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04 agosto, 2018

NOVA ÉPOCA, VELHOS HÁBITOS.


FC PORTO-AVES, 3-1

Aí esta a época 2018-19 oficialmente aberta.

Num jogo intenso, num dia de calor tórrido, assim se disputou a Supertaça “Cândido de Oliveira”, em Aveiro entre o FC Porto, campeão nacional, e o Desportivo das Aves, vencedor da Taça de Portugal. Quatro golos, muita intensidade, disputa useira e vezeira de lances à margem das leis pela parte do Aves e, no fim, o regresso aos títulos e mais uma actuação paroquial vergonhosa da família de padres.
Portanto, estamos, na nova época, de regresso aos velhos hábitos. Regresso às vitórias e regresso às encomendas de paróquia.

Preparem-se que este ano vai doer mais ainda. O polvo continua forte e bem vivo. Aparenta ter tudo controlado: comunicação social, arbitragem e órgãos do futebol português, num país onde tudo assobia para o lado e ninguém se atreve a mexer seja o que for. Vivemos num estado de direito?


O Estádio Municipal de Aveiro, um dos elefantes brancos deste país, pintou-se de azul-e-branco, pincelados por vermelho no topo norte do recinto. Disputou-se a 40.ª edição da Supertaça “Cândido de Oliveira”, com o FC Porto a vencer o seu 21º título na prova. O Dragão não vencia esta competição há cinco anos, época em que os azuis-e-brancos também jogaram neste estádio, diante do V. Guimarães.

Os Dragões apresentaram-se num 4x2x3x1, com Iker na baliza atrás da defesa habitual, o meio-campo com Octávio apoiado por Sérgio Oliveira e Herrera e o ataque com Brahimi e André Pereira (no lugar de Marega) no apoio a Aboubakar.

O FC Porto começou muito bem o jogo, na procura do golo. Com mais bola, com mais circulação, com mais intensidade, o Dragão encostou a equipa das Aves na sua zona defensiva. Nos minutos iniciais, a equipa portista teve uma grande oportunidade de inaugurar o marcador. André Pereira fugiu pela esquerda, cruzou atrasado e Aboubakar rematou forte ao canto da baliza com Beunardeau a responder com uma enorme defesa para a linha de fundo.

O Desportivo das Aves reagiu e começou a sair para o ataque a dois-três toques, de forma a chegar à baliza de Casillas em contra-golpe. Aos 14 minutos, um cruzamento para a área portista é aliviado para a entrada da área, onde o padre de serviço, com a perna, coloca a bola à disposição de Falcão e remata colocadíssimo, fora do alcance de Casillas. Estava aberto o marcador. À entrada inicial forte dos azuis-e-brancos, responderam os avenses com um golo.


O FC Porto reagiu na procura do empate. Continuou a pressionar e a criar espaços na defensiva contrária. Até que aos 25 minutos dava-se um pouco de justiça ao resultado. Combinação perfeita de Brahimi com Aboubakar, com o argelino a rematar por entre as pernas de Beunardeau.

A primeira parte mostrou-nos ainda duas oportunidades para o Desportivo das Aves. Primeiro com um cabeceamento para defesa apertada de Casillas, num lance em que a dupla de centrais ficou mal vista. E depois num remate a rasar o poste do guarda-redes espanhol.

A fechar o primeiro tempo, numa jogada soberba de Corona (substituiu Brahimi por lesão) na direita, a bola é cruzada para a área, Diogo Leite desvia para Felipe e Beunardeau segura o esférico em cima da linha.

No reatamento, os Dragões mostraram desde cedo que estavam ali para levar o troféu pela 21ª vez. Sentiu-se que a vitória seria uma questão de tempo, mas a bola ameaçava não entrar perante um tampão chamado Beunardeau.

Otávio desperdiçava uma oportunidade soberana dentro da área contrária com um remate fortíssimo à figura do Guarda-redes avense.


O FC Porto a ameaçar com golos feitos e o Aves “a dar lenha” perante a complacência vergonhosa, incompetente ou não, do condutor das leis deturpadas do jogo. Ignorância perante faltas claríssimas sobre jogadores do FC Porto e apito a funcionar, alto e bom som, para tudo o que caísse no relvado em tons de vermelho.

Para pintar ainda mais o cenário vergonhoso, Herrera em cima da área avense é agredido no sobrolho, numa falta grosseira e o homem do apito encravado manda seguir o jogo. Na sequência do lance, Sérgio Oliveira é admoestado com um cartão amarelo por falta sobre Braga e os ânimos ficam completamente exaltados.

Uma expulsão incrivelmente perdoada e outra sentenciada para Sérgio Conceição por reagir energicamente e por palavras, perante a vergonha a que se assistia. Estávamos com cerca de meia hora para cumprir. Brahimi, no primeiro tempo, tinha sido castigado com entradas a destempo dos jogadores do Aves e, no segundo tempo, Herrera e, mais tarde, Soares sofreram na pele a permissão de um sujeito que de árbitro só se for pela indumentária que veste e pelo apito que mete na boca.


Aos 67 minutos, Maxi Pereira combinou, na perfeição, com Otávio, entrou pela direita na área e rematou sem ângulo por entre as pernas do Guarda-redes do Aves. Estava operada a reviravolta no marcador. Aquilo que já toda a gente, com dois dedos de testa, via no estádio e na televisão.

A vantagem deu algum descanso e conforto ao FC Porto. Ficou mais tranquilo em campo e com mais espaço para explorar as costas da equipa da Vila das Aves. O treinador meteu a carne toda no assador e o FC Porto respondeu com Óliver e Soares para os lugares de André Pereira e Aboubakar.

O Desportivo das Aves jamais conseguiu ameaçar a baliza de Iker Casillas e os Dragões sentenciaram a partida num remate colocadíssimo de Corona de fora da área, com a bola a entrar junto ao poste da baliza de Beunardeau.

A justiça do resultado chegava a seis minutos do fim. Um bom jogo de futebol ficou manchado com as cenas lamentáveis promovidas e protagonizadas pelo elemento da partida que deve passar sempre despercebido.

O jogo terminou e depois veio a festa. Jogadores e restante comitiva chamados ao palco para receber as medalhas e mais uma taça erguida a caminho do Museu do FC Porto.


Destaques finais para a grande exibição do homem do jogo,  Maxi Pereira, na manobra ofensiva da equipa e para o endiabrado Corona que, na esquerda, correspondeu, na perfeição, ao substituir o lesionado Brahimi. Herrera encheu o meio-campo e Aboubakar parece querer voltar aos melhores momentos. Por fim, André Pereira, até ver, poderá ser uma solução muito interessante para o FC Porto versão 2018-19.

Os azuis-e-brancos regressam à competição no próximo sábado com a recepção ao Desportivo de Chaves, jogo a contar para a 1ª Jornada da Liga NOS 2018-19.



DECLARAÇÕES

Jogadores destacam arranque de época vitorioso

Casillas
“Sofremos lesões e o nosso treinador foi expulso, por isso esta Supertaça saiu-nos cara, mas estamos contentes. Espero que os jogadores que saírem lesionados recuperem o mais rápido possível. Estou muito feliz pela conquista desta Supertaça, que é o meu segundo troféu pelo FC Porto.”


Maxi
“O golo foi graças à equipa, que fez um esforço muito grande. Felizmente consegui fazer um golo e estou muito contente por ter ajudado a equipa a conquistar mais um troféu.”

Felipe
“Falámos muito sobre este jogo. Era importantíssimo, mas sabíamos que era continuação do que fiemos o ano passado. Era importantíssimo, mas ganhámos. A nossa equipa estava bem preparada psicologicamente e sabíamos que o só jogo termina após 90 minutos.”

Diogo Leite
“Melhor não podia pedir. É um dia inesquecível do qual me orgulho muito.”

Alex Telles
“Todos são figuras importantes, todos aqueles que trabalham diariamente. Do guarda-redes ao roupeiro, toda a gente que trabalha em prol do FC Porto. Este troféu é merecido, pois só nós sabemos o quanto trabalhamos diariamente. Temos de lutar para conquistar o máximo de títulos possível. Tudo pode acontecer numa final como esta, mas o importante foi o espírito da equipa, que mostrou o quanto o FC Porto é grande.”


Herrera
“Estou muito feliz por esta conquista. Sabíamos que este título era importante para começarmos a época da melhor maneira. Estou muito feliz por ajudar a equipa e o clube, pois este clube está habituado a isto, a conquistar títulos. Sinto-me bem física e animicamente, com confiança. Essa confiança, devo-a ao mister. Tento trabalhar sempre de forma a não o desiludir e para que nunca deixe de confiar em mim. Esta equipa está habituada a jogar contra tudo e contra todos. Somos como uma família e é este caminho que nos vai levar a grandes vitórias e a grandes títulos.”

Óliver
“É um trabalho de toda a época passada. Começar esta a ganhar outra vez é muito bom. Estamos muito contentes pelos adeptos, por este mar azul, que voltou a ser muito importante. Não foi fácil. O Desportivo das Aves jogou muito bem, mas reagimos bem e somos justos vencedores.”

Corona
“Ambas as equipas queriam a taça, pois era só um jogo, mas creio que fomos superiores e melhorámos ao longo dos 90 minutos. Queríamos muito entrar com o pé direito e começar a época a ganhar. Quando fiz o golo, pensei na minha família. Desde que estou aqui, sempre fomos a equipa a abater, por isso temos de trabalhar para sermos ainda mais fortes esta época.”


Brahimi
“É um grande dia para nós. Queríamos começar a época com um título e conseguimo-lo. Queremos ganhar, ganhar e ganhar. Temos de nos acostumar a ganhar. Agora temos de continuar a trabalhar para melhorarmos e lutarmos pelos outros títulos. Estou a desfrutar do FC Porto e sinto-me feliz por ter conquistado mais um troféu pelo meu clube.”

André Pereira
“É sempre um prazer jogar com este símbolo ao peito. Foi especial por termos conquistado mais um título, que queríamos muito levar para o nosso Dragão. Tenho a confiança do mister e sei das minhas capacidades, por isso só tenho de fazer o meu trabalho para ajudar a equipa. Jogue dez ou 90 minutos, vou entrar sempre de alma e coração.”

Soares
“Senti um estalo no adutor e vi que não dava mais para continuar. Agora é recuperar bem e voltar o mais rápido possível. Estou feliz pela conquista de mais um troféu, que é o meu segundo no FC Porto. Que venham muitos mais.”



RESUMO DO JOGO

11 agosto, 2013

O penta no passeio da Veneza portuguesa

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

FC Porto 3-0 Vitória de Guimarães

Supertaça Cândido de Oliveira
10 de Agosto de 2013.
Estádio Municipal de Aveiro.


Árbitro: Artur Soares Dias (Porto).
Assistentes: Rui Licínio e João Silva.
Quarto árbitro: Rui Silva (Vila Real).

FC PORTO: Helton; Fucile, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Licá.
Substituições: Varela por Josué (63m), Defour por Quintero (76m) e Licá por Kelvin (86m).
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Ghilas e Herrera.
Treinador: Paulo Fonseca.

VITÓRIA DE GUIMARÃES: Douglas (cap.); Pedro Correia, Josué, Paulo Oliveira e Addy; Moreno, André e Barrientos; Marco Matias, Tomané e Crivellaro.
Substituições: Crivellaro por Leonel Olímpio (intervalo), Tomané por Maazou (intervalo), e André por Ricardo (76m).
Não utilizados: Assis, Freire, Luís Rocha e Hernâni.
Treinador: Rui Vitória.

Ao intervalo: 3-0.
Marcadores: Licá (5m), Jackson (17m) e Lucho (45m).

Cartões amarelos: Moreno (81m).
Cartões vermelhos: nada a assinalar.

Inicio hoje as minhas crónicas dos jogos do FC Porto no nosso blogue. Espero ser mais um colaborador para este maravilhoso espaço. Agradeço à administração a oportunidade que me deu de poder escrever sobre o nosso clube e tornar a minha participação mais activa.

Um conceito, uma forma de estar e a confiança no plano de operações permitiu ao FC Porto ganhar de forma categórica o primeiro troféu oficial da época. Na Veneza portuguesa, o tricampeão nacional alcançou o penta, feito inédito na história do futebol português e, quiçá, no futebol europeu. A 20ª Supertaça Cândido de Oliveira vai para o Dragão e um novo troféu da prova, estreado, está a caminho do novo museu do FC Porto.

Foi de determinação constante e de atitude irrepreensível que se fez o triunfo portista, num encontro típico de arranque de temporada, com ritmo forte, desde o primeiro minuto. O êxito esteve sempre na mente do Dragão e nunca as fugazes tentativas vimaranenses colocaram em causa a permanente superação azul e branca. Não há memória de uma oportunidade para a equipa da cidade-berço em todo o jogo.

Num estádio repleto, talvez a maior enchente desde o euro 2004, o espectáculo estava garantido. Os artistas só tinham de corresponder à moldura humana e foi isso que fizeram. O FC Porto entrou bastante forte no encontro e o V. Guimarães, com as devidas cautelas defensivas, preocupou-se em fechar os caminhos para a sua baliza, raramente saindo do seu meio-campo. Todos os jogadores vimaranenses jogaram sempre atrás da linha da bola.

Paulo Fonseca apresentou o esquema esperado em relação à época passada. Alterou três das personagens cogitadas: Fucile apareceu como lateral-direito em vez de Danilo, a cumprir castigo pela expulsão no jogo do título em P. Ferreira na época transacta, Defour surgiu no lugar habitual de João Moutinho e Licá, no lugar de James, foi a meia surpresa no onze inicial, superando os “favoritos” Kelvin e Iturbe. No resto, foi sem surpresa que se viu o FC Porto fazer posse de bola, atacá-la quando a perdia, envolver os alas nos lances de pressão alta, como se viu principalmente na primeira parte, quando Varela e Licá, com o apoio de Lucho, criavam situações de superioridade numérica no meio campo vimaranense.

Foi sem surpresa que aos 5 minutos, Licá inaugurou o marcador com uma jogada bem delineada pela ala direita do FC Porto. Lucho fez uma assistência perfeita para a entrada fulgurante do avançado de Castro Daire.

O V. Guimarães continuou a jogar com o seu onze atrás da linha de bola e aos 17 minutos de jogo, Jackson Martínez ampliou o resultado para 2-0. Novamente através de uma jogada construída pelo lado direito, com Varela a centrar para a cabeça do avançado colombiano.

O jogo entrou então numa fase mais morna. O FC Porto continuou a dominar o jogo, controlando a bola de pé para pé, no entanto, sem nunca deixar de atacar. Por sua vez, o V. Guimarães, provavelmente, com receio de sair goleado, fechou-se ainda mais no seu meio campo.

Em cima do intervalo, ao 45 minutos, novamente pelo lado direito, Fucile foi à linha, fez um cruzamento largo. Douglas, o guarda-redes vimaranense, falha a bola e El Comandante faz o 3-0, sobre a esquerda, à entrada da pequena área, com um remate forte e colocado.

Na segunda parte do jogo, apesar de não ter havido golos, a história repetiu-se. O FC Porto continuou na procura de mais golos que não aconteceram por mero acaso. O V. Guimarães procurou dar boa réplica mas não teve argumentos para chegar à baliza de Helton, um autêntico espectador em campo.

Notas finais para as actuações muito positivas de Licá e de Fucile, dois jogadores que estiveram muito bem nas funções que lhes foram atribuídas quer a atacar, quer a defender.

A supertaça vai para o Dragão pela 20ª vez em 35 edições da prova. Na Veneza portuguesa, o Dragão passeou a sua classe.



DECLARAÇÕES

Paulo Fonseca
"Gostava de dizer que o FC Porto reforçou hoje o seu estatuto de clube com mais títulos em Portugal. Foi uma exibição muito conseguida da nossa parte. Penso que realizámos aqui um bom jogo. Não houve demérito do adversário, houve bastante mérito nosso. Reforçámos aqui a nossa confiança para a época que aí vem. Gostava de dar os parabéns à moldura humana que se apresentou aqui, a este público magnífico - incluindo os apoiantes do Vitória. Uma menção especial aos nossos 20 mil adeptos que se deslocaram aqui para apoiar o FC Porto; o futebol em Portugal devia ser assim em todos os jogos."

Licá
"Estou muito feliz com esta vitória e vou festejar com os meus colegas. É muito cedo para falar das expectativas para a época. A verdade é que todos trabalham da mesma maneira para chegar ao fim-de-semana e jogar. Tive a felicidade de o treinador apostar em mim e acabei por fazer um golo. Chegar ao FC Porto, marcar um golo e levar a Supertaça é um sonho tornado realidade."



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - supertaça Portugal 2013

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Tribunal O JOGO: FC Porto 3-0 Vitória de Guimarães
Árbitro Principal: Artur Soares Dias (Porto) / Assistentes: Rui Licínio e João Silva / Quarto árbitro: Rui Silva (Vila Real)






fonte: ojogo.pt

10 agosto, 2013

"Estamos motivados e confiantes"

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

O treinador do FC Porto não poderia ter sido mais claro no lançamento do jogo da Supertaça frente ao Vitória de Guimarães, que se realiza este sábado, às 20h45, no Estádio Municipal de Aveiro. Motivado e confiante, Paulo Fonseca finta a ansiedade em relação ao primeiro compromisso oficial da temporada.

“Não estamos ansiosos, mas sim motivados e confiantes. Não escondo que existe uma grande vontade de que o jogo chegue o mais rápido possível, mas vamos encará-lo com tranquilidade e ambição”, começou por dizer o técnico dos Dragões na conferência de imprensa de antevisão do duelo deste sábado.

Com 19 triunfos em 34 edições da Supertaça Cândido de Oliveira, o FC Porto ergueu este troféu mais vezes que todos os outros vencedores juntos, procurando este sábado a 20.ª conquista nesta competição e a quinta consecutiva. Paulo Fonseca aceita o favoritismo atribuído ao tricampeão, mas alerta para as dificuldades que o Vitória de Guimarães vai criar à sua equipa.

“Se voltarmos atrás no tempo, vemos que o FC Porto venceu as últimas quatro edições sentindo algumas dificuldades. O Vitória de Guimarães transcende-se nestes momentos e estamos à espera de um jogo difícil, não só por termos pela frente um adversário de grande valor, mas também por se tratar de uma final”, explica o técnico.

No capítulo pessoal, Paulo Fonseca prepara-se para se estrear no banco do FC Porto em jogos oficiais, e logo com a perspectiva da conquista de um título. Pouco dado a nervosismos ou ansiedades, o técnico dos Dragões confessa, ainda assim, aquilo que deseja. “O mais importante é o clube conquistar mais um título, mas não escondo que quero muito ganhar, acima de tudo por se tratar de uma final e da disputa de um troféu”.

Para o jogo deste sábado, no Estádio Municipal de Aveiro, o FC Porto terá muito apoio, prevendo-se a presença de sensivelmente 20 mil adeptos portistas no recinto aveirense. Para Paulo Fonseca, esse será um factor de motivação mas, ao mesmo tempo, um dado revelador da pressão que existe no FC Porto.

“Neste clube a exigência é sempre máxima e nós temos de saber lidar com essa pressão. Fico particularmente feliz por saber que vamos ter muitos adeptos a apoiar-nos neste jogo e isso aumenta a nossa obrigação de ganhar e proporcionar um bom espectáculo de futebol. Queremos muito dar aos nossos adeptos a alegria da conquista de mais um título”, concluiu.

Hélton: "A ambição de conquistar títulos nunca acaba"

A entrar na sua nona época de Dragão ao peito, Helton não mantém apenas o sorriso que tanto o caracteriza. Ambicioso como sempre, o guardião brasileiro voltou a sublinhar a cultura de vitória inerente ao clube, mostrando confiança em acrescentar mais uma Supertaça ao seu currículo e ao palmarés do FC Porto.

“A ambição de conquistar títulos nunca acaba. Esta é mais uma oportunidade que temos de conquistar mais um título e, quando temos oportunidades destas, temos que as agarrar com unhas e dentes. No FC Porto joga-se sempre para ganhar e todas as competições são especiais”, afirmou Helton, que procura também ele erguer o troféu da Supertaça pelo quinto ano consecutivo. “É sempre bonito levantar um troféu e ficar com ele do nosso lado. É com essa ambição e com essa vontade que vamos entrar para este jogo”, assevera o camisola um dos azuis e brancos.

Perante uma hegemonia esmagadora na competição – 19 triunfos em 34 edições –, qual é, afinal, o segredo do FC Porto? “Não existem segredos aqui. Existe apenas uma ambição desmedida e um tremendo respeito pelos adversários, algo que nem sempre acontece em relação a nós. Não chega estudar, é preciso ir para dentro do campo, respeitar o adversário e dar o máximo para fazer o nosso trabalho o melhor possível”, concluiu Helton.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Fucile, Mangala, Otamendi, Maicon e Alex Sandro;
Médios: Fernando, Defour, Herrera, Lucho, Josué e Quintero;
Avançados: Licá, Ghilas, Varela, Jackson e Kelvin.

12 agosto, 2012

4 anos seguidos a começar a ganhar

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FC Porto-Académica, 1-0

Supertaça Cândido de Oliveira 2012
11 de Agosto de 2012
Estádio Municipal de Aveiro
Assistência: 26.825 espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria).
Assistentes: João Santos e Luís Marcelino.
Quarto árbitro: Jorge Tavares.

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Lucho (cap.) e Defour; James, Jackson Martínez e Atsu.
Substituições: Defour por João Moutinho (57m), Atsu por Djalma (57m) e Lucho por Varela (86m).
Não utilizados: Fabiano, Rolando, Castro e Kleber.
Treinador: Vítor Pereira.

ACADÉMICA: Ricardo; Rodrigo Galo, João Real, Reiner Ferreira e Hélder Cabral; Flávio Ferreira (cap.), Makelele e Cleyton; Marinho, Cissé e Afonso.
Substituições: Afonso por Ogu (71m), Marinho por Magique (86m) e Makelele por Edinho (91m).
Não utilizados: Peiser, João Dias, Henrique e Bruno China.
Treinador: Pedro Emanuel.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Jackson Martínez (90m).
Cartões amarelos: Defour (53m), Hélder Cabral (61m), Otamendi (88m) e Jackson (91m).

Esmagador. Total. Absoluto. Incontestável. Assim se pode descrever o domínio do FC Porto na Supertaça Cândido de Oliveira.
Fácil de explicar. O troféu, à excepção de um jogo disputado nos anos 40, teve o seu início na temporada 78/79. Ou seja, a estatística não está "manchada" pelos tempos da "outra senhora".
Coincidência, dirão uns. Mais uma, diremos nós.

São 19 Supertaças com esta há pouco em Aveiro. Um número avassalador. As últimas quatro edições têm o mesmo vencedor, aliás: o FC Porto. Mais um dado: temos mais troféus que os outros todos juntos, o que diz bem da superioridade azul e branca nos últimos 35 anos. Basicamente, é normal a época começar com o Porto a ganhar. Outro qualquer clube a vencer este troféu constitui mais que uma surpresa. É uma autêntica raridade.

Posto isto, convém dizer que a Supertaça costuma ser um jogo chato, um típico jogo do pós pré-época, com os jogadores sem chama e pouco ligados à corrente. Dá quase sempre a ideia que ninguém quer estar ali, que estão ali por obrigação.
O jogo de hoje, apesar de jogado a alguma velocidade, não se pode dizer que tenha fugido à regra.

No entanto, este jogo que marca a abertura da temporada serve habitualmente para, como se diz na gíria, tirar a bissectriz aos reforços, verificar quais as ideias do treinador e dissipar as dúvidas quanto a quem parte como titular e quem parte como suplente.
Mas, acima de tudo, ninguém o poderá negar, esta partida pode significar o catapultar de um plantel para a rota do título. Os hábitos de ganhar criam-se desde cedo, mesmo que...tivéssemos que esperar 90 minutos para isso!

Vítor Pereira não fugiu muito daquilo que lhe adivinhávamos. Exceptuando a opção por Défour em detrimento de Moutinho, confirmou as indicações da pré-época: a aposta em Mangala para a lateral-esquerda e o lançamento do jovem Atsu às feras.
Nota estranha, refira-se, para a não chamada aos convocados de Kelvin. De Iturbe, nem tanto, tendo em conta o sucedido no jogo de apresentação - mas isso são contas de outro rosário.

Ninguém poderá dizer que gostou do jogo de hoje em Aveiro. Ritmo médio, com uma ou outra mudança de velocidade, mas na maioria das vezes uma partida confusa, com lances inconsequentes e com as duas equipas a não conseguirem apresentar um fio de jogo coerente.
Melhor o FC Porto em quase toda a 1ª parte, muito por culpa de um Fernando que já se apresenta em níveis muito elevados de forma, lendo bem as movimentações adversárias e jogando na antecipação, além de recuar no terreno - colocando-se muitas vezes entre os centrais! - para recolher a bola e iniciar o jogo ofensivo da equipa, funcionando como autêntico pivot do colectivo. Um ou outro pormenor de classe fazem-nos não compreender qual a surpresa dos jornais pelo facto deste brasileiro ser mais caro que o holandês De Jong.
Dizer ainda que apreciei ver a nossa agressividade nas bolas paradas ofensivas. Mangala, Maicon, Otamendi e Jackson constituem uma autêntica força aérea e assustam neste tipo de lances.

Nota também positiva para a largura e profundidade do nosso jogo atacante, ao contrário do que veio acontecendo em quase toda a pré-época, o que denota evolução. No lado direito por obra e graças de Miguel Lopes, que jogou sempre em alta voltagem (algum défice de agressividade no momento defenivo) e que protagonizou um interessante duelo com Hélder Cabral, dando a sensação, a certa altura, que estava a jogar a extremo. Fez-me crer que Danilo, ao contrário do que se dizia, terá que suar bastante a camisola para agarrar o lugar; no lado esquerdo por intermédio do irrequieto Atsu. É verdade que nem sempre tomou as melhores decisões, mas pareceu o jogador mais inconformado na primeira parte, esticando o jogo sempre que podia, arriscando o duelo com o seu marcador, tentando chegar à linha para cruzar e atrevendo-se a rematar.

Não podemos ficar indiferentes a Atsu. É notória a empatia dos adeptos com ele. Diria até que está encontrada a nova coqueluche. De facto, como não gostar dele? Extremo esquerdo à moda antiga, daqueles que pega na bola na sua banda e sai a driblar em direcção à linha, ora cruzando, ora arriscando um remate cruzado. Depois, além disso, percorreu um caminho que muito agrada aos portistas: chegou, esteve nas equipas júniores, foi emprestado, regressou à casa-mãe e mostra dotes que lhe auguram um enorme futuro. Além disso, aparenta ser discreto, não tem um pai sempre a falar para a imprensa, o empresário também pouco se ouve. Em suma: só é notícia no relvado. E nós, por cá, gostamos disso.

E depois há Jackson. Jackson Martinez. Tem nome de ponta-de-lança, sem dúvida.
Face ao ano passado, já se nota uma diferença. A equipa ganhou uma referência no centro do terreno. Ele recua no relvado, pede a bola, a equipa repara e confia nele e entrega-lhe a bola. Ele recebe-a, de modo impositivo, e entrega-a nas linhas. Logo de seguida, roda de forma agressiva e lá vai ele, qual predador a caminho do seu habitat: a área.
Ter um jogador com estas características faz toda a diferença, como sabemos. Terá que percorrer um longo caminho de adaptação ao futebol europeu, mas cheira-me que este é como o algodão: não engana. Prova disso mesmo é o golo em cima do minuto 90, num golpe de cabeça felino entre os centrais premiando o jogador que mais farejou o golo durante toda a partida.

Fiquei contente, assumo-o, com as caras novas.

Nota positiva também para a primeira metade de Lucho, com uma ou outra abertura sensacional, tabelando muito bem ora com Miguel Lopes, ora com James, procurando sempre espaços vazios para receber a bola e pressionando bem alto. A meio da segunda parte começou a quebrar, Vítor Pereira viu isso e retirou-o do onze. Mas fica a prova de que temos El Comandante em forma neste novo ano, desta feita com a braçadeira no braço, que lhe assenta como uma luva. E havendo Lucho em forma, isso normalmente significa títulos.

Uma palavra para Maicon. Na senda de Celso, Geraldão, Demol, Bruno Alves, entre outros (conforme referiu e bem o comentador da RTP, mostrando atenção), temos um novo central a bater livres. Não, não é uma brincadeira de pré-época: Maicon bate mesmo bem as bolas paradas.

E, já agora, gostei das opções do nosso treinador no banco. Mexeu quando tinha que mexer e mexeu bem. Moutinho, obviamente, pegou na batuta e agarrou o jogo - outra coisa não se espera dele; Djalma trouxe vivacidade ao jogo; e Varela pareceu uma opção lógica.
Não sei se foi por causa disso que chegamos ao golo, admito. Mas que a dados momentos parecia já termos feito o cerco à baliza da Briosa, isso parece-me inquestionável. A justiça da vitória, essa, nem se coloca.

Resumindo, os jogos da Supertaça costumam prometer mais do que cumprir. Eles anunciam o que aí vem. E deixam sempre uma curiosidade sobre o futuro, aquele bichinho que nos vai fazer andar atrás do Porto durante toda a temporada.

E pensar que ainda estão para chegar Danilo, Alex Sandro e Hulk. E James, já agora...

Como se diz aqui na Invicta: mais um caneco! Mas, acima de tudo, que isto seja o início e o catapultar para a conquista de muitos mais! É para isso que serve este troféu.

Um abraço a todos e... vou de férias!!

Notas adicionais:

- Após ver a Final do Torneio Olímpico de Futebol Masculino, parece-me escandalosamente incompreensível que ande meia Europa babada por um rapaz de cabelo estilo Songoku que joga sozinho e não é capaz de efectuar um passe ao colega do lado.

- Já em jeito de despedida: dentro de uns anos vamos poder dizer aos nosso filhos e netos que vivemos na era de Hulk, o super-herói do Dragão. Jogadores deste calibre e espectacularidade, no nosso clube, aparecem de 20 em 20 anos. Tal como só houve um Cubillas e só houve um Futre, um Hulk será irrepetível.



DECLARAÇÕES

Depois de conquistada a 19.ª Supertaça, a quarta consecutiva, Vítor Pereira falou de uma vitória “justa”, de um adversário digno e de uma equipa “coesa”, a do FC Porto, que terminou mais um jogo sem sofrer qualquer golo. Sobre Jackson Martínez, o autor do cabeceamento decisivo, sublinhou a oportunidade e a capacidade de trabalho do colombiano. Para melhorar, acrescentou o próprio.

Vítor Pereira e a “coesão” da equipa
“Tivemos momentos bons, mas no final da primeira parte deixámos de fazer o nosso jogo característico de controlo com bola. Voltámos bem na segunda parte e, por aquilo que fizemos, creio que foi um resultado justo, frente a um adversário que valorizou o jogo e o espectáculo. Foi mais um jogo em que não consentimos qualquer golo. É, portanto, uma equipa coesa. Os golos do Jackson vão acontecer naturalmente, porque se trata de um jogador com muita qualidade, que vai ajudar-nos a crescer. Trabalhou muito e, na hora certa, apareceu a fazer um golo. É isso que se pede a um ponta-de-lança.”

Jackson Martínez: “Estava difícil…”
“Estava difícil fazer a bola entrar na baliza. A Académica foi um adversário difícil, que complicou muito o nosso trabalho. Agora é desfrutar e continuar a trabalhar para melhorar. Creio que o FC Porto vai ser ainda mais forte na Liga.”



RESUMO DO JOGO

FC Porto 1 – Académica 0 – Tetra na Super Taça!

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O FC Porto conquistou a sua 19.ª Super Taça de Portugal em 34 edições da prova! Os outros, todos juntos, não chegam para os Dragões! Acresce que o Clube azul-e-branco venceu o troféu pela quarta vez consecutiva. A Supertaça das épocas 2008-2009, 2009-2010, 2010-2011 e 2011-2012 veio para o Porto.

Mais um Tetra para a colecção! Enquanto os tristes se entretêm com a treta dos “6 milhões”, as “taças latrina” e as “Eusébio cup”…

Parabéns, FC Porto!

Tribunal d'O JOGO - supertaça Portugal 2012

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Tribunal O JOGO: FC Porto 1-0 Académica
Árbitro Principal: Olegário Benquerença (Leiria) / Assistentes: João Santos e Luís Marcelino / Quarto árbitro: Jorge Tavares.


a aCTUALIZAR mais tarde...



fonte: ojogo.pt

11 agosto, 2012

"Este troféu é fundamental"

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Vítor Pereira esteve esta quinta-feira na sala de imprensa do Olival para realizar a antevisão do FC Porto-Académica, encontro da Supertaça que terá lugar às 20h45 de sábado no Estádio Municipal de Aveiro. Para o técnico dos Dragões, este é “um jogo muito importante” porque inclui "um troféu muito desejado" e pode funcionar como "um bom impulso" para mais uma grande temporada.

Prémio merecido
"Fundamentalmente, disputar este jogo é o premiar de uma época vitoriosa, uma época em que ganhámos o campeonato. Só duas equipas podem discutir este título, nós como campeões, a Académica como vencedora da Taça de Portugal. Mais ninguém aqui chegou, por isso considero que é uma final especial e importante. Mais importante ainda por poder ser a quarta Supertaça consecutiva do clube, se de facto a conquistarmos."

Respeito q.b.
"A Académica criou-nos muitas dificuldades na última época e ganhou a taça ao Sporting, portanto espero uma Académica à semelhança da do ano passado: organizada e a sair muito rápido para o ataque. Acredito que têm argumentos para discutir connosco a Supertaça, mas acredito ainda mais na nossa qualidade de jogo, na nossa consistência e no talento individual dos nossos jogadores."

Trabalho = Sucesso
"O favoritismo é uma questão que cada vez menos se confirma. Para mim, o favoritismo é para provar dentro de campo. É preciso jogar melhor do que o adversário, marcar mais golos e sofrer menos golos do que quem está do outro lado. A Académica tem mérito por ter chegado aqui, eliminou vários adversários até à final – o FC Porto incluído -, e está aqui com todo o valor. Nós disputamos o campeonato, ganhámos, fomos a equipa que somou mais pontos, que marcou mais golos e sofreu menos golos. Espero uma final bem disputada. A pré-época serviu para ir crescendo e preparar este jogo da melhor maneira. Esperamos, no sábado, colocar em campo todo o trabalho que temos vindo a fazer e levar de vencido este jogo."

Um grupo exemplar
"A experiência vai-nos dizendo que, independentemente das indefinições - algumas justificadas, outras por expectativas que se criam, outras por especulação da imprensa -, tudo tem consequências do ponto de vista emocional. Eu tenho de preparar uma equipa independentemente deste contexto emocional. Tenho de apresentar uma equipa em condições de discutir um título que queremos. Essa é a minha linha e para a qual temos trabalhado tranquilamente. O grupo está motivadíssimo e consciente da importância do jogo que vamos realizar. Está tranquilo, com maturidade, está um grupo forte. Tenho a convicção plena de que o FC Porto vai ser este ano uma equipa muito forte e coesa, mesmo do ponto de vista relacional, que também conta para conquistar títulos. De certeza que vamos apresentar um estilo de jogo que reflecte essa união e essa força do grupo."

Onze na balança
"A equipa é definida em função de uma avaliação que eu faço, que a mim me cabe fazer. Eu escolho aqueles que achar que transmitem mais confiança a determinado momento. O meu papel é avaliar os jogadores, técnica, táctica e emocionalmente e, juntamente, colocar na balança o tempo de trabalho com o grupo, etc. As minhas decisões são tomadas em cima de vários factores. Avalio, escolho e sigo em frente com as minhas escolhas."

Ganhar, ganhar, ganhar
"Este troféu é fundamental porque, entre outras coisas, no FC Porto todos os troféus são para ganhar, todos são fundamentais. É importante sentirmos a nossa massa associativa, sentirmos que ela está connosco. Vamos abordar este jogo com a máxima seriedade e um foco muito grande na vitória, vamos trabalhar muito num jogo que nos vai dar muito trabalho, mas sempre num sentido de conquistarmos mais um título. Um título que para nós é muito importante e que pode ser também um impulso para o início do campeonato."

Alvaro Pereira não é caso
"Neste clube trabalhámos sempre no limite da agressividade e sempre para ganhar, em todos os exercícios. Estamos permanentemente no limite, sob uma exposição mediática muito grande e níveis de stress muito altos. Esta situação aconteceu como acontece em qualquer lado. No FC Porto é raro passar-se um episódio destes, mas vai acontecendo, como acontece em todos os clubes. São situações para se resolver na hora e foi isso que foi feito: foi ultrapassada na hora. Não vi nem ouvi nada de especial que justifique tantas páginas de jornais. Foi uma situação normalíssima num treino disputado nos limites da competitividade. O Alvaro está autorizado pelo clube a tratar de assuntos pessoais e este episódio disciplinar nada tem a ver com essa autorização."

Saudação aos atletas olímpicos
"Do meu ponto de vista não faz sentido absolutamente nenhum haver competições de selecções nesta altura. O FC Porto, a Académica, as equipas que discutem um título em consequência do que fizeram na época anterior deveriam ter disponíveis todos os jogadores, para apresentarem a melhor qualidade de jogo. Isso não é possível e é um ponto a reflectir. Os Jogos Olímpicos deveriam acabar antes das Supertaças. Temos muito orgulho nos jogadores que lá temos e acreditamos que vão sair de lá com a medalha olímpica. Estamos orgulhos deles porque trabalham connosco todo o ano, merecem lá estar e merecem disputar este torneio, mas também nos fazem falta e deveriam estar aqui a tempo de os utilizarmos na nossa final."

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Miguel Lopes, Rolando, Maicon, Mangala e Otamendi;
Médios: Lucho, Castro, João Moutinho, Djalma, Fernando e Defour;
Avançados: Jackson Martinez, James Rodriguez, Kléber, Varela e Atsu.

08 agosto, 2011

Vencer... Um destino que vem do Berço!

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FC Porto-Vitória de Guimarães, 2-1
Supertaça Cândido de Oliveira 2011
7 de Agosto de 2011


Estádio Municipal de Aveiro
Assistência: 18.313 espectadores


Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Hugo Miguel

FC PORTO: Helton «cap»; Sapunaru, Rolando, Maicon e Fucile; Souza, João Moutinho e Rúben Micael; Hulk, Kleber e Varela.
Substituições: Varela por Falcao (66m), Ruben Micael por Guarín (66m) e João Moutinho por Belluschi (85m).
Não utilizados: Bracali, Sereno, Djalma e Otamendi.
Treinador: Vítor Pereira.

VITÓRIA DE GUIMARÃES: Nilson; Alex, N’Diaye, João Paulo, e Anderson Santana; El Adoua, Leonel Olímpio e Barrientos; Targino, Toscano e Faouzi.
Substituições: Faouzi por Maranhão (57m), Barrientos por João Alves (66m) e Leonel Olímpio por Pedro Mendes (72m).
Não utilizados: Douglas, Defendi, Dinis e Tony.
Treinador: Manuel Machado.

Ao intervalo: 2-1.

Marcadores: Rolando (4m e 41) e Toscano (33m).

Disciplina: cartão amarelo para Fucile (58m), João Paulo (64m), Targino (70m) e N’Diaye (73m).

Pareceu-me um bom jogo para aqueles que gostam de criticar tudo aquilo que corre menos bem numa exibição do Porto, mesmo quando a vitória nos “assiste”. Deixando uma pergunta no ar à qual responderei mais à frente, reflectindo um pouco cada um de nós, o que preferem… uma exibição menos conseguida como a de hoje ou uma exibição com níveis idênticos aos do último jogo frente ao Lyon?

Entrada à Dragão Campeão, aquela a que assistimos no Municipal de Aveiro. Semelhante à última final do Jamor, adiantámo-nos no marcador aos 3’, fruto de uma pressão sufocante e um assalto Incrível à baliza de Nilson, que só não deu golo no minuto anterior, por culpa de Rolando - não teve arte e engenho para marcar com os pés - mas graças à tal pressão exercida por todos os sectores a reacção à perda da bola foi rápida e a recuperação da mesma permitiu apanhar desprevenida a defesa vitoriana e… Hulk com espaço assistiu de letra, com grande classe, Rolando ao 2º poste a rematar de cabeça para o fundo da baliza, bem mais eficaz. Parecia que íamos ter uma noite mais tranquila e durante os primeiros 20’ o jogo foi todo nosso, não havendo reacção por parte do adversário, expectante, talvez com medo de voltar a ser goleado. Uma equipa numa final a jogar com 2 trincos que raramente saíram para jogar e apoiar o ataque não pode aspirar a grande coisa frente a um Porto que quer bola, gosta de ter bola e não se incomoda se o adversário a procura ou não. Até aqui a pressão resultou em pleno com constantes recuperações de bola o que permitia lançar ataques sucessivos mais pelo corredor de Hulk, do que pelo lado esquerdo.

Voltámos a ver Moutinho como médio interior direito, e a pautar ele o jogo ofensivo. As trocas posicionais entre ele e Micael não existiram ou foram praticamente nulas, faltando aqui dinâmica para as trocas terem efeito prático no posicionamento que os médios vitorianos ocupavam. Houve pouca mobilidade para podermos sair melhor com bola na nossa 1ª fase de construção onde Moutinho e Souza a tentavam fazer com rapidez, mas depressa perceberam que estava difícil encontrar os caminhos para a bola poder entrar em ruptura entre as linhas do vitória. Chamada de atenção que teremos forçosamente de melhorar de imediato, correndo o risco de se tal não acontecer, podermos ser um isco fácil a um adversário com mais capacidade ofensiva. Nos momentos de chegada na área contrária, todos os médios se aproximam rapidamente da mesma, no entanto, Souza deverá ter mais cuidado para o espaço entre ele e os centrais não ser tão evidente, pois perdendo a bola a transição defensiva de Souza não se tornou eficaz. Por outro lado, o brasileiro demonstrou, quando posicionado, boa leitura de jogo melhorando inclusive no momento de entrega do 1º passe.

Numa das raras vezes que o Guimarães se aproximou com perigo da nossa baliza, conquistou um pontapé de canto, que poderia ter sido evitado. Na sequência golo do vitória por Toscano, com Fucile a não conseguir ganhar o lance de cabeça e Toscano desviar. Foi à passagem do minuto 32’. Tal como estamos habituados, a reacção foi enorme da parte do Porto e nem 10 minutos volvidos, num livre lateral, Rolando, desta vez mais eficaz com os pés a empurrar para dar nova vantagem ao Porto.

Entrámos na 2ª parte à imagem da 1ª, muito agressivos, à procura da bola e a tentar chegar rápido à baliza, melhorando a velocidade do jogo. Há um pormenor, que passa a “pormaior” no meu entender: com Maicon em campo, perdemos capacidade na entrada da 1ª bola tanto em lances em profundidade, como em passe curto para os médios, pois Maicon não tem essas características, ao contrário de Otamendi. Vítor Pereira quis precaver a possível utilização de Edgar no ataque do vitória, o que não se verificou. As subidas de Fucile - muito bem em jogo – não resultaram desta vez por movimentos sem bola de Varela. O extremo não teve uma boa noite e não pode adormecer desta forma, porque James ainda demora… mas volta. A restante 2ª parte foi de claro domínio azul e branco e o único perigo causado pelos avançados da cidade berço resultaram por erros nossos individuais. Nervosismo porquê? Somos melhores, só nós quisemos a vitória, não havia razão para tantas falhas de intercepção de bola e até um mau atraso a Helton que quase dava o empate no jogo.

O “mister” mexeu com a entrada dos recém-regressados colômbianos Falcão e Guarin. Se no 1º mudámos o sistema, com Kléber a encostar na faixa esquerda – não resultou hoje, não temos tempo suficiente ainda de treino para o poder olear, mas julgo que jogar os 2 pontas de lança não será uma utopia. Já Guarin deu uma nova vida ao meio-campo, combinando bem com Moutinho e trazendo mais dinâmica à equipa.

Respondendo à questão inicial que deixei no ar… tenho a certeza absoluta que jogando como a semana passada estaremos bem mais perto do sucesso em cada jogo. No entanto, se tiver que jogar mal para ganhar, quando for preciso, porque não?

Notas positivas: golo de bola parada; capacidade de posse de bola e segurança na troca da mesma; pressão muito alta em muitos momentos do jogo.

Notas menos boas: golo sofrido de bola parada; pouca dinâmica no meio-campo; espaço entre linhas demasiado quando perdemos a bola; erros individuais defensivos.

Melhor em campo: Rolando/Fucile – O cabo-verdiano foi decisivo nos golos marcados, apesar de alguns erros cometidos na defesa; Fucile encheu o campo, mostrando um grande à vontade do lado esquerdo, tanto ofensiva como defensivamente.

O benfica já lá vai para trás no número de títulos e cada vez mais... amanhã devem juntar a Eusébio Cup aos troféus oficiais para manterem a colagem ao nosso Porto!



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira: “Temos que ser ainda mais fortes”

O primeiro título de Vítor Pereira é “só” o sexto do FC Porto em sete possíveis. O sublinhado é da autoria do treinador dos Dragões, que, na hora da sua primeira conquista, fez incidir as luzes e as atenções sobre aquilo que considerou ser uma “marca de qualidade” do clube. Depois de somada a 18.ª Supertaça, o técnico distinguiu a coesão como condição indispensável para outras vitórias.

Satisfação
“A conquista deste troféu é uma satisfação enorme, até porque foram muitos anos para chegar aqui. É uma satisfação enorme estar no clube do meu coração e conseguir um título.”

Força e coesão
“É importante estarmos unidos, conscientes das dificuldades que vamos ter ao longo da época, que serão maiores do que no ano passado. Para estarmos ao mesmo nível da época passada, teremos que ser ainda mais fortes.”

Seis em sete
“Queria lembrar que o FC Porto, nos últimos sete títulos possíveis, conquistou seis, o que é uma marca clara da qualidade deste clube.”

Com justiça
“Encontrámos um Guimarães diferente do da final da Taça de Portugal, mais rápido, mais fresco, mas soubemos ultrapassar as dificuldades e ganhámos com toda a justiça.”

Aposta ganha
“Não gosto muito de individualizar, mas o Souza tem vindo a crescer, é já um jogador completamente adaptado ao futebol europeu e será, de certeza, muito útil. Pela pré-época que fez, mereceu a aposta feita nele e estou satisfeitíssimo com a exibição dele.”



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - supertaça Portugal 2011

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Tribunal O JOGO: FC Porto 2-1 VSC Guimarães
Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa) / Assistentes: Tiago Trigo e André Campos.


O primeiro jogo oficial da época não correu bem para o melhor classificado em 2010/11. Os especialistas de O JOGO são unânimes em considerar que ficou por assinalar um penálti a favor do FC Porto (falta de João Paulo sobre Hulk). Em mais dois lances na área do Vitória, divergência de opiniões: para Coroado houve mais dois penáltis; Pedro Henriques diz que só houve no lance entre N'Diaye e Rúben Micael e Paraty no que foi protagonizado por N'Diaye e Falcao.



MOMENTO MAIS COMPLICADO
57' João Paulo empurra Hulk na sua grande-área? Ficou uma grande penalidade por assinalar?

JORGE COROADO
Negativo
João Paulo não teve qualquer interesse em jogar a bola, apenas se preocupou em empurrar Hulk. Uma grande penalidade que ficou por assinalar.

PEDRO HENRIQUES
Negativo
João Paulo atira-se para cima de Hulk. Com o corpo derrubou-o e com o braço acabou por empurrá-lo. Infracção passível de grande penalidade.

PAULO PARATY
Negativo
Com a ajuda da TV é um facto que João Paulo procura jogar a bola, mas acaba por não a jogar e empurra Hulk, abalroando-o.

Justificar-se-ia a marcação da grande penalidade.



OUTROS LANCES
48' Faouzi rasteira Hulk? Ficou falta por assinalar? E deveria ter sido admoestado com amarelo?

JORGE COROADO
Negativo
Faouzi foi excessivo na abordagem do lance, deveras perigoso, justificando livre directo e cartão amarelo, o que o árbitro assim não considerou.

PEDRO HENRIQUES
Negativo
Faouzi comete infracção sobre Hulk, de forma negligente. Falta passível de livre directo, mas sem motivo para acção disciplinar.

PAULO PARATY
Negativo
Critério que seguiu durante o jogo, mas ustificar-se-ia a punição com livre directo. Sem motivo para incidência disciplinar.

49' N'Diaye faz falta passível de grande penalidade sobre Rúben Micael?

JORGE COROADO
Negativo
N'Diaye tocou no pé esquerdo de Rúben Micael, derrubando-o. Não há dúvidas que fez falta para grande penalidade.

PEDRO HENRIQUES
Negativo
N'Diaye estica a perna e toca no pé de Rúben Micael, que ao sentir o toque projecta-se para a frente. Grande penalidade que fica por assinalar.

PAULO PARATY
Positivo
Há de facto um contacto entre ambos os jogadores. Tenho a sensação que N'Diaye está estático. Será Rúben Micael a provocar o contacto... Na dúvida aceito a decisão do árbitro.

62' Há mão na bola de N'Diaye numa disputa com Hulk na área do Guimarães?

JORGE COROADO
Positivo
N'Diaye foi ao chão e, inadvertidamente, com o desequilíbrio, tocou na bola com a mão. Sem influência no desenrolar da jogada.

PEDRO HENRIQUES
Positivo
A bola bate no braço de N'Diaye, mas de forma não deliberada. A distância, a casualidade e a forma inesperada fazem com que não haja motivo para infracção.

PAULO PARATY
Positivo
Não é visível que N'Diaye jogou a bola com a mão. Ainda que a bola lhe possa ter tocado na mão é fruto do seu desequilíbrio, pelo que será casual.

83' Há motivos para assinalar penálti por alegada falta de N'Diaye sobre Falcao?

JORGE COROADO
Negativo
No estilo imprudente e impulsivo que o caracterizou ao longo do jogo, N'Diaye derrubou Falcao, cometendo o terceiro castigo máximo não assinalado.

PEDRO HENRIQUES
Positivo
N'Diaye choca com Falcao. É um lance de contacto físico fruto do movimento que ambos os jogadores têm ao tentarem disputar a bola.

PAULO PARATY
Negativo
Muito difícil para o árbitro visualizar, pois N'Diaye empurra Falcao no "ângulo cego" do árbitro. Penálti seria uma decisão correcta.



APRECIAÇÃO GLOBAL

JORGE COROADO
Primeira parte sem problemas, segundo tempo diferente. Sem rigor técnico, sem consequência disciplinar. Não começa a época da melhor forma e precisa de afinar agulhas para dar lustro ao primeiro lugar da época passada.

PEDRO HENRIQUES
Proença é um dos melhores árbitros da actualidade, mas a sua prestação acaba por ser prejudicada pelas decisões incorrectas ao nível das grandes penalidades na área vitoriana.

PAULO PARATY
Um trabalho que procurou ser competente, com total controlo disciplinar e trabalho de equipa adequado. Não foi muito feliz nos lances de dificíl avaliação ocorridos na área do Vitória.



fonte: ojogo.pt

07 agosto, 2011

Aveiro de Rabelo ou Moliceiro... Supertaça no Roteiro!!!

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Julho e Agosto são por excelência meses de férias, a silly season legisla aceleradamente o campeão para a época que se inicia, loas em abundância escriba, parangonas feitas de reforços putativos, perfeita harmonização entre melhoria substantiva dos planteis e a exibição de riqueza que desagua em consumismo desmedido.

2011/2012, não se afasta da regra, é o desporto rei em euforia desmedida, com o curso da temporada, virá a essência do futebol, músculo, suor, qualidade técnica e competência táctica.

Aveiro, volta a ser destino como conjuntura de contiguidade ao sucesso. Enquanto não encerra a espera e se solta o frisson associado a ansiedade competitiva, naveguemos as águas tácticas que os emblemas em contenda podem hastear como recursos capazes de elevar o primeiro troféu oficial da época.

Troféu descurado por agremiações com objectivos mais prestigiantes, é para os Dragões, unívoco no conceito de consecução e atracção por vitórias, cruzando no seu mapa de triunfos, patamares de conquista que não encontram paralelismo no resto da realidade Lusa, por muito que promovam afanosamente mentiras para discussão pública.

Deixemos o prelúdio e pensemos no que se passa sobre a relva, a fase larvar como equipa que o mercado deu aos Vimaranenses, atira-me para um binómio suspeita/ignorância no que concerne ao seu futebol. A espinha dorsal parece ter um veio condutor no mentor estratégico da estrutura.

Manuel Machado, Professor multidisciplinar tem um trajecto astuto, ardiloso na edificação da identidade do futebol das suas equipas, pensador específico de cada contenda, há muito abandonou a correlação defensiva para com princípios exclusivos de contra-ataque.

Ignoro se as cerca de 10 aquisições para a nova época, lhe fortificaram o traço de ocupação de espaços, ou personificam uma maior capacidade de controlo da posse da bola, ou ainda se expressam melhor, um pensamento de transição rápida com o ónus da bola a tomar os caminhos das alas em passes rápidos de geometria linear e objectiva, traço histórico comum do veneno estratégico, com que muitas equipas de menor dimensão, qual David fazem sucumbir os Golias do futebol.

Não faltam “conquistadores” que signifiquem recorte técnico-táctico sob o relvado, seja em velocidade (Targino, Faouzi), profundidade ou largura. As finais metrificam agressividade, por aqui Pedro Mendes, Olímpio, João Alves, são razões conhecidas como obstáculos que visam a intensidade da barreira centro campista, ficando depois a filosofia do golo entregue a Edgar, Toscano e à conformidade dinâmica que conseguirem alinhar como mecanismos de movimentação desde a linha defensiva até a baliza adversária.

Na Cidade Berço o optimismo e motivação caminham juntos, por muito que desempenhos recentes enfermem de maior capacidade para flanquear o jogo, denotem carências na fluidez, algo à que não será alheio a utilização de 3 médios de cariz defensivo, pisando terrenos vizinhos e acentuando previsibilidade nas acções ofensivas.

Serenos por força da qualificação para o Play-off da Liga Europa, os Vimaranenses procuram diluir os efeitos psíquicos do 6-2 do Jamor, admitindo pois que por entre uma ou outra alteração face ao jogo da passada 5ª feira, se apresentem acutilantes nos processos e nada inertes na ambição.

O palco do Municipal de Aveiro para além de recém nicho de vitória azuis e brancas, apadrinha desta feita um acerto de contas. Os Dragões por muito que não se movam por vinganças terão por certo em mente “vingar” 87/88, ainda que o troféu em si, valha como objectivo muito mais que isso.

Vitor Pereira é o debutante, com uma base similar à equipa tipo de um passado recente, os encontros de pré-época desnudaram um esboço próximo quer em conceitos, princípios e nomes que vão dar corpo a nossa ambição de somar a 17ª Super Taça.

Sem muito mais crédito que o de estar inserido numa estrutura forte e ganhadora, VP, sabe que qualquer erro de calculo lhe enche o caminho futuro de interrogações bem como comparações. Mantendo as bases tácticas, sem forçar clivagens com princípios de sucesso, tem o condão de aprimorar a flexibilidade técnica, apurando a elasticidade do pressing em zonas mais altas, sufocando o adversário na 1ª fase de construção

Em termos de código genético, o FCP de inicio de época personifica estados de bom futebol, cultura da posse, controle e passe, capacidade técnica e futebol apoiado, triangulações de geometria variável sem penhorar objectividade e sentido colectivo.

A falta de alguns nomes coloca alguma subjectividade na percentagem de força colectiva azul e branca, alguns espaços específicos do relvado, configuram espaços tácticos órfãos do seu habitual titular.

Souza é o assunto do momento e expressão maior, da assumpção do upgrade táctico de VP, em teoria o brasileiro é consequente e consciente, equação moratória do sistema, define nas suas limitações posicionais de momento, capacidade de passe curto e longo, não se coibindo ao drible estéril, sujeitando-se ao risco desnecessário, não tendo sido ainda sujeito a um jogo de grande pressão. Vive no limbo, entre a certeza de ter de jogar de fato-macaco, mas ávido por empenhar uma batuta que o mostre ao jogo como capaz de rasgar ofensivamente com régua e esquadro.

Mostrando-se como solução mais construtiva, não enleia rapidez de processos, nem o colectivo o procura como primeira escolha para inicio de construção, posicionalmente não desvirtua a equipa no que respeita aos equilíbrios defensivos, mas o gosto por colocações mais audazes sob o centro nevrálgico fá-lo respirar melhor, mas causa frisson à linha defensiva pelo espaço que cava entre as duas linhas em questão.

A posição pivot-defensivo tem sido no 4x3x3 Azul e branco, pilar e protótipo de semideuses discretos de inveterado labor que abrem portas aos nossos heróis do golo. Rápidos sobre a bola e sobre as investidas dos rivais, reside nesta capacidade a força de travar intenções, passando o jogo para o meio campo adversário.

Kleber, é por força da Copa América o único reforço com vista para o Onze, esforçado e lutador, personaliza codicia pelo golo, remate espontâneo, não carece da habitual periodização adaptativa ao futebol Português, movimentando-se com alegria, dinâmica e intensidade quer em espaços curtos, quer em movimentações para as alas ou movimentos de apoio ao toque curto e tabelas inteligíveis com os médios na cabeça da área.

Ruben Micael pode bem ser o senhor pés de veludo capaz organizar e transportar jogo, dando-lhe o cunho de magia como solução de último passe, sem Belluschi em alta voltagem por força de um reinício tardio, o Madeirense tem óptima oportunidade para firmar créditos e o seu processo de maturação, enterrando as sensações mistas no seio das hostes que o aplaudem a cada passe de cinética mágica ou o assobiam e verbalizam desconfiança a cada acção errática, mesmo que seja sempre unidade de inesgotável capacidade e talento.

Falta pouco para que todas as bolas contem, mesmo que os árbitros invalidem algumas, a ansiedade é algo que me preocupa tanto ou mais que o adversário, tão-somente porque ela causa incerteza, precipitação, tolhe a serenidade ate de acções básicas, levando as equipas a procurarem outras soluções diferentes dos seus refúgios naturais de qualidade e competência.

Imperturbáveis ou talvez não, também nós adeptos, ansiamos por vestir a camisola, fazer da nossa voz as vossas forças, engalanando Ruas, Canais e Passeios, alterando as cores do Moliceiro e de Aveiro, para que a SUPERTAÇA seja apenas o troféu primeiro deste ansiado Destino/Roteiro.



LISTA DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Bracali e Helton.
Defesas: Fucile, Maicon, Otamendi, Rolando, Sapunaru e Sereno.
Médios: Belluschi, Guarín, João Moutinho, Rúben Micael e Souza.
Avançados: Djalma, Falcão, Hulk, Kleber e Varela.

08 agosto, 2010

Podemos tremer, mas jamais cairemos...

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assistência: --- espectadores.

árbitros: João Ferreira (AF Setúbal), Pais António e Luís Ramos; 4º árbitro: Bruno Esteves.

BENFICA: Roberto; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Airton, Carlos Martins, César Peixoto e Aimar; Saviola e Cardozo.
Substituições: Aimar por Jara (59m), Luisão por Sidnei (69m) e Fábio Coentrão por Gaitán (77m).
Não utilizados: Júlio César, Maxi Pereira, Javi Garcia e Nuno Gomes.
Treinador: Jorge Jesus.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Varela por Rodríguez (69m), Sapunaru por Miguel Lopes (74m) e João Moutinho por Raul Meireles (81m).
Não utilizados: Beto, Sereno, Souza e Ukra.
Treinador: André Villas-Boas.

Marcadores: Rolando (3m) e Falcao (67m).

Disciplina: cartão amarelo para Fernando (20m), Fábio Coentrão (30m), Luisão (47m), Aimar (51m), Álvaro Pereira (56m), David Luiz (57m), Jara (63m), João Moutinho (76m) e Helton (86m).

O FC Porto conquistou a sua 17ª Supertaça Cândido de Oliveira, ao vencer o Benfica por 2-0, em Aveiro. Rolando e Falcao assinaram os golos de uma grande noite do FC Porto, que ofuscou o campeão nacional.

A Supertaça dava azo a um alegado favoritismo do Benfica, face à boa pré-temporada efectuada e pelas maiores rotinas do campeão nacional em relação a um FC Porto em transformação. No entanto, o FC Porto refutou completamente essa ideia com uma entrada muito forte na partida e que não deixou o Benfica respirar nos primeiros minutos.

Aos 2’, Varela desperdiçou a primeira oportunidade de golo, ao rematar isolado na área com a bola a ser desviada por Ruben Amorim para canto. E foi na sequência desse canto que Rolando inaugurou o marcador, com um cabeceamento na pequena área (3), onde os centrais e o guardião Roberto deixaram o defesa portista à vontade para marcar.

Melhor início era impossível para a equipa de André Villas Boas, que assim ‘roubou’ ao Benfica a confiança que os encarnados tinham para esta partida. O golo sofrido foi sentido pela formação de Jorge Jesus, que cometeu então sucessivos erros defensivos, muito por culpa da excelente actuação do meio-campo azul e branco, com Belluschi, João Moutinho e Fernando a exercerem grande pressão sobre os jogadores do Benfica.

O clube da Luz só começou a despertar da letargia inicial aos 20’, com o seu primeiro remate, através de um livre rasteiro de Carlos Martins para boa defesa de Helton.

Fábio Coentrão protagonizou então o segundo caso do jogo, ao sofrer um toque de Sapunaru na área do FC Porto, reclamando penálti, mas com João Ferreira a considerar simulação.

O FC Porto vencia ao intervalo e dominava com inteira justiça o jogo. E se era esperada uma reacção do Benfica no segundo tempo, os dragões encarregaram-se de a anular com maior ou menor dificuldade.

Aliás, o nervosismo encarnado foi a imagem mais visível dos campeões nacionais no recomeço da partida, acumulando faltas e cartões amarelos, sem criar ocasiões de golo.

O FC Porto controlava a partida e não foi surpresa o segundo portista. Um notável trabalho de Varela a ultrapassar Luisão no flanco esquerdo resultou numa assistência mortífera para Falcao entrar de rompante e fazer o 2-0. Mais um lance onde a defesa encarnada abriu espaços pouco habituais na época passada.

O segundo golo sentenciou o jogo e a oportunidade desperdiçada por Saviola (84) foi o mero canto do cisne para o Benfica, numa noite em que o FC Porto foi melhor e soma mais uma Supertaça para o seu palmarés.

O jogo assinala ainda o primeiro título da carreira de André Villas Boas, que hoje viu a sua equipa dar uma lição ao campeão Jorge Jesus.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Entrada muito forte»
«Tivemos uma entrada muito forte, sempre muito bem organizados tacticamente, com muita comunicação entre os jogadores e muito sentido de responsabilidade, o que ajudou a manter a equipa coesa e a dominar em todos os sectores, com bola e sem bola. Com essa coesão e com essa disciplina, que foram postas em causa nas últimas semanas, chegámos ao golo cedo. Foi um grito de revolta que o FC Porto tinha que dar, em face das injustiças da época passada, tal como já tinha dado quando venceu o Benfica, por 3-1, no Dragão. Continuaremos o nosso percurso sempre lúcidos e a moldar a equipa à nossa imagem.»

João Moutinho: «A primeira de muitas»
«Entrámos bem, muito agressivos, muito concentrados, provando no campo a força que temos como equipa e que queremos continuar a demonstrar nos próximos jogos. Vamos celebrar um pouco e lutar para vencer as competições em que estamos integrados. Espero que esta seja a primeira de muitas taças no FC Porto. E foi por isso mesmo que escolhi o FC Porto, pelos títulos, dando um novo rumo à minha carreira.»



Tribunal d'O JOGO - supertaça 2010

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Tribunal O JOGO: Benfica 0-2 FC Porto
Árbitro: João Ferreira [AF Setúbal] /Assistentes: Pais António e Luís Ramos.

O critério disciplinar manchou a arbitragem do juiz de Setúbal, que erradamente deixou, segundo o painel de O JOGO, César Peixoto cumprir a totalidade do desafio, quando este agrediu Varela aos 41'. Na área do FC Porto, os lisboetas reclamaram grande penalidade de Sapunaru sobre Coentrão, mas João Ferreira decidiu bem. As acções de Cardozo, David Luiz e Carlos Martins geraram divisão entre os ex-árbitros consultados.

Momento mais complicado: 41'
César Peixoto comete falta sobre Varela merecedora de cartão vermelho?


Jorge Coroado - César Peixoto foi objectivo e deliberado na conduta violenta protagonizada sobre Varela não uma, mas sim duas vezes. Impunha-se livre directo e a exibição do cartão vermelho. As regras são claras.

Pedro Henriques - Para mim é uma falta grosseira, ou seja, César Peixoto usa força excessiva ou brutalidade na disputa de bola, logo era uma infracção merecedora da exibição de cartão vermelho.

Paulo Paraty - Parece-me que há falta grosseira de César Peixoto. Creio que, para além da primeira falta, depois ainda calcou o Varela, e não houve qualquer sanção disciplinar. Mesmo o cartão amarelo, dado o que aconteceu, seria insuficiente.

15' Cardozo agride Sapunaru com uma cotovelada na área do FC Porto? Justificava-se sanção disciplinar?

JC - Cardozo, com o cotovelo esquerdo, atingiu Sapunaru no rosto. A forma como o fez terá induzido o árbitro para uma situação casual, mas justificava livre directo e cartão vermelho.

PH - Não considero agressão, mas sim comportamento antidesportivo. De forma imprudente, Cardozo toca na cara de Sapunaru. Seria apenas advertência, motivo para a exibição do cartão amarelo.

PP - Cardozo atinge, com o cotovelo, Sapunaru. Difícil para o árbitro é ter acesso ao lance com a clarividência da repetição da televisão e perceber a intenção do atleta, que procura a posição. Aceito a desisão.

30' Há falta de Sapunaru sobre Fábio Coentrão dentro da grande área? Motivo para penálti?

JC - Não houve razão para grande penalidade. O cartão amarelo a Fábio Coentrão, por simulação, justifica-se, pois o toque do braço esquerdo de Sapunaru não justificou o aparato da queda.

PH - A decisão do árbitro foi boa. Não há qualquer infracção. Como o Fábio Coentrão simula a queda, fazendo um salto a pés juntos, nota-se que é um momento antinatural.

PP - Não me parece haver razão para grande penalidade. Também não me parece que seja motivo para a exibição do cartão amarelo por simulação. Foi uma situação normal de jogo.

53' Aimar deveria ter visto o segundo cartão amarelo por jogo perigoso sobre Belluschi?

JC - Aimar levantou o pé demasiado, atingindo Belluschi na cabeça. Impunha-se o livre directo e não o indirecto. Cartão amarelo não se justifica, porque não foi um lance deliberado.

PH - É jogo perigoso de Aimar, mas há contacto físico, logo devia ser livre directo. Para mim, é atitude negligente e não é sanção que justificasse a exibição de cartão amarelo.

PP - O árbitro fez e bem a gestão do jogo. Aimar tinha acabado de ver um cartão amarelo. Por isso aceito a decisão do árbitro; teve e tinha de aguardar algumas faltas.

57' Falta de David Luiz sobre Sapunaru justificava a exibição do cartão vermelho e não do amarelo?

JC - David Luiz foi claramente determinado no modo como pisou a perna de Sapunaru. A exibição do cartão amarelo foi pouco e tratou-se de cortesia do árbitro.

PH - É um comportamento antidesportivo. Não é falta para cartão vermelho, apesar de pisar de forma ostensiva o adversário. Não há qualquer agressão, na minha opinião.

PP - Está nos limites. De facto, é mais uma falta de David Luiz, uma situação extrema. Se fosse a primeira vez, era aceitável o cartão amarelo, mas talvez se justificasse o cartão vermelho.

78' Entrada de Carlos Martins sobre Belluschi foi faltosa e merecedora de sanção disciplinar?

JC - A entrada de Carlos Martins foi semelhante à de César Peixoto sobre Varela, logo, devidamente enquadrada, deveria ser punida com cartão vermelho directo.

PH - É falta que o árbitro não assinalou e justificava a exibição do cartão amarelo. Tecnicamente é livre directo, mas não há motivo para a exibição de cartão vermelho.

PP - Entendo que seria motivo para marcar falta; terá escapado ao árbitro. Quanto à gravidade, não me parece um lance maldoso. Deveria ter sido marcada apenas a falta.



APRECIAÇÂO GLOBAL

JC - Arbitragem de início de época, com os ingredientes próprios de um árbitro que, excepcionalmente, na época anterior não os demonstrou. Começou com critério apertado e teve as dificuldades de sempre.

PH - Jogo foi difícil de arbitrar pelo grau de dificuldade que os atletas colocaram em jogo. Estes não facilitaram, entrando em quezílias desnecessárias. Teve alguns erros ao nível disciplinar.

PP - Árbitro demonstrou domínio, controlo e capacidade de liderança suficiente para que o jogo chegasse ao fim com equipas completas. Para quem gosta de arbitragens à inglesa, João Ferreira esteve bem.

fonte: ojogo.pt

30 junho, 2010

Supertaça em Aveiro

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A Câmara Municipal de Aveiro anunciou esta terça-feira que o jogo da 32.ª Supertaça Cândido de Oliveira em futebol, entre Benfica e FC Porto, vai realizar-se no Estádio Municipal de Aveiro, tal como aconteceu na última época.

A partida, que abre oficialmente a época 2010/11, irá disputar-se no dia 7 de agosto, em hora ainda a designar.

A Supertaça, da responsabilidade da Federação Portuguesa de Futebol, irá colocar frente a frente o Benfica, campeão nacional de 2009/10, e o FC Porto, vencedor da Taça de Portugal no mesmo ano.

11 agosto, 2009

Livre (in)directo - Supertaça 09/10, semana 1


FCPorto 2-0 FCPaços de Ferreira
Dos lances capitais, reza a história do jogo, ter apenas existido um lance rodeado de polémica. Esse lance foi ao minuto 36 quando o árbitro Jorge de Sousa (AFPorto) assinalou uma mão de na bola por parte de um jogador do Paços. O que a lei nos diz é que existem condições, que interessam para o lance em concreto, para a marcação de tais faltas e são elas:

  • O movimento da mão na direcção da bola (e não o contrário)
  • A distância entre o adversário e a bola.
  • Velocidade da bola.
  • Intenção, ou não, do jogador em jogar a bola com a mão
Tendo em conta estes critérios e sabendo que o jogador infractor mudou a posição das mãos durante o pontapé, que estava a uma distância razoável da bola, que a velocidade da trajectória da bola não era elevada e que houve intenção (segundo critério do árbitro) de jogar a bola com a mão, a sanção técnica e disciplinar são as correctas. É claro que a análise do movimento das mão, da velocidade da bola e da intenção ou não de o jogador jogar a bola com a mão são sempre critérios subjectivos e portanto sujeitos a critério do árbitro do jogo.

Outro dos lances que pode ter suscitado dúvidas, é o do golo anulado ao FCPorto por fora-de-jogo. Nesse lance, ocorrido ao minuto 79, a equipa de arbitragem esteve bem, visto que Farías se encontrava em posição irregular no momento do passe.

Ao minuto 47 a exibição do cartão amarelo a Bruno Alves e a Romeu, por um desentendimento foi uma decisão correcta. Nestes casos a lei não distingue quem começa ou quem acaba as discussões mas sim quem faz parte delas ou eventualmente quem se distingue nas confusões entre jogadores. No caso específico o jogador do Paços empurrou o jogador do FCPorto e este foi discutir o lance com o mesmo. Decisão portanto correcta da equipa de arbitragem.

De resto não houve lances que pudessem ser passíveis de serem analisados, o jogo decorreu com normalidade e com rectidão.

Avaliação global da equipa de arbitragem: 8,5.
Com uma exibição praticamente perfeita, a nota só não é mais alta devido ao nível de dificuldade que o jogo acarretava, que era baixo. Jogo sereno com decisões acertadas.

10 agosto, 2009

Superação azul e branca


assistência: 15.722 espectadores.

árbitros: Jorge Sousa (Porto), José Cardinal e Tiago Trigo; Vasco Santos.

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Álvaro Pereira; Fernando, Raul Meireles (Guarin, 90m) e Belluschi (Farias, 46M); Mariano, Hulk e Varela (Tomás Costa, 74m).
Não utilizados: Nuno, Miguel Lopes, Maicon e Valeri.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

P. FERREIRA: Cássio; Filipe Anunciação (Carlitos, 64m), Ricardo, Ozeia (J. Coelho, 82m), Kelly e Jorginho; Leonel Olímpio e Pedrinha (William, 68m); Baiano, Romeu Torres e Cristiano.
Não utilizados: Coelho, Fábio Pacheco, Maikon e Leandrinho.
Treinador: Paulo Sérgio.

disciplina: cartão amarelo para Jorginho (36m), Álvaro Pereira (43m), Filipe Anunciação (46m), Bruno Alves (48m), Romeu Torres (48m), Leonel Olímpio (54m) e Ozeia (71m).

golos: Farias (59m) e Bruno Alves (89m).


Um lance invulgar de Farias e um cabeceamento magistral de Bruno Alves deram expressão a uma incansável busca da felicidade protagonizada pelo FC Porto na conquista da 16ª Supertaça do seu palmarés. Imperou a determinação e o brio onde, a espaços, espreitou a falta de ritmo e a dureza excessiva. E ganhou quem mais fez por merecê-lo.

Em cima da hora de jogo da noite de Aveiro, Farias foi protagonista de um lance pouco usual no futebol, mas que espelha em pleno a receita do sucesso aplicada pelos Dragões no duelo com o Paços de Ferreira: o avançado argentino nunca deu por perdida uma jogada que parecia morrer nas mãos de Cássio e aproveitou um deslize do guarda-redes adversário para apontar o golo inaugural da partida.

Foi de determinação constante e de atitude irrepreensível que se fez o triunfo azul e branco, num encontro típico de arranque de temporada, com ritmo inconstante, animação variável e fulgor físico limitado. O êxito esteve sempre na mente do Dragão e nunca as fugazes tentativas pacenses colocaram em causa a permanente superação azul e branca.

Três ocasiões, no espaço de três minutos, abriram as hostilidades do ataque portista na primeira parte, com Varela e Belluschi a assumirem o papel de primeiros artífices da avidez azul e branca. O golo não surgiu então, mas ficaram desenhados os contornos de um domínio que conheceria outros desenvolvimentos já após o descanso.

Sem se perturbar com a entrada enérgica, mas infrutífera, do Paços na segunda metade, a formação de Jesualdo Ferreira construiu com astúcia uma resposta condizente com o desafio colocado. A persistência de Farias sobressaiu no lance que abriria o marcador e lançaria os Dragões, definitivamente, rumo ao desejado triunfo.

E o que veio depois foi domínio evidente e controlo total por parte do FC Porto, espelhado em diversas ocasiões soberanas para o avolumar do resultado, não tendo então Hulk, Mariano ou Farias aplicado a mesma eficaz receita protagonizada por Bruno Alves já a caminho do apito final. Aos 89 minutos, o capitão portista subiu às alturas em plena área contrária e cabeceou, perante o desamparado Cássio, para o golo que sentenciou em definitivo a partida.

Estava encontrado o desfecho ajustado à discussão do Estádio Municipal de Aveiro e premiada a consistência de um Dragão ainda em processo de crescimento, mas já sem pudor em mostrar voracidade, elegância e um enorme potencial, que o presente reconhece com títulos e que o futuro, uma vez mais, confirmará.

fonte: fcporto.pt



09 agosto, 2009

Sabores da Ria…Super Taça no menu do dia!!!

“Let the game’s begin…”, frase mítica, que de 4 em 4 anos, encerra a espera e despoleta o frisson envolto na ansiedade competitiva. À Silly Season, compete o abrir das hostilidades no que concerne ao futebol escriba. Loas tecidas com abundância, gabando reforços desconhecidos, louvores enjoativos e vencedores antecipados.
O futebol, feito de músculo, suor, sofrimento, dor, amargura e aflição, a técnico/táctica, prostituem-se em parangonas garrafais mostrando um desporto-rei coberto de euforia desmedida.

Preâmbulos aparte, Aveiro é palco da Supertaça, primeiro troféu oficial da temporada, cujo emblema Azul e branco é useiro na disputa e conquista, apenas beliscado no seu magnificente culto de vitórias, nas duas pretéritas temporadas.

Se o final de época transacto trouxe a ribalta uma equipa dita pequena e um debutante treinador, Paços e Paulo Sérgio convergem num misto de méritos e trabalho audaz, insertos num imaginarium de suprema estratégia, capaz antes de qualquer outra pretensão, diluir os focos de indisciplina e capitalizar a vertente anormal de desgaste provocado pela UEFA, ainda que ambiência seja manifestamente antagónica quando comparada com o Jamor.
O Paços 2009/2010 é por força do mercado diferente, à cabeça perdeu a pedra fulcral das suas dinâmicas, Rui Miguel. É certo reforçou-se sendo o nome mais sonante Zé Manuel, Ex-Cluj e produto da formação Azul e branca.
Não sendo conhecedor na essência do que valem os Castores nesta fase embrionária da época, posso contudo alvitrar que as competências do colectivo pacense se mantêm incólumes. Nomes como Cássio, Ozéia, Filipe Anunciação, Kelly, Jorginho, Ricardo, Pedrinha, Cristiano, Paulo Sousa e William, garantem a espinha dorsal do plantel e adstrito a esse veio comum da máquina da Capital do Móvel, a permanência das virtudes ofensivas e defensivas ainda que numa fase gestacional como provou o chumbo Europeu, mesmo que o adversário fosse a meu ver da 3ª divisão do futebol.

Se o objectivo comum aos 2 emblemas em compita é por demais conhecido, falta desnudar o caminho até ao mesmo pelos Dragões. A pré-temporada deixa perceber um esboço quase próximo do que se espera para o projecto Penta. A intensidade e dimensão do macro ciclo pré competitivo do Dragão conferiram uma diferenciação com um passado recente.

Jesualdo sabe que ao virar de cada esquina e erro de cálculo vê esfumar-se o crédito granjeado no caminho para o Tetra e na dimensão internacional entretanto atingida pelo futebol azul e branco.
Habituado às engenharias financeiras da SAD, que o obrigam a reconstruções, o professor tem como apanágio o manter das bases tácticas, sem hipotecar o futuro, não perdendo mais que um jogador por sector, alia o rigor e trabalho numa construção pura de novos formatos para o seu 4*3*3 de elasticidade táctica e flexibilidade de princípios.
Não carece contudo de começar do zero, como mostra parte do processo ofensivo, onde as duas alas bem abertas, (Varela e Mariano), quando em posse de bola, refutam qualquer clivagem com princípios atacantes anteriores.

Por entre dogmas sobre a importância da táctica e a realidade táctica de novas ideias, os que chegam confrontam-se com a dualidade de meter o seu jogo na equipa e a necessidade de corporatizarem o seu talento ao jogo de equipa. A máquina mantém a funcionalidade, sendo que dos três sectores é o meio campo que apresenta maior sensibilidade aos novos corpos estranhos.

Sem Lucho, Meireles reforça o estatuto de dono da zona nevrálgica de acções, Bellushi a cara nova tenta uma aculturação que lhe permita ligar o ataque ao sector recuado de forma mecanizada. O reforço das Pampas inventa com sentido táctico, provido em determinados momentos de jogo de uma objectividade que o 4*3*3 de Jesualdo pretende, como visão redutora o desenho táctico não consubstancia uma posição natural para o novo dono da camisola 7, sendo que para melhor explorar a sua vertente vagabunda o professor obrigar-se-ia a inverter o triangulo, funcionando Meireles e Fernando como duplos pivôs.
Valeri, outro Argentino habituado aos tangos da zona intermediaria, é talvez aquele que se parece mais com Lucho, capaz de invadir zonas intermédias e despertar na sua elegância de trato de bola diagonais e desmarcações de ruptura, conferindo amplitude de movimentos mesmo quando integrado na faixa esquerda como vértice de um triangulo mais ao gosto de Jesualdo.
Qualquer um dos referidos será capaz de fazer o que quer com a bola, faltando saber se a sua propensão técnico/táctica lhes confere a capacidade serem o compasso de ritmos no miolo, fazendo o que querem do jogo!?!?

Imperturbáveis ou talvez não, reina no último reduto, alguns pontos de interrogação…a constante rotatividade na baliza não desfez o enigma ainda que Helton se afirme com figura inicial na troca do violão pelas luvas, ficando Nuno na calha e na sombra de um qualquer deslize.
Os jornais fomentam a capacidade mental de Bruno Alves continuar a comandar com carácter, a coriácea defesa portista, personificando na sua pujança física a cultura de “central a Porto”. Coabitam no sector Rolando e Fucile, cabendo a Álvaro Pereira a missão de fazer esquecer o “Joker” dos equilíbrios tácticos na equipa de Jesualdo, Cissokho, propiciando sentido táctico no sair a jogar pela ala, dobrando na defesa, próximo de um nível exibicional capaz e seguro, mesmo que acometido por um ou outro abalo inicial, fruto da recém integração no modelo de jogo.

Jogos há em que o meio campo nem ponte é para se chegar a baliza adversária, neste Fc Porto, a “esfinge” de sobriedade Fernando é peça fulcral, mesclando antecipação e corte com a gestão da posse, formando com Meireles os pilares colectivos, protótipos incansáveis de heróis discretos, formiguinhas de inveterado labor que abrem as portas do Olimpo aos craques, Hulk, Farias e Falcao.
Estes 3 substantivos próprios sustentam as nossas preces por golos, do posicionamento de um depende o outro. Hulk já pisou terrenos afectos a posição nove, aparece mais disciplinado perdendo capacidade de explosão, verticalizando mais o jogo, garantido expressão no último passe, a jogar como “wing”, todos lhe conhecemos a capacidade desequilibradora.
Falcao sem certificado adia a estreia oficial, não sendo um exímio artificie na capacidade de ser rápido, congemina arte do remate com a movimentação em espaços curtos, sendo um bom apoio nas tabelas de entrada de área, sem grande poder físico, mas munido de inteligíveis movimentações sem bola, carece da natural periodização de adaptação ao futebol Europeu, sobretudo no que respeita ao rigor e dureza da marcação.
Farias, colhe assim boas possibilidades de deixar a sua marca e ganhar a linha da frente, isto claro está se quiser lutar por um lugar no Onze, as suas características já as sabemos, predador nato das defensivas contrárias, tem tudo para afirmar os seus dotes de goleador.

Em suma o Dragão sabe que agora o risco é máximo, é tempo de correlacionar as experiencias com a exigência de ganhar, sem margem para errar as interrogações na forma não consubstanciam o carácter emancipado do conteúdo, como tal na cidade da Ria, o timoneiro Azul e branco sabe que tem pela frente um adversário obstinado, consolidados na parte anímica ainda que com algum défice no capítulo físico, mas que o simples facto de nunca virarem a cara a luta, transforma como sempre uma final em tripla de totobola.
Os adeptos Dragões prometem engalanar os canais da Veneza Portuguesa, ávidos de novas conquistas, só a vitória sacia o desejo da mole adepta Azul, perspectiva-se um significativo alterar das cores no Estádio de Aveiro, as descoloridas cadeiras fustigadas pelo Sol em face da ausência de espectadores, darão lugar aos trajes Azuis, com que os apaniguados adeptos vestirão as bancadas, por entre um clima de festa e exaltação de fervoroso clubismo.

(Equipa BiBÓ PoRtO: Helton, Fucile, B.Alves, Rolando, A.Pereira, Fernando, Meireles, Bellushi, Varela, Hulk, Mariano)