18 maio, 2019

12 maio, 2019

PASSEIO PELA MADEIRA.


NACIONAL-FC PORTO, 0-4

A viagem à Madeira foi para o FC Porto uma deslocação tranquila e sem sobressaltos. Os Dragões apresentaram-se com o claro objectivo de conquistar os três pontos e manterem a decisão do título até à última jornada. Sem realizarem uma grande exibição, os azuis-e-brancos dominaram e controlaram o jogo desde o início.

Sérgio Conceição, sem poder contar com Herrera e Brahimi e deixando Pepe no banco, apostou num meio-campo com Danilo e Óliver com o apoio de Otávio que descaía para as alas. O jogo iniciou-se com as devidas cautelas, até porque o Nacional jogava a derradeira oportunidade de se manter na primeira liga.


Não foi por acaso que aos 12 minutos o Nacional desperdiçou uma soberana oportunidade de golo. Militão cortou um lançamento longo de cabeça, mas de uma forma deficiente, Vaná saiu extemporaneamente da baliza, a bola sobrou para Marakis que, de baliza aberta, rematou às malhas laterais. O primeiro e único momento de grande susto para o FC Porto foi, de facto, a primeira situação de jogo.

Na resposta, o FC Porto chegou ao golo. Alex Telles foi chamado a cobrar um livre quase em zona frontal, após derrube a Otávio, e inaugurou o marcador com um golo de belo efeito. A partir daí o Nacional parece ter acusado o golo e o FC Porto baixou, de certa forma, a intensidade. O jogo perdeu alguma emoção e o ritmo baixou, de certa forma.

Perto da meia hora, Óliver Torres, em “slalom”, aproveitou o espaço para correr até à grande área do Nacional e rematou para a baliza contrária com sucesso. O jogo tornava-se um pouco à semelhança do que aconteceu há 15 dias atrás em Vila do Conde. Uma vantagem de dois golos que dava um certo conforto, mas jamais para descansar à sombra de tal "score".


Até ao intervalo, o Nacional ainda ameaçou a baliza de Vaná sem grande perigo e o FC Porto chegou com perigo à baliza de Daniel, num remate de meia distância de Marega para defesa apertada do guardião contrário.

O regresso das cabines pouco trouxe de novo. O FC Porto numa toada morna, a controlar o jogo e o resultado e o Nacional sem conseguir criar qualquer situação de golo junto da baliza de Vaná. Aos 55 minutos, no entanto, os Dragões concretizaram com sucesso o que desperdiçaram frente ao Rio Ave. Otávio desmarcou Marega, em profundidade e este cruzou para a área, onde Corona, à meia volta, fez o 3-0.

Com o resultado de três golos de diferença, o Nacional deitou, por completo, a toalha ao chão. O FC Porto aproveitou para levar mais perigo à baliza alvi-negra, mas Marega, isolado, desperdiçou o lance.


Tempo ainda para o “artista” do costume prevaricar contra o FC Porto. Riascos escapou-se para a baliza portista e, na grande área, simulou, autenticamente, um penalti. Carlos Xistra, a dois metros do lance, apontou para a marca de onze metros. O VAR, chamado a intervir, aconselhou o “artista” a visualizar o lance. Depois de rever, Xistra reverteu a decisão. Um lance claro como a água e visível a olho nu, mas já sabemos o que a casa gasta.

A dois minutos do fim, na conversão de uma grande penalidade (agora, sim, existente), Marega estabeleceu o resultado final, ampliando o resultado para 4-0. Com este resultado, o FC Porto adiou a decisão do campeão para a última ronda. O seu rival venceu também o seu jogo, com uma arbitragem escandalosa como não há memória.

Com o campeonato praticamente decidido a favor dos nossos rivais, ao FC Porto resta terminar a prova da melhor forma com uma vitória frente ao Sporting e preparar, da melhor forma, o jogo da final da Taça de Portugal frente ao mesmo adversário que pode valer um troféu, atenuando, assim, a perda do bicampeonato.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Tornámos o jogo mais fácil"

A vitória num jogo exigente
“A pressão faz parte do nosso dia a dia, no sentido em que somos muito exigentes no nosso trabalho. Era um jogo que se podia complicar, porque era uma final para o Nacional, num dia muito quente, e o Nacional tem boas individualidades. Tornámos o jogo mais fácil, muito focado no objetivo e no que foi planeado, com o intuito de explorar algumas das fragilidades defensivas do Nacional. Conseguimos muitas oportunidades e o resultado é um espelho do que se passou no campo.”

A disputa pelo título nacional
“Nós tínhamos de fazer o nosso trabalho. O compromisso deste grupo era sermos primeiros no fim deste jogo. Não dependemos de nós para sermos campeões. Queremos ganhar o nosso último jogo, no Dragão.”


Os nervos gerados por uma luta acesa
“Os nervos estão sempre presentes para quem vive isto com paixão. Quando não os há, nós arranjamos motivos para tê-los.”

Um grupo especial
"Desde que comecei a minha caminhada no FC Porto, a união tem estado sempre presente e tem sido um fator importante que nos permitiu ganhar o campeonato no ano passado, a Supertaça e ter a possibilidade de ganhar a Taça de Portugal. O espírito é bom e já o disse. Este é o melhor grupo que apanhei como treinador e jogador."



RESUMO DO JOGO

10 maio, 2019

CARTA A IKER CASILLAS.


Caro Iker,

Tu, que já ganhaste tudo o que havia para ganhar, que és um dos guarda-redes mais emblemáticos e históricos do futebol, que já foste campeão do mundo, que foste campeão europeu mais do que uma vez, és hoje atleta, embaixador, cidadão e adepto do Porto. Da cidade e do clube. És um dos nossos, dragão.

Vieste sem grandes vedetismos, caprichos, manias. Tiveste várias contribuições e defesas decisivas, grandes exibições, e só é pena teres começado com planteis e equipas menos vitoriosas. Vieste para um clube ganhador numa das suas fases menos vitoriosas e mais difíceis dos últimos trinta anos. E mesmo assim persististe, continuaste, demonstraste sempre gratidão, vontade, orgulho. Mantiveste sempre uma relação saudável e exemplar com o clube e a cidade, e tornaste-te um dos maiores e melhores embaixadores que já tivemos por cá. Além disso, continuas a demonstrar algo que me fascina, algo em que a maior parte de nós se revê: odeias perder, fazes tudo para vencer, ages como se estivesses no inicio da carreira, como se tivesses ainda muito a provar. És um campeão, no campo e na vida. E és também um senhor, dentro e fora e dele. Desenganem-se todos aqueles que acham que isso é só um pormenor.

Porém, há uns dias levámos todos um grande susto. Tu e os teus mais próximos, acredito, ainda mais. Acredito que todos, mesmo todos, tu, família, amigos, adeptos, Nação Portista, e até comunidade do desporto em geral, percebemos que há vitórias muito mais importantes do que aquelas que se jogam dentro das quatro linhas. Sempre houve. É pena é que tenha de ser um susto destes a lembrar-nos disto, mas ao menos louvemos o facto de existirem valores superiores que permanecem. Em todo o lado, sublinhe-se.

Enfarte do miocárdio. Hein? Num atleta como tu, desportista, saudável, regularmente seguido e vigiado, em plena atividade? Pois, pode mesmo acontecer a qualquer um. Por menos sentido que isso faça. Valha-nos o desfecho do episódio: a boa notícia de que poderás ter uma vida (leia-se, junto dos teus mais próximos pelo menos) normal. Mereces, mereces muito poder também desfrutar de todo o teu percurso até aqui, e de tudo aquilo que quiseres mais – da cidade (do Porto, e de Madrid se quiseres muito), e do clube (do nosso Futebol Clube do Porto, e do teu de sempre Real Madrid, vá que não somos tão invejosos assim), e de tudo o que fizer mais sentido na vida.

Aquele minuto 1 do jogo em casa com o Aves em que o estádio se levanta a gritar por ti é emocionante. É emocionante porque ali ninguém estava preocupado na vertente desportiva da coisa, mas na tua vida e naquilo que ela representa para o clube e para este desporto em geral. Ali, existia algo acima do futebol, da rivalidade, do fanatismo. Foi uma espécie de celebração da vida, de confirmação de que estamos todos contigo, e de gratidão por teres escolhido a maravilhosa cidade do Porto e o mágico clube do Porto para prosseguir a tua carreira, e de celebração também por continuares por perto.

Sim, eu acredito que vais continuar por perto. Não faço ideia se a tua carreira “acabou” naquele treino, mas não é isso que nos interessa nesta altura. Interessa-nos muito mais que continues bem, saudável e feliz, por perto. Nem que seja na bancada a ver o jogo e a meter umas stories no Instagram a gozares com o Oliver ou outro que o mereça.  E a torceres por nós, sempre.

Não deveria também ser preciso um susto deste tamanho para nos lembrarmos todos da dimensão do teu percurso, da tua figura. Aquele manancial de homenagens, palavras e votos, de clubes e seleções, treinadores e jogadores, presidentes e outros dirigentes, de ex-rivais, de ex-colegas, de adeptos, adolescentes, adultos e idosos, de atletas de outros desportos, de personalidades de outras indústrias, do “mundo em geral”, esmagou-nos. E deixou-nos também muito orgulho (desculpa o egoísmo, aqui), orgulho de seres um de nós!  

Força, Iker! Vemo-nos por aí, em qualquer lado, em qualquer estádio. Sim, porque mesmo que o mais sensato venha a ser terminares a carreira, não te livrarás de ir à baliza mais uma vez (nem que seja mesmo só mais uma)… para in loco comprovares a gratidão e o orgulho que todos temos por ti. Nem que dês uma daquelas casas com que também já nos brindaste. Olha, e já agora… se puderes pedir alguma coisa à malta do balneário, pede-lhes para te agradecerem em campo nos três jogos que faltam. Não com três vitórias, mas com três valentes demonstrações de personalidade, determinação e carácter. Se lhe somarmos qualidade, ainda melhor. Isso sempre nos levou a bom Porto…  

09 maio, 2019

E QUE TAL ESTARMOS TODOS UNIDOS?


Não vale a pena "dourar a pílula", a semana que passou foi horrível, ao inacreditável episódio dos Arcos em que os 2 pontos perdidos de uma forma inacreditável e impensável, transformaram uma missão muito difícil num milagre (que pode acontecer, enquanto a matemática permitir!), juntou-se outro episódio repentino e que deixou todos em choque: a situação de Casillas!

Após tudo isto, a equipa reagiu bem frente ao Aves, num daqueles jogos em que havia tudo a perder e nada a ganhar. Sem fazer uma exibição brilhante, a equipa demonstrou carácter e personalidade numa altura delicada da época e após uma semana muito difícil. Venceu de forma clara e mantém a sua luta por um título nacional que já esteve nas nossas mãos mas que agora é uma miragem. Ainda assim, a única coisa possível de admitir neste momento é que a equipa faça tudo o que está ao seu alcance para pelo menos adiar a decisão até ao máximo que for possível, honrando a camisola e a história do clube.

No meio de tudo isto, era verdadeiramente dispensável tudo aquilo que se viu no final de um jogo que aparentemente tinha contribuído para ultrapassar toda a tensão que havia sido vista em Vila do Conde. Tudo o que não precisávamos agora era de expor algum tipo de conflito interno para permitir o falatório daqueles que nos odeiam, que corresponde a praticamente 90% da comunicação social do país. Era dispensável que uma roda habitualmente feita perto da bancada onde habitualmente estão os Super Dragões tenha sido feito desta vez no centro do terreno, era dispensável tudo o que se viu a seguir, com jogadores e treinador a reentrarem depois de terem saído sem agradecer aos adeptos, bem como alguns exageros de adeptos aquando da aproximação dos jogadores às bancadas.

Vamos por partes, os adeptos têm todo o direito de manifestarem o seu enorme desagrado após aqueles catastróficos e inexplicáveis 5 minutos finais em Vila do Conde e os jogadores têm de saber ouvir os adeptos e o seu desagrado aquando de um momento destes. É verdade também que determinados exageros são dispensáveis mas todos nós sabemos que o futebol desperta em TODOS nós reações a quente que depois de maior ponderação poderiam ser evitáveis. Ainda assim, deixo duas ideias fortes que tenho sobre isto:

  1. Tenho ouvido e lido que o apoio dos adeptos tem sido incondicional e inexcedível nos últimos 2 anos, algo do qual a equipa e treinador não se podem queixar. Reformulo esta ideia, nos últimos 3 anos (e não 2!) a equipa e treinador têm sido apoiados incansavelmente. Foi assim durante TODA a época de NES e tem sido assim nos 2 anos de Conceição. Os adeptos têm apoiado muito e mesmo em alturas difíceis. Não creio que se possa apontar algo aos adeptos nestes últimos 3 anos, ao contrário do que aconteceu por exemplo na era Lopetegui em que perdemos um campeonato 2014/2015, sabe-se lá como... ou se calhar, tem-se uma ideia indo pesquisar os autos do Ministério Público onde estão expostas as suspeitas e fortes indícios de várias situações suscetíveis de integrar ilícitos criminais em que são intervenientes dirigentes do clube dos 10 milhões de adeptos (só em Portugal), nomeadamente crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem... Mas sobre os processos de CORRUPÇÃO em que está envolvido o nosso rival direto, casos que têm sido branqueados pela generalidade da cobarde e merdosa comunicação social, irei falar num post próximo.

  2. A verdade é também uma: nos 2 anos de Conceição a equipa e o treinador têm feito um trabalho globalmente muito competente, não merecendo que após um deslize (inexplicável é certo!) seja tudo colocado em causa. Se há grupo que merece crédito é o FC Porto de Conceição que atingiu o recorde de pontos do clube num campeonato com 18 equipas/3 pontos, que impediu o penta dos "outros" e que este ano se arrisca a fazer 80 e muitos pontos e mesmo assim não ser campeão, indo às finais de taça de Liga (perdida) e taça de Portugal, esta ainda com hipóteses de sucesso.
Tenhamos todos muita calma e ponderação neste momento que é particularmente delicado. O tempo agora é de estarmos TODOS UNIDOS! AGORA E SEMPRE! FC PORTO SEMPRE!!!!

04 maio, 2019

VITÓRIA PARA IKER.


FC PORTO-AVES, 4-0

Este foi um jogo atípico e incaracterístico. O FC Porto vive um misto de emoções bastante invulgar, principalmente numa fase da época de grandes decisões. Depois de, na semana passada, ter “oferecido” o empate em Vila do Conde que poderá ter custado a revalidação do título nacional, alguns dias depois, Iker Casillas sofreu um enfarte e foi internado.

Com conhecimento do resultado do seu rival, os campeões nacionais entraram no jogo com o Desp. Aves a cinco pontos. Algo descontraídos, mas bem seguros daquilo que pretendiam na partida, o FC Porto quis oferecer a vitória ao seu keeper. Os avenses deram boa réplica desde o minuto inicial, no entanto nunca incomodaram a baliza de Vaná.


O jogo não foi nenhum espectáculo vistoso, mas também não foi aborrecido. Foi um jogo aberto, bem disputado e que, com maior ou menor dificuldade, a equipa azul-e-branca levou de vencida, de uma forma folgada, a equipa da Vila das Aves. Vaná, substituto natural de Casillas, teve uma noite de descanso. Durante o jogo só teve uma defesa apertada no início da segunda parte.

Aos 18 minutos, o FC Porto abriu o marcador. Cruzamento de Alex Telles na esquerda para o coração da área, onde Corona apareceu a cabecear e a colocar a bola no fundo das malhas. A partir daí, os azuis-e-brancos controlaram e geriram melhor o jogo, chegando e sobrando para a tentativa de transições da equipa forasteira.

À meia hora de jogo, o FC Porto chegou ao 2-0. Novamente, num cruzamento para a área, Corona tentou interceptar o esférico, mas Jorge Fellipe cortou o lance. O VAR interveio e detectou o corte com o braço esquerdo. O árbitro, chamado a rever o lance, ordenou pontapé de penalti que Soares converteu com sucesso, rematando para o meio da baliza.


Com 2-0, a equipa de Sérgio Conceição sentiu-se ainda mais tranquila no jogo e capaz de gerir a partida, sem nunca se esquecer do que se tinha passado na última jornada.

Após o intervalo, a equipa do Desp. Aves procurou, nos primeiros minutos, chegar ao golo e foi nesse período que a equipa de Augusto Inácio teve um momento de perigo junto da baliza de Vaná. Derley, no primeiro minuto da etapa complementar, obrigou o guarda-redes portista a defesa de recurso.

Depois o jogo foi algo desinteressante. A equipa portista baixou o ritmo e assistimos a um jogo com pouco interesse. Foi preciso chegar o minuto 68 para vermos alguma agitação no estádio. Numa investida pela direita do ataque, a bola sobrou para Manafá dentro da área que rematou de primeira, obtendo um golo de belo efeito. Com o 3-0, o vencedor da partida estava mais do que definido.


Mas, os Dragões não se ficaram por aqui. Dois minutos volvidos, numa recuperação a meio campo, Marega levou o perigo à baliza contrária, Corona tentou o remate mas saiu defeituoso. A bola sobrou para Brahimi, que num toque de calcanhar, deixou para Soares bisar na partida.

Até ao fim da partida, nada de interessante se passou digno de registo. Notas finais para o regresso de Aboubakar à competição e para um episódio infeliz entre treinador, jogadores e claques ocorrido depois do fim do jogo que só prejudica o FC PORTO. Não gostei de ver o que vi. Fiquei triste. Iker terá assistido e não merecia este triste espectáculo.

Os campeões nacionais continuam a dois pontos do rival. Restam duas jornadas para vencer e esperar por um resultado mau, muito pouco provável do líder da classificação. A equipa de Sérgio Conceição desloca-se à Madeira, no próximo fim-de-semana, para defrontar o Nacional, quase despromovido à 2ª Liga.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los"

Vitória convincente
“É sempre um jogo difícil. A partir do momento em que o Inácio pegou na equipa, o Aves melhorou muito. É uma equipa que põe muita gente atrás da linha de bola e se não houver dinâmica e entusiasmo é muito complicado. Trabalhámos bem o jogo, houve comprometimento dos jogadores. Estivemos bem. Foi uma semana difícil por causa do que aconteceu ao Iker e aproveito para lhe mandar um abraço.”

Susto com Casillas
“Sentimos muito o que aconteceu ao Iker. Ele é um grande campeão, mas nestas alturas temos de olhar para a pessoa, para o ser humano. Ele está a recuperar bem e terá sempre o nosso apoio.”


Aboubakar
“Estamos muito contentes por ele, a melhor forma dele há-de chegar, mas por agora já é muito bom ter entrado hoje. Foi o nosso melhor marcador no ano passado e é um jogador com quem contamos.”

Luta pelo título
“Temos de fazer o nosso trabalho. Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los. Temos de dar uma resposta positiva e olhar para esses dois jogos com foco total.”



RESUMO DO JOGO

02 maio, 2019

"ARBITRAGEM? NÃO QUERIA MUITO IR POR AÍ..."


Não é preciso recuar muito tempo, foi no dia 24 de janeiro de 2019 após a segunda meia-final da Taça da Liga que terminou com a vitória do Sporting, nos penaltis, sobre o braga. O sr. abel ferreira compareceu na conferência de imprensa transtornado e revoltado. Completamente histérico, bateu violentamente na mesa, gritou como se não houvesse amanhã ou como se tivesse saído recentemente de uma qualquer instituição médica de saúde mental. "Por favor ajudem-me todos a credibilizar o futebol", "Trabalho todos os dias, se não ganhar dou a vez a outro, é isso que temos de fazer", foram algumas das frases ditas por um histérico e incomodado abel.

Foi exatamente com que esta mesma atitude que o sr. abel encarou o final do jogo deste fim-de-semana que ocorreu na Pedreira. O mesmo histerismo, os mesmos gritos, o mesmo incómodo. Depois de tudo o que aconteceu, que creio ser tão visível e descarado que repeti-lo aqui seria enfadonho e repetitivo para vós (penalties inventados, outros por marcar, expulsões perdoadas, etc, etc), o sr. abel teve exatamente a mesma atitude de histerismo e gritaria que teve aquando da taça da Liga. Gritou e berrou como um louco no final do jogo e nem sequer proferiu a seguinte declaração "Arbitragem ? Não queria muito ir por aí...".

Cada um tire as suas conclusões disto.

Porque a azia e frustração são imensas, o post de hoje irá ser curto e pouco desenvolvido nas ideias. Ainda assim, faço minhas as palavras do melhor (de longe!) comentador afeto ao FC Porto sobre o que se passou este campeonato. Miguel Guedes referiu no espaço de opinião do qual faz parte que, a partir do momento que o FC Porto perdeu no Dragão frente ao seu rival direto, deixando aí de depender de si próprio, abriu várias portas para o que se viu a seguir. E isto foi mais ou menos o que já tinha defendido num post que escrevi há uns tempos atrás aqui neste blog, a partir de determinada altura depender de outrém num país normal até pode não significar a "pena capital", mas num país como Portugal significa mesmo uma "pena de morte".

Todavia, agora mais do que carpir mágoas do que deveria ter sido feito ou chorar "sobre o leite derramado", importa que todos (inclusive os adeptos) se focalizem agora num final de campeonato digno dos pergaminhos do clube e tentar arrecadar mais uma taça de Portugal para o riquíssimo museu do clube.

PS: Sobre o que se passou em Vila do Conde não vou acrescentar muito mais ao tanto que já se disse e escreveu. Apenas gostaria de dizer o seguinte: TODOS os Portistas metam na cabeça uma coisa, até podemos chegar ao final da época apenas com uma supertaça no pecúlio, mas nos 2 anos de Conceição não só ganhamos já um campeonato e uma supertaça, como quando perdemos estivemos MUITO mais perto de ganhar do que nos 4 anos que precederam a sua vinda para o clube. Se calhar aquilo que muitos Portistas querem é voltar àquele maravilhoso ciclo de 4 anos com Fonsecas, Castros, Peseiros, Espíritos Santos e Lopeteguis onde não ganhamos a "ponta de um corno" e algumas vezes ficamos abaixo do 2º lugar a distâncias vergonhosas para o 1º classificado, nem sequer passando da fase de grupos da Champions League.

26 abril, 2019

INCONCEBÍVEL.


RIO AVE-FC PORTO, 2-2

Um filme já visto várias vezes ao longo da história do FC Porto, mas não deixa de ser um filme inconcebível. Vem-me à memória outros tempos como por exemplo o V. Setúbal-FC Porto 93-94 ou o Nacional-FC Porto 2004-05, mas estamos a falar de jogos que, na altura, não decidiam nada no imediato. São igualmente inconcebíveis, mas com um peso muito menor do que o jogo desta noite em Vila do Conde.

Não se compreende, nem se aceita que jogadores, pagos a peso de ouro, possam passar por episódios destes, numa altura crucial do campeonato. Todos sabiam que qualquer escorregadela seria a “morte do artista” e os jogadores sabem perfeitamente disso. A esta equipa não serviu de emenda a derrota em casa com o V. Guimarães, no início da época depois de estarem a vencer ao intervalo por 2-0.


A vencer, também agora, por 0-2 ao fim de 20 minutos, os Dragões perderam várias situações para fazer o 0-3, principalmente, a escandalosa perdida de Brahimi no início da segunda parte, deixam os cabelos em pé de qualquer adepto. Os jogadores convenceram-se de que estarem a vencer por duas bolas de diferença, a vitória estava garantida e resolveram jogar à malha. Venha o próximo, que este já está no papo!

Mas esqueceram-se completamente de que um jogo tem 90 minutos e que o resultado de 0-2 é um dos resultados mais ingratos no futebol. É uma boa vantagem, mas deve ser gerida com competência, com postura, com raça, com atitude e com humildade. E os jogadores do FC Porto não fizeram nada disso. Realizaram uma primeira parte de bom nível e regressaram das cabines a dormir e a contar com o relógio. Só que lhes correu mal. Nem os avisos iniciais da etapa complementar os alertou para os perigos iminentes. O que dizer da cabeçada de Bruno Moreira logo a abrir o segundo tempo, com tudo para reduzir o marcador? Ou da perdida de Dala, três minutos depois? E do estrondo da bola na trave de Casillas?


Alguma arrogância e crença de que estavam a jogar com uma equipa incompetente foi, claramente, o que passou pela cabeça dos jogadores portistas. E depois a pouca atitude e a falta de vontade para fazer mais e melhor para “matar” de vez o jogo, colocou a equipa em maus lençóis. Aos golos de Brahimi (18´) e de Marega (22´), respondeu o Rio Ave com crença e com muita vontade como, se calhar, não se tinha visto esta época, depois de uma desvantagem de dois golos.

O que dizer da grande frustração de Tarantini depois de ser substituído, arremessando contra o solo uma garrafa de água? Porquê tanta irritação de Daniel Ramos durante o jogo? O que motivou a grande festa dos jogadores vilacondenses no final do jogo? Quero ver que atitudes e reacções veremos nesta colectividade daqui por duas jornadas.

Voltando à partida… Como a bola não entrava e como tudo o que chegava à baliza de Casillas não abanava as redes, há que complicar ainda mais a tarefa. Cinco minutos para o final e os jogadores portistas resolvem preparar as almofadas para um sono longo e profundo. Bola colocada por Casillas no meio-campo, recuperação do Rio Ave, Nuno Santos isola-se, a equipa portista a dormir e golo dos vilacondenses. Caldo entornado, alarmes ligados e perigo iminente!


Não contentes com isto, a equipa de Sérgio Conceição, completamente perdida em campo e com o complexo de jogar feio e de pontapé para a frente, resolve tentar sair a jogar perto da sua grande área quando estava a ser altamente apertada. Danilo perde a bola, de forma infantil em vez de dar um “chutão” para o meio-campo contrário, sobra para Ronan que, de uma forma muito feliz, remata contra Alex Telles e o esférico engana Casillas. 2-2 aos 90 minutos. Em terríveis cinco minutos, o FC Porto perdia dois preciosos pontos.

Incrédulos, jogadores e técnicos, não sabiam o que estava a acontecer. Pois não! Esqueceram-se que o resultado de 2-0 e a incompetência do Rio Ave não durava para sempre. A esta hora, digo que seria preferível que o lance de Bruno Moreira tivesse entrado. Teria sido o mote para uma segunda parte bem diferente, encarada com outra atitude e humildade.

Com este empate, o FC Porto pode ter comprometido de vez as aspirações à renovação do título. Enquanto a matemática o permitir, os Dragões terão que dar tudo por tudo, do primeiro ao último minuto do jogo. As contas fazem-se no final.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Temos de assumir as nossas responsabilidades"

Desfecho ingrato para o FC Porto
“É ingrato isto que aconteceu hoje, mas os culpados somos nós, a começar por mim. A ganhar por 2-0, a poder ficar 3-0 ou 4-0, acabámos por oferecer um golo. Aquele primeiro golo já não se usa no futebol. Depois o segundo foi um ressalto, uma sorte. É algo inexplicável da nossa parte, há que assumir as responsabilidades e eu sou o primeiro a assumi-las. Estamos frustrados. Não merecíamos isto até aos 75 minutos de jogo, mas depois merecemos o que nos aconteceu. Agora temos de assumir e pronto.”

Assumir a responsabilidade e nada mais
“Não há nada para dizer. Pedido de desculpas aos adeptos? Eles querem lá saber de desculpas, eles querem é ganhar, tal como eu e como a equipa. Temos de assumir as nossas responsabilidades e ponto final, não há mais nada a dizer.”



As opções no decorrer do encontro
“O Brahimi saiu porque estava com alguma fadiga, o Corona porque, como sabem, anda a jogar algo limitado já há algum tempo, e depois o Bruno Costa para o lugar do Otávio, que também já estava com alguma fadiga, nos minutos finais. Foram as substituições que achei necessárias para conservar a vitória mas também para irmos à procura do terceiro golo.”

Fazer as contas no fim
“Estamos à frente, a um ponto do Benfica. Queríamos estar a três, mas nesta altura não vale a pena estar a dizer mais do que já disse aqui.”



RESUMO DO JOGO

TEM DE SER SEMPRE... MAR AZUL!


O percurso 2018/2019 do FCP na Champions foi excelente. Ultrapassámos a fase de grupos no primeiro posto, transpusemos também a “barreira psicológica” dos 1/8 e, enfim, caímos perante uma das 3 melhores equipas da atualidade. E o que fica desse confronto com o Liverpool? Fica o memorável momento (pura demonstração de Ser Porto) pós-segundo golo sofrido no Estádio do Dragão, fica a certeza de termos tido um encaixe financeiro fabuloso, fica um amargo pela injustiça das decisões de arbitragem em ambos os jogos, sobretudo no primeiro, e fica o banho de realidade de estarmos ainda distantes desse primeiro nível em que está o Liverpool.

Esta equipa do Klopp é um rolo compressor de simplicidade e eficácia. Em meia oportunidade metem a bola lá dentro, e nessa toada acabaram com o nosso sonho aos 30 minutos do jogo no Dragão. Até lá, estávamos a fazer um jogo espetacular, a encostar os ingleses às cordas, e a dar a clara sensação de que se marcássemos iríamos entrar verdadeiramente na disputa da eliminatória. Mas é também olhando para aqueles 30 minutos e para o que se passou depois que interpreto o nosso desnível para o primeiro nível em três capítulos. O primeiro ficou visível nas duas mãos, repito que muito mais na primeira, quando os árbitros apitavam sempre a favor dos reds. Na dúvida, sempre a favor deles. Mas eu prefiro olhar para os outros dois, até porque não podemos de maneira nenhuma dizer que foi por isso que não conseguimos passar. Bem, as duas coisas são as seguintes: faltam-nos mais jogadores de primeira água, com instinct killer, de preferência na frente. E falta-nos capacidade de controlar o jogo.

(In)capacidade de controlar o jogo é na minha humilde opinião o que mais nos deixa longe desse primeiro nível. A nossa equipa pura e simplesmente só sabe estar por cima do adversário, a carregar em cima dele, a explorar profundidade, a meter velocidade nos corredores, a atacar as bolas aéreas, a ganhar os duelos. Isso é bom? É, quando nos conseguimos superiorizar 1 a 1 aos adversários. Sempre que não o fazemos, seja por motivos físicos, anímicos ou técnicos, passamos mal, temos dificuldades, ficamos desconfortáveis, vamos abaixo. Pode parecer paradoxal, mas acredito que equipas semelhantes ou até ligeiramente inferiores à nossa sejam capazes de equilibrar mais com uma equipa tipo Liverpool. Porque conseguem disfarçar mais, enganar mais o adversário com a pausa, a especulação, o ritmo, a variabilidade, o posicionamento. Em suma, a nossa equipa esmaga quando a alma e as pernas assim o permitem, mas quando alguma delas falta em proporção às do adversário, ficamos mais pequeninos. Não, não sou do contra nem um grande entendido desta ciência, mas palavra de honra de que tenho a sensação de que seríamos muito mais fortes melhorando algumas destas nuances. Perdoem-me, mas eu sou daqueles que acredita que um dia acabaremos por voltar aos lugares de 1987 ou 2004.

Bem, de volta à realidade. Temos agora cinco finais pela frente, que nos podem valer dois títulos. Que não nos faltem a alma e as pernas que tanto precisamos para esmagar os adversários. Nenhum de nós pode pedir os dois títulos, mas pode e deve pedir cinco vitórias. E como diz o outro, no fim é fazer as contas.

Até lá, tem de ser sempre… Mar Azul!

ÉTICA PETIT.


Se pedirmos a um vulgar adepto de futebol para caracterizar como treinador Armando Gonçalves Teixeira, mais conhecido no mundo da bola por Petit, a resposta com ligeiras nuances, não deverá afastar-se muito do seguinte.

Aguerrido e abnegado, compensa a falta de inteligência ou primores táctico-estratégicos, pela defesa de cada metro quadrado à frente da área do guarda-redes, aproveitando sempre que possível o lançamento de bolas em profundidade para o(s) avançado(s) em momento ofensivo. Contra equipas maiores, recorre ao vasto leque de subterfúgios manhosos que acumulou ao longo da carreira, para arrastar e quebrar o ritmo da equipa adversária, tentando protelar ao máximo a defesa do pontinho, ou o jackpot da vitória, caso a fortuna tenha sorrido em marcar primeiro.

Se esta táctica jurrássica é boa, ou garante resultados? Não, não é, nem nunca foi.

Mas na prática, esta visão de jogo de Petit dá para empastar jogos contra equipas com maiores possibilidades, saldando-se os resultados em scores muito higiénicos para as suas formações, sendo que, não raras vezes, equipas grandes como FC Porto e Sporting se deixam enredar e ser surpreendidos nesta teia, como se verificou, por exemplo, no período que esteve à frente da equipa do Tondela.

Poderíamos dizer que Petit é uma cópia barata do bom e velho José Mota, com uma pequena e ENORME excepção:

José Mota, com as suas limitações, tenta conquistar pontos a TODOS os adversários. Petit, não!

Não é a rábula dos amarelos que me incomoda. Gostemos ou não, no FC Porto sempre se utilizou esse subterfúgio para poupar jogadores quando necessário. Quer slb, Sporting ou mesmo o Real Madrid, utilizam esse tipo de esquemas. Seria de uma hipocrisia máxima vir agora apontar o dedo ao treinador do Maritímo, ou de que equipa for, por gerir o seu plantel, da forma que acha mais correcta.

A culpa de Petit nos 6-0 que apanhou no jogo de domingo não é essa.

A culpa de Petit no jogo de domingo, é estar à frente de uma equipa que dista 5 míseros pontos da linha de água, e ter assumido implicitamente e publicamente que não valia a pena lutar por pontos neste jogo.

A culpa de Petit é ter feito subir ao relvado da Luz, 11 almas que prefeririam estar com as esposas, amigos ou no sofá de casa, em vez de aguentar 90 minutos de frete, porque o treinador nunca lhes incutiu a confiança de que eram capazes ganhar.

A culpa de Petit, é ser treinador de uma equipa da I Liga de Futebol Profissional em Portugal, que em 90 minutos, com um resultado avolumado até à meia dúzia, ter apenas feito 1 - sim, UM - remate no jogo inteiro, por um jogador que até foi substituído, não fosse ele rematar de novo.

A culpa de Petit, é somar em todo o seu histórico de treinador, 8 derrotas contra este mesmo adversário, com 27 golos sofridos, e 1 - sim, UM - marcado.

A culpa de Petit não é ser benfiquista. Cada um é livre de escolher o clube do coração.

A culpa de Petit é não ser capaz de executar a sua profissão com dignidade, honestidade e ética.

Se um polícia rouba, tem um processo disciplinar.
Se um médico mata, tem um processo disciplinar.
Se um professor erra, tem um processo disciplinar.
Como é possível que um treinador queira perder, e nada lhe aconteça?

Imagens de uma realidade alternativa, ou o porquê de certas equipas golearem tão facilmente:





Quem quiser aprender sobre profissionalismo, ponha os olhos num Senhor chamado Luís Castro, portista, campeão pelo FC Porto B, que nesta temporada retirou 4 pontos ao clube do coração. 4 pontos que nos dariam folga para encarar esta fase final de forma risonha. Felizmente para o bem da verdade desportiva, nem todos têm carácter, pensamento e ética petit.

Cumprimentos Portistas.