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28 maio, 2007

Uma noite de campeões…

Antes de mais, chamo a atenção que por motivos da noite anterior (mais que) bem regada no 4º jantar dos Portistas de Tondela, acabei (acabamos) por ficar de «molho» durante o dia de hoje, não tendo sequer conseguido encontrar forças anímicas e físicas para me deslocar ao Dragão para a festa de consagração dos «bi-campeões»… e rever as «velhas glórias» do Prater. Agora, olhando para trás, parece que perdi mais uma grande noite no nosso Palco dos Sonhos… nada a fazer, que não lamentar… a culpa foi mesmo dos «Tondelenses» LoL.

Adiante… por isso, peço desde já desculpa por ter que aqui «transcrever» o que vem publicado no site oficial do FC Porto, mas também não havia outra forma mesmo, não é? Por isso, aqui fica o testemunho de mais «uma noite de campeões».


Onde estava no 27 de Maio?

Viena revisitada no Porto ou 20 anos perpassados em cinco minutos. A tecnologia, em constante mutação, tem destas coisas. Verdadeiramente mirabolantes. Paulo Futre chamou-lhe arrepiantes, a meio de uma confissão, já no elevador, voltado para Frasco e Bandeirinha, companheiros de viagem do relvado ao camarote presidencial. «Já não estás habituado a estas coisas». Disse-o ainda com os olhos vidrados da homenagem, num português perfeito. Mas, como um perfeito espanhol, utilizando a segunda pessoa do singular quando se referia a ele próprio. E com a inevitável sonoridade castelhana a que só faltou o «hombre» pelo fim.

Momentos antes, quando a noite se preparava para cair, 20 heróis de Viena partilharam a passadeira azul e o palco das emoções com os protagonistas do presente, vencedores de outras taças, bi e até hexacampeões, numa cerimónia a que não faltou fogo de Dragão e pele de galinha. A pose habitual de Artur Jorge, que se inclina sobre o microfone enquanto espreita a câmara, dissimulava, de forma estudada, emoções que o discurso acabaria por revelar. «Só um grande clube conseguiria fazer uma grande festa, com tanto público e tantos aplausos».

Entre labaredas frequentes e uma explosão de enormes pedaços de papel brilhante, colorida a azul e prata, Whorton, Smith, Blanks e Sorrentine, os norte-americanos do basquetebol, aperceberam-se, por fim, da dimensão portista. «Ficaram boquiabertos», contou Rodrigo Mascarenhas, também ele suficientemente emocionado para esquecer, mesmo que pontualmente, os últimos 45 segundos de uma época em que quase juntou a vitória na Liga à conquista da Taça.

Com convidado de Honra, a chuva de estrelas processava-se a vários ritmos, entre a euforia da corrida, o passo característico de um desfile, embora condicionado por lesões, e a marcha lenta imposta por intervenções cirúrgicas recentes e só possível no recurso ao uso de canadianas. Além de Bruno Moraes, também o andebolista Pedro Solha surgiu à boca do túnel apoiado em muletas, para, um pouco mais tarde, assegurar que «o apoio sentido» será razão de uma aceleração do período de convalescença.

O clima de celebração, que já havia feito soar nas colunas do Dragão a mais célebre valsa de Johann Strauss II, a do Imperador, evocando a notável conquista de Viena, não deixava ninguém indiferente. Talvez por isso, na falta de outros e melhores argumentos, Filipe Santos, capitão da equipa hexacampeã nacional de hóquei em patins, falava num «ambiente enorme».

Depois veio o jogo. E logo a seguir o golo. De Lisandro, que já abatera o Aves, uma semana antes. Mais uma grande defesa de Vítor Baía e a estreia de Pedro Emanuel. A fechar, um espectáculo piro-musical, com um «cover» do hino portista interpretado por Nuno Norte a marcar o ritmo das artísticas explosões da ilimitada chama do Dragão, que, para além de outras paragens, também passou por Viena. E você, onde estava no 27 de Maio?

O jogo dos Campeões…

F.C. Porto-Leixões, 1-0

A uma festa de campeões, com palco em pleno Estádio do Dragão, não podia faltar um jogo de consagração, que colocou frente-a-frente os vencedores da primeira e da segunda ligas portuguesas. Um golo madrugador de Lisandro López garantiu o triunfo portista e deu ainda mais cor à festa azul e branca, que encerrou pouco depois com um espectáculo piro-musical.

Em clima de festa e ambiente de celebração, o encontro foi mesmo a «cereja no topo do bolo», com os bicampeões nacionais a aproveitarem a ocasião para encerrarem a época 2006/07, e a renovação do título, perante milhares de adeptos portistas.

Lisandro deu o mote para a continuação da festa, logo aos três minutos, ao dar a melhor sequência a uma solicitação de Bosingwa, carimbando o único tento do encontro. O argentino esteve ainda perto de bisar na partida, num lance a fazer lembrar o quarto golo dos Dragões na derradeira jornada do campeonato, frente ao Desportivo das Aves, ainda que desta feita a bola tenha embatido no poste da baliza leixonense.

E se o ambiente já era festivo, melhor ficou à passagem do minuto 60 da partida, marcado pelo regresso de Pedro Emanuel aos relvados, depois de mais de nove meses de paragem, devidamente assinalado por uma grandiosa ovação dos milhares de adeptos presentes nas bancadas do Dragão.

Ficha de jogo:
Festa dos Campeões - 27 de Maio de 2007
Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: Serafim Nogueira e João Silva
4º árbitro: Carlos Duarte

F.C. PORTO: Vítor Baía «cap.», Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raúl Meireles e Jorginho; Quaresma, Lisandro López e Adriano.
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Alan, Lucas e João Paulo.
Treinador: Jesualdo Ferreira

LEIXÕES: Beto, Marco Cadete, Elvis «cap.», Nuno Silva, Hugo Morais; Jorge Duarte, Nuno Amaro, Pedro Cervantes, Filipe, Nandinho e Roberto.
Jogaram ainda: Fonseca, Ruben, Cleuber, Malafaia, Ricardo Jorge, Moita, Joel, Bruno China, Cristóvão, Cícero, Jorge Gonçalves, Alexandre, Leandro Tatu e Xavier.
Treinador: Vítor Oliveira

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lisandro (3min)

Recordar no Dragão uma Viena jamais esquecida...

Foi perante um Estádio do Dragão transbordante de emoções que os heróis de Viena recordaram aquele que constituiu um dos momentos mais simbólicos da história do F.C. Porto, assinalado a 27 de Maio de 1987, numa cidade jamais esquecida pelos conquistadores da primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus do clube, por representar o reconhecimento das qualidades de uma equipa que escancarou as portas do sucesso que caracterizam os Dragões até hoje.

Entre os muitos nomes honrosamente ligados à estreia dos azuis e brancos no que ao alcance de êxitos europeus concerne, Madjer e Juary são dos mais falados, não porque o individual se sobreponha ao colectivo, até porque foi na união dos jogadores que esteve o principal segredo para o triunfo, mas porque foram os autores dos dois golos que permitiram ao F.C. Porto dar a volta ao jogo frente ao Bayern de Munique e assegurar o troféu.

Duas décadas depois de estarem juntos pela última vez, os ex-artilheiros dos Dragões juntaram-se aos restantes antigos companheiros de equipa no actual palco das palpitações azuis e brancas, lembrando com muita felicidade o episódio mais brilhante das suas carreiras, que ainda hoje é capaz de acelerar os batimentos cardíacos dos seus protagonistas, num reavivar de sensações praticamente indescritíveis.

Evocados como uma dupla de ataque respeitável, Madjer e Juary não esquecem os instantes de cumplicidade tremenda que viveram na final de 1987, descrevendo ao pormenor todos os movimentos que levaram à concretização dos golos do F.C. Porto, entusiasticamente celebrados por todos os corações que naquela noite vibraram ao ritmo daqueles que viria a sagrar-se os primeiros Campeões Europeus na história do clube.

«Quando passei a bola, fiquei com a sensação de que ela não ia em direcção ao Madjer, mas ele fez uma rotação perfeita e encaixou-a na baliza de calcanhar. Foi fantástico!», recordou Juary, ouvindo de seguida, nas palavras do seu cúmplice de há 20 anos, a versão da jogada que deu origem ao seu próprio golo: «Recebi a bola de um passe longo do Celso, fintei um adversário e depois foi só cruzar para a área, encontrando-se o Juary no sítio certo para finalizar, o que foi decisivo.»

A alegria que sentiram em ambas as ocasiões ficou para sempre registada num vocabulário que só as próprias emoções podem descodificar e só mesmo um momento como o de hoje podia trazer à memória. «Estar aqui hoje e ver uma geração que se calhar ainda nem era nascida aplaudir-nos de pé é uma sensação indescritível», sublinhou Juary, garantindo «não haver dinheiro que pague um episódio como este».

Paulo Futre: «Fiz a jogada da minha vida»
Paulo Futre, que também escreveu o seu nome na história do F.C. Porto, em 1987, viveu uma noite «especial», este domingo, no Dragão, em que pôde recordar aquela que diz ter sido a jogada da sua vida.
«Esta é uma noite muito especial para todos e para mim particularmente, pois representa a memória de um momento de grande importância na minha vida, não só profissional, mas também pessoalmente. Além de ser histórico, o desafio de 1987 deu-me a conhecer internacionalmente e fez-me perceber, de forma definitiva, que eu era um atleta talhado para os grandes jogos. Foi também a partida em que fiz a jogada da minha vida, só faltou o golo…».

As reacções dos homenageados…

Manuel Arezes, andebolista do F.C. Porto: «É o culminar de um ano muito especial do F.C. Porto, que conseguiu afirmar a sua grandeza em todas as modalidades. No próximo ano, esperamos brindar todos estes adeptos fantásticos com a conquista do título.»

Rodrigo Mascarenhas, basquetebolista do F.C. Porto: «Os norte-americanos ficaram boquiabertos, aperceberam-se, finalmente, da grandiosidade do clube, porque pisar o relvado do Dragão com o estádio cheio é uma sensação bem mais forte do que entrar num pavilhão. Aqui, com o apoio deste público fantástico, sentimo-nos verdadeiramente especiais. Este é um dia único para mim. Até já esqueci a derrota na Liga.»

Carlos Resende, treinador de andebol do F.C. Porto: «O F.C. Porto é um clube ganhador e isso é sempre um motivo de festa. É um estímulo para tentarmos sempre mais. Desta vez, foi só a Taça, mas para o ano queremos mais.»

Filipe Santos, hoquista do F.C. Porto: «Foi fantástico poder estar no Dragão este ano, porque nunca nos tinha sido possível conciliar, num mesmo espaço, as comemorações pelas conquistas de vários títulos. Estamos muito emocionados com o ambiente gigantesco desta magnífica celebração.»

Paulo Cunha, basquetebolista do F.C. Porto: «É um momento muito especial para todos nós, que interpreto como o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo da época e uma nova forma de incentivo. Os portistas querem sempre ganhar mais e nós queremos dedicar-lhes o título na próxima época.»

Pedro Solha, andebolista do F.C. Porto: «Foi um orgulho muito grande estar perante aquela moldura humana impressionante. Espero que o título que conquistámos, a Taça de Portugal, tenha servido para retribuir o apoio que nos transmitiram.»

# textos retirados do site oficial do FC Porto


ps1 -
as inscrições para o jantar comemorativo do 1º aniversário do blog que se vai realizar no próximo dia 16 de Junho, pelas 20h00, no Restaurante Brasileirão (Leça da Palmeira), continuam em aberto. O preço por pessoa é de 34,00 €, com o seguinte menu: 1 caipirinha por pessoa, rodízio, vinhos da casa, refrigerantes, café e sobremesas (frutas, doces e queijos). Até ao momento, estão já confirmadas 9 inscrições, pelo que caso pretendam participar, é favor enviar e-mail para blogdoblueboy@gmail.com com o vosso nome e forma de contacto, pelo que de seguida darei todas as coordenadas para confirmação da vossa presença.

ps2 - e não é que o nosso amigo e colaborador Estilhaço já se está a passar convosco? Então ninguém, responde ao repto que ele lançou na semana passada onde solicitava que enviassem para blogdoblueboy@gmail.com as “fotos, recortes de jornal, etc, para se fazer um post decente sobre os festejos do bi-campeonato? Nacional e além fronteiras, casas do Dragão, filiais, etc. Digam se têm ou arranjam material para nos enviar. Vamos lá fazer nós o que estes tipos da (des)comunicação social não sabem e não querem fazer”. Vem, vocês vão é arranjar maneira de ele rescindir o contrato de trabalho cá com o blog por incumprimento contratual, carago!! Esperam o quê afinal? O post do bi-campeonato não é para colocar para Agosto… é para já, carago! Vocês, esperam o quê afinal? Vamos lá mas é a responder ao apelo.

ps3 - esta noite, irei aqui colocar aqui uma mega-reportagem da noite de Sábado vivida lá para os lados de Tondela… não percam.

20 maio, 2007

Bi-campeão... o Porto está (de novo) na rua!


Competição: BWIN Liga 2006/07 - 30ª jornada
Data: 20.05.2007
Local: Estádio do Dragão, Porto
FC Porto: Helton (Vítor Baía 86'); Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Jorge Fucile; Raul Meireles, Lucho Gonzalez (Marek Cech 84'), Anderson (Jorginho 65'); Lisandro Lopez, Quaresma e Adriano
Golos: Adriano (26'), Lisandro Lopez (52', 89'), Jorge Ribeiro (pb 59')

Eis então que no cair do pano, o FC Porto conquistou o bicampeonato, vencendo na última jornada e em pleno Estádio do Dragão, o Desportivo das Aves por 4-1 encerrando desta forma definitivamente as contas deste campeonato.

O dia tinha tudo para ser perfeito, pelo que nem mesmo o tempo meio encoberto para os lados da cidade do Porto, conseguiria retirar-lhe um mínimo de brilho. Pelas redondezas do Estádio do Dragão, muitas horas ainda antes do apito inicial, vagueava já uma imensa multidão que coloria toda a atmosfera de um azul-e-branco forte. Sentia-se no ar, no respirar daquela imensa gente, uma confiança sem limites de que «aquele era o dia».

Na entrada para o «meu» Estádio do Dragão, comprovei aquilo que era já uma evidência: o Estádio do Dragão tinha vestido o seu melhor fato de gala, com mais de 50.000 vozes para levar os «nossos meninos» ao colo até à glória final.

O Prof. Jesualdo Ferreira voltou a não surpreender nos onze para o início do jogo. Estávamos todos em sintonia, até porque definitivamente, este era o momento da verdade, a derradeira oportunidade de vencer, não havendo um mínimo sequer de margem de manobra que permitisse outro resultado que não vencer. Se aquele era o melhor onze (e era!), para nós também o seria.

O FC Porto entrou forte no jogo, mas sem conseguir «secar» algum assomo de coragem por parte do adversário. Mesmo mandando claramente nas várias nuances do jogo, não conseguíamos criar oportunidades de golo flagrantes… sabendo nós nessa altura que os adversários mais directos já tinham inaugurado respectivamente os seus contadores a seu favor. Com o FC Porto em campo a mandar, mas golos, nem vê-los, começava a pairar no Estádio algum «nervosismo», ainda que disfarçado com total dedicação e apoio aos nossos jogadores.

Mesmo com alguns sustos pelo meio, o FC Porto conseguiu chegar à vantagem através do inevitável Adriano, estavam decorridos 26 min de jogo e inaugurado o marcador a nosso favor por 1-0. Foi a primeira explosão de alegria no Estádio do Dragão, que agora, respirava mais de alívio.

Tinham passados apenas 7 minutos, quando aos 33 min, Moreira empata a partida a 1-1, voltando a colocar pressão no FC Porto, que sabendo os resultados dos mais directos adversários, voltava a sentir a obrigação e a necessidade de correr atrás do prejuízo. Até ao final da primeira parte, os de azul-e-branco não conseguiam impor o seu jogo. Pedia-se outra atitude para os segundos 45 minutos.

Depois do descanso nos balneários, o FC Porto entrou em campo com outra atitude, outra garra e outra desenvoltura atacante, que ai então, conseguia colocar em sentido a defesa adversária.

Aos 52 min, Lisandro Lopez marca o 2-1 a favor dos Dragões com um forte e colocado remate de fora da área que volta a fazer explodir de alegria o Estádio do Dragão.

E porque nesta altura o FC Porto impunha em campo um forte pressing a toda a largura do terreno, tinham-se passado mais 7 minutos, quando aos 59 min, num lance que faz a bola tabelar em Jorge Ribeiro, o FC Porto chega aos 3-1 e praticamente encerra as contas deste jogo.

A partir dali, começou a festa nas bancadas, que se contagiava aqui e acolá pelas reacções dos jogadores em campo que começavam também eles a entrar na festa com manifestações de exultar de felicidade. Nesta altura, já nada interessavam os resultados dos mais directos adversários e todo o estádio começava a entoar o nome de «Vítor Baia» para que este também ele se tornasse bicampeão nacional, que quando aconteceu restavam já apenas 5 minutos para o fim do jogo, recebendo nessa altura, a devida homenagem por parte de todos os presentes: uma estrondosa e imensa salva de palmas.

Mesmo em cima do fecho da partida, aos 89 min, Lisandro Lopez bisa no jogo com o golo mais bonito e a fechar com chave de ouro o resultado em 4-1 definitivo. Até ao final do jogo, foi apenas descarregar a adrenalina que ainda restava no corpo e desfrutar da beleza do momento: a conquista do bi-campeonato.

No final do jogo, foi festejar, vibrar, e descarregar todas as emoções de 30 jornadas de luta, sofrimento e suor. Finalmente, somos bi-campeões, carago!!!

Azul + : Todo o plantel em geral, onde destaco a um nível ligeiramente superior, o imenso Raul Meireles que varria todo o meio-campo, Lisandro pela disponibilidade de entrega, luta e golos e uma menção honrosa, justiça seja feita, desta vez para o esforço do «esgotado» Lucho... e para o 31º título na carreira do imenso Vítor Baia.

Azul - : Quaresma em decréscimo de qualidade de jogo..

Arbitragem: Pequenos erros de pormenor, que se revelaram insignificantes para o desfecho final da partida..

Post Script – Mais logo, irei colocar as fotografias tiradas ontem no Estádio do Dragão.

13 maio, 2007

De braço dado... com o sofrimento

Competição: BWIN Liga 2006/07 - 29ª jornada
Data: 13.05.2007
Local: Estádio da Mata Real, Paços de Ferreira
FC Porto: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Jorge Fucile; Paulo Assunção (Jorginho 38'), Lucho Gonzalez, Anderson (Raul Meireles 68'); Lisandro Lopez (Hélder Postiga 55'), Quaresma e Adriano
Golos: Adriano (76')

Inexplicavelmente, ou talvez não, se pensarmos na 2ª volta sofrida que o FC Porto tem vindo a realizar, dando tiros nos pés a um ritmo impressionante, com muitos erros de casting de permeio, a liderança do campeonato esteve até bem perto dos 90 minutos, presa por um simples ‘pelo’… até que surgiu em jogo, mais uma vez, o ‘dispensado’ Adriano que nos tranquilizou e acabou com o sofrimento perfeitamente evitável, num plantel de campeões e de milhões.

O FC Porto entrou em campo com o onze esperado, mas vá-se lá saber porquê, nunca foi capaz de ser ‘mandão’ no jogo, acompanhando isso sim a equipe adversária nas muitas cautelas colocadas em campo, sendo um jogo francamente jogado no meio campo… e mal.

Apesar dessa toada de jogo incaracterística, Adriano teve logo aos 5 minutos de jogo, a possibilidade de desfeitear o guarda-redes adversário, o que não conseguiu. Logo de seguida, Lucho, teve também ele a oportunidade de inaugurar o marcador, tendo conseguido acertar com estrondo no poste da baliza adversária no seguimento de um contra-ataque muito bem delineado pelo FC Porto.

Andava o jogo num ritmo muito ao sabor dos ‘caldos de galinha’, quando na primeira oportunidade para a equipe adversária, aos 20 minutos, e no seguimento de um pontapé de livre na entrada da área e ligeiramente descaído para a esquerda, Antunes fuzilou em direcção à baliza de Helton, com a bola a passar com muita felicidade pelo meio da barreira dos jogadores azuis-e-brancos, e bater inapelavelmente Helton que nada podia fazer. Estava feito o 1-0 para os da casa.

Em desvantagem e com a liderança em risco completo, pouco depois, Paulo Assunção dava o lugar a Jorginho para que o nosso ataque tentasse ser mais acutilante e pressionante sobre a defensiva adversária. A partir deste momento, mostraram-se uma equipa mais solta e ambiciosa, mas as nossas investidas à área adversária, continuavam a ser muito atabalhoadas e pouco perigosas. Estávamos no intervalo e com o FC Porto, nesse momento e virtualmente, com a liderança perdida para o 2º classificado.

No regresso para os últimos 45 minutos, o FC Porto entrou com a mesma postura ofensiva com que tinha terminado a 1ª parte, fazendo a equipe adversária recuar cada vez mais, mas apesar desse domínio territorial, as oportunidade de golo continuavam a escassear e as poucas oportunidades criadas, eras desperdiçadas, tendo nessa altura Bosingwa estado em plano de destaque com ‘cavalgadas’ pela sua área de jurisdição e obrigando o guarda-redes adversário a 2 boas defesas.

Tempo ainda para Postiga, que havia entrado para o lugar do desinspirado Lisandro, ter acertado com estrondo no poste esquerdo da baliza adversária. Nesta altura, já estava também Raúl Meireles em campo, que tinha entrada para o lugar do muito pouco produtivo, Anderson, já que o terreno pesado e encharcado, não estava para fantasistas, mas para homens de barba rija.

O tempo ia passando e com a liderança do campeonato perdida virtualmente naquele momento, o nervosismo ia-se lentamente apoderando dos jogadores portistas que começavam a insistir no jogo directo… nas bancadas, percebia-se a preocupação que pairava no ar, até porque a chuva caia copiosamente e sem dar tréguas.

Quando já restavam menos de 15 minutos para o fim do jogo, aos 76 minutos, o inevitável Adriano descansou a equipe, os adeptos e a liderança do campeonato voltava às nossas mãos. Fruto do ascendente ‘atabalhoado’ do FC Porto nessa altura, e bem no meio de um lance confuso na pequena área dos pacenses, com alguma sorte à mistura, Adriano coloca fim a uma série de ressaltos e coloca o jogo em 1-1.

Naquele momento, sentiu-se um profundo e imenso suspiro de alívio… os que estavam em campo, os que estavam nas bancadas, os que estavam em casa, finalmente, encontravam motivos para sorrir, ainda que fosse um sorriso não muito extravagante, porque ainda restavam alguns minutos para o fim do jogo e poderia até ao fim, acontecer algo estranho… não aconteceu e ainda bem. Pudemos finalmente, descomprimir e respirar fundo.

É verdade que com uma equipe de campeões (e de milhões) como a do FC Porto, não pode ser campeão apenas na última jornada, porque já há muito que deveria ter arrumando com o assunto, mas agora que as coisas estão neste pé, e depois de mais um sofrimento perfeitamente evitável, resta-nos aguardar ansiosamente por domingo próximo, lotarmos o nosso Estádio do Dragão com 50 mil vozes e vencermos o Aves, rumo ao título… rumo ao bi-campeonato… e rumo à glória final. Rapazes, falta só mais um jogo... bamos a eles, carago!

Azul + : Bosingwa, Raul Meireles… e o Imperador Adriano pela inevitável eficácia que nos continua a oferecer pontos em bandeja de ouro.

Azul - : Anderson muito pouco em jogo, Quaresma a usar e abusar das ‘trivelas’ e de Lucho já nem digo mais nada, porque já gastei o meu latim.

Arbitragem: Pouco ou nada a apontar… se sofremos até ao final do jogo, não foi por culpa do árbitro.

PS1 - Dragões carimbam qualificação europeia. Confirmou-se, esta tarde, a reviravolta portista na eliminatória de atribuição dos 3º e 4º lugares da Liga portuguesa de andebol. Os Dragões receberam pela segunda vez consecutiva o Benfica e voltaram a vencer, desta feita por claros 30-22, alcançando o terceiro posto da classificação final da prova… é caso para dizer que este ano, levaram na peidola como gente grande; foi no hóquei, foi no basquetebol e agora foi no andebol… um final de época de luxo para os Dragões nas modalidades ditas amadoras. Parabéns Campeões!

PS2 – Dragões de luxo venceram hoje em Ovar no 2º jogo da final do play-off de basquetebol por 79-87, empatando a 1-1 a final à melhor de 7. Parabéns Campeões!

05 maio, 2007

Rumo ao «bi»… na tarde de Bosingwashow


Competição:
BWIN Liga 2006/07 - 28ª jornada
Data: 05.05.2007
Local: Estádio do Dragão, Porto
FC Porto: Helton; Bosingwa, Ricardo Costa, João Paulo, Jorge Fucile; Paulo Assunção (Jorginho 56'), Marek Cech (Raul Meireles 56'), Lucho Gonzalez (Ibson 70'), Anderson; Lisandro Lopez e Adriano
Golos: Anderson (66’) e Fucile (87’)

Depois da derrota na semana passada no Bessa, este era um jogo com muita importância por diversos motivos: restavam apenas 3 jornadas para o término do campeonato, vínhamos de uma derrota merecida na semana passada no Bessa e também aquilitar da real valia desta equipa e saber se tinha ou não estofo de campeão para aguentar a pressão. Sucesso completo, porque foi um jogo dominado desde o 1º ao 90º minuto, com uma vitória natural por 2-0.

Relativamente ao jogo da semana passada, ocorreram 5 mexidas no onze inicial, com as entradas directas de João Paulo, Fucile, Paulo Assunção, Anderson e Lisandro. Com uma entrada forte em campo, tentou-se naturalmente empurrar a equipe nacionalista para a sua defensiva, o que de certo modo foi conseguido. Não obstante esta entrada, e porque as marcações a meio-campo falhavam, permitiam uma vez entre outra, que o Nacional mostrasse que estava em campo, mesmo que tentando incomodar Hélton apenas com remates de longa distância.

Estavam passados 10 minutos de jogo, quando o marcador poderia ter sido inaugurado por Lisandro que desviou um remate de Adriano para as redes adversárias, jogada esta que foi prontamente anulada pelo fiscal-de-linha. A partir deste momento, passou a assistir-se a um «assalto» dos jogadores azuis-e-brancos à defensiva adversária, onde as jogadas de perigo iam ocorrendo a um ritmo permanente. Ainda antes da meia-hora de jogo, novo golo anulado ao FC Porto, desta vez a Adriano, que estaria em fora-de-jogo.

Apesar de um domínio por mais que evidente, e com oportunidades de golo a acontecerem umas atrás de outras, o FC Porto foi para intervalo com o resultado em 0-0, ora por falta de pontaria dos seus jogadores, ora por boa exibição do guarda-redes adversário, ora outras vezes por manifesto azar.

Começou entretanto a 2ª parte do jogo, sem qualquer alteração no onze, mantendo-se a toada de jogo, com o FC Porto a dominar a seu belo prazer em todas as nuances de jogo. O que é certo, é que os minutos iam passando rapidamente e o golo não surgia, o que começou a criar algum nervosismo nos jogadores, que passou entretanto para as bancadas a todos os que assistiam ao jogo.

O Prof. Jesualdo ferreira entendeu então que era hora de mexer nas peças do puzzle e criar alguma novidade em jogo que pudesse inclinar a balança a nosso favor. Entraram então de seguida, Raul Meireles e Jorginho para os lugares de Paulo Assunção e Marek Cech. O ritmo e a pendência do jogo mostrava-se então do mesmo modo com que começou, com o FC Porto a pressionar, a jogar, a criar oportunidades, mas golos, zero!

Numa fase em que Anderson começava a mostrar-se pelas cavalgadas que iam incutindo em jogo, foi com inteira e merecida justiça que o FC Porto chegou ao 1-0, à passagem dos 66 minutos, através do mesmo Anderson, que na entrada da área, depois de uma boa combinação entre a linha avançada portista, fuzila o guarda-redes adversário. Os jogadores respiraram de alívio… e também as bancadas.

A partir desse momento, se o controlo do jogo era já quase absoluto, passou então a ser total, sem que o adversário conseguisse sair da teia defensiva que criou a si própria.

Estava o jogo já nos seus últimos momentos, quando Fucile, aos 88 minutos, aproveita mais uma desmarcação de génio de Anderson, com um pequeno desvio, coloca a bola no fundo da baliza adversária, fechando o resultado final em 2-0, e definitivamente tranquilizando todos os presentes.

Agora que restam 2 jornadas apenas para o fim do campeonato, resta-nos, na pior da hipóteses, uma vitoria e um empate para conquistarmos o tão ambicionado «bi-campeonato». Porque todo o nosso apoio nunca é demais, no próximo fim de semana, todos a Paços de Ferreira.

Azul + : É verdade que Anderson soltou o génio a determinada altura do jogo, mas Bosingwa encheu-me as medidas com a velocidade, técnica e pressão em todo o campo… definitivamente, a minha escolha para o MAIS deste jogo!

Azul - : Marek Cech demasiado intermitente a meio-campo e Lucho a pedir às alminhas por umas férias para o repouso do guerreiro.

Arbitragem: O primeiro erro aconteceu aos 10 minutos quando erradamente anularam o golo a Lisandro que estava em jogo na altura do remate de Adriano. O segundo erro, foi mostrar uma apetência especial para enervar os jogadores azuis-e-brancos e os adeptos presentes nas bancadas com um brindar de erros atrás de erros na apreciação dos lances, ainda que disciplinarmente, tenha estado bem.

28 abril, 2007

Indigno de Campeões

Competição: BWIN Liga 2006/07 - 27ª jornada
Data: 28.04.2007
Local: Estádio do Bessa, Porto
FC Porto: Helton; Bosingwa, Ricardo Costa, Bruno Alves e Cech (Renteria); Lucho González; Raul Meireles e Jorginho (Lisandro Lopez); Hélder Postiga (Anderson), Adriano e Quaresma.
Golos: Ricardo Silva (15’); Zé Manuel (51’) e Lucho González (73’)

Mau, mau, mau, mau demais para ser verdade. Um jogo não digno de um ‘campeão’ que tem (e continua a ter…) tudo para ser novamente campeão, mas que a continuar a dar ‘tiros no pé’ de uma forma tão estúpida e com total inexistência de atitude profissional, arrisca-se a sofrer, sofrer muito nos 3 últimos jogos que restam para o término deste campeonato.

Inexplicavelmente, ou talvez não, o FC Porto entrou em campo com uma passividade e uma subserviência aos caceteiros da Avenida, que mais pareciam uma equipa qualquer do fundo da tabela, apenas com uma única alteração ao onze da última jornada, saindo Fucile por lesão, entrando para o seu lugar Marek Cech.

Bem, do lado contrário, o tal dos caceteiros da Avenida, há muito que um portista que se digne, que sabe muito bem que o campeonato dos ‘mouros do norte’, é ganhar ao campeão nacional… se o Prof. Jesualdo Ferreira não o sabia, e porque anda distraído, coisa que parece estar a acontecer com alguma frequência nos últimos tempos, tamanhos sãos os disparates ‘verbais’ que lança para fora via imprensa, como se todos nós, Portistas que amamos e sentimos o nosso clube apenas e só com uma motivação de fé e paixão, andássemos a dormir ou fossemos burrinhos.

Por isso, não me surpreendeu nada que os do outro lado, apesar de um actual campeonato miserável e sofrido, entrassem com toda a raiva para nos surpreender… surpresa, surpresa mesmo para mim, foi a atitude de ‘fracos’ dos nossos jogadores até aos 72 minutos, que só tem uma palavra para a qualificar: deplorável!!

O corredor esquerdo dos outros, mais parecia uma passadeira estendida, vendo-se insistentemente Bosingwa a ter de lutar ‘sozinho’ com 2 e 3 adversários, porque Postiga é bom demais para defender, só pode!!, e o ‘cego’ do nosso treinador, nunca percebeu que eventualmente uma simples alteração táctica em campo com a troca de Postiga com Quaresma, talvez resolvesse em todo ou em parte, esse problema… com Quaresma deste lado, talvez, talvez digo eu, este lado esquerdo não se tivesse tornado uma passadeira… assim, foi o que sabemos.

Fruto deste sufoco, aos 15 minutos, no seguimento de um canto, Ricardo Silva eleva-se sobre Bruno Alves e inaugura o marcador para os caceteiros da Avenida (1-0). Como há muito não acontecia, voltávamos a entrar a perder no jogo (julgo, salvo erro, que a última vez aconteceu na 1ª volta, no jogo da Madeira com o Nacional, onde ganhámos por 1-2).

Logo a seguir, só um ‘super’ Hélton poderia magistralmente com uma defesa do outro mundo, manter o resultado em 1-0, depois de um cabeceamento de Cissé no centro da área que estava completamente isolado.

Nos últimos 15 minutos da 1ª parte, constatamos que afinal, existiam 11 jogadores azuis-e-brancos em campo, quando Bruno Alves e depois, Adriano, tiveram o golo nos pés, mas os remates esbarraram já por esta altura, na muralha defensiva dos caceteiros da Avenida. Entretanto, intervalo.

Para os segundos 45 minutos, Anderson entrou para o lugar do nulo e desinspirado Postiga e esperávamos uma reacção ‘à campeão’ do FC Porto… puro engano. Ainda estavam decorridos apenas 5 minutos da 2ª parte, aos 51 minutos, e Zé Manel percorre isolado todo o meio campo e bate Hélton que mais uma vez nada podia fazer, ficando o resultado em 2-0.

Continuando no mesmo desde o 1º minuto em que o FC Porto era uma completa nulidade em campo, volvidos mais alguns minutos, Zé Manel tem nos pés a possibilidade, num 3 para 1, de aumentar o resultado, tendo Hélton conseguido resolver o lance, com alguma sorte à mistura.

Aos 73 minutos, surgiu o lance que poderia (e deveria!!!) ter mudado o rumo do jogo… mais uma vez, puro engano nosso. Anderson isola Adriano, que finta o guarda-redes adversário e cai (derrubado ou provocou o contacto?). O árbitro foi peremptório e assinalou grande penalidade, tendo como consequência adicional, a expulsão do guarda-redes adversário. Lucho, na conversão, reduz e coloca o jogo em 2-1.

É então que o jogo se torna de sentido único com o FC Porto a encostar o adversário às costas, com oportunidades a sucederem-se em grande ritmo. Apesar disso, era desesperante a falta de calma e a muita pouca cabeça para o ataque final. Não percebo como é que a faltarem 20 minutos para o final do jogo, a jogar contra 10 adversários, se começa a insistir até ao final do jogo no futebol pontapeado para a área adversária, não entendo mesmo.

Eu acho que, penso que, acho até mesmo que vem nos livros que nestes casos, a atitude a tomar, chama-se esticar jogo com jogadores bem abertos nas laterais e então sim, cruzar bolas para o interior da área adversária… o que vimos, e com muitas culpas do treinador, foi afunilar jogo pelo centro, e era ver o até então já irritante Quaresma a jogar sozinho, para querer fazer tudo sozinho. Desesperei mesmo, e enquanto estava neste estado de espírito, chegou o final do jogo.

Com este resultado e principalmente, com este tipo de atitude ao longo dos 90 minutos, chamo ‘brincar com a sorte’ e às vezes, acreditem, dá mau resultado, muito mau resultado mesmo.

Esta época desportiva, quando tudo apontava para que fosse um passeio tranquilo e triunfal até à glória final, os jogadores? o treinador? não sei! acharam por bem complicar as coisas para, quiçá, colocar umas pitadas de emoção para o final do campeonato. Eu continuo a acreditar, como sempre acredito e sempre acreditarei, mas espero bem que com estas brincadeiras, não se venham a ‘foder’, senão, vai ser o carago, ai vai, vai!

Azul + : Super ‘Hélton’ (que nos livrou de uma humilhação até ao 72 min), o já habitué ‘Bosingwa’ (o único que corria, corria, corria…) e para ‘Anderson’ que trouxe alguma excitação e magia ao jogo.

Azul - : uma bolinha só pró ‘Quaresma’ (porque será que me tenho recordado de Adriaanse nos últimos jogos?), ‘Ricardo Costa’ sem classe (que até contagiou o colega do lado, Bruno Alves), enfim… foi digamos que uma ‘branca no geral’ para (quase) todos os jogadores.

Arbitragem: pouco a referir, a não ser que, na grande penalidade marcada, na minha opinião, foi muito esforçada, mas que nem isso serviu de mote para o assalto final com ‘cabecinha’ à muralha defensiva dos caceteiros da Avenida.

PS – os meus parabéns aos campeões do FC Porto que no sábado passado, em Fânzeres, conquistaram o hexacampeonato em hóquei em patins defronte dos “mouros pidescos anti-25 de Abril” que equipam de ‘côr de vinho’ com uma vitória por um concludente 5-0 e fechando o play-off em 3-0. Brilhantes heróis!

22 abril, 2007

Em contagem decrescente: 4, 3…


Competição: BWIN Liga 2006/07 - 26ª jornada
Data: 22.04.2007
Local: Estádio do Dragão, Porto
FC Porto: Helton; Bosingwa, Ricardo Costa, Bruno Alves, Jorge Fucile; Raul Meireles (João Paulo), Lucho Gonzalez, Jorginho (Anderson); Hélder Postiga (Lisandro Lopez), Quaresma e Adriano
Golos: Adriano (9'), Lucho Gonzalez (45'), Bruno Alves (85')

Isso mesmo, nas 4 jornadas que restam para cair o pano sobre este campeonato, faltam-nos apenas 3 simples vitórias, ou talvez nem tanto, para revalidarmos o título de campeão nacional e atingirmos o, mais uma vez (!) ambicionado, bi-campeonato. Jogando em casa, derrotamos a equipa da cruz de cristo (Belenenses) por 3-1 e mantivemos os nossos mais directos perseguidores com a mesma distância antes do arranque desta jornada, 4 e 5 pontos respectivamente.

O FC Porto alinhou de inicio apenas com uma única alteração aos onze da última jornada em Coimbra: Raul Meireles no lugar de Marek Cech.

Como já vem sendo hábito nos últimos jogos, o FC Porto entrou em campo muito pressionante sobre o adversário e a construir bonitas jogadas de ataque, onde os lances de perigo se iam avolumando. Sem ponta de espanto, logo aos 9 minutos, Adriano inaugurou o marcador para 1-0, aproveitando uma defesa incompleta do guarda-redes adversário a um forte remate de Postiga.

Quem esperava um Belenenses mais atrevido, até pela posição que actualmente ocupa no campeonato e pela qualidade das suas últimas exibições, ficou logo ali com uma forte sensação de que estes estavam demasiado apáticos para fazer um jogo taco-a-taco.

O FC Porto continuou a mandar no jogo a seu belo prazer, até que já em cima dos 45 minutos para o fim da 1ª parte, Adriano mais uma vez na jogada, isola-se e quando se preparava para ultrapassar mais uma vez o guarda-redes adversário, é travado em falta, dando origem a uma grande penalidade que Lucho se encarregou de cobrar para aumentar a vantagem para 2-0. Entretanto, intervalo.

No regresso das cabines, percebeu-se um Belenenses mais rápido sobre a bola e um FC Porto não tão pressionante. No seguimento de um pontapé de canto cobrado por José Pedro, aos 49 minutos, Nivaldo reduz a diferença para 2-1. Entretanto, por volta dessa altura, o guarda-redes adversário necessitou de ser substituído devido a um choque com Postiga, dando o seu lugar a Costinha.

Já nessa altura, o FC Porto tentava aumentar a vantagem que era naquele momento escassa e cheia de perigos à solta, tendo Adriano por duas vezes consecutivas, e correspondendo a excelentes cavalgadas de Bosingwa pelo lado direito, atirado a bola aos ferros da baliza.

O resultado final mantinha-se incerto pela magra vantagem portista, quando Lucho num passe desastrado para a nossa defensiva, isola Fernando que frente a Hélton, errou a direcção do remate. Este momento soou quase como um gongo num ringue de boxe para os dragões, que voltaram à carga sobre a defensiva de Belém.

A 5 minutos do fim do jogo, aos 85 minutos, e no seguimento de um cruzamento superiormente marcado por Quaresma, Bruno Alves aumenta a vantagem para 3-1. Nesta altura, se dúvidas ainda houvessem, ficaram totalmente desfeitas, tendo entretanto chegado ao fim o jogo com mais uma vitória e 3 pontos na algibeira para o Dragão.

Com este resultado, a nossa caminhada rumo ao bi-campeonato, prossegue segura e ininterrupta… restam-nos 3 simples vitórias para o início dos festejos na ‘Casa do Dragão’!

Azul + : Bosingwa ‘supersónico’, ‘Imperador’ Adriano, Bruno Alves ‘com classe’ e seja justo reconhecer, para a tranquilidade (anormal) de Ricardo Costa, numa exibição pelo 2º jogo consecutivo, sem erros e precipitações infantis.

Azul - : Quaresma ‘dono da bola’, Jorginho ‘apagado’ após os 10 minutos iniciais e ‘entrada cinzenta’ de Anderson em jogo

Arbitragem: algumas dúvidas no amarelo mostrado ao guarda redes adversário no lance da grande penalidade (não era vermelho?) e para 2 lances não assinalados já na 2ª parte que me ficaram na retina ocular, quando Lucho consecutivamente, é derrubado nas costas quando já se esgueirava para entrar na área e o árbitro nada assinalou.

ÚLTIMA HORA: e porque o já há muito 'ansiado' aumento da família portista cá pelo cantinho está nas últimas passagens do ponteiro, poderemos (!?) por aqui entrar numa velocidade mais pausada nos próximos 3/4 dias. Por isso, e pelos motivos mais que óbvios, tenham lá a 'santa paciência', mas deixem-me saborear o ‘special moment’, carago! Tá bem? Prometo-vos que muito em breve, e directamente da “Casa do Dragão”, haverá novidades. Abraços malta e até breve, muito em breve.

14 abril, 2007

Coimbra... vestida de azul-e-branco

Competição: Bwin 06/07 (25ª jornada)
Data: 14.04.2007
Local: Estádio Cidade de Coimbra, Coimbra
FC Porto: Helton; Bosingwa, Ricardo Costa, Bruno Alves, Jorge Fucile; Lucho Gonzalez, Jorginho (Raul Meireles), Marek Cech; Adriano (Renteria), Quaresma e Hélder Postiga (Anderson).
Golos: Bruno Alves (42') e Adriano (69')

E quando restam apenas mais 5 jornadas para fechar a presente edição da liga nacional, ficam a faltar-nos apenas mais 4 vitórias para revalidarmos o título de campeão nacional e atingirmos mais uma vez, o que vai já sendo useiro e vezeiro nas últimas 2/3 décadas, o chamado «bi-campeonato». Mais uma vez, «Coimbra, teve mais encanto, vestida de azul-e-branco», onde conquistamos mais uma vitória por 1-2.

O FC Porto entrou para este jogo com a mesma base do último jogo, com excepção do ausente Pepe por lesão, lugar que foi ocupado, e justo seja dizê-lo que neste caso, esteve muito bem e com uma tranquilidade anormal pelo central Ricardo Costa, jogador que de tão mal-amado para as bandas do Dragão, só de ouvir o seu nome, já deixa a muitos de cabelos em pé. Neste jogo, há que ser justo e dizer ‘muito bem, Ricardo Costa’.

Como dizia, o FC Porto entrou com muita força no jogo e muito pressionante a meio campo, não deixando sequer que os academistas pudessem respirar. Se nos lembrarmos que aos 10 minutos de jogo, já tínhamos conseguido enviar 2 bolas nos postes da baliza adversária, dá para ver a qualidade e a força do nosso jogo.

Passado este sufoco inicial por parte dos azuis-e-brancos, o jogo digamos que deu um ar de maior equilíbrio, o que não era de todo verdade, até porque continuava a existir apenas uma equipe em campo em busca do golo: o FC Porto.

Estávamos já perto do final da 1ª parte, quando o resultado se alterou a favor dos azuis-e-brancos. No seguimento de um livre de Quaresma para o interior da defensiva academista, e depois de uma confusão entre vários jogadores com a bola lá no meio, esta acabou por sobrar para Bruno Alves que se limitou a rematar para o fundo da redes da baliza adversária. Estava feito o 0-1 para o FC Porto.

Para a 2ª parte, o ritmo de jogo manteve-se na mesma toada, com um assumido crescimento da equipe adversária na qualidade de jogo, mas que apesar de tudo, não conseguia importunar a baliza defendida por Hélton.

Quando já restavam apenas cerca de 20 minutos para o fim do jogo, Quaresma, qual Harry Potter, voltou a abrir o livro e a fazer um cruzamento pelo lado esquerdo do nosso ataque só ao alcance dos predestinados, indo apanhar Raul Meireles descaído para a direita da grande área adversária que com um passe-remate, coloca a bola em Adriano no centro da pequena área, onde este apenas se limitou a encostar para a baliza adversária e a fazer o 0-2 para o FC Porto e o seu 8º golo da época (de dispensado a titular indiscutível?!).

Entretanto, e quando Anderson se preparava já para entrar em campo, a Académica reduziu a vantagem através da marcação de uma grande penalidade marcada superiormente por Lino, penalidade esta que a mim, sinceramente, me deixou muitas dúvidas (apenas porque me fez recuar 1 semana e estar algures por Aveiro, lembram?). Admito que possa ter sido, mas como disse, pareceu-me muito esforçado.

Até ao final do jogo, poucos mais motivos de interessado, senão assistirmos a um controle da posse de bola por parte dos azuis-e-brancos e já com Renteria em campo, um remate que levava selo de golo, não fosse a defesa com os pés de Pedro Roma.

Lá chegamos ao fim do jogo com o objectivo cumprido: vitória e mais 3 pontos conquistados. Restam-nos apenas mais 4 vitórias para a consagração final. Que venha agora o próximo adversário (Belenenses) no próximo domingo.

Azul + : entrada muito forte em jogo com qualidade de jogo, consistência defensiva com o patrão Bruno Alves a comandar as tropas e tridente atacante muito em jogo.

Azul - : decréscimo da qualidade de jogo nos segundos 45 minutos.

Arbitragem: grande penalidade marcada contra, na minha opinião, ao bom estilo “Simulão”. Agora, 7 cartões amarelos para os nossos jogadores? quem não visse, diria que foi uma batalha campal, o que não foi, nem de perto, nem de longe. Digamos que uma arbitragem à boa maneira portuguesa.

06 abril, 2007

45 minutos de classe… outros tantos de anarquia


Competição: Bwin 06/07 (24ª jornada)
Data: 06.04.2007
Local: Estádio do Dragão, Porto
FC Porto: Helton; Jorge Fucile, Pepe, Bruno Alves, Marek Cech; Bosingwa, Lucho Gonzalez (Lucas), Jorginho (Anderson); Quaresma, Hélder Postiga e Adriano (Vieirinha)
Golos: Jorginho, Adriano (2), Hélder Postiga e Anderson

Uma noite tranquila, muito tranquila, até ao intervalo, onde atingimos um score de 4-0… depois, só deu anarquia (quase total), mais uma vez, consequência das já erradas e sistemáticas substituições do nosso 'destreinador', Prof. Jesualdo Ferreira, que digo eu, destruíram o que estava bem, e pioraram o que não estava mal. De negativo mesmo nesta noite, a lesão do central Pepe, que ao que tudo indica, será grave e o poderá impedir de jogar até ao final do campeonato. Vamos aguardar pelos exames e fazer fé que não passe de um susto leve.

Devido a inúmeras lesões no plantel, aliás, já bem evidentes na convocatória para este jogo, alinha defensiva foi a única zona do campo que ficou intocável. No meio campo, Marek Cech fez companhia a Lucho e Jorginho, que foi titular pelo segundo jogo consecutivo. Na linha avançada, Postiga foi a surpresa, onde fez companhia a Quaresma e Adriano. Dentro do quadro possível, na minha opinião, este era o melhor onze.

Começado o jogo, o FC Porto entrou a todo o gás e rapidamente inaugurou o marcador (1-0), estavam decorridos apenas 4 minutos de jogo, quando Quaresma de trivela cruza para a entrada de Jorginho que de cabeça coloca a bola no fundo da baliza adversária. Imprimindo uma grande pressão em todo o campo e passados que foram mais alguns minutos, aos 16 minutos, Adriano no seguimento de uma fantástica desmarcação de Jorginho, amplia a vantagem para 2-0.

O adversário era praticamente inexistente em campo e não foi com surpresa que ainda se estava nos 21 minutos de jogo (!), Postiga que regressou neste jogo aos golos, depois de uma jogada individual, remata cruzado para aumentar a vantagem para 3-0. A pouco tempo do intervalo, aos 36 minutos, Adriano bisa no jogo depois de corresponder a mais um excelente cruzamento de Ricardo Quaresma, onde foi preciso apenas encostar a cabeça na bola. Estava feito o 4-0, resultado com que se chegou ao intervalo.

Durante o período de descanso, pensei para comigo e com os amigos com quem habitualmente ocupamos os nossos lugares no estádio… “com este resultado, não tem nada que saber: é fazer descansar Lucho e Quaresma, colocando Anderson em campo para aumentar níveis de confiança e adquirir automatismo de jogo”. Meia surpresa tive quando vejo Anderson a entrar para a 2ª parte, mas ver que Jorginho, estava até então a fazer um muito bom jogo, a ficar nos balneários. Sinceramente, ou sou muito burro, ou o nosso 'destreinador' anda meio desnorteado, aliás, meio não, completamente. O tempo encarregou-se de me dar razão.

O futebol passou a ser meio trapalhão, com um nítido relaxamento dos jogadores em campo, tendo com isso se aproveitado o adversário para começar a criar algum perigo na nossa defensiva. No seguimento deste desnorte dos portistas, o Vitória de Setúbal reduz para 4-1 aos 61 minutos. Nesta altura, o ‘destreinador’ já tinha mais uma vez inventado com a entrada de Lucas para o lugar de Lucho, onde a linha defensiva passou nas laterais a uma total transformação: Fucile passou para defesa direito, Bosingwa para o meio campo defensivo e Lucas acabado de entrar para o lado esquerdo. Tantas mexidas, para uma única substituição! Adiante…

Quando se sentia que lentamente, os portistas voltavam a recuperar o controlo do jogo, Anderson regressa também ele aos golos, onde foi superiormente desmarcado por Vieirinha e colocou a bola com classe no funda da baliza adversária, elevando a contagem para 5-1 aos 77 minutos.

Até ao final do jogo, poucos mais momentos de interesse de relevo, senão, a péssima noticia da lesão grave (?) do central Pepe que vem ainda mais dificultar as escolhas para o nosso onze, dado que actualmente, estão 10 (!) jogadores no estaleiro… alguém conhece alguma bruxa que saiba fazer umas rezas? Que mais nos irá acontecer?

Azul + : 45 minutos de classe e pressão, Jorginho superior, Quaresma a encantar e Anderson em crescendo.

Azul - : suposta lesão grave (?) de Pepe e as invenções do ‘destreinador’ que pioraram abismalmente a qualidade de jogo dos portistas para os segundos 45 minutos.