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30 novembro, 2018

06 julho, 2018

10 novembro, 2017

O CRIME COMPENSA.


Fez-se história na justiça do nosso desporto. Sejam bem-vindos a Portugal, um país à beira-mar plantado e onde o estado lampiânico domina tudo e todos. Jogadores, dirigentes, adeptos, árbitros, empresários, comunicação social e agora até o IDPJ.

Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, vulgarmente conhecido por Macaco, foi interdito de entrar em recintos desportivos durante meio ano. Em causa o cântico aludindo à tragédia da Chapecoense num jogo de andebol entre o FC Porto e os encornados, em Abril passado.

Se duvidas ainda houvessem, está tudo demasiado claro neste momento. Uns são filhos, outros enteados. Abriu-se um precedente grave. Muito grave. Não vou fazer de advogado do Fernando Madureira, primeiro porque não o sou e depois porque certamente ele não necessita e se a justiça e os tribunais funcionarem terá de ser ilibado deste processo.

Vejo esta sentença claramente e sem sombra de dúvidas como um ataque ao FC Porto e não ao Fernando Madureira. Ele próprio já o disse e partilho dessa visão. Há vários erros neste processo. Pergunto-me quantos cidadãos ficaram interditos de entrar seja onde for por CANTAR um determinado cântico? Estamos a falar em CANTAR. Alguém agora pode ficar interdito por ter CANTADO? Mas onde chegámos?

Esta decisão ficará nos livros da história. No tempo em que se fala de claques ilegais, no tempo em que se sabe que um determinado clube apoia essas mesmas claques, dando-lhes tudo o que um clube dá às suas claques legais (sede própria, material, bilhetes, gasolina, portagem e pelos vistos uma gorjeta para as cervejas), num tempo onde fim-de-semana após fim-de-semana somos brindados com notícias que essas claques varrem tudo à sua passagem (farão o mesmo dia 1/12?!) batendo em mulheres, idosos e crianças por esses estádios fora, num tempo em que está na memória de todos ainda bem presente a morte do italiano adepto do sporting em Abril passado, Fernando Madureira é interdito meio ano… por cantar.

Andamos a brincar com coisas sérias. Não vou abordar se o cântico é bonito ou feio. Vou dizer que TODOS os grupos têm cânticos do género, dos grandes, aos médios e aos pequenos. Uns desejam a morte, ou festejam-na. Matam e vangloriam-se por isso. É revoltante tudo isto, espero sinceramente que nos locais próprios tudo possa ficar devidamente esclarecido.

Estava no Dragão Caixa nesse dia, como sempre, e é mais ridículo se pensar como tudo se passou, o cântico não foi puxado por ele em momento algum e acabou com todo o pavilhão a entoá-lo! Atrás das balizas e na central, até no camarote havia telemóveis a registar o momento.

A diferença é que aqui, como estamos legalizados, acontece isto. Quando 500 membros de uma claque ilegal partem tudo em Braga no futsal no Sábado e no dia seguinte partem tudo em Guimarães, o IDPJ devia estar a tirar a sesta. IDJP apoia a ilegalidade e está ao serviço do regime.

Não nos vão calar.

Um abraço ultra.

04 novembro, 2017

UMA ROTUNDA E UM REFRIGERANTE.


Dois jogos passados com distinção pela equipa azul e branca. Cinco dias e seis pontos, três para o campeonato e três para a Liga dos Campões. Se no campeonato mantemos o primeiro lugar isolados, apenas com um empate no meio de tanta vitória, na Europa voltámos a ultrapassar o Leipzig e estamos apenas atrás dos turcos... que visitamos na próxima jornada a meados deste mês.

Num Sábado em finais de Outubro, que mais parecia de Julho ou Agosto, a cidade do Porto viveu mais um derby. Dragões e Panteras encontraram-se no Bessa. Invasão total à Boavista da nossa parte, à semelhança do que tem sido habitual, pelo menos desde que subiram de divisão. Se há jogo em que o “mar azul” é bem visível, este foi claramente um deles!! Se não estavam 10 mil portistas, não faltou muito.


A cidade é nossa, somos nós o seu orgulho e axadrezados na rua nem vê-los. O FC Porto jogava em casa e durante a tarde isso era visível em todos os tascos nos arredores do estádio. Cá fora as gargantas afinam, bebia-se só mais um fino e saiam prognósticos. Lá dentro, um festival dos Ultras do FC Porto!! As duas bancadas atrás da baliza completamente cheias, mais uma central. Claques, sócios, adeptos, simpatizantes, estavam todos pelo mesmo, o FCP.

O Bessa é sem dúvida dos melhores estádios para uma grande prestação a nível vocal. Estremeceu várias vezes quando entoávamos os cânticos para a equipa. Vitória sem espinhas, com as habituais picardias pelo meio e seguimos na luta.


A meio da semana, ainda por cima com feriado, lá estávamos outra vez. No dia em que tivemos quatro jogos e houve necessidade de nos dividirmos pois três deles coincidiam no horário, o prato principal veio à hora de jantar com uma grande vitória sobre o vice-campeão alemão. O clube, como tive oportunidade de dizer aquando do jogo na Alemanha, que representa tudo aquilo que eu não gosto, o futebol moderno.


A vitória soube por isso ainda melhor, num estádio com mais de 40 mil como já é costume. Alemães presentes mas muito fracos na bancada, fizeram-se notar apenas no golo. Venha o próximo jogo e a viagem de uma vida.

Um abraço ultra.

28 outubro, 2017

DRAGÃO DE OURO: ULTRAS PORTO.


Em semana de entrega de Dragões de Ouro, a minha homenagem novamente aos ultras do FC Porto. Principalmente aos anónimos, aquelas caras conhecidas de quem vai aos jogos, mesmo por vezes não sabendo o nome, sabemos que são dos nossos, estão ali como nós, são aquelas pessoas que largam tudo para acompanhar o FC Porto ano após ano.

Tivemos quatro deslocações consecutivas e nas quatro os nossos ultras disseram presente. Duas no estrangeiro, uma para o campeonato em casa de um rival e outra para a taça de Portugal. Mónaco e Alvalade já aqui tinha falado, dois grandes apoios dos nossos adeptos, arrepiante para quem assistiu ao jogo do Mónaco pela TV e arrepiante também aqueles minutos finais em Alvalade.

Seguiram-se mais duas. Para a taça de Portugal, numa sexta-feira a 300 quilómetros de casa estavam mais de 1000 ultras nas bancadas do Restelo. Uma crítica à hora do jogo, mesmo sabendo que jogávamos na terça-feira seguinte na Alemanha, todos estarão de acordo que a suposta festa da taça de Portugal é colocada em causa quando se joga numa sexta-feira à noite com uma equipa alentejana, em Lisboa!! Porque não, por exemplo, Sábado às 15h? O número de horas de descanso não era muito grande e era significativo para centenas de adeptos que não podem abdicar do dia de trabalho.

Ainda assim, sozinho o FC Porto nunca joga. Grande presença, grande prestação das claques e goleada dentro das quatro linhas, como seria de esperar. Tentou fazer-se a festa na mesma, mesmo sem todos os ingredientes.


Passou o fim-de-semana e na segunda-feira arrancaram os primeiros adeptos para a Alemanha. Via Berlim, ou Frankfurt, as cidades mais procuradas para chegar a território alemão, os dragões invadiram Leipzig. Da cidade do Porto e do restante país não se podem dizer que tenha sido uma deslocação numerosa, mas lá estávamos para ajudar a nossa equipa ao longo de 90 minutos. Contámos com a presença, como habitualmente, dos núcleos espalhados por essa Europa fora, tanto dos Super Dragões como do Colectivo. O Colectivo tinha, como sempre, a Fieri Fossatto e alguns adeptos do Duisburgo com eles para apoiar o Porto. Estavam também vários adeptos polacos, que viajaram de Poznan também com o intuito de apoiar o FC Porto. Se assim é, sejam bem-vindos à nossa curva.

Clube dos novos ricos, eis o Leipzig. Clube odioso para quem gosta mesmo de futebol e ama um Clube. Clube que não se importa com sócios nem adeptos, clube sem alma, sem mística, sem tradição alguma. Clube do dinheiro, que graças a ele subiu da quinta divisão à primeira, é vice-campeão e está na Champions.

As pessoas especadas nas ruas a olhar para nós. Nunca tinham visto nada assim. Não estão habituados a estas andanças. Nas bancadas éramos claramente menos mas tratamos de os ensinar como se apoia. Levámos o bom nome do FC Porto ao leste alemão, mas a vitória não foi alcançada. Da nossa parte, ficámos com a sensação que demos tudo o que podíamos.


E uns dias depois já estávamos no Dragão a cantar “mesmo que a voz nos doa”. Goleada ao Paços de Ferreira, primeiro lugar consolidado e seguimos ao lado da equipa. Mais uma excelente casa, o mar azul continua.

Meia casa tivemos na recepção ao Leixões para a taça da Liga. Rivalidades à parte, destaque para os mais de 2000 adeptos leixonenses no Dragão. Goste-se ou não, quem me dera jogar sempre com ambientes assim. Bem melhor do que receber um Setúbal qualquer, com todo o respeito, e estarem cinco pessoas no sector visitante.

A razia fez-se sentir no estádio, como habitualmente neste tipo de jogos e mais concretamente nesta taça, mas aqueles para quem não importa a competição, importa apenas e só o Clube, lá estavam a apoiar-te.

E assim será.

Um abraço ultra.

01 outubro, 2017

ESTE MAR AZUL NÃO PODE PARAR.


Continua a onda azul e branca por onde quer que o FC Porto jogue. A nível interno, no campeonato nacional, conquistámos 100% dos pontos em disputa até agora. Dragão quase sempre cheio, invasões a Tondela, a Braga e a Vila do Conde. Ficamos esta semana a saber que para a taça de Portugal o FC Porto vai deslocar-se a Évora (grande sorteio, só espero que seja Sábado!!) e a próxima é já em Alvalade. Jogo grande, mais que os três pontos é um clássico e o primeiro lugar está em jogo. Não faltam condimentos para um grande espectáculo, tanto no campo como nas bancadas, lá estaremos em peso em cima dos lagartos, na casa deles!

Em dia de eleições, com ou sem as urnas fechadas, à hora do apito inicial mais de 2500 adeptos serão do FC Porto e não se calarão um minuto! Mesmo que a voz nos doa! Prevê-se mais um Domingo longe de casa e o motivo é o mesmo de sempre.


A nível internacional, entrámos com o pé esquerdo em casa com o Besiktas. Num jogo onde os turcos não trouxeram adeptos, o sector visitante esteve vazio mas ainda assim os forasteiros levaram os três pontos. Quando já muita coisa era colocada em causa, eis que o FC Porto vence categoricamente no Mónaco na segunda jornada do grupo.

Uns de avião para Marselha, outros para Nice, outros para Milão. Uns a partir do Porto, outros de Lisboa e outros de Faro. Outros a viajar de outros locais da Europa, com destaque para os núcleos das nossas claques no estrangeiro. E ainda outros, que na madrugada de segunda-feira arrancaram de autocarro até ao Mónaco desde e a Invicta!! É também isto o FC Porto!! É bom que os jogadores saibam este tipo de coisas e esses ultras certamente se sentiram recompensados com o resultado. Vitória categoria e um show do outro mundo dos ultras Porto!! Pela primeira vez em algum tempo não pude comparecer ao vivo e fiquei arrepiado com a transmissão. Jogámos em casa. Noventa minutos de apoio perfeitamente audível e constante. Estrondoso, grande prestação dos nosso adeptos!!


Parabéns a todos os presentes, que seja para repetir nos restantes dois jogos fora, na Alemanha e na Turquia.

Com o Porto sempre, pelo Porto tudo!

Um abraço ultra.

01 setembro, 2017

REBENTAR A PEDREIRA.


Quatro jogos, quatro vitórias, nove golos marcados e nenhum sofrido. É este, para já, o FC Porto de 2017/2018. Depois de dois jogos com o estádio do Dragão cheio e uma bela deslocação a Tondela, chegou a hora do primeiro grande jogo, a primeira grande deslocação da temporada. Embora já nos tivéssemos deslocado ao Minho duas vezes na pré-época, uma delas uma sempre aguardada deslocação a Guimarães, esta foi oficial e só por isso é mais importante. Deslocação a Braga é sempre uma deslocação onde os adeptos do FC Porto comparecem em peso. Tem por tradição ser um jogo onde os sócios e simpatizantes se juntam aos ultras para apoiar a equipa.

Perto do Porto, um bom adversário, normalmente bons jogos disputados no relvado e ainda por cima em Agosto, estavam em cima da mesa os condimentos necessários para a invasão.

À semelhança do jogo da última época, há apenas quatro meses, a invasão foi estrondosa! Os adeptos do FC Porto deslocaram-se em massa ao estádio AXA. Sete mil Dragões(!!!!!) pintaram de azul e branco uma das bancadas superiores do estádio. Aquilo que normalmente é reservado aos visitantes é o canto de uma das bancadas superiores, mas pela segunda temporada enchemos por completo a bancada de uma ponta à outra.

Super Dragões, Colectivo e milhares de outros adeptos apoiaram a equipa desde a saída do Porto até ao regresso. Enquanto o grosso das claques se deslocaram de autocarro, muitos elementos viajaram em viaturas particulares, assim como os restantes adeptos. Durante a tarde foram aparecendo os primeiros portistas nas redondezas do estádio e cedo se percebeu que iríamos jogar em casa. Conta quem vê pela TV, que só se ouviam os ultras do FC Porto.


A invasão foi de tal forma que até a roulotte supostamente destinada aos ultras da casa foi tomada pelos nossos rapazes umas quatro horas antes do jogo. Mandámos em Braga e pelo menos, ao contrário do ano passado, não tiveram direito a escolta na própria casa.

O momento de maior tensão fora do estádio registou-se a cerca de meia hora do início da partida, alguns adeptos do Braga tentaram aproximar-se e fazer uma gracinha mas rapidamente deram corda às sapatilhas.

Lá dentro, tanto no relvado como nas bancadas, superioridade absoluta. Doze pontos em doze possíveis, presentes nos quatro jogos para cantar pelo FC Porto. O estádio é bom para o apoio vocal, situados na parte de cima a acústica favorece-nos. No final do jogo e enquanto esperávamos para sair, a única forma que tiveram de não nos ouvir foi deixar nas colunas do estádio músicas do Braga em alto e bom som. E mesmo assim…

Mónaco, Leipzig e Istambul. Uma deslocação perto e que espero que compareça muita gente de Portugal, uma deslocação no coração da Europa, boa para os emigrantes ajudarem no apoio junto dos que viajam daqui e uma última, de sonho, onde os verdadeiros que se atreverem a fazer 4000 KM vão garantidamente tomar bem conta do recado.

Um abraço ultra.

25 agosto, 2017

AQUI NAS ANTAS NINGUÉM PASSA.


Já dizia o mítico cântico dos Super Dragões entoado desde a Curva Sul do estádio das Antas. O FC Porto entra para ganhar em todos os jogos e terá sempre apoio em qualquer estádio onde suba ao relvado, mas jogando em casa, ultras, sócios, adeptos e simpatizantes têm de estar unidos como nunca em torno da equipa. Em nossa casa, no nosso território, temos de ser um só a puxar 90 minutos pelo FC Porto. Nas nossas bancadas, no nosso relvado, mandamos nós. Os jogadores têm de se sentir confiantes e confortáveis durante o tempo de jogo, têm de sentir que não estão sozinhos, têm de sentir que as nossas almas estão com eles e a empurrá-los para a vitória.

Já vem sendo hábito e é perfeitamente natural que o início da época corresponda sempre a afluências às bilheteiras e casa cheia. Novo treinador, parte tudo do zero, expectativas renovadas, confiança absoluta em resultados positivos e claro, férias, Agosto, sol, calor, tudo se propicia a encher o estádio.


Três jogos realizados no estádio do Dragão, um amigável e já dois para o campeonato, três grandes assistências. O meu apelo vai no sentido de nos mantermos assim. Sei que não vamos ter sempre casas a rondar os 50 mil até Maio mas façam um esforço por manter a militância porque isso é mesmo muito importante para a equipa. O Danilo ainda agora no fim do jogo com o Moreirense veio dizer que os adeptos são sempre importantes, mas mais importantes são neste tipo de jogos, que não são considerados grandes e onde à partida vão apenas “os mesmos de sempre”. Nestes jogos ganham-se campeonatos, mesmo que esteja frio e chuva e no dia seguinte nos tenhamos que levantar cedo para trabalhar.

Vamos manter a postura, continuar a apresentar grandes molduras de suporte ao FC Porto, onde quer que joguemos. O grito no final do jogo, já imagem de marca, devem ser dados pelo FC Porto, jogadores e adeptos, e não só pelos jogadores. É uma comunhão entre todos, é o terminar de mais uma batalha, o festejar de mais três pontos rumo aquilo que todos desejamos.


E próxima é em Braga. A temporada passada (há quatro meses) enchemos por completo uma bancada superior inteira do estádio AXA. Foi a nossa maior enchente desde a inauguração daquele estádio. Fala-se em levar novamente 7000 Dragões ao Minho, façam-se à estrada, é o último jogo antes da paragem para as seleções, vamos conquistar a quarta vitória noutros tantos jogos.

Lá estaremos com o pendão que leva o escudo da cidade.

Um abraço ultra.

19 agosto, 2017

UM GRITO SÓ DE TODOS NÓS


Belo Domingo passado em Tondela! Segunda jornada do campeonato, 37 graus, jogo numa província onde não é habitual jogar-se para o campeonato, Agosto, sol e esplanadas, cerveja e amigos, e acima de tudo, FCP! Todos os condimentos para um grande dia, o que se veio a verificar.

Estavam reunidas as condições para uma rumaria e lá estivemos em peso. Os bilhetes voltaram a esgotar, o que já nem é notícia, sector visitante à pinha e apoio durante os 90 minutos. Vocalmente não foi perfeito, podia ser melhor, mas só de se olhar para a bancada já se arrepiava!

O único inconveniente era a hora do jogo, já aqui o disse anteriormente, embora considere bastante positivo a ideia de marcar com a devida antecedência, o que se verificou, é complicado aceitar uma deslocação de 300 km (ida e volta) num Domingo à noite. Nem toda a gente está de férias e nem todos gozaram ponte na segunda-feira...

Ainda antes de almoço nas redondezas do Dragão vi várias famílias portistas a lotar os carros e a arrancar em direcção a Tondela. O que me deixou logo com um sorriso nos lábios. Fiz-me à estrada pelas 13h e cheguei a Tondela ainda a tempo de almoçar.


Convívio top durante toda a tarde com a malta do costume. Bonito de se ver azul e branco espalhado pelas ruas à volta do estádio, novos, velhos, homens, mulheres e crianças. A cerveja e os petiscos foram-me esgotando enquanto a hora do jogo se aproximava. Ensaio-os dos cânticos e entra-se na curva. Super Dragões e Colectivo no comando do apoio ao FC Porto. Vitória saborosa por 0-1, vale na mesma três pontos e é nestes jogos que se ganham os campeonatos.

De realçar o espírito vivido pela nossa equipa, os que jogam e os que não jogam, os suplentes e os da bancada. Naturalmente sob a batuta do mister, é notável ver a união que impera entre o plantel. O grito em conjunto no final das partidas e o agradecimento mesmo junto aos sócios, ultras e restantes adeptos, aquilo que sempre mencionei aqui ao longo de tanto tempo. Contem connosco porque “esta curva nunca te vai deixar”.

A contar com as deslocações nos jogos amigáveis em Guimarães, Barcelos e Algarve, temos quatro saídas com deslocações em massa e a próxima é aqui ao lado em Braga. Antes disso, vamos para o terceiro jogo em casa... com lotação esgotada!

Mar Azul, venham todos, juntos somos mais fortes!

Um abraço ultra.

11 agosto, 2017

SEM NOME E SEM VERGONHA.


Está lançado o debate público sobre a legalização das claques. Está previsto na lei, desde 2009, que nenhum promotor de espectáculos desportivos pode apoiar uma claque ou grupo organizado de adeptos que não estejam devidamente legalizados e registados como uma associação. Já não vou entrar aqui na questão de concordar ou não concordar com a legalização, com o facto de todos os ultras terem aparentemente de se identificarem para fazerem parte da claque, entro apenas na questão da lei. É lei e portanto é para cumprir. Julgava eu...

Lisboa está à margem da lei, o Carnide está à margem da lei e naturalmente os No Name Boys e os Diabos Vermelhos estão à margem da lei. De forma absolutamente clara e à vista de toda a gente, sem medo das consequências. Estão fora da lei, sabem-no, demonstram-no e gabam-se disso mesmo.

As claques benfiquistas quanto a mim podem ser ilegais para sempre, Vivo bem com isso. Não podem é ter as mesmas regalias do que as claques legais.


Podem concentrar-se num café ou em casa de um elemento do grupo, não podem ter uma sede própria oferecida pelo Clube. Podem ir à MegaStore todas as semanas comprar bilhetes, não podem é ter direito a remessas que nem passam pela bilheteira. Podem ir de carro, carrinha ou autocarro apoiar o seu clube, desde que paguem do seu próprio bolso como qualquer outro sócio anónimo, não podem ter viagens grátis e “pága o Benfica”. Podem entrar cachecóis, estandartes, bandeiras ou faixas do clube, não podem é usar material da claque. Podem ir ao jogos fora como qualquer adepto dito “normal”, não precisariam é de chamar a polícia e fazer-se uma “caixa de segurança” para os proteger, como se faz a qualquer claque. Exemplo disso ainda agora, há menos de dois meses, o jogo de Hóquei em Patins no Dragão Caixa.

Estamos a falar de claques que levam dois assassinatos desde a sua fundação. Claques que quase mataram um jogador de hóquei do Porto. Claques que queimaram um autocarro de adeptos do FC Porto que se tinham deslocado a Lisboa. E tantos outros exemplos...

Estes indivíduos recusam-se a dialogar com quer que seja, muito menos com a autoridade. Deste lado, onde existe um grupo bem mais aberto (para o bom e para o mau), onde a polícia sabe perfeitamente quem é e quem não é da claque, quem vai muitas vezes, quem nunca vai e quem vai sempre, onde existe um clima de cooperação uns com os outros, somos sempre os perseguidos os e os alvos a abater.


A PSP, em vez de andar atrás daqueles que não dão a cara todas as semanas nos estádios portugueses e em alto e bom som cantam “ilegais allez”, fez uma caça às bruxas no primeiro jogo do campeonato com o Estoril. No final do jogo, já com tudo a desmobilizar, confrontou agressivamente jovens para lhes revistar... o cachecol. No meio de tanta revista, um auto de apreensão! Um artefacto perigosíssimo que põem qualquer espectador em perigo. Um cachecol que diz “NO PYRO NO PARTY”. Contado ninguém acredita mas é mesmo verdade.

Os lampiões são ilegais e a autoridade cai em cima dos legais. Neste país, o crime compensa. Estamos numa república das bananas. É não passar cartão a esses senhores, que aos anos passeiam as fardas e as trombas pelo país inteiro atrás de nós, mortinhos por nos cair em cima à primeira oportunidade.

Um abraço ultra.

29 julho, 2017

EM GUIMARÃES MANDÁMOS NÓS


Está de volta!! Depois de um mês de ausência (o futebol terminou há dois meses mas as modalidades do Clube continuaram a jogar e a ter o nosso apoio até ao fim-de-semana do São João), estamos de regresso à Curva para apoiar o FC Porto, clube do coração.

Terminámos a época desportiva da melhor maneira com a conquista do triplete em hóquei em patins. Depois da Supertaça na Mealhada em Setembro passado, vencemos campeonato e taça de Portugal no último mês de Junho. O FC Porto é neste momento o vencedor das últimas quatro competições disputadas em Portugal na modalidade, uma vez que já tinha ganho a taça de Portugal em 2016 ao inimigo, em Ponte de Lima.

O dia 17 de Junho ficará para sempre na minha memória como o “campeonato do Kelvin do hóquei em patins”. Num pavilhão anormalmente despido para um jogo que poderia dar um campeonato, fez falta quem esteve presente. Com um calor a ultrapassar os 30 graus em qualquer praia do país, os que estiveram ali dentro fechados merecem o que viveram e para sempre recordarão este campeonato. Palavra especial aos fiéis adeptos que marcam presença ao longo de todo o ano, nos sectores 4, 5 e 6, atrás dos bancos, e aqueles ultras que “incendiaram” a bancada Sul e por consequência todo o pavilhão. Aqueles que não precisam que os avisem ou lhes peçam para ir, aqueles que tomam a iniciativa e todos juntos ajudaram o FC Porto a ter uma tarde absolutamente histórica e que nunca na vida esquecerão.


As “férias” foram rápidas e no último Domingo mais de 2 mil Dragões rumaram a Guimarães. De carro ou de autocarro, a melhor deslocação em Portugal. E este não ano, tal como no anterior, em dose dupla. Em pleno Verão, pena o jogo ter sido Domingo à noite. Com dois dias de fim-de-semana, inadmissível o dia e a hora escolhidas assim como nas jornadas 2, 3 e 4 do campeonato. Na primeira, que é numa quarta-feira, em vez de ser mais tarde, é as 19h...

Mas voltando a Guimarães. Cortejo monstruoso ainda na pré-época. Depois de jogos à porta fechada e da digressão no México, o primeiro jogo em Portugal “a sério” foi com o FC Porto a jogar claramente em casa. Excelente moldura humana no topo Norte do D. Afonso Henriques. Rivalidade, paixão, adrenalina, um pouco de tudo nesta deslocação ao Minho. Uma bela exibição e novamente a conquista do troféu cidade de Guimarães.

Um abraço ultra.

06 julho, 2017

04 junho, 2017

ERA UMA VEZ UM PLENO.


A temporada futebolística terminou a zero novamente no que diz respeito a títulos. À semelhança dos últimos quatro anos, a equipa não conseguiu acrescentar nada ao nosso museu, embora tenho tido suporte para tal, semanas após semana, jogo após jogo, uma paixão imensa vinda da bancada!

A nível pessoal, esta temporada ficará para marcada como a primeira em que consegui aquilo que desejava já há alguns anos: o pleno no campeonato nacional. Foram 34 jogos com 34 presenças. É dose, sim. Mas também é amor. Pleno esse que se estende a todas as competições nacionais (taça da Liga e taça de Portugal incluídos), quatro jogos amigáveis antes da época começar oficialmente e só não é um pleno total, porque não tive oportunidade de marcar presença em Roma em Agosto e em Leicester, em Setembro. Em 49 jogos oficiais, estive em 47. Isto para não falar nos jogos das outras modalidades.

Mas foquemo-nos no campeonato de futebol que recentemente terminou. Foram 17 jogos em casa e 17 jogos fora. Em casa lá estive, nos jogos europeus, nos clássicos, nos derbys e nos jogos considerados menos apetecíveis. Junto dos meus, no sítio onde me sinto bem e onde não falho um jogo (oficial ou amigável) há seis anos.

Não te falhei na jornada inaugural quando numa sexta-feira te deslocaste a Vila do Conde. Ainda em Agosto, um calor enorme, aquela bancada lotou de azul e branco e lá saí do trabalho a correr para o metro para te começar a apoiar.

Não te falhei no final de Agosto quando nos deslocámos ao Lumiar, à casa dos lagartos e transformaram em andebol um jogo que era para ser de futebol. Ainda tenho na perna aquela marca do petardo que rebentou no cortejo à passagem do McDonald’s.

Mas continuei a caminhar por ti. Com percalços como a deslocação a Tondela, em Setembro. Um calor tórrido e a avaria em plena auto-estrada a 40 quilómetros de Tondela!!! A espera interminável pelo reboque e pelo táxi e como não podia deixar de ser, o reboque trouxe o carro de volta para o Porto e o táxi levou-me até à porta do estádio, onde entrei a meio da primeira parte para cantar por ti!!

Não te deixei jogar sozinho na Madeira. Grande fim-de-semana no início de Outubro, ainda bom tempo, grande vitória na Choupana.

Não te falhei em Setúbal, foram 700 quilómetros num dia naquele desastre (0-0) no Sado.

Depois da viagem a Copenhaga a meio da semana, fiz mais 600 quilómetros para puxar por ti em Belém, no jogo em que ficámos a sete pontos do primeiro lugar. Mas estive lá.

Já em Dezembro, jogámos às 16h em Santa Maria a Feira e lá estava eu atrás da baliza para te apoiar. Grande vitória.


O dia mais frio do ano. Um gelo inacreditável na Mata Real em Janeiro, quase nem tirava as mãos dos bolsos. Mas debaixo daquela geada, cantei por ti.

Não te falhei no Estoril. Mais uma deslocação à mouraria, bancada completamente cheia atrás da baliza e ainda mais portistas na central.

Não te falhei em Guimarães no regresso do Super Comboio!! Deslocação à moda antiga, um passeio pela cidade de Guimarães e as duas bancadas do topo Norte completamente à pinha!

Não te falhei na invasão ao Bessa, das melhores do ano. Duas bancadas cheias atrás da baliza e mais meia central. Sem igual!

Não te falhei quando numa sexta-feira jogaste em Arouca, antes de irmos a Turim. Inaugurámos o sector visitante remodelado e ajudei-te a conquistar os três pontos.

Não te falhei em casa do inimigo, quando entrávamos na fase decisiva do campeonato.

Alterei as minhas férias para não te falhar em Braga, no Sábado de Páscoa. Invasão nunca antes vista com a parte superior da bancada completamente cheia de ponta à ponta!!

Não te falhei em Chaves, mesmo depois de lá termos estado em Novembro para a taça de Portugal. Voltei a trás-os montes e desta vez fomos nós a sorrir.

Quando já estava quase tudo perdido, voltei à Madeira para não te falhar na recta final. Os Barreiros foram dos Dragões mas mesmo assim o resultado não foi positivo.

E quando já estava tudo mesmo perdido, não te virei costas e lá estava em Moreira de Cónegos na derradeira jornada.

Promete-me que me compensas no próximo ano, com o campeonato nacional!

Um abraço ultra.

20 maio, 2017

CAMPEÃO? OS ULTRAS DO DRAGÃO!


Esta época ficará fortemente marcada pelos grandes apoios dados pelos nossos adeptos. Se já é normal as claques estarem junto da equipa nos bons e nos maus momentos, esta época houve verdadeiras demonstrações, não só dos ultras, como dos sócios e adeptos em geral. Em qualquer estádio onde o FC Porto entrou, as bancadas estavam de azul a receber a equipa. Em alguns lados mais do que outros, naturalmente, mas houve deslocações assombrosas efetivamente.

Setúbal como nunca tinha visto, teve de se abrir um sector ao lado do visitante porque já não cabia mais gente. Estoril a bancada atrás da baliza tremeu, completamente cheia e mais gente na central, Belém é já um local de forte apoio ao FC Porto, quando lá jogamos. No Minho, duas gigantescas deslocações, das melhores do ano. Braga foi uma bancada superior inteira de ponta a ponta!! Guimarães pela primeira vez enchemos os dois pisos da bancada Norte. Bessa ficará para a história também.

E já depois de uma deslocação à ilha em Outubro passado, para a visita ao Nacional, nova deslocação à pérola do Atlântico.

O campeonato já era uma miragem mas o despertador tocou às 6h da manhã de Sábado! Depois de uma semana de trabalho, Sábado ainda de madrugada há que levantar porque o mágico Porto joga na Madeira!


Um dia extremamente bem passado com os Dragões na ilha, um tempo tropical, sempre calor mas uma chuva de vez em quando. Almoço em grande no restaurante do costume e a tarde foi passada entre a Serra d’água, a marina, o centro do Funchal e o hotel da equipa já a poucas horas do jogo.

Onde houvesse poncha lá estávamos nós e à hora do apito inicial começava mais um espetáculo dos ultras Porto. Os que se deslocaram do Porto davam o mote e os restantes acompanhavam. Melhor apoio que na Choupana, a própria bancada é propícia a isso mesmo.

Enfrentámos mais um resultado negativo e tentámos afogar as mágoas na noite madeirense, em fim-de-semana de festa da flôr. Uma ilha apaixonante! Só mais uma direta pelo Clube e às 7h já estava a regressar à mais bela cidade do mundo, a cidade Invicta.


Já sem hipóteses matemáticas de chegar ao título o Dragão contou com cerca de 25 mil espectadores na recepção ao Paços de Ferreira. E eles lá estavam. Aqueles para quem não faz sentido ficar em casa e o Clube é para ser vivido desta forma. Reviravolta no marcador acabou em goleada. Jogo marcado pelo incidente com o Colectivo, já muito badalado.

Com foi possível verificar-se no final do jogo, a frase não era insultuosa nem intimidatória. Respeito todos os ultras do mágico Porto, estejam em que bancada estiverem. Aos meus amigos do Colectivo, que se mantenham firmes, sempre em prol dos interesses do FC Porto.

Juntos somos mais fortes.

Um abraço ultra.

05 maio, 2017

CONTIGO ATÉ AO FIM!


Faltam três jogos para o final da época, queremos nove pontos nas próximas três jornadas e esperar que o rival perca um jogo. Nada mais há a fazer neste momento, depois de um polvo muito bem confeccionado e mais uma época com bastantes erros próprios, vamos acabar bem o campeonato, vamos conquistar três vitórias para pelo menos minimizar a dor, em caso de não conseguirmos o tão ambicionado título. E só depois pensaremos no futuro, que é já daqui a três meses.

Deslocação a Chaves a fazer recordar velhos tempos. Numa altura em que a equipa transmontana era presença assídua na primeira divisão, os jogos no Municipal de Chaves eram sempre picadinhos, rasgadinhos, intensos, quer no campo quer na bancada. Uma bonita zona do país e uma deslocação convidativa a passar o dia na cidade, até pela altura do ano em que estamos. Não choveu, o tempo ajudou à grande mobilização dos adeptos do FC Porto. O preço dos bilhetes também ajudou, ao contrário do praticado na deslocação anterior e na próxima!

Mais de 2000 Dragões rumaram a Chaves, alguns almoçaram já em Trás-os-Montes e por lá passaram a tarde enquanto outros se deslocaram mais em cima da hora do jogo. Uma província do nosso país que bem merece uma equipa na primeira divisão, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos. Fico satisfeito quando nos deslocamos a sítios onde aparentemente o futebol profissional não existe. Fico satisfeito por saber que o Algarve vai contar novamente com uma equipa na primeira divisão na próxima época, fico contente que a Madeira esteja representada e ficaria contente até se o Alentejo tivesse representação, como já teve. Só faz bem ao futebol essa diversidade e só ajudaria se os adeptos tivessem mais orgulho no clube da sua terra/região, algo que em Portugal é posto para segundo plano.


Gostei de passear em Chaves e ver adeptos do Chaves. Não gostei foi de passear em Chaves e ver várias bandeiras do nosso rival a esvoaçar nas varandas, quem sabe, de propósito para nos provocar. Não gostei de entrar num restaurante para almoçar e numa outra mesa estarem adeptos do Chaves com cachecóis do nosso rival. A situação repetiu-se várias vezes durante a tarde, infelizmente não é novidade de Norte a Sul, em alguns locais acontece mais do que noutros mas não é novidade para quem acompanha a equipa regularmente, simplesmente só demonstra a podridão que paira no futebol português. É mais bonito apoiar-se um clube que tem sede a quase 500 quilómetros das nossas origens do que o clube da nossa terra, que naquele caso, até está na primeira divisão. São os chamados parolos do Norte. O “parolismo” no seu esplendor.

Os Dragões deram festival na bancada e no campo os jogadores ganharam 0-2. Foi a nossa segunda deslocação a Chaves esta época, depois de termos ido lá em Novembro para a taça de Portugal. Desta vez fomos nós a sorrir.

Temos mais três semanas pela frente e vamos com tudo apoiar o nosso FC Porto, até ao apito final.

Mesmo “sem estrada” para andar, a gente não vai parar...

Um abraço ultra.

29 abril, 2017

A MÚSICA OFENDE, O VERY-LIGHT MATA!


Temos assistido nos últimos dias a um ataque feroz da comunicação social portuguesa ao FC Porto e aos Super Dragões. Ao FC Porto já é constante diga-se, é como uma imagem de marca, és bom jornalista se disseres mal de Pinto da Costa e do FC Porto. Se juntares a esses ódios de estimação as gentes do Norte, e alcançares também as claques, principalmente os Super Dragões, pela sua maior dimensão e notoriedade, então és um verdadeiro herói do jornalismo. És um cãozinho bem comportado e tens uma grande carreira pela frente, sempre comandado pelo regime.

Directo ao assunto: cânticos ofensivos sempre houve e sempre haverá. Mas sempre mesmo! O que acontece é que vivemos na era das tecnologias, das selfies, das redes sociais, dos directos, e isso muda tudo no panorama pois sabe-se tudo quase instantaneamente.

Se não vejamos, desde sempre se cantaram músicas ofensivas por parte de todos os grupos ultras, principalmente quando se defrontam os maiores rivais. Mas antigamente só ouvia quem estava presente e mesmo os que estavam presentes só ouviam os interessados, os que prestam atenção, nem todos estão atentos ao que as claques cantam. Desde que me lembro que ouço esse tipo de cânticos, independentemente de serem bons ou maus. Eles existem há anos.


O que é absolutamente inacreditável é a dualidade de critérios da nossa comunicação social, um tentáculo musculado do grande polvo. A comunicação social tem uma força muito grande, manipula descaradamente e os parolos engolem tudo o que lhes dão de comer.

Sempre que há jogos com os rivais, principalmente modalidades ou equipa B (quando vamos ao Seixal!!), ouvem-se coisas inacreditáveis. Na TV do regime, há meia dúzia de anos atrás, mas sempre actual, apelou-se em directo à morte de Pinto da Costa e ao confronto com armas contra o FC Porto!!! Quando nos encontramos em pavilhões por esse Portugal fora, é perfeitamente perceptível cânticos indignos que festejam a morte de alguém (Sardoeira Pinto, Pôncio Monteiro, Pedroto), ou desejam-no, tendo sempre como alvo principal o nosso Presidente, isto sem esquecer ultras portistas que já partiram também.

Vêm agora os moralistas falar, estes anos todos depois, de uma música que os Super Dragões cantaram num jogo de andebol, baseando-se na tragédia que sofreu a Chapecoense há uns meses. Os Super Dragões respeitam a Chapecoense e homenagearam a equipa mais que uma vez!! Para que fique claro, os Super Dragões não deitaram o avião abaixo e não tiveram nada a ver com o acidente. E para que fique mais claro, ao contrário de outros grupos rivais, os Super Dragões respeitaram o minuto de silêncio na luz uma semana após a morte de Eusébio, algo que é facilmente comprovável.


Coisa que não aconteceria se fosse ao contrário, ponho as minhas mãos no fogo!!

Ao contrário de um very-light e de um atropelamento, uma música insulta e ofende, mas não rouba a vida a ninguém. Em mortes já bisaram em pouco mais de 20 anos, estão com uma média de um assassinato por década e continuam a entrar todas as semanas nos estádios os escroques.

Contra essa comandita toda, eles e quem os protege a eles, continuamos nós a apoiar o nosso clube do coração. Aconteça o que acontecer nunca deixaremos o FC Porto sozinho. E é por isso que enchemos o Dragão no passado Domingo e é por isso que vamos marcar presença nos quatro jogos que faltam.

Queremos quatro vitórias. Sintam o Porto, joguem como nós vos apoiamos.

Um abraço ultra.

21 abril, 2017

NÓS NÃO PARAMOS DE CANTAR… POR TI!


Aproxima-se a grande passo os momentos das grandes decisões em todas as modalidades. E juntos com as nossas equipas estão os seus adeptos! Em fim-de-semana de Páscoa, uns encolhem as férias, outros prolongam-nas e outros ainda interrompem-nas. Objectivo é comparecer em Braga e 6 mil disseram “presente”. Sim, 6 mil Dragões invadiram Braga!!!

Num passado recente não há memória de tamanha deslocação à capital do Minho. Todos os caminhos foram dar ao estádio AXA. Para cerca de meia centena de adeptos, ainda houve outros caminhos antes. O caminho para o centro da cidade. Às 14h um grupo de ultras do FC Porto (SD e C95) almoçou num restaurante no centro da cidade. De seguida, juntos seguiram para a praça do município e andaram pelas ruas de Braga em pleno Sábado à tarde.

Hora de beber uns finos juntos à Sé, antes de rumar ao estádio. Chegámos ao estádio ainda faltam cerca de três horas para o jogo começar. Junto à roulotte “estádio bar”, mesmo junto à entrada para o recinto, estavam os ultras do Braga escoltados pela polícia. Mais de três horas antes da partida, aqueles que supostamente jogaram em casa, estão retidos pela polícia sem que possam sair daquela zona. Na prática jogaram fora, a invasão foi-se consumando. Era adeptos do FC Porto por todo o lado, e concentraram-se nas roulottes que nos são destinadas.


Picardias entre adeptos e a polícia sempre com um tom provocatório e ameaçador, o ambiente era claramente de jogo grande.

Fora das quatro linhas vencemos por goleada, se cá fora andávamos à vontade e os ultras do Braga é que estavam “presos” na sua própria casa, isto depois de termos passado o dia no centro da cidade (só faltou ir às compras!), dentro do estádio um piso superior era todo nosso, de uma ponta à outra!!!

Um apoio enorme à equipa e só foi pena o resultado, porque a nossa deslocação fica para história. Parabéns a todos os presentes, aos que vão sempre, aos que vão quase sempre e aos que vão de vez em quando. Na minha opinião, relativamente à prestação na bancada, houve momentos muito bons, arrepiantes mesmo, com a bancada toda a cantar! Pena que os adeptos só acompanhem a claque durante alguns segundos e de forma espaçada. Principalmente quando jogamos fora, quem está ali tem de aguentar os 90 minutos, de pé e a incentivar. Os jogadores sentem esse apoio e precisam dele para ganhar os jogos!!

Vamos ter fé que ainda é possível, vamos acreditar até ao fim, vamos apoiar nos cinco jogos que faltam!

Um abraço ultra.

13 abril, 2017

TODOS A BRAGA!!!


Vão continuar a sentir o bafo do Dragão até não aguentarem mais, vamos com todas as forças continuar em cima deles até caírem, e quando caírem, estaremos lá para de uma vez por todas chegarmos ao primeiro lugar. Vamos fazer a nossa parte, cada um fazer a sua parte para que seja possível estarmos efetivamente todos juntos daqui a um mês a festejar o campeonato. Eu acredito!

Os jogadores têm de ganhar todos os jogos até ao fim do campeonato. Ponto final. E dessa forma, acredito que vamos ser campeões. Mas os jogadores são apenas uma parte do jogo. A outra somos nós todos, sócios, adeptos, simpatizantes, ultras, todos os Dragões são necessários nestas batalhas que faltam até ao final.

Como fizemos até aqui, vamos continuar a gritar “num grito só de todos nós.” Para onde fores, nós também vamos!! De Norte a Sul, à ilha incluído! Próxima paragem: Braga!!!

A pedreira é por tradição um local onde levamos sempre muito adeptos. 5% da lotação, que é o que tem obrigatoriamente de nos ser cedido, corresponde a menos de 2000 mil bilhetes, o que é muito mas muito pouco para uma deslocação destas. Por norma, estão no mínimo o dobro no estádio AXA e esta temporada ainda estarão mais.


Presumo que pelo menos 5 mil Dragões se façam à estrada rumo ao Minho. Larga o sofá e a TV, diz à namorada que combinam antes sexta-feira que é feriado, diz aos pais e ao familiares que estão juntos no Domingo de Páscoa e Sábado ajuda-nos a invadir Braga!!

Vamos cantar do primeiro ao último minuto e não só, vamos dar tudo o que temos em busca de três pontos importantíssimos, talvez os mais importantes até final da competição! Vemo-nos lá!

Último fim-de-semana... um Super Sábado! À moda antiga, do almoço para o hóquei, do hóquei para o futebol e do futebol para o andebol, cerca de 9h fora de casa, um dia de praia para uns, mais um dia de apoio ao mágico para outros. Três vitórias importantíssimas, com destaque natural para o andebol.

Acredito não só no título do futebol, acredito que seja possível conquistar os quatro campeonatos das quatro principais modalidades!

Força Porto, vence por nós!

Um abraço ultra.

08 abril, 2017

DRAGÕES NA CAPITAL… UM FESTIVAL!


Mais uma grande deslocação por parte dos ultras do FC Porto, desta vez em território inimigo, em plena lixeira do nosso ódio de estimação. O tal dia chegou, acordámos sem sono, iríamos fazer-nos à estrada, representar a nossa cidade, o nosso clube, na casa daqueles que nos querem mal e não nos podem ver.

3250 bilhetes esgotaram facilmente como seria de esperar. A procura foi muito superior à oferta, o que originou filas intermináveis nas bilheteiras e adeptos que se sacrificaram ao ponto de aparecerem no local de venda a sócios, 48 horas antes da abertura. Tal situação foi noticiada várias vezes ao longo da última semana. Por um lado é entusiasmante ver esta onda toda à volta da equipa, é uma alegria ver vídeos de um fila enorme na bilheteira, com todos os adeptos a cantar, para fazer passar o tempo da melhor forma, junto daqueles que são como nós. É com uma grande alegria que recebo a notícia de que o FC Porto “seleccionou” sócios para aquisição de bilhete para o clássico, para além do lugar anual tinham de ter comparecido no mínimo a 11 jogos em casa. Tendo em conta que jogamos cerca de 20 jogos em casa, considero apenas que a medida peca por ser escassa.


No entanto, e embora muito coisa tenha sido positiva, ainda não está tudo 100% bem. Uma palavra para aqueles que tiveram de lutar com unhas e dentes por um bilhete mais que merecido, ao invés daqueles que se lembraram de ir à luz porque o FC Porto ia disputar o primeiro lugar, e até então tinham ido a três ou quatro jogos. Uma palavra ainda maior aqueles que, mesmo lutando, não conseguiram garantir a entrada para a lixeira.

Honra aos que não desistiram e estiveram na Choupana em 2012/2013. Honra aos de Olhão em 2013/2014. Honra aos de Belém em 2014/2015. Honra aos de Vila do Conde e Paços de Ferreira em 2015/2016. Honra aos de Chaves, Copenhaga Belém, Setúbal, Estoril em 2016/2017!!

Injustiças nestas alturas sempre haverá, é incontornável, mas fico satisfeito por ver serem aplicadas medidas de forma a minimizar essas mesmas injustiças.


A capital foi invadida de azul e branco no dia 1 de Abril. Era mesmo verdade, os Dragões estavam a chegar e mostraram mais uma vez o forte nível a que se encontram. Nas paragens, na viagem, na concentração, no cortejo e no estádio. Uma mancha azul e branca deslocou-se à lixeira e apoiou do início ao fim.

Estádio completamente cheio e grande ambiente vivido. O nosso sector encheu e num anel intermédio, por baixo do nosso, estava um sector também repleto de azul e branco. Os adeptos da casa prepararam coreografias e destaco duas tochas abertas fora da zona das claques, nos anéis superiores.

No nosso sector o melhor momento foram os minutos vividos após o 1-1. Cânticos, pirotecnia e mais um momento que ficará gravado na memória dos ultras do mágico Porto.


Destaque pela negativa, como foi previsto, para o tempo de entrada dos nossos adeptos. O sector só ficou lotado à passagem do minuto 30. Um escândalo. E pior que isso, algo que também já não é novidade, o comportamento animalesco da polícia. Um comportamento digno exactamente daquilo que o CI representa, uns animais selvagens, umas autênticas máquinas de bater. Nos olhos reproduziam a ânsia de espancar todos os adeptos que se cruzavam com eles. Não falam, agridem. Não pedem, ordenam. Infelizmente nada de novo para nós.

A luta mantém-se, nós cá continuaremos até ao final, rumo ao título, estrada sem retorno.

Um abraço ultra.

23 março, 2017

INVASÃO AO CURRAL DO LAMPIÃO!!


Operação 10.000!! Queremos 10 mil Dragões a apoiar a equipa no estádio sem luz!! Vamos fazer a nossa parte, mesmo que seja difícil, a juntar aos 3250 bilhetes que nos cedem como obrigação, tentemos juntos das casas deles, ou mesmo do estádio, arranjando bilhetes com cartões de sócio deles, ou em último caso, esperar que abram a venda ao público em geral. Vamos estar atentos, vamos proporcionar um mega apoio ao FC Porto na mouraria!!

Mais um, depois do apoio prestado em Alvalade ainda no Verão, da mega invasão a Setúbal e ao Estoril e da deslocação a Belém uns dias depois de uma deslocação a Chaves e à Dinamarca (Copenhaga!), está na hora de invadirmos aquela estrumeira com unhas e dentes, com toda garra, com toda a raça, partirmos para cima deles sem dó nem piedade!!

Podem tirar-nos o que quiserem mas não nos vão tirar este campeonato. As gentes do Porto vão fazer-se à estrada, vão invadir Lisboa, vão pintar Carnide de azul e branco. Dia 1 de Abril é o nosso orgulho que está em jogo, a nossa honra! Lutemos todos por ela e pelo objectivo comum. Com sol ou com chuva, com frio ou com calor, o cortejo abanará com as ruas da capital e de rompante os Dragões tomaram conta daquele antro!


Verdade que falhámos o primeiro “round” no assalto à liderança, mas não vamos falhar o segundo. Vamos com tudo, ultras, sócios, adeptos. Vamos todos juntos “num grito só de todos nós”.

O fim-de-semana anterior até tinha começado bem com a escorregadela lampionica em Paços de Ferreira, mas acabou com um confrangedor empate em casa com o Setúbal. Continuamos na luta e a depender de nós, acreditem como nós acreditamos e vamos ser felizes dia 1 pelas 22h15. Assim esperamos.

Pouco mais de uma semana para o clássico, já está tudo a pensar no mesmo e ainda há um fim-de-semana pela meio de pausa. Pausa para o futebol, as modalidades jogam e precisam de apoio. Vamos a isso.

Um abraço ultra.