14 setembro, 2018

A MALAPATA DA TAÇA DA LIGA.


FC PORTO-CHAVES, 1-1

O FC Porto tem, de facto, uma estranha relação com a Taça da Liga. Desde a sua estreia no panorama desportivo nacional, os azuis-e-brancos não se dão bem com os ares desta competição. Ano após ano, os azuis-e-brancos têm grandes dificuldades em levar de vencida os seus adversários e em chegar ao derradeiro jogo de uma prova que nunca foi vista com simpatia pelo FC Porto. Sérgio Conceição, no entanto, desde que ingressou no clube, faz questão de mostrar que a Taça da Liga é um troféu para vencer e esta noite voltou a reforçar essa ideia.


Apesar de tudo, o resultado alcançado vai obrigar o FC Porto a fazer dois resultados convincentes nos próximos dois jogos: em casa com o Varzim e, no Jamor, com o Belenenses. Os Dragões empataram em casa com o Desp. Chaves, pela primeira vez na sua história, num jogo em que os flavienses estiveram mais preocupados em promover o anti-jogo do que em contribuir para o espectáculo dentro das quatro linhas.

Sérgio Conceição operou algumas mexidas na sua equipa, com destaque para as estreias de Vaná e de João Pedro. Os azuis-e-brancos entraram com intenção de marcar cedo e Felipe revelou-se o protagonista desta fase do jogo. Primeiro com um desvio de calcanhar para defesa do Guarda-redes contrário e depois, num cabeceamento à figura do mesmo.

O Desp. Chaves alimentava as perdas de tempo, a simulação de lesões e jogava completamente com o relógio. Depois dos 5-0 com que foram brindados na 1ª Jornada da Liga NOS, Daniel Ramos preparou a equipa para fazer este jogo miserabilista. Marega ainda tentou o golo aos 22 minutos, mas a sorte nada quis com o maliano.


O árbitro, complacente com a postura da equipa transmontana, deu dois miseráveis minutos de compensação, no final da primeira parte, o que levou à reacção enérgica e intempestiva de Sérgio Conceição. Com esta reacção do treinador portista, o homem do apito, provavelmente para mostrar algo a alguém, mandou, de imediato, o timoneiro portista para as cabines.

Na segunda metade, a parte inicial continuou com a mesma toada. O FC Porto com vontade de marcar e de chegar à baliza contrária e o Desp. Chaves a contar com a aprovação do juiz de campo para explanar o seu anti-futebol a toda a largura do campo.

Brahimi e Hernâni entraram para tentar resolver o jogo e com as suas presenças, o FC Porto aproximou-se perigosamente da baliza contrária. Até que aos 74 minutos, o argelino, a passe de Herrera, entrou na grande área, pela esquerda, cruzou, a bola sobrou para Hernâni que, num remate espontâneo, bateu António Filipe. Estava feito o mais difícil.


O anti-jogo flaviense, de repente, desapareceu do relvado do Dragão. O Chaves procurou, então, modificar alguma coisa e, numa jogada pela esquerda, a bola foi cruzada para a área portista onde Eustáquio surgiu no segundo poste a bater Vaná. Uma injustiça de todo o tamanho que viria, ainda, a ser acrescentada por uma grande penalidade sobre Aboubakar sonegada, escandalosamente, pelo árbitro da partida.

A terminar o jogo, Jefferson obrigou Vaná à defesa da noite e, logo a seguir, Aboubakar colocou a bola na baliza do Chaves com a mão. O árbitro assinalou o golo, mas depois a decisão foi revertida, e bem, pelo árbitro auxiliar.

É um ensaio pouco inspirador para a estreia na UEFA Champions League, mas não há jogos iguais. O FC Porto poupou algumas peças do seu onze habitual e, com certeza, que na próxima Terça-feira dará uma resposta cabal, na Alemanha quando defrontar o Schalke 04, num saudoso estádio, em Gelsenkirchen.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "O árbitro teve pouca mão no jogo"

Tempo útil de jogo muito curto
“Tivemos entre 12 a 15 minutos de tempo útil de jogo na primeira parte. Cada reposição de jogo do guarda-redes demorava 20, 30 ou 40 segundos, por isso é que me vim embora. Ao intervalo, disse que o tempo útil de jogo era muito curto, muito curto. Obviamente que não falei neste tom, falei num tom mais exaltado, mas foi isto que disse. Vi o árbitro com pouca confiança, com pouco caráter, com algum receio até durante o jogo, pareceu-me estar pouco seguro. A minha expulsão teve a ver com isso, com a forma de estar dele. Estavam lá 12, 15 pessoas que podem testemunhar isso. Não foi por algo mais, foi exatamente isto que se passou e com testemunhas.”

Faltou maior dinâmica e velocidade
“Houve alguma ineficácia da nossa parte. Sabemos que as equipas do Daniel Ramos, quando a equipa adversária joga com dois avançados, encaixam um médio defensivo junto aos centrais. Faltou-nos alguma dinâmica, alguma velocidade na circulação também. Penso que tivemos algumas ocasiões de golo e, não fazendo um jogo espetacular, merecíamos sem dúvida ganhar este jogo.”


Ambição intacta na Taça da Liga
“Queremos ir mais longe nesta competição e eu quero ganhá-la. Vamos fazer tudo para que isso aconteça. Mas temos de meter gente competente, gente que contribua para o espetáculo. Penso que a Liga deu lucro e hoje por exemplo, se tivéssemos aqui o VAR, teríamos conseguido um resultado melhor que o empate.”

Moldura humana bastante interessante
“Esteve uma moldura humana bastante interessante, esta empatia e este envolvimento que eles conseguem criar com a equipa é importante. Da nossa parte, devíamos ter feito um pouco mais, para além daquilo tudo que falei. Um adversário com constantes perdas de tempo, com constante antijogo, foi por isso que falei ao intervalo, porque o árbitro teve pouca mão no jogo.”



RESUMO DO JOGO

05 setembro, 2018

ENGRENAGENS EMPERRADAS.


Em época de reentrés, também eu faço aqui a minha, após um curto e merecido período de férias. Por limitação geográfica (e tecnológica), o reset nas incidências futebolísticas foi quase total, excepto no pontual retorno nostálgico ao velhinho relato para acompanhar as incidências dos jogos com Belenenses e Guimarães.

Como tal, não me vou alongar em acontecimentos de Agosto, debruçando-me essencialmente no que vi a partir deste fim de semana.

Não foi nada auspicioso o que vi.

Vi basicamente os mesmos nomes do ano passado, com uma atitude insegura que nos remete para a pavorosa época Lopetegui/Rui Barros/Peseiro.

Numa óptica optimista, poderá ser apenas um momento fugaz, facilmente ultrapassável se solidificado com vitórias nos próximos compromissos. É tradicionalmente sabido que o período de transferências tem um grande impacto psicológico nos jogadores, especialmente nas equipas vendedoras como o são as nacionais, o que se reflete forçosamente dentro das quatro linhas. A juntar a este foco de instabilidade, é sempre necessário tempo para a adaptação a novos métodos e rotinas de jogo nos jogadores que entram, por forma a que consigam substituir e acrescentar valor àqueles que saíram.

Isto poderá justificar o que se passou no Jamor e no Dragão com o Vitória. Depois de 2 jogos mal conseguidos, e pressionada com as vitórias dos rivais, é compreensível que a equipa se sinta em brasas, como se viu neste jogo com o Moreirense.

De um ponto de vista mais pragmático, existem diferenças no discurso de Sérgio Conceição, que podem inconscientemente estar a prejudicar a equipa. Ao contrário da época passada, onde o treinador passou sempre uma mensagem assertiva de confiança e crença absoluta no êxito, independentemente das rasteiras e contratempos colocados no seu caminho, a presente temporada trouxe um Sérgio menos humilde, quer com jogadores, quer com a direcção.

Não que a razão não lhe assista. Alguns jogadores eram efectivamente fracos demais para um clube como o FCP, e a SAD - mais uma vez - geriu o dossiêr de contratações, com a leveza de um elefante numa loja de cristais. Contudo, tais quezílias podem provocar fissuras na confiança da equipa. As recentes analogias entre a qualidade de jogo e enologia, ou os parabéns a um adversário, que praticamente marcou golo em todas as vezes que chutou à baliza, podem transformar a fissura, num pequeno buraco. Daí ao colapso...

Para bem de todos, e principalmente do FC Porto, esperemos que a silly season e o fim da janela de transferências, tenham trazido alguma paz de espírito à equipa, e ao seu treinador.

Independentemente das críticas que Sérgio Conceição possa merecer, ou não, é de um absurdo total, e de uma insultuosa ingratidão, o burburinho tímido de alguns portistas - se lhes podemos chamar assim - a pedir a cabeça do treinador. Haja decoro!


Lista A: Casillas, Vaná, Maxi Pereira, Éder Militão, Felipe, Alex Telles, Jorge, Óliver, Herrera, Danilo, Bazoer, Otávio, Sérgio Oliveira, Hernâni, Brahimi, Aboubakar, Marega, Corona, Adrián López e André Pereira

Lista B: Diogo Costa, Chidozie, Diogo Leite e Bruno Costa.

São estes os escolhidos para atingir os Oitavos da Champions.

Olhando para o grupo que nos calhou, e para um FC Porto de outros tempos, diria que era para fazermos o pleno de pontos. Para o Porto atual, apesar de termos obrigação de passar esta fase, ela estará longe de ser um mero passeio. Sendo, teoricamente, um grupo mais acessível do que o da temporada passada, não é menos verdade que, teoricamente, o nosso plantel também é mais fraco do que o da época passada.

Mais do que a surpresa de Adrián López, ou mesmo Hernâni, estarem entre os escolhidos, estranha-se que Bazoer, um recém-chegado, que vem de duas épocas medianas no Wolfsburgo (e por empréstimo...), seja preferido a João Pedro, que seria a alternativa lógica a Maxi. Assim, para substituto de Maxi, teremos Éder Militão, que por sua vez terá sair do eixo da defesa, cedendo o lugar a Diogo Leite. Se alguma lesão acontecer a um elemento da defesa, teremos que passar à fase do improviso. Confuso, no mínimo, para um sector onde rotinas e estabilidade é meio caminho andado para o sucesso.

Contratar 2 defesas laterais de raiz numa pré-época, e ter que se socorrer à pressa da renovação de um pré-reformado para garantir os mínimos de qualidade a um flanco, não é azar. É incompetência.

Cumprimentos Portistas

PS.- Surgiu já fora do alcance desta crónica, mas nunca é tarde para referir. Parece que nova bomba vai rebentar para os lados galináceos. Desta vez, não é Francisco J. Marques o protagonista principal. É o próprio Ministério Público. Algo me diz que o gabinete de crise vai ter que fazer horas extra :-)

02 setembro, 2018

REGRESSO ÀS VITÓRIAS.


FC PORTO-MOREIRENSE, 3-0

O FC Porto regressou, esta noite, às vitórias na Liga NOS depois de um terrível percalço na última jornada e que tirou a liderança da prova aos azuis-e-brancos. O jogo não foi famoso, nem mostrou a qualidade a que nos habituou o treinador Sérgio Conceição.

A equipa não está oleada nem de perto, nem de longe. Há muito trabalho pela frente e muitas afinações para fazer. Sérgio Conceição agradece esta paragem para compromissos de selecções. Primeiro para trabalhar um maior e melhor entrosamento dos novos jogadores e depois para delinear estratégias, de forma a preparar a equipa para o próximo ciclo de jogos com a Champions League pelo meio.


O jogo com o Moreirense foi uma partida em que o FC Porto teve uma entrada satisfatória, mas depois a etapa complementar deixou muito a desejar. A equipa responde bem na etapa inicial e tem uma quebra na segunda parte. Assim se verificou nos jogos com o Belenenses e com o V. Guimarães, com desfechos antagónicos. O Moreirense mostrou bons apontamentos e incomodou o FC Porto, de certa forma.

No onze inicial, destaque para a estreia de Éder Militão e para o regresso de Marega à titularidade para ocuparem as vagas de Diogo Leite e André Pereira, respectivamente.


Nos minutos iniciais, o FC Porto mostrou o habitual ascendente e chegou a beneficiar de uma grande penalidade sobre Aboubakar, revertida, à posteriori, e bem pelo VAR. Mas aos 15 minutos, após a cobrança de um pontapé de canto, Militão subiu ao segundo andar, desviou a bola para Herrera atirar para a baliza de Jhonathan. Estava feito o mais difícil. Os Dragões mantiveram o acelerador a fundo e o 2-0 chegou perto da meia hora, após bela jogada pela meia direita com Marega a rematar cruzado ao poste e Aboubakar a recargar para o fundo das malhas.

Sobre a primeira parte estamos conversados. Típica etapa inicial dos Dragões, idêntica à do jogo com o V. Guimarães. Na segunda parte, o marasmo regressou para atormentar a equipa azul-e-branca. Há atletas que estão fora de forma e outros que revelam a idade nas pernas, como é o caso de Maxi Pereira. Para além disso, os portistas não estão a gerir bem os ritmos e dinâmicas durante os jogos e isso tem colocado a própria equipa em sobressalto. Nota para a intervenção de Herrera aos 70 minutos quando tratou de reunir as tropas num momento de paragem instantânea no jogo.


O Moreirense dividiu a etapa complementar com o FC Porto, quer no domínio territorial, quer nas oportunidades de golo. Apesar de tudo, o jogo acabou por correr bem aos Dragões que, ao cair do pano, sentenciaram o jogo com um golo de Marega a concluir uma bela jogada de Otávio pela esquerda. Um resultado algo exagerado perante a produção de jogo das duas equipas em campo.

Valeu pelo resultado e pelo regresso de Danilo à competição, cinco meses após longa paragem por lesão. Um regresso muito aplaudido nas bancadas do Dragão. Notas finais para a estreia muito interessante de Militão e para a bela moldura humana que, mais uma vez, pintou o anfiteatro de azul e branco.

O FC Porto regressa à competição no fim-de-semana de 15-16 de Setembro com o Desp. Chaves, num jogo a contar para a Taça da Liga que antecede o jogo inaugural da Champions League. A Liga NOS só regressa no fim-de-semana de 22-23 com a deslocação dos Dragões ao Estádio do Bonfim.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Iremos voltar a ser tudo aquilo que fomos"

Entrada forte no jogo
“Foi uma entrada forte no jogo, em que conseguimos fazer dois golos contra uma equipa que veio aqui discutir o jogo, uma equipa chata, com qualidade. Hoje em dia, toda a gente trabalha bem, de forma organizada, e se baixarmos um pouco a intensidade, o nosso ritmo, não fica fácil. Mais de 50 por cento dos jogadores que entraram hoje em campo chegaram mais tarde, o Brahimi esteve sem treinar vários dias, o Marega esteve fora, ainda não tem ritmo de jogo, o Danilo esteve de fora e voltou, é de realçar, assim como o golo do Marega. O regresso do Danilo é extremamente importante para o grupo. É um jogador importante até pelo seu espírito.”

Vinho tinto ou champanhe?
“Hoje foi um bocadinho das duas coisas. Tivemos convidados que vieram para participar na festa. É de louvar o trabalho que o Ivo Vieira tem feito no Moreirense. Como disse, acho que é uma equipa que vai conseguir vencer mais jogos fora que em casa.”

Satisfeito pelo resultado
“Era importante dar uma resposta, principalmente no resultado. Iremos voltar a ser tudo aquilo que fomos, de certeza.”


Sobre a paragem
“É importante esta paragem, neste momento. Temos alguns jogadores nas seleções, isso é positivo, há que trabalhar estes novos jogadores e inseri-los no contexto da equipa.”

A importância dos adeptos
“Somos todos um. Estamos todos aqui a lutar pelo mesmo, pelas vitórias. Espero que surjam muitas, porque eles merecem. Mesmo na segunda parte, em momentos em que estivemos menos bem, puxaram por nós.”

O abraço dos jogadores a Moreno
“O Moreno está com um problema familiar, vai ter de se ausentar, e somos todos importantes no clube. Há um respeito grande por toda a gente que trabalha, seja o roupeiro, seja o homem que trata da relva, merecem o mesmo respeito que as pessoas mais importantes do clube.”

Militão na seleção do Brasil
“Os meus parabéns ao Militão. Um jovem de 20 anos chegar à seleção do Brasil é de louvar. Parece-me uma pessoa equilibrada, não só no jogo como fora dele.”



RESUMO DO JOGO

31 agosto, 2018

A ÉPOCA DAS NOSSAS MODALIDADES - BASQUETEBOL / ADV. EUROPEUS.


Na sequência dos posts anteriores hoje irei-me debruçar sobre os adversários europeus da equipa de....
  • BASQUETEBOL
A nossa equipa de basquetebol inicia a época com a eliminatória perante o BC Nizhny Novgorod com jogos no Dragão Caixa a 20 de Setembro e a deslocação a Nizhny Novgorod a 22 de Setembro.

À semelhança do adversário europeu da equipa de andebol, também este adversário foi fundado no ano 2000. As semelhanças com o adversário do andebol não ficam pelo ano da fundação já que também esta equipa não tem títulos nacionais relevantes, sendo as melhores performances o título de campeão da 2ª divisão em 2010 e um 2º lugar na 1ª divisão russa em 2013/14. Na taça russa também a melhor performance é um vice-título em 2011 e 2018.

A nível internacional o ano de 2013/14 foi, ainda, o ano de melhor performance com a presença nas meias-finais.

Na época de 2017/18, o nosso adversário também esteve presente nesta fase da Liga dos Campeões onde defrontaram os Antwerp Giants e cujo desfecho foram 2 derrotas, tendo sido relegados para a FIBA Europe Cup onde jogaram no grupo H e se qualificaram em 1º lugar com um saldo de 5 vitórias e apenas 1 derrota. Na 2ª fase de grupos, disputaram o grupo I e apuraram-se em 2º lugar com um saldo de 3 vitórias e 3 derrotas.

Com esta classificação, nos 1/8 final defrontaram os cipriotas Keravnos Strovolou B.C. onde o desfecho foram 2 vitórias para os russos. Nos 1/4 final o adversário foi o S.S.P. Reyer Venezia Mestre onde uma derrota na 1ª mão em Itália e uma vitória no jogo na Rússia foi insuficiente para lograrem o apuramento. A equipa que eliminou o nosso adversário em 2017/18 acabou por vencer a competição o que dá ainda mais valor à campanhã europeia do nosso adversário.


A nossa presença em 2017/18 iniciou-se com a pré-eliminatória da FIBA Europe Cup perante os israelitas do Bnei Rav-Bariach Herzliya, onde no agregado vencemos por 151-150. Na fase de grupos ficamos classificados no Grupo C, onde a nossa performance se cifrou por 3 vitórias e 3 derrotas, que impediu o nosso apuramento. Um dos nossos adversários na 1ª fase de grupos, Kataja Basket Club, ficou no grupo I e no confronto com o Nizhny Novgorod teve 2 derrotas o que demonstra o valor da equipa que nos calhou em sorte na Liga dos Campeões de Basquetebol.

O plantel do nosso adversário sofreu uma reformulação face à época anterior o que não nos permite aferir a real valia deste plantel uma vez que as performances de 2017/18 foram-no com um plantel claramente diferente do que nos irá defrontar a 20 e 22 de Setembro.

Até à eliminatória com o FC Porto, o nosso adversário irá defrontar 3 equipas eslovenas (Sencur, Olimpija Ljubliana e Zlatorog), os turcos do Besiktas, os Montenegrinos do Buducnost e ainda 2 equipas sérvias (FMP Belgrad e Estrela Vermelha). Deste leque de adversários, podemos notar uma preparação muito forte com adversários de enorme valia, onde podemos dar especial destaque ao adversário Montenegrino que irá participar na Liga Europeia 2018/19.

Tendo o nosso plantel sofrido, como acontece anualmente, algumas mexidas importantes e sendo esta eliminatória numa fase muito precoce da temporada, acredito que será uma eliminatória muito complicada para as nossas cores e o desfecho mais real deverá ser a “despromoção” para a FIBA Europe Cup. No entanto, um pavilhão cheio e com grande apoio a 20 de Setembro, poderá ajudar a criar uma vantagem que permita sonhar no jogo em solo russo pelo que todo o apoio é fundamental no dia 20 de Setembro.

Abraço,
Delindro.

30 agosto, 2018

LIGA CAMPEÕES 2018/2019 - SORTEIO FASE GRUPOS.


Lokomotiv, Schalke e Galatasaray no caminho europeu
FC Porto integra o Grupo D da Liga dos Campeões ao lado de russos, alemães e turcos

O sorteio da fase de grupos da edição 2018/19 da Liga dos Campeões realizado na tarde desta quinta-feira, no Mónaco, ditou que o FC Porto terá como adversários os russos do Lokomotiv Moscovo, os alemães do Schalke 04 e os turcos do Galatasaray. Os quatro clubes integram o Grupo D da mais prestigiada competição europeia de clubes, na qual os Dragões são recordistas de presenças (23) ao lado de Barcelona e Real Madrid.

O Lokomotiv é o atual campeão da Rússia e nunca defrontou o FC Porto nas competições europeias. O plantel orientado por Yuri Semin integra dois internacionais portugueses: o médio Manuel Fernandes e o avançado Éder, que apontou o golo que deu aos ferroviários o terceiro título de campeão do palmarés, no qual ainda juntam sete Taças da Rússia.

O Schalke 04 é o único dos três adversários que já defrontou os portistas em jogos oficiais, sendo que a última vez foi há precisamente dez anos, nos oitavos de final da Champions. É treinado pelo germano-italiano Domenico Tedesco, que conduziu os azuis reais ao segundo lugar da Bundesliga e joga no estádio onde, em 2004, o FC Porto se sagrou campeão europeu pela segunda vez na história, com uma vitória sobre o Mónaco por 3-0.

Os campeões da Turquia voltam a cruzar-se com os portistas pela segunda época consecutiva. Se em 2017/18 foi o Besiktas, desta vez é o Galatasaray comandado por Fatih Terim que, na sua quarta passagem pelo clube, o levou à conquista do 21.º título de campeão nacional. No plantel dos leões turcos alinham dois brasileiros bem conhecidos dos portistas, o central Maicon e o médio Fernando.



CALENDÁRIO DO GRUPO D

1.ª jornada (18/09/18)
Schalke 04-FC Porto (20h00)
Galatasaray-Lokomotiv Moscovo (20h00)

2.ª jornada (03/10/18)
FC Porto-Galatasaray (20h00)
Lokomotiv Moscovo-Schalke 04 (17h55)

3.ª jornada (24/10/18)
Lokomotiv Moscovo-FC Porto (20h00)
Galatasaray-Schalke 04 (20h00)

4.ª jornada (06/11/18)
FC Porto-Lokomotiv Moscovo (20h00)
Schalke 04-Galatasaray (20h00)

5.ª jornada (28/11/18)
FC Porto-Schalke 04 (20h00)
Lokomotiv Moscovo-Galatasaray (17h55)

6.ª jornada (11/12/18)
Galatasaray-FC Porto (17h55)
Schalke 04-Lokomotiv Moscovo (17h55)



FASE DE GRUPOS DA LIGA DOS CAMPEÕES 2018/19

Grupo D: Lokomotiv Moscovo (Rússia), FC PORTO (Portugal), Schalke 04 (Alemanha), Galatasaray (Turquia)

Grupo A: Atlético Madrid (Espanha), Borussia Dortmund (Alemanha), Mónaco (França), Club Brugge (Bélgica)

Grupo B: Barcelona (Espanha), Tottenham (Inglaterra), PSV Eindhoven (Holanda), Inter (Itália)

Grupo C: Paris Saint-Germain (França), Nápoles (Itália), Liverpool (Inglaterra), Estrela Vermelha (Sérvia)

Grupo E: Bayern (Alemanha), Benfica (Portugal), Ajax (Holanda), AEK Atenas (Grécia)

Grupo F: Manchester City (Inglaterra), Shakhtar Donetsk (Ucrânia), Lyon (França), Hoffenheim (Alemanha)

Grupo G: Real Madrid (Espanha), Roma (Itália), CSKA Moscovo (Rússia), Viktoria Plzen (República Checa)

Grupo H: Juventus (Itália), Manchester United (Inglaterra), Valência (Espanha), Young Boys (Suíça)

OS 5 PROBLEMAS QUE ESTÃO A AFECTAR O ARRANQUE DO FC PORTO.


1. Ausência de Marcano
Uns apontam as falhas de Maxi, outros lembram a displicência de Telles. Para mim, nem uma coisa nem outra. Maxi começou a época, aliás, a todo o gás, enquanto que Telles é somente um lateral de calibre selecção brasileira. O maior problema tem dois nomes: Ivan Marcano. Todos os grandes centrais do FC Porto – e eles foram ENORMES – afirmaram-se já depois dos 24 anos.
Estava nas Antas quando vi a estreia desastrosa de Ricardo Carvalho, com as nossas cores, oferencendo um golo de bandeja a um avançado adversário. Viria a ser o melhor defesa do mundo (o melhor de sempre na Premier League), mas naquele dia ainda não estava preparado. Jorge Costa andou por vários empréstimos antes de chegar ao FC Porto e, mesmo quando teve lugar no plantel, suportou ser uma segunda escolha, atrás de Aloísio, Couto e José Carlos. Pepe era fortemente assobiado nos inícios de Dragão e Bruno Alves, também ele, demorou bastante a afirmar-se de azul-e-branco. Dizendo isto, Diogo Leite tem todas as qualidades para ser um central à Porto, mas ainda tem que amadurecer.
Felipe é um grande central, mas vemos hoje que o líder da defesa era claramente Marcano, central rodado, experiente e que, sem necessitar de chamar a atenção, limpava a área com categoria e eficácia.

2. Falta Músculo a meio-campo
O Porto de Conceição é capaz de passar 80% dos jogos a atacar e a carregar nos adversários. No entanto, nenhuma equipa no mundo pode dispensar um verdadeiro carregador de piano. Isso ficou bastante claro desde aquela mítica saída de Makelelé do Real Madrid. O clube madrileno aprendeu isso e hoje em dia não dispensa Casemiro à frente da defesa. O Barcelona não admite vender Busquets. O City de Guardiola utiliza Fernandinho, o Bayern joga com Javi Martínez. O FC Porto, fruto da difícil lesão de Danilo, joga com dois médios box-to-box, mas que não apresentam, nenhum deles, as normais características de um trinco.
Mesmo a nível de cultura FC Porto, o chamado trinco que protege a zona defronte dos centrais assume já uma importância histórica. Vários nomes de eleição fizeram essa posição: Paulinho, Paredes, Costinha, Assunção, Fernando e agora Danilo.
Herrera e Sérgio Oliveira vinham dando conta do recado, mas, para um campeonato inteiro, a falta de um trinco na verdadeira acepção da palavra é dramática para qualquer equipa. A ausência do português tem até uma dupla consequência: além de não termos ninguém fadado para proteger a zona 6, temos Herrera mais preocupado em defender e incapaz de pressionar mais à frente. Assim, o regresso de Danilo poderá soltar Herrera para funções mais adiantadas, dando-lhe liberdade de pressionar e de iniciar a construção em terrenos mais próximos da baliza.

3. O Fantasma chamado Abou
No ano passado, Abou e Soares apareceram como a dupla de eleição do ataque de pré-época do FC Porto. Notava-se no camaronês uma enorme alegria em campo. Entretanto, Soares lesionou-se (tal como agora…) e Marega saltou para o 11. Nesse arranque demolidor, Abou fez quease a totalidade dos 30 tentos com que viria a acabar a época. Este Aboubakar é um jogador totalmente diferente: triste, acabrunhado, lento, de ombros caídos, sem chama, incapaz de surgir desmarcado para armar o remate. Nenhuma equipa grande resiste à ausência de um grande avançado.

4. As Lesões e a Menor Concorrência
Começar uma época sem Danilo não é fácil; ver um reforço como Mbemba chegar e lesionar-se no 1º treino muito menos; depois foi a vez de Soares, num filme já com demasiadas repetições; agora são as queixas musculares de Brahimi e Corona. Ou os jogadores estão a trabalhar pouco ou estão a trabalhar com cargas demasiado pesadas. A rever com atenção.
No ano passado, Iker teve em José Sá uma sombra. Ricardo Pereira nunca pôde descansar, pois Maxi é um profissional de corpo inteiro. Alex Telles tinha em Dalot uma alternativa mais do que viável. Felipe, Marcano e Reyes tinham todos estatuto de titulares. Danilo tinha Sérgio Oliveira a morder-lhe os calcanhares. Abou, Soares e Marega degladiavam-se por um lugar no 11. Hoje em dia, fruto de saídas importantes e de lesões, há jogadores em claro sub-rendimento e de alguma forma acomodados. Esperemos que João Pedro, Mbemba e Militão sejam opções credíveis e comecem a lutar por um lugar no 11, tal como Oliver já agora.

5. Incapacidade de controlar o jogo
Há uma diferença entre dominar um jogo e controlá-lo. Sérgio Conceição é especialista na primeira arte, mas ainda é um treinador tenro na segunda. Sou um dos maiores apreciadores do estilo de Conceição, pois veio trazer ao FC Porto aquilo que lhe faltava nos últimos 4 anos: capacidade de rasgar e dinamitar os autocarros adversários, fruto de uma maior capacidade de explosão no último terço do terreno, aliando a isso uma alma e um carácter à Porto.
Se no capítulo ofensivo, Sérgio Conceição só poderá ser comparado a Bobby Robson e a André Villas-Boas, tal é a velocidade e dinamismo que imprime no último terço do terreno, no capítulo de controlo do jogo já desde o ano passado que se notam lacunas evidentes. Este Porto só vê baliza e parece só saber divertir-se quando a ordem é atacar. Ora, uma das maiores qualidades da equipa de José Mourinho era essa mesma: ser mestre em baixar o ritmo, arrefecer os ânimos e dar o domínio do jogo ao adversário, mantendo ainda assim o controlo do mesmo. Com Mourinho a ganhar 2x0, os jogos entravam naquela toada morna, de faltas e faltinhas a meio-campo, com jogadores no chão a simular lesões, trocas de bola entre os centrais e o guarda-redes, e, de tanto sono que dava, os 90 minutos surgiam como um alívio para todos. Não era tão bonito como agora, mas era mais eficaz.

Rodrigo de Almada Martins

29 agosto, 2018

HÁ DERROTAS QUE MATAM, OUTRAS QUE DESPERTAM!


A ideia de que há derrotas que matam, outras que despertam já tinha sido lançada há várias décadas pelo génio de Saint-Exupéry, porém o passado sábado fez questão de a recuperar na sua máxima essência. Sim, porque perder para o Campeonato no nosso Dragão não acontecia há mais de dois anos.

Está nas mãos (na verdade é mais nos pés até) do nosso plantel e do nosso treinador provarem que esta derrota servirá muito mais para despertar a equipa que foi campeã no ano passado do que propriamente para matar qualquer esperança de provar que a época anterior foi muito mais do que... o Herrera aos 90.

Eu prefiro acreditar que foi uma derrota para despertar, porque vi atributos à Campeão na reação ao que aconteceu. Por parte de adeptos, equipa, treinador, clube, universo azul e branco.   

Vi adeptos verdadeiros
Os verdadeiros apoiam sempre, não viram as costas ao primeiro embate, nem levantam o rabinho da cadeira rumo ao carro ou ao metro antes do jogo acabar só porque não estão a gostar do que estão a ver. A maioria apoiou e não abandonou a equipa à angústia já de si praticamente inevitável por via daquela derrota.

Vi reações inteligentes
Inteligentes e realistas, percebendo que nem somos os magos da bola porque demos 5-0 ao Chaves num grande jogo, nem somos tão fraquinhos que deixámos o VSC virar um 2-0 no nosso estádio para 2-3. Somos, isso sim, uma equipa de campeões, que está ainda à procura não só da melhor forma e dinâmica, mas também tentando reinventar-se por forma a disfarçar alguns problemas e limitações que tem. A boa notícia é que os rapazes podem muito mais do que mostraram até agora. A má notícia é que essas tais limitações são ainda mais visíveis no plantel do que na equipa-base propriamente dita. Quando o calendário apertar…. You know what I mean.

Vi coragem no treinador   
Todos sentimos que não merecemos mais do que a sorte que tivemos. O mais incrível foi vermos Sérgio Conceição assumi-lo, sem desculpas, com toda a frontalidade e honestidade do mundo. O mister disse o que todos sentíamos naquele momento, mas que raramente ou quase nunca ouvíramos em passados comparáveis. Aquela flash interview + conferência de imprensa foram, na minha humilde opinião, um dos momentos mais marcantes (na imprensa) do seu legado de um ano e poucos meses na cadeira de sonho. Porque é bom para o clube (e mais ainda para a equipa) admitir o que é responsabilidade nossa com coragem e sem truques, e porque isso é também salutar para o futebol de mais alto nível. Os grandes, os verdadeiros grandes, conseguem ser ainda maiores quando perdem.  Mesmo que seja a coisa que mais odeiam fazer nesta vida.

Vi reações honestas na hora em que fomos beneficiados  
Ninguém teve problema de, prontamente, admitir que aquele segundo golo devia ter sido invalidado por offside e só algo muito anormal podia justificar a sua validação. Dito assim até parece óbvio e quiçá de um bacoco regozijo, já que é uma questão de dignidade apenas. Mas eu lembro-me de um certo jogo no ano passado de um golo anulado ao Herrera (que estava em jogo assim por, pelo menos, um metro) onde se andaram a contar histórias da carochinha só para não admitir o que mais custava: que o FCP deveria ter vencido aquele jogo. E também posso lembrar o famoso jogo da Vila das Aves onde uma falha no sistema do VAR permitiu que o Benfica fosse beneficiado. Acusem-me de ser faccioso, mas a reação pública não foi mesmo a mesma, não foi sequer comparável.

E agora queria ver…. Resiliência
Resiliência... na equipa, nos adeptos, na estrutura, em todo o lado. Resistir à adversidade, adaptar-nos à diferente circunstância que nos trouxe tão inesperada derrota. Evoluirmos na aprendizagem, com os erros cometidos. Não repetir erros. Potenciar o que de bom temos feito. Enfim, o bê-á-bá de uma reação à Campeão. E para acabar, uma dica “provocatória”, reforçada nos últimos dois jogos. Oliver de início, Mister! Porque não? Eu sei que é um assunto polémico, mas eu sou um dos que quer combater a ideia de que no seu 11 só cabem os jogadores da passada larga, do choque, da corrida e da “intensidade”.   Sim, Oliver ainda remata à baliza como se estivesse nas escolinhas, mas nos pés dele a bola é mais redonda. Quantas bolas perde? Quantas vezes deixa a equipa numa melhor posição depois de soltar a bola? Quantas vezes vê o que mais ninguém viu? A sério que um jogador com estes pés não tem mais minutos? Das últimas vezes que vi Oliver entrar, fiquei sempre com a sensação (se calhar foi só mesmo sensação às tantas) de que a equipa ficou melhor, de que a equipa ganhou qualidade de jogo. Vá lá Mister, não queria começar a ser chato com este assunto. Só uma vez, num jogo a sério qualquer. E atenção que Domingo é para voltar a ganhar. Just saying….


28 agosto, 2018

RUI FILIPE - A MORTE HÁ 24 ANOS.


Parece mentira, mas não é. Foi a 28 de Agosto de 1994, há exactamente 24 anos, que o nosso querido Rui Filipe nos deixou em direcção ao céu mais azul.

O autor do primeiro golo daquela que foi a maior epopeia futebolística do futebol português – o Penta Campeonato – viria a morrer em Vale de Cambra, num desastre de viação, quando cumpria um jogo de castigo.

Nesse mesmo dia, o inaudito aconteceu e o FC Porto teve que ir a jogo no já extinto Estádio Mário Duarte, derrotando o Beira-Mar. Dizia o Prof. Hernâni Gonçalves, também já falecido, que “no FC Porto ganhar não é o mais importante. É a única coisa”. Este jogo foi a excepção que confirma a regra. Todos os jogadores naquele dia – assim como todos os adeptos – trocariam de bom grado essa vitória pela vida de Rui Filipe.

Além desse golo que viria a inaugurar a dinastia do Penta, Rui Filipe figurou e inscreveu o seu nome na lista de marcadores numa das maiores vitórias internacionais fora de portas do FC Porto, naqueles 0x5 de Bremen que dizimaram o então campeão da Alemanha.

Não esquecemos.
Saudade imensa!

Rodrigo de Almada Martins