26 maio, 2017

NEM OITO, NEM OITENTA!


A Época terminou e, como se esperava desde há umas semanas a esta parte, Nuno Espírito Santo abandonou o comando técnico do FC Porto. Se por norma não sou favorável a chicotadas psicológicas nem a trocas de Treinador todos os anos, sempre que os resultados Desportivos não são os esperados, no caso de NES acho que esta foi a melhor decisão.

Durante a Temporada o nosso Ex-Treinador nunca se mostrou à altura do cargo, tanto ao nível das opções tecnico-táticas como da Comunicação para o Exterior. É impensável um Treinador do FC Porto, ao ver o nosso clube ser espoliado de todas as formas e feitios, ter um discurso sempre tão macio e quase desculpabilizador para as Equipas de Arbitragem como aquele que NES nos foi presenteando, com a agravante de essa narrativa ir contra a política de Comunicação do Clube que, e bem, mudou por completo nesta Época.

Muito mais com certeza haveria a dizer, mas não me parece que seja oportuno estar a bater mais no ceguinho. Resta agora olhar para o Futuro. E se por um lado, tal como no fim da Época passada, temos bastante tempo para ponderar muito bem a escolha do novo Técnico, por outro, é proibido voltar a falhar.

Bem sei que a escolha nunca será consensual e que a pressão de ganhar o Campeonato estará presente desde o 1º Dia, mas a experiência de quem nos dirige há mais de três décadas tem de ser capaz de lidar com tudo isso e de saber o que é que neste momento é o melhor para o FC Porto.

Na minha opinião, há um ponto que tem de estar acima de tudo: Quem vier tem de se identificar com o Projeto que lhe for apresentado. O FC Porto, derivado dos compromissos financeiros aos quais não pode faltar, terá que emagrecer a folha salarial, bem como, a quantidade de jogadores sob contrato e é possível que um ou dois jogadores que foram pedras basilares durante esta Época sejam vendidos para podermos realizar bons encaixes financeiros. Associado a isto, a aposta na formação e em jogadores que militaram na nossa Equipa B, com o sucesso que todos reconhecemos, terá também que ser uma realidade. Portanto não há muito por onde fugir, ou o nosso futuro Treinador estará disponível para dirigir com estas condições, que não são necessariamente sinónimo de que iremos ter um Plantel pior, ou então não serve.

Quanto a nós adeptos, resta esperar com serenidade e não cometer o erro de começar a colocar tudo em causa ainda antes da Época se iniciar. É verdade que os erros têm sido imensos e que os últimos quatro anos não permitem que a confiança esteja nos píncaros, mas se há coisa que a última Temporada mostrou, independentemente de mais um fracasso Desportivo, é que as coisas aos poucos começaram a melhorar.

No entanto, apesar de ser necessário otimismo, que também ninguém espere milagres. Seria quase surreal alguém imaginar que o nosso Clube, após 4 anos sem ganhar e a concorrer com um adversário que, quer queiramos quer não, tem a experiência das vitórias e um sistema completamente controlado, fosse o principal candidato a vencer o próximo Campeonato Nacional.

Não podemos continuar na senda do oito e do oitenta que tem marcado, ano após ano e respetivamente, os finais e inícios das nossas Temporadas. Humildade e Confiança são dois aspetos bastante difíceis de conjugar, no entanto, sempre foram característica dos Portistas ao longo do tempo. Mais do que nunca, é decisivo voltar a reerguer esses valores.

Não poderia terminar o artigo desta Semana sem fazer menção à emocionante homenagem que esta Semana ocorreu na Freguesia de S.Domingos de benfica. É o país em que vivemos, onde qualquer ladrão é homenageado.

Um abraço Azul e Branco,

Pedro Ferreira

25 maio, 2017

O BIBÓ PORTO, CARAGO!!… FAZ 11 ANOS.


11 ANOS, sim, estamos cá há mais de uma década. A culpa é vossa, obrigado!

São milhares de horas de trabalho, mas acima de tudo, é muito prazer pelo que se faz.

Por isso, PARABÉNS para todos nós, mas também para todos aqueles que ao longo destes anos, ajudaram a tornar este "sonho"... numa bonita realidade!

Vamos para outros tantos. Continuamos a contar convosco para o resto desta viagem, com a certeza que também poderão continuar a contar connosco.

Fiquem para a festa, são os nossos convidados de honra.

OBRIGADO.

24 maio, 2017

CADA COISA A SEU TEMPO.


Quando se estão 4 anos sem ganhar, a ansiedade por novidades e alterações, a ânsia de arranjar culpados e encontrar novos caminhos, assume maior importância e dimensão. Queremos que tudo aconteça para ontem, queremos tudo ocorra à velocidade da luz e qualquer coisa que fuja do nosso guião é logo razão para apontar o dedo. Como "velhinho" que sou, tento ser um bocadinho mais paciente!

Estando mais ou menos óbvio que a saída de NES era inevitável, evidentemente que tal não poderia ter ocorrido um dia que fosse, antes da data em que ocorreu. Acabou o campeonato, e menos de 24 horas depois, o dossier estava encerrado. De elogiar o comportamento do nosso ex-treinador, sendo que todas as derivadas que o definiram apenas o futuro nos esclarecerá.
O passo seguinte, o da escolha do novo treinador, só poderia ocorrer após a saída de NES, pois o FC Porto não poderia correr o risco de estar a negociar ou até mesmo acertar a contratação de um novo treinador quando o anterior ainda cá estava. Ou seja, apenas segunda feira à tarde seria possível partir para a negociação com o novo homem do nosso banco. Mais uma vez, estamos dentro do timing óbvio e natural para a sequência de acontecimentos, até porque tudo aponta que o Homem será apresentado antes do final do mês.

Outro dos factores de ansiedade é o da definição do plantel, até pela exigência de cumprimento das medidas impostas pela UEFA ao nível financeiro. Muitos medos e muitos receios vão sendo relatados pois uma larga franja de portistas teme o enfraquecimento drástico do nosso plantel em virtude destas exigências.
Antes de mais, eu não sei quais serão as medidas objetivas que vão ser tomadas, mas parece-me claro que vão passar por 3 aspetos distintos e que naturalmente apenas lá para Agosto serão absolutamente visíveis:
  1. redução do número de jogadores com contrato;
  2. redução da folha salarial;
  3. venda de activos em cerca de 110 milhões de euros.
Relativamente às medidas em causa, há um fio condutor que as une que passa pela diminuição do número de jogadores emprestados (39 atualmente). Ao fazê-lo, contribui-mos para cada uma das três medidas. E se relativamente à redução do número de jogadores com contrato o tema parece pacífico, já quanto à redução da folha salarial, temos todos que perceber que podem estar em cima da mesa a saída de ativos como Casillas, Maxi ou Quintero (a renovação do colombiano deveria ser um caso de estudo). De qualquer forma, é importante que se compreenda que de nada vale a saída de ativos mensalmente dispendiosos se os substituirmos por outros de igual remuneração, pelo que a aquisição de novos ativos terá que ter em consideração o seu salário.

Por fim, os tais 110 milhões em vendas que tantos calafrios tem criado... julgo que francamente sem grande razão! Façamos contas rápidas ao valor que poderemos encaixar com as vendas de Martins Indi (10), Aboubakar (10), Diego Reyes (7), Marega (6), Suk (2), Abdoulaye (2), Josué (2), Quintero (6), Walter (2), Ghillas (2), Bueno (2), Adrian Lopez (4)... 55 milhões???? Algum dos valores aqui parece despropositado? E recordo que não coloquei aqui Ricardo Pereira!
Mas se fizermos estes 55 milhões, ficam a faltar outros 55 milhões para os tão famigerados 110 milhões. Vejamos: não conseguiremos vender, por exemplo, Herrera por 16 milhões ou Layun por 8 milhões? É que se assim for, ficariam a faltar 30 milhões, o que significaria que perderíamos uma única “joia da coroa”, um único jogador dos realmente fundamentais.
São portanto estas as contas que tanto sono têm tirado aos portistas?? Calma... cada coisa a seu tempo!

Um abraço,

PS – Mesmo estando na silly season e num tempo onde as redes sociais permitem que cada uma exprima no momento aquilo que sente, acho que as pessoas têm que ter maior responsabilidade com aquilo que dizem. Leio muita gente a deixar “recados no ar” para o nosso presidente no sentido de o mesmo não se deixar influenciar por este ou por aquele na hora de decidir o novo treinador. Se há tema onde ele fez, faz e continua a fazer o que quer é no caso do treinador. Portanto, não se intoxique mais aquilo que já está intoxicado, não se junte mais lenha a esta fogueira, porque quem anda nisto sabe perfeitamente que se Antero Henrique tivesse escolhido treinador Marco Silva já cá estaria há muito, ou se como maldosamente outros querem transparecer, fosse Alexandre Pinto da Costa a opinar era Jorge Jesus que há muito cá estava.

23 maio, 2017

ANÁLISE À ÉPOCA – OBJETIVOS, SAD E TREINADOR.


Como é habitual, deixo-vos a minha opinião sobre a época que agora finda, nomeadamente os objetivos em cada uma das competições e o desempenho dos responsáveis técnicos e SAD. Foi assim a época do FC Porto:

CAMPEONATO NACIONAL – Pelo quarto ano consecutivo, o título fugiu ao FC Porto. Paralelamente ao que tinha ocorrido no 1º ano de Lopetegui, a verdade é que o FC Porto andou perto do objetivo inicial mas mais uma vez falhou nos momentos decisivos. Feitas as contas, a verdade é que o FC Porto de NES somou apenas mais 3 pontos que o FC Porto da época passada, o tal que segundo o Presidente “bateu no fundo”. É pouco, muito pouco, insuficiente direi mesmo, numa liga com tanta mediocridade do 5º/6º lugar para baixo, apenas fazer 76 pontos. Ao longo da época fui aqui explicando os fatores que conduziram ao insucesso final, sendo que agora apenas muito sinteticamente relembro o mais relevante:
  • Não é normal num campeonato haver 14/15 penalties não assinalados (unânimes para os 3 jornais desportivos) a favor de uma só equipa. Para além de outras barbaridades, como golos mal anulados, defesas a jogarem andebol ou sarrafadas que colocaram jogadores no estaleiro apenas valerem amarelos. Uma escandalosa e gritante dualidade de critérios sempre mas sempre com um único sentido: contra o FC Porto! Confesso e repito, nunca na minha vida vi um campeonato tão vergonhosa e intencionalmente inquinado para um lado. Foi demais!

  • Não é normal que o treinador dessa equipa, por sinal em crescimento, com jogadores jovens e após um ano anterior horrível, assobie para o ar durante toda a época, desculpando bondosamente os erros dos srs. do apito. Perante repetidas poucas-vergonhas, o discurso foi sempre o mesmo: envergonhado, tímido, branqueando e desvalorizando situações graves e repetidas contra a sua própria equipa e o seu próprio trabalho. Não percebo… ou se calhar até percebo bem o porquê desta atitude!

  • É verdade que NES desenhou uma equipa de facto bem organizada defensivamente, que em muitos momentos até apresentou bom futebol mas quando era preciso reagir forte aos momentos fundamentais baqueou. Continuo a acreditar que o FC Porto perdeu este campeonato quando não ganhou no Dragão perante os “porquinhos do couceiro” (quem não respeita o desporto, também não merece ser respeitado), um jogo que lhe poderia dar a liderança. Um adversário ordinário que pediu mais de 10 vezes a entrada da equipa medica, fez anti-jogo do mais nojento possível, mas um adversário que tinha de ser derrotado, pelo pouco futebol que tinha. Na 1ª parte desse jogo, o FC Porto falhou várias e escandalosas oportunidades de golo, provavelmente escreveu a sua própria “sentença de morte”. E para não variar valeu tudo na área do setúbal para impedir os jogadores do FC Porto de chegarem à bola, tudo perante a cândida complacência do sr. do apito e o bocejar tranquilo do sr. Espírito Santo. Foi aí que tudo podia mudar, que o rumo do campeonato podia seguir um caminho totalmente diferente...
CHAMPIONS LEAGUE (CL) – A única competição onde o FC Porto cumpriu o objetivo mínimo. Depois de ultrapassar, com mérito e competência, o playoff de acesso à fase de grupos, o FC Porto baqueou nos oitavos-final frente à Juventus, onde curiosamente apenas contra 10, os italianos marcaram golos. Ainda assim, quer financeiramente, quer desportivamente, não foi pela CL que época correu mal, longe disso até. Curiosamente, em 4 anos maus a nível interno onde apenas se ganhou uma supertaça e nada mais, o FC Porto em termos europeus tem mantido um bom desempenho, na CL quartos-final em 14/15 e oitavos-final em 16/17, na Liga Europa quartos-final em 13/14, derrotados pelo Sevilha que felizmente iria vencer a competição.

TAÇA DE PORTUGAL – Eliminação na 2ª eliminatória frente ao chaves num jogo que espelha bem a época. Vários penalties por assinalar, sendo que um deles me ficou na retina pelo choque que me causou. Perto do final do jogo, aquando de um livre direto, um jogador do chaves de braços no ar (ou seja, completamente fora da posição normal) coloca as mãos à bola impedindo o remate e o sr. do apito nada. Para além disso, a sensação de que se podia ter arriscado mais e saído de um número de equipa organizadinha, mas sem arriscar nada. Derrota dura e cruel nos penalties, onde o FC Porto continua repetidamente a falhar, o que lhe tem custado taças de Portugal (a final do ano passado foi mesmo perdida aí). Neste capítulo, como em muitos outros, total culpa própria e sinal da desorientação em que se tem vivido. Não se admite uma equipa profissional em situações de desempate, repetidamente falhar mais penalties do que aqueles que marca, mas enfim.

TAÇA SENHOR LUCILIO BATISTA (s.l.b.) – Último lugar de um grupo que incluía moreirense, belenenses e feirense. Não seria melhor nas próximas competições colocar o mínimo de jogadores seniores permitidos e os restantes serem juniores e jovens da equipa b?!?!?! É que assim, não era tão mau para o nome de um clube que nos últimos 30 anos foi duas vezes campeão europeu.

NUNO ESPÍRITO SANTO – Se no final da época anterior todos nós fizéssemos um exercício relativo à escolha do novo treinador do FC Porto, provavelmente ninguém lá colocaria NES como hipótese (nenhum órgão de comunicação social lançou esse nome!). Friamente, se fizermos um ranking com o top-10 de treinadores portugueses, NES não faria sequer parte desse ranking. Resumindo e concluindo, PdC “inventou” mais uma vez, quis fugir dos nomes mais lógicos e na altura disponíveis no mercado e os resultados estão à vista. É verdade que NES não fez tudo mal, houve coisas boas, momentos de qualidade mas o saldo final é insuficiente. Em termos técnicos e táticos, é verdade que não foi dos piores que já tivemos, porque em muitos momentos houve um jogo contínuo e agradável, mas em termos comunicacionais (e hoje em dia isto conta e muito!), NES foi um desastre do início ao fim da época. É impossível não nos lembrarmos da forma arrogante e decidida como Mourinho irritava os rivais com as suas conferencias de imprensa, da forma arrasadora com que AVB colocava no “cantinho” os nossos rivais ou até da forma galharda e corajosa com que Jesualdo, praticamente sozinho diga-se, defendia o clube nos difíceis anos pós-apito dourado. O discurso e a forma de comunicar de NES assemelhou-se a de um padre em plena missa de domingo, complacente, misericordioso e apaziguador. Há que meter uma coisa na cabeça: um treinador do FC Porto tem de ser odiado pelos rivais, isso sim é um bom sinal. Tem de ser feio, porco e mau!!! Gajos porreiros e nobéis da paz no futebol português?!?!?! Basta lembrar os 19 anos sem títulos do FC Porto para concluirmos o que ser um clube porreiro, com gente porreira nos levou nessas décadas de hegemonia do sul!

SAD – A principal responsável por mais uma época de insucesso desportivo a todos os níveis. Porque foi o Presidente da SAD que escolheu NES, porque é a SAD que define a política de contratações, vendas e construção do plantel. Demasiados erros na construção de um plantel desequilibrado, em que as principais lacunas não foram devidamente colmatadas. Será um erro pensar que despedir NES, elimina todos os problemas... Como não resolveu com o despedimento de Paulo Fonseca... Como não resolveu com o despedimento de Lopetegui... Como não resolveu com o despedimento de Peseiro. É tempo de uma vez por todas de escolher alguém para um projeto a curto e médio prazo, porque ter um treinador por época não augura nada de bom. Em janeiro de 2016 após o despedimento de Lopetegui, deixei bem claro quais seriam os treinadores portugueses com capacidade para assumir com êxito o comando técnico do clube, um deles acabou de ser campeão no Mónaco, o outro goza os milhões do milionário campeonato chinês e o outro deverá acabar num clube da Premier League, um campeonato onde verdadeiramente se joga futebol sem as manhas e nojices da Liga Portuguesa. De pouco vale a minha opinião, mas fica aqui registado que não concordo com a manutenção do perfil de treinador que se contratou nos últimos anos, ou seja, jovem, português, sem títulos e sem experiência em clubes de alto nível. Acho que o perfil devia ser outro, experiente, com títulos e fora da realidade mesquinha do futebol português, com um bom adjunto conhecedor da "realidade específica" do campeonato português com tudo o que isso significa (as manhas, as nojices, as cascas de banana). Mas como a minha opinião não serve de nada, os responsáveis do clube, profissionais muito bem pagos, que escolham e escolham bem.

ANÁLISE FINAL: Mais um treinador despedido. Mais uma escolha que se revelou errada. Estou muito preocupado com o futuro porque as coisas não se afiguram fáceis. É aflitivo constatar que a estratégia de há 4 anos a esta parte, é um treinador por época, erros e mais erros na aquisição de jogadores, erros e mais erros na construção de plantéis desequilibrados, um silêncio ensurdecedor em relação às arbitragens (que finalmente foi quebrado este ano por Francisco J. Marques), enfim, uma tristeza! Há muito por fazer, mas confesso estou triste e desanimado, com a sensação de que o novo filme será igual ao anterior, que por sua vez já tinha sido igual ao anterior, que por sua vez já tinha sido igual ao anterior e por aí adiante...

PS: A estação pública de televisão devia ter vergonha do jornalismo ordinário, sem isenção e nenhum tipo de respeito por todo o público (e que através dos seus impostos, lhe paga as despesas) que tem feito. Primeiro colocar imagens do Dragão numa reportagem de um processo de corrupção que nada tem a ver com o FC Porto, depois lançar a bonita, mas totalmente falsa, imagem de que rui vitória foi o melhor bicampeão da história do futebol português. Nem sequer vou mais atrás, mas recuando apenas ao bicampeonato de VP, em 11/12 e 12/13 o campeonato tinha 30 jornadas (e não 34), VP fez 75 pontos em 11/12 e 78 pontos em 12/13, ou seja, 153 pontos em 180 pontos (85% de aproveitamento). Em dois anos, rui vitória obteve 88 pontos no 1º ano e 82 pontos este ano em campeonatos com 34 jornadas, ou seja, 170 pontos em 204 possíveis (83%). Conclusão, VP foi melhor bicampeão que rui vitória pois conseguiu melhor aproveitamento de pontos, é lógico se em dois anos vitória dispôs de mais 8 jornadas, era normal que fizesse mais pontos. A isto se chama prostituição jornalística...

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

A escolha que tinha para jogo da semana era a performance da equipa de ANDEBOL, onde pretendia abordar a época em jeito de balanço, mas como ainda não terminou o campeonato, vou esperar por esse momento para o fazer.

Assim, a escolha recai sobre a equipa de HÓQUEI EM PATINS e a receção ao sporting. Na fase em que a época entrou, qualquer escorregadela é fatal para a decisão final da atribuição do título de campeão, pelo que a nossa equipa encarou mais esta partida com a determinação necessária para chegar ao título.

Aos 6 minutos, a nossa equipa chegou à liderança no marcador por intermédio do capitão. Os liderados pelo antigo comentador do PortoCanal não desistiam e aos 13min tinham direito a um livre direto, que Pedro Gil não conseguiu concretizar. A 6 minutos do intervalo, chegavam ao empate e colocavam a dúvida no marcador num momento complicado. Felizmente, antes do intervalo, Vitor Hugo voltava a colocar-nos na liderança e com esse resultado chegou o intervalo.

No regresso, a nossa equipa conseguia estar mais próxima do alargar da vantagem. Um momento que podia ter sido fulcral foi o penalti que Gonçalo Alves desperdiçou e que podia ter tirado confiança à equipa, mas que não afetou Helder Nunes quando chamado a converter o livre direto que penalizava a 10ª falta do sporting, e o transformou em 3-1 a nosso favor. Mas os de lisboa não desarmavam e chegavam ao 3-2 pelo provocador joão pinto. Nunca vi um atleta formado na nossa casa e que em todos os jogos contra nós demonstra sempre tão pouco desportivismo e sempre muito ressabianço. Agora que chegou a capitão da equipa, um dia, ainda vou ver o Paulinho a capitão da equipa de futebol do sporting.

Aos 18 minutos, novo livre direto para a nossa equipa e o capitão de novo para a marca, mas desta vez não conseguiu converter em golo e dar novamente tranquilidade ao marcador. 3 minutos, depois Rafa voltou a colocar a diferença em 2 golos e a dar tranquilidade à equipa. No entanto, a 2 minuto do fim, Caio voltou a colocar a incerteza no marcador ao fazer o 4-3.

Dentro do último minuto, penalti para o Sporting que podia afastar-nos do título, não só pela perda de pontos, como pela quebra anímica. Caio foi chamado a converter e não conseguiu transformar em golo uma vez que para ser golo a bola tem que entrar na totalidade e em nenhuma imagem se consegue provar. Não vai adiantar nenhuma campanha para o tentarem provar, porque não o vão conseguir, ou alguém duvida que se a bola tivesse entrado, o FC Porto não teria sido desde já afastado da luta pelo título?!

O próximo jogo é a final de Oliveira de Azeméis, onde um resultado positivo nos deverá colocar na rota do título, uma vez que ultrapassaremos o obstáculo mais complicado desta fase.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL iniciou mais uma eliminatória para o bicampeonato. 2 jogos na nossa fortaleza perante um Guimarães liderado por Fernando Sá, e os resultados esperados, 2 vitórias.

No sábado, um 1º período com 9 pts de vantagem, deixavam antever que o objetivo seria cumprido. Nos segundos 10 minutos, os visitantes recuperaram um ponto, mas o nosso caminho era sereno. Um 3º período demolidor levou a vantagem para 21 pts decorridos 75% dos minutos do jogo. Quando se chega a este ponto, e com novo jogo no dia seguinte, há que preservar a vitória, independentemente da vantagem. O resultado final de 80-69 garantia a preciosa vantagem inicial na eliminatória.

No domingo, novo jogo e um primeiro período semelhante ao de sábado, mas com uma liderança de apenas 3 pontos. Um 2º período desta vez favorável à nossa equipa, levava o jogo para o intervalo com vantagem de 15 pts. O 3º período foi o espelho do 2º período da véspera, e os visitantes ganharam-no por uma diferença curta. O último período voltou a ser favorável aos visitantes e a vantagem chegou a estar ameaçada, mas na parte final, conseguimos alcançar uma vantagem de 5pts.

O próximo jogo é em Guimarães, 6ª feira, pelas 21h00.

A equipa de ANDEBOL deslocou-se ao pavilhão do benfica e sair de lá com pontos, significaria um passo decisivo rumo à reconquista. Infelizmente, saímos com uma derrota e agora dependemos de uma derrota do sporting perante este mesmo adversário, para que em caso de vitória na receção ao Águas Santas, consigamos o título, receção essa no dia 31.



Abraco,
Delindro

21 maio, 2017

O ÚLTIMO DIA DO PADRE.


MOREIRENSE-FC PORTO, 3-1

Os próximos dias ou horas vão definir parte do futuro do FC Porto. Não concebo outra ideia senão a saída do actual treinador do FC Porto. Não propriamente pelo jogo de hoje e pela sua postura no banco mas pela sua conduta ao longo de toda a época. O FC Porto não quer nem pode ter um sujeito destes nos quadros.


Sobre este jogo pouco ou nada fica por dizer.

Vi uma arbitragem normal (porque não o haveria de ser agora que o campeonato está decidido?);

Vi uma equipa a querer vencer e fazer pela vida para se manter na Liga Salazar;

E vi um conjunto de jogadores a proporcionar ao público um treino descontraído, sem terem que se esforçar muito, orientados por uma espécie de treinador que esteve sentado 90 minutos no banco com a cabeça sabe-se lá aonde e com o olhar perdido e triste no horizonte.


E nem o facto do jogo contar muito pouco para as contas do totobola, impediram o Padre de apresentar uma equipa virada para a frente. Sempre com os seus receios e cautelas defensivas, o Padre armou uma equipa com o meio-campo com três homens de cariz mais defensivo (Danilo, Herrera e A. André). Colocou Otávio (um 10 puro) a jogar sobre a direita e Brahimi e Soares na frente.

Com uma estrutura algo deficitária, não foi com surpresa que o Moreirense chegou ao golo. No primeiro golo, os centrais ficaram a ver Boateng corresponder a um centro de Rebocho. Depois perto do intervalo, Felipe comete uma fífia de amador, a bola sobra para Boateng que lança Frederic Maciel em profundidade. À saída de José Sá (substituiu Casillas) picou a bola para a baliza e fez o 2-0.

Depois do caldo entornado, é que o Padre decidiu virar-se para a frente. Mas isto já não é defeito, é feitio. Foi assim toda a época! Primeiro defende, sofre e depois é que parte atrás do prejuízo.


Por isso, o Padre lançou Corona e André Silva no segundo tempo para os lugares de Herrera e de Otávio. Os Dragões tiveram algum ascendente e chegaram a colocar em perigo a continuidade do Moreirense na Liga Salazar.

Maxi Pereira reduziu num grande golo de costas para a baliza, mas antes Danilo e Brahimi tinham desperdiçado duas oportunidades de golo.

Só que num jogo em que se vê uma equipa a competir contra um naipe de jogadores em ritmo de treino de descompressão, o resultado só pode ser o que se verificou.

Num lance em profundidade, Boateng aproveitou nova fífia de Felipe e junto à linha final cruzou para a área onde apareceu Alex a rematar para o 3-1 final.


Uma derrota pesada de uma equipa que ainda há poucos anos dominava o futebol português e fazia magia na Europa por uma equipa que sofreu até à última jornada para garantir a manutenção.

Acabou a época, acabou mais um ano a seco, acabou mais um ano em que o futuro do clube está em discussão e com a necessidade de mais uma reflexão profunda.

Esta foi a minha última crónica de jogos desta época. Foram 49 crónicas de uma época longa, mas penosa em que muitas vezes tive que “conter a pena” para não escrever o que senti.

Mas isso deixarei para a próxima semana onde vou abordar toda uma época difícil e com mais um final triste e indesejado.



DECLARAÇÕES

Nuno admitiu “jogo mau” na despedida da época

Análise a um “mau jogo”
“Não foi um bom jogo da nossa parte. Era difícil de encontrar a concentração que o jogo necessitava. Apesar do domínio produzimos pouco e é um jogo que não é o reflexo da nossa equipa. Vamos esquecer rápido este jogo.”

O futuro no FC Porto
“É o momento de nos sentarmos, conversarmos e falarmos bem sobre o projeto. Foi-me encarregue uma missão. Tenho a convicção de que o FC Porto merece estar no expoente máximo do futebol português e isso requer muito trabalho. Não necessito de nada mais do que um contrato e de personalidade para fazer o meu trabalho.”

O balanço da época
“O balanço será feito oportunamente. Houve claramente coisas boas, a base da equipa está num processo de evolução. Os jogadores subiram bastante. O ano começou com uma eliminatória de Liga dos Campeões, que centrou o nosso trabalho e este ano já lá estamos.”



RESUMO DO JOGO

20 maio, 2017

CAMPEÃO? OS ULTRAS DO DRAGÃO!


Esta época ficará fortemente marcada pelos grandes apoios dados pelos nossos adeptos. Se já é normal as claques estarem junto da equipa nos bons e nos maus momentos, esta época houve verdadeiras demonstrações, não só dos ultras, como dos sócios e adeptos em geral. Em qualquer estádio onde o FC Porto entrou, as bancadas estavam de azul a receber a equipa. Em alguns lados mais do que outros, naturalmente, mas houve deslocações assombrosas efetivamente.

Setúbal como nunca tinha visto, teve de se abrir um sector ao lado do visitante porque já não cabia mais gente. Estoril a bancada atrás da baliza tremeu, completamente cheia e mais gente na central, Belém é já um local de forte apoio ao FC Porto, quando lá jogamos. No Minho, duas gigantescas deslocações, das melhores do ano. Braga foi uma bancada superior inteira de ponta a ponta!! Guimarães pela primeira vez enchemos os dois pisos da bancada Norte. Bessa ficará para a história também.

E já depois de uma deslocação à ilha em Outubro passado, para a visita ao Nacional, nova deslocação à pérola do Atlântico.

O campeonato já era uma miragem mas o despertador tocou às 6h da manhã de Sábado! Depois de uma semana de trabalho, Sábado ainda de madrugada há que levantar porque o mágico Porto joga na Madeira!


Um dia extremamente bem passado com os Dragões na ilha, um tempo tropical, sempre calor mas uma chuva de vez em quando. Almoço em grande no restaurante do costume e a tarde foi passada entre a Serra d’água, a marina, o centro do Funchal e o hotel da equipa já a poucas horas do jogo.

Onde houvesse poncha lá estávamos nós e à hora do apito inicial começava mais um espetáculo dos ultras Porto. Os que se deslocaram do Porto davam o mote e os restantes acompanhavam. Melhor apoio que na Choupana, a própria bancada é propícia a isso mesmo.

Enfrentámos mais um resultado negativo e tentámos afogar as mágoas na noite madeirense, em fim-de-semana de festa da flôr. Uma ilha apaixonante! Só mais uma direta pelo Clube e às 7h já estava a regressar à mais bela cidade do mundo, a cidade Invicta.


Já sem hipóteses matemáticas de chegar ao título o Dragão contou com cerca de 25 mil espectadores na recepção ao Paços de Ferreira. E eles lá estavam. Aqueles para quem não faz sentido ficar em casa e o Clube é para ser vivido desta forma. Reviravolta no marcador acabou em goleada. Jogo marcado pelo incidente com o Colectivo, já muito badalado.

Com foi possível verificar-se no final do jogo, a frase não era insultuosa nem intimidatória. Respeito todos os ultras do mágico Porto, estejam em que bancada estiverem. Aos meus amigos do Colectivo, que se mantenham firmes, sempre em prol dos interesses do FC Porto.

Juntos somos mais fortes.

Um abraço ultra.

19 maio, 2017

O REGIME NO SEU ESPLENDOR.


Depois de consumado o inédito Tetra do clube do Regime, tivemos aquilo que todos já esperávamos: Uma semana de propaganda vermelha ao mais alto nível.

Tudo começou logo durante o jogo, com a presença do Primeiro Ministro e do Ministro das Finanças no Camarote Presidencial da Luz, ao lado de um condenado por roubo e de um dos maiores devedores que a Banca Portuguesa conhece. O clima era de natural satisfação e confraternização, pois quando se trata da vermelhada não há que ter pudor de nada e até porque, como dizia o falecido Jorge Perestrelo, “É disto que o meu Povo Gosta”.

E se nessa noite de 13 de Maio, o Festival EuroVisão e a brilhante participação de Salvador Sobral pareciam ser um bom refúgio à festa vermelha, eis que na Entrevista ao vencedor do Concurso o assalariado da Estação Pública de Televisão, cujo salário e estadia em Kiev são suportados pelo dinheiro de todos os contribuintes , decide meter o Clube do Regime ao barulho dizendo “Portugal está em festa, pelo benfica e por ti”. Reparem, na mente deste troglodita, a mouraria ainda consegue estar à frente do feito Histórico e absolutamente global do jovem cantor.

Este assalariado Público, cuja carreira em Televisão se resume a fazer concorrência às “Tardes da Júlia” e uns concursos de qualidade duvidosa, ainda voltou a insistir na mesma conversa sem que o verdadeiro protagonista lhe passasse bola e o deixasse a fazer a figura de Urso que o caracteriza na perfeição.

Mas na noite de 13 de Maio houve uma outra personagem que logo se apresentou a prestar vassalagem ao clube do regime, falo do Presidente da Liga de Clubes. Depois de tudo o que se passou neste Campeonato, com todas as escandaleiras de arbitragem, com os castigos que ficaram na gaveta aos jogadores do regime e com a opinião praticamente unânime, mesmo daqueles que não são propriamente conhecidos por gostarem do nosso clube, de que o FC Porto foi claramente prejudicado, a primeira coisa que esse individuo diz à Imprensa é que o clube dele foi Campeão com todo o mérito. É preciso um descaramento enorme e não ter um pingo de vergonha na cara para se dizer que o clube do Regime foi um justo vencedor do Campeonato que Domingo termina. Mas só quem anda aqui a dormir é que ainda se pode surpreender com esta postura de lampião escondido com rabo de fora.

De resto tivemos o habitual, a palhaçada do costume na ida à Câmara Municipal, as capas de Jornais habituais que não passam de autêntico sexo oral, as Entrevistas a Ex-Jogadores, “6 Milhões” aos pulos a festejar mais um Campeonato vergonhosamente conquistado e os cartilhados, mais ou menos assumidos, a passarem a mensagem oficial do Regime.

Para finalizar ficamos a saber ontem que para o jogo da Festa, sim porque garantidamente 95% dos adeptos que estarão presentes no Bessa serão do mesmo clube embora possam estar com cores diferentes, o Conselho de Arbitragem decidiu nomear o “Ferrari Vermelho" de Monte Gordo. Não sei se isso não poderá provocar algum desconforto junto dos outros 23 obreiros deste Campeonato Nacional, no entanto, penso que se trata de um justo prémio de carreira para quem, ano após ano, tem evoluído a passos largos na arte de desvirtuar premeditadamente resultados desportivos.

Quanto a nós, não faltará tempo para abordar a Época que termina este Fim-de-Semana, analisar o que faltou e perceber aquilo que devemos ou não mudar para que na próxima Época o regresso aos Títulos não se fique só pelas palavras e intenções, mas que se torne mesmo numa realidade.

E por falar em Títulos, uma palavra para a nossa Equipa B liderada pelo Folha que, inequivocamente, conquistou a Premier League International Cup com uma folgada vitória sobre o Sunderland. Se é verdade que o nome do Estádio e a cor do equipamento do adversário foram um tónico importante, também não é mentira que a Equipa esteve a um nível fantástico e merece os Parabéns e o reconhecimento de todos os Portistas.

Um abraço Azul e Branco,

Pedro Ferreira