28 março, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Esta semana, a nossa equipa de ANDEBOL tinha um compromisso internacional que poderia manter em aberto as esperanças europeias, mas para além de dependermos da nossa performance, dependíamos também da prestação do Granollers face ao Göppingen na Catalunha.

O nosso desafio jogava-se 24h antes do compromisso na Catalunha, e era preciso uma comunhão de esforços entre equipa e adeptos. O pavilhão encontrava-se apenas a meio gás. A primeira parte foi marcada pelo equilíbrio e apenas na parte final da mesma conseguimos alcançar a vantagem de 2 golos com que chegamos ao intervalo.

A 2ª parte foi claramente de maior força da nossa equipa e a vantagem foi sendo alargada no marcador. O final da partida chegou com vantagem de 8 golos. Metade do caminho do fim de semana estava feito, e para manter o sonho do apuramento, era necessário que o Göppingen vencesse o Granollers.

O nosso desejo aconteceu e os alemães impuseram-se por 35-27. No próximo fim de semana, joga-se agora a última jornada e temos uma missão muito complicada pela frente. Resta vencer na Alemanha, local de realização da Final 4, e fazer as contas apenas no fim da jornada.

Para o campeonato, jogou-se a 1ª jornada e recebemos o Madeira SAD. A série de vitórias foi prolongada e a caminhada para o resgate tem neste momento menos um obstáculo. O próximo jogo da nossa equipa será contra o Göppingen e apenas uma grande conjugação de fatores poderá significar o apuramento.


AS OUTRAS MODALIDADES

A nossa equipa de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se a Valença e não podia desperdiçar mais pontos na longa luta pelo título de campeão nacional. O Valença mostrava-se aguerrido na pista e a bola teimava em não entrar. Aos 12 minutos, Helder Nunes desfazia o nulo, e com esse resultado chegou-se ao intervalo.

Quando se esperava que a oposição dos minhotos caísse, tal não sucedeu, e no início da 2ª parte chegaram à igualdade. Na resposta, Hélder Nunes desfazia o 1-1. Aos 10 minutos da 2ª parte, o mesmo Hélder Nunes atingia o hat-trick, para a 4 minutos do fim, Jorge Silva fechar o marcador com 4-1, em mais um jogo onde a dupla de arbitragem apenas viu faltas contra a nossa equipa.

O próximo jogo será para a Liga Europeia com a deslocação a Réus para discussão do apuramento para a Final 4.

A equipa de BASQUETEBOL folgou, uma vez que se disputou a Final 8 da Taça de Portugal de Basquetebol. O próximo jogo será sábado, pelas 17h, na receção ao Galitos.



Abraco,
Delindro

27 março, 2017

UMA LATA DE TAMANHO XXXXL DO CLUBE DO REGIME.


Recuemos a 2010, um ano em que pela primeira, e única vez, um Presidente do Conselho de Arbitragem se ajoelhou literalmente perante certo e determinado clube e realizou uma conferencia de imprensa a explicar decisões de arbitragem em alguns jogos, nomeadamente, os jogos desse certo e determinado clube. Nunca antes ou depois, o Conselho de Arbitragem se havia vergado às “queixinhas” de um clube em relação a arbitragens.

Em 2010, esse certo e determinado clube, por exemplo, apelou ao boicote dos seus adeptos nos jogos realizados fora, para que, segundo esse clube, os mesmos não compactuassem com a pouca-vergonha que estava instalada no futebol português.

A pouca-vergonha resumiu-se naquela época 10/11 ao FC Porto ter vencido estrondosamente o campeonato com 21 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, 36 sobre o terceiro classificado, luzes apagadas e rega acesa, para além de mais uma brilhante conquista europeia, algo que com a exceção do FC Porto nenhum outro clube português almeja conquistar há mais de 50 anos.

Ciclicamente é assim, a pureza do futebol português para esse certo e determinado clube depende apenas de um único fator: se o FC Porto ganha o futebol português é um pantanal imundo e nada aconselhável, se o FC Porto não ganha, o futebol português é um grupo de anjos e arcanjos puros num ambiente puro e saudável.

É preciso uma lata de tamanho XXXXL para que esse clube esteja atualmente na fase do “menino ofendido a fazer queixinhas a tudo e a todos”. São queixas acerca da lentidão da justiça da Federação Portuguesa de Futebol, são birrinhas em relação à Liga de Futebol, são boicotes à presença institucional em jogos da seleção nacional e finalmente aquilo que qualquer clube do regime que se preze faz sempre que vê as “coisas apertarem”, ou seja, ameaçar que vai fazer “queixinhas” ao governo. Nada mais lógico para quem é verdadeiramente o clube do regime, do que ir fazer queixa à representação institucional do próprio regime (neste caso democrático, há mais de 40 anos era um regime ditatorial).

Tem piada que quando o FC Porto estava a 7 pontos da liderança, completamente "morto" para a generalidade da comunicação social e para os próprios adeptos, quando o caminho rumo ao tetra parecia um simples passeio, sem que nenhum obstáculo relevante se vislumbrasse, quando tudo isto se conjugava o futebol português era toda uma pureza angelical e emocionante, o "autoproclamado novo estadista do futebol português" até pedia perdão para os rivais, dizia para os comentadores do seu clube não falarem dos rivais, era tudo paz e amor.

Bastou a diferença se reduzir para 1 ponto, bastou o FC Porto dar um pequeno ar de sua graça para os santinhos estadistas revelarem aquilo que realmente são e sempre foram: uns labregos que não sabem nem perder, nem ganhar, uns ordinários que recorrem a tudo e mais alguma coisa para atingir os seus objetivos, denegrir os rivais, em especial o FC Porto e levar à avante as suas mentiras e calúnias em relação aos rivais.

Tal como nos últimos 40 anos, apenas e só o FC Porto pode combater este bafiento e nojento poder do clube do regime, em todas as esferas nomeadamente comunicação social e Órgãos de poder do futebol português. É preciso uma grande lata para numa época em que o FC Porto tem sido recorrentemente prejudicado por arbitragens que inclinam campos a seu bel-prazer, vir o clube do regime dizer que não há justiça no futebol português, armando-se em queixinhas e ofendidinho. É preciso uma grande lata!!!

Por tudo isto e mais alguma coisa, cabe ao FC Porto incendiar o futebol português. Não ter medo do confronto seja de que natureza for e mostrar já no próximo fim-de-semana de que fibra é feito este clube. Não falo de vitórias ou derrotas antecipadas, apenas digo que o FC Porto tem todas as condições para trabalhar no máximo durante esta semana, preparar-se bem física e psicologicamente e no sábado poder lutar para ser feliz, algo que há 2 meses atrás nem julgávamos vir a ser possível nesta altura do campeonato. Mais do que palavras e clichés, quero ver ações e resultados. FORÇA FC PORTO!!

24 março, 2017

23 março, 2017

INVASÃO AO CURRAL DO LAMPIÃO!!


Operação 10.000!! Queremos 10 mil Dragões a apoiar a equipa no estádio sem luz!! Vamos fazer a nossa parte, mesmo que seja difícil, a juntar aos 3250 bilhetes que nos cedem como obrigação, tentemos juntos das casas deles, ou mesmo do estádio, arranjando bilhetes com cartões de sócio deles, ou em último caso, esperar que abram a venda ao público em geral. Vamos estar atentos, vamos proporcionar um mega apoio ao FC Porto na mouraria!!

Mais um, depois do apoio prestado em Alvalade ainda no Verão, da mega invasão a Setúbal e ao Estoril e da deslocação a Belém uns dias depois de uma deslocação a Chaves e à Dinamarca (Copenhaga!), está na hora de invadirmos aquela estrumeira com unhas e dentes, com toda garra, com toda a raça, partirmos para cima deles sem dó nem piedade!!

Podem tirar-nos o que quiserem mas não nos vão tirar este campeonato. As gentes do Porto vão fazer-se à estrada, vão invadir Lisboa, vão pintar Carnide de azul e branco. Dia 1 de Abril é o nosso orgulho que está em jogo, a nossa honra! Lutemos todos por ela e pelo objectivo comum. Com sol ou com chuva, com frio ou com calor, o cortejo abanará com as ruas da capital e de rompante os Dragões tomaram conta daquele antro!


Verdade que falhámos o primeiro “round” no assalto à liderança, mas não vamos falhar o segundo. Vamos com tudo, ultras, sócios, adeptos. Vamos todos juntos “num grito só de todos nós”.

O fim-de-semana anterior até tinha começado bem com a escorregadela lampionica em Paços de Ferreira, mas acabou com um confrangedor empate em casa com o Setúbal. Continuamos na luta e a depender de nós, acreditem como nós acreditamos e vamos ser felizes dia 1 pelas 22h15. Assim esperamos.

Pouco mais de uma semana para o clássico, já está tudo a pensar no mesmo e ainda há um fim-de-semana pela meio de pausa. Pausa para o futebol, as modalidades jogam e precisam de apoio. Vamos a isso.

Um abraço ultra.

22 março, 2017

O SILÊNCIO DOS CÚMPLICES.


Uns tentaram desvalorizar, outros negar, outros acabaram a corar, mas a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima!
Após a ainda hoje repetida até à exaustão, suposta visita de dois elementos dos Super Dragões à Maia para ameaçar Artur Soares Dias, depois das supostas ameaças a Nuno Almeida, depois das pinturas rupestres na Taberna Esquiça em Fafe, depois das virgens ofendidas se manifestarem muito indignadas e revoltadas com estes actos de vandalismo perpetrados pelos trogloditas portistas, afinal havia outra!
Curiosamente, também na cidade de Fafe, o fiscal de linha Inácio Pereira viu o seu carro ser vandalizado no dia 17-02-2017. Curiosamente, ou talvez não, no dia 30-01-2017, o referido elemento da equipa de arbitragem esteve presente no V. Setúbal 1-0 slb, e não terá dado indicação de um penalti em favor dos carneiros ao minuto 96 num mergulho “à la Jonas” do peruano Carrillo. O curioso, é que após os tais actos, o mesmo fiscal de linha não viu no dia 28-02-2017 um fora de jogo de Mitroglu que lhe valeu o golo da vitória no Estoril na 1ª mão da meia-final da taça de Portugal. Coincidências? Cada um concluirá o que entender!

A verdade, é que afinal de contas ninguém pode apontar o dedo ao outro, pois a história e o futuro estão sempre aí para nos calar. Mas, os avençados lampiões, que permitem que Luís Filipe Vieira seja uma verdadeira Rainha de Inglaterra, persistem na tese dos coitadinhos e desgraçadinhos, conforme ainda se pôde perceber na passada segunda-feira pelo comunicado a justificar a ausência na festa da FPF.
Esquecem-se naturalmente todos esses pirómanos que, ao contrário de meras queixas ou dúvidas, o seu clube tem casos julgados e condenados em tribunal, esses sim, por violência e/ou perseguição a equipas de arbitragem.
Esquecidos? Basta recordar a agressão a Pedro Proença no centro comercial Colombo, bem como os 6 lampiões que perseguiram e ameaçaram Jorge Sousa e a sua família. Lamenta-se portanto a desfaçatez destes patetas que têm no seu clube os casos julgados e punidos pelos tribunais, mas ainda assim, parecem o jornal da propaganda do governo Iraquiano de Saddam Hussein, sempre a negar o óbvio e a cultivar o ridículo.

Mas, que os oficialmente avençados do slb, superiormente coordenados pelo mítico Hugo Gil, façam esta campanha absurda, nós até percebemos.
Mas, então onde está a APAF e o seu presidente a gritar bem alto que estamos perante um ambiente insustentável, conforme o fez nas alegadas visitas à Maia? Em silêncio... ou não! O ridículo Luciano Gonçalves, não só nada falou sobre o vandalismo do carro de Inácio Pereira, como ainda teve a falta de coerência (para não lhe chamar, falta de vergonha na cara) para dizer ISTO AQUI. Uma vergonha, um verdadeiro palhaço!
E por falar em silêncio, onde anda o sr. José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, que aquando das supostas visitas à Maia, rapidamente se abalou até ao local do infame ataque para rapidamente dar conforto aos árbitros? Também ainda não sabe de nada? Também ainda não reagiu? Ou será que o fiscal de linha Inácio Pereira não é digno da sua preocupação?

Por fim, a lampiónica comunicação social!
Até a prostituição tem que ter princípios éticos e não pode ceder a todo o cão e gato.
Não, não estou a comparar os editores dos pasquins cá do burgo a prostitutas.
Não, essas vendem o corpo à troca de dinheiro, mas a alma é delas.
Estes não, estes vendem o corpo e a alma à custa de um nacional benfiquismo asqueroso e fazem orelhas moucas a tudo quanto rodeia de forma a molestar o clube do regime. Um nojo, um vómito, um escarro esta comunicação social nojenta que protege descarada e objetivamente o clube mais corrupto de todos os tempos da história do desporto em Portugal.

Um abraço,

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Esta semana, tinha no calendário das nossas modalidades um jogo grande e decisivo para o resto da competição em causa, o jogo para a taça de Portugal de HÓQUEI EM PATINS que opunha o FC Porto e o sporting. Os de alvalade, que esta época se reforçaram com jogadores e equipa técnica, já abdicaram desta última e trocaram de treinador nas vésperas da deslocação ao Dragão. Dispensaram o “namorado” do treinador do Barcelona e contrataram o ex-comentador do Porto Canal, Paulo Freitas.

Com essas novidades, o jogo tinha ainda uma atração especial. O FC Porto entrou forte no jogo e aos 5 minutos já vencíamos por 2-0. Até ao intervalo, mais um golo para cada lado. A segunda parte seguiu com o mesmo rumo e o parcial foi de 5-2 para o FC Porto, levando a um resultado final de 8-3 e o carimbar do apuramento para os 1/8 final.

O sorteio realizado na tarde da passada 2ª feira, ditou que a próxima eliminatória aparente ser bem mais calma, numa deslocação a Oeiras. O restante do caminho da competição também já foi sorteado, AQUI.

O próximo jogo da nossa equipa será a deslocação a Valença,sábado, pelas 21:30


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de ANDEBOL recebeu o Marítimo nos 1/4 final da Taça de Portugal e o jogo seguiu o rumo esperado após o sorteio. No entanto, só perto do fim o jogo ficou decidido. Quando ao intervalo o marcador assinalava 17-12 para o FC Porto, podia-se pensar que a 2ª parte não teria história, mas os madeirenses ganharam nova vida e chegaram a assustar quando assumiram a liderança do marcador por 23-22.

A nossa equipa soube reagir e com um forte parcial final, alcançou a vitória por 32-24 e garantiu o apuramento para a Final-Four a disputar em Fafe, no primeiro fim-de-semana de Junho.

Os próximos dias trazem 2 jogos de andebol na abertura da 2ª fase do campeonato nacional, com a receção ao Madeira SAD (4ª feira, pelas 20h30) e a receção aos dinamarqueses do Midtjylland (sábado, pelas 18h00).

A equipa de BASQUETEBOL, depois da dupla jornada caseira deslocou-se a Guimarães. A entrada no jogo foi positiva com um parcial de 17-5, mas depois dos primeiros 5 minutos, vimos a diferença no marcador cair para 4 pontos ao fim dos primeiros 10 minutos. O 2º período foi muito negativo, o que levava a uma desvantagem de 10 pontos ao intervalo.

Após o intervalo, reagimos e no 3º quarto a vantagem foi de 2 pontos, levando a uma desvantagem de 8 pontos ao fim de 30 minutos. O último período foi outra vez de vantagem para a nossa equipa, mas insuficiente para alcançar a vitória. A nossa equipa venceu 3 dos 4 períodos do jogo, mas essas vantagens foram insuficientes para superar a desvantagem que o mau 2º período deixou no marcador.

Podia falar no azar que a equipa de arbitragem, composta por 2 árbitros de lisboa e um de viseu, tem sempre que arbitra a nossa equipa, e que esta época tem um score de 2 derrotas em 2 jogos apitados. No entanto, como não pude acompanhar o jogo, não me posso pronunciar.

O próximo compromisso é apenas dia 1/4 com a receção ao Galitos do Barreiro, uma vez que este fim-de-semana se desenrolará a final 8 da Taça de Portugal de Basquetebol.



Abraco,
Delindro

21 março, 2017

CULPAS PRÓPRIAS, MAS NÃO SÓ.


Começo pelas culpas próprias. Na minha modesta opinião, domingo o FC Porto fez uma primeira parte aceitável, num nível bom, muito longe do excelente, mas uma exibição positiva com várias ocasiões de golo, uma bola à barra e um grande golo de Corona a fechar a primeira parte. Na segunda parte é verdade que a equipa entrou mal, adormecida, estranhamente a tentar controlar um jogo que já estava controlado, foram 10 minutos muito maus que tiveram uma duríssima penalização, na única vez que o setúbal rematou à baliza do FC Porto fez um golo, após uma escorregadela de um jogador que tem estado a um excelente nível esta época. A partir do golo sofrido foi tudo feito mais com o coração do que a cabeça, mesmo assim mais 3 ou 4 oportunidades de golo, mais uma bola à barra e um enorme sentimento de frustração. Ainda assim, o FC Porto fez mais do que suficiente para justificar outro resultado, pecou num aspeto onde ultimamente tem sido mortífero, na finalização.


Depois o fenómeno a que eu não chamaria anti-jogo mas sim anti-futebol, ou seja a negação da essência do futebol. Todas as equipas têm o direito de jogar num bloco baixo, é criticável mas totalmente legítimo, todas as equipas têm o direito de abdicar completamente do ataque colocando um autocarro de 5 andares à frente da grande área, é criticável mas totalmente legítimo. Algo completamente diferente é uma equipa passar 90 minutos (desde o 1º segundo de jogo) a tentar pura e simplesmente não jogar futebol, fingindo, simulando, enganando e enervando tudo e todos dentro e fora do terreno de jogo. Antes da meia-hora de jogo, o gr do setúbal foi assistido pela equipa médica três vezes, nos últimos 17 minutos, a equipa médica do setúbal entrou 5 vezes em campo. Contas por baixo, a equipa médica do setúbal entrou em campo pelo menos 8 vezes ao longo dos 90 minutos. Mais, a cada substituição do setúbal o jogador a ser substituído, caia no chão, pedindo logo assistência médica e durante praticamente 90 minutos (a exceção foram os 10 minutos que o setúbal esteve em desvantagem no marcador, em que ninguém precisou de assistência médica) vários jogadores constantemente a simular lesões a cada contacto e demoras de tempo em toda e qualquer reposição. Se isto tem algo a ver com futebol, vou ali e já venho!

Finalmente, a questão habitual neste campeonato. Até dou de barato que não quisessem marcar 2 dos 3 penalties que se fala, mas há um em que TODOS os jornais desportivos admitem que foi claro, o cometido sobre André Silva. Se isto me espanta? Não. A partir do momento em que uma série de bandalhos que fazem da paineleirice o seu modo de vida construíram o mito de que André Silva era um mergulhador, sempre à procura do penaltie, agora é muito provável que os penalties sobre o ponta-de-lança português continuem a não ser assinalados, sendo que valerá tudo até final da época, arrancar olhos, puxões e derrubes. Não se marcará qualquer penaltie porque o “André Silva é um mergulhador”.

Em conclusão, grande oportunidade que se perdeu para atingir a liderança mas reforço algo que me parece justo: o FC Porto fez mais que suficiente para ganhar o jogo, foi dura e injustamente penalizado por uma má entrada na 2ª parte, mas apresentou vários momentos com qualidade de jogo. Agora não resta outra alternativa do que lutar até à exaustão por um título que ainda é possível. O próximo jogo obviamente vai ditar muito do nosso futuro, para o bem ou para o mal. Dependemos apenas de nós próprios para sermos felizes em maio.

19 março, 2017

IMATURIDADE, INGLÓRIA E DESPERDÍCIO.


FC PORTO-VITÓRIA SETÚBAL, 1-1

O jogo do Dragão frente ao V. Setúbal pode quase resumir-se a estes três pontos. Foi um jogo tremendamente ingrato e madrasto para a equipa portista. Os Dragões que vinham de uma excelente série de vitórias consecutivas, viram a sua sequência interrompida no jogo mais importante até ao momento, antes da visita ao Estádio da Luz.

Imaturidade porquê? Porque a equipa de Nuno Espírito Santo revelou claramente não saber lidar com a pressão positiva. Aquela pressão de vencer para atingir uma posição de vantagem no campeonato, catapultando a equipa para o primeiro lugar. Sabendo do tropeção do rival na noite anterior em Paços de Ferreira, os portistas não foram competentes e tornou-se evidente que não foram capazes de gerir esta pressão.


A imprensa falou e muito no dia de hoje que o FC Porto já não estava na liderança há 444 dias(!!!) e perante o cenário de interromper esse longo jejum, os portistas acusaram a responsabilidade e não souberam gerir emocionalmente a situação.

Se bem nos lembramos, o FC Porto já tinha passado por uma situação destas na primeira época com Lopetegui. O Rio Ave tinha derrotado o Benfica, minutos antes do FC Porto iniciar o jogo na Choupana. Ora, os portistas até entraram bem nesse jogo com um golo madrugador, mas depois acusaram a pressão e deixaram-se empatar, perdendo a oportunidade de saltar para a liderança.

Uma vez que o FC Porto tem andado permanentemente e persistentemente atrás do prejuízo, poderei concluir que os Dragões sentem-se mais confortáveis na posição de pressão negativa do que na de pressão positiva. Senão vejamos…


O FC Porto anda desde o início do campeonato atrás do 1º lugar. Depois de alguns pontos perdidos que comprometeram o título a dada altura, com alguns empates consecutivos e cinco jogos sem fazer golos, os azuis-e-brancos foram capazes de recuperar pontos no início da 2ª volta, mantendo-se colados ao líder há já 7 longas jornadas. Sabendo que não poderia ceder pontos, o FC Porto respondeu sempre muito bem na posição de perseguição à liderança.

Quando lhe foi dada, nesta jornada, a possibilidade de saltar para o 1º lugar, a equipa baqueou e não foi competente para corresponder ao exigido: vencer o V. Setúbal na sua própria casa.

Vamos esperar pela próxima jornada para ver o que acontece. O FC Porto vai visitar o líder do campeonato daqui por quinze dias. Os Dragões irão colocar-se à prova. Não vão poder ceder terreno, sob pena de comprometerem as suas aspirações (pressão negativa) e, ao mesmo tempo, vão poder disputar o jogo com a certeza de que se vencerem, ocuparão a primeira posição da tabela (pressão positiva).

Inglória porquê? Porque o FC Porto não foi feliz neste fim de tarde no seu estádio. Perante quase 50.000 nas bancadas, o FC Porto não teve a ponta de sorte que, por vezes, é determinante para se vencer um jogo. Principalmente jogos como o de hoje. Além de ter pela frente uma equipa que foi com um firme propósito de complicar a vida, os portistas sentiram que do outro lado estava um conjunto de jogadores que iam usar e abusar do anti-jogo.


Muitas paragens por simulação de lesões, reposições de bola em jogo mais demoradas do que seria de esperar, quebras de ritmo do próprio jogo e até, no momento das substituições, simulações de cãibras dos jogadores sadinos para queimar mais alguns minutos. Logicamente que o árbitro compensou essas perdas de tempo, mas não pode pactuar com este tipo de jogo que foi uma estratégia pensada e estudada para ser posta em prática desde o primeiro minuto, mas que é o perfeito exemplo do que não é e nem pode ser o futebol.

Desperdício porquê? Vamos centrar-nos no primeiro tempo. O FC Porto poderia ter arrumado com o jogo relativamente cedo. Oportunidades claras não faltaram. Desde bolas nos postes, passando por bolas salvas em cima da linha de golo, até inclusive ao inspirado e dissimulado guarda-redes sadino que deve ter feito a exibição da época.

Brahimi foi o primeiro a desperdiçar, com algum azar à mistura, após passe de André Silva, num lance salvo por Vasco Fernandes sobre a linha. Depois houve um lance atípico e algo caricato. Marcano atirou ao poste, Felipe recargou contra um sadino que salvou em cima da linha e Soares, por último, permitiu, a defesa a Varela. Alguns minutos volvidos, André Silva, muito bem servido por Soares, rematou de cabeça defeituosamente ao lado com a baliza escancarada.


O golo de Corona, perto do fim da primeira parte (45 minutos), viria a colocar alguma justiça ao resultado, mas por defeito. Um golaço, num remate de primeira, sem deixar cair, após centro perfeito de Óliver. Após o golo, jogaram-se mais 5 minutos de compensação, dadas as manobras de artista da equipa do Sado.

Parecia estar desbloqueada a partida. O FC Porto apanhava-se em vantagem e regressava dos balneários com a sensação de que o 2-0 poderia surgir mais cedo ou mais tarde. Não foi assim. Terrivelmente, os Dragões estavam em tarde desinspirada quer em oportunidades desperdiçadas no primeiro tempo, quer no nervosismo e na ansiedade revelados na etapa complementar.

Aos 55 minutos, numa iniciativa setubalense, Felipe escorregou ao tentar interceptar uma bola na grande área e João Carvalho com espaço para receber o centro de Nuno Pinto atirou para a baliza, com Casillas a tentar fazer a mancha mas sem grandes hipóteses.

Os Dragões sentiram muito este golo e psicologicamente a equipa ficou afectada. Mas, apesar disso, André Silva ainda foi capaz de enviar uma bola ao poste, num cabeceamento estrondoso e Brahimi rematou por cima da baliza.


A terminar o jogo, Soares dividiu a bola com o guarda-redes e o defesa sadino e o lance perdeu-se por cima da baliza. Registo ainda para três grandes penalidades a favor do FC Porto durante a partida. Uma na primeira parte sobre André Silva e duas na segunda parte sobre Brahimi e novamente sobre André Silva.

Mas nem quero ir por aí. Apesar de já ter perdido a conta das faltas a favor do FC Porto não assinaladas nas áreas contrárias, entendo que o FC Porto, desta vez, falhou uma ocasião soberana para ser líder isolado do campeonato porque não foi capaz de ser competente.

Vamos aguardar 15 dias para ver o que o campeonato nos reserva. Os Dragões vistam o Estádio da Luz a correr atrás do prejuízo, mas como o campeonato é uma prova de regularidade, determinante vai ser verificar qual das equipas é que vai cometer menos erros. Daí surgirá o campeão nacional.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Continuamos a depender de nós”

Falta de pontaria
“Na primeira parte jogámos bem, criámos muitas oportunidades de golo, chegámos ao intervalo com a vantagem de um e podia ter sido mais dilatada. É sobretudo de lamentar a falta de eficácia no início do jogo, apesar da boa produção ofensiva. Na segunda, sobretudo na parte final, quando o Vitória acumulou toda a sua equipa na área, a pressa de chegar ao golo fez com que o critério não fosse o melhor para definir as situações. As decisões não foram as melhores, tentámos jogar um futebol que não nos caracteriza e ainda criámos algumas oportunidades para chegar à vitória, que era de todo merecida, porque fomos a única equipa que quis ganhar.”

As substituições
“As mudanças que fizemos foi na perspetiva de melhorar e conseguir manter a presença na área, dar mais largura com a entrada do Diogo Jota, numa altura em que o Vitória estava muito fechado, não saia da sua área e era importante, quando já não há tanto critério, que a bola esteja lá e tenhamos gente para segurá-la e concretizar.”

Oportunidade desperdiçada
“Mantém-se tudo igual, continuamos a depender de nós. Tínhamos uma boa oportunidade de sermos líderes, desperdiçámo-la e temos que nos levantar rapidamente, gerir esta paragem para que possamos no próximo jogo estar fortes, como queremos, e continuar na luta que todos desejamos que seja vitoriosa.”


O antijogo do adversário
“O antijogo é algo que tem sido recorrente ao longo do campeonato. Esse critério do árbitro em dar aqueles minutos de compensação é o que deve ser seguido sempre, penalizando as equipas que fazem antijogo. Mas não quero comentar esse tipo de estratégia, cada equipa adota a que considera melhor, nós só temos que estar concentrados no jogo e procurar que o tempo de jogo seja o mais útil possível.”

Sem nunca perder o rumo
“A nossa abordagem ao próximo jogo não muda. Desejávamos lá chegar na liderança, mas a abordagem será exatamente igual. Vamos trabalhar de forma intensa, sem descanso para chegar ao próximo jogo e conquistarmos os três pontos. O que nos caracteriza enquanto equipa é que nunca, em momento algum, perdemos o rumo, nunca pensamos que estes pequenos deslizes que temos nos condicionam, o que queremos no final é ser campeões e isso exige que nos levantemos rápido, mantendo-nos unidos para conquistarmos o que queremos."



RESUMO DO JOGO

ONORE ALLA PORTO ULTRAS!!!!!


Respeito!! Atitude!! Mentalidade!! Coerência!!

Parabéns a todos os ultras do grande Porto que marcaram presença em Turim na passada terça-feira. Os elogios multiplicam-se em Portugal e no estrangeiro. Mas principalmente lá fora, os nossos ultras estão reconhecidos por todo o lado. A melhor deslocação em termos de apoio no estrangeiro, pelo menos nos últimos anos. Mas de longe! Extraordinária capacidade de mobilização e de apoio à equipa ao longo de mais de 90 minutos! Normalmente estes jogos trazem essa vantagem, o apoio é durante toda a estadia no estrangeiro, desde o momento em que se sai de casa até ao regresso!


Destaque natural para o enorme poder vocal mostrado em Turim, mas também não posso deixar passar a enorme de deslocação a Arouca, na sexta-feira anterior! E conto então aqui a última semana de apoio ao mágico...

Três dias de férias. Sexta, segunda e terça-feira. Sexta durante a tarde invadimos Arouca. Grande tempo, convidativo a um lugar na esplanada e a beber uns finos até à hora do jogo. Nos tascos das imediações os portistas iam-se apoderando da comida e da bebida. Um vila que nos acolhe sempre da melhor forma, o mesmo já não se pode dizer do clube que nos chula sempre no preço do bilhete. Desta vez nem a módica quantia de 17 euros (!!!!) afastou os Dragões do apoio à equipa. Arouca foi nossa e conquistámos os três pontos com uma saborosa goleada.

Uma deslocação em peso, a bancada visitante estava completamente lotada. Ao contrário dos últimos dois anos em que o Arouca esteve primeira, este ano tem uma bancada nova, uma superior, na bancada central e que naturalmente também estava completamente cheia. O material das claques coloriu a bancada e o apoio foi decisivo para nos mantermos na luta pelo título.


Sábado foi para descansar e Domingo de manhã partiu a minha vaga para Milão. Durante três dias, Domingo, segunda e terça, foram chegando a Itália, uns por Milão e outros por Turim, os ultras do grande Porto, que estão contigo até à morte!!!

No dia do jogo, aos que viajaram de avião directamente para Itália, juntaram-se aqueles que viajaram para os países vizinhos, como a França e principalmente a Suíça.

No meu caso, tive a oportunidade de passar três grandes dias em Itália a espalhar o nome do FC Porto por todo o lado. Domingo foi logo em San Siro, onde o Inter jogou um derby com a Atalanta, segunda-feira o centro de Milão e na terça-feira o centro de Turim.

Rumámos ao estádio. Estádio moderno e praticamente cheio. Mas foi no sector visitante que houve espectáculo. Fica provado que não é preciso muito a nível de material para dar um grande show. Importante é nossa voz bem alta e em uníssono, importante é a disposição que levamos para bancada e a vontade e a raça com que apoiamos a equipa. Sem tambores, sem megafones, sem bandeiras gigantes, a voz e as palmas foram as nossas armas numa batalha que claramente ganhámos aos ultras italianos.


Já revi o jogo na TV e as lágrimas vêm aos olhos Só me imaginar que acompanho o movimento ultra desde pequenino, que me fascinavam as claques italianas e a oportunidade que tive de estar em Itália, em Turim contra a Juventus e abafar aquele estádio. Verdade que estiveram em protesto (como têm estado nos últimos jogos), mas o protesto não durou os 90 minutos de jogo.

A equipa técnica reconheceu, os jogadores reconheceram, a estrutura reconheceu... e os italianos reconheceram, acabando o jogo a aplaudir-nos e a atirar-nos cachecóis deles.

Um jogo que ficará na história pela prestação dos Super Dragões e do Colectivo e uma eliminatória que ficará marcada com o reduzido tempo em que ambas as equipas jogaram 11 contra 11.

Um abraço ultra.