19 outubro, 2017

NÃO ESMORECER!


Se há umas semanas atrás dizia que tínhamos cada vez mais um FC Porto que dava gozo, mau era que 1 derrota e um mau jogo me fizesse imediatamente recuar nesse pensamento!

Mas não nos iludamos. O FC Porto é exigência constante, o “Mar Azul” tem de ser alimentado com resultados e com atitude e o jogo de Leipzig foi a antítese do que o FC Porto tem sido nesta temporada.

Algum excesso de confiança depois de refulgir no Mónaco e de uma boa prestação em Alvalade? Um adversário que mesmo sem ter grande pedigree é mais forte que muitos tubarões de nome? Um mau dia de muitos dos nossos jogadores? Talvez um pouco de tudo, mas chegar ao fim e ouvir o Capitão e demais jogadores a queixarem-se que entraram sem intensidade dá vontade de perguntar: “Mas porquê?”

Depois Casillas. Não me iludo, mesmo que confie que na maior parte das vezes o Sérgio Conceição seja sincero duvido que a “opção técnica” seja a razão para “sentar” o espanhol em favor do José Sá. Será uma reedição do Caso Baía de 2003, uma situação em que o treinador quer tomar o pulso ao balneário e a um dos seus craques? Será que o Casillas teve algum comportamento menos próprio e como tal foi punido com o banco na sua competição de eleição? Não sei, no entanto espero que as eventuais ondas de choque morram rapidamente e que não seja este episódio um momento de quebra. Sem querer alongar mais o assunto a verdade é que o FC Porto entrou mal e o 1º golo tem responsabilidades do Guarda-Redes que rendeu o espanhol, daí que espero que este caso não tenha sido a razão da desconcentração e menor concentração que a equipa demonstrou na terça-feira.

Sábado há mais, na competição que mais nos importa neste momento, por todos os motivos e mais alguns. A liderança isolada é para manter e se possível alargar e todos os Egos têm de ser postos de lado sob pena das nossas principais virtudes deste início de temporada sejam rapidamente anuladas.

17 outubro, 2017

DRAGÃO SALVOU-SE DA GOLEADA.



LEIPZIG-FC PORTO, 3-2

O FC Porto que se apresentou em Leipzig foi completamente trucidado pelo futebol da equipa alemã. Apresentando um onze muito semelhante ao utilizado no Mónaco, Sérgio Conceição decidiu colocar José Sá no lugar de Casillas, um posto muito específico numa equipa de futebol.

Já muito foi falado sobre esta troca de guarda-redes, algum ruído fez-se sentir entre adeptos mas a comunicação social tratou logo de empolar a situação, fazendo disto um caso de indisciplina ou coisa que o valha.

Não faço ideia o que se passou para haver esta troca. Prefiro aguardar pelos próximos jogos para ver o que se vai suceder mas se me perguntarem se concordei com esta opção, direi abertamente e claramente que não.

Porquê?


Simples. Se foi um caso de indisciplina, talvez esta mudança poderia ter sido feita no jogo do próximo fim-de-semana, um jogo teoricamente menos exigente. Se foi por opção técnica, direi que Sérgio Conceição cometeu novo erro depois de já o ter feito na jornada inaugural com o sistema tático apresentado frente ao Besiktas durante a primeira parte.

Podem falar que no Mónaco também arriscou colocando Sérgio Oliveira no meio-campo mas as coisas correram bem e não se fala nisso. Claro, concordo. Quando as coisas correm bem, não se critica, quando correm mal, fala-se. É assim no futebol e é assim em muitas situações na vida.

O certo é que se o jogo desta noite tivesse corrido mal mesmo com Casillas, já não se falaria como se falou ontem e hoje entre adeptos e comunicação social.

Sérgio Conceição declarou completa indiferença perante o ruído que se faça ou não sobre esta troca. Pode dizer isso mas indiferença não é de forma nenhuma. Ou então o homem não está consciente como diz estar.

Não quero especular sobre isto porque posso estar a meter a “pata na poça” mas relembro apenas aos leitores desta crónica o episódio vivido no Estádio do Bessa em fins de Agosto de 2002. Na altura, o episódio acabou em bem. Esperemos que desta vez volte a correr igualmente bem.


O certo é que o FC Porto foi para o jogo e sentiu desde o minuto inicial uma pressão muito intensa e fortíssima da equipa do Leipzig. Os Dragões foram sufocados na saída de bola da sua área e depois a equipa contrária surgiu a com cinco/seis homens na área portista para a finalização. Foi um sufoco.

Não estranhou que aos 8 minutos Orban inaugurasse o marcador para o Leipzig. José Sá abordou mal um remate de fora de área, a bola sobrou para Orban que rematou para a baliza deserta.

Os portistas não conseguiam construir jogadas de troca de bola. Faziam um pouco de jogo aéreo e de pontapé para a frente. O Leipzig continuava, pois, a massacrar o FC Porto.

Apesar disso, com alguma surpresa, os Dragões conseguiram empatar num lance aéreo. Estavam decorridos 18 minutos quando Layún fez um lançamento lateral longo para a grande área, Marcano e Felipe de cabeça ganharam a bola e Aboubakar, à meia-volta, atirou de pé esquerdo para a baliza.

Esperava-se que este golo pudesse colocar em sentido os alemães e acordasse os portistas para o jogo. Mas a dinâmica de jogo do Leipzig não baixou e a equipa portista sentiu as transições ofensivas de uma forma bastante intensa. Os alemães apresentavam um jogo pela zona central e de uma verticalidade vertiginosa. Criavam calafrios à equipa de Sérgio Conceição.


Depois de algumas oportunidades desperdiçadas, o Leipzig marcou dois golos no espaço de três minutos e quase que sentenciou a partida. Aos 38 minutos foi Forsberg a colocar o resultado em 2-1 e aos 41 minutos, Augustin, aproveitando um erro de Marcano, aumentou para 3-1.
Temeu-se o pior porque o Leipzig continuou a ser uma equipa perigosa. Mas os Dragões numa das poucas investidas à área contrária reduziu para 3-2 ao terminar o primeiro tempo. Alex Telles cobrou um pontapé de canto, Herrera assistiu Marcano na pequena área e reduziu o marcador, redimindo-se do erro anterior.

Na segunda parte, apesar do Leipzig não se apresentar com a mesma intensidade, o certo é que o FC Porto não foi capaz de reagir. O seu futebol ficava-se por tentativas bastante frágeis para uma equipa com ambições na Champions League.

Sérgio Conceição operou substituições com as entradas de Óliver, Corona e Hernâni. A nível de efeitos práticos, apenas o mexicano conseguiu criar algum perigo com jogadas individuais mas as tentativas não passaram de ameaças.

O FC Porto caiu para o 3º lugar no grupo G, sendo ultrapassado pelo adversário de ontem que tem mais um ponto que os Dragões. Em caso de vencerem o Leipzig no Dragão na próxima jornada, os azuis-e-brancos voltarão ao 2º lugar. Mas aos portistas vai ser exigido muito mais para poderem levar de vencida esta equipa que, apesar de não ter muitas individualidades, é uma equipa compacta e perigosa no contra-golpe. Sérgio Conceição deverá ter em conta os erros e reflectir sobre eles. Mas para já, o FC Porto terá dois jogos em casa em breve. No Sábado, recebe o P. Ferreira para a Liga NOS, jogo importante para manter a liderança. E três dias depois, recebe, também no seu reduto, o Leixões para a Taça da Liga.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Cometemos erros que não são normais”

As razões da derrota
“É uma equipa com um grande poderio físico, muito intensa e agressiva na recuperação da bola. Cometemos alguns erros na defesa que não são normais, mesmo frente a uma equipa com estas caraterísticas e que nos deu dissabores na primeira parte, apesar de sentir que, quando chegávamos à frente, o fazíamos com algum perigo. Sinceramente, voltando à preparação do jogo, faltou-nos a tal consistência na defesa para partir para uma exibição mais confortável e tentar ganhar o jogo.”

Lições para a receção ao Leipzig
“Estou cá para analisar o que não foi bem feito, sabemos que temos agora dois jogos em casa e um fora na Liga dos Campeões. É uma derrota que nos custa, não estamos habituados a perder. Perdemos conta uma equipa forte, muito sólida e que jogava em casa uma partida essencial para as suas aspirações. Mas ainda falta algum tempo para recebermos o Leipzig, vamos descansar e pensar no jogo com o Paços de Ferreira, que é muito importante para nós no Campeonato Nacional.”


A titularidade de José Sá e Casillas no banco
“Achei que a melhor equipa era constituída pelos 11 que começaram. Cabe-me a mim escolher os 11, os sete que ficam no banco e infelizmente tive de deixar três jogadores de fora. Vamos ver no futuro, hoje foi assim, os jogos são diferentes. Foi uma opção técnica, sou treinador, tenho de decidir, pouco me importa o ruido se decido em consciência.”

Desculpas aos portistas no estádio
“Tenho que pedir desculpa e agradecer ao público que veio apoiar-nos. Quando fui cumprimentar os jogadores estava a rever o jogo e passou-me completamente, vim para o balneário de forma ingénua, sem agradecer o apoio dos adeptos. Cheguei ao balneário e pensei nessa situação, que não é normal em mim.”



RESUMO DO JOGO

AS CONTAS DO FC PORTO.


Foram apresentados os resultados da FC Porto SAD na semana que passou e o prejuízo obtido não espanta ninguém minimamente atento à realidade financeira do clube, principalmente nos últimos 4/5 anos - Relatório e Contas Consolidado 2016/2017 e Relatório e Contas Individual 2016/2017.

É óbvia a relação entre os resultados desportivos e económicos de qualquer clube, mais do que diretamente relacionados, há uma relação de ciclo vicioso entre os fatores desempenho desportivo e económico, ou seja, quanto melhores são os resultados desportivos, melhor é a situação financeira do clube, quanto melhor é a situação financeira, mais possibilidades existem de contratar melhores jogadores, que consequentemente podem levar a melhores resultados desportivos.

Nos últimos anos, a degradação dos resultados económicos foi acompanhando os maus desempenhos desportivos da equipa conduzindo ao atual ponto onde estamos: sem poder atacar o mercado como se devia e como era necessário para suprir lacunas no plantel que existem, que não deixaram de existir pelo facto de Sérgio Conceição estar, até agora, a fazer um bom trabalho a todos os níveis, disfarçando de forma excelente os pontos fracos de uma equipa, que no ano passado nada ganhou.

Olhando mais em detalhe para as contas do FC Porto, no que diz respeito aos proveitos operacionais, excluindo proveitos com passes, a grande melhoria em relação ao ano anterior deve-se, em grande medida, à evolução dos proveitos com provas UEFA (para o qual a passagem aos oitavos da Champions contribuiu decisivamente) e dos proveitos com bilheteira, estes em resultado de uma aproximação clara entre a massa associativa e a equipa, mérito de Nuno Espirito Santo, que apesar de alguns defeitos, também teve muitos méritos no ano passado. Estas duas rubricas representaram um acréscimo de 20,6M€ face ao ano transato, sendo que as restantes rubricas de proveitos não apresentaram alterações significativas.

Relativamente à questão das receitas, o caminho a seguir passa inevitavelmente pelo que se fez no ultimo ano, ou seja, obtenção de pelo menos os oitavos-final da Champions League, o que garante sensivelmente cerca de 30M€/ano, bem como garantia de um montante significativo de receitas decorrentes da bilheteira, que em 2016/2017 atingiram quase 8M€/ano, para as quais contribuem decisivamente a competência quer dos jogadores, quer do treinador, quer da SAD. São estas rubricas as que mais dependem do desempenho desportivo, as outras duas rubricas mais relevante são os direitos de transmissão (23,9M€) e publicidade e sponsorização (14,1M€), sendo que estas do ponto de vista teórico, com o contrato realizado com a Altice estarão assegurados nos próximos anos sem grandes oscilações, mesmo que o desempenho desportivo não seja positivo.

Quanto à estrutura de custos, a rubrica de custos com pessoal representa 60% do total de custos operacionais (excluindo custos com passes) e é claramente a rubrica de custos que mais importa discutir, sendo que das restantes, fornecimentos e serviços externos não tem grandes oscilações de ano para ano, bem como amortizações e outros custos que não representam grande relevância na estrutura de custos.

Sejamos realistas e não tenhamos medo das palavras, é muito mau, péssimo diria mesmo, que o volume de custos com pessoal do FC Porto seja de 73,2M€/ano, um valor muito acima daquilo que tem sido os desempenhos desportivos da ultimas 4 épocas. Tem-se gasto demasiado dinheiro com ordenados de jogadores, para o desempenho desportivo da equipa, e esta é obviamente uma verdade inquestionável no universo portista. Durante anos alertei, mesmo neste blog, para a imensidão de jogadores emprestados, contratados sem razão aparente e outros que nunca ninguém percebeu porque alguma vez assinaram contrato com o FC Porto. Pois bem, na apresentação dos resultados, Fernando Gomes, administrador da SAD, falou numa “simples medida de gestão” que iria poupar cerca de 21M€/ano. Que “simples medida de gestão” é esta?

É algo que já deveria ter sido feito há vários anos, ou seja, dispensar um conjunto de jogadores que tem tanta utilidade para o FC Porto como a de uma guitarra num funeral. A questão que coloco é: foi preciso chegarmos ao ponto de estar sob alçada do fair-play financeiro da UEFA e com uma situação financeira delicadíssima para perceber que o único caminho possível era dispensar jogadores tais como, Fernandez, Ricardo Nunes, David Bruno, Rodrigo Soares, Lichnovsy, Abdoulaye (é assustador pensar na quantidade de anos que esta amostra de jogador esteve vinculado ao FC Porto), Bolat, Ghilas, Angel, Fidelis, Tiago Rodrigues, Pité, Zé Pedro, Kayembe, Sambú ou Sami. Gastou-se vários milhões de € em salários de gente desta para quê?!?!?!?! Não se percebeu atempadamente da mediocridade e inutilidade destes jogadores para um clube como o FC Porto. Há casos e casos, qualquer clube tem de ter um leque de jogadores alargado, emprestar alguns e ter paciência com outros, mas este leque de jogadores que enumerei são jogadores do mais fraco e medíocre que os meus olhos já viram, e muitos deles estiveram anos e anos vinculados ao FC Porto por obra e graça de quem?!?!?!?!?!

O caminho aqui é apenas um: reduzir a brutal estrutura de custos com pessoal. Bem vistas as coisas, reduzimos agora 21M€, que poderá levar o total de custos com pessoal para uns 55/60M€, contando também que irão haver valorizações salariais (Aboubakar já teve uma) e jogadores que entram. É perfeitamente possível com 60M€ de gastos com salários construir um plantel competitivo que possa pelo menos lutar pelos títulos internamente.

13 outubro, 2017

ATITUDE SÉRIA.


LUSITANO DE ÉVORA-FC PORTO, 0-6

O FC Porto estreou-se na Taça de Portugal com um resultado volumoso perante uma equipa da Distrital de Évora. O Lusitano, não podendo usar o seu campo para a realização deste jogo por supostas faltas de condições, recebeu o FC Porto no Estádio do Restelo., em Lisboa.

Perante o impedimento da FPF para a realização do jogo em Évora pelas condições já referidas anteriormente, seria de bom tom acabar com tanta hipocrisia em que se converteu esta prova. Quando a FPF vem transformar a Taça de Portugal numa suposta festa, alterando o sorteio puro pelo sorteio condicionado, para depois tomar este tipo de atitudes, está tudo dito.


A condicionante introduzida é uma hipocrisia pura. Essa condicionante que coloca a jogar em casa as equipas dos escalões inferiores, é tudo menos uma realidade. Esta noite foi um desses casos. Se realmente o campo do Lusitano de Évora não tem condições para receber um clube grande, então para quê vir com essa treta de dizer que quer colocar os clubes inferiores a jogar perante o seu público? Não me admira que esta situação ocorra porque se o presidente da FPF revela a sua imagem em relação ao actual polvo do futebol português, no que concerne a outras questões, nada me espanta que tenha o mesmo tipo de procedimentos.

Sérgio Conceição apostou num onze apenas com três titulares absolutos e mais um habitual titular (Ricardo Pereira). De resto, deu oportunidade a jogadores menos utilizados e incidiu a sua aposta em Diogo Dalot na lateral esquerda. Um claro sinal de confiança para os jogadores que entraram em campo ficou bem patente desde o primeiro minuto.

Os jogadores corresponderam quase na plenitude e encararam o jogo com grande seriedade, procuraram justificar a aposta e mostraram garantias para o futuro próximo.


Os primeiros vinte minutos foram de assalto à baliza eborense mas efeitos práticos não foram visíveis. O Lusitano resistiu o que pôde, mas à passagem do 20º minuto, Brahimi assistiu Aboubakar e este rematou para o fundo das malhas. Um minuto depois nova jogada pela esquerda dos azuis-e-brancos e Dalot cruzou para a cabeça de Aboubakar que bisava no encontro.

A primeira parte continuou a ser jogada num único sentido. Óliver ainda teve uma oportunidade de golo e o Lusitano chegou apenas com relativo perigo à baliza portista. O intervalo ditava uma eliminatória sentenciada.

Na segunda parte a história do jogo manteve-se. O FC Porto a jogar em ritmo de cruzeiro chegou facilmente aos 5-0 antes dos 15 minutos da etapa complementar com golos de Marcano (50´), Otávio (55´) e Galeno (59´). Entretanto, Sérgio Conceição decidiu poupar bem cedo Brahimi, Aboubakar e Marcano para o difícil jogo da Champions League. Para os seus lugares entraram Galeno, Luizão e Jorge Fernandes, três elementos da equipa B que deram bem conta de si.


Galeno, como já escrevi, fez o gosto ao pé mas perdeu uma oportunidade soberana de baliza aberta. Tal como Luizão, o ponta de lança que esteve a milímetros de facturar na partida. Temia-se uma goleada histórica, no entanto, algumas oportunidades desperdiçadas e, posteriormente, um abrandamento residual do FC Porto impediu um resultado muito mais pesado para o conjunto de Évora.

Aos 90 minutos, Hernâni fechou a contagem na meia-dúzia, com um golo de golpe de escorpião. Num cruzamento para a grande área de Dalot, a bola tabelou nas cabeças de jogadores portistas e lusitanenses e Hernâni num golpe artístico, bateu Laurentino pela sexta vez.

O jogo terminaria pouco depois com uma vitória robusta do FC Porto que fez um belo ensaio para Terça-feira frente ao Leipzig, sem desgastar os habituais titulares. Melhor não poderia pedir o técnico portista, a não ser lamentar mais uma lesão de Soares que ficou inapto durante o último treino antes do jogo para a Taça de Portugal.

O FC Porto desloca-se a Leipzig na próxima Terça-feira para jogar com a equipa local, num jogo a contar para a 3ª Jornada da Champions League. Um bom resultado catapultará a equipa azul-e-branca para a fase seguinte da prova.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Houve seriedade durante os 92 minutos”

Respeito e oportunidade aos mais novos
“O mínimo que devíamos ter era seriedade e respeito pelo adversário, são as primeiras caraterísticas para se ganhar o jogo. São forças diferentes e fica aqui uma palavra de apreço pelo esforço que o Lusitano fez. Nos também fizemos o nosso papel, fomos sérios, determinados e ambiciosos, mesmo quando estávamos a ganhar por uma diferença que poderia deixar-nos descansados. Houve seriedade durante os 92 minutos. Também foi importante lançar um ou outro jovem da equipa B e aqui fica uma palavra especial para a sua equipa técnica e nomeadamente para o Folha, que tem feito um trabalho muito bom com estes miúdos. E o mar azul continuou, mais de 4.000 adeptos num jogo da Taça em Lisboa, frente ao Lusitano de Évora, é fantástico”.

E se o jogo fosse em Évora?
“Se o palco não for o melhor, se a relva estiver em piores condições, isso beneficia a equipa inferior tecnicamente. Nós sabíamos que independentemente do campo onde fossemos jogar, estaríamos sempre preparadíssimos para ser muito competitivos, como fomos. Foi uma vitória importante porque teve várias situações que me agradaram, falo dos jogadores da equipa B e também de jogadores menos utilizados, que deram uma resposta fantástica. A motivação é grande, independentemente do adversário.”


A escolha da equipa
“Tinha de ter pelo menos oito jogadores que tivessem sido utilizados nos últimos três jogos. Fora esses, jogou o Sá, que não tinha minutos, o Hernâni, para lhe dar conhecimento, e o Dalot. Se não houvesse essa situação, provavelmente começaria mais um ou outro jogador da equipa B, mas temos de respeitar as regras. Fiquei satisfeito com todos e é Importante dar minutos, porque temos seis jogos para fazer em 18 ou 19 dias e é importante ter toda a gente motivada e preparada para as competições onde estamos inseridos.”

Galeno e os outros jovens
“Tivemos também o Luizão, que entrou no meio-campo de forma muito interessante, o Dalot, o Jorge… O Galeno é um jovem com qualidade, tem feito um campeonato fantástico, à semelhança do ano passado. Fez toda a pré-época connosco, conhece o que é pedido no centro de ataque e na ala. Tenho atenção a todos, há uma interação muito positiva entre equipa A e B. Não podemos tirar deste jogo conclusões precipitadas, mas são jovens a ter em conta, aos quais estou atento.”



RESUMO DO JOGO

10 outubro, 2017

O COZINHEIRO, OS LADRÕES, SUAS CONCUBINAS E O AMANTE DELES.


Como se estivéssemos algures numa pacata vila alentejana, num daqueles dias em que o sol fustiga a terra, onde a frescura de uma recatada sombra ou o som monocórdico de uma ventoinha une necessidade e desejo, assim também parece ser a actividade nas hostes portistas nos tempos recentes.

Calma. Pacata. Letárgica. Como se tivéssemos sido vencidos por um delicioso e abundante repasto.

Não é para menos. Depois das dúvidas iniciais sobre as capacidades do Maitre de Cuisine, bem como o nariz torcido ao observarmos o aspecto gasto, e por vezes decadente, do mobiliário do estabelecimento, a degustação dos petiscos e pratos simples que nos tem sido dada a saborear, de qualidade gourmet a toda a prova, tem-nos surpreendido e enchido semanalmente a alma e os sentidos.

Ao ponto quase utópico, quando comparado com uma meia dúzia de meses atrás, da discussão sobre questões internas se resumir a divergências inocentes e pueris sobre quais as melhores formas de empratamento, constantemente obsoletas perante a sagacidade do Chef.

Como o próprio referia recentemente, a manterem-se todos estes condimentos, ingredientes e o espírito bon vivant de todos aqueles que se têm engalanado semana sim, semana sim, com os seus melhores trajes azuis e brancos, para saborear este manjar que nos tem sido oferecido, o merecido escudo ao peito decerto não nos escapará no Verão do próximo ano.

Nunca será demais salientar que, se eventualmente aqui ou acolá, surgir uma pilosidade no prato, as vozes que tão recatadas têm estado no momento do êxito, se mantenham na frescura da sombra onde quer que se encontrem.

Descendo de categoria, numa conhecida taberna medieval encarnada no reino virtual, é surpreendente observar o enérgico chafurdar na lama da sua primata clientela. Para quem o menu tetra lhes enche a boca perante terceiros, com a patética sofreguidão que lhes temos visto, a indigestão com as recentes ementas tem levado a ferozes lutas entre as manadas e rebanhos existentes, com uma proeminente concubina vermelha à mistura. Quando os alicerces do castelo são feitos de frágeis cartas, a queda será sempre eminente. Oxalá que neste momento, tenhamos fechado bem escondidinhos na biblioteca, os ensinamentos do Dalai Lama e da Madre Teresa, e coloquemos à cabeceira da cama o "Arte da Guerra" do Sun Tzu. O pior erro que poderíamos cometer, seria ter piedade destes espécimes.

Na classe das curiosidades, não queria deixar de referir um dos pratos que está a ter mais saída neste antro é o Rui Chouriço. Porque será?

Para finalizar, uma palavra para a entidade que gere todos estes estabelecimentos. Mais uma vez, foi-nos dado a conhecer um cardápio onde as palavras ódio e arbitragem surgem com elevado destaque. Ao pajem amestrado que preside a esta instituição, sugeria que o próximo menu, fosse baseado nos sabores exóticos TRANSPARÊNCIA e JUSTIÇA

Creio que estaria bem mais de acordo com o que se tem visto na restante cozinha mediterrânica.

Cumprimentos Portistas

09 outubro, 2017

CLIMA DE ÓDIO?!?!?!


“De facto, continuamos a assistir, por parte de alguns dos mais mediáticos protagonistas do nosso futebol, ao lançamento de intoleráveis suspeições e ao acicatar do ódio em relação à arbitragem nacional”.
- Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, em 05/10/2017 .
A “miss universo” Fernando Gomes, que agora sempre que abre a boca tem um discurso de paz e amor tão comovente, voltou à carga com a sua enorme preocupação em relação ao clima de ódio do futebol português, proferindo as palavras acima descritas.

É um papel de palerma, o adjetivo mais simpático que consigo encontrar, aquele que o atual presidente da FPF tem feito nos últimos tempos. Um papel de palerma que não lhe fica bem, quer pelo seu passado, quer pelas atuais funções no futebol português.

Sobre as variadíssimas divulgações ao “caso dos emails”, um caso que está a ser investigado pelo Ministério Publico e que tem como alvo a Benfica SAD e vários intervenientes a ela ligados direta ou indiretamente, o Sr. Gomes disse alguma coisa?

Sobre o facto de haver um clube que está a ser investigado pelo Ministério Publico por um suposto crime de corrupção ativa na atividade desportiva, cuja moldura penal vai de 1 a 5 anos de prisão, o Sr. Gomes disse alguma coisa?

Sobre o facto de só não se terem efetuadas buscas à casa e ao escritório do Sr. Vieira e às residências dos Srs. Gonçalves, Guerra e Adão, como pretendia o Ministério Publico e a PJ, porque um juiz, no seu ultimo dia de funções, as impediu, o Sr. Gomes disse alguma coisa?

De facto, é um papel de verdadeiro e autentico palerma aquele que o Sr. Gomes está a incorporar. Mais triste e alvo de profunda reflexão por todos nós, é perceber o porquê dessa atitude do Sr. Gomes no atual momento, dadas as atuais circunstancias. Fica cruelmente exposta a postura de subversão e de medo do Sr. Gomes perante o clube dos 6 milhões de adeptos. Se dúvidas houvessem, as suas ultimas atitudes comprovam totalmente que o Sr. Gomes está borrado de medo do clube que em Portugal mete medo a muita gente. Lamentável e indesculpável!

Sobre a conversa da treta do clima de ódio, é simplesmente uma conversa sem conteúdo absolutamente nenhum, cheia de frases feitas, verdades universais e lugares-comuns sem qualquer tipo de cabimento face ao que se está a passar.

O Sr. Gomes deve andar a comer demasiado queijo, que por sua vez lhe tem afetado a memória, para se ter esquecido que em 2008 um clube foi à UEFA fazer queixinhas de outro clube, tentando da forma mais ordinária possível retirar o clube campeão português da presença na Champions League.

O Sr. Gomes deve ter-se esquecido de alguns dos grandes obreiros do “clima de ódio” que atualmente se vive no futebol português, nomeadamente muitos paineleiros, que de forma obsessiva e com claro défice mental, andaram durante anos e anos a gritar histericamente contra um “apito dourado” que deu ZERO em todas as instâncias jurídicas do país.

O clima que hoje há é o mesmo dos últimos 35 anos, a altura a partir da qual surgiu no futebol português um presidente chamado Pinto da Costa, que acabou com a brincadeira da divisão de títulos entre os dois clubes da capital. O resto é conversa de treta e de quem está “cagado de medo” do clube que historicamente tem demonstrado mais mau perder no futebol português. Reflita-se, investigue-se e julgue-se convenientemente, como num país democrático da Europa desenvolvida, no qual eu (inocentemente ou não) ainda acredito viver.