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12 abril, 2013

Uma história para contar

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Aqui há uns dias, recebi um email do meu clube com o seguinte assunto: “120 Anos FC Porto”. Já várias vezes me tinha ocorrido que este é o ano do nosso 120º aniversário, e ver este email na caixa de correio aguçou a minha curiosidade. O que estaria o clube a preparar para tão importante celebração? A resposta não poderia ser mais simples: uma linha de merchandising.

Meus amigos: a sério?! Completam-se 120 anos desde o dia em que um grupo de visionários lançou a semente daquilo que hoje é um pilar da cidade, da região, do país e das nossas vidas, e os responsáveis do clube acham que o primeiro contacto com o sócio e adepto a respeito da efeméride deve ser um email de publicidade a peças de vestuário? Nada sobre Nicolau d’Almeida, nada sobre quem o acompanhou na aventura, nada sobre a história do clube propriamente dita. Nada sobre nada, além de uma linha de merchandising com design inovador e um lettering moderno (assim mesmo, com os itálicos e tudo), de entre a qual "destaca-se o casaco".

É um casaco bonito, não digo que não. E também não digo que não faça sentido aproveitar comercialmente comemorações como esta. Até aí, tudo bem. Mas cada coisa no seu lugar. Um aniversário como este é uma oportunidade de celebrar a vida do clube, recordar os bons e os maus momentos que nos trouxeram até aqui, homenagear quem tornou possível esta caminhada. E eventualmente lançar um ou outro produto alusivo, não vejo porque não, mas sempre como um extra, como algo que é adicional e nunca, mas nunca, o ponto de destaque. É quase tratar os adeptos por burros: o clube faz anos, comprem coisas! Um dia esta gente vai ter de aprender que o futebol não é um mercado como os outros e que o acto de consumo comercial não é central à experiência do adepto, mas complementar. Atribuir-lhe uma centralidade indevida não só é um insulto aos adeptos e ao clube enquanto instituição, como pode também ter efeitos nocivos mesmo no plano comercial. Pode parecer interessante a curto prazo, mas a longo prazo acabará por transformar a relação entre o adepto e o clube em algo muito menos substancial, muito mais semelhante à relação de um cliente com uma marca convencional. É deitar fora o grande trunfo de um clube de futebol enquanto marca comercial. Mas eles é que são os especialistas.

No entanto, e infelizmente, esta situação só surpreende os desatentos, e culpo a minha ingenuidade pela centelha de excitação que senti ao ver o tal email na minha inbox. Sejamos honestos: o nosso clube, actualmente, não é propriamente um exemplo de valorização da sua história, sobretudo da menos recente. Apesar de andarmos "a vencer desde 1893" e de termos "uma história para contar" (que aparentemente é feita exclusivamente de títulos internacionais), somos um clube cujo estádio tem quase 10 anos, vários espaços comerciais, um bingo que abriu e fechou, e ainda não tem um museu! Não vou bater mais no proverbial ceguinho, que por esta hora já nem se levanta do chão, mas há coisas que são incontornáveis. Segundo consta, já esteve mais longe, mas vamos ver. E quem diz o museu diz o site, por exemplo, onde, enterrada num submenu, a nossa história se resume praticamente a um mísero texto e a uma lista de 24 “lendas do clube” que não inclui, por exemplo, o Pinga, o Pedroto ou o Dale Dover. Posso, por outro lado, elogiar, como já elogiei, a timeline histórica no Facebook (a quem ainda não o fez, aconselho a navegar pelas décadas e anos no menu da direita - é uma delícia), mas é preciso mais. Valorizar a história do clube não deve ser uma obrigação, uma estratégia ou uma checkbox que se tem de marcar, mas uma atitude permanente, assimilada, que se manifeste em tudo, mesmo quando não se está a pensar nisso.

A nossa história explica-nos, define-nos e constrói-nos; para sabermos quem somos, temos de saber quem fomos. Cada pedaço destes 120 anos de história enformou o nosso clube, e a cada pessoa que deu o seu contributo devemos um bocadinho da nossa gratidão. E isto é ridiculamente maior do que qualquer linha de merchadising, por mais inovadores que sejam o design e o lettering.

E por falar em história, completaram-se ontem, 10 de Abril, 10 anos sobre aquela maravilhosa noite de chuva em que qualquer coisa mudou em nós. Abrimos a mente e o coração ao que até ali parecia impossível. Outro título europeu... Poderíamos sonhar? Sim, sonhemos! E sonhámos. E mês e meio depois, esse sonho era realidade. Aponto sempre este jogo como o ponto de viragem, o momento em que a ideia tomou finalmente forma e nos permitimos atrever-nos a ser felizes. Custa a crer que tenham passado 10 anos. Se fechar os olhos, até a chuva ainda sinto no rosto...

21 dezembro, 2012

Finalmente, a bandeira

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Com semana e meia de atraso, cá estou finalmente para enaltecer a tão aguardada - pelo menos por mim - loja do FC Porto na Baixa da cidade. Quem já teve a oportunidade de me ouvir debitar infinitamente sobre o assunto, sabe que era quase uma obsessão minha, e até aqui no Bibó Porto foi esse o tema que escolhi para o meu segundo post - ou o primeiro, se considerarmos que o anterior foi apenas uma apresentação. A existência de uma "FC Porto Store" no centro da cidade é algo que sempre considerei muito, mas mesmo muito importante. Só preferia é que fosse uma Loja Azul, mas não vou entrar por aí, para não ter de malhar no Dragon Seat, Dragon Dream, Dragon Force e sei lá que mais. Qualquer dia até teremos o Dragon Stadium, o Dragon Box e, quem sabe, reverteremos a grafia do nosso nome para o original Foot-ball Club do Porto - que seria, francamente, a única de todas estas inglesisses que poderia fazer algum tipo de sentido.

Mas voltando à loja. A notícia deixou-me radiante, e não resisti a ir espreitar o espaço na véspera da inauguração, quando ainda tinha as montras cobertas de papel e se notava grande movimentação no interior, já bem depois das nove da noite. “Os heróis chegaram ao centro”, dizia no vidro. Finalmente! Com anos de atraso, mas antes tarde do que nunca.

Como tínhamos adquirido recentemente o espaço da antiga sede na Avenida dos Aliados, pensava que uma eventual loja na Baixa viesse a ser nesse local, mas ao que parece, apesar de todo o prédio ser nosso, neste momento ocupamos apenas o 1º e o 4º andares, sendo o rés-do-chão uma garagem da Auto-Viação Pacense. No entanto, ainda que fosse possível colocar aí a loja, o espaço escolhido, numa zona mais comercial, parece-me mais interessante. Na esquina de duas ruas importantes, mesmo em frente ao Bolhão, a 100 metros de Santa Catarina, e à face da rua, coisa que não acontece com o prédio da antiga sede, que é recuado e, por isso, mais discreto.

Recordando a loja da Singer que em tempos ocupou o local, tinha ideia de que o interior fosse maior; talvez a Singer ocupasse também alguma outra loja vizinha, talvez a nossa loja tenha mais espaço de armazém, ou talvez a minha memória me falhe. O espaço, afinal, não é muito grande, mas é suficiente e está montado e decorado de forma elegante, reflectindo a imagem actual e arrojada do FC Porto.

Confesso que há bastante tempo que não entrava numa Loja Azul/FC Porto Store - não tenho por hábito adquirir muito merchandising, e como tenho lugar anual raramente tenho de comprar bilhetes - mas a minha impressão dos funcionários não era a melhor. Apesar de, regra geral, tratarem os clientes/adeptos com educação, tratavam-nos também com uma frieza que não esperamos encontrar num espaço que deve ser nosso. Se a frieza não é nunca bem-vinda num local de comércio, menos ainda o é quando existe uma relação afectiva entre o cliente e o produto. Um músico gosta de se sentir compreendido e valorizado numa loja de instrumentos, um motard numa loja de motas ou um coleccionador de livros num alfarrabista, e isso é ainda mais verdade no caso de lojas de clubes de futebol, que mantêm com os seus adeptos uma fortíssima relação emocional. Uma loja do FC Porto, como qualquer espaço do clube, deve ser um local onde os Portistas se sintam acarinhados e em casa. Quem esteve presente no Encontro da Bluegosfera deve recordar-se que um membro do público levantou precisamente esta questão e foi secundado por vários outros adeptos - eu própria incluída.

Chamem-me extremista, mas eu até acho que as nossas lojas só deviam empregar Portistas. O mesmo poderia ser dito de toda a estrutura do clube, mas esta questão assume particular importância quando falamos de cargos de responsabilidade e de posições em que se dá a cara pelo clube e interage directamente com os adeptos. Sei que as coisas não são assim, mas se não são, pelo menos que o pareçam: um Portista num espaço do clube deve sentir-se rodeado de Portistas, de pessoas que o compreendam e que partilhem da sua paixão. E que saibam apresentar a um visitante ou a um curioso o Futebol Clube do Porto, as glórias do seu passado e o vigor do seu presente.

Visitei hoje a loja por dentro pela primeira vez. Enquanto caminhava pelo andar inferior, dedicado a artigos infantis, um dos funcionários ofereceu-se simpaticamente para ajudar. Perante a habitual resposta de que estávamos só a ver, perguntou-nos se era a primeira vez que vínhamos à loja e se éramos Portistas, e ainda trocámos algumas impressões sobre a importância de uma loja na Baixa. Fiquei positivamente surpreendida. A forma como fui atendida - mesmo sem comprar nada - foi um exemplo de como as coisas se devem processar. Se isso representa uma evolução positiva na formação dos funcionários das nossas lojas ou se tive simplesmente a sorte de encontrar um funcionário simpático é que fica por confirmar no futuro.

Na loja, reparei na presença de vários turistas, nomeadamente espanhóis. Por lá passarão certamente, além dos portuenses para quem a Baixa da cidade é a zona comercial de eleição, muitos visitantes nacionais e estrangeiros. Até aqui, se esses visitantes quisessem adquirir um produto do FC Porto na zona nobre da cidade, tinham de o fazer numa loja de desporto ou numa daquelas lojinhas manhosas que tanto vendem coisas (não-oficiais, suponho) do nosso clube, como dos nossos rivais ou até de clubes estrangeiros (com a notável excepção dos centenários Grandes Armazéns da Beira, que têm uma excelente oferta de produtos alusivos ao FC Porto e à cidade do Porto e onde nunca vi nada relativo a nenhum outro clube). A partir de agora, há uma loja nossa no centro da cidade, de portas abertas a quem queira conhecer melhor o FC Porto e levar um pouco de azul e branco consigo no regresso.

Porém, mais do que uma caixa registadora, esta loja é uma bandeira. Uma presença permanente e bem visível do FCP no coração do burgo que lhe deu vida, recordando os milhares de pessoas que por ali passam todos os dias que este é o clube da cidade, a instituição que leva o seu nome além-fronteiras e o escreve a letras de ouro na história do desporto mundial: Porto. O clube da cidade, a cidade do clube.

PS: Aproveito para desejar a todos os leitores e a todos os Portistas um excelente Natal na companhia de quem mais amam e um 2013 cheio de vitórias a todos os níveis! Até para o ano!

10 dezembro, 2012

UMA LOJA 100 POR “CENTRO”!

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Que o Natal está a chegar não é propriamente novidade, mas o que o FC Porto está a preparar par ti é uma surpresa completa!

É verdade! Estás pronto?... É bom que estejas, porque os Campeões não tardam a chegar ao Centro. Isso mesmo, ao Centro do Porto, com a abertura de mais uma FC Porto Store, bem no coração da cidade.

Com uma localização ímpar, no n.º 270 da Rua de Sá da Bandeira, junto ao Mercado do Bolhão, uma decoração arrojada e uma vasta colecção de produtos licenciados, a FC Porto Store da Baixa será inaugurada às 17h00 da próxima terça-feira, dia 11, alargando para seis a rede de lojas oficiais com a posterior abertura das portas.

A FC Porto Store da Baixa acrescenta também a vantagem de aproximar ainda mais clube e adeptos, que já podiam contar com espaços semelhantes no Estádio do Dragão, no Vitalis Park, no Shopping Cidade do Porto, no NorteShopping e no ArrábidaShopping.

E agora? Já sabes o que vais oferecer neste Natal? Contigo, a FC Porto Store da Baixa vai abrir em alta!

fonte: fcporto.pt

20 julho, 2011

Mais PORTO

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Não faz muito tempo, escrevi aqui que apesar das conquistas e do prestigio que o FC Porto goza por este mundo fora, entre variados departamentos, havia um departamento que deixava muito a desejar. Falava então do departamento de marketing, do departamento de comunicação e do nosso “merchandising”.

Era sem dúvida um “calcanhar de Aquiles” do nosso clube ver que se estava a desaproveitar a imagem, a relação com os sócios, a comunicação parecia por vezes algo desajeitada, bem como a informação de variadíssimos produtos que o FC Porto comercializava a passar também pelo nosso merchandising (a nossa marca propriamente dito).

Desde Janeiro, pelo menos, comecei a ver mais envolvimento destes departamentos a lançar iniciativas que aproximam os sócios ao clube. Comecei a receber o dobro das sms´s com informações importantes (lugar anual, incentivo à compra de bilhetes, campanhas para levar outros amigos, renovação de lugares anuais, etc), ainda recentemente recebi uma sms para enviar o meu número de sócio de forma a ver no relvado a apresentação da equipa do FC Porto.

Temos vindo a ter vídeos fantásticos de deixar água na boca (ver o vídeo da página oficial) anunciando a venda do Dragon Seat e a sua importância, iniciativas de se poder pagar o lugar em prestações (um sinal que estão a ter em conta a situação actual do nosso País).

Outra situação que poucos falaram ou até escreveram, foi a apresentação da nossa camisola que numa cerimónia simples onde estiveram vários Portistas e onde conseguimos acompanhar ao vivo e a cores via Porto Canal (esta parceria promete), eu dou muito valor a esta evolução, porque não faz muito tempo, as camisolas eram apresentadas e se não fosse umas fotos no Jornal oJogo, nem sabia sequer dessa apresentação.

Mesmo a própria comunicação através do site, melhorou com comunicados na hora certa (já aqui tinha elogiado), bem como as novas funcionalidades como reservar e comprar bilhetes ser muito mais fácil e eficaz para aqueles que não conseguem ir às bilheteiras.

Temos Mais PORTO.

Mas ainda falta mais. Eu, pelo menos, quero mais.

Sei daquilo que o FC Porto consegue fazer, por isso quero muito mais, a começar por mais e melhor informação sobre lugares no Pavilhão (ainda não sei quando será a renovação do meu lugar, nem ninguém sabe), mais produtos nas nossas Lojas, nomeadamente os produtos das modalidades (estes também são Porto), produtos mais actuais nas lojas, e claro, ter em conta os preços.

Falei ter em conta os preços, porque a nossa magnifica camisola custa uns incríveis 80€, mais personalizar 12,20€, ficam uns bons 92€, coisa que muitos como eu não conseguimos dar. Tenho muita pena, mas a este preço é um crime gastar tanto dinheiro numa altura como estas. Eu, aqui não posso culpar o FC Porto, porque a parceria é com a Nike e por isso são eles quem ditam as regras.

Não querendo deixar o tema da camisola, queria fazer um pedido, se possível fosse. Não dá para mudar aquele cromo nojento da MEO da frente?

Deixo aqui algumas alternativas:

(nota: a foto não e da minha autoria)

Entre elogios e alguns apontamentos, desta vez, um post mais curtinho, porque estamos numa altura em que só se fala em contratações e goleadas a clubes que pouco interessa. Quero é ver a bola a rolar a sério.

Um abraço Tripeiro e muito... muito Portista a todos.

05 janeiro, 2011

catálogo oficial FC Porto 2010/2011 [download]

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O catálogo oficial FC Porto 2010/2011, foi muito recentemente lançado, estando já um exemplar em nossa posse. Porque nem todos os Portistas terão acesso a ele ou irão recebê-lo comodamente nas suas casas, os "não sócios", e é desses que falamos, disponibilizamos a partir daqui, e para todos os interessados, em mais um serviço público Portista, a possibilidade de efectuarem para o vosso computador, o DOWNLOAD da digitalização desse mesmo catálogo, em formato .pdf - adobe reader (faça aqui o download da versão mais recente do Adobe Reader), bastando para tal, CLICAR NA IMAGEM aqui logo acima, e depois de aberta uma nova página, digitar no canto direito as letras de segurança que surjam visíveis, para logo de seguida, baixar o arquivo.

Entretanto, e acaso pretendam algum esclarecimento adicional ou ajuda para encomendas, sintam-se à vontade para "chatear", enviando email para blogdoblueboy@gmail.com com a questão que pretendem ver respondida.

03 outubro, 2010

31 julho, 2010

Cidade FC Porto

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Entre os muitos comentários de boas-vindas que recebi ao publicar o meu primeiro post, e que aproveito para agradecer, vi também expresso o desejo de que mantivesse o optimismo na minha participação aqui no BiBó PoRtO. Optimismos e pessimismos à parte, que nem sempre dá para ver o mundo com óculos cor-de-rosa (e nem creio que seja o mais saudável), posso garantir-vos que há uma equipa da qual me orgulho de não fazer parte: a equipa do bota-abaixo. Por isso, podem contar que, quando apontar o dedo a algo que considero uma falha no FC Porto, fá-lo-ei sempre de uma perspectiva construtiva e com o intuito de colaborar, nem que seja pela simples promoção da discussão, para que as coisas melhorem. É isso que tento fazer no post de hoje.

Tive recentemente o prazer de receber uma amiga húngara por alguns dias, que passei a mostrar-lhe o que de melhor tem a nossa cidade – com uma excepção: ela não tem o mínimo interesse em futebol, e como tal o ponto mais bonito e importante da cidade ficou de fora do itinerário. Ainda assim, disse-lhe: se estiveres atenta, vais ver FC Porto em todo o lado. E ela viu. Viu galhardetes e cachecóis nos carros e bandeiras nas janelas, viu pessoas que envergavam orgulhosamente vestuário alusivo ao clube, viu posters e postais da equipa colados por trás das bancas no Bolhão, no compartimento de aluguer de cadeiras da praia de Gondarém ou no sapateiro da rua Mouzinho da Silveira. Mas há uma coisa que ela não viu: uma presença oficial do FC Porto na zona nobre da cidade que lhe dá nome.

É frequente conversar com portistas sobre as limitações do actual modelo da Loja Azul, temática já discutida no BiBó PoRtO aqui e, mais recentemente, aqui. Mas para lá dos problemas da nossa loja a nível de oferta, atendimento e outras questões específicas que, por já terem sido discutidas nos posts mencionados, me coibirei de abordar neste, algo que há muito tempo defendo é a criação de uma Loja Azul no centro da cidade.

Se a minha amiga húngara tivesse querido comprar um cachecol do FCP para um irmão ou um amigo, tê-lo-ia comprado numa dessas lojas de souvenirs manhosas que tanto vendem cachecóis do FCP como do Benfica, do Sporting, do Real ou do Manchester. Se tivesse querido comprar uma camisola, teria largado 70 euros na Sportzone. São cada vez mais os turistas que visitam o Porto, e certamente que o clube não ignora as potenciais receitas a eles associadas, mas esperar que se dêem ao trabalho de se dirigir ao Dragão, numa zona periférica da cidade, para ter uma experiência do FC Porto, limita o público-alvo àqueles que efectivamente gostam muito de futebol e fazem questão de visitar o estádio. Por sua vez, estar representado no coração da cidade recordaria constantemente locais e forasteiros de que “esta é a cidade do FC Porto”. Compre aqui a sua recordação, aprenda um pouco mais sobre o clube, veja como o nosso estádio é bonito – se quiser ir visitá-lo ou assistir a um jogo, adquira aqui o seu bilhete. Não tenho qualquer experiência em marketing mas tenho larga experiência enquanto turista ;), além da convicção de que não é preciso inventar a roda e de que não é vergonha nenhuma copiar o que já foi feito, e bem feito, em outros países. A maioria dos grandes clubes europeus marca presença no centro das respectivas cidades (admito a excepção dos clubes de Londres, que, pela dimensão da urbe e número de clubes médios/grandes nela sedeados, têm maior identificação com o bairro/zona do que propriamente com a cidade) com uma ou mais lojas que, além de venderem artigos do clube, constituem um estandarte, uma verdadeira marcação de território.

Quem esteve na apresentação da equipa no passado Domingo deve ter reparado que os ecrãs do estádio exibiram durante grande parte do tempo, como pano de fundo ao resultado e tempo de jogo, imagens de zonas emblemáticas do Porto – a Ribeira, os Clérigos, entre outras – decoradas com desenhos de autocarros azuis, bandeiras azuis nas janelas, pessoas vestidas de azul e balõezinhos azuis a subir ao céu. A essa imagética foi aparentemente dado o nome de “Cidade FC Porto”, mas desconheço se se enquadra num conceito mais vasto ou se é apenas isso mesmo: uma série de imagens bonitas da cidade do Porto em tons de azul e branco. De qualquer forma, vejo com bons olhos essa reaproximação do clube à cidade, marcada também pela recente aquisição da antiga sede nos Aliados (e, num âmbito já supra-municipal, pelas “flash mob” de publicidade ao Dragon Seat em vários concelhos da Área Metropolitana do Porto), sobretudo tendo em conta as débeis relações institucionais com a Câmara desde 2001. A realidade é que a relação do FC Porto com o Porto (e boa parte do Grande Porto) é tão vincada e tão intensa que não pode ficar refém de conjunturas políticas locais. O FC Porto é o grande símbolo da cidade do Porto e tem que se assumir como tal, independentemente de lhe serem ou não abertas as portas dos Paços do Concelho de cada vez que eleva mais um pouco o nome da cidade em Portugal, na Europa e no Mundo.

E insisto: a meu ver, parte dessa afirmação da “Cidade FC Porto” passa pelo estabelecimento de uma Loja Azul no centro da cidade. Sobre a mais-valia económica associada a esse estabelecimento, pouco mais posso fazer do que atirar postas de pescada; mas sobre a mais-valia simbólica posso afirmar sem qualquer dúvida que seria extremamente significativa. E como se isso, por si só, não fosse já muito importante, convém ter em conta que, no futebol como em outras áreas, a vertente simbólica, sobretudo quando inteligentemente aproveitada (não confundir com “despudoradamente explorada”, que a fronteira não é assim tão ténue), mais cedo ou mais tarde se transforma em dinheiro. Parece-me que o nosso clube nem sempre dá a devida importância a isso.

30 junho, 2010

Marketing, Merchandising & Incomptetising

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Sempre disse que a minha forma de estar no clube é de defesa, hoje trago algo que para mim precisa de ser defendido mas desta vez não é algo relacionado com factores externos é um factor interno.

Em 30 anos, vimos o nosso FC Porto tornar-se um clube poderoso, com vitórias além-fronteiras que marcam e mudam para sempre a forma como muitos nos olham.

FC Porto tem um número invejável de títulos em variadíssimas modalidades, quer interna quer Internacionalmente, somos neste momento um Gigante/Colosso na Europa (se acharem que é marketing da minha parte, basta ver o nosso palmarés, o nosso palmarés não foi ganho em concursos de batatas-fritas).

Esta “forma de estar” do nosso clube deve-se a grande organização da direcção que olhou sempre para o Futuro (somos o clube fundador dos chamado G14 onde só entram os grandes) e principalmente porque nos diferentes departamentos tivemos sempre pessoas que vivem, respiram e alimentam-se de FC Porto 24 horas por dia.

Mas nem todos os sectores do nosso clube acompanhou o desenvolvimento e as vitórias, a relação com os sócios é quase nula para não dizer elitista, as campanhas de angariação de sócios é sempre a mesma com pouca/nenhuma informação, e ter de renovar o lugar com a simpatia daquelas pessoas que estão na loja do associado levou-me rapidamente desde o primeiro dia a renovar o meu lugar no Dragão através do Multibanco e continuo a receber mensagens no Telemóvel que posso renovar o lugar (de lembrar que tenho lugar anual desde 1997 e fico com a sensação que apenas sirvo para pagar).

Falando depois nas Lojas Azuis, reparo que pararam em 1998 continuo a ver os mesmo produtos já para não falar da diversidade dos mesmos, continuamos a ter preços das camisolas oficiais proibitivos já que a nossa camisola não é banhada a ouro, pela Europa fora é hábito meu ir às lojas dos adversários comprar umas recordações e qual não é o meu espanto quase sempre já para não dizer sempre, são melhores e mais baratas e até mais diversificadas, onde somos sempre atendidos com rapidez, simpatia e um preço de me fazer corar de vergonha comparativamente aos nossos.

Dou já um exemplo estive em Londres assistir ao Arsenal vs. FC Porto e no fim fomos todos à loja oficial comprar uma camisola ou uma recordação do jogo e fiquei maravilhado com a loja tinha produtos para tudo e para todos os gostos e ainda vendiam as míticas camisolas de outros tempos, lá trouxe uma com o patrocínio da JVC para oferecer e qual não é o meu espanto custava 38 Libras pouco mais de 46 euros, para quem naquele País recebe um ordenado mínimo de 1000 euros é “peanuts”, comparativamente aos 75 euros que temos de dar pela nossa camisola, já para não falar na rapidez com que atendem as pessoas e o número de staff que tinham apenas para estampar camisolas (não sei se alguma vez tentaram estampar um camisola nas nossas lojas, mas a ultima vez a mim não correu bem esperei perto de 10 minutos e não tinha ninguém à minha frente ou atrás de mim).

Continuamos sem poder admirar e mostrar os troféus, falta-nos um Museu é uma atracção que completa a visita ao estádio e ao Pavilhão, muitos de vocês podem dizer que já está prometido, bem para mim este museu vem com 5 anos de atraso, tinha de ser feito de raiz juntamente com o nosso estádio em vez de um Bingo que se tornou uma aposta desastrosa e sem futuro nenhum, hoje em dia os Bingos não têm a importância de outros tempos!

Todas estas pequenas queixas (pequenas, porque basta o FC Porto ter alguém nos departamentos de marketing como temos na direcção desportiva que tudo muda) vieram depois de ter lido o que li num jornal sobre uma saída de um dirigente do PortoComercial atentem às palavras deste homem:

    Henrique Pais sai da PortoComercial

    "Desde que cheguei ao grupo F.C. Porto no início da época de 1998/1999 até aos dias de hoje a Porto Comercial, como empresa comercial do F.C. Porto, tornou-se a referência nacional no marketing desportivo", diz num e-mail de despedida.

    fonte: correio da manhã, 23.06.2010
Bom depois do que acabei de ler das duas uma, ou eu ando a precisar de um monitor de braille ou então alguém nunca saiu da Alameda da Antas e viu o que se passa lá fora.

As funções e competências do PortoComercial são:

  • Comercialização de direitos de imagem, sponsorização e licenciamento de merchandising da marca F.C.Porto;

  • Camarotes de luxo, lugares Vip, acções promocionais nos jogos;

  • Publicidade estática no relvado, viagens com a equipa, utilização da imagem dos jogadores, concursos para quadros/clientes, spots no Estádio do Dragão, ou ofertas personalizadas de merchandise, são alguns dos benefícios dos parceiros do F.C. do Porto.
Vamos recapitular... relação com os sócios inexistente, promoção e divulgação de jogos quase nula (tenho sempre de saber pelos outros), um site e uma loja azul obsoleta e falta de um Museu, se isto é uma referência a nível nacional então estamos muito mal.

Não pretendo consumar inquisições aqui no Blogue, mas há coisas que me deixam doido, espero que vejam esta minha crítica como um aviso que muito tem de ser feito e é preciso dar mais atenção a quem paga, principalmente um sócio que nunca falhou um jogo no Dragão e continuamente recebia mensagens no telemóvel a dizer “caso não fosse ao jogo podia ceder o meu lugar”, pede-se mais atenção porque não somos todos iguais, eu não sou um pacote!

Deixo aqui sites de alguns clubes por essa Europa fora para verem como nós andamos no que ao Marketing diz respeito.

Um abraço do Antas a todos os Portistas.

14 janeiro, 2010

catálogo oficial FC Porto 2009/2010

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O catálogo oficial FC Porto 2009/2010, foi muito recentemente lançado, estando já um exemplar em nossa posse, depois do depósito na respectiva caixa de correio. Porque nem todos os Portistas terão acesso a ele ou irão recebê-lo comodamente nas suas casas, os "não sócios", e é desses que falamos, disponibilizamos a partir daqui, e para todos os interessados, em mais um serviço público Portista, a possibilidade de efectuarem para o vosso computador, o download da digitalização desse mesmo catálogo, em formato .pdf - adobe reader (faça aqui o download da versão mais recente do Adobe Reader), bastando para tal, CLICAR na imagem aqui logo acima, e depois de aberta uma nova página, digitar no canto direito as letras de segurança que surgam visiveis, para logo de seguida, baixar o arquivo.

Entretanto, e acaso pretendam algum esclarecimento adicional ou ajuda, sintam-se à vontade para "chatear", enviando email para blogdoblueboy@gmail.com com a questão que pretendem ver respondida.

14 novembro, 2006

A nossa loja Azul… da Nike

Ora mais um tema que concerteza levantará muita celeuma entre todos nós, mas as verdades são para ser ditas e assumidas ‘doa a quem doer’!

Lembro-me muito bem como se fosse hoje da nossa Loja Azul no velhinho Estádio das Antas… era um espaço pequenino, multicolorido de azul e branco, agradável, mas honrado, onde imperava apenas um paixão, um sentimento, uma mística e um símbolo: o do FC Porto.

Entretanto, mudamo-nos para a nova casa, o novíssimo Estádio do Dragão, aquele que é considerado com um dos mais belos e modernos estádios do mundo. Entretanto, já se passaram praticamente 3 anos e o que aconteceu?

Desde a primeira hora que entrei naquele espaço, e esse momento aconteceu precisamente no dia da inauguração do Estádio, aquilo soa-me a um ‘frio’ tal que ainda hoje, passado que foi todo este tempo, não me consigo recompor… é incrível o desrespeito que permitiu um qualquer iluminado transformar aquele espaço, que deveria ser a 1ª imagem da nossa força, do nosso brio, da nossa mística, da nossa voz… numa loja oficial da NIKE!!!

Ainda hoje, esporadicamente, e quando me sinto tentado, volto a entrar de novo naquele espaço e sempre na secreta esperança de ver algo que me ‘reconquiste’, algo que me faça sentir orgulhoso de lá levar alguém para ver ‘in loco’ as cores da minha paixão… infelizmente (ou não…), continuo a ser apenas um sonhador, apenas um sonhador.

Entramos e o que vemos num espaço com cerca de 400 m2?... 90% do material exposto, diz unicamente respeito a uma marca desportiva, e quando refiro essa marca, não me estou a referir a material alusivo ao nosso FC Porto, mas sim a referir-me a sapatilhas, a t-shirts, a chapéus, a pólos, a sweats, a fatos de treino, a óculos, etc, etc, etc alusivos a essa marca desportiva… aquilo são camisolas da selecção… aquilo são camisolas do Brasil… aquilo são camisolas da Holanda… e eu pergunto-me: afinal, onde está o nosso material?

Olho, olho e volto a lançar o olhar e ‘voilá’… num cantinho recantado, logo na minha esquerda quem está a entrar na loja, finalmente vê-se uns pontinhos azuis como que a dizer: “estamos aqui, estamos aqui… olha para aqui… não nos vês?”… admito, só com muito esforço, consigo deslumbrar material alusivo ao meu FC Porto num espaço com nada menos, nada mais que 400 m2, repito, 400 m2… é coisa pouca, não acham?

Às vezes penso para mim… ‘mas que raio, então eu que vivo num pequenino T2 com uns míseros 90 m2 de área global, tenho mais coisas em casa alusivas ao meu FC Porto do que estes tristes?”… se alguém souber responder, que responda!!

Se bem se recordam, recentemente, penso que entre Junho ou Julho deste ano, o FC Porto celebrou com a empresa TBZ um contrato de cedência de exploração comercial da marca e das áreas comerciais do F.C. Porto válido por 10 anos… nessa altura, lembro-me de ter pensado para mim: “finalmente, alguém com know-how para tomar conta da mercearia”… enganei-me redondamente, porque desde aí para cá, aquilo nem para igual ficou; mudou para pior e não só a Loja oficial no Estádio… hoje, quando em lazer passo por perto daquela loja no Arrábida Shopping, lembro-me muitas vezes de pensar para com os meus botões “esta coisa aqui, é digna de um clube qualquer do 3º mundo!”

Só como um aparte… na última viagem que aqui os ‘mitras’ fizeram recentemente a Alvalade, e porque este era um tema que andava há muito na minha mente para aqui publicar, tive o especial cuidado de visitar a loja do Sportêm só por curiosidade, porque ao que julgo saber, a TBZ está a explorar as marcas e espaços dos 3 grandes.

Nem queiram saber o que ali encontrei… sim, aquilo é uma loja a sério, visto que olhasse para onde deitasse o olhos, só se viam 2 cores… a cor verde oficial do clube e a cor amarela do equipamento alternativo. Havia de tudo, de todos os gostos e feitos, para todas as carteiras, da peça mais ridícula à mais bela, e mais alguma coisa ainda… como eu costumo dizer, ‘era um tal fartote, que era só escolher”.

Quantos desejos tenho eu de um dia, um dia digo eu, entrar na minha Loja AZUL, a verdadeira, e lá encontrar apenas uma cor (o azul) e um símbolo (o do FC Porto)… sou um sonhador, lembram?... resta-me continuar a sonhar que esse dia há-de chegar!

E vocês, o que pensam da nossa Loja Azul… da Nike?