15 junho, 2018

OFICIAL - JOÃO PEDRO ASSINA ATÉ 2023.


Defesa brasileiro, de 21 anos, rubricou um contrato válido por cinco épocas

João Pedro é o mais recente reforço do FC Porto, tendo assinado com o clube um contrato válido para as próximas cinco temporadas, até 2023.

O defesa brasileiro de 21 anos chega à Invicta proveniente do Palmeiras, mas em 2018 esteve ao serviço do Bahia, por empréstimo do Verdão. Vice-campeão mundial de Sub-20 em 2015, João Pedro também esteve emprestado à Chapecoense em 2017.

A estreia de João Pedro pela equipa principal do Palmeiras aconteceu em 2014, com apenas 17 anos, e foi titular praticamente em todos os jogos. No ano seguinte, em 2015, o defesa esteve na conquista da Taça do Brasil, dando também o seu contributo para a vitória no Campeonato Brasileiro, em 2016.

“É a realização de um sonho. No Brasil, muitos jogadores crescem a querer vir para um grande clube da Europa e fico muito feliz por estar a vestir esta camisola. Espero fazer o meu melhor pelo FC Porto”​, diz o reforço portista.

João Pedro garante estar preparado para o desafio: “A grandeza do FC Porto não tem discussão. Sei que os adeptos do FC Porto são muito exigentes e podem ter a certeza que vou honrar esta camisola da melhor maneira possível.”



João Pedro explica o seu trajeto e manifesta o desejo de conquistar títulos de Dragão ao peito

João Pedro é o primeiro reforço do FC Porto para a temporada 2018/19. O lateral direito de 21 anos assinou um contrato válido até 2023, cumprindo o sonho de jogar no futebol europeu. O jovem internacional olímpico pelo Brasil quer crescer sob o comando técnico de Sérgio Conceição e conquistar títulos de Dragão ao peito.

Nascido em Presidente Bernardes, pequeno município brasileiro no interior do estado de São Paulo, João Pedro Maturano dos Santos quer antes de mais respeitar as origens e honrar o nome que faz questão de utilizar na sua camisola.

“Vir de uma cidade pequena do interior de São Paulo e conseguir chegar aqui é uma honra e a realização de um sonho. Até me emociono ao falar disso. Tenho de agradecer muito a Deus por tudo o que tem feito na minha vida e tenho de dar o meu máximo para demonstrar que mereço estar aqui”, diz o reforço ao fcporto.pt e ao Porto Canal.

João Pedro começou a jogar com 5 anos e não esquece quem contribuiu para os seus primeiros passos no futebol. “Desde que cheguei à equipa principal do Palmeiras que faço questão de ter João Pedro na camisola, porque João é o nome do meu avô e Pedro é o nome do meu pai. É a minha forma de os homenagear.”

“O meu avô João foi muito importante na minha carreira. Foi ele a primeira pessoa a colocar-me no futebol, a levar-me para escolinhas de futebol da minha cidade. Levava-me, assistia aos treinos, estava sempre ao meu lado, a apoiar-me e a incentivar-me”, recorda o jogador. O avô João faleceu quando o reforço do FC Porto tinha apenas 13 anos e se preparava para sair de casa pela primeira vez.

O lateral direito jogou em clubes de Presidente Bernardes e Ribeirão Preto até captar a atenção do Palmeiras. Aos 17 anos, fez a estreia pela equipa principal do Verdão e, em 2015, jogou com uma figura bem conhecida dos adeptos do FC Porto: “Joguei com o Kelvin no Palmeiras, falei com ele antes de vir para o FC Porto e ainda ontem lhe enviei uma foto que tirei aqui em que ele aparece. O Kelvin explicou-me o que é o FC Porto, falou-me sobre a sua experiência aqui e isso foi importante para perceber melhor a dimensão do clube.”

“Fico muito feliz por estar a vestir esta camisola e estando no Dragão percebe-se a grandiosidade do FC Porto, um clube com muitos títulos e muita história. Sei que há muitos jogadores brasileiros na história do clube e espero conquistar títulos como eles conquistaram com esta camisola”, salienta João Pedro.

Internacional jovem pelo Brasil, o reforço do FC Porto apresenta-se aos adeptos do clube: “Cresci como lateral direito e sou um lateral bem ofensivo. Gosto de atacar muito mas sei a responsabilidade que um lateral tem na parte defensiva. Como sou ofensivo e forte, sempre gostei muito de ver o Maicon jogar, de ver o Cafú jogar, de ver o Roberto Carlos. Sempre me espelhei muito nos laterais brasileiros”.

Em época de estreia no futebol europeu, o jogador de 21 anos pretende continuar a evoluir de Dragão ao peito e justificar a confiança. “Espero crescer muito com Sérgio Conceição e quero aprender bastante com ele. Sou uma pessoa que ao longo da carreira sempre procurou aprender o máximo para dar o melhor e ajudar a equipa”, remata João Pedro.


fonte: fcporto.pt

14 junho, 2018

OS EQUIPAMENTOS PARA 2018/2019.



A MODERNA TRADIÇÃO: O DRAGÃO JÁ TEM NOVA PELE PARA 2018/19.

Fiel à tradição, mas com os traços de modernidade necessários para um campeão. O FC Porto, em parceria com a New Balance, apresenta o equipamento principal para a época 2018/19, que celebra mais um marco histórico no clube: o seu 125.º aniversário. O equipamento já está disponível para venda nas FC Porto Stores.

Com o escudo de campeão novamente incluído, o equipamento principal mantém as linhas que o orientam desde 1909: o azul FC Porto e o branco, com riscas verticais. Criado com a inovadora tecnologia NB Dry, que afasta a humidade da pele dos jogadores, a nova camisola do FC Porto inclui ainda outros pormenores distintivos, como o símbolo estampado a cores no peito, fita a unir os ombros e gola plana com botão.

Sob o lema “Nascidos para vencer”, o equipamento fica completo com os calções azul FC Porto e, claro, as meias, elásticas ao nível dos tornozelos, mas com proteção almofadada no tendão de Aquiles e calcanhar. De destacar, ainda, o equipamento de guarda-redes, criado tecnologicamente em linha com o dos jogadores de campo, mas em tons de preto e cinzento.


O novo equipamento, de resto, já convenceu o capitão Héctor Herrera: “Estamos muito orgulhosos do sucesso que conseguimos esta época mas já estamos a olhar para a próxima e para aquilo que poderemos conseguir. O novo equipamento principal está fantástico e vai permitir que nos concentremos apenas no jogo, que é o mais importante. Mal posso esperar por ver os adeptos de azul e branco a apoiar a equipa!”

O diretor geral da New Balance Football, Kenny McCallum, afirmou ainda: “Foi uma época fantástica para o FC Porto e estamos encantados por celebrar o momento e este aniversário tão icónico com este novo equipamento principal, que mistura design moderno com o riquíssimo legado portista. Foi criado para ajudar os jogadores a alcançar grandes conquistas no relvado. Estamos ansiosos por mais uma época entusiasmante ao lado do clube.”


A COR DOS TROFÉUS VESTE O CAMPEÃO NACIONAL.

O FC Porto, em parceria com a New Balance, apresenta o equipamento alternativo para a temporada 2018/19, como parte integrante na campanha “Nascidos para vencer”.

A celebrar os seus 125 anos de história, o campeão nacional aposta numa alternativa que utiliza a mesma tecnologia inovadora NB DRY do equipamento principal, de modo a afastar a humidade da pele dos jogadores, garantindo o conforto do primeiro ao último minuto. O tom cinzento, o dos troféus, predomina, com o acréscimo de pormenores a amarelo, numa camisola que inclui o símbolo do FC Porto estampado no peito, fita a unir os ombros e gola em V.

Os calções são em cinzento e as meias têm integradas uma zona elástica ao nível dos tornozelos e proteção almofadada no tendão de Aquiles e calcanhar. De resto, o amarelo ganha destaque no equipamento de guarda-redes, dominando calções, meias e camisola, que apresenta ainda pormenores em preto nas mangas.


O lateral portista Alex Telles gostou da escolha, não escondendo o entusiasmo para arrancar a nova temporada depois do sucesso na anterior, que culminou com a conquista do título nacional. “Este equipamento captura um pouco da cidade do Porto e a equipa vai estar orgulhosa, certamente, de o usar nos jogos da próxima época”, comentou.

O diretor geral da New Balance Football, Kenny McCallum, também se mostrou satisfeito com o resultado alcançado: “A nossa equipa de design realizou um trabalho fantástico com este equipamento que vai chamar a atenção dentro e fora do relvado. Queremos equipar o FC Porto com camisolas de alta performance tecnológica, tal como aconteceu neste caso. Vai ser bom ver a reação dos adeptos por todo o mundo.”


ARTE URBANA NO TERCEIRO EQUIPAMENTO DO FC PORTO.

Integrando a campanha “Nascidos para vencer” que assinala o 125.º aniversário, o FC Porto, em parceria com a New Balance, apresenta o equipamento comemorativo de 125 anos para a temporada 2018/19, em que vai defender o título de campeão nacional. O novo equipamento está disponível a partir desta terça-feira nas FC Porto Stores.

A arte urbana da cidade do Porto é a nota dominante, numa criação de Hazul Luzah, famoso artista de rua da cidade, do qual não se conhece a verdadeira identidade, mas cujo talento está à vista. Tal como a sua preferência clubística, aliás. Como adepto do FC Porto, Hazul celebrou no padrão criado para a camisola a história do clube, utilizando elementos como o símbolo original, o estádio ou o dragão.

O equipamento foi desenvolvido, à semelhança do principal, utilizando a tecnologia inovadora NB DRY, que permite afastar a humidade da pele dos jogadores e aumentar o seu conforto do primeiro ao ultimo minuto. Na camisola, predomina a mistura de tons entre o azul forte e o azul das Maldivas e inclui ainda o símbolo estampado no peito, fita a unir os ombros e gola plana com botão. As cores predominantes fazem lembrar, de resto, o equipamento que o FC Porto usou na primeira final europeia da sua história, em 1984.

O equipamento fica completo com os calções em tom azul forte e, claro, as meias, elásticas ao nível dos tornozelos, mas com proteção almofadada no tendão de Aquiles e calcanhar. Desenvolvido na mesma linha tecnológica do equipamento dos jogadores de campo, o dos guarda-redes destaca-se pelo predomínio do cinzento na camisola, embora possua apontamentos a preto nas mangas.


Sérgio Oliveira ficou encantado com o que viu. “Tudo neste equipamento está fantástico”, comentou. “Dá para notar o esforço que foi feito para garantir que possamos celebrar este aniversário da melhor forma possível. Vai ser especial a primeira vez que subirmos ao relvado com ele vestido”, acrescentou.

Por seu turno, o diretor geral da New Balance Football, Kenny McCallum afirmou sobre o equipamento: “Trabalhar com o Hazul permitiu-nos captar não só as cores do FC Porto mas das ruas onde o clube foi fundado. Este equipamento completa a coleção que marca o 125.º aniversário deste clube icónico e estamos orgulhosos do trabalho feito. Acreditamos que este equipamento vai ter muito sucesso junto dos fãs, não só no Porto como em todo o mundo.”


fonte: fcporto.pt

13 junho, 2018

ATÉ JÁ...


Uma espera longa, de seca, e eis que 4 anos após, o CAMPEÃO voltou, o FC PORTO está de volta.

Uma época de sonho. O regresso da mística, da entrega, da paixão, do Sérgio e jogadores, dos adeptos e o imenso #MarAzul. Sim, foi. Uma época de sonho. Festejemos, pois. Foi justo, foi merecido, é nosso por direito próprio.

Contudo, nunca esquecer, nunca baixar a guarda, nunca facilitar perante todos aqueles do costume, useiros e vezeiros paladinos Corruptos do Regime... o #Polvo não desapareceu, muito menos morreu. Ele anda por aí, deambulante, mórbido, mas à espreita, sempre à espreita. E nós também, atentos, muito atentos, sempre atentos!

É pois chegada a hora de fazermos uma pequena pausa, uns dias apenas, para descanso de todos os colaboradores.

Dia 02 de Julho, data do arranque oficial da época 2018/2019, estaremos de volta.

Até já...

PS - mas, descansem, porque o blog não vai parar de todo... sempre e caso se justifique, até porque vamos estar muito atentos a mais e novos desenvolvimentos dos avanços e recuos do #Polvo, denunciaremos para memória atual, e futura.

04 junho, 2018

2018/2019 – VENDAS E INVESTIMENTOS.


Teremos de esperar até ao dia 30 de junho de 2018 para perceber a amplitude de ação que o FC Porto poderá ter no próximo defeso. Dito por outras palavras, o encaixe financeiro obtido com vendas de jogadores, preferencialmente a ser feitas até final de junho para entrar nas contas do exercício julho 2017 / junho 2018, ditará em que moldes e de que maneira o FC Porto poderá atacar o mercado por forma a preencher as lacunas que existem no atual plantel.

No entanto, independentemente do que aconteça ao nível das vendas, o cenário de investimento ZERO em 2018/2019 não pode entrar na cabeça de ninguém, nem tão pouco seria minimamente justo para um homem chamado Sérgio Conceição. Seria literalmente uma crueldade, após o fantástico trabalho de Sérgio Conceição, repetir um ano sem qualquer tipo de investimento (não conta, gastar 1M€ num 4º GR)!

É indesmentível que nos últimos anos se cometeram vários erros ao nível da gestão desportiva, erros esses que tiveram obviamente consequências financeiras desastrosas. E não é de um ano para o outro que todos esses erros desaparecerão e que por um passo de mágica tudo ficará cor-de-rosa e o dinheiro surgirá como que por milagre. Mas é fundamental que se vão amenizando as muitas asneiras cometidas no passado, nomeadamente através da venda de jogadores emprestados que não terão cabimento no plantel principal do FC Porto.

É por isso fundamental que se faça o maior encaixe financeiro possível minimizando o impacto nas opções do treinador, ou seja, que se venda o máximo de excedentários e se preserve na medida do possível os melhores ativos do plantel.

De oficial, apenas se sabe que Ricardo Pereira já rendeu 22 milhões de euros e que há 3 jogadores com situação encaminhada: Quintero (3,75 M€), Suk (2 M€) e Boly (12 M€). Ou seja, ainda faltam 4 semanas para o término de junho e o FC Porto já faturou cerca de 40M€. Se juntarmos a isto, a eventual saída de Dalot (não há nada de oficial até ao momento em que escrevo este post) por 22/24M€, bem como as notícias de que Layun poderá sair por um valor a rondar os 6 M€, tal significa que antes do final do exercício 2017/2018, o FC Porto poderá encaixar cerca de 70M€, apenas perdendo um jogador titular da equipa campeã de 2018.

Tendo em conta este cenário, se pensarmos que as receitas da Champions League irão subir exponencialmente na próxima época (só de prize Money, o FCP irá receber 45M€), a expetativa é de que a folga orçamental para atacar o mercado será bem mais agradável agora do que foi há um ano atrás.

Será fundamental que o investimento mais do que ocorrer em quantidade, seja feita em qualidade. O FC Porto não precisa de um “camião de jogadores”, precisa sim de alguns reforços cirúrgicos para determinadas posições. Não precisa de comprar jogadores a granel para depois emprestar às varias equipas da 1ª Liga, nem precisa de gastar dezenas de milhões de € em jogadores sem grandes provas dadas ao mais alto nível do futebol europeu (Adriáns Lopez e Imbulas…). Invista-se com muita cabeça e sobretudo invista-se em 2 ou 3 jogadores no máximo dos máximos, mas com qualidade… Porque jogadores apenas para fazer número, então mais vale ficarmos com o plantel que atualmente temos. A palavra de ordem terá de ser investir para teoricamente acrescentar qualidade.

23 maio, 2018

A INCÓGNITA CONCEIÇÃO.


Ao contrário do que muitos estariam à espera inicialmente, o fecho das contas referentes à época futebolística de 2017/18, saldou-se com uma surpreendente distribuição de títulos. Slb e Sporting, curiosamente aqueles que assumidamente se posicionavam como os favoritos a limparem tudo por cá, arrecadaram os títulos menores da temporada, nomeadamente a Supertaça e Taça da Liga, cabendo às equipas do Norte os prémios mais desejados. O de Campeão Nacional para o FC Porto, e o de vencedor da Taça, para o Aves.

Nunca é demais esquecer que FC Porto e Aves, com as suas conquistas, marcam automaticamente presença na disputa do primeiro título da época 18/19, a Supertaça, o que, independentemente do vencedor - que obviamente desejamos que calhe às nossas cores - constitui desde já um rombo na recente, e eclesiástica, hegemonia benfiquista, ao arredá-los da possibilidade de disputar mais um título.

Estando ainda a procissão no adro, no que à temporada 2018/19 diz respeito, as movimentações até ao momento em nada comprometem aspirações futuras da equipa. São elas a renovação de Casillas, a venda de Ricardo Pereira, e num plano mais contabilístico do que desportivo, a igual venda de Bolly.

Iker Casillas é, logo no início, o principal reforço para a época que se avizinha. Numa posição tão específica como a de guarda-redes, a segurança e experiência, são factores determinantes para o sucesso, algo que José Sá, Vaná ou Fabiano ainda não estão em condições de dar à baliza portista. Com o espanhol, partimos com a garantia que não teremos sobressaltos de maior até junho de 2019.

Quanto à saída de Ricardo Pereira, de toda a nossa defesa titular, é a posição onde existem melhores alternativas internas. Obviamente refiro-me a Diogo Dalot, cuja juventude e margem de progressão têm tudo para, não só superar Ricardo, como inclusivamente torná-lo uma referência no futebol europeu e mundial. Não esquecer que, além de Dalot, ainda permanece nos nossos quadros um jogador com a experiência de Layun, falando-se inclusivé que o próprio Maxi estará disponível para renegociar a sua manutenção no plantel. Deste negócio, apenas os 20 milhões (com possibilidade de se extenderem a 25) me parecem algo àquem do valor do jogador em questão.

Sobre Boly, um jogador que misteriosamente nunca contou para NES no Porto, e tornou-se num esteio do Wolverhampton de NES, a venda por 13 milhões de euros, mais do dobro do valor por que foi adquirido, acaba por dar contornos de happy end a esta história, e uma ajuda interessante para os cofres azuis e brancos, num jogador visto como excedentário.

Uma questão relativa à nova época, que parece estar a ser menosprezada pelos adeptos, é o absoluto desconhecimento que temos em relação ao nosso treinador. Bem sei que, neste momento, alguns de vós estarão a procurar entre os internos do Magalhães Lemos o meu nome. Para vos poupar esse trabalho, passo a explicar o meu ponto de vista.

Sérgio Conceição foi o principal obreiro deste título. Ponto final.

E foi campeão como?

Em primeiro lugar, ao ser bem sucedido na hercúlea tarefa de limpar a cabeça dos jogadores, de várias épocas de insucesso desportivo, quer a nível colectivo, como em alguns casos, ao próprio nível individual.

Após esse passo, criou um espírito férreo de grupo, com o objectivo obsessivo do título(s) em pano de fundo.

Por fim, soube "inventar" dinâmicas novas para as contrariedades que foram surgindo, das quais a substituição de Soares por Marega na 1a jornada, ou a dupla Sérgio Oliveira/Herrera a fazerem de Danilo, foram verdadeiros coelhos da cartola, salpicados por alguma dose de fortuna.

Contudo, para o actual Campeão Nacional, estes alicerces estarão já ferrugentos para a época que se avizinha. Senão veja-se:

O título ganho, se bem que (muito) longe de enfartar, serviu para saciar a fome imediata de jogadores e adeptos. Fazer bandeira de igual objectivo para o ano, mesmo que juntando uma ou outra taça, não terá o impacto, nem motivará a mesma abnegação e sacrifício que se viu este ano nos jogadores. E como vimos, no último terço do campeonato houve uma queda abrupta da capacidade física e qualitativa da equipa, remendada com muito coração e empenho.

Quando se parte para algo com expectativas nulas ou muito baixas, não só o grau de cobrança ou exigência é menor por parte de quem apoia a equipa, como a superação é um patamar de mais fácil acesso. A péssima preparação da época, culminada pelos "reforços" da casa, levou a que os adeptos em massa se solidarizassem com a equipa. Ao ponto dos assobios, banda sonora habitual num passado recente, serem praticamente erradicados do Dragão. Em sentido contrário, não tenho memória de tão forte apoio longe de casa, fizesse frio, sol, chuva, ou a distância fosse longa.

Por fim, treinadores que fazem da emoção uma das suas principais valias, acabam por ter ciclos relativamente curtos nas equipas que orientam. Como treinador principal, fazer um segundo ano no mesmo clube será uma experiência inédita para Sérgio Conceição. Provavelmente terá bem mais para aprender, do que para ensinar.

Todas estas premissas mais obscuras, partem do receio da SAD voltar a dar o mesmo "beijo de Judas" ao treinador: Vendas de jogadores sem investimentos relevantes no plantel.

Obviamente que com reforços cirúrgicos, que tragam um acréscimo de qualidade ao plantel, Sérgio Conceição com a sua capacidade de se reinventar e ambição de ganhar, poderá tornar-se num treinador histórico do FC Porto. Óxala a SAD assim o permita.

Cumprimentos Portistas.

21 maio, 2018

ANÁLISE À ÉPOCA - JOGADORES E TREINADOR.


No seguimento do post da semana passada, aqui fica a continuação da minha análise à época do FC Porto, desempenho de jogadores e treinador:

SÉRGIO OLIVEIRA: Uma das grandes surpresas da época, foi fundamental na substituição de Danilo, um dos melhores jogadores do plantel. 19 jogos realizados para o campeonato e 4 golos marcados, para além de uma série de boas exibições. Um jogador que parecia uma eterna promessa adiada, que no ano passado pouco tinha jogado no Nantes de... Sérgio Conceição!

ÓLIVER: O jogador cujo desempenho ficou mais aquém daquilo que era o expetável dada a sua qualidade. Após uma primeira época ao serviço do FC Porto de excelente nível, uma segunda época com muitas intermitências, à terceira época o espanhol teve um papel secundário, entrando na maior parte das vezes a partir do banco de suplentes. Ainda assim, a sua qualidade técnica e visão de jogo são indesmentíveis. Espera-se mais e melhor na próxima época.

ANDRÉ ANDRÉ: Outro jogador que à semelhança de Óliver, já teve melhores épocas de Dragão ao peito. Somando todas as competições, fez quase 1000 minutos mas esteve uns furos abaixo daquilo que também é a sua qualidade técnica e tática. Ainda assim, é claramente um jogador que sente e conhece bem o clube que representa. Acredito que a sua qualidade vai levá-lo a patamares mais elevados no futuro.

PAULINHO: Um jogador que veio com boas referências mas que nada acrescentou à equipa. Pouquíssimos minutos e a clara sensação de que não percebeu minimamente a "máquina" de futebol construída por Sérgio Conceição.

HERNÂNI: Um jogador com uma característica interessante, a rapidez, mas a que parece faltar tudo o resto, nomeadamente, intensidade. Contribuiu como pôde para o percurso glorioso do FC Porto mas foi dos menos influentes, em abono da verdade.

BRAHIMI: À quarta tentativa, o argelino explodiu para uma época fantástica. O verdadeiro "abre-latas" de muitos casos bicudos que se foram deparando ao FC Porto, o argelino, marcou, assistiu e foi dos grandes desequilibradores da equipa. É verdade que às vezes se perde em fintas mas também deve dizer-se que não tem medo de assumir no um contra um, e isso é de realçar porque demonstra coragem e capacidade de assumir responsabilidades, mesmo que às vezes exagere e perca bolas em momentos fulcrais. Em resumo, grande época, um dos mais importantes no saborosíssimo título conquistado.

ABOUBAKAR: Marcou 26 golos em todas as competições! Para um avançado, por mais análises que se façam, este é um número incontornável na analise ao seu desempenho. É verdade que nos últimos meses não marcou, sobretudo depois da arreliadora lesão mas uma coisa é certa: o camaronês foi fundamental no título do FC Porto!

MAREGA: Impressionante época do maliano. Força, rapidez e eficácia são os adjetivos mais apropriados a esta "força da natureza". Um jogador que deu cabo das defesas, pelo desgaste que provocou com a sua força e rapidez. Um "patinho feio" que virou um lindíssimo cisne!! Impressionante!!

GONÇALO PACIÊNCIA: Na sua melhor época de futebol sénior foi chamado ao seu "clube do coração" para ajudar numa altura em que as lesões se multiplicavam umas atrás das outras. É verdade que não marcou golos mas teve participação num momento importantíssimo da época, na assistência para o 2º golo ao Sporting no Dragão. É um jogador com características muito interessantes, que bem trabalhadas podem fazer dele um jogador muito, muito interessante. A seguir com muita atenção.

CORONA: É um jogador com enorme qualidade mas teve uma época com muitas intermitências. Ainda assim foi dos que mais minutos teve e contribuiu positivamente para o sucesso obtido.

WARIS: 127 minutos no campeonato não permitem uma análise consistente ao ganês. Uma incógnita...

OTÁVIO: Admito que gosto de Otávio, acho que é um jogador com enorme qualidade técnica e, se calhar tão ou mais importante que isto, um jogador com muita capacidade tática. Teve uma época abaixo das expetativas mas é um jogador com muita qualidade.

SOARES: À semelhança do que aconteceu com Aboubakar, não marcou golos nos últimos meses de competição mas foi um jogador importante, que com a sua capacidade física ajudou, juntamente com Marega e Aboubakar, a destruir defesas contrárias. É um jogador que assenta que nem uma luva na ideia de jogo preconizada por Conceição.

Por último, mas em primeiríssimo plano, está obviamente SÉRGIO CONCEIÇÃO. Já tudo foi dito sobre o técnico português mas creio que a frase que melhor define o fantástico trabalho de Sérgio é a seguinte: há uns anos atrás, a estrutura do FC Porto "fazia" treinadores campeões, desta vez foi o treinador que "fez" uma estrutura campeã! Não há muito mais a dizer... Competência resume na perfeição tudo o que se passou esta época. O FC Porto foi, de longe, a melhor equipa portuguesa este ano!!!

16 maio, 2018

CAMPEONATO SUJO?


“Mas têm-me de explicar como é que alguém quer ser campeão com… Aboubakar, Soares e Marega!
Pode haver um milagre… mas não vai ser fácil…”
Houve uma criatura SUJA que escreveu isto no seu facebook no dia 1 de dezembro de 2017 após o FC Porto ter defrontado no Dragão uma equipa. E que equipa foi essa? Foi a única equipa entre as 80 que participaram na fase de grupos das competições europeias que não conquistou um miserável ponto e apenas marcou um golo.

Não diria que foi um campeonato SUJO, diria antes que foi um campeonato em que o FC Porto teve de enfrentar um adversário que está a braços com vários casos judiciais relacionado com matérias SUJAS, nomeadamente, corrupção, compra de resultados, compra de decisões judiciais, compra de acesso ilegítimo a processos judiciais em sigilo…

Diria que foi um campeonato onde alguns tentaram utilizar as formas mais nojentas e SUJAS para tentar desestabilizar, lançar lama e confusão num futebol português já de si enlameado por um clube que está a braços por vários processos judiciais. Falo obviamente do fenómeno SUJO mas sobretudo revelador da doença mental grave de algumas criaturas SUJAS que por aí andam: as patéticas denúncias anónimas antes dos jogos do FC Porto!

Parando de falar em SUJIDADE, vamos então à minha habitual análise aos jogadores e treinador da equipa que mais pontos arrecadou, mais golos marcou e menos golos sofreu. O FC Porto não foi melhor que os outros, foi obviamente MUITO melhor:

CASILLAS: À terceira época foi mesmo de vez. Um “monstro do futebol mundial” que já ganhou tudo o que havia ganhar, acrescentou ao currículo o título de campeão português. 10 golos sofridos no campeonato e um “monstro” nas alturas mais importantes da época, foi importante na caminhada do título.

JOSÉ SÁ: Após a “falta de empenhamento de Casillas nos treinos”, o português agarrou a titularidade. Alguns momentos interessantes, como a defesa em Chaves quando o resultado estava equilibrado e uma defesa importante no clássico do Dragão em que Herrera marcou um golo limpo anulado. Outros momentos menos felizes, como a golo sofrido na Amoreira e os 5 golos sofridos frente ao Liverpool. Acabou naturalmente por perder a titularidade para um “monstro do futebol mundial”.

VANÁ e FABIANO: Os últimos dois jogadores a confirmarem o estatuto de campeões nacionais…

ALEX TELLES: O rei das assistências do campeonato, que ainda marcou 3 golos, foi um jogador fundamental na caminhada triunfal do FC Porto. Um dos melhores jogadores, competente a defender, excelente a atacar. Um dos jogadores acima da média do atual plantel.

RICARDO: Uma época a um nível altíssimo, muito bom a atacar, esteve em crescendo no aspeto defensivo, apesar de ainda ter de melhorar neste aspeto. Qualquer semelhança com o Ricardo das épocas 2013/2014/2015 que depois saiu para França, é pura coincidência. Um caso em que os empréstimos fizeram muito bom, está feito um jogador muito competente.

MAXI: Finalmente o título de campeão nacional no melhor clube português dos últimos 40 anos. Foi uma alternativa competente aos titulares na posição e ainda marcou um golo importantíssimo ao Leipzig que permitiu ter vantagem no confronto direto com os alemães, algo que depois contribuiu de forma relevante para sermos mais uma vez a única equipa portuguesa presente nos oitavos-final da Champions League.

FELIPE: Já tinha feito uma época anterior competente, mas desta vez o nível exibido foi ainda melhor. Fortíssimo nas bolas aéreas, duro quando tem de ser e excelente no posicionamento/antecipação. Marcou um dos golos mais importantes da época, o daquela vitória em Santa Maria da Feira, que permitiu ganhar pontos aos dois rivais diretos.

MARCANO: O central espanhol já merecia o título de campeão nacional, sobretudo pela excelente época que fez no ano passado, construindo com Felipe uma dupla de betão (mérito também de NES). Nesta época, fez com Felipe uma dupla quase intransponível. O futebol é de facto das coisas mais estranhas mas ao mesmo tempo mais apaixonantes que há: lembram-se do Marcano que escorregou na final da taça 2015/2016 possibilitando o 2º golo ao braga, numa final ingloriamente perdida nos penalties?!?!?!

REYES: Um jogador que provavelmente fez a sua última época de Dragão ao peito, acabou por ser discreto mas eficaz nas oportunidades que teve. Ainda marcou 2 golos.

DALOT: Realizou 4 jogos completos numa altura da época em que Telles estava lesionado e deu para perceber que o potencial é inacreditável. Se tiver a evolução esperada pode ser um caso sério.

OSÓRIO: A sua única participação no campeonato foi na pior exibição coletiva da época (com exceção de Liverpool no Dragão): restelo. E teve responsabilidades no primeiro golo sofrido nesse jogo. Muito pouco há a dizer sobre a época do venezuelano. A ver vamos o futuro...

DANILO: Até à arreliadora lesão na meia-final da taça da Liga estava a ser um dos melhores do plantel. Um poço de força, impressionante no jogo aéreo, foi uma tremenda crueldade a lesão que o impede até de ir ao mundial-2018. Único fator positivo da lesão é que é um jogador certo no plantel 2018/2019!

HERRERA: Vou ser o mais direto e frontal possível. Fui dos maiores críticos de Herrera nos últimos 4 anos e fi-lo infelizmente com muitas razões para isso: a instabilidade do mexicano é um facto que foi visível entre 2013 e 2017. O mérito da excelente época do mexicano deve-se sobretudo a Sérgio Conceição, um treinador que potenciou jogadores a um nível que nunca julgávamos ser possível. Foi quem deu o "golpe da misericórdia" neste campeonato com um golão na luz...

(Continua a análise aos jogadores e treinador no post da próxima semana)

PS - Lembram-se do Paços de Ferreira e do seu treinador, quando nos ganharam naquele miserável espetáculo de anti-jogo, nojice e ordinarice... A realidade, mais cedo ou mais tarde, encarrega-se de colocar no seu devido lugar as equipas miseráveis que simplesmente não querem jogar futebol. E quem não quer jogar futebol tem aquilo que merece... Agora o sr. felgueiras que vá fingir lesões mas para a 2ª divisão!!