07 dezembro, 2016

NOITE PERFEITA.


FC PORTO-LEICESTER, 5-0

Noite de gala no Dragão. O FC Porto repetiu as grandes exibições desta época nomeadamente frente à Roma, ao V. Guimarães, ao Benfica e ao Sp. Braga. E a boa notícia é que os Dragões conseguiram duas proezas: primeiro fazer dois bons jogos conseguidos – Sábado passado e esta noite com os ingleses – e segundo marcar uma mão cheia de golos depois de quatro jogos consecutivos sem marcar.

Apesar do Leicester apresentar uma segunda equipa, os Dragões fizeram pela vida. E justificaram plenamente o resultado gordo. Uma bela exibição coroada com cinco golos sem resposta e a qualificação para os oitavos-de-final da Champions League, objectivo mínimo exigido aos portistas.


O FC Porto atingiu 11 pontos e quedou-se pelo 2º lugar no Grupo G a dois pontos do Leicester que venceu o grupo. 26 milhões de euros entram nos cofres do Dragão, muito necessitado para pagar contas e canalizar o dinheiro da forma mais correcta.

O jogo de Sábado passado foi um bom tónico para os portistas encararem o jogo frente aos ingleses. E não poderia ter começado melhor. Aos 6 minutos, o Dragão festejava o primeiro golo. André Silva de cabeça inaugurou o marcador e reconciliou-se com a baliza e os golos. O mais difícil estava feito e cedo o FC Porto tranquilizou-se para explanar o seu futebol.

O jogo foi muito fluído da parte azul e branca. Boas trocas de bola, rapidez de execução, equipa em movimento constante e controlo absoluto da partida. O Leicester tentava fazer pela vida mas era muito curto para este FC Porto.

À passagem dos 29 minutos, Corona fez o 2-0. E que golaço!!! Respondendo a um cruzamento de Alex Telles, o extremo mexicano, de pé esquerdo na área e sem deixar a bola cair, rematou estrondosamente ao ângulo superior da baliza inglesa.


E perto do fim da primeira parte, Madjer regressou ao Dragão. O calcanhar voltou a funcionar tal como em Viena 87. Numa jogada muito bonita entre Corona e Maxi, o defesa uruguaio cruzou para a área e Brahimi, regressado à titularidade, fez o 3-0 de calcanhar. Yacine Brahimi imitou o seu compatriota de 1987 e reconciliou-se com a plateia do Dragão.

Brahimi substituiu o lesionado Otávio e esteve em bom plano. Apesar de várias incursões individuais à área contrária e algumas perdas de bola, o argelino pareceu mais solto e procurou jogar para a equipa.

Atrevo-me a dizer que um dia destes, Casillas arrisca hipotermia. O guarda-redes espanhol esteve na primeira parte contra o Leicester, tal como no jogo todo com o Sp. Braga. Completamente acampado na sua baliza. Um mero espectador.

A etapa complementar trouxe algumas mudanças. Os ingleses tentaram reagir à desvantagem de 3 golos nos minutos iniciais. E conseguiram criar algum calafrio na defesa portista com alguns remates perigosos. Registo para uma defesa apertada de I. Casillas e uma bola rematada na zona de grande penalidade que saiu por cima da baliza. Além disso, perto do fim, os ingleses enviaram uma bola a roçar a trave da baliza portista.


Mas a noite era azul e branca. André Silva pôde redimir-se de ter falhado duas grandes penalidades nos últimos jogos. Aos 65 minutos, após ser agarrado na área contrária, concretizou uma grande penalidade com sucesso, obtendo o 4-0 para os Dragões.

Nuno Espírito Santo fez então duas substituições. Herrera e R. Neves entraram para os lugares de Danilo e Corona mas o FC Porto manteve o domínio do jogo.

Aos 75 minutos, Diogo Jota numa bela jogada de combinação com André Silva, fez o resultado final, levando as bancadas do Dragão ao êxtase.

Logo a seguir, André Silva foi substituído por Rui Pedro e das bancadas ouviram-se aplausos estrondosos. Até ao fim, o FC Porto controlou o jogo e o resultado com a certeza de que estaria presente no sorteio da próxima 2ª feira que irá ditar o adversário dos oitavos-de-final da prova.


A noite foi perfeita. Os Dragões devem aproveitar este bom momento para ver se de vez, encarrilam na linha certa no campeonato nacional com vista ao título que já foge há quase quatro anos.

Notas finais para a equipa, para a mão cheia de golos de belo efeito, para um grande futebol praticado, para as bancadas do Dragão e… para o aumento drástico de vendas de Kompensan.

Próxima paragem: Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira. Conquistar 3 pontos obrigatórios para recuperar mais alguns degraus em relação a, pelo menos, um adversário directo.



DECLARAÇÕES

Nuno: “Estar entre os 16 melhores da Europa é um grande orgulho para nós”

Felicidade e orgulho
“A equipa fez um bom jogo. Sabíamos da importância deste jogo, mas depois do empate em Copenhaga, afirmámos que queríamos dar este passo decisivo no Dragão. Cumprimos o objetivo que traçámos e não falhámos num jogo que era absolutamente decisivo. Estamos felizes por nós, pelos adeptos e pelo clube. O Dragão esteve com a equipa e merece festejar esta vitória, merece esta alegria. Continuar na Champions era um objetivo que tínhamos traçado e é preciso não esquecer que o nosso caminho começou no play-off, no qual eliminámos uma grande equipa. Estar entre os 16 melhores da Europa é um grande orgulho para nós. O nosso grupo não era fácil e não começámos bem, mas soubemos levantar-nos.”


Qualidade e maturidade
“No jogo do campeonato (frente ao Sporting de Braga, 1-0), sofremos para vencer, mas a vitória foi justa. Os jogadores têm perfeita consciência de que tudo fizeram para ganhar. Hoje foi diferente porque marcámos, e o facto de termos marcado cedo permitiu-nos jogar futebol como queremos. Com confiança, as coisas saem melhor e foi isso que aconteceu. Fizemos um jogo de muita qualidade e a equipa demonstrou grande maturidade. Estamos a melhorar e a crescer. O jogo mais importante é sempre o seguinte e nunca deixaremos de preparar os jogos da forma que fazemos.”

Fortaleza defensiva
“A equipa é um processo que nunca está acabado. Um dos nossos pilares é o equilíbrio, a capacidade de estarmos concentrados em todas as tarefas. Todos os jogadores têm tarefas importantes nesse equilíbrio. A equipa vai muito para além da eficácia ofensiva. Temos de trabalhar sempre, em todos os aspetos fundamentais do jogo. Além disso, é essencial potenciar tudo o que temos de bom. Somos uma equipa organizada desde a primeira fase e esse é um trabalho de todos.”

Brahimi e os outros
“O Brahimi fez um bom jogo, mas muitos outros jogadores fizeram um bom jogo. Trabalhou bem para a equipa, mas não é segredo para ninguém que privilegiamos o compromisso e a cooperação entre todos. São coisas essenciais numa equipa, num coletivo. O grupo é a força e estão todos de parabéns.”



RESUMO DO JOGO

CONTRA TUDO E CONTRA TOLOS.


A nossa história recente com Pinto da Costa ao leme, nunca foi marcada pela unanimidade, pela simpatia ou pelo elogio. Num país elitista e centralista, onde o sucesso é sempre tratado com desdém, qualquer pessoa ou entidade que ouse ser ou viver fora da área metropolitana da capital e simultaneamente ser líder da sua atividade, sabe que vai ser combatida pelo poder central, pelas forças de bloqueio e lobbies que fazem da capital do império um dos tesouros mais bem guardados do tempo que antecedeu a democracia.

A comunicação social sempre de cócoras e pronta para as maiores sabujices em nome da coesão nacional, as mais altas instâncias deste país que jamais ousam descentralizar ou pensar que Portugal não termina depois de Vila Franca de Xira, sempre tiveram no Futebol Clube do Porto um opositor acérrimo e que demonstrou nos últimos 30 anos que afinal tudo isto não passa de uma torre de babel, desde que bem atacada.

Eles não mudaram!
Eles continuam desavergonhados e despudorados, capazes de se prostituírem para nos derrotar.
Eles continuam obcecados contra o que é do Norte, do Porto, do que não é de Lisboa.
Eles continuam a querer dizer que nós é que somos regionalistas e separatistas quando aquilo porque sempre lutamos foi por igualdade... igualdade de direitos, de oportunidades e tratamento.
Eles continuam a ter dois pesos e duas medidas, continuam a escrever com tinta vermelha, continuam a arrotar alarvidades em nome do centralismo.

Quem mudou fomos nós!
Nós é que deixamos de os combater com a mesma garra e a mesma determinação.
Nós é que nos deixamos embalar por um suposto discurso “pequenino” e “esquizofrénico”.
Nós é que alteramos a postura guerreira e capaz de os atormentar.
Nós é que esquecemos que eles nos odeiam muito mais a nós do que nós a eles.
Nós é que nos esquecemos que “antes quebrar que torcer” é uma marca da nossa identidade.
Nós é que temos que recuperar uma guerra que eles nunca abandonaram, uma guerra na qual sempre nos sentimos confortáveis, uma guerra que faz tanto sentido como há 30 anos atrás.


O Futebol Clube do Porto é um clube com índole regional e regionalista, mas com uma cobertura nacional e internacional. Não temos que negar as nossas marcas ou as nossas raízes. Pelo contrário, devemos ter orgulho nelas e perceber que foram essas mesmas que nos fizeram ser referência para milhões de portugueses espalhados por todo o Mundo.
Não foi com discursos moles e apaziguadores que crescemos exponencialmente em todos os cantos do país e do Mundo... foi a lutar contra tudo e contra todos, contra tudo e contra tolos!
Portanto, não deixemos que os outros nos enganem, que digam que o nosso discurso está ultrapassado e pequeno. Não, de todo e de forma alguma!

A nossa cultura e identidade, os nossos valores e história, a nossa atitude e postura, a nossa tradição e valores, têm por isso de ser interpretados em campo por aqueles que são os atores maiores das nossas cores, aqueles que traduzem na prática os sonhos que todos temos.
Para isso, é preciso que lhes sejam transmitidos esses valores, essa identidade, essa mística. É só isso que nos falta, é só isso que tem faltado.
Com isso subjacente, a união entre todos vem por arrasto e em doses industriais!
Foi isso que me pareceu ver no passado sábado de diferenciador. Querer ganhar, todos querem! Fazer tudo por tudo para ganhar, dar um pouco mais de si próprio quando tal já não parece possível, isso já nem todos fazem. Mas é isto que temos que fazer, é disto que precisamos.

O Futebol Clube do Porto é diferente de todos os outros.
A Paixão e o Amor que os seus adeptos sentem, é diferente de todos os outros.
É preciso que cada adepto volte também a ser um guerreiro e não um mero espetador.
Somos todos nós que fazemos o Porto todos os dias, não são só aqueles que lá trabalham.
Cada um de nós é responsável por “ser Porto” e não apenas estar à espera que os outros “sejam Porto”.
A luta, a batalha, a guerra que temos de travar é de todos e não apenas de alguns.
Não nos podemos deixar dividir, não nos podemos deixar influenciar, não nos podemos deixar intoxicar. Isso é o que os outros querem, isso foi o que vimos os outros fazer durante décadas.

Entramos no passado sábado numa fase decisiva da época.
Passamos o primeiro teste, temos hoje outro, e mais três até ao Natal.
Só junto, só com todos a remar para o mesmo lado lá poderemos chegar.
Não por sermos carneirinhos, não por sermos subservientes, não por temermos represálias daqueles que deveriam ser os primeiros a unir.
Juntos, sempre juntos, porque isto é o Futebol Clube do Porto e porque o Futebol Clube do Porto se superioriza sempre aos gostos ou interesses pessoais de cada um... AMO-TE PORTO!

Até logo, no sítio do costume.

06 dezembro, 2016

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

A escolha de jogo da semana recai sobre o HÓQUEI EM PATINS, no jogo que envolveu o FC Porto e um dito grande do futebol nacional, mas que nos últimos 15 anos, tem menos títulos que o rival maior do Ramaldense.

A deslocação do FC Porto ao pavilhão do Alverca para defrontar os viscondes, iniciou-se da melhor maneira para as nossas cores e com menos de 10 minutos da 1ª parte já vencíamos por 1-0. Até ao intervalo, ainda ampliamos a vantagem e vimos Pedro Gil desperdiçar o livre direto a penalizar a 10º falta da nossa equipa. Assim, ao intervalo, o resultado era de 2-0 a nosso favor.

A 2ª parte começou com livre direto a nosso favor a castigar a 10ª falta dos viscondes e Helder Nunes permitiu a defesa a Ângelo Girão. Antes dos 7 minutos, novo livre direto a castigar o vermelho a Sergio Miras por agressão a Jorge Silva. Novo duelo entre Helder Nunes e Ângelo Girão e o mesmo resultado. O povo diz que quem não marca sofre e a verdade é que fomos castigados com o empate.

A menos de 3 minutos do fim voltamos à liderança no marcador e o sporting viu Pedro Gil ser sancionado com cartão azul com 2min e 12 segundos para o fim. Com 14 faltas para cada lado e o FC Porto com mais um atleta, tudo parecia caminhar para uma vitória do FC Porto, mas a ingenuidade tomou conta da nossa equipa e, em vez de termos a 15ª falta a nosso favor, cometemos a 15ª falta e sofremos o golo do empate.

Todos os campeonatos perdemos pontos com os adversários mais fracos, e este ano, foi a vez dos que foram derrotados por 10-0 ante o Paço d’Arcos a conseguirem tal façanha.

No próximo sábado, recebemos a Oliveirense para tentar retomar o caminho vitorioso no campeonato.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL, depois da deslocação e vitória em Ovar, recebeu a Oliveirense. A entrada no jogo foi-nos favorável e chegamos ao fim do 1º período a vencer por 21-1. Até ao intervalo, a nossa equipa manteve-se sempre na frente do marcador por 38-31. Já o 3º quarto foi favorável aos visitantes, que lideravam por 54-49 ao fim de 30 minutos. Um último parcial de 19-12 permitiu o resultado final de 68-66 para as nossas cores.

No próximo jogo, recebemos o Illiabum, quinta-feira, pelas 15h00.

Por fim, a equipa de ANDEBOL deslocou-se ao pavilhão Acácio Rosa para defrontar o Belenenses e conseguiu alargar a série vitoriosa para 14 vitórias.

Na próxima quinta-feira, pelas 18h00, recebemos o Ismai, para no fim de semana nos deslocarmos à Marinha Grande para realizar jogo da Taça de Portugal



Abraco,
Delindro

05 dezembro, 2016

“CONFORTAVELMENTE ENTORPECIDO” *


“I turned to look but it was gone,
I cannot put my finger on it now,
The child is grown,
The dream is gone.
And I... have become
comfortably numb.”
Largos dias tem este livro. Largos dias tive para o ler, seguramente vários múltiplos de 100, mas apenas recentemente o fiz, até porque apenas há alguns meses cedi ao ímpeto de o comprar e em super-irrecusável promoção. Não deixa de ser a Mãe de todas as Ironias fazê-lo só agora, deixá-lo só para agora, lê-lo só agora. Agora que o clube por ele lenta e dedicada e incansavelmente erguido e afirmado definha, agora que a glória é apenas uma cada vez mais distante memória, agora que as lentes douradas com que víamos o mundo foram substituídas por umas bem mais pardacentas (tristes, tristes, desoladoras que são!), agora que o seu brilho e estatuto de lenda ou semi-lenda dão tristemente lugar à crítica, ao quase insulto, ao completo escárnio e à mais total descrença, num hino puro à monumental e fatídica injustiça dos Homens, incrível capricho dos deuses.

Com a promessa de terem sido escritas pelo punho único e sempre mordaz do nosso Presidente, as páginas autobiográficas deste livro bonitito, esteticamente apelativo, não reservariam surpresas até porque conhecidos eram os desfechos, as histórias, os factos, as pessoas, não acreditando pois -- quando embarquei na aventura -- em grandes, surpreendentes e sumarentas revelações. Mas viradas as 252 páginas que se lêem muito facilmente, paramos para pensar. Uns 37 segundos mais 14 nanossegundos de silêncio e... vemos já não somos a mesma pessoa. Eu, pelo menos, saí diferente da experiência. Mais pensativa. “Será ele, Jorge Nuno – hoje -- a mesma pessoa? A pessoa que entrou no clube em 1958? A pessoa que permanece no clube neste 2016?”


Até que ponto tudo o que ele escreve do fundo e confins da SUA memória, da sua verdade e frontalidade é efectivamente real? Até que ponto tudo em que acreditávamos como pedras basilares da nossa filosofia enquanto clube é autêntico e não retorcido, distorcido, embelezado? A dúvida instala-se e já faz sombra, mais ainda agora nos dias curtos deste quase Inverno. A desconfiança brotou e começa a infiltrar-se, de mansinho em mim. Terá sido este livro (aliado à presente e pornográfica realidade) a mola para desmistificar e desconstruir um Homem que sempre adorei e admirei e tive como referência máxima de bravura, revolta, rebelião, insurgência, idealismo e amor puro e desinteressado a uma causa que por mero acaso e feliz coincidência era a minha? Ah, o despeito, a mágoa… que tudo transformam e moldam! A perfídia. Entre outros factos “oferecidos” pelo cérebro vivo e vivaço do Presidente e bem patentes nas páginas lidas, retive dois que julgo moldam como nenhum outro a sua personalidade pública: 1. A total deferência, a graxa repetitiva e a vassalagem para com alguns “peões” importantinhos que o apoiaram a dado momento de dificuldade, algo que NUNCA esquece (v. acontecimentos desta semana). 2. As “mariquices” e as renitências e as reservas que sempre mostrou ter em aceitar os mais diferentes cargos e estatutos ao longo da sua carreira desportiva no nosso clube ou fora dele, desde os tempos de vogal, chefe de secção, a director do departamento de futebol até em 1982 se consumar no Presidente que todos conhecemos, de que todos nos orgulhamos.

Como se explica tanta relutância em entrar, em permanecer, quando praticamente todos queriam que entrasse e fosse ficando, e tanta obstinação hoje em sair, quando tantos pedem que renuncie? Como se explica o silêncio autista de hoje face ao discurso apaixonado, incómodo e inflamado de outrora? As contradições do livro em colisão com a realidade que hoje confrontamos chega a ser chocante.

“A nossa vida é tão curta, que não podemos dar-nos ao luxo de ser apenas espectadores passivos em relação aos factos, aos acontecimentos que nos emocionam. Há ocasiões únicas em que, ou somos determinados e tentamos dar o nosso contributo para a glória daquilo em que acreditamos, ou desistimos, e optamos por ser apenas mais um número anónimo [….]”.

“Aquela imagem do choro dos nossos emigrantes na Alemanha, tristes com a derrota de uma equipa portuguesa – no caso, o FC Porto – nunca mais me abandonou, até por perceber como na circunstância em que se encontram aqueles homens e mulheres, é para eles de uma importância inimaginável, no dia seguinte poderem olhar os outros de frente, orgulhosos pelo triunfo dos seus. Essa consciência obriga-me, sempre que nos deslocamos ao estrangeiro, a pedir a todos um empenho e um esforço suplementares… [….]”.

“(…) sou convidado a ir aos estúdios da RTP para responder às ameaças da Federação. Ali, em directo, exijo que não se metam connosco, pois no nosso emblema existe um Dragão, símbolo de uma cidade que estava adormecida, mas poderia a qualquer momento levantar-se em defesa do “seu” clube. Na reunião seguinte, é-me solicitado pelo Presidente que não fale mais no “Dragão”, porque poderia representar um espírito muito guerreiro [….]”.

“Habituados que estavam os nossos adeptos e associados às vitórias e a um tipo de atitude dos seus dirigentes que se traduzia num inconformismo e reacção ao centralismo que cada vez mais no futebol (como em tudo, em geral) acontecia no nosso país, vai crescendo um movimento de mudança, na esperança de alterar o rumo dos acontecimentos”.

“Estávamos eleitos. Uma nova era começava no FC Porto, mesmo se naquele dia, nenhum de nós, nem no mais estapafúrdio dos seus sonhos, alguma vez se atrevera a pensar que o clube que ali despontava, sendo o mesmo de sempre, seria diferente de tudo quanto até ali se conhecera”.

“Foram palavras que ainda hoje relembro, e de grande importância para a minha vontade de servir (…) Acrescentei que considerava estar o FC Porto numa corrida que teve início e não terá fim. Por isso, era uma honra para mim receber o testemunho das suas mãos, para o entregar daí a dois anos a quem quer que fosse”.

“Entendi, a minha Direcção entendeu, que aceitar esta situação era “aninhar” ao princípio de “Lisboa quer, pode e manda”. (…) mas sim um asssumir do carácter das gentes do Porto, o bater o pé ao modo como em Lisboa se olhava (e ainda se olha!) para o resto do País: mera paisagem(…)”.

“Passámos de clube simpático que muito raramente arranhava os poderes estabelecidos, para um clube de dimensão mundial”.

“Só que nós nunca ficaremos cansados de vencer”.

“Se o ambiente criado era para intimidar os nossos jogadores, o tiro saiu-lhes pela culatra como costuma dizer o nosso povo. Ainda não perceberam que, quanto maiores são as dificuldades, quanto mais aumentam as adversidades e quanto mais forte é a pressão, tanto mais a nossa equipa se agiganta e demonstra por que é que, ao longo destes anos, venceu tudo o que venceu”.
Mas onde está este Presidente? ONDE? Perdeu-se nas brumas do tempo, na espuma dos anos? Onde está este querer, esta vontade de servir, de ser útil, este sentimento, esta emoção, esta vontade de resposta, este espírito, todo este fogo? Onde está o sonho? O que mudou? Onde está este Presidente? Foi lobotomizado numa das operações a que foi infelizmente submetido? Quem o entorpeceu? Quem o adormeceu assim tão confortavelmente que até se nos parte o coração por o termos de acordar?

Presidente, Meu Presidente, meu querido Presidente: não será já suficiente? Não basta de agonia? Para si, para nós? Quando – atrever-me-ia a dizer, mais de 80% dos associados e adeptos já lhe aponta o dedo e/ou pede a sua cabeça? Há algo que pessoa alguma pode contestar: você ama o clube tanto ou mais que ninguém. Pois se lhe deu Vida, pois se lhe deu a sua vida, se o mimou, se o curou e tratou e agigantou, dias e noites, tantos dias, tantas noites. Porquê agora pôr tudo isso a perder? Todos esses dias? Todas essas noites? Toda essa maravilhosa obra? Está na hora de passar o testemunho que recebeu naquele dia e àquela hora das mãos de Américo de Sá. De dar o lugar a quem sonhe, a quem a alma diga não a perseguições, maquinações, racismos e centralismos, a quem se exalte e se encha de labareda, e possa voltar a pôr o nosso Porto, seu e meu, na tal da corrida que um dia começou e que não terá fim.

Sabe aquela frase feita “Vencer é o que acontece quando te cansas de perder”? Consigo foram anos e anos a fio a vencer e, agora, como que se cansou de ganhar. As suas pernas estão gastas de tanto correr, se adiantar e driblar, o seu coração generoso e abnegado está exausto. A voz calou-se ou já ninguém o ouve. Já não há fome ou sede. O fogo extinguiu-se. O sonho morreu. Está na hora. Ouça-me, Presidente. Chegou o momento. É este. ELES planearam atirar-nos aos lobos e NÓS, pelo caminho, fomos ajudando quando os subestimámos, quando pensámos que o que tínhamos seria eterno e que podíamos viver dos juros. Precisamos de ressurgir com tudo, de voltar e a liderar o raio da matilha. Recuperar o que é nosso. Não desperdicemos nem mais um minuto, já que cada um deles dói e faz mossa. Está na hora. O clube precisa de si.

* O mesmo nome, na mesma semana, hmmmmmmm... no mínimo esquisito, Lápis Azul e Branco. Ainda que tenhas registado primeiro, juro, juro pelo campeonato desta época que a patente é minha e do Roger Waters, pelo que isso não se faz a ninguém, andar na mente dos outros a usurpar ideias pinkfloydianas para títulos de crónicas, ts, ts, ts! É caso para se dizer: “Great minds think alike, and fools seldom differ”. ;)

03 dezembro, 2016

RUI PEDRO, O EXORCISTA.


FC PORTO-BRAGA, 1-0

Sexto jogo consecutivo e sexto empate a ameaçar. O FC Porto arriscou o sexto empate consecutivo e ameaçou bater todos os recordes de que há memória. Num jogo electrizante com sentido único, os Dragões experimentaram todos os azares possíveis na concretização.

Os portistas tiveram de tudo. Desde golos anulados, penalti falhado, bolas no ferro e um super-marafona que quando joga lá para baixo, envergonha a classe dos guarda-redes. Ontem o guardião bracarense defendeu tudo o que havia para defender. E, além disso, tudo o que se dirigia para a sua baliza, batia no seu corpo.


Pela segunda vez consecutiva, o FC Porto jogou contra 10 mas a dificuldade em concretizar essa superioridade torna-se gritante. Primeiro pelos azares já acima focados e depois pela ansiedade e intranquilidade dos Dragões na hora da finalização.

O Sp. Braga entrou no jogo para não perder. Nos primeiros minutos tentou segurar o ímpeto portista mas não conseguiu. E quando tentava sair para o contra-golpe, esbarrava sempre na defensiva dos portistas.

Virem dizer como vi dizer que o Sp. Braga equilibrou o jogo enquanto teve 11 em campo e que se bateu com o FC Porto é digno de um “cego” que não vê mais que o vermelho do seu equipamento e só revela desonestidade intelectual.

Virem dizer que a expulsão é mal assinalada, bem como o penalty é revelar mau perder. É olhar apenas para a sua pequenez e não se aperceber da vergonha de equipa que foi este Sp. Braga. Desde muito cedo, mostrou estar ali para fazer unicamente anti-jogo e não criou uma única situação de perigo para a baliza portista. Casillas acampou no relvado.

Quando cheguei ao fim do jogo e vi braguistas (antigos benfiquistas) e bracarenses (benfiquistas que não são braguistas quando o seu benfica joga) muito escandalizados, apenas posso fazer uma coisa: ter compreensão, paciência e pena. Deviam olhar para o discurso do seu técnico mas como não têm vergonha na cara, só mostram a “lampionada” de que padecem.


Antes de dizer que não é motivo para expulsão, que leiam bem as regras mesmo que tenham sido alteradas. A lei actual diz que se o jogador for para a baliza isolado e for derrubado por um adversário que tenta jogar a bola, deve ser exibido o cartão amarelo. Ora o sujeitinho do Sp. Braga que eu saiba não pode jogar com as mãos e, portanto, não procurou disputar a bola.

Por outro lado, antes de afirmarem que não é penalty que vejam bem o lance e verifiquem onde começa a falta e onde acaba a mesma. A lei também é muito clara. Toda a falta que começa fora da grande área e termina dentro da grande área, deve ser assinalada a respectiva grande penalidade.

Mas por aí, portistas, estamos à vontade porque o penalty não foi convertido em golo. Pela expulsão, aos benfiquistas e aos braguistas, só digo que estejam calados e que façam melhor do que a miséria que mostraram no relvado.

Por fim, insurgirem-se contra os 7 minutos de desconto é brincar com quem quer jogar à bola. Passar a vida a demorar a repor a bola em jogo e simular lesões atrás de lesões, é vergonhoso. Marafona, tem vergonha!

Ao intervalo o resultado era extremamente injusto perante o que se viu. Um penalti falhado, três oportunidades clamorosas de golo, nomeadamente de Óliver e Diogo Jota e uma bola no poste de Danilo. Do Sp. Braga: nada, zero, nicles. Apenas Marafonice que rima com matreirice.


Na segunda metade: que caudal ofensivo! Que massacre! Que noite atribulada! Que azar! E muita marafonice, qual frangueiro no galinheiro da luz. André Silva, Diogo Jota, Óliver, Brahimi, Maxi, Corona… Por mais que se tentasse, a bola não entrava na baliza de Marafona. E quando entrou por duas vezes, os golos foram (bem) anulados. As oportunidades eram constantemente desperdiçadas ou salvas pelo guarda-redes que só brilha contra o Dragão.

Até que ao minuto 95 numa das 1001 tentativas de chegar ao golo, o FC Porto interrompeu um período de 525 minutos sem marcar um golo. Diogo Jota de costas isola Rui Pedro e este, à saída de Marafona, pica-lhe a bola com classe, repondo uma justiça (muito) tardia.

Rui Pedro foi o exorcista de serviço que impediu o 6º nulo seguido. Desta forma, poderá ter injectado um índice de confiança que esta equipa precisa para continuar a lutar pelas provas que o FC Porto tem pela frente.

Destaco esta noite a equipa toda do FC Porto, staff incluído. A união visível entre todos, a crença, a vontade, a perseverança e a resiliência de todos os jogadores. Apesar de ainda não formarem uma boa equipa e de terem muito caminho a percorrer pela frente, todos nós portistas esperamos que apesar de tudo o que se possa passar à volta, esta equipa venha a fazer algo de bonito na presente época.


Deixem-se lá de Depoitres, Maregas e afins e apostem na formação e na prata da casa onde há muita gente com garra e vontade de vestir de azul e branco com capacidade para chegar à vitória. Hoje foi a vez de Rui Pedro.

Os outros dispensáveis só estão cá a encher os bolsos.

Esta vitória e a forma como foi obtida pode dar um índice de confiança extra para enfrentar os campeões ingleses na próxima 4ª feira e, desta forma, carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da Champions League.

O FC Porto obteve um importantíssimo triunfo porque foi perante um adversário tradicionalmente complicado.

Aproveitou a derrota do 1º classificado para reduzir a diferença e, desta forma, estará em condições de também aproveitar no próximo fim-de-semana para recuperar mais alguns pontos que irão ser desperdiçados, inevitavelmente, pelos dois primeiros classificados ou, pelo menos, por um deles.




DECLARAÇÕES

Nuno: “Não nos vamos render”

Alegria pelos adeptos
“Estou feliz essencialmente pelos jogadores e principalmente pelo Dragão, pelo apoio que nos deu o Dragão merecia esta vitória. Depois de alguns resultados menos conseguidos, fizemos um jogo sempre dinâmico, sempre dominador, hoje foi por demais evidente o controle total. Foi sofrer até ao fim e no final o Dragão a festejar, juntamente com a equipa, que é importante, sem dúvida.”

Análise do jogo
“A equipa produziu, conseguimos muitíssimas ocasiões. Apareceu o golo no fim mas poderia ter sido antes e a história do jogo teria sido outra. O Braga foi um adversário que se apresentou para disputar o jogo, não se remeteu à defesa, mas quando ficou condicionado, com dez homens, procurou defender bem e a nossa produção aumentou. O importante é a conquista dos três pontos e com este momento potenciar o nosso crescimento e continuar a acreditar, porque não nos vamos render, é esta a mensagem clara.”

Potenciar o crescimento
“Acho que os resultados não têm identificado o jogo que a equipa tem feito. É difícil contrariar as dinâmicas ofensivas do FC Porto, mas temos muitas coisas para melhorar. Vamos potenciar este momento, os jogadores precisavam dele para se libertarem, acreditar no trabalho feito e continuar, porque ainda falta muito campeonato. Quarta-feira há mais um jogo decisivo e vamos apresentar-nos com a mesma ideia de tentar ganhar o jogo e ser dominadores, porque é assim que as equipas crescem.”


O talento de Rui Pedro
“É mais uma opção. Como dizia ontem, nós, como equipa técnica, não abandonamos nenhum jogador, damos a todos as ferramentas. Interpretamos os momentos e tomamos decisões, é para isso que aqui estamos. Hoje foi o Rui Pedro, parabéns, o golo dele valeu três pontos, mas antes apostámos noutros e continuam todos a ser opções.”

A emoção do diretor Luís Gonçalves no banco
“Foi o que o Dragão sentiu. Depois de 30 remates, tantas ocasiões em que não conseguimos marcar, foi um momento de alívio, alegria e de perceber que precisávamos todos deste momento, essencialmente os sócios do Dragão. Foi essa a minha grande satisfação, nós que somos portistas sabemos que quem mais sofre é o nosso adepto.”

A situação na Liga
“Ainda não estamos na posição em que queremos estar. Somámos mais três pontos, estamos mais perto e vamos continuar. Vamos descansar e pensar em quarta-feira.”

A tragédia do Chapecoense
“Todos o sentimos no universo portista. A resposta do Dragão foi uma clara manifestação de apoio aos familiares das vítimas. Sentimos todos a tragédia e sentiram de forma mais particular alguns jogadores, porque tiveram contacto direto com algumas das vítimas, casos do Alex Telles e do Otávio. São momentos duros, especialmente para eles, mas enquanto grupo soubemos apoiá-los. Também tivemos uma fatalidade entre nós, que foi o falecimento do pai do Boly, e a força do grupo está em saber que há um companheiro ao lado em sofrimento e que é preciso apoiá-lo. Todas as homenagens possíveis no mundo do futebol são poucas, porque isto é que nos faz pensar que há muitas coisas importantes para além do jogo.”



RESUMO DO JOGO

SUPER DRAGÕES - 30 ANOS.


Continua a seca de golos. Não há golos, não há vitórias. Não há vitórias, aumenta a contestação. No espaço de quatro dias voltamos a empatar mais duas vezes a zero e desta vez contra o mesmo adversário!!

Ainda estávamos a desfazer as malas da longa viagem à Dinamarca e poucas horas depois já estávamos de partida para a mouraria. Não é uma deslocação ao estádio dos nossos maiores rivais mas ainda assim é uma deslocação à capital, o que já de si é sempre mais apaixonante do que a outro lado qualquer.


Os mesmos de sempre arrancaram em direcção a Lisboa, vestidos de azul e branco. O Restelo é por tradição um local onde o FC Porto tem sempre um forte apoio! A juntar aos núcleos do Porto e arredores, marcaram presença como habitualmente os núcleos do Sul de ambas as claques. A estes se juntaram os restantes adeptos do FC Porto. Mais de mil apoiantes certamente. Estádio muito longe de estar cheio, como também é habitual naquelas bandas. Em relação ao grupo ultra da casa, uma meia dúzia de gatos pingados.

A equipa não merece o esforço que estes ultras fazem e voltou a não conseguir a vitória. Mais 600 quilómetros percorridos, mais um dia inteiro longe de casa, da família e dos amigos. Mas como quem corre por gosto não cansa, terça-feira lá estávamos no Dragão para novo jogo contra o Belenenses. Seja para a taça da Liga, seja num dia de semana às 21h15 e com transmissão na TV em directo e em canal aberto, a nós não nos interessa nada disso e lá estávamos na curva a apoiar.

Novo empate a zero, continuam sem honrar as nossas cores!

Quarta-feira, véspera de feriado, o grupo do costume esteve em São João da Madeira a apoiar o hóquei em patins em mais uma jornada vitoriosa do campeonato. Mostramos mais uma vez que a época é longa e os jogos contam todos três pontos, não apenas quando defrontamos os rivais eu lutam connosco pelo título.


Quinta dia 1, feriado nacional e dia de jantar comemorativo do 30º aniversário dos Super Dragões. A 30 de Novembro de 1986 nascia aquela que é a maior claque do FC Porto e hoje em dia, uma da maiores e mais respeitadas claques a nível europeu.

Foi na bancada dos Super Dragões que escolhi apoiar o FC Porto, ainda no estádio das Antas. Em pequeno, ainda acompanhado do meu pai e do meu tio, na bancada poente do nosso saudoso estádio, passava imenso tempo a olhar para eles, mesmo enquanto o jogo decorria. Em 2006 tive a primeira experiência de assistir a um jogo no meio deles e não mais vi noutro lado. A última década já tive o privilégio de a presenciar no seio da claque, muito graças aos amigos que desde cedo conheci e com quem me identifiquei. Ultras de verdade com quem aprendi muito do que sei hoje e que me ajudaram principalmente nos primeiros tempos.


Só tenho de agradecer ao FC Porto ter feito na curva amigos para a vida, pessoas a quem hoje posso chamar de irmãos, pessoas que vivem o FC Porto como eu. Parabéns a todos os Super Dragões!

Um abraço ultra.

02 dezembro, 2016

01 dezembro, 2016

UMAS ATRÁS DE OUTRAS.


O futebol é o desporto do povo, vive do povo, depende do povo, só faz sentido com o povo.
O povo são os adeptos, são aqueles que amam o desporto, são aqueles que veneram o seu clube... somos todos nós.
O problema é quando o futebol, e essencialmente quem o comanda, começa a borrifar-se para aqueles que alimentam o desporto rei.
No FC Porto parece que há muito se estão a marimbar para o que pensam e o que sentem os sócios.
Nestes últimos dias, têm-se repetido as faltas de respeito pelos associados,
e já nem falo no absurdo rendimento da nossa equipa de futebol. Vamos a exemplos!

1. Há algumas semanas, fiz aqui a contabilidade do número reduzido de jogos em que havíamos envergado o nosso tradicional equipamento azul e branco. Há aqueles que acham que isso é irrelevante, mas felizmente para a maioria dos portistas não é! Vieram logo os entendidos, presidente Pinto da Costa incluído, dizer que a culpa é da Liga porque a isso obriga. Ora, estava eu a aguardar as partidas da 2ª volta para perceber se nos jogos em nossa casa, todos os clubes iriam usar o equipamento alternativo, mas não foi preciso esperar tanto.
No duplo confronto com o Belenenses, os azuis do Restelo usaram o mesmo equipamento em casa e no Dragão... já nós, jogamos de amarelo em Belém e de azul e branco na terça-feira. Tendo isto acontecido, porque não jogamos então no sábado de azul e branco? Foi a Liga que obrigou? Quem deixou? Ou será que não tinham tempo de lavar o equipamento e colocá-lo a secar a tempo de estar pronto para terça-feira? Fica à análise e reflexão do Sr. Presidente Pinto da Costa que, na última Assembleia Geral, garantiu que só não jogamos de equipamento tradicional quando somos forçados.

2. Entretanto, iniciou-se a taça da Liga, essa bela competição!
Da nossa parte, a estreia fica marcada por mais uma exibição absurda, ficando igualmente o registo de se ter marcado a 1ª jornada desta emocionante competição para as 21:15h, em pleno dia de semana, com transmissão direta em canal aberto, numa fase de rendimento desportivo como aquele que é conhecido. Não foi seguramente para os adeptos que este jogo foi agendado.
Mas de facto esta competição é muito própria, e para a qual eu acredito que o FC Porto nem sequer olha. E concluo isto, não só pelos desempenhos num passado recente, mas essencialmente pela não reacção relativa aos moldes e local a disputar a final four.
O FC Porto permitiu, sem protesto ou posição firme que se conheça, que o inovador modelo de final four implementado para este ano, venha a ser disputado no Algarve, com as meias-finais a serem disputadas em pleno dia de semana. Resumidamente, se formos apurados para as meias-finais, jogaremos frente ao vencedor do grupo do slb numa quarta-feira em pleno estádio do Algarve. Se ganharmos, lá voltaremos no domingo seguinte. Ou seja, qualquer adepto da cidade invicta que queira acompanhar a equipa nesta fase final da competição, terá que não trabalhar, no mínimo na quarta-feira e fazê-lo na quinta-feira quase de direta, após percorrer 1200kms. No domingo repete a dose de mais 1200kms e vai trabalhar segunda-feira quase de direta. Ora, 2400kms em 4 dias, com portagens pelo meio e dias de trabalho a meio gás, é caso para agradecer a tão brilhante mente que se lembrou deste modelo. Mas agradecer ainda mais a todos aqueles que supostamente nos deveriam defender, mas que simplesmente não têm voz.
Se isto é proteger os adeptos, se isto é estar preocupado em ter apoio, se isto é cultivar a relação clube/adepto, então está tudo dito sobre esta ligação.


3. Mas, infelizmente, não ficamos por aqui em situações bizarras!
Ficamos esta semana a saber que vamos disputar a 14ª jornada antes da 15ª, tudo a bem de os jogadores do FC Porto poderem entrar de férias mais cedo e mais prolongadas. Ora, tal não deixa de ser hilariante quando ouvimos até à exaustão a resposta repetida e redonda do nosso treinador a dizer que “Temos que trabalhar mais!”. Pois bem, se vão estar mais tempo de férias, significa que vão estar mais tempo sem treinar, mais tempo sem tentar consolidar processos, mais tempo sem apurar a forma física, mais tempo sem tudo. No estado desportivo actual, é de facto um cenário que se compreende e se aceita de bom grado.
Factualmente, os jogos da 14ª e 15ª jornadas são ambos em casa com Chaves e Marítimo respectivamente. Entretanto, foi antecipado o jogo da 15ª jornada frente ao Marítimo para uma quinta-feira (!!!!), dia 15 de Dezembro às 20:30h, e retardado o jogo da 14ª jornada com o Chaves para uma segunda-feira, dia 19 de Dezembro. Desta forma, todas as donzelas que fazem parte do grupo de trabalho e que são pagas a peso de ouro, entram automaticamente de férias, pois só regressam à competição a 30 de Dezembro, novamente no Dragão, para a palpitante recepção ao Feirense para a taça da Liga.
Se eu não estivesse a escrever em público, diria “Vão todos gozar com o C#r%lh&”, mas como estou num espaço que me merece o maior respeito, apenas pergunto que falta de vergonha é esta, que indignidade é esta, que desrespeito é este? É este o caminho? Então estamos conversados...
Boas férias a todas as donzelas, até porque de facto ainda ninguém percebeu se vocês não estão de férias desde Agosto! Divirtam-se, comam como abades, bebam como desalmados, e depois regressem à estância balnear do Dragão para fazerem o obséquio de jogar à bola, afinal aquilo que supostamente vos faz levar algumas dezenas de milhares de euros no final de cada mês.
Mas atenção: a culpa não é dos jogadores! A culpa é de uma estrutura profissional do futebol absolutamente ridícula que permite, patrocina e promove esta situação. Perderam a vergonha, a compostura, e tratam o clube como se fosse o seu quintal, achando que não têm que dar explicações e justificações a ninguém, e desculpem-me a expressão, mas, estão-se cagando para todos nós!

Termino meramente com uma reflexão: Não há ninguém na estrutura do nosso clube que pense e defenda os adeptos? Não existe ninguém que erga a voz para proteger os adeptos e alertar para estas atrocidades? Será que aqueles que semana após semana, jogo após jogo, acompanham no estádio o nosso Porto, são apenas uns meros fantoches?

Até sábado no sítio do costume!

29 novembro, 2016

AÍ VÃO 430…


FC PORTO-BELENENSES, 0-0

Sr. Nuno Espírito Santo, há quantos minutos o FC Porto não marca um golo? Eu respondo: 430 MINUTOS. Quase 5 jogos completos. É de facto impressionante como uma equipa como o FC Porto não consegue abanar as redes. O Sr. Nuno é capaz de ficar na história do clube, batendo um record estrondoso. Mas será que tem a noção de que está a treinar um dos melhores clubes da Europa e do mundo, que venceu tudo o que há para vencer?

Sr. Nuno, isto não é o Rio Ave, nem sequer o Valência. Isto é o FC Porto, um clube que ERA respeitado e temido pelos adversários. Hoje qualquer adversário joga contra a equipa que dirige e pensa logo em vencer e dá o empate como um resultado normal. Até o Belenenses consegue empatar duas vezes consecutivas com V. Exª, mesmo com dez jogadores em campo.


Se calhar no Rio Ave empatar cinco vezes consecutivas e marcar um golo ao benfica é um brilharete. Se calhar no Valência, nem tanto mas no FC Porto, tenha lá paciência. É insustentável.

É incompreensível, inaceitável, inacreditável! Mas eu não lhe posso colocar todas as culpas. Nem sequer a maior parte delas. A culpa não é só sua. Longe de pensar uma coisa dessas! Mas é de quem o promove, de quem o contrata e de quem lhe dá as condições que V. Exª. gostaria de ter mas não tem. Além disso ainda arca com as culpas dos outros e há-de arcar com as vindouras.

Daqui por pouco tempo vamos vê-lo a sair chamuscado pela porta do Dragão e veremos outro prontinho para entrar no forno. As culpas vão continuar a recair nos mesmos. Agora em V. Exª, daqui a um tempo no seu sucessor.

Mas onde eu posso questioná-lo, é quando tento perceber porque é que o Brahimi não é opção para uns jogos importantes e já é opção para uma tacita da liga; é quando tento perceber porque é que o João Carlos Teixeira sofre do mesmo problema do Brahimi, com a agravante de se ter estreado apenas esta noite em jogos oficiais; é quando tento perceber a utilidade de Varela; é quando tento perceber a insistência em Depoitre (qualquer avançado da equipa B ou dos juniores é bem superior) mas aí o Sr. Nuno não tem culpa da sua contratação apesar de ter sido dito que foi a sua aposta; é quando tento descobrir a qualidade do Herrera.


Podemos vir falar em arbitragens, em erros grosseiros em 8, 9 ou 10 jogos em que o FC Porto foi severamente prejudicado pela equipa do apito mas o facto é que o FC Porto não joga nem produz o suficiente para contrariar um pouco esses erros de arbitragem. O FC Porto parece um pouco como as montanhas-russas. Pode fazer um bom jogo e depois passa três ou quatro a “não dar um carro de mato”.

Nulo! Mais uma nulidade deste FC Porto. E novamente contra um Belenenses em inferioridade numérica desde o minuto 40 por expulsão justa de Benny numa entrada sobre R. Neves.

A Taça da Liga, continuo a dizer como sempre disse, é uma prova dispensável mas como está no calendário e tem de ser cumprida, então dê-se oportunidade aos jogadores que pouco ou nada jogam. Foi o que o treinador do FC Porto fez e bem. Mas as opções não são verdadeiras opções. Pelo menos uma boa parte delas.

O jogo desta noite decorreu à semelhança do jogo do Restelo. O FC Porto a tomar as rédeas do encontro e o Belenenses a defender atrás, espreitando o contra-ataque que desta vez nem sequer existiu.


O FC Porto teve alguns bons apontamentos individuais com destaques para Inácio (o estilo lembra-me Alex Sandro mas mais rápido), Rui Pedro (Depoitre que estás cá a fazer?) e João Carlos Teixeira (porque não jogas?).

Na primeira parte, cerca da meia hora de jogo ainda foi anulado um golo limpo (mais um) aos Dragões por fora-de-jogo inexistente a Felipe e perto do intervalo o Belenenses ficou reduzido a 10. Esperava-se que a partir daí o FC Porto teria o jogo facilitado para a etapa complementar.

Puro engano. O FC Porto não desenvolveu futebol convincente, nem sequer ameaçou seriamente a equipa de Belém. Ficam dois registos apenas. Um remate em arco de Brahimi que Ventura defendeu para canto e uma jogada individual muito bonita de Rui Pedro que, depois de tirar dois adversários do caminho, rematou ao poste da baliza azul.

Zero, zero e mais zero! Assim vai o FC Porto na presente época. Com mais um nulo, o Dragão não sabe o que quer dizer golo, baliza, festejo, alegria… Depois de Paulo Fonseca/Luís Castro, Lopetegui/Rui Barros/José Peseiro, temos Nuno Espírito Santo. Quem se seguirá para a fogueira?

Lembram-se do cemitério de treinadores dos anos 90 para os lados de Carnide? Agora parece que há um crematório no reino do Dragão.


A banda da música, no entanto, segue o seu caminho, assobia para o lado e vai definhando até ao momento em que tudo ficar em cinzas. Quando muita gente se aperceber, será tarde demais. O pior cego não é aquele que não vê, mas sim aquele que não quer ver.

Seguem-se dois jogos na agenda do Dragão de importância elevada: recepções ao Sp. Braga (3º classificado com mais um ponto do que o FC Porto) para a Liga NOS e Leicester para a Champions League que decidirá se nos mantemos ou não na liga milionária pelo menos até princípios de Março.



DECLARAÇÕES

Nuno: “O resultado é totalmente injusto”

Falta de golos
“É algo que preocupa, que é injusto acima de tudo pelo trabalho que os jogadores fazem. Não conseguem ver materializado o trabalho, o esforço e a dedicação. Trabalhamos, insistimos e cremos que isto vai acabar e que vamos conseguir reverter a situação. É um problema que é claramente ultrapassável. O caminho é o trabalho: amanhã de manhã começamos a preparar isto para consolidar o que de bom fazemos e para melhorar claramente o que temos de melhorar. Produzimos demasiado para não conseguirmos fazer um golo.”

430 minutos sem marcar
“É a crua realidade dos números, são muitíssimos minutos, mas também são muitíssimas oportunidades criadas pela nossa equipa. Mas também diria que todos esses empates tiveram muitíssimo mais perto de serem vitórias nossas. É verdade que temos que melhorar a eficácia, mas devo sublinhar como contraponto a nossa solidez defensiva em que permitimos pouquíssimos remates aos nossos adversários.


O momento da equipa
“Reconhecemos que o momento que vivemos é difícil. E como estamos conscientes disso, sabemos o trabalho que termos que realizar. A nossa preocupação é saber controlar todos os fatores de tranquilidade e ansiedade, assim como potenciar o nosso aspeto ofensivo. Os nossos adversários sabem disso e optam por uma estratégia de desagaste colocando muitos jogadores atrás da linha da bola, como foi o caso de hoje. O resultado é totalmente injusto.”

Agradecimento aos adeptos
“Fizemos um pedido ao Dragão para nos apoiar, ele apoiou-nos e não fomos merecedores desse apoio. Agradecemos a fé e a paciência que os adeptos tiveram para connosco. No sábado queremos estar à altura do Dragão e dar-lhe a alegria dos três pontos.”

Momento encarado de frente
“Nós somos responsáveis por encontrar os caminhos para materializar a produção que temos feito. O momento é este e encaramo-lo de frente. Amanhã começamos a preparar duas competições diferentes, primeiro o jogo com o Sporting de Braga, depois o jogo com o Leicester, que nos pode dar o acesso aos oitavos da Champions. O momento só tem um caminho, que é o trabalho. Os jogadores estão tristes mas estão conscientes do que fazer.”

Nuno com força
“Se me sinto com a mesma força? Totalmente! Seria injusto pensar em mim neste momento. Penso na equipa. Tenho demasiado respeito por este clube, demasiado respeito pela massa adepta e respeito pela minha profissão, que não me faça amanhã levantar e dar tudo o que tenho.”

Condolências
“Apresentemos os sinceros sentimentos a todos os familiares das vítimas do desastre de avião com a equipa do Chapecoense e também ao Boly, pelo falecimento do seu pai.”



RESUMO DO JOGO

COBARDIAS.


Muitas referências se fazem a Nuno Espírito Santo (NES) na bluegosfera, sobre superlativos escatológicos, ou diminutivos hortícolas, no que respeita às suas abordagens aos jogos. Contudo, a minha opinião vai em sentido absolutamente contrário. NES é um Homem de coragem! Aliás, é preciso sê-lo para aceitar um cargo que tem tudo para correr mal. Primeiro pelo seu parco currículo, que o faz caminhar na corda bamba, sem qualquer rede de proteção para o fracasso. Segundo, porque no minúsculo universo futebolístico nacional, quem não obtiver sucesso ao comando de um grande (e mesmo assim...), tem a sua certidão de óbito desportivo assinada. Terceiro, porque nos últimos 30 anos, este é o pior momento para qualquer treinador pegar no FC Porto, pela margem abaixo de zero que tem ao mínimo contratempo que surja.

Posto isto, há que classificar de injustas e infundadas as críticas de cobardia a NES. Coragem é o que não lhe falta, com ou sem o apadrinhamento de Jorge Mendes.

Avancem quatro a ver se conseguimos marcar um golito...
Quanto à capacidade para desempenhar o cargo... bem, muitas linhas, reticências, dúvidas, interrogações, ou quaisquer outros eufemismos que queiram avançar. Tentando ser justo e equilibrado na análise, penso que NES trouxe uma grande mais-valia ao nosso sistema defensivo. Por sua vez, conseguiu destruir quaisquer valências ofensivas que a equipa tivesse. Lembro-me de os adeptos se queixarem do bocejo de jogo que o sistema de Lopetegui lhes inspirava. Contudo, apesar de agora os jogadores correrem o dobro ou o triplo, os golos marcados e os resultados são bem inferiores comparados com o tempo do basco.

Se analisarmos um jogo do FC Porto actual, é um pequeno motivo de orgulho a dificuldade que os adversários têm em criar-nos oportunidades de golo. No entanto, temos que ser bem condescendentes ao analisar as nossas próprias situações de golo. Se somarmos Chaves, Copenhaga e Restelo, creio que não será exagero dizermos que nesses 300 minutos conseguimos contabilizar uma meia dúzia de situações de golo evidentes. Meia-dúzia! Esse seria o número de oportunidades que estávamos habituados a ver num só jogo do FC Porto. Não em três, contra equipas banais, e com um prolongamento num deles. Esta crua estatística torna a argumentação de Nuno numa redonda falácia. A equipa do FC Porto não está perdulária. O problema da equipa do FC Porto é que simplesmente não consegue criar situações de real perigo para as balizas adversárias.

Chega a ser pornográfica, a quantidade de cruzamentos para a área que não encontram a melhor opção. Ou porque são feitos para a pequena área e os avançados estão na marca de penalty, ou porque são feitos atrasados para a marca de penalty e os avançados estão na pequena área. Já para não referir a enormidade de bolas bombeadas por Casillas ou pelos centrais para a terra de ninguém.

Caramba! Lembro-me dos tempos de chavalo, em que se arranjavam equipas com os rapazes que estivessem nas redondezas da bola, e em meia-hora de jogo já tínhamos o entrosamento como se nos conhecêssemos desde sempre. Como é possível em quase 6 meses de treinos, alguém não dizer aos atletas, que quando um sobe, o outro tem que ficar atrás? E vice-versa? Ou alguém explicar conceitos como tabelas, jogadas de 2x1 ou bolas paradas?

Como a maioria - para não arriscar dizer a totalidade - dos portistas, não posso escamotear a minha presente insatisfação com NES. Dou-lhe o mérito pelo espírito de grupo e equilíbrio defensivo que trouxe à equipa. Contudo é absolutamente frustrante vermos os nossos rapazes a darem tudo em campo, para no final este esforço se resumir a fugazes tiros de pólvora seca. Estando nós em época natalícia, vou recorrer à criança que há em cada um de nós, e acreditar que NES é capaz de treinar processos ofensivos. Aconteça esse feito, e o FC Porto estará recolocado no bom caminho e com uma palavra a dizer no que resta da temporada.

Critique-se, exijam-se melhorias, mas que haja bom senso em todos para não se voltar a entrar na via da guilhotina. Mesmo que, num cenário hipotético, se se fosse contratar o melhor treinador disponível no momento - esse seria sem margens para dúvidas o atual comentador da RTP - só para o último terço da época conseguiríamos ver resultados concretos, após um necessário conhecimento mútuo. Escusado dizer que por essa altura estaríamos a esgrimir uma dura luta pela Europa, ou pior. Na temporada passada bati-me para que a emoção não vencesse a razão. Infelizmente a História validou-me em pleno a argumentação. Na presente temporada, reitero a mesma opinião. Uma eventual mudança de treinador não resolverá os nossos problemas imediatos. Por muitas lacunas que tenha, não considero NES pior do que Paulo Fonseca. E vejam que aquele até já parece ter qualidade...

Decerto que se tivéssemos um filho que enveredasse por maus caminhos, não iríamos abandoná-lo à sua sorte. Tentaríamos ao limite das nossas forças ajudá-lo a ultrapassar esse o momento menos feliz. O FC Porto atual encarna cada vez mais esse filho. Perdido. Ultrajado. Abandonado. Ele precisa de nós e do nosso apoio. Não é a encher a Alameda do Dragão ou Aliados em noites de conquistas que se encontram os melhores portistas. Esses, estão lá sempre.


Fazendo uma pequena viagem no tempo a finais de Maio, numa altura em que diariamente surgiam uma miríade de nomes para substituir Peseiro, não estarei em erro ao assumir que nenhum deles reuniria tanto consenso, motivação e esperança nas hostes portistas, como o de André Villas Boas.

Apesar de nunca ter sido assumido por ninguém, não me acredito minimamente que o técnico não tenha sido sondado atempadamente por Pinto da Costa para essa função, até pelas boas relações que existem entre os dois. Especulação, ou não, a verdade é que o treinador preferiu a inação sabática, em detrimento de socorrer o clube do coração, quando mais de si precisava.

Para surpresa geral, ficamos a saber no início deste mês de Novembro, que por 12 milhões de razões é possível encontrarmos um novo romance. 12 milhões de razões... ou o medo do falhanço.

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

A escolha para jogo da semana recai sobre o único que se realizou no nosso reduto, onde a nossa equipa de ANDEBOL recebeu os vice-campeões austríacos do Bregenz que este ano falharam a Liga dos Campeões com o abc em sua casa.

A equipa trazia do jogo na Áustria uma vantagem de 1 golo, para além dos 28 golos marcados que poderiam ajudar em caso de desempate. Entramos forte no jogo e rapidamente alcançamos uma importante vantagem, o que levou o treinador Robert Hedin, vice-campeão olímpico em 1992 e 1996, a pedir desconto de tempo aos 7 minutos de jogo. Ao intervalo, a vantagem era já de 6 golos (17-11) o que indiciava que o apuramento deveria ser uma realidade.

A segunda parte permitiu dar minutos à generalidade dos atletas para as duras batalhas que se avizinham. O melhor marcador foi António Areia com 7 golos, num resultado final de 31-29, curto para o que se passou dentro das 4 linhas, mas que permitiu alcançar o objetivo do apuramento.

O sorteio ocorrerá agora na próxima 5ª feira, dia 01/12, a (1/12), com estes potenciais adversários, fazendo fé que a sorte esteja do nosso lado e nos permita sonhar com o apuramento para a próxima fase.

Entretanto, o andebol regressa já hoje ao Dragão Caixa com a receção ao Sporting da Horta.


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de BASQUETEBOL, depois de 3 derrotas consecutivas (2 europeias e na visita a Guimarães), deslocou-se a Ovar e venceu a equipa local. A entrada no jogo foi favorável aos vareiros que chegaram ao fim do 1º período a vencer por 21-18. No entanto, a nossa equipa reagiu bem e ao intervalo a liderança já era nossa por 41-34.

O 3º quarto foi novamente favorável aos campeões nacionais que lideravam por 61-46 ao fim de 30 minutos. O resultado final de 79-66 permitiu o regresso às vitórias.

A nossa equipa desloca-se à Madeira, amanhã, para acerto de calendário em jogo respeitante à 5ª jornada. No sábado, será o regresso do andebol ao Dragão Caixa com a receção à Oliveirense.

Já em relação ao HÓQUEI EM PATINS, deslocação a Bassano para a 2ª jornada da Liga Europeia, onde se pretendia demonstrar que o deslize na receção aos franceses do Mérignac (1-1) tinha sido mero acidente de percurso.

O jogo não se iniciou da melhor forma para as nossas cores, e ao intervalo perdíamos por 1-0. A 2ª parte iniciou-se em modo pesadelo, com o 2-0 a aparecer com um golo de um lampião emprestado ao Bassano. Contudo, este golo do inimigo serviu de despertador para a nossa equipa que em 10 minutos fez 3 golos e viramos o marcador a nosso favor. 5 minutos depois, um velho conhecido, Massimo Tattarani, empatou o jogo e a nossa vida parecia de novo complicar-se mas, a 4 minutos do fim da partida, Reinaldo Mallea fez o 3-4, resultado com que o jogo terminou (jogo completo AQUI).

Entretanto, a equipa volta a jogar amanhã, com a deslocação a S. João da Madeira para acerto de calendário. O regresso a casa, ocorrerá apenas no dia 10/12 com a receção à Oliveirense. Até lá, nova deslocação, no sábado, desta feita a Alverca para defrontar os violadores de regulamentos, o sporting.



Abraco,
Delindro