22 julho, 2012

I Encontro da Bluegosfera – DIRECTO

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Meus amigos, dou início à cobertura do I Encontro da Bluegosfera. A página será actualizada à medida que o evento for prosseguindo, sendo que o blog estará mais silencioso neste primeiro painel porque o moderador estará ocupado...a moderar. Mantenham-se ligados!

20.22
José Correia faz um breve balanço, agradece aos oradores (sobretudo ao Alexandre Faria, que se deslocou propositadamente do Algarve) e lança já as sementes do II Encontro da Bluegosfera. E viva o Porto!

20.21
Apesar da discussão animada, o adiantado da hora dita o término do I Encontro da Bluegosfera. Alexandra Puga sugere que o próximo encontro se realize antes de uma Assembleia Geral, para que as conclusões e questões possam depois ser apresentadas em sede própria. José Correia não rejeita a ideia, mencionando apenas que nem todos os temas discutidos aqui hoje podem ser tratados em Assembleia Geral do clube, havendo alguns que devem ser abordados em Assembleia Geral de Accionistas da SAD.

20.01
Questiona-se a viabilidade das modalidades de alta competição não apenas no FC Porto, mas em Portugal, dado o amadorismo das entidades federativas.

19.45
Discute-se apaixonadamente a arquitectura do Grupo FC Porto e as relações entre as empresas do grupo, ponderando as possibilidades de viabilizar a sustentabilidade das modalidades de alta competição.

19.38
“A SAD do basquetebol foi constituída numa altura em que havia uma grande ambição para mais altos voos no basquetebol, inclusivamente a nível europeu. Pensou-se alto demais, e depois caiu-se na realidade do nosso país, um país totalmente futebolizado, e deixou de fazer sentido a existência da SAD.”
- Sérgio Gomes

19.35
Questão do público: por que razão foi constituída uma basquetebol SAD, se todas as outras modalidades continuaram sob a alçada do clube?

19.28
Luís Marques responde à questão: não teve nunca acesso a qualquer Relatório & Contas da FC Porto, Basquetebol, SAD. Tanto quanto sabe, nunca foram apresentadas contas da SAD. “Não há obrigação legal, mas há obrigação moral de apresentar essas contas aos sócios.”

19.25
Primeira questão do público: de que valores estamos a falar quando falamos do défice no basquetebol? Estarão as pessoas dispostas a abdicar de alguma da competitividade do futebol para salvar as modalidades? Quanto a esta segunda questão, José Correia coloca a questão de outra forma: não serão as quotas uma receita do clube, que é cedida à SAD?

19.21
O moderador José Correia toma agora a palavra, intervindo também sobre o tema do terceiro painel. Reflecte sobre o documento apresentado em AG e a  divisão de quotas entre o clube e a SAD: porquê 75-25? Porque não 50-50? Porque não 100-0, se somos sócios do clube e não da SAD? Esse valor garantiria, por si só, a sustentabilidade das modalidades.

19.13
“Com um orçamento inferior ao de alguns rivais, temos que atrair os melhores jogadores pelo projecto, pela qualidade dos treinadores e pela mística dos adeptos. E o orçamento por si só não nos pode constranger: temos o exemplo da nossa equipa de futebol a nível europeu.”

- Luís Marques

19.08
Para Luís Marques, a chave está na inovação: packs de bilhetes com inclusão de um snack no bar, convites a escolas, entre outras ideias, podem contribuir para o aumento de interesse nas modalidades. “Não custa tentar!”

19.04
A possibilidade de se propor aos associados um euro extra na quota, a reverter totalmente para as modalidades, é agora referida por Luís Marques, depois de ter também feito parte das soluções propostas por Fernando Delindro.

19.02
Luís Marques recorda a iniciativa de um grupo de sócios, frequentadores assíduos do Dragão Caixa, que em 2010 apresentou em Assembleia-Geral uma série de propostas para a viabilidade das modalidades.

19.00
18.59
“Nas modalidades há uma maior proximidade, e a proximidade mantém a mística.”
- Luís Marques

18.58
“Ainda não renovei o meu lugar anual, e não sei se o vou renovar. Nunca me senti tão pouco identificado com o meu clube.”
- Luís Marques, referindo-se à suspensão da equipa sénior de basquetebol

18.54
O moderador e oradores do terceiro painel

18.47
Performance desportiva e atracção de público, sugere Fernando Delindro, devem ser os critérios decisivos na alocação do valor das quotas a cada modalidade no seio do clube – até um máximo de 25% para cada modalidade (andebol, basquetebol e hóquei em patins) e 25% para a restante estrutura do clube.

18.44
Fernando Delindro questiona o actual modelo de patrocínios às modalidades, em que todos os patrocínios devem ser necessariamente endereçados à Porto Comercial e está vedada a uma pequena empresa, por exemplo, patrocinar uma modalidade ou escalão específico.

18.42
Perante o palmarés e a simbiose entre a equipa e os adeptos, Fernando Delindro pergunta: “Como é que podem dizer que isto não tem futuro no nosso clube?”

18.40
Num momento de grande emoção, Sérgio lê algumas palavras de Moncho Lopez, que revela uma imensa tristeza e desilusão, embora chame ao FC Porto “o clube do seu coração”, exortando-nos a continuarmos a seguir com a mesma paixão o hóquei e o andebol.

18.34
“Há muito Porto nas pessoas das modalidades! Há um sentimento muito forte que une adeptos, treinadores e jogadores! E com base nessa sinergia há que olhar com optimismo para o futuro.” Foi assim que Sérgio Gomes encerrou a primeira parte da sua apresentação, composta há 2 semanas. “Falei das rosas, agora vou falar dos espinhos”, afirmou, antes de começar a referir-se aos 88 anos de história do basquetebol no nosso clube, “apagados” pela recente decisão de suspender a equipa sénior.

18.31
“As dificuldades financeiras de todos os clubes têm sido sistematicamente ludibriadas pela eficaz e muito eficiente organização do FC Porto em todas as modalidades, facto atestado pelos resultados que demonstram a nossa esmagadora hegemonia nestes últimos 10 anos.”
- Sérgio Gomes

18.29
A hegemonia azul e branca no hóquei e no andebol na última década, bem como a recente ascenção da equipa de basquetebol, são apresentadas por Sérgio Gomes num gráfico elucidativo.

18.25
Sérgio Gomes: A percentagem de lotação do Dragão Caixa é superior à conseguida por 9 de 16 equipas de futebol da I Liga em 2011/12.

18.22
Sérgio Gomes pede à plateia que recue 2 semanas no tempo: a sua apresentação foi composta nessa altura, e não seria a mesma se a tivesse feito mais recentemente. A extinção do basket foi para si uma enorme tristeza, embora manifeste a esperança de que a actividade da equipa sénior seja retomada o mais brevemente possível.

18.19
José Correia esclarece que o tema já fora pensado há mês e meio, embora tenha ganho actualidade na última semana, e apresenta os oradores: três Portistas dedicados e seguidores incansáveis de todas as modalidades do clube.

18.17
O moderador José Correia e o orador Fernando Delindro envergam camisolas da equipa de basquetebol. Sobre a mesa, um cachecol e uma camisola da mesma modalidade.

18.16
Fernanda Roxo substitui temporariamente Jorge Bertocchini aos comandos do teclado. Vai ter início o aguardadíssimo terceiro painel: as modalidades de alta competição têm futuro no FC Porto?

18.11
“Atenção, que quando eu disse “neteiros”…eu também sou um “neteiro” e estou aqui como “neteiro”. O problema são os que estão atrás de um écran e não fazem nada quando é preciso.”
- BlueBoy

18.10
“Há gente com uma crítica muito apurada e empreendedorismo mas estão a faltar mais iniciativas destas. O Paulo (blueboy) disse que só conseguimos meter aqui umas dezenas de pessoas. Mas é assim que começamos a mostrar a actividade. Chegou a altura de retomar as estruturas antigas, fazer regressar as tertúlias portistas. Para a próxima façamos uma tertúlia em vez de um encontro.”
- Nuno Góis

18.08
Andaram monte de tempo a falar do “Benfica, batata frita” e isto era muito mais importante. Há um portugal e um Portugal.
- Sérgio Gomes

18.06
O clube, a nível institucional, deveria ter feito mais – guardabel
Discute-se a barragem aos adeptos portistas na entrada para Lisboa.

18.06
“Neteiros e netices estou eu cheio. Se fôr para ir ao Facebook reclamar aparece toda a gente.” – BlueBoy

18.05
“Não leio o Record. Não tenho piriquitos em casa para ter de forrar as gaiolas.”, diz Miguel Lima do Tomo II.
Zing!

18.01
Mário Faria lança o repto da união da bluegosfera. “Ninguém devia fugir de uma boa luta”, em vez de ficarmos por algumas palavras e alguns piropos, diz Mário.

18.00

17.58
“É esse perfil que eu busco nos blogs: comentários sobre notícias e paixão sem perder a racionalidade. Alguns blogs parecem seguidistas da política da Direcção do FC Porto”, diz Ricardo Costa.

17.56
O debate já arrancou depois de guardabel terminar a sua entusiasta intervenção. Ricardo Costa, do Mística Azul e Branca, vai dissecando os pontos fortes e o sentido crítico dos portistas e da bluegosfera.

17.53
Não queremos que o clube esteja na mão dos adeptos. Não queremos que o clube siga a sua linha de acção na base de opiniões anónimas.  Gostávamos que o clube estivesse mais atento às opiniões dos blogs, dos fóruns, estes sítios onde tanta gente séria e responsável escreve.
- guardabel

17.51
guardabel cita agora Sun Tzu. o nível continua a subir.

17.50
Nós somos aqueles que perdem horas de sono a propósito de digitar o milésimo post sobre uma vitória do FC Porto.
- guardabel

17.49
Muitos foram os pernetas do SLB que sistematicamente denegrimos, do ofensivo Okunowo ao “mestre de área” Pringle…mas também tivemos no nosso alguns desses, como o Baroni e o Kaviedes.
- guardabel

17.48
guardabel tem uma postura sempre frontal, engraçada, correcta, inteligente. Deviam ter vindo para o ouvir.

17.47
Tenho muitas saudades do Estádio das Antas.
- guardabel
Don’t we all…

17.46
Esta não é uma forma de viver o clube melhor que qualquer outra. Não somos mais portistas que a meia dúzia de pessoas que se juntavam à porta do antigo Departamento de Futebol nas Antas.
- guardabel

17.45
A graçola, bem aplicada, dói mais que uma bola de golfe na tola.
- guardabel

17.45
O Pobo do Norte surgiu da vontade dominante de contrariar o glorigozo, o garrafão, do courato, os Cervans, os Delgados, a cultura de querer fazer grande aquilo que já não é grande há 30 anos.
- guardabel

17.43
José Teles fala sem suporte de Powerpoint. À homem!

17.43
José Teles. guardabel, para os amigos.

17.42
“Sou um adepto banal. Amo o FC Porto e odeio o Benfica.”
Isto promete, José, promete!

17.42
Paulo tece rasgados elogios ao Pobo do Norte como um dos primeiros blogs afectos ao FC Porto. José Teles pega no microfone e arranca.

17.40
Alexandre terminou a intervenção debaixo de um aplauso de toda a sala e Paulo agora introduz José Teles, do Pobo do Norte, um dos decanos da bluegosfera.

17.38
Nós não ganhamos porque somos grandes. Somos grandes porque ganhamos.
- Alexandre Figueira

17.35
Gosto de futebol, gosto do Futebol Clube do Porto, gosto de escrever…isto foi uma forma de entrar neste Universo Portista.
- Alexandre Figueira

17.34
De que outra forma poderia participar eu em todas as envolventes do FC Porto a não ser através da bluegosfera?
- Alexandre Figueira

17.33
Alexandre Figueira a marcar a diferença…pelo sotaque!

17.32
Ser portista à distância é estar longe de tudo o que são conversas de café. Falta informação.
- Alexandre Figueira

17.30
Andava a passear no Bolhão e dou com um miúdo com uma camisola do FC Porto. No Algarve ver isso é uma raridade. Ando mais uns passos e dou de caras com um poster do FC Porto. Se quiser fazer isso no Algarve…vejo os meus!
- Alexandre Figueira

17.28
O reforço vindo de Faro, Alexandre Figueira, toma o lugar da dianteira para falar ao povo do Norte.

17.28
André agradece a toda a gente que trabalha e ajuda o Mística, desde os técnicos da manutenção aos avós do webmaster. Grande André!

17.26
André advoga uma maior dinâmica entre YouTube e Porto Canal para que os resumos dos jogos sejam disponibilizados imediatamente após os jogos. Várias cabeças acenam em concordância.

17.25
Houve agora um curioso diálogo entre o orador e o público sobre a usabilidade da versão mobile do site oficial. O orador manteve-se estoico na posição crítica da área digital do site do FC Porto.

17.23
A área “mobile” é muito importante no futuro e o FC Porto tem de apostar nela.
- André Oliveira

17.21
Um clube é uma empresa e tem de ter uma presença digital que se coadune com esse estatuto. Não pode ter um site que esteja totalmente desfasado da realidade.
- André Oliveira

17.20
Um blogger tem uma percepção da realidade que o adepto comum não tem. Está normalmente a ver um jogo e a pensar no que vai escrever a seguir.
- André Oliveira

17.18
André Oliveira, do Mística do Dragão, em forma, bem disposto e incisivo.

17.15
De pé, como as árvores, André está em palco, e intitula-se: “Presidente, Tesoureiro, Fisioterapeuta e Massagista do Mística do Dragão”.

17.14
Miguel Lima sai de cena e abre as portas à Mística do Dragão na pessoa do André Oliveira.

17.14
A apresentação do Tomo II:

17.12
Aprendo diariamente com a escrita que faço no Tomo II.
- Miguel Lima

17.10
Se eu disser que o treinador do FC Porto é um erro de casting, não lhe posso tecer loas quando ele é campeão, correndo o risco de ser chamado incoerente.
- Miguel Lima

17.09
A responsabilidade de um blogger vai aumentando à medida que as visitas também aumentam. As pessoas começam a querer saber não só o que acho acerca do jogador A, B ou C que o FC Porto comprou, mas também o que é que eu acho acerca do jogador D que ainda não compramos.
- Miguel Lima

17.07
Miguel, ao fim e ao cabo, admite que deixou de ser “santinho” e começou a ignorar imbecis que aparecem nas caixas de comentários para insultar.

17.06
Miguel Lima dedica-se a elogiar os blogs que lhe agradam e a forma como influenciaram a sua criatividade e a gestão do blog.

17.05
A malta parece atenta.

17.02
No início, era só copy-paste de notícias mas numa altura em que tive algum tempo livre comecei a perceber de facto o que era um blog.
- Miguel Lima

17.00
Miguel Lima começa a discorrer acerca do seu arranque na bluegosfera.

16.59
Depois do intervalo, o segundo painel está alinhado e pronto a entrar em campo!

16.38
Deixou de haver aquela simbiose entre clube e adepto e sócio que eram um só.
- Pedro Silva

16.37
Fernanda mostra-se apaixonadamente a favor do adepto de coração em vez do adepto/consumidor esporádico.

16.35
Um clube pequeno dá-se ao trabalho de imprimir a agenda semanal e afixa nos cafés. Um adepto do FC Porto, se não fosse o serviço do Bibó Porto e do Reflexão Portista, tinha de andar à procura da informação em vários sítios!
- Fernanda Roxo

16.34
Manuel Moutinho levanta a questão da informação veiculada mais fielmente pelos blogues do que no site oficial do clube, com elogios ao Bibó Porto pela disponibilização do calendário dos escalões de formação e das modalidades.

16.32
Conversa-se sobre a relação entre claques e os restantes adeptos em termos de privilégios na aquisição de bilhetes. Pedro Silva com a palavra.

16.24
Nuno Góis põe na mesa a noção de sócio e das vantagens que os mesmos têm em deter um cartão. Mário responde com os deveres dos sócios, as vantagens morais e não só económicas de poder ser sócio do FC Porto.

16.22
Fernando Machado responde a Fernanda Roxo sobre a revista Mundo Azul, com conhecimentos sobre o histórico dos 14 números publicados.

16.16
Sérgio Gomes: “Um colega do Bibo Porto tentou trazer a família de um ex-treinador húngaro dos anos 50 para conhecerem o estádio e o clube ignorou-os”.

16.13
Aberto o debate, começamos com a revista Dragões e a mudança de visual que não foi acompanhada pela evolução no conteúdo.

16.12
As AGs do clube devem ser divulgadas através de todos os meios de comunicação.
- Pedro Silva

16.11
O FC Porto é um clube Mundial mas ainda não tem a percepção da força que a sua massa adepta pode ter.
- Pedro Silva

16.07
Tenho de tirar o chapéu às claques que estão sempre a apoiar o clube, sempre presentes.
- Pedro Silva

16.06
O FC Porto tornou-se um papa-taças e nessa transição a ligação umbilical com os adeptos foi-se desligando.
- Pedro Silva

16.05
Em 2003 havia um treinador que comunicava com os adeptos, que estava com os adeptos.
- Pedro Silva

16.04
Nas Antas podia estar uma tempestade do outro mundo que os adeptos estavam lá com amor.
- Pedro Silva

16.02
Em 1987 a cidade identificava-se com o clube e o clube com a cidade.
- Pedro Silva

16.01
Pinto da Costa e Pedroto fizeram do FC Porto o Futebol Clube da cidade do Porto.
- Pedro Silva

16.00
Pedro Silva lança-se ao ataque com uma interessante perspectiva histórica do FC Porto através dos tempos.

15.59
O primeiro painel chegou atrasado mas chegou em força. A malta está motivada e cheia de ideias para fazer com que o clube seja sempre melhor.

15.58
A Fernanda terminou brilhantemente a sua intervenção com os merecidos aplausos. Entra em campo Pedro Silva para terminar o primeiro painel!

15.48
Tem de haver um maior acesso aos ídolos, especialmente em momentos de maior descontracção.
- Fernanda Roxo

15.44
O adepto pensa sobre o clube todo o dia, tem ideias e sugestões que podem ser positivas.
- Fernanda Roxo

15.42
A informação tem de chegar ao adepto sem que ele tenha de ir à procura dela.
- Fernanda Roxo

15.40
O adepto é um consumidor mas é também parte do clube.
- Fernanda Roxo

15.39
Substituição: Mário Faria cede o lugar a Fernanda Roxo, do Bibo Porto, carago!

15.38
Proponho a nomeação de um Provedor do Sócio.
- Mário Faria

15.35
O FC Porto dispõe de um património humano que está desaproveitado.
- Mário Faria

15.32
O FC Porto tem de se saber abrir à cidade e aos sócios e adeptos
- Mário Faria

15.27
“Temos o FC Porto muito diversificado e o contacto perdeu-se”
Mário Faria

15.26
“Eu nunca procurei vantagens em ser sócio do FC Porto. Sou sócio, pronto!”
Mário Faria

15.22
Depois da introdução dada por Rui Cerqueira e José Correia, arrancamos para o primeiro painel.
Mário Faria, do Reflexão Portista, tem a palavra.

14.20
Grande parte dos oradores já está presente na sala enquanto o público vai confraternizando amigavelmente

14.09
Algum atraso no arranque, mas já se vêem conversas animadas entre os oradores e o público. Portismo, do bom.

14.06

14.00
Começam a chegar as pessoas para o Encontro, os oradores vão-se cumprimentando e em muitos casos vão-se conhecendo pela primeira vez.

Hattrick de golos em 10 minutos infernais

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21/07/2012

FC Porto-Celta de Vigo, 3-0
Jogo particular
21 de Julho de 2012
Estádio do Fontelo, em Viseu

Árbitro: Carlos Xistra.
Assistentes: Tiago Gonçalves e Pedro Ribeiro.
Quarto árbitro: Jorge Tavares.

FC PORTO: Fabiano; Djalma, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Defour e Lucho (cap.); James, Kleber e Christian Atsu.
Substituições: Fabiano por Bracali (45m), Christian Atsu por Kelvin (54m), Kleber por Jackson (54m), Djalma por Sereno (63m), Fernando por Castro (63m), James por Iturbe (70m), Lucho por Pedro Moreira (70m), Otamendi por Mikel (81 m) e Defour por David (81 m).
Não utilizado: Kadú.
Treinador: Vítor Pereira.

CELTA DE VIGO: Javi Varas; Tuñez, Jonathan Vila (cap.), Bellvis e Jonny; Cabral, Natxo Insa e Dani Abalo; Bermejo, De Lucas, David.
Substituições: Javi Varas por Sergio (45m), Tuñez por Hugo Mallo (45m), Jonathan Vila por Roberto Lago (45m), Bellvis por Catalá (45m), Jonny por Samuel (45m), Cabral por Bustos (45m), Natxo Insa por Alex Lopez (45m), Dani Abalo por Toni (45m), Bermejo por Joan Tomas (45m), De Lucas por Toni (45m) e David por Jota (45m).
Treinador: Francisco Herrera Lorenzo.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Lucho (66m), Maicon (76m) e Iturbe (77m).
Cartões amarelos: Poceiro (77m) e Kasunga (79m).

No primeiro jogo particular disputado em solo nacional, o FC Porto venceu o Celta de Vigo por claros 3-0. Lucho, Maicon e Iturbe marcaram os golos dos bicampeões nacionais no Estádio do Fontelo, em Viseu, na noite em que Jackson Martinez se estreou com a camisola azul e branca.

O Celta foi o primeiro a causar perigo junto à baliza, com Fabiano a travar as intenções dos espanhóis em duas ocasiões. A resposta do FC Porto não tardou e traduziu-se em várias iniciativas: primeiro foi Fernando a rematar por cima, depois James a atirar à figura, seguindo-se uma jogada excepcional de Djalma pela direita que culminou com defesa apertada do guardião do Celta. Atsu não quis ficar alheio ao espectáculo e provocou também ele calafrios ao reduto defensivo dos galegos, mas o intervalo acabaria por chegar com o nulo no marcador.

A segunda parte começou e acabou com os bicampeões a dar cartas e a demonstrar qualidades bastante assinaláveis para quem leva tão pouco tempo de preparação. James, Kléber e Mangala triangularam para novo aviso às redes espanholas, com o defesa francês a fazer de ponta-de-lança e a ficar perto da glória.

A jogada não deu frutos à primeira mas deu vantagem à segunda: James deu de calcanhar à entrada da área e Lucho não perdoou. Por esta altura já Jackson Martinez estava em campo a dar uma ajuda aos companheiros, mas haveria de ser Maicon a dar azo a novos festejos dos adeptos do FC Porto: o central repetiu a cobrança exemplar de um livre directo e fez o 2-0.

O terceiro e último golo dos bicampeões foi apontado por Iturbe, na conclusão de uma belo lance individual: qual todo-o-terreno, o jovem argentino galgou meio-campo e bateu o desamparado guarda-redes do Celta. Golos para todos os gostos, portanto. Qualidade de campeão.

DECLARAÇÕES

Vítor Pereira era um homem feliz no final do encontro com o Celta de Vigo. O treinador do FC Porto conta por vitórias os particulares até agora realizados e, apesar de reconhecer que os dragões não entraram com o ritmo ideal, mostrou-se satisfeito com a resposta dada na segunda parte.

«Na primeira parte tivemos de fazer mais circulação, porque acusámos um pouco o calor e estivemos um pouco lentos. Os jogadores acusaram também as três semanas de trabalho intenso, o que é muito normal. No final da primeira parte, com o sol a ir embora, e durante a segunda, já estivemos muito melhor e começámos a fazer o nosso jogo Estou muito satisfeito com o que vi», disse aos microfones do Porto Canal.

Nota positiva levam também os reforços e os jogadores mais novos. «Os vários miúdos que entraram ajudaram a resolver o jogo porque trouxeram grande capacidade de aceleração. Por isso estou muito contente, este é o momento de apostar nos Atsus, nos Kelvins, nos Castros, etc. E eles corresponderam. Temos de lhes dar tempo e ter paciência para quando se deslumbram e dão uns toques a mais na bola, é isso que também peço aos adeptos. Jackson Martínez também esteve bem. Tem pouco tempo de trabalho mas é um jogador rápido e tecnicista, que nos vai ajudar», referiu.

«Maicon é uma grande descoberta, tem-nos surpreendido a todos. Já o vi marcar grandes livres na esquerda, na direita, uns mais em jeito e outros mais em força. Pode vir a ajudar muito a equipa desta forma», defendeu.

E Hulk, como se integrará quando voltar, numa equipa que parece já carburar muito bem, na frente de ataque? «Vai-se adaptar bem. Não podemos estar à espera que os jogadores que não estão cá voltem para começar a trabalhar a sério e consolidar comportamentos. Vamos trabalhando com os jogadores que temos, que apesar de jovens já demonstram maturidade», concluiu.

fonte: fcporto.pt

Um clube, a história, o orgulho portista

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Famílias Dane Teszler e István Teszler: viajaram desde o longínquo Texas e desde a Hungria (Budapeste). Deviam vir ao Porto – 14 de Julho – mas ficaram… em Lisboa.

Amigos Teszler, em nome das duas pessoas que trabalharam arduamente para que fossem recebidos no FC Porto (conforme prometido pela instituição em 5 de Junho do corrente ano) e no meu próprio nome, um sincero pedido de desculpas.

Lamento profundamente que o meu Clube não tenha sabido honrar a sua história. E não tenha assumido um compromisso. Agora que já regressastes a vossas casas, peço-vos com cordialidade: os que de vós são portistas jamais deixeis de o ser e que todos continuem a venerar um grande Campeão do FC Porto, o vosso Avô e Tio, o nosso treinador Akos Teszler. Com orgulho de ser portista!

O orgulho que o nosso Presidente, senhor Jorge Nuno Pinto da Costa, tão bem define com estas lapidares palavras: "Para lá de todas as vitórias, de todos os títulos conquistados, de todas as taças em todas as modalidades, de todos os triunfos obtidos, quando nos pedem para nomear a vitória mais saborosa, é sem dificuldade que elegemos uma à qual todas as outras se subordinam: o orgulho de ser portista".

Se é certo que os dirigentes do clube recebem quem querem, há porém verdades que não se podem ignorar:

O FC Porto perdeu uma rara oportunidade de fazer levar o ORGULHO PORTISTA a lugares bem distantes do Estádio do Dragão. O FC Porto saiu diminuído no triste epílogo de uma história muito bonita com gente que “apenas” almejava fruir o ORGULHO DE SER DRAGÃO. O FC Porto não pode postergar os que vestem a sua camisola, sob pena de ver desprezadas as cores AZUL-E-BRANCO. O FC Porto não pode ignorar os SEUS. O ORGULHO DE SER PORTISTA é posto em causa quando a identificação com o clube sofre um abalo, “quando ser portista passa a ser irrelevante”.

Os actos ficam com quem os pratica. Não vou censurar quem quer que seja. Apenas manifestar que a minha vergonha é maior que a revolta. Só alguém sem ponta de senso aceitaria, de bom grado, o que foi feito a estas pessoas. Mas que cada um tire as suas conclusões e diga de sua justiça. Obrigado.



link: O início (bonito!) da história

21 julho, 2012

A voz do dono

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Soube-se hoje que o canal do 12 do Meo vai passar a ser ocupado pela A Bola TV. A partir de agora, o “povo” português (na definição de Vítor Serpa, para quem “povo português” é sinónimo de benfiquistas), terão à sua disposição um novo canal de pornografia que promete rivalizar com a Playboy e a Penthouse. Depois da RTP e da Benfica TV, eis que os de Carnide conseguem juntar um terceiro canal propagandista ao seu pecúlio. Ou o Porto Canal se começa a dedicar exclusivamente ao FC Porto ou então a próxima época promete ser complicada – especialmente para o melhor árbitro da Europa.

Realmente para difamar o Porto, um jornal era pouco. A grandeza do Porto merecia mais. Só para terem uma noção do colosso que somos, o Vítor Serpa precisa de um jornal e de uma televisão só para atacar o FC Porto. E mesmo assim não consegue. A minha grande questão é: os jornalistas anónimos que escrevem as atoardas sobre as nossas transferências vão, finalmente, ser homens com eles no sítio e dar a cara? Provavelmente, irão apresentar os noticiários da A Bola TV com uma meia enfiada na cabeça. Só pode.

"Vítor Pereira sai seja ou não campeão!". Lembram-se desta, caros amigos, antes daquele jogo decisivo com o Braga?. Será que o senhor José Carlos de Sousa, autor daquela notícia, ainda consegue sair à rua ou não tem vergonha nenhuma. "Extraordinário que continue a haver jornalistas mentirosos e sem carácter dispostos a servir interesses que nada têm a ver com a verdade e o rigor!". Foi na altura a resposta do Porto. Confesso que tinha interesse em saber como são cozinhadas as notícias sobre as saídas dos nossos jogadores. Deve ser um processo criativo interessante. Não deve ser fácil arranjar um clube novo para o Hulk todos os dias.

Mas se há quem acredite que é com o arregimentar de órgãos de comunicações de social que nos podem vencer, desenganem-se! Como é óbvio, tudo isto se trata de um golpe de bastidores para tentar derrubar o jornal O Jogo. Depois de uma pequena pesquisa, descobri que segundo dados recentemente divulgados pela Marktest, o jornal O JOGO registou, no segundo trimestre deste ano, a sua maior audiência de sempre. "Ao alcançar os 7,1%, representando uma subida de oito décimas face a dados do trimestre anterior, e com cerca de 600 mil leitores por dia (590.110), obtendo assim uma marca verdadeiramente histórica."

Apesar da crise europeia e do António Tadeia, O Jogo, uma instituição do Norte, conseguiu um registo histórico no último trimestre, esforçando-se por sobreviver e contrariar a falsa ideia dos "6 milhões". Resposta? Toca a enfiar o pasquim do Serpa por 1,2 milhões de casas a dentro. Pumba! Os grandes interesses económicos não brincam em serviço. Estão sempre contra o Norte e contra o Porto, mas mesmo com menos recursos somos capazes de fazer mais e ser melhores que os mouros e aliados!

Fogo na Madeira

O Sporting mostrou-se esta quinta-feira solidário com a Região Autónoma da Madeira, que está a ser fustigada por uma vaga de incêndios florestais. Segundo o Presidente do Sporting, “tudo o que seja pegar fogo a coisas que não sejam o topo norte do Estádio da Luz, nós estamos contra”. Lamento, mas não concordo. E, depois, ficávamos sem Salão de Festas?

Prostituição em Londres

Não percebo a importância que foi dada ao famoso encontro de Villas-Boas com Hulk. Quem nunca foi visitado por uma prostituta num hotel caro de Londres que atire a primeira pedra. Hulk é só mais um jogador de topo a quem uma prostituta de luxo tenta seduzir – neste caso, uma galdéria com barba e voz embargada.

20 julho, 2012

Desculpem rapazes, eles não saBem o que fazem...

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O desmantelamento daquilo que é o Futebol Clube do Porto que aprendi e me ensinaram a AMAR, continua. Que tempos de merda que vivemos, sem respeito por nada...


COMUNICADO DA DIRECÇÃO DO FC PORTO

Face à actual conjuntura federativa, à forma como o basquetebol tem vindo a ser gerido em Portugal e à actual situação económica, a direcção do FC Porto deliberou tomar as seguintes medidas:

1 – Suspender a sua equipa sénior de basquetebol;

2 – Proceder à liquidação e dissolução da Futebol Clube do Porto – Basquetebol, S.A.D., iniciando desde já todas as “démarches” para tal desiderato, solicitando a convocatória da competente assembleia-geral para o efeito e transferindo a actividade da modalidade para o Futebol Clube do Porto;

3 – Convidar o treinador Moncho López para dirigir todo o basquetebol do clube;

4 – Utilizar a infraestrutura Dragão Caixa para a competição da sua equipa de juniores;

5 – Reunir as condições necessárias, no mais curto espaço de tempo, no sentido de retomar a actividade da equipa sénior de basquetebol;

6 – Reorganizar o projecto do basquetebol do FC Porto com o objectivo de contribuir para que a selecção nacional volte a ser um espaço privilegiado para os jogadores formados em Portugal.

Porto, 19 de Julho de 2012

A Direcção do Futebol Clube do Porto

fonte: fcporto.pt


I Encontro da Bluegosfera em entrevista à Rádio 5

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Esta quinta-feira, a organização do I Encontro da Bluegosfera (na pessoa do Paulo Santos do BiBó PoRtO, carago!!) deu uma entrevista à Rádio5, que teve a amabilidade de nos fornecer o ficheiro áudio que passo a disponibilizar para quem quiser ouvir.

A entrevista pode ser ouvida aqui (19 MB, formato mp3).

E relembro que ainda há alguns lugares à espera de inscrições de última-hora! Ah, seus portugueses tão típicos, sempre a deixar tudo para o último dia!

19 julho, 2012

Surpresa? "Vaselinada" à moda antiga!

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Como não quero "bater no ceguinho", vou tentar fugir um pouco do tema do final do basket, mas não posso deixar de fazer alguns comentários:
  1. Não fiquei nada surpreendido com o suposto final da modalidade;
  2. Fiquei surpreendido que muitos dos que acompanham as modalidades tenham ficado surpreendidos;
  3. A direcção decidiu acabar com o basket, mas depois recuou sem razão adicional aparente;
  4. Não sou contra, mas não contem comigo para manifestações que visem a não extinção do basket;
  5. Este caminho foi trilhado há muito pela direcção, e nessa altura poucos se manifestaram;
  6. Agora que o mal está feito... é tempo de reflectir e não de exigir que se mantenha o que não tem pernas para andar;
  7. O responsável de toda a parte desportiva (Sr. Antero), está a tentar levar a cabo a missão de acabar com as modalidades;
  8. Não são as modalidades que não são auto-suficientes, tal como se quer passar a ideia;
  9. O clube é que dentro do modelo actual, é deficiente para gerir as modalidades;
  10. Enquanto for a Porto Comercial a receber e a gerir, ou não, as receitas, o problema manter-se-á;
  11. Enquanto se "recomendar" aos atletas das modalidades que "rezassem" para o futebol seguir para os oitavos-final da Champions, ao invés de se tomarem medidas concretas e objectivas para a tal autonomia, continuaremos assim;
  12. Deixem as modalidades gerirem as suas próprias receitas e despesas, tornem-nas realmente autónomas, ao invés de dizerem que elas têm que o ser, mas no fundo não as deixam ser;
  13. Dê-mos mais "uma bolota para porcos", permitindo a Mário Saldanha que enchesse a boca para falar do FC Porto;
  14. A direcção que tinha decidido a extinção da modalidade, é a mesma que agora nada comenta, com o responsável máximo da parte desportiva (Sr. Antero) a resguardar-se como sempre atrás do "escudo" Pinto da Costa;
Sobre tudo isto, tinha muito mais para dizer, mas não quero!

Mas afinal, eu não sou o profeta da desgraça... há muito alerto para uma infinidade de coisas, como um projecto pouco solidificado em termos de modalidades, etc, etc, etc.

Espero que na próxima Assembleia Geral, aqueles que tão apaixonadamente apresentaram há algum tempo atrás uma série de propostas à direcção para reforçar as receitas das modalidades, confrontem a mesma direcção sobre onde andam essas medidas. Eu apenas repetirei o que disse na altura... foi uma grande "vaselinada" a reacção do presidente! O tempo, esse maldito juiz, acabou por me confirmar na prática que tinha razão.

Mas mudando de assunto, pois falar neste faz-me suores nas mãos e dá-me vontade de "soltar a badalhoca" dizendo tudo aquilo que acho, falemos antes nas definições, ou ausência delas, relativamente ao nosso plantel.

Hulk continua no mercado, mas sem propostas. A única foi do Chelsea, mas de valor inferior a metade da cláusula de rescisão. A 1 de Setembro, outro problema se coloca: é que de acordo com a última renovação de contrato, se Hulk cá estiver nessa data (data do fecho do mercado), o clube tem que quase duplicar o salário mensal do atleta. Nessa circunstância, a SAD tentará comprar a percentagem do passe que lhe falta.

Rolando só espera que alguém pague 12 milhões, pois com esse valor, é o "Xau e Adeus" de um central de bom nível, mas nada do outro Mundo. Que tenha muita sorte, mas nunca me encheu as medidas.

João Moutinho continua "refém" de Álvaro Pereira. Ou pagam a clausula de rescisão, ou então o comprador tem que levar o Palito no pacote. Apelo aos deuses do futebol, para que nos levem esse uruguaio, pois já nem o consigo ver com as nossas cores. Quanto ao pequeno dragão, se de facto sair, vai deixar saudades... muitas mesmo!

Perante estas indefinições, compreendo e aceito que as entradas estejam condicionadas.

Como já disse, compreendo que de acordo com a data tão tardia do fecho do mercado, seja difícil ter antecipadamente o plantel fechado e a trabalhar concentrado.

Nesse sentido, elogio a aquisição de Jackson Martinez. Não pela qualidade do jogador, pois essa desconheço por completo, mas por ter sido ainda a tempo do atleta fazer quase toda a pré-época.

Mas se elogio e compreendo algumas dificuldades, também não é menos verdade que a diferença entre os melhores e os outros, é a capacidade de antecipação e antevisão das coisas.

Assim sendo, exige-se um pouco mais de agressividade no mercado, "forçando" mais rapidamente as saídas que estão em mente, fazendo chegar igualmente aqueles que os venham substituir.

Uma palavra final a um Dragão Até Ao Fim: SAPUNARU.

Tenho muita pena que a sua relação com o nosso clube termine desta forma.

Nunca foi um atleta de qualidade excepcional, mas sempre foi um guerreiro fantástico.

A garra que introduzia nas suas atitudes e comportamentos, foi algo que me marcou e que muito agradeço.

Ao SAPU, um muito obrigado por tudo, muito boa sorte no futuro e que a carreira lhe dê tudo o que ele deseja e merece.

Um abraço,

PS – Como muitos se devem recordar, durante longo período quase ignorei o basket, enquanto modalidade do clube. A falta de mística, a descaracterização da secção, o equipamento com um emblema quase imperceptível, um dirigente sem garra como Júlio Matos, bem como a existência de lampiões no staff, fizeram-me estar completamente distante.

Mudei por Moncho e também por Diogo Gomes.

Moncho, um Dragão por adopção e Diogo Gomes um Dragão de coração, transformaram o que parecia vagabundo, num sólido grupo.

Ao Moncho, desculpe por tudo isto, você não merecia.

Ao Diogo... tu já sabias que isto aconteceria!

18 julho, 2012

Lentamente

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Lentamente, muito lentamente o espectáculo vai-se pondo em marcha.

A Norte enquanto uns esperam outros parecem desesperar.
Uns aguardam conferências e/ ou comunicados diários explicando o desenvolvimento de todo e qualquer possível negócio onde o silêncio geralmente é bom conselheiro.
São os expeditos em marketing, os saudosistas do 'no meu tempo é que era'. Fazem por ignorar as constantes mudanças nos mercados e conseguem sempre vender teso aquilo que muitas vezes compraram murcho.
Outros continuam a alinhar num tal de Portismo de jet set e centram-se mais na fotogeniedade daqueles que devem ser avaliados pelos pés.
São os adeptos do Portismo chique.

Para outros e para uns não haverá muito a fazer senão aguardar.
A dança não terminará antes de 31 de Agosto e será de confiar que os de direito tudo farão para se formar uma verdadeira equipa de assalto ao tri.
Vale aqui a velha máxima do Tône.
Venha quem vier, O FC Porto será sempre o FC Porto e, quando se encerrarem todos os capítulos, todos os dossiers, os que verdadeiramente poderão fazer falta são aqueles que cá estiverem.
E nós por cá lá estaremos.

A Sul o espectáculo está já montado.
Na sua habitual vertente circense.
Continua a imperar a opulência para enganar aqueles que adoram ser enganados.
O Presidente continuará polivalente. Tanto irá ler as coisas por outro lado como conduzir um dos camiões de transporte de material... do Circo.
O homem mais forte do mundo (tão badalado para a selecção vizinha do Euro 12) continuará afinal a ser o homem mais forte do mundo. A provar numa qualquer tíbia ou perónio num espectáculo perto de si.
O mágico continuará a ser mágico. Entre saltos, alguns com bola, e mergulhos, quase todos sem bola, lá irá conseguir sacar umas grandes penalidades da cartola.
O palhaço rico continuará a ser rico. Estará sempre online e será capaz de antever foras de jogo antes mesmo de a bola partir.
Quanto ao maestro nem sequer o Rato aposta bitatite. Anda desaparecido.

Para terminar e para aqueles que não gostam de circo fica um conselho do Culatra.
Se querem ver bom espectáculo não hesitem.
Aproveitem para passar no Dragão.
Ainda vão a tempo de se inscreverem como sócios.

21 de Julho, no Auditório José Maria Pedroto

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Após visita ao local onde vai decorrer o ‘I Encontro da Bluegosfera’, pude constatar que as condições do Auditório José Maria Pedroto são excelentes (a foto anterior não retrata fielmente toda a qualidade que o auditório possui).

E, de acordo com as inscrições que a organização recebeu até esta altura, ainda há vagas. Por isso, se quiserem assistir e, eventualmente, participar nos debates dos vários Painéis, relembro que a pré-inscrição é feita pela Internet, através do endereço eletrónico encontro.bluegosfera@gmail.com.

É já no próximo Sábado, dia 21 de Julho, a partir das 13h45 (Estádio do Dragão, Piso -3, entrada P1) e o Programa é o seguinte:

13:45 – 14:15: Recepção dos participantes

14:15 – 15:15: Painel 1: A relação entre o Clube, os sócios e os adeptos Portistas
Moderador: Jorge Bertocchini (Porta 19)
Apresentações:
- Mário Faria (Reflexão Portista)
- Fernanda Roxo (Bibó Porto, carago)
- Pedro Silva (Mística Azul e Branca)

15:15 – 15:30: Pausa

15:30 – 16:30: Painel 2: A “bluegosfera” no contexto das novas formas de comunicação
Moderador: Paulo Santos (Bibó Porto, carago)
Apresentações:
- Miguel Lima (Tomo II)
- André Oliveira (Mística do Dragão)
- Alexandre Figueira (Azul ao Sul)
- José Teles e Manuel Almeida (Pobo do Norte)

16:30 – 16:45: Pausa

16:45 – 17:45: Painel 3: As modalidades de alta competição têm futuro no FC Porto?
Moderador: José Correia (Reflexão Portista)
Apresentações:
- Sérgio Gomes (Bibó Porto, carago)
- Fernando Delindro (Fórum do Portal dos Dragões)
- Luis Marques (Bibó Porto, carago)

17:45 – 18:00: Conclusões e Encerramento
Diretor de Comunicação do FC Porto
Elemento da organização do I Encontro da Bluegosfera

Também já está disponível a página no Facebook do I Encontro da Bluegosfera, onde além de se poder consultar informações acerca deste evento, haverá actualizações na hora no decorrer do mesmo.

17 julho, 2012

Capítulo 6: 1951 a 1960 – Contestação a Lisboa; a “dobradinha” (Parte XII)

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FCPorto – Dragões de Azul Forte
Retalhos da história, conquistas e vitórias memoráveis, figuras e glórias do
F. C. do Porto

Capítulo 6: 1951 a 1960 – Contestação a Lisboa; a “dobradinha” (Parte XII)

Época 1953-1954 (continuação)

23 Mai.1954 – Para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, o FC Porto foi ao Campo D. Manuel de Melo, no Barreiro, empatar a 1 golo com o Barreirense. Boas perspectivas para o jogo da 2.ª mão, no Porto.

30 Mai. – O FC Porto resolveu a eliminatória nas Antas. José Maria marcou por duas vezes e Faia, do Barreirense, só o fez por uma vez. 2-1 para o FC Porto e a passagem aos quartos-de-final em que encontraria o Sporting.


6 e 13 Jun. – Quartos-de-final: a Taça de Portugal de 1953-54 era, uma vez mais, a esperança das hostes portistas para pôr fim a um longo jejum de títulos que já entorpecia.
Nas quartos-de-final, depois de um bom jogo e de empate no Lumiar, a uma bola, os azuis-e-brancos fizeram festa e viam abrir-se-lhes as portas das “meias”. Mas, nas Antas, perderiam por 2-4. Ângelo Carvalho, após um confronto com Galileu, foi expulso aos 65 minutos e chorou convulsivamente depois do jogo. Virgílio, que sofrera a primeira derrota desde que passara a “capitão” de equipa, não se conformava. Na fase final do desafio, quando tudo estava já decidido a favor do Sporting, desfaleceu. “Estava cheio de nervos, deu-me uma coisa na vista, parece que caí sem sentidos.”



• Andebol de 11 (1953-1954) – Os adeptos portistas festejaram o 6.º título consecutivo do Andebol de 11. Era a metade de… qualquer coisa imbatível, até hoje, no desporto português… Lá mais para a frente recordaremos esse feito.

Monteiro da Costa – António Henrique Monteiro da Costa (n. São Paio de Oleiros, Santa Maria da Feira, 20 Ago.1928 – m. Arcozelo, V. N. Gaia, 2 Out.1984), representou o Sp. Espinho (1946-48) e a Oliveirense (1948-49) antes de ingressar no FC Porto. Um dos chamados "pau para toda a obra", jogador polivalente, ocupou todas as posições excepto a de guarda-redes.
• Para se aquilatar do seu valor e polivalência, veja-se o que se escreveu numa edição do “Cavaleiro Andante” dedicada a este extraordinário jogador do FC Porto: “Monteiro da Costa é a energia personificada. De temperamento combativo, sempre em acção, lutador destemido, o excelente “crack” do FC Porto derrama vigor em cada lance em que intervém. E de tal maneira se afirma a sua garra que, algumas vezes, dizem que ele chega a ser violento. Tem conhecido todos os lugares dentro da equipa do FC Porto. Foi avançado-centro, interior, extremo, defesa lateral e central, e hoje, graças à insistência do seu treinador, é médio. E foi neste último lugar que mais se puderam vincar as qualidades que o distinguem”.
• De facto, dando crédito ao que acima se leu, alinhou frequentemente como defesa-central, evidenciando segurança e qualidade. Outras posições em que tinha alto rendimento eram as de médio-ofensivo ou avançado. Concretizava inúmeros tentos nas balizas adversárias e, nos treze anos em que serviu o FC Porto (1949 a 1962), só no campeonato fez 72 golos em 270 jogos. Em Janeiro de 1951 foi o herói da extraordinária vitória por 2-0, sobre o Benfica, no Campo Grande em Lisboa, pois marcou ambos os golos.
• Actuou nas equipas excepcionais que, nos anos 50, ganharam 2 Campeonatos e 2 Taças de Portugal. Colaborou com vários treinadores entre os quais os campeões Yustrich e Guttmann, jogou com excelentes futebolistas como Barrigana, Virgílio, Miguel Arcanjo, Osvaldo Cambalacho, Pedroto, Carlos Duarte, Jaburu, Carlos Vieira e Hernâni.
• O seu nome figura na lista dos "capitães" mais carismáticos da história do FC Porto onde jogou ao longo de 12 épocas! Percorreu três décadas a jogar de camisola azul-e-branca vestida, pois ingressou no Clube em 1949 e acabou a carreira de jogador em 1962!
• Jogador voluntarioso foi de uma entrega e dedicação inexcedíveis, nada regateando ao seu amado clube. Após a carreira de futebolista, nele perdurou a disponibilidade para ajudar o FC Porto. Em momentos difíceis da equipa aceitou comandá-la, como treinador (em parte das épocas 1974-75 e 1975-76).
• Internacional 6 vezes (duas na Selecção B), tal como no seu clube usou de extraordinária abnegação com a "camisola das quinas" vestida. Nos “AA” estreou-se em jogo disputado no Estádio das Antas, ante a Áustria (1-1), em 23 Nov.1952, com os também portistas Barrigana e Ângelo Carvalho a fazerem parte da equipa. A última partida foi contra a Irlanda do Norte (1-1), em 16 Jan.1957, no Estádio José Alvalade (Lisboa). Nesse jogo alinharam pela Selecção Nacional cinco jogadores do FC Porto: além de Monteiro da Costa, também Virgílio, Pedroto, Hernâni e Fernando Perdigão.
• Depois de terminada a carreira de futebolista, Monteiro da Costa foi treinador. Eis o que, atestando o carácter e integridade moral de um grande Homem e desportista, diz dele um ex-pupilo: “Monteiro da Costa para além de jogador íntegro do FC Porto, foi um HOMEM que passou pelo Salgueiros e que para além de treinar os seniores, treinava com muito orgulho os juniores. Os treinos dos juniores começavam às 7 horas (da manhã) e ele esperava por nós, equipado, a correr à volta do velho campo Eng.º Vidal Pinheiro. Como Homem transmitiu valores que ainda hoje guardo e revelo a honra de lhe ter chamado “Mister”. Obrigado Sr. Monteiro da Costa”.
• Monteiro da Costa, o mais versátil futebolista de sempre do FC Porto, um grande exemplo de "amor à camisola", um coração azul-e-branco, um Homem de integridade perfilhada, uma grande glória do Clube!
Carreira no FC Porto (jogador)
1949-50 a 1961-62
Palmarés
2 Campeonatos Nacionais (1955-56, 1958-59)
2 Taças de Portugal (1955-56, 1957-58)

[Nota: uma primeira versão desta biografia, mais sucinta, foi cedida por mim e publicada em 4 Mai.2009 no blogue “Estrelas do FC Porto” do amigo Paulo Moreira. Sinto-me honrado por, posteriormente, se ter repercutido em toda a net, mas lamento que a sua autoria seja omitida em alguns blogues e sítios que dela se apropriaram – Fernando Moreira]

Porcel – António José Porcel (n. Argentina, 13 Jun.1925) era um médio de elevada técnica (um Lucho González ainda mais tecnicista - diz quem o viu evoluir no campo) e jogava também a avançado. Chegou do país das pampas no início da época 1953-54 e com ele ingressou no FC Porto o também argentino José Valle, este transferido do Lusitano de Évora.
• No início da época 1955-56 Porcel, Barrigana e Ângelo Carvalho foram dispensados por Yustrich, o novo treinador, por alegadamente contestarem os seus métodos de trabalho. Uma decisão muito contestada pela massa associativa e polémica pois eram encarados como dos jogadores mais importantes do plantel. Os três foram para o Salgueiros e Porcel aí permaneceu duas épocas antes de regressar à Argentina.
• Porcel protagonizou um episódio pitoresco durante um jogo com o Atlético, em Lisboa, em Março de 1954, a contar para o Campeonato Nacional. Lesionou-se à meia hora de jogo e nunca mais deixou de sangrar do nariz. Sua mulher estava prestes a ser mãe e tinha por costume ouvir os relatos dos jogos do marido na íntegra. Quando se deu a lesão, um dirigente correu a pedir aos homens da rádio que nada dissessem sobre o incidente para evitar complicações, já que a senhora era hiper-sensível. Todos concordaram, naturalmente, mas para que o expediente funcionasse era preciso manter Porcel em campo, mesmo que em ofício de corpo presente, mesmo que em sacrifício da própria equipa. Assim se fez. E no dia seguinte nasceu o bebé...
• António Porcel alinhou em 36 jogos oficiais nas duas épocas em que envergou a camisola azul-e-branca e era muito estimado quer pelos colegas, quer pelos adeptos portistas. Esteve em Portugal nos anos 80, deu uma entrevista e desabafou: aquando da saída do FC Porto “até chorei, pois no primeiro treino, no Salgueiros, verifiquei que no balneário nem estrado havia para os pés…”
Carreira no FC Porto
1953-54 a 1954-55
[Fontes: “Paixão pelo Porto”, zerozero.pt, “História de 50 anos do desporto português”, “Almanaque do FC Porto”, outras publicações]

Albasini - Rodolfo da Silva Albasini (n. Moçambique, 31 Ago.1930 – m. Águas Santas, Maia, 16 Mai.2011), começou a jogar no 1.º de Maio de Lourenço Marques, actual Maputo, capital de Moçambique.
Foi dos primeiros futebolistas de Moçambique a vir para Portugal e para FC Porto em 1952. Tinha-o antecedido Matateu (Belenenses). Nessa mesma altura também ingressaram no clube da Invicta os angolanos Carlos Duarte e Fernando Perdigão.

Albasini numa entrevista à Rádio. Ao seu lado, Perdigão
• Albasini era um médio de bom recorte técnico e um valor que prometia destacar-se no panorama futebolístico nacional. Teve a oportunidade de alinhar em grandes equipas do FC Porto e jogar ao lado de nomes como Barrigana, Ângelo Carvalho, Virgílio, Miguel Arcanjo, Osvaldo Cambalacho, Porcel, José Valle, Monteiro da Costa, Pedroto, Hernâni, António Teixeira, José Maria, para além dos referidos Carlos Duarte e Perdigão. Foi chamado para treinos da Selecção Nacional, contudo nunca envergou a “camisola das quinas”.

Albasini com colegas futebolistas
A partir da direita: Miguel Arcanjo, Albasini, Osvaldo Cambalacho e Hassani-Ali
• Em entrevista a um jornal nortenho, o moçambicano dizia: “Adaptei-me definitivamente ao ambiente tripeiro e quero ficar aqui, no Porto, tanto tempo quanto eu possa e mo consintam… quer dizer, para sempre!” Infelizmente para ele e para o Clube, em 1954 uma grave lesão no joelho, insanável, impossibilitou-o de prosseguir a sua carreira de atleta de alta competição. Cedo teve de se retirar; fez pelo FC Porto 13 jogos oficiais na época 1952-53, 8 na temporada seguinte e apenas 1 em 1954-55. Regressou então a Lourenço Marques onde obteve um emprego nos caminhos-de-ferro. Ainda fez uma “perninha” no Ferroviário local e foi Campeão. Mais uma época em Portugal e teria sido Campeão Nacional pelo FC Porto! Bem o merecia.
• Albasini voltou mais tarde à cidade do Porto que o encantava. Durante os últimos anos da sua vida padeceu de uma doença degenerativa, vindo a falecer no mês de Maio de 2011 em Águas Santas, Maia.
Carreira no FC Porto
1952-53 a 1954-55
[Fontes: “The Delagoa Bay Company”, “Lôngara – Actividade Literária”, zerozero.pt, “Almanaque do FC Porto”, outras publicações]

José Valle – José Valle Román (n. Buenos Aires, Argentina, 16 Set.1920), jogava como defesa e iniciou a carreira em 1941 no Atlanta, de Buenos Aires, onde permaneceu até 1943. Depois jogou durante uma época no Independente, de Avellaneda. De 1945 a 1947 esteve noutro clube argentino, o Temperley.
• Em 1947 mudou-se para a Europa e para a AS Roma. A seguir transferiu-se para Espanha tendo jogado na UE Lleida na época 1950-51. Chegou a Portugal para representar o Lusitano de Évora nas temporadas 1951-52 e 1952-53. No Campeonato Nacional deu nas vistas e o FC Porto contratou-o no início da época de 1953-54.
• No FC Porto jogou como defesa e médio-defensivo, actuando preferencialmente pela faixa central do campo.
Chegou às Antas com o também argentino Porcel e com o italiano Del Pinto. Ao contrário destes dois foi Campeão Nacional no FC Porto, de Yustrich, na época 1955-56 no fim da qual deu por terminada a sua carreira de futebolista. Actuou em 39 jogos oficiais: 20 em 1953-54 (16 no Campeonato e 4 na Taça de Portugal), 18 em 1954-55 (17+1) e apenas um na época 1955-56, no Campeonato, sendo por isso Campeão pelo FC Porto.
• José Valle enveredou pela carreira de treinador e orientou o Leixões (1960-61), Atlético (1961-62), Vitória de Guimarães (1962 a 1964), Braga (1965-66), Varzim e, novamente, Braga (1966-67).
• Mas antes, no FC Porto, havia sido adjunto do regressado Dorival Yustrich. E, nessa época de 1957-58, acabou por substituir interinamente o “Homão” que entretanto rescindira contrato. Valle não aceitou as responsabilidades de orientador técnico apenas com os direitos e os ordenados de treinador-adjunto e, assim, veio Otto Bumbel que conquistaria a segunda Taça de Portugal para as cores azuis-e-brancas.
Carreira no FC Porto
1953-54 a 1955-56
Palmarés
1 Campeonato Nacional (1955-56)
1 Taça de Portugal (1955-56)
[Fontes: “Glórias do Passado”, Wikipédia (espanhol), “Almanaque do FC Porto”, outras publicações]

Del Pinto – Sérgio Del Pinto Masetti (n. Roma, Itália, 14 Nov.1923), jogador italiano – médio centro – e treinador do “calcio” (Itália). Formado nas escolas da Lázio, era oriundo de uma família rica e talvez por isso lhe faltasse a solidez competitiva de alguns dos seus companheiros da “esquadra branco-celeste”. Dotado de admirável manancial de recursos técnicos, não tinha todavia a personalidade própria de um jogador que quer ir em frente e vencer custe o que custar.
• Muito polido mas desajustado ao mundo do futebol, foi enviado para o Alba Roma, da Série C, para rodar (1941 a 1943). Com a 2.ª Grande Guerra no auge, as competições pararam em Itália. No recomeço (1945), parecia que chegara o momento de Del Pinto se impor na Lázio. Jogou grande parte do primeiro Campeonato Italiano do pós-guerra, fez valer as suas inegáveis qualidades e logo chamou a si a atenção da imprensa desportiva e dos treinadores italianos. Infelizmente nas temporadas seguintes a afirmação de jogadores como Alzani e Gualtieri, que estavam ainda mais fortes e determinados que ele, deixa-lhe reduzido espaço na equipa. Quando retomou o seu lugar, não tinha ritmo competitivo e sofria de gritante falta de auto-estima. Em dois anos faz apenas sete aparições em jogos oficiais e as perspectivas eram cada vez mais nebulosas. No final da época 1947-48 decide partir para Espanha e representar o Lleida, da Catalunha (1949 a 1952).
• Foi contratado pelo FC Porto para a época 1953-54 a única em que vestiu a camisola azul-e-branca para jogar em dois encontros oficiais e no Campeonato: com o Lusitano de Évora (0-2) na 3.ª jornada e, na jornada seguinte, com o SC Braga (1-0). Permaneceu nas reservas até 1955-56.
• Del Pinto, depois de abandonar a carreira de futebolista, treinou equipas do futebol italiano. Chegou a ser seleccionador da Somália.
Carreira no FC Porto
1953-54 a 1955-56
Palmarés
Na época 1955-56 não foi Campeão nem vencedor da Taça de Portugal porque não participou em nenhum jogo.
[Fontes: Wikipédia (espanhol e italiano), “Worldfootball”, “Almanaque do FC Porto”, outras publicações]
  • No próximo post.: Capítulo 6, 1951 a 1960 – Contestação a Lisboa; a “dobradinha” (Parte XIII) – Época 1954-55; o início da época e o plantel; Campeonato Nacional; homenagem a Pepe e ao Clube da "cruz de Cristo", gesto nobre que honra os portistas; a desforra da inauguração… Benfica 1 – FC Porto 3; futebol com salários inflacionados.