17 janeiro, 2017

7 MESES DE NES.


Cumprida que está meia época, é tempo de fazer um balanço sintético do desempenho desportivo do FC Porto até esta altura.

O primeiro objetivo da época foi conseguido com distinção e surpresa, enorme surpresa diga-se. Antes do sorteio do playoff de acesso à Champions League, do lote de equipas que nos poderia calhar havia uma bem superior a todas as outras, ou seja, a “fava” a evitar a todo o custo. Seguindo a lógica da “lei de Murphy” que tem assolado o FC Porto com mais frequência do que o habitual nos últimos anos, pior adversário que a Roma (que atualmente está a 1 ponto da Juventus, a discutir o “scudetto”) não nos poderia efetivamente calhar.

Numa fase inicial da época, com imensas lacunas por preencher (muitas dessas lacunas infelizmente não foram devidamente colmatadas e ainda permanecem por resolver!), uma equipa em construção, com novo treinador, novos métodos, tudo a partir da estaca zero, como aliás, tem sido habitual nos últimos anos, vencer a Roma afigurava-se como um cenário quase utópico. Pois bem, como dizia o outro foi “limpinho, limpinho, limpinho”, empate a 1 no Dragão e vitória estrondosa em Roma, deixando estupefactos os italianos. É verdade que os últimos 3 anos de FC Porto não têm sido bons, mas mesmo nesses 3 anos por vezes o grande FC Porto europeu das últimas décadas vem ao de cima, nomeadamente, em Nápoles numa eliminatória da Liga Europa ou frente ao Bayern Munique no Dragão para os quartos-final da Champions. De facto, a estaleca europeia do FC Porto é algo que 3 anos maus não destruíram por completo.

Como uma espécie de compensação divina, a verdade é que o sorteio da fase de grupos foi bastante simpático. A passagem aos oitavos-final foi para o FC Porto, ao contrário do que acontece com as duas equipas lisboetas, algo normal e até obrigatório tendo em conta o riquíssimo palmarés europeu do clube. Objetivo cumprido, mas longe de deslumbrar. Nos oitavos-final calhou-nos a Juventus, teoricamente, a 2ª equipa mais difícil que nos poderia calhar, logo a seguir ao Barcelona. Temos pouco a perder e muito a ganhar, eles são super-favoritos, mas nós, fazendo um bom resultado no Dragão, que passará necessariamente por não sofrer golos e marcar algum, poderemos colocar dúvidas na eliminatória, e mesmo as grandes equipas europeias não convivem bem com dúvidas...

O primeiro objetivo perdido veio em meados de novembro, numa deslocação a Chaves, em que as coisas só se resolveram nos penalties. O problema é que antes de chegar aos penalties, existiram vários lances duvidosos sempre decididos contra o FC Porto e um CLARO, EVIDENTE e ESCANDALOSO lance, perto do fim do tempo regulamentar, em que um defesa do Chaves perante um remate de um jogador do FC Porto coloca as mãos no ar fazendo uma belíssima defesa dentro da sua própria grande área. É verdade que poderíamos não ter marcado aquele penaltie, mas um jogo tem regras e naquele as mesmas não foram cumpridas em prejuízo de quem? Do FC Porto, pois claro! No resto, a falta de eficácia que um pouco por toda a época se tem sentido.

Sobre o segundo objetivo perdido, a Taça da Liga, há pouco a dizer. Ficar dois anos consecutivos em ultimo lugar na fase de grupos com equipas de II Liga e “marrecos” que lutam para não descer, extravasa o campo desportivo e tem seguramente a ver com algo superior que me escapa. Provavelmente, uma atitude displicente que o clube sempre teve perante esta competição e que se mantém. Acho é que não fica bem a um dos clubes com melhor palmarés europeu dos últimos 30 anos (provavelmente só superado pelos grandes tubarões Barça, Real, Bayern e Manchester) continuar a ficar em ultimo lugar de uma competição que é a menos relevante do panorama nacional, é certo, mas que não deixa de ser uma competição oficial.

Sobre o mais importante objetivo, a competição nacional por quem todos os adeptos suspiram há 3 anos, o campeonato, há efetivamente várias coisas por dizer. Em primeiro lugar, que nunca me lembro de ver um consenso tão alargado sobre o facto do FC Porto ser claramente o clube mais prejudicado pelas arbitragens ao longo da época, não uma, duas, nem três, mas várias vezes, em várias competições e com vários protagonistas de apito na boca. A segunda, é que efetivamente o FC Porto também tem responsabilidades próprias nos pontos que já perdeu. A terceira, é que mais responsabilidade que jogadores ou treinador, a SAD é a grande responsável por termos aqui e acolá perdido pontos de forma estúpida. Entra pelos olhos adentro de qualquer pessoa minimamente atenta que era necessário um avançado em condições e que Depoitre não é, nem nunca será esse avançado. Quando falamos de uma posição nuclear como a de ponta-de-lança, penso que está tudo dito. Quanto ao resto, notas positivas também são algumas: para André Silva que tem um belíssimo pecúlio de golos até ao momento, para a produção defensiva da equipa que acaba por ser a melhor defesa da competição, para o futebol praticado em vários momentos, numa quantidade assinalável de jogos a equipa produziu futebol com cabeça, tronco e membros, criou muitas oportunidades de golo e várias vezes foi penalizada por uma ineficácia ofensiva que seguramente seria melhor caso se tivesse ido buscar (alô SAD?!?!?!) um ponta-de-lança com créditos minimamente firmados num campeonato europeu minimamente decente (uma bundesliga, por exemplo...).

A verdade é que apesar de todos os problemas internos, há algo que tem de ser creditado a NES: a equipa produz algum futebol, tem um modelo de jogo e uma ideia clara para atingir os seus objetivos. É um modelo de jogo que tem obviamente defeitos e problemas, mas dá claramente a ideia que os “ovos” têm mais responsabilidade do que propriamente o "cozinheiro" quando a “omeleta” não sai tão bem. E atenção, estou muito longe de ser um fã de NES, procuro é ser honesto nas minhas análises, e tendo em conta os senhores do apito, a qualidade de alguns “ovos” e a falta de outros “ovos” que já se deviam ter comprado, o trabalho de NES afigura-se como hercúleo até ao final da época. A menos que, algo no qual eu não acredito minimamente, seja colmatada a lacuna há muito identificada: um ponta-de-lança para ser o parceiro de André Silva!

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

A escolha do jogo da semana vai para a partida de HÓQUEI EM PATINS em Barcelona.

A partida era importante para o FC Porto e decisiva para o Barcelona que, em caso de não vitória, iria ver o FC Porto dar um passo de gigante rumo ao 1º lugar do grupo.

O FC Porto entrou melhor no jogo e era sempre mais perigoso no ataque, sucedendo-se as oportunidades para chegar à vantagem. Assim, foi sem surpresa que a nossa equipa chegou à vantagem por intermédio de Gonçalo Alves aos 5 minutos da 1ª parte na conversão de um livre. Se o empate já era melhor para a nossa equipa do que para os catalães, a vantagem azul e branca era o passo claramente definitivo para garantir o 1º lugar no grupo. O FC Porto continuava melhor no jogo e sempre perto do 2º golo. Foi com alguma surpresa que assistimos ao empate por parte dos catalães. O empate chegava com um empate a 1 bola.

Na 2ª parte, o Barcelona entrou mais forte e foi com alguma naturalidade que o jogo se encontrava mais equilibrado. Os catalães começavam a assumir mais protagonismo e chegaram à vantagem por 2-1. Num lance um pouco duvidoso, foi assinalado penalti contra o FC Porto que permitiu ao Barcelona chegar ao 3-1. O critério de arbitragem não era uniforme e foi com alguma perplexidade que assistimos à anulação do 3-2 num lance algo duvidoso. Depois um livre direto falhado para cada lado que poderia ter recolocado a nossa equipa na luta pelo resultado não mais conseguimos chegar à luta pelo resultado.

A nossa equipa regressa à competição no próximo sábado às 18h00 ante o Valongo, onde se espera uma excelente casa, já que a equipa de futebol joga às 16h00 contra o Rio Ave.


AS OUTRAS MODALIDADES

A nossa equipa de ANDEBOL recebeu o Boa Hora em jogo da 19ª jornada e, se toda a gente esperava um jogo tranquilo para alargar a série de vitórias, foi sem surpresa que a vitória sorriu à nossa equipa. Ao intervalo, a nossa equipa já vencia por 18-9. Na 2ª parte, viveu-se um jogo mais equilibrado com um parcial de 12-11 favorável à nossa equipa.

A nossa equipa volta a competir nesta quarta-feira para repor o jogo da 17ª jornada e alargar a série de vitórias. Maior dificuldade que a que deverá ser imposta pelo adversário Avanca, poderá ser a imposta por 2 indíviduos que se deslocarão desde Braga. Precisamos de um Dragão Caixa vigilante e presente no apoio à nossa equipa.

A equipa de BASQUETEBOL deslocou-se a S. Paio de Gramaços em jogo que se esperava tranquilo e foi sem surpresa que ao fim de 10 minutos já a vantagem azul e branca se cifrava no dobro da pontuação. O 2º período foi mais rico em pontos, mas a diferença no fim dos primeiros 20 minutos já era inferior ao dobro de pontos do Sampaense. O 3º período voltou a permitir ao FC Porto atingir o dobro da pontuação, marca que também se verificou no fim do jogo. O jogo permitiu ao FC Porto rodar todos os atletas e que todos os atletas contribuíssem com pontos para o resultado final

O banco do FC Porto contribui com 61% dos pontos enquanto o banco do Sampaense apenas contribuiu com 44%. A rotação dos plantéis é uma das explicações para este resultado.

A nossa equipa volta a competir no próximo sábado, às 21h00, ante o CAB Madeira.



Abraco,
Delindro

15 janeiro, 2017

COMPROMISSO COM A VITÓRIA.


FC PORTO-MOREIRENSE, 3-0

Depois das escorregadelas dos adversários directos, restava ao FC Porto vencer o jogo desta noite frente ao Moreirense. O compromisso com a vitória tinha de ser cumprido jogando mal, bem ou assim-assim. E ele foi alcançado com maior ou menor dificuldade perante um adversário que deu pouco trabalho, apesar de ter tido a primeira oportunidade do jogo.


Depois do regresso aos resultados menos conseguidos e de mais uma panóplia de actuações de arbitragens vergonhosas, o FC Porto teve um resultado tranquilo perante uma arbitragem discreta. Com um erro ou outro sem influência directa no resultado, os Dragões levaram de vencida o conjunto de Moreira de Cónegos.

Depois de uma oportunidade soberana no início de jogo desperdiçada por Geraldes, assistiu-se a uma avalanche ofensiva azul e branca. Apesar disso, até à meia hora de jogo, os azuis-e-brancos não fizeram um jogo muito conseguido. Várias intenções de golo mas não passaram de ameaças.

Aos 30 minutos, Telles cobrou um livre junto à área verde e branca. O guarda-redes sacudiu para perto da bandeirola de canto e Marcano, recuperando a bola, cruzou para a área onde apareceu Óliver a rematar para as malhas. Estava aberto o marcador.


Depois disso, receava-se um abrandamento do Dragões, se olharmos para o histórico de partidas desta época, mas os portistas procuraram mais golos. O certo é que o FC Porto aumentou o seu caudal ofensivo e o jogo pareceu mais fluído. Foi então que se assistiu a um bom jogo, até porque o Moreirense tentou subir mais e entrar no jogo, proporcionado um duelo aberto.

Não espantou ver o FC Porto chegar ao 2º golo. Numa perda de bola dos Cónegos no meio-campo portista, permitiu a Diogo Jota cavalgar mais de 30 metros, deixar a bola para Corona que, depois de tirar um adversário do caminho, rematou para defesa apertada do guarda-redes contrário. Na sequência, a bola sobrou para André Silva que em salto de peixe enviou a bola para as malhas.

O FC Porto atingia um resultado confortável e mais confortável se sentiu depois de Geraldes ser expulso por acumulação de amarelos.


A partir daqui só deu FC Porto. O Moreirense foi para intervalo com o objectivo de não ser goleado na etapa complementar e os Dragões procurar aumentar o score.

Na segunda parte, o FC Porto chegou com facilidade ao 3-0 na cobrança de um pontapé de canto. Marcano apareceu completamente solto na área e cabeceou para a grande área.

Os Dragões tiveram mais de uma mão cheia de oportunidades para aumentar a vantagem com destaque para André Silva que, só à sua conta, desperdiçou três boas ocasiões.

O FC Porto com esta vitória diminuiu a diferença para o primeiro classificado e aumentou a distância para o terceiro, repondo a diferença que se verificava no início da ronda anterior. Nada demais pois há muito para percorrer.


A 1ª volta termina com os Dragões a necessitarem de carburar muito mais do que o que têm feito, necessitando de dar consistência à equipa e ao seu jogo. Além disso, esperam-se dias complicados nas próximas jornadas, uma vez que o primeiro classificado já "berrou" muito por ter perdido dois pontos e prepara-se uma semana de autêntica campanha lampiónica contra as arbitragens.

Na próxima jornada, o FC Porto recebe, no Sábado às 16 horas, o Rio Ave para a 1ª Jornada da 2ª volta da Liga NOS, antes da sempre complicada visita à Amoreira.



DECLARAÇÕES

Nuno: “É importante aproximarmo-nos do topo”

Primeira análise
“Foi uma vitória justa, que se traduziu em golos e num bom jogo. É importante para nós vencer em frente aos nossos adeptos, no Dragão, que mais uma vez esteve presente e a apoiar-nos. Vamos continuar o nosso caminho.”

Melhorar fora de casa
“Desde o princípio que queremos fazer do Dragão a nossa fortaleza, temos apenas um empate aqui, e sabemos em que circunstâncias. Temos novos desafios pela frente, nomeadamente melhorar fora de casa.”


Aproximação ao primeiro lugar
“É importante aproximarmo-nos do topo da tabela, meter pressão. O nosso trabalho é continuar a vencer os nossos jogos e estar muito próximo do primeiro é sempre muito importante.”

Análise à primeira volta
“Fazemos é uma projeção da segunda volta, atempadamente vamos fazer melhor.”

Eficácia
“O que foi diferente face ao jogo anterior foi o acerto, a capacidade de ser eficaz, fazer os golos e chegar a uma vitória justa. Tivemos o jogo permanentemente controlado, não consentimos oportunidades ao Moreirense. Tivemos bastante produção ofensiva, que poderia até ter sido mais materializada. Parabéns aos jogadores, é sempre importante vencer no Dragão, a nossa fortaleza, e obter um resultado que nos aproxima do lugar em que queremos estar, que é o topo.”

Confiança
“Assim é mais fácil a perspetiva de construir uma equipa que queremos campeã, as vitórias ajudam, os jogadores ficam mais seguros de si. Hoje foi tudo muito mais natural, creio que a equipa fez um bom jogo e uma boa vitória”.

O regresso de Kelvin
“É mais um jogador que se integrou na dinâmica da equipa. Estava parado há algum tempo, temos de ter algum cuidado na sua integração para que possa ser útil.”



RESUMO DO JOGO

14 janeiro, 2017

NÃO NOS MERECEM!


Em campo as exibições continuam com altos e baixos, na bancada continuamos sempre em alta rotação no apoio ao mágico FC Porto! Maior demonstração de amor ao clube é quase impossível, onde quer que joguemos, mesmo no momento que atravessamos, o Dragão está cheio ou o sector visitante completamente lotado.

Num jogo entre o Natal e o Ano Novo, a meio da semana, com o Feirense e para a taça da liga, os adeptos do FC Porto acorreram ao estádio e mais de 40 mil estiveram presentes!!!! Não sei sinceramente se algum jogo da taça da Liga, desde a sua criação, teve mais de 40 mil pessoas nas bancadas. A equipa não conseguiu levar de vencida o Feirense, voltou a empatar em casa para esta competição e comprometeu as aspirações de marcar presença na final four do Algarve como todos esperávamos.


A confirmação do afastamento da competição veio já em 2017, dois dias depois de metermos quase 30 mil adeptos num treino!!!!! No passado dia 3 em Moreira de Cónegos, em mais um dia de semana, os ultras do grande Porto saíram dos seus trabalhos e das suas aulas e arrancaram para o Minho. A bancada atrás da baliza do estádio do Moreirense não encheu mas o apoio foi audível e constante durante os 90 minutos!

O FC Porto perdeu 1-0 e foi afastado da final four. Nos últimos seis jogos para esta competição, as últimas duas fases de grupos, obtivemos quatro derrotas e dois empates. Definitivamente há que repensar a nossa participação e abordagem a esta taça. Contrariamente a muito portista eu quero ganhá-la, naturalmente não é uma prioridade comparada com as outras que disputamos mas eu quero ganhá-la sempre, seja campeonato, taça da Liga ou um mero jogo amigável.

Eu quero que o FC Porto ganhe todos os jogos que disputa. Daí ter-me deslocado a Moreira de Cónegos num dia de semana com um jogo às 21h15, num estádio sem cobertura e a chover!!!


Uma nota para GNR, sempre que a segurança dos estádio está a seu cargo não vacilam, demoras nas revistas, provocações aos adeptos, demoras até na saída do estádio e uma porta de acesso à bancada tão pequena que quase só conseguimos passar De lado!

Mas como quem corre por gosto não cansa, passam uns dias e vamos todos invadir Paços de Ferreira. Curta deslocação, Dragões em peso! Sector visitante do estádio Capital do Móvel completamente cheio!!! E a equipa mais uma vez não consegue ganhar, marcar e entrega dois pontos na luta pelo título. Desilusão de todos, principalmente de quem lá esteve a puxar por eles, com temperaturas de 2º/3ºc!!!

Connosco é até ao fim, independentemente das matemáticas que se possam fazer. Respeitem quem anda atrás de vós para todo o lado, durante todo o ano!

Um abraço ultra.

13 janeiro, 2017

12 janeiro, 2017

FOTO-MÍSTICA #1 - Gomes (85/86)


Inauguramos hoje um novo espaço no BiBó PoRtO, carago!!. Durante o ano de 2017, de 15 em 15 dias, iremos publicar as fotografias que marcam a história do nosso clube, acompanhadas de um pequeno texto enquadrativo. O espaço chamar-se-á FOTO-MÍSTICA. Será uma viagem gráfica pela história do nosso clube, recheada de momentos inesquecíveis. A ordem de publicação das fotografias não obedecerá a nenhum critério de importância, hierarquia, década, temporada ou jogador. No espaço dos tais 15 dias, poderemos viajar do jejum dos anos 60 até aos profícuos anos 90, onde cimentamos a famosa “máquina de ganhar”. Se tivermos tal informação, teremos todo o gosto em indicar o autor do disparo fotográfico. Se gostariam de ver publicada nesta rúbrica uma determinada fotografia, enviem e-mail para rodalma@hotmail.com e tentaremos enquadrá-la de imediato no alinhamento.

Um clube de futebol faz-se destes momentos únicos, irrepetíveis. Algumas fotografias – melhor até que o próprio vídeo – captam esse conceito estranho e impalpável que só o portista sente, mas que dificilmente conseguirá explicar: a MÍSTICA. Porque para enfrentar o Futuro, há que mudar o Presente, tendo em conta os ensinamentos que o Passado nos trouxe.

“Quem não sabe porque ganha, não sabe porque perde”.
Boa viagem neste comboio ao passado chamado FOTO-MÍSTICA.



Época: 1985/1986.
Data: 20.04.1986.
Resultado: FC Porto 4 x 2 Sporting da Covilhã.
Local: Estádio das Antas.
Aparecem na fotografia: Fernando Gomes e Rabah Madjer.
Gomes, o Bi-Bota, dirige-se à bandeirola de campo da Superior Sul e prepara-se para uma semi-volta épica pela bancada dos cativos. Acaba de selar a reviravolta no resultado naquela que foi a última jornada do Campeonato Nacional de 1985/86. Lá atrás vemos a Superior Norte das Antas em delírio, engalanado com as cores azuis e brancas num estádio completamente cheio. A corrida de Gomes é triunfal, eufórica, feliz, própria de quem disse um dia que “marcar um golo é como um orgasmo”. Ao pescoço, Gomes ostenta uma volta (ou fio de ouro?), que balança com a sua corrida, como balançou tantas vezes ao longo da carreira.

Os números não enganam. Na fotografia vemos o melhor avançado de sempre do FC Porto: 13 épocas, 451 jogos, 351 golos, 14 títulos, 48 internacionalizações, 6 títulos de melhor marcador, 2 botas-de-ouro. Ninguém fez melhor que ele.

Se para a geração nascida nos anos 80 e 90, o grande ídolo é Vitor Baía (ainda hoje o número 99 continua a ser a camisola predilecta de muitos que enchem os pavilhões e relvados amadores ao fim-de-semana), para aqueles nascidos em 60 e 70, o ídolo só pode ser um: Fernando Gomes.

Neste dia, nesta foto, faz o 3x2 para o FC Porto e confirma o bi-campeonato para as gentes do Porto aos 59 minutos. Era apenas o 9º título de Campeão Nacional do clube, após uma época em que o plantel foi fustigado por lesões. Apenas 3 minutos antes, havia empatado a contenda, marcando um dos melhores golos da sua carreira, após matar a bola no peito e disparar à meia volta, todo no ar, um míssil ao ângulo superior esquerdo da baliza dos beirões. Mas é neste seu golo triunfal que Gomes, com 28 anos, extravasa todo o seu portismo, ele que estava assim perto de erguer o 4º título de campeão pelo clube.

Não é caso para menos. O Sporting da Covilhã, último classificado, não foi às Antas cumprir calendário. André havia inaugurado o marcador de grande penalidade, mas os leões da serra empataram antes do intervalo, colocando as Antas sob forte apreensão. Além disso, o guarda-redes Jacinto João parecia inultrapassável. Para piorar as coisas, no início da 2ª parte, Artur Semedo bisa na partida e faz o 1x2 para o Covilhã. Mas esta equipa contava com craques como João Pinto, Celso, Lima Pereira, Eduardo Luís, Inácio, Frasco, André, Jaime Magalhães e Futre. Nada era impossível.

A correr para Gomes está o argelino Madjer, contratado nessa época para atacar o bi-campeonato, juntamente com o polaco Mlynarczyk e os brasileiros Juary e Eloi. Na altura desta fotografia Madjer não o sabia, mas o golo de Gomes era o passaporte para a Taça dos Campeões Europeus e para aquele calcanhar mágico de Viena 87.

Poucos são aqueles que, como Fernando Gomes, sabem o que é preciso para se ganhar ao serviço do FC Porto. Em 1978, com apenas 20 anos, ele já era o ponta-de-lança da equipa que acabou com o jejum de 19 anos sem ganhar o título. Havia terminado essa época com 25 golos, sagrando-se melhor marcador. Na temporada a que a foto diz respeito, fez 20 tentos em 30 jogos.

Na Selecção Nacional, Gomes foi sempre vítima da forma odiosa com que o seu clube era tratado pela FPF. Muitas vezes preterido por Jordão ou Nené (dois excelentes jogadores, mas que não chegavam sequer aos calcanhares do Sr. Bi-Bota), nunca conseguiu mostrar com a camisola das 5 quinas as qualidades que evidenciou vários anos ao serviço do clube do seu coração.

Na conferência de imprensa, em entrevista à RTP, Gomes dedica o título à massa associativa do FC Porto e aos jogadores que sofreram lesões naquela época: Zé Beto, Eurico, Semedo e Vitoriano. E no final, visivelmente emocionado, liga este título à figura e à memória de José Maria Pedroto. Porque os génios sabem sempre que se chegaram onde chegaram foi porque estavam apoiados no ombro de gigantes.

FONTES UTILIZADAS, A QUEM AGRADECEMOS:
  • https://bibo-porto-carago.blogspot.com/
  • http://www.foradejogo.net/
  • http://paulobizarro.blogspot.com/
  • http://dragaopentacampeao.blogspot.com/
  • Os Filhos do Dragão (Canal Youtube): Paulo Bizarro | Pedro Cardona - https://www.youtube.com/user/art0of0love
Rodrigo de Almada Martins

11 janeiro, 2017

VOCÊS ESTÃO EM DÍVIDA!


Toda a estrutura do FC Porto (jogadores, treinadores, dirigentes, etc) pode-se queixar de muita coisa, mas há algo do qual não se pode queixar: falta de apoio e militância! O portismo tem respondido presente um pouco por todo o lado onde a nossa equipa atua, independentemente dos fracos resultados que se têm verificado. Estarem mais de 41mil espetadores no Dragão com o Feirense para a taça CTT, cerca de 28mil num mero treino em dia de ano novo, esgotarem por completo o sector visitante da Mata Real, e isto apenas para referir os casos mais recentes, é uma prova de amor ao clube do qual ninguém pode duvidar.

Genericamente, os portistas têm dado muito mais do que têm recebido, e não estou a incluir neste lote aqueles que só existem nas redes sociais (sabe-se lá se com perfis verdadeiros!) e que abrem a boca apenas para dizer alarvidades. O portista das claques, o portista da central, o portista das Casas, o portista dos blogues, todo o portista tem dado muito e recebido muito pouco.

As explicações são diversas!
A culpa é do presidente que está caduco. A culpa é do treinador que é um burro. A culpa é dos jogadores que são fracos, jovens e não têm experiência. A culpa é da claque porque está vendida e não “aperta” ninguém. A culpa é sempre de alguém!
A verdade é que, em minha opinião, passamos muito tempo a discutir de quem é a culpa, pouco a dizer o que cada um de nós pode fazer pelo Porto, e menos ainda a apresentar soluções credíveis para os nossos problemas. É óbvio que quem tem que as apresentar é quem manda e lidera, mas se sabemos tão bem apontar os erros porque não havemos de apresentar soluções?

A verdade é que temos uma direção que tem que demonstrar mais Alma e energia, um treinador que tem de parar de dizer sempre as mesmas coisas e no mesmo tom de voz, parar de ser politicamente correto, e os jogadores têm de parar com a desculpa de que são miúdos para jogar mas graúdos na hora de receber.
Como se inverte isto? Antes de mais, com uma estratégia pensada e não escolhida ao sabor do vento, implementada sem rodeios e recuos, e com tempo para dar frutos. Pois, tempo... o tal tempo que todos queremos ver encurtado, o tal tempo que achamos que já não temos.
Meus amigos, estou absolutamente convencido que o nosso clube já bateu no fundo e já está na fase ascendente. Os últimos sinais apontam nesse sentido e não é um empate que me faz pensar o contrário.

No entanto não podemos ter uma semana como a passada em que parecíamos o Porto dos anos 90, todos juntos, todos unidos, todos com o mesmo discurso, todos a lutar para o mesmo lado, todos finalmente imbuídos no mesmo espírito, e depois chegarmos ao fim de semana e falharmos redondamente. E sim, tivemos razão de queixa de Artur Soares Dias. Tivemos um lance para penálti no 1.º minuto, num lance igual a outros dois na primeira parte que ocorreram fora da área e aí sim o árbitro assinalou. Claro que há um penálti contra nós... mas posteriormente ao nosso! E não, não podemos recuar no discurso. Não, tudo o que está para trás não pode ser apagado pois influenciou o crescimento da equipa, a sua serenidade e a sua consolidação. E não, não nos vamos calar, não nos podemos calar porque os outros também nunca o fizeram! Mesmo quando éramos infinitamente superiores, com domínio interno e externo, com títulos nacionais, europeus e mundiais, a narrativa foi sempre a mesma. Ora, se assim foi, ia-mos nós agora mudar porquê?

Termino pedindo uma só coisa: comportamento à Porto até ao último dia! Não podemos ficar com a sensação de ónus de culpa da nossa parte. Não podemos acabar um jogo em que temos de ganhar e o sr. Treinador não entrar no “desespero” de mandar um central para ponta de lança. Tentemos tudo até ao limite das nossas forças e capacidades. Essa é a dívida do grupo de trabalho para connosco!

Até domingo, no sítio do costume!

10 janeiro, 2017

CRÓNICA VELHA DE ANO NOVO...


...POLVO À LA CARTE, LUTAS DE ALMOFADAS, A CANONIZAÇÃO DE INOCÊNCIO CALABOTE... E STEVIE WONDERS

Para quê, e por amor de quem continuamos a gastar o nosso precioso Latim? Alguém me diz? Tantos textos e palavras e caracteres e gritos e ideias a cair no imenso vazio do ciberespaço, num eco sem fim. A serem desperdiçados. Todos desesperamos e nos irritamos. Frágeis e desiludidos, traumatizados e tão amargos que estamos. Mas continuamos a fazê-lo. A debitar faladura, seja oralmente – com o amigo que apanhamos desprevenido, a vizinha do 5.o andar, o gato, o canário amarelinho, a prima, o carteiro ou o homem do talho enquanto pedimos bifes de peru para panados – ou assim por escrito. E PORQUÊ?

PORQUE a alternativa seria calar ou enterrar a cabeça na areia à espera que a pocilga e os porcos e vassalos que nela coabitam passassem e caíssem na próxima ravina de 2557 metros de altitude mais coisa menos coisa, sabendo de antemão que seria um desfile de proporções épicas e feito ao ritmo de samba e funaná e que talvez não chegasse o tempo desta vida, quando sentimos que temos ainda tantos troféus para levar para o nosso Museu e honrar a História de nós.

PORQUE, também, a alternativa nos pareceria pura cobardia e seria deixar o clube que amamos entregue à bicharada e a quem já não o defende ou tem interesse em o defender. Seria deixar que nos sujem e manchem a Bandeira. Deixar que nos continuem a matar aos poucos. Deixar o nosso Porto desprotegido, vulnerável e ainda mais achincalhado. Assim como assim, como que O protegemos. O pomos sob a nossa asa, ao mesmo tempo que damos o corpo às balas e ao manifesto. E nos sentimos quais Mártires da Liberdade, um dia com estátuas e ruas em nossa homenagem (a mim já me bastaria um larguinho com um ou outro banco de jardim e muitas árvores frondosas, intersectadas por altos ciprestes – sempre foram os meus favoritos).

PORQUE a mouraria neandertal está a galopar impante para territórios nunca antes desbravados e mares nunca antes navegados e planetas ainda inexplorados. Deixando atrás de si ecos de forró, confettis encarnados, restos de vouchers, cinza, pó – muito, muito pó e branco! -- resultados subvertidos e vandalizados, instâncias e órgãos desportivos prostituídos, os idolátras dos mass media empanturraditos no festim diário da sua cegueira e parcialidade. Perderam a infíma noçãozita de realidade que ainda lhes restava, toda a vergonha, e praticam os vis e asquerosos actos de pilhagem, do saque, da manipulação e da mentira em plena luz do dia, em casa seja de quem for e a que horas for e à frente de bebés, crianças e velhinhos (alguns, desfasados da realidade, até riem na bancada). Clonam árbitros, que saem apafianos e já internacionalizados, lobotomizados no ideal dos 3 F’s de Fado, Fátima e benfica*, enxutinhos, trigueiros, ladinos, menos de 36 anos e a saber falar inglês e a partilhar fotinhas do seu glori(g)ozo na redes sociais. Enquanto isso, os Portistas pedem já a santificação de Inocêncio João Teixeira Calabote.

“Se o Stevie Wonder, que é cego,
não tivesse o azar de ter mais de 36 anos,
era árbitro internacional em Portugal.”
– Francisco Marques, ao Porto Canal
E PORQUE tempos desesperados exigem medidas ainda mais desesperadas, tenho para mim que nestas encaixaria uma eventual aliança**, um possível pacto com os pseudo-viscondes ainda que liderados por um boçal e ajavalizado presidente, um pândego e estapafúrdio treinador e um director de futebol (se é isso que o gajo é…) do mais palermóide que há. Nem que o fizéssemos sob o efeito de uma mega-overdose de Xanax ou algo que nos entorpecesse os sentidos. Sozinhos, orgulhosamente sozinhos, como gostamos e sempre defendemos, está à vista que não vamos lá e – convenhamos – a única voz de reacção eficaz e ruidosa tem sido a deles, que estão com a pica toda e o pêlo todo na benta ainda devido aos efeitos da baita da boa da Supertaçazita ganha há – quê? – dois/três anos. Uma ternurinha.

A nossa equipa já demonstrou que sabe jogar… mais ou menos, sort of. Por aí estamos mais ou menos tranquilos, sort of, nem tudo é e está tão mal como pintávamos e augurávamos, sort of. A César o que é de César e temos tido sinais algo moralizadores, bom… sort of. Mas quando parece que estamos a embalar, a embalar definitivamente para a última fase da época, a entrar em ciclos de vitórias, novo revés acontece… e quando menos, sort of, se espera, marcamos Paço(s). Culpa das más exibições, de primeiras partes ou segundas partes entregues aos bandidos, de gritantes faltas de imaginação e de poder de concretização, de adversários pequenos tornados ousados e maiores pelas medidas proteccionistas – do “laissez faire, laissez passer, laissez caceter” – aplicadas pelos briosos seres do apito na boca e lata de spray no bolso.

“Hoje conseguimos recuperar o que é nosso,
ou seja, tivemos uma boa coesão defensiva
e não permitimos ocasiões de golo ao Paços de Ferreira”.
[Celebremos!] – Nuno Espírito Santo, após empate com o Paços de Ferreira
Para nós que detestamos perder, assim é muito difícil ou impossível continuar a ganhar. A par da consciência das lacunas do nosso jogo e do próprio plantel, tem-se o desafio de manter a calma QUANDO se está a todo o momento à espera de surpresas, premeditações e más decisões vindas de quem tem a responsabilidade de zelar pelo bom e normal desenrolar do jogo e da verdade do espectáculo; QUANDO se sabe que somos alvos a abater em tudo quanto é campo e que existem claramente dois pesos e duas medidas; QUANDO uma equipa é ainda demasiado tenrinha e imatura para fazer disso as suas tripas e o seu coração; QUANDO nos falta um treinador enfático, coerente e com discursos ajustados às tristes realidades do jogo. QUANDO os nossos mumificados e alzheimerificados dirigentes insistem na política do silêncio comprometido, só pondo os jóqueres a falar onde e quando desejam (o que é sempre pouco e sempre insuficiente, por muito competentes que possam ser). Para eles, o trabalho sujo, de sapa, terá de ser feito pelos outros, pelos adeptos comuns, enquanto enchem os bolsos à custa do clube e ouvem a orquestra a tocar e o barco a afundar. Mas bufam corajosamente se alguém ousa sequer chegar perto e beliscar-lhes as mordomias já em risco de desaparecer sob as águas… As frias cinzentas águas, pejadas de grandes, anafados polvos.


Saberão eles quando decorrem as próximas eleições para a Liga e FPF? Saberão eles da existência e do poder da supermassive-shit-and-referee-making APAF? Saberão eles o que são jogadas de bastidores? Influências? Saberão eles ainda o que é viver em democracia e no princípio da justiça para todos? Estarão eles reunidos a esta hora a preparar a nossa defesa e a planear novas estratégias que reponham o normal movimento de translação da Terra à volta do Sol? Saberão eles que nada ganhámos há 4 anos? Saberão eles o que são 4 anos traduzidos em horas e pensamentos e dias e tangas? Terão ELES a cabeça enterrada na tal da areia? Saberão eles escolher um treinador e um jogador com base no seu valor e utilidade para o clube e não em padrinhos e percentagens? Terão eles juízo? Terão eles memória? Terão eles coluna vertebral? Terão eles vergonha? Orgulho? Terão eles amor e paixão pelo clube? Saberão eles o que é isso?

17 singelas perguntas. Acho que contei bem. E ainda mais duas, as últimas, as mais importantes, para terminar:
TERÃO ELES AMOR E PAIXÃO PELO CLUBE?
SABERÃO ELES O QUE É ISSO?

* A F word mais feia que conheço.
** É feio atirar tomates podres às pessoas, além de que as nódoas são muito complicadas de tirar.


AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


Após 2 semanas de pausa, fruto de poucos compromissos nas nossas modalidades, volto à vossa companhia, esperando que tenham tido umas excelentes festas e desejando que 2017 seja melhor que 2016, visto se ter tratado de um ano pouco produtivo no que ao sucesso diz respeito.


JOGO DA SEMANA

A equipa de HÓQUEI EM PATINS realizou o seu único jogo no passado sábado na deslocação a carnide e a Federação Portuguesa de Patinagem não quis arriscar a possibilidade de qualquer percalço como na Supertaça António Livramento, e nomeou o ponta-de-lança do carnide, Miguel Guiherme, e aquele que fugiu da Associação de Patinagem do Porto para Aveiro, mas depois resolveu voltar à AP Porto numa decisão claramente prejudicial para a AP Porto que viu cair a qualidade média do quadro de árbitros. O desertor chama-se Joaquim Pinto e já foi o melhor árbitro português, mas, nos últimos anos, resolveu aprender com o irmão em vez de ensinar o irmão e o resultado foi aquele que se vê nos pavilhões por esse país fora.

Se as nomeações já deixavam antever qualquer coisa engraçada, os senhores do apito não quiseram deixar os créditos por mãos alheias e logo ao 1º minuto colocaram o FC Porto em powerplay e com livre direto para os visitados. Como o resultado se mantinha em 0-0, voltaram a atacar e assinalar penalti contra o FC Porto, mas o nulo continuou a imperar no marcador.

Tantas vezes o cântaro vai à fonte, já diz o povo, e efetivamente os de lisboa chegaram à vantagem ao 4º minuto. O FC Porto não desistiu e chegou ao empate ao 6º minuto. O comportamento mais agressivo dos de pedro nunes levava as faltas para 7-2, mas rapidamente se previa uma inversão neste ponto fulcral do hóquei em patins. Antes do intervalo, os senhores do apito resolveram fazer “vista grossa” a uma falta na tabela defensiva dos lampiões e um contra-ataque em que fomos apanhados descompensados permitiu o 2-1 antes do intervalo.

A entrada na 2ª parte foi desastrosa e levamos 2 golos num minuto o que levou o resultado para 4-1. Entretanto, chega a 10ª falta dos visitados e o sr. guilherme como não queria qualquer problema, conseguiu colocar a nossa equipa com 3 elementos ainda antes do livre direto. Não tendo dado golo, resolveram rapidamente colocar os de lisboa na marca do livre direto e foi sem surpresa que chegamos à 10ª falta. Do livre direto nada resultou e, vai daí, nova invenção. Um mergulho do palhaço nicolia forjou o azul a Hélder Nunes e novo livre direto que desta vez deu golo. O resultado tomava proporções catastróficas e até ao fim foi apenas o tentar minimizar de estragos.

Não foi só pela arbitragem que perdemos já que fizemos um mau jogo, mas, aliando esse mau jogo a um frete protagonizado por 2 imbecis, permitiu que os de lisboa fugissem na classificação geral. Contudo, não esqueçamos que ainda falta muito campeonato e só precisamos que o sr. guilherme não apite todos os jogos equilibrados deles, muito menos venham os Rui Torres, Paulos Rainhas ou Ricardos Leões apitar os nossos, e se assim for, iremos lutar pelo ceptro nacional até 17 de Junho.

A nossa equipa desloca-se a Barcelona no próximo sábado, onde um resultado positivo poderá significar o 1º lugar do grupo.


AS OUTRAS MODALIDADES

Ainda em 2016, a nossa equipa de ANDEBOL disputou o seu único jogo na deslocação a Águas Santas, num jogo apitado por 2 jovens da associação de Braga, o que não costuma ser bom prenúncio. Se a nomeação nos deixava apreensivo, o jogo deu-nos razão. Numa decisão completamente inexplicável, estes 2 jovens artistas resolveram desqualificar Alfredo Bravo Quintana. O critério para as exclusões também foi um pouco distinto com 9 exclusões para o FC Porto contra 5 para os maiatos.

Apesar destes dois factos, Paulo Faria ficou descontente com a arbitragem, como fica sempre que defronta o FC Porto, mesmo que por vezes a culpa dessas derrotas seja exclusiva dele que se põe a inventar um desporto diferente daquele para o qual está certificado.

A primeira parte foi equilibrada e o jogo registava um empate a 12 bolas no fim dos primeiros 30 minutos. Uma 2ª parte mais forte por parte do FC Porto levou o jogo para um resultado final de 27-21. Esta vitória permitiu alcançar a 17ª vitória consecutiva no campeonato Andebol 1.

O campeonato regressa já no próximo sábado com a receção ao Boa Hora pelas 17h30 no Dragãozinho, esperando que a presença nas seleções não tenha retirado qualidade aos nossos atletas, uma vez que treinar com atletas menos capazes como Nuno Pereira ou Hugo Figueira pode deixar marcas no percurso desportivo dos nossos atletas.

O BASQUETEBOL realizou um jogo no fim de 2016 e outro já neste início de ano. O saldo ficou-se por 1 vitória e 1 derrota.

No jogo realizado ainda em 2016, na deslocação a carnide, um jogo muito pouco conseguido por parte dos nossos atletas, o que originouuma derrota. Tratou-se de um mau jogo desde o primeiro segundo, o que desde logo deixava antever que o final não iria ser do nosso agrado. Assim, quando em 4 períodos não se consegue vencer nenhum deles, o resultado só pode ser o que se verificou neste jogo.

Entretanto, no passado sábado, recebemos o Lusitânia e contando já com o substituto do Jeff Xavier, Thomas Bropleh, a equipa conseguiu regressar às vitórias. O primeiro período traduziu-se num empate a 19 pontos, mas com o 2º período favorável ao FC Porto, o intervalo chegava com a nossa equipa na liderança por 45-33. O 3º período foi o menos conseguido dos quatro, com um parcial de 30-20 favorável aos Açorianos, o que deixava a incerteza reinar no marcador. Aí, soaram as campainhas de alerta e a equipa encarou o 4º período de forma séria e o resultado foi um parcial de 27-20 que permitiu a vitória final e o chegar à liderança do campeonato fruto da derrota do Galitos.

O basquetebol desloca-se a S. Paio de Gramaços para 15ª jornada, no domingo, pelas 15h.



Abraco,
Delindro