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16 maio, 2015

EM 84, BASILEIA PODERIA TER TIDO OUTRO DESTINO.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/


O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escócia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

16 maio, 2014

EM 84, BASILEIA PODERIA TER TIDO OUTRO DESTINO.

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O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escócia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

16 maio, 2013

Em 84, Basileia poderia ter tido outro destino...

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O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escócia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

16 maio, 2012

Em 84, Basileia poderia ter tido outro destino...

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O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escócia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

16 maio, 2011

Em 84, Basileia poderia ter tido outro destino...

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/


O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escócia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

14 julho, 2010

Taça das Taças - Diário de Bordo

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Sampdória vs FC Porto

Como muitos já devem saber o nosso clube acabou por cancelar uma digressão a Angola (não é pela falta de importância que este País tem para o nosso clube, mas dado à viagem que é podia-se perfeitamente fazer noutra altura, como por exemplo no final da época), acabou por presentear os sócios e adeptos do FC Porto com um jogo contra a Sampdoria que acaba por me fazer lembrar muita coisa principalmente a deslocação a Génova onde trouxe fantásticas recordações.

Depois de uma época 93/94 menos boa aos comandos de Tomislav Ivic (despedido a “meio” da época), lá fomos “raptar” o Sir Bobby Robson que conduziria a equipa a uma vitória na Taça de Portugal para desespero do Presidente Leonino, feito este que conduziu o FC Porto directamente para a competição da Taça das Taças.

A época 94/95 começava com muita esperança e desejos de voltarmos a ser Campeões e se possível poder chegar muito longe na Europa, reforços eram bons e algumas surpresas como o regresso do Rui “rato atómico” Barros e mais tarde a facada no rival eterno a vinda de Yuran e Kukov e aqui começávamos sem saber a construir o chamado Penta.

Não começa bem a época 2 empates com o Sporting na Supertaça Cândido de Oliveira, onde não estive presente já que só assisti à 2ª finalíssima (onde acabou num 2-2). A 3ª finalíssima só foi disputada no mês de Abril do ano seguinte, coisas que só a nossa Federação se lembra de fazer e claro em Paris para parolo ver.

Além deste início de época algo atribulado somos logo confrontados com a morte de um amigo, jogador e símbolo de muito Portistmo do nosso clube, estou a falar de Rui Filipe que ainda tenho na memória o golo que marcou ao Braga na primeira jornada que seria também o primeiro golo do Penta.

Este foi logo o cenário que estávamos a passar e é só para ficarem com um resumo de como estava a moral entre os Portistas, numa época que devo lembrar a muitos que apenas acabou com uma derrota no Campeonato Nacional (na Madeira se a memória não me falha), e onde vivemos o primeiro de cinco Títulos Nacionais.

Voltemos à Taça das Taças onde o primeiro adversário é logo uma equipa Polaca, para mim quase desconhecida, de nome Lódz onde paguei perto de 500 escudos porque ainda usufruía do então cartão jovem (pois não é para todos), um jogo pausado com poucas oportunidades mesmo assim coube logo a iniciativa aos Polacos de rematar à baliza onde se ouviu os primeiros assobios, “pipoquices” digo eu, mas como quem tem Domingos e Rui Barros tem golos lá ganhamos aos Polacos por 2-0 e arrumamos quase em exclusivo a Eliminatória. Foi a primeira vez que vi Wosniak e não fiquei lá muito impressionado diga-se de passagem.



Nasce neste dia uma aposta com uns amigos e o meu companheiro da Bola (o meu falecido Primo), viesse quem viesse íamos ver o jogo em casa e fora todos juntos, o sorteio foi generoso mandou para o nosso caminho o Ferencváros da Hungria, lá compramos os bilhetes para a primeira mão nas Antas e assistimos a um autêntico festival de golos foi um 6-0, muitos já queriam desistir da aposta e diziam que não valia a pena era um passeio, mas tal não se sucedeu, 15 dias depois estava tudo pronto para ir à Hungria Via – Marrocos e vestidos a rigor, devo confessar que estava ansioso por fazer esta deslocação não era pelos Húngaros mas pelas Húngaras que tanto e tão bem ouvi falar nos sempre elucidativos e ilustrativos documentários da revista "Gina".

Então e já no Check In num aeroporto estrangeiro de nome Portela os quatro companheiros do costume o Antas, o primo do Antas, o Evaristo da "Saramita" e o Quim da "Paróquia" (um espécie de Padre pouco Católico e em vias de extinção), todos muito Portistas e com um pensamento trazer o resto da Vitória e se possível trazer 3 ou 4 ajudantes Húngaras para ajudar o nosso amigo Quim nas tarefas da Sacristia.

Começa mal a viagem com um atraso do voo em "Lissabone", que nos custou caro porque tínhamos ainda uma escala em Frankfurt e acabamos por perder o avião para Budapest daquele dia, bom nada que fosse problemático até porque tínhamos uma noite para curtir e Frankfurt também tinha atracções turísticas para “ver e beber”, foi uma noite que não vou contar porque verdade seja dita também não me lembro muito bem do que aconteceu só me lembro de andar a correr pela cidade fora porque o Evaristo se lembrou de pegar numa bicicleta que estava estacionada em frente a um quiosque Turco e em vez de fugir lembrou-se de andar a “sacar cavalos” em frente à loja.

Bom na manhã seguinte lá partimos para Budapest e ainda faltava um dia para a partida, viagem calma com a malta a morrer de sono, lá aterramos e fomos pousar as coisas ao Hotel e tentar dormir alguma coisa, estávamos pertinho do estádio, nessa noite fomos jantar e posso dizer que foi uma noite para recordar, jantar estava maravilhoso e bem regado e depois lá fomos para a noite curtir aquelas miniférias, depois disso fomos todos para os quartos dormir porque no dia seguinte havia muito para ver e fazer. Entretanto o cenário confirmava-se e que me desculpem as Portuguesas, mas encontrei autênticas Deusas, muito simpáticas por sinal e para nosso gaudio a moda em Budapest parou na mini-saia ( homens de sorte ), tentei aumentar o meu leque de conhecimentos falando com toda a população indígena onde aproveitei para trocar algumas ideias, sabiam pouco sobre Portugal mas conheciam o FC Porto, infelizmente não conheciam a minha Capital Distrito de nome Mozelos que era e é o marco cultural mais importante do nosso País, lá tive eu de explicar onde ficava e para que servia…

No dia seguinte parecia um dia de verão no Polo-Norte uma temperatura amena nem frio, nem calor estavam exactamente 0º e como bons homens que somos fomos todos bem preparados, eu levei um casaco à artista que abrigava tanto como 2 T-Shirts, o meu primo estava igual ou pior, o Quim achou que o blazer das lentejoulas chegava e sobrava e o Evaristo como sempre o nosso Ícone da moda lá inventou a versão sexy do roupão do Hotel, era feio , ficava mal e dava nas vistas mas como em "tempos de guerra não se limpam armas" era um solução mais que necessário porque à hora do jogo estava uma temperatura proibitiva.

O jogo esse foi mais um passeio onde encontramos ganhamos 2-0 sem espinhas e adeptos do FC Porto estavam alguns e mais 4 morcões de robe a tentar aquecer as orelhas, era a 2ª vez que via um jogador naquele meio-campo que se destacava de nome Lipcei, acabou o jogo estávamos nos Quartos-de-Final e a promessa sobe a parada, fosse quem fosse nós íamos ver o jogo.

Depois de uma espectacular viagem a Budapest, havia que repetir a dose, e o sorteio sai uma ida a Génova defrontar na altura um grande clube de nome Sampdoria, mesmo assim nada me fazia estremecer e como vínhamos jogando muito bem a cilindrar tudo e todos a confiança estava no máximo.

Lá decidimos fazer uma viagem com 3 dias de estadia em Génova porque se a memória não me falha era o ano em que Génova estava a ser Capital Europeia da Cultura, desta vez já fomos prevenidos para qualquer intempérie, chegamos e chovia bastante já para não falar do Frio que fazia sentir naquela cidade que parecia "tirada a papel químico" da nossa Ribeira do Porto, depois dos habituais procedimentos lá fomos à procura de um restaurante, encontramos um restaurante bem jeitoso onde o grande Pai de Família servia à mesa e como é claro as 4 filhas ajudavam no resto , o senhor Gianni estava de parabéns e que 4 belas filhas que este senhor apresentava a comida essa era de qualidade questionável mas só pelas vistas já valia a pena o sacrifício, lá andamos a passear por Génova fora com tempo ainda para visitar o Oceanário lá do sitio bem como quase todos os bares da zona do Porto.

Saímos na segunda noite com as nossas amigas do restaurante onde além de ficar a conhecer melhor a Cidade ainda consegui perceber se afinal alguém conhecia o nosso clube, engraçado que não só sabiam quem éramos, os nosso jogadores, como também sabiam quem era o Treinador.

Depois dos momentos culturais e do Quim da Paróquia fazer sucesso com o seu Blazer das Lentejoulas pelas ruas de Génova aproximava-se a hora do jogo e lá fomos nós vestidos a rigor de camisola oficial e com os cachecóis do FC Porto prontos a serem trocados por algumas recordações.

Ao chegar ao estádio fomos logo recebidos com fatias de pão frito com azeitonas e um refrigerante , juntamente davam um panfleto a dar-nos as boas-vindas (nunca tinha visto tal na minha vida), mas lá nos enfiaram num cubículo rodeado por um vidro com uma espessura impressionante, mesmo assim consegui trocar o meu cachecol por uma camisola da Samp que ainda hoje tenho.

Itália Vivia problemas muito grandes com o Hooliganismo onde semanas antes na bancada onde nos encontrávamos tinha sido esfaqueado um adepto do A.C. Milan, daí as medidas de segurança estarem na máxima força, o estádio Luigi Ferrari esse foi o primeiro grande estádio de futebol que entrei na minha vida, ali dava para ver muito bem o futebol embora a gaiola onde nos colocaram não era lá grande pistola, para terem uma noção o estádio do Bessa (para mim um dos melhores do País para assistir a uma partida de futebol) é uma fotocópia daquele estádio.

Lá começa o jogo e aqueles dois senhores da Samp lá na frente metiam respeito, Mancini e Lombardo, mesmo assim não trememos jogamos um bom futebol, de pé para pé e sempre muito seguros e aos 19 minutos lá aconteceu magia, combinação entre Yuran e Rui Barros com Yuran a empurrar a bola para o fundo da baliza, era o delírio na pequena bancada dos Dragões, cantou-se muito tivemos até ao fim alguns momentos de aperto mas estava feito o resultado 0-1 para o FC Porto e começavam as primeiras apostas, sabíamos que a Sampdoria nunca tinha ganho fora do seu campo por isso meio caminho estava feito.



Acabado o jogo e já muito tarde ainda deu tempo para nos irmos despedir do nosso amigo Gianni (Fervoroso Adepto do Génova) e das filhas pois claro que a partir daquele dia já ficaram a saber onde fica Mozelos e algum vocabulário Sui generis do nosso Português.

Na segunda mão não vou relatar o jogo, nem sequer o dia, lembro-me depois de Latapy mandar a bola ao poste nos penáltis eu chorar e despedir-me da equipa a gritar "Porto, Porto , Porto, Porto".



São dias como este que me tiram arrogância do achar que ganhamos sempre e me ensinou a dar muito valor a tudo aquilo que ganhamos.

Depois deste ano nunca mais os 4 companheiros foram à bola juntos, isto porque cinco meses depois o nosso Amigo Quim da Paróquia faleceu de acidente de mota e mais tarde em 2000 o meu Primo que considerava mais que irmão faleceu de acidente de carro, ainda hoje sinto a falta deles e das nossas aventuras a acompanhar o FC Porto, em jeito de brincadeira não sei se foram para o céu ou não mas coitado do mouro que calhe ser vizinho destes dois!

Peço desculpa pelo tamanho do post mas não consegui resumir mais esta aventura de 1994/95.

PS - Valeu a pena a chamada de atenção em relação ao nosso site, hoje podemos aceder a tudo o que se passa com os nossos atletas que estão na Alemanha, tenho de dar os parabéns porque desta vez merecem está um trabalho fantástico, agora é continuar.

Um Grande Abraço a todos os Portistas.

16 maio, 2009

Passaram-se 25 anos depois de Basileia

O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escócia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

04 setembro, 2008

Espírito indomável

Apesar do “Verão quente” de que falei num dos últimos artigos, as convulsões internas não retiraram a ambição ao emblema portista. O sonho de conquistar a Europa não esmoreceu, no Porto. Titubeante nas grandes competições europeias, o clube sediado na Invicta só a espaços conseguia resultados que faziam sonhar os seus adeptos. Esporádicos, como se os Dragões ainda se envergonhassem de bater o pé aos colossos europeus.

Mas tudo isso se alterou com a visão sagaz de Pedroto e o apoio incondicional de Pinto da Costa. Depois do ocaso em que o clube caiu, no seguimento do afastamento de ambos e da vinda de Stessl, o regresso de Pedroto ao clube, com Pinto da Costa como presidente, reactivou o germinar da semente que grassava no interior de cada um. Tornar o Porto um colosso europeu…

Em 1984, como em todos os outros anos, o sonho estava lá. No início da competição. E o Porto foi passando. Avançando passo a passo. Insuflando, com cada vitória, novo alento no corpo mirrado de Pedroto. Debatendo-se heroicamente contra a doença que o minava, o Zé do Boné via na carreira europeia do seu clube de sempre o bálsamo que o mantinha agarrado à vida. A equipa, por sua vez, lutava desesperadamente, sabendo que cada jogo era decisivo, que cada vitória importava, como se as mesmas fossem uma vacina contra o mal de que padecia o seu treinador. Formou-se um elo. Inquebrável. Unidos por algo mais do que o simples êxito ou meras glórias terrenas, a equipa e o velho Mestre tornaram-se umbilicalmente unos. Como se matéria e alma se fundissem.

Enquanto numa cama de Hospital Pedroto cerrava os dentes, impedindo momentaneamente os avanços do mal que o corroía, no relvado o seu exemplo servia de factor extra de motivação. E essa vontade férrea de vencer frutificava, quase de modo sobrenatural. Foi assim na suada e épica eliminatória com o Dínamo de Zagreb. Batiam fortes os corações. Roíam-se as unhas, na esperança cada vez mais ténue de um golo, que acalentasse as esperanças. Os minutos passavam. As hipóteses minguavam. Até que, mostrava o relógio o ponteiro nos 90’, Gomes, incorporando o papel de alter-ego de Pedroto, lá dentro do campo, fez explodir as Antas. A ebulição atroou os céus da cidade nortenha. O Porto avançava mais um passo…

Míseros 180 minutos separavam o clube portista da tão ansiada final. Pela frente, vindos das terras altas escocesas, o Aberdeen, detentor do troféu. Homens de barba rija, habituados a sofrer, tinham como general um jovem quase imberbe, mas que se tornaria grande. Alex Ferguson, semideus no seu País, viu uma cabeçada de Gomes, aos 14 minutos, sentenciar o jogo da primeira mão. Vantagem escassa, é certo, para a visita a terras britânicas. Mas os jogadores queriam, mais do que nunca, ofertar a Pedroto uma prenda inigualável. Lutaram como nunca. Sofreram como heróis. Numa pressão sufocante, fazendo alarde do tradicional “kick and rush” de terras da Sua Majestade, as bolas caíam continuamente na área portista. O perigo espreitava, em cada lance. Dentes cerrados, despachando o couro para terrenos mais longínquos, destacavam-se os defesas portistas. Rostos suados, olhos fixos, num exemplar exercício de concentração, cerrando fileiras, gritando incentivos. E a equipa aguentava. Fustigada numa pressão asfixiante, parecendo soçobrar a cada momento. Até que, a meio da 2ª parte, um pequeno homem, correndo veloz como o vento, cabelos encaracolados em desalinho, fugiu por entre os defesas contrários. Acreditou na felicidade. E a Europa viu um dos golos mais belos de sempre. Vermelhinho, do meio-campo, chutou a bola. Ela subiu, subiu, num arco perfeito, sobrevoando o guarda-redes contrário. Pedroto deve ter sorrido, naquele exacto momento, ao ver o couro preto e branco a descer indolentemente, prenúncio de alegria desmedida, até se anichar de forma suave nas redes opostas. O Porto marcava na Escócia. As lágrimas tomaram conta de todos os que presenciavam aquele espírito indomável do Dragão. A final da Taça das Taças, a nossa primeira presença nos grandes palcos, era realidade.

E, depois de um mês de anseios, sonhos e glórias oníricas chegou o dia. O dia em que, finalmente, as camisolas azuis e brancas entrariam num palco europeu, disputando uma final. Um dia único. Aguardado por milhões. Aquilo que durante décadas parecia inatingível estava ali. Concretizado. Pela frente, a Juventus. A “vechia signora”, como lhe chamam carinhosamente os seus adeptos, comandados por uma raposa velha, Giovani Trappatoni. A seus pés, uma constelação de estrelas. Imensa. Repleta de brilho. Platini, Boniek, Paolo Rossi, Tacconi, Gentile, Scirea, Cabrini, Tardelli. A base da Selecção italiana, vigente campeã do Mundo, entrava no relvado, prestes a defrontar-nos. E nós, adeptos, vivendo aquilo como se num sonho. Saboreando as sensações, de forma sôfrega, sentindo as vivencias sublimes, as emoções dispares, olhos colados nos ecrãs, esperando o apito inicial.

O coração, batendo descompassadamente, fazia aumentar a pulsação. Secar a boca. Transpirar a palma das mãos. Não era medo. Nem pânico. Era ansiedade. Da 1ª vez. E como todos os neófitos, ela teve momentos mágicos. E outros cruéis. O golo madrugador dos italianos foi mais uma prova da categoria que imperava no plantel azul e branco. Longe de acusarem o golpe, os portistas assenhorearam-se do domínio do jogo. Responderam à bomba. Sousa fez-nos soltar o grito mais esperado. GOLO. Um remate forte, de fora da área, empatando a contenda. E quando parecia que a felicidade iria sorrir, de forma justa, os Dragões foram travados, à margem da lei. Adolf Prokop, juiz de campo, aliou-se aos italianos, ofertando o troféu a Platini, validando um golo irregular e não vendo uma penalidade do tamanho do Mundo.

O orgulho sentido pela exibição imaculada mesclou-se com a raiva e o desespero. Sentimos na pele a infâmia do roubo. E, naquele momento, a encruzilhada apareceu na história do clube. O Porto podia facilmente ter embarcado pelo caminho mais fácil. O da comiseração. Da vitimização. Só que isso não está na massa de quem pugna por aquele emblema. Optou-se pelo caminho mais difícil. O da auto-afirmação. E aquela derrota, na noite Suiça, foi o prenúncio. Ela fortaleceu o espírito de conquista. A avidez de vencer. O clube podia ter-se acomodado. Mas ficou viciado no sucesso. A sofisticação do palco da final, o brilho esplendoroso das luzes, o glamour da mediatização. E o Mundo, a partir desse longínquo encontro de 1984, aprendeu a sussurrar, com reverência e respeito um novo nome. Futebol Clube do Porto.

16 maio, 2008

Em 84, Basileia poderia ter sido nossa...

O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escóssia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

16 maio, 2007

A 1ª final europeia foi há 23 anos…

O primeiro grande sinal da emancipação internacional do FC Porto deu-se em 1984. O FC Porto disputou a sua primeira final europeia em 1984, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. O FC Porto teve um percurso brilhante e cheio de "espinhos", ultrapassando algumas equipas de nomeada, como a seguir aqui deixo em nota de destaque:

1ª eliminatória
Dinamo Zagreb (Jugoslávia)-FC Porto 2-1
(Kranjcar 25m e 75m - Gomes 65m)
FC Porto-Dinamo Zagreb 1-0
(Gomes 86m)

2ª eliminatória
Glasgow Rangers (Escóssia)-FC Porto 2-1
(Clarke 35m, Mitchell 85m - Jacques 89m)
FC Porto-Glasgow Rangers 1-0
(Gomes 53m)

1/4 final
FC Porto-Shakhtyor Donetsk (União Soviética) 3-2
(Pacheco 41m, Frasco 47m e Jacques 70m - Morozov 7m, Sokolovski 38m)
Shakhtyor Donetsk-FC Porto 1-1
(Grachev 63m - Walsh 72m)

1/2 final
FC Porto-FC Aberdeen (Escóssia) 1-0
(Gomes 14m)
FC Aberdeen-FC Porto 0-1
(Vermelhinho 76m)

Ultrapassados os obstáculos um a um, nessa altura, com uma equipe de «tostões», era então chegado o grande momento: a final da Taça das Taças na época de 1984 que se iria realizar no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Lembro-me como se fosse hoje ainda deste jogo, até porque na altura, lá em casa, tv´s, só mesmo a preto e branco e teve que ser um vizinho mais abastado financeiramente, que já nessa altura tinha televisão a cores, que nos permitiu ver ao vivo e a cores este nosso primeiro assomo na Europa do futebol.

Aliás, ainda hoje guardo religiosamente, entretanto já gravado para DVD o jogo original, com os relatos na hora… e acreditem, quando me dá assim uns apertos de saudade, vejo o jogo e mato-me a rir com aquela forma já rudimentar de jogar, aqueles calções do mais bárbaro possível… o resultado não me faz rir, é verdade, mas acreditem que toda a outra envolvência para além do resultado, me dá grande gozo voltar a televisionar.

Entretanto, nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

1-0 Vignola (Juventus) 12 min


1-1 Sousa (FC Porto) 29 min


2-1 Boniek (Juventus) 41 min