24 março, 2009

Há taças e… taças

    A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, afinal, sabe entregar troféus. Este sábado, entre confetis, cheerleaders e polémica, a Taça Carlsberg acabou nas mãos de um dos contendores, ao contrário do que sucede com o símbolo do Campeonato Nacional, que tarda em alcançar o seu destino. O Labaredas registou e este caso inaudito parece longe do epílogo lógico.
fonte: fcporto.pt

23 março, 2009

Com pé e meio no Jamor

assistência: 19.108 espectadores.

árbitros: Paulo Baptista (Portalegre), José Braga e Luís Tavares; Ricardo Lourenço.

FC PORTO: Nuno; Sapunaru, Stepanov, Bruno Alves e Cissokho; Lucho «cap», Fernando e Raul Meireles; Mariano, Lisandro e Rodríguez.
Substituições: Lisandro por Farías (65m), Rodríguez por Hulk (65m) e Sektioui por Mariano (84m).
Não utilizados: Ventura, Rolando, Tomás Costa e Andrés Madrid.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

E. AMADORA: Nelson «cap»; Hugo Gomes, Vidigal, Moreno e Ney; Fernando Alexandre e Marcelo Goianira; Celestino, Jardel e Varela; Anselmo.
Substituições: Celestino por Pedro Pereira (52m), Anselmo por Ndiaye (69m) e Ndiaye por Vítor Vinha (82m).
Não utilizados: Filipe Mendes, Mustafa, Marco Paulo e Nelson Pedroso.
Treinador: Lázaro Oliveira.

disciplina: amarelo a Fernando Alexandre (30m), Vidigal (33m), Mariano (67m), Pedro Pereira (76m).

golos: Lucho (34m, g.p.) e Raul Meireles (38m).


Finda a ignominiosa Taça da Liga, seguida em directo por um País inteiro estupefacto com as peripécias acontecidas no Algarve, o futebol a sério regressou ao convívio dos adeptos. Não deixa de ser uma afirmação corajosa, esta, apelidando o desporto-rei, em território pátrio, como algo merecedor de honestidade e integridade. Não o é.

É um micro-estado, a saque, perante a impotência de alguns e a constante impunidade de muitos outros. Julguei, na minha ainda prenhe ingenuidade, que os 90 minutos disputados a Sul, glorificados por Delgados e afins como uma vitória do futebol, com loas sistemáticas ao anafado Loureiro, fossem alvo de críticas pós-jogo. O triste, vergonhoso e por vezes obsceno espectáculo servido, em horário nobre, mereceria umas quantas parangonas repletas de apreciações e censuras. Mas não. Pese as quezílias constantes, a brutalidade empregue em cada lance, o desvario sistemático de atletas pagos a peso de ouro e o habitual circo protagonizado pelo conhecido Lucílio, o branqueamento voltou a funcionar, numa fórmula já estafada, tendente a menosprezar mais uma conquista fraudulenta do clube dos “6 milhões”. Roubava-se assim, antigamente, mas apenas perante uns quantos milhares que assistiam ao vivo. Este deboche, servido em todo o esplendor da mediatização, revela apenas a queda das máscaras e as costas quentes de Lucílio, marioneta nas mãos da máfia que empesta o pântano em que se transformou o futebol português.

Ironicamente, o Sporting viu-se espoliado de uma Taça que já saboreava, caindo vítima dos golpes subterrâneos que o tinham ajudado a atingir o palco da final, quando uma equipa de recurso portista foi assaltada literalmente no Alvalade XXI, em plena meia-final. Quem disse que não existe justiça poética no mundo da bola?

Falando de coisas sérias. Reconheço valor à equipa de Jesualdo Ferreira, claramente a melhor, a anos-luz dos rivais, neste cantinho à beira-mar plantado. Em condições normais, já soltaria gritos de triunfo, antecipando a chegada do tetra. Mas não. Mantenho-me avesso a grandes verberações dos estados de alma. Cosme Machado, no recente Porto-Naval, mostrou bem como serão disputadas as finais que restam, até final da prova. Escamoteando 3 grandes penalidades, a actuação do juiz de campo foi o eco do anseio de uma imensa turba, castos nos discursos, mas desejosos de vencer, a qualquer custo. Querem mais uma prova?

Paulo Baptista, para aqueles que ainda acham que é dentro de campo que todos procuram vencer. O árbitro, indigitado de forma cirúrgica para apitar esta 1ª mão da meia-final da Taça, é um refém de luxo do sistema vigente nos gabinetes decisores do futebol português. Uma espécie de operário especializado em transfigurar, nos seus golpes de mágica, qualquer partida. O Benfica-Braga é a estrela maior no seu portfólio, com o golo validado a David Luiz a merecer umas palmadinhas dos seus patrões. Para vencermos o campeonato e a taça não basta sermos melhores. Teremos que ser muito melhores.

Desabafado o ódio que sinto por estas figuras de pacotilha que ajudam, semana a semana, a colocar o desporto venerado nas ruas da amargura, é tempo de falarmos do futebol a sério. O Porto-Estrela da Amadora desta noite.

Um duelo teoricamente desigual. De um lado do ringue, um tricampeão vivendo uma fase afirmativa, confiante e repleto de esperança nas suas imensas qualidades. Do outro, um clube sem massa adepta, vivendo uma temporada de pesadelo, com ordenados em atraso, mas lutando bravamente, numa mostra inexcedível de protagonismo e orgulho, que o futebol também é feito disto. De gente trabalhadora, tomando o destino nas próprias mãos.

Com Helton a descansar, o jogo da Taça concedeu a baliza portista à figura conhecida de Nuno, trintão avesso a protagonismos, mas garantia suficiente de atributos inquestionáveis na guarda das redes do Dragão. Jesualdo, que já verbalizou o desejo de fazer a festa no Jamor, não procedeu a demasiadas alterações no onze inicial, evitando a descaracterização do jogo portista. Entrou Stepanov, por troca com Rolando e com Mariano Gonzalez a ser o escolhido para dinamizar o flanco direito, relegando Hulk para uma posição a que o brasileiro não está habituado: a do banco de suplentes.

A entrada dos azuis e brancos foi intensa. Dispostos a resolverem, o mais cedo possível, a partida e quiçá a própria eliminatória, os pupilos de Jesualdo demoraram apenas 2 minutos para criarem a primeira ocasião flagrante de golo. Lisandro, descaído sobre a esquerda, recebe um passe bem medido, aparecendo isolado perante Nelson. A finalização deficiente, aliada a uma excelente estirada do guardião contrário, impediram a comemoração do tento inaugural.

Não se tinham esgotado os ecos da primeira ameaça, e já o futebol fluído dos Dragões criava outra. Mariano, ganhando a linha de fundo, no flanco direito, cruza para a área, com Rodriguez a amortecer de forma letal para a entrada de Lucho. O remate de El Comandante saiu enrolado, gorando-se novo ensejo para a abertura do marcador.

O Porto lidava com os seus fantasmas na finalização, desperdiçando inúmeras ocasiões. Mas a amostra deixava descansados os adeptos. Um Porto veloz a ocupar os espaços, lesto a circular o esférico, optando sempre pela alternância no ataque, com ambas as alas a serem devidamente exploradas, quer pelos extremos, como pelo apoio dos laterais, expeditos na exploração dos espaços vazios. O Estrela tremia, encostado à sua área, defendendo como podia.

Dei-me ao trabalho de averiguar quantos segundos perfazem 9 minutos. São 540. 540 tic-tac-tic-tac. O tempo que o juiz bovino (derivação morfológica do vocábulo boi) demorou a ter o protagonismo que queria. Lisandro, na sequência de um livre, cabeceia de forma imparável para o fundo das redes. A sinalética do ajudante do árbitro não deixava margem para dúvidas. Golo invalidado, por pretenso fora-de-jogo. Ora, se as imagens televisivas não são esclarecedoras, dando a ideia de que o argentino se encontrava em posição regular, como raio é que o auxiliar consegue vislumbrar uma irregularidade? Sobretudo quando a lei é clara, neste aspecto. Em caso de dúvida, deve beneficiar-se…o ataque. Paulo Baptista no seu melhor.

O ritmo vertiginoso abrandou. O Estrela, resistindo ao KO, começou a ser mais afoito, subindo as linhas, procurando conceder algum apoio aos homens mais avançados, Jardel e Varela, provável reforço portista, na próxima temporada, totalmente inócuos, pese a boa vontade evidenciada. A partida entrou numa toada incaracterística, com os portistas a errarem passes em demasia, demasiados sôfregos para aproveitarem as benesses defensivas dos amadorenses.

Paradoxalmente, foi na pior fase dos da casa que o marcador foi inaugurado. Jogada de insistência de CR10, provocando o pânico dentro da área adversária. Lisandro, recebendo o esférico em posição privilegiada, é derrubado de forma grosseira por Vidigal. Grande-penalidade clamorosa, a que nem o “pobre” do Paulo conseguiu fechar os olhos.

Lucho, com a frieza costumeira, empurrou a bola para o fundo das redes. Foi o canto do cisne do Estrela. 4 minutos depois, Rodriguez centra, curiosamente do lado direito, para Meireles fuzilar, na entrada da área, beneficiando de um corte defeituoso. Os Dragões marcavam dois golos, de rajada, conferindo justiça ao resultado, bem antes do apito para concessão dos 15 minutos de descanso da praxe.

A segunda metade foi mais do mesmo. Uns amadorenses a procurarem fazer pela vida, aparecendo nos minutos iniciais a importunarem o último reduto azul e branco, com Varela a ser o elemento mais activo. Vários cruzamentos e alguns cantos a provocarem pequenos sobressaltos no bastião quase inexpugnável que é a defensiva portista. Destaque, neste período, para um corte cirúrgico de Bruno Alves, evitando que um cruzamento de Varela provocasse mossa nas redes de Nuno.

O Porto, mais relaxado, procurava controlar a partida, sem grandes gastos de energia, apostando nas transições rápidas para chegar com perigo à baliza adversária. Lucho, soberbamente servido por Lisandro, deslumbrou-se com tamanhas facilidades, optando pelo adorno final na jogada, quando esta exigia o remate directo. O corte providencial de um opositor tirou o 3º dos pés do capitão portista.

Aos 64 minutos, mais uns pontos a favor de Paulo Baptista e seus pares, na prossecução da tarefa de que vinha mandatado. Lisandro, descaído sobre a direita, flecte para dentro da área, ludibriando o marcador directo. Este, em desespero de causa, rasteira o pé de apoio do argentino, derrubando-o. A miopia congénita do trio de juízes validou o gesto. The Show must go on… de preferência sem penaltys favoráveis aos azuis.

Jesualdo concedeu uns minutos de repouso a Lisandro e Rodriguez, trocando-os por Hulk e Farías. O poder do brasileiro, no um para um, voltou a fazer das suas, com os portistas [nomeadamente Farías] a desperdiçarem uma mão cheia de golos, até ao derradeiro apito do árbitro.

O jogo reviu ainda o marroquino Tarik, cada vez mais eclipsado das opções regulares de Jesualdo, e um susto tremendo, quando Fernando contemporizou numa saída da zona defensiva, permitindo que Varela ficasse isolado para o remate vitorioso.

Análise final: Boa exibição colectiva do Porto, perante um adversário limitado. Resultado lisonjeiro para os forasteiros, que correram sérios riscos de serem goleados no Dragão, não fosse a inépcia azul e branca na finalização. O treinador portista consegue, no entanto, um resultado confortável, permitindo uma gestão sã e prudente do plantel para o jogo da 2ª volta.

Melhor do Porto: Destaco 4. Bruno Alves, intratável na defesa, resolvendo com aparente facilidade os poucos problemas colocados pelos avançados contrários, nunca se inibindo de aparecer em zona de finalização, nos cantos e livres, mostrando a sua impressionante capacidade de impulsão. Raul Meireles, personificação da fábula da formiga e da cigarra, trabalhador incansável na zona nevrálgica do meio-campo, aparecendo amiúde na zona de remate. O golo marcado, de execução técnica irrepreensível, foi a cereja no topo do bolo. Cissokho, crescendo de jogo para jogo, mostrando uma maturidade invejável, com enorme abnegação física, percorrendo inúmeras vezes o seu corredor, em combinações constantes com Rodriguez. E Lucho [bem vindo, El Comandante], crescendo em termos exibicionais nos últimos jogos, mais sereno e preponderante no meio-campo, não se coibindo de participar na génese dos principais lances de ataque. Marcou um golo, de grande-penalidade, desperdiçando outros, algo infeliz no momento crucial.

Arbitragem: Já disse tudo, durante a crónica da partida. Incompetente. Resta saber se de forma acidental ou premeditada. Mas isso, atendendo ao currículo da personagem, é fácil de responder, não é?

22 março, 2009

Apesar do horário vergonhoso do jogo...

… a Taça para o Dragão também é saborosa!!!

Consolidada a liderança na Liga, que segue dentro de momentos, por força de um calendário em câmara lenta, o hiato competitivo permite na sua natureza, que habitual organização Azul marque pontos.

Enquanto a Sul, se viveu o show-off and on possível da hiper, mega rifixe Carlsberg Cup, (competição que ainda hoje foge ao meu entendimento quando questiono a sua finalidade), hoje a Norte o Dragão desbrava caminho rumo ao Jamor.

Esta época a competição em causa para alem de ter ganho um nome pomposo, (Taça Millennium), observa conjuntamente uma alteração significativa no desenlace competitivo… ½ final a duas mãos!!!

Naquela que é considerada a prova rainha do burgo Luso, habitualmente conotada como a festa do futebol, onde os Tomba Gigantes merecem destaque, e os clubes surpresa fazem a historia da competição, ganhando espaço para os tais minutos de fama, bem alimentadas pelas loas e parangonas da imprensa, confesso que não sei ate que ponto o novo modelo fomenta o espírito tão próprio da Taça.

A discussão será subjectiva e encerrará diversos prós e contras, de uma coisa tenho a certeza, seja com esta roupagem ou regressando aos moldes passados, a Taça é para os Azuis e brancos um habitual e interessante objectivo, sendo o Estrela da Amadora a última pedra no caminho para o Estádio Nacional.

Os Amadoristas, ainda antes de entrar na vertente táctica, são nos tempos que correm um case study do futebol Português, diria mesmo do desporto Luso, numa altura em que a crise financeira afecta de sobremaneira os clubes, servindo mesmo esses argumentos para algumas estapafúrdias teorias conspirativas da verdade desportiva, os da Reboleira são a antítese corporativa de tais bitaites energúmenos.

Se golos rimassem com salários, a equipa sediada nos arredores da capital, há muito não cantava vitória, só que em boa verdade a leveza dos bolsos em nada interfere no desempenho sobre o relvado e nem sei mesmo se poderão acusar os Estrelistas de competição desleal, ate porque são um dos emblemas com maior número de jogadores com nacionalidade portuguesa, não importando contentores de estrangeiros de qualidade dúbia, ainda que incorrendo no incumprimento salarial.

Vastas vezes ouvem-se os entendidos dizer que é na adversidade que grassam algumas das melhores qualidades do desporto colectivo, assim mais que um qualquer sistema táctico empreendedor, o Estrela tem no “espírito de solidariedade” a sua melhor unidade defensiva, claro que Nelson na baliza tem feito uma época de qualidade contribuindo fortemente para o estatuto de equipa surpresa da liga, Nuno Coelho, Tengarrinha ou Vidigal são baluartes que suportam defensivamente um último reduto, que não imbatível, da conta do recado.

União e coesão são premissas que encaixam que nem uma luva no miolo nevrálgico da equipa de Lázaro Oliveira, onde cada jogo é uma lição de “rotinas de equipa”, em que todos sabem das tarefas a desempenhar sempre com o colectivo em mente, mas onde despontam individualmente algumas unidades de valia técnica acima da média e com ponto de mira afinado às balizas adversárias, Celestino, Varela e claro está o homem golo do momento, Jardel, um médio aríete com o pé quente que tem alvejado as balizas contrárias de toda a maneira e feitio.

O desenho táctico Amadorista é tão pluricelular que não se pode mesmo falar em rígidos sistemas tácticos comuns e conhecidos, tão depressa concentram unidades, como esticam o jogo para a vertente ofensiva onde Anselmo é nome que me causa urticária, (quem não lembra o golo no Dragão, que teve o condão de alimentar a crise no ano de estreia de Jesualdo), conhecem bem os momentos do jogo contrariando de sobremaneira o abismo e o knock-out durante os 90 minutos de cada partida.

Despojados de ordenados mas não de ambição as intenções da equipa da Reboleira passa certamente por não desbaratar ensejo de na 2ª mão fazer valer o factor casa, como tal sem descurar o factor surpresa que seria ganhar, nas cogitações o empate como resultado, não desagradaria por certo.

Se o plano teórico atribui natural favoritismo ao Dragão, a tarefa não se vislumbra fácil nem corrobora da possibilidade de poupanças ou menor empenho pelo facto de a passagem à final não se decidir já hoje.

Jesualdo tem no horizonte mais próximo um Abril de grande e enérgica vertente competitiva, no subconsciente pode pesar a vontade de gerir friamente as varias frentes competitivas em que se inserem os Azuis e brancos, até porque o restante Março permite gerir o colectivo portista, ainda que não o físico individual do internacionais seleccionados.

A Taça costuma ser utilizada como oportunidade para algumas unidades menos utilizadas, eu por sinal acho que este jogo é para se possível decidir já a contenda, haver poupanças essas são para ser equacionadas aquando da 2ª mão permitindo nessa altura direccionar atenções para a Liga Sagres.

Como tal Lisandro, Hulk e Rodriguez não colhem em mim o beneplácito do descanso, ainda que preconize em Farias e Mariano alternativas a equacionar mas nunca como armas de arremesso inicial. Mais atrás, as redes ate podem ser entregues a Nuno, quando solicitado nestas circunstancia costuma dizer presente e a Helton faz-lhe bem um descanso mais psíquico que físico.

As laterais não devem trazer grandes mudanças visto o quadro clínico não ter desnudado Fucile nem Bennitez como possíveis soluções, assim qualquer alteração nesses flancos passam sempre por adaptações quase sempre pouco conseguidas. Stepanov merece ser escolha, mas sempre em consonância com um dos habituais titulares da zona central.

Onde prevejo as maiores alterações é no trio de meio campo, Fernando deve voltar ainda que Madrid seja uma valência positiva em jogos com estas características, visto ter maior capacidade no endosso de bola, perdendo para o colega na disponibilidade física e no arreganho das recuperações defensivas, bem como na capacidade de pressionar alto.

Tommy é sempre carta capaz de ser lançada, sendo certo que um dos habituais esteios do miolo deve jogar, votando eu em Lucho, por força da sua habilidade em decidir num qualquer passe aveludado e açucarado, que só a sua leveza e inteligência de movimentos consegue descortinar num emaranhado de pernas adversárias.

Permitam-me um atalho de foice, que colhe por certo junto da massa associativa Azul e branca opiniões similares... 20h45 de Domingo é hora para alguém jogar?!?!!?Tenho para mim que o horário é tenebroso para os adeptos que gostam de sentir in loco as emoções do futebol, numa altura em que as finanças são a tónica dos discursos das SAD's este horário não favorece de sobremaneira a receita, considero desrespeitoso para com os adeptos a observância destes horários menos próprios.

O Jamor já o disse, é a par de outros objectivos tão primordial como os demais, como tal a exibição de hoje no anfiteatro Azul e branco há que encarar a partida como um jogo a uma só mão, é imperioso continuar alimentar a dinâmica ganhadora do Dragão, sem esquecer a inspiração, explosão e mobilidade dos nossos artistas, fonte de naturais desequilíbrios onde se denotem incisivas diagonais e movimentos verticais de um futebol cada vez mais capaz e colectivamente consolidado que nos demarca e nos confere a marca dos Campeões.

LISTA DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Nuno e Ventura.
Defesas: Bruno Alves, Cissohko, Rolando, Sapunaru e Stepanov.
Médios: Andrés Madrid, Fernando, Lucho González, Raul Meireles, Tarik Sektioui e Tomás Costa.
Avançados: Farías, Hulk, Lisandro, Mariano e Rodríguez.

21 março, 2009

Humor Benfiquista versus Portista

Tarde de domingo, daqueles intermináveis sem nada de novo. O livro que estou a ler está numa fase aborrecida, daquelas mesmas só para encher páginas e que pouco ou nada acrescentam à história.
As crianças estão entretidas, dissecam o Magalhães até à exaustão.
O marido entretido frente ao televisor, vê ou faz que vê o programa que segue.
De repente, lembro-me: o Porto joga logo!
Vamos lá recapitular tudo para à hora do jogo estar calmamente instalada no sofa.
Hmmmm… deixa cá ver… que fazer para o jantar? Algo rápido, saboroso e que não suje muita loiça, ou que caiba toda na máquina.
Massa! Agrada a todos e é rápido. Basta preparar um bom succo (como dizem os italianos) polvilhar com queijo e toda a gente fica feliz.
Adiante.
Tratar do lanche, confirmar se os TPC* estão finalizados, preparar mochilas para ginástica e ballet para os dias seguintes, ordem para o banho e vestir pijamas.
(tic-tac-tic-tac…)
- Meninaaaaaaaaaaaaaaas! Chamem o pai, vamos jantar !
- Já !?
Familia jantada, loiça “atirada” (não o tentem fazer em casa, requer anos de prática) para dentro da máquina, pastilha detergente e aqui vai disto: vrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
- Meninaaaaaaaaaaas, vai começar o Porto!
5 minutos e começam elas…
- Ó Mãe, posso ir para o computador ?
- Ó Mãe, quero ver o Alvim e os Esquilos…
(pela 59ª vez…)
E lá fica a Mãe na sala a ver o Porto, com o marido que é adepto de “outros” e nos carinhosamente chama de “Pôncios”, julgando ele que é uma ofensa… quando se der conta que é um elogio, arranjará nova nomenclatura.
- Então ? O Bruno Alves já atropelou alguém?
- (silêncio)
- E o Lizandro, está sentado, deitado ou caído?
(entretanto é golo do Porto)
Para quem supostamente não estava a ver, lá vêm as bocas do costume:
- Foi pénaltie ?
- Entrou mesmo ?
- Quem é o árbitro?
- Para que perdes tempo, se já sabes o resultado ?
Bendito intervalo. Aproveito para ir deitar as crianças.
De regresso à sala para a segunda parte do meu Porto e não dá como evitar:
- Dia 20 é o sorteio da Liga dos Campeões, com quem mesmo é que vocês gostariam de jogar ?
Ét voilá… espírito tranquilo para mais 45 minutos de Futebol ;)

Heliantia

* trabalhos para casa

20 março, 2009

Sorteio dos quartos-de-final da Liga dos Campeões



Manchester United - FC Porto

1ª mão [FORA]: 07 de Abril - 2ª mão [CASA]: 15 de Abril


[ caso siga em frente, nas meias-finais, irá defrontar o vencedor do jogo ]
1ª mão [CASA]: 07/08 de Abril - 2ª mão [FORA]: 14/15 de Abril

Villarreal - Arsenal



[ o outro alinhamento sorteado ]

Liverpool - Chelsea

Barcelona - Bayern

Villarreal: o adversário preferido

Realiza-se hoje, pelas 11 horas, em Nyon (Suíça), o sorteio dos quartos-de-final e das meias-finais da Liga dos Campeões 2008-09. Será um momento a seguir com enorme expectativa por todos os portistas, em que ficaremos a conhecer quem teremos de defrontar no caminho para Roma, a bela cidade que acolherá a grande final da competição. Ficarão estipulados não apenas os jogos dos 'quartos', como também os das 'meias', consoante as equipas que conseguirem seguir em frente. Como os possíveis adversários são, inevitavelmente, de peso, é tempo de nos concentrarmos, para já, nos quartos-de-final, tendo consciência que somos o único clube não pertencente aos principais colossos do Velho Continente, mas honrando sempre a nossa história, feita de capacidade de sonhar, empreender e realizar.

Manchester United, Liverpool, Chelsea, Arsenal, Barcelona, Villarreal ou Bayern Munique, é com um destes que mediremos forças, em dois jogos que se esperam empolgantes, a 7 ou 8 de Abril e 14 ou 15 do mesmo mês. Na última semana, esteve aqui no blog, à consideração dos nossos leitores, uma votação em que era escolhido o adversário preferido para nos calhar em sorte nos quartos-de-final. Foram registados ao todo 418 votos, cuja distribuição pelas sete alternativas foi a seguinte: 196 votos para o Villarreal (47%), 108 para o Bayern Munique (26%), 43 para o Arsenal (10%), 31 para o Manchester United (7%), 17 para o Barcelona (4%), 15 para o Chelsea (4%) e, por último, 8 para o Liverpool (2%). Tais resultados induzem uma preferência da generalidade dos portistas mediante o grau de dificuldade esperado que cada equipa acarretará, pelo menos no plano teórico; os oponentes são tanto mais desejados quanto menor parece ser a dificuldade teórica de os eliminar. Faz sentido.

Eu, pessoalmente, votei no Bayern Munique, que vem de inflingir ao Sporting a maior humilhação europeia da sua história. Olhando para os possíveis opositores, penso que Manchester United, Barcelona e Liverpool seriam os piores possíveis e Villarreal, Bayern Munique e Arsenal os que, porventura, nos permitiriam sonhar com mais altos voos, surgindo o Chelsea numa posição intermédia. Com a excepção do Chelsea, que aparece no lugar de segundo menos desejado, os restantes resultados da votação vão de encontro ao que é a minha ideia acerca dos obstáculos que cada equipa nos poderá colocar.

O Liverpool parece ser o adversário menos desejado e recolheu apenas 8 votos. A isto não será alheia a recente demonstração de poder dada pelos comandados de Rafael Benítez, nomeadamente os 5 golos sem resposta com que despachou o Real Madrid da Champions, e a goleada por 4-1 em Old Trafford para a Premier League. Os 'reds', não obstante demonstrarem ao longo dos anos, muitas dificuldades a nível interno, são uma equipa fortíssima em competições europeias, fazendo valer o seu modelo baseado na enorme capacidade defensiva, nas transições atacantes rápidas e no aproveitamento letal dos erros contrários. À imensa qualidade do treinador, acrescem jogadores da estirpe de Torres, Gerrard, Xabi Alonso ou Mascherano. Individualmente, não são a equipa mais forte, mas em termos colectivos mostram-se insuperáveis. Claramente a evitar, não só porque raramente nos damos bem com o futebol inglês, mas também porque a última experiência em Anfield Road foi muito negativa.

O Chelsea, com 15 votos, aparece logo a seguir nas equipas mais indesejadas, surpreendentemente à frente de United e Barça. Enquanto foi orientada por Luíz Felipe Scolari, a turma londrina nunca se encontrou, nem produziu o futebol que a qualidade do plantel exigiria. No entanto, desde a chegada de Guus Hiddink para o comando técnico, a nova equipa de Quaresma desatou a coleccionar triunfos, tendo inclusivé afastado a Juventus da Champions. A meu ver, não será dos adversários piores e sempre constituiria uma oportunidade de nos desforrarmos da eliminação de há duas temporadas. Mas quando estamos a falar de intérpretes da craveira de Lampard, Deco, Drogba, Terry, Ricardo Carvalho ou Essien, só um FC Porto ao melhor nível poderia fazer uma gracinha.

17 pessoas votaram no Barcelona. Na minha opinião, os catalães são os que nos deixam menos hipóteses para sonhar. A equipa de Guardiola é a que melhor futebol pratica na Europa. Inigualável na circulação de bola, sufoca o adversário com o seu característico futebol apoiado, jamais abdica de tentar marcar golos e joga a um ritmo altíssimo. Aviou o Lyon, uma equipa do nosso nível, por 5-2 na Cidade Condal. Conta nas suas fileiras, entre outros, com Daniel Alves, Yayá Touré, Xavi, Iniesta e o melhor tridente atacante do mundo, composto por Henry, Messi e Eto'o. Sejamos realistas, com o Barcelona teremos muito poucas hipóteses, por isso, espero que não nos toque a nós.

O Manchester United aparece logo a seguir, com 31 votos. O que disse para o Barcelona, também assenta bem aos 'red devils'. Campeão europeu em título e dominador incontestado do futebol inglês, é uma verdadeira máquina de futebol ofensivo, bastante superior à equipa que eliminámos em 2004 no nosso trajecto glorioso rumo a Gelsenkirchen. Já aqui disse que o FC Porto não costuma dar-se bem com ingleses e com a intensidade avassaladora do futebol britânico, mormente quando joga fora de portas. Obviamente que defrontar o seu melhor representante não é uma boa ideia. Com jogadores como Cristiano Ronaldo, Rooney, Berbatov, Giggs, Scholes, Carrick ou Ferdinand ao melhor nível, as probabilidades de sucesso seriam diminutas.

Daqui em diante, surgem as três equipas com as quais, penso, teríamos mais hipóteses de discutir a eliminatória olhos nos olhos. No Arsenal votaram 43 visitantes do blog. São uma equipa muito forte, mas em comparação com as que já anteriormente abordei, perdem em qualidade. Possuem individualidades acima de qualquer suspeita, casos de Fabregas, Adebayor, Van Persie, Gallas ou Nasri, além de um treinador extremamente competente, Arsène Wenger. Todavia, e apesar do futebol bonito que praticam e do ritmo elevado que impõe às partidas, talvez tivéssemos boas hipóteses de passagem às meias-finais. O 4-0 humilhante com que nos derrotaram na fase de grupos só teria de funcionar como um estímulo extra e não como um 'handicap', até porque os vencedores do grupo fomos nós, não eles.

O Bayern Munique é o segundo na lista de preferências dos adeptos azuis e brancos, tendo somado 108 votos, um dos quais o meu. Sei que o Villarreal é teoricamente - e reforço o teoricamente, pois a prática, por vezes, é bem diferente - o mais acessível e talvez o único com o qual era possível repartir as probalidades de passagem ao meio ou até assumir algum favoritismo. Desejo, porém, os bávaros, por três razões: primeiro, porque temos umas contas a ajustar desde 2000 quando nos eliminaram da Champions de forma injusta e com o dedo arbitral de Hugh Dallas; segundo, porque, por uma questão de nacionalidade, talvez nos comparassem ao Sporting e esse monosprezo era capaz de funcionar a nosso favor; por fim, creio que, em termos meramente futebolísticos, nos poderíamos bater de igual para igual e sem receio de sermos felizes. Ribéry, Luca Toni, Schweinsteiger, Lahm ou Lúcio são grandes jogadores, mas nós também temos as nossas armas. Historicamente, quase sempre nos demos bem com germânicos...

Sem surpresa, os espanhóis do Villarreal receberam a maioria dos cliques nesta sondagem, um total de 186. Apesar de serem uma equipa forte, de seguirem no 4ª lugar da liga espanhola e terem afastado o Panathinaikos na ronda anterior, são, inequivocamente, a formação menos forte do lote das oito. Jogadores como Marcos Senna, Rossi, Cazorla, Ibagaza, Nihat, Robert Pires ou Matias Fernandéz são uma ameaça para qualquer equipa, mas em comparação com os nossos heróis ficam a perder. Mas isto de desejar o adversário teoricamente mais acessível é sempre perigoso, como se viu na temporada passada em relação ao Schalke 04, sendo esta mais uma razão para o meu preferido ser o carrasco leonino.

Resumindo e por ordem, os meus adversários preferidos para nos batermos pelas meias-finais da liga milionária são: Bayern, Villarreal, Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester e Barcelona. De qualquer forma, convém ter sempre presente que a prática nem sempre confirma a teoria. Caso nos saia o Villarreal, não quer dizer que sejam favas contadas, do mesmo modo que se nos calhar o Barcelona, não ficaremos derrotados à partida. Os 180 ou mais minutos de futebol jogado, com toda a Europa como testemunha, é que ditarão as quatro melhores equipas desta época. E se nos exibirmos ao nosso melhor nível, com o colectivo a carburar na plenitude, as individualidades inspiradas e os adeptos a tornarem o Dragão num autêntico inferno, como sucedeu defronte do Atlético Madrid, temos equipa para nos batermos com qualquer opositor e tudo pode acontecer. Há que ter, é evidente, consciência das diferenças existentes entre a realidade portuguesa e a inglesa, a espanhola ou a alemã, mas que se saiba, sonhar ainda não paga imposto.

passatempo 2008/09

# até às 18h30 de 07Abr, prazo limite para refazer a tua equipa para a 1ª mão dos 1/4 final da Champions League #

# até às --h-- de ---, prazo limite para refazer a tua equipa para a 1ª mão dos 1/4 final da UEFA Cup #

# clica na imagem; não te esqueças até às 18h00 de 27Mar, de refazer a tua equipa para a 23ª jornada da liga SAGRES #

19 março, 2009

Ser portista é uma bênção!

"Pai, contas-me uma história?"

O dia já ia longo quando o pai do pequeno Afonso chegou a casa, cansado e estoirado da jornada de trabalho à qual sempre crescia uma penosa e longa hora de caminho com um trânsito intransitável. "Está bem Afonso", assentiu o pai enquanto dava a mão ao rapazote e o encaminhava pelo corredor direito ao quarto. "Fizeste os trabalhos da escola?"

Afonso, aluno que se destacava entre os demais da turma, sabia que aquela era uma mera pergunta de circunstância, tal como o pai sabia que os trabalhos já estariam diligentemente feitos. Pelo que o rapaz, como resposta, rapidamente lhe devolvia uma preocupação que lhe atazanava as ideias: "Olha lá pai, o que quer dizer corrupto?"

"Corrupto?", pergunta o pai espantando. "Mas vocês na 1ª classe ainda não aprenderam assim tantas letras como isso. Agora deu-te para usares palavras caras?"

"Sabes o que foi?", continua o Afonso, "o Luís, aquele meu colega de turma muito mais velho, filho do senhor do café, aquele repetente que já devia estar na 4ª classe, tás a ver? Diz que somos do clube dos corruptos, que é o que o pai dele está sempre a dizer, lá em casa. Eu respondi-lhe que não, que somos do clube que é tricampeão, que já foi pentacampeão, e que até é heptacampeão de hóquei. Mas ele nem queria ouvir, diz que o nosso clube ganha sempre porque somos uns corruptos, e desatou a correr pelo pátio do recreio com os dedos a tapar os ouvidos a borregar: co-rrup-tos, co-rrup-tos!", explicava o Afonso, enquanto corria pelo quarto exemplificando.

O pai ria-se com a encenação do Afonso, pegou no filho e sentou-o à cabeceira da cama. Enquanto lhe aconchegava os cobertores por cima das pernas, dizia-lhe: "Olha Afonso, acho que hoje te vou contar outra vez a história dos três porquinhos."

"Ó pai, hello! Eu já não tenho 4 anos, dah-ah!", retorquia o filho, enquanto deslizava a mão em frente a própria cara, para cima e para baixo.

"Eu sei que não, Afonso. Mas eu acho que nunca te contei tudo sobre a história dos três porquinhos."

"O quê?!", os olhos do petiz Afonso agora estavam arregalados, em suspense, ansioso com algo de novo que o pai lhe reservará.

"Então era assim, há muito, muito tempo, havia numa floresta três porquinhos que já conheces. Mas o que não sabes é que cada um deles usava sempre uma cor habitual para vestir. Era o porquinho vermelho, o porquinho verde e o porquinho azul. O porquinho vermelho era aquele que já conheces, que fizera a casa de palha, e quando veio o lobo mau, bastou um sopro fraquinho e aquilo voou logo tudo pelos ares. Estás a ver qual era?"

"Sim.", Diz o pequeno Afonso. "Aquele muito preguiçoso, que nunca lhe apetecia trabalhar."

"Isso. Já o porquinho verde era o outro, aquele que fez a casa de madeira e a revestiu com folhas, convencido que ninguém lhe deitava a casa abaixo, pois era tão bonita tinha os paus tão bem entrelaçados, nunca se vira uma casa igual. Só que veio o lobo soprou com mais força do que era costume e a casa lá voou também."

"Então o verde, esse era o porquinho da frente, o que tinha a mania que era esperto.", diz o Afonso sempre de rompo.

"Muito bem.", continuava o pai. "Por fim havia o porquinho azul, que ao contrário dos irmãos, em vez de andar todo o dia na brincadeira, trabalhou de sol a sol, durante muitos dias, para construir uma casa de tijolos e cimento, depois veio o lobo e soprou, soprou e a casa nem se mexia. Mas o lobo era mesmo mau, e então lá se lembrou que podia entrar pela chaminé, e já sabes o que aconteceu, o porquinho azul que tinha sempre tudo pensado e muito bem organizado, tirou a tampa do panelão que estava no lume a ferver, e quando o lobo desceu pela chaminé abaixo, tchhhh! Escaldou-se todo, e fugiu logo dali a correr com o rabo entre as pernas."

"Está bem, e qual é a novidade na história?", pergunta o miúdo que começava a ficar impaciente.

"Ora sucede" - prosseguiu o pai - "que todos os anos havia uma prova, um jogo muito prestigiado na floresta, e o lobo mau conseguiu chegar a presidente do organismo que era responsável pela prova anual da floresta. O porquinho vermelho, que nunca lhe apetecia trabalhar, mas queria ser reconhecido na floresta pelo mesmo prestígio dos outros que davam ao litro e corriam o suficiente para entrar na prova, desatou a dizer a torto e a direito - quando viu que tinha ficado em último para o apuramento, e que não tinha como entrar na prova a luz dos regulamentos - desatou a dizer pela floresta que o porquinho azul, o melhor classificado de todos, só tinha conseguido estar apto porque tinha andado a dar umas bolotas deliciosas ao resto da bicharada toda da floresta e arredores. Ao lobo mau, que como sabes, nunca gostou do porquinho azul porque este sempre fora mais inteligente, organizado e capaz do que ele ao longo dos anos, agradou-lhe a conversa que o porco vermelho andava a fazer, e ainda tentou impedir que o porquinho azul participasse na prestigiada prova anual da floresta, só que mais uma vez o porquinho azul conseguiu defender-se desse tipo de bicharada ruim da floresta, e mostrar que os batoteiros e corruptos eram eles, o porquinho vermelho e o lobo mau que agora andavam amiguinhos e de mão dada. Resultado: o porquinho vermelho, mais uma vez ficou roído de inveja a ver os irmãos jogarem na prova e ele a assistir de fora, desdenhando do irmão mais velho que fez mais uma campanha gloriosa na prestigiada prova anual da floresta. Já o porquinho verde, que sempre fora muito vaidoso e tinha a mania que era esperto, até conseguiu justamente ser apurado para a prova mas, logo acabou por ser eliminado, por um cão «pastor alemão» que lhe deu 12 mordidelas no rabiosque. O porquinho azul, por muito que custasse ao lobo mau, pois que teve de engolir os sapos todos da floresta, lá foi avançando na prova e fez mais uma campanha de êxito e glória. Recompensa justa do seu empenho, rigor, e trabalho prestado."

Por esta altura o Afonso sorria divertido. "Pai! Deixa-te de tangas! Essa é a história da Champions League deste ano. Ok, já percebi onde é que o Luís e o pai dele queriam chegar..."

O pequeno sossegou um pouco, reproduzia ainda as imagens da história no pensamento, ao mesmo tempo que começava a ser vencido pelo cansaço das tropelias de mais um dia intenso de rapazola de seis anos.

No entretanto, o pai apanhava a roupa do Afonso desarrumada pelo quarto. Alcança a camisola inseparável, do treino da tarde do miúdo, suada. Azul e branca listada. No peito, à esquerda, o emblema da equipa invicta sobressaltava.

O sorriso de pai babado é interrompido pela voz sonolenta do miúdo abafada pelos cobertores: "Pai, ser portista é uma bênção..."

O pai apaga a luz, o pequeno mergulhara. Afasta-se pelo corredor fora pensando: "É, meu filho. Assim sejas em tudo mais abençoado."

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Feliz dia, a todos os Pais Portistas, abençoados.

Golpe de misericórdia

Recebemos do nosso leitor, Lino Lourenço, o email que segue:

    Depois do mito do GLORIOSO, só falta mesmo cair o mito que a LEONOR PINHÃO é mulher!

    Só para cultura geral...

    Venho apenas informar que esse clube a que chamam Glorioso (ex-Glorioso?), acabou de ser retirado da página dos clubes históricos da FIFA, onde estava desde os anos 60! É um dos momentos mais tristes na história do ex-Glorioso.

    Adivinhem quem lá está por Portugal? CLICA AQUI e confirma.

    Que os "milhafres" deixem de falar do passado distante e reconheçam a grandiosidade do FC Porto.

Dragões aguardam por adversário para os «quartos»

Paços de Ferreira 2-0 FC Porto

Liga Intercalar 2008/09
18 de Março de 2009
9ª jornada do Campeonato de Primavera (zona norte)

Relvado nº 2 da Mata Real, em Paços de Ferreira

Paços de Ferreira: Bruno Conceição; Pedro Queirós, Celso, Kiko e Chico Silva; Fábio Pacheco, Filipe Anunciação e Leal; Edson, Carlos Carneiro e Leandro Tatu.
Substituições: Edson por Filipe Gonçalves (66m), Carlos Carneiro por João Gouveia (78m) e Leal por Marco Leal (78m).
Não utilizados: Coelho; Haygnner, Matos e Diogo Brandão.
Treinador: Alberto Cabral.

FC Porto: Ruca; Ivo Pinto, Roberto, Rafhael e Massari; Dias, Ramon e Josué; Claro, Rabiola e Diogo Viana.
Substituições: Dias por Abdoulaye (66m), Claro por Chula (72m) e Josué por Jakubov (84m).
Não utilizados: Maia; Miguel Galeão, Jaroslav e Lucas.
Treinador: Rui Barros.

disciplina: cartão amarelo para Filipe Anunciação (27m), Massari (30m), Leal (68m) e Pacheco (90).

golos: Edson (30m gp) e Celso (49m).


O FC Porto fechou esta quarta-feira a primeira fase da Liga Intercalar, num jogo contra o Paços de Ferreira. Os Dragões saíram da Mata Real sem pontos, mas com a certeza inabalável de que vão marcar presença nos quartos-de-final. Leixões e Trofense são os adversários possíveis.

Dividida em dois campeonatos (Inverno e Primavera), a Liga Intercalar tem proporcionado aos jogadores azuis e brancos, sobretudos aos mais jovens, o desenvolvimento crescente das suas capacidades técnicas, tácticas e mentais, ao mesmo tempo que os vem lançando para uma dimensão competitiva mais alargada.

Já consagrados Campeões de Inverno, os Dragões deram o máximo para manter o ritmo de jogo elevado no Campeonato de Primavera; no entanto, os resultados nem sempre corresponderam às aspirações claras da equipa, como foi exemplo a partida de hoje.

Em Paços de Ferreira, o FC Porto patenteou seriedade e ambição de vencer (o marcador podia ter seguido outro rumo, caso um livre de Rabiola e outro de Diogo Viana, bem como um remate portentoso de Abdoulaye, houvessem encontrado o destino merecido); porém, foi a formação da casa que conseguiu chegar à vantagem.

Edson colocou o Paços de Ferreira na frente, na conversão de uma grande penalidade, e Celso fixou o resultado final, num lance algo confuso decorrido na grande área dos visitantes.

fonte: fcporto.pt

Confira aqui o calendário desta nova competição no seu site oficial.

18 março, 2009

Desperados

Fora das quatro linhas o dia 3 de Abril aproxima-se e o desespero dos 'mais grandes' também. E nem a nova versão, indígena, de quantificar com exactidão a quantia em 5 notas de 500 ou faxes em cima de horas tardias deverão servir de algo prevendo-se assim uma possível declaração de inocência de todos os arguidos e o cair por terra de (mais) um processo que tresanda a fortes indícios de conspiração contra os do costume.
O que nos levará então a uma segunda-parte ainda mais importante que o famigerado Apito que de Final nada tem: a reposição de toda a verdade ao FC Porto e a todos os restantes envolvidos.
E o raciocínio não poderá ser mais simples. Se as decisões da CD e CJ foram baseadas em certidões do MP e se os acórdãos arrasam as mesmos por completo, algo haverá que ser feito.
Se não internamente que se recorra a instâncias Europeias, lá para os lados de Lausanne, pois uma cabal explicação, por quem tomou as (encomendadas) decisões, será devida.
É o que, pelo menos, exigem os adeptos e é o que já dizia o Tone: que largos dias tem cem anos.

Dentro das quatro linhas aproxima-se o final e, imaginem, o desespero dos 'mais grandes' é ainda maior.
Para a Liga vão já 11 vitórias e 4 empates colocando-nos a 4 pontos do 2º. classificado.
Na Champions estamos entre os oito melhores e resta ainda a Taça de Portugal.
Pena foi mesmo os dois jogos perdidos na Taça... da bolabaragem (amanda a Taça ó Hermínio), os únicos em... 27 partidas consecutivas.
Resultados à parte o Culatra está confuso com tal sucessão de sucessos sucedidos e aguarda, serenamente, pelas explicações (i)lógicas desse mítico comentador desportivo, o Sr. Rui Santos.
Que se chegue, tal Senhor, à frente e, já agora, que insinue tb. uns bitaites sobre a presença na final-eight em hóquei, ou a excelente prestação da equipa de andebol.

Termino com parabéns ao FC Porto.
Parabéns ao FC Porto e parabéns ao Prof. Jesualdo.
Como adepto não perco um minuto sequer a preocupar-me com renovações e/ ou contratações, pois sei que existe, no Clube, quem o faça da melhor maneira. Chocam-me, no entanto, alguns comentários, mesmo de Portistas, que parecem não querer reconhecer a valor de quem teve de reconstruir uma equipa.
Que este nos leve, p.f., à final pois só assim ficarão sem explicações para não reconhecerem o seu trabalho.