17 abril, 2019

A UEFA DOS RICOS E A EUROPA DOS POBRES.


FC PORTO-LIVERPOOL, 1-4

Na semana passada teci fortes críticas ao VAR e à UEFA pela protecção que é dada aos clubes poderosos do Velho Continente. Essas críticas fizeram e continuam a fazer todo o sentido pois esta noite voltámos a ver uma arbitragem a mostrar gritante dualidade de critérios, deixando a ideia de que cada vez há menos hipóteses de clubes, como o FC Porto, lutarem por um lugar entres os melhores da Europa.

Se equipas como o FC Porto já lutam com grandes dificuldades com os poderosos da Europa, com o acrescento de arbitragens habilidosas e pouco isentas, as esperanças de fazer algo de notável ficam reduzidas a cinzas. É o futebol que temos, que defende os grandes interesses económicos e destroem a beleza do futebol no seu estado mais puro. Ganham sempre os mesmos, todos os anos a história repete-se.


Com isto, não estou a dizer que o Liverpool não foi superior ao FC Porto. Claro que foi superior, mas não havia necessidade de tantos erros clamorosos e tanta dualidade de critérios para fazer a balança pender para os “reds”. Como seria interessante para o futebol ver uma eliminatória renhida, vencida, na mesma, pelo Liverpool, mas menos desequilibrada e mais emotiva.

Se assim fosse, quem sairia beneficiado seria o futebol. Seria, sobretudo, uma bela propaganda para a promoção da modalidade, mas também o contributo para a diminuição da diferença entre as equipas grandes e as outras para um futebol mais competitivo e de maior qualidade.

Que interessa ter um futebol apenas com 4/5 grandes equipas de futebol e o resto a roçar o mediano? Nada. Devemos, sim, promover as equipas com potencial e dar-lhes igualdade de oportunidades para competir. Pelo menos, poderem ser tratadas com respeito e com uniformidade de critérios.

Infelizmente, isso não acontece. O hiato entre os grandes e poderosos e os outros cresce de ano para ano. Por isso, façam lá a vossa Liga Europeia e entretenham-se entre si. Este futebol não interessa a ninguém.

O FC Porto apresentou-se no Dragão com muita ambição e com muita determinação. Não desistiu da eliminatória e reclamou o direito de lutar para, pelo menos, tentar dar a volta à eliminatória. Sérgio Conceição apostou numa equipa em 4x4x2, com o seu onze habitual, excepto Soares que foi rendido por Otávio.


Desde o primeiro minuto, o FC Porto impôs um ritmo muito intenso e uma agressividade muito interessante. Ao longo dos primeiros 25 minutos, os Dragões remataram treze vezes à baliza contra zero do Liverpool. Nesse período, os azuis-e-brancos tiveram, pelo menos, quatro oportunidades claras de golo, mas a grande pecha do Dragão é mesmo essa: a finalização.

Corona abriu as hostilidades logo no minuto inicial. Numa iniciativa pela direita, o extremo portista rematou cruzado e fez a bola sair a poucos centímetros da barra.

O Liverpool procurava suster o ímpeto portista e nem sequer ousava o contra-ataque. A primeira opção de Jurgen Klopp foi aguentar o primeiro período da partida sem sofrer golos e também jogar com o relógio e com as perdas de tempo. Não raras foram as vezes em que o Guarda-redes da equipa inglesa demorou a colocar a bola em jogo sendo avisado, apenas, pelo homem do apito.

Marega, por duas vezes, e Brahimi tiveram as suas oportunidades, mas como já diz o ditado, quem não marca sofre, no Dragão voltou a acontecer mais do mesmo. Na primeira investida do Liverpool à baliza portista, a equipa inglesa marcou. E logo num lance muito polémico que mostra claramente, numa das câmaras, a ilegalidade do próprio lance. Mas o VAR e a UEFA contornam isso com linhas manhosas e com a ocultação do momento da saída da bola do pé de Salah para Mané.

O árbitro auxiliar assinalou, prontamente, fora-de-jogo, mas o VAR reverteu a decisão. Volto a repetir o que disse há uma semana. Com este tipo de VAR não vale a pena introduzir a tecnologia na modalidade. Errar desta forma, com esta tecnologia ao dispor, ainda se torna mais grave do que quando se erra em tempo real.


Com este golo, o FC Porto perdeu todas as esperanças de lutar pela eliminatória. Assim se destrói o futebol, assim se elimina qualquer hipótese de promoção do jogo e da competição. Os azuis-e-brancos podem-se queixar de si próprios, mas falhar golos é legítimo. O que não é aceitável é vermos erros grosseiros do VAR.

Não contentes com isto, a terminar a primeira parte um corte de braço claro do defesa da equipa inglesa dentro da grande área é sonegado, tanto pelo árbitro como pelo VAR. Mais uma mancha no trabalho da arbitragem, mais uma palhaçada da UEFA que pactua com estas vergonhas.

No segundo tempo, Sérgio Conceição fez sair Otávio e entrar Soares. O Liverpool retirou Origi e introduziu Firmino. A equipa inglesa atacou mais mas, nos primeiros quinze minutos, o FC Porto jogou o suficiente para empatar a partida.

No entanto, com o decorrer dos minutos e com o golo a não surgir para o FC Porto, a equipa de Jurgen Klopp passou a gerir o jogo e facilmente chegou ao 2-0 numa transição ofensiva, concluída por um jogador que jamais poderia ter jogado esta noite no Dragão. Lembram-se, na primeira mão, da entrada escandalosa sobre Danilo sem punição?

No momento do 2-0, os adeptos tiveram uma atitude indescritível. Em uníssono incentivaram a equipa a não baixar os braços.


Com 65 minutos jogados, a eliminatória estava mais do que decidida, mas três minutos volvidos, Éder Militão animou um pouco a plateia do Dragão quando correspondeu da melhor forma a um canto cobrado por Alex Telles, reduzindo para 1-2.

Mas depois, o desgaste físico e mental dos portistas foi determinante para o resto da partida. O Liverpool cresceu, passou a jogar mais perto da área portista e foi sem grande dificuldade que o resultado chegou ao 1-4 com golos de Firmino e de Van Dijk. Um resultado extremamente injusto, altamente exagerado e que não espelha minimamente o que se passou na eliminatória, tal como reconheceu Jurgen Klopp no final da partida.

Assim termina a carreira do FC Porto na presente edição da Champions League. A figurar entre as oito melhores equipas europeias, o Dragão só não teve melhor performance porque outros interesses assim o ditaram.

É hora de mudar o “chip” para encarar os últimos seis jogos da época, de forma a vencer as seis finais que poderão trazer títulos. Isto se não houver movimentações estranhas noutro sentido…



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Temos dois títulos para disputar e queremos muito ganhá-los"

Eliminatória injusta e diferença demasiado pesada
“Hoje, tal como em Anfield, o resultado foi pesado para aquilo que fizemos. É de louvar o que os meus jogadores fizeram. A estratégia que delineámos foi para acontecer o que aconteceu na primeira parte, sobretudo na forma como pressionámos e condicionámos a construção do adversário. Na primeira vez em que chegou ao último terço, o Liverpool marcou. Antes disso, tivemos duas ou três oportunidades claras para marcar. Se tivéssemos marcado, tudo seria diferente. Tenho uma equipa com grande caráter e personalidade. Os jogadores foram fantásticos a perceber aquilo que queríamos para este jogo. Fizemos uma das melhores primeiras partes desde que sou treinador do FC Porto. A diferença de golos na eliminatória é muito injusta para nós.”


Sempre à procura do golo
“Sabíamos que estávamos a perder e que isso não era merecido. Mesmo com o segundo golo do Liverpool, não atirámos a toalha ao chão. O Liverpool fez quatro remates à baliza. O Casillas não fez uma única defesa e sofreu quatro golos. Podíamos ter dado um rumo diferente ao jogo se tivéssemos sido mais eficazes nas oportunidades que tivemos. Conseguimos limitar ao máximo os pontos fortes do Liverpool, sobretudo na primeira parte. Nisso, nos primeiros 45 minutos, fomos perfeitos. Sofrer um golo daquela forma e perceber que tínhamos de fazer quatro para passar não é fácil para ninguém. Mesmo a perder por 2-0 fomos sempre à procura do golo.”

Os adeptos e os títulos para conquistar
“Foi uma demonstração de grande dignidade, não só da equipa, mas também dos adeptos. O nosso público sabe o que pode esperar de nós: determinação, ambição, capacidade de trabalho e qualidade individual e coletiva. Os adeptos são sempre muito importantes para nós. A força vinda das bancadas fez-me arrepiar. Sinto uma paixão muito grande da parte deles pela equipa. Eles reveem-se na equipa e é por isso que existe esta sintonia, esta simbiose. Temos dois títulos para disputar e queremos muito ganhá-los.”



RESUMO DO JOGO

DIFÍCIL SIM. MAIS IMPORTANTE, NÃO!


O Dragão vai hoje receber hoje o jogo mais difícil da época até ao momento.

Difícil sim. Mas não o mais importante.

Que não haja dúvidas que o mais importante será o confronto com o Santa Clara. E posteriormente com o Rio Ave, o Aves, o Nacional e espera-se que quando chegarmos ao jogo com o Sporting, seja a final mais importante do ano... e que possamos depender de nós!

Para o jogo de hoje, pragamaticamente estão 3 menus em jogo. O amargo, que seria (mais) uma derrota. O agridoce, que seria igualar os nossos melhores feitos com o Liverpool, ou seja, um empate. O doce, que seria alcançar algo nunca conquistado contra os rapazes da terra dos Beatles. A vitória!

Esta deve ser o nosso foco. O nosso Olímpo.

Quanto à eliminatória... é sempre possível sonhar, como o fazemos quando registamos um Euromilhões. Contudo, assentando os pés na terra, 3-0 contra uma equipa que perdeu apenas um jogo na presente edição da Premier League, é uma montanha bem mais alta do que o Evarest para escalar. Além de que é deveras improvável que a sociedade Salah, Firmino & Mané Lda. não consigam facturar um simples golo, contra uma equipa que terá forçosamente que avançar linhas. Por cada golo marcado por ingleses, significa que o nosso score tenha que começar nos 4, e por aí adiante.

Contudo, como diz o poeta, "Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce". Pode ser que hoje, Deus seja portista.


Faleceu esta semana o nosso antigo jogador Quinzinho, com uns meros 45 anos de idade.

Nunca atingiu estatuto de destaque no nosso clube. Bem pelo contrário.

Para quem seguia o FC Porto dos anos 90, Quinzinho era frequentemente titular em piadas e trocadilhos jocosos entre adeptos.

Apesar de tudo, suou honradamente a nossa camisola, pelo que merece o meu, o nosso, tributo e reconhecimento.

Descanse em Paz!

Cumprimentos Portistas.


PS.- No pós-jogo e crónica, apenas dois pensamentos. Deus não é portista, e com Marega e Tiquinho não dá para aspirar algo mais que a mediania. Ainda assim, grande jogo do FC Porto enquanto o tipo lá de cima não nos virou costas. 

É DIFÍCIL NÃO FICAR PESSIMISTA... INFELIZMENTE...


Há uns tempos, escrevia que a partir do momento em que deixamos de depender de nós próprios, com a agravante de já não haver jogos frente ao nosso rival direto, ao contrário de alguns campeonatos taco a taco mas em que nas ultimas jornadas tínhamos a possibilidade de ganhar vantagem no confronto direto (por exemplo, épocas 12/13 ou 17/18), as nossas possibilidades de chegar ao título passaram a ser quase nulas.

Gostava muito de ter outra opinião, de pensar de outra forma, mas infelizmente já vejo futebol há anos suficientes para perceber que para o nosso rival direto perder pontos é necessário praticamente acontecer um milagre. Na semana passada, o Feirense marcou um golo inacreditavelmente limpo (não há uma única imagem que mostre qualquer fora-de-jogo!!) mas o sr. VAR viu o que mais ninguém viu (ou não viu e fez que viu) e anulou aquilo que seria o 2-0. Ninguém sabe o que aconteceria depois, mas minutos depois lá houve um penaltie inventado para um lado e outro por marcar a favor do Feirense mas que aí o sr. VAR não se dignou a ver. Se dúvidas houvessem, ficaram mais dissipadas e esclarecidas.

Hoje vemos o treinador do marítimo admitir que obrigou jogadores a forçar amarelos para não jogar o próximo jogo. Pois, o histórico desse treinador frente a esse clube de 8 jogos e 8 derrotas (ao contrário da forma animalesca com que as suas equipas defrontam o FC Porto e que vários dissabores já nos causaram) se calhar ajuda a explicar esta atitude. Acho que seria uma poupança interessante de dinheiro para o marítimo não viajar sequer para Lisboa na próxima semana, poupava-se muito em viagens, estadias, alimentação, etc. Assim como assim, importante é ter os todos os jogadores fresquinhos para as 4 finais a seguir segundo o seu treinador, nem vale a pena ir a um jogo que está perdido à partida.

No meio de tudo isto, outra notícia que os meios de comunicação desportiva se esforçaram para branquear, uma notícia muito pouco relevante de que Cássio assumiu, em TRIBUNAL e SOB JURAMENTO, que um empresário lhe aliciou para perder o jogo frente a um certo clube. Também Lionn já o tinha feito, em TRIBUNAL e SOB JURAMENTO. São dois jogadores, que se saiba porque isto vai-se sabendo a conta-gotas tal o esforço brutal para estarem todos calados que nem ratos, que admitiram em pleno tribunal que foram aliciados pelo mesmo agente para perder frente ao mesmo clube e o que se assiste é a uma passividade bovina por parte da generalidade da comunicação social, contrariamente aos vários meses de discussão e debate ao mais ínfimo pormenor aquando por exemplo do processo da saída de Bruno Carvalho do Sporting.

E mais outra notícia, o desaparecimento de um dos quatro volumes do processo que investiga o jogo Feirense-Rio Ave, instaurado depois de ter sido detetado um número invulgar de apostas. O único meio de comunicação social que se dispôs a falar nisso foi o Expresso. O resto ficou tudo bem caladinho que nem ratos. Para tornar a coisa mais ridícula, a notícia referiu que o processo foi encaixotado e enviado de Lisboa para o Porto pelos correios e, à chegada, percebeu-se que faltava o quarto volume. Extraviou-se, perdeu-se ou foi roubado, ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Talvez na Etiópia ou no Sri Lanka ocorram coisas semelhantes.

Perante tudo isto, torna-se muito difícil não ficar pessimista, infelizmente.

PS: Só encontro uma explicação para a escandalosa agressão de Salah a Danilo ou o penaltie claro de Arnold por mão na bola (braço esticado a aumentar a volumetria) terem passado despercebidos ao VAR. A criatura que estava sentada em frente ao VAR era um chimpanzé. Porque aquilo que diferencia um chimpanzé de um ser humano é a questão da racionalidade, e não há qualquer tipo de racionalidade em não ver uma agressão clara e um penaltie evidente que tinha todos os requisitos para ser assinalado (braço esticado a aumentar a volumetria e fora da posição normal). E pronto, não bastava defrontarmos uma das melhores equipas do mundo no seu estádio, faltava sermos espoliados por um chimpanzé.

13 abril, 2019

O REGRESSO DO BOM MAREGA.


PORTIMONENSE-FC PORTO, 0-3

A visita do FC Porto a Portimão constituía-se como uma das deslocações mais complicadas que os Dragões teriam que cumprir até ao fim do campeonato. Primeiro, porque o jogo em causa foi disputado no meio de uma terrível e difícil eliminatória da Champions League e depois, porque a equipa de António Folha é uma equipa de muita qualidade que entra nos jogos a jogar olhos nos olhos e cria vários dissabores. Que o digam os rivais da segunda circular.

O desgaste sentido no jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Champions League, frente ao Liverpool, era um dos factores que iria condicionar a actuação do FC Porto em Portimão. Por isso seria importante entrar forte de início e tentar o golo cedo.

Em relação ao jogo com o Liverpool, Sérgio Conceição efectuou quatro alterações. Manafá, Pepe, Herrera e Brahimi entraram no onze e, no meu ponto de vista, jogaram os melhores onze do momento. Disposto em campo, num 4x4x2, os Dragões tiveram uma etapa inicial da partida muito forte, apesar da boa réplica algarvia.


Até que aos 15 minutos, numa transição rápida, Corona lançou Marega em profundidade pela direita do ataque azul-e-branco. O maliano foi até à linha de fundo, cruzou atrasado para a entrada da área, onde apareceu Brahimi a rematar para a baliza, inaugurando o marcador. O regresso de Moussa aos bons tempos parece estar a acontecer e será fulcral a sua boa forma para encarar esta ponta final de decisões da época.

O Portimonense reagiu fortíssimo ao golo sofrido. Parecendo irritado com a contrariedade sofrida, os algarvios colocaram a equipa portista em sentido. Lucas Fernandes esteve em destaque com um livre para uma defesa bastante apertada de Casillas e depois, num pontapé de canto, obrigou Soares a desviar a bola para o poste da baliza azul-e-branca. Aylton também teve uma oportunidade, mas Casillas, muito atento, saiu da baliza e despachou o esférico para longe da sua baliza.

O jogo do FC Porto estava pouco acutilante e a falta de frescura física e mental eram evidentes. Os jogadores acusavam o cansaço e procuravam controlar o jogo, sem imprimir a velocidade e a agressividade necessárias. Até ao intervalo, o FC Porto teve uma oportunidade para ampliar para 2-0, mas Manafá, na área, em vez de rematar à baliza, preferiu o cruzamento e o lance perdeu-se na defensiva portimonense.


Ao intervalo, Sérgio Conceição deve ter alertado os seus pupilos para os perigos de continuar a jogar com esta atitude. Seria importante mudar o “chip”, sob pena de sofrer o empate e deitar por terra as aspirações de vencer o título nacional. Cada ponto perdido a partir de agora significa sentenciar a decisão do campeonato.

A segunda parte trouxe então um FC Porto mais intenso e com mais atitude. Os Dragões não deram veleidades ao seu opositor e perceberam a grande importância de, pelo menos, salvaguardar a vantagem no marcador.

Folha mexeu na sua equipa e tentou esticar o jogo para tentar chegar ao empate. Mas foi o FC Porto que aproveitou para ampliar o resultado para 2-0. Aos 73 minutos, Alex Telles lançou Marega pela meia esquerda e o avançado portista picou a bola à saída de Ricardo Ferreira, obtendo um golo importante e de belo efeito.


O Portimonense não desistiu. A dez minutos do fim, à entrada da área, Ruster rematou a rasar a trave de Casillas, dando a sensação de golo. A equipa algarvia pressionava a formação de Sérgio Conceição, mas sem efeitos práticos. Com o relógio a determinar o aproximar do fim do jogo, o Portimonense lá se rendeu e foi já em tempo de descontos que os Dragões aumentaram a vantagem para 3-0.

Bruno Costa cobrou um canto na direita do ataque portista, Militão cabeceou para uma defesa incompleta de Ricardo Ferreira e Herrera, na recarga, atirou para o fundo das malhas. Uma vitória justa, com um resultado algo exagerado, mas que vem motivar ainda mais os Dragões para os cinco jogos finais da prova.

Marega destacou-se com o regresso à sua boa forma e deu sinais de que o seu contributo poderá ser decisivo para o FC Porto vencer os jogos que vai ter pela frente. A equipa azul-e-branca volta a mudar o “chip” para o modo Champions League, onde na próxima Quarta-feira irá dar tudo por tudo para tentar uma noite mágica e perfeita.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há um espírito fantástico no balneário"

Missão cumprida
“Ganhámos o jogo, somámos 3 pontos e estamos satisfeitos.”

Importância da organização
“Foi uma exibição dentro do que esperávamos. Ofensivamente, o Portimonense cria sempre muitos problemas a todas as equipas, já ganhou este ano ao Sporting e ao Benfica. Hoje não lhes permitimos explanar as virtudes deles no processo ofensivo. Há quem fale muito da raça e do grito. Claro que é preciso alma, mas uma boa organização, com uma boa ocupação dos espaços, é que é fundamental. Hoje, o Portimonense, numa ou noutra situação, causou-nos nos alguns problemas, muito por causa de um dos médios que variava o centro do jogo. Corrigimos esse aspeto na segunda parte, chegámos ao segundo golo e depois fizemos um final de jogo mais tranquilo. O resultado é justíssimo.”

Coletivo conta mais
“É importante que haja jogadores a fazer vários golos mas mais importante é que os golos se traduzam em vitórias. Damos sempre mais valor à exibição coletiva.”

Gestão de plantel?
“Não foi nenhuma gestão, apostei no melhor onze para ganhar o jogo. Houve jogadores que entraram hoje e não jogaram contra o Liverpool porque não estavam disponíveis para esse jogo. Pepe e Manafá são dois exemplos.”



Pressão sobre o Benfica
“Nós não pensamos no rival, pensamos nestes 3 pontos, temos o nosso caminho a percorrer, há um espírito fantástico no balneário e uma grande aceitação daquilo que é o trabalho diário. Vamos fazer o nosso trabalho e em maio fazem-se as contas.”

2.ª mão contra o Liverpool
“Acredito na reviravolta mas não é o momento para falar disso. A nossa Champions League é sermos campeões em Portugal mas obviamente que vamos fazer tudo para passar. Estamos confiantes para esse jogo. Precisamos de ser quase perfeitos para passar mas acredito que ainda temos uma palavra a dizer.”

Estreia de Bruno Costa na Liga
"Jogou hoje depois da boa exibição em Liverpool. É pelo valor dele e também pela necessidade da equipa."



RESUMO DO JOGO

SUDDENLY, AS DECISÕES ESTÃO AÍ.


Suddenly
I'm not half the man I used to be
There's a shadow hanging over me

Oh, yesterday
Came suddenly
Poderá até parecer um exagero usar a canção dos Beatles para descrever a 1ª mão jogada em Anfield, mas também não será algo muito longe disso, pois não?

O sonho durou 4 minutos… à primeira vez que eles foram à nossa baliza, golo! Espaço inacreditável no meio entre Oliver e Danilo. Desconcentração? Se calhar, ou então nem por isso. Não terá sido a primeira vez que vimos disto, se calhar a diferença desta vez esteve na qualidade do adversário. A mesma coisa no segundo golo, em que dá a sensação de que fica tudo a filmar a chamada “jogada à Fifa”. Quem não sentiu alguma impotência durante o jogo? Quem não temeu o 3º golo? Não, não quero de forma alguma “bater” na nossa equipa, que fez um jogo de esforço, dedicação e competência. Só que pura e simplesmente foi incapaz de se transcender, de ser melhor do que foi até agora, e isso pura e simplesmente não chega para uma equipa do nível deste Liverpool. Respondam lá à seguinte pergunta, quantas equipas no Mundo são atualmente mais fortes que o Liverpool? Nenhuma, 1, 2, 3? A resposta estará algures aqui. Quem viu o jogo percebeu que eles são melhores, são mais fortes.

Bem, agora uma nota aos que não desistiram depois deste primeiro parágrafo de realidade: ainda estamos na luta pela eliminatória e há que acreditar. Porquê? Porque no Dragão Marega pode só precisar de 1 ou 2 oportunidades para fazer um golo. Desta vez teve quatro. Porque no Dragão o árbitro pode assinalar penalty em caso de existir 1 ou 2 lances duvidosos. Desta vez não assinalou nenhum. Porque Oliver pode encurtar o espaço para condicionar a tempo o remate de Keita à entrada da área. Desta vez não conseguiu. Porque a nossa defesa pode deixar Firmino em fora de jogo quando tiver de encostar para a baliza. Desta vez não deixou. Sim, saímos de Anfield com a nítida sensação de que o Liverpool é claramente mais forte do que nós. Mas também saímos de lá com a sensação de que uma pontinha de sorte, ou uma decisão de arbitragem mais justa, ou uma finalização com maior qualidade, podiam ter ajudado a um resultado mais nivelado. O que pretendo dizer é mais ou menos que é possível superiorizarmo-nos a uma equipa destas em 90 ou 120 minutos. Uma vez! Claro que sim. Se isto fosse um campeonato de 20 jogos entre Porto e Liverpool, não teríamos hipótese. Como é só um conjunto de dois jogos, tudo é possível. E é nisso que temos de acreditar. Se fizermos um jogo de competência máxima, se os astros estiverem connosco, nunca se sabe… há que lutar! Encher o estádio, ir sem medo, e tentar… depois logo se vê.

Para terminar, algumas notas rápidas para as melhores exibições do Porto na minha opinião. Marega, muito bem. Sim, revelou desacerto na hora de rematar à baliza. Mas também revelou capacidade física igual ou superior ao adversário, ombreou sem tremer nos 1-1, criou situações de golo pela sua velocidade. Deu a clara sensação de que seria bom ter, naquele jogo, dois Maregas na frente. Ah e tal, falta-lhe mais qualidade com bola. Pois, mas se a tivesse talvez estivesse já do outro lado a infernizar-nos a vida! Veja-se o caso de Militão. Secou Salah, mas já está de partida para Madrid na próxima época. Mas que regalo, que exibição tremenda. Quando é que ele perdeu uma situação dividida? Não dá para ficar mais um “bocadinho”? Finalmente, Corona. O único (talvez um pouco injusto para Otávio, mas aquele mau atraso apaga-o das minhas referências neste momento) capaz de sair com a bola jogável de uma situação de 1 para 1, o único que dominava a bola e aguentava uns segundos com ela sem “queimar”. Agora imaginem uma exibição de 11 a este nível. Não dá para ganhar ao Liverpool? Eu acredito que dá.

Sinceramente, acho que temos e devemos ser realistas, perceber o contexto em que estamos. E agarrarmos com unhas e dentes o que mais importa: o jogo de Sábado em Portimão. Depois lá virá a 4ª Feira, e pode ser que os astros se alinhem para uma sessão de Heavy Metal… azul e branca!

Até porque... SUDDENLY, AS DECISÕES ESTÃO AÍ.

12 abril, 2019

MALFADADAS ESPERANÇAS.


O recente duelo com os "reds" de Anfield Road, trouxe-nos o pior resultado no que às esperanças diz respeito. Dir-me-ão que a derrota por duas bolas é bem melhor do que a humilhante goleada caseira que sofremos na passada temporada.

Verdade!

No que a prestígio diz respeito, não saímos em nada beliscados de Inglaterra. Até porque no próprio jogo jogado, não nos limitamos a defender em cima da área, e a espaços conseguimos repartir a partida, e chegar com perigo à área adversária, onde Marega com outra inspiração na finalização, poderia ter trazido um resultado bem mais radioso para o Dragão.

O grande busílis deste resultado, que uma derrota com golos, pela margem mínima ou até um empate, não nos traríam, é que temos que fazer algo que ainda não conseguímos interiorizar nesta temporada contra equipas de maior capacidade. Controlar o jogo!

Se acredito convictamente que são possíveis os dois golos que empatariam a eliminatória, até porque ao contrário do que se passou na primeira mão, não só a equipa de arbitragem será outra, como jogaremos teoricamente com um 11 mais forte, quer pela esperada melhoria física de Telles, como pela maior robustez que a inclusão de Herrera e Pepe poderão trazer à equipa. Além de que, como vimos, o FC Porto quando quer é capaz de olhar o Liverpool nos olhos, e criar oportunidades de golo.

Já na componente defensiva, coloco as minhas reservas na (in)capacidade de não sofrermos golos. Lembre-se que bastará um único e mísero golo inglês, para nos obrigar a marcar 4. O que não sendo impossível, pela dificuldade do adversário em questão, seria porventura a recuperação mais épica da nossa bela história centenária.

Os exemplos que vimos nos jogos contra slb (por duas vezes), Sporting ou mesmo Roma, em que a vencer, entramos em inexplicável modo de desconcentração defensiva, são um mau prenúncio para o que se avizinha. nunca é tarde para a perfeição, mas...

Muito pragmaticamente, independentemente do que aconteça no jogo do Dragão, a nossa participação na Champions deste ano excedeu as expectativas iniciais, ao ultrapassarmos os Oitavos, sendo já um pequeno sucesso da época. Desde que não aconteça a hecatombe da temporada passada, nenhum resultado apagará o que de muito bom foi atingido. Para tornar esse percurso excelente, como adepto portista ficaria imensamente orgulhoso com qualquer vitória sobre o Liverpool, seja porque resultado for. É nisso que os jogadores devem pensar. Apenas Vencer!

Se der para passar, fantástico! Se não der, todos estes heróis merecem o nosso aplauso.


Mais do que a praticamente inacessível Champions, é na realidade nacional que nos devemos focar. Como temos visto recentemente, com Tondela e Feirense, a pressão está a causar pànico nas hostes benfiquistas. Se na vitória caseira contra beirões, a fortuna foi uma amiga encarnada, na partida da Vila da Feira, o sempre fiável Paixão voltou a puxar dos galões, ao anular inexplicavelmente o golo do 2-0 aos locais e, provavelmente com a motivação nostálgica de outros tempos, ainda vislumbrou um penalty mirabolante sobre Pizzi, que acabou por dar um golo do empate caído dos céus, assassinando de vez qualquer ideia de verdade desportiva que pudesse existir neste campeonato. A exibição de Bruno Paixão foi tão excepcional, que até o sempre avermelhado cartonista Henrique Monteiro lhe dedicou um dos seus trabalhos.


Um dia depois desta prestação escandalosa de uma equipa VAR, temos esta inacreditável e surreal crónica num jornal generalista, de um velho cartilheiro, que seria para rir a desbravada, não fosse ele um dos directores do referido jornal.

Ao contrário do que Francisco J. Marques e seus companheiros de painel no Universo Porto da Bancada advogam, grande parte das benesses de que o slb beneficia na comunicação social, política e justiça nada têm a ver com corrupção. O que vemos de muitos agentes da sociedade, é um simples vestir da camisola encarnada. Enquanto os centros de decisão e poder se situarem na Capital do Império, só por ingenuidade se poderá pensar que alguma vez existirá equidade e justiça em Portugal. Quer seja no desporto, quer noutras áreas. Muito faz o FC Porto em lutar contra este monopólio. Uma luta desigual.

Orgulhosos como somos, o que todos nós portistas esperamos (exigimos) do nosso clube, é que lute sempre até à última gota de suor. Seja contra vermelhos de Liverpool ou Lisboa. As contas, fazem-se no fim.

Cumprimentos Portistas.

09 abril, 2019

ACABEM COM O VAR.


LIVERPOOL-FC PORTO, 2-0

Estamos numa era em que cada vez mais as novas tecnologias têm um peso tremendo em todos os sectores da sociedade. O futebol não foge à regra. Com a introdução da tecnologia do VAR, acreditava-se, ou pelo menos, eu queria acreditar que os erros de arbitragem iriam diminuir substancialmente. Principalmente os erros clamorosos e flagrantes. Pura ilusão!

Ou sou um lírico e um optimista incurável ou sou muito ingénuo. Depois da pouca vergonha que temos visto na Liga NOS, eis que na UEFA, os erros escandalosos das arbitragens surgem em catadupa. A tecnologia do VAR, afinal, não veio para melhorar as condições dos árbitros e para defender a verdade desportiva. Ela veio, aparentemente, para essas situações, mas o certo é que os tubarões continuam a ser superprotegidos, enquanto os restantes clubes continuam a ser prejudicados ano após ano.



Quando o árbitro e o VAR recorrem à tecnologia para ver hipotéticos erros ou lances capitais do jogo e, perante as imagens visualizadas, tomam decisões estapafúrdias, contrárias às das que toda a gente viu, só podem estar a tomar-nos por parvos e idiotas ou então devem ser uns autênticos fenómenos da arbitragem. Como é possível ver penaltis flagrantes e entradas violentas não serem sancionadas pelo árbitro depois de recorrerem ao VAR? Expliquem-me porque eu devo ser mesmo ignorante.

Há pouco dias, um iluminado das televisões, que todas as terças-feiras debita teorias e discursos bonitos para o Zé Povinho engolir, afirmou que os últimos jogos da Liga NOS deveriam ser apitados por árbitros estrangeiros para defender a verdade desportiva. A esse senhor digo que se estivesse calado e não dissesse as asneiras que, por norma, diz, faria um favor a toda a gente. Venham os árbitros portugueses ou venham os árbitros estrangeiros, venha o VAR luso ou o VAR da UEFA, é tudo a mesma treta.

Enquanto não se mudarem mentalidades, enquanto o poder financeiro e certos interesses estiverem à frente dos superiores interesses do futebol e do desporto em geral, vamos continuar, ano após ano, a assistir a esta lama que “mata” o futebol.

Depois de, no passado Domingo, termos assistido a mais uma brilhante actuação (noutras funções) do Sr. Paixão que nos tem acompanhado ao longo dos últimos 20 anos com os seus brilharetes, foi a vez do Sr. Lahoz e o seu VAR a mostrar a toda a Europa como contornar o regulamento do próprio VAR e desvirtuar a verdade desportiva.


O FC Porto foi altamente prejudicado frente ao Liverpool e, deste modo, comprometeu as poucas hipóteses que tinha na eliminatória, mesmo antes de iniciar a partida de Anfield Road. Não está em causa a vitória da equipa inglesa no jogo. Foi superior aos Dragões, revelou ter mais argumentos para levar vantagem para a segunda mão, mas para os reais interesses económicos, os mesmos de sempre têm que estar nas finais e nas fases de decisão da prova. E o FC Porto não tem lugar nessas fases, por mais que lute meritoriamente por isso.

Por isso a UEFA que faça o que pretende fazer. Organize o campeonato dos poderosos e que se entretenham entre eles. Isto não é futebol. Isto é tudo menos modalidade desportiva. Isto é puro negócio.

A derrota por 2-0 frente aos ingleses compromete quase irremediavelmente as hipóteses dos portistas de, pelo menos, lutar para inverter a eliminatória no Estádio do Dragão.

Num palco terrivelmente complicado de jogar e de pontuar, o FC Porto procurou de tudo para minimizar as diferenças para o seu opositor. Além destas diferenças, o FC Porto apresentou-se com duas baixas de vulto (Pepe e Herrera) que tornaram a tarefa ainda mais complicada.


Sérgio Conceição apostou num 3x4x3. Três defesas em linha (Maxi, Felipe e Militão), dois laterais subidos (Corona e Telles) a acompanhar Danilo e Oliver no meio campo e depois três avançados (Otávio, Soares e Marega).

Os portistas entraram muito bem no jogo com um remate fortíssimo de Marega que saiu ao lado da baliza contrária. Mas aos 4 minutos, na primeira investida do Liverpool, a equipa inglesa marcou, com alguma sorte à mistura. Mané e Firmino combinaram e Keita rematou com a bola a tabelar em Óliver e a enganar Casillas.

Perante este cenário, qualquer equipa que sofresse um golo cedo desta forma poderia perder a calma. Otávio ainda deu sinais disso com um passe disparatado que isolou Salah, mas o egípcio, perante a saída de Casillas, atirou ao lado. Depois, o FC Porto acertou, manteve-se igual a si próprio. Suster a avalanche atacante dos ingleses e tentar o contra-ataque foi a estratégia de Sérgio Conceição.

No entanto, aos 26 minutos Henderson, com um passe de ruptura, lançou Alexander-Arnold que cruzou para Firmino, que só teve que encostar. O 2-0 deixou o FC Porto em alerta. Os azuis-e-brancos reagiram quatro minutos depois com Óliver a desmarcar Marega, mas a permitir que Alisson defendesse com o pé o remate do maliano.

Na sequência do lance, a bola voltou a área inglesa. Corona cruzou por alto, Allisson cortou, a bola foi jogada, autenticamente, pelo movimento de braço de Alexander-Arnold para a linha de fundo, mas o VAR, depois de analisar o lance, deu a sinalética ao árbitro para mandar jogar. Um roubo!!!


Na sequência deste lance polémico, Corona cobrou o canto, a bola foi aliviada, Otávio desmarcou Marega que, à meia volta, rematou fraco e à figura de Allison. O jogo prosseguiu com o FC Porto a tentar responder aos ataques dos “reds”. Firmino esteve perto do 3-0, mas Marega respondeu com um cabeceamento.

A etapa complementar trouxe um jogo diferente. Apesar de Mané ter feito um terceiro golo bem anulado por fora-de-jogo, logo a abrir o segundo tempo, o FC Porto aumentou a sua produção ofensiva e o Liverpool pareceu querer gerir a vantagem de dois golos.

Brahimi, Bruno Costa e Fernando Andrade entraram no jogo para tentar modificar alguma coisa, mas só o português mostrou algum bom futebol.

Aos 67 minutos, Corona bateu um canto na direita e Lovren jogou a bola com o braço. O VAR chamado a analisar o lance, repetiu a decisão do último lance revisto. Dois roubos!!!

Aos 70 minutos, Marega, lançado na meia direita por Otávio, rematou à figura de Allison. Na resposta, Mané rematou em arco a rasar o poste e oito minutos depois Marega, novamente, teve uma soberba oportunidade mas, com o pé esquerdo, rematou por cima da baliza inglesa.

A seis minutos do fim, jogada do FC Porto pela direita e Felipe, na área, foi carregado pelo braço de Alexander-Arnold. O árbitro mandou seguir. Três roubos!!!


A terminar, num lance à entrada da área portista, Danilo cortou a bola e Salah entrou, de uma forma impressionante, de pitões na perna do jogador portista. O árbitro, a um metro do lance, assinalou falta, mas as cartolinas ficaram no bolso. O VAR nem se pronunciou. Expulsão clara perdoada ao egípcio. Quatro roubos!!!

É este o futebol que pretendem? Eu não. Para isso, prefiro que o mesmo volte às origens. Sem dinheiro, mas com paixão pelo jogo e pela modalidade. Com uma pontinha de sorte e com os lances bem ajuizados, nesta altura estaríamos aqui a falar do FC Porto com possibilidades de lutar pelo apuramento para as meias finais. Assim, vamos apenas dignificar o nome do clube.

Este jogo fez-me lembrar a eliminatória com o Barcelona em 1985/86, onde um senhor de nome Langenhove ficou para a história dessa partida pelas piores razões. Contas de outros tempos.

Destaques finais para as grandes exibições de Militão, na sua posição natural, e de Corona, para a boa entrada de Bruno Costa e para o grande apoio de adeptos azuis-e-brancos.

O FC Porto regressa de imediato à Liga NOS onde, no próximo Sábado, desloca-se a Portimão para mais um jogo que vale três preciosos pontos.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Era justo termos marcado"

Estratégia certa
"É preciso jogar na próxima semana e vamos ver o que acontece. Tivemos ocasiões para marcar. Pela frente estava uma equipa muito forte a nível individual e coletivo, ofensiva e defensivamente. Preparámos uma equipa diferente porque sabíamos da profundidade do Liverpool, aspeto em que eles são muito fortes. O meio-campo deles também é muito forte mas a nossa equipa controlou bem os espaços. Estivemos bem a nível defensivo, tivemos duas ou três oportunidades de golo na primeira parte. Há ainda a questão do pénalti mas não vou falar de arbitragem."

Dupla Felipe-Militão
"Preparámos esta dupla em Portugal, eles fizeram um bom trabalho, e é bom ter várias opções no corredor central para combater a profundidade do Mané e do Salah. Tentámos travar o processo ofensivo do Liverpool e a este nível estivemos bem. Podíamos ter tido um pouco mais de bola."


Sorte e erros
"O Liverpool teve sorte no primeiro golo, no segundo houve erro nosso na abordagem individual. Na segunda parte, a equipa foi mais compacta e conseguiu chegar com mais perigo à frente. Era justo termos marcado."

Falta a segunda parte
"Estamos a meio da eliminatória. Passaram 90 minutos e na próxima semana há mais 90 no Dragão. Tudo faremos para encurtar a distância. Aguardamos com prazer o próximo jogo."



RESUMO DO JOGO

05 abril, 2019

VITÓRIA EM JOGO DE SENTIDO ÚNICO.


FC PORTO-BOAVISTA, 2-0

O “derby” da cidade invicta, por norma, complicado para o FC Porto não foi o habitual jogo difícil para os Dragões. O Boavista entrou no jogo com três centrais e um meio-campo bem preenchido, a jogar em bloco baixo. O objectivo seria adiar o golo portista ao máximo para depois jogar com o relógio e o nervosismo azul-e-branco.

Não houve intenção dos axadrezados em jogar futebol. Apenas em evitar a mais do que previsível vitória azul-e-branca. O FC Porto, apesar das ausências de Felipe e Telles, apresentou-se bem e procurou o golo desde o primeiro minuto. As oportunidades e lances de perigo junto da baliza boavisteira sucederam-se, mas a bola parecia não querer entrar.


Aos 9 minutos, Otávio rematou por cima da baliza, com tudo para abrir o marcador. Dois minutos volvidos, Soares rematou duas vezes dentro da área, mas Bracali salvou a sua equipa de um golo certo. Aos 14 minutos, Soares chegou atrasado a um cruzamento milimétrico de Otávio para a pequena área e logo a seguir, o ponta-de-lança brasileiro rematou fortíssimo por cima da barra de Bracali. Para terminar o primeiro quarto de hora, Brahimi, pela esquerda, rematou em arco e a bola saiu a rasar o poste esquerdo do Guarda-redes boavisteiro.

Este era o caudal ofensivo inicial dos portistas, mas da parte do inteligente e intelectual Neca, até ao penalti que viria a abrir o marcador, o FC Porto não criou qualquer lance de golo porque o Boavista não permitiu. Que bonita análise, Prof. Neca! Ainda só estamos com 15 minutos e já contabilizo cinco oportunidades. O Boavista, por sua vez, tinha feito, até então, apenas um remate por cima da baliza de Casillas.

Aos 32 minutos, Corona bateu um livre na direita, Pepe subiu e cabeceou a rasar o poste. Que perigo! Sete minutos depois, Otávio entrou na área pela direita, cruzou e um defesa contrário cortou para canto, evitando um golo iminente.


Aos 40 minutos, finalmente surge o golo mais do que justificado, menos nas cabecinhas inteligentes aos quadradinhos. Brahimi entrou na área, em drible, passou por Raphael Silva e foi derrubado com um toque na perna e um empurrão. Penalti prontamente assinalado que Soares não desperdiçou.

A fechar a primeira parte, Rafael Costa bateu um livre na direita do ataque boavisteiro a que Casillas correspondeu com uma defesa com os punhos. Na resposta, Soares serviu Marega na área, o maliano marcou golo, mas foi invalidado pelo VAR por fora-de-jogo.

Na etapa complementar, o jogo ficou resolvido logo aos 48 minutos. Otávio recebeu o esférico a meio do meio campo adversário, preparou o remate e atirou à baliza contrária, obtendo um golo de belo efeito e o descanso merecido no jogo.

Com uma parte para cumprir, esperava-se uma reacção boavisteira, mas os axadrezados não se viram em campo. Muito tenros e poucos interventivos no jogo, os boavisteiros foram o adversário ideal para jogar antes do duelo dos Dragões com o Liverpool. O jogo, nesta segunda parte, foi calmo, sem problemas e deu para os Dragões descansarem com bola no pé, baixar o ritmo de jogo e começar a pensar na Champions League.


Corona, com muitos jogos nas pernas e, provavelmente, com muito trabalho a lateral direito, na próxima terça-feira em Anfield Road, foi o primeiro a sair. Maxi ocupou a sua vaga. Soares e Danilo cederam também os seus lugares a Hernâni e Loum, mas apenas na parte final do jogo.

A terminar, registo para um remate acrobático de Brahimi, dentro da área, mas para defesa fácil de Bracali.

Mais uma etapa cumprida na Liga NOS, menos um jogo para vencer. O FC Porto tem agora seis jogos do campeonato para cumprir. No imediato, as atenções estão viradas para Anfield Road, onde, nesta Terça-feira, a equipa de Sérgio Conceição vai jogar a primeira mão do acesso às meias finais da Champions League. Um bom resultado será aquele que permitir ao FC Porto deixar em aberto a eliminatória para a segunda mão.




DECLARAÇÕES

Vítor Bruno: "Estamos cá para lutar até ao fim"

Várias oportunidades criadas
“Conhecemos a forma de trabalho do Lito Vidigal, em outras circunstâncias apresentou uma estratégia semelhante à de hoje. Projetámos muito os nossos laterais e acabou por resultar. Criámos várias ocasiões e surgiu um penálti claríssimo a dar-nos a vantagem. O resultado ao intervalo peca por escasso. Na segunda parte fizemos o 2-0 e inconscientemente acabámos por gerir um bocadinho o esforço. Não é premeditado, não é essa a mensagem que passa, mas percebemos que quem está em campo faça essa gestão. O Boavista não criou perigo. Acercou-se um par de vezes à nossa baliza mas sem criar mossa.”

A estratégia do Boavista no Dragão
“Era um cenário, tentamos antecipar vários cenários. No ano passado, nas Aves, o Lito Vidigal preparou uma estratégia muito semelhante. O treinador do Boavista terá acabado que era a melhor forma de nos travar, mas a nossa dinâmica é forte. É uma opção dele.”


Grande ambição em Liverpool
“É um exercício estimulante para nós. Nós, equipa técnica e jogadores, até pelo que aconteceu na época passada, pretendemos apresentar um futebol diferente, que possa ombrear com o Liverpool. Vamos para Liverpool com grande ambição e com grande vontade de passar às meias-finais.”

Os adeptos e a luta até ao fim
“Todos os jogadores dão-nos uma grande resposta e depois temos 40 mil adeptos como estes, que nos empurram sempre para as vitórias. Até final vai ser assim. É uma luta difícil mas estamos cá para lutar até ao fim.”



RESUMO DO JOGO

AU REVOIR BRAGA!


No assentar da poeira de uma dupla jornada com o Sporting de Braga, para campeonato e taça, podemos sorrir de contentamento com os objectivos plenamente cumpridos.

Como seria de esperar, dois jogos muito complicados, sendo que em ambos o Braga deu, como já era esperado, tudo o que sabe, não sabe, pode e não pode. Postura que seria de elogiar, caso de uma equipa eticamente correcta se tratasse. Infelizmente para as gentes da cidade de Braga, que decerto não merecerão ser conotadas com a mentalidade de certos treinadores e dirigentes da colectivade local, o que vimos do mau perder do Sporting de Braga contra FC Porto, com protestos mirabolantes, e até intervenções presidenciais, contrasta ao máximo com a bonomia, passividade e até contida satisfação, que têm quando são goleados nas visitas à casa-mãe Lisboeta. Enquanto assim for, todos os Bracarenses verdadeiros deverão se sentir envergonhados pela equipa que enverga o nome da cidade. Até quando?

Como comparação, uma palavra de apreço para Tondela, que no mesmo período temporal, se conseguiu libertar de amarras vermelhas invisíveis, e finalmente sua e dignifica o emblema em campo. Não pontuaram na Luz, mas lutaram até ao fim. Isso sim, é a verdade desportiva que se espera de todos, contra todos.

Sobre os jogos com o Braga, se os resultados foram bastante positivos, ambas exibições foram deveras sofríveis. Se para o campeonato, o bater do coração e a surpreendente isenção arbitral de Jorge Sousa (de admirar!), resgataram 3 preciosos pontos, para a Taça há que admitir que os números finais são muito lisonjeiros para o que se passou em campo, onde roçamos a nulidade naquele que foi provavelmente o nosso pior jogo da época. O que de preocupante esta dupla jornada nos traz, é que contra equipas com melhores recursos, não podemos estar dependentes do acerto do árbitro, ou de uma eficácia a rondar os 100%. É necessário mais. Criar oportunidades. Controlar o jogo. Nestes últimos aspectos, há muito que as debilidades grassam. Volto a lembrar que Julen Lopetegui ou Nuno Espírito Santo não tiveram a fortuna que Sérgio Conceição teve contra Braga, ou Roma, por exemplo. Para aqueles dois treinadores pré-VAR, penalties não existiam nas regras dos jogos em que o Porto entrava. Para vencer, tinham que criar oportunidades. Muitas oportunidades. Como tal, até pelo nosso passado, espera-se mais e melhor do FC Porto de Conceição. Confio no treinador para uma resposta positiva.

Uma sensação estranha que me passa, é que há décadas estou habituado a ser prejudicado por árbitros. Este recente acerto que o VAR trouxe às decisões (roubos?) dos árbitros, custa a acreditar e entranhar.  

Uma sensação estranha que deve passar também a todos os benfiquistas (e sportinguistas...). Tão habituados estão de serem beneficiados por àrbitros, e calejados de verem o FC Porto a ser ESPOLIADO de lances capitais jornada após jornada, é que este recente acerto que o VAR trouxe às decisões arbitrais também deve ser contra-natura aos seus princípios. Onde se viu decisões justas a favor de FC Porto!

Coitados!

Só assim se compreende a demência benfiquista, em alegar um suposto penalty de Corona sobre Wilson Eduardo no recente jogo para o campeonato, quando o mexicano se encolhe perante a investida do avançado bracarense, e é o próprio colega (!) do jogador angolano a rasteirar o mesmo. Ináudito. Mas assim é a visão deturpada vermelha, a atirar areia para os olhos de todos aqueles que gostam de viver na cegueira, e a fazer pressão sobre árbitros para um retorno a um tenebroso e mentiroso passado recente. Quando o fôlego se começa a esgotar em campo, o jogo sujo íntrinseco ao ADN encarnado vem ao de cima.

A provar isto, a recente eliminação da taça dos mais melhores do mundo, universo, e arredores, com o "mestre" Lage ao leme e o fantabulástico Felix na equipa, deve ser difícil de digerir. Basta um empatezinho no campeonato para a época passar de conto de fadas para pesadelo. Tic tac. Tic tac. Tic tac.

Cumprimentos Portistas.


PS. Após escrever esta crónica, tomei conhecimento da conferência de imprensa do Abel Ferreira. Humilde, apaziguadora e elogiosa para o FC Porto. Uma antítese total do que o presidente bracarense tinha feito no mesmo local, minutos antes, e divulgado na comunicação social.

Pergunto:
Porquê o interesse de ocultar este tipo de intervenções, que em tudo beneficiam o futebol?
Porquê só o sangue interessa aos vampiros dos média?
Fica questão.
E a ressalva para talvez uma pequena injustiça que tenha tido para o treinador do Braga no texto acima.

02 abril, 2019

CARIMBO PARA O JAMOR.


BRAGA-FC PORTO, 1-1

O FC Porto carimbou o passaporte para a final do Jamor, no pior jogo da época. Os campeões nacionais tiveram uma atitude pouco a ver com a postura de uma equipa à FC Porto e mostraram passividade e desinteresse a rodos pela partida desta noite em Braga. Ao contrário do jogo do Sábado passado, a equipa foi muito frouxa e ausente. Os jogadores escalonados para esta partida, com poucos minutos ao longo da época, revelaram não merecer tantas oportunidades como as que, por vezes, gostam de reclamar.


Sérgio Conceição apostou em 4 dos 11 habituais titulares e procurou dar oportunidades a jogadores que passam mais tempo no banco e na bancada. A equipa defraudou as expectativas, levando o treinador a mostrar o seu desagrado. Os adeptos, incansáveis no apoio, desde o primeiro minuto, não saíram contentes com a postura dos atletas.

O Sp. Braga fez um jogo muito bom, procurando jogar para atingir o impossível. Os seus jogadores foram inexcedíveis e pressionaram o seu adversário desde o primeiro minuto. Sempre em ritmo acelerado, a equipa do Minho provou que a desvantagem de três golos de diferença não impedia a equipa de lutar até ao final.

Estou deveras curioso para ver qual será a postura dessa equipa quando defrontar os seus amigos de Lisboa daqui por um par de semanas. Fico à espera para ver se fazem desse jogo a final da Champions League como se viu neste jogo com o FC Porto.


Na primeira parte, só se viu FC Porto em tentativas de ataque que nunca ameaçaram o Guarda-redes Marafona. Quanto ao Sp. Braga teve uma mão cheia de oportunidades para fazer funcionar o marcador. Wilson Eduardo rematou à barra logo aos 2 minutos, depois houve uma série de situações de perigo junto da baliza de Fabiano que também contribuiu para momentos de perigo, com saídas dos postes em falso. Um golo bem anulado, por fora-de-jogo de um jogador bracarense, fez com que o FC Porto não começasse a perder tão cedo, mas já perto do intervalo, Paulinho inaugurou o marcador com uma jogada individual, onde Felipe parece ter sido carregado em falta.

Com o 3-0 do Dragão, os campeões nacionais dormiram à sombra do resultado. Inadmissível para uma equipa que tem de ter postura de campeão se pretende vencer as provas que disputa, neste momento.

Apesar do valente puxão de orelhas de Sérgio Conceição, a equipa portista foi incapaz de mudar o chip após os primeiros 45 minutos. Continuou amorfa, sem ideias, sem reagir à adversidade e impávida a assistir ao rolo compressor do Sp. Braga que continuou a carregar no acelerador para chegar ao segundo golo e deixar tudo em suspense.


Com as substituições operadas, o jogo do FC Porto continuou a ser uma lástima. Até que aos 75 minutos, na conversão de um pontapé de canto cobrado por Corona, Danilo subiu mais alto que todos e desviou a bola de cabeça para a baliza de Marafona. A partir daí as esperanças dos bracarenses terminaram.

No entanto, antes do final, Danilo salvou um golo feito em cima da linha de baliza, impedindo que os Dragões saíssem derrotados da cidade dos Arcebispos.

A taça de Portugal vai ser arrumada até ao fim da época. Os campeões nacionais vão virar agulhas para a Liga NOS onde lhes esperam sete finais terríveis, com a obrigatoriedade de vencer. Pelo meio, vem uma duríssima eliminatória para a Champions League, diante do Liverpool. A importância de ter todo o grupo focado e disponível poderá fazer a diferença. O Mar Azul, esse, está e estará sempre presente.

Próxima paragem: recepção ao Boavista, na próxima Sexta-feira com ordem para conquista de três pontos.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há que valorizar a passagem à final"

Jogo pouco conseguido
“É verdade, não foi um grande jogo. No ano passado fomos superiores ao Sporting nos dois jogos e não passámos à final. Este ano conseguimo-lo, há que valorizar a passagem à final. Agora, hoje não fomos a equipa que costumamos ser. Pouca bola, passeámos um pouco as camisolas, não gostei. Não conseguimos controlar os movimentos interiores do Horta, poucos duelos ganhos, perdemos muitas bolas na zona central. Se pudesse teria mudado oito jogadores e tive de fazer ajustamentos. O principal era a mentalidade ser outra. Eu fui jogador e sei que quando se está com uma vantagem de 3-0, há sete mudanças numa equipa, é normal, embora não devesse ser, que se relaxe um pouco. Eu não gostei disso. Quem está no FC Porto tem de ter uma mentalidade muito forte, os jogadores têm-na tido, não foi hoje o caso.”

Ausência de Brahimi e entrada de Loum
“Foi uma questão de opção no caso do Brahimi. Não pus o Loum para lhe dar um prémio, coloquei-o em jogo porque achei que a equipa precisava de um médio com as características dele.”


Castigo aplicado hoje
“Não percebo esse castigo que me foi aplicado. Não estamos numa igreja, estamos num ambiente em que as emoções e a paixão estão à flor da pele. Não percebo muito do que se está a passar na sociedade portuguesa ultimamente, estão a querer desestabilizar o FC Porto, mas não vão conseguir.”

Polémica com Abel
“Nem falámos de nada disso, falámos sobre outras coisas. Tenho uma boa relação com o Abel.”



RESUMO DO JOGO

INSULTOS A CONCEIÇÃO? SÃO UM ÓTIMO SINAL...


Parece que virou desporto nacional, o insulto de baixo nível ao atual treinador do FC Porto da parte de umas coisas que não me lembro quem ou o que são. Há umas semanas não sei quem insultou Sérgio Conceição chamando-lhe de tudo deste "aldrabão a complexado", este fim-de-semana não sei o quê insultou também Conceição chamando-lhe "javardo".

É com enorme felicidade que vejo estes insultos ao nosso treinador. É um ótimo sinal, excelente mesmo! Sempre que vejo um treinador do FC Porto ser insultado com o mais baixo nível é um excelente sinal para nós, adeptos do FC Porto. Lembro-me bem das "cobras e lagartos" que se diziam de Mourinho, que logo após sair de Portugal passou a ser um grande treinador muito competente, ou do "infantil e imberbe" Villas-Boas ou do achincalhamento frequente com que Vítor Pereira era brindado pela generalidade dos rivais. São tudo exemplo de treinadores que se fartaram de ganhar no FC Porto, que se fartaram de humilhar os rivais diretos (goleadas, humilhações, coças, etc...), por isso eram maltratados pelos nossos rivais mais nojentos e ordinários.

Nunca me lembro de ver algum rival preocupar-se em adjetivar de forma menos simpática Paulo Fonseca, que era motivo de chacota quando confundia Frankfurt com Munique ou Dortmund, ou por exemplo José Peseiro, que era um homem bem simpático e agradável. Geralmente é sempre assim, os treinadores de um FC Porto que fica em 2º ou 3º lugar a 15 ou 20 pontos do 1º lugar são sempre uns gajos "porreiros e muito simpáticos", os treinadores do FC Porto que humilham os rivais diretos e ganham campeonatos, taças, Champions e Ligas Europa, são uns "javardos, arrogantes, malcriados" e mais não sei quantos adjetivos de mais baixo nível possível. Prefiro mil vezes um "javardo malcriado e aldrabão" do que um "corno manso e simpático".

O FC Porto treinado pelo "javardo malcriado e aldrabão" em pouco mais de um ano já venceu um campeonato com o recorde de pontos do clube e com uma limpeza tão incrível quando justa, batendo toda a concorrência de forma clara e clarividente. E este ano o FC Porto do "javardo" pode efetivamente chegar ao fim da época apenas com uma supertaça nas vitrinas do museu do Dragão mas tenho a certeza absoluta que o FC Porto irá lutar até à ultima pinga de suor e irá um "osso bem duro de roer" para todos os adversários. Não será fácil derrubar este FC Porto, mas foi muito fácil derrubar o FC Porto nos 4 anos anteriores à vinda do "javardo" para treinador do FC Porto. Esta é que é a grande verdade e é isto que motiva tanto insulto, tanta ordinarice e tanto baixo nível contra o atual treinador do FC Porto.

Será sempre um ótimo sinal quando o FC Porto, na pele dos seus profissionais, é maltratado e insultado pelos rivais. É assim há 37 anos e ainda bem. Eram bem mais triste sermos bem tratados e nada termos ganho ao longo desses 37 anos.



30 março, 2019

GANHAR NA RAÇA.


BRAGA-FC PORTO, 2-3

O jogo de Braga foi um duro teste para o FC Porto na luta pelo título. Teoricamente, os Dragões ultrapassaram o adversário mais forte que tinham pela frente, em jogos fora de casa. Os campeões nacionais mantêm-se colados na liderança da Liga NOS e têm que continuar a vencer os seus jogos, esperando por boas novas do seu rival directo.

O jogo começou muito mal para os portistas. Algo amorfos e, de certa forma, desconcentrados, os Dragões viram o Sp. Braga entrar forte e permitiram que chegasse à sua área com alguma facilidade.


Aos 4 minutos, o FC Porto abriu uma avenida no seu meio-campo e os bracarenses aproveitaram para chegar à área portista com sucesso. Wilson Eduardo correspondeu a um cruzamento de Claudemir com um remate frouxo. Casillas ficou mal na fotografia, tentando defender o lance e protestando com o árbitro auxiliar, em simultâneo.

Este golo fez despertar o FC Porto para o jogo. Os Dragões reagiram e passaram a dominar o jogo com alguma facilidade mas no último passe e na definição dos lances, os jogadores dianteiros estiveram algo desastrados. O perigo rondava a baliza bracarense, mas não passavam de ameaças.

À passagem do minuto 26, o FC Porto chegou ao empate, com alguma justiça. Canto batido por Corona, Felipe desviou ao primeiro poste e Soares apareceu a finalizar de cabeça junto ao poste mais distante.

Esperava-se uma reacção do Braga que, na véspera, prometeu, pela voz do seu treinador, jogar para vencer. Mas foi o FC Porto que continuou a carburar na busca do segundo golo. A produção dos Dragões ia subindo à medida que os minutos passavam e foi já na parte final da etapa inicial que os azuis-e-brancos estiveram perto do 1-2. Primeiro por Alex Telles na conversão de um livre directo, com o guarda-redes bracarense a sacudir para canto e depois num remate atabalhoado de Marega a passar junto ao poste da baliza contrária.

A etapa complementar teve uma fase inicial muito semelhante à primeira parte. Brahimi entrou para o lugar do apagadíssimo Otávio, mas o FC Porto voltou a mostrar total desconcentração.


Com dois minutos jogados na segunda parte, os Dragões viam-se novamente em desvantagem no marcador. Felipe embrulhou-se com um adversário e ficou no relvado. Murilo aproveitou, foi para a área portista e perante o desentendimento entre Casillas e Militão apontou o segundo golo dos bracarenses. Um golo que teve o seu lado caricato e que demonstra a total desconcentração dos jogadores portistas.

Temia-se o pior para os campeões nacionais. Com nova desvantagem, o FC Porto teve que arregaçar as mangas e jogar na raça, mas a reacção não foi imediata. O Sp. Braga teve o ensejo de fazer o 3-1 à passagem dos 60 minutos quando Dyego Sousa rematou à figura de Casillas dentro da grande área. Na resposta, Alex Telles rematou fortíssimo, na área, para a defesa da tarde de Tiago Sá.

Sérgio Conceição voltou a mexer na equipa. Tirou Pepe, fez entrar Manafá e desviou Militão para o centro da defesa. Os Dragões voltavam a assumir as despesas do jogo e tiveram a compensação com uma grande penalidade de Claudemir sobre Éder Militão aos 69 minutos. Alex Telles, chamado a marcar, bateu o guardião bracarense e restabeleceu a igualdade. O lateral portista saiu lesionado, no momento do remate com um movimento do corpo que lhe causou uma bursite.


Para o seu lugar entrou Fernando Andrade que viria a estar no terceiro golo dos Dragões. Aos 80 minutos, em mais uma das muitas investidas dos campeões nacionais, Brahimi cruzou na esquerda para a área e Fernando Andrade foi carregado por trás por Claudemir. Jorge Sousa, sem dúvidas, apontou outra vez para a marca de pontapé de penalti.

Soares assumiu a responsabilidade e bisou na partida, colocando o FC Porto em vantagem, pela primeira vez na partida. Faltavam dez minutos para terminar a partida, que viria a ter sete minutos de compensação, dadas as perdas de tempo da equipa do Minho e o desaparecimento insólito das bolas do recinto de jogo.

O Sp. Braga tentou chegar, de novo, ao empate mas o FC Porto, apesar de passar por alguns calafrios e de mostrar algum nervosismo, acabou por trazer para a invicta três preciosos pontos. Destaques finais para um jogo de emoções, apesar de muitos erros de parte a parte, e para a boa moldura humana verificada na cidade dos arcebispos.

O FC Porto volta a jogar para a Liga NOS na próxima sexta-feira, com a recepção ao Boavista, mas antes terá que se deslocar novamente a Braga para cumprir a segunda mão das meias finais da Taça de Portugal. Os Dragões têm uma vantagem de três golos para gerir nesta terça-feira.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Juntos somos mais fortes"

Equipa demonstrou caráter e vontade
“Sabíamos que seria sempre difícil jogar aqui em Braga, independentemente da estratégia do adversário. Hoje vimos um Sporting de Braga mais baixo em campo, ficou mais difícil ter espaço para explorar a profundidade, como nós gostamos. Tivemos de encontrar outras soluções. Entrámos mal no jogo, nas duas partes, mas a equipa demonstrou muito caráter, muita vontade.

Substituições a pensar na vitória
“As substituições foram sempre pensadas para ganhar o jogo, mesmo com a entrada do Fernando Andrade, quando o Alex Telles se lesionou. Foi um jogo muito competitivo entre duas boas equipas. Defrontámos, é preciso assumir isso, o quarto grande.”


Mexer para acrescentar algo à equipa
“Durante a primeira parte já tinha trocado o Corona pelo Otávio, nos flancos, para haver mais permutas posicionais e colocar mais dificuldades ao Sporting de Braga. Depois, a entrada do Brahimi foi importante, como foram as entradas do Manafá e do Fernando. Fui vendo o jogo e fui metendo colocando sempre jogadores no sentido de dar algo mais à equipa com o objetivo de garantir a vitória.”

Dificuldades provadas pelas ausências
“O cenário teve a ver também com estas duas semanas, em que não tivemos nove jogadores que estavam nas seleções. Grande parte dos jogadores que jogaram hoje não esteve connosco nestes dias.”

Todos os jogos são finais
“Cada jogo é uma final e cada jogo é decisivo. Nunca saberemos que jogo será decisivo para as contas finais do campeonato.”

Uma mensagem para os adeptos
“Durante o jogo, senti que alguns adeptos não estavam como deveriam estar. Devemos estar sempre juntos, como sempre estivemos. Juntos somos mais fortes.”



RESUMO DO JOGO