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15 maio, 2011

Caiu o pano sobre 30 jornadas invictos

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

assistência: --- espectadores.

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa); Assistentes: Nuno Pereira e Paulo Soares.

Marítimo: Marcelo, Briguel, Robson, Roberge e Luciano Amaral; Rafael Miranda, Alonso e Benachour; Djalma, Baba e Kléber.
Substituições: Rafael Miranda por Marakis (30m), Alonzo por Danilo Dias (59m), Kleber por Heldon (72m).
Não utilizados: Peçanha, Ricardo Esteves, Luís Olim e Tchô.
Treinador: Pedro Martins

FC PORTO: Beto, Sapunaru, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira; Souza, Guarin, Ruben Micael ; Varela, James Rodriguez e Walter.
Substituições: Sapunaru por Sereno (46m), Guarín por Belluschi (61m), Walter por Mariano (78m).
Não utilizados: Kieszek, Maicon, Falcao e Christian Atsu.
Treinador: André Villas-Boas.

Marcadores: Varela 21m, Walter 32m.

Cartões amarelos: Sereno 70m, Robson 75m..

27 vitórias e apenas três empates. Foi este o percurso notável do FC Porto na Liga 2010/11. Uma equipa invencível construída por André Villas-Boas, que hoje até se deu ao luxo de poupar muitos dos habituais titulares na deslocação aos Barreiros para defrontar o Marítimo.

Contudo, é também um luxo poder contar com uma segunda linha que não apresenta quebras de rendimento significativas e que esta noite bateu os maritimistas por 2-0. Sem Helton, João Moutinho e Hulk, e com Belluschi e Falcao no banco, os dragões entraram bem no encontro.

Sem forçar o ritmo, a equipa azul e branca assentou com facilidade o seu jogo e desde cedo limitou a manobra dos madeirenses, que já entraram para esta partida com a sua situação na Liga - manutenção – perfeitamente definida.

Assim, parecia uma questão de tempo até o FC Porto marcar. E foi preciso esperar apenas 21 minutos pelo golo pleno de classe de Varela, na sequência de uma assistência perfeita de Guarín.

Pouco depois, foi a vez de Walter reforçar a sua imagem de eficácia e aproveitar os poucos minutos que dispõe para marcar, assinando o 2-0 aos 32’, numa cabeçada exemplar, após um grande cruzamento de James Rodriguez.

Com a vantagem construída no primeiro tempo, os dragões limitaram-se a gerir a partida na segunda parte. Apesar de o Marítimo ter reagido e mostrado empenho em chegar ao golo, a equipa portista conteve sempre as ameaças e exibiu solidez e muita competência.

Acto contínuo, chegou o apito final de uma temporada imaculada do FC Porto. Melhor ataque, melhor defesa e campeão sem uma única derrota. Melhor era (praticamente) impossível para André Villas-Boas…

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Isto é algo que fica para a história, na memória de todos nós. É muito complicado terminar um campeonato sem derrotas no futebol moderno. Seguramente não voltará a acontecer. Temos um sentimento muito forte de orgulho pelo que fizemos. Espero que fique na memória o campeonato sem derrotas e a maior distância pontual para o segundo classificado, sobretudo quando os clubes investem tanto dinheiro. 84 pontos com 16 equipas são muito pontos. Vencer a Liga Europa é complicado. Estamos confiantes, mas tudo pode acontecer. O SC Braga tem muita qualidade e desejo em vencer. Nós também queremos a liga Europa e esperemos que a nossa organização seja suficiente para vencer o SC Braga.»

Varela: «Foi um grande jogo e a equipa foi séria. Conseguimos um grande vitória e com 21 pontos de avanço sobre o segundo, uma vantagem histórica. É um motivo de orgulho para todos nós. Fizemos um feito muito difícil e estamos muito felizes. Na 4ª feira, é uma final e numa competição diferente. Vamos estar atentos ao SC Braga, é uma grande equipa.»

VÍDEO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 30ª jornada

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Tribunal O JOGO: CS Marítimo 0-2 FC Porto
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa); Assistentes: Nuno Pereira e Paulo Soares.


Em jogo que quase pode considerar-se de exibição, apenas com uma ou outra aceleração, o árbitro chegou para as encomendas, levando a carta a Garcia, o que equivale a dizer que esteve bem.

Pedro Henriques

Arbitragem globalmente positiva, boa condição física, e sem influência no resultado final. Apenas ao nível dos foras-de-jogo foram cometidos alguns lapsos.

Paulo Paraty

Foi um trabalho francamente positivo de Hugo Miguel. Contribuiu para um bom espectáculo e sem qualquer tipo de influência.



fonte: ojogo.pt

14 maio, 2011

«Não se pode ter memória curta com o FC Porto»

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Três jogos, três projectos de vitória. Da invencibilidade no campeonato à Taça de Portugal, passando inevitavelmente pela UEFA Europa League, André Villas-Boas quer conquistar tudo. E tudo a seu tempo, em três escalas de uma rota de sucesso que obedece apenas a uma ordem cronológica. Funchal, Dublin e Jamor são destinos a abordar cada um na sua vez.

No auditório do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, a vez foi do Marítimo, o primeiro adversário a justificar a atenção e a análise do treinador dos Dragões durante a conferência de imprensa de antevisão do encontro da última jornada da Liga e ao longo da qual já nada poderá deslustrar uma época para recordar.

Concretizar invencibilidade
«Terminar a Liga sem derrotas é um desejo muito forte desta equipa e algo que, à última jornada, podemos concretizar. Surge antes de uma final europeia, mas vamos encará-lo com ambição máxima, mesmo quando se trata de uma das mais difíceis deslocações da prova.»

Adversário competitivo
«O Marítimo é uma equipa extremamente competitiva, que nos cria muitas dificuldades. No Dragão, por exemplo, reduziu a desvantagem para 2-1, antes de construirmos o 4-1 na parte final do encontro. É uma equipa conhecida pelo salto qualitativo que sofreu este ano, com a entrada do Pedro Martins.»

Três objectivos com sabor especial
«Campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal são três objectivos diferentes, cada um deles com um sabor muito especial.»

Formação valorizada
«Optámos por valorizar a nossa formação e convocar o Christian, que foi decisivo na conquista do título de Juniores A. Para nós, é muito importante manter esta empatia entre o futebol profissional e o futebol de formação.»

Moutinho a reintegrar
«O João Moutinho ainda não teve o treino de reintegração completa depois da lesão, o que só irá acontecer quando regressarmos da Madeira.»

Identidade ofensiva
«O colectivo tem potenciado um número elevado de golos ao Hulk e ao Falcao, mas o facto de termos uma série de jogadores na rota do golo transmite, acima de tudo, a nossa identidade ofensiva.»

Apelo do presidente
«As palavras do presidente no Jantar dos Campeões são muito fortes e apelam ao meu sentimento portista. Registo-as com grande agrado e será óptimo se se proporcionarem as condições para nos mantermos na rota do sucesso por muitos anos.»

Manter talento
«Faremos tudo para manter o máximo de talento possível, mas também é verdade que estamos vulneráveis a cláusulas de rescisão e interesses de mercado. Em relação ao treinador, nada de novo. Já foi assim com Jesualdo Ferreira e José Mourinho. As coisas são assim para um clube nesta posição.»

Percurso intenso
«Foi extremamente complicado ganhar, foi um percurso de grande intensidade emocional.»

Cair na real na Champions
«É preciso cair na real e chamar os adeptos do FC Porto à razão. Na próxima época, o FC Porto será mais uma equipa da Liga dos Campeões, que tem um historial a defender, que pode ser competitiva, mas sem ambições desmedidas.»

A mesma postura
«Não será a vitória no campeonato e a possibilidade de vencer as provas ainda em aberto que fará mudar a minha postura.»

Perto do «poker»
«Sonhar com vitórias todos sonhamos. A realidade é que o FC Porto foi campeão há um mês e meio e não se pode ter memória curta para o que já conseguiu esta época. Já conquistou uma Supertaça, está às portas de concluir um campeonato sem derrotas e a maior distância de sempre para o segundo classificado. São muitos objectivos atingidos numa época que não podem ser facilmente tapados por algo que nos possa acontecer nas duas finais. Ganhá-las é conseguir algo que nunca foi atingido pelo FC Porto, que é ganhar quatro troféus. Perdê-las, não apaga uma época ganha há um mês e meio.»

Capacidade de reinvenção
«Os verdadeiros vencedores são aqueles que se reinventam na sede do sucesso e, se conseguirmos conquistar mais estes dois troféus, vamos tentar estabelecer novos patamares para continuarmos na rota do sucesso.»

Profissional, mas...
«Sou profissional, mas a hipótese de treinar o Benfica será complicada de concretizar, porque não penso mostrar-me disponível para tal. No caso do Sporting, não creio que haja interesse da outra parte.»

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Beto e Kieszek.
Defesas: Sapunaru, Sereno, Maicon, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira.
Médios: Guarín, Souza, Rúben Micael e Belluschi.
Avançados: Varela, Christian Atsu, Falcão, Mariano, James e Walter.

09 maio, 2011

Empate que não estragou a festa

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assistência: 48.309 espectadores.

Árbitro: Cosme Machado (AF Braga), Assistentes: Alfredo Braga e Henrique Parente; Quarto árbitro: Manuel Mota.

FC PORTO: Beto; Sereno, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Souza, João Moutinho e Rúben Micael; Hulk, Falcao «cap.» e James.
Substituições: João Moutinho por Belluschi (66m), Rúben Micael por Mariano (72m) e Falcao por Walter (79m).
Não utilizados: Helton, Guarín, Sapunaru e Otamendi.
Treinador: André Villas-Boas.

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Baiano, Ozéia, Cohene e Maykon; Filipe Anunciação, David Simão e Leonel Olímpio; Manuel José, Nélson Oliveira e Pizzi.
Substituições: David Simão por Nuno Santos (79m), Manuel José por Amond (86m) e Pizzi por Bura (95m).
Não utilizados: António Filipe, Pedro Queirós, Caetano e Di Paula.
Treinador: Rui Vitória.

Marcadores: Falcao (8m e 54m), Hulk (42m) e Pizzi (48m, 59m e 88m).

Disciplina: cartão amarelo para Souza (37m), Filipe Anunciação (83m) e Hulk 93m; cartão vermelho directo para Nélson Oliveira (62m).

O Estádio do Dragão “vestiu-se” a rigor este domingo para receber a 25.ª taça de campeão nacional, ao som das vozes dos adeptos presentes nas bancadas que gritavam “Campeões, campeões nós somos campeões”. Já antes, a equipa de andebol e formação júnior azul e branca de futebol, que também se sagraram campeões nacionais antes dos respectivos campeonatos terminarem, receberam uma ovação por parte dos 49 mil espectadores.

Com o título conquistado desde a 25.ª jornada, o FC Porto já garantiu que o único objectivo nesta edição do campeonato nacional de futebol é terminar sem derrotas. Um recorde detido pelo Benfica de 1972/73 que terminou o campeonato com 28 triunfos e apenas dois empates.

Na busca desse recorde, André Villas-Boas colocou em campo uma “mistura” de jogadores suplentes e habituais titulares. Falcao, Hulk e Moutinho faziam parte do onze, assim como os menos utilizados Beto, Sereno e Souza.

Com a festa terminada, Cosme Machado deu o apito para o início do encontro com o Paços de Ferreira e o jogo não poderia começar da melhor forma para a equipa de André Villas-Boas que viu Falcao a fazer o primeiro logo aos 8 minutos de jogo.

Perto do intervalo, Hulk (41’) fez o segundo para os portistas mas o início da segunda parte do desfaio trouxe um golo com a marca de Paços de Ferreira por intermédio de Pizzi (e com uma ajudinha de Rolando que não chegou à bola na tentativa de interceptar o lance), aos 47 minutos.

Pizzi, jogador emprestado pelo Sporting de Braga ao Paços de Ferreira, e Falcao acabaram por ser as figuras do encontro ao bisarem no encontro. O colombiano fê-lo aos 53 minutos e o português aos 58.

O endiabrado Pizzi, a três minutos dos 90, fez o hat-trick com um belo golo a muitos metros da baliza de Beto, acabando por empatar a partida no Estádio do Dragão.

Nos instantes finais do encontro, todo o banco do FC porto mostrou-se muito desagradado com a arbitragem praticada por Cosme Machado e a sua equipa.

André Villas-Boas continua sem perder na I Liga mas viu perder João Moutinho que saiu de maca do relvado do Estádio do Dragão depois de uma entrada dura de Nélson Oliveira, jogador emprestado pelo Benfica, sobre o médio portista. Belluschi foi forçado a substituir Moutinho depois de vários dias de ausência devido a lesão.

FC Porto termina a penúltima jornada com 81 pontos, faltando apenas a visita à Madeira na última ronda do campeonato contra o Marítimo, agendada para 14 de Maio, a quatro dias da grande final da Liga Europa contra o Sporting de Braga.



Terminado o desafio, eis que a casa do FC Porto ficou sem luz por momentos e o “speaker” do Estádio do Dragão perguntou se era possível ligar o sistema de rega para a festa ficar completa. Mas o relvado não se molhou, pelo menos com água, uma vez que posteriormente seria brindado com champanhe.

Às escuras, os jogadores foram sendo chamados um a um e percorreram o caminho desde o túnel de acesso aos balneários até ao palco montado no centro do estádio.

Com todos em cima do palco, jogadores e equipa técnica ergueram o troféu e depois seguiu-se o habitual passeio de exibição de Taça perante um estádio quase cheio (49 mil espectadores).

Os jogadores fizeram-se acompanhar pelas famílias, nomeadamente mulheres e filhos, no momento de celebrar mais um título para o conjunto azul e branco.



DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Queríamos ganhar, tivemos ocasiões suficientes para isso, mas há lances fundamentais em que as coisas se invertem. Empatámos perante uma das melhores equipas do campeonato, muito inteligente com saídas rápidas para o ataque e inteligente no modo como finalizou os lances, que recentemente esteve na final da Taça da Liga. Mas o segundo golo colide com demasiados erros para ser verdade. Moutinho levou uma pancada forte, é uma entrada muito violenta e que faz os jogadores terminar a época. Foi sem intenção, mas para reflectir, quando temos muito para jogar. Fomos construindo um percurso muito forte desde início, e as opiniões só mudaram quando conquistámos a vitórias em Braga. Fomos muito sólidos desde início, é caso terminado, não andamos obcecados, é apenas a constatação da época que estamos a fazer.»

Hulk: «Só temos de lamentar o empate. Não desmerecendo a equipa do Paços de Ferreira, o que aconteceu é inadmissível. O jogo estava 3-1 para nós e há um penalty para o FC Porto que não marcam. No lance a seguir há golo em fora-de-jogo. Só peço para terem mais atenção. Fico feliz por estar a receber troféu de campeão, queríamos fazer um excelente jogo e ganhar. Na minha opinião fizemos um bom jogo, infelizmente acho que fomos prejudicados. No entanto, o importante é festejar o título com os adeptos. Temos mais duas finais para decidir e vamos tentar trabalhar bem para conseguir esses títulos.»

VÍDEO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 29ª jornada

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Tribunal O JOGO: FC Porto 3-3 FC Paços Ferreira
Árbitro: Cosme Machado (AF Braga); Assistentes: Alfredo Braga e Henrique Parente; Quarto árbitro: Manuel Mota.


Vaia Cósmica

Dois lances provocaram a monumental assobiadela a Cosme Machado e equipa: um penálti que acertadamente não assinalou sobre Hulk e o segundo golo de Pizzi, na sequência desse lance, em que partiu em fora-de-jogo. Bem na expulsão de Nélson Oliveira.



fonte: ojogo.pt

08 maio, 2011

Objectivo é “terminar a Liga sem derrotas”

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Domingo será um dia de festa para os Dragões, que celebram o 25.º título de campeões nacionais na recepção ao Paços de Ferreira. Apesar das celebrações, a equipa não quer deixar os seus créditos em mãos alheias e vai procurar a vitória para terminar a Liga invicta. Esta foi uma das ideias fortes da conferência de imprensa de André Villas-Boas, em que também se falou da final da UEFA Europa League.

Concentração máxima
“São duas equipas com um objectivo importante. Não sei se o Paços de Ferreira se vai apresentar mais contido ou não, mas sei que joga bom futebol e tem iniciativa de jogo. É uma equipa que sabe o que quer com bola. Tem algumas ausências importantes, o André Leão e o Rondon, mas têm soluções no plantel para vir aqui disputar o jogo. Se não me engano, nas festas que o FC Porto fez, só teve uma derrota, com o Nacional. Penso que a festa não vai influenciar o jogo. Se acontecer algo imprevisto, será muito mais por competência do Paços do que por falta de concentração. Só temos pena de ainda não termos passado na Avenida dos Aliados.”

Adversário em alta
“O Paços de Ferreira reencontrou-se com os bons resultados na última jornada e inverteu uma fase negativa. Deixou uma forte imagem na final da Taça da Liga e está a fazer uma excelente época, à imagem do ano passado. Mudou de liderança e organização e o Rui Vitória conseguiu efectuar um óptimo trabalho. Para um clube da sua dimensão, participar na final da Taça da Liga foi um acontecimento memorável. Está perto dos lugares de acesso à Europa e por isso temos de ser uma equipa alerta. Faltam dois jogos e temos a possibilidade de acabar o campeonato invictos. São jogos extremamente aliciantes. Vamos focalizar-nos nesta possibilidade de terminar a Liga sem derrotas.”

Belluschi e Varela
“O Belluschi treinou bem esta semana. Fizemos um treino com os juniores e ele apresentou-se no máximo nível e estará disponível para o jogo. O Varela tem apresentado algumas queixas e já por isso foi o 19.º jogador frente ao Villarreal. Vai descansar e vamos pensar nele a partir do jogo com o Marítimo.”

Final sem favorito
“Tudo pode acontecer na final da Europa League, porque há ambição de parte a parte. O jogo de Dublin nada terá a ver com os do campeonato, em que vencemos no Dragão e em Braga. O jogo no Dragão foi dos mais emotivos da época e em Braga estivemos muito competentes, quando até se perspectivava uma queda do FC Porto. Vai ser um jogo singular. Não atribuo qualquer importância a favoritismos. Quem era o favorito no Benfica-Braga? E no Twente-Zenit? E no Liverpool-Braga? Não tem significado nenhum.”

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Maicon, Alvaro Pereira, Rolando, Sereno, Sapunaru e Otamendi.
Médios: Guarín, João Moutinho, Souza, Ruben Micael, James Rodríguez, Belluschi e Mariano González.
Avançados: Hulk, Falcão e Walter.

02 maio, 2011

Este FCPorto não sabe brincar em serviço

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assistência: 4.000 espectadores.

Árbitro: Rui Costa (Porto).

V. Setúbal: Diego, Michel, Ricardo Silva, Valdomiro, Miguelito, Djikiné, Ney, Hugo Leal, Zeca, Neca e Pitbull.
Substituições: Ney por Jailson, aos 19m; Djikiné por Tengarrinha, aos 61m; Neca por Sassá, aos 87m.
Não utilizados: Matos, Anderson, Regula e François.
Treinador: Bruno Ribeiro.

FC PORTO: Beto, Sereno, Otamendi, Maicon, Álvaro Pereira, Sousa, Guarín, Mariano, Ruben Micael, Walter e James.
Substituições: Guarín por Fernando, aos 64m; James por Varela, aos 72m; Beto por Pawel, aos 80m.
Não utilizados: Falcão, Cristian Rodriguez, Hulk e Rolando.
Treinador: André Villas-Boas.

Marcadores: Valdomiro (p.b.), 11m; Otamendi, 45+2m; Walter, 56m; Varela, 90+3m

Disciplina: cartões amarelos a Miguelito 36m, Walter 70m e Sereno 72m.

Mais uma vitória convincente do FC Porto, por 4-0, com jogadores menos rodados, e cada vez mais perto de terminar o campeonato invicto. Só faltam dois jogos.

Valdomiro, em auto-golo, Otamendi, ainda na primeira parte, Walter e Varela, já no segundo tempo, deram esta noite a vitória ao FC Porto, por 4-0, em jogo da 28ª ronda, em que Pitbull não foi capaz de bater Beto na conversão de uma grande penalidade.

A diferença entre as duas equipas é de facto abissal. Mesmo a jogar a meio gás e com muitos jogadores menos rodados, caso de James, Otamendi, Walter e Souza, o FC Porto não precisou de muito para vencer com facilidade o Vitória de Setúbal. Que na realidade não se pode dizer que tenha jogado mal, que não mostrasse arreganho, porque mostrou. Além das diferenças técnicas, há também a questão da resistência física, que nos sadinos começou a esfumar-se na segunda parte, quando o FC Porto ainda s apresentava ‘fresco’.

E assim, os novos campeões nacionais lá seguem invictos na Liga e nada faz querer que assim não seja a duas jornadas do fim. Por seu lado, o Vitória vai continuar a sofrer por, pelo menos, mais uma jornada para saber se fica ou se desce à Honra.

O primeiro tento surgiu aos 11 minutos. Boa jogada pela lateral entre Alvaro Pereira e James, com o camisola 19 a cruzar tenso para Walter e o central sadino, ao tentar cortar, acabou por bater Diego.

Os sadinos decidiram jogar aberto, outra coisa não poderiam fazer, mas sem causar grande mossa a Beto. A oportunidade mais flagrante surgiu, apenas, aos 61’, por Jailson, que insistiu, mesmo com dois defesas pela frente, entrou na grande área, rematou, com a bola a rasar o poste.

O segundo tento acabou por surgir de um canto e de novo com James na jogada. Otamendi subiu mais alto que a defesa dos da casa para o 2-0.

E o terceiro é obra-prima da simplicidade. Guarin, com um passe a rasgar, desmarcou James na esquerda, que ao primeiro tocou cruzou para a grande área onde Walter só teve de encostar.

Os pupilos de Bruno Ribeiro podiam ter feito o golo de honra e reduzido para 3-1, mas Pitbull viu Beto defender a grande penalidade, ‘conseguida’ por Valdomiro, agarrado na grande área.

Ao cair do pano, ainda houve tempo para Varela, que entrará na segunda parte, fazer o 4-0.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Máximo de talento na estrutura do FC Porto. Quando a pirâmide está bem montada é mais fácil chegar ao sucesso. É uma época excelente mas necessário adicionar a Taça de Portugal e Liga da Europa. O golo prematuro deu-nos tranquilidade e fomos sempre dominadores, com muita qualidade de jogo. Temos de evidenciar o nosso bom ritmo durante todo jogo. Os jogadores que entram dão-nos garantias, são grandes talentos e fizeram um grande jogo. Escolhemos sempre um onze que não dá garantias para chegar ao sucesso. Vamos a Villarreal com a identidade de sempre. Não será agora que o FC Porto irá mudar e passar a jogar defensivamente.»

Beto: «É o reflexo do trabalho contínuo durante um ano. Os três guarda-redes estão sempre prontos para ajudar. Trabalho sempre para dar uma resposta positiva e creio que foi isso que fiz hoje. Tem sido um final de época positivo para mim.»

VÍDEO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 28ª jornada

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Tribunal O JOGO: VFC Setúbal 0-4 FC Porto
Árbitro: Rui Costa (Porto).


Quatro erros em 15 lances

Rui Costa falhou, na opinião de dois dos nossos entendidos na matéria, num lance aos 28' protagonizado por Valdomiro e Sereno. Jorge Coroado e Pedro Henriques defendem que ficou um penálti por assinalar, Paulo Paraty acha que não. Curiosamente, também não há consenso na análise de um caso em que entra novamente Sereno (aos 3', com Djikiné): Coroado e Paraty dizem que foi penálti, Pedro Henriques considera que não.



Momento mais complicado

28' Contacto entre Valdomiro e Sereno na área do Setúbal era passível de grande penalidade?

Jorge Coroado
-
Obviamente, sim. Com o braço direito, colocado entre a cabeça e o ombro esquerdo de Sereno, Valdomiro evitou que aquele disputasse a bola, derrubando-o. Grande penalidade que ficou por assinalar.

Pedro Henriques
-
Com acesso às diversas repetições, vê-se que Valdomiro coloca o braço e impede a passagem de Sereno. Lance passível de grande penalidade.

Paulo Paraty
+
Não. Valdomiro apenas protege a bola, que está a uma distância jogável; Sereno quer chegar à bola e ocorre um choque entre dois jogadores que convergem para o mesmo ponto. Bem Rui Costa ao não interferir na jogada.



Outros casos

3' Djikiné faz falta sobre Sereno? Havia razões para assinalar penálti favorável ao FC Porto?
34' Houve penálti num lance, na área do FC Porto, protagonizado por Sereno e Jaílson?
54' Há alguma irregularidade de Mariano no lance anulado na área dos setubalenses?
70' Walter agarrou Valdomiro na área portista? Correcta a decisão de assinalar grande penalidade?

Jorge Coroado
-
Com o braço direito, Djikiné empurrou Sereno em falta merecedora de penálti que não foi assinalada. Talvez por se estar na madrugada do jogo.
+
Jaílson tropeçou no próprio pé e caiu. Não houve qualquer infracção merecedora de castigo máximo. Bem o árbitro ao nada assinalar.
+
Com o braço esquerdo, Mariano dominou a bola para posteriormente a rematar. Esteve bem o árbitro ao considerar infracção.
+
Decisão certíssima. Antes, porém, sem que a bola estivesse em jogo, Valdomiro empurrou Walter. O árbitro deveria ter agido nesse momento.

Pedro Henriques
+
Dentro da área, Djikiné parece empurrar Sereno. Não dá, porém, para ter a certeza. Sem acesso a repetições, benefício da dúvida para esta decisão.
+
Mesmo com acesso à repetição, não se vislumbra nenhuma infracção de Sereno sobre Jaílson. Correcta a decisão doárbitro ao nada assinalar.
+
Mariano toca e domina a bola com o braço. Falta atacante correctamente assinalada pelo árbitro ao avançado portista.
+
Grande penalidade correctamente assinalada, pois Walter agarra Valdomiro pela camisola de forma evidente.

Paulo Paraty
-
Lance que inicialmente deixa muitas dúvidas. Só na repetição se vê Djikiné a empurrar Sereno com o braço, impedindo-o deprogredir com a bola.
+
Jaílson, pelo que se vê na televisão, tropeça em si mesmo. Não é visível qualquer falta de Sereno. Mais uma decisão acertada de Rui Costa.
+
Boa ajuda de Tomás Santos a Rui Costa. Mariano abre o braço e, com ele, domina a bola. Julgamento adequado.
+
Julgamento sem contestação. Walter leva ao extremo a sua acção, agarrando Valdomiro. Não permitiu assim que o seu adversário chegasse à bola.



Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo sem problemas de maior para o árbitro, que procurou não o interromper. Contudo, cometeu lapsos devido a essa sua vontade. Decididamente não tem arte nem engenho para desempenhar o papel.

Pedro Henriques
Arbitragem sem influência no resultado, globalmente positiva, com decisões difíceis dentro das áreas de grande penalidade e quase todas bem resolvidas.

Paulo Paraty
Com a contrariedade do lance aos 3', Rui Costa e a sua equipa efectuaram um trabalho muito positivo valorizado por algumas decisões difíceis. Muito bom controlo disciplinar.



fonte: ojogo.pt

01 maio, 2011

«As coisas não são tão fáceis quanto parecem»

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A onda de euforia passa sem arrastar André Villas-Boas consigo. O treinador do FC Porto, que agradece e declina os méritos da reviravolta frente ao Villarreal, mantém-se concentrado nos múltiplos objectivos do Dragão e foca a prioridade imediata dos azuis e brancos na deslocação a Setúbal, seguro de que ainda lhe resta muito para conquistar, apesar de já campeão.

Foi assim que o treinador do FC Porto fez a abordagem ao encontro de Setúbal, referente à antepenúltima jornada da Liga, numa conferência de imprensa em que não negou o orgulho gerado pelo reconhecimento do presidente e ao longo da qual dedicou várias palavras de elogio para melhor definir a noite mágica de Falcao frente ao Villarreal.

Estado de alerta
«Relativamente à Liga Europa, não faltam exemplos de grandes recuperações, pelo que teremos que estar completamente alerta. Há, inclusive, um bom exemplo de 2003, proporcionado pelo Deportivo da Corunha, pela forma como virou a eliminatória com o Milan, com um resultado parecido com aquele que conseguimos frente ao Villarreal, o que é um indicador de que as coisas não são tão fáceis quanto parecem.»

Ultra-decisivo
«O jogo do campeonato é ultra-decisivo para o Setúbal, que terá que jogar com o FC Porto, com o Sporting e com o Portimonense nas últimas três jornadas, e necessita de confirmar a permanência, encontrando neste jogo uma motivação total. Estamos conscientes de que tudo pode acontecer e de que não será nada fácil.»

Questão de eficácia
Sobre o que se passou ao intervalo do jogo com o Villarreal, no balneário, vocês podem pensar o que quiserem, mas não há treinador que mude assim o rumo de um jogo e não houve qualquer alteração estrutural. Mantivemos a nossa identidade e a nossa pressão Limitei-me a dizer aos jogadores que se tratava de uma questão de eficácia. Não disse nada de revolucionário ou inovador.

Continuidade
«Não vejo razão pela qual não deva continuar no FC Porto.»

Reconhecimento
«Sempre houve um forte reconhecimento internacional daquilo que esta equipa faz, enquanto, em termos nacionais, se especulava um bocado sobre quem seria melhor e pior e sobre quem entretinha mais e entretinha menos e quem cumpria mais e cumpria menos os objectivos delineados. Felizmente para nós, isso ficou bem claro. O reconhecimento continua, mas pode chocar com a estupefacção nacional e internacional se não formos capazes de ganhar ao Setúbal, ao Villarreal e até ao final do campeonato. Em termos de opinião, tudo pode mudar.»

Grande orgulho
«A comparação é do presidente, como máximo responsável do clube, e isso tem um valor enorme para nós. Registámos com agrado, porque sabemos perfeitamente o impacto que essa equipa de 1987 tem para ele e merecermos o seu reconhecimento é algo que nos orgulha bastante.»

Carácter decisivo
«Não é normal atingir o objectivo com cinco jornadas para o final, que foi o que nós conseguimos, e manter a qualidade competitiva e a concentração. Esse compromisso de exigência e profissionalismo destes jogadores revela um pouco da personalidade e carácter que foram decisivos no jogo com o Villarreal.»

Noite mágica de Falcao
«O Falcao passou por uma noite mágica, que foi trabalhada pela equipa para ele. Que é um goleador nato toda a gente sabe, de um talento formidável e de uma capacidade de antecipação dos lances que poucos têm e seguirá o seu percurso enquanto jogador sempre ligado ao golo.»

Capacidade de reinvenção
«O FC Porto tem uma marca muito forte, não só na qualidade dos jogadores, mas também na forma como vende, porque o que sai daqui é produto de qualidade. Os clubes que contratam jogadores ao FC Porto sabem que levam dos melhores jogadores do Mundo. Nesse sentido, e com a equipa a produzir desta forma, o valor dos jogadores sobe e aproxima-se das cláusulas de rescisão, e o FC Porto dificilmente cederá abaixo desse preço. Essa é a realidade de uma época que, para já, está a ser óptima. Mas, ano após anos, este clube sempre teve a capacidade de se reinventar e continuar a ganhar.»

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Kieszek e Beto.
Defesas: Rolando, Otamendi, Sereno, ?lvaro Pereira e Maicon.
Médios: Fernando, Guarin, Mariano, Souza e Ruben Micael.
Avançados: Falcao, Hulk, Cristian Rodriguez, Varela, Walter e James Rodriguez.

18 abril, 2011

Não saber jogar sem ambição...

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assistência: 47.109 espectadores.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto), Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio; Quarto árbitro: Rui Silva.

FC PORTO: Helton «cap.»; Sereno, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Guarín, João Moutinho e Rúben Micael; Hulk, Falcao e Varela.
Substituições: Varela por Mariano (66m), Helton por Beto (69m) e Falcao por Walter (79m).
Não utilizados: Rodríguez, James, Souza e Otamendi.
Treinador: André Villas-Boas.

SPORTING: Rui Patrício; Abel, Polga «cap.», Torsiglieri e Evaldo; Zapater, André Santos e Matias Fernández; Yannick, Hélder Postiga e Valdés.
Substituições: Zapater por Vukcevic (64m), Valdés por Izmailov (64m) e Hélder Postiga por Saleiro (88m).
Não utilizados: Tiago, Daniel Carriço, Diogo Salomão e Nuno André Coelho.
Treinador: José Couceiro.

Marcadores: André Santos (11m), Falcao (27m e 50m), Walter (87m) e Matias Fernández (88m).

Disciplina: cartão amarelo para Maicon (22m), Álvaro Pereira (39m), Torsiglieri (57m), João Moutinho (73m) e Rolando (77m).

O FC Porto venceu o Sporting por 3-2, em jogo da 27.ª jornada da I Liga, no Estádio do Dragão, mantendo assim a invencibilidade no campeonato. Leões ficam com as contas mais complicadas para chegar ao terceiro lugar.

Os Dragões estão a três jornadas de igualar o feito alcançado pelo Benfica na época 1972/1973, o de terminar um campeonato nacional sem conhecer o sabor da derrota. Faltam os desafios com o Vitória de Setúbal, Paços de Ferreira e Marítimo.

Ambiente ao rubro no Estádio do Dragão, este domingo, com 47 mil espectadores nas bancadas, e que começou com a entrega do prémio de melhor jogador do mês para Freddy Guarín, atribuído pela Liga.

O Sporting adiantou-se cedo no marcador com André Santos a rematar em direcção a baliza, com a bola a sofrer um desvio em Matías, e que acabou por trair Helton.

O FC Porto, campeão nacional 2010/2011, não se intimidou com o golo leonino e lançou-se, sem medo para o ataque. Falcao, o mais inconformado da equipa azul e branca, esteve perto de “bater” Rui Patrício por duas vezes, mas primeiro foi o poste que impediu e depois foi a vez do guarda-redes internacional português negar o golo ao colombiano.

Dizem que à terceira é de vez e Falcao, quando viu Álvaro Pereira percorrer o corredor esquerdo, teve um “déjà vu” do primeiro golo portista do desafio da primeira mão dos quartos de final da Liga Europa contra o Spartak de Moscovo. Belo cruzamento pela esquerda do uruguaio e o colombiano mergulhou para cabecear para dentro da baliza do guardião leonino.

Artur Soares Dias apitou para o intervalo com o ecrã a mostrar 1-1, o mesmo resultado do final do jogo da primeira volta entre as duas equipas.

Na segunda parte, o FC Porto só não marcou o segundo mais cedo porque pela frente encontrou um Rui Patrício decidido a parar todas bolas enviadas pelos azuis e brancos.

Mas quem tem Falcao numa equipa pode sempre esperar por mais golos. O ex-jogador do Sporting, João Moutinho, cruzou para a área e Falcao, antecipando-se a Polga, fez outra vez de cabeça o segundo para os portistas.

Walter, um dos jogadores mais descontentes com a sua situação (a de não jogar regularmente) foi o autor do terceiro golo portista. O avançado brasileiro entrou ao minuto 79 para substituir Falcao.

Já perto do minuto 90, Matías conseguiu reduzir a desvantagem mas já nada havia a fazer quanto à atribuição dos três pontos para a equipa da casa, a melhor em campo esta noite.

Os portistas continuam sem conhecer o que significa perder na I Liga esta época mas esta quarta-feira terão de dar a volta a uma desvantagem de 2-0, em desafio com o Benfica na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, no Estádio da Luz.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Há ânsia das equipas, isso nota-se, de quererem travar a nossa progressão [terminar a Liga invictos], em vez de se preocuparem com o seu próprio campeonato. A equipa esteve a um bom nível, que soube responder bem à desvantagem, ainda que tenha sido um curto período. O controlo do jogo foi nosso. Tivemos apenas que ter atenção às bolas que o Sporting colocava nas nossas costas. Helton terá se ser reavaliado, mas temos total confiança nos outros guarda-redes. Estamos satisfeitos com os três.»

Falcão: «Estou muito contente, pessoal e colectivamente. Começámos a perder, demos a volta e isso demonstra a qualidade que tem a nossa equipa. Tenho intuição e adivinho o sítio onde a bola cai. Aproveito isso. Temos jogadores fortes no um para um e todos juntos ficamos mais competentes do que os outros. Acabar sem derrotas a Liga seria importante. Estamos dois golos atrás, mas já conseguimos o principal e pensamos muitos na Liga Europa também. Mesmo assim, queremos tentar um bom resultado na Luz.»

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 27ª jornada

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Tribunal O JOGO: FC Porto 3-2 SPorting CP
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto), Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio; Quarto árbitro: Rui Silva.


Só Coroado diz que é penálti

No segundo minuto dos oito de descontos, Rolando toca a bola com a mão na sua área. Penálti? Jorge Coroado diz que é, Pedro Henriques e Paulo Paraty defendem que não é deliberada a acção do central. Entre as nove notas negativas (num total de 15 lances apreciados), destaque para a que respeita ao julgamento, incorrecto, de Artur Soares Dias no lance em que Helton se lesionou: não houve motivos para assinalar falta contra o Sporting.



Momento mais complicado

90'+2' Bola na mão ou mão na bola de Rolando, na área do FC Porto? Ficou um penálti por assinalar?

Jorge Coroado
-
Lances destes não devem acontecer. O árbitro entendeu que não houve falta, mas é notório que Rolando procurou tocar a bola com o braço direito. Desta forma, ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting.

Pedro Henriques
+
Na minha opinião, não houve motivo para ser assinalada grande penalidade. Rolando escorrega e cai ao perder o apoio, tocando a bola com o braço no movimento da queda, de foma não deliberada, ou seja, perfeitamente casual.

Paulo Paraty
+
Bola na mão. Rolando escorrega e, na sua queda desamparada, toca acidentalmente com o braço na bola. Não há acção deliberada por parte de Rolando, pelo que a decisão da equipa de arbitragem é adequada.



Outros casos

9' Varela estava em posição irregular no momento da abertura de Rolando?
30' Helton recebe a bola, de Rolando, com o pé fora da área e com as mãos segura-a já dentro. Era infracção?
58' Torsiglieri vê amarelo por carga sobre Hulk. Cartão exibido deveria ser de outra cor?
62' Correcta a decisão do árbitro em assinalar falta sobre Helton no lance em que este se lesionou?

Jorge Coroado
-
No exacto momento do passe não havia impedimento de Varela. Houve precipitação do assistente Bertino Miranda ao considerar fora-de-jogo.
-
O atraso foi efectivo. Helton não podia fazer o que fez. Era livre indirecto, onde agarrou a bola com as mãos, e amarelo por tentar enganar o árbitro.
-
Torsiglieri projectou-se e de sola atingiu Hulk. O cartão indicado era o vermelho. Para a prática portuguesa, o amarelo é o que resulta sempre.
-
Quem chocou com Helton foi Guarín. Não houve razões para sancionar o Sporting com o livre que foi apontado. Precipitação do árbitro e do assistente.

Pedro Henriques
-
Não há motivo para assinalar fora-de-jogo. No momento do passe, Varela parte de posição legal. Boa indicação do árbitro-assistente Rui Licínio.
+
Benefício da dúvida ao árbitro, que não considerou deliberado o passe de Rolando para Helton. Apesar da repetição das imagens, aceito a decisão do árbitro.
+
Torsiglieri foi advertido de forma correcta por uma entrada em tackle lateral, feita de forma imprudente sobre Hulk.
-
Não. Helton lesiona-se em virtude do choque com Guarín, acabando por cair desamparadamente no chão, sem ter sofrido qualquer infracção.

Paulo Paraty
-
Varela foi punido por posição irregular, mas a televisão mostra que está atrás da linha de fora-de-jogo no momento do passe.
+
A dúvida do árbitro terá sido se o passe de Rolando é deliberado. Não me pareceu. A ser deliberado deveria ter sido assinalado livre indirecto, onde Helton joga a bola com as mãos.
+
Não. O cartão amarelo é devidamente exibido. Trata-se de uma imprudência de Torsiglieiri. É correcta a decisão da equipa de arbitragem.
-
É uma má decisão da equipa de arbitragem. Eventualmente, ludibriada pela acção de Polga, mas a realidade é que é Guarín que choca com Helton.



Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo interessante, a exigir concentração do árbitro, com alternância do resultado, o que complica sempre a sua tarefa. Algumas decisões não foram consentâneas com os factos. Tem valor para fazer melhor.

Pedro Henriques
Arbitragem segura, tranquila, num jogo bem controlado e bem gerido. Benefício da dúvida para uma decisão difícil e acertada (lance protagonizado por Rolando na sua área), mesmo ao cair do pano.

Paulo Paraty
Uma acção positiva no jogo da equipa de arbitragem que contribuiu para a solidez e para um bom espectáculo. Cometeu erros? Tal como os outros intervenientes, mas sem interferência no resultado.



fonte: ojogo.pt

17 abril, 2011

«Há muita vontade de vencer o Sporting»

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Apesar do título de campeão já estar atribuído ao FC Porto, a motivação não é problema num «clássico». Na antevisão do desafio com o Sporting, André Villas-Boas assume que estes encontros «têm de ser ganhos», mesmo que do outro lado esteja uma equipa com várias individualidades e ambição de conseguir um bom resultado no Dragão.

A motivação dos «clássicos»
«Este é um clássico e os clássicos têm de ser ganhos. Já nos custou perder um e não queremos perder outro. Acho que a motivação está inerente. O empate que obtivemos em Alvalade provoca-nos um sentimento de ligeiro desconforto, mas não de vingança. Há muita vontade de vencer o Sporting, pela quantidade de objectivos que queremos ainda atingir. Estava um ambiente excelente no encontro com o Spartak e esperamos uma boa casa. Os adeptos têm sido inexcedíveis. É um clássico e eles vivem-se de outra forma.»

Recordando a primeira volta
«Fizemos um belíssimo jogo em Alvalade, mantendo a nossa identidade. Tivemos sequências de passes muito boas. Conseguimos o empate, depois tivemos de resistir vinte minutos com 10 jogadores. Com 11, muito possivelmente, iríamos vencer. Não há qualquer sentimento de vingança, como não houve frente ao Vitória de Guimarães, com quem também empatámos.»

Invencibilidade não é obsessão
«Todos os jogos são difíceis, no sentido de preservar a invencibilidade. Todos os adversários perspectivam a vitória e o mesmo irá acontecer com o Sporting. Temos de ultrapassar a questão da invencibilidade: se acontecer, aconteceu, se não acontecer o título está bem entregue. Não podemos esquecer que o FC Porto se sagrou campeão sem derrotas. Se assim ficar até final, logo se verá.»

Sereno e Fernando
«Antes de irmos para Moscovo, já tinha comunicado ao Sereno que seria ele a jogar a lateral direito. Sentia que, pelo que se passou em Portimão, seria uma boa altura para ele ser testado à direita. Tem cumprido de uma forma inexcedível à esquerda. A ausência do Fernando dos convocados tem a ver com algum cansaço, mas nada que os outros também não sintam. Achámos útil ter mais soluções atacantes no banco. O calendário é apertado e é a primeira vez que jogamos com tão curto espaço de tempo de recuperação. No entanto, penso que não teremos problemas nesse aspecto. O tempo é curto, mas suficiente para estarmos frescos.»

Análise do adversário
«O Sporting é uma equipa competente, com individualidades que são do conhecimento de todos. Passou por um ano extremamente complicado, teve uma mudança de técnico e procura de novo rumo. Espero que se encontrem rapidamente, porque são uma equipa de peso e fazem falta, em termos de competitividade interna. José Couceiro passa as mensagens de forma objectiva e precisa e parece-me claro que o Sporting ambiciona ganhar no Dragão.»

A festa do título
«Gostava era de uma boa festa na Avenida dos Aliados, após o jogo com o Paços de Ferreira. É meritório. Os jogadores, e alguns são campeões pela primeira vez, merecem sentir a envolvência da cidade com o clube. Só tivemos tempo de chegar à outra festa, no Dragão, quando viemos da Luz, e já era muito tarde.»

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Álvaro Pereira, Maicon, Rolando, Sereno e Otamendi.
Médios: João Moutinho, Guarin, Ruben Micael, Mariano Gonzalez, Varela, Souza e Cristian Rodriguez.
Avançados: Hulk, Falcão, Walter, James Rodriguez.

11 abril, 2011

Em gestão mas sempre na rota da invencibilidade

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assistência: cerca de 5.000 espectadores.

Árbitro: Marco Ferreira, da Madeira ….

PORTIMONENSE SC: Ventura, Ricardo Pessoa, Ricardo Nascimento, Ruben Fernandes, Nilson, Hélder Castro (Pedro Moreira, 72), Wacaso (Pires, 58), Elias, Lito, Candeias e Kadi (George Mourad, 68).
Não utilizados: Pedro Silva, Di Fabio e Patrick.
Treinador: Dauto Faquirá.

FC PORTO: Beto, Sapunaru, Rolando, Maicon, Sousa, Sereno, Belluschi (Guarin, 53), João Moutinho (Mariano, 58), Ruben Micael, Hulk e Falcão (Walter, 71).
Não utilizados: Pawel, Rodriguez, James e Fernando.
Treinador: André Villas-Boas.

Marcadores: Hulk (50m), Ruben Fernandes (60m), Falcao (63m), George Mourad (84m) e Maicon (86m).

Disciplina: cartão amarelo para Sapunaru (14), Ricardo Pessoa (61), Candeias (76) e Rolando (83).

Os “dragões” deslocaram-se esta tarde a Portimão para alcançar mais uma vitória, desta feita sobre o Portimonense (3-2), em jogo da 26ª jornada da Liga portuguesa. Com este resultado, o FC Porto mantém a invencibilidade no campeonato, isto depois da conquista do título de campeão nacional no Estádio da Luz, na ronda anterior.

Os primeiros minutos foram de grande agitação. Ambas as equipas mostravam vontade em atacar. Os portistas queriam manter o seu imaculado registo sem desaires, enquanto os algarvios procuravam desesperadamente pontos para tentar escapar à despromoção.

Perto dos 15 minutos, destaque para um remate de João Moutinho, pontapé de muito longe do médio português que Ventura sentiu alguns problemas para segurar, e um amarelo para Sapunaru que o retira da próxima partida perante o Sporting, pois estava em risco de suspensão.

O jogo encaminhava-se a passos largos para o intervalo, e apesar do bom ritmo a que partida decorria, faltavam oportunidades de golo. Ainda assim, o FC Porto mostrava uma qualidade superior quando em posse de bola.

No início do segundo tempo, a partida voltava a conhecer um período de agitação. Restava saber se isto iria durar até ao fim ou se, a exemplo da etapa inicial, iria cair com o passar dos minutos.

Pouco depois do reatamento, os “dragões” chegaram mesmo ao golo. Remate em grande estilo de Hulk, pouco depois de entrar na área. O brasileiro viu bem o ligeiro adiantamento do guardião Ventura e fez um grande golo.

Quando se esperava uma reacção dos da casa, viu-se precisamente o contrario. O FC Porto ficou bastante mais forte depois do golo e cresceu na partida.

Mas quando menos se esperava, e um pouco contra a corrente do jogo, o Portimonense chegou mesmo à igualdade. Depois de um canto na direita, Candeias subiu mais alto que o defesa e cabeceou para o fundo da baliza.

Os da casa nem tiveram tempo para saborear o empate. Aos 63 minutos, Falcão, que hoje foi capitão, devolveu a liderança aos nortenhos. Depois de um erro de marcação da defesa dos visitados, o colombiano, sem oposição, atirou cruzado para o fundo das redes.

A poucos minutos do fim, o Portimonense aproveitava algum adormecimento do FC Porto e forçava o ataque, pelo menos, em busca do empate. Empate que surgiria mesmo aos 84 minutos. Depois de um canto para os locais, Pedro Moreira levantou e Mourad, nas alturas, cabeceou certeiro. O FC Porto adormeceu e foi castigado por isso.

Mais uma vez, e à semelhança do que já tinha acontecido, os “dragões” não deixaram os algarvios saborear a igualdade. Aos 86 minutos, e após canto do lado esquerdo, Maicon subiu mais alto que os contrários e acertou na bola que só parou no fundo das redes de Ventura.

Pouco depois, final do encontro. O FC Porto conseguiu, com dificuldade, manter a invencibilidade na Liga, enquanto o Portimonense hipotecou praticamente as hipóteses de conseguir a manutenção.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Ainda temos muitas coisas que queremos alcançar esta temporada. Temos 74 pontos a quatro jornadas do fim, algo que já é um feito importante. No entanto, ainda temos muitos outros objectivos que podemos atingir. Recorde de pontos, invencibilidade, números de golos marcados e sofridos.»

Rolando: «O objectivo era ser campeões. Sabíamos que este jogo não ia ser fácil e o Portimonense complicou-nos a vida. Mas com muito trabalho conseguimos garantir a vitória. Não pensamos no Spartak, porque temos uma boa vantagem e o objectivo agora é continuar invencíveis na Liga. Amanhã pensamos no Spartak.»

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 26ª jornada

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Tribunal O JOGO: Portimonense SC 2-3 FC Porto
Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira) / Assistentes: ...


Foras-de-jogo deixaram dúvidas

Globalmente, a forma como Marco Ferreira dirigiu o encontro mereceu elogios por parte dos analistas de O JOGO, ainda que algumas decisões do árbitro não tenham sido consensuais. O segundo golo do FC Porto, obtido por Falcao, foi o principal, já que Jorge Coroado, ao contrário do que sucedeu com Pedro Henriques e Paulo Paraty, acredita que o lance deveria ter sido interrompido por fora-de-jogo do avançado colombiano.



Momento mais complicado

63' Falcao estava em fora-de-jogo antes de fazer o segundo golo do FC Porto?

Jorge Coroado
-
Falcao estava adiantado em relação ao penúltimo defensor quando Rúben Micael lhe enviou a bola. O assistente, porque estava adiantado, não tinha a melhor perspectiva do lance.

Pedro Henriques
+
Golo legal, pois, no momento em que Rúben Micael passa a bola para Falcao, este está em linha com o penúltimo adversário.

Paulo Paraty
+
Ainda que houvesse alguma dúvida, o árbitro assistente não deveria interferir. Mas parece-me claro que a razão lhe assiste e fez bem em validar o golo.



Outros casos

14' Foi bem exibido o amarelo a Sapunaru por falta sobre Kadi?
23' Aceita-se a decisão de assinalar fora-de-jogo a Lito?
62' Ricardo Pessoa mereceu o amarelo por falta sobre Rúben Micael?
77' Candeias entra duro sobre Sapunaru. Amarelo foi correcto?

Jorge Coroado
+
Sapunaru foi imprudente no modo como abordou o lance, derrubando Kadi com algum perigo. O cartão amarelo justificou-se plenamente.
-
Lito não estava em posição irregular quando o colega lhe passou a bola, havendo, por isso, precipitação do árbitro assistente, que não avaliou convenientemente.
+
Sem dúvida. Ricardo Pessoa chegou atrasado e a más horas, derrubando Rúben Micael em zona prometedora, justificando a advertência.
-
Embora o modo como jogou tenha sido ríspido, não se aplicava o cartão, porque não colocou em risco a integridade física, nem foi deliberado.

Pedro Henriques
+
Sapunaru é correctamente advertido por uma entrada em tackle lateral deslizante, feito de forma imprudente sobre Kadi.
-
Fora-de-jogo incorrectamente assinalado, pois, no momento do passe, um jogador do FC Porto, na zona central do terreno, colocava em jogo o avançado do Portimonense.
+
Ricardo Pessoa é advertido, na primeira interrupção do jogo após a aplicação da lei da vantagem, por uma entrada imprudente e fora de tempo à entrada da área.
+
Candeias é advertido de forma correcta por uma entrada perigosa e imprudente sobre Sapunaru.

Paulo Paraty
+
Sapunaru entra em tackle sobre Kadi, por isso, o cartão amarelo impunha-se, apesar de o momento do jogo poder merecer contemplações, que o árbitro não teve.
+
Não temos a melhor posição. Na dúvida, o assistente poderia deixar seguir, mas nada nos garante que terá tido alguma dúvida.
+
Após boa aplicação da "lei da vantagem", Marco Ferreira exibiu o cartão amarelo por imprudência na paragem seguinte.
+
Decisão adequada. O cartão amarelo e o livre directo justificam-se perfeitamente face à imprudência do jogador.



Apreciação global

Jorge Coroado
Em jogo dorminhoco, a alternância do resultado complicou um pouco mais. O árbitro, de um modo geral, encarou os problemas com segurança.

Pedro Henriques
Arbitragem quase perfeita, alicerçada numa boa condição física e em boas decisões técnicas e disciplinares.

Paulo Paraty
Sem complicar e sem complicações, a equipa de arbitragem garantiu tranquilidade, serenidade e dinâmica suficiente ao jogo.



fonte: ojogo.pt

10 abril, 2011

«A motivação é extrema»

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Já com o título no bolso, o FC Porto desloca-se ao terreno do Portimonense para mais um encontro da Liga. No entanto, os Dragões não encaram a partida de ânimo leve, porque há vários objectivos para alcançar e muito prestígio a defender. Em conferência de imprensa, André Villas-Boas não se recusou a comentar, como é habitual, os temas da actualidade levantados pelos jornalistas.

Desafio complicado
«Nunca defrontei uma equipa orientada pelo Carlos Azenha. Nas suas declarações, colocou a focalização máxima nos jogos posteriores ao encontro com o FC Porto. Não posso deixar de interpretar essas palavras com alguma desconfiança, porque o Portimonense quer certamente triunfar. Faltam cinco jogos para o fim do campeonato e eles não têm muito espaço de manobra. Parece-me inegável que têm uma série de jogadores lesionados e castigados, alguns deles decisivos nesta melhor fase da equipa. Penso que vai ser um desafio complicado pela aspiração do Portimonense à salvação.»

Conservar o prestígio
«A motivação é extrema, porque temos a possibilidade de terminar o campeonato sem derrotas. Não é uma obsessão, mas é um aliciante suficiente para nos manter no topo, para além do facto de defendermos um clube tão prestigiante num jogo pós-titulo. São coisas demasiado boas para nos permitirmos relaxar. Queremos continuar com uma pontuação considerável e até tentar bater o recorde de pontos obtidos num campeonato com 16 equipas. Não terminam aqui todos os objectivos que podemos atingir.»

Avaliação de Duarte Gomes
«Nunca tivemos comentários tão unânimes sobre uma arbitragem. É o descalabro e a descredibilização dos observadores da Liga. Esse senhor ou não foi ao jogo ou escreveu como adepto, arrisco-me mesmo a dizer algo como isto. Está a brincar com o futebol. Temos chocado contra casos paradigmáticos. Se há alguma coisa a rever, que se reveja quem está nestas funções, que são determinantes.»

Castigos da Liga
«O Jorge Jesus é um colega de profissão e não me queria alargar sobre os seus actos. O ‘timing’, propositado ou não, permite esquecer um pouco o que aconteceu e a gravidade do que se passou. Houve um ligeiro ‘mea culpa’ do Luís Alberto na altura, da parte do treinador do Benfica já nem me recordo. O que me parece grave é comparar o facto de eu ter sido castigado por dez dias devido a uma palavra simples ao árbitro, sobre dualidade escandalosa de critérios, e do Jorge Jesus ser punido com 11 dias por uma tentativa de agressão. É apenas a constatação de uma discrepância incrível. Agora, os holofotes da Liga Europa desviam o ridículo destas situações e o futebol faz-nos sobreviver, mas um dia essas luzes apagar-se-ão e não sei como vai ser.»

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Beto e Pawel Kieszek.
Defesas: Sapunaru, Rolando, Sereno e Maicon.
Médios: Fernando, Guarin, João Moutinho, Belluschi, Souza, Ruben Micael e Mariano.
Avançados: Hulk, Falcao, James Rodriguez, Cristian Rodriguez e Walter.

04 abril, 2011

Campeões no Estádio dos apagões

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assistência: --- espectadores.

Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa), Assistentes: Tiago Trigo e Pedro Garcia; Quarto árbitro: Paulo Baptista.

BENFICA: Roberto; Airton, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi García, Sálvio, Aimar e Gaitan; Saviola e Jara.
Substituições: Aimar por César Peixoto (46m), Jara por Cardozo (46m) e Airton por Jardel (62m).
Não utilizados: Suplentes: Moreira, Roderick, Felipe Menezes e Kardec.
Treinador: Jorge Jesus.

FC PORTO: Helton «cap.»; Fucile, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Guarín e João Moutinho; Varela, Falcao e Hulk.
Substituições: Varela por Belluschi (74m), Falcao por Maicon (74m) e Guarín por Cristian Rodríguez (82m).
Não utilizados: Beto, James, Sapunaru e Rúben Micael.
Treinador: André Villas-Boas.

Marcadores: Guarín (9m), Saviola, (18m, g.p.) e Hulk (27m, g.p.).

Disciplina: cartão amarelo para Aimar (3m), Airton (14m), Otamendi (17m e 70m), Fábio Coentrão (22m), Roberto (26m), Fucile (32m), Javi García (68m), Alvaro (82m), Jardel (89m) e João Moutinho (95m); cartão vermelho, por acumulação de amarelos, para Otamendi (70m) e directo para Cardozo (87m).

O FC Porto é o novo campeão nacional e colocou a cereja no topo do bolo em pleno Estádio da Luz, depois de vencer o Benfica por 2-1. Os dragões foram superiores ao longo dos 90 minutos e contaram com a pouca inspiração de Roberto para obter a ansiada conquista do 25º campeonato da sua história.

Logo nos instantes iniciais, Roberto voltou a “borrar a pintura” e desde o início se percebeu que na Luz estava um Benfica mais nervoso perante a possibilidade de passar o título de campeão nacional para o rival FC Porto. Roberto personificou esse sentimento aos 8 minutos: Guarín foi à linha, cruzou forte e junto à linha de golo e Roberto meteu as mãos à bola para a desviar para dentro da baliza. Estava feito o 1-0.

A defesa do Benfica, com Sidnei à cabeça, mostrava-se trémula, mas aos 16’ o jogo sofre uma reviravolta. Duarte Gomes assinala falta de Otamendi sobre Franco Jara na grande área e Saviola restabelece a igualdade. A falta parece duvidosa.

O Benfica cresceu então no encontro e conseguiu levar o jogo para mais perto da área portista. Estavam melhor os encarnados, mas o que não esperavam era que Falcao aparecesse completamente isolado frente a Roberto. O espanhol saiu aos pés do avançado do FC Porto e não evitou o derrube, com Duarte Gomes a assinalar novo pénalti. Hulk fez o 2-1 e comemorou o seu regresso à Luz com Sapunaru, numa espécie de “vingança” depois dos castigos no Caso do Túnel.

O Benfica procurava no segundo tempo não entregar o título de campeão da forma mais inglória, mas o FC Porto apareceu decidido a resolver em Lisboa a questão do título, pertencendo-lhe mesmo as melhores ocasiões do segundo tempo.

Sidnei voltou a comprometer depois da escorregadela de Javi Garcia e só o pé direito de Roberto (bem desta vez) evitou o terceiro dos portistas na Luz.

A resposta surgiu uma vez mais por Saviola. O argentino recebeu de costas na área, virou-se e rematou para bela defesa de Helton. No canto, Javi salta mais alto que toda a gente mas falha alvo por pouco.

Aos 56’, novo deslize de Sidnei, a entregar de bandeja para Falcao. O colombiano deslumbrou-se e atirou ao lado só com Roberto pela frente.

Confirmava-se uma segunda parte muito mal conseguida do Benfica, num jogo de pontapé para a frente e em que mandou mais o coração do que a cabeça.

A pisar os 90’, o Benfica teve a melhor ocasião para adiar a festa azul e branca, mas o remate de Gaitán esbarrou no poste.

Otamendi e Cardozo registaram também os seus nomes na folha de jogo ao serem expulsos, mas quanto ao marcador permaneceu favorável aos novos campeões nacionais, que vieram à Luz buscar as faixas de campeão.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «O adepto persiste acima de qualquer coisa. O sentimento é o mesmo, sendo que trabalhar com um grupo assim é excelente. Eles batalharam para mostrar realmente quem é a melhor equipa, quando vocês insistem em acreditar em mentiras. No campo mais difícil, criamos um número espectacular de oportunidades. O Benfica tem sorte em não sair daqui goleado. É assombroso o que fizemos hoje. Quem é a melhor equipa? Quem joga melhor à bola? Isso ficou provado aqui. Demos um grito de revolta contínuo, que nos ajudou a ser campeões, porque os jogadores estimularam-se com estas falsas mensagens propagadas continuamente. Falta muito campeonato e queremos continuar a pontuar. Há muita coisa que este grupo quer continuar a atingir. Ficou provado que a final da Taça não está assim tão longe como isso. Ainda podemos deitar-lhe a mão. Estes jogadores têm um talento fora do normal. Quero acreditar que sou simplesmente um líder tranquilo. O mérito tem de ser dados a todos, começando pelo presidente, que talvez tenha conseguido aqui uma das suas vitórias mais saborosas. Todos merecem parabéns, desde o departamento médico ao departamento de observação, liderado pelo Daniel Sousa, aos roupeiros e a toda a gente que trabalha no FC Porto e na SAD. Vai ser uma noite longa e com liberdade total. Amanhã é folga completa.»

Hulk: «Esta vitória tem de ser dedicada a toda a gente, do número um ao roupeiro e à comissão técnica. Sabíamos que se estivéssemos tranquilos e jogássemos o nosso futebol sairíamos vitoriosos. Podíamos ter ganho por dois, três ou quatro, mas o 2-1 foi importante para podermos comemorar. Depois vamos pensar no jogo de quinta-feira. Desde o inicio da época que desvalorizaram o plantel e grupo. Juntamente com a comissão técnica, a direcção e os adeptos, mostrámos para nós mesmos que somos os melhores. O resultado justo foi dado dentro do campo. Isto foi um papo na cara de quem não acreditava em nós. Agora vamos comemorar. O campeonato era o mais importante, mas não podemos facilitar. Vamos tentar terminá-lo sem derrotas e disputar a Liga Europa, em que também temos hipóteses. Vamos continuar a jogar o nosso futebol alegre.»

A MÁSCARA CAIU

O FC Porto é campeão nacional. Um campeão justo. Um campeão invicto em 25 jogos, com 16 pontos de vantagem sobre o segundo classificado. No jogo da consagração mostrou, como em todos os outros, que é de longe a melhor equipa da competição.

No desporto há que saber ganhar e há que saber perder. O que aconteceu hoje no Estádio da Luz, quando se apagaram as luzes e se accionou o sistema de rega, é o exemplo mais vivo do fair-play de alguma gente que gosta de parecer muito educada, mas a quem, mais tarde ou mais cedo, cai a máscara. Ela iria sempre cair, foi hoje como podia ser noutro dia qualquer.

Estamos certos de que a maioria dos benfiquistas não se reconhece neste comportamento, mas o FC Porto, sempre na vanguarda, deixa um conselho: a luz devia ter sido desligada duas horitas mais cedo, sempre dava para escapar a mais um banho de bola.

FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI

O título nacional confirmado este domingo não é apenas o 25.º da história dos Dragões. É ainda o 21.º troféu conquistado no século XXI, uma marca única em toda a Europa. Com sete campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal, seis Supertaças, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e uma Taça Intercontinental, o FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI.

Esta análise reporta-se às competições oficiais de topo dos 30 primeiros países do ranking da UEFA. Na segunda posição aparecem os alemães do Bayern de Munique (seis campeonatos, cinco Taças, duas Taças da Liga, uma Supertaça, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental) e os croatas do Dínamo Zagreb (seis campeonatos, seis Taças e quatro Supertaças), ambos com 16 títulos.

Seguem-se, nesta lista, Olympique Lyon (França) e Manchester United (Inglaterra), com 15, e Rangers (Escócia), Olympiacos (Grécia) e Inter (Itália), com 14. Convém não esquecer que, esta época, ainda há troféus para conquistar: o século XXI pode tornar-se ainda mais azul e branco.

Clubes europeus com mais títulos no século XXI

1.º - FC Porto (Portugal), 21 títulos
2.º - Bayern Munique (Alemanha) e Dínamo Zagreb (Croácia), 16
4.º - Lyon (França) e Manchester United (Inglaterra), 15
6.º - Rangers (Escócia), Olympiacos (Grécia) e Inter (Itália), 14
9.º - Celtic (Escócia), Barcelona (Espanha), Kaunas (Lituânia), CSKA Moscovo (Rússia), Dínamo Kiev (Ucrânia) e Shaktar Donetsk (Ucrânia), 13

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 25ª jornada

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Tribunal O JOGO: 5L Benfica 1-2 FC Porto
Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa) / Assistentes: Tiago Trigo e Pedro Garcia.


Decisões discutíveis

Já se sabia que a partida não seria fácil para Duarte Gomes - e de facto não o foi. Teve de se confrontar com dois lances de grande penalidade e três de expulsão, não merecendo unanimidade em nenhuma das decisões, o que prova que todas elas seriam, à partida, discutíveis. Na que mais celeuma poderia provocar, decidiu-se por assinalar penálti contra o FC Porto, que veio a vencer o jogo - pelo que se pode dizer que o juiz não influenciou o resultado.



Momento mais complicado

16' É bem assinalado o penálti de Otamendi sobre Jara?

Jorge Coroado
-
Jara soube cavar bem a falta que conquistou, agarrando Otamendi, rodopiando e deixando-se cair, metendo-se por baixo do braço esquerdo do portista.

Pedro Henriques
+
Otamendi tem o braço sobre o ombro de Jara, quando este faz a rotação para jogar a bola, sendo impedido de se movimentar. Grande penalidade correctamente assinalada, com indicação dada pelo assistente.

Paulo Paraty
+
Objectivamente, Otamendi agarra Jara e impede-o de progredir. A decisão é bem tomada. Também poderia ter sido considerada inicialmente falta (obstrução) de Jara a Otamendi.



Outros casos

25' Roberto fez penálti sobre Falcao, conforme assinalado?
67' Javi García devia ter visto vermelho em vez de amarelo?
70' É justo o segundo amarelo (e consequente vermelho) a Otamendi?
86' Cardozo foi bem expulso com vermelho directo?

Jorge Coroado
-
Falcao, com o pé esquerdo, procurou a axila do espanhol, simulando grande penalidade, que, compreenda-se, no terreno é difícil de ajuizar.
-
Javi pontapeou objectivamente o pé esquerdo de Varela. Tratou-se de agressão e não de imprudência ou temeridade.
-
Falta normalíssima de Otamendi, que, ao rodopiar, chocou com Cardozo. Teve azar, porque logo aos 2' se percebeu que estava marcado.
-
Cardozo simplesmente rasteirou Belluschi de forma veemente, nunca o agredindo; justificava-se cartão amarelo e não o exibido.

Pedro Henriques
+
Roberto toca em Falcao e derruba-o. Penálti e advertência correcta: a infracção acontece fora do enquadramento da baliza.
+
A atitude de Javi García enquadra-se no comportamento antidesportivo, pois ele estava a tentar jogar à bola e não houve uma agressão.
-
Otamendi impede Cardozo de passar. Infracção junto à linha, sem qualquer perigo, que deveria ser só penalizada tecnicamente.
+
Agredir ou tentar agredir é punido com cartão vermelho. Um lance claro e evidente, correctamente analisado pelo árbitro.

Paulo Paraty
+
Inquestionável. Roberto rasteira claramente Falcao, e o cartão amarelo adequa-se, pois a bola não seguia para a baliza.
-
Nesta situação, Javi não rasteira, pontapeia. A TV ajuda-nos, Duarte Gomes não beneficiou disso. Na sua dúvida, considerou imprudência, mas o vermelho seria adequado.
+
Otamendi impede um ataque prometedor agarrando o seu adversário. Já tinha cartão amarelo, o segundo adequa-se.
-
Compreendendo a avaliação do árbitro, parece-me haver algum exagero. Cardozo apenas rasteira, mas o modo como age terá ludibriado o árbitro.



Apreciação global

Jorge Coroado
Logo aos 2', quando repreendeu injustamente Otamendi, demonstrou o quanto receava o jogo. Depois não teve critério, sobretudo disciplinar, e interveio tecnicamente com pouca segurança.

Pedro Henriques
Só um árbitro com a categoria de Duarte Gomes poderia dirigir um jogo difícil como este. Decidiu bem tecnicamente, mas disciplinarmente é discutível o critério que utilizou.

Paulo Paraty
Um jogo difícil, com falhas da equipa de arbitragem e não só, mas sem interferência no resultado final. Apesar de tudo, Duarte Gomes demonstrou ter sido bem nomeado.



fonte: ojogo.pt

03 abril, 2011

«Sermos campeões na Luz não é uma obsessão»

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Os objectivos do FC Porto não são ditados pela obsessão de festejar na Luz. André Villas-Boas garante-o repetidamente, mesmo reconhecendo, a alguma distância, o sabor especial da vitória no «clássico». O treinador dos Dragões, que traça uma linha separadora entre os sentimentos que dominam jogadores e adeptos, mantém o Benfica nas contas e nada dá por garantido.

Recorrendo a argumentos como «a imprevisibilidade» e catalogando como «fantásticas» as épocas dos rivais e opositores de domingo, André Villas-Boas abordou, em conferência de imprensa, todas as questões do «clássico», incluindo as polémicas proibições que aguardam os adeptos do FC Porto à entrada do Estádio da Luz.

Ansiedade não afecta rendimento
«Só um pouco antes do jogo é que poderemos ter noção de como nos sentimos, se estamos mais ou menos ansiosos, sendo certo que isso não afectará o nosso rendimento desportivo.»

Últimas afinações
«A semana de trabalho foi condicionada pelo regresso tardio dos jogadores internacionais e hoje, finalmente, conseguimos fazer um treino normal, com todos disponíveis. Amanhã faremos os últimos ajustes estratégicos para o jogo.»

Sem obsessão
«Conseguirmos ser campeões na Luz não é uma obsessão. Não acontecendo lá, queremos que aconteça o mais rapidamente possível, porque esse sempre foi o principal objectivo da época do FC Porto.»

Outro sabor
«O sentimento dos adeptos é legítimo, porque festejar na casa de um rival teria um sabor diferente, o que até nem seria nada de novo, porque já aconteceu nos tempos do treinador Siska. Os jogadores também o sentem, mas, para eles, isso não pode ser uma obsessão.»

Por conquistar
«É inútil atribuir-se o título a estes jogadores quando ele está ainda por conquistar. Não há qualquer título já assegurado e, matematicamente, o Benfica ainda está na luta.»

Esperança alheia
«O Benfica alimentou sempre a esperança de voltar a ser campeão e as mensagens nesse sentido são claras ao longo de toda a época, na antevisão da época e no fim da época anterior.»

Emocional e intenso
«Não há qualquer tipo de previsão que possamos fazer em relação à conquista do título na Luz, porque faltam 90 minutos de um jogo bastante emocional, de grande intensidade, de duas grandes organizações, de duas equipas que estão a fazer épocas absolutamente fantásticas e que vão progredindo na Liga Europa.»

Com ou sem luxo
«O treinador do Benfica teve a declaração que teve no encontro com o Portimonense, mas seguramente que não se permitirá ao luxo de fazer o que fez no jogo com o Portimonense, tendo em conta o jogo da Liga Europa. Não sou ninguém para ditar as suas escolhas, mas parece-me pouco provável.»

Sempre quentes
«Os clássicos sempre foram quentes e a rivalidade é culturalmente assumida. Nada de novo, nada que não passe de um ano para o outro.»

Sonhos
«Espero o Benfica que luta em todas as competições, que, à excepção da Liga dos Campeões e da Supertaça, se manteve vivo em todas as frentes, que alimenta, tal como nós, o sonho da Liga Europa e o sonho do título. Espero um Benfica de topo, difícil de batalhar e com aspirações a ser bicampeão nacional.»

Aberrações e convicções
«Chamar ao FC Porto uma equipa de transição é algo aberrante, quando o FC Porto detém o melhor ataque e a melhor defesa, quando joga continuamente em posse de bola, que é algo que tem um significado especial para esta equipa técnica. Isso reflecte a nossa identidade, a nossa cultura de posse e a ênfase que damos ao jogo apoiado e curto e ao futebol bem jogado.»

Outro nível
«Não vamos pedir nada de mais aos jogadores, nada que não lhes tenhamos pedido nos outros jogos. É óbvio que o factor emocional vai elevá-los para patamares motivacionais intensos e logo veremos. Penso que será decisivo termos uma boa entrada e espero que valha a pena como espectáculo.»

Medidas anti-futebol
«Isso remete-nos para a questão da legalidade das claques, matéria sobre a qual percebo pouco. Pelo menos, damo-nos por felizes por as nossas serem legais. Será talvez a segunda pior decisão anti-futebol que o Benfica teve, porque a primeira foi recomendarem aos seus adeptos que não assistissem aos jogos fora. Esta surge na continuidade, é mais uma medida anti-futebol e, portanto, não é nada de surpreendente.»

Talento e controlo
«O Hulk e o Sapunaru são dois jogadores de grande talento e de grande controlo emocional. O que se passou, ou o que não se passou, já passou e os jogadores estão conscientes do que têm que fazer em campo e isso é que faz a diferença.»

Que lhe corra bem
«Se não me engano, é o primeiro clássico do Duarte Gomes. Que lhe corra bem. É a única coisa que lhe posso desejar. Que todas as decisões sejam correctas.»

Dificuldade de escolha
«Hoje treinámos a um nível fora do normal. Todos muito competitivos, todos muito disponíveis, não só o Rúben, que teve um bom momento na selecção, mas todos os outros, o que aumenta a dificuldade de escolha do treinador.»

Alto rendimento
«[A distinção do FC Porto como melhor equipa mundial no mês de Março pela IFFHS] É sinal de que aquilo que fizemos em Março foi bom e, se calhar, o que fizemos em Março reflectiu-se naquilo que é actualmente a tabela classificativa. O Benfica tinha sido considerada a melhor equipa de Fevereiro e nós, que já tínhamos sido distinguidos em Dezembro, mantivemos o nosso rendimento desportivo em Janeiro, Fevereiro e Março.»

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Maicon, Álvaro Pereira, Fucile, Rolando, Sapunaru e Otamendi.
Médios: Guarín, Belluschi, João Moutinho, Fernando, Rúben Micael, Cristian Rodríguez, James e Varela.
Avançados: Falcão e Hulk.

21 março, 2011

A 90 minutos do título de campeão nacional

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assistência: 46.006 espectadores.

Árbitro: André Gralha (Santarém), Assistentes: Luís Marcelino e Luís Cabral; Quarto Árbitro: Humberto Teixeira.

FC PORTO: Beto; Fucile, Rolando, Maicon e Fucile; Fernando, Guarín e Fucile; Hulk, Falcao «cap.» e Varela.
Substituições: Fernando por João Moutinho (60m), Varela por Rúben Micael (75m) e Hulk por Mariano (80m).
Não utilizados: Helton, Rodríguez, Sereno e James.
Treinador: André Villas-Boas.

ACADÉMICA: Peiser; Pedrinho, Berger, Luiz Nunes «cap.» e Hélder Cabral; Nuno Coelho e Diogo Melo; Hugo Morais, Addy e Sougou; Diogo Valente.
Substituições: Hélder Cabral por Laionel (46m), Diogo Valente por Carreño (67m).
Não utilizados: Ricardo, Sow, Bischoff, Grilo e Pedro Costa.
Treinador: Ulisses Morais.

Marcadores: Addy (31m), Guarín (54m), Maicon (62m), Varela (74m).

Disciplina: cartão amarelo a Diogo Melo (12m), Maicon (28m), Hugo Morais (38m), Addy (50m), Belluschi (53m), Diogo Valente (57m), Luiz Nunes (66m).

O Estádio do Dragão encheu-se, este domingo, para ver os quase campeões nacionais triunfarem sobre a Académica por 3-1, com golos de Guarín (54’), Maicon (62’) e Varela (73’), em jogo a contar para a 24ª jornada da I Liga.

Apesar da derrota, a Académica bem pode orgulhar-se da sua prestação dentro das quatro linhas da casa do Dragão, jogando cara-a-cara com o invicto FC Porto no campeonato português.

A equipa de Coimbra, depois de uma má fase no campeonato português, conseguiu reencontrar-se e só não foi capaz de sair com os três pontos na jornada 24 porque encontrou um Dragão determinado a celebrar o titulo de campeão nacional o mais rápido possível.

A turma de Ulisses Morais foi a primeira a inaugurar o marcador, por intermédio de David Addy ao minuto 31, numa excelente jogada rápida da equipa de Coimbra e que culminou com um chapéu do jogador emprestado pelos azuis e brancos a Beto, que esta noite substituiu Helton na baliza.

O FC Porto saiu para o intervalo a perder por 1-0 mas no segundo tempo a vontade e ansiedade que os portistas imprimiram dentro de campo acabaram por ditar o inevitável: o triunfo dos azuis e brancos.

Ao minuto 54, o já suspeito de costume Freddy Guarín estabeleceu novamente o empate após uma boa jogada individual de Belluschi, um dos que não descansou enquanto não viu a bola a bater dentro da baliza da Académica. Logo de seguida, Maicon e Silvestre Varela fizeram a vontade ao “Samurai” argentino, selando o resultado em 3-1, ao som de «Campeões, Campeões, nós somos Campeões», entoado pelos 46 mil adeptos presentes no Dragão.

Apesar da excelente atitude dos estudantes, os Dragões conquistam um triunfo incontestável que os deixam a 90 minutos do título do campeão nacional. Mas não são uns 90 minutos quaisquer, pois têm de defrontar o Benfica na Luz, na jornada nº 25, que se realiza a 03 de Abril.

A I Liga pára durante duas semanas devido aos compromissos com os jogos das selecções que se realizam durante a próxima semana.

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «A Académica teve oportunidades e nós também, não se resume só à segunda parte. Foi decisivo termos chegado ao golo o mais rapidamente possível. Houve muito querer dos jogadores e um sinal muito forte do nosso objectivo. A mensagem ao intervalo não foi nada de especial, passei apenas tranquilidade. Este estádio gera um certo tipo de ansiedade e de exigência máxima. Continuo a alertar para o caso do Dortmund, que teve 13 pontos de vantagem e agora só tem sete. O jogo da Luz não é mais especial. Recordo que o Benfica teve essa oportunidade aqui no ano passado e deu no que deu.»

Maicon: «Queremos ser campeões. O golo que marquei foi importante para manter a equipa na sequência de vitórias. Venho trabalhando constantemente para manter a titularidade. O futebol é assim. As críticas só servem para crescer e dei a volta por cima. O treinador mandou-nos continuar a ter o ritmo do jogo. Sabemos que a Académica é muito forte. Foi das poucas que nos deu muito trabalho aqui no Dragão, mas graças a Deus conseguimos a vitória.»