25 abril, 2017

ESTE ANO, OS ADEPTOS DERAM TUDO E VÃO RECEBER ZERO!


Confesso com a maior das sinceridades que, mesmo depois dos últimos resultados não terem sido famosos, nunca me passou pela cabeça que o FC Porto não fosse capaz de vencer em casa o feirense.

Mesmo considerando os habituais problemas oftalmológicos dos senhores do apito, que voltaram a ocorrer no jogo do Dragão (curioso, um árbitro que apitou 40 ou 50 faltas a meio campo, mas que depois não viu duas grandes penalidades na área do feirense), mesmo considerando mais uma fantástica exibição do gr adversário, mesmo considerando tudo e mais alguma coisa, não é aceitável que nesta altura do campeonato o FC Porto tenha falhado novamente perante um adversário esforçado mas muito fraquinho. Não conseguir vencer em casa o Feirense, perdendo mais uma oportunidade de encostar ao 1º lugar e colocar pelo menos alguma pressão no nosso rival direto, é inadmissível.

Não há que ter medo das palavras, nem receio das análises, mesmo que ainda faltem 4 jogos para o final do campeonato. Os últimos jogos, sobretudo após o jogo da luz, decepcionaram-me muito. Sim, admito que cheguei a acreditar realmente que podíamos chegar a um título que já nos foge à 3 anos (e também por isso tão ambicionado pelo universo Portista), cheguei a ver sinais muito positivos nesta equipa, um fio de jogo, um modelo de jogo bem definido, até alguns aspetos tão raros nos últimos anos como por exemplo o aproveitamento dos lances de bola parada ou reviravoltas após desvantagens em vários jogos (algo inexistente na era Lopetegui).

Não é aceitável que, chegados à fase decisiva da época, com um rival direto que joga pouco e até tem perdido pontos (6 pontos perdidos no último mês e meio, era suficiente para nós, caso tivéssemos sido suficientemente competentes nos nossos jogos), o FC Porto tenha regredido assustadoramente e perdido, do meu ponto de vista, imensa qualidade de jogo. Desde o jogo com o setúbal é visível que a equipa entrou numa espiral de nervos, intranquilidade e falta de estofo, falta da chamada estaleca que foi imagem de marca do grande FC Porto ao longo dos anos. Esta é a verdade.

Não vale de muito NES vir dizer que "ainda estamos vivos" ou os jogadores balbuciarem que "ainda é matematicamente possível", nesta altura soa tudo a conversa da treta apenas para entreter os adeptos, que este ano deram tudo de si e receberam ZERO da equipa. A verdade é que mais uma vez a equipa e o treinador falharam em vários momentos decisivos e terão de ser TODOS julgados por isso em tempo adequado, sem falinhas mansas, nem paninhos quentes.

É com muita pena que digo isso mas já esgotei a minha paciência com NES. Não vou ser politicamente correto, nem polido no que vou dizer a seguir mas: estou farto do estilo de liderança de NES, dos silêncios, das preocupações com a imagem exterior, farto dos elogios a NES dos nossos maiores inimigos. Estou farto de uma atitude de pasmaceira, que nos vai levar novamente a um ano de seca. Farto, farto, estou farto. E acho que tenho todo o direito de estar assim. E atenção, não estou farto só de NES, se é que me entendem!

Nota final: Não deve faltar muito para um post meu sobre aquilo que penso em relação à escolha dos últimos treinadores, bem como àquele que deverá ser o nosso próximo treinador. Mas por uma questão matemática, ainda não o vou fazer. No entanto, de uma coisa podem todos ter a certeza, defenderei sempre aquilo que em consciência penso ser o melhor para o nosso clube, independentemente de ser mais ou menos politicamente correto. O FC Porto encontra-se numa encruzilhada, se calhar ainda paga a treinadores que despediu (Peseiro, Lopetegui...), mas há opções que têm de ser tomadas sob pena de se cavar mais o buraco em que nos encontramos. As coisas não estão nada fáceis, mas a verdade é que olho para o Relatório e Contas e vejo que o FC Porto é o que mais dinheiro gasta em salários de entre os 3 grandes. Há dinheiro e provavelmente irá continuar a haver, a questão fundamental é: o dinheiro é bem gasto? Para reflexão...

PS: Gostei de ver o esforço sobre-humano dos pupilos do sr. manta. Mal terminou o jogo, era vê-los cair no chão completamente exaustos, língua de fora, após tanto suor derramado. Gostei também de ver a exibição fantástica do gr, defendeu tudo e mais alguma coisa, sempre com a concentração a um nível máximo. E gostei de ver os defesas com cortes acertados, todos certinhos e alinhados. Sem auto-golos, nem frangalhadas do gr... gostei, a sério que gostei!

23 abril, 2017

APATIA CRÓNICA.


FC PORTO-FEIRENSE, 0-0

5 jogos, 1 vitória e 4 empates. É o saldo do FC Porto que continua a lutar pelo título apesar das probabilidades terem diminuído consideravelmente. Quem quer ser campeão não pode perder 8 pontos em 5 jogos e entrar nos mesmos com uma apatia confrangedora.

Tinha acontecido na luz, em Braga e agora em casa com o Feirense. A intensidade, o crer, a vontade e a determinação andam arredadas do Dragão. O FC Porto tem dado autênticas partes dos jogos aos adversários e depois os resultados não são o que se espera.


Há uma intranquilidade enorme na equipa, os jogadores entram apáticos e psicologicamente deixam-se afectar por factores externos, nomeadamente as arbitragens e as bancadas.

Uma equipa com estofo de campeã, não pode ser tão vulnerável e tão sujeita a estas situações. A mentalidade tem que ser outra, caso contrário jamais vamos ver o FC Porto a vencer campeonatos.

Mas, tal como em Braga e em casa com o V. Setúbal, o FC Porto tem fortes e graves queixas das arbitragens. Grandes penalidades evidentes, vistas a olho nu não são sancionadas, há uma gritante dualidade de critérios, cartões por mostrar e pactos com o anti-jogo da parte dos árbitros… De tudo um pouco, acontece a este FC Porto que merece bem melhor do que o que lhe tem saído na rifa.

Sem Brahimi, castigado em Braga por um Antunes desta vida de uma forma ordinária, e sem Corona devido a lesão contraída no último treino da semana, os Dragões apresentaram-se na frente de ataque com André Silva, Soares e Diogo Jota descaído na direita. Não terá sido a melhor solução pois durante os primeiros 45 minutos, o FC Porto pouco produziu.


Com os habituais laterais a fazerem os corredores, o jogo do FC Porto não tinha continuidade. O meio-campo foi o trio habitual, mas ao FC Porto exigia-se que tivesse profundidade nas alas.

O que estava Otávio a fazer no banco?

Ao intervalo, percebeu o treinador do FC Porto que Otávio teria de ser lançado. Foram precisos 45 minutos para chegar a essa conclusão. Óliver Torres saiu e entrou o extremo brasileiro que abanou com o jogo.

Foi então que passou a haver intensidade e futebol da parte dos azuis e brancos. Otávio foi protagonista de algumas jogadas de perigo. Um penalty que Rui Costa não quis marcar, um remate que Vaná defendeu com a ponta dos dedos e um perigo constante sobre a esquerda com o apoio de Alex Telles.

O golo tardava em aparecer e NES refrescou o meio-campo e o ataque. Tirou A. André, colocando Herrera e saiu a nulidade André Silva para a entrada do agitador Rui Pedro.


Verificou-se o assalto à baliza do Feirense. Marcano foi agarrado por um defesa na área contrária, mas o árbitro voltou a recusar marcar a respectiva grande penalidade. E depois até ao fim, Maxi por duas vezes obrigou Vaná a defesas de recurso e Rui Pedro, ágil e endiabrado atirou à figura do guardião contrário.

Todas as bolas esbarraram nas pernas e troncos dos jogadores de Santa Maria da Feira e sempre que um jogador do Feirense caía, o artista da arbitragem apitava. Assim se condiciona claramente um jogo.

Incompetência e dualidade de critérios com a chancela do Polvo em grande e em força. Eis o resumo do jogo do Dragão!

Os Dragões mantêm a desvantagem de 3 pontos para o líder. Com três jogos fora e um em casa, resta aos azuis-e-brancos vencer e esperar…

Próxima paragem, em Chaves, local onde o Dragão foi, esta temporada, afastado da Taça de Portugal por uma arbitragem vergonhosa!

Haja decoro, de uma vez por todas!




DECLARAÇÕES

Nuno: “Falhámos golos, mas o árbitro também falhou”

Falta de pontaria
“Falaram golos, faltou concretizar muitas ocasiões. Assistimos a duas partes diferentes no jogo: na primeira tentámos uma circulação mais elaborada, procurámos chegar ao golo, criar situações, desequilíbrios, conseguimos situações de cruzamento e algumas situações de golo. Na segunda, com um desenho diferente, criámos ainda mais ocasiões.”

Erros graves da arbitragem
“Devemos valorizar, acima de tudo, o grande trabalho realizados pelos jogadores. O mesmo não posso dizer do árbitro. É muito difícil explicar aos jogadores e depois aos adeptos o porquê de tantas ocasiões e também de tantas falhas por parte da equipa de arbitragem. Na verdade, aconteceram erros graves por parte da arbitragem que nos penalizaram.”

Mea culpa
“Esta situação também há responsabilidade nossa, é claro, porque desperdiçámos pontos importantes para nós, embora todos os empates que tivemos tiveram sempre muito mais perto de ser vitória.”


Vivos na luta
“Perdemos uma oportunidade para encurtar distâncias, é verdade, mas temos que continuar a confiar e a acreditar nesta equipa que quer lutar, que quer ser campeã… É menos um jogo, menos uma oportunidade, mas estaremos vivos e até ao fim na luta, porque acreditamos e confiamos em nós e no nosso trabalho.”

Manter a intensidade
“Já passámos por um ciclo semelhante durante esta época e soubemos resolver e encontrar soluções para melhorar. Também somos, muitas vezes, penalizados por não conseguimos manter a intensidade durante os 90 minutos. Há ambição, há qualidade, mas que tem que ser posta em prática em muitos momentos e cabe-me a mim e a nós equipa técnica encontrar soluções para melhorar o rendimento.”

Contas no fim
“É uma luta até ao fim. Sabemos que faltam quatro jogos, temos que nos debruçar no nosso calendário, no nosso foco, que é jogo a jogo. Dizemos isto hoje e diremos na próxima semana, porque independentemente do que se passa nos outros campos, temos que cumprir o único dever que é o de ganhar para depois, no fim, fazermos as contas.”



RESUMO DO JOGO

22 abril, 2017

FOTO MÍSTICA #6 - Yuran [1994]

O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com.



Época: 1994/1995.
Local: Estádio da luz.
Data: 02.10.1994.
Resultado: sl benfica 1x1 FC Porto.
Aparecem na fotografia: Yuran, Kulkov e jogadores do sl benfica.
Foi um dos grandes momentos que os portistas viveram nas bancadas do antigo estádio da luz. E logo protagonizado por quem.

Sergey Yuran não marcou muitos golos com a camisola do FC Porto, mas o seu papel no título de 94/95 foi importantíssimo, muito devido à impressionante capacidade física que, aliada à sua garra, lhe permitia pressionar e desgastar as defesas adversárias como poucos.

A sua transferência para as Antas, consumada a 3 de Setembro de 1994, é mais uma das muitas jogadas de mestre do Presidente Pinto da Costa junto dos rivais de Lisboa, apenas suplantada pelos episódios Futre, Deco e João Moutinho. E, para cúmulo, Yuran veio envolvido num pacote 2 em 1: com ele chegou também o centro-campista Kulkov (mais atrás na fotografia), detentor de fina técnica e de sentido táctico apuradíssimo.

Artur Jorge havia chegado a Carnide para treinar os vermelhos e decide que os russófonos não teriam lugar na equipa. Bobby Robson e o seu adjunto José Mourinho – que os conheciam do Hospital São José em Lisboa, por serem visitas assíduas de Cherbakov, que ficara paraplégico após um terrível acidente na Avenida da Liberdade – após tomarem conhecimento de que os dois futebolistas eram jogadores livres, não deixaram escapar a oportunidade e o empresário Paulo Barbosa intermediou o negócio.

A transferência dos dois soviéticos (Yuran é ucraniano e Kulkov é russo) na imagem foi alvo de forte polémica. Quando confrontado com a fama de Yuran e Kulkov gostarem demasiado de vodka e de se fazerem acompanhar de esculturais russas à bôite Maxime, o Presidente teve pronta resposta: "Não contratámos dois santos nem eu sou o abade das Antas". Também Sir Bobby Robson alinhava pelo mesmo diapasão e dizia que "Vamos dar-lhes uma nova oportunidade na vida", sabendo que ser vermelho é estar perdido na vida.

Rumaram pois à cidade Invicta para se sagrarem campeões nacionais, sendo ainda hoje os dois únicos estrangeiros campeões nacionais em épocas consecutivas por clubes diferentes. No final da temporada, os dois seguiriam para o Milwall, após breve e bem sucedida passagem pelo Spartak de Moscovo. Yuran não mais regressou a Portugal devido a um processo em tribunal após um acidente a altas horas da madrugada na Avenida da Boavista. Da colisão de 24 de Novembro de 1994 resultou a morte de Ângelo Oliveira, sendo que Yuran acabou por ser condenado a 1 ano de prisão efectiva por homícido por negligência (pena que não cumpriu, ao abrigo da Lei da Amnistia) e ao pagamento de 3 mil contos à família da vítima - a sentença, branda, não agradou aos familiares da vítima. Kulkov ainda regressou ao campeonato nacional para jogar no Alverca em 1999/2000.

O disparo de Yuran, aos 66 minutos, simboliza a conversão de um infiel. Kulkov acompanha o lance de perto, também em busca de purificação espiritual. Na fotografia podemos ver que Yuran parece gritar no momento do disparo, tal é a fé que deposita naquele remate. Paulo Madeira bem se esforça para efectuar o corte, mas a sua facies denuncia que corre para uma missão impossível. A bola já passou o crivo defensivo e vai perfurar as redes de Preud’homme. Um tiro de pé esquerdo, à queima-roupa, indefensável. Abel Xavier, aqui ainda católico e de cabelo preto, apenas esboça uma reacção. Depois do golo, Yuran corre para o banco de suplentes para abraçar o jovem Bicho, que não se inibe de lhe dar uns bons cachaços.

Isaías havia de empatar a contenda já na segunda parte, mas o golo de Yuran é inesquecível, por representar a redenção de um pecador. O ucraniano seria expulso aos 74 minutos, juntando-se nos balneários a Paulinho Santos, que havia recebido ordem de expusão ainda durante a primeira parte.

No final do jogo, as opiniões contrastavam. Enquanto que Filipovic afirmava que o clube da 2ª circular havia jogado contra uma das melhores equipas do mundo a controlar o seu espaço defensivo, Inácio referia que o Sr. Bento Marques, juiz da partida, tinha ajudado o clube da casa a conseguir o empate, não marcando faltas a favor dos azuis e brancos.

Quando perguntaram a Yuran qual era a melhor recordação dessa temporada, a resposta é pronta:

“Ahhhh, claro que é aquele golo na luz. Marquei o 1-0 aos 65 minutos, fui expulso por dois amarelos aos 75” e o Isaías empatou aos 90”. Acabou 1-1, mas marcar aquele golo foi muito bom, libertador. A caminho do balneário, o José Mourinho, naquele estilo que ainda hoje lhe é característico, agarrou-se a mim e gritava para o ar ”és o maior”, ”estás aqui é para marcar”, ”mostraste aos gajos que és bom”, ”deste-lhes uma lição”. Eu só me ria, enquanto os jogadores do Benfica seguiam cabisbaixos, como o treinador [Artur Jorge] e até o presidente [Manuel Damásio]. O Mourinho deixou a porta do balneário aberta e continuou a falar altíssimo, para os do Benfica ouvirem.”
A redenção e consequente libertação de Sergey Yuran, pelas palavras do próprio, estava assim consumada. Também Kulkov, anos mais tarde, tinha noção do significado daquele golo. Tal como na parábola da ovelha perdida, parece perceber que há mais júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos, que não precisam de arrependimento.

“Que momento! Marcou de pé esquerdo, festejou à doido e foi expulso. Um momento à Yuran”
Yuran soube resumir na perfeição o que significou o FC Porto na sua vida, dando razão a Bobby Robson quando este adivinhava uma nova oportunidade na vida:

“O FC Porto era uma família, o benfica… uma brincadeira”
Yuran tem actualmente 47 anos e é treinador do FC Mika da Arménia. Kulkov conta 50 primaveras e treina os sub-21 do Spartak de Moscovo.

FONTES UTILIZADAS, A QUEM AGRADECEMOS:
  • Mais Futebol
  • Zero Zero
  • FC Porto Notícias
  • Jornal de Notícias
Rodrigo de Almada Martins

21 abril, 2017

NÓS NÃO PARAMOS DE CANTAR… POR TI!


Aproxima-se a grande passo os momentos das grandes decisões em todas as modalidades. E juntos com as nossas equipas estão os seus adeptos! Em fim-de-semana de Páscoa, uns encolhem as férias, outros prolongam-nas e outros ainda interrompem-nas. Objectivo é comparecer em Braga e 6 mil disseram “presente”. Sim, 6 mil Dragões invadiram Braga!!!

Num passado recente não há memória de tamanha deslocação à capital do Minho. Todos os caminhos foram dar ao estádio AXA. Para cerca de meia centena de adeptos, ainda houve outros caminhos antes. O caminho para o centro da cidade. Às 14h um grupo de ultras do FC Porto (SD e C95) almoçou num restaurante no centro da cidade. De seguida, juntos seguiram para a praça do município e andaram pelas ruas de Braga em pleno Sábado à tarde.

Hora de beber uns finos juntos à Sé, antes de rumar ao estádio. Chegámos ao estádio ainda faltam cerca de três horas para o jogo começar. Junto à roulotte “estádio bar”, mesmo junto à entrada para o recinto, estavam os ultras do Braga escoltados pela polícia. Mais de três horas antes da partida, aqueles que supostamente jogaram em casa, estão retidos pela polícia sem que possam sair daquela zona. Na prática jogaram fora, a invasão foi-se consumando. Era adeptos do FC Porto por todo o lado, e concentraram-se nas roulottes que nos são destinadas.


Picardias entre adeptos e a polícia sempre com um tom provocatório e ameaçador, o ambiente era claramente de jogo grande.

Fora das quatro linhas vencemos por goleada, se cá fora andávamos à vontade e os ultras do Braga é que estavam “presos” na sua própria casa, isto depois de termos passado o dia no centro da cidade (só faltou ir às compras!), dentro do estádio um piso superior era todo nosso, de uma ponta à outra!!!

Um apoio enorme à equipa e só foi pena o resultado, porque a nossa deslocação fica para história. Parabéns a todos os presentes, aos que vão sempre, aos que vão quase sempre e aos que vão de vez em quando. Na minha opinião, relativamente à prestação na bancada, houve momentos muito bons, arrepiantes mesmo, com a bancada toda a cantar! Pena que os adeptos só acompanhem a claque durante alguns segundos e de forma espaçada. Principalmente quando jogamos fora, quem está ali tem de aguentar os 90 minutos, de pé e a incentivar. Os jogadores sentem esse apoio e precisam dele para ganhar os jogos!!

Vamos ter fé que ainda é possível, vamos acreditar até ao fim, vamos apoiar nos cinco jogos que faltam!

Um abraço ultra.

20 abril, 2017

RAQUETADAS.


Mais um set point desperdiçado.

Por inépcia própria, forças alheias ou simplesmente porque os deuses não estão para aí virados, a verdade é que Setúbal, benfica e Braga foram todas elas ocasiões privilegiadas para nos colocarmos na liderança por mérito próprio, ou forçar essa liderança por desgraça alheia.

Do jogo de sábado podemo-nos escudar em razões da lógica para justificar o resultado. Quer sejam os índices motivacionais que o técnico bracarense incutiu à equipa, bem diferentes da equipa amorfa que por 3 vezes esta época defrontou o clube mãe. Ou, como tem vindo a ser recorrente desde Agosto, os problemas de visão do Senhor do Apito, sempre com olhos de águia para as infrações cometidas por jogadores azuis e brancos, contudo, acossado por repentinos e fulminantes ataques de cegueira aguda, sempre que estavam em causa o julgamento das várias tentativas de partir pernas, que os homens da pedr(eir)a perpetraram sobre os nossos jogadores.

Estando absolutamente fora de hipótese qualquer abordagem no sentido da corrupção, compadrios e tráfico de influências entre os membros da nossa honrada classe da arbitragem, penso que cientistas e investigadores deveriam-se empenhar profundamente no estudo das causas de tão grave maleita, tão penalizadora para a saúde de tantos pobres e justos juízes, sempre que alguém trajando o emblema do Dragão é ceifado por um adversário dentro das 4 linhas. Uma verdadeira pandemia.

No entanto, sem detrimento das razões enunciadas nos parágrafos anteriores, haverá uma que de certa forma as tem ofuscado nos jogos mais recentes: A exacerbada falta de confiança de Nuno Espírito Santo (NES).

Desde o empate da equipa vermelha em Paços de Ferreira, que abriu o topo da classificação ao nosso alcance, NES (e a equipa) têm acumulado asneiras, incoerências e um medo gritante de perder. São incompreensíveis as apáticas entradas que tivemos nos últimos 4 jogos. É incompreensível o falhanço táctico que nos custou 2 pontos contra Setúbal, a falta de ambição após o golo do empate na Luz, ou as absurdas substituições Brahimi e A. André em Braga, muito mais próximas de um treinador que quer perder tempo e trancar o resultado, do que procurar os louros do Olimpo.

É inegável o bom trabalho que NES tem feito esta época. Graças a ele, a equipa do Futebol Clube do Porto voltou a ser respeitada nos relvados onde entra. Mas para ganhar títulos é preciso algo mais do que o simples q.b.. É preciso ambição. Coragem para correr riscos. Estofo de campeão. Algo que  urge a NES compreender. A entrada directa na Champions, que o 2º lugar (ainda) confere, não é consolo para nenhum portista.

O mapa classificativo diz-nos que nada está perdido. Sábado passado foi teoricamente o nosso jogo mais difícil. A equipa da Luz também terá que enfrentar o seu. Há (ainda) boas probabilidades de no próximo fim de semana virmos a ocupar essa tão almejada primeira posição, se confiarmos na boa forma leonina e no cumprimento obrigatório da nossa função no Dragão.

Que os deuses da fortuna nos pisquem finalmente o olho e que Nuno consiga meter na cabeça que "SOMOS PORTO" é NÃO TER MEDO de nada, nem ninguém!

Caso contrário, em vez de um set a nosso favor, teremos um match point contra!

19 abril, 2017

O SÉRIO PRESIDENTE DO CONSELHO DE DISCIPLINA.


Desde Junho passado que José Manuel Meirim é o presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, numa escolha que se tem vindo a revelar uma verdadeira falácia, pois o professor de direito desportivo tem por repetidas vezes deixado na gaveta a imparcialidade que se exige a quem desempenha tais funções.

O último episódio, e talvez o mais chocante até à presente data, prende-se com o castigo a Brahimi e Luís Gonçalves após as suas expulsões no sábado passado em Braga.
Em relação a Brahimi, depois de termos assistido a uma série de casos em que nada aconteceu como na semana passada Samaris ter dado um murro num adversário, o mesmo Samaris ter agredido Alex Telles na semana imediatamente anterior, e Luisão (um clássico!) ter encostado a cabeça ao árbitro Nuno Almeida (ok, ficou tudo em família!) no slb-chaves, agora vemos o argelino castigado em dois jogos por alegadamente ter encostado a cabeça ao 4.º árbitro (já alguém viu essas imagens?) e de ter proferido palavras impercetíveis (bandido, não lhe chamou filho da p... pois isso ele já percebia!). Fantástico!
Relativamente a Luís Gonçalves, não sabemos se o descrito como justificação para a sua expulsão é verdade ou não, pois quem mente uma vez, mente quatro ou cinco vezes. O que sabemos é que os casos não são todos tratados da mesma forma, bastando para isso recordar os comportamentos de Rui Costa ontem recordados no Porto Canal e as diversas ocasiões em que o banco do slb (não confundir com Novo Banco, apesar de servir como banco do presidente do slb) pressiona, intimida, insulta e ameaça adversários e equipas de arbitragem.

Mas não é de hoje que José Manuel Meirim tem uma relação difícil com a imparcialidade.
O Sr. Dr., após ser indicado como candidato a CD da FPF, proferiu declarações fantásticas sobre o caso dos vouchers e do caso do atraso do FC Porto num jogo da taça da Liga em 2013/14. Para além de considerar os vouchers algo impoluto (que justiça esperar de quem pensa desta forma?), atente-se ao que diz sobre o atraso do nosso clube: “O ónus da prova está do lado da acusação....”. Ora pergunto eu: Então, que provas factuais existem relativamente aos comportamentos de Brahimi no passado sábado? Basta o 4.º árbitro dizer que este lhe encostou a cabeça quando mais ninguém viu tal coisa? A relação entre coerência e José Manuel Meirim pelos vistos também não passam os melhores dias.

Mas vamos à cereja no topo do bolo!
Em 2014, aquando das eleições para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a sumidade do direito desportivo cá do burgo, mostrou-se muito indignado com a recusa da candidatura de Fernando Seara à presidência da Liga por parte do presidente da Assembleia Geral da Liga.
E o que tem isto de problemático? É que José Manuel Meirim era, à data, advogado de uma Sociedade chamada CSA – Correia, Seara, Caldas, Simões e Associados.
Conseguem adivinhar a quem se refere o nome Seara? Precisamente Fernando Seara, o tal candidato à Liga. Ou seja, Meirim emitiu parecer sobre o colega do mesmo escritório de advogados... ser juiz em causa própria é, de facto, de uma imparcialidade notável. Mas calma, que isto ainda não acabou!
Quem será que também fazia parte desta Sociedade? O dr. João Correia! Este ilustre advogado, entre muitas e muitas coisas, advogado do slb na disputa com Jorge Jesus, chegou a ser o representante do slb na UEFA enquanto era Vogal do Conselho Superior do Ministério Público, eleito pela Assembleia da República. Chega? Não...
Quem também fazia parte desta Sociedade era Nuno Lobo, presidente da Associação de Futebol de Lisboa, o tal que em Setembro de 2013, após um incidente com Pinto da Costa e Adelino Caldeira, afirmou que “Lisboa vai liderar o futebol em Portugal, custe o que custar”.

Em conclusão, o presidente do CD da FPF denota comportamentos não de alguém equidistante dos poderes existentes no futebol, mas sim, alguém que pelo seu passado, percurso e relações, parece não ter condições para desempenhar tais funções. Tem a palavra a direção da FPF.
Até lá, cabe a todos os portistas não se desunirem. Cabe a todos nós continuarmos esta luta com um objetivo comum. Todos remam para o mesmo lado, todos lutam com a mesma orientação. Para desconforto de muitos como Pedro Guerra que criticam Luís Gonçalves e suspiram por Antero Henrique, este clube está diferente. Está lutador, está mais fiel à sua identidade, está mais PORTO. Pode e deve ainda fazer melhor, pode e dever ainda ser mais agressivo e letal como algumas máquinas de propaganda que por aí existem. Mas, ando farto de dizer isto, o caminho que já se percorreu e recuperou esta época, é um ganho que nunca mais poderemos desperdiçar, pois tem que ser um verdadeiro caminho sem retorno.

Um abraço, até domingo no sítio do costume!

18 abril, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

O fim-de-semana de Páscoa, trouxe-nos 2 compromissos do campeonato nacional de ANDEBOL.

Na quarta-feira, a receção aos de carnide era o prato ideal para manter o pavilhão ativo e unido em torno da equipa rumo ao resgate. Uma primeira parte onde nem sempre conseguimos impor o nosso jogo, levava a uma desvantagem de 1 golo ao intervalo. Não só a menor qualidade do nosso andebol nesse período era justificação, mas também os habituais artistas apitadores pretendiam recuperar o “equilíbrio” no campeonato.

Na 2ª parte, a palestra de Ricardo Costa fez efeito e foi já dentro dos últimos 20 minutos que o nosso FC Porto passou para a liderança e foi construindo a marcha do marcador rumo à vitória final. Mais um jogo em que o nosso adversário teve muito menos minutos de exclusão que a nossa equipa. Neste caso, foram 25% das exclusões.

No sábado, foi a vez da deslocação a Águas Santas, onde os locais tentaram fazer encaixe financeiro para o resto da época ao colocarem os bilhetes a 8€ e a impedirem a transmissão do Porto Canal. Na realidade, o que pretendiam, era afastar do pavilhão tudo o que se relacionasse com o azul e branco para assim os lisboetas António Trinca e Tiago Monteiro tentarem “devolver a emoção” ao campeonato. O último jogo após a condenação do Alexis Borges, não começou da melhor forma para a nossa equipa e a 1ª parte foi favorável aos maiatos, que aos 15 minutos lideravam o marcador com 4 golos de vantagem.

A 2ª metade da primeira parte foi favorável à nossa equipa e o intervalo chegava apenas com desvantagem de 1 golo. A 2ª parte manteve o ritmo e alargamos a vantagem até aos 21-17 a 12 minutos do fim do jogo. Em 4 minutos, desperdiçamos essa vantagem e permitimos o empate aos maiatos. Os últimos 8 minutos trouxeram melhor performance da nossa equipa e a vitória final surgiu por 2 golos de vantagem.

O próximo jogo trata-se da deslocação à Madeira, no próximo sábado, pelas 15h00.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL deslocou-se a lisboa para defrontar o carnide, e em sexta-feira santa, resolvemos dar uma pálida imagem do basquetebol que somos capazes de apresentar. O primeiro período foi claramente favorável aos visitados que chegaram ao fim de 10 minutos a vencer por 22-6. Um 2º período favorável à nossa equipa permitiu minimizar a pálida imagem e chegar ao intervalo com o jogo em discussão e uma desvantagem de 7 pontos.

O 3º período voltou a ser favorável aos locais que aumentaram a vantagem para 8 pontos. Como não há 2 sem 3, o último período voltou a ser favorável aos locais que terminaram o jogo com uma vantagem de 17 pontos. Restam 3 jogos até ao final da 2ª fase e necessitamos de vitórias para alcançarmos os play-off em 1º lugar e assim garantirmos o fator-casa em todas as eliminatórias do play-off.

No próximo fim de semana, teremos jornada dupla com a deslocação a Ílhavo (6ª feira, 21h30) e receção ao Guimarães (domingo, 17h45).

A equipa de HÓQUEI EM PATINS regressa à competição no próximo domingo, após pausa para o torneio de Montreux de seleções, com a deslocação a Paço d’Arcos (domingo, 17h).



Abraco,
Delindro