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19 março, 2009

Golpe de misericórdia

Recebemos do nosso leitor, Lino Lourenço, o email que segue:

    Depois do mito do GLORIOSO, só falta mesmo cair o mito que a LEONOR PINHÃO é mulher!

    Só para cultura geral...

    Venho apenas informar que esse clube a que chamam Glorioso (ex-Glorioso?), acabou de ser retirado da página dos clubes históricos da FIFA, onde estava desde os anos 60! É um dos momentos mais tristes na história do ex-Glorioso.

    Adivinhem quem lá está por Portugal? CLICA AQUI e confirma.

    Que os "milhafres" deixem de falar do passado distante e reconheçam a grandiosidade do FC Porto.

22 maio, 2008

A festa da Taça

O dia prometia emoções fortes. A ansiedade, misturada com aquele entusiasmo febril, típico dos momentos que antecedem os grandes jogos, eram uma mistura explosiva. O pequeno-almoço foi deglutido num ápice, com o relógio sempre a ser mirado, de esguelha, não fosse o ponteiro dos minutos avançar mais rapidamente do que o devido…

A convocatória, sem a pompa ou o mediatismo das escolhas do “mui nobre” seleccionador nacional, já tinha sido efectuada, atempadamente. Eles estavam convocados. Não para o Clube Portugal. Mas como parte integrante de um exército gigantesco que, nesse Domingo, marcharia para Sul, cantando alto e bom som o seu amor incondicional pela flâmula do Dragão…

Estilhaço. Lucho. Blue Boy. Makinho. Bicho. Eu mesmo, orgulhosamente trajando a camisola nova, ofertada por almas caridosas, com a inscrição sonante nas costas: “El Comandante”…

A marcha inexorável do tempo tinha começado. A contagem decrescente também. Rumo ao Jamor, numa auto-estrada colorida de azul e branca, pintalgada com um entusiasmo juvenil, difícil de conter…

A cada paragem retemperadora, o mesmo genuíno espanto. Milhares de portistas, imbuídos na mesma fé, crentes como sempre na vitória do Dragão, sempre fiéis, dizendo presente a cada momento, numa prova inequívoca do crescimento desmesurado do clube…

A final da Taça é isto. Convenciou-se dizer que este jogo, epílogo de uma longa época, é a festa. Será. Mereceria melhor palco, com condições mais dignas de acolhimento. Não aquele mausoléu de betão, decrépito e obsoleto. Mas a festa popular não precisa de grandes mordomias para acontecer. Basta um mísero local para pousar a toalha e acondicionar os acepipes, e as conversas fluem, livremente. O cheiro da carne grelhada, misturado com o doce torpor do vinho, os tremoços salgados unidos à imperial gelada, com a música pimba estridente nos altifalantes dos carros, transformando o verde da mata num ponto de troca de experiências, convívio sadio e exacerbação dos valores clubistas…

Cada final é uma experiência única, vivida de forma própria. Eu gosto particularmente de registar visualmente o que me rodeia, tentando reter aqueles momentos para mais tarde recordar, quase como se o meu cérebro funcionasse como uma máquina fotográfica. Sorrisos nervosos, bravatas cantadas, fanfarronices gritadas aos sete ventos, rostos fechados, sorumbáticos, faces pintadas, numa alegoria carnavalesca, numa miscelânea de emoções difícil de descrever em palavras.

Foi uma final com pouco Porto. Ou antes, com um Porto acomodado, para utilizar um eufemismo. Uma equipa lenta de processos, descoordenada nas transições, incapaz de romper os espartilhos colocados por um adversário mais motivado e com a lição bem estudada. Residiu aí, em primeiro lugar, a diferença qualitativa entre as duas equipas. A questão colateral do caso Bosingwa, ainda por esclarecer, privou o onze azul e branco de um dos seus desequilibradores natos, fazendo a própria equipa técnica titubear na solução para a sua ausência. Num momento comparável ao hara-kiri dos pilotos japoneses, na II Grande Guerra, quando estes enviavam os próprios aviões contra os couraçados inimigos, o Porto começou a final com claras tendências suicidas. A concessão da lateral esquerda ao pouco rotinado João Paulo, quando o bom senso aconselharia a sua inclusão no flanco oposto, fez da equipa que subiu ao relvado uma amálgama de talento confusa. Não foi, por isso, de estranhar a medíocre primeira parte, longe dos momentos exuberantes que nos deliciaram, ao longo da época.

O Porto sobreviveu como pode, sobretudo através das injecções de moral dadas por um herói improvável: Nuno, o eterno relegado para o banco, por sucessivas gerações de guarda-redes, mostrou a raça dos virtuosos, defendendo com abnegação e empenho a guarda da baliza azul. O espectáculo azul e branco resumia-se aos cânticos incessantes de incentivo, vindos do Topo Sul, onde os bravos adeptos, fustigados por um sol abrasador, um vento de arrepiar e uma chuva fina e gélida, não paravam de acreditar. “Nós somos a tua voz…”

Grande parte das possibilidades de erguer o troféu, na tribuna presidencial, foi cerceada pela intempestiva entrada de João Paulo, reduzindo a equipa a 10, obrigando-a a um esforço hercúleo.

Mas, paradoxalmente, foi ali, naquele fatídico minuto 71, que ressuscitou o espírito indomável do campeão. Qual Fénix renascida das cinzas, a equipa mostrou os seus verdadeiros atributos. A raça do Dragão assomou ao relvado do Estádio Nacional, equilibrando a contenda, criando oportunidades, dando a ideia de que a vitória não era mera utopia. Só que a equipa de Jesualdo está preparada, apenas, para jogar contra 11 opositores. Mas havia mais um, sedento de protagonismo…

Causticado pela imprensa, vilipendiado pelo público, Olegário cumpriu no Jamor nova etapa de reabilitação moral. Marcado de forma férrea pelo pretenso erro de análise, que teve Baía como protagonista, o juiz leiriense nunca mais conseguiu fugir das malhas acintosas dos paladinos da escrita, autores de campanhas difamatórias que destroem reputações com enorme facilidade.

Depois de ter cumprido, sem grande parcimónia, a primeira etapa da sua via-sacra, ao validar um golo precedido de falta, na Supertaça entre Benfica e Setúbal, permitindo assim a conquista do troféu pelo clube encarnado, Olegário recebeu a nomeação para a final da Taça como nova e sublime oportunidade de resgatar a sua honra do opróbrio a que tinha sido votada.

A arbitragem do Jamor não foi mais do que o desnudar da realidade lusa, no que toca aos homens do apito. Dualidade de critérios disciplinares, incompetência notória no acompanhamento dos lances, análises deturpadas dos casos polémicos, numa confrangedora nulidade que, num qualquer País que se preze, só poderia redundar na abertura de um inquérito disciplinar. Com direito a reforma compulsiva. Mas isso seria num Mundo perfeito. Aqui, o Benquerença está finalmente reabilitado. O País já pode respirar de alívio....

ps - O artigo que acabei de escrever não tenta, nem poderia, encontrar bodes expiatórios, dentro do clube, para uma derrota dolorosa. Sempre achei que é nestes momentos, pós desaire, que se sente a alma de um clube. E, confesso, ouvindo os humilhantes “olés” da claque adversária, naquelas bancadas de cimento, com a cara fustigada pelas bátegas de água despejadas por um céu inclemente, senti-me orgulhoso. De ser PORTISTA. Do apoio incondicional dos milhares de adeptos. Da atitude demonstrada pela equipa, mesmo reduzida a 10 homens. Há momentos de descrença. Outros de euforia. No Domingo, apesar de tudo, saímos fortalecidos. E isso diz tudo em relação ao clube. O futuro é nosso. E é já a seguir!

21 maio, 2008

Um Domingo de Taça

Ainda antes da partida, passamos no multibanco. E não se estacionou em segunda fila apenas para evitar insultos e agressões.
A organização estava boa e as informações de como e aonde chegar correctas. O Jamor parecia um parque de campismo com instalações razoáveis, wc´s 'ambulantes' e roulottes de cachorros.
A camaradagem e o convívio foram excelentes. Não faltou entrecosto, sardinhas e abacaxi. Tudo bem grelhadinho na brasa acompanhado pelo respectivo tintol, alvíssaras aos nossos amigos da ocasião. E depois do café, que mais parecia um refresco, chegou então a hora do jogo.

Com as claques bem animadas penso que se terá tocado 'A Portuguesa' mas só deu para ouvir o final. O speaker, tão entusiasmado nas ondas, deveria ter sido mais versátil na informação do hino.
Ok, bamos agora à bola.
Com cerca de 30 minutos a dormir não se deu logo a vantagem ao adversário em duas ocasiões devido a uma boa actuação do Nuno. Faltava alma e pulmão (teve-o o Meireles lá mais para o fim) no meio campo. O Lucho demorava a aparecer tanto por demérito próprio como por mérito do Veloso e o João Paulo não subia.
Após a meia hora o Porto conseguiu repelir um pouco a sonolência e equilibrar o jogo com um slalom do grande Mariano que pecou pela boa defesa do Patrício ao tiro do Licha.
Mas ainda antes um golo anulado e acho que, por imagens da tv, mal anulado ao Romagnoli.

Uma segunda parte já taco a taco até à expulsão do João Paulo com uma entrada arriscada e aparatosa. Penso que bem expulso embora não consiga, até agora, confirmar se o Moutinho, que entra tb. de pé á frente e tem tanto de bom jogador como actor de filmes de guerra, foi ou não tocado. Bem ou mal o Sr. Benquerença, que estava bem colocado, decidiu.
Pena ter deixado passar, momentos antes e também bem colocado, o que me pareceu um albarroamento claro dentro da grande área ao Licha.

Com 10 o Porto ganhou alma e fez das tripas coração levando o jogo ao prolongamento onde o Sporting foi mais feliz, já na 2ª. parte com uma carambola do Tiuí na mão do Pedro Emanuel. Isto mais uma vez após um varrer do Polga ao Lisandro e que me pareceu, mesmo á minha frente, fora da área. O sr. Benquerença, mais uma vez bem colocado e mais outra vez mal ou bem decidiu nada assinalar. E já com o Bruno Alves na frente não foi com muita surpresa que aconteceu o segundo golo, de belo efeito.

Embora tendo em conta que, se fosse ao contrário, caia o Carmo e a Trindade não contem comigo para gritar fora o árbitro e fazer grandes juízos sobre a arbitragem.
Não, não gosto de perder mas sou da opinião que a Taça ficou bem entregue e dou os parabéns ao adversário. Culpar os outros por falhas nossas não está com nada.
O pessoal, em vez de jogar à bola, estava já de férias e deu uma boa meia hora de avanço ao adversário.
E já sabemos que, no campo, não nos basta ser apenas melhores. Temos que ser insuperáveis! Grandes penalidades e faltas a favor perto da área do adversário são raras e necessitam de uma coragem imensa por parte da equipa que devia fazer respeitar as regras do jogo e a verdade desportiva. Foi assim durante todo o campeonato e será assim no futuro, que teima em não ser o que deveria.
Culpar agora a SAD por causa do Zé é cuspir para o ar. O Zé esteve (?) no jogo com o Nacional e foi o que foi.
Culpar agora o Prof. por ter utilizado o João Paulo ou o Lino é fácil mas as opiniões anteriores ao jogo, estavam repartidas entre um tentar de umadefesa mais sólida devido ao facto de termos um homem a menos a meio-campo ou ter um homem mais audaz no corredor esquerdo.
O João Paulo não subia mas a maioria dos ataques vinham pelo nosso lado direito.
O Prof. tem culpa sim senhor e repartida com o Capitão, ao não se terem dirigido ao topo sul para saudarem os adeptos no final do jogo. Que porra, ficamos quase até ao fim, fizeram-se 600 e tal kms e V. Exas. não poderiam ter feito uns metros???
A viagem a Norte foi chuvosa e silenciosa até que alguém se saiu com um 'até parece que perdemos o jogo' (risos).

Em balanço sou de opinião que o FC Porto teve um época a um bom nível.
Mas foi suficiente? Não!
Seria devido um ir mais longe na Champions e um maior esforço e desempenho nas taças.

E como epílogo apenas uma ideia que me rói a alma.
Nunca mais chega a super-taça!

16 maio, 2008

Final da Taça: informação aos adeptos do FC Porto

Na expectativa de proporcionar a maior comodidade possível aos adeptos, o FC Porto divulga agora no seu site oficial algumas informações importantes para o jogo da final da Taça de Portugal (Sporting - FC Porto), agendado para as 17h00 de domingo, 18 de Maio, no Estádio do Jamor, em Lisboa.

- Comunica-se que os adeptos do FC Porto ficarão localizados no Sector Sul do Estádio Nacional;

- No que diz respeito ao estacionamento, todos os adeptos (quer viajem de autocarro, quer em viaturas particulares) deverão dirigir-se ao Parque 1 – o FC Porto disponibilizou um dístico, para colocação nas viaturas, com indicação P1, que contém todas as informações necessárias para que os adeptos acedam a este parque (ver imagem e indicações rodoviárias);

- A área envolvente ao Parque 3 está reservada aos adeptos do Sporting CP e deverá ser evitada pelos adeptos do FC Porto;

- Para os adeptos que viajem para o estádio a partir do Norte do país, o FC Porto sugere o seguinte itinerário:
- A1 (saída do carregado, direcção A10)
- A10 (saída A9 – CREL)
- A9 (direcção Av. Marginal – não sair na indicação laranja «Estádio»)
- Acesso P1

- Para os adeptos que viajem para o estádio a partir do centro de Lisboa, o FC Porto sugere o seguinte itinerário:
- A5 (direcção Cascais)
- Saída Caxias – Av. Marginal
- Acesso P1
(nota: Na A5, não utilizar a saída com indicação laranja «Estádio»; prosseguir e utilizar sempre a saída Caxias – Av. Marginal)

- Na zona envolvente ao Parque 1, serão instalados, pela organização da FPF, bares e sanitários, que podem ser utilizados pelos espectadores. Haverá também uma ampla área de lazer para os tradicionais piqueniques dos adeptos;

- Para sua maior comodidade, os adeptos do FC Porto poderão entrar no estádio por todas as portas, independentemente do sector que conste no seu bilhete (por exemplo, os adeptos que tiverem bilhetes para as bancadas central ou lateral poderão entrar pelos torniquetes do Topo Sul); O FC Porto aconselha todos os adeptos do FC Porto a acederem ao interior do estádio pelas entradas existentes no Topo Sul, evitando as entradas existentes no lado da Maratona;

- As crianças com menos de três anos não poderão entrar no estádio, conforme a legislação em vigor. A partir dessa idade, estão autorizadas, mas terão de possuir um bilhete válido;

- Não será permitida a entrada de objectos proibidos por lei nem de alimentos arremessáveis. A organização permitirá a entrada de garrafas de água até 500ml, sendo que a tampa das mesmas será retirada;

- O controlo das entradas e apoio aos espectadores no Estádio Nacional é da responsabilidade da FPF, através dos seus colaboradores de segurança e voluntários; No entanto, o FC Porto também terá no Estádio Nacional colaboradores na área da segurança (ARD’s), que, não tendo intervenção directa nas questões relacionadas com controlo de acessos e segurança do evento, estarão à disposição dos adeptos, apoiando-os no que for necessário.

fonte: fcporto.pt

20 março, 2008

Liga Bwin... a dobrar!!

A convite do caríssimo bLuE bOy, o presidente do blog, é com muita honra que escrevo estas próximas linhas num espaço de discussão ímpar da NAÇÃO azul e branca, o qual já acompanho faz algum tempo.

A todos os habituais cronistas, que muito prezo, não só pela superior qualidade, mas também pela diversidade, de ver, sentir, analisar e amar o nosso FC Porto, quero desde já pedir desculpa pela intromissão... prometo que não volta a acontecer :D

Dito isto, vou explanar logo aqui abaixo tudo aquilo que me vai na alma.

Pelo que tenho lido aqui por estas bandas, tenho sentido um sentimento vacilante por parte da grande maioria dos Portistas. Tal repercute-se na forma de sentir, como vai o nosso campeonato. Claro que todos nós sentimos um enorme orgulho pela forma fácil, confortável e tranquila que semana após semana, o FC Porto passeia e espalha a classe e o bom futebol nesses estádios por esse país fora, sendo que a recompensa são os inevitáveis 3 pontos ao final de cada jogo e o aumento da diferença pontual em relação aos perseguidores e uma satisfação inigualável.

Ninguém mais do que os Portistas gosta de vencer… ninguém mais do que os Portistas gosta de dar baile aos clubezinhos da mourolândia… ninguém mais do que os Portistas gosta de trocar capas de jornais por troféus a sério.

Por outro lado, sinto que os Portistas (eu incluído) andam um pouco aborrecidos com as facilidades que nos têm sido concedidas ao ponto de parecer que o campeonato é uma competição de segundo plano que estamos a disputar e ganhar, como se fosse algo de mera obrigação, sem com isso dar o devido valor à maior prova de Portugal, dando-o sim por vezes, à Taça de Oeiras como lhe chama o nosso Presidente, ou a outra «treta» qualquer.

E isto acontece porquê??? São pontos a mais é fácil de mais!!! É tempo a mais à espera de vencer algo que é um dado adquirido faz tempo.

Sendo assim tenho algo para apresentar a todos vocês!

Visto que a espera pela glória se tem tornado penosa por ser tão longa, proponho uma alteração aos moldes do campeonato Português. Em vez de um, passaríamos a ter DOIS por ano!!! E porquê?

Principal motivo: comemorar duas vezes sabe sempre melhor do que uma e os Portistas não se cansam de comemorar!!!

Assim sendo acho que a solução a adoptar seria a seguinte e tomando por base parte o campeonato Escocês.

-Reduzir o número de equipas no principal escalão.
-Fazer dois campeonatos um de Inverno e outro de Verão.

Se o principal motivo acima descrito é o mais saboroso (vencer e vencer e vencer…), outros também o seriam. Bem sei que com esta medida, seria criar uma elite de clubes, mas traria as suas vantagens.

Assim sendo, o nosso campeonato passaria a ser disputado por equipas com melhor qualidade, por equipas que poderiam dar mais um pouco de aperto e luta, e até alguns crónicos ditos grandes podiam até descer de divisão… mas não só, o grave problema do FC Porto passa por não ter receitas para poder lutar com alguns tubarões da Europa, sendo que assim iríamos ter mais receitas, na medida em que o bolo das transmissões televisivas seria a dividir por menos, o campeonato português seria mais cobiçado internacionalmente e teríamos mais jogos emocionantes para encher mais vezes o estádio.

Os «outros» lá da segunda circular e os pasquins de Lisboa também concerteza concordariam. Isto porque, podiam sempre sonhar duas vezes em poder ser campeões (salvo seja, por proferir tal barbaridade).

Para o Benfas do Orelhas, seria mais fácil querer recomeçar os ciclos, pois tornava a sua periodicidade menor e troca de treinador visto que esse é o período de duração médio que eles duram no Benfas, iludir-se e iludir com contratações fantasiosas de americanos e chineses, ele que tanto apregoa aos quatro cantos do mundo que vai fazer dos rosinhas a maior equipa da Europa.

Para os gatinhos sem garras, que vivem na eterna esperança do «para a próxima é que é…», sempre era mais fácil, pois assim recomeçam a acreditar duas vezes por ano, além de que as diferenças pontuais para o FC Porto podiam assim ser inferiores a 20 pontos em cada campeonato, visto haver menos jornadas.

Para os pasquins, seria «ouro sobre azul», não porque eles fossem falar do FC Porto, mas porque assim podiam continuar a impingir a esse bando de acéfalos o que bem lhes apetecia duas vezes por ano, logo venderiam mais jornais, visto que para esse bando de energúmenos (jornalistas e directores de jornais), a palavra do Orelhas é como a palavra do Senhor e se a fé alimenta paixões, por isso também deve vender jornais (e que jeito isso nos têm dado…).

Assim proponho para Portugal um género de liga Bwin, com um toque de liga Intercalar…

Saudações azuis e brancas,
Carlos Pinto.