10 de Maio de 2008
Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Assistência: --- espectadores
Naval: Taborda; Mário Sérgio «cap.», Paulão, Diego e China; Bruno, Delfim (Godemeche, 84m) e Davide; João Ribeiro (Dudu, 76m), Marcelinho (Élivelton, 66m) e Marinho.
Não utilizados: Wilson Junior, Carlitos, Gilmar e Gaúcho.
Treinador: Ulisses Morais.
FC Porto: Ventura; Fucile (Pedro Emanuel, 46m), Stepanov, João Paulo «cap.» e Lino; Bolatti, Kazmierczak e Mariano (Castro, 61m); Adriano, Farías e Tarik Sektioui (Hélder Barbosa, 61m).
Não utilizados: Nuno, Cech, Paulo Assunção e André Pinto.
Treinador: Jesualdo Ferreira.
Disciplina: ---.
Golos: Farías (37m e 41m).
No fecho da edição deste ano da liga Bwin, depois da desilusão caseira da semana passada e porque não até dizê-lo, no dia seguinte ao terramoto com epicentro na (des)liga, o FC Porto, mesmo jogando com a 2ª linha, os da intercalar e mais algum do refugo, chegou à Figueira para defrontar os da Naval, e mesmo sem deslumbrar, mas com uma eficácia extrema, venceu por 0-2… demonstrando mais uma vez para aqueles que ainda continuam a duvidar que talvez os nossos piores… sejam mais fortes do que os melhores dos outros.
Ernesto Farias, com uma exibição ainda que algo apagada, conseguiu bisar na partida ainda antes do final dos primeiros 45 minutos, procurando demonstrar que passada esta fase de adaptação a uma nova realidade, na próxima época, todos poderemos esperar ainda mais dele para a frente de ataque.
O Prof. Jesualdo Ferreira, já com o jogo da final da Taça de Portugal na próxima semana em mente, iniciou a partida com apenas dois habituais titulares nos onze: Fucile e Tarik, com um sinal mais para o primeiro que fez uma primeira parte de bom nível. Momento ainda para a estreia de Ventura com a atribuição da titularidade, fazendo deste também TRIcampeão, com uma exibição muito segura e agradável.
Iniciada a partida num ritmo mastigado e muito pouco organizado, foi o FC Porto a entrar melhor, ainda que fruto da tal desorganização a meio-campo, os da casa tenham acreditado que seria possível encostar o adversário para a sua defensiva.
O FC Porto bem que tentava agarrar no jogo e mostrar-se ofensivamente, mas as perdas de bola consecutivas matavam qualquer jogada logo à nascença. Consequência disto, a Naval ia-se mostrando cada vez mais, criando algumas jogadas de relativo perigo para a nossa defensiva, altura para que Stepanov e o já referido Ventura, mostrassem que não estavam ali para brincadeiras.
Até que numa fase em que já se pedia o intervalo, dado o pouco interesse no futebol jogado, eis que aos 37 minutos, a eficácia de Farias colocou o marcador em 0-1, correspondendo da melhor forma a um cruzamento para o interior da área por parte de Adriano, cabeceando a bola para o fundo da baliza de Taborda.
Volvidos apenas mais 4 minutos, aos 41 minutos, no seguimento de um contra-ataque mortífero de Tarik que correndo todo o campo e ultrapassando todos os adversários que se lhe surgiram na frente, à saída de Taborda, colocou a bola em Farias que isolado, se limitou a colocar a bola novamente no fundo da baliza deserta, dilatando a vantagem para 0-2, resultado que não se alterou até ao apito final da primeira parte.
Na reentrada, Fucile deu o lugar a Pedro Emanuel que se foi colocar no centro da defensiva ao lado de Stepanov, originando o deslocamento de João Paulo para o lado direito da defensiva, onde continuou a bem cumprir a missão que lhe foi destinada.
A partida foi-se arrastando paulatinamente, cada vez mais jogada num ritmo pausado e chato, com poucas ou nenhumas oportunidades de golo para qualquer uma das equipas, tendo permitido ainda a que Castro e Hélder Barbosa entrassem em campo para ganhar minutos, cerca de 30 minutos de jogo, ocupando os lugares de Tarik e Mariano.
A 15 minutos do fim, duas excelentes oportunidades para o FC Porto dilatar a vantagem que se mostrou inalterável até ao final. Primeiro, no seguimento de um livre, Lino coloca a bola no poste de Taborda, sem que ninguém conseguisse finalizar a jogada… no minuto seguinte, Adriano fica isolado em frente a Taborda, depois de um magistral passe de Castro, mas não consegue ultrapassá-lo e a jogada de perigo perde-se naquele instante.
O apito final do árbitro chegou entretanto, e com isso, no que toca à liga Bwin, caiu o pano para o FC Porto, aguardando-se agora com natural expectativa, e já com todos os habituais titulares em campo, a realização do próximo jogo, a final da Taça de Portugal no dia 18 de Maio, com o Sporting, com o objectivo de se conseguir almejar a «dobradinha» nesta época.
Posto isto, de liga Bwin para esta época, estamos conversados…
ps – mais uma vez, apelo ao Portismo «interior» de todos nós neste momento delicado do nosso clube (sem qualquer tipo de medidor!)… e que de uma forma inteligente, todos saibamos bem escutar o que este «silêncio» nos diz.
azul + : Farías (VIPortista), Ventura, Stepanov e Mariano.
azul - : Lino, Bolatti e Kazmierczak.
Arbitragem: Marco Ferreira (Madeira), Sérgio Lacroix e Paulo Soares. Nada a apontar.