06 agosto, 2013

Capítulo 6: 1951 a 1960 – Contestação a Lisboa; a “dobradinha” (Parte XXIII)

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FCPorto – Dragões de Azul Forte
Retalhos da história, conquistas e vitórias memoráveis, figuras e glórias do
F. C. do Porto

Capítulo 6: 1951 a 1960 – Contestação a Lisboa; a “dobradinha” (Parte XXIII)

Época 1955-1956 (continuação)

8 Jan. – 13.ª jornada: à beira do Mondego o FC Porto venceu com dois golos e à beira de apontar o terceiro esteve José Maria; não o conseguiu porque na marcação de um penalty, aos 52 minutos, chutou por cima da barra. Na resposta, aos 55 minutos, Faia não perdoou no penalty assinalado a favor da Académica. 1-2, resultado justo.
Académica 1 – FC Porto 2
Estádio Municipal (Coimbra)
Árbitro: Joaquim Campos (Lisboa)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e José Maria.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 0-1 Jaburu (4’); 0-2 José Maria (35’); 1-2 Faia (55’, gp).

15 Jan. – 14.ª jornada: nas Antas, início da 2.ª volta. Pinho, logo aos 14 minutos, defendeu um penalty e respectiva recarga de Couceiro. Pouco depois os serranos marcaram mas o FC Porto foi, paulatinamente, construindo um resultado volumoso com todos os golos marcados por jogadores diferentes. O público encheu as bancadas neste primeiro jogo da 2.ª volta. E os adeptos acreditavam cada vez mais na conquista do Campeonato. O Benfica seguia a 2 pontos e o Sporting a 6.
FC Porto 5 – Sp Covilhã 1
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Raul Martins (Lisboa)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Eleutério; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Carlos Duarte.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 0-1 Suarez (22’); 1-1 Monteiro da Costa (30’); 2-1 António Teixeira (46’); 3-1 Carlos Duarte (47’); 4-1 Jaburu (70’); 5-1 Hernâni (84’, gp).

22 Jan. – 15.ª jornada: vitória sofrida em Oeiras, ante uma equipa bem organizada Por Fernando Riera e muito lutadora. Os “pastéis de Belém” foram difíceis de tragar… Até Pinho teve de defender um penalty (mais um!) marcado pelo belenense Figueiredo aos 28 minutos, tendo a recarga de Pellejero saído ao lado da baliza do excelente guardião portista.
O autor do tento portista foi Hernâni que magistralmente cobrou um livre a castigar carga (a soco!) de José Pereira sobre Jaburu.
Belenenses 0 – FC Porto 1
Estádio Nacional (Oeiras)
Árbitro: Eduardo Neves (Viseu)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Perdigão.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 0-1 Hernâni (?)

29 Jan. – 16.ª jornada: triunfo difícil com todos os golos marcados na 2.ª parte. E só nos últimos 6 minutos o FC Porto “desbloqueou” o resultado.
FC Porto 3 – CUF 1
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Raul Martins (Lisboa)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Carlos Duarte.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 1-0 Hernâni (52’ gp); 1-1 Jesus Correia (58’); 2-1 Jaburu (84’); 3-1 Hernâni (89’ gp).

5 Fev. – 17.ª jornada: com o nulo em Torres Vedras, o FC Porto permitiu que o Benfica reduzisse a desvantagem para um ponto. Yustrich sem peias: “Não quero conversas com jornalistas! Não digo nada e não me queiram fazer mais bruto do que já sou...”
Torreense 0 – FC Porto 0
Campo das Covas (Torres Vedras)
Árbitro: Eduardo Neves (Viseu)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Perdigão.
Treinador: Yustrich (brasileiro)

12 Fev. – 18.ª jornada: após a décima oitava jornada o FC Porto, que venceu o Vitória de Setúbal, mantinha o ponto de vantagem sobre o Benfica. Mas tão só porque em Évora o árbitro Jacques Matias permitiu que Ângelo (do “clube do regime”) apontasse o golo da vitória dois minutos depois da hora, sem que nada o justificasse, ignorando por completo os sinais do fiscal de linha a indicar o final do jogo… Os vermelhos marcaram e, então sim, deu o encontro por findo…
FC Porto 4 – Vitória de Setúbal 1
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Evaristo Silva (Leiria)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Carlos Duarte.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 1-0 António Teixeira (50’); 2-0 Jaburu (52’); 2-1 Corona (57’); 3-1 Jaburu (80’); 4-1 Carlos Duarte (90’).

19 Fev. – 19.ª jornada: a equipa portista desperdiçou um ponto (*) na visita à Tapadinha. O Benfica, que derrotou o Sporting (3-0), igualou o FC Porto no comando da classificação. A luta estava ao rubro!
Atlético 2 – FC Porto 2
Estádio da Tapadinha (Lisboa)
Árbitro: Mário Garcia (Aveiro)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Carlos Duarte, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Hernâni.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 1-0 Legas (35’); 1-1 António Teixeira (44’); 1-2 Gastão (75’); 2-2 Martinho (85’).
(*) Lembre-se que a vitória valia 2 pontos e o empate 1 ponto.

Pinho defende as suas redes de uma investida alcantarense

26 Fev. – 20.ª jornada: num excelente jogo disputado nas Antas, o FC Porto goleou os “arsenalistas” de Braga. Bom auspício para dali a oito dias, na Luz. Outro tanto não podiam dizer os donos daquele estádio em Lisboa; com efeito o Benfica, na sua visita a Coimbra, foi derrotado pela Académica de Cândido de Oliveira (1-0, golo de Faia) para júbilo dos estudantes em posição difícil na classificação. E também para regozijo dos portistas que viam, de novo, a sua equipa ficar isolada, com 2 pontos de avanço, no primeiro lugar do Campeonato.
FC Porto 4 – SC Braga 0
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Eduardo Neves (Aveiro)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Eleutério; Miguel Arcanjo e Sá Pereira; Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Perdigão.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 1-0 Jaburu (25’); 2-0 Jaburu (39’); 3-0 Gastão (48’); 4-0 Perdigão (60’).

O título a um passo e a loucura pela ida a Lisboa…
Com o FC Porto isolado na liderança do Campeonato e a uma semana do jogo em Lisboa com o Benfica, uma onda de entusiasmo inundou portuenses e portistas do Norte.
• Era tal a euforia que até um dirigente foi movido a organizar uma "excursão marítima" a Lisboa, um autêntico cruzeiro para 800 pessoas a bordo do paquete "Uíge". Por um camarote de luxo pagou-se 1000 escudos, por um bilhete de primeira classe 850, por um de terceira 400. Mas o aluguer do barco para aquela “viagem de sonho” não se fez para ganhar dinheiro: foi para “ajudar o FC Porto a vencer em Lisboa”…
• Um avião “Dakota” foi igualmente fretado pata transportar adeptos a Lisboa!
• Milhares de portistas fizeram a viagem por caminho-de-ferro em comboios especiais com catorze carruagens cada! Um recorde ferroviário! Tudo pelo sonho de ganhar em Lisboa e conquistar o Campeonato Nacional!

4 Mar. – 21.ª jornada: no Estádio da Luz com lotação esgotada e milhares de portistas a apoiar a sua equipa, o FC Porto arrancou um precioso empate que o manteve em vantagem na corrida ao título.
O FC Porto esteve a vencer em grande parte do encontro, graças a um golo de António Teixeira aos 31 minutos. Pelo que fez, a equipa merecia a vitória. Virgílio foi o porta-voz do desconsolo portista: “Poderíamos ter chegado ao final do primeiro tempo a vencer por 3-0, mas o Benfica foi feliz".
Por proposta de Yustrich, aceite pelo Presidente Cesário Bonito, cada jogador azul-e-branco recebeu 1500 escudos de prémio pelo valioso resultado obtido.

O golo de António Teixeira na Luz, que pode ter valido um Campeonato

Na Luz, Pinho em apuros mas a conjurar o perigo observado por Osvaldo Cambalacho

11 Mar. – 22.ª jornada: de regresso às Antas (estádio cheio!) após o brilhante comportamento ante os vermelhos da capital, a equipa azul-e-branca, mesmo privada do concurso de Hernâni mas arrebatada pelo momento que vivia, sufocou o Barreirense com um resultado que já não se usava: 10-1!
No fim do jogo o público rejubilava pela esmagadora vitória e pelo facto de o Benfica ter empatado com o Belenenses (2-2). Meio resignado, Otto Glória, treinador dos encarnados, afirmou: “A minha equipa jogou muito mal; o Campeonato está praticamente perdido”.
Assim o FC Porto (38) aumentava para três pontos a vantagem sobre o rival da capital (35).

18 Mar. – 23.ª jornada: O Caldas, orientado pelo húngaro Joseph Szabo (que havia revolucionado o futebol portista na década de 30), foi das poucas equipas do Campeonato que logrou bater o pé ao FC Porto. Num jogo muito disputado, o resultado foi alternando entre a vantagem mínima para cada um dos contendores e o empate. O 3-3 final espelha e premeia o empenho de ambas as equipas. E um ponto ficava nas Caldas…
Caldas 3 – FC Porto 3
Campo da Mata (Caldas)
Árbitro: Mário Garcia (Aveiro)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Carlos Duarte, Gastão, Jaburu, António Teixeira e José Maria.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 1-0 Bispo (15’); 1-1 Gastão (30’); 2-1 Orlando (?); 2-2 Jaburu (58’); 2-3 Carlos Duarte (65’); 3-3 Romeu (81’).
Nota: aos 57 minutos de jogo foram expulsos Fragateiro (Caldas) e Monteiro da Costa (FC Porto).

24 Mar. – Dorival Yustrich renegociou o contrato com o FC Porto ficando a ganhar a “astronómica” verba de 480 contos por ano (40 contos/mês). Para se aquilatar da valia deste ordenado, refira-se que o primeiro prémio da lotaria da Páscoa era de 2000 contos e o terceiro de 50 contos…

15 Abr. – 24.ª jornada: Jaburu marcou mais três golos nos quatro (ou melhor… cinco) com que o FC Porto brindou o visitante eborense. Por quê cinco “brindes”? Porque Osvaldo Cambalacho também apontou um tento… na própria baliza!
FC Porto 4 – Lusitano de Évora 1
Estádio das Antas (Porto)
Árbitro: Eduardo Gouveia (Lisboa)
FCP – Pinho; Virgílio, Osvaldo Cambalacho e Pedroto; Miguel Arcanjo e Monteiro da Costa; Gastão, Jaburu, António Teixeira, Perdigão e José Maria.
Treinador: Yustrich (brasileiro)
Marcadores: 1-0 Jaburu (3’); 2-0 Jaburu (28’); 3-0 José Maria (62’); 3-1 Osvaldo Cambalacho (79’ auto-golo); 4-1 Jaburu (81’).

22 Abr. – 25.ª jornada: O FC Porto foi jogar com o Sporting em Lisboa. A capital voltou a ser invadida pelos adeptos nortenhos. Grande apoio! No Jamor, os leões ganharam por 1-0, naquela que seria a única derrota dos portistas no Campeonato. Yustrich, que protegia os seus pupilos nos momentos menos bons, impediu-os de falar aos jornalistas após o jogo. Até mandou correr as persianas do autocarro à saída do estádio em Oeiras!
Apenas a uma jornada do final do Campeonato, FC Porto e Benfica tinham 41 pontos com vantagem da equipa portista no “goal-average” (12 golos). O Sporting, a 5 pontos, estava arredado do título.

29 Abr. – 26.ª jornada: na derradeira jornada o FC Porto recebia a Académica num estádio a abarrotar de adeptos entusiasmados, como não poderia deixar de ser, não estivesse a equipa portista a um passo de fechar um ciclo de 16 anos sem um título de Campeão. Para se conseguir o intento e presumindo que o rival de Lisboa (Benfica) obteria os dois pontos (a vitória valia 2 pontos) no seu último jogo, ao FC Porto não restava opção: tinha de vencer os estudantes.
Foi difícil desbloquear o jogo; o FC Porto precisava de ganhar, mas a Académica também precisava de não perder dada a situação complicada na classificação. Os minutos passavam e o público desesperava; a defesa da Académica chegava para as encomendas e Ramin defendia o indefensável. A pouco mais de meia hora do final, o empate persistia. Até que o génio de Hernâni resolveu encaminhar o FC Porto rumo à vitória. Aos 64 minutos as bancadas do estádio quase que abatiam tal a euforia dos espectadores. Depois António Teixeira, por duas vezes (68 e 80 minutos), carimbou a vitória do FC Porto e o regresso aos títulos.
A alegria incontida trespassou todos os portistas e portuenses. O FC Porto era Campeão è frente do Benfica. Ambos somaram 43 pontos mas o novo Campeão levou vantagem no “goal-average” (12 golos à melhor). O Belenenses, batendo o Sporting por 2-1, conquistou, in-extremis, o terceiro lugar, com 37 pontos, mais um do que os sportinguistas.

Hernâni (1 golo) e António Teixeira (2 golos), os marcadores de serviço no jogo do título, nas Antas

As provocações de Wilson ao seu amigo Hernâni

Hernâni (FC Porto) e Mário Wilson (Académica) eram amigos. Mas no calor da luta há sentimentos que se apagam. Foi o que aconteceu naquela tarde em que os deuses pareciam querer evitar que Hernâni ganhasse o seu primeiro título de Campeão Nacional da I Divisão, durante o dramático jogo com a Académica. Hernâni contou:

“Ramin defendia tudo e quando o árbitro assinalou a grande penalidade a nosso favor, os meus companheiros, já perturbados pelo teimoso nulo, viraram as costas, não quiseram, sequer, ver-me apontar a falta. Mas esse foi o penalty mais fácil de marcar da minha vida. Há mais de uma hora que estávamos sem marcar. A Académica não podia perder, era uma dificuldade tremenda para nós, Mário Wilson e Torres mandavam na defesa, Ramin defendia tudo. Quando o penalty surgiu apoderou-se imediatamente de mim a ideia de que tinha chegado a hora de fazer o que não conseguíramos durante uma hora, quando já muita gente descria. Tive concentração, bati a bola, foi uma enorme explosão no estádio, uma alegria extraordinária. Sempre tive o melhor relacionamento com Mário Wilson, amizade que tinha ficado consolidada nessa famosa digressão que o Sporting fez ao Brasil e para a qual os dois fomos convidados. Quando o árbitro assinalou a grande penalidade, gerou-se a habitual confusão, eu fugi do barulho, com o intuito de não me enervar e não perder a concentração. O Mário Wilson, com aquela habitual calma, veio junto de mim e, em tom de chalaça, tratou-me por... Ferreira da Silva. Disse-me que eu iria chutar a bola para fora! Repetiu a frase e quando se preparava para a lançar pela terceira vez, respondi-lhe com meia dúzia de asneiras, agastado com ele. Retirou-se. No final do jogo, naquele momento emocionante da festa indescritível do título, abeirou-se de mim, abraçou-me e ainda comovido disse-me que não sabia que eu era tão… malcriado”.
[As provocações… - In “História de 50 anos do desporto português” - Adaptação]

A festa do FC Porto nas Antas!

Yustrich, o grande responsável pelo título de Campeão Nacional do FC Porto, rodeado e aclamado pelos seus pupilos!

Pedroto, jogador de classe, admirado e idolatrado, titular indiscutível durante oito épocas, no final do jogo com a Académica, nas Antas, no meio da euforia e levado pelo braço do então dirigente do futebol Pinto de Magalhães

Os adeptos portistas, os portuenses, o povo, festejaram efusivamente um título que o FC Porto merecia há 16 anos!
BIBÓ PORTO, CARAGO!

FC PORTO - Os Campeões Nacionais 1955/1956 e vencedores da Taça de Portugal (a “dobradinha”):
No primeiro plano – Hernâni, Gastão, Jaburu, António Teixeira e Perdigão;
De pé – Virgílio, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa, Osvaldo Cambalacho, Pedroto e Pinho.

Uma excelente ilustração do “Glorioso Campeão Nacional”, FC Porto. Há uma dúzia de anos eu, Fernando Moreira, vi um cartaz, com esta ilustração, afixado numa parede de um tasquinho numa recôndita aldeia de Trás-os-Montes! Chorei de emoção!

O título de Campeão e… a primeira “dobradinha”!
O FC Porto vinha de um prolongado “jejum” de 16 anos. Equipas formadas com jogadores de grande nível, perseguiam, época após época, os títulos e a glória. Parecia sina: o infortúnio, algum conformismo e o poder de Lisboa a enredar, tolhiam o êxito e a conquista. Dorival Yustrich chegou do Brasil com a missão de inverter a sorte. Mas não foi por sorte que o FC Porto alcançou os resultados desportivos há tanto esperados. O “Homão” era disciplinador nato e impôs rígidas regras de conduta à equipa. A voz de comando e o talento em campo foram os ingredientes fundamentais para se cozinhar a primeira “dobradinha” da história do Clube. Em luta renhida com o Benfica até à última jornada, os portistas foram Campeões brilhantes: apenas uma derrota (em Lisboa, com o Sporting por 0-1), mais golos marcados (70), menos golos sofridos (20), 3-0 e 1-1 nos jogos com o 2.º classificado!
A conquista da Taça de Portugal, no Jamor, foi outro feito inédito. Virgílio (participou em todos os jogos das duas competições!), José Pedroto, Hernâni e Jaburu (melhor marcador da equipa com 29 golos nas duas competições) destacaram-se entre os obreiros da memorável “dobradinha”. Os adeptos portistas, finalmente, festejaram. E logo a “dobrar”!

  • No próximo post.: Capítulo 6, 1951 a 1960 – Contestação a Lisboa; a “dobradinha” (Parte XXIV) – Época 1955-56 (continuação); primeira vitória na Taça de Portugal; a dobradinha! Troféu Martini; digressão ao Brasil e Venezuela; incidentes protagonizados por Yustrich; a saída do treinador brasileiro.

O melhor "onze" está nas suas mãos

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05/08/2013

O FC Porto vai eleger, entre 6 de Agosto e 1 de Setembro, o seu melhor "onze" de sempre. Os portistas são chamados a participar e vão ser responsáveis pela escolha, através de uma aplicação no Facebook do clube (www.facebook.com/FCPorto) ou do correio electrónico melhoronze@fcporto.pt.

Nenhum atleta do actual plantel pertence à lista. O resultado da votação será revelado a 28 de Setembro, data do 120.º aniversário do FC Porto.

LISTA DE NOMEADOS

Guarda-redes: Siska, Vitor Baía, Mlynarczyk, Américo e Barrigana.
Defesa Direito: João Pinto, Paulo Ferreira, Bandeirinha, Gabriel e Virgílio.
Defesas Centrais: Aloísio, Jorge Costa, Bruno Alves, Monteiro da Costa, Freitas, Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Celso, José Rolando e Lima Pereira.
Defesa Esquerdo: Murça, Nuno Valente, Branco, Inácio e Cissokho.
Médio Direito: Duda, Pedroto, Frasco, Pavão e Alenichev.
Médio Centro: Pinga, Rodolfo, André, Costinha e Zahovic.
Médio Esquerdo: Jaime Pacheco, Sousa, Oliveira, Deco e Rui Barros.
Extremo Direito: Madjer, Capucho, Hernâni, Carlos Duarte e Jaime Magalhães.
Extremo Esquerdo: Futre, Hulk, Costa, Nóbrega e Drulovic.
Avançado Centro: Gomes, Jardel, Falcao, McCarthy e Domingos.

fonte: fcporto.pt

05 agosto, 2013

Reviravolta sobre o Nápoles

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Nápoles-FC Porto, 1-3

Taça Emirates
4 de Agosto de 2013.
Estádio Emirates, em Londres.


Árbitro: Anthony Taylor (Inglaterra).
Assistentes: Peter Bankes e Gary Beswick.

NÁPOLES: Rafael; Zuniga, Fernández, Gamberini e Radosevic; Dossena, Dzemaili (cap.) e Calaiò; Callejón, Mertens e Pandev.
Substituições: Hamsik e Higuaín por Radosevic e Calaio (ao intervalo), Maggio por Pandev (56m), Raul Albiol por Gamberini (62m), Behrami por Callejón (74m) e Novothny por Zuniga (83m).
Treinador: Rafa Benítez.

FC PORTO: Helton (cap.); Fucile, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Herrera e Josué; Varela, Ghilas e Quintero.
Substituições: Ricardo por Alex Sandro (65m), Iturbe por Quintero (72m), Carlos Eduardo e Licá por Josué e Varela (77m), Diego Reyes por Ghilas (83m) e Tiago Rodrigues por Herrera (89m).
Treinador: Paulo Fonseca.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Pandev (43m, pen.), Ghilas (50m), Fernández (68m) e Licá (78m).
Disciplina: cartão amarelo a Dossena (64m).

Após cinco triunfos, o FC Porto perdeu este sábado o primeiro desafio da pré-época, frente ao Galatasaray, na Taça Emirates, em Londres. Um golo de Felipe Melo, na conversão de uma grande penalidade, aos 71 minutos, deu o triunfo aos turcos, num encontro em que foram precisamente os penáltis desperdiçados a trair a boa exibição dos Dragões.

Mais do que mostrar um futebol avassalador, pede-se às equipas, nesta altura da época, para apresentarem ideias, princípios, entrosamento e evolução progressiva. Foi isso que ficou patente na exibição dos Dragões, especialmente na primeira parte. A pressão sobre o meio-campo constante foi intensa, a organização defensiva forte e registaram-se ainda boas combinações no ataque. Só não se pode pedir uma máquina 100 por cento oleada e incisiva.

O FC Porto venceu hoje o vice-campeão italiano Nápoles, por 3-1, no segundo e último dia de competição da Emirates Cup de futebol, que se disputa em Londres.

Depois de ter recolhido ao intervalo a perder por 1-0, os portistas conseguiram operar a reviravolta no marcador graças aos tentos de Ghilas, Licá e a um autogolo de Fernandez.

A equipa portuguesa limpou assim a imagem da derrota de sábado, frente ao Galatasary, por 1-0, e somou a sétima vitória nesta pré-temporada, num jogo em que o reforço Quintero deu nas vistas.

Para este desafio, o técnico dos "dragões", Paulo Fonseca, promoveu várias alterações no "onze" titular, em relação à partida sábado, frente ao Galatasaray, mantendo apenas Alex Sandro e Varela nas escolhas iniciais, e apostando nos reforços Josué, Herrera, Quintero e Ghilas.

A renovação da equipa acabou por não disfarçar alguns problemas de entrosamento, visíveis na produção portista no primeiro tempo, em que, tirando algumas iniciativas do reforço Quintero, pouco mais se viu.

Do outro lado, os italianos também não deslumbraram, tentando viver das iniciativas de Pandev, jogador macedónio que já na fase final da primeira parte se revelou decisivo.

Depois de ter sido travado na área portista por Fernando, em falta para castigo máximo, o próprio avançado encarregou-se da marcação do penálti, apontando o 1-0 (42 minutos) com que se chegou ao intervalo.

Para a etapa complementar, o FC Porto mostrou melhor qualidade, e depois do equilíbrio de forças do primeiro tempo consegui impor-se no desafio, e chegar mais vez à baliza napolitana.

Ghilas fez um primeiro aviso à defesa italiana e concretizou a ameaça pouco depois, aproveitando uma boa abertura de Quintero para empatar (50).

O golo galvanizou a equipa lusa, que manteve a pressão sobre um adversário empenhado apenas em explorar o contra-ataque e, com uma postura mais ambiciosa, conseguiu operar a reviravolta.

Varela ganhou espaço pelo corredor direito e o cruzamento na tentativa de servir Ghilas acabou por bater no jogador do Nápoles Fernandez e trair o guardião Rafael, dando a vantagem aos "azuis e brancos".

Mesmo na frente, e apesar das alterações promovidas por Paulo Fonseca, o FC Porto não abrandou o ritmo, ampliando a vantagem com justiça a 12 minutos do final, através de Licá, que aproveitou mais um erro defensivo do Nápoles para recuperar o esférico e selar o 3-1 final.

Com este resultado, a equipa portuguesa termina sua prestação na Emirates Cep com seis pontos, três referentes à vitória, e um por cada golo marcado.



DECLARAÇÕES

Paulo Fonseca: "Fizemos um bom torneio"

“Só sofremos golos de grande penalidade frente a duas excelentes equipas, e isso é algo que nos deve deixar orgulhosos. No cômputo geral, creio que fizemos um bom torneio e deixámos excelentes indicações, pelo que só tenho de estar optimista e confiante quanto à nossa evolução como equipa”.

“Tivemos bons momentos na primeira parte, mas fomos francamente superiores na segunda, na qual chegámos à vantagem por mérito próprio. Parece-me que até poderíamos ter feito mais golos, mas soubemos controlar o jogo e até aproveitámos para lançar alguns jovens num ambiente como este”.

Juan Quintero:

“Acima de tudo, estou feliz por ter tido a oportunidade de ajudar a equipa a conseguir este triunfo, que é muito importante para nos dar ainda mais confiança. Sinto-me bem e jogo onde o treinador quiser. Quero ajudar o FC Porto a ganhar e a conquistar títulos. E no próximo fim-de-semana temos mais um para conquistar”.



RESUMO DO JOGO

04 agosto, 2013

Penáltis falhados ditam primeiro desaire

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Galatasaray 1-0 FC Porto

Taça Emirates
3 de Agosto de 2013.
Estádio Emirates, em Londres.


Árbitro: Andre Marriner (Inglaterra).
Assistentes: Lee Betts e Stephen Child.

GALATASARAY: Muslera; Eboué, Nounkeu, Chedjou e Hakan Balta; Felipe Melo, Inan (cap.), Amrabat, Altintop e Sneijder; Drogba.
Substituições: Drogba por Bulut (84m), Sneijder por Baytar (84m), Amrabat por Çolak (85m), Felipe Melo por Kaya (87m) e Altintop por Sarioglu (90m+1).
Não utilizados: Iscan, Gulselam, Elmander, Riera, Kazim Richards e Kurtulus.
Treinador: Fatih Terim.

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Maicon, Abdoulaye e Alex Sandro; Castro, Defour e Lucho (cap.); Varela, Kelvin e Jackson.
Substituições: Alex Sandro por Mangala (intervalo), Varela por Licá (intervalo), Kelvin por Iturbe (69m) e Maicon por Ghilas (89m).
Não utilizados: Helton, Josué, Reyes, Carlos Eduardo, Ricardo, Fernando e Tiago Rodrigues.
Treinador: Paulo Fonseca.

Ao intervalo: 0-0.
Marcador: Felipe Melo (71m, pen.).
Disciplina: nada a assinalar.

Após cinco triunfos, o FC Porto perdeu este sábado o primeiro desafio da pré-época, frente ao Galatasaray, na Taça Emirates, em Londres. Um golo de Felipe Melo, na conversão de uma grande penalidade, aos 71 minutos, deu o triunfo aos turcos, num encontro em que foram precisamente os penáltis desperdiçados a trair a boa exibição dos Dragões.

Mais do que mostrar um futebol avassalador, pede-se às equipas, nesta altura da época, para apresentarem ideias, princípios, entrosamento e evolução progressiva. Foi isso que ficou patente na exibição dos Dragões, especialmente na primeira parte. A pressão sobre o meio-campo constante foi intensa, a organização defensiva forte e registaram-se ainda boas combinações no ataque. Só não se pode pedir uma máquina 100 por cento oleada e incisiva.

Aos 10 minutos, Jackson protagonizou o primeiro remate perigoso, para defesa de Muslera, após uma transição rápida efectuada graças a um bom passe de Defour. Aos 18, o FC Porto beneficiou do primeiro penálti, já que Varela foi derrubado de forma claríssima na grande área do Galatasaray. O guardião Muslera deteve, no entanto, o remate de Jackson.

Um disparo de Drogba, aos 27 minutos, foi a primeira situação que obrigou Fabiano – sempre muito atento e rápido a sair da baliza, nos momentos em que foi preciso “dobrar” os defesas-centrais – a intervir. Uma triangulação entre Kelvin, Jackson e Lucho, num dos melhores lances da partida, foi o último momento de relevo da primeira parte, mas a concretização do capitão foi interceptada.

O Galatasaray, que chegou aos quartos-de-final da última Liga dos Campeões e que é campeão turco, subiu de rendimento na segunda parte, com Drogba, aos 61 minutos, na conversão de um livre directo, a obrigar de novo Fabiano a uma boa defesa. O golo turco surgiu aos 71 minutos, com Felipe Melo a converter um penálti cometido por Mangala sobre Eboué.

Aos 77 minutos, uma arrancada de Danilo obrigou Chedjou a cometer falta na grande área turca. Porém, na conversão do penálti, Lucho atirou ao lado da baliza de Muslera. Até ao final do encontro os Dragões ainda pressionaram o adversário em busca do golo, com Ghilas a entrar para a frente de ataque nos últimos minutos, mas o empate, que se justificaria, não chegou.

Pior do que falhar em torneios particulares será falhar quando os jogos forem a doer. O FC Porto perdeu no desafio mais exigente até agora da pré-época, mas a evolução da equipa mantém-se, para evitar esses mesmos erros no futuro. Este domingo, às 14h, será a vez de defrontar os italianos do Nápoles, no segundo e último encontro dos azuis e brancos na Emirates Cup.



DECLARAÇÕES

Paulo Fonseca: "Fizemos um bom jogo"

“Olhando globalmente, penso que fizemos um bom jogo, frente a uma grande equipa. Não podemos estar satisfeitos por ter perdido, mas, como líder desta equipa, estou extremamente orgulhoso daquilo que os meus jogadores fizeram aqui”.

“Há sempre aspectos a melhorar e queremos melhorar tanto a nossa organização defensiva, que hoje esteve a um nível bastante elevado, como ofensiva, que é a mais difícil. Do ponto de vista defensivo estivemos sempre seguros, contra grandes jogadores, enquanto no capítulo ofensivo, se acertássemos mais o último passe, poderíamos ter criado mais ocasiões. Não conseguimos concretizar as que tivemos. Valendo o que vale, penso que foi um resultado injusto, mas estaríamos mais satisfeitos se tivéssemos ganho aqui”.

Defour:

“Tivemos um adversário com mais qualidade do que os anteriores na pré-época. Penso que fizemos uma boa primeira parte, com algumas oportunidades, e no segundo tempo jogámos um pouco menos, estivemos mais cansados”.



RESUMO DO JOGO

03 agosto, 2013

1,2,3 Nascer outra vez

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É verdade que já no último texto partilhei este sentimento com os leitores do BiBó PoRtO. Contudo, duas semanas passadas e continuo com o mesmo pensamento.

O conjunto das últimas três épocas foi inesquecível. Iniciámos este ciclo com uma “tripeirinha” (não conto com a Supertaça), com a conquista da Supertaça (com um tremendo baile de bola às papoilas saltitantes), do Título Nacional, da Taça de Portugal e da Liga Europa. A época seguinte trouxe-nos Vítor Pereira e a conquista da Supertaça e do Título Nacional, junto com uma grande recuperação, que teve como um dos palcos o nosso salão de festas. Apesar de se desculparem constantemente com o golo do Maicon, convém referir que perderam pontos atrás de pontos depois desse jogo. Nós perdemos 4 pontos, o que significa que se tivessem feito bem o seu trabalho, tal como nós fizemos na última época, provavelmente teriam sido campeões. Adiante, nada que não estejamos habituados. Seguiu-se então o terceiro TRI da história do Futebol Clube do Porto, acompanhado da habitual Supertaça. E que TRI! Um dos títulos mais emocionantes da história do clube. Nunca é demais recordar que nestes 90 jogos que referi (que já traziam uma série de 10 jogos do campeonato do túnel) o Futebol Clube do Porto perdeu apenas um, contra Bruno Paixão.

Posto isto, convém esclarecer o seguinte. Não foi de forma inocente que referi a “habitual Supertaça”. Se é verdade que é habitual o Futebol Clube do Porto conquistar este título, não deixa de ser verdade que não o podemos dar como garantido, sob pena de termos um pequeno dissabor já em Agosto. Com um novo treinador, com novos jogadores, é fundamental começar a época com esta injecção de confiança, própria da conquista de um troféu.

1,2,3 nascer outra vez

Nós, Portistas, sabemos bem o peso que o passado tem nas conquistas futuras. Isto é, damos-lhe a devida importância, sem fazer dele a nossa bandeira para mostrar o sucesso do Futebol Clube do Porto. Os que entraram agora para a nossa família têm que perceber que chegam a um grupo que é Tricampeão, que por isso tem muito valor. Não podemos desperdiçar todo o trabalho que foi feito até aqui, ao mesmo tempo que sabemos até onde esse trabalho é importante. Não nos garante rigorosamente nada, mas sabemos que ele lá está e é uma pena se não nos lembrarmos de quão bons foram estes últimos três anos.

É assim, pesando e conjugando estes dois factores, que o Futebol Clube do Porto renasce, ano após ano, conquista após conquista.

Venham mais cinco

Outro grupo que já trabalha com o símbolo do nosso clube ao peito é o andebol. Os pupilos de Ljubomir Obradovic já estão a dar no duro e a preparar o apuramento para a entrada na Champions, algo que nos vem fugindo por uma unha negra nos últimos anos. Com a chegada de novos jogadores, vai ser fundamental que estes se adaptem ao estilo do treinador e, essencialmente, que a união do grupo não seja afectada. Várias vezes já me referi a este espírito de grupo, que penso ser uma das principais razões que nos levaram a ser PENTA. É muito comum ver os jogadores de andebol todos juntos. Isto, meus caros, é algo que não se compra. Não há talento que supere a união de uma equipa. Que comece a época, que venham mais cinco!

Para terminar, permitem-me que fale sobre objectivos comuns ao andebol e ao futebol.

Todos sonhamos com a entrada na EHF Champions League, todos queremos ver o Futebol Clube do Porto a bater-se na melhor competição de clubes do mundo. Contudo, meus amigos, o HEXA é a nossa meta, o objectivo que não podemos falhar!

No futebol, digo exactamente o mesmo. Estou farto de ouvir falar na final da UEFA Champions League no nosso salão de festas. Que raio de conversa é esta? Discurso de lampiões? Não, obrigado! O objectivo máximo tem que passar pelo Tetra. Tudo o resto vem por acréscimo. Se a passagem na fase de grupos também é um objectivo realista, tudo que vier além disso será sempre uma grande conquista. E não, não quero ser eliminado desta competição e fazer de uma possível boa campanha na Liga Europa uma das salvações da época...

Abraço. Boas férias.

Espero escrever o próximo texto com mais um título no palmarés.

26 jogadores na comitiva para a Emirates Cup

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02/08/2013

A equipa do FC Porto realizou esta sexta-feira de manhã o último treino antes da partida para Londres, onde os Dragões vão disputar a Emirates Cup. No final dos trabalhos foi divulgada a comitiva, que inclui 26 jogadores, para a deslocação do Dragão para os últimos particulares da pré-época.

O único atleta a treinar com limitações foi Izmaylov, que trabalhou com o recuperador físico Raúl Costa. O guarda-redes angolano Kadú trabalhou com o FC Porto B, tendo em vista o particular de amanhã, frente ao Celta de Vigo B, a realizar no Estádio de Pedroso, às 11h30, com entrada gratuita.

A equipa viaja ainda hoje para Londres, estando o voo agendado para as 16h30, com chegada prevista ao Aeroporto de Luton às 18h50. A comitiva inclui os jogadores Abdoulaye, Alex Sandro, Carlos Eduardo, Castro, Danilo, Defour, Fabiano, Fernando, Fucile, Ghilas, Helton, Herrera, Iturbe, Jackson, Josué, Kelvin, Licá, Lucho, Maicon, Mangala, Otamendi, Quintero, Reyes, Ricardo, Tiago Rodrigues e Varela.

O FC Porto vai defrontar, no âmbito da Emirates Cup, torneio organizado pelo Arsenal, o Galatasaray (sábado) e o Nápoles (domingo). Ambas as partidas se disputam às 14h00, no Estádio Emirates.

fonte: fcporto.pt

02 agosto, 2013

Acredito, óbvio!

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Todos os anos é a mesma coisa: saídas e entradas, milhões a entrarem e milhões a saírem, adeptos a renovarem expectativas, esperançados que as compras de menor valor se revelem superiores em qualidade às perdas por maior valor.

E é nesse estado que me encontro, a olhar para este FC Porto:

- Guarda-redes: Helton é sem qualquer dúvida um grande guarda redes em qualquer equipa da Europa e o melhor a jogar em Portugal, comete as suas gaffes (não mais de 2/3 lances por época), às vezes nos piores momentos, mas ao olharmos para um ano inteiro de futebol é um excelente guarda redes, daqueles que dão muitos pontos e que ganham campeonatos;

- Defesa: O que dizer de uma defesa que tem o melhor lateral esquerdo do mundo, um muito promissor (para esta época) Danilo, e no meio um animal como Mangala e a inteligência em forma de jogador de Otamendi. A somar a esses homens, um excelente jogador já com provas dadas que é Maicon, e mais duas promessas com grande qualidade, Ba e Reyes (este último de grande classe);

- Meio-campo: Aqui reside a maior preocupação do meu coração portista, o esquema mudou, Fernando não se adapta ao novo esquema, Moutinho saiu e Lucho irá ser diferente este ano do que aquilo que tem sido. Ou seja, o nosso meio campo, motor de tantas conquistas e diria mesmo protagonista maior no último campeonato conquistado está desfeito. Mas, na base da esperança, vejo um Josué (que é um 8) com uma qualidade de passe ao nível dos melhores 10 do mundo quer em desmarcação quer ao longe, vejo um Herrera com um pulmão e uma certeza de passe que me fazem acreditar que estará ali um grande jogador no futuro, logo que aprenda a reduzir o seu raio de ação, vejo um Defour cada vez mais jogador, e acima de tudo, vejo muitas, mesmo muitas opções, algo que não aconteceu ano passado;

- Extremos: Melhor, muito melhor que ano passado. Se ano passado só existiam duas reais opções para as alas, sendo que a prova disso, é o facto de Defour entrar para essa posição na falha de um desses dois homens, hoje temos mais jogadores e alguns que já lá estavam ano passado. Começo por Kelvin, o homem que me deu a maior alegria desportiva dos últimos anos, cada vez mais seguro, já não perde infantilmente bolas atrás de bolas, finta quando tem que fintar, passa de primeira muitas vezes, defende, centra, para mim será um possível titular para este ano. Iturbe a incerteza reside neste miúdo, mas agora que está com a cabeça no Porto, acredito que ele poderá pôr ao dispor da equipa toda a sua velocidade com bola, com aquele controlo de bola fantástico que ele tem, os seus centros tensos, e os seus remates explosivos, mas esta uma opção hipotética ainda... ainda temos a garantia de sempre Varela, Licá, Quintero para o lugar de James, Ricardo... muitas opções, sem nome mas com muito talento;

- Ponta de lança: Temos opção válida para Martinez, diria mesmo que temos isso e mais uma opção para as alas porque ter um jogador daquela qualidade um ano inteiro no banco não me parece correto, e como Ghilas é um jogador que poderá facilmente ser adaptado a uma das alas, poderá por vezes jogar nessa posição de extremo livre com grande qualidade;

Em conclusão, o Porto faz-me acreditar numa grande época, porque existe a manutenção de uma defesa forte, um aumento de opções para o meio campo e numa melhoria clara em qualidade e de opções para o ataque... Contudo, perdemos o grande João Moutinho, e poderá uma equipa perder o melhor motor futebolístico do mundo e ficar mais forte? O meu coração de adepto portista faz-me acreditar que sim... A cabeça diz-me: a ver vamos.

Alex Sandro em pleno e Izmaylov de volta ao relvado

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01/08/2013

A única sessão de trabalho realizada pelo FC Porto esta quinta-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, ficou marcada pela reintegração total de Alex Sandro, completamente recuperado de uma mialgia, e pelo regresso de Izmaylov, que prosseguiu o seu processo de recuperação no relvado.

Com Alex Sandro em pleno, o internacional russo, que se encontra a recuperar de uma distensão na face anterior da coxa direita, é assim o único nome a constar no boletim clínico no penúltimo dia de treinos no Olival antes da viagem para Londres, onde o FC Porto vai participar na Emirates Cup.

O programa do tricampeão nacional para esta sexta-feira volta a incluir uma sessão matinal, com início marcado para as 10h e com os primeiros 15 minutos a serem abertos à comunicação social. À tarde, a comitiva portista embarca rumo a Londres às 16h30, estando prevista a chegada ao Aeroporto de Luton por volta das 18h50.

fonte: fcporto.pt

01 agosto, 2013

MAIS DO MESMO

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Quando uma nova época se inicia, é natural que as ambições, vontades e desejos de todos os agentes desportivos sejam renovadas, e que todos voltem a sonhar alcançar os seus objetivos. Cada um com as suas ferramentas, cada um com as suas armas, mas todos eles com o único fim de transformar em realidade os sonhos que acalentam.

Como também já estamos habituados, uma das armas que o nosso único rival utiliza é a comunicação social centralista, subserviente, descarada e desavergonhada, que ano após ano, dia após dia, insiste em fazer notícia sobre as mais escabrosas coisas acerca do FC Porto. Todos nós estamos já tremendamente habituados a esta situação, já lidamos com ela de forma tranquila e até divertida, mas não deixam de ser ridículas algumas das atitudes\encomendas a que estes amestrados do poder central insistem em se submeter.

Neste domínio, para além de um churrilho de notícias que este curto post não seria capaz de enumerar, retenho três episódios ocorridos no último fim de semana, os quais são o reflexo perfeito daquilo que é a merda do nosso jornalismo

Começando pelo passado fim de semana.
Na sequência da nossa apresentação e do desentendimento entre Kelvin e Nolito (esse grande elemento da cantera do barça), o Rascord fez uma primeira página onde se esqueceu de indicar o resultado mas pedia a expulsão de Kelvin. Com que intenção?? Que o mesmo não pudesse jogar a supertaça?? Eu percebo o trauma, mas tenham calma, porque lamentavelmente o homem não vai marcar sempre golos aos 92m.
Mas e quando o mais recente Messias do slb (Markovic de seu nome) agarrou pelo pescoço um adversário?? Ninguém viu?? E quando Maxi Caceteiro Pereira deu uma peitada naquele árbitro que foi agredido pelo Luisão? E quando Oscar bem comportado Cardozo não queria que Pedro Proença lhe mostrasse um cartão na Madeira? Ninguém viu...
Melhor ainda, é na sequência deste episódio, induzir que Kelvin perdeu espaço no plantel por causa desse desentendimento. Então o que aconteceria a Luisão quando deu um pontapé na cabeça de um jogador do Nacional? Iria para a cadeia? Fantástico...

Também desse jogo, retenho as notícias relativas a bárbaras agressões que os adeptos do Celta sofreram na viagem ao Porto. Grande preocupação ibérica, aliás na sequência de uma grande preocupação demonstrada aquando da nossa viagem a Málaga e de uns supostos problemas num restaurante espanhol. Tremendo este sentido verdadeiramente paternalista em relação a nuestros hermanos, eles que fazem questão de receber os portugueses de qualquer clube, sempre da pior maneira possível, partindo vidros e furando pneus das viaturas com matrícula portuguesa.
Mas no caso de domingo, eu que não pude marcar presença no estádio, recebi um sms cerca das 15:40h a apelar que muito rapidamente fosse possível juntar um grupo de adeptos que pusesse cobro às provocações e agressões que um grupo de celtarras estava a protagonizar junto ao metro. Ora, nas contas finais, os tugas amestrados que escrevem nos jornais, descrevem o horror que os galegos passaram, crucificam os nossos adeptos, nunca dizendo que foram os espanhóis que provocaram toda a situação. Bizarro! Ou talvez não...

Ainda no passado domingo, foi notícia a morte do ex-presidente do slb, Sr. Fernando Martins.
Este ex-presidente encornado, era a prova viva de que nem sempre é a má educação, a calúnia e o mal dizer que traz bons resultados. Infelizmente, enquanto foi presidente dessas bestas, foram mais as vezes em que nos ganharam do que aquelas em que saímos vencedores, mas nem por isso deixou de existir uma forte ligação de amizade, que se perpetuou pelos anos até à sua morte com o nosso presidente. Afinal de contas, ter boas relações com Pinto da Costa, não é sinal de bons ou maus resultados, conforme os amestrados jornaleiros muitas das vezes querem fazer transparecer.
Mas absolutamente fabuloso, é sublinhar que Pinto da Costa e Antero Henrique foram recebidos em clima de grande respeito no funeral do Sr. Fernando Martins, como se isso fosse a grande nota a reter. Quer dizer, a figura mais importante do FC Porto marca presença no funeral, e o indicador a sublinhar é que não foi insultado ou agredido na capital do império, como já o tentaram fazer por diversas vezes? Essa é que foi a atitude a sublinhar e não a presença propositada do nosso presidente? Que pobres de espírito são, e nem num episódio triste como este, são capazes de disfarçar a sua azia, a tal que alguns encornados mais sinceros pediram na passada semana num jogo de preparação que terminasse....

Pois é meus amigos, eles começaram a trabalhar cedo e em força!
Temos que estar preparados para isso, ter nervos de aço, e transformar isso em nosso favor para unir o grupo.
Não nos podemos iludir com uma ou outra boa exibição, ter mais soluções (continuo a achar que temos melhor plantel, mas pior onze titular) ou por oposição ficar depressivos se isto ou aquilo não sai como previsto.
A época é longa e cheia de barreiras... saibamos nós ultrapassá-las e combate-las, sempre desvalorizando aquilo que de pior este país desportivo tem: uma comunicação social rasca, ao nível de um Burundi ou Serra Leoa.

Melhores cumprimentos,

Único treino do dia com Alex Sandro integrado

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31/07/2013

O FC Porto treinou na manhã desta quarta-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, em mais um ensaio para a participação na Emirates Cup, agendada para este fim-de-semana. Alex Sandro, que havia cumprido treino condicionado na terça-feira, evoluiu esta quarta-feira para treino integrado condicionado.

Os restantes elementos à disposição de Paulo Fonseca treinaram sem limitações, à excepção do internacional russo Izmaylov, que efectuou treino condicionado, após ter realizado apenas tratamento na terça-feira.

O treino previsto para a parte da tarde desta quarta-feira foi, entretanto, cancelado. O programa do tricampeão nacional para quinta-feira consiste em apenas um treino matinal, agendado para as 10h e com 15 minutos abertos à comunicação social.

fonte: fcporto.pt