobre o Liverpool, seja porque resultado for. É nisso que os jogadores devem pensar. Apenas Vencer!

Se der para passar, fantástico! Se não der, todos estes heróis merecem o nosso aplauso.


Mais do que a praticamente inacessível Champions, é na realidade nacional que nos devemos focar. Como temos visto recentemente, com Tondela e Feirense, a pressão está a causar pànico nas hostes benfiquistas. Se na vitória caseira contra beirões, a fortuna foi uma amiga encarnada, na partida da Vila da Feira, o sempre fiável Paixão voltou a puxar dos galões, ao anular inexplicavelmente o golo do 2-0 aos locais e, provavelmente com a motivação nostálgica de outros tempos, ainda vislumbrou um penalty mirabolante sobre Pizzi, que acabou por dar um golo do empate caído dos céus, assassinando de vez qualquer ideia de verdade desportiva que pudesse existir neste campeonato. A exibição de Bruno Paixão foi tão excepcional, que até o sempre avermelhado cartonista Henrique Monteiro lhe dedicou um dos seus trabalhos.


Um dia depois desta prestação escandalosa de uma equipa VAR, temos esta inacreditável e surreal crónica num jornal generalista, de um velho cartilheiro, que seria para rir a desbravada, não fosse ele um dos directores do referido jornal.

Ao contrário do que Francisco J. Marques e seus companheiros de painel no Universo Porto da Bancada advogam, grande parte das benesses de que o slb beneficia na comunicação social, política e justiça nada têm a ver com corrupção. O que vemos de muitos agentes da sociedade, é um simples vestir da camisola encarnada. Enquanto os centros de decisão e poder se situarem na Capital do Império, só por ingenuidade se poderá pensar que alguma vez existirá equidade e justiça em Portugal. Quer seja no desporto, quer noutras áreas. Muito faz o FC Porto em lutar contra este monopólio. Uma luta desigual.

Orgulhosos como somos, o que todos nós portistas esperamos (exigimos) do nosso clube, é que lute sempre até à última gota de suor. Seja contra vermelhos de Liverpool ou Lisboa. As contas, fazem-se no fim.

Cumprimentos Portistas.

05 abril, 2019

AU REVOIR BRAGA!


No assentar da poeira de uma dupla jornada com o Sporting de Braga, para campeonato e taça, podemos sorrir de contentamento com os objectivos plenamente cumpridos.

Como seria de esperar, dois jogos muito complicados, sendo que em ambos o Braga deu, como já era esperado, tudo o que sabe, não sabe, pode e não pode. Postura que seria de elogiar, caso de uma equipa eticamente correcta se tratasse. Infelizmente para as gentes da cidade de Braga, que decerto não merecerão ser conotadas com a mentalidade de certos treinadores e dirigentes da colectivade local, o que vimos do mau perder do Sporting de Braga contra FC Porto, com protestos mirabolantes, e até intervenções presidenciais, contrasta ao máximo com a bonomia, passividade e até contida satisfação, que têm quando são goleados nas visitas à casa-mãe Lisboeta. Enquanto assim for, todos os Bracarenses verdadeiros deverão se sentir envergonhados pela equipa que enverga o nome da cidade. Até quando?

Como comparação, uma palavra de apreço para Tondela, que no mesmo período temporal, se conseguiu libertar de amarras vermelhas invisíveis, e finalmente sua e dignifica o emblema em campo. Não pontuaram na Luz, mas lutaram até ao fim. Isso sim, é a verdade desportiva que se espera de todos, contra todos.

Sobre os jogos com o Braga, se os resultados foram bastante positivos, ambas exibições foram deveras sofríveis. Se para o campeonato, o bater do coração e a surpreendente isenção arbitral de Jorge Sousa (de admirar!), resgataram 3 preciosos pontos, para a Taça há que admitir que os números finais são muito lisonjeiros para o que se passou em campo, onde roçamos a nulidade naquele que foi provavelmente o nosso pior jogo da época. O que de preocupante esta dupla jornada nos traz, é que contra equipas com melhores recursos, não podemos estar dependentes do acerto do árbitro, ou de uma eficácia a rondar os 100%. É necessário mais. Criar oportunidades. Controlar o jogo. Nestes últimos aspectos, há muito que as debilidades grassam. Volto a lembrar que Julen Lopetegui ou Nuno Espírito Santo não tiveram a fortuna que Sérgio Conceição teve contra Braga, ou Roma, por exemplo. Para aqueles dois treinadores pré-VAR, penalties não existiam nas regras dos jogos em que o Porto entrava. Para vencer, tinham que criar oportunidades. Muitas oportunidades. Como tal, até pelo nosso passado, espera-se mais e melhor do FC Porto de Conceição. Confio no treinador para uma resposta positiva.

Uma sensação estranha que me passa, é que há décadas estou habituado a ser prejudicado por árbitros. Este recente acerto que o VAR trouxe às decisões (roubos?) dos árbitros, custa a acreditar e entranhar.  

Uma sensação estranha que deve passar também a todos os benfiquistas (e sportinguistas...). Tão habituados estão de serem beneficiados por àrbitros, e calejados de verem o FC Porto a ser ESPOLIADO de lances capitais jornada após jornada, é que este recente acerto que o VAR trouxe às decisões arbitrais também deve ser contra-natura aos seus princípios. Onde se viu decisões justas a favor de FC Porto!

Coitados!

Só assim se compreende a demência benfiquista, em alegar um suposto penalty de Corona sobre Wilson Eduardo no recente jogo para o campeonato, quando o mexicano se encolhe perante a investida do avançado bracarense, e é o próprio colega (!) do jogador angolano a rasteirar o mesmo. Ináudito. Mas assim é a visão deturpada vermelha, a atirar areia para os olhos de todos aqueles que gostam de viver na cegueira, e a fazer pressão sobre árbitros para um retorno a um tenebroso e mentiroso passado recente. Quando o fôlego se começa a esgotar em campo, o jogo sujo íntrinseco ao ADN encarnado vem ao de cima.

A provar isto, a recente eliminação da taça dos mais melhores do mundo, universo, e arredores, com o "mestre" Lage ao leme e o fantabulástico Felix na equipa, deve ser difícil de digerir. Basta um empatezinho no campeonato para a época passar de conto de fadas para pesadelo. Tic tac. Tic tac. Tic tac.

Cumprimentos Portistas.


PS. Após escrever esta crónica, tomei conhecimento da conferência de imprensa do Abel Ferreira. Humilde, apaziguadora e elogiosa para o FC Porto. Uma antítese total do que o presidente bracarense tinha feito no mesmo local, minutos antes, e divulgado na comunicação social.

Pergunto:
Porquê o interesse de ocultar este tipo de intervenções, que em tudo beneficiam o futebol?
Porquê só o sangue interessa aos vampiros dos média?
Fica questão.
E a ressalva para talvez uma pequena injustiça que tenha tido para o treinador do Braga no texto acima.

27 março, 2019

UMA VEZ CORRUPTOS, PARA SEMPRE CORRUPTOS.



O primeiro título nacional do Benfica foi extorquido ao Barreirense

Reportamo-nos à que no Barreiro foi a tão tristemente célebre temporada de 1929/30, quando ao Barreirensezinho foi simplesmente “rapado” o título de campeão nacional de futebol. Quase não dá para acreditar como a “coisa” se passou... (O que – como é óbvio – não se encontra devidamente reportado nos livros próprios, por ser - como tão amiúde se passa na política - “bastante incorreto” escrever a verdade).

Os torneios máximos de futebol (em que o Benfica até então não se sagrara campeão!) eram disputados em eliminatórias, ainda não por pontos... Neste 1929/30, o Barreirense venceu o Distrital, levando a melhor no último encontro, em 22 Junho 1930, no Montijo, sobre o valoroso Vitória sadino por 3-0. Na final da relevante Taça Caridade, disputada em 2 Fev. 1930 no Campo Grande, o Barreirense superou à vontade o Sporting lisboeta por 5-1. (A tão bela Taça Caridade encontra-se em bem destacado posto no Salão de Honra do Ginásio-Sede).

Seguiu-se o Campeonato Nacional, tendo o Barreirense afastado sucessivamente os Unidos do Barreiro, o Comércio e Indústria, o Luso F. C., o União de Coimbra, o Boavista, o Sporting de Espinho, e derrotado na meia-final (em duas partidas) o Belenenses, campeão de Lisboa (!). E, sem qualquer derrota ao longo da temporada (!), o F.C.B. vai defrontar as águias lisboetas na finalíssima do nono nacional do desporto-rei. Agora... Segundo o regulamento, essa partida deveria ser disputada em campo neutro. Mas a Associação de Futebol de Lisboa marcou o encontro para o ... Campo Grande, o terreno de jogos do ... Benfica. O benfiquista João de Oliveira (um dos dois irmãos “Bananeiras”) estava suspenso por, semanas antes, ter agredido um árbitro em jogo. À última da hora, este Oliveira foi ... “amnistiado” do seu castigo de oito meses (!) a fim de poder alinhar na final contra o Barreirense. E – o que foi o cúmulo – para árbitro foi designado Silvestre Rosmaninho, um dos sócios mais antigos do Benfica (!). Os protestos do Barreirense caíram em saco roto.

Em 1999 entrevistámos para outro semanário o keeper do F. C. B., o nosso tão saudoso amigo Francisco Câmara. É dele a frase: “O primeiro título nacional do Benfica foi extorquido ao Barreirense”, que aqui repetimos. Chico bem se recordava ... Quanto ao jogo, Zé “Toupeira” inaugurou o marcador para os camarros. O Benfica empatou, num lance ilegal sancionado por Rosmaninho em que adversários empurraram Câmara para dentro da baliza antes da bola entrar! No prolongamento, o ... “amnistiado” João “Bananeira” marcou o segundo tento benfiquista. Com tal arbítrio os barreirenses baixaram os braços. Veio o 1-3 final. E Chico Câmara adiantou: “Passados uns anos leu-se que ... Silvestre Rosmaninho ... fora galardoado pelo seu clube com a Águia de Ouro”. O seu a seu dono. E o Barreirense não foi, nunca seria campeão nacional.

Esta “derrota suja” ficou para sempre cravada na garganta de barreirenses. Sentimos o dever de lembrá-la agora, quando do centenário. Bem, hoje, o poder dos “grandes” da bola, não se processa tão às claras... É mais refinado... (Note-se que estas facetas inconcebíveis referentes à finalíssima do Nacional de 1929/30 não se encontram reportadas no óptimo livro “70 anos de Vida do Futebol Clube Barreirense”, de Rosa Figueiredo).

Como treinador dos alvi-rubros continuava o insigne eng. Augusto Sabo (que em breve deverá ser incluído nos vinculadosaobarreiro.com). Jacinto Nicola Covacich encontrava-se à frente da Direcção do Clube. A Sede do F. C. B. ainda se situava no amplo primeiro andar do lado ocidental do Largo Casal.

Nota: Em 1934, o F.C.B. atingiria, pela segunda vez, a final do Campeonato de Portugal, tendo sido derrotado por 3-4 contra o Sporting. Quase na conclusão do tempo regulamentar, os rubro-brancos remataram à trave. Foi azar... Houve prolongamento, no qual o avançado-centro sportinguista – natural do ... Barreiro! – enfiou a sua quarta e última bola na baliza de Chico Câmara. Ora bolas..., para sempre.

In http://www.jornaldobarreiro.com.pt
Numa altura que um determinado clube carnidense se especializa em dança do ventre, e demais especialidades de cintura e bastidores, para tentar ocultar com uma rede de malha larga aquilo que todos já sabem que são, é pertinente voltar a trazer a público o instinto corrupto que está na génese e alma daquele clube lisboeta.

Desengane-se quem pensar que o mentor do benfica atual é Luís Filipe Vieira. Não é! O atual presidente benfiquista apenas lhes soma os dotes e características próprias do charlatão que é. O benfica, como os próprios se orgulham de dizer, é o clube representativo do povo. Uma arraia miúda e graúda que cresceu a viver às custas de uma mescla de caciquismo, compadrios, mesquinhez e xico-espertismo. Um povo amestrado, feliz por viver numa realidade alternativa em que a sua equipa é dotada dos melhores dos melhores, e a própria é elevada a potência mundial dentro daquela freguesia lisboeta. Um povo, porque infelizmente temos que o reconhecer, são a maioria dos que falam o português de Camões, e talvez por isso mesmo, um povo que nos continua a empurrar para a cauda do sub-desenvolvimento europeu.

Pois se, como a História prova, o Norte não estivesse amordaçado e esvaziado de poder político, talvez nos pudéssemos ombrear orgulhosamente com os nossos parceiros europeus. Da mesma forma que o FC Porto, única instituição verdadeiramente independente fora da área metropolitana de Lisboa, o consegue fazer ano após ano.


Por falar em Centralismo, foi sem surpresa que vimos (quem se deu ao trabalho...) a Equipa das Quinas empatar de forma deprimente os seus dois jogos iniciais para a qualificação do europeu 2020. Um prémio justo para aqueles - Fernando Gomes / Fernando Santos - que conseguiram transformar uma equipa que era de todos nós, na Seleção Nacional do Benfiquistão. Inexplicável como os responsáveis da FPF nem se dão ao trabalho de disfarçar a sua submissão aos interesses avermelhados. Já nem falo no Dragão, mas porquê 2 jogos na Luz? Já que adoram a capital do Império, porque não Alvalade, Restelo, Oeiras? Já tresanda este odor.

Cumprimentos Portistas.

21 março, 2019

NO PAÍS DAS AVESTRUZES.


Em registo diferente do habitual, deixo-vos três curtos apontamentos do que foi a recente semana desportiva, mais fora dos campos, do que propriamente nos mesmos.


Ficou-se a saber na passada semana, que o conhecido homem de mão de Luís Filipe Vieira, César Boaventura, alegadamente tentou subornar os jogadores Lionn e Cássio, na altura atletas do Rio Ave, para "facilitarem" no jogo que iria opor Vilacondenses contra vermelhos, referente à época de 2015/16. A nota que gostaria de realçar, é que a acusação de Lionn não foi feita num dos infindos programas de debate televisivo, nem sequer após uma noite de copos com os amigos. Estas declarações foram feitas num Tribunal da República Portuguesa, sob juramento.

Ao momento que escrevo esta crónica, do Conselho de Justiça da Liga, Federação Portuguesa de Futebol, Secretaria do Estado para o Desporto ou Ministério Público, a energia das movimentações deixariam embaraçada a célebre estátua do "Pensador" de Rodin.

Aguardo pacientemente e bem sentado, que as diversas instituições a cargo da Justiça em Portugal, se resolvam a tirar a cabeça dentro do profundo buraco onde se encontram, e decidam fazer aquilo para o que foram criadas. Actuar!


Num período de crescente proliferação de artistas de stand-up comedy, não consigo deixar de destacar o slb como os incontestados réis do género. Este tipo de comentários no pasquim carnidense são de levar qualquer adepto portista à exaustão por gargalhadas. Lá no fundo, até compreendo os "pobres" benfiquistas. Habituados que estavam a ganhar às custas dos ASSALTOS que os senhores de preto nos andaram a fazer anos a fio, com destaque para as épocas 2014/15 e 2016/17, devem estranhar que através do melhor acerto do VAR, já se marquem algumas infracções que anteriormente nunca seriam equacionadas pelo árbitro a favor do FC Porto. Vermelhos por travar jogadores isolados à frente da baliza. Penalties por clara mão na bola...

Bons velhos tempos aqueles em que um guarda-redes podia dar um soco na cara de um jogador do FC Porto, sem que o árbitro visse algo anormal.


Por maior que seja a rivalidade com determinados clubes, por mais escaldante que seja a partida em questão, ou por maior animosidade que certas personagens nos induzam, há um principio basilar inultrapassável: O do respeito pelo próximo.

Rivalidade, sim. Violência, não!

Muito bem o FC Porto a actuar com celeridade, perante um energúmeno (que em nada honra envergar as nossas cores. Ao contrário do que se vê em determinados clubes lisboetas, onde se assassinam adeptos e ainda se orgulham do facto em cânticos, no Dragão assumimos erros e atuamos em conformidade.

Para justiça cega, já bastam de avestruzes em Portugal.

13 março, 2019

5 PONTOS PARA O FRANCISCO.


Com o inestimável contributo de Vlachodimos e Rúben Dias contra o Belenenses, o ponto final a tender para o parágrafo, que sobrevoava a Liga 2018/19 desde aquela malfadada noite no Dragão, transformou-se numa vírgula, onde a luta de nervos e arcaboiço de Homens para suportar a pressão, vão ser decisivos para a obtenção dos louros de campeão.

Depois de um período tremido, que quase deitou tudo a perder, o Dragão dá mostras de se erguer orgulhoso. Prova disso, os recentes resultados, e a entrada e saída de jogadores chave no 11 principal, sem que de momento possamos afirmar categoricamente qual a nossa melhor equipa. Na defesa, meio campo e ataque, alternativas multiplicam-se, ao ponto de vermos um Brahimi no banco, sem fazer falta à equipa.

Em sentido inverso, a derrota europeia, anexa ao semi-desaire caseiro, poderá criar (criou?) as dúvidas necessárias ao deslumbramento que grassava pelas bandas vermelhas. Nesse maremoto de sentimentos, mantenho a opinião de que é importante a manutenção do slb na Europa do futebol. A sua eventual queda, iria levá-los a concentrar (ainda) mais esforços na Liga, obtendo alguma vantagem sobre o nosso, já de si, complicado calendário.

Neste momento de renovadas esperanças depois da desilusão do clássico, não quero deixar de prestar o meu tributo a Francisco J. Marques. Indirectamente, a ele devemos o conforto da jornada de consagração da época passada, e 5 pontos perdidos pelo slb nesta época. Para alguém demasiado racional como eu, para acreditar em coincidências ou sorte, as diferenças de prestações de Tondela e Belenenses contra mouros, antes e pós divulgação dos emails são gritantes.

Ainda bem para os clubes, adeptos e suas cidades, que finalmente se podem orgulhar dos emblemas que envergam. Ainda bem para a verdade desportiva, onde cada vez mais, passa a ser necessário - para todos - suar a camisola a quem quiser vencer.

Cumprimentos Portistas.


08 março, 2019

TORCENDO PELO INIMIGO.


Nesta última semana que se passou, muito se decidiu sobre a presente época portista. Em três jogos, um deles decisivo e outros dois não mortais, mas quase, o sabor que nos fica é bem agridoce. Apesar de racionalmente o pecúlio ser positivo, visto que passamos uma eliminatória de Champions, e colocámos praticamente um pé e mais alguns deditos do outro no Jamor, o que o coração nos diz, é que trocávamos de bom grado estes dois bons resultados, por uma vitória com números semelhantes contra o nosso rival de sempre.

Não conseguimos, essencialmente pela pecha que Sérgio Conceição ainda não encontrou antídoto. Mais do que na finalização, que como se sabe, tem humores variáveis para todos, é no controlo do jogo que temos - e muito - que crescer.

Falhámos estrondosamente contra vermelhos, quando a ganhar, bastaria só ter a bola e irritar o adversário, até lhe desferir a estocada final, como aliás o fizemos na Taça da Liga. Íamos cometendo o mesmo erro contra Romanos, onde após conseguir o mais difícil, o golo que nos colocou em vantagem, voltamos a ceder o domínio e iniciativa de jogo aos italianos, até eles marcarem um golo que poderia ter sido o nosso canto do cisne. Felizmente o coração, a raça e a energia do Dragão, empurrou a equipa para a frente, conseguindo um resultado bastante importante para nós, e para um país que não nos merece.

Ao contrário da frente de ataque, onde na falta de um matador puro, continuamos a caçar com gato, para o meio-campo existem soluções que permitem diversos tipos de gestão do jogo. Quem tem jogadores "monstruosos" como Danilo, Herrera e Óliver (e o Otávio de anteontem) não se pode queixar de falta de matéria-prima. Sérgio Conceição é exímio a meter o sentimento e coração na alma dos jogadores. Mais do que nomes e tácticas, seria um grande upgrade para a equipa, se conseguisse pô-la a usar a cabeça nos momentos chave. 

Se nas taças aparentemente cumprimos, para já, os mínimos exigíveis, e na Champions até superamos as expectativas iniciais, no campeonato vamos precisar de manter o foco... e torcer pelo slb na Europa. 

A pior notícia que poderíamos ter, é que a equipa lisboeta consiga preparar as próximas 10 jornadas descansada e sem pressão. Se conseguirem as meias-finais, ou mesmo a final da Liga Europa, a ambição na cabeça dos jogadores poderá dividir-lhes o foco e consequentemente, abrir a hipótese de serem surpreendidos cá dentro do burgo. Já o vimos em tempos recentes. 

Infelizmente, e por nossa incompetência, será essa a maior esperança. Por isso, vamos lá à remontada contra o Zagreb, slb!

Cumprimentos Portistas

01 março, 2019

PARABÉNS À TEIMOSIA.


Por diversas vezes neste blog, já critiquei abertamente aquele que considero ser um dos maiores pecados de Sérgio Conceição: A sua teimosia.

Contudo, e porque acho ser devido, e mérito do técnico, venho por uma rara vez dar o braço a torcer, e endereçar os meus parabéns ao treinador pela sua obstinação. Motivo? Óliver Torres!

De que Óliver é daqueles jogadores que trata a bola por tu, nunca ninguém teve dúvidas. Desde a sua primeira passagem pelo Dragão, até ao seu poiso definitivo. Com o seu toque curto e preciso, o jovem espanhol facilmente se adaptou à importação Lopeteguiana do tiki-taka, e ombreando em qualidade com Jackson, Quaresma, Danilo ou Alex Sandro, conquistou o apreço da nação Portista.

Depois de um regresso semi-falhado à casa mãe Colchonera, voltou em definitivo (e a preço de ouro) ao Dragão, comandado então por Nuno Espírito Santo. No entanto, a sua qualidade, como a de muitos colegas, não foi suficientemente aproveitada pelo treinador, mesmo com as atenuantes do apito que conhecemos desses tempos sombrios.

Com Conceição já aos comandos, e com o fulgor que os azuis e brancos iam demonstrando no ínicio da temporada passada, pensava-se que Óliver a qualquer momento iria "explodir" e levar a qualidade de jogo do FC Porto para outros patamares. Puro engano. Não só não aconteceu, como a sua presença no 11 foi escasseando, ao ponto de ser o suplente da já alternativa Sérgio Oliveira. Na altura, por diversas vezes foi questionada esta opção, de manter um jogador de elevada técnica e controlo da posse da bola no banco, em detrimento de mais um operário.

A resposta está a ser dada esta época.

Beneficiando de (mais) uma temporada atípica de Danilo, fustigado por lesões, Óliver foi reaparecendo nas opções iniciais, não como o artista da posse e passe curto, mas como um verdadeiro jogador "à Porto". Aquele que nunca dá uma bola como perdida. Aquele que não larga o adversário. Aquele que luta até ao árbitro apitar para o fim.

Mais do que o golo de bandeira que marcou ao Tondela, é na assistência para o 3-0 de Brahimi contra o Braga, que se vê a diferença de um jogador bom, para um sobredotado. Aos 93 minutos, aguentar uma carga, livrar-se de 2 adversários e fazer uma variação de flanco milimétrica para colocar Brahimi em posição de marcar, acredito que faria o próprio Messi aplaudir em pé.

Se a garra do pequeno espanhol nivelou-se pelos companheiros Danilo e Herrera, a qualidade de passe, inteligência e visão de jogo, suplantam tudo o que o nosso plantel tem para oferecer. Fosse Óliver Torres um pouco mais frio no momento da finalização, Deco teria um rival à altura na galeria de génios do Dragão.

Este upgrade notório que se vê no Óliver actual, é mérito puro e completo de Sérgio Conceição. Mesmo tendo levado muitas vezes, a um quase extremo para jogador e equipa, a prisão do espanhol ao banco e bancada, sempre soube que ele conseguia transcender-se e dar muito mais. Graças ao treinador, temos hoje um "monstro" no meio-campo, com a fome de recuperar bola a toda a largura do terreno, e capaz de um passe a rasgar na situação mais imprevisível, ou a uma desmarcação precisa a 40 metros de distância.

Melhor momento da época para ter um jogador destes, impossível!


Em texto de mea culpas, uma palavra de apreço para Fabiano.

Ás custas de uma noite pavorosa - para ser simpático - em Munique, passou do estatuto de patinho feio, que já o detinha, para a de quase personna non grata para os portistas. Nunca irá ser um "Senhor" das redes, como o é Casillas. Mas também não é o jogador tão mau como o que vimos perante Lewandowski & Companhia. A fenomenal defesa ao remate de Dyego Sousa, impediu um empate quase certo, num momento que poderia ser delicado para o jogo, eliminatória, e quiçá mesmo para a época do FC Porto. As grandes conquistas obtêm-se nestes pequenos pormenores. Seria injusto deixar este já injustiçado guardião fora delas.

Cumprimentos Portistas.

21 fevereiro, 2019

BIPOLARIDADE NACIONAL

marcação a avançado do FC Porto Vs. marcação a avançado do slb
Lugar comum à esmagadora maioria dos adeptos, independentemente das cores que envergam, é fazer julgamentos aos rivais, suportando o seu conhecimento opinativo num resumo de duas ou três dezenas de segundos de determinado encontro ou, pior, nos boatos e opiniões de companheiros de emblema, ou debates, crónicas e notícias do nosso "isento" mundo do jornalismo desportivo.

Exceptuando os jogos contra o nosso clube, e um ou outro desafio maior, a verdade é que a grande parte dos adeptos não vêem os jogos de outras equipas para além da sua, opinando assim sobre coisas que não sabem, nem viram. Ouviram dizer, diz-se...

Fazendo um mea culpa, apesar de tentar manter-me actualizado com os resumos da jornada, também confesso que raras são as vezes que me disponibilizo a ver, na íntegra, jogos banais dos rivais. Como tal, por regra prefiro abordar os jogos e outros temas do FC Porto, com conhecimento de causa, do que opinar sobre algo que não tenho dados suficientes, ou estes possam ser desvirtuados por análises de terceiros.

Toda esta introdução vem a propósito de um sentimento que nos está entranhado, nomeadamente aquela sensação de que as equipas que jogam contra o benfica têm uma atitude diferente em campo da que colocam quando enfrentam o FC Porto. Como tal, e no seguimento daquilo que me pareceu um escândalo de falta de profissionalismo e competência insular, que foi o slb 10 - Nacional 0, decidi ver um jogo banal dos encarnados, neste caso contra o Aves, e tentar encontrar pontos de encontro e suporte, para esta ideia que sentimos.

Sobre o jogo em si:
Resumindo brevemente, os encarnados entraram pressionantes no início da partida, marcando logo no início da mesma (3º minuto), o Aves tentou dar réplica, mas neste momento nota-se confiança no benfica, que controlaram sem grande esforço as tentativas Avenses, e com eficácia mortífera (3 golos em 5 oportunidades) foram avolumando o resultado sem forçar muito. O Aves merecia o tento de honra, contudo pouco mais do que isso. Sobre a arbitragem de Hugo Miguel, no geral bem. Poderia (e deveria) ter expulso nos descontos Rubén Dias por acumulação de amarelos, não o tendo feito, muito provavelmente porque já tinha expulsado anteriormente (e bem) o Ferro.

Dado o mote, então o que Aves... e Setúbal, Boavista, Chaves, Tondela, Santa Clara, Feirense, Nacional... e Sporting fazem contra o FC Porto, que não fazem contra o benfica:

- Bloco Baixo
Neste jogo contra os encarnados, a linha de defesas do Aves encontrava-se, por regra, na metade do seu meio-campo defensivo, subindo quase à área central em momento atacante. Podem alegar que o golo madrugador de Seferovic possa ter alterado a estratégia. Talvez. Mas como vimos pela atitude do Setúbal no Dragão, mesmo a perder por dois, nunca arriscou abandonar o esquema dos centrais perto da linha da grande área. Sabe-se que o forte do FC Porto são as bolas em profundidade para as costas da defesa. Contudo, o forte do slb são as transições rápidas, muitas vezes com igualdade numérica no ataque, pelo que foge à capacidade de compreensão, o porquê das equipas utilizarem um bloco mais subido contra os encarnados.

- Agressividade
As estatísticas dizem quem o Aves fez ontem 16 faltas contra, por exemplo, as 7 do Setúbal. Analisando cegamente os números, seria lícito concluir que os Avenses foram bem mais aguerridos do que os homens do Sado. Contudo, analisando ao pormenor, dessas 16 faltas, cerca de uma dúzia delas foram feitas dentro do meio campo benfiquista em momento ofensivo, pelo que a conclusão já terá outros contornos. Defensivamente, o Aves foi uma equipa muito "macia", nomeadamente na facilidade com que avançados e médios encarnados puderam receber e passar a bola. Nos dois primeiros golos, é inexplicável como os adversários não foram travados num momento inicial. No golo do suíço, é insultuosa a forma como Samaris cruza sem qualquer pressão. Contra o FC Porto, quer Brahimi, quer Corona ou mesmo Telles têm sistematicamente 2 e 3 adversários a marcar, e quando escapam, não escapa a perna. Se querem ultrapassar esta marcação, são constantemente obrigados a tirar coelhos da cartola para o fazer. Comparativamente, como é possível explicar que um André Almeida, um sujeito tosco de quem nem os próprios benfiquistas gostam, tenha mais assistências do que qualquer um dos nossos mais virtuosos jogadores? O facto de poder cruzar à vontade ajuda muito, não?

- Erros
Voltando ao primeiro golo benfiquista nas Aves, já referi a forma amadora e displicente como foi feita a (não) abordagem ao cruzamento de Samaris no início da jogada. Então que dizer do jogador que marcava Seferovic? Se verificarem na repetição, ele simplesmente desiste da jogada para pedir fora de jogo. Pedir fora de jogo? Será que alguém esqueceu de dizer a esta alma que existe VAR? Será que alguém esqueceu de lhe ensinar nos iniciados que um defesa NUNCA pode desistir do lance? Este "bom" defesa poderia aprender com os colegas do Setúbal. Soares que o diga. Mesmo no chão, tem literalmente dois defesas em cima dele. Já no segundo golo encarnado, se há mérito de Rafa na forma como se livra do defensor, há (muita) incompetência como é permitido a dois jogadores triangularem, antes da bola chegar ao extremo português.

- Eficácia
Sabem quantos cantos teve o Aves nesta partida? 8 (!?!) A que se somam mais alguns livres em posição lateral na imediação da grande área. Sabem quantos deles resultou em perigo? ZERO! Apenas um livre na 1ª parte causou alguns calafrios ao guarda-redes grego.
Sabem quantos cantos teve o Setúbal? 2. Como bem se lembram, a única vez que os sadinos estiveram perto do golo, foi num deles. Aliás, na ronda anterior, sabemos o que aconteceu num dos cantos do Moreirense.
Explicações para tais discrepâncias na eficácia das equipas? Aguardo...

Um ou dois jogos não são suficientes para elaborar um facto científico. Mas são demasiados para corroborar a ideia que temos e mantemos. Os adversários não jogam em circunstâncias iguais contra FC Porto e slb.

Porquê?

Se há alguns treinadores que podem levantar suspeição quanto às suas preferências e diferenças na preparação de jogos, com Petit, Pepa, Abel Silva, ou Jorge Simão à cabeça, destes dois últimos jogos encarnados, os treinadores que os defrontaram estão acima de qualquer suspeita clubística. Quer Costinha, quer especialmente Inácio, não morrem de amores pelo slb.

Dos presidentes, são sabidas algumas afinidades suspeitas entre alguns, contudo não me parece que um Presidente consiga desautorizar o treinador perante o balneário, se este não for conivente com ele.

Dos jogadores, há alguns casos em investigação na justiça sobre resultados comprados, que curiosamente envolvem o slb. Daqui poderá vir alguma luz sobre alguns erros inexplicáveis que por vezes vemos acontecer. Mesmo assim, é fantasioso especular que jogadores de 15, ou 16 equipas do campeonato estão corrompidos.

Analisados os intervenientes, e excluindo árbitros, que decerto motivarão muitas mais linhas em futuras crónicas, qual o porquê das equipas terem uma atitude diferente em jogo, contra FC Porto e slb?

O politicamente correcto, será a motivação por vencer o Campeão, ou derrotar uma equipa que já não perde há muitos jogos. Um argumento válido sem dúvida, que provavelmente até será regra na maior parte dos campeonatos do mundo civilizado. Contudo, continua a não explicar o ponto fulcral. Se formos verificar o passado recente, nas épocas em que o benfica era campeão, e o FC Porto passava por uma má fase, esta atitude bipolar mantinha-se, com a agravante que perdíamos muitos mais pontos do que no presente.

Na minha opinião, o que causa esta diferença de atitude em campo, é o poder que a máquina benfiquista detém nos nossos meios de comunicação social. O motivo é claro. Sempre que o slb vence, o enfoque da vitória é colocado na "qualidade" benfiquista, na superioridade dos seus artistas, da táctica, do público, da águia Vitória se necessário. Equipa que perde com o slb nunca é má ou fraca. Erros, asneiras, desconcentrações são sistematicamente desvalorizadas pela comunicação social com lances fortuitos.

A sustentar esta ideia, veja-se o exemplo que apresentei acima do primeiro golo benfiquista. Numa jogada, há dois erros gravíssimos que colocaram a equipa a perder, e condicionam a estratégia do treinador para o jogo. Alguém sabe dizer qual o nome destes jogadores do Aves? Dou o exemplo da crónica do ZeroZero, site que nem considero dos piores, e o golo é apresentado como um lance de qualidade de Seferovic. Tudo é belo e bonito assim. Não admira que tenham jogadores 10 vezes melhores do que o Messi.

Já quando são jogadores a cometer erros contra o FC Porto, os seus nomes são atirados para o esgoto da comunicação social sem qualquer misericórdia ou pudor. Que o diga Vagner, guarda-redes do Boavista, cuja carreira passa hoje pelo Azerbeijão.

Enquanto a comunicação social mantiver este posicionamento xenófobo, pois é de discriminação que estamos a falar, e corrupto, pois há uma perfeita noção de que fazem com o motivo de alimentar uma audiência de maioria vermelha, jogadores e treinadores de equipas adversárias do FC Porto sabem que o erro não é admitido, tendo que dar a vida em campo, se necessário, para não verem os seus nomes enxovalhados em público, ao passo que nas derrotas contra o slb, existirá sempre uma cortina de fumo, e atitude condescendente caso algo corra mal.

Neste mundo de mentira em que uma equipa portuguesa vive, não é por isso de estranhar os parcos resultados obtidos pela mesma em contexto Champions. Ao contrário do ambiente bafiento de um país, onde a quase totalidade da comunicação social está sediada numa única cidade, na Europa do futebol respira-se ar puro. Compreende-se que seja bem mais complicado lá, os Andrés Almeidas desta vida brilharem.

Cumprimentos Portistas.

15 fevereiro, 2019

NÃO SE É CAMPEÃO EUROPEU COM QUINZINHOS NO ATAQUE.


Os últimos jogos do FC Porto trouxeram-me à memória um antigo jogador do FC Porto, Quinzinho de seu nome. Sendo este Angolano apenas um sussurro do passado para muitos, podemos descrevê-lo como um antepassado de Marega em campo. Quinzinho fez duas temporadas de azul e branco em tempos de Penta, e caracterizava-se como um avançado possante, rápido, tinha alguma técnica, chegando mesmo a marcar 6 golos numa das épocas, o que não são números dispicientes, para um jogador que passou a maior parte da sua carreira portista no banco. Com nomes mais fortes no plantel à sua frente, teve dificuldade de solidificar o seu lugar no 11, não estranhando a sua venda. Do seu posterior percurso futebolístico, a História é sovina.

Esta recordação tem uma razão de ser. Naqueles tempos de Quinzinho, como titulares existiam Domingos, Kostadinov e depois Jardel, nomes que se compreende, poucas hipóteses deram ao angolano de ter minutos e brilhar, mesmo que não fosse um absoluto tosco. No Porto pós-Jackson Martinez o que temos tido são uma sucessão de Quinzinhos na frente de ataque. Jogadores com uma ou outra característica desenvolvida, mas no cômputo geral jogadores apenas bons, para ser simpático.

Se analisarmos os melhores avançados na Era Conceição - Soares, Marega e Aboubakar - temos que:
  • Soares tem um jogo aéreo acima da média e pressiona bem, contudo é lento e tem uma capacidade técnica apenas mediana.

  • Marega será provavelmente um dos jogadores mais rápidos e possantes do mundo, contudo a capacidade técnica estará ao nível do grupo de amigos que se reúne aos domingos para jogar bola.

  • Aboubakar é o nosso avançado mais completo. É forte, rápido, tem técnica, contudo é psicologicamente instável, desaparecendo do jogo ou disparatando nas finalizações, caso as coisas não lhe corram bem.
Comum a estes nomes, é que nenhum é capaz de fazer a diferença no momento em que equipa mais precisa do avançado, aquele jogador que sabemos que decide o jogo se lhe conseguirem colocar bem a bola. Um jogador como tivemos Jardel, Hulk ou Falcão, um Bas Dost ou Jonas dos nossos rivais, ou um Dzeko como vimos neste jogo com a Roma. Um jogador que não precisa de fintar 11 adversários, mas sabe tudo da arte de trabalhar a bola na área: receber, livrar-se do adversário e passar ou rematar. Será tão difícil o departamento de scout encontrar um avançado assim?

Antes que surjam os habituais caçadores de cabeças de treinadores, se analisarmos com frieza os últimos jogos, posso dizer que gostei do que vi em Guimarães, onde o resultado é uma mera piada para o que se passou em campo. Gostei da equipa personalizada que se apresentou no Olímpico de Roma, traída pesadamente pela desconcentração momentânea com o sururu da substituição do Brahimi. Apenas em Moreira de Cónegos a equipa esteve alguns furos abaixo do exigível. Em todos estes jogos, a que se juntam os dois com Sporting, mais do que falhas tácticas ou de escalonamento, faltou essencialmente alguém que consiga fazer a diferença na frente, o artista que consiga fazer numa pincelada, aquilo que actualmente são precisos 10 operários em horas extra para o conseguir.

Há que ter noção que o momento da época é delicado, onde tudo se pode ganhar ou perder. Um momento onde vemos o nosso rival vermelho crescer, dentro e fora de campo, e temos que ter a humildade de arregaçar mangas e olhar cada jogo à nossa frente como se de finais de Champions se tratassem. É sobretudo o momento de toda a nação portista se unir e passar essa força à equipa. Mais do que nunca na época, ela precisa de nós.

Cumprimentos Portistas.

24 janeiro, 2019

ASNEIRADAS HISTÓRICAS.


A História está repleta de grandes asneiradas. D. João II convidou Cristóvão Colombo para pregar noutra freguesia, e perdeu a hipótese de dominar a totalidade do continente Americano, Napoleão cismou que conquistaria a imensa Rússia numa única batalha, e perdeu o melhor exército do mundo na brincadeira ou, já que estamos a falar de Russos, estes lembraram-se de vender o Alaska aos States por pouco mais que umas sandes de queijo e, azar, por baixo da neve, escondiam-se toneladas e toneladas de ouro.

Pinto da Costa, e nós, portistas em geral, fizemos a asneirada de durante largos anos desvalorizar, e até mesmo gozar - como foi o episódio da viagem de comboio - com a Taça da Liga. Ela pode ser chata, inconveniente, disparatada ou apenas uma desculpa para alguns juntarem uns cobres à nossa custa. Ainda assim, É UMA COMPETIÇÃO OFICIAL a contar para o palmarés. Com a brincadeira, não só ajudamos o nosso maior rival a ultrapassar-nos na contabilização de títulos, como até sofremos a única goleada de um grande neste século (4-1 em Alvalade). É com bastante agrado que vejo Sérgio Conceição a honrar o nosso ADN e corrigir esta asneirada histórica: Entrar em todos os jogos para vencer. SEMPRE!

Esta Taça da Liga não é excepção. Insignificante ou não, é um troféu que nos falta. É para trazer o caneco!

Do jogo com vermelhos, já sabemos que a capacidade de memória daqueles seres excluirá a vergonha de arbitragem - para não dizer roubalheira - que foi o FC Porto - slb da época passada, felizmente sem consequências de maior para o título final. Bem diferente do que fizeram Carlos Xistra e Fábio Veríssimo neste clássico, onde ambos erraram para os DOIS LADOS.

O golo encarnado foi mal anulado. Ponto. Não vale a pena entrar na discussão se a unha do pé do avançado estava à frente ou não do último defensor. Temos que ser coerentes. Na altura do passe, o jogador estava em linha. Contudo, e exceptuando este lance favorável aos encarnados, a narrativa ficcionada benfiquista esquece-se convenientemente do penalty que Corona sofreu na parte inicial do jogo, ou o vermelho por acumulação de amarelos, que Seferovic deveria ter recebido na 2ª parte. Nos golos iniciais de ambos, quer no roubo de bola de Óliver, quer no domínio de Seferovic, situações difíceis, mas penso que o árbitro esteve bem em deixar seguir. Como já referi em crónicas anteriores, a diferença entre errar para dois lados, ou errar só para um lado, é a diferença entre uma má arbitragem (como o foi esta) e um Roubo, como o foi no ano passado no Dragão.

Preocupante deste jogo, foram os enormes buracos no miolo do terreno, que permitiram por várias vezes que surgissem 1, 2 e até 3 jogadores encarnados na cara de Vaná. Se a qualidade dos nossos 4 defesas não está em causa, nem a abnegação de Herrera e Óliver, monstros a cair em cima do meio-campo contrário, há que trabalhar melhor a substituição de Danilo naquela zona do terreno, bem como a adaptação de Militão à direita. Por sorte, não estávamos a defrontar matadores de top, como o vimos a semana passada no Leixões. Contudo, não convém abusar da fortuna.

CURTAS


Antes de pedir apoio à cidade, Salvador deveria preocupar-se em tornar o Sporting de Braga um clube independente e honrado, no qual os adeptos se possam identificar e orgulhar. Enquanto a costela avermelhada pairar sobre a instituição, porque deverão os Bracarenses apoiar intermediários, quando podem apoiar directamente a casa-mãe lisboeta?



Admitindo que Rui Pinto é efectivamente o hacker que pirateou os emails encarnados, do que se conhece até ao momento, não foram envolvidas nenhumas contrapartidas materiais e/ou financeiras pelos emails. Se assim se comprovar, as acções levadas a cabo por Rui Pinto deveriam ser motivos de elogio, e até de convite de colaboração com as autoridades. Só mesmo no Benfiquistão Tugalandês, é que a denúncia de graves crimes de corrupção é passível de ser considerada ela própria um crime... por acusação dos corruptos.

Cumprimentos Portistas.

17 janeiro, 2019

ODORES NATALÍCIOS.


Nesta primeira incursão bloguística de 2019, inflacionada por umas saborosas férias natalícias, tenho a declarar que a publicação de hoje será mais destinada a apreciadores de um Roquefort ou Gorgonzola, tal a quantidade de bolor e odor, que nela estará incluída.

Perdoem-me os detractores destas iguarias queijísticas - como eu - mas temas há, que não dá para olhar para o lado e esquecer.

O principal deles, a decisão da Juíza Ana Peres em não levar a SAD Benfiquista a julgamento, no que respeita ao processo E-Toupeira.
Numa época do ano, em que as atenções se concentram na azáfama de prendas, repastos e viagens, a atenção mediática e popular para esta decisão foi deveras ligeira, roçando o residual. Muito haveria a debater sobre ela, a começar pelo conveniente adiamento da decisão para esta data. Da própria decisão instrutória, bastaria a seguinte frase, e passo a citar "Os factos atribuídos a Paulo Gonçalves não podem ser imputados directamente à SAD do Benfica...[pois] não faz parte dos órgãos sociais da pessoa colectiva, nem representa a pessoa colectiva", para acusar a dita juíza de impreparação, ou incompetência, acreditando na boa fé e imparcialidade da Justiça. Pois é público e conhecido, que Paulo Gonçalves representava a SAD benfiquista nas reuniões da Liga de Clubes

Contudo, o mais chocante disto tudo, não é a incompetência, cobardia ou interesse da Juíza Ana Peres em não levar a SAD benfiquista a julgamento. Chocante mesmo, foi o ensurdecedor silêncio da SAD Azul e Branca, resumida a uns amorfos e insignificantes comentários de FJ Marques.

Que porra é esta? Onde está o homem capaz de marchar sobre a Capital do Império por causa de uma simples sanita? Onde está um administrador pago a peso de ouro, que em tempos até já foi Ministro da Administração Interna? Onde está alguém que há mais de 20, ou 30, anos parece estar no FCP apenas para assinar a declaração de rendimentos anual? Onde está o responsável jurídico da SAD?

Ninguém?


Outro interessante evento que ocorreu em período de paz e amor festivo, foi o jogo que opôs encarnados do sul a encarnados do norte, saldado por um 6-2 final.
Rejuvenescendo uns bons 30 anos, para um período de inocência e ingenuidade há muito perdido, vou acreditar que tudo correu magnificamente bem a sulistas, mesmo estando na altura mergulhados em severa crise exibicional e de finalização, e tudo correu mal a nortenhos, mesmo tendo na altura uma defesa quase inexpugnável.
Ao contrário do que podem ser levados a crer por esta insinuação, não me acredito que o slb tenha cometido qualquer irregularidade, ou acto de corrupção, para este jogo em concreto. A minha incredulidade e desconfiança na veracidade do resultado, deve-se à subserviência por parte de presidente, treinador e alguns atletas bracarenses, que não colocaram o empenho necessário - dentro e fora do campo - à importância do desafio em causa. É incompreensível ver, no final da partida, um treinador acomodado e resignado, por ter apanhado meia-dúzia e ser ultrapassado na tabela pelo adversário desse dia. Não há desculpas? Vergonha? Frustração? Se nos lembrarmos do mau estar deste mesmo treinador quando, por números mínimos, perde connosco, dá muito que pensar e perguntar...


Dos recentes jogos azuis e brancos, é notório que a chama tem vindo a esmorecer. Para o jogo do Estádio do Mar, Sérgio Conceição esteve bem em fazer descansar vários jogadores nucleares. Só assim poderemos recuperar algum fôlego físico e exibicional. Melhor esteve ainda, na atitude que incutiu para o início da contenda, com vontade de resolver o jogo cedo. Inadmissível foi o que se viu depois de atingido o golo. Uma equipa apática, errante, a deixar passar os minutos, atitude agravada pelo experimentalismo de pré-época que o treinador decidiu fazer na 2ª parte. Estando o resultado na margem mínima, correr este tipo de riscos num jogo a eliminar, é de uma loucura injustificável. Ontem acabou por correr bem, mas espera-se outro tipo de inteligência num treinador do FC Porto. Faço votos que Sérgio Conceição tenha aprendido a lição... e não a repita!


Para finalizar, não podia deixar de referir Pepe. Um excelente jogador, dos melhores centrais do mundo. Infelizmente, veio reforçar a zona do terreno que menos reforços necessitava. Não só Felipe e Militão têm constituído uma dupla que ombreia com as melhores da história portista, como até o próprio Mbemba parece ser uma alternativa bem credível. Com a sua qualidade e nome, Pepe não vem para ficar no banco. Provavelmente a fava recaíra em Maxi, com a mais do que provável adaptação de Militão ao flanco direito. Contudo, enquanto tentamos criar uma defesa de nível mundial, a nossa frente de ataque continua ao nível de uma equipa do meio da tabela. Se Hernâni tem vindo a crescer na época, e justificando ser uma boa alternativa de banco, André Pereira desperdiçou (mais) outra oportunidade e Fernando Andrade esteve longe de convencer como reforço. De Adrian já nem falo, mesmo estando na sua melhor época de azul e branco. Duvidando que o perdulário Aboubakar venha a conseguir atingir um mínimo de forma esta temporada, o nosso ataque resume-se a Tiquinho Soares e Marega. Avançados interessantes, com estilos diferentes, mas muito longe da qualidade exigível para uma equipa de topo. Para quando um reforço VÁLIDO para a frente de ataque? Sérgio Conceição e o FC Porto bem que agradeciam!

Cumprimentos Portistas.

20 dezembro, 2018

TSUNAMIS DE EMOÇÃO.


Para fãs de thrillers, o mês de dezembro tem sido profícuo em emoções fortes para os lados do Dragão. Boavista, Portimonense, Galatasaray, Santa Clara, e agora o Moreirense, todos eles jogos em que a dado momento foi necessário puxar dos galões, alma e também fortuna para ultrapassar dificuldades que poderiam ensombrar o nosso percurso.

Foi assim com Portimonense, Santa Clara e Moreirense, onde as entradas sonolentas valeram vantagens adversárias, tendo que ser necessário empenho suplementar para levar a bom porto o resultado final. Ou nos casos de Boavista e Galatasaray, onde a fortuna foi bastante simpática, a salvar-nos miraculosamente, de empates quase certos.

Tal e qual os filmes do James Bond, estamos numa fase em que, por maiores adversidades enfrentadas, o herói consegue sair sempre por cima no final. Contudo, até quando?

São fantásticas estas reviravoltas e resultados que nos afagam a confiança e o ego. No entanto, algo está a falhar redondamente na estratégia portista. O controlo do jogo!

São absurdas a quantidade de oportunidades de golo que têm sido dadas aos nossos adversários. Ao ponto de uma equipa mais eficaz, como o foi ontem o Moreirense, chegar ao ponto de marcar 3 golos no Dragão. Sim, TRÊS Golos! Num passado bem recente, um Moreirense dificilmente teria três oportunidades manhosas.

A adicionar a este factor, uma falha que tarda em ser suprimida: a exploração dos flancos desguarnecidos. Foi esta a causa dos tentos iniciais de Portimonense, Santa Clara e Moreirense.

Mais do que a crucificação de nomes, terá que ser revista a compensação dos flancos no momento do ataque. Não raras vezes vemos Felipe ou Militão a cair nas laterais, para cobrir as costas dos colegas, deixando obviamente buracos no centro. Possivelmente, sacrificando a quantidade de unidades no ataque. Contudo, a continuar com esta vertigem e excesso de confiança, um dia, estes happy ends poderão transformar-se em filme de terror.

Votos de Boas Festas e continuação de muitas vitórias no sapatinho azul e branco.

Cumprimentos Portistas

14 dezembro, 2018

INGRATIDÃO.


Reza um velho provérbio que "de mal agradecidos está o Inferno cheio".

Sem querer entrar em questiúnculas religiosas, ou filosóficas, sobre a vida depois da morte, a existir tal local, prevê-se boa procura por metro quadrado de lava quentinho, com acesso VIP aos tratamentos de tortura mais sórdidos, tais os caminhos tortuosos seguidos por certo clube lisboeta.

Não se percebe como é possível, que um árbitro como o Sr. Manuel Mota, que temporada após temporada tem demonstrado ser um exímio assoprador na técnica do apito vermelho, venha ser alvo de tão ignóbil ingratidão por parte da comunicação avermelhada, e sua chusma de seguidores nos media. Aliás, o coitado do juíz, fiel às suas convicções, no jogo da passada 6a feira apitou tudo o que podia, e não podia, para os algarvios, fazendo vista grossa a qualquer infracção sobre jogadores azuis e brancos. E mesmo assim é acusado de favorecimento? Porque num lance na grande área portista, a unha mal cortada do dedo grande pé do Nakajima roçou na bota do Felipe?

Pobre Manuel Mota!

Já na passada semana, abordei esta estratégia benfiquista de criar nuvens de fumaça, para afastar as atenções do que se passa pelas bandas da Luz. Mas são fáceis de compreender os porquês de tais actos.

Não bastam todos os crimes desportivos, judiciais e económicos cometidos pelo slb, como ainda recentemente, soube-se que um alto dirigente encarnado, aproveitou-se do clube para pagar o casamento da filha. Para variar, nada há de ilegal nesta acção. Por uma vez, acreditamos também que Luís Filipe Vieira não tenha conhecimento do facto. Contudo, são explícitas quais as motivações de quem se encontra à frente daquele clube (e infelizmente não só). Aproveitar-se da corrente contínua de dinheiro que passa por um clube de futebol, e encher os bolsos ao máximo.

Que o façam, os deixem fazer, ou não, é um problema de benfiquistas, para benfiquistas.

Passar atestados de estupidez ao povo português, para encobrir estes actos, alegando enfabulações, miragens e outro tipo de visões sobre adversários, é que dispensamos.

Como nos diziam nos tempos em que o FC Porto era desonesta, corruptamente e sistematicamente vilipendiado pelas arbitragens, joguem à bola!


Entretanto, por muita ginástica desonesta que façam, por muito que nos desvalorizem, por muita saliva que espumem, isto é o FC Porto!

Cumprimentos Portistas!

05 dezembro, 2018

ENGODOS.


Após meses de humilhação por parte de Francisco J. Marques, à conta da rábula dos apelos à denúncia de atividades ilícitas do FC Porto, ou mesmo da conivência com a infame e inventada listagem dos clubes mais corruptos (subtraída da grandeza do slb neste campo), Luís Bernardo e seus muchachos do departamento de comunicação benfiquista, têm-se divertido nos últimos tempos a ocuparem os lugares que estarão mais de acordo com as suas reais capacidades. O de meros adeptos de tasca. Só assim se pode entender o comunicado benfiquista sobre o recente dérbi entre Boavista e Porto, com enfoque num lance entre Brahimi e Rochinha, onde os axadrezados alegadamente reclamam lance para grande penalidade.

Confesso que, como porventura muitos, à falta da presença no estádio do Bessa, seguiram as incidências do jogo através da oferta da Internet. Neste caso concreto, de uma transmissão de um canal em língua inglesa. Desta experiência, só posso dizer o quanto é fresco e revigorante ouvir da boca de comentadores estrangeiros, completamente a leste das vicissitudes, jogos de interesses e compadrio que existem neste cantinho à beira mar plantado, que é Portugal, que o lance em causa foi um claro aproveitamento do jogador boavisteiro, que simplesmente se atirou para chão, procurando o contacto com o adversário a meio do caminho. Isto foi o que eu vi, o que comentadores ISENTOS viram.

Fantástico como cá no burgo, temos uma suposta autoridade em arbitragem num canal privado, a credibilizar um lance T-U-G-A com todas as letras.

Despindo-me de clubismos, facciosismos e afins, um árbitro que comete um erro, ou se engana para as duas partes, merece a minha total confiança. Quem de nós não errou no seu local de trabalho, ou teve dias menos bons? Incompreensível, do meu ponto de vista, é o que se passou nas épocas de 2015/16 ou 2016/17 em que todas - T-O-D-A-S - as decisões duvidosas e não duvidosas em jornada sim, jornada sim, foram sistematicamente contra o mesmo emblema. Isso sim, já não se enquadra num dia mau. Provavelmente o processo e-toupeira dará, um dia, o devido enquadramento a essa situação. Coincidentemente, "estranha-se" o barulhento silencio do departamento de comunicação encarnado nessas temporadas. Provavelmente lamentáveis desatenções, ou fuga de verbas para vouchers, bilhetes e sucedâneos.

Contudo, e por muito que me custe, tenho que finalmente dar os meus parabéns a Luís Bernardo, por lentamente estar a conseguir fazer vingar a sua estratégia. Tantas vezes repete mentiras, que no cérebro de muitos, elas tornam-se verdades. Incluindo-se, lamentavelmente, muitos portistas.

Senti-me chocado, com a quantidade de adeptos azuis e brancos que engoliram a patranha de que fomos beneficiados no Bessa, calando-se, ou tentando contra-argumentar com o golo anulado em fora de jogo de Herrera. A crítica mais rigorosa sobre arbitragem pode, eventualmente e na pior das hipóteses, equacionar que possa ter existido um lance duvidoso para ambos os lados. Contudo, a única certeza concreta e analítica, é que o Sr. Hugo Miguel aplicou um critério inglês, quando uma das equipas em campo não sabia minimamente soletrar a palavra fair-play. A ser uma arbitragem justa, muitos mais cartões amarelos deveriam ter sido exibidos para um dos lados.

Este ano, fomos escandalosamente beneficiados num lance. O golo de André Pereira contra o Vitória de Guimarães. Jogo que perdemos. Tudo o resto, não passam de táticas de diversão de um clube onde Presidente e Treinador são detestados pela maioria dos próprios adeptos.

O apelo que faço, principalmente às novas gerações de portistas, é de que se vacinem! Para dar cobertura às visões proféticas do líder, preveem-se tempos bem criativos para os lados comunicacionais de Carnide.

Cumprimentos Portistas.

21 novembro, 2018

REBUÇADOS.


Neste interlúdio competitivo a nível de clubes, a surpreendente boa prestação da selecção de todos nós na Liga das Nações - subtraída de alguém que se julga mais do que nós para nos representar - permitiu que a organização desta estreante competição do calendário oficial da UEFA, tenha sido entregue a Portugal.

A razão de tal privilégio, deveu-se a que os países que se candidataram a esta organização foram Portugal, Itália e Polónia, curiosamente todos do mesmo grupo. Como tal, por exclusão de hipóteses, sabia-se logo à partida, que o vencedor do grupo, traria para o seu país a primeira final desta estranha competição.

Explicadas as razões desta nossa "vitória" organizativa, o que foge absolutamente ao pensamento Tuga habitual, foi a escolha do Estádio do Dragão, e o Estádio D. Afonso Henriques, para a recepção dos 4 jogos desta fase final, em que estarão presentes Portugal, bem como Inglaterra, Holanda e Suíça. Apesar de a UEFA ainda não ter decidido o palco da final, a imperar a lógica, será previsível que o jogo decisivo seja disputado em nossa casa.

Saúda-se que, FINALMENTE, tenha sido tomada uma decisão concreta de mostrar que Portugal não se esgota na Capital do Império. A esponjosa absorção de tudo quanto é evento de projecção internacional, em favor de Lisboa, é um dos piores cancros do país, que urge ser curado. Resumir isto a uma questão de esquerdas e direitas, é uma análise coxa.

Esperemos apenas que esta iniciativa tenha muitas réplicas, em vez daquela sensação omnipresente de ser apenas um mero rebuçado de compensação.

O fantasma xenofobo de Scolari ainda paira em muitos corações portistas. Nunca mais, após esse senhor, a nossa relação com a equipa das Quinas foi a mesma. Contudo, é do nosso interesse mostrar a força e paixão do Norte no sucesso desta competição, nomeadamente no que aos jogos no nosso Estádio diz respeito. É o nosso prestigio que está em causa.

Não me surpreenderiam muitos sorrisos a sul, caso o resultado fosse um fiasco.

Cumprimentos Portistas.