Mostrar mensagens com a etiqueta liga 2007-08. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liga 2007-08. Mostrar todas as mensagens

11 maio, 2008

Este, sim... o «apito final»!!

Liga Bwin 2007/08, 30ª jornada
10 de Maio de 2008
Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Assistência: --- espectadores

Naval: Taborda; Mário Sérgio «cap.», Paulão, Diego e China; Bruno, Delfim (Godemeche, 84m) e Davide; João Ribeiro (Dudu, 76m), Marcelinho (Élivelton, 66m) e Marinho.
Não utilizados: Wilson Junior, Carlitos, Gilmar e Gaúcho.
Treinador: Ulisses Morais.

FC Porto: Ventura; Fucile (Pedro Emanuel, 46m), Stepanov, João Paulo «cap.» e Lino; Bolatti, Kazmierczak e Mariano (Castro, 61m); Adriano, Farías e Tarik Sektioui (Hélder Barbosa, 61m).
Não utilizados: Nuno, Cech, Paulo Assunção e André Pinto.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: ---.

Golos: Farías (37m e 41m).

No fecho da edição deste ano da liga Bwin, depois da desilusão caseira da semana passada e porque não até dizê-lo, no dia seguinte ao terramoto com epicentro na (des)liga, o FC Porto, mesmo jogando com a 2ª linha, os da intercalar e mais algum do refugo, chegou à Figueira para defrontar os da Naval, e mesmo sem deslumbrar, mas com uma eficácia extrema, venceu por 0-2… demonstrando mais uma vez para aqueles que ainda continuam a duvidar que talvez os nossos piores… sejam mais fortes do que os melhores dos outros.

Ernesto Farias, com uma exibição ainda que algo apagada, conseguiu bisar na partida ainda antes do final dos primeiros 45 minutos, procurando demonstrar que passada esta fase de adaptação a uma nova realidade, na próxima época, todos poderemos esperar ainda mais dele para a frente de ataque.

O Prof. Jesualdo Ferreira, já com o jogo da final da Taça de Portugal na próxima semana em mente, iniciou a partida com apenas dois habituais titulares nos onze: Fucile e Tarik, com um sinal mais para o primeiro que fez uma primeira parte de bom nível. Momento ainda para a estreia de Ventura com a atribuição da titularidade, fazendo deste também TRIcampeão, com uma exibição muito segura e agradável.

Iniciada a partida num ritmo mastigado e muito pouco organizado, foi o FC Porto a entrar melhor, ainda que fruto da tal desorganização a meio-campo, os da casa tenham acreditado que seria possível encostar o adversário para a sua defensiva.

O FC Porto bem que tentava agarrar no jogo e mostrar-se ofensivamente, mas as perdas de bola consecutivas matavam qualquer jogada logo à nascença. Consequência disto, a Naval ia-se mostrando cada vez mais, criando algumas jogadas de relativo perigo para a nossa defensiva, altura para que Stepanov e o já referido Ventura, mostrassem que não estavam ali para brincadeiras.

Até que numa fase em que já se pedia o intervalo, dado o pouco interesse no futebol jogado, eis que aos 37 minutos, a eficácia de Farias colocou o marcador em 0-1, correspondendo da melhor forma a um cruzamento para o interior da área por parte de Adriano, cabeceando a bola para o fundo da baliza de Taborda.

Volvidos apenas mais 4 minutos, aos 41 minutos, no seguimento de um contra-ataque mortífero de Tarik que correndo todo o campo e ultrapassando todos os adversários que se lhe surgiram na frente, à saída de Taborda, colocou a bola em Farias que isolado, se limitou a colocar a bola novamente no fundo da baliza deserta, dilatando a vantagem para 0-2, resultado que não se alterou até ao apito final da primeira parte.

Na reentrada, Fucile deu o lugar a Pedro Emanuel que se foi colocar no centro da defensiva ao lado de Stepanov, originando o deslocamento de João Paulo para o lado direito da defensiva, onde continuou a bem cumprir a missão que lhe foi destinada.

A partida foi-se arrastando paulatinamente, cada vez mais jogada num ritmo pausado e chato, com poucas ou nenhumas oportunidades de golo para qualquer uma das equipas, tendo permitido ainda a que Castro e Hélder Barbosa entrassem em campo para ganhar minutos, cerca de 30 minutos de jogo, ocupando os lugares de Tarik e Mariano.

A 15 minutos do fim, duas excelentes oportunidades para o FC Porto dilatar a vantagem que se mostrou inalterável até ao final. Primeiro, no seguimento de um livre, Lino coloca a bola no poste de Taborda, sem que ninguém conseguisse finalizar a jogada… no minuto seguinte, Adriano fica isolado em frente a Taborda, depois de um magistral passe de Castro, mas não consegue ultrapassá-lo e a jogada de perigo perde-se naquele instante.

O apito final do árbitro chegou entretanto, e com isso, no que toca à liga Bwin, caiu o pano para o FC Porto, aguardando-se agora com natural expectativa, e já com todos os habituais titulares em campo, a realização do próximo jogo, a final da Taça de Portugal no dia 18 de Maio, com o Sporting, com o objectivo de se conseguir almejar a «dobradinha» nesta época.

Posto isto, de liga Bwin para esta época, estamos conversados…

ps – mais uma vez, apelo ao Portismo «interior» de todos nós neste momento delicado do nosso clube (sem qualquer tipo de medidor!)… e que de uma forma inteligente, todos saibamos bem escutar o que este «silêncio» nos diz.

azul + : Farías (VIPortista), Ventura, Stepanov e Mariano.

azul - : Lino, Bolatti e Kazmierczak.

Arbitragem: Marco Ferreira (Madeira), Sérgio Lacroix e Paulo Soares. Nada a apontar.

04 maio, 2008

Faltou atitude... e respeito pelos adeptos!

Liga Bwin 2007/08, 29ª jornada
03 de Maio de 2008
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 42.219 espectadores


FC Porto: Helton, Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Lino (Tarik, 57m); Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles (Bolatti, 77m); Mariano (Farias, 46m), Lisandro e Quaresma.
Não utilizados: Ventura, Stepanov, Fucile e Adriano.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

CD Nacional: Rafael Bracalli; Patacas «cap», Felipe Lopes, Cardozo, Ricardo Fernandes e Alonso; Edson (João Coimbra, 80m), Cléber e Juliano Spadacio; Rodrigo (Juninho, 72m) e Fábio Coentrão (Pateiro, 69m).
Não utilizados: Belman, Bruno Amaro, Adriano e Halliche.
Treinador: Predrag Jokanovic.

Disciplina: cartão amarelo a Paulo Assunção (55m), R.Fernandes (77m), R.Bracalli (90m), Alonzo (90m).

Golos: Fábio Coentrão (21m e 45m) e Juninho (90m).

Sim, propositadamente, deixei a escrita desta minha visão do jogo para 24 horas depois na vã esperança de que o incómodo que sentia ao final da noite de ontem, se transformasse em algo mais redutor… afinal, foi tudo tempo perdido. O incómodo continua aqui e bem presente.

Era o último jogo caseiro perante o nosso público e todos esperávamos um final de tarde, principio de noite, com mais do mesmo, uma vitória para dedicar a tão magníficos adeptos que somos… e nos podermos despedir com um «muito obrigado e até Agosto» no nosso anfiteatro.

No final, uma derrota com contornos de humilhação por 0-3 perante um Nacional que jogou o que sabe (que é pouco) e se pode vangloriar como muitos poucos de nos ter roubado 6 pontos (!) numa época desportiva.

Não vou pela derrota em si, porque tenho completa consciência que não somos imbatíveis, nem tão pouco pelo resultado volumoso, porque também temos direito a noites assim, aliás, a perder, que aconteça, mas que se morra em campo, que se lute, que se esforcem… o que não admito, é falta de atitude, motivação, vedetismos parolos e bacocos prá bancada ou desrespeito pelos adeptos. E foi tudo isto que vi a noite passada no Dragão. E quando todas estas condicionantes se misturam, o resultado está à vista de todos.

Engraçado ou não, ao longo do dia de hoje, fui ouvindo, escutando e lendo as mais variadas explicações para o que se terá passado. Ou é porque é difícil motivar nesta altura, ou é porque os jogadores estão cansados, ou porque o treinador devia fazer descansar jogadores-chave, ou porque o treinador não percebe nada daquilo, etc, etc, etc, e na maioria delas, são direccionadas para o treinador.

Sinceramente, acho uma tamanha idiotice à grande maioria destas opiniões… acho mesmo e explico porquê.

Quer-se dizer, estão em campo 9 titulares (!), vou repetir para o caso de não terem entendido, 9 titulares (!!), juntando-lhe um semi-titular (Mariano) e uma reserva (Lino), e a culpa deste resultado é do treinador? Realmente, dá vontade de rir, dá mesmo.

Porque será que ninguém, ou muitas poucas vozes se levantam para questionar o porquê de tão miserável exibição? Não será porque alguns, já andam muito preocupados com as saídas para os Manchester’s, para os Reais, para as Fiorentinas, para os Atléticos? E que culpa tem o treinador disto? Quando se ganha, a culpa é dos Bosingwas, dos Quaresmas, dos Paulos Assunção, dos Luchos, etc… quando se perde, há já sei, a culpa é do Jesualdo! Muito bem, estou perfeitamente elucidado.

Por mim, bem podem todos continuar a idolatrar os «meninos-mimados» e a não lhes querer assacar qualquer responsabilidade nestes dias, que eu cá continuarei a ser adepto do meu clube, o FC Porto, aquele que verdadeiramente amo e o único que conheço… o meu clube, foi, é e sempre será o FC Porto… nem que sejam 11 paus de vassoura a envergar aquelas camisolas azuis-e-brancas.

A desilusão é enorme, mais pelo que vi in-loco, do que propriamente pelo resultado, mas quem me conheço, sabe bem que para determinados peditórios, eu não contribuo… apenas e só porque não compactuo com tentativas de lavagem da cara de ninguém.

Tudo o que se viu, foi pura e total falta de respeito pelos adeptos… se vestir aquelas camisolas não lhes dá motivação, se serem principescamente bem pagos não lhes traz vontade de lutar, se jogar no FC Porto não lhes dá prazer, meus amigos, a porta de entrada é a mesma de saída… e boa viagem!

Resta-me desejar que esta noite (horrenda) tenha servido de lição para as duas próximas batalhas e nessas, mesmo se venham novamente a perder, saibam mostrar-se honrados e orgulhosos de vestir as mágicas camisolas do FC Porto, lutando em campo até à última gota de suor. Se o fizerem, mesmo que na derrota, sempre estarei sempre ao vosso lado. Caso contrário…

ps – para aqueles que (mais uma vez, numa derrota caseira com o Nacional) bateram palmas aquando do 3º golo dos madeirenses, façam-me um favor: tenham vergonha, muita vergonha na cara. Se são sócios, entreguem de imediato o cartão; se não o são, não comprem mais nenhum bilhete. Nós agradecemos. Eu, tenho pudor em me sentar ao lado de adeptos como vocês no Estádio do Dragão ou noutro qualquer estádio. Vocês, não merecem o (meu) FC Porto.

azul + : palavras do Prof. Jesualdo Ferreira no final do jogo (VIPortista).

azul - : nem adianta individualizar, quando no geral, foi tudo uma miséria.

Arbitragem: Paulo Paraty (Porto), Serafim Nogueira e Vítor Carvalho. Nada a apontar.















27 abril, 2008

Esmagar e humilhar... o 2º classificado!

Liga Bwin 2007/08, 28ª jornada
27 de Abril de 2008
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Assistência: --- espectadores

Vitória de Guimarães: Nilson; Andrezinho, Sereno, Geromel e Momha (Fajardo, 72m); Flávio «cap.», Moreno (Carlitos, 61m), Desmarets e Alan; Ghilas e Miljan (Roberto, 55m).
Não utilizados: Serginho, Radanovic, Marquinho e Paulo Henrique.
Treinador: Manuel Cajuda.

FC Porto: Helton; Fucile, Bruno Alves «cap.», Stepanov e Lino; Paulo Assunção (Kazmierczak, 46m), Bolatti e Raul Meireles (Farias, 69m); Quaresma, Lisandro (Adriano, 63m) e Mariano.
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, João Paulo e Hélder Barbosa.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: Cartão amarelo para Bruno Alves (90 min).

Golos: Bruno Alves (53 min), Quaresma (59 e 71 min), Farías (78 min) e Adriano (84 min).


Depois de muito apelo ao fair-play desde o final da semana passada (porque seria?), e de nos sentirmos esta semana muito acompanhados, que até parecia que nos tínhamos quadruplicado, tamanha era a quantidade de Portistas em tudo quanto era esquina, os jogadores do FC Porto mandaram todos esses apelo às urtigas, e numa clara demonstração de classe, supremacia e profissionalismo, visitou a cidade-berço para defrontar o Vitória de Guimarães, acabando a golear o 2º classificado da liga Bwin por cinco bola a zero, não deixando qualquer margem para dúvidas, se é que elas alguma vez tenham existido.

De destacar igualmente neste jogo, a soberba exibição de toda a 2ª linha que o Prof. Jesualdo Ferreira fez entrar em campo, mostrando que poderemos ter ali mão-de-obra da boa para a próxima época, passada que foi a fase mais difícil a um novo jogador: a adaptação. Aqui, abro um parêntesis para um «mea-culpa» por muito do “mal-dizer” que fui debitando ao longo de toda a época para com Mariano Gonzalez… que me está a dar uma bofetada de luva branca! A cada jogo que passa, está mais solto e com nítida assimilação das rotinas de jogo. Por tudo o que me tens demonstrado, Obrigado Mariano!

Tal como já era de prever ao longo da semana, o onze que subiu ao relvado, foi quase que um FC Porto B, com a entrada em cena de Lino, Stepanov, Bolatti e Mariano para a titularidade e que tão bem, deram conta do recado.

Pressentia que fosse ser um começo de jogo difícil para as nossas cores, dada a habitual dificuldade para qualquer adversário jogar em Guimarães, mas também não esquecendo as mudanças operadas no onze inicial. Afinal, viu-se um FC Porto mais personalizado, procurando jogar a toda a largura do terreno, com os da casa, remetidos ao seu meio-campo defensivo.

Não obstante esta surpresa, quanto a mim, foram uns primeiros 45 minutos muito mornos, sem que tenham ocorridos jogadas de perigo iminente em qualquer uma das balizas, sendo que Hélton e Nilton, foram quase que meros espectadores. O empate era o resultado mais justo aquando do apito para intervalo.

Para os segundos 45 minutos, a história do jogo resumiu-se a uma eficácia clara a todos os níveis por parte do FC Porto e aos 5 golos sem resposta, perante um adversário, que a determinada altura do jogo, mais não pedia que o último apito ecoasse no estádio, para que a humilhação não se tornasse ainda mais penosa.

O primeiro golo da partida, ocorreu aos 53 minutos de jogo, quando no seguimento de um livre marcado por Lino, surgiu Bruno Alves que com um cabeceamento certeiro, coloca a bola junto ao poste esquerdo de Nilton que nada podia fazer. Estava feito o 0-1.

Seis minutos mais tarde, aos 59 minutos, Quaresma resolve abrir o livro e depois de fugir da lateral ao seu adversário, flectindo para o centro, aplica um remate em arco, que faz a bola sobrevoar a defensiva e aninhar-se junto ao poste esquerdo de Nilton. Estava feito o 0-2.

Aos 70 minutos, de novo Quaresma, numa jogada de quatro para dois adversários, foge à marcação dos seus adversário, e ainda fora da grande área, desfere um forte remate e colocado que leva mais uma vez a bola até ao fundo das redes da baliza defendida de Nilson, fazendo o 0-3.

Por esta altura, o adversário estava já completamente atordoado com tamanha eficácia azul-e-branca, não conseguindo contra-atacar, nem tão pouco, estancar as jogadas de perigo na sua defensiva que se iam acumulando a um ritmo vertiginoso.

No seguimento desta envolvência, aos 78 minutos, numa jogada fabricada por dois suplentes que tinha entrado já para os lugares de Lisandro e Raul Meireles, Farias é desmarcasse no interior da grande área a passe de Adriano, e remate junto ao poste direito, elevando a contagem para 0-4.

Em jeito de retribuição, aos 84 minutos, e com o adversário já em KO técnico, Farias entrega a bola com conta, peso e medida para o interior da área, onde já aparecia Adriano isolado que se limitou a encostar o pé na bola e colocá-la no fundo das redes da baliza adversária, fechando o resultado final em 0-5 para o FC Porto.

Chegou entretanto o final do jogo, com o FC Porto a passear a sua classe e as faixas de TRIcampeão, e com o 2º classificado completamente KO, atordoado pela passagem desta máquina trituradora em termos de eficácia que foi o FC Porto.

Se a pediam (e muitos até a mendigavam como de pão para a boca, com a maior das latas, como se fossem os donos da seriedade e do fair-play), ainda restam dúvidas?

Por fim, só mais 3 notinhas de pé-de-orelha:

ps1 – O «pequenino anão astérix» pedia no flash-interview de sábado à noite, fair-play para o jogo de hoje… os deuses devem estar mesmo loucos, só pode!... então o «pequenino anão astérix», resolveu também ele, vestir o cachecol do TRIcampeão? Ou seria mesma a voz do pânico a falar?

ps2 – Quaresma, mais uma vez, e quando lhe correm (muito) bem as coisas, podia e devia estar calado… pagam-lhe para jogar, não para dizer baboseiras… faz-nos falta, não restam dúvidas algumas!... de qualquer modo, quem tem pressa de ir, que vá e faça boa viagem!

ps3 – já cansa a novela Paulo Assunção… é o abraço ao Rui Persegue Árbitros nos Túnel, é a Fiorentina, é o Cálcio, é a troca com o Luisão Cabeça de Melão… a confirmar-se (?!), só lamento que mais uma vez, o «ser mercenário» fale mais alto do que o «ser agradecido» a quem tudo lhe deu e proporcionou… tal como sempre digo, só faz falta quem cá quer estar; quem não quer, boa viagem... e que vá pela beirinha!

azul + : Quaresma (VIPortista), Mariano Gonzalez, Hélton, Lino e Bolatti.

azul - : ...

Arbitragem: Paulo Costa (AF Porto), João Santos e Nuno Manso. Tranquila e sem mácula, a condizer com a vitória do TRIcampeão.





























20 abril, 2008

Lisandro... ao ritmo do «chamem a polícia»!

Liga Bwin 2007/08, 27ª jornada
20 de Abril de 2008
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.199 espectadores

FC Porto: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Fucile; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles (Bolatti, 82m); Tarik (Mariano, 62m), Lisandro e Quaresma (Farias, 87m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e Kazmierczak.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

SL Benfica: Quim; Nelson, Luisão, Katsouranis e Leo; Binya; Maxi Pereira (Cardozo, 56m), Rui Costa e Rodriguez; Nuno Gomes (Makukula, 77m) e Di Maria (Nuno Assis, 85m).
Não utilizados: Butt, Luís Filipe, Edcarlos e Sepsi.
Treinador: Fernando Chalana.

Disciplina: cartão amarelo a Lisandro (7m), Maxi Pereira (12m), Bynia (17m e 90m), Katsouranis (27m), Fucile (68m), Cardozo (72m); cartão vermelho a Bynia (90m).

Golos: Lisandro (7m e 80m).

E esta longa espera pelo dia 20 de Abril, o jogo em que iríamos receber já TRIcampeões a turminha dos impolutos «infiéis», terminou quase da forma como começou… se na entrada, foram brindados ao ritmo dos «olés» vindo das bancadas, pior saíram com o speaker de serviço a brindar toda aquela mole de gente anónima que em completo êxtase, cantou, brindou e se despediu dos «infiéis» ao ritmo de um dos ícones musicais dos Trabalhadores do Comércio, com um título muito sugestivo para o momento: “Chamem a Policia”. Numa palavra: MORDAZ!

Se nada havia já para ganhar, mais não fosse do que demonstrar em campo a nossa superioridade, mas acima de tudo, o nosso nobre e imenso orgulho de TRIcampeão, foi um Super-Lisandro que, mais uma vez (!!) para não variar, levou ao delírio as bancadas, bisando na partida e elevando a sua conta pessoal para 24 golos, tantos quantos a diferença pontual a que os «infiéis» ficaram do TRIcampeão… é caso para perguntar: “de quem se irá agora lembrar o Orelhas-Mor de chamar à razão para justificar mais uma banhada… no campo… e num ritmo azul-e-branco, a fazer lembrar o futebol de praia em Copacabana?”.

No onze escolhido pelo Prof. Jesualdo Ferreira, nenhuma surpresa de última hora, mantendo todas as primeiras escolhas. Apito inicial… e os primeiro acordes vocais vindos da bancada com os «olés» a cada passe, a cada desmarcação, a cada trivela, a cada cabeceamento, a qualquer simulação, etc… tudo fácil, natural e sem aquela pitada de sal que normalmente norteia um clássico, mas também verdade seja dita, se o assim o é, não é por nossa culpa, porque do outro lado, nas últimas décadas, quer equipem de (b)ermelho, quer de (b)erde, a miséria é tanta, que até chega a meter dó ver uma mescla de pedintes que vivem única e exclusivamente da opulência de um passado já longínquo… e quando era tudo ainda a preto e branco.

Ecoavam ainda os primeiros «olés», quando no meio de toda essa euforia, se gritou pela primeira vez “goooooolo” e por obra e graça do suspeito habitual, Lisandro López, que logo aos 7 minutos, e mostrando que não estava ali para passear o «fato de gala», no seu primeiro remate, depois de partir os rins a Nelson, rematou forte e cruzado, inaugurando o marcador (1-0) e levando ao delírio as bancadas pela primeira vez nessa noite.

Melhor entrada, dadas as contingências do jogo, não se poderia pedir. Quando se esperava um assalto à muralha defensiva adversária, procurando a humilhação, e sempre num ambiente de festa, o que se viu, foi um FC Porto a continuar no seu ritmo «de brinca na areia de Copacabana», obrigando o adversário a correr atrás da bola e com insistência, recorrendo a faltas sistemáticas para travar o ímpeto azul-e-branco.

Com o decorrer do jogo, o jogo foi-se tornando mais equilibrado, até com alguns assomos de coragem por parte do adversário, mas sem nunca incomodar seriamente a baliza defendida por Hélton. Neste período, Tarik teve nos pés, duas boas oportunidades para ampliar a vantagem, mas sem sucesso.

Entretanto, chegado o intervalo… altura em que, deram entrada no estádio os 150 (quantos? tenho de voltar prá escola, só pode!) representantes dos 6 milhões (bláblábláblá)… de facto, é caso para dizer que "demasiado «asnos» para desistir!". Ninguém os viu, ninguém os ouviu e ninguém deu por eles…

Na reentrada para os segundos 45 minutos, foi novamente um FC Porto a entrar melhor e a mais uma vez (bruxo!), tomar conta do jogo, criando lances de verdadeiro perigo na defensiva adversária, que só não resultaram em golo por manifesta infelicidade.

Ainda e sempre num ritmo pausado, bem ritmados pelos «olés» das bancadas, e numa altura em que parecia que o adversário iria perder o «sul», com a agressividade a aumentar e de que maneira os seus níveis, aos 80 minutos, o FC Porto chegou ao golo da tranquilidade novamente através de Lisandro López que recebendo a bola na entrada da área, rematou forte e colocado ao poste mais distante de Quim, que nada mais podia fazer do que se esticar… e sentir na pele o dilatar da vantagem para 2-0.

Dali, e até final, nada mais a assinalar, senão os contínuos e sistemáticos «olés», uma clara demonstração de classe do TRIcampeão… e tempo ainda para Binya ir tomar banho mais cedo, por «atacar» as pernas de Lisandro, recebendo com isso o 2º amarelo já em cima do apito final.

Acabado o jogo, era tempo de todo o estádio e a uma voz única, se despedir dos «infiéis» ao som dos Trabalhadores do Comércio, com especial incidência no refrão da música debitada pelas colunas do anfiteatro: “chamem a policia, óhóhóh, chamem a policia, que eu não pago…”. Que melhor fim de festa se poderia pedir? Apenas e só, (mais) um momento único para mais tarde recordar!

Em jeito de pedido de final de festa, apenas deixar aqui um recadinho de pé-de-orelha ao nosso treinador, Prof. Jesualdo Ferreira: “no próximo jogo, e como precaução de lesões de peças-chave do onze, seria pedir muito se escalonasse um onze assim, digamos que, composto de juniores e juvenis?”. É que eu estou mesmo muito preocupado que algum jogador do núcleo-duro se lesione… e como o dia 18 de Maio é já «amanhã», era de bom-tom precaver alguma situação anómala. É mesmo só por precaução, nada mais que isso... prometo que não tem nada a ver com a luta pelo 2º lugar e consequente acesso directo à «Champions»... prometo!!

azul + : Lisandro (VIPortista), Lucho, Bruno Alves e Fucile.

azul - : Quaresma e Tarik.

Arbitragem: Bruno Paixão (Setúbal), António Godinho e Paulo Ramos. Arbitragem normal, sem grandes ondas… até na expulsão certa de Bynia em cima do apito final, por fazer «tiro ao meco» nas pernas de Lisandro.
















13 abril, 2008

Vencer no ensaio para 3ª feira...

Liga Bwin 2007/08, 26ª jornada
12 de Abril de 2008
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Assistência: --- espectadores


Vitória de Setúbal: Eduardo; Paulinho, Robson, Auri e Jorginho (Ricardo Chaves, 46m); Hugo, Elias (Bruno Gama, 46m) e Bruno Ribeiro «cap.»; Filipe, Kim (Pitbull, 58m) e Adalto.
Não utilizados: Milojevic, Leandro, Bruno Severino e Leo Bonfim.
Treinador: Carlos Carvalhal.

FC Porto: Nuno; Fucile (Bosingwa, 46m), Stepanov, João Paulo e Lino; Bolatti, Lucho González «cap.» (Hélder Barbosa, 76m) e Kazmierczak; Mariano, Lisandro (Adriano, 67m) e Quaresma.
Não utilizados: Ventura, Bruno Alves, Paulo Assunção e Farías.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: cartão amarelo a Paulinho (31m), Robson (60m), Bolatti (75m) e Hugo (84m).

Golos: Lisandro (25m), Mariano (30m) e Hugo (38m).

Na visita à casa de um adversário incómodo, o Vitória de Setúbal, e ainda na ressaca do TRI, poupando até grande parte das peças fulcrais do onze base, o FC Porto somou mais 3 pontos, vencendo por 1-2 com golos do suspeito do costume, Lisandro e também de Mariano Gonzalez.

Como já era previsível, o Proj. Jesualdo Ferreira entendeu, e bem, dar descanso a várias peças chave da equipe para o confronto a realizar na próxima 3ª feira, no mesmo estádio e com o mesmo adversário, a contar para as meias-finais da Taça de Portugal, procurando passaporte para a final da Taça a realizar no Estádio Municipal de Oeiras.

Dos onze tipo, apenas Fucile, Lucho, Lisandro e Quaresma iniciaram o jogo, sendo premiados com a titularidade várias das segundas-linhas do plantel, alguns deles, tendo conseguido mostrar serviço… outros, nem tanto.

Talvez inesperadamente, atendendo a tantas mudanças no onze, o FC Porto acabou por entrar melhor em jogo, sempre com Lucho no papel de exímio «comandante», muito bem acompanhado por Lisandro e Quaresma, que iam conseguindo empurrar os da casa para a sua defensiva, que pouco ou nada mais faziam do que assistir impávidos e serenos à circulação de bola por parte dos azuis-e-brancos.

Mesmo em ritmo de treino, foi sem surpresa que o FC Porto inaugurou o marcador, estavam decorridos 26 minutos de jogo, quando num cruzamento para o interior da área, aparece Kaz a desviar ligeiramente a bola, aparecendo na 2ª vaga, o suspeito do costume, Lisandro, que meio no estômago, meio nos joelho, introduziu a bola no interior da baliza de Eduardo. Estava feito o 0-1.

Ainda com os festejos de golo bem presentes, tinham passado apenas 3 minutos (29 minutos), voltou o FC Porto novamente a marcar, desta vez por Mariano Gonzalez que aproveitou um ressalto de bola, mesmo com a bola a embater no seu braço, diga-se de passagem que a 1 metro de distância apenas, para dilatar a vantagem no marcador para 0-2.

Continuava o FC Porto a ser dono e senhor do jogo, exibindo até nalguns momentos, jogadas de bom recorte técnico… contudo, à passagem dos 38 minutos, Hugo na entrada da área desfere um remate forte e colocado, apanhando Nuno em excesso de confiança, tentando desviar a bola com o olhar, reduzindo a diferença para um golo apenas de vantagem e colocando o resultado em 1-2.

Este foi o momento da viragem no jogo, não tendo mais o FC Porto conseguido ser dono e senhor do jogo, passando o mesmo a ser bem repartido, aqui e acolá, com claro ascendente dos da casa.

Para a segunda parte, continuaram os da casa por cima no jogo, podendo numa ou noutra situação, conseguido restabelecer a igualdade, em algumas delas, por clara insuficiência da tranquilidade Nuno que estranhamente, esteve algo nervoso, e noutros, com confiança em excesso que poderia ter saído bem caro.

Entretanto, o Prof. Jesualdo Ferreira depois de ter retirado Fucile ao intervalo, aproveitou para dar descanso a Lucho e Lisandro, deixando em campo, apenas Quaresma, um dos habituais titulares… mais Bosingwa, que tinha entrado ao intervalo.

Após estas trocas, o FC Porto passou então quase em exclusivo a tentar gerir apenas a vantagem, ainda que mínima, na tentativa de amealhar mais 3 pontos. Apesar de alguns sustos defensivos, o final do jogo chegou e com isso, mais uma vitória e objectivo cumprido.

Agora, esperar por 3ª feira para novo confronto, e desta vez, concerteza com maior grau de dificuldade… mas também com a certeza que jogaremos com o nosso onze mais forte na procura de atingir a final da Taça de Portugal.

azul + : Lucho (VIPortista), Lisandro e Quaresma.

azul - : Nuno, Lino, Stepanov.

arbitragem: Elmano Santos (Madeira), Sérgio Serrão e André Cunha. Arbitragem tranquila, nada a apontar… senão, não ter feito a vontade aos repórteres da Sporttv que pediam a toda a força «amarelos» para Lisandro por protestos junto do árbitro. Porque seria?















06 abril, 2008

«TRI» em noite de gala... com muito champanhe!!

Liga Bwin 2007/08, 25ª jornada
05 de Abril de 2008
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.138 espectadores

FC Porto: Helton; Bosingwa (Bolatti, 73m), Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Fucile; Raul Meireles, Paulo Assunção (Farias, 80m) e Lucho; Tarik (Mariano, 65m), Lisandro e Quaresma.
Não utilizados: Nuno, João Paulo, Kazmierczak e Adriano.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Estrela Amadora: Nelson; Moreno (Wagnão, 14m), Maurício «cap», Hugo Carreira e Hélder Cabral; Marcelo Goianira; Tiago Gomes, Celestino (Nuno Viveiros, 55m), Mateus (Marco Paulo, 73m) e Mendonça; Anselmo.
Não utilizados: Pedro Alves, Pedro Pereira, Adul e Giancarlo.
Treinador: Daúto Faquirá.

Disciplina: cartão amarelo Maurício (57m), H.Carreira (77m), Pedro Emanuel (83m), Raul Meireles (83m).

Golos: Lucho (9m), Tarik (11m), Quaresma (65m), Maurício (ag 71m), Bruno Alves (77m) e Lisandro (81m).

Esta semana, e para crónica do jogo, deixo que as imagens falem por mim... o sentimento está todo lá!

azul + : esta semana, como VIPortista, todos, sem excepção!!!

azul - : ---

arbitragem: João Vilas Boas (Braga), Alfredo Braga e Celso Pereira. Passou despercebido e não complicou ao longo de todo o jogo, o que é o melhor elogio que um árbitro em tempo de «apitos» pode receber.





























31 março, 2008

A 90 minutos do «tri»...

Liga Bwin 2007/08, 24ª jornada
30 de Março de 2008
Estádio do Restelo, em Lisboa
Assistência: --- espectadores

Belenenses: Júlio César; Amaral (Fernando, 89m), Rolando, Hugo Alcântara e Rodrigo Alvim; Gabriel Gomez, Ruben Amorim, Zé Pedro e Silas «cap.» (Rafael Bastos, 84m); Roncatto (J. Paulo, 80m) e Weldon.
Não utilizados: Costinha, Edson, Gonçalo Brandão e Devic.
Treinador: Jorge Jesus.

FC Porto: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap.», Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles (Kazmieczak, 87m) e Lucho; Quaresma, Farías (Adriano, 68m) e Lisandro.
Não utilizados: Nuno, João Paulo, Lino, Bolatti e Helder Barbosa.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: Cartão amarelo para Pedro Emanuel (73 min) e Hugo Alcântara (90 min).

Golos: Weldon (41 min), Lisandro (49 min) e Lucho (90+3 min, g.p.).

Passada que foi mais uma jornada, fica a restar a conquista de 2 míseros pontos para garantirmos automaticamente a conquista de novo título nacional, o «tri», o que se perspectiva aconteça na próxima jornada a realizar sábado, quando recebermos o Estrela da Amadora no Estádio do Dragão, que se espera com lotação esgotada e prontinho para mais uma noite memorável de glória do FC Porto.

A vitória conseguida esta noite no Estádio do Restelo, diante do Belenenses, fez-se de muita garra e espírito de conquista, com o golo da vitória a ser marcado já no último minuto de descontos, através da conversão de uma grande penalidade indiscutível a castigar derrube sobre Quaresma. Lucho Gonzalez encarregou-se de desfazer o empate e trazer justiça ao resultado final.

O onze que subiu ao relvado, foi o mais esperado, atendendo aos regressos de Bosingwa e Paulo Assunção às convocatórias, e face à indisponibilidade de última hora de Tarik por motivos físicos.

Apesar do melhor onze, foi o Belenenses a entrar melhor em jogo, pressionando muito a meio-campo, o que provocava uma dificuldade na circulação de bola e na criação de lances de ataque por parte do azuis-e-brancos. Ainda por falta do acerto defensivo das linhas de meio-campo, os médios da casa superiorizavam-se com relativa facilidade.

Por esta altura, era Bosingwa que mais tentava desequilibrar com rápidos lances de ataque pela lateral direita, chegando a importunar por mais de uma vez, a defensiva da casa… num desses lances, quase inaugurou o marcador.

Porque o meio-campo dos da casa continuava a superiorizar-se, iam conseguindo criar lances rápidos de ataque que colocavam a nossa defensiva em permanente sobressalto, até que já perto do final da primeira metade, aos 41 minutos, Weldon consegue fugir ao fora de jogo e a passe de Ruben Amorim, recebe a bola no interior da grande área completamente isolado, e com um remate potente bate Hélton que pouco ou nada podia fazer, inaugurando o marcador para os da casa.

O jogo atingia entretanto o intervalo com um Belenenses claramente superior nos primeiros 45 minutos, com o FC Porto em desvantagem no resultado e obrigado a ir em busca do prejuízo na 2ª parte.

Sem alterações no onze, foi um FC Porto completamente transfigurado que subiu ao relvado para iniciar os segundos 45 minutos, dando a provar aos da casa do seu próprio veneno.

Com a batuta clara de Lucho em termos de organização do desenho de jogo atacante, e fruto de um meio-campo do FC Porto muito mais pressionante, rapidamente começaram a surgir os primeiros lances de perigo junto da baliza de Júlio César, até que no seguimento de mais um desses lances de insistência, aos 49 minutos, Lisandro Lopez recebe a bola na meia-lua da grande área, e depois de afastar Rolando do caminho da bola, remata forte, empatando a partida a 1-1.

Sempre na busca da vitória, e com os da casa completamente remetidos na sua defensiva, fruto do acerto no centro do terreno por parte dos azuis-e-brancos, o FC Porto ia criando consecutivos lances de perigo para a baliza adversária, mas sem conseguir voltar a fazer balançar as redes. Por esta altura, destaque para uma perdida escandalosa de Farias que isolado não conseguiu bater o guarda-redes adversário.

O Belenses, nitidamente a jogar em contra-ataque, conseguiu criar 2 lances de grande perigo para a baliza de Hélton, num deles, fruto de um erro de Paulo Assunção a meio-campo que controlou muito mal a bola, proporcionando a Weldon um rápido ataque que apanha a nossa defensiva desprevenida, obrigando Pedro Emanuel a cortar o lance da forma como ensinam os livros, sendo amarelado… nunca o vermelho porque Raul Meireles já estava na dobra.

Entraram entretanto em campo, Adriano e Kazmierczak para os lugares do novamente desinspirado Farias e de um Raul Meireles já muito desgastado.

Com o jogo já na fase dos descontos (3 minutos) e FC Porto num último assomo de coragem em busca da vitória, foi já no último minuto, aos 93 minutos, que Quaresma entra no interior da grande área com a bola dominada, quando é derrubado por Hugo Alcântara que na tentativa de cortar o lance, derruba o adversário. Penalty claríssimo!

Lucho Gonzalez foi chamado a marcar esta grande penalidade num momento de grande tensão, já que o jogo iria acabar ali mesmo e com forte possibilidade de colocar o FC Porto a apenas 2 pontos do títulos. Correu para a bola e não falhou, garantindo a vitória e o inicio dos festejos (a Sul) dos jogadores e adeptos, atendendo à forma como este golo foi festejado por todos.

Acabado o jogo, foi uma vitória clara da melhor equipa em campo ao longo dos 90 minutos, de forma clara e inequívoca no decorrer da 2ª parte, sempre em busca de reparar o prejuízo. Ficam então a restar 2 míseros pontos… que se espera sejam conquistados no próximo sábado, no Estádio do Dragão.

azul + : Lucho (VIPortista), Lisandro, Quaresma, Raul Meireles, Paulo Assunção e Bosingwa.

azul - : Farias e Fucile.

arbitragem: Lucílio Baptista (Setúbal), Luís Salgado e João Tomatas. Arbitragem tranquila, com apenas dois casos de análise complicada… um «chega para lá» de Quaresma na cara de Gabriel Gomez, que poderia ter valido um cartão vermelho (uma estupidez de Quaresma, digo eu!)… e no cair do pano, muito bem (!!!) ao assinalar grande penalidade sobre derrube a Quaresma que é efectivamente rasteirado, depois de tocar a bola para a frente (o resto, é conversa pós «Manhas» deste país se entreterem durante a semana a discutir o sexo dos anjos).





























muito importante: aproveitando a ideia do ano passado e já aqui relembrada na caixa de comentários por parte do Amigo e colaborador Estilhaço, ficam desde já todos convidados a dar-nos o vosso contributo para o mega-post alusivo ao «TRI», enviando para o email do blog: fotografias, vídeos, etc, dos festejos dos adeptos do FC Porto em Portugal e além-fronteiras, não esquecendo de informar a origem desses envios. Contamos convosco para nos ajudar na produção de mais um mega-post.

ps - a pedido de muitas famílias, e porque parece ainda suscitar algumas dúvidas, informamos que as estrelinhas logo aqui abaixo descritas, e agora em cada post publicado, servirão apenas para que, caso o assim pretendam, possam avaliar o conteúdo do texto acabado de ler… bastará apenas clicar na estrela que define esse grau de avaliação e voilá, «voto» feito com sucesso. Por cada IP, um único voto (sempre com a possibilidade de alterar o voto inicial a qualquer momento, bastando para tal, voltar a clicar na estrela com o grau de avaliação pretendida).

15 março, 2008

Navegando num mar confuso... até à bonança!

Liga Bwin 2007/08, 23ª jornada
15 de Março de 2008
Estádio do Mar, em Matosinhos
Assistência: --- espectadores

Leixões SC: Beto; Nuno Silva (Pedro Cervantes, 76m), Joel, Elvis e Nuno Amaro; Bruno China «cap.», Castanheira e Filipe Oliveira; Roberto (D.Valente, 78m), Jorge Gonçalves e Hugo Morais (J.Duarte, 63m).
Não utilizados: Jorge Baptista, Paulo Machado, Vieirinha e Jaime.
Treinador: António Pinto.

FC Porto: Helton; Fucile, Pedro Emanuel «cap.», Bruno Alves e Cech (Kazmierczak, 76m); João Paulo (Sektioui, 55m), Lucho González e Raul Meireles; Quaresma, Farías (Adriano, 68m) e Lisandro.
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e Castro.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: cartão amarelo a Bruno China (27m), Fucile (83m) e Elvis (90m).

Golos: Roberto (52m), Lisandro (77m) e Sektioui (85m).

Devagar, devagarinho, e mesmo que em grande parte do 90 minutos de jogo com um futebol muito pouco atractivo, aqui vamos nós a caminho do segundo «tri» da nossa história, depois de conseguida mais uma vitória, desta vez na casa do Leixões, pela diferença mínima (1-2), depois de estarmos a perder por 1-0.

Outro dos factos também significativos deste jogo, foi que pela primeira vez (!) esta época, e decorridas que vão já 23 jornadas, o FC Porto conseguiu virar um resultado desfavorável a seu favor, o que merece também uma nota de especial destaque.

Para o inicio do jogo, coube a João Paulo ocupar o lugar de Paulo Assunção no miolo defensivo do terreno, onde, passou com distinção, é verdade que não tendo deslumbrado, mas também não comprometeu. Em tudo o resto, e com a opção a recair em Farias em detrimento de Sektioui, tudo normal.

No primeiro quarto de hora, foi um FC Porto por cima no jogo, empurrando os leixonenses para o seu reduto defensivo, procurando resolver rapidamente a partida. O que é certo, é que apesar de criadas algumas soberanas oportunidades para se inaugurar o marcador, este manteve-se intocável.

Com o passar do tempo, e com um nítido afrouxar do ritmo ofensivo por parte dos azuis-e-brancos, o jogo equilibrou-se a meio campo, mostrando a espaços uma equipa caseira a tentar aproximar-se com mais perigo da baliza defendida por Helton.

O jogo foi sendo jogado nesta toada pouco atractiva, até que o arbitrou apitou pela última vez nos primeiros 45 minutos.

Para a 2ª parte, e sem alterações nos onzes, foi o Leixões a entrar melhor, quando aos 52 minutos de jogo, aproveita com eficácia um cruzamento para o interior da área e inaugurou o marcados para os da casa por intermédio de Roberto, colocando o resultado em 1-0. Este período, mostrou um FC Porto algo apático, conformado com o resultado e muito, muito mesmo desinspirado, não parecendo mostrar qualquer tipo de arrogância ou orgulho ferido na busca dos golos na baliza adversária.

Por aqui, víamos já um Lucho em claro declínio fisico, um Quaresma a manter a toada habitual de conseguir enervar um santo qualquer que esteja na terra, e um Pedro Emanuel a mostrar um nervosismo preocupante e pouco consentâneo do seu real valor.

Com o tempo a passar e a manutenção da desvantagem, o FC Porto viu-se obrigado a operar algumas alterações na equipa, com a entrada em cena de Sektioui, de seguida Adriano, e mais para o final, nos últimos 15 minutos, Kazmierczalk.

Continuando a mostrar um futebol com pouco ou nenhum pragmatismo, mas sim abusando da individualização, fomos conseguindo voltar a empurrar os da casa para o seu reduto defensivo, começando a surgir lances de maior perigo junto da baliza de Beto.

Fruto deste pressing, e quando estavam decorridos já 77 minutos, surge o golo do empate a uma bola (1-1) pelo Senhor do costume: Lisandro Lopez, que depois de assistido de cabeça por Sektoui no interior da pequena área, colocou a bola no fundo das redes.

Mesmo depois do reatamemto, continuou a ser o FC Porto a mandar no jogo, quando apenas já restavam 5 minutos para os 90 minutos, aos 85 minutos, Sektioui surge isolado cara-a-cara com Beto, depois de uma assistência de Lucho, e com um chapéu faz a bola saltar por cima deste, tendo-se limitado a colocar a bola no fundo das redes fazendo o 1-2 para os azuis-e-brancos.

O apito final chegou rapidamente com uma vitória por 1-2 na casa dos leixonenses, perfazendo um total de 57 pontos, o que equivale a dizer que restam nos próximos 7 jogos, apenas mais 7 pontos para a conquista do «tri»... vamos a eles, mai'nada!

Uma nota final para a amabilidade e simpatia demonstrada pelo Dragão Vila Pouca, que me ofereceu a oportunidade de assistir ao vivo a este jogo, o que assim veio a acontecer. Pelo facto, aqui fica publicamente o meu sentido e especial “Obrigado!”.

azul + : Lucho (VIPortista), Lisandro, Raul Meireles e Helton.

azul - : Pedro Emanuel, Quaresma e Farias.

arbitragem: Jorge Sousa (Porto), António Vilaça e José Luís Melo. Uma arbitragem tipicamente à «portuguesa»… foras de jogo na 1ª parte ao ataque azul-e-branco de bradar aos céus, quase mais parecia um «sinaleiro»… para depois na 2ª parte, aparentemente ao que sei, ter deixado passar em fora-de-jogo o 2º golo da vitória azul-e-branco. Como digo, tipicamente à «portuguesa» e por aqui me fico.















09 março, 2008

Morno... a caminho do «Tri»!!

Liga Bwin 2007/08, 22ª jornada
09 de Março de 2008
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.709 espectadores

FC Porto: Helton; Fucile, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Cech; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles (Lino, 90m); Sektioui (Farias, 72m), Lisandro e Quaresma (Mariano, 80m).
Não utilizados: Nuno, João Paulo, Kazmierczak e Adriano.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Académica: Pedro Roma; Pedro Costa, Orlando, Kaká e Cléber (Lito, 76m); Paulo Sérgio; Tiero (Ivanildo, 46m), Luis Aguiar, Nuno Piloto, Paulo Sérgio e Cris (Miguel Pedro, 46m); Joeano.
Não utilizados: Ricardo, Berger, Vítor Vinha e Edgar.
Treinador: Domingos Paciência.

Disciplina: cartão amarelo a Quaresma (70m), Lito (78m), Paulo Assunção (81m); cartão vermelho a Mariano (90m).

Golos: Quaresma (31m).

No regresso à liga Bwin, e no pós-traumático da passada 4ª feira para a Liga dos Campeões, estava bom de ver que, aparentemente, a visita da Académica ao Estádio do Dragão, seria o adversário ideal para o próximo jogo.

Admitia também que apesar do esforço suplementar do último jogo, a equipa não desaproveitasse a oportunidade para obrigar a que alguém pagasse a factura… no final, apenas uma vitória justa e merecida, ainda que pela diferença mínima de 1-0, no regresso de Quaresma aos golos.

Com o onze tipo já esperado, apenas com a alteração forçada pela lesão a meio da semana de Bosingwa, que não recuperou a tempo, tendo sido substituído por Marek Cech, foi um FC Porto a entrar em jogo a controlar as operações, ainda que a exibição fosse morna e tranquila, sem grandes correrias, num ritmo de treino.

O adversário limitava-se a entrar neste ritmo, mas sem nunca conseguir «cheirar» a bola, o que proporcionava um jogo lento e pouco apelativo, sem grandes motivos de interesse.

O golo acabou por surgir à passagem dos 31 minutos de jogo por intermédio de Quaresma que pela esquerda, flectiu para o centro, rematou forte com a bola a levar uma direcção meio esquisita, onde Pedro Roma pareceu mal batido, o que se agradece pelos motivos mais que óbvios. Estava consumado o regresso do «mágico» aos golos e 1-0 no marcador.

Até ao final dos primeiros 45 minutos, poucos mais motivos de interesse aconteceram, com o jogo a manter-se num ritmo de treino, mas não muito puxado, provavelmente em face do desgaste da noite europeia a meio da semana.

Para os segundos 45 minutos, e sem qualquer alteração no onze, continuou o domínio do jogo a ser integralmente do FC Porto, aqui e acolá com a Académica a tentar reagir à adversidade no resultado, mas sem grandes efeitos práticos, já que Hélton não passou de um mero espectador durante todo o jogo, apenas tendo que se aplicar para segurar bolas sem qualquer perigo.

Estavam guardados para os últimos 5 minutos de jogo, três momentos de forte alvoroço no relvado e que rapidamente se alastraram para as bancadas com os protestos veementes dos presentes por uma punição «estúpida e assassina» do cabeçudo pensante de serviço a este jogo.

Já quase em cima dos 90 minutos, o FC Porto dispôs de 2 grandes oportunidades para ampliar a vantagem, primeiro por Lisandro que de cabeça, depois de um cruzamento de Raul Meireles, não conseguiu desfeitear Pedro Roma… logo de seguida, e pelo mesmo Lisandro, nova oportunidade de golo, desta vez a remate, que voltou a não fazer alterar o resultado final.

Já no limite dos 3 minutos de desconto, e para azar de Mariano, o momento humorístico da noite que originou das bancadas um forte coro de assobios e protestos… numa disputa de bola com um adversário, ainda que possa admitir algum excesso de agressividade por parte de Mariano, este nunca, repito, nunca agrediu ninguém, nem sequer teve intenção de o fazer… o Cósm(ico) achou que sim e sacou prontamente do cartão vermelho. Uma decisão ridícula e estúpida, num jogo perfeitamente calmo e sereno.

Nos instantes imediatos, apito final para o jogo e a conquista de mais 3 pontos num jogo que foi morno, mas em que o objectivo principal foi conquistado, alargando a vantagem para o mais directo perseguidor que agora é de 14 pontos, quando faltam jogar apenas 8 jogos para o fim da liga Bwin.

E porque faltam só mesmo 8 jogos, 24 pontos em disputa, portanto, apenas necessários mais 10 pontos para a conquista do «tri», não queria finalizar sem vos deixar o meu mais intimo desejo: nos próximos 4 jogos (Leixões f, Belenenses f, Estrela da Amadora c, Setúbal f), era gerir a pontuação com muita mestria e sabedoria, fazer por «obrigatoriamente» não os ganhar todos?! e então sim, esperar pelo tal 5º jogo, caseiro, para dar a estocada final e com isso conquistar definitivamente o «tri»… mas porque raio ando eu a «sonhar» noite e dia com uma qualquer conjugação de resultados, não interessa qual, mas que possibilite uma chegada au-point a este tal 5º jogo? porque será? aceitam-se respostas!!

azul + : Paulo Assunção (VIPortista), Lucho, Raul Meireles e Quaresma.

azul - : Cech, Lisandro e Sektioui.

arbitragem: Cosme Machado (AF Braga), José Ramalho e Fernando Pereira. Tudo tranquilo e morno até ao minuto 90… eis então que um síndrome Cardosiano se apossou dos neurónios de tal cabeçudo pensante, e tendo visto sabe-se lá vem o quê, ora sai um vermelho directo para Mariano… por nada!! Afinal, e repensando a análise da última arbitragem europeia, entre essa e esta, venha o diabo e escolha.

02 março, 2008

Passear a classe… com a cabeça na 4ª feira!

Liga Bwin 2007/08, 21ª jornada
01 de Março de 2008
Estádio do Bessa, no Porto
Assistência: --- espectadores

Boavista FC: Peter Jehle; Gilberto, Marcelão «cap.», Moisés e Brayan Angulo; Diakité, Jorge Ribeiro (Bruno Pinheiro, 88m) e Fleurival; Zé Kalanga (Luís Loureiro, 68m), Mateus e Laionel (Hussaine, 68m).
Não utilizados: Carlos, Fary, Ivan e Obi.
Treinador: Jaime Pacheco.

FC Porto: Helton; Fucile, Stepanov, João Paulo e Cech; Paulo Assunção (Raul Meireles, 78m), Kaz e Lucho «cap.» (Quaresma, 46m); Mariano, Farías (Sektioui, 71m) e Adriano.
Não utilizados: Nuno, Bruno Alves, Lino e Hélder Barbosa.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: Cartão amarelo para Adriano (10 min), Diakité (26 e 76 min), Luís Loureiro (82 min), Raul Meireles (86 min), Tarik (90 min) e Hussaine (90 min). Cartão vermelho para Diakité (76 min).

Golos: ...

De visita aos donos da «rotunda», perderam-se 2 pontos, fruto do empate sem golos que se registou no final dos 90 minutos, no jogo que opôs o Boavista ao FC Porto. Se considerarmos o onze titular composto por ao que normalmente se costuma chamar de «segundas linhas», não foi mau de todo, até porque não obstante essa gestão, todos eles, no compute geral, honraram as camisolas azuis-e-brancas que envergavam.

Além das ausências na convocatória de Bosingwa, Pedro Emanuel e Lisandro, podiam-se ver ainda no banco de suplentes: Bruno Alves, Raul Meireles, Tarik e Quaresma.

Nas bancadas, estava criado um ambiente escaldante para um qualquer adversário que estivesse de visita aos da casa, com a presença maciça de adeptos do FC Porto e com um apoio vocal brutal, ao bom estilo das «ramblas»… mas esperem lá, nós é que éramos os visitantes e não os visitados, certo? Estranho, não? Direi apenas que, ao contrário do que muitos dos habituais profetas da desgraça, tudo isto é sinal dos novos tempos e que não são de agora… nas bancadas, demos «10 a zero»!!

Lá dentro, não tendo sido um jogo daqueles cheio de oportunidades de golo, direi que foi um bom e muito agradável jogo, com muita intensidade, muita luta e raça… com o comando das operações a pertencer aqui e acolá a cada uma das equipas.

O jogo começou com uma grande oportunidade de golo nos pés de Fucile que na entrada da área, depois de servido magistralmente de cabeça por Farias, fuzila a baliza adversária, aparecendo Marcelão a desviar a bola por cima da baliza… teria sido um inicio fulgurante. Sempre num ritmo em aceleração, o FC Porto ia detendo o controle da operação no inicio do jogo, com toda a estrutura táctica a funcionar muito bem, não se notando tantas e profundas mudanças no esquema táctico e nos actores principais.

A partir do meio da 1ª parte, o Boavista conseguiu equilibrar a partida, mostrando também que estava ali para jogar, e não fazer o seu futebol tipo à base da cacetada e pancadaria de tudo o quanto mexia ou equipava de azul-e-branco.

O intervalo surgiu com o nulo no marcador, o que não considerava um resultado injusto, mas com uma exibição de gala e classe de Mariano Gonzalez que me tem levado nestes últimos 2 ou 3 jogos últimos a questionar a mim próprio onde é que esteve até agora este «brilhante» jogador? Foram uns primeiros 45 minutos de garra, luta, velocidade e muito suor deste argentino… e que teve continuação durante a 2ª parte.

Para a 2ª parte, Quaresma entra em jogo para substituir e ocupar o lugar de Lucho que ficou nos balneários e sinceramente, não percebi bem a jogada táctica, porque Quaresma não tem perfil para jogar naquela posição e por se perder por vezes em tanta fantasia, perdendo a bola, mais recuado e no centro do terreno, poderia criar alguns calafrios à nossa defensiva… o que chegou a acontecer por uma ou duas vezes.

Com o deslocamento deste para a posição natural, as alas, rapidamente começou a fazer estragos na defensiva axadrezada, pertencendo-lhe a ele as mais claras oportunidades de golo já perto do final do jogo, especialmente quando na entrada da área, desfere um potente remate que leva a bola a bater no canto superior direito, fazendo-a estremecer violentamente... teria sido um golo de levantar qualquer estádio.

De seguida, um golo anulado a Stepanov por pretenso fora de jogo com a «pele» (TVI dixit), num cruzamento de Raul Meireles para o interior da grande área… ainda estou por perceber afinal o que dizem as directrizes das leis do futebol. Afinal, em caso de dúvida (que continua a haver!), beneficia-se quem ataca ou quem defende? Ou tudo tem a ver com as cores da camisola? Deve ser mais isto que outra coisa.

O jogo chegou ao final com a repartição de pontos, o que dada a distância pontual para os mais directos adversários, pouco ou nada complica, mas com a certeza que agora ai vem quanto a mim, e com toda a artilharia pesada em pleno, o jogo da época.

Na 4ª feira, quando defrontarmos o Schalke 04, todos seremos poucos para um apoio incansável aos nossos heróis de azul-e-brancos vestidos… à hora marcada, como sempre, lá estarei!

azul + : Mariano (VIPortista), Lucho, Paulo Assunção, Fucile e Quaresma.

azul - : Adriano e Tarik.

arbitragem: Duarte Gomes (AF Lisboa), Bertino Miranda e Pedro Garcia. Uma arbitragem com alguns altos e baixo, mostrando aqui e acolá uma «arrogância» estúpida e desnecessária… com (talvez) o maior erro a surgir com a anulação do golo a Stepanov já na fase final do jogo, num lance em que sinceramente, não consigo ainda dizer se é ou não fora-de-jogo, digo eu!… porque o «palerma» de serviço ao relato na TVI, dizia ele que foi um lance tirado com a «pele»… até lhe apetece dizer que vá mas é pá «pele» que o parta!

23 fevereiro, 2008

Noite das «pampas»!!

Liga Bwin 2007/08, 20ª jornada
23 de Fevereiro de 2008
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.209 espectadores

FC Porto: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Cech; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles (Mariano, 76m); Tarik (Kazmierczak, 87m), Farías e Lisandro (Hélder Barbosa, 79m).
Não utilizados: Nuno, Fucile, João Paulo e Adriano.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Paços de Ferreira: Peçanha, Ferreira, Rovérsio, Kiko e Mangualde; Filipe Anunciação, Paulo Sousa e Pedrinha (Dedé, 54m); Wesley (Renato Queirós, 76m); Edson (Furtado, 67m)e Cristiano.
Não utilizados: Coelho, Tiago Valente, Fábio Paim e William.
Treinador: José Mota.

Disciplina: cartão amarelo a Kiko (51m), Filipe Anunciação (67m), Paulo Sousa (85m) e Mangualde (86m).

Golos: Lisandro (45m e 53m) e Mariano (90m).

Uma noite cheia de magia argentina… 3 golos (Lisandro a bisar pela 6ª vez esta época e Mariano a fechar, marcando o seu primeiro golo de azul-e-branco); 2 assistências para golo (Lucho e Farias) e 2 bolas nos postes (Farias e Lisandro). E assim, lá vamos caminhando com os «paços» bem afinados a caminho do TRI.

Para este jogo, e depois do jogo a meio da semana em Gelsenkirchen, o Prof. Jesualdo Ferreira procedeu a três alterações no onze titular, com as saídas de Fucile, João Paulo e Quaresma (não convocado devido a problema físico) para as entradas de Cech, Bosingwa e Tarik… um onze de alguma forma, muito suspeito e já esperado pela grande maioria do adeptos.

Com uma entrada forte e pressionante em jogo por parte do FC Porto, sentia-se que o adversário pacense, apesar de algum bom toque de bola a meio-campo, muito dificilmente iria conseguir criar perigo na nossa defensiva, ocorrendo o oposto do lado dos da casa. Com relativa velocidade de circulação de bola e consequente posse de bola, o FC Porto ia conseguindo a cada minuto que passava, encostar os pacences à sua defensiva, começando bem cedo a surgirem lances de perigo na defensiva adversária.

Evitando afunilar o jogo, em muitas das vezes, a bola era endossada normalmente para Tarik, estando na direita ou na esquerda, procurando dessa forma os cruzamentos para o interior da área onde estava Farias (cada vez mais solto da pressão em vestir esta camisola) e por lá também vagueava sem poiso certo, o suspeito do costume, um tal de Lisandro que a cada jogo que passa, cada vez mais confirma a sua extrema importância e utilidade em prol da equipa, em suma, um jogador incansável e fabuloso, que dá gosto acarinhar.

Quando já se sentia alguma resignação nas bancadas pelo nulo em cima do intervalo, Raul Meireles recupera uma bola a meio campo, endossa-a a Lucho que magistralmente desmarca Lisandro no interior da área, onde à saída do guarda-redes Pessanha, apenas se limitou a colocar a bola por baixo do corpo e inaugurando marcador em 1-0 para o FC Porto, estavam decorridos 45 minutos de jogo.

Com a chegada do intervalo, a 2ª parte iniciou-se do mesmo modo com o FC Porto na mó de cima, mas desta vez, ainda mais, muito mais pressionante na procura da bola e na simplificação de processos para colocar a bola junto da baliza adversária, sempre na busca de ampliação do resultado.

Fruto deste forcing, Lisandro bisa na partida aos 53 minutos de jogo, fazendo o 2-0 à boca da baliza, após um passe açucarado de Farias para o interior da área, depois de romper pela lateral direita.

Mesmo depois do 2-0, o FC Porto nunca deixou de procurar a baliza adversaria, continuando a assistir-se a um jogo de sentido único, onde os lances de perigo junto da baliza de Pessanha surgiam a um ritmo frenético… era bolas nos postes, era perdidas escandalosas depois de estarem isolados, era uma perna, era um desvio… tudo isto ia acontecendo para sorte dos pacenses e pura falta de sorte do FC Porto, que hoje, esteve perto, muito perto de inflingir uma derrota bem pesada ao adversário.

Já em tempo de compensações, decorria o 1º minuto dos 3 de compensação dados pelo árbitro, aos 91 minutos, o FC Porto chega aos 3-0 por Mariano González depois de lançado por Lucho, rematando cruzado e sem hipóteses de defesa para Pessanha. Era o 1º golo com a camisola do FC Porto vestida, e quem sabe, o tónico que faltava a mais este argentino do plantel para que doravante, com maior tranquilidade, possa mostrar-nos todas as suas qualidades, que acredito as possa ter, mas que até hoje, não são mais do que uma miragem para cada um de nós.

E assim chegou o jogo ao final, com uma vitória justa e concludente de 3-0 perante uma equipa pacense que a determinada altura a parecer querer jogar o jogo pelo jogo, esteve muito perto de ser goleada, muito perto mesmo.

Para finalizar, e sem querer ser justificação, desculpa ou recado para quem quer que seja, era mesmo só para lembrar que afinal, mesmo sem o mágico Quaresma, o FC Porto também sabe vencer e concerteza o continuará a fazer, sejam eles «fazedores de opinião» ou os habituais «profetas da desgraça» que por cá vegetam.

azul + : Lisandro (VIPortista), Farias, Lucho, Paulo Assunção e Bosingwa.

azul - : Tarik apenas e só pela falta de eficácia em frente da baliza.

arbitragem: Paulo Costa (Porto), João Santos e Nuno Manso. Arbitragem tranquila sem grandes incompetências de relevo, senão para duas situações distintas. Ainda na 1ª parte, não mandou parar o jogo para assistir Paulo Sousa… na 2ª parte, manteve o critério para a assistência a Raul Meireles. Por fim, não sei se era o “João”, se era o “Manso”, mas o assistente do lado dos bancos de suplentes, durante a 2ª metade, ou era cego, ou via mal … ou não sabia mesmo o que estava ali a fazer, já que permanentemente ajuizava lances ao contrário e sempre em desfavor do mesmo: os da casa!















16 fevereiro, 2008

Na Madeira, de mangas bem arregaçadas...

Liga Bwin 2007/08, 19ª jornada
15 de Fevereiro de 2008
Estádio dos Barreiros, no Funchal
Assistência: --- espectadores

SC Maritimo: Marcos; Ricardo Esteves, Antoine, Ediglê e Evaldo; João Luiz, Bruno, Marcinho e Djalma; Márcio Mossoró (Gonçalo, 74m) e André Pinto (Kanu, 64m).
Não utilizados: Bruno Grassi, Gregory, Briguel, Tito e Fábio Felício.
Treinador: Sebastião Lazaroni.

FC Porto: Helton; Fucile (João Paulo, 71m), Bruno Alves, Pedro Emanuel «cap.» e Cech; Paulo Assunção, Raul Meireles (Kazmierczak, 73m) e Lucho Gonzalez; Quaresma, Lisandro e Farias (Tarik, 66m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e Mariano.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

Disciplina: Cartão amarelo para Lucho Gonzalez (21m), Djalma (21 e 61m), Raul Meireles (44m), André Pinto (45m), Kazmierczak (75m) e Pedro Emanuel (80m).

Golos: Lisandro (44 e 82m) e Tarik (68m).

Se este era o jogo mais importante, quase ninguém terá dado por isso, tamanha foi a demonstração de garra e qualidade em campo demonstrada pelos jogadores do FC Porto, com o final do jogo a saldar-se por uma vitória concludente e expressiva por 0-3 em casa dos insulares, um campo onde tradicionalmente costumamos passar grandes e enormes dificuldades. Lisandro por duas vezes e Tarik, trataram de acalmar as hostes portistas… e colocar mais um carimbo de «serviço cumprido» rumo ao Tri.

Para descer ao relvado, foram escalonados os 11 jogadores que eram esperados pela maioria da critica, com uma única alteração por força da ausência de Bosingwa… a entrada de Cech para o lado esquerda da defesa, levando Fucile para o lado contrário.

O jogo começou com o FC Porto por cima, mostrando ao que ia e que o próximo jogo com o Schalke 04 a realizar na próxima 3ª feira, estava bem ausente das mentes dos jogadores. Apesar de algum domínio, as jogadas de perigo tardavam em surgir na frente da baliza defendida pelo brasileiro, Marcos.

Por esta altura, era Fucile, principalmente este que se destacava da maioria em campo, com uma velocidade estonteante, um pressing a todo o terreno sobre o adversário e com uma garra a todos os níveis de alto registo… e ainda assim, conseguia transportar a bola para o ataque, ultrapassando muitas das vezes Quaresma que se escondia mais a meio campo para abrir caminho para o uruguaio.

Entretanto, e com o passar do tempo, assistiu-se a uma reacção dos insulares, por meio da 1ª parte, tendo conseguido estancar o controle do jogo por parte dos azuis-e-brancos, e conseguido até mesmo, em determinado período de jogo, estar por cima.

Nestes entretanto, e já depois de um lance muito duvidoso de Farias em plena grande área insular (quanto a mim, penalty em qualquer parte do mundo… menos nos Barreiros!), o final da 1ª parte aproximava-se a passos largos, quando Lisandro resolve aparecer em jogo e ainda fora da grande área, flectindo da esquerda para o centro, desfere um remate rasteiro que faz a bola parar apenas dentro da baliza adversária, estavam decorridos 44 minutos de jogo e o resultado passava a estar em 0-1. Rapidamente, apito final para intervalo.

Na entrada para os segundos 45 minutos, e sem qualquer alteração nos onze, foi novamente o FC Porto a entrar por cima, desta vez, com muita troca de bola, obrigando os insulares a correrem atrás da bola, sem que a conseguissem conquistar.

Já com Tarik em campo e acabadinho de entrar para o lugar de Farias, que desta vez se mostrou menos concretizador, mas sempre muito lutador, foi com naturalidade que se aumentou a vantagem para 0-2, aos 68 minutos de jogo…num lance que é precedido de penalty claríssimo por derrube a Lisandro, mas com Pedro Henriques a deixar a bola seguir para o remate do marroquino.

Com o jogo controlado, e o adversário em claro défice emocional, foi hora de refrescar o onze e permitir o descanso a alguns dos habituais titulares… Fucile e Raul Meireles, tendo entrado para os seus lugares, João Paulo e Kazmierczak, respectivamente.

Numa fase de jogo com completo e absoluto domínio da bola, num tranquilo controle do resultado, foi já depois da entrada da última dezena de minutos até ao apito final, que Lisandro aproveitou para bisar na partida e fazer o 0-3, resultado final, e alargar para 16 golos o número de golos marcados até à 19ª jornada da liga Bwin.

Agora, há que recuperar e bem, que na próxima 3ª feira, estaremos de volta à Europa do futebol.

azul + : Lisandro (VIPortista), Fucile, Raul Meireles e Paulo Assunção.

azul - : nada a assinalar.

arbitragem: Pedro Henriques (AF Lisboa), José Lima e Hernâni Fernandes. Uma arbitragem nada simpática e que pecou por escassa em determinados momentos do jogo, com prejuízos para ambos os lados… mas pelo que anda no «ar», lá vem mais uma historieta mexicana do apito pelo caminho… vai uma aposta?