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03 novembro, 2016

ASSEMBLEIA GERAL REALIZA-SE A 3 NOVEMBRO (HOJE).


24/10/2016 - Sócios votam Relatórios e Contas Individuais e Consolidadas referentes a 2015/16

O Relatório e Contas Individuais e o Relatório e Contas Consolidadas do FC Porto relativos ao período de 1 de julho de 2015 a 30 de junho de 2016 serão discutidos em Assembleia Geral ordinária agendada para as 20h30 do dia 3 de novembro, no Auditório do Estádio do Dragão (piso -3), com a seguinte ordem de trabalhos:

1 - Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas Individuais e respectivo Parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar, referente ao período compreendido entre 1 de julho de 2015 e 30 de junho de 2016;

2 - Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas Consolidadas e respetivo Parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar, referente ao período compreendido entre 1 de julho de 2014 e 30 de junho de 2015;

3 - Meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube.

Se à hora marcada não estiver presente o número de associados imposto estatutariamente, a assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, meia-hora depois, com qualquer número de associados presente, de acordo com as disposições estatutárias.

Mais informações disponíveis aqui​.

fonte: fcporto.pt

14 março, 2016

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA É HOJE.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

04/03/2016

Sócios convocados para aprovar proposta de Regulamento Eleitoral a apresentar pela Mesa da Assembleia Geral

Os sócios do FC Porto reúnem-se no próximo dia 14, segunda-feira, pelas 20h30, em Assembleia Geral Extraordinária para apreciar, discutir e votar a proposta de Regulamento Eleitoral a apresentar pela Mesa da Assembleia Geral, em cumprimento do artigo 50.º dos Estatutos do Futebol Clube do Porto. Esse será o único ponto da ordem de trabalhos da Assembleia, seguido de meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o clube.

Se à hora marcada não estiver presente o número de Associados imposto estatutariamente, a Assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, meia hora depois, com qualquer número de Associados presente, de acordo com as disposições estatutárias.

fonte: fcporto.pt

28 março, 2015

DISSIPANDO OS NOVOS ESTATUTOS.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

O que ficou desta semana de FC Porto? Nada de muito importante a curto prazo, mas há acontecimentos que se podem revelar decisivos nos próximos anos. A alteração dos Estatutos do nosso clube não podia deixar, por isso, de ser o tema central destas linhas

Quem navega diariamente na bluegosfera sabe a celeuma que se foi criando nos dias que antecederam a Assembleia Geral, marcada como de costume sem grande alarido e publicidade. O ponto alto, porém, decorreu durante a tarde do dia do grande acontecimento, quando os portistas mais atentos tentavam adivinhar e opinar sobre as medidas que iam ser sujeitas a votação.

Da minha parte, após conversa com uns quantos portistas preocupados com este assunto, dirigi-me aos canais comuns do clube (página de contactos do website oficial) no sentido de obter os actuais Estatutos do clube. Para surpresa minha, obtive resposta imediata do Departamento Jurídico, tendo-me sido dada também uma cópia dos Estatutos que iam a votação.

Embora seja isto que se pretende e que deva ser normal, visto que sou sócio do clube há mais de 25 anos (já agora, onde pára a minha roseta?), não posso deixar de me sentir satisfeito pelo tratamento de que fui alvo, atendendo a que é público e notório que o clube está, a cada dia que passa, mais afastado dos seus sócios e adeptos, numa relação fria e impessoal, mais típica de uma mera empresa do que de um clube de futebol cujos sócios pagam religiosamente as suas quotas semestrais. Teria sido melhor e mais transparente, contudo, que os novos Estatutos tivessem tido uma maior publicidade antecipada, de forma a dar a conhecer aos associados as alterações que estavam em equação. Isso poderia ter sido feito quer através dos jornais de maior tiragem, quer através dos canais oficiais do clube na internet. Não faz sentido que, em pleno século XXI, na era dos Iphones e do mundo à distância de um polegar, as propostas sejam conhecidas e discutidas apenas no momento em que se realiza a AG. Ainda para mais às 20h a meio de uma semana de trabalho!

E já que se falou em quotas acima, aproveito para entrar já num dos assuntos mais quentes da semana. Foi aprovada uma alteração aos Estatutos, plasmando que os Grupos Organizados de Adeptos (vulgo as claques) possam passar a ter desconto nas quotas de associados. Esta introdução nos Estatutos parece vir ao encontro daqueles que vêm notando um cada vez maior peso da claque Super Dragões na estrutura do clube (ora são elementos da claque chamados para fazer de modelos a equipamentos alternativos, ora é o próprio clube a publicitar um evento de MMA onde participa o líder da claque). É que se é verdade que faz sentido que aqueles que acompanham a equipa todos os Domingos de Norte a Sul do país tenham acesso a descontos no preço dos bilhetes, já não parece fazer sentido impor uma descriminação no que toca ao valor das quotas face aos sócios do FC Porto que não pertençam às claques organizadas.

É verdade que um sócio há mais de 30 anos, desde que comprove a sua situação de reformado, pode a partir de agora ser isentado total ou parcialmente do pagamento de quotas, mediante decisão expressa da Direcção. O que parece ser injusto é, imaginemos, o caso de alguém que ande na casa dos 40, com 40 anos de sócio pagante, activo, ter de pagar mais pela sua condição de associado do que um qualquer superdragão com meses de associado. Dê por onde der, não faz sentido nenhum e apenas consigo ver a medida como uma forma de agradar ou de corresponder às expectativas de certos grupos influentes.

Os sempre defensores de toda e qualquer decisão do Presidente, dirão que nada foi definido de forma definitiva nos Estatutos, cabendo à Direcção o poder de decidir se há desconto em determinado ano para as claques ou não. Tudo isso é indesmentível, mas também é fácil de ver que se a alteração existiu por algum motivo foi, não sejamos anjinhos. Nestas coisas não há ponto sem nó e, conhecendo os protagonistas, atribuindo o tal famoso desconto num certo ano, quero ver quem será o herói que se atreverá a suprimir esse mesmo desconto nos anos seguintes.

Diga-se também em abono da verdade, que para se exercer o direito de voto numa AG do FC Porto, é necessário a partir de agora ter mais de um ano de sócio e não 3 meses; a possibilidade de ser-se eleito para órgãos sociais sobe de 1 ano para 5 anos; e para o cargo de Presidente esse número sobe de 5 para 10 anos. Estas alterações são bem vindas e aplaudem-se e vêm de certa forma proteger o clube face ao oportunismo que poderia surgir numa época pós-Pinto da Costa. Época essa para a qual o FC Porto e as suas gentes devem estar preparados, pois ninguém é imortal. À excepção do clube, obviamente. Que isso fique ciente na cabeça de muitos portistas que continuam a querer enterrar a cabeça na areia, qual avestruz que se recusa a ver o que se passa à sua volta.

Quanto melhor for pensado o período pós-Pinto da Costa, melhor e mais rápido o clube recuperará da sua saída, que – assumimos – será sempre difícil e complicada. Temos que estar preparados para viver tempos conturbados, assembleias gerais quentes e apaixonadas, confrontos eleitorais e de visões diferentes para o clube. Hão-de aparecer oportunistas candidatos ao lugar, outros a querer imitar o estilo do Presidente e ainda outros a querer transformar o FC Porto num clube simpático e, finalmente (pensam eles), conferir ao clube um estatuto nacional. Todos esses artistas vão aparecer, todos eles vão querer chegar ao poleiro, uns apoiados por uma certa guarda pretoriana, outros apoiados pelo grande capital, mas quase todos sem o mínimo conhecimento do que é o FC Porto e o que é que significa a sua mística. Vamos esperar que os sócios do nosso clube saibam distinguir, por entre o nevoeiro, quem são os “artistas” e quem são os homens que podem conduzir os destinos do nosso clube. De aventureiros estamos nós todos, no país, fartos. Tê-lo ao leme do FC Porto é totalmente dispensável.

De um ponto de vista jurídico, estes novos Estatutos parecem preparar o FC Porto para o período pós-Pinto da Costa. É claro o objectivo de blindagem do “forte” azul e branco contra os interesseiros habituais neste tipo de sucessões. No entanto, dão a ideia de se fechar algumas portas, para depois se abrir uma ou outra janela. E todos sabemos quem é que, nos últimos anos, mais tem estado presente nas Assembleias Gerais do clube. Não fica difícil imaginar como será a primeira AG do clube na era pós-Pinto da Costa.

Palavra final para pedir o vosso aplauso para o sócio do FC Porto que impediu que, no artigo relativo ao primeiro equipamento, se suprimisse a obrigatoriedade das “riscas verticais” por uma mera obrigatoriedade de se alinhar com as equívocas “cores normais do clube”. Uma vergonha de todo o tamanho, que esteve em risco de ser aprovada, pese embora a imediata concordância do Presidente à chamada de atenção desse sócio.

É que já basta que não se respeite, há muitos anos, a obrigatoriedade presente nos Estatutos antigos de envergar a camisola com 8 cm de comprimento das listas. Hoje em dia, temos de assumir, o FC Porto equipa um ano à Grasshoppers de Zurique e outro ano à Blackburn Rovers. E o mais grave é que isso parece não importar ao adepto comum.

Longe vai o tempo em que os jogadores da equipa das Antas, mesmo sem símbolo nas camisolas, subiam aos relvados e, obviamente, se sabia que aquela era a equipa do FC Porto. Haja respeito pela tradição e pelas camisolas do nosso clube, as mais bonitas que o Mundo inteiro já viu!

Rodrigo de Almada Martins

25 março, 2015

ONTEM, HOJE E SEMPRE. FUTEBOL CLUBE DO PORTO. [editado: LINKS para DOWNLOAD dos ACTUAIS e PROPOSTA DOS NOVOS ESTATUTOS]

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Hoje, quarta-feira, 25 de Março perspectivam-se algumas alterações na nossa centenária instituição. Isto porque, se irá realizar uma Assembleia Geral do Clube destinada à revisão e alteração dos Estatutos do Clube.

Importa desde já fazer uma ressalva. Os Estatutos do Clube são, isso mesmo, os Estatutos do Clube. Não estou “maluco”. Estou a contextualizar. O nosso Clube é o Futebol Clube do Porto. Quem joga todas as semanas com o nosso símbolo e as nossas cores é a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD. Percebem a diferença? Aquela “brincadeira” de “Futebol, SAD” é um ponto-chave na equação. E sabem porquê? É que a equipa profissional do nosso Clube deu o mote à constituição da SAD, em “juridiquês” a segunda foi criada pela personificação jurídica da primeira, sucedendo a esta nas relações com a Liga, Federação e demais instituições – UEFA por exemplo.

Nós vivemos, graças ao Papa, num estado de graça de relações SAD e Clube. Como tal, dicotomias de entendimentos entre ambos não existem. Mas, seria, fundamental, para não dizer, obrigatório a apresentação e discussão do protocolo (julgo, acredito, que existente) que rege as relações entre o Clube e a SAD. Deverá ser apresentado aos Associados do Clube e permitir que sobre eles estes deliberem e/ou se pronunciem.

Mas “afinal o que diz esse Protocolo”. Por exemplo, nele será inscrita a obrigação de a SAD respeitar, acatar e seguir os Estatutos do Clube nunca decidindo, atuando ou admitindo que outros atuem contra os mesmos. Garantimos assim que a SAD e o Clube partilhem dos mesmos valores.

Não quero acreditar que não exista essa obrigação, no entanto reafirmo, será sempre bom tranquilizar. Porque não hoje à noite? Em outros pontos a discutir – ponto obrigatório a incluir na ordem de trabalhos-, ser questionado e pedida à apresentação do Protocolo de Relações entre SAD e Clube.

Calma. E de repente o chorrilho de questões. “Pode a SAD amanhã mudar-se para Lisboa?”. Tranquilizem-se. Não. “Pode a SAD amanhã pôr-nos a jogar de Bermelho?”. Não. Ou melhor, pode “sugerir”, tendo o Clube o poder de veto nos termos da lei. Ou seja, a questão dos símbolos e equipamento – sendo matéria com especial proteção legislativa – será algo que se deve ter em conta amanhã. Isto porquê; O Futebol Clube do Porto tem na sua história carregado o poder da mística de uma cidade, a identidade de umas gentes, o sangue e suor, e, infelizmente, lágrimas de todos nós portistas. E estes sentimentos surgem, nascem, galvanizam-se, transmitem-se por um sentimento de pertença, identidade, assunção de responsabilidade em cada momento em que vestimos a nossa camisola. Como tal, deveremos blindar, segurar, defender, nos estatutos do Clube tudo o quanto possa ser uma ameaça a tal. Por mera hipótese, - e por não ter conhecimento, equacionando para mero exercício hipotético - que o protocolo não obrigue a SAD a respeitar os estatutos do Clube – se a SAD quiser colocar o equipamento “Bermelho” porque a Coca Cola é patrocinadora e oferece um “balúrdio” para que o façamos, a SAD, na sua veste comercial poderá aceitar ou não, reservando ao Clube o poder de vetar ou não. Já se, à partida abrirmos o “escopo comercial” nos estatutos do Clube, já não poderá este futuramente “com autoridade” vetar essa solução.

Ou seja, nos estatutos do Clube deverá ser inscrito o menos possível, salvaguardando assim o mais possível. E não, salvo melhor opinião, abrir nestes já a porta a “qualquer escopo comercial”.

Ademais, os nossos estatutos são claros no que toca aos equipamentos, vão ao pormenor de estabelecer os 8 cm de largura das listas verticais. O que levará a concluir. Nos casos em que tal “violação” do equipamento ocorra e em que o Clube não vetou, não estará o Clube a diminuir-se na defesa da sua posição perante a SAD? Não deveria o Clube objectar a isso, sob pena inclusive de que esteja a pactuar com decisões contrárias aos seus estatutos e consequentemente, ser a Direção do Clube por isso responsabilizada? Em termos abstratos sim. Em termos práticos não. Como disse, gozamos da bênção “Papal” e um só Presidente para os dois Poleiros. O que poderá não acontecer “amanhã”, por conseguinte, deveremos hoje estar atentos a isso.

Até porque, confesso, no alto da minha “inocência”. Tenho dúvidas que se fosse a Direção do Clube de uma “alcateia” e da SAD de outra que os atuais equipamentos fossem “admitidos”. Veja-se esse ponto dos Estatutos atuais. No meu, humilde entendimento, qualquer equipamento alternativo terá que ter uma (azul ou branco) ou as duas cores em disposições alternativas – veja-se “quando por imposição regulamentar de qualquer prova ou outro motivo justificável, for necessário mudar de tipo estabelecido no corpo do artigo, deve adotar-se outro equipamento com uma ou ambas as cores”.

Fazendo uma interpretação literal, resulta claro que os equipamentos alternativos terão que se subjugar à combinação de “ambas as cores”, i.e, azul e branco. O terceiro de que cor é?

Pois é, dizem-me e bem, “o que conta é o símbolo”. Ai é? Então continuemos.

Ainda dentro dos fatores de “identificação”. O Clube tem os seus símbolos, “nome”, “abreviatura”, e, na minha opinião, ainda que contra os atuais estatutos, mas já que estamos na senda de mudar(!), porque não limitar a inscrição na camisola apenas ao Símbolo? Os actuais admitem “FCP”/”Porto”. Não. Nós somos o Futebol Clube do Porto. Não somos o “Sport Clube do Porto” ou outros que tais. Devemos defender uma só identidade sob pena de amanhã correr o risco de ter inscrito na camisola “Dragões” (até porque consta dos estatutos essa designação). Como disse, reitero. Os Estatutos do Clube, então no que à identidade se relaciona devem ser os mais blindados e precisos possíveis.

Veja-se. Voltando aos equipamentos. Desculpem a insistência. Hoje admite-se que “por outro motivo justificável” se utilize o equipamento secundário. Ok. Imposições regulamentares até percebo. Outro motivo justificável? Parece-me deveras abstrato para estar inscrito em tão importante e basilar documento.

É nosso dever proteger a identidade!

Seguidamente, outro ponto “fulcral” dos Estatutos. A ilegibilidade para a direção do Clube. Infelizmente os nossos estatutos foram um ponto “indiscutível”, os valores e a mística não nasciam pelos Estatutos, mas por aqueles que representavam o Clube. Jorge Nuno Pinto da Costa nunca precisou dos Estatutos para saber honrar e respeitar os seus, nunca precisou de um manual de “identidade”, “mística” e “ser Porto”. É, se me permitem, o caso raro do melhor dos dois mundos. Um Presidente à Porto e além disso vencedor.

O “além disso” é um por-maior.

Quero vencer. Óbvio. Quero ganhar. Indiscutivelmente. Mas quero ganhar à Porto e saber o que custa uma derrota à Porto. E isso começa na elegibilidade. Não podemos ter em nossa casa alguém que é eleito “por dá cá aquela palha”. Sem radicalismos de outros, nem ingenuidades de viscondes, devemos proteger o nosso Clube de oportunistas. Os critérios de elegibilidade devem ser ponderados e refletidos. Bem como os de revogação de mandatos.

Sim, os estatutos por muitos só são lidos na desgraça.

Honra aos sócios. Sempre foram atribuídos e distribuídos os sócios em função da idade e da bancada. E assim poderá continuar a ser feito, ainda que, tal distinção não origine direitos desiguais entre os sócios. Um sócio efetivo de Tribuna, terá que ter a mesma capacidade de voto de um Sócio de Superior. Que nunca a razão económica se relacione com o exercício de qualquer direito. No Futebol Clube do Porto não poderá ser admitida a distinção de sócios.

Ainda, o ser sócio do Futebol Clube do Porto é algo distinto. Tem que o ser! Não é sócio quem quer. É sócio quem faz por merecer. E isto, ainda que me digam, “eu vou ao site e faço-me sócio, basta para tal que pague, o que fiz por merecer?”, eu respondo, vieram ter com o Futebol Clube do Porto. Não foi o Futebol Clube do Porto ter com vocês. Não poderá a condição “sócio” do Futebol Clube do Porto ser algo disponível “em qualquer bomba de estacionamento”, ou então “faz-te sócio da claque que poderás ser sócio do Futebol Clube do Porto” – julgo que isto acontece pelos lados dos viscondes, sem confirmar, julgo que há algo assim parecido, ou até, que tem lugar anual bastando para tal que sejam sócios da claque. Que absurdo. O ser sócio comporta direitos, mas também deveres e não deverá em momento algum ser a “honra” de ser sócio do Futebol Clube do Porto misturada com qualquer interesse comercial ou outro.
    (Em jeito de Aparte – as rosetas Sr. Presidente, entregue-as a tempo e horas(!) – estar quase um ano/dois a aguardar pelas mesmas chega a ser “sofrível”, pior, segundo os Estatutos a Direção tem o dever de se fazer representar em cerimonia fúnebre de um associado com mais de 25 anos de efetivo... Que não vá a nenhum funeral desses e em que cuja a roseta não tenha sido entregue...!!!)
Por fim, o ato de hoje à noite será algo solene e de extrema importância para o Clube. Como dispõem os atuais Estatutos, eles, são a lei fundamental do Clube. Eles são os esteiros da nossa mística e defendem o “ser Porto” melhor que 300 likes e 1000 #SomosPorto. Discuta-se. Vote-se. Sempre em prol e no máximo respeito pelo Futebol Clube do Porto. Que não se assistam a cenas lamentáveis que só colocariam em causa inclusive as deliberações lá assumidas – isto porque, são anuláveis todas as deliberações da assembleia geral contrárias à lei ou aos estatutos, seja pelo seu objeto, seja por virtude de irregularidades havidas na convocação dos associados ou no funcionamento da assembleia.

VERSÃO ACTUAL DOS ESTATUTOS
VERSÃO PROPOSTA NOVOS ESTATUTOS - AG 25/03/2015
PS: Seria mais salutar que os associados tivessem conhecimento da proposta de alterações antes. Seria. Poderíamos opinar, preparar, dissertar. No entanto, provavelmente muitas das medidas a implementar sem explicação redundariam em especulações desnecessárias e evitáveis. Se houver dúvidas, solicite-se a votação ponto por ponto. Demorará uma “eternidade”? Ok. Mas os estatutos são “para a eternidade”. Não se faça em cima do joelho aquilo que será a pedra basilar do nosso futuro.

07 abril, 2013

Contas do FCP (Clube e não SAD)

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Teve lugar no passado dia 26 de Março a Assembleia Geral Ordinária do FCP para apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas da Direcção e respectivo parecer do Conselho Fiscal, referente ao período compreendido entre 1 de Julho e 31 de Dezembro de 2012.

Ao contrário do habitual em que o período abrangido é um ano fiscal, neste caso apenas se analisou um semestre porque dando cumprimento ao disposto no parágrafo único do artº 85º dos Estatutos do Clube “nos anos em que houver eleições, as contas serão encerradas em 31 de Dezembro e submetidas à Assembleia Geral até 31 de Março, cabendo à nova Direcção a elaboração do Balanço relativo aos meses de Janeiro a Julho inclusive”.

É o caso deste ano de 2013, ano de eleições, e daí a convocatória desta Assembleia Geral, note-se do Clube e não da SAD, onde apenas cabem os sócios do Clube (e não os accionistas da SAD, excepto se também forem sócios), e onde apenas se podem discutir as contas do Clube e não as contas da SAD (onde não cabem os sócios do Clube, excepto se também forem accionistas). Fica esta nota porque, a avaliar por alguns comentários sobre as contas, ainda grassa alguma confusão entre o Clube e a SAD, e as suas diferentes realidades estatutárias, jurídicas, económicas e financeiras.

Posto isto, que dizer sobre o Relatório e Contas apresentado?

Pois bem, neste período de seis meses apresentou um prejuízo de 2 970 159 € resultante de dívidas incobráveis, sendo este reconhecimento de incobrabilidade de contas a receber de duas empresas do grupo FCP:
    a) 2.043.555 € da FC Porto Basquetebol, SAD, pela extinção da Sociedade e pela consequente assunção de responsabilidade de pagamento de dívidas desta sociedade a outros credores;
    b) 1.377.395 € da Investiantas, S.A. pelo facto desta sociedade não deter quaisquer ativos que lhe permitam liquidar a dívida para com o Clube.
Destaque para a quebra no valor de quotas cobradas aos associados, como seria previsível, que baixaram de 2.543.341 € em 31 de Dezembro de 2011 para 2.323.093 € em 31 de Dezembro de 2012 (não esquecer que estas quotas respeitam apenas a seis meses), uma diminuição de 8,7% que deve ser associada à crise económica que se vive.

As contas apresentadas podem, basicamente, ser analisadas numa dupla perspectiva: da solvência e da liquidez (entre vários outros indicadores, claro, mas fiquemos por estes).

Do ponto de vista da solvabilidade total (relação entre capital próprio e passivo total) a situação é excelente por força dos elevados capitais próprios - 60.635.066 € - face ao passivo total de 41.600.449 €. Esta situação patrimonial tão boa (ao contrário da SAD, tão má … ver artigo anterior sobre a deterioração da situação patrimonial) deve-se às enormes mais valias, cujo valor se cifrou em 52.092.722 €, no exercício de 2002/2003, geradas pela avaliação dos terrenos resultante da operação de reparcelamento do Plano de Pormenor das Antas; estes terrenos pertencentes ao FCP foram o alicerce da operação financeira montada pelo Clube junto da banca para o financiamento do Estádio do Dragão.

Quanto à liquidez, tal como também acontece na SAD, a situação é muito difícil, sendo exemplo disso o fundo de maneio negativo (isto é, passivo corrente superior ao activo corrente), como o próprio revisor oficial de contas salienta na sua “ênfase” ao referir “Desta forma, a continuidade das operações do Clube está dependente da manutenção do apoio financeiro do Grupo em que se insere”. Exemplo destas dificuldades de liquidez (tesouraria) pode ser encontrado na intervenção de um sócio, no período de meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube, que evidenciou estar bem informado, quando subiu ao palco para demonstrar o seu desagrado por atletas das modalidades ditas amadoras terem subsídios em atraso, o que perante o silêncio da Direcção também me deixa desagradado. Surpreendeu-me esta situação, sobretudo porque já está em vigor a nova redistribuição interna de quotas entre Clube e SAD (75% e 25%, quando anteriormente era 25% e 75%, ou seja o Clube passou a ficar com o maior quinhão).

Bem pode o nosso ministro das finanças Angelino Ferreira vir para a comunicação social dizer que “temos o passivo financeiro mais do que controlado” que isso merece-me tanta confiança quanto o ministro Vítor Gaspar a fazer previsões sobre défices e desemprego. Porque uma coisa são os nossos desejos, mesmo que fundamentados para a realidade de hoje, outra é o futuro e suas condicionantes, que ninguém conhece.


nota: o blog BPc agradece ao JCHS a elaboração deste artigo.

30 outubro, 2012

Um recorde de ausências

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Realizou-se na passada 5ª feira, a Assembleia Geral para aprovação do Relatório e Contas do Futebol Clube do Porto (note-se, Clube e não SAD) relativo ao período compreendido entre 1 de Julho de 2011 e 30 de Junho de 2012. Tendo estado presente nos últimos 20 anos em todas as AG´s do Clube, nunca tinha assistido a uma AG com tão pouco número de associados: excluindo os membros dos órgãos sociais e funcionários do Clube, não estariam mais de 30 sócios presentes. Seguramente, será possível identificar as razões para tal situação (certamente com culpas quer para o Clube, quer para os sócios), no entanto, não é agora o momento certo para abordar tal assunto.

O que se trata agora é de olhar para as contas do Clube e salientar o que de mais relevante se me afigura dizer.

PRIMEIRO: o resultado líquido apresentado – prejuízo de 10.099.395 € - deriva não tanto da actividade desenvolvida, com os gastos e rendimentos gerados, mas sobretudo dos resultados das empresas suas participadas, em função da percentagem detida, tal como exige o novo normativo contabilístico. Ou seja, o resultado líquido negativo de 10.099.395 € foi fortemente influenciado pelos resultados das participadas em 11.667.318 €, o que significa que, se não fosse considerado o desempenho das participadas, o resultado obtido seria positivo em 1.567.923 €.

Então, quais as participadas e em que montantes contribuíram negativamente para o resultado? Eis a relação:

SEGUNDO: quanto às modalidades, como habitualmente os seus resultados foram negativos, sendo discriminados assim:

TERCEIRO: de positivo, há que referir que o número de sócios entre 30/06/2011 e 30/06/2012 aumentou de 104.328 para 108.347, sendo acompanhado pelo aumento das receitas associativas (quotas) de 4.961.473 € para 5.065.349 €. Neste ponto, é importante salientar que foi no decorrer do exercício implementada uma medida no sentido da redistribuição interna das receitas de quotização dos associados entre o Clube e a FCP Futebol SAD, passando o Clube a reter 75%, ficando 25% para a SAD, sendo que anteriormente a relação era exatamente a inversa.

QUARTO: quanto à situação patrimonial, destaca-se a robustez do capital próprio (isto é, o excedente do ativo em relação ao passivo), atingindo o montante de 63.607.211 €. Este capital próprio tem vindo a ser bastante penalizado pelos ajustamentos nas participações financeiras, tal como referido no primeiro ponto. A sua evolução nos últimos anos tem sido a seguinte:

nota: a quebra brusca de 2009 para 2010, deve-se à aplicação pela 1ª vez do normativo contabilístico sobre participações financeiras.

QUINTO: o passivo total é de 38.638.391 €, devendo notar-se que neste total está incluído o montante de 12.625.595 € referente à dívida do Clube à SAD, tratando-se portanto de um passivo interno. Quanto ao passivo bancário, vence juros a taxas indexadas à Euribor com baixos spreads (entre 1,25% e 3,5%) e refere-se ao Pavilhão Dragão Caixa (cerca de 8 milhões de euros em dívida à CGD), ao Vitalis Park (cerca de 900.000 € em dívida ao BCP) e às instalações da antiga sede (cerca de 850.000 € em dívida ao BES).

Eis, pois, de modo muito sucinto, aquilo que de mais interesse me parece poderá suscitar naqueles Portistas que não puderam estar presentes na AG e que gostam de estar atualizados nestes assuntos das contas.


nota: o blog BPc agradece ao JCHS a elaboração deste artigo.

27 outubro, 2011

ASSEMBLEIA GERAL

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

É já hoje, dia 27/10/2011, que se realiza a nossa assembleia geral onde será discutido o relatório econtas bem como assuntos de interesse do clube.

Quem parece não ter muito interesse no tema, parece ser o próprio clube, pois uma reunião magna deste género devia ser antecipadamente muito mais publicitada e anunciada, promovendo a presença do maior número possível de associados, pois é lá que o verdadeiro Portismo se reflecte e não em galas todas pomposas onde apenas estão os profissionais e não os que amam o clube.

A não divulgação atempada, por forma a permitir que qualquer associado se organize para poder marcar presença, deixa uma nuvem negra a sobrevoar este evento, como que parecendo que não há muito interesse na sua divulgação... ou será que alguém se esqueceu de a anunciar???

Dada esta nota prévia, quero desde já adiantar que não estarei presente por razões familiares (antecipando uns anónimos que depois vêm dizer que eu apelo à presença e depois não apareço), ao contrário do que tem acontecido ao longo da última década, onde poucas terão sido as AG que falhei. É nessa sede que os problemas devem ser expostos, é lá que as questões devem ser colocadas. Em família, à porta fechada, sem os olhos e ouvidos indiscretos da comunicação social, sem sair nos jornais e televisões aquilo que lá se diga, é lá que tudo deve ficar devidamente esclarecido.

Não deve existir portanto qualquer espécie de pudor ou temor em abordar os temas mais desconfortáveis para com aqueles que lideram os nossos destinos. É isso que tenho feito ao longo das minhas presenças nessas reuniões, tornando-me em determinadas alturas até algo desconfortável para com alguns poderes instituídos e aparentemente acima de qualquer crítica.

Estou portanto absolutamente à vontade para interpelar a direcção, cobrar promessas anteriores, confrontar com o que de pior temos no nosso dia a dia, mas também agradecer e dar parabéns quando algo é digno de tal atitude. É lá e não no café, nos blog's ou na bancada, que se deve querer perceber um pouco melhor o funcionamento do clube. Por isto mesmo, apelo não só à forte presença como também à intervenção.

À intervenção de todos, daqueles que de outra forma não têm voz, daqueles que pensam o clube, mas que pelas mais diferentes razões têm “receio” de expor as suas ideias. Ninguém é “comido” por falar! O Futebol Clube do Porto, ao contrário daquilo que se possa dizer nos meandros mais rebuscados, é um clube democrata e plural, onde todos podem emitir a sua opinião. Podem ser rotulados como contestatários... mas ninguém manda calar ninguém!

Mais, ir para lá, estar sentado a ouvir os outros a falar, bater umas palmas de quando em vez, aprovar o relatório e contas, e no fim aplaudir o Dr. Sardoeira Pinto não é um bom serviço que prestamos ao clube.

Para tudo é preciso sangue novo, e também nas intervenções nas assembleias gerais tal é necessário, com novas caras a apresentar os seus pontos de vista e questões, caras diferentes a transmitir o que sentem e o que lhes vai na alma. É no pluralismo que as instituições crescem e melhoram!

Não estando presente, e desejando ardentemente que estas tais “caras novas” possam surgir, deixo aqui alguns dos temas que caso estivesse presente, não deixaria de colocar:
  • O que se passa com o pagamento das transferências de Defour e Mangala?

    Quem está afinal a falhar e porquê? Já pagamos ou não pagamos? E se não o fizemos, porque razão tal acontece? É que andamos a ser enxovalhados na praça pública por um clubezeco da Bélgica, em que se dão inclusivamente ao luxo de nos compararem aos carneiros, e alguém tem que ter responsabilidade.

  • O que se passa com as modalidades amadoras e respectivo pagamento de salários aos seus atletas?

    Ninguém coloca certamente em causa a seriedade da instituição, mas há muito que aquilo que poderiam ser consideradas “pontuais dificuldades de tesouraria” ultrapassou os limites do admissível, tendo-se tornado regra e não excepção, o atraso no pagamento. Mais, a situação está pior do que nunca, pois os atletas ainda só receberam o mês de Julho, ainda por cima numa altura em que as quotas de associado aumentaram, logo as receitas tiveram que crescer.

  • Quais os critérios para a atribuição dos prémios Dragões de Ouro?

    É que quando penso num galardão deste género, não penso apenas em alguém que vence mais do que os outros... penso também num conjunto de outras características (dedicação, coragem, garra, determinação, amor ao clube, serviço prestado) que manifestamente não vejo em alguns galardoados. Alguém que tem medo de perder, alguém que tem medo de não manter o sucesso, é alguém que merece um tão alto galardão? O que fez Paulo Teixeira Pinto para merecer um galardão deste género. Porque não o clube indicar 5 nomes para cada uma das categorias, e depois os associados votarem no site, com validação de BI e n.º de sócio (tal como acontece no pagamento de quotas)?
Muitos mais poderiam ser os temas abordados, mas julgo que estes são mesmo os principais da nossa actualidade. Bater no treinador, nos jogadores ou por tudo em causa em relação ao futebol, não me parece adequado.

Espero que todos marquem presença e intervenham, fazendo a tal festa do Portismo, ao contrário daquilo que vem no nosso site, indicando que na passada 2ª feira no Coliseu, foi a festa do Portismo... não, O PORTO SOMOS NÓS!!!!!

18 junho, 2011

Um clube das pessoas

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Já foram várias as vezes – bem mais que as que gostaria – que ouvi sócios do FCP, ao apontar uma crítica ao clube, arvorar a sua suposta legitimidade para criticar proclamando arrogantemente: "eu tenho as quotas em dia". Curiosamente, ou talvez não, normalmente esse tipo de palavras surge da boca daqueles sócios que reduzem a sua participação no clube ao pagamento das referidas quotas e à presença em jogos grandes e dias de festa. O que essas pessoas certamente desconhecem é que pagar as quotas é apenas o terceiro de uma série de 14 pontos que o artigo 24º dos nossos Estatutos consagra como deveres dos sócios do Futebol Clube do Porto.

"Tomar parte nas Assembleias Gerais ou em quaisquer reuniões para que sejam convocados" é o quinto ponto dessa lista de deveres, e simultaneamente um dos nossos mais valiosos direitos. Na passada terça-feira tive o prazer de me deslocar ao Dragão para cumprir esse dever e fazer valer esse direito enquanto sócia efectiva do clube.

Frequentar as Assembleias é um hábito que tive a felicidade de adquirir sensivelmente quando passámos a jogar no Dragão. Antes disso, e nem sequer sei apontar razões, simplesmente nunca me tinha ocorrido ir a uma Assembleia. Até ao dia em que resolvi levantar-me e marcar presença. Não me lembro ao certo quando foi, assim de cabeça diria 2005, mas posso dizer-vos que mudou a minha postura enquanto Portista. Há um antes e um depois da minha primeira Assembleia.

Numa Assembleia Geral sente-se que o FC Porto é dos sócios, no sentido mais literal possível. O clube é nosso, apesar das SADs, dos compromissos, das cedências. Olha-se para o lado direito e lá está Pinto da Costa. Na Mesa, Sardoeira Pinto. Estão lá Ilídio Pinto, Lourenço Pinto, Reinaldo Teles, um verdadeiro desfile de responsáveis que, no fundo da alma, nada mais são do que adeptos, independentemente dos lugares que ocupem na hierarquia. Está lá o Sr. Lourenço, o famoso trompetista. Está lá o pessoal a quem o Moncho Lopez dedica todas as vitórias. Estão lá os mais altos representantes das claques, acompanhados de vários elementos das mesmas. E o púlpito é de quem quiser falar. Mete-se dedos nas feridas: muito tempo se falou do museu, há quem fale insistentemente das piscinas, fala-se dos problemas financeiros das modalidades. Discute-se a realidade do clube em primeira mão e em sede própria. A Assembleia Geral, onde "reside o poder supremo do clube", é o ponto culminante da vivência de um associado. E quando chega a hora do voto, quase tudo é aprovado por unanimidade. Não por carneirismo, mas por confiança nas pessoas que elegemos. E não por confiança cega, mas por uma confiança com excelente visão, audição, tacto, olfacto e paladar. Uma confiança ponderada, bem informada e sobretudo com boa memória.

Quando se está sentado no estádio entre 50 mil Portistas, a ver os nossos atletas levantarem taças internacionais ou a festejar na Avenida no meio de um mar azul e branco, tem-se a noção da grandeza deste clube. Tem-se a noção do seu presente e a perspectiva do seu futuro, sustentada também por uma vívida recordação das glórias do passado recente. Mas raramente pensamos nas suas origens, no início do caminho.

É precisamente esse sentimento de ligação às origens que me assalta quando estou presente numa Assembleia Geral. Porque numa Assembleia Geral sente-se o Football Club do Porto. Sempre que vou a uma, sem excepção, vêm-me à memória Nicolau d'Almeida e Monteiro da Costa. Imagino-os também em Assembleias Gerais, com os seus companheiros da época, quem sabe pela noite dentro, à luz de uma candeia de azeite, a dar os primeiros históricos passos do clube que se havia de tornar este gigante que hoje celebramos.

Penso no que sentiriam se estivessem ali, mais de um século depois, a ver-nos levar avante o seu legado. A ver-nos aprovar - sim, por unanimidade - o aumento das quotas para 10 euros, 102 anos depois de aprovarem na nossa primeira Assembleia Geral a quota de 300 réis. Creio que estariam orgulhosos. Não apenas do que este clube é hoje e que não era no seu tempo, mas daquilo que sempre foi e continua a ser. Um clube com alma, um clube das pessoas, um clube feito de amor.

13 junho, 2011

HOJE, pelas 20h30, AG Extraordinária

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Assembleia Geral Extraordinária

Nos termos do artigo 107º dos Estatutos do FC Porto, convoco, a pedido da Exma. Direcção, os Senhores Associados a reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, na segunda-feira, dia 13 de Junho de 2011, pelas 20,30 horas, no Estádio do Dragão, Piso -3, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – aprovação de aumento do valor da quota mensal de associado.

2 – meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube.

Se à hora marcada não estiver presente o número de Associados imposto estatutariamente, a Assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma Ordem de Trabalhos, uma hora depois, com qualquer número de Associados presentes, de acordo com as disposições estatutárias.

Porto, 03 de Junho de 2011

O Presidente da Assembleia Geral
Dr. Fernando Arnaldo Sardoeira Pinto

29 outubro, 2010

Na AG, "Como trazer mais adeptos às modalidades?"

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Deixamo-vos a transcrição do documento hoje entregue em plena Assembleia Geral, fruto de um trabalho pensado e conjunto de vários adeptos Portistas e anónimos, uns frequentadores deste espaço, muitos mais até do Portal dos Dragões, que visam naturalmente e tal como o título bem sugere, "Como trazer mais adeptos às modalidades?". Com Portismo assim, o futuro está assegurado!!!

    Assembleia-Geral do Futebol Clube do Porto
    Quinta-feira, dia 28 de Outubro de 2010 às 20h30


    Enquanto sócios frequentadores assíduos do Dragão Caixa, muitos de nós com lugar anual, temos vindo a verificar o abandono a que a maioria dos adeptos votou as modalidades de pavilhão desde a sua deslocalização para municípios vizinhos, situação que infelizmente não se alterou com o regresso às Antas. Convictos de que é possível transformar o actual panorama, estimulando a família Portista para um renovado interesse nas modalidades e permitindo que as equipas do FC Porto voltem a jogar perante um pavilhão cheio de adeptos entusiastas, vimos por este meio apresentar ao clube uma série de propostas que, a nosso ver, poderão contribuir em muito para essa desejada transformação.

    1. INFORMAÇÃO SOBRE AS MODALIDADES

    A informação que o clube disponibiliza sobre as modalidades é escassa e pouco fiável. Erros e atrasos na divulgação de datas e horas dos jogos são comuns, e a informação facultada após os eventos poderia ser muito mais rápida e completa. Sugerimos:

    1.1. Maior celeridade e rigor na publicação de datas, horas, locais, resultados e outras informações.

    1.2. Disponibilização de mais informação após os jogos, como por exemplo dados estatísticos.

    1.3. Publicação de antevisões, em vídeo ou escritas, de todos os jogos.

    1.4. Acompanhamento dos jogos em directo no site oficial de uma ou mais das seguintes formas: minuto-a-minuto por escrito; relato áudio; transmissão vídeo. Neste último caso, o acesso poderia ser limitado a sócios, com introdução do número de sócio e BI, como sucede actualmente para o pagamento de quotas.

    1.5. Disponibilização da gravação dos jogos no site oficial do FC Porto, ou, no mínimo, de um resumo dos mesmos. Também neste caso poderia haver limitação do acesso a associados.

    1.6. Estabelecimento de contratos para a transmissão televisiva dos jogos das modalidades em canais de televisão por cabo, como por exemplo o Porto Canal.

    1.7. Estabelecimento de parcerias com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e outras instituições que ofereçam formação em Jornalismo ou Comunicação, de forma a que os alunos contribuam, gratuitamente, para uma melhor cobertura informativa das modalidades.

    1.8. Possibilidade de obter informação sobre as modalidades (jogos, lugares anuais, etc.) na Loja do Associado.

    2. PROMOÇÃO E VISIBILIDADE DAS MODALIDADES

    Temos notado algum esforço do clube no sentido de publicitar os jogos das modalidades no site oficial (nomeadamente através dos superflashes) e redes sociais, bem como através do animador do Estádio do Dragão em alguns casos, mas muito mais poderá ser feito. Alguns exemplos:

    2.1. Mais e melhor informação online sobre as modalidades (ver ponto 1) e maior aposta na divulgação e visibilidade dessa informação (por exemplo, maior destaque visual para as modalidades no site).

    2.2. Publicidade aos jogos das modalidades no Estádio do Dragão, através do animador e dos ecrãs gigantes – em todos os jogos, e não apenas ocasionalmente.

    2.3. Envio de newsletters sobre as modalidades.

    2.4. Contacto directo com todos os associados, por email ou correio postal, para publicitar o Dragão Caixa Seat ou transmitir informações relevantes sobre as modalidades.

    2.5. Possibilidade de obter informações e comprar bilhetes para os jogos das modalidades nas Lojas Azuis, Linha Dragão e site oficial.

    2.6. Cartazes publicitários pelas ruas do Grande Porto.

    2.7. Publicidade nas rádios locais do Porto.

    2.8. Visitas dos jogadores a escolas e outras instituições do Grande Porto, como forma de promoção da modalidade em geral e da equipa FC Porto em particular.

    3. VALORIZAÇÃO DAS MODALIDADES

    A valorização das modalidades pelos adeptos começa pela sua valorização por parte do próprio clube. Nesse sentido, as nossas ideias são:

    3.1. Inclusão do Dragão Caixa nas visitas guiadas ao Estádio do Dragão.

    3.2. Decoração alusiva à história de cada modalidade do FC Porto no Dragão Caixa (por exemplo, exibindo camisolas de jogadores históricos).

    3.3. Disponibilização de ajudas de custo aos atletas das camadas jovens das modalidades.

    4. HORÁRIOS DOS JOGOS

    4.1. Marcação de jogos das modalidades em horários próximos uns dos outros e dos jogos de futebol, facultando aos adeptos a possibilidade de assistir a vários jogos numa mesma tarde/noite.

    4.2. Marcação de jogos preferencialmente para a tarde.

    5. OFERTA DE BILHETES E DESCONTOS

    A oferta de bilhetes e descontos pode ser um instrumento importante para atrair adeptos ao pavilhão, numa tentativa de cativar o seu interesse e simultaneamente criar um ambiente mais interessante nos jogos. Estas ofertas poderiam, em muitos dos casos, limitar-se a jogos de previsível menor afluência, ou mesmo a apenas alguns jogos por época.

    5.1. Entradas gratuitas para sócios menores de 14 anos (quando acompanhados por um adulto), sócios reformados e sócios portadores de deficiência.

    5.2. Oferta de bilhetes a detentores de Dragão Caixa Seat para que possam convidar um familiar ou amigo.

    5.3. Bilhetes a preço de sócio para cônjuges e filhos de sócios.

    5.4. Oferta de bilhetes por compras na Loja Azul.

    5.5. Oferta de bilhetes por sorteio entre os associados presentes no Estádio do Dragão em determinado jogo ou entre todos os associados, com aviso por carta.

    5.6. Oferta de bilhetes a ex-atletas do clube e a atletas das camadas jovens de todas as modalidades, incluindo as escolas Dragon Force.

    5.7. Oferta de bilhetes nas instituições visitadas (ver ponto 2.7), bem como a centros sociais, comunidades desfavorecidas, instituições sociais para crianças, lares de idosos, etc.

    5.8. Oferta da revista Dragões aos sócios detentores de Dragão Caixa Seat, a exemplo do que sucede com o Dragon Seat.

    6. OUTROS

    6.1. Oferta aos filhos menores de 10 anos de detentores de Dragon Seat e Dragão Caixa Seat (simultaneamente) da possibilidade de praticar gratuitamente uma modalidade à escolha nas escolas do clube.

    6.2. Maior interacção com os sócios detentores de Dragão Caixa Seat, solicitando activamente críticas e sugestões.

    7. IDEIAS PARA O FINANCIAMENTO DAS MODALIDADES

    7.1. Aumento das quotas em 1 euro, a reverter inteiramente para as modalidades. Este aumento poderia não ser definitivo (ver ponto 7.2) e/ou ser facultativo, eliminando assim o risco de desistências de associados devido ao aumento.

    7.2. Alteração, a curto prazo, da distribuição das receitas provenientes das quotas, passando 25% a reverter para o clube e 75% para a Futebol, SAD, a exemplo do que sucede nos dois principais clubes de Lisboa. Estudo de uma distribuição mais equitativa dessas receitas no futuro próximo, que poderá culminar com a cessação do aumento das quotas mencionado em 7.1.

    7.3. Aposta na atracção de novos sócios, nomeadamente diminuindo o custo de inscrição e/ou atribuindo maiores benefícios a quem se inscreve.

    7.4. Alteração da política de patrocínios, atribuindo a cada secção autonomia para angariar e gerir directamente os próprios patrocínios.

    7.5. Rentabilização do pavilhão, alugando-o para actividades extra-desportivas sempre que possível, sem que isso interfira com o normal funcionamento das modalidades e com as receitas a reverter para as mesmas. Sugerimos, nomeadamente, a utilização do amplo espaço onde está localizado o bar para exposições ou outras actividades culturais.

    Colocamo-nos desde já à disposição para quaisquer esclarecimentos (através do email ---- ou do telefone ----, do signatário ----), sublinhando a nossa total motivação para trabalhar com o clube em prol de um futuro cada vez mais próspero para todas as modalidades do nosso grande Futebol Clube do Porto.

    Os signatários,
    devidamente identificados

24 outubro, 2010

Assembleia Geral marcada para dia 28Out

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21/10/2010
Convocatória para Assembleia Geral


Nos termos dos artigos 106º e 108º dos Estatutos do FC Porto, convoco os Senhores Associados a reunirem em Assembleia Geral Ordinária, Quinta-Feira, dia 28 de Outubro, pelas 20h30, no Estádio do Dragão, Piso -3, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 - Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas da Exmª. Direcção e respectivo Parecer do Conselho Fiscal, referente ao período de 1 de Janeiro de 2010 a 30 de Junho de 2010;

2 - Meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube.

Se à hora marcada não estiver presente o número de Associados imposto estatutariamente, a Assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, uma hora depois, com qualquer número de Associados presente, de acordo com as disposições estatutárias.

Porto, 20 de Outubro de 2010

O Presidente da Assembleia Geral
Dr. Fernando Arnaldo Sardoeira Pinto

fonte: fcporto.pt

25 março, 2010

Assembleia Geral Ordinária marcada para hoje

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Os associados do FC Porto estão convocados para uma Assembleia geral ordinária, a realizar no dia 25 de Março, quinta-feira, pelas 20h30, no piso -3 do Estádio do Dragão.

    COMUNICADO

    Nos termos dos artigos 106º e 108º dos Estatutos do FC Porto, convoco os Senhores Associados a reunirem em Assembleia Geral Ordinária, na quinta-feira, 25 de Março de 2010, pelas 20h30, no Estádio do Dragão, Piso -3, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

    1 – Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas da Exma. Direcção e respectivo parecer do Conselho Fiscal, referente ao período de 1 de Julho de 2009 a 31 de Dezembro de 2009;

    2 – Meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube.

    Se à hora marcada não estiver presente o número de Associados imposto estatutariamente, a Assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma Ordem de Trabalhos, uma hora depois, com qualquer número de Associados presente, de acordo com as disposições estatutárias.

    Porto, 17 de Março de 2010

    O Presidente da Assembleia Geral
fonte: fcporto.pt