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18 maio, 2019

CAMPEONATO DA VERGONHA.

FC PORTO-sporting, 2-1

À entrada para a última jornada do campeonato da vergonha, o FC Porto tinha ainda uma palavra a dizer em relação ao desfecho desta competição de mentiras e aldrabices. O futebol português mergulha cada vez mais num manto de suspeições e de falta de verdade desportiva, mas a comunicação social parece uma daquelas lavandarias multinacionais que não se cansa de trabalhar dia após dia.

Como apenas interessava vencer o seu jogo e esperar por um improvável trambolhão em casa do seu rival, o FC Porto fez o que lhe competia no seu estádio. Venceu o Sporting por 2-1, mas manteve-se e terminou no 2º lugar da prova. Sérgio Conceição escalonou um onze muito próximo daquele habitual onze-base. Apenas Brahimi ficou no banco, cedendo o lugar a Otávio. Na defesa, Militão regressou à ala, deixando a dupla de centrais formada por Pepe e Felipe.


Desde o minuto inicial que o FC Porto procurou o golo, mas sem precipitações. Os Dragões sabiam que tinham um oponente de valor e que iria vender cara a derrota na partida. Contudo, aos 17 minutos, Corona aproveitou muito bem uma desatenção defensiva leonina e na contra-ofensiva foi agarrado por Borja quando se isolava para a baliza de Renan. O árbitro, incompetente como quase sempre, mostrou a cartolina amarela, mas foi alertado pelo VAR para rever a decisão. Convidado a visualizar as imagens, reverteu a decisão, mostrando a competente cartolina vermelha ao jogador leonino, sem margens para dúvidas.

Já é hábito nos jogos do FC Porto a tomada de decisões permanentemente erradas e sempre contra o FC Porto. Quando vejo os jogos da equipa azul-e-branca, tenho evitado, por exemplo, festejar os golos antes de confirmados porque já sabemos que estes artistas são capazes de meter as mãos pelos pés e tomar as decisões mais absurdas que há no futebol. A tecnologia do VAR provou esta época que, em vez de vir para ajudar como seria suposto, veio para “aldravar”.

Depois da expulsão, os Dragões tiveram uma maior predominância no jogo como seria de esperar e criaram verdadeiros embaraços para a defensiva verde. O s ataques e tentativas à baliza de Renan sucederam-se minuto a minuto. Marega esteve perto do golo à passagem dos 25 minutos e dez minutos depois chegou mesmo a introduzir a bola na baliza contrária, mas o maliano estava em fora-de-jogo. A fechar o primeiro tempo, Alex Telles quase repetia o golo marcado na Madeira, na semana passada, mas Renan sacudiu a bola com a ponta dos dedos.


Sérgio Conceição foi para o intervalo com a clara sensação de que haveria que mudar algo na equipa, principalmente pelo facto de estar a jogar em superioridade numérica. Manafá e Brahimi entraram ao intervalo para os lugares de Pepe e de Otávio. Militão passou para o centro da defesa, fazendo parelha com Felipe. Apesar destas mudanças, a equipa portista não conseguiu asfixiar o seu adversário. A equipa do Sporting estava bem organizada no seu terreno e espreitava o contra-ataque, mas sem efeitos práticos.

No entanto, à passagem dos quinze minutos da etapa complementar, o Sporting, sem nada justificar, aproveitou da melhor forma um erro defensivo portista. Num passe disparatado de Corona, Diaby desmarcou Phelyppe e este colocou a bola na baliza de Vaná. Sentiu-se, no estádio, que o golo não iria ser entrave para o FC Porto virar o jogo, mas havia que ser mais assertivo e rigoroso a atacar.

A equipa portista começou a carregar fortemente sobre a equipa lisboeta. Danilo rematou à trave aos 72 minutos e cinco minutos depois na cobrança de um pontapé de canto cobrado por Corona, a bola foi ter à cabeça de Soares que a colocou, de imediato, à mercê do trinco português. O jogador portista, também de cabeça, empatava a partida.


Depois do empate restabelecido, assistiu-se a um verdadeiro sufoco à baliza de Renan. O lance que antecede o segundo golo portista é sintomático. Marega isolou-se pela direita, aos 86 minutos, colocou a bola para o remate de Aboubakar, entretanto entrado para o lugar de Telles. A bola foi defendida por Renan e sobrou para Herrera que também rematou dentro da área contra um defesa contrário. Acuña tentou sair a jogar, mas a bola foi interceptada por Corona. O mexicano cruzou para o cabeceamento de Soares para a baliza. Só que Mathieu salvou a bola em cima da linha de baliza, com um corte para cima das malhas.

Na sequência, o canto foi batido por Corona, Felipe interceptou de cabeça e Herrera, num pontapé de moinho, fez o resultado final, colocando os Dragões em vantagem. Com 2-1, o Sporting jamais conseguiu reagir. Apesar de tudo, tempo ainda para uma confusão entre jogadores de ambas as equipas que culminou com a expulsão de Corona.

Terminada a liga da vergonha, as atenções viram-se para a final da Taça de Portugal, no estádio de Oeiras onde o FC Porto volta a medir forças com o Sporting, no próximo Sábado. O vencedor desse jogo vai arrecadar o segundo troféu mais importante do futebol português. Esperemos todos que a falta de vergonha não se transfira para o Jamor.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Temos um título para conquistar no próximo fim de semana"

Um jogo num contexto difícil
“Sabíamos que, por tudo o que tem acontecido nas últimas semanas, seria muito difícil ganhar este campeonato. Tínhamos de fazer o nosso trabalho mas não entrámos com o entusiasmo que eu queria. Era um jogo num contexto difícil. Passámos muitas jornadas do campeonato no primeiro lugar, fizemos nestes dois anos 88 e 85 pontos, ultrapassámos os 170 pontos, é algo de realçar, mas infelizmente não chegou para sermos bicampeões. Temos um título para conquistar no próximo fim de semana e temos de dar o nosso melhor para o conquistar. Na segunda parte, já fomos mais iguais a nós próprios e fomos à procura da vitória. Independentemente do que se passasse no outro estádio, o importante aqui era ganharmos e ficarmos com os três pontos. Conseguimos uma vitória justa.”

A expulsão de Jesús Corona
“Só é pena esta parte final. Não vi nenhuma agressão por parte do Corona e ficámos sem um jogador importante para a final. Tenho ali o jogador totalmente destroçado, devido a uma situação em que ele não fez absolutamente nada. Houve ali muitos jogadores naquela escaramuça que tiveram intenção mas só o Corona foi expulso.”


Comentários prometidos para a próxima semana
“Depois de sábado falarei em relação a muitas coisas, neste momento é focar no trabalho e na disputa do título que temos pela frente.”

O agradecimento aos adeptos no final
“É por tudo o que foi esta época, por todo o que é esta paixão que existe neste clube, por tudo aquilo que é a relação entre a equipa e os adeptos. Têm sido dois anos maravilhosos, mas infelizmente não se podem vencer todos os títulos. Temos um título agora na próxima semana para lhes oferecer, porque eles merecem, o clube e os adeptos.”



RESUMO DO JOGO

12 maio, 2019

PASSEIO PELA MADEIRA.


NACIONAL-FC PORTO, 0-4

A viagem à Madeira foi para o FC Porto uma deslocação tranquila e sem sobressaltos. Os Dragões apresentaram-se com o claro objectivo de conquistar os três pontos e manterem a decisão do título até à última jornada. Sem realizarem uma grande exibição, os azuis-e-brancos dominaram e controlaram o jogo desde o início.

Sérgio Conceição, sem poder contar com Herrera e Brahimi e deixando Pepe no banco, apostou num meio-campo com Danilo e Óliver com o apoio de Otávio que descaía para as alas. O jogo iniciou-se com as devidas cautelas, até porque o Nacional jogava a derradeira oportunidade de se manter na primeira liga.


Não foi por acaso que aos 12 minutos o Nacional desperdiçou uma soberana oportunidade de golo. Militão cortou um lançamento longo de cabeça, mas de uma forma deficiente, Vaná saiu extemporaneamente da baliza, a bola sobrou para Marakis que, de baliza aberta, rematou às malhas laterais. O primeiro e único momento de grande susto para o FC Porto foi, de facto, a primeira situação de jogo.

Na resposta, o FC Porto chegou ao golo. Alex Telles foi chamado a cobrar um livre quase em zona frontal, após derrube a Otávio, e inaugurou o marcador com um golo de belo efeito. A partir daí o Nacional parece ter acusado o golo e o FC Porto baixou, de certa forma, a intensidade. O jogo perdeu alguma emoção e o ritmo baixou, de certa forma.

Perto da meia hora, Óliver Torres, em “slalom”, aproveitou o espaço para correr até à grande área do Nacional e rematou para a baliza contrária com sucesso. O jogo tornava-se um pouco à semelhança do que aconteceu há 15 dias atrás em Vila do Conde. Uma vantagem de dois golos que dava um certo conforto, mas jamais para descansar à sombra de tal "score".


Até ao intervalo, o Nacional ainda ameaçou a baliza de Vaná sem grande perigo e o FC Porto chegou com perigo à baliza de Daniel, num remate de meia distância de Marega para defesa apertada do guardião contrário.

O regresso das cabines pouco trouxe de novo. O FC Porto numa toada morna, a controlar o jogo e o resultado e o Nacional sem conseguir criar qualquer situação de golo junto da baliza de Vaná. Aos 55 minutos, no entanto, os Dragões concretizaram com sucesso o que desperdiçaram frente ao Rio Ave. Otávio desmarcou Marega, em profundidade e este cruzou para a área, onde Corona, à meia volta, fez o 3-0.

Com o resultado de três golos de diferença, o Nacional deitou, por completo, a toalha ao chão. O FC Porto aproveitou para levar mais perigo à baliza alvi-negra, mas Marega, isolado, desperdiçou o lance.


Tempo ainda para o “artista” do costume prevaricar contra o FC Porto. Riascos escapou-se para a baliza portista e, na grande área, simulou, autenticamente, um penalti. Carlos Xistra, a dois metros do lance, apontou para a marca de onze metros. O VAR, chamado a intervir, aconselhou o “artista” a visualizar o lance. Depois de rever, Xistra reverteu a decisão. Um lance claro como a água e visível a olho nu, mas já sabemos o que a casa gasta.

A dois minutos do fim, na conversão de uma grande penalidade (agora, sim, existente), Marega estabeleceu o resultado final, ampliando o resultado para 4-0. Com este resultado, o FC Porto adiou a decisão do campeão para a última ronda. O seu rival venceu também o seu jogo, com uma arbitragem escandalosa como não há memória.

Com o campeonato praticamente decidido a favor dos nossos rivais, ao FC Porto resta terminar a prova da melhor forma com uma vitória frente ao Sporting e preparar, da melhor forma, o jogo da final da Taça de Portugal frente ao mesmo adversário que pode valer um troféu, atenuando, assim, a perda do bicampeonato.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Tornámos o jogo mais fácil"

A vitória num jogo exigente
“A pressão faz parte do nosso dia a dia, no sentido em que somos muito exigentes no nosso trabalho. Era um jogo que se podia complicar, porque era uma final para o Nacional, num dia muito quente, e o Nacional tem boas individualidades. Tornámos o jogo mais fácil, muito focado no objetivo e no que foi planeado, com o intuito de explorar algumas das fragilidades defensivas do Nacional. Conseguimos muitas oportunidades e o resultado é um espelho do que se passou no campo.”

A disputa pelo título nacional
“Nós tínhamos de fazer o nosso trabalho. O compromisso deste grupo era sermos primeiros no fim deste jogo. Não dependemos de nós para sermos campeões. Queremos ganhar o nosso último jogo, no Dragão.”


Os nervos gerados por uma luta acesa
“Os nervos estão sempre presentes para quem vive isto com paixão. Quando não os há, nós arranjamos motivos para tê-los.”

Um grupo especial
"Desde que comecei a minha caminhada no FC Porto, a união tem estado sempre presente e tem sido um fator importante que nos permitiu ganhar o campeonato no ano passado, a Supertaça e ter a possibilidade de ganhar a Taça de Portugal. O espírito é bom e já o disse. Este é o melhor grupo que apanhei como treinador e jogador."



RESUMO DO JOGO

04 maio, 2019

VITÓRIA PARA IKER.


FC PORTO-AVES, 4-0

Este foi um jogo atípico e incaracterístico. O FC Porto vive um misto de emoções bastante invulgar, principalmente numa fase da época de grandes decisões. Depois de, na semana passada, ter “oferecido” o empate em Vila do Conde que poderá ter custado a revalidação do título nacional, alguns dias depois, Iker Casillas sofreu um enfarte e foi internado.

Com conhecimento do resultado do seu rival, os campeões nacionais entraram no jogo com o Desp. Aves a cinco pontos. Algo descontraídos, mas bem seguros daquilo que pretendiam na partida, o FC Porto quis oferecer a vitória ao seu keeper. Os avenses deram boa réplica desde o minuto inicial, no entanto nunca incomodaram a baliza de Vaná.


O jogo não foi nenhum espectáculo vistoso, mas também não foi aborrecido. Foi um jogo aberto, bem disputado e que, com maior ou menor dificuldade, a equipa azul-e-branca levou de vencida, de uma forma folgada, a equipa da Vila das Aves. Vaná, substituto natural de Casillas, teve uma noite de descanso. Durante o jogo só teve uma defesa apertada no início da segunda parte.

Aos 18 minutos, o FC Porto abriu o marcador. Cruzamento de Alex Telles na esquerda para o coração da área, onde Corona apareceu a cabecear e a colocar a bola no fundo das malhas. A partir daí, os azuis-e-brancos controlaram e geriram melhor o jogo, chegando e sobrando para a tentativa de transições da equipa forasteira.

À meia hora de jogo, o FC Porto chegou ao 2-0. Novamente, num cruzamento para a área, Corona tentou interceptar o esférico, mas Jorge Fellipe cortou o lance. O VAR interveio e detectou o corte com o braço esquerdo. O árbitro, chamado a rever o lance, ordenou pontapé de penalti que Soares converteu com sucesso, rematando para o meio da baliza.


Com 2-0, a equipa de Sérgio Conceição sentiu-se ainda mais tranquila no jogo e capaz de gerir a partida, sem nunca se esquecer do que se tinha passado na última jornada.

Após o intervalo, a equipa do Desp. Aves procurou, nos primeiros minutos, chegar ao golo e foi nesse período que a equipa de Augusto Inácio teve um momento de perigo junto da baliza de Vaná. Derley, no primeiro minuto da etapa complementar, obrigou o guarda-redes portista a defesa de recurso.

Depois o jogo foi algo desinteressante. A equipa portista baixou o ritmo e assistimos a um jogo com pouco interesse. Foi preciso chegar o minuto 68 para vermos alguma agitação no estádio. Numa investida pela direita do ataque, a bola sobrou para Manafá dentro da área que rematou de primeira, obtendo um golo de belo efeito. Com o 3-0, o vencedor da partida estava mais do que definido.


Mas, os Dragões não se ficaram por aqui. Dois minutos volvidos, numa recuperação a meio campo, Marega levou o perigo à baliza contrária, Corona tentou o remate mas saiu defeituoso. A bola sobrou para Brahimi, que num toque de calcanhar, deixou para Soares bisar na partida.

Até ao fim da partida, nada de interessante se passou digno de registo. Notas finais para o regresso de Aboubakar à competição e para um episódio infeliz entre treinador, jogadores e claques ocorrido depois do fim do jogo que só prejudica o FC PORTO. Não gostei de ver o que vi. Fiquei triste. Iker terá assistido e não merecia este triste espectáculo.

Os campeões nacionais continuam a dois pontos do rival. Restam duas jornadas para vencer e esperar por um resultado mau, muito pouco provável do líder da classificação. A equipa de Sérgio Conceição desloca-se à Madeira, no próximo fim-de-semana, para defrontar o Nacional, quase despromovido à 2ª Liga.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los"

Vitória convincente
“É sempre um jogo difícil. A partir do momento em que o Inácio pegou na equipa, o Aves melhorou muito. É uma equipa que põe muita gente atrás da linha de bola e se não houver dinâmica e entusiasmo é muito complicado. Trabalhámos bem o jogo, houve comprometimento dos jogadores. Estivemos bem. Foi uma semana difícil por causa do que aconteceu ao Iker e aproveito para lhe mandar um abraço.”

Susto com Casillas
“Sentimos muito o que aconteceu ao Iker. Ele é um grande campeão, mas nestas alturas temos de olhar para a pessoa, para o ser humano. Ele está a recuperar bem e terá sempre o nosso apoio.”


Aboubakar
“Estamos muito contentes por ele, a melhor forma dele há-de chegar, mas por agora já é muito bom ter entrado hoje. Foi o nosso melhor marcador no ano passado e é um jogador com quem contamos.”

Luta pelo título
“Temos de fazer o nosso trabalho. Há seis pontos em disputa e queremos ganhá-los. Temos de dar uma resposta positiva e olhar para esses dois jogos com foco total.”



RESUMO DO JOGO

26 abril, 2019

INCONCEBÍVEL.


RIO AVE-FC PORTO, 2-2

Um filme já visto várias vezes ao longo da história do FC Porto, mas não deixa de ser um filme inconcebível. Vem-me à memória outros tempos como por exemplo o V. Setúbal-FC Porto 93-94 ou o Nacional-FC Porto 2004-05, mas estamos a falar de jogos que, na altura, não decidiam nada no imediato. São igualmente inconcebíveis, mas com um peso muito menor do que o jogo desta noite em Vila do Conde.

Não se compreende, nem se aceita que jogadores, pagos a peso de ouro, possam passar por episódios destes, numa altura crucial do campeonato. Todos sabiam que qualquer escorregadela seria a “morte do artista” e os jogadores sabem perfeitamente disso. A esta equipa não serviu de emenda a derrota em casa com o V. Guimarães, no início da época depois de estarem a vencer ao intervalo por 2-0.


A vencer, também agora, por 0-2 ao fim de 20 minutos, os Dragões perderam várias situações para fazer o 0-3, principalmente, a escandalosa perdida de Brahimi no início da segunda parte, deixam os cabelos em pé de qualquer adepto. Os jogadores convenceram-se de que estarem a vencer por duas bolas de diferença, a vitória estava garantida e resolveram jogar à malha. Venha o próximo, que este já está no papo!

Mas esqueceram-se completamente de que um jogo tem 90 minutos e que o resultado de 0-2 é um dos resultados mais ingratos no futebol. É uma boa vantagem, mas deve ser gerida com competência, com postura, com raça, com atitude e com humildade. E os jogadores do FC Porto não fizeram nada disso. Realizaram uma primeira parte de bom nível e regressaram das cabines a dormir e a contar com o relógio. Só que lhes correu mal. Nem os avisos iniciais da etapa complementar os alertou para os perigos iminentes. O que dizer da cabeçada de Bruno Moreira logo a abrir o segundo tempo, com tudo para reduzir o marcador? Ou da perdida de Dala, três minutos depois? E do estrondo da bola na trave de Casillas?


Alguma arrogância e crença de que estavam a jogar com uma equipa incompetente foi, claramente, o que passou pela cabeça dos jogadores portistas. E depois a pouca atitude e a falta de vontade para fazer mais e melhor para “matar” de vez o jogo, colocou a equipa em maus lençóis. Aos golos de Brahimi (18´) e de Marega (22´), respondeu o Rio Ave com crença e com muita vontade como, se calhar, não se tinha visto esta época, depois de uma desvantagem de dois golos.

O que dizer da grande frustração de Tarantini depois de ser substituído, arremessando contra o solo uma garrafa de água? Porquê tanta irritação de Daniel Ramos durante o jogo? O que motivou a grande festa dos jogadores vilacondenses no final do jogo? Quero ver que atitudes e reacções veremos nesta colectividade daqui por duas jornadas.

Voltando à partida… Como a bola não entrava e como tudo o que chegava à baliza de Casillas não abanava as redes, há que complicar ainda mais a tarefa. Cinco minutos para o final e os jogadores portistas resolvem preparar as almofadas para um sono longo e profundo. Bola colocada por Casillas no meio-campo, recuperação do Rio Ave, Nuno Santos isola-se, a equipa portista a dormir e golo dos vilacondenses. Caldo entornado, alarmes ligados e perigo iminente!


Não contentes com isto, a equipa de Sérgio Conceição, completamente perdida em campo e com o complexo de jogar feio e de pontapé para a frente, resolve tentar sair a jogar perto da sua grande área quando estava a ser altamente apertada. Danilo perde a bola, de forma infantil em vez de dar um “chutão” para o meio-campo contrário, sobra para Ronan que, de uma forma muito feliz, remata contra Alex Telles e o esférico engana Casillas. 2-2 aos 90 minutos. Em terríveis cinco minutos, o FC Porto perdia dois preciosos pontos.

Incrédulos, jogadores e técnicos, não sabiam o que estava a acontecer. Pois não! Esqueceram-se que o resultado de 2-0 e a incompetência do Rio Ave não durava para sempre. A esta hora, digo que seria preferível que o lance de Bruno Moreira tivesse entrado. Teria sido o mote para uma segunda parte bem diferente, encarada com outra atitude e humildade.

Com este empate, o FC Porto pode ter comprometido de vez as aspirações à renovação do título. Enquanto a matemática o permitir, os Dragões terão que dar tudo por tudo, do primeiro ao último minuto do jogo. As contas fazem-se no final.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Temos de assumir as nossas responsabilidades"

Desfecho ingrato para o FC Porto
“É ingrato isto que aconteceu hoje, mas os culpados somos nós, a começar por mim. A ganhar por 2-0, a poder ficar 3-0 ou 4-0, acabámos por oferecer um golo. Aquele primeiro golo já não se usa no futebol. Depois o segundo foi um ressalto, uma sorte. É algo inexplicável da nossa parte, há que assumir as responsabilidades e eu sou o primeiro a assumi-las. Estamos frustrados. Não merecíamos isto até aos 75 minutos de jogo, mas depois merecemos o que nos aconteceu. Agora temos de assumir e pronto.”

Assumir a responsabilidade e nada mais
“Não há nada para dizer. Pedido de desculpas aos adeptos? Eles querem lá saber de desculpas, eles querem é ganhar, tal como eu e como a equipa. Temos de assumir as nossas responsabilidades e ponto final, não há mais nada a dizer.”



As opções no decorrer do encontro
“O Brahimi saiu porque estava com alguma fadiga, o Corona porque, como sabem, anda a jogar algo limitado já há algum tempo, e depois o Bruno Costa para o lugar do Otávio, que também já estava com alguma fadiga, nos minutos finais. Foram as substituições que achei necessárias para conservar a vitória mas também para irmos à procura do terceiro golo.”

Fazer as contas no fim
“Estamos à frente, a um ponto do Benfica. Queríamos estar a três, mas nesta altura não vale a pena estar a dizer mais do que já disse aqui.”



RESUMO DO JOGO

20 abril, 2019

SANTA VITÓRIA.


FC PORTO-SANTA CLARA, 1-0

Na ressaca da eliminatória com o Liverpool, o FC Porto teve que se apresentar no relvado do Dragão menos de 72 horas depois do jogo com os ingleses ter terminado. Com outras datas para a realização do jogo com os açorianos, a Liga ordenou que o jogo fosse realizado num espaço curto de tempo quando o FC Porto tinha solicitado dois dias depois.

A falta de respeito da Liga e de quem decide para com o clube que dá mais pontos e prestígio internacional ao país é tão evidente que nos leva a pensar que por detrás estão outros interesses para com outro clube.


Ainda ontem ouvi um comentador, que em tempos se dizia isento mas que depois deixou de o ser, dizer que Sérgio Conceição esteve bem nesta questão do FC Porto ter de jogar com poucas horas de recuperação, mas que falou a mais ao dizer que o Benfica tinha tido mais tempo de descanso.

Continuou esse comentador dizendo que o seu clube não foi beneficiado porque tinha jogado para a Liga Europa numa Quinta-feira e Domingo voltou a jogar para a Liga NOS. O que esse comentador escamoteou foi que o seu clube jogou no Domingo porque na Quinta-feira seguinte teria novamente jogo para a Liga Europa, ainda por cima fora do país, situação que não se verificava com o FC Porto. Lá está a tendência de querer dar uma de moralidade para depois borrar a pintura com uma desonestidade intelectual.

Estamos cada vez mais habituados a esta dualidade de critérios nas decisões tomadas no futebol português, mas também não é menos verdade vermos o branqueamento das situações, semana após semana na comunicação social. Afinal de contas, trata-se do benfiquistão que controla e manieta tudo e todos neste país.


Em tempo de Páscoa, o FC Porto recebeu o Santa Clara, no Estádio do Dragão. Com o estádio quase lotado, o jogo não foi uma boa propaganda para o futebol porque um dos intervenientes no jogo estava a jogar quase com a língua de fora, fazendo tudo por tudo para se manter na luta pelo título. Depois, também uma equipa muito bem comandada por João Henriques dificultou bastante a tarefa dos campeões nacionais.

No entanto, os azuis-e-brancos acabaram por vencer a partida com grandes dificuldades. Os três pontos foram alcançados, mantendo a equipa bem viva e na luta pelas quatro finais que os pupilos de Sérgio Conceição têm pela frente. Foi uma santa vitória.

O jogo começou com a tentativa do FC Porto em chegar ao golo cedo para depois gerir melhor a partida. Apesar disso, a equipa azul-e-branca não imprimiu grande velocidade no jogo e a intensidade também não foi a melhor. Pudera!


O Santa Clara estava bem organizado e partia para o contra-ataque com algum perigo. Os Dragões sentiam que tinham que fazer um esforço redobrado. Procurar chegar ao golo cedo e evitar as transições ofensivas do adversário.

Todavia, o golo portista chegou relativamente cedo. Aos 18 minutos, Otávio conseguiu entrar na área pela esquerda, rematou para defesa incompleta de Marco e Marega só teve que empurrar a bola para as malhas. O mais difícil estava feito, mas o Santa Clara não desistiu.

Até ao fim da primeira parte, a equipa dos Açores introduziu a bola por duas vezes na baliza de Casillas em transições rápidas. Mas em ambos os lances, os jogadores açorianos foram apanhados em fora-de-jogo. Contudo, foi aos 24 minutos que a equipa de João Henriques construiu a melhor jogada do primeiro tempo com uma transição rápida. Zé Manuel colocou Rashid em posição de fazer golo, mas a bola saiu ao lado da baliza de Casillas, num remate cruzado.

A terminar a etapa inicial, Otávio combinou bem com Marega, demorou muito tempo a definir o lance e quando rematou, foi interceptado por um defesa contrário.


Na etapa complementar pressentia-se um jogo difícil e ainda mais penoso para os azuis-e-brancos. O FC Porto não conseguia imprimir o ritmo e o Santa Clara tentava aproximar-se da baliza de Casillas, sem nunca descurar a sua defensiva. É que os açorianos sabiam que o segundo golo portista arrumava com a questão do resultado.

Aos 58 minutos, Schettine teve a oportunidade ouro para o Santa Clara empatar a partida, após cruzamento da direita de Patrick. Casillas fez a defesa da noite para canto, com grandes dificuldades.

O FC Porto sabia que tinha a vitória em perigo e tentou de tudo para chegar ao golo da tranquilidade. Por duas vezes, esteve na iminência de conseguir os seus intentos mas Corona e Fernando Andrade desperdiçaram o ensejo. Primeiro foi o mexicano que, no coração da área e após amortecimento de Soares, rematou por cima da trave quando tinha tudo para fazer o golo. Depois, numa jogada fabulosa de Corona, a combinar com Manafá, o mexicano colocou o esférico à mercê de Fernando Andrade que rematou para defesa por instinto de Marco para canto.

O jogo terminou sem nenhuma oportunidade de registo nos últimos 15 minutos. O FC Porto acabou a partida com a língua de fora. Herrera é o melhor exemplo do estado de espírito da equipa quando, no fim do jogo, manifesta a um companheiro o extremo cansaço e desgaste sentidos, mas também o alívio pelo fim da contenda.


Três pontos importantíssimos que mantêm o FC Porto na luta intensa pela renovação do título. Destaques finais para as ausências de Pepe (bancada) e Corona (banco) no onze inicial. Sinais claros de que, nesta altura da época, o desgaste é tremendo com muitos jogos e muitas viagens. Manifesto o meu repúdio pela FPF e pela Liga que não protegem o FC Porto numa altura destas, ao contrário da Federação Holandesa que deu um belo exemplo ao mundo do futebol.

O FC Porto regressa à competição na próxima Sexta-feira, numa sempre difícil deslocação a Vila do Conde. A missão é sempre a mesma: vencer e conquistar os três pontos.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "É uma vitória importante"

Vitória importante
"Era um jogo com uma dificuldade acima da media, não só pelo último jogo na Liga dos Campeões e o pouco tempo que tivemos para recuperar, mas também pela mais valia do adversário. Uma equipa muito bem organizada que penso que nos últimos oito jogos só perdeu por 1-0 em Alvalade. Mas estávamos precavidos para esta equipa consistente que íamos defrontar, que veio dificultar o nosso jogo, sempre a querer sair em transições rápidas. Mas de qualquer maneira fizemos o golo, podíamos ter feito o 2-0 na primeira parte num lance do Otávio. Entramos com o controlo da posse de bola, e não do jogo, porque não conseguimos matar o jogo com o segundo golo, o que cria sempre alguma intranquilidade em certas alturas do jogo. O que fica é uma vitória importante, fica também uma boa imagem de uma equipa que tem feito um campeonato fantástico, não nos podemos esquecer que o Santa Clara subiu de divisão e consegue desta forma afirmar-se na nossa liga principal. No fundo quero dar os parabéns aos jogadores pela mentalidade forte que tiveram no jogo e agora é, descansar amanhã, e olhar para o próximo jogo, frente ao Rio Ave. Faltam quatro jogos para o final e estamos preparados para o que vem aí".


Contas do campeonato
"Nós dependemos de nós para ganhar os nossos jogos e é isso que vamos fazer. Vamos fazer o nosso trabalho, lutar sempre pelos 3 pontos e depois chegar ao fim e fazer as contas. Estamos focados em cada jogo, em cada treino, em cada momento em que estamos juntos para preparar os jogos e ganhar. Este clube é um clube histórico, um clube que por si só tem esta forma de pensar e de agir. Da minha parte, tento incutir da melhor forma essa força e tranquilidade emocional que eles têm que ter nesta fase final do campeonato, para que possamos estar mais próximos da vitória em cada jogo".

Gestão da equipa
"O Pepe foi um dos jogadores que teve um problema muscular no último jogo, nada de especial, pensamos nós, mas não estava apto para este jogo. O Corona também debilitado fisicamente. Mas não estão estes, estão outros, é a vida das equipas".

Regresso de Aboubakar
"Ele é importante no grupo de trabalho, no FC Porto e teve a palavra no final porque foi um regresso depois de muitos meses de paragem. O grupo sentiu a presença deste elemento que tem dado um contributo importantíssimo para nós, e não é só nos golos, tem a ver com o nosso espírito no balneário e nisso nós somos fortíssimos".



RESUMO DO JOGO

13 abril, 2019

O REGRESSO DO BOM MAREGA.


PORTIMONENSE-FC PORTO, 0-3

A visita do FC Porto a Portimão constituía-se como uma das deslocações mais complicadas que os Dragões teriam que cumprir até ao fim do campeonato. Primeiro, porque o jogo em causa foi disputado no meio de uma terrível e difícil eliminatória da Champions League e depois, porque a equipa de António Folha é uma equipa de muita qualidade que entra nos jogos a jogar olhos nos olhos e cria vários dissabores. Que o digam os rivais da segunda circular.

O desgaste sentido no jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Champions League, frente ao Liverpool, era um dos factores que iria condicionar a actuação do FC Porto em Portimão. Por isso seria importante entrar forte de início e tentar o golo cedo.

Em relação ao jogo com o Liverpool, Sérgio Conceição efectuou quatro alterações. Manafá, Pepe, Herrera e Brahimi entraram no onze e, no meu ponto de vista, jogaram os melhores onze do momento. Disposto em campo, num 4x4x2, os Dragões tiveram uma etapa inicial da partida muito forte, apesar da boa réplica algarvia.


Até que aos 15 minutos, numa transição rápida, Corona lançou Marega em profundidade pela direita do ataque azul-e-branco. O maliano foi até à linha de fundo, cruzou atrasado para a entrada da área, onde apareceu Brahimi a rematar para a baliza, inaugurando o marcador. O regresso de Moussa aos bons tempos parece estar a acontecer e será fulcral a sua boa forma para encarar esta ponta final de decisões da época.

O Portimonense reagiu fortíssimo ao golo sofrido. Parecendo irritado com a contrariedade sofrida, os algarvios colocaram a equipa portista em sentido. Lucas Fernandes esteve em destaque com um livre para uma defesa bastante apertada de Casillas e depois, num pontapé de canto, obrigou Soares a desviar a bola para o poste da baliza azul-e-branca. Aylton também teve uma oportunidade, mas Casillas, muito atento, saiu da baliza e despachou o esférico para longe da sua baliza.

O jogo do FC Porto estava pouco acutilante e a falta de frescura física e mental eram evidentes. Os jogadores acusavam o cansaço e procuravam controlar o jogo, sem imprimir a velocidade e a agressividade necessárias. Até ao intervalo, o FC Porto teve uma oportunidade para ampliar para 2-0, mas Manafá, na área, em vez de rematar à baliza, preferiu o cruzamento e o lance perdeu-se na defensiva portimonense.


Ao intervalo, Sérgio Conceição deve ter alertado os seus pupilos para os perigos de continuar a jogar com esta atitude. Seria importante mudar o “chip”, sob pena de sofrer o empate e deitar por terra as aspirações de vencer o título nacional. Cada ponto perdido a partir de agora significa sentenciar a decisão do campeonato.

A segunda parte trouxe então um FC Porto mais intenso e com mais atitude. Os Dragões não deram veleidades ao seu opositor e perceberam a grande importância de, pelo menos, salvaguardar a vantagem no marcador.

Folha mexeu na sua equipa e tentou esticar o jogo para tentar chegar ao empate. Mas foi o FC Porto que aproveitou para ampliar o resultado para 2-0. Aos 73 minutos, Alex Telles lançou Marega pela meia esquerda e o avançado portista picou a bola à saída de Ricardo Ferreira, obtendo um golo importante e de belo efeito.


O Portimonense não desistiu. A dez minutos do fim, à entrada da área, Ruster rematou a rasar a trave de Casillas, dando a sensação de golo. A equipa algarvia pressionava a formação de Sérgio Conceição, mas sem efeitos práticos. Com o relógio a determinar o aproximar do fim do jogo, o Portimonense lá se rendeu e foi já em tempo de descontos que os Dragões aumentaram a vantagem para 3-0.

Bruno Costa cobrou um canto na direita do ataque portista, Militão cabeceou para uma defesa incompleta de Ricardo Ferreira e Herrera, na recarga, atirou para o fundo das malhas. Uma vitória justa, com um resultado algo exagerado, mas que vem motivar ainda mais os Dragões para os cinco jogos finais da prova.

Marega destacou-se com o regresso à sua boa forma e deu sinais de que o seu contributo poderá ser decisivo para o FC Porto vencer os jogos que vai ter pela frente. A equipa azul-e-branca volta a mudar o “chip” para o modo Champions League, onde na próxima Quarta-feira irá dar tudo por tudo para tentar uma noite mágica e perfeita.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Há um espírito fantástico no balneário"

Missão cumprida
“Ganhámos o jogo, somámos 3 pontos e estamos satisfeitos.”

Importância da organização
“Foi uma exibição dentro do que esperávamos. Ofensivamente, o Portimonense cria sempre muitos problemas a todas as equipas, já ganhou este ano ao Sporting e ao Benfica. Hoje não lhes permitimos explanar as virtudes deles no processo ofensivo. Há quem fale muito da raça e do grito. Claro que é preciso alma, mas uma boa organização, com uma boa ocupação dos espaços, é que é fundamental. Hoje, o Portimonense, numa ou noutra situação, causou-nos nos alguns problemas, muito por causa de um dos médios que variava o centro do jogo. Corrigimos esse aspeto na segunda parte, chegámos ao segundo golo e depois fizemos um final de jogo mais tranquilo. O resultado é justíssimo.”

Coletivo conta mais
“É importante que haja jogadores a fazer vários golos mas mais importante é que os golos se traduzam em vitórias. Damos sempre mais valor à exibição coletiva.”

Gestão de plantel?
“Não foi nenhuma gestão, apostei no melhor onze para ganhar o jogo. Houve jogadores que entraram hoje e não jogaram contra o Liverpool porque não estavam disponíveis para esse jogo. Pepe e Manafá são dois exemplos.”



Pressão sobre o Benfica
“Nós não pensamos no rival, pensamos nestes 3 pontos, temos o nosso caminho a percorrer, há um espírito fantástico no balneário e uma grande aceitação daquilo que é o trabalho diário. Vamos fazer o nosso trabalho e em maio fazem-se as contas.”

2.ª mão contra o Liverpool
“Acredito na reviravolta mas não é o momento para falar disso. A nossa Champions League é sermos campeões em Portugal mas obviamente que vamos fazer tudo para passar. Estamos confiantes para esse jogo. Precisamos de ser quase perfeitos para passar mas acredito que ainda temos uma palavra a dizer.”

Estreia de Bruno Costa na Liga
"Jogou hoje depois da boa exibição em Liverpool. É pelo valor dele e também pela necessidade da equipa."



RESUMO DO JOGO

05 abril, 2019

VITÓRIA EM JOGO DE SENTIDO ÚNICO.


FC PORTO-BOAVISTA, 2-0

O “derby” da cidade invicta, por norma, complicado para o FC Porto não foi o habitual jogo difícil para os Dragões. O Boavista entrou no jogo com três centrais e um meio-campo bem preenchido, a jogar em bloco baixo. O objectivo seria adiar o golo portista ao máximo para depois jogar com o relógio e o nervosismo azul-e-branco.

Não houve intenção dos axadrezados em jogar futebol. Apenas em evitar a mais do que previsível vitória azul-e-branca. O FC Porto, apesar das ausências de Felipe e Telles, apresentou-se bem e procurou o golo desde o primeiro minuto. As oportunidades e lances de perigo junto da baliza boavisteira sucederam-se, mas a bola parecia não querer entrar.


Aos 9 minutos, Otávio rematou por cima da baliza, com tudo para abrir o marcador. Dois minutos volvidos, Soares rematou duas vezes dentro da área, mas Bracali salvou a sua equipa de um golo certo. Aos 14 minutos, Soares chegou atrasado a um cruzamento milimétrico de Otávio para a pequena área e logo a seguir, o ponta-de-lança brasileiro rematou fortíssimo por cima da barra de Bracali. Para terminar o primeiro quarto de hora, Brahimi, pela esquerda, rematou em arco e a bola saiu a rasar o poste esquerdo do Guarda-redes boavisteiro.

Este era o caudal ofensivo inicial dos portistas, mas da parte do inteligente e intelectual Neca, até ao penalti que viria a abrir o marcador, o FC Porto não criou qualquer lance de golo porque o Boavista não permitiu. Que bonita análise, Prof. Neca! Ainda só estamos com 15 minutos e já contabilizo cinco oportunidades. O Boavista, por sua vez, tinha feito, até então, apenas um remate por cima da baliza de Casillas.

Aos 32 minutos, Corona bateu um livre na direita, Pepe subiu e cabeceou a rasar o poste. Que perigo! Sete minutos depois, Otávio entrou na área pela direita, cruzou e um defesa contrário cortou para canto, evitando um golo iminente.


Aos 40 minutos, finalmente surge o golo mais do que justificado, menos nas cabecinhas inteligentes aos quadradinhos. Brahimi entrou na área, em drible, passou por Raphael Silva e foi derrubado com um toque na perna e um empurrão. Penalti prontamente assinalado que Soares não desperdiçou.

A fechar a primeira parte, Rafael Costa bateu um livre na direita do ataque boavisteiro a que Casillas correspondeu com uma defesa com os punhos. Na resposta, Soares serviu Marega na área, o maliano marcou golo, mas foi invalidado pelo VAR por fora-de-jogo.

Na etapa complementar, o jogo ficou resolvido logo aos 48 minutos. Otávio recebeu o esférico a meio do meio campo adversário, preparou o remate e atirou à baliza contrária, obtendo um golo de belo efeito e o descanso merecido no jogo.

Com uma parte para cumprir, esperava-se uma reacção boavisteira, mas os axadrezados não se viram em campo. Muito tenros e poucos interventivos no jogo, os boavisteiros foram o adversário ideal para jogar antes do duelo dos Dragões com o Liverpool. O jogo, nesta segunda parte, foi calmo, sem problemas e deu para os Dragões descansarem com bola no pé, baixar o ritmo de jogo e começar a pensar na Champions League.


Corona, com muitos jogos nas pernas e, provavelmente, com muito trabalho a lateral direito, na próxima terça-feira em Anfield Road, foi o primeiro a sair. Maxi ocupou a sua vaga. Soares e Danilo cederam também os seus lugares a Hernâni e Loum, mas apenas na parte final do jogo.

A terminar, registo para um remate acrobático de Brahimi, dentro da área, mas para defesa fácil de Bracali.

Mais uma etapa cumprida na Liga NOS, menos um jogo para vencer. O FC Porto tem agora seis jogos do campeonato para cumprir. No imediato, as atenções estão viradas para Anfield Road, onde, nesta Terça-feira, a equipa de Sérgio Conceição vai jogar a primeira mão do acesso às meias finais da Champions League. Um bom resultado será aquele que permitir ao FC Porto deixar em aberto a eliminatória para a segunda mão.




DECLARAÇÕES

Vítor Bruno: "Estamos cá para lutar até ao fim"

Várias oportunidades criadas
“Conhecemos a forma de trabalho do Lito Vidigal, em outras circunstâncias apresentou uma estratégia semelhante à de hoje. Projetámos muito os nossos laterais e acabou por resultar. Criámos várias ocasiões e surgiu um penálti claríssimo a dar-nos a vantagem. O resultado ao intervalo peca por escasso. Na segunda parte fizemos o 2-0 e inconscientemente acabámos por gerir um bocadinho o esforço. Não é premeditado, não é essa a mensagem que passa, mas percebemos que quem está em campo faça essa gestão. O Boavista não criou perigo. Acercou-se um par de vezes à nossa baliza mas sem criar mossa.”

A estratégia do Boavista no Dragão
“Era um cenário, tentamos antecipar vários cenários. No ano passado, nas Aves, o Lito Vidigal preparou uma estratégia muito semelhante. O treinador do Boavista terá acabado que era a melhor forma de nos travar, mas a nossa dinâmica é forte. É uma opção dele.”


Grande ambição em Liverpool
“É um exercício estimulante para nós. Nós, equipa técnica e jogadores, até pelo que aconteceu na época passada, pretendemos apresentar um futebol diferente, que possa ombrear com o Liverpool. Vamos para Liverpool com grande ambição e com grande vontade de passar às meias-finais.”

Os adeptos e a luta até ao fim
“Todos os jogadores dão-nos uma grande resposta e depois temos 40 mil adeptos como estes, que nos empurram sempre para as vitórias. Até final vai ser assim. É uma luta difícil mas estamos cá para lutar até ao fim.”



RESUMO DO JOGO

30 março, 2019

GANHAR NA RAÇA.


BRAGA-FC PORTO, 2-3

O jogo de Braga foi um duro teste para o FC Porto na luta pelo título. Teoricamente, os Dragões ultrapassaram o adversário mais forte que tinham pela frente, em jogos fora de casa. Os campeões nacionais mantêm-se colados na liderança da Liga NOS e têm que continuar a vencer os seus jogos, esperando por boas novas do seu rival directo.

O jogo começou muito mal para os portistas. Algo amorfos e, de certa forma, desconcentrados, os Dragões viram o Sp. Braga entrar forte e permitiram que chegasse à sua área com alguma facilidade.


Aos 4 minutos, o FC Porto abriu uma avenida no seu meio-campo e os bracarenses aproveitaram para chegar à área portista com sucesso. Wilson Eduardo correspondeu a um cruzamento de Claudemir com um remate frouxo. Casillas ficou mal na fotografia, tentando defender o lance e protestando com o árbitro auxiliar, em simultâneo.

Este golo fez despertar o FC Porto para o jogo. Os Dragões reagiram e passaram a dominar o jogo com alguma facilidade mas no último passe e na definição dos lances, os jogadores dianteiros estiveram algo desastrados. O perigo rondava a baliza bracarense, mas não passavam de ameaças.

À passagem do minuto 26, o FC Porto chegou ao empate, com alguma justiça. Canto batido por Corona, Felipe desviou ao primeiro poste e Soares apareceu a finalizar de cabeça junto ao poste mais distante.

Esperava-se uma reacção do Braga que, na véspera, prometeu, pela voz do seu treinador, jogar para vencer. Mas foi o FC Porto que continuou a carburar na busca do segundo golo. A produção dos Dragões ia subindo à medida que os minutos passavam e foi já na parte final da etapa inicial que os azuis-e-brancos estiveram perto do 1-2. Primeiro por Alex Telles na conversão de um livre directo, com o guarda-redes bracarense a sacudir para canto e depois num remate atabalhoado de Marega a passar junto ao poste da baliza contrária.

A etapa complementar teve uma fase inicial muito semelhante à primeira parte. Brahimi entrou para o lugar do apagadíssimo Otávio, mas o FC Porto voltou a mostrar total desconcentração.


Com dois minutos jogados na segunda parte, os Dragões viam-se novamente em desvantagem no marcador. Felipe embrulhou-se com um adversário e ficou no relvado. Murilo aproveitou, foi para a área portista e perante o desentendimento entre Casillas e Militão apontou o segundo golo dos bracarenses. Um golo que teve o seu lado caricato e que demonstra a total desconcentração dos jogadores portistas.

Temia-se o pior para os campeões nacionais. Com nova desvantagem, o FC Porto teve que arregaçar as mangas e jogar na raça, mas a reacção não foi imediata. O Sp. Braga teve o ensejo de fazer o 3-1 à passagem dos 60 minutos quando Dyego Sousa rematou à figura de Casillas dentro da grande área. Na resposta, Alex Telles rematou fortíssimo, na área, para a defesa da tarde de Tiago Sá.

Sérgio Conceição voltou a mexer na equipa. Tirou Pepe, fez entrar Manafá e desviou Militão para o centro da defesa. Os Dragões voltavam a assumir as despesas do jogo e tiveram a compensação com uma grande penalidade de Claudemir sobre Éder Militão aos 69 minutos. Alex Telles, chamado a marcar, bateu o guardião bracarense e restabeleceu a igualdade. O lateral portista saiu lesionado, no momento do remate com um movimento do corpo que lhe causou uma bursite.


Para o seu lugar entrou Fernando Andrade que viria a estar no terceiro golo dos Dragões. Aos 80 minutos, em mais uma das muitas investidas dos campeões nacionais, Brahimi cruzou na esquerda para a área e Fernando Andrade foi carregado por trás por Claudemir. Jorge Sousa, sem dúvidas, apontou outra vez para a marca de pontapé de penalti.

Soares assumiu a responsabilidade e bisou na partida, colocando o FC Porto em vantagem, pela primeira vez na partida. Faltavam dez minutos para terminar a partida, que viria a ter sete minutos de compensação, dadas as perdas de tempo da equipa do Minho e o desaparecimento insólito das bolas do recinto de jogo.

O Sp. Braga tentou chegar, de novo, ao empate mas o FC Porto, apesar de passar por alguns calafrios e de mostrar algum nervosismo, acabou por trazer para a invicta três preciosos pontos. Destaques finais para um jogo de emoções, apesar de muitos erros de parte a parte, e para a boa moldura humana verificada na cidade dos arcebispos.

O FC Porto volta a jogar para a Liga NOS na próxima sexta-feira, com a recepção ao Boavista, mas antes terá que se deslocar novamente a Braga para cumprir a segunda mão das meias finais da Taça de Portugal. Os Dragões têm uma vantagem de três golos para gerir nesta terça-feira.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Juntos somos mais fortes"

Equipa demonstrou caráter e vontade
“Sabíamos que seria sempre difícil jogar aqui em Braga, independentemente da estratégia do adversário. Hoje vimos um Sporting de Braga mais baixo em campo, ficou mais difícil ter espaço para explorar a profundidade, como nós gostamos. Tivemos de encontrar outras soluções. Entrámos mal no jogo, nas duas partes, mas a equipa demonstrou muito caráter, muita vontade.

Substituições a pensar na vitória
“As substituições foram sempre pensadas para ganhar o jogo, mesmo com a entrada do Fernando Andrade, quando o Alex Telles se lesionou. Foi um jogo muito competitivo entre duas boas equipas. Defrontámos, é preciso assumir isso, o quarto grande.”


Mexer para acrescentar algo à equipa
“Durante a primeira parte já tinha trocado o Corona pelo Otávio, nos flancos, para haver mais permutas posicionais e colocar mais dificuldades ao Sporting de Braga. Depois, a entrada do Brahimi foi importante, como foram as entradas do Manafá e do Fernando. Fui vendo o jogo e fui metendo colocando sempre jogadores no sentido de dar algo mais à equipa com o objetivo de garantir a vitória.”

Dificuldades provadas pelas ausências
“O cenário teve a ver também com estas duas semanas, em que não tivemos nove jogadores que estavam nas seleções. Grande parte dos jogadores que jogaram hoje não esteve connosco nestes dias.”

Todos os jogos são finais
“Cada jogo é uma final e cada jogo é decisivo. Nunca saberemos que jogo será decisivo para as contas finais do campeonato.”

Uma mensagem para os adeptos
“Durante o jogo, senti que alguns adeptos não estavam como deveriam estar. Devemos estar sempre juntos, como sempre estivemos. Juntos somos mais fortes.”



RESUMO DO JOGO

16 março, 2019

OBJECTIVO CUMPRIDO.


FC PORTO-MARITIMO, 3-0

O FC Porto cumpriu mais uma etapa de uma série de finais até ao fim da época. Em igualdade pontual com o rival directo, o FC Porto não pode perder pontos sob pena de comprometer de vez as contas do título. A recta final da prova está aí ao virar da esquina e qualquer erro, por mínimo que seja, poderá ser fatal. Por isso, o objectivo do campeão nacional passa por ganhar jogo a jogo e esperar pelos resultados do seu adversário.

A vitória desta noite dos dragões é justa, mas escassa. Os campeões nacionais apresentaram o mesmo onze dos dois jogos anteriores. Sérgio Conceição não mexeu mais no onze desde a vitória frente à Roma e o certo é que os Dragões venceram sempre.

Apesar de tudo, o FC Porto não fez uma primeira parte muito conseguida. Os azuis-e-brancos tentaram, como sempre, entrar com grande intensidade e agressividade, mas esta noite os homens de Sérgio Conceição revelaram alguma incapacidade para explanar, da melhor forma, o seu futebol.


O Marítimo reforçou o seu meio-campo com cinco homens no apoio à sua defesa, deixando um único avançado perdido entre os centrais portistas. Aos oito minutos, o jogo parecia ficar facilitado para a equipa portista. Lucas Áfrico foi expulso, após derrubar Marega que seguia isolado para a baliza maritimista. Mas o facto é que esta expulsão fez com que a equipa insular se unisse mais, tornando-se mais solidária e recuasse o seu bloco defensivo.

Esta estratégia funcionou contra o FC Porto porque não foi capaz de jogar com a intensidade desejada. Apesar disso, assistiu-se, na primeira parte, a quatro oportunidades soberanas para os Dragões inaugurarem o marcador, mas Marega, em três situações, não foi eficaz e o guarda-redes contrário esteve em noite inspirada. A terminar o primeiro tempo, Herrera rematou com estrondo à trave e na sequência do lance Danilo introduziu a bola na baliza após um cabeceamento, mas o trinco portista estava em fora-de-jogo.

Ao intervalo exigia-se mudanças na equipa portista. Éder Militão não emprestava profundidade ao corredor e Otávio deambulava entre o miolo e a ala. Talvez por isso, Sérgio Conceição meteu Manafá na direita, deslocou Militão para o centro da defesa e Pepe ficou nas cabines.

O jogo mudou de figura. Os ataques à baliza maritimista passaram a ser mais intensos e adivinhava-se o golo portista. Depois das primeiras ameaças, chegou o lance que iria abrir o marcador na noite agradável no Dragão.


Aos 56 minutos, Manafá investiu pelo corredor direito, cruzou para o coração da área e Soares rematou, mas Gamboa abriu os braços e a bola, que se encaminhava para a baliza, bateu no braço esquerdo do jogador insular. O árbitro, recorrendo à tecnologia do VAR, assinalou a respectiva grande penalidade. Alex Telles, sem hesitar, colocou o FC Porto a vencer e desbloqueou o problema.

A partir daí, a fortaleza maritimista começou a abrir brechas com alguma facilidade. O FC Porto dominava e controlava o jogo com total segurança. Casillas foi, praticamente, um espectador em campo, tal a ausência de trabalho ao longo dos 90 minutos.

Aos 72 minutos, na cobrança de um pontapé de canto, Militão saltou e cabeceou para a baliza de Charles. Ainda deu a sensação de que Marega terá tocado no esférico, mas depois de visualizadas as repetições, o golo foi atribuído ao central brasileiro. Por outro lado, o VAR analisou o lance por suposto fora-de-jogo de Marega, mas o maliano estava atrás do último defensor verde-rubro.


Entretanto, Sérgio Conceição fazia mais substituições. Brahimi e Óliver entravam para os lugares de Otávio e Herrera. O argelino, em gestão de esforço, desenhou algumas jogadas de perigo e causou calafrios à equipa de Petit, mas tanto Soares como Marega não aproveitaram as boas solicitações do extremo portista.

Danilo viu novo golo invalidado a sete minutos do fim, novamente por fora-de-jogo, Soares cabeceou ao poste, dois minutos volvidos, e a um minuto dos 90, Brahimi pegou na bola pela esquerda e fez o resultado final de 3-0, batendo Charles sem apelo nem agravo.

Resultado certo, objectivo cumprido e mais três pontos na luta pelo título que promete ser intensa até à última gota. As competições vão parar agora por um período de 15 dias para compromissos das selecções nacionais. Será um momento importante para reflexão e para a equipa técnica portista preparar a recta final da época da melhor forma que promete ser intensa e muito quente.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Todas as vitórias são importantes"

Dificuldade de ter mais um em campo
​“Normalmente, as equipas que ficam com inferioridade numérica, juntam-se mais, ficam mais solidárias. O Marítimo ficou praticamente com 10 jogadores atrás da linha da bola. Fomos previsíveis na primeira parte, a cruzar muitas vezes para a área, mas de uma forma algo previsível para o adversário. Faltava um bocadinho de velocidade no ataque. Mesmo com pouco espaço, podíamos ter mais mobilidade. Mesmo assim conseguimos três ou quatro oportunidades de golo que nos podia ter deixado em vantagem antes do intervalo.”

Melhorias na segunda parte
“Na segunda parte, optei por fazer algumas modificações, naquilo que era a nossa dinâmica ofensiva, ou seja, na nossa construção. Dei mais largura com a entrada do Manafá, do outro lado com o Alex e muita gente por dentro e criámos situações mais rápidas. O jogo foi mais agradável e conseguimos chegar naturalmente aos golos e ficariam outras tantas ocasiões em que podíamos ter feito mais. Fizemos a nossa obrigação que era vencer o jogo.”


Continuar o caminho vitorioso
“Todas a vitórias são importantes. Obviamente que me importo com o resultado dos rivais, mas isso não tem de servir de vitamina. O resultado do adversário não pode interferir minimamente com o nosso trabalho nem pode ter peso sobre se estamos mais felizes ou não. Temos de fazer o nosso caminho. Disse, na antevisão do jogo que se conseguíssemos ganhar estas nove finais, a contar com este jogo, podemos estar mais perto de conseguir aquilo que queremos, que é vencer o campeonato.”

Oito finais pela frente
“Não somos campeões se ficarmos em igualdade pontual. Estou convencido que os jogos até ao final vão ser jogos muito difíceis. À medida que caminhámos para o final do campeonato, independentemente se estamos a jogar contra as equipas que ainda estão a lutar pelo título, como o Braga ou o Sporting, que ainda vamos defrontar, ou contra as equipas que estão a lutar para se manter na primeira liga, todos os jogos serão difíceis. Ao conseguirmos ganhar, jogo a jogo, e chegarmos ao fim com essas vitórias conquistadas, poderemos estar felizes no final.”



RESUMO DO JOGO

10 março, 2019

A VITÓRIA DO SACRIFÍCIO.


FEIRENSE-FC PORTO, 1-2

Depois de 120 minutos exigentíssimos frente à Roma, no jogo da Champions League, os campeões nacionais cumpriram mais uma jornada na Liga NOS. Sérgio Conceição repetiu o onze da noite europeia e isso traduziu-se em menos qualidade de jogo, menos lucidez e menos frescura física da parte dos seus jogadores.

Para tornar a situação mais difícil, o Feirense entrou muito bem no jogo e logrou adiantar-se no marcador logo aos 4 minutos, num auto-golo de Felipe. Ao cortar um lance de perigo, o central brasileiro introduziu a bola na própria baliza perante a pressão de um avançado contrário.



Os Dragões tiveram alguma dificuldade em entrar no jogo, dada a boa réplica emprestada pelos fogaceiros, mas com o decorrer do tempo, a equipa portista assentou o seu jogo e começou a acercar-se da baliza contrária. Primeiro, em ensaios de bolas paradas e depois, na concretização efectiva do mesmo tipo de lances.

Foi assim que à passagem dos 19 minutos, Danilo correspondeu com um cabeceamento fortíssimo, após canto cobrado por Corona. Com o empate reposto, o FC Porto passou a dominar e a controlar o jogo, apesar da luta intensa empregada pelos jogadores da equipa da casa na zona do miolo.

Aos 35 minutos, Pepe colocou os azuis-e-brancos na dianteira do marcador. Num livre descaído na meia direita do meio-campo feirense, Telles colocou a bola na área e depois de alguma confusão, a bola sobrou para o internacional luso-brasileiro que fez um golo muito semelhante ao que obtivera há duas jornadas em Tondela.


Ao intervalo, o jogo estava perfeitamente controlado pelos Dragões. Esperava-se uma segunda parte de reacção da parte da equipa da casa e algumas alterações na equipa de Sérgio Conceição, depois do jogo desgastante frente à Roma.

Nem uma coisa, nem outra. O Feirense não conseguiu reagir ao longo de quase toda a segunda parte. E o técnico portista demorou muito a fazer substituições. O jogo arrastou-se, não foi bonito de se ver e traduziu-se numa etapa complementar pobre e sem interesse.

Marega, aos 70 minutos, e Corona e Otávio, aos 85 minutos, cederam os seus lugares a Brahimi, Manafá e Óliver Torres, respectivamente. O jogo já pedia há muito frescura na equipa campeã nacional.


O Feirense ainda ameaçou, de facto, a baliza de Casillas nos últimos minutos. Primeiro, numa desatenção total de Telles e Pepe, aos 89 minutos, que deixou Crivellaro em posição de atirar à baliza, mas Pepe, num último suspiro, cortou a bola “in extremis” para a linha de fundo. Depois, aos 91 minutos, Briseño apareceu à entrada da área a rematar à meia volta, dando a sensação de golo. Casillas viu passar o esférico junto ao poste.

Assim terminou o jogo, com três pontos conquistados que mantêm o Dragão na luta pelo título. Não há margem para mais erros. O FC Porto tem que vencer os seus jogos e esperar por uma escorregadela do seu adversário para assumir a liderança.

Os campeões nacionais regressam ao trabalho na Terça-feira, pelas 18 horas, para dar início à preparação do jogo com o Marítimo, que se realiza no próximo Sábado.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Foi uma vitória justa contra um adversário duro"

Resposta à desvantagem
“Viemos defrontar um adversário que está cada vez mais pressionado à medida que o fim do campeonato se aproxima, estavam muito motivados por jogar contra o campeão nacional. Depois de um jogo de Champions, muito cansativo, não era fácil vir aqui à Feira, daí que tenhamos conseguido uma grande resposta à desvantagem. Podíamos até ter acabado a primeira parte com mais golos. Houve aqueles problemas com a luz que também dificultaram as coisas. Na segunda parte houve alguma falta de frescura e optei por tirar o Marega, que estava cansado. Quando entrou o Edinho, pus o Oliver para jogarmos com dois no meio campo, depois pus também o Manafá porque o lateral esquerdo deles tinha cartão amarelo. Quisemos sempre marcar mais um. Foi uma vitória justa contra um adversário duro, que está a tentar tudo para reverter uma situação nada fácil.”


Os perigos da vantagem tangencial
“Sabemos dos perigos de uma vantagem pela margem mínima. Quisemos sempre ir à procura de mais um golo. Houve ali uma escorregadela e isso é sempre perigoso nestas circunstâncias. Estivemos sempre em alerta em relação ao que o adversário podia fazer. Tivemos oportunidades para o 3-1 e mais um golo para nós seria mais justo.”

Jogo traiçoeiro
“Foi um jogo num contexto muito difícil. Quis responsabilizar os jogadores, por isso coloquei o mesmo onze que defrontou a Roma para o plantel perceber que este jogo era tão importante quanto o da Roma. Quis responsabilizá-los no sentido de ganharem maturidade. É importante saber estar com a Roma e saber estar com o Feirense.”



RESUMO DO JOGO