21 maio, 2019

O MEU ÚLTIMO POST. MUITO OBRIGADO A TODOS VOCÊS!


420 posts depois, quase 12 anos depois (estreei-me em junho de 2007) do meu 1º texto, escrevo pela última vez neste espaço de referencia da blogosfera azul e branca.

Ao longo destes quase 12 anos partilhei com todos vocês as minhas alegrias, tristezas, dúvidas e reflexões sobre o CLUBE QUE TANTO AMO.

Durante esses 12 anos em que aqui escrevi, partilhei convosco seguramente muito mais alegrias que tristezas. Apesar dos últimos anos não terem sido famosos, neste período de tempo partilhei convosco a alegria de uma brilhante conquista europeia, algo em que os nossos rivais não metem a mão há mais de 50 anos, partilhe a conquista de um tetracampeonato em 2009, a brilhante conquista em 2011 com as luzes fechadas e a rega acesa, o momento Kelvin, o fantástico campeonato ganho no ano passado impedindo mantendo-nos como último clube português que detém um pentacampeonato, por entre outros momentos de conquista que felizmente tivemos ao longo destes anos.

No meu último post, quero de forma muito especial deixar as seguintes palavras:

Muito obrigado ao fundador e administrador deste blog por me ter dado a oportunidade de escrever neste fantástico espaço, escolhendo-me no já longínquo casting de escolha de “novos bitaiteiros” em meados de 2007. Obrigado por tudo!

Muito obrigado a todos os atuais e antigos colaboradores do blog pelos momentos de reflexão, partilha de alegrias e também algumas tristezas. Foi um prazer ler os vossos artigos e refletir convosco sobre o nosso FC Porto!

Muito obrigado a todos os meus leitores, a quem comentou os meus posts, a quem comigo refletiu sobre o nosso FC Porto e até a quem discordou por completo das minhas opiniões, porque a divergência é também de salutar em democracia. A liberdade permite isso mesmo, a livre troca de ideias, sem mordaças, sem medos, nem limitações. O meu objetivo foi sempre refletir em conjunto e nunca escrever textos em modo monólogo, apenas agarrado às minhas convicções. Procurei sempre interagir com quem comentava os meus posts, promovendo um debate saudável, frutuoso mas sempre com respeito pelo clube e seus profissionais;

OBRIGADO A TODOS!

FC PORTO SEMPRE... NAS VITÓRIAS E NAS DERROTAS!!!

18 maio, 2019

futebol, 18:30, sporttv1 – FC PORTO 2-1 sporting

CAMPEONATO DA VERGONHA

À entrada para a última jornada do campeonato da vergonha, o FC Porto tinha ainda uma palavra a dizer em relação ao desfecho desta competição de mentiras e aldrabices. O futebol português mergulha cada vez mais num manto de suspeições e de falta de verdade desportiva, mas a comunicação social parece uma daquelas lavandarias multinacionais que não se cansa de trabalhar dia após dia. 

Como apenas interessava vencer o seu jogo e esperar por um improvável trambolhão em casa do seu rival, o FC Porto fez o que lhe competia no seu estádio. Venceu o Sporting por 2-1, mas manteve-se e terminou no 2º lugar da prova. Sérgio Conceição escalonou um onze muito próximo daquele habitual onze-base. Apenas Brahimi ficou no banco, cedendo o lugar a Otávio. Na defesa, Militão regressou à ala, deixando a dupla de centrais formada por Pepe e Felipe.

Desde o minuto inicial que o FC Porto procurou o golo, mas sem precipitações. Os Dragões sabiam que tinham um oponente de valor e que iria vender cara a derrota na partida. Contudo, aos 17 minutos, Corona aproveitou muito bem uma desatenção defensiva leonina e na contra-ofensiva foi agarrado por Borja quando se isolava para a baliza de Renan. O árbitro, incompetente como quase sempre, mostrou a cartolina amarela, mas foi alertado pelo VAR para rever a decisão. Convidado a visualizar as imagens, reverteu a decisão, mostrando a competente cartolina vermelha ao jogador leonino, sem margens para dúvidas.

Já é hábito nos jogos do FC Porto a tomada de decisões permanentemente erradas e sempre contra o FC Porto. Quando vejo os jogos da equipa azul-e-branca, tenho evitado, por exemplo, festejar os golos antes de confirmados porque já sabemos que estes artistas são capazes de meter as mãos pelos pés e tomar as decisões mais absurdas que há no futebol. A tecnologia do VAR provou esta época que, em vez de vir para ajudar como seria suposto, veio para “aldravar”.

Depois da expulsão, os Dragões tiveram uma maior predominância no jogo como seria de esperar e criaram verdadeiros embaraços para a defensiva verde.  O s ataques e tentativas à baliza de Renan sucederam-se minuto a minuto. Marega esteve perto do golo à passagem dos 25 minutos e dez minutos depois chegou mesmo a introduzir a bola na baliza contrária, mas o maliano estava em fora-de-jogo. A fechar o primeiro tempo, Alex Telles quase repetia o golo marcado na Madeira, na semana passada, mas Renan sacudiu a bola com a ponta dos dedos. 

Sérgio Conceição foi para o intervalo com a clara sensação de que haveria que mudar algo na equipa, principalmente pelo facto de estar a jogar em superioridade numérica. Manafá e Brahimi entraram ao intervalo para os lugares de Pepe e de Otávio. Militão passou para o centro da defesa, fazendo parelha com Felipe. Apesar destas mudanças, a equipa portista não conseguiu asfixiar o seu adversário. A equipa do Sporting estava bem organizada no seu terreno e espreitava o contra-ataque, mas sem efeitos práticos. 

No entanto, à passagem dos quinze minutos da etapa complementar, o Sporting, sem nada justificar, aproveitou da melhor forma um erro defensivo portista. Num passe disparatado de Corona, Diaby desmarcou Phelyppe e este colocou a bola na baliza de Vaná. Sentiu-se, no estádio, que o golo não iria ser entrave para o FC Porto virar o jogo, mas havia que ser mais assertivo e rigoroso a atacar.

A equipa portista começou a carregar fortemente sobre a equipa lisboeta. Danilo rematou à trave aos 72 minutos e cinco minutos depois na cobrança de um pontapé de canto cobrado por Corona, a bola foi ter à cabeça de Soares que a colocou, de imediato, à mercê do trinco português. O jogador portista, também de cabeça, empatava a partida.

Depois do empate restabelecido, assistiu-se a um verdadeiro sufoco à baliza de Renan. O lance que antecede o segundo golo portista é sintomático. Marega isolou-se pela direita, aos 86 minutos, colocou a bola para o remate de Aboubakar, entretanto entrado para o lugar de Telles. A bola foi defendida por Renan e sobrou para Herrera que também rematou dentro da área contra um defesa contrário. Acuña tentou sair a jogar, mas a bola foi interceptada por Corona. O mexicano cruzou para o cabeceamento de Soares para a baliza. Só que Mathieu salvou a bola em cima da linha de baliza, com um corte para cima das malhas. 

Na sequência, o canto foi batido por Corona, Felipe interceptou de cabeça e Herrera, num pontapé de moinho, fez o resultado final, colocando os Dragões em vantagem. Com 2-1, o Sporting jamais conseguiu reagir. Apesar de tudo, tempo ainda para uma confusão entre jogadores de ambas as equipas que culminou com a expulsão de Corona.

Terminada a liga da vergonha, as atenções viram-se para a final da Taça de Portugal, no estádio de Oeiras onde o FC Porto volta a medir forças com o Sporting, no próximo Sábado. O vencedor desse jogo vai arrecadar o segundo troféu mais importante do futebol português. Esperemos todos que a falta de vergonha não se transfira para o Jamor. 

12 maio, 2019

PASSEIO PELA MADEIRA.


NACIONAL-FC PORTO, 0-4

A viagem à Madeira foi para o FC Porto uma deslocação tranquila e sem sobressaltos. Os Dragões apresentaram-se com o claro objectivo de conquistar os três pontos e manterem a decisão do título até à última jornada. Sem realizarem uma grande exibição, os azuis-e-brancos dominaram e controlaram o jogo desde o início.

Sérgio Conceição, sem poder contar com Herrera e Brahimi e deixando Pepe no banco, apostou num meio-campo com Danilo e Óliver com o apoio de Otávio que descaía para as alas. O jogo iniciou-se com as devidas cautelas, até porque o Nacional jogava a derradeira oportunidade de se manter na primeira liga.


Não foi por acaso que aos 12 minutos o Nacional desperdiçou uma soberana oportunidade de golo. Militão cortou um lançamento longo de cabeça, mas de uma forma deficiente, Vaná saiu extemporaneamente da baliza, a bola sobrou para Marakis que, de baliza aberta, rematou às malhas laterais. O primeiro e único momento de grande susto para o FC Porto foi, de facto, a primeira situação de jogo.

Na resposta, o FC Porto chegou ao golo. Alex Telles foi chamado a cobrar um livre quase em zona frontal, após derrube a Otávio, e inaugurou o marcador com um golo de belo efeito. A partir daí o Nacional parece ter acusado o golo e o FC Porto baixou, de certa forma, a intensidade. O jogo perdeu alguma emoção e o ritmo baixou, de certa forma.

Perto da meia hora, Óliver Torres, em “slalom”, aproveitou o espaço para correr até à grande área do Nacional e rematou para a baliza contrária com sucesso. O jogo tornava-se um pouco à semelhança do que aconteceu há 15 dias atrás em Vila do Conde. Uma vantagem de dois golos que dava um certo conforto, mas jamais para descansar à sombra de tal "score".


Até ao intervalo, o Nacional ainda ameaçou a baliza de Vaná sem grande perigo e o FC Porto chegou com perigo à baliza de Daniel, num remate de meia distância de Marega para defesa apertada do guardião contrário.

O regresso das cabines pouco trouxe de novo. O FC Porto numa toada morna, a controlar o jogo e o resultado e o Nacional sem conseguir criar qualquer situação de golo junto da baliza de Vaná. Aos 55 minutos, no entanto, os Dragões concretizaram com sucesso o que desperdiçaram frente ao Rio Ave. Otávio desmarcou Marega, em profundidade e este cruzou para a área, onde Corona, à meia volta, fez o 3-0.

Com o resultado de três golos de diferença, o Nacional deitou, por completo, a toalha ao chão. O FC Porto aproveitou para levar mais perigo à baliza alvi-negra, mas Marega, isolado, desperdiçou o lance.


Tempo ainda para o “artista” do costume prevaricar contra o FC Porto. Riascos escapou-se para a baliza portista e, na grande área, simulou, autenticamente, um penalti. Carlos Xistra, a dois metros do lance, apontou para a marca de onze metros. O VAR, chamado a intervir, aconselhou o “artista” a visualizar o lance. Depois de rever, Xistra reverteu a decisão. Um lance claro como a água e visível a olho nu, mas já sabemos o que a casa gasta.

A dois minutos do fim, na conversão de uma grande penalidade (agora, sim, existente), Marega estabeleceu o resultado final, ampliando o resultado para 4-0. Com este resultado, o FC Porto adiou a decisão do campeão para a última ronda. O seu rival venceu também o seu jogo, com uma arbitragem escandalosa como não há memória.

Com o campeonato praticamente decidido a favor dos nossos rivais, ao FC Porto resta terminar a prova da melhor forma com uma vitória frente ao Sporting e preparar, da melhor forma, o jogo da final da Taça de Portugal frente ao mesmo adversário que pode valer um troféu, atenuando, assim, a perda do bicampeonato.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Tornámos o jogo mais fácil"

A vitória num jogo exigente
“A pressão faz parte do nosso dia a dia, no sentido em que somos muito exigentes no nosso trabalho. Era um jogo que se podia complicar, porque era uma final para o Nacional, num dia muito quente, e o Nacional tem boas individualidades. Tornámos o jogo mais fácil, muito focado no objetivo e no que foi planeado, com o intuito de explorar algumas das fragilidades defensivas do Nacional. Conseguimos muitas oportunidades e o resultado é um espelho do que se passou no campo.”

A disputa pelo título nacional
“Nós tínhamos de fazer o nosso trabalho. O compromisso deste grupo era sermos primeiros no fim deste jogo. Não dependemos de nós para sermos campeões. Queremos ganhar o nosso último jogo, no Dragão.”


Os nervos gerados por uma luta acesa
“Os nervos estão sempre presentes para quem vive isto com paixão. Quando não os há, nós arranjamos motivos para tê-los.”

Um grupo especial
"Desde que comecei a minha caminhada no FC Porto, a união tem estado sempre presente e tem sido um fator importante que nos permitiu ganhar o campeonato no ano passado, a Supertaça e ter a possibilidade de ganhar a Taça de Portugal. O espírito é bom e já o disse. Este é o melhor grupo que apanhei como treinador e jogador."



RESUMO DO JOGO

10 maio, 2019

CARTA A IKER CASILLAS.


Caro Iker,

Tu, que já ganhaste tudo o que havia para ganhar, que és um dos guarda-redes mais emblemáticos e históricos do futebol, que já foste campeão do mundo, que foste campeão europeu mais do que uma vez, és hoje atleta, embaixador, cidadão e adepto do Porto. Da cidade e do clube. És um dos nossos, dragão.

Vieste sem grandes vedetismos, caprichos, manias. Tiveste várias contribuições e defesas decisivas, grandes exibições, e só é pena teres começado com planteis e equipas menos vitoriosas. Vieste para um clube ganhador numa das suas fases menos vitoriosas e mais difíceis dos últimos trinta anos. E mesmo assim persististe, continuaste, demonstraste sempre gratidão, vontade, orgulho. Mantiveste sempre uma relação saudável e exemplar com o clube e a cidade, e tornaste-te um dos maiores e melhores embaixadores que já tivemos por cá. Além disso, continuas a demonstrar algo que me fascina, algo em que a maior parte de nós se revê: odeias perder, fazes tudo para vencer, ages como se estivesses no inicio da carreira, como se tivesses ainda muito a provar. És um campeão, no campo e na vida. E és também um senhor, dentro e fora e dele. Desenganem-se todos aqueles que acham que isso é só um pormenor.

Porém, há uns dias levámos todos um grande susto. Tu e os teus mais próximos, acredito, ainda mais. Acredito que todos, mesmo todos, tu, família, amigos, adeptos, Nação Portista, e até comunidade do desporto em geral, percebemos que há vitórias muito mais importantes do que aquelas que se jogam dentro das quatro linhas. Sempre houve. É pena é que tenha de ser um susto destes a lembrar-nos disto, mas ao menos louvemos o facto de existirem valores superiores que permanecem. Em todo o lado, sublinhe-se.

Enfarte do miocárdio. Hein? Num atleta como tu, desportista, saudável, regularmente seguido e vigiado, em plena atividade? Pois, pode mesmo acontecer a qualquer um. Por menos sentido que isso faça. Valha-nos o desfecho do episódio: a boa notícia de que poderás ter uma vida (leia-se, junto dos teus mais próximos pelo menos) normal. Mereces, mereces muito poder também desfrutar de todo o teu percurso até aqui, e de tudo aquilo que quiseres mais – da cidade (do Porto, e de Madrid se quiseres muito), e do clube (do nosso Futebol Clube do Porto, e do teu de sempre Real Madrid, vá que não somos tão invejosos assim), e de tudo o que fizer mais sentido na vida.

Aquele minuto 1 do jogo em casa com o Aves em que o estádio se levanta a gritar por ti é emocionante. É emocionante porque ali ninguém estava preocupado na vertente desportiva da coisa, mas na tua vida e naquilo que ela representa para o clube e para este desporto em geral. Ali, existia algo acima do futebol, da rivalidade, do fanatismo. Foi uma espécie de celebração da vida, de confirmação de que estamos todos contigo, e de gratidão por teres escolhido a maravilhosa cidade do Porto e o mágico clube do Porto para prosseguir a tua carreira, e de celebração também por continuares por perto.

Sim, eu acredito que vais continuar por perto. Não faço ideia se a tua carreira “acabou” naquele treino, mas não é isso que nos interessa nesta altura. Interessa-nos muito mais que continues bem, saudável e feliz, por perto. Nem que seja na bancada a ver o jogo e a meter umas stories no Instagram a gozares com o Oliver ou outro que o mereça.  E a torceres por nós, sempre.

Não deveria também ser preciso um susto deste tamanho para nos lembrarmos todos da dimensão do teu percurso, da tua figura. Aquele manancial de homenagens, palavras e votos, de clubes e seleções, treinadores e jogadores, presidentes e outros dirigentes, de ex-rivais, de ex-colegas, de adeptos, adolescentes, adultos e idosos, de atletas de outros desportos, de personalidades de outras indústrias, do “mundo em geral”, esmagou-nos. E deixou-nos também muito orgulho (desculpa o egoísmo, aqui), orgulho de seres um de nós!  

Força, Iker! Vemo-nos por aí, em qualquer lado, em qualquer estádio. Sim, porque mesmo que o mais sensato venha a ser terminares a carreira, não te livrarás de ir à baliza mais uma vez (nem que seja mesmo só mais uma)… para in loco comprovares a gratidão e o orgulho que todos temos por ti. Nem que dês uma daquelas casas com que também já nos brindaste. Olha, e já agora… se puderes pedir alguma coisa à malta do balneário, pede-lhes para te agradecerem em campo nos três jogos que faltam. Não com três vitórias, mas com três valentes demonstrações de personalidade, determinação e carácter. Se lhe somarmos qualidade, ainda melhor. Isso sempre nos levou a bom Porto…  

09 maio, 2019

E QUE TAL ESTARMOS TODOS UNIDOS?


Não vale a pena "dourar a pílula", a semana que passou foi horrível, ao inacreditável episódio dos Arcos em que os 2 pontos perdidos de uma forma inacreditável e impensável, transformaram uma missão muito difícil num milagre (que pode acontecer, enquanto a matemática permitir!), juntou-se outro episódio repentino e que deixou todos em choque: a situação de Casillas!

Após tudo isto, a equipa reagiu bem frente ao Aves, num daqueles jogos em que havia tudo a perder e nada a ganhar. Sem fazer uma exibição brilhante, a equipa demonstrou carácter e personalidade numa altura delicada da época e após uma semana muito difícil. Venceu de forma clara e mantém a sua luta por um título nacional que já esteve nas nossas mãos mas que agora é uma miragem. Ainda assim, a única coisa possível de admitir neste momento é que a equipa faça tudo o que está ao seu alcance para pelo menos adiar a decisão até ao máximo que for possível, honrando a camisola e a história do clube.

No meio de tudo isto, era verdadeiramente dispensável tudo aquilo que se viu no final de um jogo que aparentemente tinha contribuído para ultrapassar toda a tensão que havia sido vista em Vila do Conde. Tudo o que não precisávamos agora era de expor algum tipo de conflito interno para permitir o falatório daqueles que nos odeiam, que corresponde a praticamente 90% da comunicação social do país. Era dispensável que uma roda habitualmente feita perto da bancada onde habitualmente estão os Super Dragões tenha sido feito desta vez no centro do terreno, era dispensável tudo o que se viu a seguir, com jogadores e treinador a reentrarem depois de terem saído sem agradecer aos adeptos, bem como alguns exageros de adeptos aquando da aproximação dos jogadores às bancadas.

Vamos por partes, os adeptos têm todo o direito de manifestarem o seu enorme desagrado após aqueles catastróficos e inexplicáveis 5 minutos finais em Vila do Conde e os jogadores têm de saber ouvir os adeptos e o seu desagrado aquando de um momento destes. É verdade também que determinados exageros são dispensáveis mas todos nós sabemos que o futebol desperta em TODOS nós reações a quente que depois de maior ponderação poderiam ser evitáveis. Ainda assim, deixo duas ideias fortes que tenho sobre isto:

  1. Tenho ouvido e lido que o apoio dos adeptos tem sido incondicional e inexcedível nos últimos 2 anos, algo do qual a equipa e treinador não se podem queixar. Reformulo esta ideia, nos últimos 3 anos (e não 2!) a equipa e treinador têm sido apoiados incansavelmente. Foi assim durante TODA a época de NES e tem sido assim nos 2 anos de Conceição. Os adeptos têm apoiado muito e mesmo em alturas difíceis. Não creio que se possa apontar algo aos adeptos nestes últimos 3 anos, ao contrário do que aconteceu por exemplo na era Lopetegui em que perdemos um campeonato 2014/2015, sabe-se lá como... ou se calhar, tem-se uma ideia indo pesquisar os autos do Ministério Público onde estão expostas as suspeitas e fortes indícios de várias situações suscetíveis de integrar ilícitos criminais em que são intervenientes dirigentes do clube dos 10 milhões de adeptos (só em Portugal), nomeadamente crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem... Mas sobre os processos de CORRUPÇÃO em que está envolvido o nosso rival direto, casos que têm sido branqueados pela generalidade da cobarde e merdosa comunicação social, irei falar num post próximo.

  2. A verdade é também uma: nos 2 anos de Conceição a equipa e o treinador têm feito um trabalho globalmente muito competente, não merecendo que após um deslize (inexplicável é certo!) seja tudo colocado em causa. Se há grupo que merece crédito é o FC Porto de Conceição que atingiu o recorde de pontos do clube num campeonato com 18 equipas/3 pontos, que impediu o penta dos "outros" e que este ano se arrisca a fazer 80 e muitos pontos e mesmo assim não ser campeão, indo às finais de taça de Liga (perdida) e taça de Portugal, esta ainda com hipóteses de sucesso.
Tenhamos todos muita calma e ponderação neste momento que é particularmente delicado. O tempo agora é de estarmos TODOS UNIDOS! AGORA E SEMPRE! FC PORTO SEMPRE!!!!

04 maio, 2019

VITÓRIA PARA IKER.


FC PORTO-AVES, 4-0

Este foi um jogo atípico e incaracterístico. O FC Porto vive um misto de emoções bastante invulgar, principalmente numa fase da época de grandes decisões. Depois de, na semana passada, ter “oferecido” o empate em Vila do Conde que poderá ter custado a revalidação do título nacional, alguns dias depois, Iker Casillas sofreu um enfarte e foi internado.

Com conhecimento do resultado do seu rival, os campeões nacionais entraram no jogo com o Desp. Aves a cinco pontos. Algo descontraídos, mas bem seguros daquilo que pretendiam na partida, o FC Porto quis oferecer a vitória ao seu keeper. Os avenses deram boa réplica desde o minuto inicial, no entanto nunca incomodaram a baliza de Vaná.


O jogo não foi nenhum espectáculo vistoso, mas também não foi aborrecido. Foi um jogo aberto, bem disputado e que, com maior ou menor dificuldade, a equipa azul-e-branca levou de vencida, de uma forma folgada, a equipa da Vila das Aves. Vaná, substituto natural de Casillas, teve uma noite de descanso. Durante o jogo só teve uma defesa apertada no início da segunda parte.

Aos 18 minutos, o FC Porto abriu o marcador. Cruzamento de Alex Telles na esquerda para o coração da área, onde Corona apareceu a cabecear e a colocar a bola no fundo das malhas. A partir daí, os azuis-e-brancos controlaram e geriram melhor o jogo, chegando e sobrando para a tentativa de transições da equipa forasteira.

À meia hora de jogo, o FC Porto chegou ao 2-0. Novamente, num cruzamento para a área, Corona tentou interceptar o esférico, mas Jorge Fellipe cortou o lance. O VAR interveio e detectou o corte com o braço esquerdo. O árbitro, chamado a rever o lance, ordenou pontapé de penalti que Soares converteu com sucesso, rematando para o meio da baliza.


Com 2-0, a equipa de Sérgio Conceição sentiu-se ainda mais tranquila no jogo e capaz de gerir a partida, sem nunca se esquecer do que se tinha passado na última jornada.

Após o intervalo, a equipa do Desp. Aves procurou, nos primeiros minutos, chegar ao golo e foi nesse período que a equipa de Augusto Inácio teve um momento de perigo junto da baliza de Vaná. Derley, no primeiro minuto da etapa complementar, obrigou o guarda-redes portista a defesa de recurso.

Depois o jogo foi algo desinteressante. A equipa portista baixou o ritmo e assistimos a um jogo com pouco interesse. Foi preciso chegar o minuto 68 para vermos alguma agitação no estádio. Numa investida pela direita do ataque, a bola sobrou para Manafá dentro da área que rematou de primeira, obtendo um golo de belo efeito. Com o 3-0, o vencedor da partida estava mais do que definido.


Mas, os Dragões não se ficaram por aqui. Dois minutos volvidos, numa recuperação a meio campo, Marega levou o perigo à baliza contrária, Corona tentou o remate mas saiu defeituoso. A bola sobrou para Brahimi, que num toque de calcanhar, deixou para Soares bisar na partida.

Até ao fim da partida, nada de interessante se passou digno de registo. Notas finais para o regresso de Aboubakar à competição e para um episódio infeliz entre treinador, jogadores e claques ocorrido depois do fim do jogo que só prejudica o FC PORTO. Não gostei de ver o que vi. Fiquei triste. Iker terá assistido e não merecia este triste espectáculo.

Os campeões nacionais continuam a dois pontos do rival. Restam duas jornadas para vencer e esperar por um resultado mau, muito pouco provável do líder da classificação. A equipa de Sérgio Conceição desloca-se à Madeira, no próximo fim-de-semana, para defrontar o Nacional, quase despromovido à 2ª Liga.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los"

Vitória convincente
“É sempre um jogo difícil. A partir do momento em que o Inácio pegou na equipa, o Aves melhorou muito. É uma equipa que põe muita gente atrás da linha de bola e se não houver dinâmica e entusiasmo é muito complicado. Trabalhámos bem o jogo, houve comprometimento dos jogadores. Estivemos bem. Foi uma semana difícil por causa do que aconteceu ao Iker e aproveito para lhe mandar um abraço.”

Susto com Casillas
“Sentimos muito o que aconteceu ao Iker. Ele é um grande campeão, mas nestas alturas temos de olhar para a pessoa, para o ser humano. Ele está a recuperar bem e terá sempre o nosso apoio.”


Aboubakar
“Estamos muito contentes por ele, a melhor forma dele há-de chegar, mas por agora já é muito bom ter entrado hoje. Foi o nosso melhor marcador no ano passado e é um jogador com quem contamos.”

Luta pelo título
“Temos de fazer o nosso trabalho. Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los. Temos de dar uma resposta positiva e olhar para esses dois jogos com foco total.”



RESUMO DO JOGO

02 maio, 2019

"ARBITRAGEM? NÃO QUERIA MUITO IR POR AÍ..."


Não é preciso recuar muito tempo, foi no dia 24 de janeiro de 2019 após a segunda meia-final da Taça da Liga que terminou com a vitória do Sporting, nos penaltis, sobre o braga. O sr. abel ferreira compareceu na conferência de imprensa transtornado e revoltado. Completamente histérico, bateu violentamente na mesa, gritou como se não houvesse amanhã ou como se tivesse saído recentemente de uma qualquer instituição médica de saúde mental. "Por favor ajudem-me todos a credibilizar o futebol", "Trabalho todos os dias, se não ganhar dou a vez a outro, é isso que temos de fazer", foram algumas das frases ditas por um histérico e incomodado abel.

Foi exatamente com que esta mesma atitude que o sr. abel encarou o final do jogo deste fim-de-semana que ocorreu na Pedreira. O mesmo histerismo, os mesmos gritos, o mesmo incómodo. Depois de tudo o que aconteceu, que creio ser tão visível e descarado que repeti-lo aqui seria enfadonho e repetitivo para vós (penalties inventados, outros por marcar, expulsões perdoadas, etc, etc), o sr. abel teve exatamente a mesma atitude de histerismo e gritaria que teve aquando da taça da Liga. Gritou e berrou como um louco no final do jogo e nem sequer proferiu a seguinte declaração "Arbitragem ? Não queria muito ir por aí...".

Cada um tire as suas conclusões disto.

Porque a azia e frustração são imensas, o post de hoje irá ser curto e pouco desenvolvido nas ideias. Ainda assim, faço minhas as palavras do melhor (de longe!) comentador afeto ao FC Porto sobre o que se passou este campeonato. Miguel Guedes referiu no espaço de opinião do qual faz parte que, a partir do momento que o FC Porto perdeu no Dragão frente ao seu rival direto, deixando aí de depender de si próprio, abriu várias portas para o que se viu a seguir. E isto foi mais ou menos o que já tinha defendido num post que escrevi há uns tempos atrás aqui neste blog, a partir de determinada altura depender de outrém num país normal até pode não significar a "pena capital", mas num país como Portugal significa mesmo uma "pena de morte".

Todavia, agora mais do que carpir mágoas do que deveria ter sido feito ou chorar "sobre o leite derramado", importa que todos (inclusive os adeptos) se focalizem agora num final de campeonato digno dos pergaminhos do clube e tentar arrecadar mais uma taça de Portugal para o riquíssimo museu do clube.

PS: Sobre o que se passou em Vila do Conde não vou acrescentar muito mais ao tanto que já se disse e escreveu. Apenas gostaria de dizer o seguinte: TODOS os Portistas metam na cabeça uma coisa, até podemos chegar ao final da época apenas com uma supertaça no pecúlio, mas nos 2 anos de Conceição não só ganhamos já um campeonato e uma supertaça, como quando perdemos estivemos MUITO mais perto de ganhar do que nos 4 anos que precederam a sua vinda para o clube. Se calhar aquilo que muitos Portistas querem é voltar àquele maravilhoso ciclo de 4 anos com Fonsecas, Castros, Peseiros, Espíritos Santos e Lopeteguis onde não ganhamos a "ponta de um corno" e algumas vezes ficamos abaixo do 2º lugar a distâncias vergonhosas para o 1º classificado, nem sequer passando da fase de grupos da Champions League.

26 abril, 2019

INCONCEBÍVEL.


RIO AVE-FC PORTO, 2-2

Um filme já visto várias vezes ao longo da história do FC Porto, mas não deixa de ser um filme inconcebível. Vem-me à memória outros tempos como por exemplo o V. Setúbal-FC Porto 93-94 ou o Nacional-FC Porto 2004-05, mas estamos a falar de jogos que, na altura, não decidiam nada no imediato. São igualmente inconcebíveis, mas com um peso muito menor do que o jogo desta noite em Vila do Conde.

Não se compreende, nem se aceita que jogadores, pagos a peso de ouro, possam passar por episódios destes, numa altura crucial do campeonato. Todos sabiam que qualquer escorregadela seria a “morte do artista” e os jogadores sabem perfeitamente disso. A esta equipa não serviu de emenda a derrota em casa com o V. Guimarães, no início da época depois de estarem a vencer ao intervalo por 2-0.


A vencer, também agora, por 0-2 ao fim de 20 minutos, os Dragões perderam várias situações para fazer o 0-3, principalmente, a escandalosa perdida de Brahimi no início da segunda parte, deixam os cabelos em pé de qualquer adepto. Os jogadores convenceram-se de que estarem a vencer por duas bolas de diferença, a vitória estava garantida e resolveram jogar à malha. Venha o próximo, que este já está no papo!

Mas esqueceram-se completamente de que um jogo tem 90 minutos e que o resultado de 0-2 é um dos resultados mais ingratos no futebol. É uma boa vantagem, mas deve ser gerida com competência, com postura, com raça, com atitude e com humildade. E os jogadores do FC Porto não fizeram nada disso. Realizaram uma primeira parte de bom nível e regressaram das cabines a dormir e a contar com o relógio. Só que lhes correu mal. Nem os avisos iniciais da etapa complementar os alertou para os perigos iminentes. O que dizer da cabeçada de Bruno Moreira logo a abrir o segundo tempo, com tudo para reduzir o marcador? Ou da perdida de Dala, três minutos depois? E do estrondo da bola na trave de Casillas?


Alguma arrogância e crença de que estavam a jogar com uma equipa incompetente foi, claramente, o que passou pela cabeça dos jogadores portistas. E depois a pouca atitude e a falta de vontade para fazer mais e melhor para “matar” de vez o jogo, colocou a equipa em maus lençóis. Aos golos de Brahimi (18´) e de Marega (22´), respondeu o Rio Ave com crença e com muita vontade como, se calhar, não se tinha visto esta época, depois de uma desvantagem de dois golos.

O que dizer da grande frustração de Tarantini depois de ser substituído, arremessando contra o solo uma garrafa de água? Porquê tanta irritação de Daniel Ramos durante o jogo? O que motivou a grande festa dos jogadores vilacondenses no final do jogo? Quero ver que atitudes e reacções veremos nesta colectividade daqui por duas jornadas.

Voltando à partida… Como a bola não entrava e como tudo o que chegava à baliza de Casillas não abanava as redes, há que complicar ainda mais a tarefa. Cinco minutos para o final e os jogadores portistas resolvem preparar as almofadas para um sono longo e profundo. Bola colocada por Casillas no meio-campo, recuperação do Rio Ave, Nuno Santos isola-se, a equipa portista a dormir e golo dos vilacondenses. Caldo entornado, alarmes ligados e perigo iminente!


Não contentes com isto, a equipa de Sérgio Conceição, completamente perdida em campo e com o complexo de jogar feio e de pontapé para a frente, resolve tentar sair a jogar perto da sua grande área quando estava a ser altamente apertada. Danilo perde a bola, de forma infantil em vez de dar um “chutão” para o meio-campo contrário, sobra para Ronan que, de uma forma muito feliz, remata contra Alex Telles e o esférico engana Casillas. 2-2 aos 90 minutos. Em terríveis cinco minutos, o FC Porto perdia dois preciosos pontos.

Incrédulos, jogadores e técnicos, não sabiam o que estava a acontecer. Pois não! Esqueceram-se que o resultado de 2-0 e a incompetência do Rio Ave não durava para sempre. A esta hora, digo que seria preferível que o lance de Bruno Moreira tivesse entrado. Teria sido o mote para uma segunda parte bem diferente, encarada com outra atitude e humildade.

Com este empate, o FC Porto pode ter comprometido de vez as aspirações à renovação do título. Enquanto a matemática o permitir, os Dragões terão que dar tudo por tudo, do primeiro ao último minuto do jogo. As contas fazem-se no final.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Temos de assumir as nossas responsabilidades"

Desfecho ingrato para o FC Porto
“É ingrato isto que aconteceu hoje, mas os culpados somos nós, a começar por mim. A ganhar por 2-0, a poder ficar 3-0 ou 4-0, acabámos por oferecer um golo. Aquele primeiro golo já não se usa no futebol. Depois o segundo foi um ressalto, uma sorte. É algo inexplicável da nossa parte, há que assumir as responsabilidades e eu sou o primeiro a assumi-las. Estamos frustrados. Não merecíamos isto até aos 75 minutos de jogo, mas depois merecemos o que nos aconteceu. Agora temos de assumir e pronto.”

Assumir a responsabilidade e nada mais
“Não há nada para dizer. Pedido de desculpas aos adeptos? Eles querem lá saber de desculpas, eles querem é ganhar, tal como eu e como a equipa. Temos de assumir as nossas responsabilidades e ponto final, não há mais nada a dizer.”



As opções no decorrer do encontro
“O Brahimi saiu porque estava com alguma fadiga, o Corona porque, como sabem, anda a jogar algo limitado já há algum tempo, e depois o Bruno Costa para o lugar do Otávio, que também já estava com alguma fadiga, nos minutos finais. Foram as substituições que achei necessárias para conservar a vitória mas também para irmos à procura do terceiro golo.”

Fazer as contas no fim
“Estamos à frente, a um ponto do Benfica. Queríamos estar a três, mas nesta altura não vale a pena estar a dizer mais do que já disse aqui.”



RESUMO DO JOGO

TEM DE SER SEMPRE... MAR AZUL!


O percurso 2018/2019 do FCP na Champions foi excelente. Ultrapassámos a fase de grupos no primeiro posto, transpusemos também a “barreira psicológica” dos 1/8 e, enfim, caímos perante uma das 3 melhores equipas da atualidade. E o que fica desse confronto com o Liverpool? Fica o memorável momento (pura demonstração de Ser Porto) pós-segundo golo sofrido no Estádio do Dragão, fica a certeza de termos tido um encaixe financeiro fabuloso, fica um amargo pela injustiça das decisões de arbitragem em ambos os jogos, sobretudo no primeiro, e fica o banho de realidade de estarmos ainda distantes desse primeiro nível em que está o Liverpool.

Esta equipa do Klopp é um rolo compressor de simplicidade e eficácia. Em meia oportunidade metem a bola lá dentro, e nessa toada acabaram com o nosso sonho aos 30 minutos do jogo no Dragão. Até lá, estávamos a fazer um jogo espetacular, a encostar os ingleses às cordas, e a dar a clara sensação de que se marcássemos iríamos entrar verdadeiramente na disputa da eliminatória. Mas é também olhando para aqueles 30 minutos e para o que se passou depois que interpreto o nosso desnível para o primeiro nível em três capítulos. O primeiro ficou visível nas duas mãos, repito que muito mais na primeira, quando os árbitros apitavam sempre a favor dos reds. Na dúvida, sempre a favor deles. Mas eu prefiro olhar para os outros dois, até porque não podemos de maneira nenhuma dizer que foi por isso que não conseguimos passar. Bem, as duas coisas são as seguintes: faltam-nos mais jogadores de primeira água, com instinct killer, de preferência na frente. E falta-nos capacidade de controlar o jogo.

(In)capacidade de controlar o jogo é na minha humilde opinião o que mais nos deixa longe desse primeiro nível. A nossa equipa pura e simplesmente só sabe estar por cima do adversário, a carregar em cima dele, a explorar profundidade, a meter velocidade nos corredores, a atacar as bolas aéreas, a ganhar os duelos. Isso é bom? É, quando nos conseguimos superiorizar 1 a 1 aos adversários. Sempre que não o fazemos, seja por motivos físicos, anímicos ou técnicos, passamos mal, temos dificuldades, ficamos desconfortáveis, vamos abaixo. Pode parecer paradoxal, mas acredito que equipas semelhantes ou até ligeiramente inferiores à nossa sejam capazes de equilibrar mais com uma equipa tipo Liverpool. Porque conseguem disfarçar mais, enganar mais o adversário com a pausa, a especulação, o ritmo, a variabilidade, o posicionamento. Em suma, a nossa equipa esmaga quando a alma e as pernas assim o permitem, mas quando alguma delas falta em proporção às do adversário, ficamos mais pequeninos. Não, não sou do contra nem um grande entendido desta ciência, mas palavra de honra de que tenho a sensação de que seríamos muito mais fortes melhorando algumas destas nuances. Perdoem-me, mas eu sou daqueles que acredita que um dia acabaremos por voltar aos lugares de 1987 ou 2004.

Bem, de volta à realidade. Temos agora cinco finais pela frente, que nos podem valer dois títulos. Que não nos faltem a alma e as pernas que tanto precisamos para esmagar os adversários. Nenhum de nós pode pedir os dois títulos, mas pode e deve pedir cinco vitórias. E como diz o outro, no fim é fazer as contas.

Até lá, tem de ser sempre… Mar Azul!

ÉTICA PETIT.


Se pedirmos a um vulgar adepto de futebol para caracterizar como treinador Armando Gonçalves Teixeira, mais conhecido no mundo da bola por Petit, a resposta com ligeiras nuances, não deverá afastar-se muito do seguinte.

Aguerrido e abnegado, compensa a falta de inteligência ou primores táctico-estratégicos, pela defesa de cada metro quadrado à frente da área do guarda-redes, aproveitando sempre que possível o lançamento de bolas em profundidade para o(s) avançado(s) em momento ofensivo. Contra equipas maiores, recorre ao vasto leque de subterfúgios manhosos que acumulou ao longo da carreira, para arrastar e quebrar o ritmo da equipa adversária, tentando protelar ao máximo a defesa do pontinho, ou o jackpot da vitória, caso a fortuna tenha sorrido em marcar primeiro.

Se esta táctica jurrássica é boa, ou garante resultados? Não, não é, nem nunca foi.

Mas na prática, esta visão de jogo de Petit dá para empastar jogos contra equipas com maiores possibilidades, saldando-se os resultados em scores muito higiénicos para as suas formações, sendo que, não raras vezes, equipas grandes como FC Porto e Sporting se deixam enredar e ser surpreendidos nesta teia, como se verificou, por exemplo, no período que esteve à frente da equipa do Tondela.

Poderíamos dizer que Petit é uma cópia barata do bom e velho José Mota, com uma pequena e ENORME excepção:

José Mota, com as suas limitações, tenta conquistar pontos a TODOS os adversários. Petit, não!

Não é a rábula dos amarelos que me incomoda. Gostemos ou não, no FC Porto sempre se utilizou esse subterfúgio para poupar jogadores quando necessário. Quer slb, Sporting ou mesmo o Real Madrid, utilizam esse tipo de esquemas. Seria de uma hipocrisia máxima vir agora apontar o dedo ao treinador do Maritímo, ou de que equipa for, por gerir o seu plantel, da forma que acha mais correcta.

A culpa de Petit nos 6-0 que apanhou no jogo de domingo não é essa.

A culpa de Petit no jogo de domingo, é estar à frente de uma equipa que dista 5 míseros pontos da linha de água, e ter assumido implicitamente e publicamente que não valia a pena lutar por pontos neste jogo.

A culpa de Petit é ter feito subir ao relvado da Luz, 11 almas que prefeririam estar com as esposas, amigos ou no sofá de casa, em vez de aguentar 90 minutos de frete, porque o treinador nunca lhes incutiu a confiança de que eram capazes ganhar.

A culpa de Petit, é ser treinador de uma equipa da I Liga de Futebol Profissional em Portugal, que em 90 minutos, com um resultado avolumado até à meia dúzia, ter apenas feito 1 - sim, UM - remate no jogo inteiro, por um jogador que até foi substituído, não fosse ele rematar de novo.

A culpa de Petit, é somar em todo o seu histórico de treinador, 8 derrotas contra este mesmo adversário, com 27 golos sofridos, e 1 - sim, UM - marcado.

A culpa de Petit não é ser benfiquista. Cada um é livre de escolher o clube do coração.

A culpa de Petit é não ser capaz de executar a sua profissão com dignidade, honestidade e ética.

Se um polícia rouba, tem um processo disciplinar.
Se um médico mata, tem um processo disciplinar.
Se um professor erra, tem um processo disciplinar.
Como é possível que um treinador queira perder, e nada lhe aconteça?

Imagens de uma realidade alternativa, ou o porquê de certas equipas golearem tão facilmente:





Quem quiser aprender sobre profissionalismo, ponha os olhos num Senhor chamado Luís Castro, portista, campeão pelo FC Porto B, que nesta temporada retirou 4 pontos ao clube do coração. 4 pontos que nos dariam folga para encarar esta fase final de forma risonha. Felizmente para o bem da verdade desportiva, nem todos têm carácter, pensamento e ética petit.

Cumprimentos Portistas.

24 abril, 2019

IREMOS CONTINUAR A SER O ÚNICO CLUBE PORTUGUÊS A...


Para mim, aquilo que de mais importante fica na semana que passou é o facto indesmentível que decorreu da participação europeia dos clubes portugueses, ou seja, iremos continuar a ser o único português que conquistou troféus internacionais (7 por sinal!) nos últimos 55 anos, altura em que o Sporting venceu a extinta Taça dos Vencedores das Taças.

De conversa sobre grandeza e superioridade estamos cheios, é ver a fanfarronice e vaidade (sem razões diga-se) estampada em adeptos de vários clubes sempre que o seu atinge uma fase mais avançada das competições europeias, seja a Champions League, seja a Liga Europa. Os nossos rivais de Lisboa já foram a várias finais europeias ao longo desses 55 anos e o resultado final foi sempre o mesmo: saíram derrotadas! Bem ao contrário do único clube português com estaleca e capacidade de se impor ao mais alto nível europeu e mundial, o único que já levou o "caneco" em várias finais internacionais, apesar de também ter perdido outras finais, nomeadamente a taça das Taças com a Juventus e duas Supertaças Europeias frente a Valência e AC Milan.

A forma como as duas equipas foram eliminadas diz também muito do porquê do FC Porto ter tido sucesso nas competições europeias nos últimos 55 anos e os outros não, é verdade que o FC Porto caiu perante o Liverpool, certamente uma das 2 ou 3 melhores equipas mundiais da atualidade, mas toda a Europa reconheceu a coragem do FC Porto em toda a eliminatória frente a um colosso tremendo.

Os primeiros 25 minutos do FC Porto no Dragão foram elucidativos, a equipa, dentro das suas limitações, tentou tudo aquilo que era possível, atacou por todos os lados, rematou, cabeceou mas a bola não entrou. Na primeira vez que os ingleses fizeram um ataque, eis que surge um golo saído do nada, num lance anulado pelo fiscal-de-linha mas que depois o VAR teve olho de lince para ver que Mané estava milimetricamente em jogo. Não só existe não existe nenhuma imagem clara de que o senegalês estava em jogo, como existem várias imagens que mostram que Mané estava mesmo adiantado em relação ao último defensor no momento em que foi efetuado o passe.

Não deixa de ter piada esta decisão do VAR, anula um lance em que depois não existe nenhuma imagem que comprove claramente que a decisão do fiscal-de-linha estava incorreta. Tudo isto depois uma 1ª mão em que vários jogadores do Liverpool jogaram andebol na sua área sem que o árbitro assinalasse o que quer que seja e depois de Salah ter agredido Danilo (algo que todo o mundo viu e falou) e de nem um amarelo ter visto, o mesmo Salah que deveria estar suspenso, aquele que marcou e assistiu no jogo do Dragão em que não deveria ter jogado.

A diferença entre as duas equipas já era obviamente enorme, os árbitros dos 2 jogos trataram de dissipar qualquer dúvida e impedir sequer que o FC Porto pudesse lutar com armas iguais, foram 2 arbitragens vergonhosamente tendenciosas e sempre para o mesmo lado. Caímos, mas caímos com honra, lutando galhardamente até ao fim apesar da eliminatória ter ficado definitivamente morta e enterrada com o 1º golo do Liverpool no Dragão.

Do outro lado aquilo que vimos foi o nosso rival cair perante o 4º classificado da Bundesliga, após uma 1º mão em que jogou em superioridade numérica durante mais de 70 minutos mas em que mesmo assim sofreu dois golos e conseguiu uma vantagem de apenas 2 golos. Depois na Alemanha, e ao contrário de algumas teorias peregrinas que por aí ouvi, não foi uma derrota "de propósito" mas sim foi uma derrota por pura incompetência sobretudo pelo facto de não terem aproveitado jogar em superioridade numérica durante mais de 70 minutos numa eliminatória de 180 minutos. A mesma incompetência que explica que nos últimos 55 anos apenas o FC Porto consiga conquistar troféus internacionais!!!

20 abril, 2019

SANTA VITÓRIA.


FC PORTO-SANTA CLARA, 1-0

Na ressaca da eliminatória com o Liverpool, o FC Porto teve que se apresentar no relvado do Dragão menos de 72 horas depois do jogo com os ingleses ter terminado. Com outras datas para a realização do jogo com os açorianos, a Liga ordenou que o jogo fosse realizado num espaço curto de tempo quando o FC Porto tinha solicitado dois dias depois.

A falta de respeito da Liga e de quem decide para com o clube que dá mais pontos e prestígio internacional ao país é tão evidente que nos leva a pensar que por detrás estão outros interesses para com outro clube.


Ainda ontem ouvi um comentador, que em tempos se dizia isento mas que depois deixou de o ser, dizer que Sérgio Conceição esteve bem nesta questão do FC Porto ter de jogar com poucas horas de recuperação, mas que falou a mais ao dizer que o Benfica tinha tido mais tempo de descanso.

Continuou esse comentador dizendo que o seu clube não foi beneficiado porque tinha jogado para a Liga Europa numa Quinta-feira e Domingo voltou a jogar para a Liga NOS. O que esse comentador escamoteou foi que o seu clube jogou no Domingo porque na Quinta-feira seguinte teria novamente jogo para a Liga Europa, ainda por cima fora do país, situação que não se verificava com o FC Porto. Lá está a tendência de querer dar uma de moralidade para depois borrar a pintura com uma desonestidade intelectual.

Estamos cada vez mais habituados a esta dualidade de critérios nas decisões tomadas no futebol português, mas também não é menos verdade vermos o branqueamento das situações, semana após semana na comunicação social. Afinal de contas, trata-se do benfiquistão que controla e manieta tudo e todos neste país.


Em tempo de Páscoa, o FC Porto recebeu o Santa Clara, no Estádio do Dragão. Com o estádio quase lotado, o jogo não foi uma boa propaganda para o futebol porque um dos intervenientes no jogo estava a jogar quase com a língua de fora, fazendo tudo por tudo para se manter na luta pelo título. Depois, também uma equipa muito bem comandada por João Henriques dificultou bastante a tarefa dos campeões nacionais.

No entanto, os azuis-e-brancos acabaram por vencer a partida com grandes dificuldades. Os três pontos foram alcançados, mantendo a equipa bem viva e na luta pelas quatro finais que os pupilos de Sérgio Conceição têm pela frente. Foi uma santa vitória.

O jogo começou com a tentativa do FC Porto em chegar ao golo cedo para depois gerir melhor a partida. Apesar disso, a equipa azul-e-branca não imprimiu grande velocidade no jogo e a intensidade também não foi a melhor. Pudera!


O Santa Clara estava bem organizado e partia para o contra-ataque com algum perigo. Os Dragões sentiam que tinham que fazer um esforço redobrado. Procurar chegar ao golo cedo e evitar as transições ofensivas do adversário.

Todavia, o golo portista chegou relativamente cedo. Aos 18 minutos, Otávio conseguiu entrar na área pela esquerda, rematou para defesa incompleta de Marco e Marega só teve que empurrar a bola para as malhas. O mais difícil estava feito, mas o Santa Clara não desistiu.

Até ao fim da primeira parte, a equipa dos Açores introduziu a bola por duas vezes na baliza de Casillas em transições rápidas. Mas em ambos os lances, os jogadores açorianos foram apanhados em fora-de-jogo. Contudo, foi aos 24 minutos que a equipa de João Henriques construiu a melhor jogada do primeiro tempo com uma transição rápida. Zé Manuel colocou Rashid em posição de fazer golo, mas a bola saiu ao lado da baliza de Casillas, num remate cruzado.

A terminar a etapa inicial, Otávio combinou bem com Marega, demorou muito tempo a definir o lance e quando rematou, foi interceptado por um defesa contrário.


Na etapa complementar pressentia-se um jogo difícil e ainda mais penoso para os azuis-e-brancos. O FC Porto não conseguia imprimir o ritmo e o Santa Clara tentava aproximar-se da baliza de Casillas, sem nunca descurar a sua defensiva. É que os açorianos sabiam que o segundo golo portista arrumava com a questão do resultado.

Aos 58 minutos, Schettine teve a oportunidade ouro para o Santa Clara empatar a partida, após cruzamento da direita de Patrick. Casillas fez a defesa da noite para canto, com grandes dificuldades.

O FC Porto sabia que tinha a vitória em perigo e tentou de tudo para chegar ao golo da tranquilidade. Por duas vezes, esteve na iminência de conseguir os seus intentos mas Corona e Fernando Andrade desperdiçaram o ensejo. Primeiro foi o mexicano que, no coração da área e após amortecimento de Soares, rematou por cima da trave quando tinha tudo para fazer o golo. Depois, numa jogada fabulosa de Corona, a combinar com Manafá, o mexicano colocou o esférico à mercê de Fernando Andrade que rematou para defesa por instinto de Marco para canto.

O jogo terminou sem nenhuma oportunidade de registo nos últimos 15 minutos. O FC Porto acabou a partida com a língua de fora. Herrera é o melhor exemplo do estado de espírito da equipa quando, no fim do jogo, manifesta a um companheiro o extremo cansaço e desgaste sentidos, mas também o alívio pelo fim da contenda.


Três pontos importantíssimos que mantêm o FC Porto na luta intensa pela renovação do título. Destaques finais para as ausências de Pepe (bancada) e Corona (banco) no onze inicial. Sinais claros de que, nesta altura da época, o desgaste é tremendo com muitos jogos e muitas viagens. Manifesto o meu repúdio pela FPF e pela Liga que não protegem o FC Porto numa altura destas, ao contrário da Federação Holandesa que deu um belo exemplo ao mundo do futebol.

O FC Porto regressa à competição na próxima Sexta-feira, numa sempre difícil deslocação a Vila do Conde. A missão é sempre a mesma: vencer e conquistar os três pontos.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "É uma vitória importante"

Vitória importante
"Era um jogo com uma dificuldade acima da media, não só pelo último jogo na Liga dos Campeões e o pouco tempo que tivemos para recuperar, mas também pela mais valia do adversário. Uma equipa muito bem organizada que penso que nos últimos oito jogos só perdeu por 1-0 em Alvalade. Mas estávamos precavidos para esta equipa consistente que íamos defrontar, que veio dificultar o nosso jogo, sempre a querer sair em transições rápidas. Mas de qualquer maneira fizemos o golo, podíamos ter feito o 2-0 na primeira parte num lance do Otávio. Entramos com o controlo da posse de bola, e não do jogo, porque não conseguimos matar o jogo com o segundo golo, o que cria sempre alguma intranquilidade em certas alturas do jogo. O que fica é uma vitória importante, fica também uma boa imagem de uma equipa que tem feito um campeonato fantástico, não nos podemos esquecer que o Santa Clara subiu de divisão e consegue desta forma afirmar-se na nossa liga principal. No fundo quero dar os parabéns aos jogadores pela mentalidade forte que tiveram no jogo e agora é, descansar amanhã, e olhar para o próximo jogo, frente ao Rio Ave. Faltam quatro jogos para o final e estamos preparados para o que vem aí".


Contas do campeonato
"Nós dependemos de nós para ganhar os nossos jogos e é isso que vamos fazer. Vamos fazer o nosso trabalho, lutar sempre pelos 3 pontos e depois chegar ao fim e fazer as contas. Estamos focados em cada jogo, em cada treino, em cada momento em que estamos juntos para preparar os jogos e ganhar. Este clube é um clube histórico, um clube que por si só tem esta forma de pensar e de agir. Da minha parte, tento incutir da melhor forma essa força e tranquilidade emocional que eles têm que ter nesta fase final do campeonato, para que possamos estar mais próximos da vitória em cada jogo".

Gestão da equipa
"O Pepe foi um dos jogadores que teve um problema muscular no último jogo, nada de especial, pensamos nós, mas não estava apto para este jogo. O Corona também debilitado fisicamente. Mas não estão estes, estão outros, é a vida das equipas".

Regresso de Aboubakar
"Ele é importante no grupo de trabalho, no FC Porto e teve a palavra no final porque foi um regresso depois de muitos meses de paragem. O grupo sentiu a presença deste elemento que tem dado um contributo importantíssimo para nós, e não é só nos golos, tem a ver com o nosso espírito no balneário e nisso nós somos fortíssimos".



RESUMO DO JOGO

17 abril, 2019

A UEFA DOS RICOS E A EUROPA DOS POBRES.


FC PORTO-LIVERPOOL, 1-4

Na semana passada teci fortes críticas ao VAR e à UEFA pela protecção que é dada aos clubes poderosos do Velho Continente. Essas críticas fizeram e continuam a fazer todo o sentido pois esta noite voltámos a ver uma arbitragem a mostrar gritante dualidade de critérios, deixando a ideia de que cada vez há menos hipóteses de clubes, como o FC Porto, lutarem por um lugar entres os melhores da Europa.

Se equipas como o FC Porto já lutam com grandes dificuldades com os poderosos da Europa, com o acrescento de arbitragens habilidosas e pouco isentas, as esperanças de fazer algo de notável ficam reduzidas a cinzas. É o futebol que temos, que defende os grandes interesses económicos e destroem a beleza do futebol no seu estado mais puro. Ganham sempre os mesmos, todos os anos a história repete-se.


Com isto, não estou a dizer que o Liverpool não foi superior ao FC Porto. Claro que foi superior, mas não havia necessidade de tantos erros clamorosos e tanta dualidade de critérios para fazer a balança pender para os “reds”. Como seria interessante para o futebol ver uma eliminatória renhida, vencida, na mesma, pelo Liverpool, mas menos desequilibrada e mais emotiva.

Se assim fosse, quem sairia beneficiado seria o futebol. Seria, sobretudo, uma bela propaganda para a promoção da modalidade, mas também o contributo para a diminuição da diferença entre as equipas grandes e as outras para um futebol mais competitivo e de maior qualidade.

Que interessa ter um futebol apenas com 4/5 grandes equipas de futebol e o resto a roçar o mediano? Nada. Devemos, sim, promover as equipas com potencial e dar-lhes igualdade de oportunidades para competir. Pelo menos, poderem ser tratadas com respeito e com uniformidade de critérios.

Infelizmente, isso não acontece. O hiato entre os grandes e poderosos e os outros cresce de ano para ano. Por isso, façam lá a vossa Liga Europeia e entretenham-se entre si. Este futebol não interessa a ninguém.

O FC Porto apresentou-se no Dragão com muita ambição e com muita determinação. Não desistiu da eliminatória e reclamou o direito de lutar para, pelo menos, tentar dar a volta à eliminatória. Sérgio Conceição apostou numa equipa em 4x4x2, com o seu onze habitual, excepto Soares que foi rendido por Otávio.


Desde o primeiro minuto, o FC Porto impôs um ritmo muito intenso e uma agressividade muito interessante. Ao longo dos primeiros 25 minutos, os Dragões remataram treze vezes à baliza contra zero do Liverpool. Nesse período, os azuis-e-brancos tiveram, pelo menos, quatro oportunidades claras de golo, mas a grande pecha do Dragão é mesmo essa: a finalização.

Corona abriu as hostilidades logo no minuto inicial. Numa iniciativa pela direita, o extremo portista rematou cruzado e fez a bola sair a poucos centímetros da barra.

O Liverpool procurava suster o ímpeto portista e nem sequer ousava o contra-ataque. A primeira opção de Jurgen Klopp foi aguentar o primeiro período da partida sem sofrer golos e também jogar com o relógio e com as perdas de tempo. Não raras foram as vezes em que o Guarda-redes da equipa inglesa demorou a colocar a bola em jogo sendo avisado, apenas, pelo homem do apito.

Marega, por duas vezes, e Brahimi tiveram as suas oportunidades, mas como já diz o ditado, quem não marca sofre, no Dragão voltou a acontecer mais do mesmo. Na primeira investida do Liverpool à baliza portista, a equipa inglesa marcou. E logo num lance muito polémico que mostra claramente, numa das câmaras, a ilegalidade do próprio lance. Mas o VAR e a UEFA contornam isso com linhas manhosas e com a ocultação do momento da saída da bola do pé de Salah para Mané.

O árbitro auxiliar assinalou, prontamente, fora-de-jogo, mas o VAR reverteu a decisão. Volto a repetir o que disse há uma semana. Com este tipo de VAR não vale a pena introduzir a tecnologia na modalidade. Errar desta forma, com esta tecnologia ao dispor, ainda se torna mais grave do que quando se erra em tempo real.


Com este golo, o FC Porto perdeu todas as esperanças de lutar pela eliminatória. Assim se destrói o futebol, assim se elimina qualquer hipótese de promoção do jogo e da competição. Os azuis-e-brancos podem-se queixar de si próprios, mas falhar golos é legítimo. O que não é aceitável é vermos erros grosseiros do VAR.

Não contentes com isto, a terminar a primeira parte um corte de braço claro do defesa da equipa inglesa dentro da grande área é sonegado, tanto pelo árbitro como pelo VAR. Mais uma mancha no trabalho da arbitragem, mais uma palhaçada da UEFA que pactua com estas vergonhas.

No segundo tempo, Sérgio Conceição fez sair Otávio e entrar Soares. O Liverpool retirou Origi e introduziu Firmino. A equipa inglesa atacou mais mas, nos primeiros quinze minutos, o FC Porto jogou o suficiente para empatar a partida.

No entanto, com o decorrer dos minutos e com o golo a não surgir para o FC Porto, a equipa de Jurgen Klopp passou a gerir o jogo e facilmente chegou ao 2-0 numa transição ofensiva, concluída por um jogador que jamais poderia ter jogado esta noite no Dragão. Lembram-se, na primeira mão, da entrada escandalosa sobre Danilo sem punição?

No momento do 2-0, os adeptos tiveram uma atitude indescritível. Em uníssono incentivaram a equipa a não baixar os braços.


Com 65 minutos jogados, a eliminatória estava mais do que decidida, mas três minutos volvidos, Éder Militão animou um pouco a plateia do Dragão quando correspondeu da melhor forma a um canto cobrado por Alex Telles, reduzindo para 1-2.

Mas depois, o desgaste físico e mental dos portistas foi determinante para o resto da partida. O Liverpool cresceu, passou a jogar mais perto da área portista e foi sem grande dificuldade que o resultado chegou ao 1-4 com golos de Firmino e de Van Dijk. Um resultado extremamente injusto, altamente exagerado e que não espelha minimamente o que se passou na eliminatória, tal como reconheceu Jurgen Klopp no final da partida.

Assim termina a carreira do FC Porto na presente edição da Champions League. A figurar entre as oito melhores equipas europeias, o Dragão só não teve melhor performance porque outros interesses assim o ditaram.

É hora de mudar o “chip” para encarar os últimos seis jogos da época, de forma a vencer as seis finais que poderão trazer títulos. Isto se não houver movimentações estranhas noutro sentido…



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Temos dois títulos para disputar e queremos muito ganhá-los"

Eliminatória injusta e diferença demasiado pesada
“Hoje, tal como em Anfield, o resultado foi pesado para aquilo que fizemos. É de louvar o que os meus jogadores fizeram. A estratégia que delineámos foi para acontecer o que aconteceu na primeira parte, sobretudo na forma como pressionámos e condicionámos a construção do adversário. Na primeira vez em que chegou ao último terço, o Liverpool marcou. Antes disso, tivemos duas ou três oportunidades claras para marcar. Se tivéssemos marcado, tudo seria diferente. Tenho uma equipa com grande caráter e personalidade. Os jogadores foram fantásticos a perceber aquilo que queríamos para este jogo. Fizemos uma das melhores primeiras partes desde que sou treinador do FC Porto. A diferença de golos na eliminatória é muito injusta para nós.”


Sempre à procura do golo
“Sabíamos que estávamos a perder e que isso não era merecido. Mesmo com o segundo golo do Liverpool, não atirámos a toalha ao chão. O Liverpool fez quatro remates à baliza. O Casillas não fez uma única defesa e sofreu quatro golos. Podíamos ter dado um rumo diferente ao jogo se tivéssemos sido mais eficazes nas oportunidades que tivemos. Conseguimos limitar ao máximo os pontos fortes do Liverpool, sobretudo na primeira parte. Nisso, nos primeiros 45 minutos, fomos perfeitos. Sofrer um golo daquela forma e perceber que tínhamos de fazer quatro para passar não é fácil para ninguém. Mesmo a perder por 2-0 fomos sempre à procura do golo.”

Os adeptos e os títulos para conquistar
“Foi uma demonstração de grande dignidade, não só da equipa, mas também dos adeptos. O nosso público sabe o que pode esperar de nós: determinação, ambição, capacidade de trabalho e qualidade individual e coletiva. Os adeptos são sempre muito importantes para nós. A força vinda das bancadas fez-me arrepiar. Sinto uma paixão muito grande da parte deles pela equipa. Eles reveem-se na equipa e é por isso que existe esta sintonia, esta simbiose. Temos dois títulos para disputar e queremos muito ganhá-los.”



RESUMO DO JOGO

DIFÍCIL SIM. MAIS IMPORTANTE, NÃO!


O Dragão vai hoje receber hoje o jogo mais difícil da época até ao momento.

Difícil sim. Mas não o mais importante.

Que não haja dúvidas que o mais importante será o confronto com o Santa Clara. E posteriormente com o Rio Ave, o Aves, o Nacional e espera-se que quando chegarmos ao jogo com o Sporting, seja a final mais importante do ano... e que possamos depender de nós!

Para o jogo de hoje, pragamaticamente estão 3 menus em jogo. O amargo, que seria (mais) uma derrota. O agridoce, que seria igualar os nossos melhores feitos com o Liverpool, ou seja, um empate. O doce, que seria alcançar algo nunca conquistado contra os rapazes da terra dos Beatles. A vitória!

Esta deve ser o nosso foco. O nosso Olímpo.

Quanto à eliminatória... é sempre possível sonhar, como o fazemos quando registamos um Euromilhões. Contudo, assentando os pés na terra, 3-0 contra uma equipa que perdeu apenas um jogo na presente edição da Premier League, é uma montanha bem mais alta do que o Evarest para escalar. Além de que é deveras improvável que a sociedade Salah, Firmino & Mané Lda. não consigam facturar um simples golo, contra uma equipa que terá forçosamente que avançar linhas. Por cada golo marcado por ingleses, significa que o nosso score tenha que começar nos 4, e por aí adiante.

Contudo, como diz o poeta, "Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce". Pode ser que hoje, Deus seja portista.


Faleceu esta semana o nosso antigo jogador Quinzinho, com uns meros 45 anos de idade.

Nunca atingiu estatuto de destaque no nosso clube. Bem pelo contrário.

Para quem seguia o FC Porto dos anos 90, Quinzinho era frequentemente titular em piadas e trocadilhos jocosos entre adeptos.

Apesar de tudo, suou honradamente a nossa camisola, pelo que merece o meu, o nosso, tributo e reconhecimento.

Descanse em Paz!

Cumprimentos Portistas.


PS.- No pós-jogo e crónica, apenas dois pensamentos. Deus não é portista, e com Marega e Tiquinho não dá para aspirar algo mais que a mediania. Ainda assim, grande jogo do FC Porto enquanto o tipo lá de cima não nos virou costas. 

É DIFÍCIL NÃO FICAR PESSIMISTA... INFELIZMENTE...


Há uns tempos, escrevia que a partir do momento em que deixamos de depender de nós próprios, com a agravante de já não haver jogos frente ao nosso rival direto, ao contrário de alguns campeonatos taco a taco mas em que nas ultimas jornadas tínhamos a possibilidade de ganhar vantagem no confronto direto (por exemplo, épocas 12/13 ou 17/18), as nossas possibilidades de chegar ao título passaram a ser quase nulas.

Gostava muito de ter outra opinião, de pensar de outra forma, mas infelizmente já vejo futebol há anos suficientes para perceber que para o nosso rival direto perder pontos é necessário praticamente acontecer um milagre. Na semana passada, o Feirense marcou um golo inacreditavelmente limpo (não há uma única imagem que mostre qualquer fora-de-jogo!!) mas o sr. VAR viu o que mais ninguém viu (ou não viu e fez que viu) e anulou aquilo que seria o 2-0. Ninguém sabe o que aconteceria depois, mas minutos depois lá houve um penaltie inventado para um lado e outro por marcar a favor do Feirense mas que aí o sr. VAR não se dignou a ver. Se dúvidas houvessem, ficaram mais dissipadas e esclarecidas.

Hoje vemos o treinador do marítimo admitir que obrigou jogadores a forçar amarelos para não jogar o próximo jogo. Pois, o histórico desse treinador frente a esse clube de 8 jogos e 8 derrotas (ao contrário da forma animalesca com que as suas equipas defrontam o FC Porto e que vários dissabores já nos causaram) se calhar ajuda a explicar esta atitude. Acho que seria uma poupança interessante de dinheiro para o marítimo não viajar sequer para Lisboa na próxima semana, poupava-se muito em viagens, estadias, alimentação, etc. Assim como assim, importante é ter os todos os jogadores fresquinhos para as 4 finais a seguir segundo o seu treinador, nem vale a pena ir a um jogo que está perdido à partida.

No meio de tudo isto, outra notícia que os meios de comunicação desportiva se esforçaram para branquear, uma notícia muito pouco relevante de que Cássio assumiu, em TRIBUNAL e SOB JURAMENTO, que um empresário lhe aliciou para perder o jogo frente a um certo clube. Também Lionn já o tinha feito, em TRIBUNAL e SOB JURAMENTO. São dois jogadores, que se saiba porque isto vai-se sabendo a conta-gotas tal o esforço brutal para estarem todos calados que nem ratos, que admitiram em pleno tribunal que foram aliciados pelo mesmo agente para perder frente ao mesmo clube e o que se assiste é a uma passividade bovina por parte da generalidade da comunicação social, contrariamente aos vários meses de discussão e debate ao mais ínfimo pormenor aquando por exemplo do processo da saída de Bruno Carvalho do Sporting.

E mais outra notícia, o desaparecimento de um dos quatro volumes do processo que investiga o jogo Feirense-Rio Ave, instaurado depois de ter sido detetado um número invulgar de apostas. O único meio de comunicação social que se dispôs a falar nisso foi o Expresso. O resto ficou tudo bem caladinho que nem ratos. Para tornar a coisa mais ridícula, a notícia referiu que o processo foi encaixotado e enviado de Lisboa para o Porto pelos correios e, à chegada, percebeu-se que faltava o quarto volume. Extraviou-se, perdeu-se ou foi roubado, ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Talvez na Etiópia ou no Sri Lanka ocorram coisas semelhantes.

Perante tudo isto, torna-se muito difícil não ficar pessimista, infelizmente.

PS: Só encontro uma explicação para a escandalosa agressão de Salah a Danilo ou o penaltie claro de Arnold por mão na bola (braço esticado a aumentar a volumetria) terem passado despercebidos ao VAR. A criatura que estava sentada em frente ao VAR era um chimpanzé. Porque aquilo que diferencia um chimpanzé de um ser humano é a questão da racionalidade, e não há qualquer tipo de racionalidade em não ver uma agressão clara e um penaltie evidente que tinha todos os requisitos para ser assinalado (braço esticado a aumentar a volumetria e fora da posição normal). E pronto, não bastava defrontarmos uma das melhores equipas do mundo no seu estádio, faltava sermos espoliados por um chimpanzé.

13 abril, 2019

O REGRESSO DO BOM MAREGA.


PORTIMONENSE-FC PORTO, 0-3

A visita do FC Porto a Portimão constituía-se como uma das deslocações mais complicadas que os Dragões teriam que cumprir até ao fim do campeonato. Primeiro, porque o jogo em causa foi disputado no meio de uma terrível e difícil eliminatória da Champions League e depois, porque a equipa de António Folha é uma equipa de muita qualidade que entra nos jogos a jogar olhos nos olhos e cria vários dissabores. Que o digam os rivais da segunda circular.

O desgaste sentido no jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Champions League, frente ao Liverpool, era um dos factores que iria condicionar a actuação do FC Porto em Portimão. Por isso seria importante entrar forte de início e tentar o golo cedo.

Em relação ao jogo com o Liverpool, Sérgio Conceição efectuou quatro alterações. Manafá, Pepe, Herrera e Brahimi entraram no onze e, no meu ponto de vista, jogaram os melhores onze do momento. Disposto em campo, num 4x4x2, os Dragões tiveram uma etapa inicial da partida muito forte, apesar da boa réplica algarvia.


Até que aos 15 minutos, numa transição rápida, Corona lançou Marega em profundidade pela direita do ataque azul-e-branco. O maliano foi até à linha de fundo, cruzou atrasado para a entrada da área, onde apareceu Brahimi a rematar para a baliza, inaugurando o marcador. O regresso de Moussa aos bons tempos parece estar a acontecer e será fulcral a sua boa forma para encarar esta ponta final de decisões da época.

O Portimonense reagiu fortíssimo ao golo sofrido. Parecendo irritado com a contrariedade sofrida, os algarvios colocaram a equipa portista em sentido. Lucas Fernandes esteve em destaque com um livre para uma defesa bastante apertada de Casillas e depois, num pontapé de canto, obrigou Soares a desviar a bola para o poste da baliza azul-e-branca. Aylton também teve uma oportunidade, mas Casillas, muito atento, saiu da baliza e despachou o esférico para longe da sua baliza.

O jogo do FC Porto estava pouco acutilante e a falta de frescura física e mental eram evidentes. Os jogadores acusavam o cansaço e procuravam controlar o jogo, sem imprimir a velocidade e a agressividade necessárias. Até ao intervalo, o FC Porto teve uma oportunidade para ampliar para 2-0, mas Manafá, na área, em vez de rematar à baliza, preferiu o cruzamento e o lance perdeu-se na defensiva portimonense.


Ao intervalo, Sérgio Conceição deve ter alertado os seus pupilos para os perigos de continuar a jogar com esta atitude. Seria importante mudar o “chip”, sob pena de sofrer o empate e deitar por terra as aspirações de vencer o título nacional. Cada ponto perdido a partir de agora significa sentenciar a decisão do campeonato.

A segunda parte trouxe então um FC Porto mais intenso e com mais atitude. Os Dragões não deram veleidades ao seu opositor e perceberam a grande importância de, pelo menos, salvaguardar a vantagem no marcador.

Folha mexeu na sua equipa e tentou esticar o jogo para tentar chegar ao empate. Mas foi o FC Porto que aproveitou para ampliar o resultado para 2-0. Aos 73 minutos, Alex Telles lançou Marega pela meia esquerda e o avançado portista picou a bola à saída de Ricardo Ferreira, obtendo um golo importante e de belo efeito.


O Portimonense não desistiu. A dez minutos do fim, à entrada da área, Ruster rematou a rasar a trave de Casillas, dando a sensação de golo. A equipa algarvia pressionava a formação de Sérgio Conceição, mas sem efeitos práticos. Com o relógio a determinar o aproximar do fim do jogo, o Portimonense lá se rendeu e foi já em tempo de descontos que os Dragões aumentaram a vantagem para 3-0.

Bruno Costa cobrou um canto na direita do ataque portista, Militão cabeceou para uma defesa incompleta de Ricardo Ferreira e Herrera, na recarga, atirou para o fundo das malhas. Uma vitória justa, com um resultado algo exagerado, mas que vem motivar ainda mais os Dragões para os cinco jogos finais da prova.

Marega destacou-se com o regresso à sua boa forma e deu sinais de que o seu contributo poderá ser decisivo para o FC Porto vencer os jogos que vai ter pela frente. A equipa azul-e-branca volta a mudar o “chip” para o modo Champions League, onde na próxima Quarta-feira irá dar tudo por tudo para tentar uma noite mágica e perfeita.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há um espírito fantástico no balneário"

Missão cumprida
“Ganhámos o jogo, somámos 3 pontos e estamos satisfeitos.”

Importância da organização
“Foi uma exibição dentro do que esperávamos. Ofensivamente, o Portimonense cria sempre muitos problemas a todas as equipas, já ganhou este ano ao Sporting e ao Benfica. Hoje não lhes permitimos explanar as virtudes deles no processo ofensivo. Há quem fale muito da raça e do grito. Claro que é preciso alma, mas uma boa organização, com uma boa ocupação dos espaços, é que é fundamental. Hoje, o Portimonense, numa ou noutra situação, causou-nos nos alguns problemas, muito por causa de um dos médios que variava o centro do jogo. Corrigimos esse aspeto na segunda parte, chegámos ao segundo golo e depois fizemos um final de jogo mais tranquilo. O resultado é justíssimo.”

Coletivo conta mais
“É importante que haja jogadores a fazer vários golos mas mais importante é que os golos se traduzam em vitórias. Damos sempre mais valor à exibição coletiva.”

Gestão de plantel?
“Não foi nenhuma gestão, apostei no melhor onze para ganhar o jogo. Houve jogadores que entraram hoje e não jogaram contra o Liverpool porque não estavam disponíveis para esse jogo. Pepe e Manafá são dois exemplos.”



Pressão sobre o Benfica
“Nós não pensamos no rival, pensamos nestes 3 pontos, temos o nosso caminho a percorrer, há um espírito fantástico no balneário e uma grande aceitação daquilo que é o trabalho diário. Vamos fazer o nosso trabalho e em maio fazem-se as contas.”

2.ª mão contra o Liverpool
“Acredito na reviravolta mas não é o momento para falar disso. A nossa Champions League é sermos campeões em Portugal mas obviamente que vamos fazer tudo para passar. Estamos confiantes para esse jogo. Precisamos de ser quase perfeitos para passar mas acredito que ainda temos uma palavra a dizer.”

Estreia de Bruno Costa na Liga
"Jogou hoje depois da boa exibição em Liverpool. É pelo valor dele e também pela necessidade da equipa."



RESUMO DO JOGO