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11 maio, 2014

FINAL(MENTE).

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FC PORTO-benfica, 2-1

Liga 2013/14, 30.ª jornada
10 de Maio de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 25.121


Árbitro: Rui Costa (Porto).
Assistentes: Nuno Manso e Miguel Aguilar.
4º Árbitro: Pedro Ferreira.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Reyes, Alex Sandro, Mikel, Defour, Herrera, Ricardo, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Quintero por Herrera (61m), Josué por Defour (71m), Kelvin por Quaresma (79m).
Não utilizados: Kadú, Varela, Licá, Abdoulaye.
Treinador: Luis Castro.

benfica: Paulo Lopes, João Cancelo, Steven Vitória, Jardel, André Almeida, Salvio, André Gomes, Enzo Pérez, Ivan Cavaleiro, Djuricic, Funes Mori.
Substituições: Markovic por Ivan Cavaleiro (60m), Vítor Lindelof por João Cancelo (65m), Bernardo Silva por Djuricic (82m).
Não utilizados: Bruno Varela, Hélder Costa, Rúben Pinto, Rui Fonte.
Treinador: Jorge Jesus.

Ao intervalo: 2-1.
Marcadores: Ricardo (4min), Enzo Pérez (26min pen), Jackson Martínez (39min pen).
Cartões amarelos: Reyes (25min), André Almeida (38min), Jardel (40min), Alex Sandro (74min), Danilo (90+2min), Funes Mori (90+2min).

Chegou ao fim uma Época que mais parecia não querer acabar... há muito que a mesma estava a ser um verdadeiro sacrifício para todos os Portistas. A má preparação de toda esta época, passando pelos “Egos e Super-Egos”, um treinador teimoso e que não soube lidar com a diferença que é estar num Clube de topo ou numa Equipa de meio da tabela, e terminando num grupo de atletas que não fez tudo o que podia, nem sabia e muitas vezes não honrou a camisola que vestiu. Numa semana que serviu para atenuar especulações e corrigir erros do passado recente com a apresentação atempada da nova equipa técnica, chegava ao final a última competição da época na recepção ao novo campeão nacional, servindo como passagem de testemunho.

Jogo por si só com pouco ou nenhum interesse para ambas as partes a não ser salvar a “honra do convento” vencendo no último jogo o grande rival que este ano não nos trouxe nenhumas boas recordações. Do outro lado, Jorge Jesus abdicou claramente deste jogo, dando toda e clara importância para a final da Liga Europa que vem já a seguir. E jogando frente a uma equipa claramente sem rotinas, era esperado muito mais do Porto. Tivemos oportunidade de ouro para os humilhar e mais uma vez, não fomos competentes, capazes, nem me pareceu que quiséssemos.

Apesar da entrada forte, jogando o 11 esperado, a única surpresa foi talvez a inclusão de Mikel, jovem da equipa B que fez uma bela exibição e está pronto para ser solução. Aos 4 minutos, remate cruzado e rasteiro de Ricardo para o fundo da baliza de Paulo Lopes, abrindo o marcador bem cedo no jogo. E a partir daqui, tantas que estavam a ser as facilidades em chegar à área, podíamos e devíamos ter construído outro resultado.

A velocidade durou cerca de 10/15 minutos e depois... bem, depois foi o jogo todo o espelho do que foi a época. Deixar andar, vamos indo e vamos vendo e quando demos por ela já tínhamos oferecido o empate num erro gigante de Reyes (fez dupla com Maicon) que nem os infantis cometem, e Enzo não desperdiçou a grande penalidade. Não há alma nesta equipa, nunca houve e o golo da vitória surge ainda na 1ª parte, por Jackson a converter, também ele, uma grande penalidade que o próprio sofreu.

Os últimos 45 minutos não têm explicação nem comentários possíveis. Melhor Benfica, foi até com alguma sorte que saímos com os 3 pontos, não fosse a bola de Funes Mori ter batido na trave e não sei se ganharíamos o jogo.

Que Jules Lopetegui, devolva ao FC Porto a alma necessária para voltarmos a ser consistentes, mais fortes, melhores e um conjunto de jogadores que remem todos para o mesmo lado. O que se passa cá fora, que não chegue lá dentro e haja paz necessária para trabalhar descansado. As “férias” que sejam boas conselheiras e que tragam bons reforços que tanto são precisos. Os que não quiserem ficar, façam o favor de pedir para sair e sejam felizes, porque para andarem de cabeça para baixo, irreconhecíveis e sem vontade, já bastou esta época.

Melhor em campo: Ricardo.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

Depois do último compromisso oficial do FC Porto em 2013/14, Luís Castro considerou que os Dragões foram justos vencedores na recepção ao Benfica (2-1), sublinhando a exibição colectiva da equipa que liderou até agora. O técnico portista aproveitou ainda para manifestar o seu “total apoio” a Julen Lopetegui, o senhor que se segue no banco do FC Porto.

​“O jogo teve um vencedor merecido, embora saibamos que a justiça é feita pelos golos que se marca e se sofre. Foi um jogo bem disputado, em alguns momentos intenso, durante o qual estivemos quase sempre por cima. Com Quintero e Josué, voltámos a ter mais bola, depois de um período de algum adormecimento, mas creio que fizemos uma primeira parte melhor do que a segunda. O resultado é justo. Gostei muito da exibição da equipa. Todos os jogadores foram fantásticos e deixo as avaliações individuais para outros. Mas é óbvio que fico satisfeito por ver jogadores a evoluírem e a lutarem pelo seu lugar no FC Porto”, começou por dizer Luís Castro na conferência de imprensa que se seguiu ao desafio com os lisboetas.

Numa espécie de retrospectiva daquilo que foi o FC Porto sob o seu comando, Luís Castro lamenta a irregularidade de resultados, mas ressalva a forma como a equipa técnica se entregou à “missão” que lhe foi atribuída. “Tivemos muitos jogos com um grau de dificuldade muito elevado. Foram várias montanhas que tivemos de subir. Tivemos resultados maus, mas também tivemos resultados muito bons. Em alguns, a nossa vitória até pecou por escassa. Resumindo, tivemos momentos bons e momentos maus. Entregámo-nos de corpo e alma à missão que nos foi incumbida. Gostaríamos de ter dado mais ao clube e aos adeptos, mas trabalhámos sempre com a máxima entrega e dedicação. Terminamos com o sentimento de que demos o nosso máximo”, prosseguiu o técnico.

Luís Castro acredita que o triunfo sobre o Benfica no último jogo da presente época pode e deve servir de estímulo para a próxima, reservando ainda algumas palavras para o seu sucessor, o espanhol Julen Lopetegui. “Este jogo revestia-se de uma especificidade própria. Não tínhamos nada a ganhar, mas tínhamos muito a perder. Fundamentalmente, esta vitória deve servir de ponte para a próxima época. Foi a imagem de um FC Porto com gente nova, ambiciosa e com muita entrega. Enquanto treinador da estrutura do FC Porto, terá todo o meu apoio. Desejo-lhe as maiores felicidades, pois o seu sucesso será o nosso sucesso. Tem muita competência e muita gente a apoiá-lo”.



RESUMO DO JOGO

10 maio, 2014

Três regressos e um “bê” para receber o benfica

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Os regressos de Quaresma, Josué e Alex Sandro e a chamada de Mikel, do FC Porto B, são as novidades da convocatória elaborada por Luís Castro para o jogo com o benfica, o último encontro oficial do FC Porto da época 2013/14, a contar para a 30.ª jornada da Liga (sábado, 18h00).

​Relativamente ao último compromisso oficial dos Dragões, frente ao Olhanense, da 29.ª jornada da Liga, registam-se as saídas de Carlos Eduardo, Fernando, Tozé e Kayembe (estes dois últimos do FC Porto B) da lista de convocados.

Na última sessão de trabalho antes do jogo com os lisboetas, que contou com Danilo em pleno e com a presença de Mikel, não esteve Mangala, que se manteve em treino condicionado. Fernando realizou trabalho de ginásio, enquanto Ghilas voltou a realizar tratamento a uma distensão na coxa esquerda e Helton prosseguiu a recuperação à lesão no tendão de Aquiles.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú.
Defesas: Danilo, Maicon, Reyes, Abdoulaye, Alex Sandro e Ricardo.
Médios: Josué, Quintero, Herrera, Defour e Mikel.
Avançados: Quaresma, Jackson Martínez, Kelvin, Varela e Licá.

05 maio, 2014

VERGONHA.

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olhanense-FC PORTO, 2-1

Liga 2013/14, 29.ª jornada
04 de Maio de 2014
Estádio: José Arcanjo, Olhão
Assistência: - espectadores


Árbitro: Cosme Machado (Braga).
Assistentes: Alfredo Braga e Pedro Fernandes.
4º Árbitro: Luciano Maia.

OLHANENSE: Belec, Sampirisi, Ricardo Ferreira, Kroldrup, Jander, Obodo, Lucas Souza, Rui Duarte, Femi, Paulo Sérgio, Dionisi.
Substituições: Paulo Regula por Paulo Sérgio (70m), Mehmeti por Dionisi (81m), Luís Filipe por Jander (85m).
Não utilizados: Ricardo, Vítor Bastos, Celestino, Vojtus.
Treinador: Giuseppe Galderisi.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Reyes, Ricardo, Fernando, Herrera, Carlos Eduardo, Tozé, Varela, Jackson Martínez.
Substituições: Quintero por Carlos Eduardo (36m), Kayembe por Tozé (46m), Licá por Varela (71m).
Não utilizados: Kadú, Abdoulaye, Defour, Kelvin.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Kroldrup (14m), Dionisi (66m), Herrera (82m).
Cartões amarelos: Rui Duarte (10m), Dionisi (55m), Belec (86m), Ricardo (90m).

A derrota foi tão expressiva e tão clara que torna a pergunta inevitável. E agora? O FC Porto não podia terminar de pior forma a época, perdendo com o último classificado da liga. A equipa caiu com estrondo de uma derrota histórica (há 40 anos que não perdia no José Arcanjo), reforçando-se a certeza de que não há reconciliação visível entre o plantel portista. Aliás, esse desencontro chegou a ser confrangedor em Olhão. O primeiro golo aos 14 minutos por Kroldrup não surpreendeu muito e também não foi a bofetada de que o FC Porto precisava para acordar. A seguir a esse poderiam ter vindo outros. Golpes duros que precipitaram a fúria na bancada onde estava a claque portista. Pediu-se vassourada e cantou-se VERGONHA.

De facto, os jogadores não jogam nada. Repare-se nisto: se não é inédito, e é muito provável que seja, terá acontecido poucas vezes - o FC Porto terminou a primeira parte sem nenhum perigo causado na baliza contrária. Exige-se exclamação para reforçar o efeito dramático: nem um, um sequer! Podia dar-se o caso desse desacerto ter sido uma consequência de mexidas profundas na estrutura da equipa, o que às vezes acontece em jogos. Mas não. Baliza à parte, Luís Castro apostou num onze com algumas alterações e com a estreia de Tozé, jogador da equipa B. Do outro lado, a pressão feita a meio, com unidades de combate, serviu para que um Olhanense bem montado chegasse ao intervalo com metade do trabalho feito: o adversário estava bloqueado num labirinto e não havia maneira de encontrar saída. Portanto, era só preciso fazer a metade que faltava.

Mais espevitado no início da segunda parte, o FC Porto parecia, finalmente, querer discutir o jogo. Aparências. O Olhanense foi eficaz a estancar esse fogacho, beneficiando de exibições acertadas em zonas nucleares. Num desses movimentos de desequilíbrio, surgiu o golo de Dionisi, a completar uma asneira de Danilo e um bom cruzamento de Jander.

Volta-se ao princípio: e agora? O crédito desta equipa está para lá do esgotado, com uma mentalidade que não funciona, nem entusiasma; a equipa arrasta-se, deprimida e desligada. Mas, também é preciso que fique escrito que não há treinador que resista a jogadores com uma atitude destas. Querer e não conseguir é uma coisa; ficar de braços cruzados é outra. Neste jogo, os jogadores entraram descontraídos e grande maioria deles está de gatas. Nem o fantástico golo de Herrera aos 82 minutos minimiza o estado degradante desta equipa. Danilo zero; Maicon zero; Reyes zero; Fernando zero; Carlos Eduardo zero; Quintero zero; Varela GRANDE ZERO; Jackson zero; Licá zero. Salvam-se Fabiano, Herrera e os miúdos Ricardo, Tozé e Kayembe.

A nação portista exige revoluções, mas a verdade é que a revolução tem que começar pela estrutura. E que revolução!!!.
Hoje termino a época no que respeita às crónicas neste maravilhoso blogue de excelência. Foi uma época de sentimento misto. Por um lado, senti orgulho e dever cumprido por participar ativamente mas, por outro lado, não tive vitórias para narrar numa época desportiva para esquecer.

Quero deixar os meus agradecimentos à administração do blogue e a todos colegas e elementos do mesmo. Não sei se para o ano terei contrato renovado com o blogue mas tenho a certeza de que teremos um FC Porto preparado para o resgate porque isto é o que os sócios e adeptos exigem ao FC Porto: GANHAR!!!



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto admitiu que a exibição dos Dragões frente à Olhanense (derrota por 2-1, em partida da 29.ª e penúltima jornada da Liga portuguesa) ficou “aquém” do necessário para chegar à vitória. Na superflash que seguiu ao final do encontro, Luís Castro lembrou que é “difícil abordar os jogos” face ao actual estado mental da equipa.

“Nunca estivemos bem no jogo. Estivemos sempre muito longe da baliza adversária, andamos muito pelos corredores laterais, mas fomos pouco agressivos e intensos no corredor central, que é o de baliza. Deparámo-nos com uma boa organização do Olhanense, cujos níveis motivacionais estavam no máximo, ao contrário dos nossos, devido à perda dos títulos que queríamos conquistar. Ficámos aquém da produção que era necessária para vencer” afirmou.

O técnico sublinhou ainda a sua desilusão pela má época do FC Porto: “Quando atingimos um nível mental baixo é difícil abordar os jogos. Temos de fazer sempre o máximo de nós para tentar o melhor resultado possível. Hoje queríamos muito ganhar, mas não trabalhámos da melhor forma para o conseguir. O Olhanense tem mérito pela vitória que conquistou. Queríamos claramente ganhar o jogo e se possível de uma forma confortável. Não foi possível”.

JACKSON MARTINEZ

Jackson Martínez, igualmente em superflash, garantiu que “não há explicação” para a derrota e para o momento da equipa. “Tentámos fazer as coisas bem mas a pressão da situação não nos deixa. Temos de tentar terminar a temporada com uma vitória em casa, já tentando preparar a próxima época”, resumiu.



RESUMO DO JOGO

04 maio, 2014

Kayembe, Tozé, Abdoulaye e Licá nos convocados para Olhão

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As chamadas do médio Tozé e do avançado Kayembe, ambos do FC Porto B, são as grandes novidades na convocatória elaborada por Luís Castro para o jogo frente ao Olhanense (domingo, 18h00), no Estádio José Arcanjo, referente à 29.ª jornada da Liga.

​Relativamente ao último compromisso oficial dos Dragões, frente ao Benfica, para a Taça da Liga, registam-se ainda os regressos de Abdoulaye e Licá. Em sentido inverso, Mangala, Alex Sandro e Josué saem dos eleitos, por estarem castigados, juntando-se a Quaresma e Ghilas, estes devido a problemas físicos, no lote de indisponíveis.

Na derradeira sessão de trabalho antes do desafio com os algarvios, que voltou a contar com a presença de Tozé e Kayembe, não estiveram Mangala, que fez tratamento a uma contusão no pé direito, e Ghilas, que fez tratamento a uma distensão nos isquiotibiais da coxa esquerda. Quaresma fez treino condicionado e Helton, em tratamento, também esteve ausente.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Ricardo, Danilo, Maicon, Reyes e Abdoulaye;
Médios: Fernando, Herrera, Defour, Tozé, Quintero, Licá, Carlos Eduardo e Kelvin;
Avançados: Jackson Martínez, Varela, e Kayembe.

22 abril, 2014

3º LUGAR CONFIRMADO, SEM LUGAR A FESTEJOS

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FC PORTO-Rio Ave, 3-0

Liga 2013/14, 28.ª jornada
21 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 17.509 espectadores


Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).
Assistentes: Pais António e Valter Pereira.
4º Árbitro: José Laranjeira.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Defour, Herrera, Josué, Ricardo, Jackson Martinez, Varela.
Substituições: Ghilas por Varela (38m), Quintero por Josué (46m), Licá por Alex Sandro (77m).
Não utilizados: Kadú, Reyes, Carlos Eduardo, Kelvin.
Treinador: António Folha.

RIO AVE: Ederson, Lionn, Rodríguez, Marcelo, Edimar, Filipe Augusto, Tarantini, Rúben, Braga, Pedro Santos, Hassan.
Substituições: André Vilas Boas por Lionn (40m), Ukra por Braga (68m), Diego por Rúben (75m).
Não utilizados: Ventura, Tiago Pinto, Júlio Alves, Velikonja.
Treinador: Nuno Espírito Santo.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Jackson (61m, pen), Herrera (72m), Danilo (90m+4).
Cartões amarelos: Mangala (34m), Josué (34m), Alex Sandro (36m), Marcelo (60m), Edimar (62m).

Com 17.509 espectadores nas bancadas do Estádio do Dragão, naquela que foi a segunda pior assistência da época, a verdade é que o jogo esteve longe de ser interessante. Durante os primeiros 45 minutos, a qualidade do futebol praticada não foi a melhor e por isso foram poucas as vezes que o FC Porto esteve perto de marcar.

Ao longo do primeiro tempo, foram três as vezes em que o FC Porto esteve perto de inaugurar o marcador. Primeiro foi Herrera a obrigar Ederson a uma boa defesa ao rematar rasteiro e logo a seguir foi a vez de Mangala, de cabeça, a fazer com que o guarda-redes mostrasse ter bons reflexos, pois a defesa ao cabeceamento do francês foi feita por instinto.

A última grande situação para marcar por parte dos dragões foi da autoria de Ricardo, que rematou com força para defesa de Ederson.

Ao contrário da primeira parte, o FC Porto entrou bem na segunda parte e não precisou de muito tempo para se aproximar com perigo da baliza do Rio Ave. Logo nos primeiros segundos, Danilo obrigou Ederson a uma defesa a dois tempos após um remate forte.

Os dragões mantinham a posse de bola e, embora sempre a um ritmo baixo, tentavam levar a melhor sobre a defesa organizada do Rio Ave que, no entanto, não dava mostras de ceder. Já no ataque, os homens de Vila do Conde raramente conseguiam colocar o setor mais recuado do FC Porto em sentido, exceção feita ao minuto 58, quando Tarantini cabeceou com perigo após surgir sem marcação na área.

Porém, dois minutos depois, Marcelo teve uma entrada imprudente sobre Jackson Martínez e carregou em falta o avançado colombiano dentro da área, quando este tentava rececionar um passe de Quintero, que tinha entrado ao intervalo.

O árbitro Nuno Almeida de pronto assinalou grande penalidade e Jackson Martínez não desperdiçou a oportunidade de inaugurar o marcador, e reforçando o estatuto de melhor marcador do campeonato.

Quintero foi inteligente na forma como descobriu e conseguiu colocar a bola em Jackson Martínez e voltou a mostrar a excelente visão de jogo aos 72 minutos, altura em que voltou a colocar a bola pelo ar na área do Rio Ave, onde apareceu Herrera a dominar de peito e de cabeça a ampliar a vantagem para dois golos. Contudo, o resultado final, apenas foi estabelecido no último lance do jogo, com Danilo de livre e com a ajuda da barreira a bater Ederson e a tornar o resultado demasiado pesado para o Rio Ave.



DECLARAÇÕES

ANTÓNIO FOLHA

Em flash-interview após a vitória (3-0) sobre o Rio Ave, da 28.ª jornada da Liga, António Folha, que substituiu Luís Castro no banco do FC Porto, devido a castigo, considerou justa a vitória sobre os vila-condenses e declarou a intenção do FC Porto de continuar a trabalhar para vencer os restantes jogos da temporada.

O treinador-adjunto portista considerou que houve mais FC Porto na segunda metade, mas que os Dragões foram superiores ao Rio Ave: "A primeira parte não foi tão bem conseguida, mas na segunda, pelo que fizemos, merecemos inteiramente esta vitória. É sempre importante vencer, pois é para isso que trabalhamos diariamente e vamos continuar a trabalhar".

Em relação a Jackson Martínez, que marcou o seu 19.º golo na Liga, António Folha foi sucinto: "Primeiro estão os objetivos colectivos e depois os individuais. Naturalmente, esperamos que ele consiga".



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2013/14, 28ª jornada

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Tribunal O JOGO: FC PORTO - Rio Ave, 3-0
Árbitro Principal: Nuno Almeida (Algarve) / Assistentes: Pais António e Valter Pereira / 4º Árbitro: José Laranjeira.




fonte: ojogo.pt e portistaforever.blogs.sapo.pt

21 abril, 2014

Luís Castro: “A equipa irá reagir da melhor forma”

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Luís Castro garante que o FC Porto “irá reagir da melhor forma” ao afastamento da Taça de Portugal, apresentando-se de forma “equilibrada” para defrontar o Rio Ave (segunda-feira, 20h00), em jogo da 28.ª jornada da Liga portuguesa. Como “âncoras” para esse encontro, os azuis e brancos terão as exibições produzidas frente a Benfica (em casa), Nápoles (casa e fora) e Sevilha (em casa), que vão procurar replicar.

“Após uma eliminação de uma meia-final, ninguém fica em condições óptimas para abordar o jogo seguinte. No entanto, também já temos como experiência jogos em que estivemos muito bem e em que entendemos que a equipa estava em pleno para abordar o próximo e depois o não conseguiu fazer da melhor forma. Isto leva-nos a pensar que há momentos em que as equipas conseguem renascer e outros em que não se conseguem manter”, explicou o técnico.

Os portistas vão assim procurar uma exibição completamente diferente da de quarta-feira, frente ao Benfica, mesmo sem Fernando e Quaresma, castigados: “É sempre melhor termos todos os jogadores disponíveis para o jogo, mas também já temos o Maicon em pleno, após um largo período em que mostrava alguma instabilidade em termos de disposição para os jogos. Está totalmente recuperado e essa é uma boa notícia para nós. Certamente que todos aqueles que estiverem prontos vão estar empenhados em honrar o clube e em dar tudo deles para conquistar um bom resultado, num momento que não é o melhor para nós, mas o FC Porto está habituado a conseguir dar passos em frente quando se pensa que vai dar dois atrás”.

Luís Castro preferiu não abordar a sua ausência no banco, após ter sido expulso no Estádio da Luz – “Claro que era melhor para a equipa eu estar no banco, mas isso também não põe o que quer que seja em causa” – e analisou depois o adversário de segunda-feira, ao qual deu os “parabéns” pelo apuramento para a final da Taça de Portugal: “Tem tido prestações muito competentes, especialmente fora de casa. É uma equipa muito perigosa e que tem um futebol muito intenso na sua transição ofensiva. Temos de ser uma equipa muito equilibrada para fazer frente a um rival muito competente e bem orientado”.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Danilo, Maicon, Reyes, Mangala, Alex Sandro;
Médios: Josué, Quintero, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Kelvin e Defour;
Avançados: Jackson Martínez, Ghilas

14 abril, 2014

VITÓRIA SAÍDA NA RIFA

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Braga-FC Porto, 1-3

Liga 2013/14, 27.ª jornada
13 de Abril de 2014
Estádio: Municipal de Braga
Assistência: 12.807


Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: Miguel Aguilar e João Silva
4º Árbitro: Cosme Machado

BRAGA: Eduardo, Tomás Dabó, André Pinto, Aderlan Santos, Núrio, Custódio, Luiz Carlos, Battaglia, Erivaldo, Moreno, Pardo.
Substituições: Rafa por Erivaldo (46m), Miljkovic por Núrio (46m), Éder por Moreno (66m).
Não utilizados: Cristiano, Paulo Vinícius, Vukcevic, Nuno Valente.
Treinador: Jorge Paixão.

FC PORTO: Fabiano, Víctor García, Maicon, Abdoulaye, Ricardo, Fernando, Josué, Carlos Eduardo, Licá, Jackson Martínez, Varela .
Substituições: Defour por Fernando (57m), Ghilas por Varela (62m), Quintero por Jackson Martínez (70m).
Não utilizados: Kadú, Mangala, Alex Sandro, Kelvin.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Varela (23m), Moreno (58m), Carlos Eduardo (86m), Quintero (90+1min).
Cartões amarelos: Fernando (52m), Custódio (68m).

Depois do pesadelo na Andaluzia, seguiu-se uma visita tradicionalmente difícil a Braga, não pelos resultados das últimas épocas, mas porque o adversário é uma equipa complicada. Por norma, o FC Porto costuma trazer bons resultados do AXA. É, inclusive, o FC Porto quem conquistou mais pontos no AXA de todas as equipas que por lá passaram desde que o Estádio foi inaugurado.

Com a 2ª mão das meias-finais da taça de Portugal com o benfica agendada para a próxima 4ª feira, 16 de Abril, o FC Porto apresentou-se esta noite em Braga sem sete habituais titulares no onze inicial. Aos quatro não incluídos na convocatória (Quaresma, Herrera, Reyes e Danilo), ficaram no banco mais três (Defour, Alex Sandro e Mangala). O FC Porto estava, claramente, a jogar em Braga com a cabeça no jogo da taça de Portugal. Durante e após o jogo, foi audível que o FC Porto estava a fazer uma gestão de risco calculado mas não concordo nada com essa tese.

O FC Porto correu demasiados riscos em Braga. Primeiro iniciou o jogo com demasiados jogadores que pouco ou nada jogaram esta época; segundo quando se faz demasiadas poupanças, descaracteriza-se a equipa e a resposta dada em campo não é a melhor; terceiro, o FC Porto, ao contrário de que muita gente pensa, tem ainda uma missão a cumprir na Liga Portuguesa: terminar no 3º lugar. Sim, porque terminar no 3º lugar ou no 4º lugar é totalmente diferente com repercussões no futuro. O 3º lugar dá acesso a disputar a 3ª pré-eliminatória da champions league. O 4º lugar recambia a equipa para a liga europa. Estamos a falar em diferenças de 8,5 milhões de euros pela presença na prova rainha da UEFA + 2,5 milhões de euros pela passagem na 3ª eliminatória + 15 milhões pelos direitos de transmissão televisiva.

Ora, o FC Porto iniciou o jogo em Braga com 6 pontos de avanço sobre o 4º classificado, o Estoril-Praia. Na prática, são apenas 5 de avanço, uma vez que o FC Porto perde com os canarinhos no confronto directo. Contra o Sp. Braga, uma equipa que apesar da época menos boa que está a realizar, é sempre um adversário complicado, o FC Porto, no meu entender, correu demasiados riscos, colocando em causa esse 3º lugar e, não fosse a rifa perto do final do jogo, estaríamos aqui a falar em 3º lugar em perigo.

O jogo teve duas partes completamente distintas. Uma 1ª parte completamente dominada e controlada pelo FC Porto que, apesar das muitas mexidas no seu onze, deu uma excelente resposta e poderia ter sentenciado o jogo nestes 45 minutos iniciais. Na 2ª parte, o jogo ficou partido e o domínio foi dividido. A vitória poderia ter caído para qualquer um dos lados. Caiu para a equipa mais afortunada. Diga-se de passagem que o Sp. Braga também jogou sem grande parte dos titulares a pensar no jogo das meias-finais da taça de Portugal com o Rio Ave.

Na 1ª parte, o FC Porto, como disse, entrou bem na partida e nos minutos iniciais criou alguns lances de perigo. Victor García, jogador da equipa B, deu uma excelente réplica a defesa direito e mostrou a Danilo como se cruza para a grande área com conta, peso e medida. Por duas vezes, o defesa direito, colocou a bola milimetricamente nas cabeças de Jackson e de Carlos Eduardo que não deram melhor sequência aos lances. Aos 23 minutos numa jogada iniciada a meio-campo por Carlos Eduardo, Jackson isolou Varela pela meia direita, que à saída de Eduardo e sentindo a pressão de Núrio, picou a bola por cima do guarda-redes bracarense.

O FC Porto adiantava-se no marcador e numa altura importante da partida pois até aí o Sp. Braga não tinha feito qualquer investida ou remate à baliza portista. O FC Porto continuou a mandar no jogo, sem jogar bem e praticando um futebol lento. Josué, no entanto, dava boa conta a meio-campo, pausando e distribuindo jogo, teve engenho para ensaiar por duas vezes o remate à baliza arsenalista. Aos 34 minutos, Licá, que apareceu no lugar de Quaresma, teve a oportunidade de ampliar para 2-0 mas rematou por cima da baliza contrária.

Ao intervalo, o treinador dos arsenalistas, Jorge Paixão, operou duas mudanças na sua equipa e o FC Porto deixou de controlar o jogo. Aliás foi no início do período complementar da partida que o Sp. Braga mais perigo criou junto da baliza portista. Mas antes do golo bracarense, o treinador Luís Castro, a pensar no jogo de 4ª feira, retirou um jogador fulcral do meio-campo: Fernando e meteu Defour. Estavam decorridos 57 minutos.

Logo a seguir, no mesmo minuto, o Sp. Braga empatou a partida. Sintomático. O FC Porto continua, tal como tem sido ao longo desta época, a colocar-se a jeito. Numa investida pela direita, numa transição rápida, Pardo passou por Abdoulaye (quem se lembrou de resgatar este jogador ao V. Guimarães?) com uma facilidade incrível, Maicon tentou fazer a cobertura mas não conseguiu e o jogador arsenalista cruzou tenso para o primeiro poste onde apareceu Moreno, mais rápido que Ricardo, a bater Fabiano.

O empate estava estabelecido mas a história do jogo não ficou por aqui. Entretanto, no FC Porto saía Varela e entrava Ghilas aos 63 minutos e seis minutos depois saía Jackson e entrava Quintero. O empate parecia satisfazer os portistas. Esta era a sensação que ficava na retina.

O Sp. Braga galvanizado pelo golo e pelos seus adeptos, subiu no terreno e poderia ter marcado por duas vezes. Aos 77 minutos, a defesa do FC Porto vacila e Éder à meia volta na área remata para defesa por instinto de Fabiano. Sete minutos depois, Rafa aproveita uma perda infantil de Abdoulaye e frente a Fabiano atirou à figura.

Não marcou o Sp. Braga, marcou o FC Porto ao cair do pano e por duas vezes. Primeiro num cruzamento na esquerda de Josué para a cabeça de Carlos Eduardo aos 86 minutos e depois aos 90 minutos numa boa jogada de contra-ataque do FC Porto. Na entrada da área Josué serviu Quintero, que trabalhou bem o lance, marcando um bom golo.

Vitória por 3-1 por números exagerados. Uma vitória saída na rifa. Às vezes as coisas correm bem mas muitas vezes as coisas correm mal mas já vem sendo hábito ver o FC Porto pôr-se a jeito. Quarta-feira, o FC Porto tem um dos jogos mais importantes da época e aguardemos para ver o resultado final.

Notas finais para as boas actuações de Victor García e Josué e para a exibição anedótica de Abdoulaye.




DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto considerou justo o desfecho do jogo frente ao Sporting de Braga (3-1), acrescentando que ele poderia ter ficado resolvido na primeira parte, período no qual os azuis e brancos foram muito superiores. Carlos Eduardo manifestou a sua alegria pelo triunfo em Braga e perspectivou os compromissos que se seguem.

​“Tivemos o domínio claro do jogo na primeira parte, na qual poderíamos ter resolvido as coisas. O segundo tempo foi mais repartido, mas creio que, no cômputo geral, a vitória assenta-nos bem. Temos uma distância consideravelmente larga em relação ao segundo lugar, pelo que não alimentamos falsas ilusões. Os meus jogadores estão de parabéns pois trabalharam muito para vencer este jogo e entregaram-se de corpo e alma”, afirmou Luís Castro na flash-interview que se seguiu ao embate com os minhotos, no Estádio Municipal de Braga.

CARLOS EDUARDO

Carlos Eduardo, autor do segundo golo portista, sublinhou as dificuldades sentidas pelos Dragões e a justiça do triunfo azul e branco. “Foi um jogo difícil, mas o importante é que vencemos e somámos os três pontos. Fomos melhores durante os 90 minutos e merecemos esta vitória, pois criámos mais oportunidades de golo e dominámos a maior parte do tempo. A partir de agora vamos pensar no jogo de quarta-feira, que queremos muito vencer”, declarou o médio brasileiro, pensando já na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, frente ao Benfica.



RESUMO DO JOGO

13 abril, 2014

Luís Castro: “Queremos uma atitude mais positiva”

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Independentemente do passado e do que se segue no futuro próximo (a deslocação ao Estádio da Luz para a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, na quarta-feira), o FC Porto vai “fazer tudo” para “ganhar o jogo” no terreno do Sporting de Braga (27.ª jornada da Liga portuguesa, domingo, 19h15). Ainda assim, em declarações exclusivas ao www.fcporto.pt e Porto Canal, Luís Castro pede “uma atitude mais positiva dos jogadores”, face ao que sucedeu em Sevilha, na quinta-feira.

“O Braga precisa tanto dos pontos como o FC Porto. Penso que as duas equipas vão tentar agarrar o jogo e será a inspiração de cada uma delas que vai fazer com que o domínio passe para um dos lados. Confio muito nos jogadores e temos várias referências daquilo que fizemos nos últimos tempos que nos levam a pensar que poderemos controlar o jogo, tendo um olhar de respeito sobre o adversário, e assim chegar a uma vitória”, afirmou.

Luís Castro explicou o elogio que fez ao trabalho dos jogadores nos últimos 15 minutos da primeira parte e no segundo tempo do encontro em Sevilha, que terminou com uma derrota (4-1) que deixou os Dragões de fora das meias-finais da Liga Europa: “Esse trabalho foi feito debaixo de muitas adversidades e não elogiei tanto a atitude, que teria de ser mais positiva e determinada em momentos que o exigiam. Porém, os jogadores trabalharam sempre, debaixo de adversidades que condicionaram muito esse trabalho. Em Braga, queremos uma atitude mais positiva dos jogadores e uma capacidade de abordar o jogo de forma totalmente diferente, também com um resultado diferente”.

Os minhotos estão actualmente no sexto lugar da Liga portuguesa, a apenas três pontos do quinto, que dá acesso à Liga Europa na próxima época. O técnico portista sabe por isso que o adversário vai apostar forte no triunfo, mas garante que os Dragões não vão ficar atrás. “Não tivemos muito tempo para preparar o jogo e vamos fazê-lo através de imagens e comunicação, porque o trabalho efectivo de campo fica reduzido a muito pouco. Fizemos alguma coisa esta manhã, mas a preparação de um jogo destes necessitava de um pouco mais de tempo. Praticamente há um mês e meio que não paramos, com jogos a meio da semana e ao fim-de-semana, e isso tem limitado a estabilidade da equipa. Mas não é por isso que não vamos a Braga com o intuito claro de ganhar”, declarou.

Fora do horizonte fica a partida que se segue ao encontro no Minho, com o Benfica, e que decide o acesso à final da Taça de Portugal, depois da vitória azul e branca por 1-0 no Estádio do Dragão. “A única relação é que o jogo de domingo antecede o de quarta-feira, nada mais do que isso. Vamos tentar relacionar este jogo da melhor forma para os interesses do FC Porto, como sendo aquele que antecede o da Luz”, assumiu.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Maicon, Mangala, Abdoulaye, Alex Sandro e Víctor García;
Médios: Josué, Fernando, Carlos Eduardo, Defour, Ricardo, Quintero, Varela, Licá e Kelvin;
Avançados: Jackson Martínez e Ghilas.

07 abril, 2014

CONSTRUIR PARA GERIR

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FC Porto-Académica, 3-1

Liga 2013/14, 26.ª jornada
06 de Abril de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 29.309


Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Paulo Vieira e Jorge Oliveira
4º Árbitro: Ricardo Coimbra

FC PORTO: Fabiano, Ricardo, Reyes, Abdoulaye, Alex Sandro, Fernando, Herrera, Quintero, Varela, Ghilas, Jackson Martínez.
Substituições: Danilo por Alex Sandro (60m), Quaresma por Varela (60m), Josué por Ghilas (68m).
Não utilizados: Kadú, Carlos Eduardo, Kelvin, Licá.
Treinador: Luis Castro.

NACIONAL: Ricardo, Marcelo, Halliche, João Real, Grilo, Makelele, Fernando Alexandre, Marcos Paulo, Ivanildo, Salvador Agra, Rafael Lopes.
Substituições: Marinho por Grilo (64m), Ogu por Marcos Paulo (71m), Diogo Valente por Salvador Agra (83m).
Não utilizados: Peiser, Aníbal Capela, Manoel, Nuno Piloto.
Treinador: Sérgio Conceição.

Ao intervalo: 3-0.
Marcadores: Jackson Martínez (4m), Ghilas (24m), Jackson Martínez (40, pen), Marcos Paulo (52m).
Cartões amarelos: Abdoulaye (45m+2'), Marcelo (80m), Ogu (88m).

A pensar em Sevilha, com Luís Castro claramente com a gestão do grupo na cabeça, foram algumas as mexidas e as surpresas para o jogo de hoje relativamente aos últimos jogos.

Entradas directas para o 11 inicial de Ricardo, Herrera, Quintero e Ghilas, para os lugares de Danilo, Defour, Carlos Eduardo e Quaresma. Apanhando uma Académica consistente, segura e tranquila na classificação, com um bom treinador, seria importante conquistar 3 pontos antes da decisão no Sul de Espanha para a Liga Europa – injecção de confiança, dinâmica de vitória e para a Liga regresso às vitórias.

Sinceramente partilho um pouco da opinião de Sérgio Conceição, alguma da diferença do jogo esteve na finalização e concretização das oportunidades. A entrada do Dragão foi óptima, e logo aos 4 minutos Jackson a corresponder de cabeça a um cruzamento de Ghilas na direita e abriu o marcador, numa boa acção ofensiva da equipa. A sorte que não tivemos na 5ª Feira hoje funcionou para o nosso lado. Em poucos minutos e por duas vezes, a bola bateu na trave e no poste da baliza de Fabiano, em ambas as situações graças a desvios oportunos do guarda-redes brasileiro (Fabiano foi em muito boa parte grande responsável pela vitória e não só neste jogo, provando que a sucessão de Hélton estava, há muito assegurada).

Quem não marca, sofre e assim sucedeu, felizmente para as nossas cores. Combinação de Ghilas com Jackson, novamente, desta feita invertendo os papéis e o argelino a desviar com qualidade na saída de Ricardo, aumento para 2-0 à passagem dos 24 minutos. Ghilas foi um quebra-cabeças para Grilo no corredor direito. Confiante, agressivo, veloz, fez o que quis e a equipa percebeu isso mesmo, intensificando a circulação de bola nesse corredor. Mérito de Luís Castro que percebeu alguma capacidade em Ghilas para, em recurso, jogar junto à linha, e dando voto de confiança para o jogo Europeu que aí vem e no qual será titular.

Novamente a equipa forasteira a tentar e conseguir incomodar a nossa baliza, sem sucesso e com Fabiano novamente em bom plano. Aos 40’ Quintero sofre falta dentro da área e Jackson, aumentou com sucesso para 3-0. Resultado pesado e injusto ao intervalo para a equipa de Coimbra.

Para a 2ª parte seria expectável por força da diferença no marcador e do sucessivo acumular de jogos uma gestão de esforço. Mas essa mesma gestão não foi feita com sucesso. A gestão dos jogos pode e deve ser feita com bola, com poucas oportunidades para o adversário, com a equipa bem organizada, boa gestão dos ritmos e o mesmo não sucedeu. Dando por momentos o controlo ao adversário, sofremos o 3-1 ainda cedo no último período. Remate de fora da área em zona central.

De LC continuou a gestão do grupo, entrando Danilo, Quaresma e mais tarde Josué, para as saídas de Alex Sandro, Varela e Ghilas. Se a 1ª nada de novo alterou a não ser o posicionamento de Ricardo, a 2ª trouxe velocidade mas ao mesmo tempo o complicómetro e excessivo individualismo para dentro do jogo. Nada que não tenha acontecido nos últimos jogos. Quaresma não tem que provar nada a ninguém! Quaresma tem de jogar para a equipa e não para si próprio e quase sempre tem sido ao contrário. Exagerado nos lances individuais, muito raramente decide bem o que fazer à bola e um potencial lance perigoso acaba perdido numa bola dividida. Alguém que o faça perceber, definitivamente que não é o caminho certo!

Até final mais um par de defesas de Fabiano a evitar a tremideira habitual do Dragão. 2ª parte fraca, dos piores jogos em termos de situações de perigo (remates, cantos) da nossa equipa.

Exigência máxima para a semana europeia. Esperamos o melhor Porto, o mais rigoroso e ambicioso, com vontade de lutar por mais uma final europeia, que depois de 5ª Feira poderá ficar ali tão perto! Sem campeonato, façam das tripas coração e lutem até à última gota de suor, lutem porque o símbolo que trazem no peito assim vos exige. Sejam Porto, SOMOS PORTO!

Melhor em campo: Ghilas.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O plano de jogo implicava uma entrada forte na partida e isso foi feito, mas Luís Castro admite que, na segunda parte, os Dragões tiraram o pé do acelerador e começaram a pensar na segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, em Sevilha. No rescaldo do triunfo sobre a Académica (3-1), o técnico elogiou a exibição no primeiro tempo, os três pontos conquistados e garantiu que o plantel está motivado para "escalar a montanha" e atacar os títulos em disputa.

​"Por muito que queiramos tirar o foco do jogo seguinte, com o resultado em 3-0 é sempre muito difícil tirá-lo da cabeça dos jogadores. O jogo em Sevilha é demasiado importante para nós. Não deveria ter acontecido, mas agora passamos à frente. Pensámos em Sevilha 45 minutos antes do que devíamos", admitiu Luís Castro no Auditório José Maria Pedroto, em conferência de imprensa.

Porém, o técnico não deixou de destacar a primeira parte dos Dragões: "Tivemos grande volume ofensivo e várias situações de golo, sendo que a Académica também teve duas, mas aí o Fabiano, tal como o Helton, demonstrou grande qualidade. A segunda parte foi menos bem conseguida e mais repartido em termos de posse, sem ter existido um domínio avassalador da Académica". Ainda em relação aos primeiros 45 minutos, o treinador revelou que existia o objectivo de marcar cedo, o que, tendo sido conseguido, "deu confiança" à equipa, que geriu o 3-0 na segunda parte, mesmo não tendo isso sido feito nas "zonas do terreno" que o técnico pretendia.

Luís Castro confessou igualmente que as substituições que efectuou na segunda parte tiveram em conta uma gestão do esforço para o encontro de quinta-feira na Liga Europa, "sem faltar ao respeito à Académica e tendo em consideração o que estava a acontecer no jogo". Conseguida mais uma vitória, é tempo de olhar em frente: "Estamos motivados para tudo o que falta no campeonato e para as três outras competições. Os jogadores estão entusiasmados e vamos continuar a escalar a montanha".



RESUMO DO JOGO

06 abril, 2014

Vitória sobre o Sevilha é “tónico” para o jogo com a Académica

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​Luís Castro considera que a vitória sobre o Sevilha (1-0), de quinta-feira, em jogo dos quartos-de-final da Liga Europa, é um bom “tónico” para a recepção à Académica (domingo, 19h15), que conta para a 26.ª jornada da Liga portuguesa. O treinador sublinha que o encontro é de “extrema importância” para os Dragões e pela frente vai estar um adversário muito “organizado” e que ocupa a sexta posição da prova.

​“A dimensão psicológica é alimentada fundamentalmente pelas vitórias e uma vitória como aquela que tivemos contra o Sevilha e a forma como foi conseguida é um tónico bom para a mente e para abordarmos o próximo jogo. Isso basta? Não, há outras dimensões agregadas ao desempenho, técnicas, tácticas e físicas, que pesam e de que maneira no jogo. Algumas são afectadas pelo jogo anterior, porque têm de ser repostas energias e colocado o foco no jogo com a Académica, que é muito importante para nós. Sabemos que a Académica está forte, em crescendo e tem tido bons desempenhos no campeonato”, afirmou o técnico, em declarações exclusivas ao www.fcporto.pt e Porto Canal.

A evolução da equipa de Coimbra ao longo do campeonato mereceu uma análise por parte de Luís Castro, que elogiou o homólogo Sérgio Conceição pela “intensidade e agressividade” que transmite ao seu grupo e que era a sua “identidade” como jogador. “A Académica é organizada defensivamente, tem muita intensidade no momento defensivo e sai muito forte na transição. Quando tem espaço procura um jogo organizado e momentos mais pausados, portanto consegue variar o ritmo. É uma equipa difícil e não é por acaso que está no sexto lugar, mas vamos jogar claramente para vencer bem e com futebol de qualidade, respeitando a Académica, tal como fazemos com todos os adversários”.

Luís Castro tem deixado sempre uma palavra aos adeptos e esta antevisão não foi excepção. Porém, como preâmbulo, o treinador frisou que esse discurso não é “artificial” e “vem de dentro”. “Quando digo que os adeptos são importantes é porque o sinto e já o senti em momentos muito complicados do nosso percurso. Estou a lembrar-me de alguns jogos em que foram fundamentais. Os adeptos caminham connosco, têm uma paixão grande pelo FC Porto e quem está dentro das quatro linhas sente essa paixão. Quando estão muito ligados emocionalmente a nós, ganhamos energias redobradas para os momentos mais frágeis, em que eles são muito necessários. Eles têm sentido isso e apoiado a equipa nessas fases. Espero ter muitos adeptos no estádio a perceber aquilo que nós percebemos hoje, que este jogo é de extrema importância e necessitamos muito de o ganhar. Vamos fazer tudo para vencer, com o apoio deles”, declarou.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú.
Defesas: Danilo, Reyes, Abdoulaye e Alex Sandro.
Médios: Herrera, Carlos Eduardo, Josué, Fernando e Quintero.
Avançados: Quaresma, Jackson Martínez, Varela, Ghilas, Licá e Ricardo e Kelvin.

31 março, 2014

ERROS E MAIS UMA CAPELADA

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Nacional-FC Porto, 2-1

Liga 2013/14, 25.ª jornada
30 de Março de 2014
Estádio: Madeira, Funchal
Assistência: -


Árbitro: João Capela (Lisboa).
Assistentes: Ricardo Santos e Tiago Rocha.
4º Árbitro: Fábio Veríssimo.

NACIONAL: Gottardi, Zainadine, Miguel Rodrigues, Mexer, Marçal, Aly Ghazal, Gomaa, João Aurélio, Rondón, Djaniny, Candeias.
Substituições: Lucas João por Djaniny (55m), Reginaldo por Rondón (75m), Diego Barcellos por Candeias (87m).
Não utilizados: Ricardo Batista, Claudemir, Jota, Sequeira.
Treinador: Manuel Machado.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Abdoulaye, Alex Sandro, Fernando, Defour, Herrera, Licá, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Quintero por Defour (46m), Ghilas por Licá (46m), Carlos Eduardo por Abdoulaye (77m).
Não utilizados: Kadú, Josué, Ricardo, Kelvin.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Candeias (19m), Jackson Martínez (46m), Rondón (48m).
Cartões amarelos: Alex Sandro (29m), Djaniny (55m), Carlos Eduardo (78m), Lucas João (79m), Jackson Martínez (82m), Zainadine (84m), Reginaldo (86m), Quaresma (90+3m).

O Tricampeão Nacional sabia que isto podia acontecer. Os indícios estavam à vista desde a choraminguice e palhaçada das campanhas BASTA, passando pelas conferências de imprensa de ameaças a árbitros até à pressão inaceitável, promovida e desencadeada por uma figurinha dos teletubbies. O FC Porto não entrou bem no jogo é certo, deu 45 minutos de avanço ao adversário mas que a campanha verdusca está a produzir efeitos, isso está com certeza. Acima de tudo, uma certeza: o F.C. Porto irá fazer o melhor possível até acabar esta época e há muito ainda para vencer.

O árbitro designado para esta partida, João Capela, cumpriu a sua missão. Mais uma capelada! Validou um golo em fora de jogo ao Nacional, anulou um golo limpo a Jackson Martínez e teve influência clara no resultado final. Não obstante ter assinalado um penalty inexistente sobre Quaresma mas sem efeitos práticos pois o extremo portista acabaria por falhar o castigo máximo. A encomenda foi, pois, bem entregue e os 2 primeiros classificados estão agora à vontade nos seus lugares sem o grande clube dos últimos 30 anos a incomodar.

Os Dragões chegavam ao Estádio da Madeira na condição de ter de vencer para manter, no mínimo, as distâncias. Mas o jogo não começou bem, o meio-campo portista não funcionou e o jogo pautou-se por muitas bolas perdidas, jogadores lentos, sem ideias e incapazes de dar profundidade atacante. Também foi visível falta de intensidade, vontade, querer e certos jogadores revelaram estar no relvado apenas para fazer número.

Alex Sandro é, neste momento, um jogador completamente desastrado, não corre, não marca, não acerta um passe, não acrescenta nada, mesmo nada à equipa e ainda coloca em xeque a mesma com actuações de jogador da distrital. Licá, outro jogador que nem se deu por ele em campo.

Nos primeiros 20 minutos da primeira parte o jogo foi muito mastigado de parte a parte, o Nacional superiorizou-se e chegou ao golo num contra-ataque em em fora de jogo. Estavam decorridos 19 minutos. Cruzamento de João Aurélio, Djaniny escorrega e a bola vai parar ao peito de Candeias, que domina e dispara de pé direito ao canto inferior da baliza do FC Porto, apesar da bola ter ainda batido nas pernas de Reyes e traído Fabiano. O F.C. Porto não fez nada de registo nesta primeira parte, excepto um remate perigoso de Jackson Martínez que Gottardi defendeu por instinto.

Na segunda parte, o FC Porto mexeu e, de que maneira, na estrutura. Sairam Licá e Defour. Entraram Quintero e Ghilas. Na primeira jogada do desafio, o FC Porto igualava o marcador. Estavam decorridos 46 minutos. Ghilas foge pela esquerda, cruzamento rasteiro para Jackson, que domina, rodopia e marca de pé direito.

Mas ainda estavam os adeptos do FC Porto a festejar e o Nacional chegava ao 2º golo. Jogada pela esquerda de Candeias, cruzamento para o coração da área onde surge Rondón a finalizar bem, depois de fugir a Abdoulaye. Ora perante um cenário destes, qualquer equipa sente o golpe. É como um murro no estômago.

A partir dali, o FC Porto encostou o Nacional atrás e criou várias jogadas que mereciam melhor sorte. Aos 54 minutos cruzamento de Alex Sandro, Miguel Rodrigues desvia e quase marca na própria baliza. Aos 58 minutos, Penalty falhado por Ricardo Quaresma. A bola bate no poste. Aos 77 minutos, o FC Porto sem nada a perder, retirava Abdoulaye e metia em jogo Carlos Eduardo.

Um minuto depois, aos 78 minutos, surge o lance mais polémico da partida. Quaresma cruza da esquerda e Jackson Martínez marca mas João Capela considera que fez falta sobre Marçal. A falta é inexistente e revela a incompetência do árbitro que já nos habituou a este tipo de erros e outros semelhantes.

Não obstante isso, o F.C. Porto manteve-se de cabeça erguida e só não saiu da Madeira com outro resultado, porque de facto esta não foi uma noite afortunada para os seus jogadores. Isto para não sublinhar ainda mais a contribuição do homem do apito. Estes factores todos fizeram com que no fim do jogo, Ricardo Quaresma tenha tido uma reacção intempestiva e tenha descarregado toda a frustração.

Na Quinta-feira, o FC Porto regressa à Liga Europa para iniciar a jornada com vista a atingir as meias-finais da prova frente ao Sevilha. É hora de mudar de página, unir forças, reunir o grupo e concentração máxima porque a prova é outra e as grandes decisões estão à porta.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto não escondeu a frustração pela derrota diante do Nacional (1-2), na Madeira. Luís Castro reconheceu que os Dragões estiveram melhor na segunda parte do que na primeira, lamentando os erros da equipa de arbitragem que acabaram por influenciar o desfecho final do encontro.

​“Falar do jogo é falar de várias coisas. Não estivemos bem na primeira parte, na qual não conseguimos ter profundidade, mas a segunda parte foi diferente e subimos de produção, criando várias oportunidades de golo. Os jogadores fizeram uma grande segunda parte mas foram perdendo discernimento, sobretudo devido às incidências do jogo”, afirmou Luís Castro na flash-interview que se seguiu à partida com os madeirenses.

Com o primeiro golo do Nacional a surgir de um lance irregular, devido a fora-de-jogo, e com Jackson Martínez a ver mal anulado um cabeceamento que daria o empate (2-2), Luís Castro considera que as evidências não deixam margem para grandes dúvidas. “Quando nos sentimos prejudicados no nosso trabalho, é natural que percamos algum equilíbrio. Não atribuímos o nosso insucesso ao trabalho do árbitro, mas os factos são indesmentíveis e sentimo-nos prejudicados”.

FERNANDO

O médio Fernando, que capitaneou os tricampeões nacionais neste jogo, também deixou críticas ao trabalho da equipa de arbitragem mas já aponta baterias para os compromissos que se seguem. “O resultado não condiz com aquilo que foi o jogo. Fomos condicionados e creio que fizemos por merecer outro resultado. Fizemos de tudo para vencer, mas não conseguimos. Agora é trabalhar forte porque quinta-feira há mais um jogo para ganhar”.



RESUMO DO JOGO

30 março, 2014

Luís Castro: "Estamos fortes e intensos"

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O treinador dos Dragões antevê muitas dificuldades na viagem ao Funchal, onde o FC Porto defronta o Nacional, este domingo, às 19h15, no Estádio da Madeira, em jogo referente à 25.ª jornada da Liga. Luís Castro reafirma a qualidade do plantel que comanda e, independentemente da praga de lesões, “o FC Porto vai à Madeira para ganhar”.

​“O FC Porto sente-se bem com aquilo que tem feito e produzido em jogo, e os resultados reflectem-no. Os princípios e comportamentos de jogo têm vindo a cimentar-se e todos os jogadores acreditam cada vez mais no seu potencial. O FC Porto está forte, intenso e muito ligado à massa associativa, da mesma forma que ela está ligada a nós”, disse o treinador portista em declarações exclusivas a Porto Canal e www.fcporto.pt, no lançamento do encontro com o Nacional.

Fresco na memória está ainda o triunfo sobre o Benfica (1-0) da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Para Luís Castro, foi mais um resultado que atestou a qualidade do plantel portista. “Para além das exibições, é importante constatar que este plantel tem 14 ou 15 jogadores potencialmente seleccionáveis para o Mundial, o que atesta a sua qualidade. Fizemos um grande jogo frente ao Benfica e queremos dar continuidade ao resultado e à exibição”, prosseguiu o técnico.

Num terreno tradicionalmente difícil, Luís Castro prevê um jogo complicado, mas promete uma equipa comprometida com a luta pela vitória. “É uma equipa bem liderada e que luta pelas competições europeias. Nunca é fácil defrontar o Nacional em sua casa e o campeonato que tem vindo a fazer até aqui é demonstrativo da qualidade que tem. Esperamos um jogo muito difícil, mas estamos confiantes e preparados para lutar pela vitória, que é o nosso objectivo”.

Privado de Helton, Maicon e Mangala, Luís Castro deixa a garantia de que o FC Porto vai fazer tudo para conquistar os três pontos, “jogue quem jogar”. “Quando os jogadores são chamados à equipa B, o objectivo é prepará-los para jogarem na A. Temos sido algo castigados por lesões, mas reafirmo que este plantel tem muita qualidade. Temos soluções para resolver os problemas e, jogue quem jogar, o FC Porto vai à Madeira para ganhar”.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Danilo, Reyes, Abdoulaye, Alex Sandro,
Médios: Herrera, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Josué, Fernando, Kelvin e Defour;
Avançados: Quaresma, Jackson Martínez, Quintero e Ghilas.

24 março, 2014

Diferença entre Campeonato e Liga Europa…

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FC Porto-Belenenses, 1-0

Liga 2013/14, 24.ª jornada
23 de Março de 2014
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 27.509


Árbitro: Carlos Xistra.
Assistentes: Nuno Pereira e Jorge Cruz.
4º Árbitro: José Laranjeira.

FC PORTO: Fabiano, Ricardo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Defour, Carlos Eduardo, Josué, Varela, Jackson, Ghilas.
Substituições: Quintero por Josué (46m), Kelvin por Varela (55m), Licá por Reyes (77m).
Não utilizados: Kadú, Herrera, Abdoulaye, Mikel.
Treinador: Luis Castro.

BELENENSES: Matt Jones, André Geraldes, João Meira, João Afonso, Gonçalo Brandão, Fernando Ferreira, Filipe Ferreira, Bruno China, Miguel Rosa, Tiago Silva, João Pedro.
Substituições: Duarte por João Pedro (60m), Fredy por Miguel Rosa (76m), Tiago Caeiro por Fernando Ferreira (87m).
Não utilizados: Rafael Veloso, Kay, Danielsson, Rojas.
Treinador: Lito Vidigal.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Quintero (79m).
Cartões amarelos: Tiago Silva (45+1m), Alex Sandro (59m), Ricardo (83m), André Geraldes (86m), Filipe Ferreira (90m).
Cartões vermelhos: João Afonso (44m).

Novamente o Porto não conseguiu dar continuidade à difícil mas meritória passagem aos Quartos-de-final da Liga Europa, eliminando uma equipa fortíssima. O mesmo já se havia passado na eliminatória anterior e em vez de tirarem daí a motivação necessária para os jogos seguintes, os mesmos são um sacrifício para todos.

Quando se esperava um Porto motivado e forte, não se assistiu a nada disso. Continuo-me a repetir e para quem ainda não teve oportunidade de ler, para mim é uma diferença gritante no que toca essencialmente ao respeito, atitude, determinação, vontade, garra, ambição que os atletas colocam em campo quando jogam para as competições internas, do que quando jogam para as competições europeias. Este ano foi sempre assim, ou quase... mesmo apesar dos erros que continuam a ser cometidos numa e noutras competições, mas o resto ninguém me tira da cabeça que a exposição a que estão sujeitos externamente e a partir de agora ainda mais vai ser, os faz correr mais, lutar mais, empenharem-se mais.

E por isso o jogo de ontem foi miserável. Último classificado da Liga, necessidade de vencer, jogo no Dragão, dados positivos não faltavam para uma boa exibição do Porto.

As mexidas necessárias foram feitas, o mais lógico aconteceu da parte de Luís Castro e aposta em Reyes continua bem patente. Não vou falar muito do jogo porque não há necessidade, tal foi a falta de qualidade apresentada pela equipa.

Luís Castro mexeu no meio-campo ao intervalo, tirou Josué e entrou Quintero, mais alegria a jogar, mas com pouca dinâmica de toda a equipa. Mais tarde foram lançados Kelvin e Licá, frente de ataque alargada e apenas nos últimos 20 minutos algum cerco à baliza de Matt Jones. Contra 10 desde o final da 1ª parte, só perto do final (80 minutos), conseguimos ganhar o jogo. E foi Quintero, que muito tentou mexer no jogo – nem sempre bem – a aproveitar uma 2ª bola na área após cruzamento de Licá desviado pelo GR adversário.

O jogo seguinte é sempre o mais importante e sempre aquele em que temos de dar tudo, seja em que circunstância for. Assim merece o símbolo que trazem no peito, e por muitos não está a ser respeitado. Por casualidade o próximo jogo será com o rival de sempre, Benfica a contar para a Taça. Com a postura deste jogo, nem contra 9 ganhamos ao rival. Será um Porto europeu ou um Porto interno?!?!?

Melhor em campo: Quintero



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

A vitória frente ao Belenenses foi curta (1-0) e obtida já nos minutos finais do jogo da 24.ª jornada da Liga portuguesa, mas para Luís Castro os três pontos eram o objectivo fundamental, “entre dois jogos com uma carga psicológica elevada”. Depois de ter eliminado o Nápoles da Liga Europa, na quinta-feira, o FC Porto defronta o Benfica na próxima quarta-feira, em desafio da primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal.

​“Foi um jogo com uma intensidade baixa e, em determinados momentos, com uma intensidade psicológica alta. Teve várias interrupções e isso instabilizou um pouco a equipa. Queríamos aumentar a velocidade e o jogo parava e tínhamos de a repor. Nunca houve uma sequência lógica, também por culpa própria”, admitiu o treinador, em conferência de imprensa, no Auditório José Maria Pedroto, no Estádio do Dragão.

Luís Castro frisou que a equipa “percebeu o que tinha de fazer na segunda parte” e arriscou “tudo”, colocando em campo vários jogadores de cariz ofensivo, vindos do banco. Para além do golo de Quintero, “mais ficaram por marcar”, fez notar o treinador, que acrescentou que o melhor treino para os atletas menos utilizados “é o jogo” e que, por isso, os seus índices estão a subir.

“As dinâmicas começam a sedimentar-se e a forma como jogarmos é entendível por todos e posta em prática a cada jogo. Os jogos têm um grau de dificuldade elevada e trazem desgaste psicológico, mas não podemos querer não ter desgaste e ser apurados nas competições em que estamos. A gestão é obrigatória, há sempre uma ou outra lesão ou castigo. Já tinha três jogadores castigados, um ou dois lesionados e não podia fazer gestão em cima da obrigatoriedade de fazer gestão. Não posso promover alterações profundas, tenho de dar o máximo conforto à equipa e as dinâmicas necessárias”, afirmou.

Recusando abordar o jogo com o Benfica, que adiantou ainda não ter começado a preparar por falta de tempo, o técnico reconheceu que há um “desgaste natural”, mas a função do treinador é “acelerar as dinâmicas de recuperação”. “Com dois jogos por semana, é natural que um ou outro jogador esteja mais sobrecarregado; à medida que se aproxima o fim da época, mas é bom estarmos em todas as frentes e não nos podemos queixar de termos jogos a mais. Estamos muito satisfeitos por continuar a disputar as provas em que estamos inseridos”, concluiu.



RESUMO DO JOGO