24 setembro, 2010

Enveja! Que cousa feia…!

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Ou fazendo que, mais que a de Medusa,
A vista vossa tema o monte Atlante,
Ou rompendo nos campos de Ampelusa
Os muros de Marrocos e Trudante,
A minha já estimada e leda Musa
Fico que em todo o mundo de vós cante,
De sorte que Alexandro em vós se veja,
Sem à dita de Aquiles ter ENVEJA.

In Lusíadas, Canto X, estrofe 156 (última)



Assim terminava o poeta,
Há quinhentos anos atrás.
O que a modernidade acarreta
Não traz inteligência capaz.
Ainda vai longe essa meta…
Mas não olham prós da frente em Paz!
Pois enquanto “choram” defeitos
Outros caminham por sítios direitos.

Em tempestuosas jornadas
Respeita-se a matemática.
Três são sempre as passadas
Que somam a uma contagem simpática!
Juntando às europeias cartadas
Exterminam nossa imprensa apática.
Assim se calam diabos
Com mestria se dobram os cabos!

E a força de tal contagem
Vem dos tempos da Primavera
Em Março deu-se a passagem
Transformou-se uma Incrível Fera.
Dezanove, vai sendo a triagem
E vai crescendo como uma Hera!
Para castigos adulterados
O Dragão responde com resultados.

Numa teia bem montada
O trabalho é bem rendilhado
A mocidade anda inspirada
Por um académico, líder, novato.
A sua cadeira não troca por nada,
É navegador de um só Fado.
Nas conferências dá-lhes tareias
Plenários!? São para as alcoviteiras!

Faz-se sumo duma podre maçã
Enquanto o frango se vira
Trocam-se nomes para gaitan
Jesus, passa de milagre a uma mentira.
Enganado pela cor encarnada vilã
Admira o azul da preciosa pedra Safira!
Se com leões anda lhe meteu medo,
Com o Dragão, treme, por encontrá-lo tão cedo!

Não temamos fogos sem fumo
Pois quem está de mal no inferno irá parar,
Os tolos que andem sem rumo
Para eles, na frente, nunca haverá lugar.
E o poeta sem olho e aprumo
Há muito deixou a mensagem no ar:
Aquele que igual ao Porto não seja
Tornará Portugal num país de ENVEJA!

PS: pretendeu-se dar o mesmo esquema rimático que seu deu nos cantos de Lusíadas. Atenção especial para o facto de que não é fácil tentar imitar Camões (conjugar tema com rimas) e daí nem sempre ser perceptível, mas o esquema está lá. ( A,B;A,B;A,B;C,C) :)

Abraço e fiquem por aí… que eu fico!

23 setembro, 2010

Futebol apuradinho

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Consta que o maior treinador de sempre do futebol português, para quem esteja desmemoriado, José Maria Pedroto, defendia uma teoria simples: enquanto tivermos a bola, ninguém nos marca um golo.

Está bom de ver que nunca lhe tinha acontecido o mesmo que ao Marinho Peres quando treinava o Guimarães na década de 80.

O Vitória tinha acabado de ser eliminado da Taça Uefa, nos quartos de final, pelo Borussia Mönchengladbach. O director do clube encontra o bom do brasileiro – bom enquanto treinador e pessoa, já que a história conta que quando jogador, batia até na própria sombra – sentado, agarrado à cabeça e tenta-o confortar: ”O que é lá isso? Fizemos a melhor campanha de sempre do clube numa taça europeia – o Vitória tinha eliminado o Sparta de Praga, o Atlético de Madrid e o Groningen - e o Mister está nesse estado?”

Marinho Peres levanta a cabeça, olha fixamente para o dirigente e diz-lhe: “Você não está entendendo, eu estou é a pensar quem é que vou pôr a cobrir o Heitor no próximo jogo.”

Ora, o Heitor era o defesa esquerdo da equipa do Vitória. Bom jogador e exímio marcador de livres que, naquele jogo, tinha marcado dois golos, mas na própria baliza.

Infelizmente, por esse tempo, já o Pedroto tinha ido treinar uma equipa qualquer lá no céu e, de toda a forma, o boné tinha mais poderes que os santinhos de que Marinho era devoto. Azar não era problema, logo a teoria da bola estar mais bem entregue quando na nossa posse não estava posta em causa.

Vem esta converseta a propósito da maneira como o Porto joga esta época.

Apesar de eu ser apreciador dumas belas correrias pelos flancos e duns centros tensos bem esgalhados, gosto muito do futebol “bem apuradinho” que estamos a apresentar.

Irrita-me o futebol “fast-food” dos dois ou três passes no meio-campo e vai de despachar rapidamente a bola para a frente. Nada disso. É preciso que cada cozinheiro dê o seu contributo para o prato que vai ser servido. E não é uma questão de levar mais ou menos tempo para chegar à baliza adversária: é o tempo necessário.

Este ano o que mais me tem impressionado é a sensação de que há um plano, que cada passe, cada simulação tem um objectivo preciso. Não há jogadores perdidos em campo, não há passes para o Hulk ou outro qualquer esperando que eles resolvam o que tem de ser resolvido por todos.

Ao ver os nossos jogos, tenho-me lembrado da célebre resposta do Zé do Boné quando lhe perguntaram como seria o jogo que o Porto ia fazer no domingo seguinte: “Bom, a gente leva a nossa bola, se eles quiserem jogar que tragam a deles”.

PS - fartei-me de dizer mal do Maicon. Enganei-me redondamente. Ou muito me engano ou ele vai ser a revelação do campeonato. A exibição dele no jogo contra o Nacional, por exemplo, foi absolutamente extraordinária. Temos homem.

Ultras Rapid causam sensação no Dragão

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O FC Porto entrou com o pé direito na fase de grupos da Liga Europa ao vencer por três golos sem resposta o Rapid Viena e já lidera o grupo L. Fernando na primeira parte, Falcao e Ruben Micael na segunda, foram os marcadores de serviço daquela noite europeia.

Uma noite que começou bem cedo nas redondezas do estádio, onde a malta se costuma encontrar antes dos jogos e passar um bocado à conversa e a aquecer as gargantas, à medida que a hora do apito inicial se aproxima rapidamente.

A primeira edição da revista dos Super Dragões foi um verdadeiro sucesso, tendo as últimas “voado” nesse dia. Segundo informações que recebi foram vendidos acima de 1000 exemplares. Um manual muito bem ilustrado, que relata jogo a jogo o desempenho da claque, na bancada do estádio onde o mágico Porto estiver a jogar. Espero que seja para continuar. Uma forma importante de promover a claque organizada mais antiga do nosso clube.

A hora aproximava-se e lá entrei para a Curva Sul. Notou-se uma quebra significativa na assistência em relação ao jogo do fim-de-semana anterior, aquando da recepção aos bracarenses. Estiveram presentes 30014 adeptos, sendo 1200 dos quais austríacos. Esses são para mim, o destaque da semana. Já aqui tinha tido oportunidade de os elogiar na altura em que foi conhecido o sorteio e aquele grupo não me deixou ficar mal. Que mentalidade!

O sector dos Ultras do FC Porto sofreu um pouco com o abatimento de espectadores e ao contrário das recepções ao Beira-Mar, Genk e Braga não ocuparam completamente os seus espaços.

Na Superior Sul, os Super Dragões em bom número e com muito material presente, destacando as habituais bandeiras gigantes. Na Norte, o Colectivo também sofreu com a razia, mas parece-me ver o sector com mais vida do que no ano passado.

Em relação ao apoio, foi positivo de parte a parte. Bom começo de época dos nossos Ultras, nota-se vontade de cantar nas curvas, embora nem sempre seja constante o ritmo.

Os Ultras Rapid foram a surpresa da noite. Preencheram o sector visitante de verde, trouxeram muito material e acima de tudo fizeram-se ouvir, mesmo estando sempre em desvantagem no marcador. Apresentaram uma coreografia já no decorrer do encontro, feita com as camisolas (!) que traziam vestidas. No final tive a felicidade de trocar algumas impressões com eles.



Mil portistas na Choupana, com direito a novo cântico!

A 5ª jornada da Liga ZON Sagres reservou-nos uma deslocação à Madeira, para jogar com o Nacional. O nosso FC Porto soma e segue tranquilamente na liderança da tabela classificativa, deixando a concorrência a uma distância considerável tendo em conta a fase da época em que estamos, e com uma azia ainda maior que a distância. O habitual.

Cedo soubemos tornar fácil um jogo que é tradicionalmente difícil. Vencemos por 0-2 com um auto-golo de João Aurélio e o segundo a ser apontado por Silvestre Varela.

Com o jogo a ser disputado a uma segunda-feira (preparem-se pois este não cheiram-me que não vai faltar disto!) os Ultras do FC Porto não vergaram e marcaram presença com cerca de mil adeptos! Grande mancha azul e branca no estádio da Choupana, praticamente tantos como os da casa.

Ambas as claques do FC Porto compareceram com muitas bandeiras e estandartes. O apoio foi muito bom, perfeitamente audível para quem seguiu via TVI e teve de aturar o sabujo do Valdemar Duarte.

O destaque vai para o novo cântico que foi entoado ao longo do jogo com o ritmo da popular música “Pai da criança” e que rapidamente identifiquei. Como estamos no mundo das modernices, minutos após o apito final tive a oportunidade de ver um vídeo filmado pelos meus amigos dos SD Ermesinde e Fafe que lá se deslocaram e aqui vos deixo.





Num fim-de-semana em que o FC Porto vai à Madeira em futebol, não se podem esquecer as modalidades amadoras do nosso grande clube e mais uma vez fizemos questão de estar presentes a apoiá-las. Sexta-feira e Sábado estive no pavilhão Infante Sagres onde a nossa equipa de hóquei em patins venceu o torneio cidade do Porto depois de derrotar a equipa da casa e o Lavra por 10-0 e 14-0, respectivamente. Um “treininho” para o que aí vem no próximo Domingo.

Domingo depois do almoço, 15 fanáticos azuis e brancos lá partiram em direcção à capital do Minho para apoiar os nossos bicampeões nacionais de andebol, que logo à segunda jornada disputaram um clássico no pavilhão Flávio Sá Leite frente ao ABC. Num pavilhão sempre inclinado, o jogo foi sempre equilibrado mas no final acabámos por perder 27-24. Claramente em inferioridade numérica na bancada (pavilhão praticamente cheio para nos receber) tentámos ao máximo fazer-nos ouvir. Acreditamos muito nesta equipa e em nova revalidação do título nacional.

No próximo Sábado às 21h15 o FC Porto recebe o Olhanense no estádio do Dragão. Vamos todos juntos lutar pela vigésima vitória consecutiva, a décima oficial este ano, a sexta a contar para o campeonato! Domingo é dia grande: FC Porto – lampiões em hóquei em patins às 16h, jogo a contar para a Supertaça e que será disputado em Coimbra. Obviamente marcaremos presença!

Um abraço Ultra.

22 setembro, 2010

Terra do Nunca II

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Embora decalcada de um post de Agosto de 2007, um par de dias antes de 100.000 visitas no BiBó PoRtO, carago!!, não perdeu muito para a actualidade.
Pese a mudança de alguns personagens e o número decrescente de Meninos, continua a ser uma simples história.
Uma história simples, tão simples como outra qualquer.
E como qualquer e toda a história, começa por 'Era uma vez' e pela vontade de alguém a reescrever.
'E apenas e tão só vontade, porque a inspiração há muito se esfumou. ', diria o Rato.

Ora bem, deixemo-nos lá de estórias e passemos à história dessa história.

Era uma vez um menino que quando questionado sobre o que queria ser quando fosse grande não hesitava em afirmar, com o seu sorriso traquina e covinha no queixo, que queria ser um grande jogador de futebol, ter na garagem um Ferrari cor de rosa choque e em casa uma loira natural, de formas perfeitas e com medidas proporcionais.
Uns anitos depois fomos encontrá-lo a jogar matrecos na Feira Popular, aonde tinha chegado num Volvo alaranjado e a gás natural dos stcp, a comentar activamente com a sua esposa o possível benefício da implantação de algumas (bastantes) gramas de silicone e da oxigenação dos pelos que cobrem o couro cabeludo.

Ora esta continua a ser a tal história simples e dedicada a uns 5 (que já foram 6) milhões de Meninos Perdidos que continuam a viver os seus sonhos de infância. Persistem em viver na sua Terra do Nunca que continua pequena demais para a sua grandeza.

E porque o futuro teima a não ser o que era, continuam a seguir o seu Peter Pan que, apesar da sua versão Dumbesca, necessita agora de asitas para voar e já voltou a chamar a Polícia.
A Wendy, que tinha sido resgatada pelo Peter Pan e se tinha tornado escritora, foi usada e passou literalmente à história.
Bem no azimute da fada Sininho, que largava o seu pózinho mágico lá para os lados da Constituição. Foi despedida e levantou voo.
Nota de realce para os novos Barrica e Capitão Gancho.
O primas é especialista em desviar ângulos de câmaras e tb. conhecido, sabe-se lá bem porquê, pelo rei dos túneis.
O sigas masca chiclete de boca aberta, não teve lá grande sucesso no curso intensivo de informática de Verão e dedica-se agora, numa churrasqueira lá para os lados do Colombo, a virar frangos.

Mas, com túneis ou sem piri-piri, nem tudo é assim tão triste.
Alguém conseguiria sequer imaginar uma Terra do Nunca vazia de Meninos Perdidos que se recusam a crescer e que continuam a acreditar no seu Peter Pan?
Um bem-haja para estes Meninos pois já todos fomos... um dia... assim.

p.s. - Afinal como é que ficou o jogo do FC Porto? É que não consegui suportar os relatadeiros de serviço e dizem por ai que o informático da Liga colocou, talvez como de costume, o resultado às avessas.

Dragão ou Morcão?? Semana 1 - 2010/11

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Data de nascimento: 26-03-1973 (37 anos)
Posição: Guarda-redes
Clube anterior ao FC Porto: Partizan
Clube posterior ao FC Porto: Radnički
Situação actual: Retirado do futebol

Épocas no FC Porto: 1 (1998/99)
Campeonatos ganhos no FC Porto: 1

Pontos de exclamação: Pasmem-se, custou 500 mil contos numa corrida ganha ao sprint a Manchester United e Valencia! Boas exibições só me lembro fazer-lhe pela antiga Jugoslávia. Quando o vi defender naquele mundial de França 98 disse cá para os meus botões "mas que grande keeper aqui está", cruz, credo, canhotoooo!

Reticências: 7 jogos bastaram para perceber que o homem devia ter batido com a cabeça em algum lado na viagem para o Porto. Nunca me sairá da memória um jogo contra o Alverca, em que goleámos, mas que o único golo do Alverca foi marcado por... Kralj!! Teve o sangue frio, à saída de um cruzamento, de meter a bola com as mãos na própria baliza! Classe pura! A gota de água terá sido o jogo que apresento mais abaixo, onde comprometeu, e de que maneira, permitindo o golo do empate do Olimpiacos num jogo que vencíamos por 2-0 e que acabou 2-2. Foi emprestado ao Radnički e posteriormente vendido (não me perguntem como) ao PSV. Graçá Deu!

Alguns jogadores importantes com quem jogou: Jorge Costa, Deco, Paulinho Santos, Rui Barros, Capucho, Jardel.

Aí fica a gota de água (no meio do oceano):



Na última votação do "Perguntar não ofende carago" contámos com 132 votantes, que maioritariamente escolheram Varela como aquele que vai ser a grande figura da equipa este ano (59 votos). Em 2º lugar ficou Falcao que foi escolhido por 31 dos participantes. Em 3º lugar surge João Moutinho com uns interessantes 21 cliques. Segue-se Hulk que faz acreditar 14 dos nossos visitantes. "Outro" jogador recolheu 6 votos e Álvaro Pereira ficou com a menção honrosa com apenas 1 clique. Podem ver em detalhe aqui.

Saudações e bons votos,
Dragon Soul


21 setembro, 2010

Seguir a todo o gás

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assistência: 30.014 espectadores.

Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal), Paulo Ramos e António Godinho; 4º árbitro: ....

Nacional: Bracalli; Claudemir, Felipe Lopes, Danielson e Tomasevic; Luis Alberto, Todorovic, Mihelic e Skolnik; Edgar Costa e João Aurélio.
Substituições: Tomasevic por Stojanovic (46m), Todorovic por Bruno Amaro (65m) e Mihelic por Juninho (68m).
Não utilizados: Elisson; Thiago Gentil, Anselmo e Pecnik.
Treinador: Predrag Jokanovic.

FC Porto: Helton; Sapunaru, Maicon, Rolando e Alvaro; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Varela, Falcao e Hulk.
Substituições: Varela por Rúben Micael (68m), João Moutinho por Souza (74m) e Hulk por Cristian Rodríguez (84m).
Não utilizados: Beto; Fucile, Walter e Otamendi.
Treinador: André Villas-Boas.

Marcadores: João Aurélio (21m – autogolo) e Varela (56m).

Disciplina: cartão amarelo para João Aurélio (20m), Belluschi (29m), Tomasevic (42m), Stojanovic (52m), João Moutinho (70m) e Rodríguez (91m).

O FC Porto manteve o seu domínio ofensivo e a equipa madeirense limitou-se a ver os líderes do campeonato a jogar futebol. Na primeira parte, João Aurélio (20’) marcou na própria baliza e Falcao (43’) falhou uma grande penalidade. No segundo tempo, Varela (55’) dilatou a vantagem no marcador com facilidade.

Nos primeiros minutos do encontro, a formação orientada por André Villas-Boas teve duas excelentes oportunidades antes de se adiantar no marcador.

Primeiro Varela, a desmarcar-se muito bem e, em esforço, a rematar contra Bracalli, e depois João Moutinho, a desfazer-se de três jogadores do Nacional e a rematar para a excelente defesa do guardião do Nacional.

Aos 20 minutos chegou o único golo da primeira parte. Num livre directo, Belluschi rematou para a grande área do Nacional e João Aurélio, num desvio de cabeça, enviou a bola para o fundo das redes.

Três minutos depois, os jogadores e adeptos da equipa da casa reclamaram uma grande penalidade por terem visto Rolando desviar a bola com o braço dentro da grande área. O árbitro Bruno Paixão assim não entendeu e mandou seguir.

O Nacional ainda teve uma boa oportunidade para empatar ao minuto 37, depois de uma boa combinação entre Skolnik e Edgar Costa, este último rematou cruzado com a bola a passar rente ao poste de Helton.

Perto do final do primeiro tempo, Tomasevic agarrou Varela na grande área e o árbitro assinalou grande penalidade a favor dos azuis e brancos. Na conversão, o colombiano Falcao enviou a bola para o sítio mais difícil de acertar, o poste.

Na segunda parte, o Nacional manteve-se no mesmo nível de apatia e o FC Porto aproveitou a falta de atitude para chegar, com alguma facilidade, ao segundo golo.

Ao minuto 55, Stojanovic perdeu a bola para Hulk e o brasileiro percorreu meio campo assistindo Varela, que em posição frontal à entrada da área, rematou rasteiro sem hipótese de defesa para Bracalli.

Um minuto depois, João Moutinho, um dos melhores em campo, podia ter feito o terceiro se não tivesse rematado contra o guardião dos insulares.

FC Porto mantém-se invicto no campeonato com cinco vitórias e 15 pontos... sem espinhas!!!

DECLARAÇÕES NO FINAL DA PARTIDA

André Villas-Boas: «Foi um jogo tranquilo, mas há sempre determinados riscos envolvidos. Se o Nacional chegasse ao empate ou ao 2-1 a carga emocional aumentaria e seria mais difícil. Soubemos gerir bem os momentos de posse e criar desequilíbrios. Criámos um número considerável de oportunidades, que nos permitiram fazer o 2-0 e, depois, quase o 3-0. Obviamente que não há prémios pela distância à quinta jornada. Continuamos o nosso percurso, cujo objectivo é terminar o campeonato em primeiro. Temos de manter o espírito. Qualquer encurtamento da nossa vantagem por parte dos adversários traz-lhes nova chama e empolga a comunicação social. Mas nós não escorregámos.»

João Moutinho: «Não foi demasiado fácil, nós é que conseguimos tornar o jogo fácil. Entrámos bem e controlámos do princípio ao fim, com a nossa posse de bola. Criámos várias ocasiões para marcar e poderíamos ter feito muito mais golos.»

Ao vosso lado, sempre...

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Terminou o jogo em Braga. São 18h30m. Olho para os nossos jogadores e vejo-os tristes mas unidos no centro do pavilhão procurando-nos nas bancadas. Nós, os adeptos que estivemos a cantar por eles os 60 minutos do encontro, temos a alma dorida mas o orgulho sempre em alta porque sabemos que homens temos ali com a camisola adorada e o símbolo da nossa paixão. Caminham ao nosso encontro, jogadores e treinadores, e cumprimentam-nos um a um. Uma união, um sentimento indescritível. Nas derrotas também se aprende, nas derrotas o orgulho numa equipa pode até crescer. Não deixaram de ser bravos por perderem esta batalha onde foram tão felizes na época transacta. Existe uma fé tão grande no tricampeonato, uma força interior, uma confiança cega numa equipa de autênticos guerreiros. A guerra continua! E nós estamos sempre ali, ao vosso lado…Vamos, FC Porto!!!

FC Porto perde em Braga numa jornada onde o Benfica também caiu...
( 1º Sporting-6 pts e 2 jgs; 2º ABC de Braga-6 pts e 2 jgs; 4º FC PORTO-4 pts e 2jgs...)

  • ABC Braga, 27 - FC Porto, 24
Na época transacta vencemos lá por duas vezes mas esta temporada tal não foi possível. Na 1ª parte já havíamos cometido muitos erros e mesmo assim ganhávamos (13-14) muito por mérito de um herói chamado Laurentino. Na 2ª parte chegamos aos 3 golos de vantagem (15-18) mas fomos perdendo eficácia no ataque e ficando mais frágeis na defesa com o ABC a conseguir passar para a frente a 10 minutos do fim. Nessa fase de grande equilíbrio a dupla Aveirense inclinou o Sá Leite com exclusões consecutivas (7) aos jogadores azuis e brancos. Jogamos 4 minutos com menos 2 jogadores! Nos últimos 10 minutos a equipa abanou e falhou em toda a linha acabando por acontecer uma vitória do ABC que aproveitou todas as incidências desta partida. Dario Andrade marcou 6 golos enquanto Tiago Rocha e Ricardo Moreira apontaram 4 cada sendo estes os 3 jogadores Portistas mais concretizadores numa partida onde Wilson e Mota, entre outros, estiveram algo desinspirados.

Amanhã (quarta dia 22) pelas 19h30 joga-se a 3ª ronda com o FC Porto a receber o Xico Andebol e depois sábado há uma deslocação ao pavilhão do São Bernardo (18h30), dois jogos em que marcarei presença. Uma nota final para destacar que nesta ronda o reforçado Benfica também escorregou perdendo nos Açores com o Sp.Horta por 32-30.

FC Porto apresenta-se aos sócios esta noite no Dragão Caixa...

O campeonato de basquetebol inicia-se apenas a 17 de Outubro (com um FC Porto - Vitória de Guimarães) mas de 1 a 3 de Outubro os Dragões já estarão a competir para o troféu A. Pratas com Penafiel e Vitória, numa 1ª fase. Soube-se esta semana da contratação do base José Costa (36 anos) para de alguma forma substituir João Figueiredo, de fora por tempo indeterminado.

Os pupilos de Moncho Lopez venceram um particular em Espanha e perderam outro, este último frente ao Obradoiro (equipa que era da ACB na época passada) com quem voltam a competir hoje à noite (21h) no dragão caixa para o jogo de apresentação aos associados azuis e brancos. Oportunidade para avaliar os reforços, principalmente o base/extremo Sean Ogirri que segundo se diz é mesmo um especialista no jogo exterior…

FC Porto disputa supertaça com o Benfica este domingo em Coimbra...


O campeonato de hóquei inicia-se a 2 de Outubro com um FC Porto – Valongo mas já este domingo (dia 26) pelas 16h (sporttv1) os Dragões competem oficialmente defrontando o Benfica em Coimbra na final da supertaça Nacional. Os eneacampeões irão ter pela frente o vencedor da taça de Portugal da época transacta, equipa entretanto reforçada com 3 importantes jogadores. O FC Porto só trocou Jorge Silva por Gonçalo Suissas que acabou por ser o melhor marcador do torneio do Infante de Sagres que o FC Porto venceu este fim-de-semana após 2 jogos muito desequilibrados.

O FC Porto lutará então pela sua 18ª supertaça (o Benfica tem apenas 5 troféus e já não vence esta prova há 8 anos) sendo que a concretizar-se esta vitória, será a 6ª consecutiva com festejos azuis e brancos. No ano passado os dragões bateram o Benfica (6-4) numa final jogada em Viana do Castelo, jogo onde marquei presença.

Hugo Laurentino

O guarda-redes da equipa de andebol do FC Porto fez 20 defesas em Braga sofrendo 25 golos (os outros 2 foi Miguel Marinho que os sofreu) conseguindo quase 50% de eficácia defensiva. Uma grande exibição de Hugo Laurentino que merece mais uma vez o prémio de dragão de ouro da semana. Infelizmente não chegou para a vitória por pecados nossos e outros alheios mas já habituais no pavilhão Flávio Sá Leite. Nas derrotas também se aprende e se o FC Porto em Dezembro de 2009 ali ganhou perante uma arbitragem vergonhosa de Nicolau e Caçador (muito pior que a deste domingo por parte de Ramiro e Coutinho), essa é bem a prova de que fazendo bem o nosso trabalho até contra 9 é possível vencer.

NOTA FINAL: para dizer que o FC Porto, segundo as últimas notícias, vai acabar com o atletismo sénior devido a medidas absurdas impostas pela Federação (impossibilidade de alinhar com atletas internacionais de outros Países). Uma notícia triste mas inevitável tal a parcialidade de uma Federação ao serviço…do Sporting!

Saudações Portistas, Lucho.

Eleição BiBó Melhor Jogador 2010/11, carago!! - ronda 9

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A vitória por 3 a 0 frente ao RAPID VIENA, valeu a Moutinho a nomeação de melhor em campo. Fernando conquistou o segundo posto, que lhe dá o primeiro lugar na geral. Maicon, que tem sido imperial na defesa conquistou o terceiro lugar. A quarta posição ficou reservada para Álvaro Pereira. No quinto lugar ficou Ruben Micael, que se estreia no clube dos pontuados.

Na deslocação ao NACIONAL, o resultado foi de 0 a 2 a nosso favor. O primeiro golo foi apontado por João Aurélio na própria (após livre de Belluschi). Já o segundo foi Varela que concretizou. Para melhores em campo (10, 7, 5, 3 e 1 ponto), podem votar nos seguintes jogadores:

    "Helton, Sapunaru, Rolando, Maicon, Alvaro, Fernando, Belluschi, Moutinho, Hulk, Varela, Falcao, Ruben Micael, Souza e Rodríguez".
Um abraço e boas votações,
Tiago Teixeira

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2010/11, 5ª jornada

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Tribunal O JOGO: CD Nacional 0-2 FC Porto
Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal) / Assistentes: Paulo Ramos e António Godinho.


Corte de Rolando era penálti

No estádio, o lance passou despercebido; já as imagens televisivas (e respectivas repetições) foram categóricas quanto à existência de uma grande penalidade cometida pelo central do FC Porto, que desfez um cruzamento para a área com a ajuda do braço. À excepção deste erro, o trabalho de Bruno Paixão foi satisfatório. O árbitro de Setúbal não deixou escapar um penálti óbvio sobre Varela, ignorando bem uma queda teatral de Falcao.



Momento mais complicado

21' Ficou por marcar um penálti por mão de Rolando na grande área do FC Porto?

Jorge Coroado
-
Rolando tenta jogar a bola de cabeça e, de forma não explícita, acabou por tocar com o braço esquerdo, desviando a sua trajectória. Grande penalidade que ficou por assinalar. Neste caso, não havia lugar a acção disciplinar.

Pedro Henriques
-
Quando Rolando faz o gesto para jogar a bola de cabeça, mas com o braço colocado numa posição não natural e de forma deliberada, toca a bola com a mão. Assim sendo, é um lance passível de cartão amarelo e de grande penalidade.

Paulo Paraty
-
É uma falha de Bruno Paixão. Tentando jogar de cabeça, Rolando acaba por tocar na bola com o braço bem aberto. Importante mencionar que só à quinta repetição, passados mais de cinco minutos da ocorrência, é que foi possível chegar, via televisão, a uma decisão concreta.



Outros casos

19' João Aurélio é merecedor de cartão amarelo na sequência da falta cometida?
39' É bem tirado o fora-de-jogo a Danielson?
42' Varela é agarrado na área por Tomasevic, justificando-se a cobrança de penálti?
86' Ficou por assinalar penálti por derrube de Bracali a Falcao?


Jorge Coroado
+
Sequência natural da falta cometida, o jogador cortou deliberadamente uma linha de passe.
-
Não há qualquer impedimento por parte de Danielson. Mal colocado, o árbitro assistente incorreu em erro de paralaxe.
+
Tomasevic começa a agarrar Varela fora da área, concluindo a acção já no interior. Grande penalidade que não oferece contestação.
+
Há um choque natural na procura da bola em que o voluntarismo de Falcao precipitou a acção. Bem o árbitro ao nada assinalar.

Pedro Henriques
+
João Aurélio joga a bola com a mão de forma deliberada numa zona 'nevrálgica'. O árbitro exibe o cartão inserido no comportamento antidesportivo.
-
Danielson está em linha no momento do passe. Fora-de-jogo, embora de difícil análise, incorrectamente assinalado.
+
Tomasevic agarra Varela pelo braço, impedindo-o de continuar na posse de bola e derrubando-o. Correcta a decisão de assinalar grande penalidade.
+
Correcta a decisão do árbitro. O jogador do FC Porto falha o remate e cai por acção do movimento que faz.

Paulo Paraty
-
Julgo que Bruno Paixão entende o lance como um ataque. Eu discordo e entendo ainda que não se pode considerar corte de uma linha de passe.
-
No meio de alguns foras-de-jogo assinalados, esta decisão não foi adequada. Já a bola corria em direcção ao jogador que a iria receber e ele ainda estava em linha.
+
Perfeita decisão da equipa de arbitragem e bom apoio do árbitro assistente. Varela é de facto agarrado pelo braço por mais de 10 metros.
+
É um choque natural entre Falcao e o guarda-redes Bracali, que tenta proteger a bola. Bem o árbitro ao recomeçar com o pontapé de baliza.



Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo sem problemas de maior. O árbitro a cometer equívocos de somenos e dois outros mais salientes: cartão amarelo a Belluschi e grande penalidade não assinalada, aos 21'.

Pedro Henriques
Deu fluidez ao jogo, privilegiando os contactos físicos e a lei da vantagem. Procurou ser pedagógico e actuou com serenidade, mas a falha na grande penalidade prejudica a prestação.

Paulo Paraty
Segunda parte mais bem conseguida e favorável. O seu trabalho será sempre avaliado por uma falha que só a televisão demonstra e que passou despercebida à clara maioria das pessoas.



fonte: ojogo.pt

formação: resultados e classificações

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FUTEBOL

  • COMPETIÇÕES NACIONAIS

  • FC Porto 3-0 Gondomar

    Campeonato Nacional de Juniores - I Divisão - Zona Norte - 6ª Jornada
    Local: Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia - Olival
    Árbitro: Ivan Vigário.


    FC PORTO:
    Tiago Maia; David Bruno, Ricardo Ferreira, Tiago Ferreira e Bacar Baldé; Paulo Jorge, Ricardo Alves e Tozé; Fábio Martins (Flávio Moreno , 64’), Christian Atsu(Fábio Nunes, 70’) e Rafael Diniz(Pipo, 64’).
    Suplentes não utilizados: Elói Silva, Hugo Silva, Romário Silva e Engin Bekdemir.
    Treinador: Rui Gomes.

    GONDOMAR SC: Richard; Tiago Rocha, Abel, Gil Dias e Magano; João Viana, Miguel Cid, Bessa, Joel Ferreira e Tiago Gomes; Vasco.
    Suplentes não utilizados: Ricardo, Moscardo, Brian e Zé Martins.
    Treinador: José Alberto.

    Ao intervalo: 2-0
    Indisciplina: João Viana (15'), Rafael Diniz (16'), Ricardo Ferreira (30'), Bacar Baldé (57'), Tiago Ferreira (78').

    Marcadores: Tozé (15’); Ricardo Ferreira (24’ e 58’)

    Padroense 1-1 FC Porto

    Campeonato Nacional de Juvenis - Série B - 5ª Jornada
    Local: Campo de treinos do Padroense.
    Árbitro: Carlos Dias - Porto


    PADROENSE: André Caio; João Oliveira, André Ribeiro, José Pedro e Marcelo Magalhães; Vítor Andrade, Francisco Ramos e Diogo Belinha (Rui Sérgio, 82'); João Caminata (João Graça, 57 '), Ivo Rodrigues e André Silva (Pedro Santos, 79').
    Treinador: João Brandão.

    FC PORTO: Luís Filipe Pinto; Hugo Baldaia, Bruno Silva, Lima Pereira e Gerson Sousa; Tomás Podstawski, Diogo Mota (Kiki, 56') e Rui Cardoso; Fredéric Maciel (Raúl Nancassa, 81'), Francisco Costa (Ricardinho, 49') e Gonçalo Paciência.
    Treinador: Nuno Capucho.

    Ao intervalo: 0-1
    Indisciplina: Hugo Baldaia (66 min.) e Lima Pereira (69 min. - cartão vermelho).

    Marcadores: Francisco Ramos (67', gp); Rui Cardoso (13').

      FC Porto 2-2 Académica

      Campeonato Nacional de Juvenis - Série B - 6ª Jornada
      Local: Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia - Olival
      Árbitro: Jorge Tavares - Braga


      FC PORTO: Kadu; Carlitos, Bruno Silva, Tomás Podstawski e Gerson Sousa; Leandro, Diogo Mota ( Rui Cardoso, 55') e Kiki (Raúl Nancassa, 68'); Fredéric Maciel, Francisco Costa (Ricardinho, 41') e Gonçalo Paciência.
      Treinador: Nuno Capucho.

      ACADÉMICA: Lionel, Leitão, Gabriel, Miguel e Ricardo; Samuel, Fábio, Ferreira e André; Nuno e Reverendo.
      Treinador: Bruno Domingos

      Ao intervalo: 1-0

      Marcadores: Bruno Silva (7'), Reverendo (43'), Kiki (47') e Brás (79')
    Leixões 0-1 FC Porto

    Campeonato Nacional de Iniciados - Série B - 4ª Jornada
    Local: Complexo Desportivo Leça do Balio
    Árbitro: Filipe Reis.


    LEIXÕES SC: Bizarro; Jorge; João Nunes (Duarte, 61'); João Lima; Óscar; Vasco; Miguel Crista (Ruisinho, int.); Joel; João Almeida; Diogo Gomes (Cardoso, 30') e Tiago Borges.
    Suplentes não utilizados: Rui Martins; Diogo Nunes; Coelho e Diogo Carvalho.
    Treinador: Hélder Nunes.

    FC PORTO: João Gurtner; Joel Pereira; João Cunha; Bruno Duarte; Raúl Tavares (Tomás Mota, int.); Diogo Barbosa (Luís Peixoto, int.); Sérgio Ribeiro; Cléver França; Schuster (Fábio Miranda, 54’); Rui Moreira e Ruben Macedo (Sérgio Cardoso, 65’).
    Suplentes não utilizados: Filipe Ferreira; Rui Silva e André Gomes.
    Treinador: José Tavares.

    Ao Intervalo:
    0-0
    Indisciplina: Cléver França (71 min.).

    Marcadores: Schuster (46’)

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    20 setembro, 2010

    «Não abdico desta cadeira por nada»

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    O cargo de treinador do FC Porto ofereceu a André Villas-Boas a cadeira com que sempre sonhara. E dela, disse o próprio, não abdica. Por nada. Assumiu-o, já na recta final da conferência de imprensa em que fazia a antevisão do jogo com o Nacional, quando lhe foi perguntado se aceitaria orientar a selecção portuguesa em dois jogos de qualificação.

    Ao longo da conferência, realizada ao princípio da tarde deste sábado, no Olival, André Villas-Boas disse muito mais. Falou de uma nova ordem, capaz de inspirar os jogadores, mostrou-se mais do que disponível para ampliar a vantagem sobre adversários directos e sublinhou a importância de negar a uma onda de elogios a possibilidade de permitir o relaxamento. Para conferir mais adiante.

    Nada transcendente
    «Temos oportunidade de ganhar pontos a, pelo menos, um adversário directo, mas convém lembrar que esta será apenas a quinta jornada. São oito vitórias consecutivas, mas são apenas quatro na Liga. Não há nada de transcendente nisso.»

    Motivação e obrigação
    «Pode ser uma boa oportunidade para aumentar a vantagem pontual em relação a um ou mais concorrentes, em caso de vitória na Madeira. Se isso pode funcionar como motivação extra? Acho que sim, acho que poderá ser, mas a obrigação desta equipa passa sempre por conquistar a vitória.»

    Consolidar
    «Os jogos fora com o Nacional e o Guimarães e, de permeio, com o Olhanense em casa, são importantes para nós, por se tratar de oportunidade para consolidarmos a liderança, até porque, nesta fase, registar-se-ão confrontos directos entre outros candidatos ao título.»

    O melhor e o pior
    «Parece-me muito cedo para tirar ilações definitivas sobre o Nacional, que tem alguns jogadores importantes lesionados. E, se o Nacional foi capaz do melhor e do pior em casa [venceu o Benfica e perdeu com o Guimarães], também apresentou um registo idêntico jogando fora, com uma vitória em Vila do Conde e uma derrota em Leira.»

    Passar jornada na liderança
    «O mais importante é sabermos que passamos esta jornada na liderança, queremos conquistar os três pontos, cimentando a liderança, e aproveitar os confrontos directos entre outros opositores nas próximas jornadas.»

    Contra o bloqueio mental
    «As deslocações à Madeira, pela regularidade com que se regista o tropeção, tornou-se um bloqueio mental. São sempre jogos complicados e é fundamental afastar esse bloqueio. A equipa está forte e vamos à Choupana para jogar na máxima força.»

    Lado imprevisível
    «Toda esta alternância que temos feito, mais a variabilidade de jogo que temos evidenciado, mais o que cada jogador é capaz de oferecer ao colectivo e esse factor surpresa permitem-nos encarar todo este leque de opções com extremo agrado, pelo que é possível que possa haver alterações no onze, embora o mais importante seja sublinhar esse lado imprevisível daquilo que o FC Porto pode fazer.»

    Competitividade interna
    «A estreia do Otamendi é tão importante como a estreia do Sereno ou a titularidade do Rolando e do Maicon. O Sereno e o Otamendi têm um desafio pela frente e o Rolando e o Maicon têm-se revelado uma dupla segura dentro de um colectivo forte. Trata-se de competitividade interna. Sinto que todos os jogadores têm sido competitivos e que todos ameaçam ser convocados. A alternância na convocatória revela isso mesmo.»

    Velocidade de adaptação
    «O Falcao é um jogador de grande prestígio e o Walter também. Creio que há adaptações mais bem sucedidas do que outras ao jogo europeu e ao futebol português. E o Walter teve um período de inactividade antes de chegar ao FC Porto. O facto de estar presente com regularidade nas convocatórias revela um jogador disponível para ameaçar a titularidade.»

    Mensagem perigosa
    «A mensagem de vitória e de sucesso é perigosa, porque permite o frenesim e um determinado tipo de elogios que podem levar a um tropeção. O frenesim do elogio máximo e do FC Porto bestial pode passar rapidamente ao outro extremo. Esta é a continuação de um percurso de 12 vitórias consecutivas iniciado na época passada. Não é nada de anormal para o FC Porto, que tem de manter-se numa dinâmica de vitórias.»

    Nova ordem
    «Temos um grande percurso pela frente. A mim e aos jogadores, entusiasma-nos uma nova ordem, uma nova organização. Sem criticar a anterior, que tantos êxitos conseguiu, creio que a nova organização estimula outro tipo de qualidades gerais nos jogadores, tanto tácticas como técnicas, além da liberdade que têm em jogo para decidir. Essa liberdade, que é condicionada, traz um novo estímulo aos jogadores, permitindo-lhes reencontrar novas soluções neles próprios, que eles mesmos desconheciam, o que conduz a um tipo de jogo imprevisível. Fundamental é impedir que esta onda de elogios conduza ao relaxamento.»

    Cadeira de sonho
    «Não aceitaria conduzir a selecção portuguesa em dois jogos, porque, como sabem, estou sentado na minha cadeira de sonho e não abdico dela por nada.»

    fonte: fcporto.pt

    LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
    Guarda-redes: Helton, Beto.
    Defesas: Maicon, Alvaro, Fucile, Rolando, Otamendi, Sapunaru.
    Médios: Belluschi, João Moutinho, Souza, Fernando, Ruben Micael.
    Avançados: Hulk, Falcão, Varela, Cristian Rodríguez, Walter, Ukra.

    Entre o espectáculo e a traição mecânica

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    Um brilhante terceiro lugar e uma desistência inglória. Eis o balanço do desempenho do FC Porto na 9ª jornada da Superleague Formula, disputada este domingo, em Portimão. O carro do FC Porto, tripulado por Álvaro Parente proporcionou excelentes momentos, mas acabou na gravilha, em virtude de um problema de uma roda.

    Depois de ter arrancado em 8º na corrida matinal, Álvaro Parente encetou uma recuperação notável, subindo várias posições, fruto de um ritmo elevado e de uma condução muito agressiva. O pódio foi, por conseguinte, um justo prémio para o piloto portista e prometia muito a manga da tarde. Ainda nas primeiras, todavia, uma das rodas do carro soltou-se e forçou a desistência.

    «O pódio na primeira corrida foi muito bom e não fosse a paragem nas boxes, que me fez perder muito tempo, até talvez pudesse ter sido melhor. Mas infelizmente não posso dizer o mesmo da Corrida 2. A roda traseira do lado esquerdo saltou do carro e a corrida ficou por aí. Foi defeito do material», referiu Álvaro Parente após as provas.

    Álvaro Parente contou nesta corrida com o apoio de Mariano Gonzalez, que se deslocou ao Algarve para assistir ao desempenho do FC Porto na Superleague Formula e conhecer de perto o funcionamento da equipa azul e branca.

    O FC Porto segue agora no 10º lugar da geral, com 361 pontos acumulados.

    Classificação Prova - 3º lugar (1ª prova); desistência (2ª prova); não se classificou (superfinal).
    Classificação Geral - 1º lugar, RSC Anderlecht (576 pts); 10º lugar, FC Porto (361 pts).
    Próxima prova: 02 e 03 de Outubro de 2010, no Circuito de Ordos, China.


    19 setembro, 2010

    Dragão refulgente… Imprensa torpemente

    http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

    Escrever sobre Futebol é cada vez mais ingrato… se o Porto ganha, só os outros são noticia. A linha cronológica de 4 jornadas imprevisíveis, tornam evidentes as distintas realidades deste rectângulo à beira mar plantado.

    Há os que vivem à sombra de um “centralismo” subserviente e os que fazem do esforço e vontade própria, mecânica explosiva de “sobrevivência”, transformando semana após semana, retalhos de labor num espectro de capítulos históricos, substantivando incómodo nas consciências da Capital.

    Sem Futebol, instala-se o tédio, em boa verdade a “bola” é a senhora dos assuntos, mesmo que o jogo jogado seja, salvo raras excepções, fastidioso para o espectador, a verdade é que diariamente as parangonas, ressuscitam “velhas” regras de jogo, promovem o absurdo fatigando-nos com os habituais excessos, dificultando a orientação e temperando factos nefandos por via gramatical, cumprindo o objectivo de interiorizar ideias nos mais sugestionáveis… chamam-lhe ruído.

    Jogar com as palavras é na imprensa de hoje táctica cada vez mais infalível, primeiro porque depois da dificuldade que tem em adjectivar de forma limpa os factos, dispensam-se da ingrata e humilhante missão de corrigir os efeitos.

    Já percebemos pois que o Futebol também se escreve!!!

    Só neste País se aceita, compreensivelmente, que um clube populista, dirigido por pessoas com passado obscuro, venha a cada 3 pontos perdidos, puxar o carretel da verdade desportiva, esgrimindo teses de forma vil e atitude acusatória, despoletando sinal de alarme, dissimulando e omitindo questões de relvado com que se tisnam jornada após jornada.

    Quando o tempo ainda era de férias, o calor tórrido, era providencial justificação para a fuga à realidade, e só no papel há planos e desenhos tácticos que não falham.

    Não vale a pena esconder o Sol com a peneira, todo este levantar de poeira, promete adensar durante o ano, o clima de guerrilha, desgaste, politica de bastidores, manobras de realinhamento de forças, onde a duvida persistirá entre quem ganha o duelo, a estratégia, a táctica ou a técnica!?!?

    A culpa é sempre dos outros, o processo de vitimização é cartilha e marca um estilo, que a par da arrogância, marca notoriamente as diferenças das cargas genéticas que nos destrinçam e fazem seguir caminhos opostos, como tal as “sortes” tornam-se desiguais e a 5ª jornada, pode muito bem assumir-se como um dos momentos da verdade deste campeonato.

    Percebesse pois que por muito que se queira, o Futebol não se joga só nos jornais!!!

    No Dragão, mora uma equipa que por ora tem vista panorâmica para o analfabetismo funcional do Futebol Luso.

    AVB, um tipo novo “académico”, qual estagiário de uma faculdade “briosa”, mostra vocação, a qualidade dos resultados mesclam-se por entre suor e disciplina, até porque o curriculum supunha menor brilhantismo e potenciava matéria para agradáveis momentos de tertúlia.

    Ao fosco da pré temporada, o Dragão refulge, como da noite para o dia, emana competência onde outrora se denotavam eclipses de aptidão. As vitórias são imagem forte de inicio de época, mas a refulgência é de tal forma eloquente que obriga o mister a ser obstinado na rédea curta para com a prudência e humildade.

    Fragilidades encontram-se, mas o imago do momento é a dimensão que o treinador faz cair sobre si mesmo, assertivo no discurso directo, encontra no relvado espaço próprio para cadenciar conceitos que resgatam o Dragão para um DNA, que torna impossível ao adepto não resistir e criar um sem fim de ilusões.

    Sincronizados entre a dinâmica de acções sobre a relva e a activa onda de vitórias, o impacto da mesma, sobre as primeiras jornadas, cavou um fosso pontual considerável. Mais que isso, elevou a equipa para um plano mental, cujo a preponderância e efeito é bem mais catalisador de sucesso, que o perceber dos compromissos entre o saber articular o 4x3x3 e as vertentes variáveis do sistema 4x4x2.

    Hoje a mente azul e branca fixa objectivamente e mecanicamente exercícios de ataque-defesa-ataque, transição-posse-organização, apoio-cobertura-equilibrio, solidariedade colectiva-pressão no último terço-profundidade ofensiva. Parece um protótipo complexo, que só de imaginar cansa, mas que propicia um crescimento táctico consciente neste modelo de transformação do futebol preconizado por Villas-Boas.

    Cintila no Dragão uma alegria táctica, como foi possível mudar-se tanto em tão pouco tempo, fica até difícil entender como uma equipa deixa cair a força das transições e cresce na paixão pela baliza, contrastando a verticalidade de outrora com o futebol horizontal de pé para pé, um futebol rendilhado onde se sobrepõem as combinações posicionais inteligentes que sem sombra de dúvida nascem do treino.

    Neste contexto, Portugal é pequeno demais para o paradigma da imprensa Nacional, sem espaço para o futebol jogado, vendem os célebres conteúdos que conquistam audiências, mas quando os 3 pontos não tiverem a cor habitual deste inicio de época, haverá espaço por certo para as conclusões trágicas de um jornalismo de aparências.

    Capítulo 2: 1911 a 1920 – Auspiciosas vitórias (Parte III)

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    FCPorto – Dragões de Azul Forte
    Retalhos da história, conquistas e vitórias memoráveis, figuras e glórias do F. C. do Porto


    Capítulo 2: 1911 a 1920 – Auspiciosas vitórias (Parte III)

    1912/13 - A primeira Taça!
    A Taça designada do "Clube União do Norte", foi a primeira conquistada pelo FC Porto a ingressar na Sede do clube.

    Em disputa no Campeonato de 3.ªs Categorias de 1912-13, ganharam-na os Dragões frente ao Leixões, Boavista e Salgueiros. Os jogadores vencedores do troféu foram homenageados com um diploma no dia 29 de Dezembro de 1913.


    Jogos do FC Porto com equipas estrangeiras (1907 a 1913)

    1913/14 – O coração azul-e-branco do Dr. Bastos e um momento de extraordinária emoção
    O FC Porto disputou a final da edição de 1913-14 da Taça José Monteiro da Costa, em Coimbra, com a Académica. Ganhou essa final como ganharia as das edições seguintes, apoderando-se, definitivamente, da Taça. Nesse jogo Magalhães Bastos protagonizou um episódio definidor do sentimentalismo portista e do genuíno “amor à camisola”, que, em linguagem emocionada, Rodrigues Teles recordou assim:

    "A inscrição de jogadores não obedecia, como agora, a cuidados especiais. Mesmo antes dos encontros podiam os clubes indicar os seus representantes e só quando alinhassem se verificava o vínculo. Em Coimbra faltava-lhe um dos mais valorosos jogadores, o depois Juiz Dr. José de Magalhães Bastos, porque sendo estudante de Direito frequentava a velha Universidade. No Porto e em Coimbra, constava que o estudante Magalhães Bastos jogaria pela Académica, mas os rapazes da Invicta estavam convencidos que tal não aconteceria, pois receberam sempre do seu colega de lutas as maiores provas de consideração e amizade. Quando os jogadores entraram em campo, Magalhães Bastos, como académico, trazia a sua capa por cima do equipamento e os estudantes contavam com ele para jogar contra o FC Porto. Os próprios portistas tiveram o seu receio...O árbitro do encontro apitou para alinhar os jogadores e todos os olhares se fixaram no grande defesa portuense. Este, muito calmo, risonho, o que nele era habitual, dirige-se para um dos lados do campo, tira de cima do corpo de magnífico atleta a capa que o cobria, entrega-a a um amigo, descobre o equipamento que vestia – e partiu com a equipa gloriosa do FC Porto a tomar o seu posto na defesa sagrada da sua bandeira!Foi um momento de extraordinária emoção! Amadores puríssimos, alguns rapazes portistas não reprimiram as lágrimas, pois ter-lhes-ia custado muito perder a companhia de um elemento que estimavam profundamente. E os simpáticos estudantes de Coimbra compreenderam que esta atitude revelava o Homem que mais tarde seria Juiz distintíssimo".

    Com a prestimosa ajuda de Magalhães Bastos, o FC Porto venceu a final por 3-1.

    1914 – 18 Mai., inauguração do rinque de patinagem na Constituição.

    15 Jun.1914 – António Borges d’Avelar assumiu a presidência do FC Porto, sucedendo a Joaquim Pereira da Silva. No seu mandato, que decorreu entre 1914 e 27 Jun.1916, destaque para a conquista definitiva da Taça José Monteiro da Costa e para os primeiros triunfos no Campeonato do Porto.

    Campeonato do Porto
    1914 - O primeiro campeonato regional promovido pela Associação de Futebol do Porto realizou-se na época de 1913-1914. Participaram Boavista, FC Porto e Leixões. Mas o FC Porto não arrecadou o título nessa 1.ª edição da prova, ganha pelo Boavista.
    Classificação final: Boavista – 5 pontos; FC Porto – 3; Leixões – 0.
    Contudo, os portistas acertaram o passo e, entre 1915 e 1947, só não ganharam as edições de 1918 (Salgueiros), 1940 (Leixões) e 1942 (Académico).

    1915/16 – Vencedor do Campeonato do Porto
    Na época 1914/15 o FC Porto tinha ganho o seu primeiro Campeonato do Porto. Nesta época os portistas disputaram, com o Académico, uma finalíssima para atribuição do título. Eis os resultados verificados nos três jogos entre ambos:

    Académico do Porto 1 – FC Porto 5
    FC Porto 2 – Académico do Porto 6 (uma das mais pesadas derrotas sofridas na Constituição!)
    FC Porto 3 – Académico do Porto 2 (Finalíssima marcada pela emoção: ao intervalo os academistas venciam por 2-0; nos 2.º tempo, os portistas, em virtude de cavalgada impressionante, apontaram três golos, por intermédio de Floriano, Hamilton e Webber. À Porto!).

    1916 – Conquista definitiva da Taça José Monteiro da Costa
    O FC Porto alcançou a quinta vitória na Taça Monteiro da Costa, em seis edições da prova, assegurando a posse definitiva do troféu. A Taça ficou no Porto.

    Uma equipa do FC Porto, da época 1915/16, com a grande maioria de jogadores titulares
    No 1.º plano, Aires Pereira e Harrison; no 2.º plano, José Ferreira, Joaquim Relvas, Floriano Pereira e Alfredo Figueiredo; no 3.º plano, Camilo Moniz, Hamilton, Joaquim Reis, Henrique de Almeida e Ivo de Lemos.

    Taça José Monteiro da Costa

    O britânico W. Harrison, um excelente jogador
    – A partir de 1909 e durante alguns anos, foi um dos mais populares jogadores do FC Porto. Combateu na Grande Guerra de 1914-18 e enviou aos seus amigos do Porto e companheiros de equipa, esta foto de soldado.

    1916 – Atleta do FC Porto, Campeão Nacional: Carlos Oliveira sagrou-se duplo campeão nacional de pesos e halteres, título que mantinha desde 1911.



    27 Jun.1916 – António Martins Ribeiro tornou-se no 6.º Presidente do FC Porto, por sucessão a António Borges d’Avelar. O mandato teve a duração de pouco mais de um ano.



      - no próximo post.: Capítulo 2 (Continuação) – Primeiro jogo e visita do Sporting; no Norte, FC Porto avassalador; na Bonneville, muitos troféus; Tenente Vidal Pinheiro, portista herói na Flandres; as feridas da guerra, a perda de jogadores britânicos; à conquista de Portugal, à conquista da Europa, MAIS E MELHOR!