16 agosto, 2016

DE REGRESSO.



1. Depois de uma paragem de alguns meses, o blog está de regresso, coincidindo este retomar de actividade com o início oficial da época 2016/17 no que ao futebol diz respeito.

As razões e motivações para a paragem e posterior regresso já foram explicadas pelo bLuE bOy que, como “dono” do espaço, fará sempre o que sentir ser o melhor de acordo com as suas ideias. Eu, como colaborador, compreendi as razões da paragem e entendo também o que o faz regressar, tendo-me disponibilizado para continuar esta viagem.

Assim sendo estou também de volta, prometendo continuar a tentar fazer o mesmo de sempre: expor as minhas opiniões, num espaço livre e aberto onde coexistem diferentes pessoas, cada uma delas com os seus pontos de vista, na certeza de que o continuarei a fazer na melhor das intenções e sem qualquer tipo de “agenda”, seja ela voltada para o elogio incondicional ou para a critica negativa constante.

Em resumo, e renovando a minha declaração de intenções, deixo a promessa que desta pequena tribuna continuarei a desejar acima de tudo o sucesso do Futebol Clube do Porto, escrevendo o que entender pertinente de acordo com as minhas opiniões.

Para terminar esta rei-introdução deixo uma breve reflexão: uma instituição como o FC Porto, comandada pelos seus associados, necessita da participação activa e permanente dos mesmos enquanto tal em todas as suas vertentes, seja nos recintos desportivos, nas Assembleias Gerais, no espaço público (seja ele a televisão ou o café mais próximo) ou na internet. Só com um espírito associativo activo e actuante poderemos continuar a ser fortes e a existir nos moldes actuais, não aceitando a venda do Clube a um qualquer abastado milionário que nos tratará sem qualquer tipo de problemas como meros clientes. Devemos, no entanto, ter presente que essa mesma participação deve ser feita em consonância com os interesses do FC Porto, sendo que do topo à base devemos ter como lema a frase intemporal de Cesário Bonito:

«Tudo o que fazemos, tudo o que pensamos fazer, tem uma exclusiva finalidade: servir o FC Porto!»
2. Ainda com a ressaca do Europeu em pano de fundo, a pré-época decorreu com relativa tranquilidade, sendo que a principal novidade está no novo treinador Nuno Espírito Santo, também ele uma cara bem conhecida de todos os Portistas.

Apesar dessa alteração no comando técnico do Clube a anunciada revolução no plantel não aconteceu, sendo que devemos assim depreender que o período de pré pré-época estipulado pelo Presidente numa das suas entrevistas nos últimos meses da temporada passada terá corrido satisfatoriamente em termos de entrega e vontade da maioria dos atletas.

Na ausência de comunicação posterior por parte das cúpulas do FC Porto é esta a única conclusão que poderemos retirar, ficando também uma nota para extemporaneidade com que foram anunciadas a inclusão de Rafa e Josué no plantel para esta temporada – a vasta experiência do nosso Presidente exige-lhe alguma ponderação neste tipo de comunicações para evitar ruídos desnecessários e mal entendidos, mesmo quando se está a trabalhar num cenário de grande pressão e com a necessidade de apresentar trabalho, como era o caso no final da temporada passada.

3. Neste momento ainda estamos a aguardar pelos ajustes finais para sabermos exactamente quem serão os atletas que irão à luta nesta difícil missão de reconquistar um título que nos foge há 3 anos, bem como atacar as restantes competições que teremos pela frente.

Depois de um bom arranque em Vila do Conde temos já na próxima quarta-feira um importante desafio contra a Roma, num inicio de época bastante apertado para quem quer paulatinamente recuperar o ritmo das vitórias e da solidez. Não havendo nada a fazer quanto ao calendário que temos pela frente, resta-nos apoiar e desejar que estes difíceis obstáculos sejam ultrapassados e se transformem no mote certo para uma época muito melhor que as anteriores, capaz de nos repor no trilho do sucesso.

4. Um Clube forte, amado pelos seus adeptos e plenamente implantado na sociedade deve estar o mais aberto possível aos seus seguidores e ser sensível ao Mundo que o rodeia. Assim sendo, achei extremamente positiva a ideia do treino à porta aberta no Dragão nas vésperas do jogo de apresentação, sendo que essa iniciativa deveria tornar-se ainda mais constante pelas vantagens que dai advém quer para os adeptos quer para os próprios jogadores, cuja identificação com o Clube e as suas gentes nem sempre é a mais indicada.

Sejam levadas a cabo no Dragão ou no Olival, estas iniciativas terão mais vantagens do que à primeira vista possam parecer ter, não constituindo por si só um entrave ao trabalho da equipa. Se no passado os treinos abertos aconteciam com regularidade sem o Clube deixar de ter sucesso, não vejo porque não continuaria a ser assim nos dias de hoje, sendo que o exemplo dos clubes Alemães vem também demonstrar que a proximidade não é inimiga do sucesso nem do profissionalismo.

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