Mostrar mensagens com a etiqueta o box-to-box do vitor alves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta o box-to-box do vitor alves. Mostrar todas as mensagens

16 setembro, 2016

“PODEMOS E DEVEMOS FAZER MELHOR”


A frase título desta crónica foi proferida pelo técnico do FC Porto depois da fraquíssima exibição frente ao Copenhaga.

Época nova, treinador novo, novos métodos, manda a razão dar tempo ao tempo e é o que tem que se dar.

Ao contrário da maioria dos adeptos, que viu na passagem à fase de grupo da Liga dos Campeões e na vitória gorda frente ao Vitória (de Guimarães) o caminho aberto para as vitórias constantes e boas exibições, eu não vi nada disso.

O êxito perante os romanos foi obra não do acaso, mas muito contribuiu a anormalidade de 3 expulsões do adversário nas duas mãos. Que me lembre, o FC Porto nunca beneficiou dessa situação em competições europeias. Teve um grande peso na decisão da eliminatória. Ainda bem, mas escondeu muita coisa.

Depois do jogo menos conseguido em Alvalade, com o estouro físico na segunda parte, veio o jogo em casa com o Guimarães.

Muito melhor o resultado do que a exibição e a consistência de jogo. Um 4-4-2 inédito, talvez necessidade de ajustes, devido a muitos jogadores terem estado nas seleções, que não trouxe um grande brilho frente a uma equipa muito bem organizada e que quis ocupar bem o campo. Até ao golo de Marcano, poucas oportunidades de perigo e o início da segunda parte, como um golo, como o seu quê de sorte veio acalmar um pouco a exibição esforçada do FC Porto. A partir do terceiro golo, a história do jogo em termos de resultado acabou, mas ficou a faltar uma consistência maior nas transições e nas definições das jogadas.

Claro que um resultado com aqueles números esconde muita coisa e fez pensar muita gente que a partir dali, era tudo ou quase tudo um mar de rosas. Já viram que se enganaram.


Bastou uma equipa mais robusta, a correr mais, para colocar a nu as deficiências táticas do jogo do Nuno Espírito Santo.

O jogo desta última quarta-feira no Dragão, mostrou uma confusão enorme a meio campo com Oliver a ocupar o lugar de Herrera e vice-versa. O mexicano esteve perdido, pois Oliver está com o gás todo e vai para todo o lado, indo ocupar espaços que não eram dele. Octávio também ajudou à confusão e as incursões para o meio do Corona veio compor o ramalhete do desastre tático.

As linhas estão muito separadas e não vejo jogadas pensadas nas transições... é cada um por si a ver o que dá. Passes longos sem nexo, mal medidos... não gostei nada.

O futebol, naturalmente, não é um jogo estático, mas tem que haver definições de funções e não foi aquilo que se viu na estreia da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Nuno, não é com palavras calmas e pensadas que se vão convencer os mais exigentes como eu.

Antes do jogo, as declarações do técnico do FC Porto, foram no sentido de que a equipa ia mostrar a evolução no jogo evidenciada nas partidas anteriores... nada mais contrário!

Sei que não é fácil pegar numa equipa, com um planeamento muito pouco abonatório face ao histórico do clube para a presente época, e apresentar um futebol vistoso e massacrar os adversários, mas... na minha opinião, eu poderia ter sido apanhado de surpresa pelo tipo de jogo e postura em campo do Copenhaga, mas a equipa técnica do FC Porto não. E mais, não houve melhoria da primeira para a segunda parte.

Este resultado é muito perigoso face ao calendário, vamos a Inglaterra a seguir (e nunca lá ganhamos) e lembremo-nos, não vencemos em casa a equipa do pote 4.

Em suma, Nuno, de acordo: “podemos e devemos fazer melhor”.

01 setembro, 2016

O ADN DO FC PORTO.


O plantel do FC do Porto da equipa de futebol profissional para a época 2015/2016 está fechado. Não me parece um plantel excecional, com alguns desequilíbrios e equívocos.
Mas pelos jogos já realizados, fico com a ideia de que o ADN Porto, está um pouco alterado, não pelos jogadores, mas pela maneira que o treinador Nuno Espirito Santo está a colocar a equipa a jogar.
Intenção da SAD, ao contratar este treinador, era fazer uma mudança no estilo de jogo? Não posso afirmar sem dúvidas que é isso, mas fico com essa ideia.
A experiência Lopetegui fez mossa, quer na massa associativa, quer na SAD como acabou a “relação profissional” entre o nosso Clube e o atual Selecionador de Espanha.
O treinador Vitor Pereira, ganhou dois campeonatos, 60 jogos, 1 derrota, em Barcelos, com uma arbitragem “jeitosa” de Bruno Paixão e 12 empates (6 em cada época). Técnico do momento Kelvin... mas lembram-se como a massa adepta não morria de amores pelo Homem de Espinho.
Estou a fazer referência a estes dois técnicos, porque tinham em campo o ADN Porto – o ADN de Pedroto e Oliveira.
Também posso e devo fazer referência ao Luís Castro, com o “estilo” FC Porto ganhou um campeonato inédito, o da 2ª Liga.
O ADN Porto caracteriza-se pela agressividade, pela posse de bola, pela rotação constante de posições com bola, por uma defesa coesa… como alguém dizia: “os jogos começam-se a ganhar na defesa”, por uma entreajuda entre os elementos da equipa, sem cultura de vedetismos.
Em Portugal, o FC do Porto para ganhar tem que ser diferente, porque em primeiro lugar o nosso Clube é diferente… é diferente a comprar (chegava primeiro), mas continua a comprar bem, na generalidade. Foi o primeiro a profissionalizar os diversos sectores de estrutura de futebol sénior… só muito depois é que os rivais nos seguiram.
Mas... os rivais já chegaram lá em cima, então temos que nos diferenciar... e como? Na minha ótica mantendo um estilo diferente de jogo. Não podemos imitar o jogo do Jorge Jesus, porque ele é único. Não podemos tentar imitar o jogo do Rui Vitória, porque aquilo ainda é uma cópia do Jorge Jesus, eu sei que o Vitória e os benfiquistas não acham.
Os rivais para além de terem bons jogadores, planteis equilibrados, também ganham mais vezes por causa do negócio futebol (arbitragem e a poderosíssima comunicação social).
As diferenças têm que ser feitas, com alternativa e não com cópia de um modelo qualquer espanhol ou alemão.
Somos Porto, temos que continuar com o ADN Porto.


O que vi nestes primeiros jogos do FC do Porto, com um novo treinador, foram partidas disputadas fora de casa, não muito bem conseguidas. No campo do adversário é que temos, mesmo, de ser diferentes... só há uma bola... e ela têm que estar na maior parte do tempo do nosso lado, isso enerva o adversário, tira-lhe capacidade de organização, porque quando tiver a bola vai tentar recuperar o tempo perdido, errando mais vezes. Naturalmente, quando se joga no campo do adversário, a tendência é que este ataque mais vezes, então nada melhor do que lhe tirar a bola e a mantermos o mais tempo possível na nossa posse.
Gosto do futebol de posse, de apoio constante, de um virar de flanco repentino, da repetição da jogada desde do início se não der para continuar. Este tipo de jogo, que sei que não é do agrado da maioria, foi aquele que nos levou a mais êxitos e a sermos temidos e respeitados na Europa.
Vitor Pereira e Lopetegui conseguiram isso na maior parte dos jogos fora do Dragão e é isso que temo que se esteja a desfazer com o atual técnico.
Relembro os jogos contra o PSV, Rio Ave, Roma (com 9 elementos) e Sporting. Futebol muito direto, para jogadores que não têm essas características.
Nuno Espirito Santo, nem sempre depressa se faz o êxito. Há que moderar as transições, há que haver apoio entre sectores, as linhas estão muito abertas. Por vezes parece futebol de equipa pequena.
Nuno, dos jogos em casa, oficiais, não tenho qualquer reparo.
Porque a derrota em Alvalade, sem querer desculpar uma arbitragem caseira, e com influência no resultado, também tem muito da posição da equipa em campo.
Em Roma, contra 11 durante o jogo todo não sei o que seria, pois durante 15 minutos, não conseguimos segurar 8 romanos em campo.
Para finalizar, não se esquecer a história de dois últimos treinadores que souberam colocar em campo e nas conferências de imprensa o ADN Porto.

É apenas uma crónica para alertar o que se fez de bom nos últimos anos, com planteis inferiores aos rivais, e com colinhos e outros quejandos que impediram o êxito do Clube, e que pode de servir de incentivo e aprendizagem à equipa que se está a formar para este ano.

19 agosto, 2016

ÉPOCA 2016/2017 - O INÍCIO OFICIAL.


Iniciando-me nestas andanças, vou, nesta primeira crónica, dar a minha opinião sobre o desempenho dos jogadores que atuaram nos primeiros dois jogos oficias da época 2016/2017.

Iker Casillas
  • Rio Ave: esteve bem, sem qualquer culpa no golo sofrido. Seguro nas poucas intervenções que a foi chamado. Tem que estar mais concentrado nos passes para os colegas. Espero uma melhor época do que o ano passado, pois com o palmarés que tem não pode ser titular por causa do estatuto.
  • Roma: mal, palavra única… um guarda redes com a experiência que possui, não pode cometer o erro do início de jogo. Por sorte não deu golo, mas tira qualquer tranquilidade a uma defesa, seja ela experiente, ou em construção. Defendeu alguns remates à figura, mas a exibição fica manchada pela “casa” dada quando havia zero-zero. Sem culpa no golo sofrido.
Maxi Pereira
  • Rio Ave: mal fisicamente, deficiente a defender… a sua disponibilidade para ganhar cada lance disfarçou uma exibição pobre, que tem que melhorar para ser um indiscutível.
  • Roma: Um pouco melhor a defender do que no jogo de sábado, mas pouco clarividente a atacar, apesar da enorme vontade que emprega no jogo. Tem que melhorar rapidamente a forma física.
Filipe
  • Rio Ave: reparte responsabilidades no golo da equipa da casa, com o André Silva, pois confiou na posição do colega e deixou o adversário cabecear à vontade. Tentou não inventar, mas a um defesa do FC Porto pede-se mais calma no início de cada ataque e não tentar resolver cada jogada com um chutão para o lado que está virado. Quem veio do campeonato brasileiro, com outro andamento, esperava uma melhor performance no início desta época.
  • Roma: muitas dificuldades iniciais para travar Dzeko e companhia. Infeliz na abordagem ao lance que dá origem ao golo romano. Já antes tivera uma intervenção em que virado para um lado a bola saiu dos seus pés a 180 graus. Na 2ª parte melhorou com excelentes cortes em antecipação e também o seu posicionamento. Beneficiou, naturalmente, do menor caudal ofensivo dos italianos.

Marcano
  • Rio Ave: melhor que o companheiro de sector, sempre atento nas antecipações, jogou simples. Para quem esteve apontado a sair está muito bem.
  • Roma: voltou a estar acima do companheiro de sector, mas passou também por muitas dificuldades com o ataque do Roma. Ainda tentou o golo, mas não foi feliz.
Alex Telles
  • Rio Ave: bem a defender, melhor a atacar. Esteve no 1º golo, com um centro rápido. Jogou simples e sempre com sentido de apoio. Bem na falta que fez no limite da área, mas expulso na 2ª parte… naturalmente a compensar a expulsão do elemento da equipa da casa. Bom haver concorrência para este lugar específico.
  • Roma: o melhor do sector defensivo, luta muito, centra bem e ajuda o ataque com senso. Tem um pé esquerdo muito bom, o que o fez, de certeza, ter ganho a titularidade a Layun.
Danilo
  • Rio Ave: lento na 1ª parte, melhor na 2ª. Não está na sua melhor forma física. Talvez tenha entrado na equipa cedo demais após poucas férias. É uma opinião.
  • Roma: demorou a entrar no jogo, não decidiu bem, não se posicionou bem, sendo o primeiro obstáculo ao ataque romano não se saiu bem. Beneficiou, como o resto da equipa, da expulsão e da menor intensidade ofensiva da Roma, melhorando na 2ª parte.
Herrera
  • Rio Ave: típico jogador que joga de “phones”, isto é, não ouve nem assobios nem aplausos… joga à sua maneira, marca ritmos, define a estratégia e de vez em quando marca uns grandes golos. Ganhou mais destaque quando deixou de ter o Pedro Moreira a “chatear”. Está numa forma razoável para este início de época. Imprescindível, intocável.
  • Roma: jogo menos conseguido do playmaker da equipa. O jogo passa por ele, decidiu bem nos passes, empurrou a equipa, mas não foi o desiquilibrador que a equipa necessitava. Teve algumas decisões que enervaram a bancada. Muito mal batido o livre no final da primeira parte.

Octávio
  • Rio Ave: Depois de ter sido emprestado é uma lufada de ar fresco nesta equipa, rápido, irrequieto, com bom toque de bola e remate e grande visão de jogo. Saiu devido à expulsão do Alex, na minha opinião mal, pois não denotava cansaço. Neste momento um dos indiscutíveis
  • Roma: o melhor do FC Porto. Parece uma formiguinha, finta, tira adversários do caminho, incomoda, recupera bolas, remata à baliza. Boa exibição. Merecia o golo nas duas oportunidades que teve.
André André
  • Rio Ave: jogo pouco conseguido, apesar de ter trabalhado muito, nem sempre decidiu bem e foi alguns vezes um pouco trapalhão. Não está bem fisicamente e isso tem consequência no seu rendimento.
  • Roma: tentou desde o início ser um elemento forte na transição para o ataque, mas sem grande sucesso. Algo lento nas decisões, mas bem melhor nas tabelas com os companheiros. Teve a sua chance perto do intervalo, mas o remate bateu na defesa italiana. Bem substituído pelo Layun a meio da 2ª parte
Corona
  • Rio Ave: muito habilidoso, marcou o golo do empate, muito importante, pois foi à beira do intervalo e de grande beleza. Inspirado pode desequilibrar uma partida. Esteve sempre muito ativo, mas as tentativas individuais a mais prejudicaram a sua exibição… saiu perto do fim.
  • Roma: suplente utilizado a partir dos 75’, no lugar do Adrian Lopez, tentou com a sua habilidade desbaratar a defesa italiana. Não teve muito sucesso. Mas foi uma mais valia.

André Silva
  • Rio Ave: o ponta de lança esperado neste arranque de campeonato, luta e tem grande entrega. Penalty mal marcado, com a sorte de a bola vir do guarda-redes para a sua frente e assim poder ter feito a recarga com êxito. Tem muito que evoluir, mas está no caminho certo.
  • Roma: lutou, ganhou o livre que deu origem à expulsão, marcou bem o penalty, falhou uma oportunidade ou outra. Tem que ter outro tipo de comportamento na disputa de lances sem bola com os adversários, na Champions dá quase sempre falta atacante. Está a crescer, mas não se pode considerar um insubstituível, precisa de ter concorrência.
Layun
  • Rio Ave: entrou para reforçar o meio campo, após a expulsão do Alex. Cumpriu sem ser exuberante. Funções novas neste FC Porto, que eu concordo, pois, o defesa esquerdo tem que jogar maioritariamente com o pé natural.
  • Roma: entrou aos 65’ para o Lugar do André André, do lado direito, do meio campo. Ajudou bastante no carrossel final, alongando quer para a direita quer para a esquerda o jogo portista.
Depoitre
  • Rio Ave: entrou para o lugar do André Silva, aos 77’, pouco se viu… teve uma arrancada do lado direito, tentou desequilibrar o adversário, não foi feliz… teve alguns movimentos interessantes. Só.
Adrian Lopez
  • Rio Ave: jogou pouco mais de dez minutos, ao entrar para o lugar do Corona. Tentou dar seguimento ao ataque da equipa. Sem brilhar.
  • Roma: titular surpresa neste jogo. Exibição interessante, para quem não se dava muito por ele. Esteve no lance do penalty, marcou um golo anulado… deu velocidade a algumas jogadas do FC Porto. Boa aposta e a pensar na continuidade.
Evandro
  • Roma: 10 minutos em campo, com nada que se possa a realçar. Não entendi a troca à última hora pelo Ruben Neves
Em suma, plantel curto, para o que aí vem. Não se entende entrar na disputa de um acesso à fase de grupo da Champions sem um segundo ponta de lança.