23 agosto, 2017

NOTAS CURTAS (MAS PROVERBIAIS) DE AZUL E BRANCO.


Plantel Curto – Quem não tem cão…
3 jogos, 3 vitórias, 9 pontos. No entanto, olho para o plantel do FC Porto e, passada a euforia da pré-época, começo a sentir pequenos calafrios em vésperas do primeiro teste a doer, em Braga. Explico porquê:
- quem joga em 4x4x2 tem que estar dotado obrigatoriamente de vários avançados capazes e em condições de entrar a qualquer momento. Soares, fruto das cargas físicas da pré-época, já está no estaleiro. Sobram Aboubakar, Marega (embora estando a surpreender pela positiva, é curto para um determinado tipo de futebol mais apoiado e rendilhado) e Rui Pedro (uma incógnita ainda, um projecto de jogador). Dificilmente o FC Porto poderá abordar uma época inteira com estes 4 nomes. Basta olhar para o principal rival para perceber a desproporção de forças e de qualidade comparando os sectores;
- a gripe de Ricardo assusta e de que maneira. Ricardo é o melhor lateral do plantel (pese embora a excelente forma de Alex Telles) e pode ainda ser, a meu ver, o principal substituto de Brahimi e Corona, claramente escassos para as duras exigências de uma temporada inteira. Maxi já não é o jogador que era, mas pode ser opção no caso de Ricardo ser chamado a jogar pela ala, pelo que me parece que uma possível saída de Ricardo Pereira seria um forte rombo na planificação da época portista. Hernâni e Octávio têm acrescentado pouco sempre que entram, pelo que a contratação de um extremo veloz deveria ainda estar em cima da mesa. Frente ao Moreirense, a entrada de Layun deu também a entender que Sérgio Conceição vê no mexicano uma possível alternativa para a posição de extremo. Quem não tem cão caça com gato e nos anos 90 era assim que preparávamos as épocas, mas convenhamos que é arriscado. A lavagem que o Jornal O JOGO vem promovendo a favor de Maxi, a fazer lembrar as tácticas do pasquim A BOLA, não augura nada de bom. E é bom que O JOGO não se esqueça que os portistas não se guiam pelos mesmos parâmetros de outros.;
- na zona central, Danilo e Oliver já perceberam que não terão descanso neste sistema engendrado por Sérgio Conceição. Vai-lhes ser exigido muito e sempre em alta rotação. Os substitutos são Herrera e André André. A época é longa, vem aí a Champions League e diria que um box-to-box com capacidade física entraria como uma luva (Wendell ?). A menos que Herrera, claro, confirme finalmente todo o potencial que de facto tem.

Síndromes Gripais – Onde há fumo…
Por falar em Ricardo Pereira, olho para a história mais ou menos recente e recordo-me de ver o supersónico Bosingwa impedido de jogar uma Final da Taça de Portugal frente ao Sporting devido a uma suposta mialgia. João Paulo alinhou no seu lugar e perdemos o caneco com um golo de Tiuí.
Em 2011, VP foi obrigado a colocar Fernando no banco e alinhar com Souza e Guarín frente ao super-Barça de Guardiola. Pese embora uma excelente exibição, Guarín, na zona 6, inventou uma fabulosa desmarcação para Messi inaugurar o marcador.
Por outro lado, lembro-me de Slimani em Alvalade estar no 11 inicial leonino frente ao FC Porto, molhar a sopa e no dia seguinte partir de armas e bagagens para o Leicester.

Kick-Off de Duarte Gomes – Quem te avisa…
O ex-árbitro Duarte Gomes, reconhecidamente anti-Porto, acaba de lançar um projecto a solo, chamado Kick-Off, para já em livro e em formato website com vídeos e textos sobre casos de arbitragem.
Convirá perceber quem está por detrás desta rampa de lançamento de Duarte Gomes. Depois de Vítor Pereira, depois de Pedro Proença, desta vez não nos vão apanhar na curva e adormecidos. Basta aliás ver quem esteve no lançamento deste projecto de Duarte Gomes: Fontelas Gomes, do Conselho de Arbitragem, Pedro Henriques, Rui Costa, Carlos Manuel, Pedro Proença, entre outros.
As perguntas que devem ser feitas: quem paga este projecto de Duarte Gomes? Quem está por detrás desta rampa de lançamento? A quem importa promover Duarte Gomes? Porque está Duarte Gomes no Jornal A Bola? Porque razão Duarte Gomes é agora presença assídua na SIC Notícias? Questões que, com certeza, em breve ficarão nítidas aos olhos de todos.

Seri a caminho do Barcelona – Errar é humano
Poucos se lembrarão de Seri, médio ex-Paços de Ferreira, que passou pelo FC Porto sem grande alarido. Não se pode acertar sempre e só podem jogar 11. Quem não se lembra do centralão Thiago Silva, que passou pela nossa Equipa B e depois acabou por fazer uma grande carreira em Itália e França, assim como ao serviço da Canarinha? O objectivo será sempre acertar mais vezes do que se erra.

Público no Dragão rima com discurso de Conceição – Quem fala assim…
Depor: 50.818; Estoril: 48.011; Moreirense: 46.509. Esperemos que estas assistências não sejam fruto da tradicional silly season e dos vários portuenses e demais nortenhos que no Verão voltam à sua terra natal, mas sim devido a um estreitar de relações entre o clube e os adeptos. Sérgio Conceição, parece-me, tem aqui um papel fulcral ao apresentar um discurso condizente com o que os adeptos azuis e brancos vêm no relvado. Quando o Porto joga mal, o treinador não engonha e não inventa visões paralelas. Imediatamente depois do jogo com o Moreirense, referiu que a partida nem sempre foi bem jogada e que Octávio não havia entrado bem na partida. Uma visão exactamente igual à do adepto comum, bem diferente do discurso para inglês ver do anterior treinador, que não fugia dos lugares comuns e das frases redondas. Conças não tem discurso Somos Porto, mas sim discurso à Porto, que são coisas bem diferentes.

A propósito do manuel machadêsQuem muito fala…
Manuel Machado tem razão em ter dito o que disse. O futebol lusitano é mais desnivelado a cada ano que passa. Esse fenómeno, aliás, assume uma tendência ainda mais pornográfica no país vizinho, enquanto que Itália caminha a passos largos para o mesmo. Só Inglaterra, devido à centralização dos direitos televisivos, escapa para já a essa desproporção de forças.
De facto, o Moreirense e o seu futebol quase deram pena de observar. Fica a questão: os jogadores do Moreirense são fraquíssimos, os jogadores do FC Porto são fortíssimos ou Manuel Machado é que estagnou no tempo?
E a última nota: alguém que recorde a Manuel Machado quem foi o clube que, à revelia do pacto não escrito entre os clubes nacionais para uma negociação centralizada dos direitos televisivos, foi negociar directamente com uma conhecida operadora nacional?

Os mendilhões do templo – Diz-me com quem andas…
Rúben Neves no Wolves custou-nos a todos, atendendo ao conflito de interesses que existe no caso vertente: Rúben foi (mal) treinado durante uma época por NES, que o desvalorizou de forma brutal. No final da época, o empresário do jogador, também empresário do treinador, coloca-o no novo clube do treinador, da II Divisão Inglesa. O FC Porto e o próprio Rúben Neves têm culpas no cartório por porem dentro de casa quem não merece sequer estar à nossa porta.
Por falar em mendilhões, Gonçalo Guedes (30M, não esquecer) não consegue mais enganar o PSG e pelos vistos não irá fazer parelha de ataque com Neymar, ao contrário do que prometiam os jornais lisboetas. Irá para Valência, clube onde já esteve também André Gomes, que agora está no Barcelona, para infortúnio dos catalães, que agora têm ainda que levar com o novo Daniel Alves chamado Nélson Semedo. É caso para dizer que a decadência culé não espanta ninguém. Do Valência sai também João Cancelo, por troca com Kondogbia. Benfica. Rio Ave. Braga. Valência. Atlético de Madrid. Barcelona. Wolverhampton. Fazem quase lembrar aquelas empresas-fantasma criadas pelo Grupo Espírito Santo para ocultar a sua dívida. Quem se mete por atalhos…

Belenenses e Eliseu – Com amigos destes…
Não há grandes palavras para a entrada assassina de Eliseu não ter sido sancionada com vermelho directo (podia ter partido a perna ao jogador do Restelo), nem sequer com falta, muito menos com amarelo. O VAR, pelo que já se começa a ver, é apenas mais uma distracção para inglês ver: não serve para nada e, se servir, vai ser utilizado para beneficiar o mesmo de sempre. O processo sumaríssimo, como já se prevê, ficará na gaveta.
Nada que preocupe muito o Belenenses do Dragão de Ouro Rui Pedro Soares, claro está. Nos últimos 8 jogos entre essas duas equipas, como bem notou o Baluarte Dragão, a contabilidade já vai em 27x0 a favor do Benfique, para vergonha e nojo dos adeptos de uma instituição histórica do futebol português. O caso Miguel Rosa, esse, já pertence à categoria da comédia. O Belenenses de hoje mais não é do que um clube satélite do seu vizinho da segunda circular. Não sou eu que o digo, mas sim os próprios adeptos do Belenenses, conforme podem ler AQUI. Este movimento independente do verdadeiro Belenenses, onde se incluem homens como Jorge Coroado, expõe as bonitas ligações entre Rui Pedro Soares, Portucal Telecom, Sócrates, Santos Silva, BTV, entre outras personagens e instituições. Leiam que vale a pena.
Estive ontem, por acaso, a jantar em pleno Estádio do Restelo, na Petisqueira Matateu, entre amigos, num ambiente que já existe pouco em Portugal, nas instalações de um estádio, ao ar livre, entre o museu, departamento de formação, estátuas de velhas glórias, torniquetes, paredes de cimento bem pintadas, camionetas e restaurantes do clube, pavilhões, entre outras velhas preciosidades que foram destruídas aquando do vendaval chamado Euro 2004. À saída, defronte da estátua de José Manuel Soares (Pepe) ocorreu-me a ideia: se eu fosse dirigente do FC Porto, este seria o ano de quebrar de tradições e, pela primeira vez em muitos anos, não existiria a mítica coroa de flores para o malogrado atleta do Belenenses, pois aos vendidos não se deve oferecer mais do que desprezo. E mais: pela primeira vez na nossa história devíamos dar um Dragão de Ouro como não entregue e exigir a sua devolução imediata (com custos a ser suportados pelo remetente) aos escritórios do FC Porto. Não sem antes pedir desculpas públicas a Pepe e aos verdadeiros adeptos do clube do Restelo.

José Manuel Soares "Pepe", a quem o FC Porto tradicionalmente deposita uma coroa de flores antes do Belenenses x FC Porto.
Jorge Sousa e o politicamente correcto – Com papas e bolos…
O politicamente correcto chegou ao último reduto ainda aparentemente inviolado: o futebol. O caso é caricato, mas merece atenta análise. Um jogador sérvio dirige-se em maus modos ao árbitro da partida, perguntando-lhe se o mesmo está a brincar. O árbitro, e muito bem, impõe o respeito e pergunta-lhe com quem ele pensa que está a falar e para se dirigir para a puta da baliza. Um episódio mais que banal, que ocorre todos os fins-de-semana em qualquer estádio desse país fora, independentemente da região ou do escalão. Claro que em Lisboa o tratamento aos jogadores por “querido” é mais apreciado e Jorge Sousa é clara e obviamente um alvo a abater, por se tratar de um árbitro nortenho, proveniente – Deus do céu – da cidade do Porto.
Jorge Sousa ficará 3 jogos na jarra por ter proferido palavras mais feias – pasme-se – a um atleta num jogo que lhe competia dirigir. E Eliseu, que podia ter acabado com a carreira de um colega de profissão, quantos jogos ficará na jarra? Pergunta para queijinho…

Rodrigo de Almada Martins 

22 agosto, 2017

E OS “PADRES” AINDA MAL COMEÇARAM A MISSA…



“O Conselho de Arbitragem da FPF afirmou que a equipa de arbitragem liderada por Rui Costa errou ao não expulsar Eliseu na goleada por 5-0 diante do belenenses, na sequência de uma entrada dura sobre Diogo Viana.
Durante um encontro com comentadores televisivos na Cidade do Futebol, no qual foi dada uma formação a respeito do vídeo-árbitro, o organismo liderado por José Fontelas Gomes salientou o erro da equipa de arbitragem, indicando que o VAR (Vasco Santos) errou ao não alertar Rui Costa de que este era um lance passível de expulsão por conduta violenta.
A intervenção do VAR só deve acontecer em lances para expulsão, golos, penalties e identificação de jogadores, e apenas quando existe um “erro claro”, algo que, segundo o CD, se verificou no lance em questão.”

in zerozero.pt
Os anos passam, mas continua a dar a clara sensação de que aquilo que se passa no futebol português é uma brincadeira de mau gosto, uma brincadeira patrocinada e completamente controlada por um clube que durante anos e anos falou intensamente de um processo jurídico que deu ZERO em todas as instâncias judiciais civis e desportivas, mas que depois, tudo somado e baralhado, deve ser seguramente dos clubes a nível mundial que utiliza as estratégias mais inacreditáveis, quer a nível ético, quer a nível legal.

Parece que vale tudo para um determinado clube, vale mesmo tudo, vale preferir “ter lugares na Liga do que bons jogadores”, vale ter “os padres ordenados e escolhidos para as missas que celebra”, vale aceder indevidamente a relatórios de observadores para “dar cabo” a notas de árbitros, vale monitorizar o telefone do presidente da FPF, vale monitorizar os telefones dos árbitros, vale apoiar claques ilegais, até vale sugerir roubo de informação de ex-treinadores, “não vá aquele louco ter algo comprometedor no computador”.

Passaram apenas 3 jornadas e já ficaram 3 penalties por assinalar a favor do FC Porto. O VAR não viu, não quis ver, ou viu e não fez caso, mas a generalidade da imprensa não tem dúvidas de que nesses lances deveria mesmo ter sido assinalado penaltie. Eliseu agride selvaticamente um adversário, e o VAR? Não viu, não quis ver, ou viu e não fez caso...

Isto, para não falar da polémica no golo anulado ao braga, com a respetiva confusão das imagens do jogador que não aparece mas devia ter aparecido, das linhas que deveriam ter aparecido mas não apareceram, etc, etc...

Os “padres” ainda mal começaram a missa, os acólitos ainda mal começaram a “cantar” e as coisas já começaram no mesmo sentido dos últimos 4 anos. Um filme já muitas vezes visto, que se repete ano após ano e que, muitas vezes, faz toda a diferença numa classificação final que tem sido geralmente equilibrada. Ao contrário dos anos de hegemonia do FC Porto, em que esmagávamos internamente e triunfávamos na Europa e no Mundo, a hegemonia do clube dos “padres” traduz-se em campeonatos ganhos por diferenças pontuais curtas. Claro que em competições equilibradas, com as equipas que lutam pelo título a equivalerem-se entre si, a ação de determinados “padres” pode fazer toda a diferença o final das contas.

Resta-nos esperar que a nossa competência interna seja suficiente para lutar contra os adversários (muito deles até querem chocolatinhos como o amigo de tondela) porque, sinceramente, não tenho confiança em nada mais do que isso. E uma coisa posso-vos garantir, darei a Sérgio Conceição todo o meu apoio incondicional. Sei perfeitamente os níveis de exigências que devo ter, quando os devo ter e com quem devo ter. O final do mercado aproxima-se, já seria positivo se não saísse mais nenhum jogador importante (porque os pernas-de-pau, esses ficam ano após ano sem que ninguém lhes queira pegar), mas nenhum de nós se pode esquecer do que todos dizíamos de Marega há apenas um ano atrás, das enormes críticas dirigidas a Aboubakar ou do jogador que era Ricardo Pereira quando foi emprestado ao Nice. A partir de 1 de setembro, teremos de estar unidos em torno do treinador e dos jogadores, mesmo daqueles a quem não reconhecemos qualidade, porque de nada valerá lamentar que se poderia ter o jogador A, B ou C. Esse tempo de indicar que falta o jogador A, B ou C é antes de 31 de agosto, mesmo que todos já tenhamos percebido que os enormes erros cometidos nos últimos anos nos levem a abordar esse mercado de forma muito humilde, em que apenas se gastou 1 milhão de € com Vaná. Tal como na política, muitas vezes há que lidar com a porcaria que foi feita anteriormente, e Sérgio terá de fazer omeletes com ovos que para muita gente estavam fora da validade. Até agora, é muito cedo, bem sei, mas o balanço só pode ser positivo. Para a semana, o teste é duro e importante, o país, ou pelo menos grande parte dele, saliva ansiosamente para que escorreguemos de modo a que o desígnio do penta se comece a encarreirar. Temos de ser Porto, não nas palavras, no Facebook ou no twiter, mas sim dentro de campo. FORÇA FC PORTO!!!!!!

20 agosto, 2017

A TARDE DE “BOUBA”.


FC PORTO-MOREIRENSE, 3-0

Três jogos, três vitórias, oito golos marcados, 0 sofridos. Assim se mostra o desempenho do FC Porto na presente Liga NOS. Em mais uma enchente no Dragão, os azuis-e-brancos corresponderam e venceram se espinhas o seu opositor.

Em destaque esteve o ponta-de-lança camaronês preterido na época passada por um pinheiro belga. Numa tarde de extremo calor (os termómetros estiveram a roçar os 40 graus), o FC Porto fez uma primeira parte de bom nível mas na etapa complementar devido a vários factores, com incidência para as altas temperaturas verificadas, os portistas baixaram e muito de produção. O 2-0 registado ao intervalo também terá influenciado o subconsciente dos jogadores, mas Sérgio Conceição é um treinador que não gosta nada de abrandamentos de ritmo e de produção.

A novidade no onze de Sérgio Conceição foi a ausência de Ricardo Pereira. O jogador nem sequer esteve no banco. Esta situação soou a estranho e começou-se a especular no Estádio. O certo é que o técnico portista esclareceu no fim do jogo que o lateral portista acordou com sintomas febris. Maxi regressou à equipa e fez uma primeira parte conseguida, mas não fez esquecer o seu companheiro.


Perante um Moreirense recuado, bem fechadinho cá atrás com linhas muito juntas, o FC Porto entrou forte na procura do golo. Aos 2 minutos já o guarda-redes de cónegos fazia uma defesa de recurso para canto a remate de cabeça de Felipe. Estava dado o mote para o que vinha a seguir.

Aos 19 e 21 minutos, Aboubakar, na sua tarde inspirada, colocava o FC Porto a vencer por 2-0. Primeiro entrou muito bem num cabeceamento, correspondendo a um centro excelente de Alex Telles e depois, aproveitou remates de Marega e Óliver que Jhonatan defendeu, fixando o resultado ao intervalo.

Antes do intervalo, registo para mais algumas jogadas de perigo que poderiam ter ditado um resultado mais dilatado, nomeadamente Danilo que viu o guarda-redes contrário evitar o terceiro golo. Mas a nota deste primeiro tempo vai para mais uma grande penalidade que ficou por marcar a favor do Dragões.

Corona é tocado no pé esquerdo no coração da grande área mas o árbitro abana a cabeça e o VAR, o famoso VAR, não se pronuncia.


Continuamos, pois, a apreciar esta tecnologia conduzida e utilizada brilhantemente pelos padres das missas que são ordenadas pelos personagens do costume. Três jornadas, três grandes penalidades por assinalar e três lances ignorados pelos homens das tecnologias da cidade do futebol.

A segunda parte foi um pouco monótona. O calor e o desgaste dos jogadores resultantes das altas temperaturas influenciaram o rendimento em campo. E aqui há que fazer um parêntesis na crónica.

Se há uma semana em Chaves, no jogo entre a equipa da casa e a equipa dos padres, houve duas pequenas pausas – uma em cada parte - ordenadas pelo árbitro devido ao calor quando os termómetros assinalavam 24 graus, porque é que ontem com 38 graus, o padre de serviço não teve o mesmo critério? Tem que haver uniformidade de critérios. Não pode haver critério A pelo padre X e critério B pelo padre Y.

O Moreirense, na etapa complementar, continuou a jogar da mesma forma. Foi mais uma das muitas equipas que jogam, desta forma, no Dragão. Defender, defender, defender e tentar o pontinho quer por obra e graça da sorte, quer pela ajuda do padre de serviço. Ah, pode ser que…


Sérgio Conceição deixou Brahimi no balneário ao intervalo por precaução. O argelino acusava fadiga muscular e depois de perder Soares, o técnico portista não quis arriscar segunda baixa. É que daqui por uma semana, os Dragões vão a Braga jogar com os fiéis de lá de baixo. Para o seu lugar entrou Otávio. O pequeno jogador começou descaído para a esquerda mas depois Sérgio Conceição colocou-o nas costas de Aboubakar e desviou Marega para a esquerda.

Moussa enviou uma bola com estrondo à barra no início da segunda parte mas depois o FC Porto baixou muito de rendimento. Apesar disso, aos 76 minutos Aboubakar lançado por Marcano, isolou-se e perante Jhonathan rematou colocado e rasteiro, obtendo um hat-trick.

Logo a seguir, Hernâni que substituiu Corona teve oportunidade para fazer o quarto golo mas o guardião moreirense defendeu para a linha de fundo. Depois Aboubakar saiu para os aplausos da tarde e deu o lugar a M. Layún.

O FC Porto desloca-se a Braga, no próximo Domingo, antes da primeira paragem da época para compromissos das selecções nacionais. Ao FC Porto cabe fazer tudo para vencer na cidade dos arcebispos, para se colocar numa posição privilegiada antes do interregno e numa altura em que o mercado de transferências irá fechar e definir o plantel.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “O resultado é completamente justo”

O mar azul
“No Dragão e em todos os outros estádios, a atitude, a determinação e a ambição têm de ser sempre as mesmas. Hoje tivemos muitos adeptos a apoiar-nos e isso dá-nos muita força. Este mar azul vai continuar, tenho a certeza, seja em que estádio for. Aproveito para agradecer a presença e o apoio dos nossos adeptos.”

Vencer é o mais importante
“Entrámos bem no jogo e até fazermos o 2-0 tivemos muita qualidade. Aqui e acolá faltou diversificar o processo ofensivo. Conseguimos ter largura, mas por dentro estava mais difícil entrar. Fizemos dois golos e poderíamos ter feito mais um ou outro na primeira parte. Não gostei da forma como entrámos na segunda parte, mas compreendo algum desgaste devido à intensidade e à constante procura da bola quando não a tínhamos. Acredito que, com este calor, as coisas tornaram-se mais difíceis. Penso que o resultado é completamente justo. Conquistámos mais três pontos e estamos felizes por isso. Exibições fabulosas, para mim, são a conquista dos três pontos, por isso vamos tentar prolongar o estado em que estamos.”


A pressão dos rivais
“Eles estão orientados para essa pressão diariamente. Não vivemos em função de Benfica e Sporting, vivemos a pensar na nossa equipa. O nosso foco é esse. Os cinco ou os quatro que os outros marcam não nos diz nada. Vi os jogos de Sporting e Benfica, porque são adversários, mas a minha preocupação é o FC Porto e estarmos cada vez mais fortes naquilo que trabalhamos, procurando manter as coisas que fazemos bem. A exigência é máxima e tudo tem de ser levado muito a sério. Para nós, cada jogo é uma final.”

A ausência de Ricardo Pereira
“Foram convocados 22 jogadores. Ele não acordou bem, acordou com sintomas gripais e temperatura alta. Optámos por não o utilizar por não estar a 100% fisicamente. Jogou o Maxi e deu uma excelente resposta.”



RESUMO DO JOGO

19 agosto, 2017

UM GRITO SÓ DE TODOS NÓS


Belo Domingo passado em Tondela! Segunda jornada do campeonato, 37 graus, jogo numa província onde não é habitual jogar-se para o campeonato, Agosto, sol e esplanadas, cerveja e amigos, e acima de tudo, FCP! Todos os condimentos para um grande dia, o que se veio a verificar.

Estavam reunidas as condições para uma rumaria e lá estivemos em peso. Os bilhetes voltaram a esgotar, o que já nem é notícia, sector visitante à pinha e apoio durante os 90 minutos. Vocalmente não foi perfeito, podia ser melhor, mas só de se olhar para a bancada já se arrepiava!

O único inconveniente era a hora do jogo, já aqui o disse anteriormente, embora considere bastante positivo a ideia de marcar com a devida antecedência, o que se verificou, é complicado aceitar uma deslocação de 300 km (ida e volta) num Domingo à noite. Nem toda a gente está de férias e nem todos gozaram ponte na segunda-feira...

Ainda antes de almoço nas redondezas do Dragão vi várias famílias portistas a lotar os carros e a arrancar em direcção a Tondela. O que me deixou logo com um sorriso nos lábios. Fiz-me à estrada pelas 13h e cheguei a Tondela ainda a tempo de almoçar.


Convívio top durante toda a tarde com a malta do costume. Bonito de se ver azul e branco espalhado pelas ruas à volta do estádio, novos, velhos, homens, mulheres e crianças. A cerveja e os petiscos foram-me esgotando enquanto a hora do jogo se aproximava. Ensaio-os dos cânticos e entra-se na curva. Super Dragões e Colectivo no comando do apoio ao FC Porto. Vitória saborosa por 0-1, vale na mesma três pontos e é nestes jogos que se ganham os campeonatos.

De realçar o espírito vivido pela nossa equipa, os que jogam e os que não jogam, os suplentes e os da bancada. Naturalmente sob a batuta do mister, é notável ver a união que impera entre o plantel. O grito em conjunto no final das partidas e o agradecimento mesmo junto aos sócios, ultras e restantes adeptos, aquilo que sempre mencionei aqui ao longo de tanto tempo. Contem connosco porque “esta curva nunca te vai deixar”.

A contar com as deslocações nos jogos amigáveis em Guimarães, Barcelos e Algarve, temos quatro saídas com deslocações em massa e a próxima é aqui ao lado em Braga. Antes disso, vamos para o terceiro jogo em casa... com lotação esgotada!

Mar Azul, venham todos, juntos somos mais fortes!

Um abraço ultra.

18 agosto, 2017

NO BOM CAMINHO.


Mais uma Jornada e mais uma vitória do FC Porto. Ambiente fantástico em Tondela, com o Estádio maioritariamente pintado de Azul e Branco e com a nossa Equipa a conseguir um triunfo que teve tanto de sofrido como de importante.

Se é verdade que a qualidade exibicional esteve longe da apresentada na primeira partida oficial, também não é menos verdade que nestes jogos onde a nota artística é mais reduzida e onde as oportunidades de golo custam a aparecer, é preciso ser-se pragmático para se levar os 3 pontos e foi exatamente isso que nós fomos.

Também importa relembrar que os nossos rivais não foram capazes de fazer melhor. Os de verde venceram em casa o Setúbal com um Penalty extremamente discutível já na reta final da partida e os de vermelho venceram o Chaves com um autêntico chouriço de Seferovic já para lá dos 90.

Desengane-se quem está à espera de goleadas e de Futebol bonito todos os jogos. Vamos ter muitos jogos como o de Tondela, como aliás acontece sempre todas as Épocas, e provavelmente podemos até nem ganhá-los todos porque nenhuma Equipa ganha todos os jogos. É importante mantermos esta onda positiva em torno da Equipa, mas sempre com a consciência de que um Empate ou uma Derrota podem acontecer a qualquer momento e que não será isso que nos fará ir abaixo nem entrar num processo de Auto-Destruição que tem sido hábito ao longo das últimas Temporadas.

Isso será determinante na forma como decorrerá o resto da Época. Temos uma Equipa unida, um Treinador consensual (algo que parecia impossível até há uns meses atrás) e uma Direção a trabalhar com menos aparato mas nitidamente melhor à procura de formar um Plantel competitivo e que ao mesmo tempo, ao nível de custos, se enquadre dentro da nossa realidade e daquilo que temos definido de forma a que possamos cumprir as metas que temos delineadas com a UEFA. Não existe motivo algum para que ao mínimo deslize comecemos a colocar tudo em causa.

No entanto, nada disso invalida que continuemos a ser exigentes com o Grupo de Trabalho e a querer deles sempre o máximo ao nível da atitude e da entrega. O que não podemos é confundir isso com vitórias, ou seja, o facto de não ganharmos um qualquer jogo não invalida que a Equipa tenha feito tudo para o vencer e com o Sérgio Conceição já pudemos constatar que isso é condição mais do que obrigatória.

Não poderia deixar passar em claro a brilhante performance da nossa Equipa de Ciclismo na Volta a Portugal, que culminou com 6 Vitórias de Etapa, a Camisola da Montanha, o Prémio por Equipas e o Primeiro e Segundo lugar da Classificação Geral Individual. Foi um domínio inequívoco de uma Equipa dirigida de forma exímia pelo Nuno Ribeiro que soube sempre, ao longo da prova, controlar a corrida da forma que nos era mais conveniente.

Uma palavra também para a RTP pelo, já recorrente, péssimo Serviço Público prestado com comentários verdadeiramente tendenciosos de Marco Chagas e João Pedro Mendonça onde, bastantes vezes, foi notória a dificuldade em pronunciar o nome do FC Porto. Também pudemos assistir, como na edição do ano passado, à tentativa de desorientação da Equipa Azul e Branca por parte dos repórteres que faziam as Entrevistas no final das Etapas sempre com perguntas do tipo: “Mas quem é agora o líder?”; “Com tantos ciclistas a poder vencer a Volta isso não poderá ser um problema?”. Infelizmente, a RTP continua a brindar-nos com este péssimo Serviço, verdadeiramente tendencioso e alérgico ao Azul e Branco.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

17 agosto, 2017

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO PLANTEL.


Depois de uma pré-época de nível elevado, e de uma jornada inicial muito bem conseguida a catapultar-nos para o sempre agradável primeiro lugar da classificação, nada como cruzarmo-nos com um dos ex-libris da fatah anti-Porto em Portugal: O Tondela.

Como seria de esperar, e apesar de ainda só estarmos na 2ª jornada do campeonato, a equipa tondelense entrou em campo como se estivesse nos derradeiros 90 minutos da prova, a necessitar desesperadamente do ponto para sobreviver. Cada bola disputada era uma luta pela vida. Como equipa portuguesa medíocre que se preze, a estratégia escolhida foi a da faca nos dentes na defesa e chutão para os galgos, ou eventuais bolas paradas, nos movimentos ofensivos. Apesar da partida controlada e do perigo insípido das investidas da equipa da casa, a verdade é que foi a primeira vez desde a digressão mexicana, de há quase 1 mês atrás, que nos sentimos desconfortáveis no resultado.

Como em qualquer discussão de adepto de bancada, café ou sofá, podemos argumentar pelo nome deste ou aquele jogador para lançar dentro das 4 linhas. Dentro das preferências pessoais de cada um, milhares de argumentos são justificáveis. Olhando para a realidade nua e crua, no nosso banco em Tondela, como "armas secretas" tínhamos um médio ofensivo (Otávio), e a coisa mais parecida com um atacante puro era Hernâni, um jogador que por muita fé que se possa ter, ou não, nele, neste momento está longe de ser uma solução para as nossas necessidades. Se quisermos entrar num campo mais depressivo, ver num jogo de campeonato, Marega como a melhor opção credível para titular do FCP, entra no campo do surrealismo dáliano.

Por mérito próprio, chamamento divino, destino (ou todos juntos), Sérgio Conceição pegou nas aparas de NES e Lopetegui, e conseguiu até ao momento, contra todas as expectativas, formar um esboço coerente de uma equipa coesa, competitiva, ofensiva e a praticar bom futebol. Contudo não nos iludamos. Este jogo de Tondela não foi caso único. Jogos menos conseguidos acontecem e acontecerão. A perda de pontos será infelizmente uma inevitabilidade numa prova longa como é a Liga Portuguesa. Ciclos menos positivos, uma quase certeza.

Apesar do bom trabalho que a SAD azul e branca tem efectuado neste início de temporada de 2017/18, dentro das contingências a que se vê obrigada, se quiser alcançar o topo das competições nacionais, é essencial fornecer ao treinador algo mais do que uma pistola de fantasia com fulminantes. Se o treinador vê num esquema de 4-4-2 a fórmula de alcançar o sucesso, não se pode compor o plantel nas necessidades eternas do 4-3-3. Não faz muito sentido ter 7 médios para 2 lugares, e 7 avançados para 4. Há uma descompensação aqui que, caso não seja corrigida, numa época longa e dura com sobrecarga de jogos, lesões e castigos leva a que o treinador em algumas ocasiões tenha que inventar, com o perigo que isso representa.

Sendo ainda prematuro fazer juízos de valor definitivos até ao mercado fechar, faço votos que a SAD portista esteja atenta a este nosso calcanhar de Aquiles, com o risco que uma atitude laxista possa significar.


Confesso que a temporada ciclista me passa completamente ao lado. Não faço a mínima ideia quando ocorrem os vários meetings e grandes prémios, nem sequer os nomes dos seus vencedores. Contudo, desde tenra idade, dois grandes momentos existem que tenho curiosidade natural em acompanhar: A Volta a França e a Volta a Portugal.

Se a prova gaulesa tem ganho ainda mais prestígio, e audiências, nas cadeias televisivas internacionais, é verdadeiramente lamentável o clima de frete com que se cobre a principal prova nacional. Com as genuínas críticas que se podem apontar à RTP por alguns "lapsos" nos seus comentários, esta merece o benefício da dúvida por ainda ser a única que se preza a dar destaque às aventuras e desventuras dos vários heróis sobre rodas, o maior dos quais este ano, o nosso Raúl Alárcon. Como tal, não queria deixar de endereçar os meus parabéns à W52-FC-Porto por mais uma Volta conquistada.

16 agosto, 2017

ABOUBAKAR vs LUISÃO.


Se há frase relativa ao futebol com a qual concordo perfeitamente é a mítica proferida pelo ex-presidente do Vitória de Guimarães, António Pimenta Machado: “No futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira”. Quem anda neste Mundo ou simplesmente o acompanha de perto, já por diversas vezes assistiu ou viveu situações nas quais esta frase se aplica na plenitude.
Mas se a mesma é indesmentível, também não é menos verdade que existem neste Mundo um conjunto de “virgens ofendidas” que clamam por seriedade e honestidade intelectual quando a verdade se “distorce” em seu desfavor, mas que rapidamente a assumem como incontornável quando a mesma vai de encontro às suas preferências.

Vincent Aboubakar, avançado do nosso clube e com o qual temos contrato (convém não esquecer, pois até parece que o mesmo termina daqui a 15 dias), não gostou da forma como foi tratado na pré-época passada. Sobre isso não me vou pronunciar, pois não tenho dados que me permitam avaliar se o camaronês foi alvo de um tratamento incorrecto ou se tudo se ficou a dever a mera opção técnica, independentemente da concordar ou não com a mesma. O que é facto, é que o mesmo se sentiu injustiçado e rapidamente a comunicação social centralista procurou “fazer sangue”. Com a facilidade de ter emigrado para o Besiktas e de na Champions o slb ter ficado no mesmo grupo dos turcos, os imparciais jornalistas montaram a “ratoeira” ao atleta, e numa altura em que tudo lhe corria bem no clube de Istambul, questionaram o jogador se queria voltar a Portugal. Que resposta se esperaria? “Sim, quero!” ou “Sim, tenho saudades do banco!” ou “Claro, quero voltar a ser suplente!”. Como é evidente, a maior referência actual do futebol dos Camarões, respondeu que não queria regressar... óbvio! É que além do aspecto desportivo, convém recordar que na Turquia a percentagem de desconto do salário do jogador é muito inferior à aplicada em Portugal, pelo que a remuneração auferida é substancialmente superior.
Finalizada a época, qualquer jogador que tenha contrato com um clube tem que regressar à origem, e foi obviamente isso que aconteceu.
Nova época, novo treinador, novo diretor para o futebol, nova estratégia, nova política desportiva, novas dinâmicas e relações. O camaronês passa a sentir-se mais importante no grupo, mais valorizado, mais reconhecido e com maior preponderância no 11 titular. Resultado natural? Aquilo que há um ano era verdade (a vontade de não voltar a jogar no Porto), passa a mentira! Mas passa a mentira porque todo o contexto mudou! Passa a mentira porque o seu meio envolvente e contexto dentro do plantel mudou radicalmente. Aboubakar mudou de opinião não porque lhe tenham aumentado o salário ou por outra qualquer razão esotérica, mas tão só porque toda a realidade mudou.

O problema é que as tais virgens ofendidas que se vergam perante o clube do regime e que estão disponíveis a tudo para terem um minuto de atenção do 1.º ministro do estado lampião, quiseram e querem fazer disto um caso e um caso aparentemente virgem de um jogador que inverte discurso. Mais, ao invés de valorizarem o trabalho que aparentemente foi feito pelo treinador e estrutura junto do jogador, persistem é em lhe querer encontrar futuro num outro clube por estar a iniciar o último ano do actual contrato, como se também esta situação fosse virgem no futebol ou até mesmo em Portugal.

Curioso que não é preciso recuar muitos anos para nos recordarmos da novela de todos os verões do clube da luz: a saída de Luisão! Todos os anos era desta, Luisão dizia que o seu ciclo tinha chegado ao fim, apareciam dezenas de grandes clubes europeus interessados no seu contributo, o brasileiro chegava tarde para treinar porque estava a analisar as soluções, mas depois o final era sempre o mesmo: aumento salarial e continuidade na luz, como ainda hoje acontece. Não, nessa altura o que era verdade hoje não era mentira manhã. Não... Luisão amava e ama o benfica, adorava e adora lisboa, e tudo não passavam de situações normais de mercado. São uns ridículos que de tão descarados que são tornam-se a chacota para quem tem dois dedos de testa.

Meus caros, não nos deixemos intoxicar por esta gente que insiste e persiste em nos menorizar e dividir. O FC Porto somos nós contra tudo e contra todos.

Um abraço, até domingo no sítio do costume!

PS – Finalmente, finalmente! Nas próximas duas semanas estarei de férias. Regresso a 6 de Setembro.