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25 maio, 2019

BIBÓ PORTO, CARAGO!!: UM ADEUS E UM ATÉ JÁ!


Não vale a pena rodear a questão. Chega HOJE formalmente ao FIM o blog BiBó PoRtO, carago!!

HOJE, precisamente hoje, 13 ANOS após a sua data de fundação, depois de mais de 10.750 posts que escrevemos, mais de 57.075 comentários, mais de 6.600.000 visitas de IP único, e um total de mais de 35.000.000 visitas globais.

Uma Enormidade. Um Orgulho. Um Sentimento de Missão Cumprida.

Um blog que, para todos os seus co-autores, refletiu a liberdade, a independência, o questionamento e a convicção de cada um, que, julgamos, enriqueceu o percurso individual de cada um, e o resultado global do blog, num contributo eclético de cada um para o todo. O FC PORTO.

Porque o tempo está em permanente mudança...
deixemos o blog fluir silenciosamente para a neblina que o presente se transformará em passado...
a memória virtual vai permanecer acessível, como repositório digital de informação que não desaparecerá nesta era da internet, quase como uma biblioteca viva e rica da Vida e História do FC PORTO.

Em nome de todos os co-autores deste blog – que foram mais de três dezenas ao longo de todos estes 13 Anos - um MUITO OBRIGADO por nos terem acompanhado nesta longa caminhada, nesta jornada, sempre e sempre, na defesa do bom nome e honra do nosso clube. O FC PORTO.

Porque o PORTO não é Moda, o PORTO é Tradição. Porque o PORTO não é Amor, o PORTO é Paixão. Porque o PORTO não é um Momento, o PORTO é uma História. Porque o PORTO não tem Adeptos, o PORTO tem um Império.
Com o PORTO SEMPRE! Pelo PORTO TUDO!

Antes de nos despedirmos definitivamente, fica a nossa última mensagem para todos vós:

“Que TODA a Nação Portista se Una em volta do Clube. Vamo-nos esquecer das lutas de egos, das jogadas de poder, dos mal-entendidos, das estratégias suicidas, das atitudes menos racionais, dos erros rudimentares... Em vez disso, vamo-nos encher de Esperança em volta de um Bem Comum, o Futebol Clube do Porto. Não se pode Ganhar sempre, mas também não seremos eternos perdedores. Somos de uma Cidade que faz jus ao seu nome... INVICTA. A cada queda, levantar-nos-emos mais Fortes, a cada desilusão pintaremos a Alma de Azul e Branco. Não são os euros que preenchem o Orgulho de sermos Portistas, são as Conquistas. A Felicidade nunca poderá ser constante, mas pode ser procurada a cada momento. A redenção de Valores, da Alma, do Espírito, tem de estar presente na entrega da Missão que nos é incumbida. Aos que representam o Futebol Clube do Porto ao mais alto nível, aos que pretendem representar, aos sócios, adeptos, simpatizantes... O momento não é fácil, mas a vida também não é. O Futebol Clube do Porto não morrerá enquanto houver pelo menos um Portista com sentido de missão. Todos a Uma Só Voz, em uníssono... Uma vez Portista, Portista além da morte.”

Um ADEUS e um ATÉ JÁ!

22 março, 2019

SIR BOBBY ROBSON – O MEU DOCUMENTÁRIO.



A propósito de Bobby Robson, More Than a Manager, documentário agora disponível no Netflix, vieram-me à memória outros tempos e outras histórias, de algo que também ainda está por contar e que, por si só, mereceria um documentário à parte. Falo da história do Departamento de Futebol do Estádio das Antas, daquelas míticas escadas e daquela enigmática entrada para um mundo que era secreto e só acessível a meia dúzia de eleitos.

E esta minha lembrança encerra também uma história curiosíssima com Bobby Robson, Sir Robson, ou por aqui chamado simplesmente de “o Mister”, iniciando um longo percurso português de tratamento dos treinadores por esse curioso nome. Vou contá-la tal como a vivi, tal como de facto aconteceu.

O ano seria 1993 ou 1994, por aí. Desloquei-me às Antas para ver, como de costume, mais um treino do FC Porto. Havia um ambiente especial naquele estádio, na forma de viver o clube, no que o treino representava para os adeptos, no que aquelas instalações logo abaixo do estádio significavam como parte integrante de um complexo onde as equipas de futebol, basquete, andebol, hóquei e natação se misturavam e coincidiam. Os treinos eram vistos pela massa adepta como se de um jogo se tratasse e se algum portista mais ferrenho e mais atento reparasse que um jogador não estava a dar o máximo, era imediatamente chamado à atenção. Misturavam-se portistas de todas as idades, camadas sociais, origens e a verdade é que todos ali pertenciam à mesma família.

Os treinos eram, claro, bem diferentes do que são hoje, mas não tão diferentes como se pode supor. Afinal de contas, pode suceder muita coisa, mas o futebol é algo simples: 22 homens a correr atrás de uma bola e a quererem colocá-la no fundo das redes. Não há muito que inventar ou que mudar. Robson aprendeu com os seus mestres, Mourinho aprendeu com Robson, Villas-Boas aprendeu com Mourinho, Vítor Pereira aprendeu com Villas-Boas e por aí fora. Sérgio Conceição aprendeu com Oliveira, que por sua vez aprendeu com Pedroto. No fundo, o essencial não mudou: o futebol continua, até ver, a ser um desporto de equipa, simples e, por isso mesmo, apaixonante.

Os treinos eram mais básicos do ponto de vista físico, o simples aquecimento com corrida à volta das balizas, as movimentações de aquecimento e estiramento, etc. E depois era treino simples com futebol de ataque, jogadas rápidas, triangulações, cruzamentos para a área e muitos homens a finalizar. Futebol de ataque, rápido, para a frente, à Robson! Lembro-me disso e lembro-me de várias vezes ver a bola saltar as redes do campo de treinos e ir bater num qualquer carro estacionado ali defronte do pavilhão e das piscinas.

Não sei se era da idade ou do facto de ser pequeno e franzino, mas lembro-me das bolas duras da Adidas, pesadas como pedras, que nos faziam olhar para quem batia os cantos e as colocava na área de forma tensa como verdadeiros heróis.

No final do treino, lá iam os jogadores para os banhos e massagens e a nós restava-nos imaginar o que sucederia nesse santuário sagrado: o balneário do FC Porto. Sei que esperávamos muito, de forma interminável até que finalmente, a conta-gotas, lá começavam a sair os jogadores, deambulando perante jornalistas, adeptos comuns e outros funcionários.

O jogador de futebol tinha já uma aura específica, mas não tinha o epíteto de superstar ou de celebridade que hoje tem. Eram, apesar de tudo, homens comuns, que os adeptos tocavam, interagiam, com quem era possível conversar, chegar perto, estabelecer relação. Quase todos os atletas eram portugueses, o que ajudava a aumentar a identificação entre o adepto e o clube. Não que não fossem já admirados ou idolatrados, mas era diferente. Claro que eram assediados, havia a caça ao autógrafo (hábito entretanto perdido em favor da selfie no Instagram), havia as adeptas que iam para os treinos esperar os jogadores, levá-los até ao carro, quiçá oferecendo-se para ir com eles até casa… Existia isso, sim, mas tudo feito de uma forma mais ingénua, mais clara, sem o culto da celebridade que hoje separa indelevelmente os jogadores da sua massa adepta, tornando-os mais distantes, menos individualizados, menos palpáveis, mais desconhecidos.

Num final desses treinos, e já após ter conseguido recolher autógrafos de mais de meia equipa, desde Vinha a Timofte, passando por João Pinto ou Kostadinov, entre muitos outros, eis que surge Sir Bobby, com aquele seu ar traquina de peter pan reencarnado, de criança num corpo de homem já envelhecido. Cabelo branco, olhos infinitamente azuis (olhos que sempre tiveram um brilho especial, sincero, parecendo prestes a rebentar em choro como a maioria dos olhos azuis), calça inglesa larga, em mangas de camisa. Sai apressado, a correr.

É preciso parar e perceber o que significou Robson no FC Porto. Não era apenas mais um treinador, era por si só um espectáculo dentro do espectáculo, um homem especial, um homem do futebol, que vivia e respirava o desporto-rei. Sabia interagir com a bancada, entendia a componente cénica do jogo, sabia ser teatral, enervava-se, vivia o jogo ou, pelo menos, fingia enervar-se e viver o jogo, pois sempre me deu a ideia de Robson ser um homem que actuava para uma plateia, percebendo melhor do que ninguém o que o adepto queria ver, o que o adepto procurava, o que o adepto sentia. No fundo era um entertainer. Robson adorava futebol, respirava aquela relva como se fosse a praia da sua vida e por isso entendia bem o que os outros sentiam.

E foi por isso, creio, que quando sai disparado do Departamento de Futebol a correr em direcção ao carro, com certeza já atrasado para algum almoço previamente alinhavado, pede desculpa a todos e diz que naquele dia não pode parar para autógrafos nem fotografias, “sorry, sorry, I have to hurry….pressa pressa, hoje no possível, sorry!

Robson era de facto um gentleman, um homem com pedigree e de charme irresistível, que não sabe estar mal em nenhuma situação, sempre mais elegante que os outros, mais genuíno, autêntico, carinhoso, afável, um homem que compreendia o outro, que parecia perceber o que os outros sentiam, um autêntico Sir, que era engraçado e espirituoso mesmo sem o saber ou sem fazer deliberadamente por isso.

Fiquei decepcionado, como qualquer miúdo de 8 ou 9 anos, com a saída rápida de Robson. Era o autógrafo que mais desejava e talvez por isso decidi não me dar por vencido e seguir atrás do Mister, que já subia a rampa em direcção ao seu automóvel, apressado mas dizendo adeus a toda a gente, no seu jeito gingão inglês. Até que Robson repara no miúdo que segue atrás dele, de caderno – um caderno de capa dura, amadeirado, muito pequeno, com folha de qualidade superior, oferecido pelos Avós – e caneta na mão. O primeiro impulso é pedir desculpa, “sorry kid, I can’t, it’s too late, tarde, tarde, sorry”. Mas logo depois, como se a sua consciência lhe estivesse a dizer algo como “mas vais deixar aqui a criança triste sem o autógrafo?”, gira sobre si mesmo, dá uns passos para descer a rampa, aproxima-se de mim e diz “Sorry kid”, pega na caneta, assina no caderno e faz-me uma festa na cabeça. Bobby Robson nunca esqueceu as suas origens do nordeste inglês, onde cresceu numa região mineira e onde o sentimento de pertença à comunidade é mais forte do que tudo. A sua extrema humildade saltava à for da pele, era-lhe intrínseca.

E assim, de forma rápida, deu meia volta a correr e em duas passadas alcançou o carro, saindo imediatamente depois das Antas. Este é o Robson que eu recordo, mais do que o Robson do documentário, que por acaso até negligencia, talvez em demasia, a passagem do britânico por Portugal. Para uma criança como eu, é óbvio que Sir Bobby ficou para mim como para Paul Gazza Gascoigne:

“It’s Sand, Earth and Sir Bobby”

Para finalizar esta recordação, e para provar que nada disto é fantasia ou fruto da minha imaginação, partilho uma fotografia desse dia, onde juntamente com o meu primo, me deixei fotografar logo à saída do departamento de futebol com um dos meus ídolos: o grande capitão e eterno nº2 João Pinto. Parece já que foi noutra vida, mas por incrível que pareça é mesmo a nossa vida.

Rodrigo de Almada Martins

10 novembro, 2018

UM OBRIGADO A ESQUERDINHA.


A semana passada trouxe-nos uma má notícia: a morte de Esquerdinha. A maioria dos portistas, provavelmente, apenas viu Esquerdinha num campo de futebol, a partir das duras cadeiras das bancadas ou do conforto do sofá. Acontece que quando se segue um clube de futebol, afeiçoamo-nos de tal forma aos jogadores e àqueles que suam a nossa camisola, que sentimos estas perdas como se fosse alguém da Família. E no fundo é disso mesmo que se trata: Esquerdinha era alguém que pertencia – e pertencerá sempre – à grande família portista.

Daí que todos recordassem Esquerdinha com carinho e saudade, ele que também fez parte da Penta-epopeia. Era um defesa-esquerdo que marcava bem o seu opositor, mas que não se coibia de ir ao ataque assistir os companheiros. E que assistências! A dada altura, Esquerdinha + Jardel = GOLO!

O brasileiro era um jogador inconfundível e carismático, de feições amazónicas e um corte de cabelo que não deixava ninguém indiferente. Na retina, ficam grandes exibições de dragão ao peito, nomeadamente uma na qual enfiou no bolso mais pequeno o então melhor jogador do mundo: Luís Figo.

Chegou ao FC Porto vindo do Vitória da Bahia para colmatar a lacuna da lateral-esquerda, quando Fernando Mendes já acusava o peso da idade. Depois disso, enfrentou a concorrência de Rubens Júnior, atleta mais dado à noite do que propriamente a actividades diurnas. Quando foi transferido para o Saragoça, o FC Porto foi buscar Mário Silva ao Boavista para o substituir.

Esquerdinha deu continuidade e incentivou a tradição portista de recrutar laterais-esquerdos em terras de Vera-Cruz, senão vejamos: Branco, Esquerdinha, Alex Sandro e Alex Telles. Desde cedo, encantou a massa associativa azul-e-branca, que sempre apreciou jogadores combativos e atleticamente possantes. Daí à titularidade absoluta e incontestada foi um pequeno passo, com grandes golos de bola parada pelo meio. Em três épocas realizou 87 jogos e fez o gosto ao pé por 9 ocasiões. Conquistou um Campeonato, duas Taças de Portugal e uma Supertaça.

O FC Porto fica mais pobre e o Penta vê partir mais um dos seus intérpretes, depois de Rui Filipe, Victór Nóvoa e Miklós Féher.

No Céu teremos mais um portista a torcer por nós. Obrigado, Esquerdinha!

Rodrigo de Almada Martins

28 setembro, 2018

125 ANOS DE HISTÓRIA.


No dia 28 de Setembro de 1893, um comerciante de vinho do Porto descobriu o futebol numa viagem a Inglaterra e decidiu fundar por cá um clube. O seu nome foi António Nicolau d'Almeida e hoje, esteja onde estiver, certamente estará orgulhoso por ver como o "seu" clube cresceu e se tornou um dos maiores do mundo.

Ao longo destes anos todos nem tudo foi fácil, porque em 125 anos é óbvio que as coisas nem sempre correm bem. E é também verdade que a muitos não convém que as coisas nos corram da melhor maneira. Mas contra tudo e contra todos este clube continuou a crescer, e as dificuldades nunca hão-de deixar de existir, mas ainda bem que assim é. Quem ganha mete medo, quem ganha é importuno, quem ganha chateia os outros e quem ganha é o FC Porto.

Podemos bem dizer que somos um clube eclético. Temos títulos em tudo quanto é modalidade. Futebol, andebol, hóquei em patins, hóquei de campo, ginástica, natação, boxe, bilhar... é um sem fim de modalidades que já puderam presenciar ou que ainda vão presenciando a infindável grandeza do nosso clube.

Cada dia que passa o nosso orgulho em fazer parte deste grande clube vai aumentando. Todos os dias mais uma vitória, mais uma adversidade passada, mais uma volta dada por cima.

PARABÉNS FC PORTO
A VENCER DESDE 1893.

28 setembro, 2017

124 ANOS DE HISTÓRIA.


No dia 28 de Setembro de 1893, um comerciante de vinho do Porto descobriu o futebol numa viagem a Inglaterra e decidiu fundar por cá um clube. O seu nome foi António Nicolau d'Almeida e hoje, esteja onde estiver, certamente estará orgulhoso por ver como o "seu" clube cresceu e se tornou um dos maiores do mundo.

Ao longo destes anos todos nem tudo foi fácil, porque em 122 anos é óbvio que as coisas nem sempre correm bem. E é também verdade que a muitos não convém que as coisas nos corram da melhor maneira. Mas contra tudo e contra todos este clube continuou a crescer, e as dificuldades nunca hão-de deixar de existir, mas ainda bem que assim é. Quem ganha mete medo, quem ganha é importuno, quem ganha chateia os outros e quem ganha é o FC Porto.

Podemos bem dizer que somos um clube ecléctico. Temos títulos em tudo quanto é modalidade. Futebol, andebol, hóquei em patins, hóquei de campo, ginástica, natação, boxe, bilhar... é um sem fim de modalidades que já puderam presenciar ou que ainda vão presenciando a infindável grandeza do nosso clube.

Cada dia que passa o nosso orgulho em fazer parte deste grande clube vai aumentando. Todos os dias mais uma vitória, mais uma adversidade passada, mais uma volta dada por cima.

PARABÉNS FC PORTO
A VENCER DESDE 1893.

25 maio, 2017

O BIBÓ PORTO, CARAGO!!… FAZ 11 ANOS.


11 ANOS, sim, estamos cá há mais de uma década. A culpa é vossa, obrigado!

São milhares de horas de trabalho, mas acima de tudo, é muito prazer pelo que se faz.

Por isso, PARABÉNS para todos nós, mas também para todos aqueles que ao longo destes anos, ajudaram a tornar este "sonho"... numa bonita realidade!

Vamos para outros tantos. Continuamos a contar convosco para o resto desta viagem, com a certeza que também poderão continuar a contar connosco.

Fiquem para a festa, são os nossos convidados de honra.

OBRIGADO.

12 agosto, 2016

ESTAMOS DE VOLTA...

Depois de um breve interregno, estamos de volta... agora, com uma nova cara, mais moderna, mais actual, mais social, mas com o mesmo e único propósito de sempre desde a nossa data de fundação em 25 de Maio de 2006:

"Um blog nortenho, pouco elitista e muito Portista, aquele clube que nunca desiste e com uma alma e orgulho imenso que pode ser combatido, mas nunca derrubado!!!"
Façam pois o favor de continuar a acompanhar-nos no resto desta viagem, com a certeza que também poderão continuar a contar connosco.

BiBó PoRtO, carago!!

P.S. - Agradecimento muito particular ao @BrunoSousa e ao Sérgio Castro, pela paciência de Dragão, dasse ;)... de Amigo e do Coração, Muito Obrigado!

25 maio, 2016

O BIBÓ PORTO, CARAGO!!… FAZ 10 ANOS!!!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

10 Anos, sim, estamos cá há uma década. A culpa é vossa, obrigado!

São milhares de horas de trabalho, mas acima de tudo, é muito prazer pelo que se faz.

Vamos para mais 10 e contamos convosco.

Obrigado a todos, fiquem para a festa, são os nossos convidados de honra.

Até (muito em) breve...

18 abril, 2016

TUDO TEM UM TEMPO... E ESTE CHEGOU AO FIM!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Serena e tranquilamente, com o dever de missão cumprida, o blog BiBó PoRtO, carago!! suspende a sua atividade, passados que foram 3.615 dias (quase 10 anos), ultrapassadas que foram as mais de 10.048.000 visualizações e publicados que foram mais de 10.000 posts e 55.500 comentários.

Naturalmente, não se trata de um adeus definitivo, tão só, um até já...

Recordo o que aqui foi escrito no primeiro post, no dia 25/05/2006.

Este blog, seria sempre um espaço de opinião pessoal, onde se iria vociferar, espernear, comemorar efusivamente e lamentar (dolorosa, mas terapeuticamente) as incidências da nossa vivência clubística, o FC PORTO.

Seria um blog nortenho, pouco elitista e MUITO PORTISTA, inteiramente dedicado ao (nosso) sempre mágico clube, o FC PORTO, aquele clube que NUNCA DESISTE e com uma ALMA e ORGULHO imenso que pode ser combatido... mas NUNCA DERRUBADO.

Estaríamos sempre na frente da batalha para o APOIAR e DEFENDER, nunca deixando de ser críticos e exigentes, apenas com um fim: tornar o FC PORTO cada vez maior, porque a eternidade é o nosso limite.

Poderia acontecer que aqui se postasse em momentos de cabeça extremamente quente; poderia ser que outras fossem produto de reflexão prévia... mas, só porque o FC PORTO fazia parte de nós, e nós, muito humildemente, nos atreveríamos a dizer que também fazíamos parte do FC PORTO.

Aqui chegados, estarão alguns já a interrogar-se, o que terá mudado de lá para cá?

Em primeiro lugar, ilibar todos os (actuais) colaboradores deste espaço de opinião de qualquer responsabilidade nesta tomada de decisão que, assumo exclusivamente como minha, sem retorno possível, apesar das muitas tentativas de me demover que foram feitas ao longo das últimas semanas.

Desenganem-se todos aqueles que julguem tratar-se de uma consequência fruto de algum tipo de pressão externa (como se isso fosse possível) ou até mesmo, um puro acto de cobardia em jeito de a tempestade ainda nem começou e os ratos já começaram a fugir (a esses pobres de espírito, donos de uma tão pequenez mental, o silêncio das palavras, será mesmo a melhor resposta).

Esta decisão foi sendo pensada desde há muito tempo atrás, interiorizada e amadurecida até, ironia do destino, dos tempos em que ainda se ganhava, mas onde os maus sinais já eram por demais evidentes e nos entravam pelos olhos adentro.

Quem me conhece, quem comigo priva, quem acompanha o FC PORTO da mesma forma que eu acompanho, sabe muito bem do que falo. GANHAR, NÃO É TUDO. NUNCA FOI. O PAI DAS VITÓRIAS, SERÁ SEMPRE O PAI DAS DERROTAS. A CULPA NÃO PODE MORRER SOLTEIRA. Para bom entendedor...

No entanto, se esperam ver aqui espelhado e retratado o “sangue”, o “horror”, o “mal dizer”, o “apontar o dedo”, o “insulto baixo e torpe” num qualquer remake mexicano da noite das facas longas, não percam o vosso tempo. Estão no local errado...

Convém NÃO ESQUECER NUNCA, que quando o FC PORTO estava no apogeu, não faltaram "amigos" para lhe dar palmadinhas nas costas. Quando foi Rei e Senhor na Europa e cá no burgo, não faltou quem o idolatrasse. Quando os "ventos" corriam de feição e levavam a Nau a bom porto, lá aparecia sempre alguém que o ajudava a dobrar mais um obstáculo.

Mas agora que quebrou, que adoeceu, que está fraco e sem forças, que perdeu a sua identidade e não distingue os tortuosos e traiçoeiros caminhos que atravessa, não parece ter uma mão amiga que o ampare, um incentivo que lhe crie algum conforto, alguém que simplesmente olhe para ele e diga:

- "ESTOU AQUI PARA TE APOIAR, ESTOU AQUI PORQUE TE AMO". Talvez umas palavras de conforto de circunstância, fazer-te ver que temos altos e baixos, no percurso da vida, que talvez consigas encontrar uma perspetiva otimista e esperançar tua alma que teu futuro será melhor.

São estas e outras que levam a que se suspenda aqui a atividade a partir da meia-noite do dia 17/04/2016, data escolhida de forma pouco ou nada inocente, cada um, querendo ou não, tire as ilações.

Este espaço foi pensado, criado e gerido até aqui, sempre e sempre, com um único objetivo: SERVIR E DEFENDER O FC PORTO, nunca para se servir ou atacar o FC PORTO. Escusado será chamar a atenção que estou a falar apenas e só do clube, não dos homens...

Se alguém alguma vez julgou ou idealizava ver este espaço transformado numa “casa de putas”, de discussões estéreis, sempre com o FC PORTO como pano de fundo, de “pintistas” a degladiarem-se contra os “anti-pintistas” (ou vice-versa), a discutir-se tamanhos de “pilas” qual delas a maior, quem é carneiro e quem é afinal mouro, etc, etc, enganou-se redondamente. Ficam todos a falar sozinhos...

O meu, o teu, o nosso FC PORTO, hoje por hoje, se calhar, mais do que nunca, precisa de paz, de sossego, de tranquilidade, de conforto, de apoio, de amparo. Pela nossa parte, a partir de hoje, começamos, nós, aqui, já, a fazer a nossa parte. Cada um, querendo, faça também a sua introspeção...

Com tudo isto, penso estarem explicados os motivos desta suspensão, sem mais conversa, sem choros, com pensamento pela positiva, de cara alegre e boa disposição, bola prá frente, e que no final, o meu, o teu, o nosso FC PORTO, ganhe sempre.

Por fim, não queria deixar de agradecer a todos os colaboradores, os actuais e os ex’s, por me terem aturado ao longo de todo este tempo (isto ainda não acabou, só agora é que vai começar, vale meus amigos/as?), bem como a todos vocês, nossos leitores, por nos terem acompanhado até aqui nesta viagem, ajudando a tornar este “sonho”… uma bonita realidade.

Particularmente, a todos vocês, sem exceções, o meu MUITO OBRIGADO... e, até já.

bLuE bOy

28 dezembro, 2015

PARABÉNS, PRESIDENTE JORGE NUNO!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Parabéns a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida

Hoje é dia de festa
cantam as nossas almas
para o Jorge Nuno Pinto da Costa
uma salva de palmas


E é assim que começo mais um artigo, cantando os parabéns (merecidos!) ao Grande Homem do futebol, JORGE NUNO PINTO DA COSTA.

São 78 anos de vida... 33 deles à frente dos destinos do Maior Clube do Mundo; o Futebol Clube do Porto.

Parece que Dezembro é um mês de grandes feitos: nasceu Jorge Nuno Pinto da Costa, mas foi também em igual mês do ano de 1981 que foi convencido pelos Amigos a candidatar-se à presidência do Futebol Clube do Porto.

Invejado por uns, idolatrado por outros, Pinto da Costa, é sem dúvida um dos maiores Presidentes de futebol de todo o mundo. Nos seus 33 anos de mandato, Pinto da Costa consta com um palmarés... imbatível!!! São 33 anos da sua vida fartos de feitos históricos, num total de 117 títulos no comando dos Dragões, com especial destaque para uma Taça dos Campeões Europeus, uma Liga dos Campeões Europeus, uma Taça UEFA, uma Liga Europa e duas Taças Intercontinentais.

Esperemos que continue muito mais tempo à frente dos destinos do FC Porto e que continue a ser como sempre foi até hoje. Por fim, o meu desejo que os invejosos e os prevaricadores que o tentam prejudicar, o façam ainda crescer mais como pessoa e como líder.

Presidente, Parabéns por mais um ano de vida!

nota: fotografia "roubada" ao Pedro Blue.

10 novembro, 2015

05 novembro, 2015

21 outubro, 2015

EFEMÉRIDE – HOMENAGEM AO MESTRE!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/


Homenagem ao nosso eterno “MESTRE”, a José Maria Pedroto, que a 21 deste mês de Outubro faria 87 anos.

A chegada de Pedroto em 1952
José Maria Pedroto iniciou-se nos infantis do FC Porto. Depois passou pelo Leixões já em idade de júnior. O serviço militar levou-o ao Lusitano de Vila Real de Santo António onde começou a despertar o interesse dos “grandes” do futebol português. No Lusitano, que tinha uma equipa de qualidade, Pedroto destacava-se. Foi ele que com um “tiro” de 30 metros bateu Azevedo, do Sporting, num jogo em que perdendo (0-2) os leões entregaram o título ao Benfica (época 1949-50).
Em 1950 transfere-se para o Belenenses a troco de 25 contos de luvas e mais 25 para o Lusitano. O FC Porto ofereceu-lhe muito mais, mas não quis voltar com a palavra atrás.
Pedroto cedo se afirmou como um dos melhores médios do futebol em Portugal. Em 1951 estreou-se pela selecção nacional, em Paris. Entretanto o FC Porto estava a construir uma grande equipa que viria finalmente a quebrar um jejum de muitos anos. Em finais de 1952 o clube da Invicta insistiu para que se transferisse para as Antas. Como se sentia bem no Belenenses e estava bem pago pelo seu emprego na Hidroeléctrica do Zêzere, Pedroto disse aos emissários portistas que só mudaria se lhe dessem a astronómica verba de 150 contos. Surpreendentemente, os dirigentes do FC Porto ofereceram… 500 contos! Toda a gente ficou embasbacada incluindo José Maria Pedroto… E assim se concretizou a transferência recorde do futebol português: para o Belenenses, 335 contos; para Pedroto 165, mais do que os 150 que ele exigira.
José Maria Pedroto haveria de dar um contributo inestimável ao crescimento do Clube. Homem de valor e coragem, tornou-se um símbolo (eterno!) do FC Porto.

José Maria Pedroto com a camisola do FC Porto. Da esquerda para a direita: José Maria (avançado), Pedroto (médio), Monteiro da Costa (avançado), António Teixeira (avançado) e Fernando Barros (médio)
Pedroto à frente e ao meio, numa equipa de 1953/1954
Uma equipa do FC Porto da época 1954/1955. Pedroto é, na segunda fila, o quarto a contar da esquerda
A biografia do futebolista genial!
Pedroto – José Maria Carvalho Pedroto (n. Almacave, Lamego, 21 Out.1928 – m. Porto 8 Jan.1985) dos jogadores mais completos que na década de 50 (séc.XX) representaram o FC Porto. E um dos maiores símbolos da história do Clube, como grande jogador primeiro e, depois, como grande treinador.
Estudar próximo do Campo da Constituição permitiu-lhe espiolhar até ao ínfimo pormenor os passes de Pinga, passes do seu deleite.
Começou nos infantis do FC Porto. Com 18 anos de idade jogou nos juniores do Leixões. Depressa mostrou o seu talento e cedo se afirmou como um dos melhores médios do futebol português. Esteve, além do Leixões, no Lusitano de Vila Real de Santo António e no Belenenses. Em Belém, nasceu um astro. Responsáveis portitas metem pés a caminho e Pedroto dá entrada nas Antas sobraçando o maior contrato já alguma vez acordado em Portugal: 500 contos! Foi o regresso ao seu FC Porto.
Jogador muito rápido e de grandes passes para os companheiros, exibiu a sua classe com as camisolas do FC Porto e da Selecção Nacional (17 internacionalizações). Despertou o interesse de clubes italianos, mas optou por ficar no país. Foi campeão com Yustrich (1955-56) e com Guttman (1958-59). Ganhou duas Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58).

O plantel de 1955/1956, estando Pedroto à frente (segundo a contar da esquerda)
Pedroto no Lar do Jogador do FC Porto e com Afonso Pinto de Magalhães (dirigente e futuro presidente do FC Porto)
após a conquista do título de 1955-56
Pedroto jogou no clube de 1952-53 a 1959-60; no dia 29 de Março de 1959 o FC Porto venceu os alemães do Furth EV, nas Antas, por 4-1, numa festa de homenagem a José Maria Pedroto, prestes a colocar um ponto final na sua carreira de jogador. Mas ainda teve oportunidade de se sagrar campeão na equipa de Guttman. Retirou-se no fim da época seguinte e abraçou, de imediato, a carreira de treinador sendo o primeiro em Portugal com curso superior.

A despedida de Pedroto como jogador
No FC Porto, Pedroto foi insigne como jogador. Mas seria como treinador que ficaria para a história. Ainda hoje é considerado “o mestre” do nosso futebol. Pedroto esteve na base do FC Porto da era moderna.
Pedroto, um ídolo, uma glória eterna do FC Porto!
--- Para saber da grande carreira de treinador de Pedroto, veja a respectiva biografia mais à frente. ---
Carreira de jogador no FC Porto (Seniores) 1952-53 a 1959-60.
Palmarés como jogador:
2 Campeonatos Nacionais (FC Porto)
2 Taças de Portugal (FC Porto)

A lição do treinador…
Sobre um jogo da sua carreira, nos juniores do Leixões, Pedroto contou um curioso episódio:
"No final de um jogo disputado no Bessa, a certa altura pedi a bola ao nosso guarda-redes, "driblei" quantos adversários me apareceram pela frente, incluindo o guarda-redes contrário e, sozinho, parei a bola em cima do risco da baliza. Ufano, compus os calções, alisei o cabelo e, cheio de sobranceria, toquei o "esférico" com o calcanhar para dentro da baliza. No fim do desafio os colegas levaram-me em ombros para as cabinas. Mas o treinador Armando Martins pregou-me um sermão que até me fez chorar. Nunca mais esqueci essa lição de que um futebolista deve jogar para a sua equipa e não para a galeria". E esta lição não terá também servido a Pedroto como mote para a sua carreira de treinador?

O "Cavaleiro Andante"
Foi um jornal infantil que começou a ser publicado a 5 de Janeiro de 1952 e que veio para as bancas em substituição de outra popular publicação da altura, o "Diabrete". Adolfo Simões Müller foi o fundador e o director desta saudosa publicação da área da literatura infanto-juvenil portuguesa do século XX.
Era de periodicidade semanal e surgiu com um preço de capa de 1$80 (um escudo e oitenta centavos). Naquele tempo, rivalizava com outra publicação juvenil, o "Mundo de Aventuras". Adolfo Simões Müller, Artur Varatojo, Ester de Lemos e Carlos Pinhão, entre outros, foram alguns dos conceituados autores de texto que ajudaram o "Cavaleiro Andante" a tornar-se uma referência entre os miúdos e os graúdos daquele tempo.
Nesta edição, é dado destaque, no destacável "Desportos", ao médio-centro do FC Porto, José Maria Pedroto, que se mudou para as Antas precisamente no ano em que o "Cavaleiro Andante" surgiu nas bancas (1952).
"O eixo do FC Porto": foi desta forma que o jornal se referiu a Pedroto, um dos maiores símbolos do clube.
O "Cavaleiro Andante" deixaria de ser publicado a 25 de Agosto de 1962 com a "impressionante" marca de 556 números editados semanalmente.
[O “Cavaleiro Andante” – Fonte: blogue “Paixão pelo Porto”]

Num treino da Selecção com os colegas do FC Porto.
Da esquerda para a direita: Monteiro da Costa, Carlos Duarte, Virgílio, Pinho, Hernâni e José Pedroto
O homem do leme, o começo da "ressurreição"?
Pedroto (épocas 1966/67, 1967/68 e 1968/69) – Pressentido o clube abatido e em torpor, ou submisso a complexos de inferioridade, pois lá diz o povo "toda a gente é corcunda quando se abaixa", José Maria Pedroto, antigo jogador do clube, agora investido nas funções de treinador, pretende sacudir a hibernação. Quebrar a tal hegemonia de Lisboa. E, com isso, resgatar o clube das dificuldades de tesouraria. Mas, no futebol, não se consegue a felicidade só com a vontade… Pedroto saiu e o no FC Porto... foi tempo perdido!
• Na temporada de 1976-77, Pedroto regressa ao FC Porto pela mão do então director do Departamento de Futebol, Pinto da Costa. E é o começo de um período dourado, como mais adiante se verá. Mas… de novo, borrasca nas Antas e Pedroto é afastado pelo "Verão quente" de 1980…
• Na época de 1982-83 e já com Jorge Nuno Pinto da Costa na presidência do FC Porto, Pedroto volta ao clube e, com o Presidente, criou as bases para a série de grandes êxitos que se seguiram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus!

A biografia do treinador genial, do “mestre”!
Pedroto – José Maria Carvalho Pedroto (n. Almacave, Lamego, 21 Out.1928 – m. Porto 8 Jan.1985). Pedroto, jogador, foi um ídolo do FC Porto e terminou a sua carreira em 1959-60. Mas seria como treinador que ficaria para a história do Clube. Ainda hoje é considerado “o mestre” do nosso futebol. Esteve na base do FC Porto da era moderna.
• “Revolucionou as mentalidades de jogadores, dirigentes e adeptos, e impôs a equipa e até o Clube ao País. A sua sagacidade, o seu discurso firme e polémico contra o que considerava ser o centralismo de Lisboa foram decisivos” para projectar o FC Porto a nível nacional e mundial.
Perspicaz, astuto, atento, nada lhe escapava durante os treinos, nem nos jogos. Competência e profissionalismo a toda a prova e o reconhecimento dos jogadores (do FC Porto e doutros clubes) que o consideraram o melhor mestre, um excelente estratega e um grande líder e condutor de homens.

Pedroto, “O Zé do Boné” como carinhosamente foi apelidado por adeptos e homens do futebol!
• Pedroto, treinador, cursou primeiro com Cândido de Oliveira; depois, com apenas 31 anos de idade, foi o primeiro português a concluir, com distinção e brilhante classificação, um curso ministrado pela Federação Francesa de Futebol. De imediato assumiu o cargo de treinador no sector de formação do FC Porto e também na Selecção Nacional de Juniores, juntamente com David Sequerra, conquistando o Campeonato Europeu para Portugal. Foi o primeiro título europeu para jovens, com uma equipa onde pontificavam jogadores como Simões, Peres, Carriço e Serafim.
• Das categorias jovens do FC Porto passa para o comando da equipa principal da Académica de Coimbra, seguindo-se o Leixões SC e, mais tarde, o Varzim SC onde fez um trabalho notável, a ponto da equipa poveira ser a sensação do Campeonato 1965-66.
• A qualidade do seu trabalho e a experiência que acumulou, abriram-lhe as portas do regresso ao FC Porto em 1966 (época 66/67), concretizando o sonho de se tornar no treinador principal da equipa azul e branca. Esteve 3 épocas nas Antas, conquistou uma Taça de Portugal e encetou um trabalho de sustentabilidade preparando o futuro. No entanto, um crescente mau relacionamento com a direcção do clube provocou uma saída algo atribulada (11 de Abril de 1969).
• Foi para Setúbal e, em cinco anos, obtém os melhores resultados da história do Vitória (um segundo lugar, três terceiros e um quarto, atingindo por duas vezes os quartos-de-final da Taça UEFA). A seguir, em dois anos no Boavista, obtém um excelente 2.º lugar no Campeonato e vence 2 Taças de Portugal! Enquanto esteve no Bessa foi, cumulativamente, Seleccionador Nacional. Para o FC Porto… foram 7 anos de tempo perdido.

Taça de Portugal 1976-77
• Na temporada de 1976-77, Pedroto regressa ao FC Porto pela mão do então director do Departamento de Futebol, Pinto da Costa. E é o começo de um período dourado e do fulgor definitivo de um Clube que se alcandorou ao topo do futebol nacional e mundial! Com a batuta de Pedroto, o FC Porto foi Campeão ao fim de 19 anos de jejum! O “mestre” haveria de alcançar o bicampeonato mas… de novo, borrasca nas Antas e Pedroto é afastado pelo "Verão quente" de 1980…

Campeões Nacionais 1977-78! Um feito de Pedroto após 19 anos de jejum de um clube que porfiava para vencer!
• Em 1980-81 ingressou no Vitória de Guimarães já com o campeonato na 9.ª jornada mas, ainda assim, levou a equipa ao 5.º lugar no final. Na temporada seguinte conseguiu um meritório 4.º lugar.
• Na época de 1982-83 e já com Jorge Nuno Pinto da Costa na presidência do FC Porto, Pedroto volta ao clube. Na época imediata conquista a Taça de Portugal. Na de 1983-84, à 10.ª jornada do Campeonato, foi obrigado a deixar a orientação da equipa por causa de um cancro que lhe foi diagnosticado. Em Janeiro de 1984 viaja para Londres, onde viria a ser internado, e deixa o comando dos jogadores a António Morais. Em Maio, já em casa, assistiu à final da Taça dos Vencedores das Taças entre o FC Porto e a Juventus de Itália, tendo a sua equipa, apesar de derrotada, honrado o nome do FC Porto e de Portugal.

Pedroto e Pinto da Costa, uma dupla de trabalho e sucesso, os reformadores do FC Porto!
• No dia 8 de Janeiro de 1985, com 56 anos de idade, José Maria Pedroto foi vencido pela doença; a doença terrível, implacável, até para um Campeão lutador como ele.
O funeral de José Maria Pedroto, no dia 10 de Janeiro, foi uma manifestação de pesar comovente. Bandeiras com as cores azul-e-branco, pendentes de janelas e varandas ao longo do percurso, uma das formas de a população da cidade prestar a derradeira homenagem ao treinador. Trajecto de seis quilómetros a pé, dezenas de milhar acompanhando o préstito fúnebre entre as Antas e o cemitério de Agramonte onde, no mausoléu do clube, Pedroto ficou sepultado ao lado de outras glórias portistas como Pavão, João Augusto, Avelino Martins, Acácio Mesquita, João Silva, Joaquim Lopes e Pinga.
• Fernando Vaz, que fora o último treinador de Pedroto, fez-lhe o elogio fúnebre em palavras vivas, tocantes: "Duriense de gema, amado por uns, odiado por outros, José Maria Pedroto foi a figura mais fascinante que conheci entre os homens do futebol do nosso tempo. O seu carácter era constante no mundo de gente enérgica que o envolveu desde muito jovem e que sempre o sujeitou ao esforço e à luta. Admirei-o como futebolista de dar sempre tudo por tudo pela acção contagiante do esforço que vertia na luta, sempre pronto a sacrificar os seus interesses pessoais ao interesse colectivo. Como treinador, pode considerar-se o melhor técnico de futebol da sua geração.”
• Testemunhos:
"Foi uma escola que perdeu o Mestre." (Artur Jorge)
"O grande Mestre, a ciência viva e actuante do nosso futebol..." (Toni)
"Foi o Mestre dos Mestres do futebol Português..." (Quinito)
"Um Mestre do futebol Mundial..." (João Mota)
"Um profissional de corpo inteiro..." (Pimenta Machado)
"Atingiu o máximo..." (Juca)
"Pedroto não morreu..." (Henrique Calisto).
• Pedroto, com Pinto da Costa, criou as bases para a série de grandes êxitos que se seguiram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus.
Pedroto, o eterno “mestre”, uma glória do FC Porto, uma saudade!
Carreira como treinador do FC Porto: 1966 a 1969; 1976 a 1980; 1982 a 1985.
Palmarés como treinador:
2 Campeonatos Nacionais (FC Porto)
5 Taças de Portugal (3 pelo FC Porto; 2 pelo Boavista)
1 Supertaça de Portugal (FC Porto)

José Maria Pedroto ficará, indelevelmente, na história do FC Porto e do desporto nacional.
Obrigado por tudo, José Pedroto! O FC Porto, todos os adeptos portistas, jamais o esquecerão.
OBRIGADO!

Fernando Moreira (Dragão Azul Forte), 21 de Outubro de 2015.

13 outubro, 2015

07 outubro, 2015

28 setembro, 2015

122 ANOS DE HISTÓRIA.

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

No dia 28 de Setembro de 1893, um comerciante de vinho do Porto descobriu o futebol numa viagem a Inglaterra e decidiu fundar por cá um clube. O seu nome foi António Nicolau d'Almeida e hoje, esteja onde estiver, certamente estará orgulhoso por ver como o "seu" clube cresceu e se tornou um dos maiores do mundo.

Ao longo destes anos todos nem tudo foi fácil, porque em 122 anos é óbvio que as coisas nem sempre correm bem. E é também verdade que a muitos não convém que as coisas nos corram da melhor maneira. Mas contra tudo e contra todos este clube continuou a crescer, e as dificuldades nunca hão-de deixar de existir, mas ainda bem que assim é. Quem ganha mete medo, quem ganha é importuno, quem ganha chateia os outros e quem ganha é o FC Porto.

Podemos bem dizer que somos um clube ecléctico. Temos títulos em tudo quanto é modalidade. Futebol, andebol, hóquei em patins, hóquei de campo, ginástica, natação, boxe, bilhar... é um sem fim de modalidades que já puderam presenciar ou que ainda vão presenciando a infindável grandeza do nosso clube.

Cada dia que passa o nosso orgulho em fazer parte deste grande clube vai aumentando. Todos os dias mais uma vitória, mais uma adversidade passada, mais uma volta dada por cima.

PARABÉNS FC PORTO
A VENCER DESDE 1893.

14 setembro, 2015

05 agosto, 2015

11 junho, 2015

25 maio, 2015

9 ANOS DE ORGULHO, PAIXÃO E DEDICAÇÃO

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

25 de Maio de 2006 - 25 de Maio de 2015

O tempo realmente voa!

Faz hoje oficialmente 9 ANOS que "nascia um sonho"!

Esse sonho, chegava acompanhado do secreto desejo de nascimento na bluegosfera, de um espaço diferente, um espaço dedicado "a todo o universo Portista"!

Hoje, sem falsas modéstias, pensamos que o objectivo principal há muito foi já conseguido, saindo reforçado a cada dia mais que passa, num projecto que tal como "ontem", existe apenas e tão só, para uma luta e defesa diária do bom nome e honra do nosso FC PORTO.

Por isso, parabéns para todos nós, mas também para todos aqueles que ao longo destes 9 anos de história, ajudaram a tornar este "sonho"... numa bonita realidade!

Ontem, hoje e amanhã, "quanto mais mentirem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles".

Continuamos a contar convosco para o resto desta viagem, com a certeza que também poderão continuar a contar connosco.

OBRIGADO.