12 dezembro, 2017

DUALIDADES!


Foram precisas 14 jornadas, uma ofensiva cerrada à aberrante actuação do VAR e restante equipa de arbitragem no último FC Porto - benfica, e uma rara entrevista do Presidente Pinto da Costa, para finalmente se ter uma arbitragem isenta no campeonato!

Aliás, quase isenta.

Pois se o árbitro fosse mais rigoroso, no Setúbal não teria sido só o seu técnico a ser expulso. Não só a entrada assassina de sola a Marega na 1a parte deveria ter sido punida com vermelho (por bem menos, Maicon que o diga num passado FCP - Boavista), como Vasco Fernandes não recebeu o 2º amarelo obrigatório pelo penalty cometido (já tinha visto um amarelo aos 25 minutos).

Quanto à celeuma em torno do primeiro golo do FC Porto, é mais uma prova escabrosa da desonestidade intelectual, profissional e ética do jornalismo nacional, crédula com a "veracidade" do twitter benfiquista e seus já habituais frames "avariados", do que em cumprirem com a função que está escrita na sua carteira profissional.


Esta imagem do Record, acompanhada pelo título de crónica "Empurrão arrasador" é taxativa do quão baixo estes jornais são capazes de ir para tentarem arranjar uma realidade alternativa à verdade.


Contudo a verdade é impiedosa para estas ninhadas de ratos. As imagens são explicitas. A não ser que Aboubakar tenha optado pela utilização de um super-wonderbra que lhe inflacionasse os peitorais, é por demais evidente o puxão na camisola do avançado portista, anterior ao empurrão, que o existiu, ao jogador vitoriano. Intensidades à parte.


Este suposto "caso" tem tanto de ridículo, que a opinião do painel de arbitragem do jornal "O Jogo" é unânime a aprovar a validade da decisão do Sr. Tiago Martins

Agora pergunto: quantos penaltys já não beneficiou Jonas em situações idênticas (ou piores... lembram-se da Vila das Aves?) a este lance?

Dualidades numa procura hipócrita pela pacificação.

Cumprimentos Portistas.

11 dezembro, 2017

LIVERPOOL É O ADVERSÁRIO NOS “OITAVOS” DA CHAMPIONS.


Primeira mão joga-se no Estádio do Dragão a 14 de fevereiro e a segunda em Anfield Road​​​​​​​​​ a 6 de março.

O sorteio dos oitavos de final da Liga dos Campeões realizado esta segunda-feira em Nyon, na Suíça, ditou que o Liverpool será o adversário do FC Porto nos oitavos de final. Os azuis e brancos, que estão pela 13.ª vez na fase a eliminar da prova​, jogarão a primeira mão no Estádio do Dragão a 14 de fevereiro de 2018 e a segunda em Anfield Road a 6 de março.

Cinco vezes campeões europeus, a última das quais em 2004/05, os reds foram os primeiros classicados do Grupo E, com 12 pontos somados à custa de três vitórias e outros tantos empates. Foram ainda a segunda equipa mais concretizadora da fase de grupos (23 golos, menos dois do que o Paris-Saint Germain), tendo sofrido seis golos.

FC Porto e Liverpool já se cruzaram por quatro vezes nas competições europeias, tendo-se registado dois empates e duas vitórias dos britânicos. Em 2007/08, encontraram-se na fase de grupos da Champions: no Dragão, o jogo terminou com um empate (1-1) e em Liverpool, o resultado foi a favor dos anfitriões (4-1).

O encontro anterior foi relativo aos quartos de final da edição 2000/01 da Taça UEFA/Liga Europa: na primeira-mão, disputada no Estádio das Antas, ninguém marcou golos (0-0); na segunda, em Anfield, os ingleses levaram a melhor (2-0).

10 dezembro, 2017

VENDAVAL NO SADO.


SETÚBAL-FC PORTO, 0-5

Um autêntico vendaval assolou o país de norte a sul mas foi no Sado que o vendaval desportivo do fim-de-semana teve a sua real marca.

O FC Porto deslocou-se a Setúbal para defrontar o Vitória local e não fez a coisa por menos. Aplicou chapa 5 sem espinhas. Varreu tudo o que viu à frente e ainda houve tempo para um ou outro desperdício na hora de rematar à baliza.


Neste jogo, Sérgio Conceição fez algumas alterações. Felipe, expulso no último jogo da Champions League, ficou no banco e Maxi jogou na lateral direita, fazendo subir Ricardo para a ala.

O FC Porto continua, com muita pena para muitos, a praticar um grande futebol e a derrotar os adversários sem apelo nem agravo. O futebol jogado é uma autêntica máquina de fazer golos. Depois dos cinco golos ao Mónaco, a dose repete-se frente ao V. Setúbal.

O V. Setúbal tentou entrar bem no jogo, de forma a surpreender os Dragões. Mas as intenções ficaram-se por uma investida de Edinho que terminou nas mãos de José Sá. A partir daí o FC Porto dominou todo o jogo, não concedendo qualquer veleidade ao seu adversário.

À passagem dos 31 minutos, surgiu o primeiro golo. Até aí os azuis-e-brancos tinham desperdiçado duas oportunidades. O golo foi obtido por Aboubakar na sequência de um pontapé de canto. Muito contestado por José Couceiro, mas sem razão.


Inicialmente, fiquei com a sensação de que Aboubakar terá empurrado Edinho quando se fez ao lance mas depois vendo bem a repetição, Edinho puxa a camisola do camaronês e só depois é que se dá o toque de Aboubakar no jogador sadino. A ser marcada falta, teria sido grande penalidade.

O árbitro deixou seguir e o FC Porto adiantou-se e bem no marcador. Os Dragões passaram a marcar maior presença na área contrária. A equipa parecia um rolo compressor.

Foi sem surpresa que aos 40 minutos Marega fez o 2-0, na sequência de um remate de Aboubakar defendido pelo guarda-redes contrário e de uma bola no poste de Maxi. Se o V. Setúbal já se sentia com poucas possibilidades de reagir, depois do segundo golo ficou sem quaisquer hipóteses.


A fechar a primeira parte, Aboubakar entrou na grande área, rodou sobre dois adversários e foi tocado no pé direito. O penalty, prontamente marcado pelo árbitro, exigiu intervenção do VAR que chamou o juiz de campo para ver as imagens. Passaram-se três longos minutos de espera para se decidir se haveria ou não de se dar lugar à marcação de um pontapé de penalty.

Ao fim deste tempo, o penalty é confirmado pelo árbitro e Aboubakar ampliou para 3-0, resultado com que se atingiu o intervalo.

A segunda metade trouxe novidades para além das já verificadas na etapa inicial. Corona substituiu Brahimi numa gestão clara de poupança da parte de Sérgio Conceição. O jogo continuou com sentido único.

Apesar do vendaval com chuva e vento forte verificados que, por vezes, alterava a trajectória da bola, o FC Porto continuou com uma intensidade impressionante no jogo.

Aos 69 minutos, Marega, numa jogada fantástica na direita, cruzou para Aboubakar que só teve que encostar para a baliza. 4-0.


Depois disso, Soares entrou e Danilo saiu mas o FC Porto não perdeu fulgor. Aos 82 minutos, Aboubakar retribuiu a Marega a gentileza. Num lançamento em profundidade, com alguma ajuda do vento, Aboubakar isolou Marega e o maliano faz um chapéu perfeito ao Guarda-Redes contrário que saiu da baliza para fazer a mancha. 5 golos sem resposta.

O jogo terminou pouco tempo depois com uma vitória robusta dos Dragões que continuam na liderança da Liga NOS, prontos para a luta pelo ceptro nacional.

Destaques naturais para dois homens da equipa azul e branca: Aboubakar e Marega foram os reis da noite e construíram a vitória indiscutível e arrasadora do FC Porto.

Próxima paragem no Dragão para a recepção ao V. Guimarães a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, antes da também recepção ao Marítimo, jogo da 15ª Jornada da Liga NOS.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Hoje divertimo-nos com bola”

Sem espinhas
“Foi uma resposta importante para nós próprios, pois não jogamos em função de ninguém, jogamos em função da nossa exigência e do nosso trabalho. Temos consciência de que somos um grupo de qualidade e sabíamos que tínhamos de fazer o nosso trabalho. Ganhámos o jogo de forma meritória e convincente. Parabéns aos jogadores, que fizeram um ótimo trabalho num campo onde é sempre difícil jogar.”

Focados em si próprios
“Estes jogos pós-Champions são sempre difíceis. Não havia qualquer intranquilidade ou pressão extra por os nossos rivais terem jogado antes e ganho. Há um caminho traçado e foco no nosso objetivo, com uma preocupação grande em preparar os jogos para ganhar. Conquistámos três pontos de forma fantástica. Nos primeiros dez minutos, o Vitória de Setúbal tentou surpreender-nos, mas a partir daí pegámos no jogo. Deixo uma palavra ao Vitória de Setúbal, que merece o meu carinho. Desejo-lhe tudo de bom.”


Aboubakar e Marega
“O que pretendo é que eles façam o que estão a fazer: golos. Mas é o culminar de um trabalho da equipa que hoje foi muito bom. Hoje divertimo-nos com bola e tivemos uma posse de bola muito interessante, com muita qualidade. Assim fica difícil para os adversários contrariar o nosso jogo. Tivemos muito bem nesse aspeto e os golos foram surgindo com naturalidade, mas os golos são apenas uma parte do trabalho dos avançados. Como todos são altruístas, tudo fica mais fácil.”

Reyes de início, Felipe no banco
“Achei que era o momento de Reyes jogar. O Felipe é um jogador muito importante, como são todos os outros, mas também é preciso haver alguma gestão. Os jogadores mais utilizados são os dois centrais. Além disso, também teve a ver com a nossa preparação para este jogo. Tenho um plantel que me dá boas dores de cabeça.”

Muitos portistas em Setúbal
“Fiquei muito agrado com a presença de tantos adeptos do FC Porto, com um tempo difícil e uma viagem de mais de 300 quilómetros. É esta cumplicidade que existe entre os adeptos e a equipa. Esta atmosfera é fantástica. Estamos todos no mesmo barco neste mar azul e a remar para o mesmo lado. Temos de continuar assim.”



RESUMO DO JOGO

09 dezembro, 2017

FOTO MÍSTICA #8 - Jardel [1997]


O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com .


Época: 1996/1997
Local: Estádio do SLB
Data: 11.01.1997
Resultado: SLB 1 x 2 FC Porto
Aparecem na fotografia: Jorge Soares, Mário Jardel

“Tu querias conhecer os pássaros,
voar como o Jardel sobre os centrais”

Nenhuma outra fotografia fará tão jus ao verso imortal de Carlos Tê como este instante, capturado quando Jardel parece pairar no ar muito mais tempo do que Jorge Soares, incapaz de chegar à bola com a cabeça, enquanto que o Super Mário consegue controlá-la com o peito.

A partir daí é história. Quem viu o jogo partilha a mesma ideia: depois da bola bater no peito, parece que se passaram séculos, vimos a bola subir, vimos a bola baixar vertiginosamente e o cérebro teve tempo de questionar o que é que ele ia fazer desta vez. Jardel, com o seu ar ingénuo e calma habitual, parece apenas perguntar a Michel Preud’homme para que lado quer a bola. Quando ela se aproxima do chão, já lá está o seu pé certeiro, a desferir potente e indefensável remate.

Um dos melhores golos de sempre – e foram tantos!... – do brasileiro que o FC Porto foi buscar ao Grémio de Porto Alegre há (pasme-se!) mais de duas décadas: 1996. Como o tempo passa!!

Com a distância que os anos permitem, convém lembrar aos mais novos que Jardel não era propriamente idolatrado por toda a massa associativa azul e branca, exigente por tradição e por mentalidade. Havia muitos que lhe apontavam os defeitos de não saber jogar fora da área, “que era menos um com a bola no pé”, que não sabia correr, que não fintava, que prejudicava o jogo da equipa, que só sabia marcar golos, que isto e aquilo. Talvez por isso, diz-se, Octávio Machado tenha recusado o seu regresso às Antas em 2001, quando já havia sido entrevistado de cachecol ao pescoço no rés-do-chão da Torre das Antas. Acabou por ir parar a Alvalade, ainda a tempo de ser campeão e facturar 67 golos em 62 jogos. A felicidade que teve no jogo, faltou-lhe depois na vida: a passagem por Lisboa foi destrutiva para a vida pessoal do jogador, que se afundou até hoje nos seus próprios mitos e fantasmas.

Mas naquela altura, às críticas, o brasileiro respondia sempre com golos, golos e mais golos. Sem lesões, sem paragens, sem cansaço, na Campeonato ou na Champions, servido por excelentes executantes: Drulovic, Capucho, Zahovic, Edmilson, principalmente estes, alimentaram durante largos anos a veia goleadora do avançado, que ainda hoje detém o recorde do estrangeiro com mais golos na história do FC Porto (175 jogos, 168 golos). Um impressionante registo, uma máquina de golos das antigas, um goleador para a história.

O FC Porto alinhou nesta partida com Hilário, Sérgio Conceição, Jorge Costa, Aloísio, Fernando Mendes, Paulinho, Barroso, Edmilson, Drulovic, Zahovic e Jardel. Segurança e coesão atrás, talento puro à frente e muita mística pelo meio. Uma fórmula de sucesso.
João Vieira Pinto, o adversário mais temido dos anos 90, ainda fez a igualdade, mas o capitão Jorge Costa tratou de a desfazer na segunda parte após recarga, numa baliza onde marcava golos por tradição e convicção.

Mário Jardel viveu os melhores anos da sua vida e da sua carreira na Invicta, protegido por uma Direcção altamente dedicada e profissional e por um grupo de atletas que eram quase como uma família. O avançado brasileiro encontrou no Porto o ninho ideal para a sua personalidade e capacidades individuais, colocando-as ao serviço do colectivo como era regra do Departamento de Futebol. Sagrou-se campeão nacional com António Oliveira (2x) e com Fernando Santos, venceu duas Taças de Portugal e 3 Supertaças Cândido de Oliveira. Será para sempre considerado como o terceiro Bota-de-Ouro do FC Porto (1999), depois do bis do mítico Fernando Gomes. Os adeptos portistas recordar-se-ão para sempre de Jardel naquele seu estilo elegante e aprumado, como na fotografia, de camisola por dentro dos calções e costas direitas. Um avançado que não fazia carrinhos e que só sujava os calções quando era hora de mergulhar para a relva e cabecear de peixinho. Um ponta-de-lança à moda antiga, um alemão nascido por erro abaixo da linha do equador, que jogava parado e com quem a bola parecia ir ter. A sua movimentação típica era de bailado: sob marcação, dava um passo à frente para enganar o defesa e quando o cruzamento pingava, Jardel já estava nas costas do adversário a facturar sem dó nem piedade. Um craque de pé direito, pé esquerdo e, principalmente, de cabeça.

Nas Antas só foi infeliz por uma vez, ao serviço do Sporting, quando falhou o único penalty dos vários que dispôs na temporada 2001/2002. Nesse dia, quando foi substituído, foi brindado talvez com uma das maiores assobiadelas que as Antas guardam memória. Eu estava lá e recordo-me do seu ar de incredulidade e desilusão junto da Curva Sul: mãos nas ancas como era seu timbre e a abanar a cabeça, em jeito de mágoa. Parecia simplesmente não compreender o ódio que as gentes do Porto lhe demonstravam, quando ele tanto tinha contribuído para as páginas gloriosas do clube. Jardel não foi capaz de perceber que não era ódio que os ultras destilavam, mas sim apenas tristeza, muita tristeza de não o poderem ver vestido de azul-e-branco.

Depois de Galatasaray e Sporting, Jardel tornou-se num autêntico globetrotter do futebol mundial, com passagens pelo Bolton, Ancona, Newell’s Old Boys, Alavés, Goiás, Beira-Mar, Anorthosis, United Jets, Criciúma, Ferroviário, América (CE), Flamengo (PI), Chemo More e Rio Negro (AM), terminando a carreira em 2011 no Al-Taawon da Arábia Saudita. Mário Jardel, o Super Mário, continua a tentar descobrir o seu Norte. Procura, no fundo, outras Antas para a sua vida.

Rodrigo de Almada Martins

06 dezembro, 2017

A NATURAL LIGAÇÃO COM A EUROPA DO FUTEBOL.


FC PORTO-MÓNACO, 5-2

Em 22 épocas de presenças na Liga dos campeões, prova que vai na sua 26ª edição, o FC Porto alcança o lugar entre as 16 melhores equipa do Velho Continente pela 13ª vez. É a única equipa portuguesa capaz de ombrear regularmente com os mais poderosos até à fase a eliminar.

A jogar perante os seus adeptos e dependendo apenas de si para alcançar a passagem aos 1/8 de final da prova, os Dragões não poderiam estar à espera para ver o que faziam os alemães do Leipzig sobre os turcos do Besiktas. Tinham que vencer o seu jogo e a partir daí nada mais interessava.


A vitória desta noite teve, principalmente, a responsabilidade da veia goleadora de Aboubakar e o que o camaronês fez pela equipa no jogo e nos restantes golos.

O jogo começou bem para os Dragões com Aboubakar a abrir o marcador aos 9 minutos. Desmarcação de Brahimi à entrada da área e o camaronês, rapidíssimo, a rematar para o fundo das malhas.

Depois disso, os portistas pareceram retrair-se um pouco no relvado, tentando controlar o jogo a meio-campo, baixando as linhas e o ritmo de jogo. Foi uma conduta, provavelmente, inconsciente, visto que estava em jogo uma qualificação que valeria 7,5 milhões de euros com a vitória no jogo desta noite.

O Mónaco também não criou situações dignas de registo. Tentou chegar à baliza de José Sá mas sem qualquer efeito prático. O FC Porto ficou mais tranquilo e perto da meia hora, Danilo rematou fortíssimo para grande defesa de Benaglio a sacudir a bola para canto.


Aos 33 minutos, Danilo (está a subir de forma) serviu Aboubakar na meia-esquerda e este, já dentro da área, tirou um adversário do caminho com uma finta de corpo e bateu fulminantemente Benaglio. Começava a desenhar-se o destino do jogo.

Um penalty sobre Brahimi já tinha ficado por marcar mas o FC Porto soube faz pela vida. Soube atacar e ser eficaz. E é assim que terá de ser até ao fim da época para não correr o risco de ser prejudicado em pontos por culpa da arbitragem que, em Portugal, já retiram à equipa 4 pontos.

A seguir vieram as expulsões. 38 minutos de jogo num lance mais viril, os jogadores Felipe e Ghezzal envolveram-se em quezílias pouco edificantes e receberam ordem de expulsão. Apesar disso, o jogo do FC Porto sofreu poucas alterações. Sérgio Conceição colocou Reyes em campo e retirou A. André, a imprevista titularidade do jogo face à lesão de Otávio durante o aquecimento.


A fechar a primeira parte, o FC Porto deu o xeque-mate ao jogo. Aboubakar picou a bola sobre a defesa monegasca, Brahimi surgiu no coração da área e desviou a bola para a baliza contrária. 3-0 ao intervalo é um resultado muito confortável no jogo da Champions League.

Na segunda parte, o FC Porto tratou de controlar o jogo e contou com um Mónaco mais forte, mais subido e mais atrevido. O jogo passou a ser mais dividido. O Mónaco rematou mais vezes à baliza, muitas delas sem sentido mas depois fez dois golos.

Aos 61 minutos, Glik reduziu a desvantagem da equipa forasteira para 3-1 na conversão de uma grande penalidade. Mas quatro minutos volvidos, os Dragões repuseram a vantagem com Alex Telles a rematar bem e cruzado, obtendo um golo de belo efeito.

O jogo ficava mais equilibrado com as entradas de João Moutinho e Falcao no Mónaco, entradas muito aplaudidas pelo público. Aos 77 minutos numa saída de baliza extemporânea junto à linha de fundo, José Sá hesitou e quando regressava para a baliza, o cruzamento apanhou-o em contra-pé. Disso se aproveitou Falcao que num belo golpe de cabeça reduziu novamente a desvantagem da sua equipa para dois golos.


No golo de Falcao, eu ouvi aplausos nas bancadas!!! Aplaudir um golo do adversário??? Sinceramente, este público é uma anedota. São capazes de assobiar Herrera ou Marega à mínima falha, jogadores que dão tudo pela equipa em todos os jogos e depois vão aplaudir um golo adversário por ter sido obtido por um ex-jogador do clube. Lamentável!

Oito minutos depois, o FC Porto repunha a vantagem de três golos por intermédio de Soares. Um golo muito importante para o ponta-de-lança brasileiro.

Prevalece a tradição e a história de que frente à equipa monegasca a vitória é e foi sempre pela diferença de três golos.

Cumprida a missão e os objectivos mínimos na Champions League, o FC Porto terá de concentrar as suas responsabilidades nas competições nacionais, principalmente na Liga NOS, onde defronta no Domingo o V. Setúbal no Bonfim.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não vamos deixar cair nada”

Caráter, personalidade e qualidade
“Tivemos o percalço da lesão do Otávio no aquecimento e isso acabou por abalar a nossa fase inicial no jogo, apesar de termos feito golos. Tivemos períodos de alguma precipitação na primeira fase de construção e isso poderia ter-nos causado problemas. Com as expulsões houve mais espaço para jogar. É de louvar que esta equipa, mesmo estando a ganhar, nunca tenha deixado de procurar mais golos. Sabíamos que os automatismos desta equipa do Mónaco não eram os melhores e tentámos aproveitar isso, sabendo do potencial individual deles. Fizemos o nosso trabalho e só podemos dar os parabéns aos jogadores pelo nosso trajeto. Com jogadores da casa, fomos uma equipa de carácter, com personalidade e qualidade. Conseguimos ser a única equipa portuguesa nos oitavos de final da Liga dos Campeões. A equipa e o clube estão de parabéns, pois é um apuramento merecido.”

Uma equipa sempre à procura do golo
“Fico contente com a vontade e a objetividade da equipa, mas por vezes é preciso controlar o jogo com bola. Num ou noutro momento faltou-nos paciência, mas esta equipa tem uma ambição muito grande de chegar à baliza contrária. Há sempre aspetos a melhorar e a aperfeiçoar, mas, no geral, só posso estar satisfeito. Poucos acreditavam nesta equipa e no trajeto que tem feito até agora, sobretudo no Campeonato e na Liga dos Campeões.”


Gestão de esforço(s)
“Era importante gerir o esforço, sobretudo o do Marega, devido ao problema físico que ele teve recentemente. Ele é um jogador muito ofensivo e o Corona, mesmo sendo avançado, tem características diferentes. O Aboubakar também saiu pois no fim de semana temos mais um jogo importante que queremos muito ganhar.”

Um balneário a sonhar
“O sonho faz parte do nosso balneário e temos os nossos objetivos bem definidos. Passar aos oitavos de final da Liga dos Campeões era um deles e está cumprido. De tudo o que vier, não vamos deixar cair nada e vamos continuar a sonhar. Mas agora já estamos focados no Campeonato e vamos querer ganhar em Setúbal. Temos um objetivo muito grande, que é sermos campeões.”

A lesão de Otávio e a expulsão de Felipe
“O Otávio teve um problema muscular durante o aquecimento e o nosso departamento médico vai agora analisar a extensão da lesão. Quanto ao Felipe, é um momento que pode mas que não deve acontecer. Fico triste com as duas situações, mas o futebol é isto.”

Aboubakar e Marega
“O Aboubakar é um jogador que aprecio e, como avançado, tem características que me agradam, tal como o Marega e o Soares também. Até poderia ir buscar um avançado de não sei quantos milhões, mas queria ficar com o Aboubakar. Quanto ao Marega, não foi uma surpresa para mim. Quando estava no Nantes, queria ter levado o Marega para lá, por isso, quando cheguei ao FC Porto, disse na hora que queria que ele voltasse.”



RESUMO DO JOGO

05 dezembro, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Esta semana, a modalidade da semana será o BASQUETEBOL. A nossa equipa disputou 2 jogos e em 2 terrenos tradicionalmente difíceis (Ovar e Guimarães).

No 1º jogo, em Ovar, a nossa equipa desde cedo assumiu a liderança no marcador e no fim do 1º período a vantagem era de 6 pontos. O 2º período voltou a ser favorável à nossa equipa, e foi com uma vantagem de 8 pontos que chegamos ao intervalo. A 2ª parte voltou a seguir o caminho da 1ª e assim, chegamos ao fim do jogo com uma vantagem de 20 pontos que só não foi superior porque na parte final surgiram 3 apitadores muito desafinados que nos tentaram descarrilar, mas essa tarefa não foi bem sucedida.

No sábado nova deslocação e desta vez o destino era Guimarães. Pavilhão bem composto e hostil à nossa equipa foi o que nos esperou nesta jornada. A equipa entrou bem ofensivamente, mas defensivamente não conseguia lidar com o jogo exterior adversário. Só com a entrada do base André Bessa a equipa conseguiu suster o jogo exterior e assim chegar ao fim do 1º período com uma vantagem de 2 pontos. O 2º período foi melhor da nossa parte, mas as trocas durante o período fizeram com que o resultado ao intervalo fosse de apenas 4 pontos. O 3º período voltou a ser favorável à nossa equipa e com 75% do jogo cumprido a vantagem era de 6 pontos. A entrada para o 4º período, com um 5 menos feroz, levou a que a vantagem desaparecesse e os locais sonhassem com a vitória.

Nos últimos 5 minutos,com a entrada dos americanos, a equipa foi buscar o último fôlego e conseguiu ir buscar a vitória. Os números indicam que o MVP da nossa equipa foi Will Sheehey, mas um jogador merece-me um destaque especial, André Bessa. A intensidade que colocou no processo defensivo serviu para ajudar a equipa a estar mais perto da vitória. Do lado dos locais, o ex-atleta do FC Porto Miguel Maria fez um jogo fenomenal, tendo sido responsável por 40% dos pontos.

O próximo jogo da nossa equipa será a receção ao Elétrico no próximo sábado pelas 21h00


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se a Valongo para defrontar os locais, e uma primeira parte menos conseguida levantava apreensão, mas a boa resposta na 2ª parte permitiu a saída de um pavilhão complicado com 3 pontos.

No sábado, foi a vez da receção ao HC Braga e logo aos 2 minutos chegamos à vantagem. O intervalo chegava com vantagem de 2 golos para a nossa equipa. Na 2ª parte, a tendência foi a mesma, mas com mais golos (5-2) e assim o resultado final cifou-se em 7-2.

No próximo fim de semana, é a vez do regresso da Liga Europeia com a deslocação a Follonica, onde uma vitória significará praticamente a vitória no grupo. O Campeonato regressa no dia 13 com a deslocação a Barcelos.

Um aspeto que gostaria de ver esclarecido era como é que Silva Coelho e Paulo Almeida arbitraram 11 minutos de um jogo equilibrado sem que a equipa que liderava o marcador por 1 golo lhe visse ser sancionada uma única falta. Depois de Miguel Guilherme, parece que em lisboa há novos meninos queridos.

A equipa de ANDEBOL recebeu o Xico Andebol em jogo da última jornada da 1ª volta do campeonato nacional e a vitória nunca esteve em causa desde o 0-0 inicial.

O próximo jogo será a deslocação a Braga para defrontar o ABC amanhã pelas 21h00. No próximo fim de semana, receberemos o Madeira SAD no sábado.



Abraco,
Delindro

PORTA DOS FUNDOS.


Saiu ontem na imprensa desportiva espanhola o rumor do interesse do Newcastle de Rafa Benitez, em contratar Casillas já na próxima janela de transferências em Janeiro.

Vindo de um jornal que não é propriamente muito amistoso com madrilistas, bem como muito provavelmente nem se terá dado ao trabalho de fazer qualquer investigação jornalística, a notícia valerá tanto como as de junho ou julho, em plena silly season.

No entanto...

Desde que Casillas foi colocado no banco por suposta falta de aplicação no treino, o que seria uma "repreensão" passou a veredicto final. Pelos dados presentes, salvo algum golpe de teatro, não é crível que José Sá volte ao banco, cabendo eventualmente ao guardião espanhol a rotação em jogos de taças.

Obviamente, nós como adeptos privilegiamos o que é melhor para o clube. Se nos disserem que José Sá é o futuro das redes azuis e brancas, e a aposta nele é consciente, ainda para mais podendo beneficiar de conselhos de uma lenda das balizas, encantados!

Contudo, pondo-nos no lugar do guardião espanhol, a situação presente é, no mínimo, desconfortável, ampliada ainda mais pelo injustificado "castigo", numa época em que até àquele momento (Leipzig) estava tão somente a ser a melhor da carreira de Casillas. Além disso, apesar das recentes exibições consistentes, o jovem português que está à frente nas escolhas, não apresenta nenhuma mais valia evidente que o próprio não fosse capaz.

Como tal, onde há fumo...

Ser Portista é vibrar, defender, amar o clube, mas também ser crítico e exigente na sua melhoria, sempre em busca da utópica perfeição. Mesmo que com uma importância na história azul e branca inferior a Lucho ou Quaresma, não estou a ver qual o orgulho de empurrar para a obscura porta dos fundos do Dragão, jogadores que sempre demonstraram profissionalismo, qualidade e dedicação, como é o caso de Iker.

Ser Porto é olhar embevecido para as despedidas que André, João Pinto, ou mais recentemente, Deco tiveram. Esse é o espírito a mostrar aos presentes e futuros atletas. Não ensinar-lhes que o Dragão é uma mera paragem milionária rumo a outras galáxias.

Cumprimentos Portistas

PS. Conscientemente, contornei ao largo o recente clássico. Mesmo 3 dias após o embate, o meu estado de espírito em relação ao que se passou em campo, ou melhor, ao que se passou ou não numa casota fedorenta em Oeiras, continua a ser este:


Como pedem estes senhores da arbitragem respeito e pacificação, quando nos gozam, roubam e insultam semana sim, semana sim?

04 dezembro, 2017

UM PÉSSIMO RESULTADO E UMA ARBITRAGEM INEXPLICÁVEL.


Não há vídeo manipulado, frame apagado ou manipulação bacoca e barata que disfarce ou esconda o lance em que Aboubakar se encontrava 2 metros atrás do último defesa adversário (por sinal perto da bandeirola de canto) e que foi invalidado, invalidando também o golo de Herrera.

Não há qualquer justificação para o facto do árbitro assistente ter invalidado um lance em que Aboubakar estava 2 metros atrás de uma criatura que está quase ao pé da bandeirola de canto, nem qualquer justificação para o ter feito indo contra as indicações decorrentes da implementação do VAR, ou seja, salvo lances de evidente fora-de-jogo os árbitros assistentes devem deixar seguir o lance pois em caso de irregularidade de fora-de-jogo, tal fica evidente pela analise posterior do VAR. Assinalando aquele fora-de-jogo, ficou automaticamente excluída a hipótese de recorrer ao VAR. Um erro grave num lance de golo com CLARA influência no resultado final.

Inexplicável foi também o facto do lance em que o central da equipa adversária faz uma abordagem ridícula a um lance, cortando a bola com o braço, algo não permitido pelas regras do futebol. Até posso admitir que é um lance de difícil análise, apesar da bola ter claramente batido no braço do defesa que não estava junto do seu corpo, mas o que é inexplicável é o sr. Jorge não ter sequer recorrido ao VAR para verificar a legalidade do lance em causa. Não quis sequer ver o lance pela tv, porquê? Teve medo de ver o que não queria?

Quanto ao jogo jogado, numa analise séria e racional o resumo que já foi feito pela generalidade da crítica desportiva corresponde de facto aquilo que se passou. O FC Porto entrou mal nos primeiros 20 minutos, período em que o seu adversário esteve melhor em campo, a partir daí foram 70 minutos de claro domínio azul e branco, com várias oportunidades, ora pela esquerda, ora pela direita, ora pelo meio. Passando por um lance de golo claro que foi inexplicavelmente invalidado, tudo culminou com uma oportunidade desperdiçada por Marega num cabeceamento a poucos metros da baliza.

Em suma, um péssimo resultado perante uma equipa que jogou grande parte do tempo à “equipa pequena”, jogando claramente para o pontinho. Empatamos em alvalade injustamente porque jogamos bem mais que o rival e empatamos injustamente no Dragão na passada 6ª feira num jogo onde durante 70 minutos dominamos por completo o adversário, e onde tivemos várias oportunidades de golo, pecando claramente no capitulo da eficácia. Infelizmente, a conversa da justiça e do merecimento de pouco vale agora, valendo sim a tabela real. E o que a tabela nos diz é que estamos na liderança com vantagem nos golos e com apenas 3 pontos de vantagem sobre o 3º classificado. É pouco, muito pouco para o que produzimos até agora… Mas é o que há. O bom trabalho feito até aqui não pode deixar dúvidas sobre o futuro próximo. Trabalhando desta forma, treinador e jogadores estarão mais perto do sucesso do que em anos anteriores. Merecem todo o apoio dos adeptos.

Importa agora focalizar totalmente no importantíssimo jogo de 4ª feira. Estamos a uma vitória de distancia de fazer 10 pontos e alcançar o apuramento para os oitavos-final da Champions League num grupo difícil, com o vice-campeão alemão, o bicampeão turco e o campeão francês, semifinalista da CL do ano anterior… Ou seja, estamos a uma vitória de garantir um dos grandes objetivos da época, a par da conquista do campeonato e taça de Portugal. Seria bonito ver um Dragão cheio que contribua positivamente para o FC Porto chegar ao seu habitat natural, os oitavos-final da CL.