26 outubro, 2012

25 outubro, 2012

Acelerar quando é preciso

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FC Porto 3-2 Dínamo Kiev

UEFA Champions League, grupo A, 3.ª jornada
24 de Outubro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 29.317 espectadores.


Árbitro: Pavel Kralovec (República Checa).
Assistentes: Roman Slysko e Martin Wilczek.
Quarto árbitro: Antonin Kordula.
Assistentes adicionais: Radek Prihoda e Micahl Patak.

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho; Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições: Varela por Atsu (64m), João Moutinho por Defour (75m) e James por Miguel Lopes (90m+2).
Não utilizados: Fabiano, Castro, Kleber e Abdoulaye.
Treinador: Vítor Pereira.

DÍNAMO KIEV: Shovkovskiy; Betão, Mikhalik, Khacheridi e Taiwo; Miguel Veloso, Vukojevic e Garmash; Yarmolenko, Ideye Brown e Gusev.
Substituições: Vukojevic por Kranjcar (84m).
Não utilizados: Koval, Mehmedi, Marco Ruben, Bogdanov, Haruna e Ninkovic.
Treinador: Oleksiy Mykhaylychenko.

Ao intervalo: 2-1.
Marcadores: Varela (15m), Gusev (21m), Jackson Martínez (36m e 78m), Ideye Brown (72m).
Cartão amarelo: Garmash (81m), Betão (90m+3), Miguel Veloso (90m+4) e Maicon (90m+4).

Por vezes há noites assim. Estranhas. Se me tivessem dito antes da partida que íamos ganhar por 3x2 ao Dínamo de Kiev, eu provavelmente teria pensado tratar-se de um grande jogo de Champions, de mais uma daquelas noites europeias para o Dragão guardar no seu baú de memórias.

Ter-me-ia, porém, enganado redondamente. Por muito que nos custe, um jogo com cinco golos pode mesmo varrer-se-nos da memória passado poucos dias. De facto, assistimos a um encontro em ritmo pausado, quezilento e sem grandes oportunidades de golo. Pouco entusiasmante, no fundo, à semelhança das despidas bancadas do Dragão que também se deixaram envolver pelo ritmo morno do prato que lhe serviram.

Ficou sempre a ideia, aliás, que estávamos perante um Porto de serviços mínimos, isto é, que bastava acelerar um pouco para chegar com perigo à baliza adversária. Baliza essa que, jogo a jogo, parece mais fácil de alcançar. Obra e graça de um colombiano chamado Jackson Martinez, a dar os primeiros passos - ou muito me engano - para poder um dia escrever o seu nome no panteão dos artilheiros azuis e brancos.

Estivemos então na presença de um Porto de serviços mínimos? De um Porto em gestão de esforço? De certas unidades em poupança de energia? De um Porto mais uma vez relaxado e ultra-confiante a fazer lembrar Vila do Conde? De um Porto com a sorte do seu lado que sempre que rematou fez um golo? Ou de um Porto de estrutura e carácter vincadamente europeu, a adquirir o cinismo e o calculismo típicos das velhas raposas desta competição? A resposta, claro está, será um mix de tudo isto.

É óbvio que esta forma de encarar o jogo, de estar em vantagem no marcador e recuar imediatamente no terreno, de perder agressividade e começar a trocar a bola sem a baliza em mente numa atitude de quem acha que tem o jogo ganho, nem sempre corre bem. Muito menos em jogos deste calibre, não obstante a equipa de Miguel Veloso estar a anos-luz do Dínamo de outras eras. Hoje, por sorte e porque há Jackson, tudo correu bem e viemos felizes para casa.

Convém, no entanto, refrear os ânimos daqueles que já andam para aí a propagar aos sete ventos que temos três jogos e nove pontos na mão, com q qualificação quase no papo. Sofrer dois golos em casa, com culpas directas e evidentes do eixo defensivo, não podem deixar ninguém sossegado e são razão para alarme. Ainda para mais quando, fora das convocatórias e das conversas dos adeptos, está um grande jogador chamado Rolando, com pergaminhos dados e provados de dragão ao peito. Pena que o atleta esteja a servir de exemplo a todo o plantel, desvalorizando-se a cada jogo que fica na bancada. Além disso, outra nota negativa prende-se com a exibição de João Moutinho, bastante apagado e em baixo de forma, tendo dado a sensação, a determinada altura, que estaria a jogar inferiorizado fisicamente.

Pelo contrário, Helton, Danilo, Mangala e Lucho exibiram-se em bom plano. O francês, não sendo evidentemente Alex Sandro, surpreendeu tudo e todos, revelando atrevimento nas subidas pelo seu corredor, nunca dando um milímetro que fosse aos seus directos opositores, ora fazendo uso do seu excelente jogo aéreo, ora utilizando a sua envergadura física nos lances ombro a ombro. Já o nosso capitão revelou o apurado sentido táctico habitual, exercendo pressão em todo o campo e efectuando duas assistências (a segunda então é primorosa) para golo. Mais um jogo onde espalhou toda a sua categoria pelo relvado do Dragão que, por falar nisso, precisa urgentemente de ir a consulta médica.

É verdade que nove pontos em três jogos não está ao alcance de qualquer um. Só se conseguem com muitos anos de rodagem europeia. Com muitas derrotas, com muitos empates, com muitas eliminatórias perdidas no último minuto, com muitas tristezas e desilusões. Com muitas e muitas injustiças. Os campeões forjam-se nas derrotas. E se nos dias de hoje temos este Porto mandão e dominador, que ganha com aparente facilidade e sem carregar muito no acelerador a um histórico do continente europeu, é bom que nos recordemos de todos esses momentos.

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

Três jogos, três vitórias e nove pontos na Liga dos Campeões: a prestação do FC Porto na máxima competição futebolística europeia continua imaculada e Vítor Pereira sublinhou esse facto na conferência de imprensa após a vitória sobre o Dínamo de Kiev (3-2). Para o técnico, o triunfo foi de uma “inteira justiça” e materializa uma prestação que “não está ao alcance de qualquer equipa”.

Viu-se um FC Porto desnorteado e que demorou a reagir aos golos do Dínamo de Kiev?
Gostaríamos de ter proporcionado um jogo de grande qualidade durante 90 minutos, mas do meu ponto de vista isso é impossível quando sete dos titulares estiveram duas semanas e meia sem competir e caem num jogo da Liga dos Campeões, contra uma boa equipa, recheada de bons jogadores. Até ao primeiro golo do Dínamo apresentámos um futebol de grande qualidade. Depois, acusámos um bocado o golo. Voltámos a entrar bem na segunda parte, em que fomos uma equipa solidária e que soube reagir, mesmo após o 2-2. Julgo que é com inteira justiça que vencemos e somámos nove pontos nos três primeiros jogos, o que não está ao alcance de qualquer equipa.

À semelhança do jogo com o Paris Saint-Germain, mudou a face táctica da equipa e minutos depois chegou à vitória. É algo circunstancial ou que tem pernas para andar?
O jogo é para ser lido e percebido e devemos mudar algo quando sentimos que é correcto. Penso que se refere à mudança do James para dentro: não quis que ele se desgastasse tanto no processo defensivo, porque o sentia cansado e tinha necessidade de baixar muito no terreno. Precisávamos de um decisor no espaço entrelinhas. Muitas vezes, a intenção não tem efeitos práticos, neste caso não sei se foi uma consequência directa mas acabámos por fazer o terceiro golo e ganhar o jogo. A nossa estrutura base é o 4-3-3, mas circunstancialmente podemos tirar partido de um jogador da qualidade, como o James, no espaço entrelinhas.

Na segunda parte houve dois momentos: o golo do Dínamo e o golo do FC Porto. A resposta da equipa após o 2-2 dá garantias do ponto de vista emotivo e táctico?
O Dínamo é uma equipa que tem jogadores rápidos na frente. Quando permitimos lançamentos nas costas da nossa defesa tornam-se perigosos. Para que isso não aconteça, temos de fazer uma pressão forte, mas perdemos capacidade de pressionar alto e expusemos a nossa linha defensiva a muitas bolas na profundidade e uma delas deu golo. A leitura que faço é esta: não conseguimos fazer uma pressão mais alta e circular a bola como gostamos. Não é possível ter sete titulares só a treinar durante duas semanas e meia e preparar convenientemente um jogo da Liga dos Campeões. Não foi a linha defensiva que falhou no 2-2, mas o todo no processo defensivo.

Uma equipa como o FC Porto, com grandes qualidade, marcou três golos mas teve poucas oportunidades. Foi devido à grande qualidade dos jogadores ou à sorte?
A sorte dá muito trabalho.

Falou na paragem do campeonato e na falta de ritmo. Porque não optou por dar ritmo aos titulares na Taça?
Jogar uma eliminatória da Taça contra o Santa Eulália – com todo o respeito que me merece a equipa, que nos criou inúmeras dificuldades – não é um jogo que proporcione transferência para este, da Liga dos Campeões. O ritmo de que falo é também do ponto de vista competitivo. Não acredito que isso pudesse ter dado ritmo ou preparado os jogadores para este encontro.

Que dificuldades espera na Ucrânia?
O Dínamo é uma boa equipa, recheada de belíssimos executantes. Vão criar-nos dificuldades, mas vamos tentar apresentar o mesmo espírito ambicioso. Por isso, fomos capazes, como equipa, mesmo em dificuldades, de fazer o terceiro golo. Talvez nessa fase só a própria equipa tenha acreditado, Com essa união, fomos capazes de vencer. Em Kiev, com outro ritmo e depois de corrigir alguns comportamentos, pretendemos jogar a um nível elevado durante mais tempo.



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga Campeões 2012/13, grupo A, 3ªj

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Tribunal O JOGO: FC Porto - Dínamo Kiev, 3-2
Árbitro: Pavel Kralovec (República Checa) / Assistentes: Roman Slysko e Martin Wilczek / Quarto árbitro:> Antonin Kordula / Assistentes adicionais: Radek Prihoda e Micahl Patak.



fonte: ojogo.pt e portistaforever.blogs.sapo.pt

24 outubro, 2012

FC Porto B empata nos instantes finais

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FC Porto B 1-1 SC Covilhã

II Liga 2012/13, 10ª jornada.
24 de Outubro de 2012.
Estádio de Pedroso, Vila Nova de Gaia.
Assistência: cerca de 300 espectadores.


Árbitro: Luís Ferreira.
Assistentes: Alfredo Braga e Tomás Santos.

FC PORTO B: Stefanovic, David, Tiago Ferreira, Anderson Santos, Quiño, Mikel, Sérgio Oliveira, Edu, Sebá, Iturbe e Dellatorre.
Substituições: Vion por Sebá (84m).
Não utilizados: Elói, Fábio Martins, Frederic, Pedro Moreira e Tomás.
Treinador: Rui Gomes.

SC COVILHÃ: Jorge Batista, Grilo, Gaspar, Samuel, Edgar, Dani Matos, Nené, Tarcísio, Gui, Pimenta e Moreira.
Substituições: Fabrício por Gui (58m), Carlos Manuel por Moreira (73m) e Filipe Fernandes por Nené (84m).
Treinador: Filipe Moreira.

Ao intervalo: 0-0.
Marcador: Fabrício (87m) e Mikel (95m).
Cartões amarelos: Sebá (21m) e Pimenta (69m).

O FC Porto B voltou a perder pontos em casa nesta 10.ª jornada da Segunda Liga, desta vez com um empate perante o Sporting da Covilhã (1-1). Um golo de Fabrício, apontado aos 87 minutos, quase redundava numa derrota difícil de digerir, mas valeu o cabeceamento portentoso de Mikel, nos descontos, para igualar as contas.

A primeira parte foi disputada a um ritmo morno, com os azuis e brancos a beneficiar de maior posse de bola mas a sentirem sérias dificuldades para furar a barreira defensiva do SC Covilhã. Curiosamente, foi Mikel, médio-defensivo, quem primeiro conseguiu ganhar espaço no ataque e armar o remate, com um central adversário a cortar o lance a meio-caminho da baliza.

Ainda antes dos 20 minutos, a velocidade de Iturbe e a crença de David, em lances distintos e com Edu também como protagonista, como homem das tabelas, proporcionaram mais dois momentos de perigo junto ao sector recuado do SC Covilhã mas, em ambos os casos, faltou capacidade de tiro ao FC Porto B.

Mesmo assim, o domínio portista era notório e merecia que as acções de Sérgio Oliveira (com uma “bomba” a largos metros da baliza, aos 18 minutos) e Sebá (com duas excelentes iniciativas pela direita, abrilhantadas pela lógica desmarcação-finta-remate, aos 26 e 34 minutos) tivessem sido coroadas de sucesso. Não o foram e o intervalo chegou com o nulo no marcador.

O segundo tempo serviu para repetir o filme, com o FC Porto B na procura do golo e a ser infeliz na definição dos lances. A ala direita dos Dragões esteve particularmente inspirada e carrilou imenso jogo, ficando apenas a faltar o toque final. Sérgio Oliveira, de livre, Sebá, Edu, Quiño e Dellatorre, cada um à sua maneira, criaram ocasiões mais do que suficientes para desatar o nó, que teimava em persistir: os defesas desviavam a bola no limite, o guarda-redes defendia o que podia e até o poste ajudava o SC Covilhã a evitar o golo portista.

Dos derradeiros minutos destacam-se quatro momentos-chave: a perdida incrível de Dellatorre, isolado, após um contra-ataque bem conduzido por Iturbe; o penálti conquistado por Quiño, que Sérgio Oliveira bateu para defesa de Jorge Batista; o golo de Fabrício, de cabeça, contra a corrente do jogo, na sequência de um cruzamento que a defesa azul e branca ficou a ver passar e, finalmente, o merecido golo dos Dragões, anotado por Mikel aos 95 minutos, também de cabeça, na sequência de um canto. Do mal, o menos.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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Mais um vendedor de sonhos

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Bom São João
Não bastava um.
Existe agora outro que, apesar de não ter a bola como profissão, se juntou ao grupo dos vendedores de sonhos.
E sonhos dos 'mais grandes', saborosos, cor-de-rosa e irresistíveis dos quais apenas os próprios aparentam ter a receita.

Pena que, à falta da respectiva barraca de circo e instalação sonora motorizada por gerador, seja vendido pela Comunicação Social.
Pena que, à falta de melhor, seja do tipo se amanhã não chover vai estar um rico dia.
Mas, verdade seja escrita, não há sonho que se iguale a este.

Que se animem assim uns cerca de seis milhões porque, quando a derrota aperta e a tristeza desperta, nada melhor que um sonho.

Que o devorem e se envolvam na sensação de um sonho de vã esperança, cozinhado a partir de um e outro candidato, uma dezena de anos com palavras sem conteúdo, 16 gramas de especiarias antigas já com odor a mofo e açúcar q.b. mas que não consegue disfarçar o sabor da amarga desilusão.

O sonho comanda a vida, escrevia e cantava já o poeta.
Mas será que este sonho perdeu já o seu sabor?
Ou os clientes são cada vez menos?
Ou menos exigentes?

Um dia um benfiquista, aspirante a vendedor de sonhos, teve um sonho.
Quem não os tem?

"Vamos precisar de estar ao nosso melhor nível"

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A exibição frente ao Paris Saint-Germain, na última jornada da Champions, serve de modelo a Vítor Pereira para a recepção ao Dínamo de Kiev (quarta-feira, 19h45). O técnico espera um FC Porto ao "melhor nível" para bater um adversário "perigoso", que ainda tem "a qualificação em aberto". Em caso de triunfo, os Dragões ficarão numa "posição muito boa" para ultrapassar a fase de grupos.

Espera recuperar uma certa imagem do FC Porto, depois de ter ficado tão agastado com o jogo da Taça, no sábado?
Estou aqui para falar na Liga dos Campeões, numa próxima oportunidade falarei da Taça. Do meu ponto de vista não há transferência entre as duas competições. Os nossos dois últimos jogos na Champions foram de grande nível, nomeadamente o último, frente ao Paris Saint-Germain, e é um jogo desses que esperamos amanhã.

O que espera do Dínamo de Kiev?
Tive a oportunidade de os observar ao vivo. É uma equipa com belíssimos jogadores, rápidos e técnicos. Gostam de ter a bola, tal como nós, mas tornam-se especialmente perigosos no momento de perda de bola do adversário. Procuram muitas vezes a profundidade na transição ofensiva e temos de controlar esse momento com um bom jogo posicional. É uma equipa que tem a qualificação para a segunda fase em aberto, dado que tem três pontos. É um adversário perigoso que nos vai exigir um jogo ao nível do que fizemos com o Paris Saint-Germain, em que fomos fiéis à nossa identidade, corajosos e ambiciosos. Espero uma resposta idêntica e, fundamentalmente, que possamos garantir os três pontos, que nos colocariam numa posição muito boa para passarmos à próxima fase da Champions.

Estando tão perto da qualificação, receia que os jogadores relaxem?
No último jogo na Champions não vi ninguém relaxado, mas sim uma exibição de grande nível e qualidade. O que é importante a este nível é que, para se ganhar, tem de se ter maturidade táctica e emocional. A nossa equipa tem essas características. Não tenho dúvidas de que todos nós temos consciência de que vamos precisar de estar ao nosso melhor nível para vencer.

Como pensa substituir o Alex Sandro?
Ele não está disponível, mas continuo a acreditar que valemos fundamentalmente como equipa. Acredito nas soluções que a própria equipa encontra para resolver os problemas. Lamento que o Alex Sandro fique de fora por lesão, mas acredito no jogador que amanhã entrar em campo.

O FC Porto pode ficar muito perto do apuramento e também deixar o Dínamo fora dessa corrida...
Acredito que os dois próximos jogos vão definir melhor o posicionamento do grupo, mas não este em particular. Não acredito que uma vitória nossa na quarta-feira retire o Dínamo de Kiev da luta pelo apuramento.

O facto de poder conquistar cedo o apuramento pode provocar algum relaxamento na equipa, ao contrário do que pretende?
Queremos conquistar o mais depressa possível os pontos necessários para chegar à próxima fase. Aqui não pode haver relaxamento, temos de estar ao nosso melhor nível. Esperamos a ajuda da massa associativa para conquistar os três pontos.

O Dínamo de Kiev perdeu os últimos dois jogos. Quais são os seus pontos fracos?
Todas as equipas, incluindo a nossa, têm pontos mais fortes. Já observei os momentos e as dinâmicas do Dínamo que temos de controlar. Também temos os nossos momentos e dinâmicas para contrariar os momentos do Dínamo. Não posso estar aqui a mencionar quais os possíveis erros do adversário que poderemos explorar.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Fabiano;
Defesas: Danilo, Miguel Lopes, Otamendi, Maicon, Abdoulaye e Mangala;
Médios: Fernando, Castro, Defour, Lucho e João Moutinho;
Avançados: James, Varela, Kelvin, Atsu, Jackson e Kléber.

23 outubro, 2012

Um fim-de-semana com os patins a rolar como deve ser…

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Os 2 pontos por nós perdidos na 1ª jornada, estão agora recuperados, depois de mais uma vitória do HÓQUEI EM PATINS do FC Porto em Vale de Cambra (5-2 com 3 golos de Ricardo Barreiros), acompanhada da escorregadela dos vermelhos em Valongo (5-5) com o ex-dragão João Souto a apontar 4 golos e a festejar o último (a 44 segundos do fim) como Pedro Gil fez no último Europeu de má memória para as cores Lusas, e especialmente para o guarda-redes em causa...

No ANDEBOL, estarei presente amanhã (quarta-feira) em Águas Santas pelas 21h00, sabendo que à mesma hora, ainda decorre um desafio de futebol para a Champions League no Dragão. Espero, naturalmente, dois motivos para sorrir nessa noite...



ANDEBOL
  • FC Porto 34-27 Belenenses
Estive presente no Dragão Caixa, e assisti a uma exibição positiva de um FC Porto a crescer, mas ainda longe do nível (principalmente na defesa) que por esta altura já demonstrava na época anterior. Na verdade, o Tiago Rocha é mesmo um elemento fulcral no nosso estilo de jogo e tudo mudará a partir do seu regresso...

Frente ao Belenenses, o FC Porto foi sempre superior, chegando a estar a vencer por 10 golos e permitindo a Obradovic rodar toda a equipa. Spínola marcou 6 golos, sendo seguido por Ricardo Moreira e Gilberto com 5, Wilson, Daymaro e Ferraz com 4.

Amanhã, há jogo em Águas Santas (21h), que vai ser apitado pela famosa dupla dos manos Martins, numa jornada em que o Porto procura segurar (pelo menos!) o 2º lugar isolado que conquistou, após o empate do Sporting em Braga. Depois, segue-se a recepção ao Sporting, mas apenas no dia 10 de Novembro.



HÓQUEI EM PATINS
  • HA Cambra 2-5 FC Porto
Vitória tranquila do FC Porto em Vale de Cambra, com Ricardo Barreiros em grande nível, apontando 3 golos, sobrando os restantes para Jorge Silva e Vítor Hugo. Ao intervalo, o FC Porto já vencia por 2-0, e na 2ª parte, o mais que o Cambra apertou, foi aos 3-1 e 4-2.

Na próxima jornada, o FC Porto, que este sábado encostou nos vermelhos (grande João Souto e enorme Valongo), recebe a Ac.Espinho em jogo agendado para este domingo pelas 16h30 (Porto Canal).

Agora, há que continuar no rumo do sucesso sem mais nenhum brinde, depois de recuperado o dano provocado pelo Paço de Arcos...



BASQUETEBOL

No basquetebol, os Sub-20 somam e seguem, com 3 jogos oficiais e 3 vitórias. Depois da vitória na Póvoa para a Taça, seguiram-se 2 jogos para o campeonato com os Dragões de Moncho e João Tiago a vencerem o Gaia por 105-44, e o Juv.Pacense por 73-40.

O nosso próximo jogo é apenas dia 9 de Novembro em Valbom.
  • FCP Dragon Force 105-44 FC Gaia
No jogo frente ao Gaia, Eduardo Guimarães, com 26 pontos, esteve imparável, sendo bem coadjuvado por Rothes, Bastos, Miranda, Gallina e Soares.
  • Juv.Pacense 40-73 FCP Dragon Force
No jogo de Paços de Ferreira, destacaram-se Miguel Soares (14 pontos), seguido por José Miranda, Gallina e Pedro Figueiredo. O actual treinador do Juv.Pacense, é o nosso ex-jogador da década de 90, Raúl Santos.



Um abraço do Lucho.

22 outubro, 2012

Dar oportunidades? Para quê?

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Depois de mais uma longa paragem competitiva, eis que o FC Porto tinha uma boa oportunidade para regressar à competição com uma goleada e uma exibição agradável para os muitos adeptos que se deslocaram a Vizela para ver o Santa Eulália vs FC Porto e para todos os outros, claro.

Não é minimamente admissível que um jogo entre o FC Porto, seja com 11 suplentes, com jogadores da equipa B ou até com alguns juniores, e uma equipa da 3ª divisão constituída por amadores não resulte numa clara vitória do FC Porto. E o que se assistiu em Vizela, foi a uma incrível passividade, displicência e falta de esforço de jogadores, que pouco jogam, e esbanjaram por isso uma boa oportunidade para demonstrarem valor e constituírem-se como alternativas ao onze inicial.

Infelizmente, nada disso aconteceu, foi mau demais aquilo que se assistiu em Vizela frente a uma equipa amadora. A forma como o Santa Eulália pressionou o FC Porto nos últimos minutos e como ate poderia ter chegado ao empate no último minuto de jogo foi simplesmente patética e vergonhosa para os jogadores que envergaram a camisola do campeão nacional! Não é admissível, quem jogou ontem devia ter vergonha. Um jogo frente a uma equipa daquelas e não golear, é inadmissível.

De resto, analisando individualmente a prestação de alguns meninos que ontem jogaram, as conclusões ainda são mais tristes, tendo em conta aquilo por que tantos adeptos suplicam. Mangala tem de aprender que um central não pode fazer 20 faltas por jogo, tem de ter muito menos ímpeto a entrar aos lances, mais calma e concentração; Quiñones pouco se viu, não vi nada que se aproveitasse no jogo que o colombiano fez; Castro tarda em afirmar-se e em fazer um bom jogo do início ao fim, não basta ser um grande portista (eu também sou), é preciso muito, muito mais em campo do que aquilo que Castro tem feito, e ontem perdeu mais uma oportunidade para afirmar-se como alternativa aos titulares; de Kelvin, o que mais se viu foi o penteado; Kléber foi mau, falhou um golo feito, está a regredir a olhos vistos na evolução que era esperada para um jogador que até tem algum potencial; de Iturbe tenho pouco a dizer, apenas o seguinte: se falar menos no twitter (bem como o seu empresário) e jogar mais, se calhar não se exibia ao medíocre nível que se viu; Varela esteve pouco mais que ridículo; e relativamente aos outros pouco mais a dizer, de tão horrível que foi a exibição portista.

Esquecendo totalmente aquele pequeno "pesadelo" de início da tarde de sábado, agora é tempo de concentrar as forças para o jogo de 4ª feira no Dragão, importantíssimo para o apuramento para os oitavos da Champions. Há que vencer claramente e arrumar quase a questão do apuramento, encaminhando também outra importantíssima conquista: 1º lugar do grupo que permite evitar simpáticos tubarões como Barcelona ou Real Madrid! Estou confiante que com James, Lucho e companhia a “música” vai ser outra. E pelo que se viu em Vizela, ou as coisas mudam, ou apenas vamos ter 11 gajos realmente úteis para limpar campeonato e Champions... taças da liga e de Portugal têm de continuar a ser competições para não cansar as “jóias da coroa”.

ENTREVISTA: Casa do FC Porto de Vila Meã (Amarante)

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Na ressaca da passagem à 4ª elimatória da Taça de Portugal neste mês de Outubro de 2012, trago-vos mais uma pequena entrevista em exclusivo para este espaço de tertúlia azul-e-branca. Desta feita, a Casa do FC Porto de Vila Meã, vila portuguesa do concelho de Amarante.

Feito o contacto e concretizada a tão pretendida entrevista, não posso deixar de agradecer a extrema simpatia e disponibilidade demonstrada pelo Sr. Fernando Sousa, Presidente da Assembleia Geral, aproveitando para desejar os votos dos maiores sucessos para esta (mais uma) Casa do (nosso) FCPorto.

Como tal, vamos lá então a essa prometida entrevista...



Casa do FC Porto de Vila Meã - Amarante
Delegação nr. 87 do FC Porto


1- Queiram fazer uma breve apresentação dos Órgãos Sociais.

Assembleia Geral

Presidente – Fernando Vieira de Sousa, Empresário no ramo industrial e tem cerca de 63 anos de idade;

Direcção

Presidente – José Ricardo Fonseca Sousa, tem cerca de 30 anos e é Empresário na área industrial;
Vice-Presidente – António Joaquim Teixeira Matos, com cerca de 54 anos e é Encarregado na construção civil;
Secretário – Luís Miguel Pinto, com cerca de 36 anos e é Empresário Comercial;
Tesoureiro – Lino Manuel Macedo, com cerca de 41 anos e é Funcionário Bancário;
Vogal - Hélder Manuel Sousa, com cerca de 30 anos e é Empresário na área da Construção Civil;

2- Como e quando surgiu o espaço azul e branco da Casa do FC Porto de Vila Meã?

O nosso espaço surgiu em 2001 quando meia dúzia de sócios e simpatizantes portistas (Eduardo Magalhães, Fernando Vieira, José Manuel Aniceto, Sérgio Cunha, Joaquim Ribeiro Magalhães, António Ribeiro Beça e outros), dado que cada vez era mais difícil, assistir aos jogos do nosso Clube nos cafés da nossa terra, devido à enorme rivalidade principalmente com os simpatizantes do SLB, decidiram abrir uma Delegação do FCP em Vila Meã;

3- Como tem sido o desenvolvimento, durante o tempo de existência, e quantos associados têm?

Inicialmente a adesão foi fantástica e surpreendeu-nos a todos, pois depressa chegamos aos cerca de 500 associados. Entretanto como a Casa inicial era bastante pequena, mudamos para a actual que se trata dum espaço muito mais amplo e com mais valências, o que nos levou a entregar a uma pessoa particular a exploração da Casa. Devido a esse facto e dado a Casa estar muito próxima do Externato de Vila Meã, a juventude é que mais frequenta a Casa, pelo que os mais velhos se afastaram um pouco.

4- Qual a vossa opinião sobre a época que iniciou?

Como em todas as épocas que se iniciam, a nossa expectativa é sempre grande, pois esperamos sempre que o nosso Clube, atinja o máximo em todas as provas que participa, quer a nível profissional, quer a nível amador;

5- Quais foram os pontos mais altos ou mais marcantes da casa?

Os pontos mais altos da nossa Casa, foram as inaugurações das nossas Sedes em Set-2002 e Nov-2005, pelo Presidente do FCPorto, Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa;

6- Quais os apoios e iniciativas que a casa pode oferecer aos adeptos do nosso clube?

Além dos vários convívios que já levamos a feito, temos apoiado os nossos sócios, quer no pagamento das quotas do FCP, quer na aquisição de bilhetes para os jogos no Estádio do Dragão;

7- Existem casas ou delegações de outros clubes na vossa região? Se sim, qual o tipo de relação que mantém?

Existem as Delegações de Amarante e Penafiel, sendo poucos os contactos entre nós, pois como sabem, o Estádio do Dragão, felizmente fica relativamente perto de Vila Meã;

8- Tem alguma história curiosa que queiram contar ou relatar, relacionada com a vossa a vossa casa?

A melhor história da nossa Casa foi quando em 2002 fizemos a inauguração da nossa primeira sede, inscreveram-se cerca de 200 pessoas, mas quando chegamos ao Restaurante deparamos com cerca de 500 pessoas. Como devem calcular foi uma balbúrdia total. No entanto apesar de alguns ficarem chateados, tudo acabou bem;

9- Quais as vossas expectativas para a época desportiva do nosso Clube?

As nossas expectativas são sempre as mais altas. Ir o mais longe possível, em todas as competições, quer a nível nacional, quer a nível internacional;

10- Habitualmente costumam acompanhar as modalidades consideradas amadoras, e qual a vossa opinião?

Normalmente não, pois acabamos por seguir as mesmas através da Televisão;

11- Já conheciam o blog "BiBÓ PoRtO, carago!!"? Se sim, qual a vossa opinião?

Não conhecíamos;

12- Para finalizar, queiram deixar uma mensagem aos nossos leitores.

A nossa mensagem é sempre a mesma. Não podemos adormecer, pois os nossos adversários são muitos. Por isso devemos estar sempre atentos e disponíveis para apoiar e ajudar a manter o nosso Clube no topo, como tem acontecido nas últimas décadas.



CONTACTOS E INFORMAÇÕES ÚTEIS

morada [sede social]: Av. Nova – Ataide - 4605-000 Vila Meã.
contactos telefónicos: José Ricardo Sousa – 938948756; Fernando Vieira – 917586723; Eduardo Magalhães – 932893392.

como se podem inscrever novos associados da casa do FC Porto e os seus custos: actualmente não estamos a fazer inscrições de sócios..

vantagens em se tornar associado da casa do FC Porto: -.

site na internet: -.
página no facebook: -.
e-mail: -.

21 outubro, 2012

Vão jogar porcamente para outro recinto!

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Estou indignado com o que se passou esta semana no Estádio do Dragão. Há muito tempo que não via uma equipa que joga em casa no Dragão jogar tão mal e porcamente. Uma falta de respeito pelo Nosso recinto que devia proibir a selecção de voltar a pisar aquele relvado. Afinal aquele Estádio pertence a outra Nação!

Pausa para fazer contas!

A paragem no campeonato chega em boa altura. É óptimo que os críticos do Porto possam ter uns dias para inventar novas razões pelas quais a equipa de Vítor Pereira não os impressiona. Lamento muito, mas um adepto não deve apenas dizer bem. Sobretudo quando é fácil. Apesar do bom futebol, das vitórias, do receio que o Porto inspira aos adversários, da alegria que os portistas sentem quando vêem a equipa jogar, nem tudo corre bem. Quem leu os vários jornais desportivos, descobriu esta semana que a gestão do Futebol Clube do Porto (ao contrário do que consta na imprensa internacional e em algumas teses de mestrado da UP) é afinal ruinosa. Se me permitem, vou tentar desmontar algumas teses falsas que foram propaladas ao longo da semana. A seguir a móveis do IKEA, teses falsas é das coisas que mais gosto de desmontar.

Não pensam que o facto de não perceber nada de gestão que me vai coibir de dar a minha opinião. Era o que faltava. Para começar, quero dizer que a gestão do Porto tem sido, de facto, trágica. Trágica para os nossos adversários, como é óbvio. Na última década, conseguimos com metade do passivo dos sarracenos alcançar dez vezes mais sucesso desportivo. Está portanto na altura de mudar de rumo porque assim não vamos a lado nenhum. Assim não podemos continuar!
Talvez seja bastante apressado olhar para os resultados do Relatório e Contas e dizer que o Porto terminou a última época com prejuízos. Caramba, estivemos nos Aliados a festejar o Caneco! E os infiéis onde estiveram? A ver que o todo dinheiro que investiram não serviu de nada. Mais vale investir mais e tirar proveitos do que investir menos e não tirar proveito nenhum. O que quero deixar claro é que, se o grupo Porto fosse uma cadeia de supermercados, os resultados podiam ser vistos apenas pelo ponto de vista financeiro. Tratando-se de um clube desportivo, o “prejuízo” (pelo menos, para mim, enquanto adepto) depende da relação entre aquilo que se conquistou dentro das quatro linhas e aquilo que foi gasto.

Vamos também, por momentos, esquecer que, o Porto investe muito dinheiro em jogadores jovens e por exemplo, neste exercício não entraram 50 milhões só de vendas de Hulk e A. Pereira. Pois, na verdade, teremos um saldo positivo de 15 milhões. Mesmo que assim não fosse, é preferível ter um saldo de 30 milhões negativos e títulos conquistados do que ter um prejuízo de 15 milhões e zero títulos acrescentados. Pois quem investiu 15 e não ganhou nada, esses 15 milhões foram totalmente convertidos em gastos inúteis. Há um diferença entre investir e ter retorno e desbaratar dinheiro.

Infelizmente, os diários portugueses tem uma extraordinária técnica para escrever notícias sobre o Nosso Clube. Primeiro, põe-se a imaginar: ' O que é que uma pessoa com um mínimo de bom senso pensaria sobre este assunto?'. Depois, sentam-se e escrevem exactamente o contrário.

O espaço dos pequenos!

Entretanto, o treinador do décimo terceiro classificado do campeonato nacional demitiu-se e, surpreendentemente, os jornais não falam de outra coisa. Para um clube que se queixa de falta de atenção da imprensa, estes só podem ser dias muito felizes. Adeptos e dirigentes do Sporting protestam muitas vezes por terem menos espaço nas primeiras páginas dos jornais do que os principais adversários. Talvez seja verdade: dos três grandes, o Sporting será o que tem menos visibilidade na imprensa. Mas, dos clubes do meio da tabela, é o que tem mais.

Eis o lado positivo da questão — no qual os sportinguistas, pessimistas como só eles, nunca reparam.

20 outubro, 2012

Vencer, sem direito a passeio

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Santa Eulália 0-1 FC Porto

Taça de Portugal, terceira eliminatória.
20 de Outubro de 2012.
Estádio do FC Vizela, em Vizela.
Assistência: cerca de 6.000 espectadores.


Árbitro: Rui Costa (Porto).
Assistentes: Nuno Manso e Bruno Rodrigues.
Quarto árbitro: Ivan Vigário.

SANTA EULÁLIA: São Bento; Inácio, Basílio, Filipe Alves e Armando; Hélio, Rui Costa, André Cunha e Nélson (cap.); Carlitos e Zézé.
Substituições: Filipe Alves por Benício (65m), Carlitos por Tiago Monteiro (74m) e Zézé por Filipe Magalhães (80m).
Não utilizados: Espinha, Chico, André Monteiro e Tiago.
Treinador: João Fernando.

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Abdoulaye, Mangala e Quiño; Rolando, Castro (cap.) e Kelvin; Atsu, Kleber e Iturbe.
Substituições: Kelvin por Miguel Lopes (61m), Quiño por Varela (61m) e Iturbe por Sebá (72m).
Não utilizados: Kadú, Lucho, James e Fernando.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 0-1.
Marcador: Danilo (31m).
Cartões amarelos: nada a registar.
Cartões vermelhos: nada a registar.

O FC Porto venceu pela margem mínima o CCD Santa Eulália, equipa que milita na III Divisão.

Para este desafio, Vítor Pereira decidiu alterar completamente o seu “onze” habitual, dando tempo e espaço aos jogadores menos rodados do plantel azul e branco.

O encontro realizou-se no Estádio do FC Vizela, uma vez que a “casa” do Santa Eulália não reunia condições para receber um jogo desta envergadura. Num recinto lotado, onde estavam cerca de 6 mil pessoas, o FC Porto demorou 30 minutos para abrir o marcador. Antes, os campeões nacionais já tinham surgido na grande área adversária várias vezes. Danilo rematou forte à entrada da área, sem hipóteses de defesa para São Bento, após uma boa jogada de envolvimento entre Atsu e Castro.

O “pequeno” Santa Eulália defendia o melhor que podia, tendo beneficiado da pouca rotatividade dos jogadores portistas em campo. O desentendimento entre os Dragões era visível e “facilitou” a tarefa da equipa da vila de Santa Eulália. No entanto, a formação orientada por João Fernando teve duas boas oportunidades para assustar a baliza de Fabiano na primeira parte.

Aos 42 minutos, os jogadores do Santa Eulália pediram mão na bola de Abdoulaye à entrada da área, mas o árbitro Rui Costa mandou seguir.

Na etapa complementar, o Santa Eulália ganhou mais coragem e atrevimento, até porque, na antevisão, o técnico João Fernando disse que o mais importante desta "festa" era que os jogadores conseguissem desfrutar do momento e causar dificuldades à equipa da cidade do Porto. Destaque para o número 10, Nélson, que já jogou na I Liga ao serviço do Paços de Ferreira, onde se mostrou um “maestro” no meio-campo. Ele que tem o argentino Lucho como referência.

Varela e Miguel Lopes ainda entraram em campo mas não conseguiram ajudar a equipa portista a dilatar a vantagem.

Como seria de esperar, até pela estrutura do clube do concelho de Vizela, o CCD Santa Eulália despede-se da Taça de Portugal mas de cabeça erguida, com o feito de não ter sido espezinhado pelos Dragões.

O FC Porto, segue para a quarta eliminatória da Taça de Portugal.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira:

Depois da vitória, por 1-0, frente ao Santa Eulália, que garantiu o apuramento do FC Porto para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, Vítor Pereira preferiu ser breve, reconhecendo, numa curta declaração, que esperava um desempenho superior da equipa e assumindo, sem qualquer reserva, a sua quota de responsabilidade pela exibição e pelo resultado.

“Assumo completamente as minhas decisões e reconheço que, com tantas mexidas e adaptações na equipa, descaracterizámos o nosso jogo”, disse o treinador dos bicampeões nacionais, admitindo que o FC Porto não apresentou em Vizela a qualidade habitual.

Para valorizar, continuou Vítor Pereira, sobrou-lhe apenas “a passagem à próxima eliminatória” e “o apoio dos adeptos”, que “mereciam outra exibição”. Sem se esquecer de dar os parabéns ao adversário, “que fez um belíssimo jogo e foi ambicioso”, o treinador assumiu ainda que “a conquista da Taça de Portugal é um objectivo da equipa” e que, para o conseguir, terá que se apresentar “muito mais forte já na próxima eliminatória”.

Já Danilo, o autor do único golo da partida, não estranhou a escassez do resultado. “É natural que tenha sido assim, porque temos um jogo grande na quarta-feira [n.d.r.: FC Porto-Dínamo de Kiev]”, argumentou o lateral direito, que marcou, aos 31 minutos, com o pé esquerdo. “Mas o Santa Eulália também fez um grande trabalho”, prosseguiu. “Dificultou ao máximo, mas acabámos por sair daqui com a vitória e garantir a passagem à próxima eliminatória”.



RESUMO DO JOGO

O sismo financeiro

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Confesso que, ainda meio atordoado com a magnitude do prejuízo evidenciado (o resultado do 3º trimestre embora negativo em 22.139M não fazia prever tal descalabro uma vez que no último trimestre entrava a mais valia da venda do passe do Guarin e o prémio de participação na LC), hesitei muito sobre a melhor forma de abordar os resultados financeiros apresentados. Ora, perante a torrente de comentários negativistas que surgem nestas alturas, decidi fazer um pouco de contra vapor para tentar equilibrar a tendência bem portuguesa do "oito ou oitenta".

Vamos por partes. Em 1º lugar é evidente que os problemas que conduziram a esta situação estão perfeitamente identificados e, como afirmou o Dr. Angelino, já estão em curso as medidas para repor as coisas no seu devido lugar. Desde logo, porque neste tipo de análise devemos ter uma perspectiva dinâmica e não estática. Ora, as contas são reportadas a 30/06/2012 (comunicado e relatório e contas), a fotografia nessa data, no entanto, muito em breve quando forem publicadas as contas do 1º trimestre de 2012/13, a fotografia em 30/09/2012 será bem melhor. Percebe-se porquê: as vendas dos passes de Hulk e A.Pereira vão entrar neste período. Como o valor orçamentado com mais valias de transferências era de 51M e o valor concretizado foi de apenas 30M, encontramos aqui parte da explicação para o prejuízo.

Por outro lado, outro dos problemas que contribuíram para esta situação – o excesso de alavancagem no defeso de 2011 com um investimento brutal de 60M – foi já corrigido este ano com apenas um ajustamento cirúrgico que não vai muito além dos 11M. Concomitantemente, é certo que a massa salarial vai reduzir-se em função das saídas de jogadores altamente onerosos (Hulk, A.Pereira, C.Rodriguez, Guarin, Sapu, Janko e Belluschi) sendo certo que as aquisições não têm grande impacto.

Um dos fatores que vejo invocado no relatório para este resultado é o da crise económica que se vive na Europa e particularmente no nosso país. Aqui já não concordo, alguma influência terá contudo é meramente residual. Os principais fatores devem-se a culpas (ou necessidades?) próprias:
    a) excesso de amortizações de passes de jogadores resultantes de compras cada vez mais caras e incomportáveis para o nosso nível de receita; e
    b) a somar a salários exorbitantes ainda por cima sobrecarregados pelo nosso sistema fiscal.
Quanto ao capital próprio negativo, pela 1ª vez desde o início da atividade em 1997, é um problema muito grave mas que tem solução dentro do próprio clube. A solução passa por uma destas formas:
    i) redução do capital social;
    ii) realização pelos acionistas de entradas em dinheiro ou espécie;
    iii) a conjugação das duas alternativas anteriores.
Como a hipótese de entrada de dinheiro me parece pouco provável por falta de liquidez, é natural que a solução seja a passagem do Estádio da órbita do clube para a SAD. Solução que obviamente iria causar grande polémica, e que é indesejável, mas que por exemplo os rivais da 2ª circular já foram obrigados a tomar há tempo e que é demonstrativa que a sua situação financeira é bem pior que a nossa. Infelizmente, temo que vamos pelo mesmo caminho.

Nesta altura o que mais me preocupa, para além dos óbvios e recorrentes problemas de liquidez, tem a ver com o FFP (financial fair play) da UEFA. Nesta área temos um indicador positivo – o rácio salários versus proveitos operacionais continua dentro do valor exigido pela UEFA (70%). O grande problema é o catastrófico prejuízo deste ano, e que já será tido em consideração na avaliação para efeito de participação nas provas europeias, daquilo a que a UEFA chama “break-even” (ponto de equilíbrio onde os proveitos igualam os custos). Mas sobre esta matéria que me parece irá dar muito que falar nos próximos anos (com a UEFA não se brinca... que o diga a lagartagem e o A.Madrid que viram o seu nome numa lista de clubes com prémios retidos), irei dedicar um artigo em próxima oportunidade. Também sobre outros aspetos mais específicos do R&C haverá tempo para parcelarmente irmos falando sobre os assuntos mais discutíveis.

Uma última nota: não obstante as enormes dificuldades que se irão continuar a passar na área financeira, convém não esquecer que existe no plantel um bom naipe de valiosos jogadores que previsivelmente irão ajudar na realização de boas mais valias.

P.S. uma crítica em matéria de comunicação: o timing escolhido para a divulgação dos resultados parece-me que não podia ser mais errado. As boas notícias dão-se quando o palco mediático está livre e tranquilo para terem mais impacto; inversamente, as más notícias dão-se quando há mais ruído para passarem mais despercebidas. Ora, 3ª feira só se falava do jogo da seleção, altura ideal para apresentar este mau resultado, pelo contrário na 5ª feira sem outras notícias relevantes, apresentam-se estes resultados. Brilhante, eu, que não percebo nada de política de comunicação, gostava de saber o que pensa Rui Cerqueira sobre o assunto.


nota: o blog BPc agradece ao JCHS a elaboração deste artigo.