21 maio, 2019

O MEU ÚLTIMO POST. MUITO OBRIGADO A TODOS VOCÊS!


420 posts depois, quase 12 anos depois (estreei-me em junho de 2007) do meu 1º texto, escrevo pela última vez neste espaço de referencia da blogosfera azul e branca.

Ao longo destes quase 12 anos partilhei com todos vocês as minhas alegrias, tristezas, dúvidas e reflexões sobre o CLUBE QUE TANTO AMO.

Durante esses 12 anos em que aqui escrevi, partilhei convosco seguramente muito mais alegrias que tristezas. Apesar dos últimos anos não terem sido famosos, neste período de tempo partilhei convosco a alegria de uma brilhante conquista europeia, algo em que os nossos rivais não metem a mão há mais de 50 anos, partilhe a conquista de um tetracampeonato em 2009, a brilhante conquista em 2011 com as luzes fechadas e a rega acesa, o momento Kelvin, o fantástico campeonato ganho no ano passado impedindo mantendo-nos como último clube português que detém um pentacampeonato, por entre outros momentos de conquista que felizmente tivemos ao longo destes anos.

No meu último post, quero de forma muito especial deixar as seguintes palavras:

Muito obrigado ao fundador e administrador deste blog por me ter dado a oportunidade de escrever neste fantástico espaço, escolhendo-me no já longínquo casting de escolha de “novos bitaiteiros” em meados de 2007. Obrigado por tudo!

Muito obrigado a todos os atuais e antigos colaboradores do blog pelos momentos de reflexão, partilha de alegrias e também algumas tristezas. Foi um prazer ler os vossos artigos e refletir convosco sobre o nosso FC Porto!

Muito obrigado a todos os meus leitores, a quem comentou os meus posts, a quem comigo refletiu sobre o nosso FC Porto e até a quem discordou por completo das minhas opiniões, porque a divergência é também de salutar em democracia. A liberdade permite isso mesmo, a livre troca de ideias, sem mordaças, sem medos, nem limitações. O meu objetivo foi sempre refletir em conjunto e nunca escrever textos em modo monólogo, apenas agarrado às minhas convicções. Procurei sempre interagir com quem comentava os meus posts, promovendo um debate saudável, frutuoso mas sempre com respeito pelo clube e seus profissionais;

OBRIGADO A TODOS!

FC PORTO SEMPRE... NAS VITÓRIAS E NAS DERROTAS!!!

18 maio, 2019

futebol, 18:30, sporttv1 – FC PORTO 2-1 sporting

CAMPEONATO DA VERGONHA

À entrada para a última jornada do campeonato da vergonha, o FC Porto tinha ainda uma palavra a dizer em relação ao desfecho desta competição de mentiras e aldrabices. O futebol português mergulha cada vez mais num manto de suspeições e de falta de verdade desportiva, mas a comunicação social parece uma daquelas lavandarias multinacionais que não se cansa de trabalhar dia após dia. 

Como apenas interessava vencer o seu jogo e esperar por um improvável trambolhão em casa do seu rival, o FC Porto fez o que lhe competia no seu estádio. Venceu o Sporting por 2-1, mas manteve-se e terminou no 2º lugar da prova. Sérgio Conceição escalonou um onze muito próximo daquele habitual onze-base. Apenas Brahimi ficou no banco, cedendo o lugar a Otávio. Na defesa, Militão regressou à ala, deixando a dupla de centrais formada por Pepe e Felipe.

Desde o minuto inicial que o FC Porto procurou o golo, mas sem precipitações. Os Dragões sabiam que tinham um oponente de valor e que iria vender cara a derrota na partida. Contudo, aos 17 minutos, Corona aproveitou muito bem uma desatenção defensiva leonina e na contra-ofensiva foi agarrado por Borja quando se isolava para a baliza de Renan. O árbitro, incompetente como quase sempre, mostrou a cartolina amarela, mas foi alertado pelo VAR para rever a decisão. Convidado a visualizar as imagens, reverteu a decisão, mostrando a competente cartolina vermelha ao jogador leonino, sem margens para dúvidas.

Já é hábito nos jogos do FC Porto a tomada de decisões permanentemente erradas e sempre contra o FC Porto. Quando vejo os jogos da equipa azul-e-branca, tenho evitado, por exemplo, festejar os golos antes de confirmados porque já sabemos que estes artistas são capazes de meter as mãos pelos pés e tomar as decisões mais absurdas que há no futebol. A tecnologia do VAR provou esta época que, em vez de vir para ajudar como seria suposto, veio para “aldravar”.

Depois da expulsão, os Dragões tiveram uma maior predominância no jogo como seria de esperar e criaram verdadeiros embaraços para a defensiva verde.  O s ataques e tentativas à baliza de Renan sucederam-se minuto a minuto. Marega esteve perto do golo à passagem dos 25 minutos e dez minutos depois chegou mesmo a introduzir a bola na baliza contrária, mas o maliano estava em fora-de-jogo. A fechar o primeiro tempo, Alex Telles quase repetia o golo marcado na Madeira, na semana passada, mas Renan sacudiu a bola com a ponta dos dedos. 

Sérgio Conceição foi para o intervalo com a clara sensação de que haveria que mudar algo na equipa, principalmente pelo facto de estar a jogar em superioridade numérica. Manafá e Brahimi entraram ao intervalo para os lugares de Pepe e de Otávio. Militão passou para o centro da defesa, fazendo parelha com Felipe. Apesar destas mudanças, a equipa portista não conseguiu asfixiar o seu adversário. A equipa do Sporting estava bem organizada no seu terreno e espreitava o contra-ataque, mas sem efeitos práticos. 

No entanto, à passagem dos quinze minutos da etapa complementar, o Sporting, sem nada justificar, aproveitou da melhor forma um erro defensivo portista. Num passe disparatado de Corona, Diaby desmarcou Phelyppe e este colocou a bola na baliza de Vaná. Sentiu-se, no estádio, que o golo não iria ser entrave para o FC Porto virar o jogo, mas havia que ser mais assertivo e rigoroso a atacar.

A equipa portista começou a carregar fortemente sobre a equipa lisboeta. Danilo rematou à trave aos 72 minutos e cinco minutos depois na cobrança de um pontapé de canto cobrado por Corona, a bola foi ter à cabeça de Soares que a colocou, de imediato, à mercê do trinco português. O jogador portista, também de cabeça, empatava a partida.

Depois do empate restabelecido, assistiu-se a um verdadeiro sufoco à baliza de Renan. O lance que antecede o segundo golo portista é sintomático. Marega isolou-se pela direita, aos 86 minutos, colocou a bola para o remate de Aboubakar, entretanto entrado para o lugar de Telles. A bola foi defendida por Renan e sobrou para Herrera que também rematou dentro da área contra um defesa contrário. Acuña tentou sair a jogar, mas a bola foi interceptada por Corona. O mexicano cruzou para o cabeceamento de Soares para a baliza. Só que Mathieu salvou a bola em cima da linha de baliza, com um corte para cima das malhas. 

Na sequência, o canto foi batido por Corona, Felipe interceptou de cabeça e Herrera, num pontapé de moinho, fez o resultado final, colocando os Dragões em vantagem. Com 2-1, o Sporting jamais conseguiu reagir. Apesar de tudo, tempo ainda para uma confusão entre jogadores de ambas as equipas que culminou com a expulsão de Corona.

Terminada a liga da vergonha, as atenções viram-se para a final da Taça de Portugal, no estádio de Oeiras onde o FC Porto volta a medir forças com o Sporting, no próximo Sábado. O vencedor desse jogo vai arrecadar o segundo troféu mais importante do futebol português. Esperemos todos que a falta de vergonha não se transfira para o Jamor. 

12 maio, 2019

PASSEIO PELA MADEIRA.


NACIONAL-FC PORTO, 0-4

A viagem à Madeira foi para o FC Porto uma deslocação tranquila e sem sobressaltos. Os Dragões apresentaram-se com o claro objectivo de conquistar os três pontos e manterem a decisão do título até à última jornada. Sem realizarem uma grande exibição, os azuis-e-brancos dominaram e controlaram o jogo desde o início.

Sérgio Conceição, sem poder contar com Herrera e Brahimi e deixando Pepe no banco, apostou num meio-campo com Danilo e Óliver com o apoio de Otávio que descaía para as alas. O jogo iniciou-se com as devidas cautelas, até porque o Nacional jogava a derradeira oportunidade de se manter na primeira liga.


Não foi por acaso que aos 12 minutos o Nacional desperdiçou uma soberana oportunidade de golo. Militão cortou um lançamento longo de cabeça, mas de uma forma deficiente, Vaná saiu extemporaneamente da baliza, a bola sobrou para Marakis que, de baliza aberta, rematou às malhas laterais. O primeiro e único momento de grande susto para o FC Porto foi, de facto, a primeira situação de jogo.

Na resposta, o FC Porto chegou ao golo. Alex Telles foi chamado a cobrar um livre quase em zona frontal, após derrube a Otávio, e inaugurou o marcador com um golo de belo efeito. A partir daí o Nacional parece ter acusado o golo e o FC Porto baixou, de certa forma, a intensidade. O jogo perdeu alguma emoção e o ritmo baixou, de certa forma.

Perto da meia hora, Óliver Torres, em “slalom”, aproveitou o espaço para correr até à grande área do Nacional e rematou para a baliza contrária com sucesso. O jogo tornava-se um pouco à semelhança do que aconteceu há 15 dias atrás em Vila do Conde. Uma vantagem de dois golos que dava um certo conforto, mas jamais para descansar à sombra de tal "score".


Até ao intervalo, o Nacional ainda ameaçou a baliza de Vaná sem grande perigo e o FC Porto chegou com perigo à baliza de Daniel, num remate de meia distância de Marega para defesa apertada do guardião contrário.

O regresso das cabines pouco trouxe de novo. O FC Porto numa toada morna, a controlar o jogo e o resultado e o Nacional sem conseguir criar qualquer situação de golo junto da baliza de Vaná. Aos 55 minutos, no entanto, os Dragões concretizaram com sucesso o que desperdiçaram frente ao Rio Ave. Otávio desmarcou Marega, em profundidade e este cruzou para a área, onde Corona, à meia volta, fez o 3-0.

Com o resultado de três golos de diferença, o Nacional deitou, por completo, a toalha ao chão. O FC Porto aproveitou para levar mais perigo à baliza alvi-negra, mas Marega, isolado, desperdiçou o lance.


Tempo ainda para o “artista” do costume prevaricar contra o FC Porto. Riascos escapou-se para a baliza portista e, na grande área, simulou, autenticamente, um penalti. Carlos Xistra, a dois metros do lance, apontou para a marca de onze metros. O VAR, chamado a intervir, aconselhou o “artista” a visualizar o lance. Depois de rever, Xistra reverteu a decisão. Um lance claro como a água e visível a olho nu, mas já sabemos o que a casa gasta.

A dois minutos do fim, na conversão de uma grande penalidade (agora, sim, existente), Marega estabeleceu o resultado final, ampliando o resultado para 4-0. Com este resultado, o FC Porto adiou a decisão do campeão para a última ronda. O seu rival venceu também o seu jogo, com uma arbitragem escandalosa como não há memória.

Com o campeonato praticamente decidido a favor dos nossos rivais, ao FC Porto resta terminar a prova da melhor forma com uma vitória frente ao Sporting e preparar, da melhor forma, o jogo da final da Taça de Portugal frente ao mesmo adversário que pode valer um troféu, atenuando, assim, a perda do bicampeonato.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Tornámos o jogo mais fácil"

A vitória num jogo exigente
“A pressão faz parte do nosso dia a dia, no sentido em que somos muito exigentes no nosso trabalho. Era um jogo que se podia complicar, porque era uma final para o Nacional, num dia muito quente, e o Nacional tem boas individualidades. Tornámos o jogo mais fácil, muito focado no objetivo e no que foi planeado, com o intuito de explorar algumas das fragilidades defensivas do Nacional. Conseguimos muitas oportunidades e o resultado é um espelho do que se passou no campo.”

A disputa pelo título nacional
“Nós tínhamos de fazer o nosso trabalho. O compromisso deste grupo era sermos primeiros no fim deste jogo. Não dependemos de nós para sermos campeões. Queremos ganhar o nosso último jogo, no Dragão.”


Os nervos gerados por uma luta acesa
“Os nervos estão sempre presentes para quem vive isto com paixão. Quando não os há, nós arranjamos motivos para tê-los.”

Um grupo especial
"Desde que comecei a minha caminhada no FC Porto, a união tem estado sempre presente e tem sido um fator importante que nos permitiu ganhar o campeonato no ano passado, a Supertaça e ter a possibilidade de ganhar a Taça de Portugal. O espírito é bom e já o disse. Este é o melhor grupo que apanhei como treinador e jogador."



RESUMO DO JOGO

10 maio, 2019

CARTA A IKER CASILLAS.


Caro Iker,

Tu, que já ganhaste tudo o que havia para ganhar, que és um dos guarda-redes mais emblemáticos e históricos do futebol, que já foste campeão do mundo, que foste campeão europeu mais do que uma vez, és hoje atleta, embaixador, cidadão e adepto do Porto. Da cidade e do clube. És um dos nossos, dragão.

Vieste sem grandes vedetismos, caprichos, manias. Tiveste várias contribuições e defesas decisivas, grandes exibições, e só é pena teres começado com planteis e equipas menos vitoriosas. Vieste para um clube ganhador numa das suas fases menos vitoriosas e mais difíceis dos últimos trinta anos. E mesmo assim persististe, continuaste, demonstraste sempre gratidão, vontade, orgulho. Mantiveste sempre uma relação saudável e exemplar com o clube e a cidade, e tornaste-te um dos maiores e melhores embaixadores que já tivemos por cá. Além disso, continuas a demonstrar algo que me fascina, algo em que a maior parte de nós se revê: odeias perder, fazes tudo para vencer, ages como se estivesses no inicio da carreira, como se tivesses ainda muito a provar. És um campeão, no campo e na vida. E és também um senhor, dentro e fora e dele. Desenganem-se todos aqueles que acham que isso é só um pormenor.

Porém, há uns dias levámos todos um grande susto. Tu e os teus mais próximos, acredito, ainda mais. Acredito que todos, mesmo todos, tu, família, amigos, adeptos, Nação Portista, e até comunidade do desporto em geral, percebemos que há vitórias muito mais importantes do que aquelas que se jogam dentro das quatro linhas. Sempre houve. É pena é que tenha de ser um susto destes a lembrar-nos disto, mas ao menos louvemos o facto de existirem valores superiores que permanecem. Em todo o lado, sublinhe-se.

Enfarte do miocárdio. Hein? Num atleta como tu, desportista, saudável, regularmente seguido e vigiado, em plena atividade? Pois, pode mesmo acontecer a qualquer um. Por menos sentido que isso faça. Valha-nos o desfecho do episódio: a boa notícia de que poderás ter uma vida (leia-se, junto dos teus mais próximos pelo menos) normal. Mereces, mereces muito poder também desfrutar de todo o teu percurso até aqui, e de tudo aquilo que quiseres mais – da cidade (do Porto, e de Madrid se quiseres muito), e do clube (do nosso Futebol Clube do Porto, e do teu de sempre Real Madrid, vá que não somos tão invejosos assim), e de tudo o que fizer mais sentido na vida.

Aquele minuto 1 do jogo em casa com o Aves em que o estádio se levanta a gritar por ti é emocionante. É emocionante porque ali ninguém estava preocupado na vertente desportiva da coisa, mas na tua vida e naquilo que ela representa para o clube e para este desporto em geral. Ali, existia algo acima do futebol, da rivalidade, do fanatismo. Foi uma espécie de celebração da vida, de confirmação de que estamos todos contigo, e de gratidão por teres escolhido a maravilhosa cidade do Porto e o mágico clube do Porto para prosseguir a tua carreira, e de celebração também por continuares por perto.

Sim, eu acredito que vais continuar por perto. Não faço ideia se a tua carreira “acabou” naquele treino, mas não é isso que nos interessa nesta altura. Interessa-nos muito mais que continues bem, saudável e feliz, por perto. Nem que seja na bancada a ver o jogo e a meter umas stories no Instagram a gozares com o Oliver ou outro que o mereça.  E a torceres por nós, sempre.

Não deveria também ser preciso um susto deste tamanho para nos lembrarmos todos da dimensão do teu percurso, da tua figura. Aquele manancial de homenagens, palavras e votos, de clubes e seleções, treinadores e jogadores, presidentes e outros dirigentes, de ex-rivais, de ex-colegas, de adeptos, adolescentes, adultos e idosos, de atletas de outros desportos, de personalidades de outras indústrias, do “mundo em geral”, esmagou-nos. E deixou-nos também muito orgulho (desculpa o egoísmo, aqui), orgulho de seres um de nós!  

Força, Iker! Vemo-nos por aí, em qualquer lado, em qualquer estádio. Sim, porque mesmo que o mais sensato venha a ser terminares a carreira, não te livrarás de ir à baliza mais uma vez (nem que seja mesmo só mais uma)… para in loco comprovares a gratidão e o orgulho que todos temos por ti. Nem que dês uma daquelas casas com que também já nos brindaste. Olha, e já agora… se puderes pedir alguma coisa à malta do balneário, pede-lhes para te agradecerem em campo nos três jogos que faltam. Não com três vitórias, mas com três valentes demonstrações de personalidade, determinação e carácter. Se lhe somarmos qualidade, ainda melhor. Isso sempre nos levou a bom Porto…  

09 maio, 2019

E QUE TAL ESTARMOS TODOS UNIDOS?


Não vale a pena "dourar a pílula", a semana que passou foi horrível, ao inacreditável episódio dos Arcos em que os 2 pontos perdidos de uma forma inacreditável e impensável, transformaram uma missão muito difícil num milagre (que pode acontecer, enquanto a matemática permitir!), juntou-se outro episódio repentino e que deixou todos em choque: a situação de Casillas!

Após tudo isto, a equipa reagiu bem frente ao Aves, num daqueles jogos em que havia tudo a perder e nada a ganhar. Sem fazer uma exibição brilhante, a equipa demonstrou carácter e personalidade numa altura delicada da época e após uma semana muito difícil. Venceu de forma clara e mantém a sua luta por um título nacional que já esteve nas nossas mãos mas que agora é uma miragem. Ainda assim, a única coisa possível de admitir neste momento é que a equipa faça tudo o que está ao seu alcance para pelo menos adiar a decisão até ao máximo que for possível, honrando a camisola e a história do clube.

No meio de tudo isto, era verdadeiramente dispensável tudo aquilo que se viu no final de um jogo que aparentemente tinha contribuído para ultrapassar toda a tensão que havia sido vista em Vila do Conde. Tudo o que não precisávamos agora era de expor algum tipo de conflito interno para permitir o falatório daqueles que nos odeiam, que corresponde a praticamente 90% da comunicação social do país. Era dispensável que uma roda habitualmente feita perto da bancada onde habitualmente estão os Super Dragões tenha sido feito desta vez no centro do terreno, era dispensável tudo o que se viu a seguir, com jogadores e treinador a reentrarem depois de terem saído sem agradecer aos adeptos, bem como alguns exageros de adeptos aquando da aproximação dos jogadores às bancadas.

Vamos por partes, os adeptos têm todo o direito de manifestarem o seu enorme desagrado após aqueles catastróficos e inexplicáveis 5 minutos finais em Vila do Conde e os jogadores têm de saber ouvir os adeptos e o seu desagrado aquando de um momento destes. É verdade também que determinados exageros são dispensáveis mas todos nós sabemos que o futebol desperta em TODOS nós reações a quente que depois de maior ponderação poderiam ser evitáveis. Ainda assim, deixo duas ideias fortes que tenho sobre isto:

  1. Tenho ouvido e lido que o apoio dos adeptos tem sido incondicional e inexcedível nos últimos 2 anos, algo do qual a equipa e treinador não se podem queixar. Reformulo esta ideia, nos últimos 3 anos (e não 2!) a equipa e treinador têm sido apoiados incansavelmente. Foi assim durante TODA a época de NES e tem sido assim nos 2 anos de Conceição. Os adeptos têm apoiado muito e mesmo em alturas difíceis. Não creio que se possa apontar algo aos adeptos nestes últimos 3 anos, ao contrário do que aconteceu por exemplo na era Lopetegui em que perdemos um campeonato 2014/2015, sabe-se lá como... ou se calhar, tem-se uma ideia indo pesquisar os autos do Ministério Público onde estão expostas as suspeitas e fortes indícios de várias situações suscetíveis de integrar ilícitos criminais em que são intervenientes dirigentes do clube dos 10 milhões de adeptos (só em Portugal), nomeadamente crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem... Mas sobre os processos de CORRUPÇÃO em que está envolvido o nosso rival direto, casos que têm sido branqueados pela generalidade da cobarde e merdosa comunicação social, irei falar num post próximo.

  2. A verdade é também uma: nos 2 anos de Conceição a equipa e o treinador têm feito um trabalho globalmente muito competente, não merecendo que após um deslize (inexplicável é certo!) seja tudo colocado em causa. Se há grupo que merece crédito é o FC Porto de Conceição que atingiu o recorde de pontos do clube num campeonato com 18 equipas/3 pontos, que impediu o penta dos "outros" e que este ano se arrisca a fazer 80 e muitos pontos e mesmo assim não ser campeão, indo às finais de taça de Liga (perdida) e taça de Portugal, esta ainda com hipóteses de sucesso.
Tenhamos todos muita calma e ponderação neste momento que é particularmente delicado. O tempo agora é de estarmos TODOS UNIDOS! AGORA E SEMPRE! FC PORTO SEMPRE!!!!

04 maio, 2019

VITÓRIA PARA IKER.


FC PORTO-AVES, 4-0

Este foi um jogo atípico e incaracterístico. O FC Porto vive um misto de emoções bastante invulgar, principalmente numa fase da época de grandes decisões. Depois de, na semana passada, ter “oferecido” o empate em Vila do Conde que poderá ter custado a revalidação do título nacional, alguns dias depois, Iker Casillas sofreu um enfarte e foi internado.

Com conhecimento do resultado do seu rival, os campeões nacionais entraram no jogo com o Desp. Aves a cinco pontos. Algo descontraídos, mas bem seguros daquilo que pretendiam na partida, o FC Porto quis oferecer a vitória ao seu keeper. Os avenses deram boa réplica desde o minuto inicial, no entanto nunca incomodaram a baliza de Vaná.


O jogo não foi nenhum espectáculo vistoso, mas também não foi aborrecido. Foi um jogo aberto, bem disputado e que, com maior ou menor dificuldade, a equipa azul-e-branca levou de vencida, de uma forma folgada, a equipa da Vila das Aves. Vaná, substituto natural de Casillas, teve uma noite de descanso. Durante o jogo só teve uma defesa apertada no início da segunda parte.

Aos 18 minutos, o FC Porto abriu o marcador. Cruzamento de Alex Telles na esquerda para o coração da área, onde Corona apareceu a cabecear e a colocar a bola no fundo das malhas. A partir daí, os azuis-e-brancos controlaram e geriram melhor o jogo, chegando e sobrando para a tentativa de transições da equipa forasteira.

À meia hora de jogo, o FC Porto chegou ao 2-0. Novamente, num cruzamento para a área, Corona tentou interceptar o esférico, mas Jorge Fellipe cortou o lance. O VAR interveio e detectou o corte com o braço esquerdo. O árbitro, chamado a rever o lance, ordenou pontapé de penalti que Soares converteu com sucesso, rematando para o meio da baliza.


Com 2-0, a equipa de Sérgio Conceição sentiu-se ainda mais tranquila no jogo e capaz de gerir a partida, sem nunca se esquecer do que se tinha passado na última jornada.

Após o intervalo, a equipa do Desp. Aves procurou, nos primeiros minutos, chegar ao golo e foi nesse período que a equipa de Augusto Inácio teve um momento de perigo junto da baliza de Vaná. Derley, no primeiro minuto da etapa complementar, obrigou o guarda-redes portista a defesa de recurso.

Depois o jogo foi algo desinteressante. A equipa portista baixou o ritmo e assistimos a um jogo com pouco interesse. Foi preciso chegar o minuto 68 para vermos alguma agitação no estádio. Numa investida pela direita do ataque, a bola sobrou para Manafá dentro da área que rematou de primeira, obtendo um golo de belo efeito. Com o 3-0, o vencedor da partida estava mais do que definido.


Mas, os Dragões não se ficaram por aqui. Dois minutos volvidos, numa recuperação a meio campo, Marega levou o perigo à baliza contrária, Corona tentou o remate mas saiu defeituoso. A bola sobrou para Brahimi, que num toque de calcanhar, deixou para Soares bisar na partida.

Até ao fim da partida, nada de interessante se passou digno de registo. Notas finais para o regresso de Aboubakar à competição e para um episódio infeliz entre treinador, jogadores e claques ocorrido depois do fim do jogo que só prejudica o FC PORTO. Não gostei de ver o que vi. Fiquei triste. Iker terá assistido e não merecia este triste espectáculo.

Os campeões nacionais continuam a dois pontos do rival. Restam duas jornadas para vencer e esperar por um resultado mau, muito pouco provável do líder da classificação. A equipa de Sérgio Conceição desloca-se à Madeira, no próximo fim-de-semana, para defrontar o Nacional, quase despromovido à 2ª Liga.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los"

Vitória convincente
“É sempre um jogo difícil. A partir do momento em que o Inácio pegou na equipa, o Aves melhorou muito. É uma equipa que põe muita gente atrás da linha de bola e se não houver dinâmica e entusiasmo é muito complicado. Trabalhámos bem o jogo, houve comprometimento dos jogadores. Estivemos bem. Foi uma semana difícil por causa do que aconteceu ao Iker e aproveito para lhe mandar um abraço.”

Susto com Casillas
“Sentimos muito o que aconteceu ao Iker. Ele é um grande campeão, mas nestas alturas temos de olhar para a pessoa, para o ser humano. Ele está a recuperar bem e terá sempre o nosso apoio.”


Aboubakar
“Estamos muito contentes por ele, a melhor forma dele há-de chegar, mas por agora já é muito bom ter entrado hoje. Foi o nosso melhor marcador no ano passado e é um jogador com quem contamos.”

Luta pelo título
“Temos de fazer o nosso trabalho. Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los. Temos de dar uma resposta positiva e olhar para esses dois jogos com foco total.”



RESUMO DO JOGO

02 maio, 2019

"ARBITRAGEM? NÃO QUERIA MUITO IR POR AÍ..."


Não é preciso recuar muito tempo, foi no dia 24 de janeiro de 2019 após a segunda meia-final da Taça da Liga que terminou com a vitória do Sporting, nos penaltis, sobre o braga. O sr. abel ferreira compareceu na conferência de imprensa transtornado e revoltado. Completamente histérico, bateu violentamente na mesa, gritou como se não houvesse amanhã ou como se tivesse saído recentemente de uma qualquer instituição médica de saúde mental. "Por favor ajudem-me todos a credibilizar o futebol", "Trabalho todos os dias, se não ganhar dou a vez a outro, é isso que temos de fazer", foram algumas das frases ditas por um histérico e incomodado abel.

Foi exatamente com que esta mesma atitude que o sr. abel encarou o final do jogo deste fim-de-semana que ocorreu na Pedreira. O mesmo histerismo, os mesmos gritos, o mesmo incómodo. Depois de tudo o que aconteceu, que creio ser tão visível e descarado que repeti-lo aqui seria enfadonho e repetitivo para vós (penalties inventados, outros por marcar, expulsões perdoadas, etc, etc), o sr. abel teve exatamente a mesma atitude de histerismo e gritaria que teve aquando da taça da Liga. Gritou e berrou como um louco no final do jogo e nem sequer proferiu a seguinte declaração "Arbitragem ? Não queria muito ir por aí...".

Cada um tire as suas conclusões disto.

Porque a azia e frustração são imensas, o post de hoje irá ser curto e pouco desenvolvido nas ideias. Ainda assim, faço minhas as palavras do melhor (de longe!) comentador afeto ao FC Porto sobre o que se passou este campeonato. Miguel Guedes referiu no espaço de opinião do qual faz parte que, a partir do momento que o FC Porto perdeu no Dragão frente ao seu rival direto, deixando aí de depender de si próprio, abriu várias portas para o que se viu a seguir. E isto foi mais ou menos o que já tinha defendido num post que escrevi há uns tempos atrás aqui neste blog, a partir de determinada altura depender de outrém num país normal até pode não significar a "pena capital", mas num país como Portugal significa mesmo uma "pena de morte".

Todavia, agora mais do que carpir mágoas do que deveria ter sido feito ou chorar "sobre o leite derramado", importa que todos (inclusive os adeptos) se focalizem agora num final de campeonato digno dos pergaminhos do clube e tentar arrecadar mais uma taça de Portugal para o riquíssimo museu do clube.

PS: Sobre o que se passou em Vila do Conde não vou acrescentar muito mais ao tanto que já se disse e escreveu. Apenas gostaria de dizer o seguinte: TODOS os Portistas metam na cabeça uma coisa, até podemos chegar ao final da época apenas com uma supertaça no pecúlio, mas nos 2 anos de Conceição não só ganhamos já um campeonato e uma supertaça, como quando perdemos estivemos MUITO mais perto de ganhar do que nos 4 anos que precederam a sua vinda para o clube. Se calhar aquilo que muitos Portistas querem é voltar àquele maravilhoso ciclo de 4 anos com Fonsecas, Castros, Peseiros, Espíritos Santos e Lopeteguis onde não ganhamos a "ponta de um corno" e algumas vezes ficamos abaixo do 2º lugar a distâncias vergonhosas para o 1º classificado, nem sequer passando da fase de grupos da Champions League.