Mostrar mensagens com a etiqueta fpf. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fpf. Mostrar todas as mensagens

18 novembro, 2015

RECADO A FERNANDO SANTOS.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

    "Cristiano Ronaldo seleciona-se a si mesmo e escolhe os jogos em que alinha pela selecção nacional e agora Fernando Santos decidiu poupar os jogadores do Sporting e Benfica e gastar os do FC Porto. Para conhecimento do seleccionador nacional deixamos-lhe o calendário do FC Porto só para as próximas semanas: sábado 21, jogo com o Angrense, terça 24, com o Dínamo Kiev, sábado 28 com o Tondela, quarta 2 de Dezembro, com o União da Madeira, sábado 5, com o Paços de Ferreira, quarta 9, com o Chelsea. Ou seja, seis jogos em 19 dias, se o sr. seleccionador conhecer alguma equipa portuguesa com mais jogos e com mais necessidade de poupanças que faça o favor de dizer."
fonte: dragões diário

12 outubro, 2015

“VAI UM JANTAR?!”

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Durante 11 anos em praticamente todos os meios de comunicação social, nomeadamente programas desportivos de tv, jornais desportivos e generalistas e programas de rádio debateu-se, seguramente durante milhares de horas, um megaprocesso judicial denominado “apito dourado”, que posteriormente deu origem a outro processo julgado pela justiça desportiva, o “apito final”. Durante anos e anos, foram análises e mais análises de todo e qualquer marreta, suposições baseadas em incertezas e dúvidas, pressupostos e mais pressupostos, julgamentos com base em opiniões pessoais sobre coisas que se suponha porque se tinha ouvido um conjunto de coisas divulgadas de forma completamente ilegal, à margem de princípios básicos de um Estado de Direito (no fundo, exatamente a mesma situação que agora muitos reclamam com o Football Leaks, uma ilegalidade completa!). Foram anos e anos disto.

Porque nunca é demais repetir, é bom relembrar que Pinto da Costa e o FC Porto foram ilibados na justiça civil por TODOS os tribunais (da Relação, Administrativos, etc) em relação ao megaprocesso “apito dourado”. Posteriormente, a própria justiça desportiva ilibou também Pinto da Costa arquivando o processo do “Apito Final”, decisão aliás que também teve como consequência o regresso do Boavista à 1ª liga de futebol (Boavista que também esteve implicado neste processo que parou na cidade de Leiria), após a decisão de anulação da decisão inicial. Em suma, dois processos transitados em julgado, dois processos em que Pinto da Costa e o FC Porto saíram ilesos do ponto de vista de condenações, multas ou qualquer outra punição judicial. Apesar disso, a máquina propagandística vermelha (encabeçada pelos “guerras” e “silvas” desta vida) continuou ao longo dos anos seguintes a essas absolvições, a sua cruzada anti-Portista, com argumentos tão sólidos como um castelo de areia. Importava, importa e continuará a importar no futuro divulgar a demagogia de relacionar o FC Porto com casos de corrupção, criando assim uma cortina de fumo que tem e continua a ter como consequências o pavor com que todo e qualquer árbitro apita o FC Porto nos últimos 11 anos.

Os acontecimentos que se sucederam em catadupa durante a semana que passou, apesar de terem caído como uma autêntica bomba no futebol português, não constituem para mim grande novidade, pois nos anos que já levo de participação neste blog já por várias vezes escrevi sobre aquilo a que denomino de “verdade desportiva à moda de Lisboa”. E quem me lê com regularidade sabe perfeitamente daquilo que estou a falar! (já pareço o outro LOL) Mas confesso que a amplitude dos acontecimentos, a forma como foram dados a conhecer e sobretudo a reação dos vários intervenientes no caso deixaram-me completamente boquiaberto.

Repartindo por fases um processo a que vou simbolicamente chamar de processo “vai um jantar?”, digamos que:

Jornal Record em 07/10/2015
FASE 1 (A surpresa!): O presidente do SCP apresenta quase no final do programa Prolongamento da TVI um pack premium que seria oferecido aos 8 elementos das equipas de arbitragem nos jogos da equipa A e B disputados na luz e no seixal. O pack inclui uma camisola, convites para o museu Cosme Damião e um voucher para 4 pessoas com jantar incluído. Perante o sucedido, o representante do slb no programa, que geralmente se assume como sabedor de tudo e mais alguma coisa que se passa no futebol português, não se pronuncia sobre a veracidade ou não da “oferenda”, mostrando-se apenas muito ofendido com o facto do presidente do SCP, segundo ele, ofender a memoria de Eusébio pelo facto do dito pack premium vir muito bem embalado numa caixa com a cara de Eusébio estampada.

FASE 2 (Não é tão surpresa assim!): Logo após a “bomba”, a generalidade dos meios de comunicação naturalmente debruça-se sobre o assunto (os mesmos meios de comunicação que perderam milhares de horas no apito dourado, devem gostar de discutir coisas dessas!). Do principal visado, nem uma palavra sobre um assunto, nem um comunicado a negar, nem uma queixa à PGR por difamação, nada. Aos poucos, começam as reações de vice-Presidentes como Capristano ou José Manuel Antunes de que afinal oferecer coisas aos árbitros é prática normal nos clubes. Afinal parece que todos os outros clubes da 1ª liga dão apenas comida, água e, em casos especiais, uma camisola do jogo, nada portanto comparado a um pack premium. Começa aos poucos a não haver grandes dúvidas: um clube realmente com mais adeptos, mais sócios, mais receitas, mais campeonatos e mais ofertas aos árbitros em relação a todos os outros.

FASE 3 (Afinal todas as pessoas que deviam saber, sabiam!): Aos poucos começa a perceber-se o inimaginável. Pedro Henriques assume ao jornal o Jogo e posteriormente em plena TVI24 que Vítor Pereira, o que não é treinador do Fenerbahce, e José Gomes, líder da APAF, tinham total conhecimento do sucedido. Citando Pedro Henriques: “Vítor Pereira e José Gomes sempre souberam das ofertas de cortesia do Benfica. Quando criou a Eusébio Cup, o Benfica começou a oferecer caixas com uma moldura do Eusébio. Essas caixas contêm uma camisola, bilhetes de entrada no museu do Benfica, um livro sobre o Eusébio e uns vouchers de refeição, que segundo me foi dito pelo José Gomes, nenhum árbitro utilizou, evitando assim outras interpretações”. Ou seja, não havia mal nenhum nas prendas, mas ninguém jantava de graça para não haver segundas interpretações. OK.

FASE 4 (Afinal parece que há um regulamento!): Parece que existe mesmo um regulamento disciplinar sobre ofertas a elementos de equipas de arbitragem e que até há um regulamento da UEFA em que as equipas de arbitragem não devem aceitar presentes dos clubes que ultrapassem o valor patrimonial de 200 francos suíços (183€ ao câmbio atual). No regulamento da FPF, está previsto no artigo 62º que "o clube que através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa, ou de qualquer outra vantagem patrimonial para qualquer elemento da equipa de arbitragem ou terceiros, directa ou indirectamente, solicitar a esses agentes, expressa ou tacitamente, uma actuação parcial e atentatória do desenvolvimento regular de jogos integrados nas competições desportivas, em especial com o fim de os jogos decorrerem em condições anormais, alterar ou falsear o resultado de jogos ou ser falseado o boletim de jogos, será punido com a sanção de descida de divisão e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 500 UC e o máximo de 2000 UC". No último ponto, o 5, deste artigo 62.º, o Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional exclui desta equação "as simples ofertas de objetos meramente simbólicos".

FASE 5 (Afinal alguém devia ter enviado isto ao Ministério Público): Ou seja, todos sabiam disto, incluindo Presidente do Conselho de Arbitragem, APAF e Presidente da Liga, ele próprio deve ter tido uns “packzinhos” no seu tempo, mas ninguém fez rigorosamente nada. Após a denúncia do presidente do SCP, outrora um herói da luta contra a corrupção no Norte mas agora um “louco inventor” de mentiras sobre o SLB, lá a FPF envia todo o dossier para o MP. Paralelamente, o Conselho de Arbitragem (sim, aquele que já sabia de tudo) reúne informação para entregar no Conselho de Disciplina, que posteriormente abrirá um processo de averiguações, em que serão feitas as diligências necessárias para apurar todos os factos, bem como as consequências dos mesmos, sendo que para isso vai ouvir as testemunhas necessárias. Basicamente, sabiam de tudo, mas foi preciso o “louco inventor” de mentiras sobre o slb apresentar o pack premium para que se desse início ao processo de averiguações, ouvindo testemunhas e tudo. Julgo que perante tudo isto, não há muito mais a dizer. Não consigo compreender como toda a gente sabia disso, ou pelo menos toda a gente que deveria saber com cargos de poder no futebol português, e foi preciso a denuncia de um presidente de outro clube para que se enviasse ao MP e se iniciasse um processo de averiguação pelo Conselho de Disciplina da FPF. Não compreendo como a discussão de alguns se insere em questões do tipo “mas os jantares valiam 20 ou 30€”, “mas o voucher era para 2 ou 4 pessoas” ou “quanto vale uma camisola do centenária embalada numa caixa com a cara de Eusebio”. Estamos a falar de jantares oferecidos a árbitros, que contrariam todo e qualquer regulamento nacional e internacional sobre a temática.

CONCLUSÃO: Espero que TODOS os adeptos do FC Porto, com nenhuma (como é o meu caso), pouca ou muita exposição mediática esmiúcem ao mais ínfimo pormenor todo este caso da mesma forma que durante anos o apito dourado foi martelado em tudo o que era programa de tv (e ainda continua a ser por alguns erros da genética em dias seguintes). Que falem disso SEMPRE e MUITAS VEZES. Que haja total pressão, e acho que aí o próprio FC Porto tem de meter-se ao barulho (ou não se lembram da tentativa de slb e Guimarães nos colocarem foram da Champions?) como forma de pressionar publicamente para que as investigações de todas as instituições de direito, quer civis, quer desportivas, despendam o esforço necessário para que tudo seja esclarecido da forma mais cabal e eficaz possível. E que no fim haja o reencaminhamento para quem tem a faculdade de decidir, ou seja, os tribunais.

07 outubro, 2015

CONTRA O REGIME... VENCER, VENCER!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Caros Portistas, depois do espectáculo que a assistimos ontem num programa de "paineleiros", vimos o presidente da APAF muito indignado com as declarações proferidas pelo presidente de um clube da capital. Por isso, ao contrário do registo habitual, o meu texto de hoje vai ser muito curto e, ao mesmo tempo, muito preciso.

O presidente da APAF tem por hábito reagir prontamente quando algumas verdades são colocadas na praça pública. Ainda há bem pouco tempo, quando Julen Lopetegui deu uma entrevista ao Porto Canal e onde NÃO CRITICOU a arbitragem, veio o senhor da APAF todo indignado reagir pois, ao invés de ver a entrevista, achou por bem ler os recortes da imprensa controlada pelo clube do regime. Se, no dia 1 de Abril escrevi que "Como se isto não bastasse, também um papagaio se aproveitou da entrevista para ameaçar o nosso mister. A minha pergunta é só uma: esta gente viu o mesmo que eu? Como é possível interpretar as palavras de Julen Lopetegui de forma a criar este alarido?! Onde estava esta gente quando um determinado treinador(curiosamente, o mesmo de sempre!) afirmou que um árbitro assistente errou de forma propositada?", hoje reforço a minha opinião, o presidente da APAF é sempre muito expedito a reagir quando um determinado clube é posto em causa.

Fosse outro clube o visado e, hoje, já estariam reunidos nos gabinetes da capital vários grupos de trabalho para escolher a melhor forma de atacar o Futebol Clube do Porto. Depois da Liga Aliança, da qual também já aqui falei, o presidente de um clube da capital volta a fazer afirmações graves que põem em causa a verdade desportiva (tão amada pelo clube do regime quando interessa).

Antes de terminar, quero apenas questionar os visitantes do blog se têm conhecimento da actividade laboral da Dra. Maria José Morgado. Estará reformada? Ou terá gastado o créditos (e largos milhares de euros dos nossos impostos) num processo onde o M.P. saiu derrotado e humilhado em toda a linha?

Logo há andebol. Depois da brilhante vitória do último jogo, há que encher o Dragão Caixa a ajudar o nosso Grande Porto a jogar contra o regime e... VENCER, VENCER!

Um grande abraço a todos os Portistas!

16 janeiro, 2015

VARREDOR PRECISA-SE.

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

16/01/2015

A Federação Portuguesa de Futebol celebrou o primeiro centenário com uma gala em que premiou os que, em seu entender, mais se distinguiram. E o em seu entender deve ser sublinhado, porque honrando uma das mais fortes tradições da instituição, o FC Porto, os seus atletas, treinadores ou dirigentes têm para a federação um valor muito abaixo da realidade e do que os desempenhos e resultados demonstram.

Ser juiz em causa própria pode desfocar um pouco a realidade e até por isso nem vamos perder muito tempo por a FPF, certamente por lamentável esquecimento, ter passado ao lado do facto do dirigente mais titulado da história do futebol mundial ser presidente do clube português que mais troféus conquistou, o clube português que mais troféus internacionais trouxe para a federação.

O que nos intriga verdadeiramente é a incompreensível e inaceitável ausência de qualquer referência a José Maria Pedroto. Se há treinador na história do futebol português que não pode ser esquecido é José Maria Pedroto, pela revolução que provocou, pelas barreiras que ajudou a derrubar, mas também por ter sido o primeiro treinador a conquistar um título internacional para a federação, quando em 1961 levou a selecção de juniores ao título europeu.

Quando os prémios são atribuídos com base em votações online todos nós percebemos como tudo o que não é de agora tende a ser esquecido, mas foi a própria federação que fez questão de esclarecer que havia prémios decididos pela Direcção da FPF, pela Comissão Organizadora, pelos Media e até pelo presidente da federação, o que torna tudo ainda mais intrigante.

Mas será que o nosso portismo desfoca assim tanto a realidade e afinal José Maria Pedroto não foi assim tão importante? Respondem Vítor Serpa, director de “A Bola” e Manuel Sérgio, professor universitário, que não são propriamente conhecidos pela simpatia para com o nosso clube: “Pedroto tem razão para além do tempo, é isso que marca a diferença. Nos tempos de hoje seria da dimensão de Mourinho”, disse Vítor Serpa, no final da tertúlia organizada na semana passado pelo ISMAI (Instituto Universitário da Maia), que assinalou os 30 anos da morte de José Maria Pedroto. “Pedroto e Pinto da Costa fizeram a maior revolução que alguma vez assisti, não no futebol português, mas no desporto nacional”, afirmou Manuel Sérgio.

Que fique registado para memória futura, um século de hostilidade da federação e dos seus dirigentes não impediu o FC Porto de ser o clube português com mais troféus e, de longe, o clube português com mais troféus internacionais. Desde José Maria Pedroto que os adeptos do FC Porto sabem bem que é assim e que assim continuará a ser, mas todos nós permaneceremos vigilantes e prontos para denunciar estes branqueamentos da história. Ou como dizia um dos premiados, “é preciso varrer a porcaria que há na federação”.

fonte: fcporto.pt

15 março, 2013

FC Porto confirmado na Taça da Liga

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Deliberação do Conselho de Justiça
O Conselho de Justiça da FPF confirmou esta sexta-feira que a permanência do FC Porto na Taça da Liga, pelo que disputará a meia-final com o Rio Ave.
15-03-2013 19:00

O Conselho de Justiça (CJ) da FPF confirmou esta sexta-feira a permanência do FC Porto na Taça da Liga, pelo que disputará a meia-final com o Rio Ave.

Aquele órgão federativo considerou improcedente o recurso apresentado pelo Vitória de Setúbal e Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga, dando assim razão à primeira decisão do Conselho de Disciplina da FPF, que já se decidira pela permanência do FC Porto na prova, ou seja, na meia-final a disputar com o Rio Ave.

Recorde-se que a Comissão de Instrução e Inquéritos recomendara a perda de pontos do FC Porto na fase de grupos por alegada utilização irregular dos jogadores Fabiano, Sebá e Abdoulaye no encontro com o Vitória de Setúbal. Em consequência disso, os portistas desceriam ao segundo lugar do grupo, com o Vitória de Setúbal a qualificar-se para as meias-finais graças ao triunfo na secretaria.

À imagem do Conselho de Disciplina também o CJ foi de opinião de que o regulamento que proíbe o cruzamento de jogadores num período temporal inferior a 72 horas aplica-se às competições da I e II Liga e não à Taça da Liga.

fonte: ojogo.pt

13 fevereiro, 2013

FC Porto continua na taça da liga

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

[em actualização]

A Federação Portuguesa de Futebol julgou improcedente a acusação formulada contra o FC Porto e os campeões nacionais continuam em competição na Taça da Liga.
13-02-2013 13:00

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) confirma, em comunicado publicado no site, que o FC Porto vai continuar a disputar a Taça da Liga, esta temporada. O Conselho de Disciplina (CD) considerou "improcedente a acusação formulada contra o FC Porto".

Álvaro Baptista, membro do CD e relator do processo, justifica, em declarações registadas pela FPF, que "o artigo que era a base da acusação ao FC Porto e aos atletas [Abdoulaye, Fabiano e Sebá] não se aplica à Taça da Liga". Esse o artigo, o 13º, do anexo V do regulamento das competições está inserido num regulamento que diz, "de forma expressa", regulamento de inscrição e participação de equipas B na Segunda Liga, por clubes da I Liga, sendo omisso em relação à Taça da Liga.

Nesse sentido, o entendimento do CD foi no sentido de absolver o FC Porto e os jogadores, resultando na continuidade do clube na Taça da Liga,

Recorde-se que Fabiano, Abdoulaye e Sebá foram utilizados pela equipa B e pela equipa principal, em dois jogos separados por menos de 72 horas. Contudo, o facto de se tratar de um jogo da Segunda Liga e outro da Taça da Liga viabiliza a participação dos atletas.

fonte: rr.pt

08 fevereiro, 2013

FC Porto não pode ser eliminado porque "71 horas e 45 minutos são 72 horas"

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

A possível eliminação do F. C. Porto da Taça da Liga, por ter utilizado os jogadores Fabiano, Abdoulaye e Sebá sem cumprir um intervalo de 72 horas entre dois jogos, promete dar que falar. Segundo Armando Leitão, professor na Faculdade de Engenharia do Porto e docente das cadeiras de Estatística e Gestão da Manutenção, os dragões cumpriram a lei, mesmo que a diferença entre um encontro e o outro tenha sido de 71 horas e 45 minutos.

"O tempo mede-se e não se conta", começa por dizer, ao JN, para abordar o que está escrito no artigo 13.1 do Regulamento da Taça da Liga: "Quem fez a lei definiu uma precisão à hora e não ao minuto. A partir do momento em que a precisão é a hora, 71 horas e 45 minutos são 72 horas". E explica o arredondamento: "Setenta e duas horas é o intervalo entre 71 horas e 30 minutos fechado até 72 horas e 30 minutos aberto". No entender de Armando Leitão, o F. C. Porto só corria o risco de ser eliminado da Taça da Liga se a norma tivesse uma precisão diferente: "Se estivesse escrito 72 horas e zero minutos".

fonte: jn.pt
# caso já destacado pelo RCBC aqui neste post em 28.01.2013

06 fevereiro, 2013

FPF manda investigar benfica, Sporting B e Marítimo B

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) remeteu hoje para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) denúncias sobre a alegada utilização irregular de jogadores por Benfica, Sporting B e Marítimo B, sob a forma de processo disciplinar. Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que os três clubes utilizaram jogadores em jogos disputados em menos de 72 horas de intervalo, pelo que o Conselho de Disciplina da FPF, que não pode apreciar o caso nesta fase, remeteu-o para a Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da LPFP.

De acordo com a mesma fonte, um dos casos refere-se à utilização do colombiano Santiago Arias, no jogo da equipa principal dos "leões" da terceira eliminatória da Taça de Portugal, que terminou com a derrota no terreno do Moreirense (3-2, após prolongamento), em 21 de outubro de 2012, às 20:15, e também na visita do Sporting B ao Santa Clara, que os "verde e brancos" venceram por 2-0, em 24 de outubro, a partir das 20:00.

No caso do Marítimo B, a denúncia visa a utilização de Gonçalo Abreu no encontro com a Oliveirense, da terceira eliminatória da Taça, que os insulares venceram por 2-1 após prolongamento, disputado em 21 de outubro de 2012, às 16:00, e na deslocação do Marítimo B ao recinto do Trofense, que os "verde-rubros" ganharam por 1-0, em 24 de outubro de 2012, também às 16:00.

Estes dois casos diferem da utilização irregular de Emídio Rafael por parte do Sporting de Braga e a sua equipa B, bem como da alegada utilização irregular de três futebolistas nas duas equipas do FC Porto, uma vez que nestes estão em causa a utilização de jogadores numa competição organizada pela FPF e outra pela LPFP.

Quanto ao Benfica, em causa está a marcação de dois jogos de duas competições organizadas pela LPFP, casos da vitória dos "encarnados" no terreno do Estoril-Praia por 3-1, em jogo da 13.ª jornada da I Liga disputado em 06 de janeiro de 2013, às 20:15, e a receção à Académica, para a Taça da Liga, que a formação lisboeta venceu por 3-2 e foi jogado a partir das 19:45 de 09 de janeiro de 2013. Neste caso, a denúncia contestava a marcação de dois jogos num período inferior às 72 horas, sendo que o treinador da equipa encarnada, Jorge Jesus, utilizou Jardel, Pablo Aimar, Lima e Ola John nos dois encontros.

fonte: ojogo.pt
# casos a que o RCBC já tinha alertado aqui neste post em 28.01.2013

28 janeiro, 2013

71 horas e 45 minutos…

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Passados mais de 15 dias após o FC Porto vs setúbal da taça sr. lucílio batista (slb), e após um esforçado e meritório trabalho de contagem de minutos do jornal “a bola”, eis que surge o “caso das 72 horas”: “FC PORTO FORA DA TAÇA DA LIGA POR UTILIZAÇÃO IRREGULAR DE JOGADORES!”.

Não deixa de ser espantoso constatar que este “caso” não foi denunciado por nenhum clube, por nenhuma associação de futebol, nem por nenhum órgão jurisdicional da Liga ou Federação (quem deve assegurar a legalidade das competições), mas foi um caso despoletado única e exclusivamente pelo jornal “a bola”. Este caso surgiu na sequência de outro, a punição do Braga pela utilização indevida de Emídio Rafael, ou seja, o jornal “a bola” após o caso “Emídio Rafael”, logo se apressou em fazer um intenso trabalho de contagem de minutos do FC Porto, o seu ódio de estimação. Trabalho meritório sim senhor!

Só que, tão ou mais importante que a contagem de horas, minutos e segundos feita pelos “crânios da bola”, importa olhar para a regulamentação que está na origem de toda esta polémica, interpretá-la de acordo com o seu espirito (objetivo para o qual foi feita) e obviamente verificar a correspondência do objetivo da lei com a sua forma escrita, isto é, a letra da lei.

Tenho lido e ouvido muita coisa acerca desta polémica, em blogues, sites de jornais desportivos e televisões. Para muita gente parece que a lei é um amontoado de palavras cuja interpretação do seu espírito de nada serve, ou seja, é uma espécie de mecanismo automático de aplicação. Não é assim! Num estado de direito existem leis que posteriormente são analisadas e defendidas por juristas, que por sua vez esgrimem os seus argumentos num tribunal, onde depois um juiz dá o veredito final. Para muita gente é difícil perceber isso, para muita gente a justiça faz-se na praça pública, através de comentários em sites de jornais desportivos, divulgações no youtube ou conversas de café.

Porque não sou daqueles que falam sem conhecer minimamente os assuntos, nem se dão ao luxo de ao menos ler os regulamentos e refletir sobre eles, dei-me ao trabalho de ler o famoso regulamento que está na origem de toda esta polémica. Vamos por partes.

Em primeiro lugar, o anexo (no caso, V) que dá origem a tudo isto chama-se “REGULAMENTO DE INSCRIÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE EQUIPAS “B” NA II LIGA POR CLUBES DA I LIGA”, ou seja, trata-se como o próprio nome indica de um regulamento dirigido às equipas “B” que participam na II Liga, notemos bem, que participam na II Liga! Essas equipas “B” não podem participar na taça de Portugal, na taça slb, nem na supertaça. No fundo, pretende-se fazer uma extrapolação de uma regulamentação dirigida a equipas “B” na II Liga para as outras competições.

Logo no 1º artigo do anexo V, está bem escarrapachado: “O presente Regulamento regula a participação das equipas “B” no campeonato da II Liga”. Mais uma vez, e como tinha dito no parágrafo acima, o anexo fala em II Liga, não na taça slb, na taça de Portugal ou no torneio do Guadiana. Para além de que se esta regulamentação se dirige às equipas “B”, então teoricamente só as equipas B deveriam ser penalizadas por qualquer ilícito na utilização de jogadores, nunca a equipa “A”.

Percorrendo o anexo, chegamos então ao famoso artigo 13º, o tal que diz o seguinte: “Qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa “B”, decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo”.

Relativamente a este artigo, permitam-me que cite Joel Neto, um assumido sportinguista, que no jornal o Jogo escreveu o seguinte: “A expressão "72 horas" tem de ser entendida ao espírito ("grosso modo", portanto, "três dias"), até porque uma equipa ser privada de um jogador que seja, em qualquer competição, por via dos condicionalismos de uma transmissão televisiva seria um absurdo. De resto, todo o artigo do regulamento dedicado a esta matéria tem necessariamente de ser interpretado assim - ou seja, ao espírito -, caso contrário estaremos apenas no início de um belíssimo imbróglio legal. Se a Imprensa o transcreveu devidamente, o que diz o artigo 13º é: "(...) Qualquer jogador só poderá ser utilizado pela equipa principal ou B decorridas 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas." E eu nem vou questionar a habilidade dos juristas da Liga para a escrita do Português, porque então entrávamos numa discussão sem fim. O que sei é que, à letra, o que ali diz é que nunca um jogador pode fazer dois jogos em menos de 72 horas, mesmo que esses jogos sejam da mesma equipa. O que não é o que a Liga pretende impor, note-se: é apenas o que a sua deficiente redação descreve. E todos estes argumentos de defesa juntos, já agora, são quase tão válidos para as pretensões do Braga como para as do FC Porto.”.

Esta transcrição do brilhante artigo de um insuspeito sportinguista resume taxativamente aquilo que penso do caso. Resumindo apenas o que aquele amontoado de palavras nos mostra, é evidente que o que ali está escrito é que nenhum jogador pode fazer dois jogos em menos de 72 horas. Ora, e como não é só “a bola” que gosta de fazer contagens de minutos, nem precisei de muito esforço para encontrar uma situação em que as tais 72 horas não foram cumpridas:

1) 6 janeiro 2013: Estoril vs slb que se iniciou às 20h 15m e terminou às 22h, acabou o jogo com os srs jardel, aimar, lima e ola john em campo;

2) 9 janeiro 2013: slb vs Académica que se iniciou às 19h 45m, ou seja 67h 45m depois do último jogo com o Estoril, apresentou em campo os srs. jardel, aimar, lima e ola john.

3) A conclusão é simples: segundo os crânios da bola, para quem interessa apenas a letra da lei, aqui obviamente o slb teria incorrido numa irregularidade ao ter feito atuar 4 jogadores com menos de 72 horas de descanso.

Em minha opinião, obviamente que não existiu irregularidade do slb em ter feito atuar os 4 jogadores com menos de 72 horas de descanso, como não existiu irregularidade no FC Porto ter feito atuar Seba, Abdoulaye e Fabiano 71h e 45m depois do jogo que realizaram pela equipa “B”. E passo então a explicar o porquê.

Parece-me claro que este regulamento apenas se refere à I e II liga e por consequência, a utilização de jogadores numa liga e depois menos de 72 horas noutra, como foi o caso de Emídio Rafael. E isto acontece por uma razão simples. Por questões de desvirtuamento de verdade desportiva, ao tentar evitar que clubes utilizem nas suas equipas “B” jogadores que jogaram quase sempre na equipa “A”, mas que numa eventual situação de aperto na II Liga joguem menos de 72 horas depois na equipa “B” fazendo concorrência desleal às outras equipas da II Liga.

Imaginem se o FC Porto à partida para a última jornada estivesse a 3 pontos da salvação, o Jackson Martinez jogava sábado na equipa “A”, e depois no domingo iria dar uma perninha à equipa “B” de modo a evitar que o FC Porto descesse à II divisão, desvirtuando por completo o espírito e objectivo pelo qual foram criadas as equipas “B”.

Este regulamento em tese não pretende de modo nenhum impedir que jogadores da equipa “B” joguem na equipa “A”, ao fim ao cabo o principal objetivo e utilidade das equipas “B”. Pretende evitar desvirtuamentos na II Liga!

Para além disso, é de referir que sporting e marítimo também utilizaram dois jogadores, no caso Arias e Gonçalo Abreu, num período inferior a 72 horas em jogos da II Liga e da taça de Portugal. Pela teoria de que o anexo V abrange todas as competições e tendo em conta que existe cruzamento de leis entre taça de Portugal e competições da Liga (veja-se o caso da limpeza de cartões em jogos da taça de Portugal), então aqui, também haveria lugar a penalização de sporting e marítimo pela utilização dos referidos jogadores. E não houve!

Não sendo eu jurista, nem juiz, é este o meu entendimento do regulamento e do seu espírito. Não deixa de ser também curioso que muitos Portistas já condenaram a SAD Portista por um erro inaceitável para uma estrutura profissional como a do FC Porto. Esperemos para ver o veredito das instituições que existem para assegurar o cumprimento da lei, e depois sim, tiremos as nossas conclusões.

06 setembro, 2012

Comunicado

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

05/09/2012

A secção profissional do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol reuniu-se hoje em plenário e decidiu castigar o treinador do Benfica com a pena de suspensão de 15 dias - por coincidência, quando o campeonato está parado - no seguimento de uma denúncia do árbitro assistente Ricardo Santos, que se sentiu injuriado pelas declarações de Jorge Jesus após mais uma vitória do FC Porto no Estádio da Luz.

187 dias depois desse jogo, os srs. conselheiros aplicaram um castigo que vai ser cumprido num período sem jogos, o que contribuiu para o descrédito da competição.

Curiosamente, isto acontece depois de há três semanas a secção não profissional do mesmo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol ter anunciado um processo urgente para o caso Luisão. E o que é que o carácter de urgente confere ao processo? Ser decidido em 15 dias...

O FC Porto espera que isto não faça jurisprudência para ser aplicável ao caso Luisão.

fonte: fcporto.pt

16 agosto, 2012

Luisão e a arte de "defender a equipe" em 5 actos

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Depois do acto "repetitivo" de Rambo Luisão no passado sábado na Alemanha, e digo "repetitivo", porque deve ser o único jogador de futebol à escala planetária que, jogo após jogo, sendo useiro e vezeiro em actos parecidos ou semi-parecidos, acaba sempre a passar incólume às decisões de arbitragem que, por vá-se lá saber o porquê, só muito raramente o acabam a amarelar, quanto mais, expulsar.

Não foi preciso recuar muito no tempo para encontrarmos casos e mais casos de "agressões gratuitas" que comprovam o que atrás digo... rebobina portanto dois anos, e:










E agora que já é do conhecimento público a FPF ter recebido o relatório do árbitro do particular entre o Fortuna e o SLM, realizado em 11 de Agosto, que como se recordam, terminou aos 39 minutos, após um incidente entre Luisão e Christian Fischer, e de já o ter encaminhado para o respectivo Conselho de Disciplina, esperamos agora para ver as coincidências (ou não?!) entre uma decisão tomada em 14 de Agosto de 2007 e esta agora com contornos bem mais pornográficos.

Aguardemos paciente e serenamente...

23 maio, 2012

O “Estádio da Taça” no Jamor versus Estádio Olímpico de Berlim

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/


A construção e a inauguração

• O Estádio Nacional, no Jamor – Num projecto influenciado por obras como o Estádio Olímpico de Berlim, a edificação levou cinco anos a ser concluída. Inaugurado a 10 de Junho de 1944, o Estádio Nacional foi uma criação do Estado Novo, que procurava com este novo recinto não só a promoção da prática do desporto, mas também a criação de um espaço para manifestações públicas inspiradas nos princípios políticos vigentes. De referir que a construção se concretizou, em grande parte, graças à mão-de-obra gratuita das prisões nacionais.

• O Estádio Olímpico em Berlim – Construído entre 1934 e 1936 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1936, era uma obra monumental com capacidade para 100.000 espectadores e foi cenário da propaganda do regime hitleriano, como nunca antes acontecera.


O que tiveram de comum os dois estádios
Hitler, Mussolini, Salazar (e o Regime do Estado Novo), assim como outros ditadores fascistas, transformaram o desporto e em particular o futebol num campo de batalha ideológico. De facto, o fascismo tornou-se a dada altura numa religião laica, onde o espectáculo desportivo se transformava num instrumento poderoso com fins políticos. Um acontecimento desportivo, basicamente um espectáculo ritualista, era glorificado e elevado a acontecimento histórico. Os ditadores europeus e sul-americanos exploraram o apelo popular do futebol em benefício dos seus regimes fascistas. Os estádios, construídos com imponência helénica, eram palcos privilegiados para a promoção e propagação da doutrina política.

As diferenças e a actualidade

• Estádio Nacional, no Jamor – Nos últimos anos sofreu várias intervenções algumas das quais inseridas no plano geral de melhoramentos do CDJ (Centro Desportivo do Jamor). Foram colocadas, em 1999, cadeiras plásticas brancas sobre as bancadas que, apesar de todos os cuidados para afectar minimamente a pedra, vieram desfigurar o Estádio. Também se procedeu à colocação de torniquetes nas entradas e realizou-se um melhoramento da iluminação. Contudo, nem de perto nem de longe se conseguiu dotar o Estádio de condições mínimas e comodidade exigidas para público e atletas. Balneários, sanitários, estruturas diversas de apoio, estão degradadas e ultrapassadas ou simplesmente não existem. As condições de segurança são precárias devido, sobretudo, à inoperacionalidade gritante do recinto.
Num sítio público, a Wikipédia, pode ler-se: “Este complexo serve de Estádio oficial para a Selecção Portuguesa de Futebol mas, devido à sua degradação, os jogos oficiais da equipa não são realizados nele.”…

• Estádio Olímpico de Berlim – Entre 1945 e 1954 serviu como quartel-general das forças armadas britânicas em solo alemão. Em 1963 passou a ser a “casa” do Hertha de Berlim. Várias intervenções foram realizadas de modo a adaptá-lo às condições exigidas a um recinto desportivo da actualidade. Mas a intervenção de fundo iniciou-se no ano 2000. Foi restaurado e munido de todas as comodidades de um estádio moderno tendo em vista o Campeonato do Mundo de Futebol de 2006. A renovação custou cerca de 240 milhões de euros! Em 2009 foi sede do Campeonato do Mundo de Atletismo. A capacidade actual é de 74.220 pessoas. Continua a ser o estádio do Hertha.


De Estádio Nacional a “estádio da Taça”
O estádio no Jamor é tão mau que só serve para… a final da Taça de Portugal. De Estádio Nacional de Oeiras, passou a “estádio da Taça”! Mas afinal que é que ele tem de bom? Nada, por isso é considerado… mau. Vejamos:

• Os acessos rodoviários estão ultrapassados, são impróprios, o que motiva enormes engarrafamentos;
• O perímetro do estádio é vasto e incontrolável pelas forças de segurança;
• Os "stewards" de serviço vão ao Jamor uma vez por ano…; não se identificam com o local e não há coordenação com as forças de segurança; a anarquia é quase completa;
• Controlo de segurança nas entradas deficiente, incapaz de evitar intrusão de objectos proibidos, coisa impensável em qualquer estádio moderno;
• A entrada e distribuição dos espectadores nem sempre obedece a colocação pré-definida; tem acontecido adeptos de um clube finalista irem parar a um sector onde estão adeptos do outro clube;
• Espaço reduzido entre filas de assentos; as escadarias de acesso são estreitíssimas;
• O estádio não é coberto, todos os lugares são a céu-aberto; com sol abrasador o espectador assa; com vento e chuva, gela;
• Não há bares nem casas de banho. Cada um que se desembarace sem líquidos ou… com líquido a mais;
• Uma única saída, muito estreita, não permitindo evacuação de emergência e permitindo conflitos entre adeptos;
• O estádio do Jamor foi o único palco desportivo em Portugal onde uma pessoa morreu, vítima da violência. Um adepto foi assassinado pela claque do clube contrário. Dir-se-á: o mesmo poderia ter acontecido noutro recinto! Mas não, não aconteceu! Com milhares e milhares de espectadores em centenas de outros estádios e pavilhões desportivos, nunca houve uma tragédia de tal dimensão.

Em resumo e evidente conclusão: “o Jamor tem as condições de organização, segurança e conforto de um estádio dos anos 50 do séc. XX”. Se não serve para a realização de outros jogos de âmbito nacional e internacional, POR QUE RAZÃO SERVE PARA O JOGO DA FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL?


Os argumentos e a falácia

Na grande maioria dos países da Europa, a final da Taça é disputada, rotativamente, em vários estádios de diferentes localidades. A “festa” vai a todo o sítio; nesses países a celebração do futebol não é um privilégio “ad aeternum” de um estádio.
Os defensores da “taça no Jamor” evocam o simbolismo do local, a tradição, o “nacional” da coisa (estádio). “Sempre foi assim, tem de continuar a ser assim”, dizem eles. E acrescentam: “festa só no Jamor ou então não há festa”. São argumentos bacocos que nem vale a pena rebater. A parvoíce é tanto mais de destacar, quanto mais insistem à medida que as instalações se vão degradando. Eles caminham no sentido inverso ao da história… Se a tradição mandasse ainda andávamos a cavalo ou em carruagem puxada pelo animal. Se a tradição fosse estatuto, ainda existiam campos de futebol como o Campo da Rainha (Porto), o Lumiar e as Salésias (Lisboa).
Em 2011, o então Presidente da FPF, Gilberto Madaíl, admitiu que a final 2010-2011 entre FC Porto e V. Guimarães poderia ser a última disputada no Jamor. E disse que “os clubes têm toda a legitimidade para contestar o local, porque o estádio não tem condições de segurança”. Afinal, “eles” sabem a verdade; mas preferem a falácia. Sabem que é um crime organizar jogos de futebol naquele estádio; como criminosos, têm de ser responsabilizados.

A tirania tem de acabar. Há muitos estádios modernos por esse país fora, aptos para a realização de qualquer evento desportivo. Mas se Lisboa quer o exclusivo da Final, tudo bem ou menos-mal; os clubes da “província” venceram e vencem na “capital do império”… Mas arrumem, de vez, com o Jamor. Ou será necessário pôr em marcha outra coluna da liberdade saída de Santarém?!

[Fontes históricas: Wikipédia, “O Estádio Nacional e os novos paradigmas do culto” e outras; “Café das Antas” e outras]

22 Mai. 2012 – Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)

15 março, 2012

Presidente da Liga mente

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

15/03/2012

O Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, em entrevista na noite de quarta-feira à SIC Notícias, disse o seguinte:

"Devia ser proibido que o detentor dos direitos televisivos tenha percentagens em clubes de futebol, como acontece com o FC Porto e com a SAD, e depois nomeie membros para o Conselho de Administração. Pode haver a ideia, que eu penso na realidade que pode estar a acontecer, desses clubes serem beneficiados quando se trata da divisão desse bolo".

1. O presidente da Liga mentiu quando disse que o detentor dos direitos de transmissão televisiva nomeava administradores do FC Porto. É mentira, seja directa, seja indirectamente, que algum administrador na história do FC Porto e do Grupo FC Porto tenha sido nomeado por qualquer empresa ligada, directa ou indirectamente, a este sector de actividade.

2. O presidente da Liga sabe-o bem, como sabe que os direitos televisivos são negociados individualmente, o que torna especialmente grave mais este conjunto de mentiras, culminadas com a insinuação de que o FC Porto possa beneficiar depois da falsidade que inventou.

3. O presidente da Liga tem a obrigação de defender os clubes, todos os clubes, sem distinção. Pessoalmente, depois, pode ter as simpatias e os humores que muito bem lhe aprouverem. O que não pode é insultar e denegrir o bom nome do FC Porto. Exige-se a quem ocupa a presidência da Liga uma atitude institucional respeitadora de todos os sócios, o que manifestamente não é o caso com o actual presidente.

fonte: fcporto.pt

14 março, 2012

Um presidente errático

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

13/03/2012

A Assembleia Geral do Liga Portuguesa de Futebol Profissional que decorreu ontem na cidade do Porto foi um dos espectáculos mais deprimentes dos últimos anos no futebol português. Mudar as regras a meio do jogo, decidindo um alargamento sem a mínima sustentabilidade, anulando as normais despromoções, que são um garante da integridade e estabilidade de uma competição desportiva, foram a cereja no topo de um bolo de imbecilidade.

Esta triste história vem na sequência da trajectória errática do presidente Mário Figueiredo, que de manhã diz uma coisa e à tarde faz outra. Todos nos lembramos de ter publicamente afirmado que não concebia um campeonato sem despromoções, mas ontem já o desdisse sem qualquer pudor.

O presidente da Liga não defende o futebol português, defende-se sim a si próprio e ao lugar a que chegou à custa de promessas que prejudicam as competições e todos os clubes, mesmo aqueles que circunstancialmente pensam poder beneficiar no imediato da inconstância do presidente.

O FC Porto defende para esta recta final do campeonato a normalidade competitiva e espera que urgentemente a Federação Portuguesa de Futebol impeça que um pequeno e pouco representativo grupo de aventureiros destrua uma das actividades de que o nosso país mais se pode orgulhar e em que o FC Porto tem desempenhado um papel ímpar.

Perante os atropelos às normas estatutárias e regulamentares ocorridas durante a Assembleia Geral de segunda-feira o FC Porto não pode deixar de exigir a reposição da regularidade através do competente recurso para o Conselho de Justiça da FPF.

fonte: fcporto.pt

05 agosto, 2011

Santa ignorância

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

04/08/2011

Hermínio Loureiro saiu da toca e foi à SIC Notícias assumir-se como candidato às eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Futebol. O que era para ser a análise à pré-eliminatória da Liga dos Campeões transformou-se numa sessão de pré-campanha do presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, que assumiu ter já “falado com muita gente do futebol” – imaginamos que gente… – e aproveitou para nos esclarecer qual é o seu pensamento sobre o futebol português.

E o que disse de substantivo sobre futebol o político Hermínio Loureiro? Asneiras. Uma série de asneiras tão grande que ilustram bem por que é que o FC Porto sempre se opôs e sempre se oporá a que políticos aproveitem o futebol para obterem notoriedade que lhes dê vantagem na política.

Mas vamos ao que interessa: num discurso vazio de ideias, Hermínio Loureiro clamou contra a falta de competitividade do campeonato de juniores e reclamou a possibilidade dos jogadores alinharem mais um ano no escalão, como se fosse a FPF e não a FIFA quem determina as idades dos diferentes escalões de formação. Pior, fez tese sobre um campeonato sem interesse, com uma fase final disputada por quatro equipas! Santa ignorância, a fase nacional do campeonato de juniores é disputado pelas oito melhores equipas, numa prova de 14 jornadas – informação suplementar, o FC Porto é o campeão nacional.

Mais à frente, depois de muito falar e nada dizer, Hermínio Loureiro lá se espalhou novamente, quando disse que há um acordo que dá, no futebol, a dupla nacionalidade aos jogadores brasileiros. Santa ignorância mais uma vez. Há anos e anos que isso não existe e, do ponto de vista regulamentar e desportivo, é absolutamente igual seja o jogador oriundo do Brasil ou do Bangladesh. É assim hoje, como era assim quando Hermínio Loureiro era presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, mas ele nunca o percebeu, sabe-se lá porquê.

É precisamente por estas coisas que o FC Porto se põe de parte destes putativos regeneradores e reclama para a FPF um presidente competente e com obra feita no futebol.

fonte: fcporto.pt

24 março, 2010

[oficial] Castigo de Hulk reduzido para três jogos e de Sapunaru para quatro

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/


É obra

A afirmação de que a Justiça é cega, surda e muda não estará errada.
Errados estão os que, a seu belo prazer, julgam poder estar acima da mesma e fazer a sua própria justiça.
Cegos pelo mediatismo, surdos pelo narcisismo e mudos apenas quando lhes convêm.

Mas a verdade verdadeira, contrária aquela que é entregue via petição, é como o azeite.
Por mais que esses tais de justiceiros por conta de terceiros se desfaçam em entrevistas, manuscritas ou faladas, a tentar explicar o que nunca teve explicação, vem sempre dar à superfície.
Se a vergonha fosse transformada em flores que enorme jardim teríamos lá para os lados da Constituição.
Mas eles não têm vergonha.
Nem na cara nem em lado algum.
Nenhuma!

E nós distraídos com criticas aos nossos deixamos passar em claro os mergulhos, os inquéritos a claques não oficiais arquivados, os autocarros queimados, as barragens em portagens, os financiamentos encapotados tarde publicados e novamente arquivados.
E os justiceiros?
Cegos, surdos e mudos.

E nós distraídos com apitos onde se enxovalhou uma, duas, três vezes o comum cidadão, o Porto, o FC Porto.
E os justiceiros?
Aos montes, até em equipas especiais.

E, embora na prática quase nada possa significar, hoje foi uma tarde especial para o Tône.
Logo após a boa nova apeteceu-lhe sair e passear o Porto.
Nunca Costa Cabral lhe pareceu tão curta, tão bela a Avenida da Boavista e tão redonda a Rotunda.
Ainda passou um par de semáforos a fugir para o vermelho mas as buzinadelas que ouviu soaram-lhe ao hino do nosso FC Porto.
Voltou pela VCI a rondar os 80 e na auto-estrada nem sequer ultrapassou os 100.
Chegou sem sequer se aperceber pois apetecia-lhe voltar.

Mas como o que o pessoal gosta de bola a palavra, daqui a umas horas, passará para os nossos representantes em campo.
E em boa altura.
Na altura de demonstrar o amor à camisola, de a dignificar e, porque não, de a danificar contra o relvado.
Na altura de demonstrar quem tem mais equipa e tradição, de apelar ao espírito de luta.
Na altura em que vontade de vencer tem que falar mais alto, melhor, tem que se transformar num berro que ensurdeça tudo e todos.
Em Português claro e audível:
Na altura para se deixarem de merdas e ganharem o jogo.
Mostrem a vossa gana, batam no peito, corram, caiam, aleijem-se, levantem-se, caiam outra vez e levantem-se novamente.
Pouco importam os justiceiros, se o Hulk joga ou não, quem é o árbitro, que faça sol ou chova granizo.
Façam apenas aquilo que tão bem sabem fazer.
Joguem à bola!

# artigo de opinião escrito por Estilhaço



Antero Henrique: "Hermínio demitiu-se depois de cumprir a missão"

19h11m - Antero Henrique, director geral da SAD do FC Porto, comentou hoje, quarta-feira, o pedido de renúncia de Hermínio Loureiro à presidência da Liga Portuguesa de Futebol, afirmando que "mais vale muito tarde do que nunca".

"Será que se demitiu depois de ter cumprido a missão?", questionou Antero Henrique, em declarações à Lusa, depois do pedido de demissão de Hermínio Loureiro na sequência da redução pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol dos castigos dos futebolistas do FC Porto Hulk e Sapunaru.

O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol reduziu hoje para três (Hulk) e quatro (Sapunaru) jogos os castigos de quatro e seis meses impostos pela Comissão Disciplinar da Liga, após os incidentes no final do jogo Benfica-FC Porto, de 20 de dezembro de 2009.



Hermínio Loureiro renuncia à presidência da Liga

18h33m - Hermínio Loureiro apresentou hoje, quarta-feira, o pedido de renúncia à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, na sequência da decisão do Conselho de Justiça da Federação de reduzir os castigos aos futebolistas do FC Porto Hulk e Sapunaru.

"Apresentei ao senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga a minha renúncia ao mandato de presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional", disse Hermínio Loureiro à agência Lusa.

A decisão do Conselho de Justiça da FPF está na base da decisão de Hermínio Loureiro, que considera ter "implicações que ultrapassam a justiça desportiva".

"Sem prejuízo de considerar que a justiça desportiva está a funcionar nos órgãos próprios, entendo que o facto de o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ter hoje dado, em parte, provimento aos recursos dos jogadores da FC Porto, Futebol SAD, Hulk e Sapunaru, tem implicações que ultrapassam a justiça desportiva".

Hermínio Loureiro apelou ainda a que todos os órgãos da Liga se mantenham em funções, "garantindo o normal funcionamento das competições", ao mesmo tempo que recordou o facto de todos os órgãos terem beneficiado de uma "autonomia sem precedentes".



Comunicado da FC Porto – Futebol, SAD

Tendo em apreço uma notificação do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de futebol recebida esta quarta-feira, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicar o seguinte:

1 – O CJ da FPF decidiu convolar as penas de quatro e seis meses aplicadas a Hulk e Sapunaru, pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, em consequência das ocorrências no túnel do Estádio da Luz, após o Benfica-FC Porto de 20 de Dezembro de 2009;

2 – Depois de analisar o recurso apresentado pelos atletas do FC Porto, o CJ decidiu punir Hulk com suspensão de três jogos e multa de 2.500 Euros e Sapunaru com suspensão de quatro jogos e multa de 4.500;

3 – Ao contrário da CD da LPFP, o CJ da FPF concluiu que a conduta de Hulk e Sapunaru «integra, por violação do disposto no art. 18º, nº 4 do RC, a infracção disciplinar grave» punível «pelo art. 120º, j) do RC da LPFP com suspensão de 1 a 4 jogos e multa de 750 a 3750 Euros»;

4 – Fica assim desmontada mais uma habilidade despudorada perpetrada pela CD da LPFP e exibida em praça pública por uma lamentável sede de protagonismo. Resta saber se o «acto de contrição» que agora se impõe terá o mesmo exibicionismo mediático;

5 – Desde a suspensão imposta pela CD da Liga a Hulk e Sapunaru passaram 17 jogos das competições nacionais e mais de três meses. Como teria sido o desempenho do FC Porto nestes compromissos, caso os dois atletas estivessem, como deviam ter estado, disponíveis e quais os reflexos desta aberração na classificação da Liga 2009/10? Será que a verdade desportiva foi defendida?;

6 – Fica novamente comprovada a perseguição da CD da LPFP ao FC Porto e a cegueira persecutória de Ricardo Costa, ratificada, ao melhor estilo de Pôncio Pilatos, pelo presidente da LPFP, Hermínio Loureiro. Recorde-se que, ainda recentemente, o mesmo Hermínio Loureiro afirmou que o seu papel se limitou a criar condições para que os órgãos da LPFP funcionem. Nem que seja sem rigor, de forma grosseira e com arbitrariedade…;

7 – Este, de resto, será o facto mais marcante do mandato dos actuais órgãos dirigentes da LPFP. O futebol não esquecerá o péssimo serviço que lhe prestaram nesta matéria e, por conseguinte, só lhes resta uma saída: Obviamente, demitam-se!;

8 – A FC Porto – Futebol, SAD já deu instruções aos seus advogados para intentarem as competentes acções de responsabilização e indemnização, quer dos membros da CD da LPFP, quer da própria instituição.

Porto, 24 de Março de 2010

O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD



FC Porto anuncia pedido de indemnização

18h24m - O FC Porto anunciou, hoje, quarta-feira, que vai intentar acções judiciais de responsabilização e indemnização à Comissão Disciplinar da Liga de Clubes e à própria Liga.

Em comunicado, a SAD portista diz que a decisão da Federação confirma a "perseguição" ao FC Porto e a "cegueira persecutória de Ricardo Costa, ratificada, ao melhor estilo de Pôncio Pilatos, pelo presidente da Liga, Hermínio Loureiro".

O comunicado do FC Porto considera que a decisão da Comissão Disciplinar da Liga relativamente a Hulk e Sapunaru "será o facto mais marcante do mandato" e acrescenta que " o futebol não esquecerá o péssimo serviço que lhe prestaram nesta matéria". A única saída, acrescenta o comunicado do Porto, é a demissão: "Obviamente, demitam-se!".



Empresário de Hulk acusa Liga de incompetência

18h18m - O empresário de Hulk, Teodoro Fonseca, considerou a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional "culpada pela crise" que assola o FC Porto e acusou aquele organismo de "incompetência".

"É uma injustiça um jogador estar 17 jogos sem jogar", disse Teodoro Fonseca, em declarações à Antena 1, para quem a decisão disciplinar aplicada é fruto da "incompetência da Liga".

O empresário do internacional brasileiro culpou, também, a CD da Liga de "podar a participação do Hulk no Mundial 2010", na África do Sul, ao serviço da selecção brasileira: "É certo que ele ia ao Mundial. Isto é uma palhaçada".

Quando foi conhecida a decisão da Comissão Disciplinar da Liga, que aplicou os castigos de seis e quatro meses de suspensão a Sapunaru e Hulk, respectivamente, o empresário deste já tinha sido severo nas críticas que endossou àquele órgão jurisdicional da Liga.

Teodoro Fonseca está em Portugal a acompanhar o jogador e revelou que este "ficou muito contente" quando hoje tomou conhecimento da decisão.



Guilherme Aguiar prevê indemnização "vultuosa" ao FC Porto

17h50m - O jurista José Guilherme Aguiar, adepto do FC Porto, anteviu hoje, quarta-feira, que o clube vá exigir uma indemnização "muito vultuosa" à Liga de clubes devido à redução dos castigos aos futebolistas "azuis e brancos" Hulk e Sapunaru em sede de recurso.

"Não é susceptível de consequências desportivas. Os jogadores foram impedidos ilegítima e ilegalmente de participar nos jogos que já ocorreram, mas não há retroactividade. Não se vai poder repetir os jogos em que eles não alinharam. As consequências só podem ser de natureza pecuniária. O FC Porto, naturalmente, irá pedir uma indemnização muito vultuosa à Liga", disse o antigo diretor executivo da Liga de clubes, citado pela Agência Lusa.

Guilherme Aguiar descartou qualquer cenário de tentativa de impugnação do campeonato por parte dos "dragões" porque "um plantel tem muitos jogadores", classificando apenas o sucedido como uma "decisão de um órgão jurisdicional que prejudicou o FC Porto".

"A Comissão Disciplinar (CD) e sobretudo o seu presidente (Ricardo Costa) tinham tomado, intencionalmente, uma decisão errada, que, além de uma enorme injustiça, era uma leitura completamente errada da legislação em vigor", afirmou, reiterando ter estado sempre "convicto da revogação da decisão por parte do Conselho de Justiça" (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), ressalvando "não conhecer os seus fundamentos".



Castigo de Hulk reduzido para três jogos e de Sapunaru para quatro

15:39 - O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol decidiu hoje, quarta-feira, alterar os castigos aos jogadores do F.C. Porto Hulk e Sapunaru, para três e quatro jogos, respectivamente, na sequência dos incidentes no túnel do estádio da Luz.

Ao que o JN apurou, o Conselho de Justiça (CJ) reduziu o castigo a Hulk de quatro meses para três jogos e a Sapunaru de seis meses para quatro jogos de suspensão.

A informação foi entretanto revelada no sítio da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Segundo a deliberação, foi "convolada a condenação" de Hulk e Sapunaru.

"As penas aplicadas pela Comissão Disciplinar da LPFP aos jogadores Hulk e Sapunaru foram alteradas para: Hulk – 3 jogos de suspensão e multa de 2.500 euros; Sapunaru – 4 jogos de suspensão e multa de 4.500 euros", lê-se, ainda, no site.

Decisão sem recurso

O Conselho de Justiça da FPF é a instância superior do futebol em Portugal, pelo que não há recurso desta decisão. Como Hulk já cumpriu 25 jogos de castigo, resta ao F. C. Porto procurar justiça nos tribunais civis, dado que a nível desportivo o caso está encerrado.

A argumentação do CJ da FPF ainda não é conhecida, mas dada a alteração aos castigos, supõe-se que não tenha considerado os "stewards" como "intervenientes no jogo", contrariando, assim, a fundamentação da Comisssão Disciplinar da Liga, que aplicou os castigos com base na tese de que os agentes de recinto desportivo seriam intervenientes do jogo.

Castigo a Vandinho mantém-se

Em análise, estava o recurso dos dois jogadores, feito pelo F. C. Porto, sobre a deliberação da Comissão Disciplinar (CD) da Liga que puniu Hulk com quatro meses de suspensão e Sapunaru com seis por, segundo o acórdão da CD, terem agredido stewards que se encontravam no túnel de acesso aos balneários do Estádio da Luz, no final do jogo entre o Benfica e o F. C. Porto, disputado a 20 de Dezembro.

Em relação a Vandinho, não houve qualquer alteração. Mantém-se os três meses de castigo. Em causa estava uma alegada agressão a um treinador-adjunto do Benfica, com o CJ da FPF a considerar que se trata de um interveniente no jogo, conforme considerou também a CD da Liga.



FPF mantém castigos a Hulk e Sapunaru [não oficial]

14:13 - O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol decidiu hoje, quarta-feira, manter os castigos aos jogadores do FC Porto, Hulk e Sapunaru, na sequência dos incidentes no túnel do estádio da Luz.

Hulk manter-se-á suspenso por quatro meses e Sapunaru estará fora de competição por seis meses.

Em análise, estava o recurso dos dois jogadores, feito pelo FC Porto, sobre a deliberação da Comissão Disciplinar (CD) da Liga que puniu Hulk com quatro meses de suspensão e Sapunaru com seis por, segundo o acórdão da CD, terem agredido stewards que se encontravam no túnel de acesso aos balneários do Estádio da Luz, no final do jogo entre o Benfica e o FC Porto, disputado a 20 de Dezembro de 2009.




fonte: lusa.pt

30 julho, 2009

Dissertações

Com o calor, os corpos despidos e as imperiais frescas, acompanhadas por esta inimitável brisa marítima, que faz maravilhas no humor de um tipo que tem que trabalhar durante o período de canícula, é difícil arranjar algo que sirva de tema, para a crónica semanal.

A silly season é, como se sabe, repetida ad nauseum, ano após ano, com os títulos a serem repisados. A mesma euforia, o mesmo estranho e incompreensível endeusamento de jogadores desconhecidos [a Bola conseguiu descobrir, no 1º treino de Javi Garcia, que “este revelou uma maturidade impressionante”], que me fazem ter vontade de carregar num imaginário botão de fast-forward, pondo o tempo a andar para a frente, apressado, até ao início das competições oficiais. Mas, até alguém inventar essa máquina capaz de adulterar o tempo, temos que nos munir de uma paciência digna de Confúcio.

Por cá, nem o calor parece tirar a vontade a alguns de ver Bruno Alves pelas costas. Prestes a tornar-se uma espécie de obsessão dos escribas encartados, o capitão portista, por “coincidência” um dos melhores centrais do mundo, é colocado diariamente na rota de vários clubes, conforme o grau imaginativo do guru da escrita. Com predominância em terras de Sua Majestade, com o Chelsea de Ancelloti e o Manchester City, brinquedo novo do árabe endinheirado, ou passando por terras catalãs, metendo o vigente campeão europeu na corrida, o central de azul e branco vestido é mantido numa espécie de maquina centrifugadora, impedindo o normal sossego e concentração do atleta naquilo que o devia nortear: ganhar títulos pela sua entidade patronal actual.

Enquanto isso, em latitudes sulistas, a exaltação enjoativa conhece, este defeso, o seu enésimo capítulo da era Orelhas. Recebidos com total pompa e circunstância, os reforços apressadamente elogiados mantêm os adeptos encarnados numa espécie de redoma de bem-estar desportivo. Incapazes de pensarem pela própria cabeça, como demonstra o facto de aplaudirem sistematicamente o director-desportivo, capaz de negócios ruinosos como gastar 4M em Balboa ou enterrar 7M num trinco desconhecido, num afã de conseguir um mísero título, os simpatizantes da águia colocam-se invariavelmente a jeito para a depressão anual.

Até lá, aproveitam para afinar vozes gritando, mesmo que timidamente, “campeões, campeões”, com a entrega em bandeja de ouro do título de juniores. Abrindo um precedente gravíssimo, o Conselho de Disciplina decidiu atribuir um título na secretaria, beneficiando claramente a atitude provocatória, incendiária e beligerante da principal claque dos encarnados, empossados assim como vencedores de uma competição fajuta.

A comunicação social ficou, mais uma vez, a “vê-los passar”, assobiando para o alto. Depois do Verão Quente de 2008 e da rábula do Apito Dourado, com a Justiça Desportiva a contradizer as sentenças da Justiça Civil, a única que investigou as acusações, o trabalho de sapa é feito por outros, na internet, colocando a promiscuidade, as ligações perigosas, as dependências de várias espécies, visíveis e prontas a serem investigadas. Sucedendo a Ricardo Costa, o paladino pateta, presença assídua nos camarotes da Luz, temos agora o bonacheirão presidente do Conselho de Disciplina, Marques da Silva. Em comum, o amor não escondido pelo emblema da águia. E é vê-lo a decidir a atribuição de um título, nada preocupado com a sua presença anterior em festas benfiquistas, de cachecol pressurosamente colocado ao pescoço. Eles não querem um desporto digno, limpo e honesto, como demagogicamente gostam de proferir. Querem o regresso do “polvo”, que tudo permitia, uma teia enorme de interesses promíscuos, responsável pelo palmarés conquistado nas décadas longínquas de 50, 60 e 70. Não importam os meios para atingir os fins. O despudor está à vista…

Como um bom exemplo de jornalismo limitado de ideias, submisso na vontade e deferente na abordagem, assistimos ao óbito de um dos seus maiores esteios. Rui Cartaxana, à imagem de Alfredo Farinha ou Aurelio Marcio, foi um lacaio do verdadeiro sistema. Um homem minado por um ódio corrosivo, tacanho nas concepções, subjugado a interesses obscuros, incapaz de seguir o código deontológico, esquecendo as lições de sociologia, que aconselham ao distanciamento do objecto de estudo. Ao contrário do apregoado, com o politicamente correcto elogio fúnebre estampado nas páginas dos pasquins, o seu desaparecimento constitui uma esperança em todos aqueles que acreditam num jornalismo desempoeirado, profissional, sem coleira ou mordaças. A ver vamos se algo muda…

Provando, se ainda fosse preciso, que o jornalismo de investigação nacional é um nado-morto, o recente livro de Fernando Mendes passou quase despercebido nos escaparates lusitanos. Com a praia a aconselhar leituras mais suaves, o volume do ex-jogador não acrescenta nada de novo, caindo nos habituais lugares comuns, lançando suspeitas sem nada revelar, à boa maneira octaviana do “sabem do que é que eu estou a falar”. Mas, mesmo assim, alguns pormenores deliciosos vão-se sabendo, saindo da obscuridade a que alguns gostavam de os ver remetidos. Novamente na ribalta, a musa de João Botelho, essa Pinhão que gosta de se arvorar em profissional eticamente irrepreensível foi, pasme-se, a intermediária na negociação da contratação do jogador…pelo SLB. Confusa, por certo, do que a cédula profissional de jornalista obriga, a conhecida adepta benfiquista vê revelada uma faceta ainda desconhecida: a de empresária de jogadores. Ora toma!

Mas o pormenor suculento foi a revelação da existência de doping no mundo do futebol indígena. Situação sussurrada por alguns, alvo da desconfiança de outros, a presença de anabolizantes e afins sempre foi uma espécie de tabu. Mas daí até à total ausência de umas linhas nos jornais ou de uns minutos na tv vai um grande passo. Explico melhor:

O jogador confessa que, "em determinada temporada (...) sou convocado para um encontro particular da Selecção Nacional. (...) Faço uma primeira parte fantástica, mas ao intervalo começo a sentir-me cansado e tenho medo de não aguentar o ritmo (...) O jogo realiza-se num estádio português (...) Estão lá um médico e um massagista de um clube onde jogo (...) No intervalo, peço a esse médico para me dar uma das suas injecções de doping. Saio do balneário da Selecção, sem que ninguém se aperceba, e entro numa salinha ao lado. É aí que me dão a injecção pedida por mim. Volto a frisar que ninguém da Selecção se apercebeu".

Não sendo difícil descobrir que o jogador, com 11 internacionalizações, e com passagens pelo Belenenses, Sporting, Benfica, Porto e Boavista, se estaria a referir a um destes clubes, por onde anda a averiguação? Será assim tão problemático deslindar o enigma que constitui o nome do clube envolvido? Por onde anda agora o Ministério Público, a Federação, Laurentino Dias ou o responsável nacional pelo combate ao doping, Luís Horta? E, para que não subsistam dúvidas, uns minutos perdidos no Google e fica-se a saber que a última internacionalização do jogador aconteceu antes do Euro-96, frente à Grécia, jogava ainda no Belenenses. Ou seja, o Porto, que contratou o atleta no ano seguinte, fica ilibado das acusações de uso de substâncias dopantes. Retirado um clube ao lote de potenciais suspeitos, dão-se alvíssaras a quem descobrir o nome do prevaricador…

De resto, tudo na mesma. Com Jesualdo a poder confiar no quarteto defensivo mais competente do campeonato, o Porto mostra não estar abalado com as partidas de atletas de eleição. Hulk continua a fazer, claramente, a diferença, enquanto os novos reforços se vão adaptando. Entre estes, destaque para o sentido posicional de Alvaro Pereira, seguro na lateral-esquerda, para os pormenores técnicos brilhantes de Belluschi e, para já, para a agressividade e discernimento mostrados por Falcao, nos poucos minutos que tem jogado. Mais do que a promessa, fica uma certeza: teremos uma equipa capaz de lutar por tudo, a nível interno.

24 julho, 2009

Vergonhoso!!!

    "Decisão histórica! Benfica declarado campeão de Juniores."

Se quiser ser campeão, entre no estádio à pedrada, invada o campo, agrida tudo e todos, mate um adepto adversário com um "very light". No fim, o seu clube é declarado campeão pela FPF (Federação Portuguesa de Futebol) e seus "isentos" orgãos. Viva a arruaça no futebol português!

Época 2009/10 - Prepare-se: guarde as pedras, os calhaus e as fisgas para a última jornada. Ah, não se esqueça dos "very ligt" - fazem mais efeito... Pelos vistos também pode levar um canhão sem recuo - o tiro é directo e devastador. Lembre-se: você será premiado, o seu clube será CAMPEÃO! Parabéns.

fonte: texto remetido pelo nosso leitor, Fernando Moreira.