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16 novembro, 2011

A exigência de uma História

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Com o futebol parado, as modalidades a produzir bons resultados e exibições, sobrou algum tempo livre para finalmente ler e tentar perceber os R&C do clube e da SAD do nosso clube.

No que à SAD diz respeito, os números não me surpreendem absolutamente nada, visto que as transferências do Falcao e do Ruben Micael não fazem parte deste exercício de contas, que já vai no 5º exercício consecutivo a dar lucro. O R&C está na internet no site da CMVM para quem quiser consultar, e apresenta pela primeira vez, um relatório altamente pormenorizado de todas as operações efectuadas pela SAD.

O Clube, esse, depois do aumento das cotas, ainda não é significativo o resultado. Continua a rentabilizar o seu património e a ter de cumprir com o pagamento, quer do Estádio do Dragão, quer do Plano Mateus (o totonegócio).

Continuamos também a pagar a dívida que temos para com a SAD, e aqui é que me causa algumas preocupações, não por não termos como pagar, mas pelo facto do clube apenas tirar da rentabilidade das cotas para pagar esta dívida.

Já aqui falei algumas vezes que devemos apostar no maior número de sectores, rentabilizar ao máximo o nosso património e ter uma política “pró-sócio” e aposta dura no merchandising, que nos chamados “rainy-days”, termos um pé de meia para fazer frente às dificuldades daquilo que sabemos que o actual Futebol Negócio coloca.

Mesmo assim, não é uma preocupação que me tire o sono, embora já ande pela TV e jornais que o FC Porto deve noventa e muitos milhões à banca e o passivo blábláblá. Vindo de onde vem, nem chega a ser uma critica. Só acabam por meter os pés pelas mãos nas críticas que fazem porque assumidamente, não percebem um CÚ daquilo que estão a dizer.

Um clube que tem de passivo 98M€, tem um património que ultrapassa este valor em quase o dobro (sim porque ao contrário dos outros de Lisboa, o Estádio, a Sede, o Pavilhão são nossos, não foram vendidos às SAD´s), e uma SAD que se vender todos os jogadores que tem, ainda sobra dinheiro para todos os sócios do FC Porto irem passar férias a um destino exótico qualquer, porque não somos, nem estamos dependentes do BES, por exemplo, para nada. Concluindo, o FC Porto está muito mal, segundo o parolo da SIC dos Caracóis. Haja paciência para estes palermas.

Se quisermos ser construtivos e não estarmos à espera de protagonismos televisivos, podemos apontar pormenores que no futuro podem vir a ser úteis. Eu, por exemplo, sempre achei que a nossa SAD tem uma máquina muito bem montada e oleada, mas confia demasiado no mercado, bem como nas transferências. Até aqui, nenhum problema, com um sistema que é aplaudido pelo mundo inteiro. Ainda à bem pouco tempo, mais precisamente no dia 12-11-2011, foi no L´Equipe, com um estudo ao pormenor sobre o nosso modelo de gestão. O problema vem quando, por exemplo, o Atlético de Madrid não paga o que deve, o FC Porto tem mais dificuldades em chegar ao mercado que quer, criando alguns problemas de tesouraria, aparecendo como é claro, a única hipótese, mais rápida, que é virar-se para os Fundos onde corremos alguns riscos.

Nós, com o que temos amealhado, já começamos a mudar a agulha. Adquirimos o PORTO CANAL para uma proximidade com os associados e a divulgação do Universo FC Porto, bem como uma política de preços de bilheteira fora do comum, com bilhetes a 1EUR e 2EUR nas modalidades, para além de descontos para o Futebol.

Infelizmente, continuamos com um atendimento ao sócio, bem como com o merchandising, que são duas torneiras de dinheiro, que bem aproveitadas, podem tirar numa altura destas, com um mercado meio parado, um continuar normal das operações. No entanto, como exemplo, continuamos a ter camisolas a 80EUR e a informação ao sócio, bem como as vantagens do mesmo muito formatadas, tipo pacote de minutos.

Esta é uma exigência que faço ao meu clube para que tentemos ser os melhores, em tudo aquilo que nos propomos a fazer, que não sejamos mais uma Fiorentina, que depois do dinheiro acabar, foi ao fundo; um Liverpool que foi comprado por tuta e meia e os sócios nada fizeram para impedir, que ainda no ano passado esteve para fechar; um Alavés que confiou no dinheiro de um Russo que afundou o clube; o Blackburn que apenas confiou nos resultados; e num Nottingham Forest que morreu e anda a tentar não afogar nas divisões secundárias, depois de anos de glória.

O mercado vai mudar, aliás, já mudou. Confio na nossa direcção, mas a História mostra que há que ter alguma exigência na forma como se gere, porque o nosso Presidente não durará para sempre e não vá o Diabo tecê-las, e aparecer por aí um messias qualquer a prometer mundos e fundos, e é assim que começa o principio do fim. Por isso, o ser exigente com vitórias, a mim pouco me diz. HÁ QUE SER EXIGENTE EM TUDO!

Um abraço Tripeiro e muito... muito Portista a todos.

24 outubro, 2010

Assembleia Geral marcada para dia 28Out

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21/10/2010
Convocatória para Assembleia Geral


Nos termos dos artigos 106º e 108º dos Estatutos do FC Porto, convoco os Senhores Associados a reunirem em Assembleia Geral Ordinária, Quinta-Feira, dia 28 de Outubro, pelas 20h30, no Estádio do Dragão, Piso -3, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 - Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas da Exmª. Direcção e respectivo Parecer do Conselho Fiscal, referente ao período de 1 de Janeiro de 2010 a 30 de Junho de 2010;

2 - Meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube.

Se à hora marcada não estiver presente o número de Associados imposto estatutariamente, a Assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, uma hora depois, com qualquer número de Associados presente, de acordo com as disposições estatutárias.

Porto, 20 de Outubro de 2010

O Presidente da Assembleia Geral
Dr. Fernando Arnaldo Sardoeira Pinto

fonte: fcporto.pt

25 março, 2010

Assembleia Geral Ordinária marcada para hoje

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Os associados do FC Porto estão convocados para uma Assembleia geral ordinária, a realizar no dia 25 de Março, quinta-feira, pelas 20h30, no piso -3 do Estádio do Dragão.

    COMUNICADO

    Nos termos dos artigos 106º e 108º dos Estatutos do FC Porto, convoco os Senhores Associados a reunirem em Assembleia Geral Ordinária, na quinta-feira, 25 de Março de 2010, pelas 20h30, no Estádio do Dragão, Piso -3, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

    1 – Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas da Exma. Direcção e respectivo parecer do Conselho Fiscal, referente ao período de 1 de Julho de 2009 a 31 de Dezembro de 2009;

    2 – Meia hora para serem tratados assuntos de interesse para o Clube.

    Se à hora marcada não estiver presente o número de Associados imposto estatutariamente, a Assembleia reunirá, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma Ordem de Trabalhos, uma hora depois, com qualquer número de Associados presente, de acordo com as disposições estatutárias.

    Porto, 17 de Março de 2010

    O Presidente da Assembleia Geral
fonte: fcporto.pt

11 agosto, 2009

Formação 2008/2009 - Parte I

Com o início da maioria das competições das camadas jovens previsto apenas para meados de Setembro, irei nas próximas semanas fazer um pequeno resumo do que aconteceu na última temporada nas diferentes modalidades.

Comecemos então pelo Hóquei em Patins.

A juventude do hóquei está de parabéns. Foi uma época fantástica nos diversos escalões. Para se ter uma ideia, em 8 títulos possíveis, os jovens dragões conquistaram 6 títulos, um 2º lugar e apenas os Juniores não conseguiram o acesso a uma das fases-finais.

Mas vamos por partes. A época do hóquei divide-se em duas partes. Um primeira a nível distrital e depois, caso sejam apurados, uma a nível nacional.

A nível distrital, melhor era impossível. Vencemos nos 4 escalões.
Os Juniores com uma 1ª fase onde apenas averbaram um empate e uma derrota (com o Valongo) venceram na final o Gulpilhares por um esclarecedor 9-3.
Os Juvenis ainda fizeram melhor. Uma 1ª fase totalmente vitoriosa (16 jogos; 16 vitórias), tendo a final sido disputada também contra o Gulpilhares, com os jovens dragões a esmagar a equipa gaiense por 8-0.
Os Iniciados também não quiseram ficar atrás e dominaram também por completo o campeonato distrital da categoria. Em todo o campeonato consentiram apenas um empate frente ao seu mais directo adversário, o Infante Sagres.
Por fim os Infantis. Nada melhor que os números para mostrar a nossa superioridade neste escalão: 14 jogos, 14 vitórias, 197 golos marcados e apenas 17 sofridos. Esclarecedor...

Depois deste domínio avassalador demonstrado nos Distritais, os nossos jovens voltaram-se para os Nacionais.
Os nacionais dos vários escalões são disputados da seguinte forma: Uma 1ª fase com 6 equipas, onde se apuram as duas primeiras classificadas para uma 2ª fase de apenas 4 equipas. Nesta 2ª fase, os dois primeiros classificados apuram-se para a final-four com as equipas da zona sul para se apurar o campeão nacional.
Também a nível nacional, o FC Porto mostrou que se encontra muito bem em termos de formação. Apenas a equipa de Juniores desiludiu. Depois de facilmente ter ultrapassado a 1ª fase, os jovens dragões falharam o acesso à final-four, não conseguindo melhor que um terceiro lugar atrás de Óquei de Barcelos e Gulpilhares. A equipa de Barcelos foi a vencedora da competição.
Na categoria de Iniciados, o FC Porto também esteve em bom plano, sagrando-se vice-campeão nacional, cedendo apenas para o Óquei de Barcelos. No jogo decisivo da final-four o FC Porto perdeu com a equipa de Barcelos por 3-1, tendo vencido os restantes jogos: com o Paço de Arcos (2-1) e com o Sporting (4-0).
Os mais pequenos (Infantis) tiveram uma disputa épica com o nosso maior rival: mais uma vez o Óquei de Barcelos. Na 1ª fase conseguiram-se se superiorizar acabando a respectiva fase em 1º lugar (cedendo apenas 1 empate). No entanto na 2ª fase foi a vez dos jovens barcelenses levarem a melhor, vencendo inclusive os 2 jogos com o FC Porto. Na fase decisiva da prova, com a equipa de Barcelos a ser surpreendida na 1ª jornada pelo Sporting, o jogo da 2ª jornada entre o FC Porto e o Barcelos adivinhava-se decisivo. No entanto o empate a 2 golos adiou tudo para a última jornada. Aí os nossos jovens não facilitaram e golearam o Sporting por 4-0, sagrando-se muito justamente campeões nacionais.
Para terminar, os Juvenis. Domínio absoluto quer na 1ª fase, quer na 2ª fase, embora sempre com o Barcelos à perna. Na final-four, os juvenis simplesmente não deram hipóteses. Vitória em todos os jogos: 4-3 ao Benfica, 3-2 ao Barcelos e 5-2 ao Sporting.

Resultados & Classificações - Época 2008/09
Um grande abraço a todos e até para a semana
PedroPorto

17 março, 2009

"Infelizmente, Pinto da Costa não é eterno"

O administrador da F.C. Porto, S.A.D., Fernando Gomes, desvaloriza a acusação de falência técnica da Sociedade Anónima Desportiva dos Dragões. Acredita que as finanças do clube se encontram de boa saúde e revela que a Liga dos Campeões é uma das apostas do F.C. Porto para valorizar os activos.

FC Porto dá ao Estado 20 milhões de imposto

Fernando Gomes está há nove anos na administração da SAD do F. C. Porto e reconhece que o actual quadro decrise global também se aplica no Dragão. A confiança no presidente e nos resultados da equipa ajudam a combatê-lo.

Numa semana particularmente feliz para o F. C. Porto, Fernando Gomes, 57 anos, quebrou um longo silêncio e, em entrevista ao JN, abordou os diversos temas da actualidade do Dragão.

O administrador da SAD portista acredita que o clube já conseguiu dar a volta a uma situação difícil, criada pelo processo Apito Dourado, que chegou a pôr em causa a presença na Liga dos Campeões, e atribui todo o mérito dessa realidade a Pinto da Costa. Só lamenta que o presidente não possa durar para sempre...

Qual é o real significado do apuramento para os quartos-de-final da Champions para o F. C. Porto?

Os 2,5 milhões de euros garantidos não são desprezíveis, mas, acima de tudo, este apuramento tem um enorme valor desportivo. Não só por voltar a disputar os quartos-de-final, passados cinco anos, conhecendo a realidade dos países dos outros sete clubes, mas também pelo factor de valorização dos próprios jogadores. O valor de uma equipa que não vai à Champions, que fica na primeira fase ou de uma que é afastada da Taça UEFA é completamente diferente do de uma equipa que atinge os "quartos" ou as meias-finais de uma competição europeia de elite como a Champions League. A passagem tem um valor intrínseco muito elevado do ponto de vista da valorização dos activos da SAD.

A qualificação surge num ano em que a presença na prova esteve em risco...

Como é do conhecimento geral, todos os procedimentos relativos a este processo, quer desportivos quer criminais, ainda não estão terminados. Quando estiverem, teremos oportunidade para tecer algumas considerações sobre a forma como este processo foi desencadeado e conduzido. E, se calhar, algumas personagens do futebol nacional não vão ficar muito bem na fotografia.

Chegou a temer que o F. C. Porto não jogasse a Champions em 2008/09?

Foi um episódio muito negro e que só sucedeu porque houve uma pessoa que, exorbitando as suas competências, funcionou como "musa inspiradora" do senhor Cunha Leal, que, apesar de não perceber nada de regulamentos e de ter sido responsável por dois grandes escândalos do futebol português - a inscrição de Ricardo Rocha pelo Benfica e a permissão da realização do jogo Estoril-Benfica no Algarve - lançou a nuvem do artigo 1.04, gerando um alarido que levou a UEFA a abrir o processo. Foi também essa "musa" que deu todas as dicas ao "renomado" José Manuel Delgado, permitindo-lhe que efectuasse uma campanha lamentável contra o F. C. Porto no jornal A Bola. Ainda mais grave é um clube que não logrou atingir a Liga dos Campeões ter agido sem pensar nas consequências para o futebol português. E depois ainda tiveram a lata de vir dizer que, se ganhassem esse direito através dos tribunais, não iriam participar. Só dá mesmo vontade de rir!

A nível desportivo, a época não começou bem para a equipa de futebol...

Não podemos esconder que, na primeira fase da temporada, as coisas demoraram algum tempo a funcionar. A equipa perdeu três elementos importantes e teve dificuldades para reencontrar a estabilidade e o equilíbrio. Felizmente, com o trabalho, denodo e seriedade colocada em todo o processo de integração dos novos elementos, conseguiu estabilizar e hoje podemos dizer, passados nove meses da época se ter iniciado, que estamos praticamente em todas as frentes: nos "quartos" da Champions, no primeiro lugar da Liga e nas meias-finais da Taça de Portugal. Estamos satisfeitos.

O processo Apito Dourado afectou a credibilidade do clube e da SAD?

Muito mais do que o facto em si, até porque alguns processos estão a decorrer e outras decisões já foram favoráveis, alguns órgãos de comunicação social empolam as questões, denegrindo e desvirtuando o que está efectivamente a ocorrer, passando uma imagem negativa. Tudo o que foi dito neste processo tem impacto negativo sobre a sociedade. Não posso esconder que afectou a credibilidade, mas o que temos feito tem atenuado isso.

Sente Pinto da Costa cansado com todo este processo?

Se ele estivesse cansado, em função das dificuldades que o F. C. Porto tem tido nos últimos dois anos, não teríamos conseguido dar a volta como aparentemente temos conseguido. O seu entusiasmo, capacidade de liderança e atenção aos mais pequenos pormenores permitiram-nos ultrapassar as barreiras que surgiram. Não vou dizer que o presidente não se tenha desgastado com todo este processo, porque desgasta qualquer ser humano e o presidente é um ser humano, com todas as suas fortalezas mas também debilidades. Acima de tudo, a sua capacidade de superação das situações mais difíceis permitiu estarmos hoje onde estamos em termos desportivos.

Consegue imaginar a SAD do F. C. Porto sem Pinto da Costa?

Ao longo dos últimos 26 anos, Pinto da Costa tem tido uma liderança forte, fundamental para o sucesso do F. C. Porto. Esquecer essa realidade é escamotear a realidade do F. C. Porto. A vida tem de continuar porque as pessoas não são eternas. O que nós desejamos, em função daquilo que tem acontecido, é que o presidente seja eterno, mas infelizmente isso não é possível. Um dia, as coisas terão de evoluir sem o presidente. Espero que esse tempo ainda esteja muito longe de se concretizar porque a sua capacidade e visão estratégica são fundamentais para o sucesso que o F. C. Porto tem tido. Ele é um factor de coesão e de agregação.

"Só nos restava a alternativa de aumentar a massa salarial"

Como define o relatório e contas da SAD no 1.º semestre desta época, com um resultado operacional positivo de 2,8 milhões de euros ?

Não houve grandes surpresas, tendo em conta o passado do F. C. Porto, embora haja três ou quatro elementos que agravaram as contas e que saíram um pouco fora do nosso controlo, nomeadamente a questão da crise global.

A questão da falência técnica, pelo facto de o capital próprio da SAD (16,3 milhões) não atingir metade do capital social, deve colocar-se?

Há três anos, a lei previa que uma sociedade que apresentasse prejuízos em dois anos sucessivos e que tivesse menos de 50% do capital podia ser dissolvida automaticamente. Era uma legislação agressiva, que foi alterada para impedir que essa dissolução acontecesse de imediato. O facto de, pontualmente, a sociedade ter um capital inferior a 50% pode não ser o factor decisivo, pois nas sociedades anónimas desportivas não são permitidas as valorizações dos activos, existindo uma reserva oculta ao nível do plantel que não sendo expressa contabilistamente, poderá criar uma distorção em relação ao valor intrínseco da sociedade.

O passivo de 152,8 milhões preocupa?

O número em si pode não significar uma análise definitiva à sociedade. O segredo está na correlação do montante em dívida com a capacidade de gerar meios para a pagar. No grupo do F. C. Porto, não só a SAD, estamos relativamente confortáveis. Temos um endividamento elevado, da ordem dos 90 milhões de euros, a EuroAntas tem um endividamento de 30 milhões de euros no âmbito da construção do estádio, o F. C. Porto clube tem um endividamento sem expressão. Temos de analisar a evolução dos negócios, para podermos cumprir as nossas responsabilidades perante a banca, com a consciência de que temos uma situação financeira relativamente controlada.

Sente-se mais confortável do que se tivesse de gerir a SAD do Benfica ou do Sporting?

Acima de tudo, preocupo-me com o FC Porto. As análises comparadas são sempre relativas. Nas circunstâncias actuais, o F. C. Porto está bem e recomenda-se, embora atento ao futuro próximo para potenciar o que tem de bom: os activos que consegue recrutar e formar, que rapidamente se transformam em estrelas europeias. Por outro lado, muitas vezes diz-se que esta actividade é pouco rigorosa, mas temos dado uma imagem de transparência. No último ano, pagámos ao estado 15 milhões de euros, subindo esse valor para 20 milhões se contabilizado o F. C. Porto clube.

A filosofia é para manter?

Com a liderança de Pinto da Costa, a sociedade assumiu a filosofia de estar neste negócio com alguma dose de risco, para criar equipas competitivas, eventualmente com custos maiores do que outras, para estar a um nível elevado nos mercados nacional e europeu. Isto é impossível de conseguir com custos reduzidos, sabendo que estar sempre na alta roda do futebol europeu vai permitir gerar as mais-valias para colmatar os défices de exploração.

Nesse contexto, considera normal gastar 40 milhões em salários?

Só nos restava a alternativa de aumentar a massa salarial, para termos um Lucho, um Lisandro ou um Hulk, com a consciência de que, através da montra que é a Champions, poderíamos valorizar os jogadores com mais-valia e reequilibrar as contas. Mas temos consciência de que as condições de mercado se alteraram de forma significativa. Alguns passos já foram dados, com a aposta no projecto Visão 611, para criar condições internas para desenvolver uma política de formação que nos últimos anos tem andado arredada do F. C. Porto e de fazer uma maior procura de valores portugueses e jovens, para reforçar a capacidade competitiva da equipa com um eventual menor custo.

Jesualdo à espera do "timing" apropriado

Na entrevista ao JN, Fernando Gomes não desvendou o mistério em que se está a tornar a situação do treinador Jesualdo Ferreira, que termina contrato com o F. C. Porto no final desta época e ainda não revelou se renova ou se vai abandonar o comando técnico dos dragões. "Sou um membro de um órgão colegial. Essas questões têm um timing de análise e de avaliação. No tempo oportuno, a administração irá tomar a decisão que, no seu entender, melhor defende os interesses do F. C. Porto, não deixando de fazer a avaliação correcta de todo o trabalho desenvolvido pelo professor Jesualdo Ferreira nos últimos três anos", afirmou o administrador da SAD portista, igualmente reservado quanto a questões como a renovação de Lisandro e a quantidade de jogadores no plantel azul e branco: "Reservo a minha opinião para a divulgar no sítio certo, quando me é solicitada, e não a exteriorizo".

[VIDEO DA ENTREVISTA, A COLOCAR MAIS TARDE]

# fonte: Jornal de Noticias

31 maio, 2008

As nossas contas de 2006/07

Patrocinadores do FC Porto garantem retorno de 100 milhões

O FC Porto recorreu à «super flash» para dar mais visibilidade aos patrocinadores.

O FC Porto terá garantido cerca de 100 milhões de euros de retorno aos seus patrocinadores no primeiro semestre da época, segundo um estudo da consultora Cision. Paralelamente, o clube assegurou, com esses contratos, 6,5 milhões de euros de receitas.

Os quatro patrocinadores principais do clube - PT, BES, Revigrés e Nike - garantiram um retorno mensal de 2,4 milhões de euros, tendo os patrocinadores «platinum» - Carlsberg, Toyota, Império Bonança, BPI, Dolce Vita, Sacoor e Dragão Mobile - conseguido o valor mensal de 885 mil euros em igual período.

Os equipamentos oficiais são os que proporcionam maior retorno às marcas, seguidos das conferências de imprensa, da publicidade estática, do equipamento de treino e da «super flash», uma mini-conferência de imprensa que tem por objectivo dar visibilidade aos patrocinadores.

As receitas de publicidade e sponsoring do FC Porto na época 2006/2007 atingiram os 11,4 milhões de euros, um aumento de 25,3% em relação ao ano anterior.

FC Porto - Campeão de receitas de patrocinios

O FC Porto foi o clube português que mais receitas de publicidade e patrocínios arrecadou nas últimas três épocas – um total de 31 milhões de euros, superior ao Benfica, que recebeu 29,56 milhões de euros. A distância considerável ficou o Sporting, que obteve uma receita de 12,98 milhões de euros. A vitória portista, também neste campeonato, reflecte um facto incontornável: nos últimos cinco anos, foi campeão quatro vezes, contra uma do Benfica.

Não deixa, no entanto, de causar alguma surpresa que a capacidade de angariação de publicidade e patrocínios do FC Porto já ultrapasse a do Benfica, que é o clube com maior massa de adeptos no País, a distância considerável dos seus rivais, e, como tal, um alvo mais atractivo para as principais marcas e “sponsors".

# post originalmente publicado no norteamos em 13Mai2008