24 março, 2014

23 março, 2014

Passar a ponte

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

No dia em que se comemoram 55 anos da conquista do título 1958/59, que teve como figura central o árbitro Inocêncio Calabote (que alguns ainda têm o desplante de afirmar que favoreceu o Futebol Clube do Porto!!!), vou escrever sobre os nossos jogos a sul do Douro nesta época 2013/2014.

Assim de repente, vêm-me à memória os jogos com os nossos adversários mais directos. Começando pelo mais recente, o jogo com os lagartos foi disputado depois de uma semana onde tudo valeu para condicionar a arbitragem. Um tal Bruninho Fanfarrão não se limitou às habituais pressões, tendo inclusive ameaçado interpor acções judiciais contra meio mundo. Chegados ao jogo propriamente dito, uma grande penalidade e consequente expulsão do jogador faltoso (em cima do intervalo), um golo num fora-de-jogo de quilómetros e uma expulsão ridícula de Fernando sentenciaram a derrota do Tricampeão Nacional. Sobre a grande penalidade e o fora-de-jogo, está tudo dito. Sobre a expulsão, e como bem me lembrou um amigo, o mesmo senhor que permitiu que Cardozo jogasse voleibol dentro do área (2011/2012), que permitiu que o então líder do campeonato fizesse anti-jogo durante 92 minutos (até ao golo de Kelvin), voltou a expulsar um jogador do Futebol Clube do Porto por questões pessoais (depois de o ter feito com Mourinho). A expulsão de Fernando não é mais do que uma vingança pelo “baile” que levou de Fernando num Futebol Clube do Porto x lagartos em 2012/2013, após ter mostrado o cartão vermelho ao jogador dos Dragões.

O primeiro jogo onde o Porto perdeu pontos em 2013/2014 também foi a sul do Douro. Curiosamente, também com uma arbitragem escandalosa que prejudicou o Tricampeão. Como se não bastasse ter assinalado uma grande penalidade a castigar uma falta cometida uns quilómetros fora da área, o senhor Rui Silva ainda permitiu que o Estoril empatasse a partida com um golo em claro fora-de-jogo.

Em Janeiro, o Tricampeão perdeu com a melhor, maior, mais espectacular, etc, etc, equipa do mundo. Se a vitória era obrigatória para dedicar a um ex-jogador da equipa adversária que tinha falecido nessa semana, Artur Soares Dias fez questão de não permitir que essa vitória fugisse à equipa da casa. Se é verdade que há uma grande penalidade e consequente cartão amarelo por assinar por mão de Mangala, convém referir que na sequência do canto originado pelo corte do central francês surge o 2º golo do clube do regime. Analisando os lances que prejudicaram o Porto, lembro-me de uma grande penalidade (e consequente expulsão de garay) que Artur Soares Dias transformou na expulsão do lateral brasileiro, de outra grande penalidade sobre Ricardo Quaresma (cometida pelo mesmo jogador) e de um dos lances mais inacreditáveis que já assisti num jogo de futebol. Depois de um passe magistral de Quaresma, e quando Jackson seguia isolado para a baliza, o senhor do apito resolve interromper o jogo e assinalar uma falta a meio-campo.

É tempo de lembrar Pedroto, é tempo de por os pontos no is, "é tempo de acabar com a centralização de todos os poderes em Lisboa", "de lutar contra os roubos de igreja", é tempo de agir e não de reagir. Agir de forma convincente e assertiva, tal como José Maria Pedroto e Jorge Nuno Pinto da Costa nos habituaram.

Relativamente ao que se passa dentro das quatro linhas, o meu desejo é que se dê TUDO POR TODOS em andebol, basquetebol, hóquei e futebol.

Não posso terminar o texto sem confirmar o que escrevi há duas semanas: Luís Castro é alguém em quem nos revemos!

Um grande abraço a todos, em especial a uma cara bem conhecida do blog, o meu amigo Antas, que fez anos durante esta semana.

“Estamos prontos e motivados”

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Ainda a saborear a qualificação para os quartos-de-final da Liga Europa, o FC Porto volta a centrar atenções no campeonato para a recepção ao Belenenses (domingo, 19h15), da 24.ª jornada da Liga portuguesa. O treinador dos Dragões destaca a confiança que reina no plantel portista e pretende uma vitória “com futebol de qualidade”.

​“Já éramos uma equipa confiante antes do jogo em Nápoles, mas a passagem da eliminatória aumentou ainda mais os nossos índices de confiança. Fizemos uma exibição de grande determinação, sobretudo na segunda parte, e as incidências desse jogo, aliadas à continuidade em prova, fazem-nos estar confiantes e muito motivados para o compromisso que se segue”, afirmou o treinador portista no lançamento do embate com os lisboetas.

Agora com Lito Vidigal no comando técnico, o conjunto de Belém pode apresentar-se na Invicta de maneira diferente. “O Belenenses tem um treinador novo e isso pode criar-nos muitas dificuldades, sobretudo porque o adversário que estudámos pode já não ser o mesmo que vamos defrontar. Quando há uma mudança de treinador, há uma mudança de ideias. Agora resta saber se tiveram tempo para mudar essas mesmas ideias”, prosseguiu Luís Castro, que deixou ainda o mote para aquilo que pretende.

“Acreditamos que o Belenenses vem ao Dragão lutar pela vitória, mas assumimos a responsabilidade que nos é inerente por vestirmos esta camisola. Estamos prontos e motivados para dar o melhor de nós e proporcionar aos nossos adeptos a alegria de mais uma vitória, de preferência com futebol de qualidade e muita entrega e determinação”, acrescentou.

Mesmo privado de Danilo, Fernando e Quaresma, todos castigados, Luís Castro só pensa na conquista dos três pontos. “Olho apenas para os jogadores que estão disponíveis, apesar de preferir ter todos eles em condições para jogar. Quem jogar, vai dar uma resposta forte, não tenho dúvidas disso. Queremos dedicar mais uma vitória ao Helton e aos nossos adeptos”.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Abdoulaye, Alex Sandro, Mangala e Reyes;
Médios: Mikel, Defour, Carlos Eduardo, Ricardo, Josué e Herrera;
Avançados: Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Licá, Varela e Kelvin.

22 março, 2014

“Bis” de Gonçalo só dá empate

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

FEIRENSE-FC PORTO B, 2-2

II Liga 2013/2014, 35.ª jornada
22 de Março de 2014
Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira


Árbitro: Tiago Martins (Lisboa).
Assistentes: André Moreira e José Borges.
Quarto árbitro: Tiago Rocha.

FEIRENSE: Marco Rocha; Barge, Ícaro, Carvalho e Diogo Bittencourt; Cris, Hélder Rodrigues e Fábio; Jorge Gonçalves (cap.), Porcellis e Valdinho.
Substituições: Hélder Rodrigues por Tiago Jogo (67m), Valdinho por Ricardo Valente (80m) e Fábio por Sténio (90m).
Não utilizados: Paiva, Ricardo Barros, Tonel e Zé Pedro.
Treinador: Pedro Miguel.

FC PORTO B: Stefanovic; Víctor García, Zé António, Tiago Ferreira e Quiño; Pedro Moreira (cap.), Leandro e Tozé; Ivo, Gonçalo Paciência e Kayembe.
Substituições: Ivo por Pavlovski (81m) e Leandro por Frederic (88m).
Não utilizados: Caio, David Bruno, Bruno Silva, Tomás Podstawski e Bruno Costa.
Treinador: José Guilherme.

Ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Gonçalo Paciência (11m e 56m), Fábio (43m) e Jorge Gonçalves (71m, pen.).
Disciplina: cartão amarelo a Pedro Moreira (36m), Cris (37m), Quiño (70), Diogo Bittencourt (73m), Gonçalo Paciência (84m) e Tiago Jogo (86m).

Apesar do “bis” de Gonçalo Paciência, o FC Porto B não foi este sábado além de um empate no terreno do Feirense (2-2), em encontro da 35.ª jornada da Segunda Liga. Os Dragões estiveram por duas vezes em vantagem, mas deixaram fugir dois pontos e podem ser arredados da liderança pelo Moreirense, que tem agora menos dois pontos e recebe este domingo o Portimonense.

​O Feirense (actual 15.º classificado da Segunda Liga, com 41 pontos) começou por ameaçar a defesa portista através da velocidade de Jorge Gonçalves, na direita, mas os Dragões chegaram cedo ao golo, na primeira oportunidade de que de dispuseram. Logo aos 11 minutos, Kayembe assistiu Gonçalo Paciência para o seu primeiro remate certeiro do jogo, no coração da área.

A partir daí, o FC Porto apostou na segurança e no controlo do jogo, mas o Feirense teve uma boa primeira oportunidade por Porcellis (rematou ao lado, aos 33 minutos) e acabou mesmo por empatar dez minutos depois, num “tiro” indefensável de Fábio, à entrada da área. Ao intervalo, a posse de bola era maioritariamente dos Dragões (55 por cento), mas o Feirense tinha rematado mais (sete vezes contra seis do FC Porto).

A segunda parte foi marcada pelo equilíbrio, com duas boas oportunidades nos primeiros minutos, uma para cada lado, com Porcellis (51 minutos) e Gonçalo Paciência (54) como protagonistas e os dois guarda-redes a responderem em grande estilo. Porém, Marco Rocha nada pôde fazer aos 56, quando Gonçalo Paciência, aproveitou um ressalto na sequência de um livre cobrado por Tozé, tirou um adversário da frente e rematou para o 2-1.

O Feirense estava em dificuldades, mas um penálti convertido por Jorge Gonçalves (o árbitro considerou que Quiño impediu Barge de chegar à bola) deu-lhe o empate. A partir daí, e dado o cansaço evidenciado por ambas as equipas, o jogo “partiu-se”. O FC Porto B poderia ter marcado o terceiro em duas ocasiões (em que Tozé e Tiago Ferreira não conseguiram acertar na baliza), mas Ricardo Valente, em cima do apito final, esteve perto de dar a vitória aos visitados, o que seria injusto, dado o equilíbrio que se registou ao longo de quase todo o desafio.

fonte: fcporto.pt

CLASSIFICAÇÃO II LIGA
1º - FC Porto B, 35j, 19v, 7e, 9d, 64pts
2º - Moreirense, 34j, 16v, 14e, 4d, 62pts



RESUMO DO JOGO

"O JOGO"

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Não se pode exigir - nem esperar - que Luís Castro (LC) leve o FCP à vitória no campeonato.

Os desaires foram muitos e os adversários aproveitaram da melhor forma as escorregadelas do FCP. A vantagem é confortável - esperemos que tão confortável que a história se repita e, embalados por danças e dedos de Jorge Jesus, os encarnados se espalhem ao comprido num qualquer minuto 92.

Mas não crível que tal aconteça.

O que se pode exigir - e pelos vistos esperar - de LC é que queira influenciar o jogo e nele intervir activamente. O FCP teve sorte, mas a sorte também se procura e foi isso que LC fez. Quis arriscar, quis ir a jogo, quis abanar.

Fazer duas substituições quase simultâneas quando faltava cerca de meia hora de jogo é querer abanar, mudar, fazer diferente. Foi exactamente essa a mensagem que passou para o campo e para os espectadores - a equipa precisava de mudar.

Carlos Eduardo não perdia a timidez natural que faz dele um óptimo rapaz mas ainda não um jogador de topo. Varela era Varela, em todo o seu esplendor de inconsequência.

Josué entrou bem e trouxe ao jogo aquilo que faltava e que, por vezes, utiliza em demasia: alguém que não tivesse medo de ter a bola no pé e que segurasse o jogo (porventura arrancando aquelas faltas em que se deixa ficar o corpo imóvel à espera do inevitável contacto do adversário).

Ghilas entrou ainda melhor: atabalhuado, como é seu timbre, mas voluntarista, físico e sem medo de, também ele, assumir o jogo, de pedir bola e de rematar à baliza.

O FCP mudou porque LC quis que ele mudasse e fê-lo a tempo de vê-lo mudar - algo que Paulo Fonseca, por demérito próprio ou por condicionalismos externos à sua pessoa, nunca foi verdadeiramente capaz de fazer.

Parabéns a LC.

Mas foi apenas um jogo.

Esperemos que seja "o jogo".

21 março, 2014

Sorteio dos quartos de final da liga Europa

http://bibo-porto-carago.blogspot.com/

Realizou-se esta sexta-feira em Nyon, Suíça, o sorteio dos quartos de final da Liga Europa.

Os jogos estão agendados para os dias 3 e 10 de abril.

A final disputa-se a 14 de maio, no Estádio Olímpico de Turim.

RESULTADO DO SORTEIO:

AZ Alkmaar - benfica
Lyon - Juventus
Basileia - Valência
FC PORTO - Sevilha

fonte: fcporto.pt



EQUIPAS APURADAS:

AZ Alkmaar (Holanda)
Valência (Espanha)
Lyon (França)
benfica (marrocos)
Juventus (Itália)
FC PORTO (Portugal)
Basileia (Suiça)
Sevilha (Espanha)

REGRESSADOS PARA FICAR

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Nápoles-FC Porto, 2-2

Liga Europa 2013/14, oitavos, 2.ª mão
20 de Março de 2014
Estádio: San Paolo, Nápoles
Assistência: -


Árbitro: Martin Atkinson (Inglaterra)
Assistentes: Stephen Child e Darren England; Anthony Taylor e Craig Pawson.
4º Árbitro: Stuart Burt.

NÁPOLES: Reina, Henrique, Fernández, Raúl Albiol, Ghoulam, Inler, Behrami, Pandev, Mertens, Higuaín, Insigne.
Substituições: Hamšík por Pandev (68m), Zapata por Higuaín (78m), Callejón por Mertens (83m).
Não utilizados: Colombo, Réveillère, Britos, Dzemaili.
Treinador: Rafael Benitez.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Ricardo, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Jackson Martínez, Quaresma.
Substituições: Josué por Carlos Eduardo (63m), Ghilas por Varela (66m), Licá por Quaresma (81m).
Não utilizados: Kadú, Quintero, Herrera, Mikel.
Treinador: Luis Castro.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Pandev (21m), Ghilas (69m), Quaresma (76m), Zapata (90+2m).
Cartões amarelos: Henrique (52m), Behrami (75m), Fernando (90m).

O FC Porto parece sair, definitivamente, do marasmo que assolou a equipa durante grande parte da época. A mudança de treinador foi o toque que faltava para transfigurar o FC Porto 2013-14. É certo que esta mudança não resolve os problemas todos mas tornou-se um importante factor de motivação com melhoria na equipa.

É certo que, desde que Paulo Fonseca saiu e entrou Luís Castro (será que está encontrado o treinador da próxima época?), os Dragões respiram melhor, os jogadores animicamente estão também melhores mas é também certo que a sorte tem aparecido com mais frequência e os deuses do futebol têm estado com a equipa, embora em Alvalade os ferros, a fortuna e o árbitro tenham impedido um resultado positivo. O mais importante é que a equipa parece regressar, em definitivo, à normalidade e tem mais é que crescer até ao fim da época.

O tricampeão nacional eliminou, esta noite, o Nápoles da Liga Europa, com um empate no Estádio de San Paolo. Na segunda mão dos oitavos-de-final, os Dragões foram expostos a um teste de fogo, estiveram encostados às cordas, tremeram durante os primeiros 30 minutos de jogo mas despertaram na 2ª parte quando Luís Castro lançou as mudanças na equipa, ajudando-a a libertar-se do sufoco imposto pelo adversário.

Não foi surpresa para ninguém ver o Nápoles meter a sexta velocidade logo nos primeiros minutos de jogo. A correr atrás do prejuízo, a equipa napolitana tinha que assumir as despesas do jogo. Com Insigne de um lado e Mertens do outro, havia rapidez nas alas, diagonais constantes e muitas trocas de posições, especialmente com Higuaín a confundir as marcações dos centrais. O FC Porto com uma defesa que, mais pareceu uma manta de retalhos, viu-se aos papéis para evitar males maiores.

Com Alex Sandro a cumprir castigo, Maicon lesionado e Abdoulaye impedido de jogar na prova por já ter representado o V. Guimarães, Luís Castro, sem soluções, lançou o jovem Ricardo no lugar do defesa brasileiro e o Mexicano Reyes no lugar de defesa central. Entregou uma missão hercúlea aos dois estreantes. O ímpeto inicial dos italianos dava pouco tempo ao FC Porto para sair em ataque organizado, até porque Defour e Carlos Eduardo estavam mais ocupados a fechar espaços do que propriamente a criar linhas de passe na primeira fase de construção. O FC Porto, na 1ª parte criou apenas um lance de registo mas sem grande perigo. Quase ao fechar a primeira metade, Jackson, após cobrança de um pontapé de canto, cabeceou ao lado do poste de Reina.

O Nápoles mostrava ao que vinha. Jogando com linhas muito baixas e dando a iniciativa de jogo aos portistas, os italianos aproveitavam os erros dos Dragões e em três/quatro passes chegavam à área da equipa portuguesa, pasme-se, em superioridade numérica. Em lances seguidos, os portistas ficaram completamente em sobressalto e atarantados perante a avalanche napolitana. Os Dragões não conseguiam controlar o jogo e a posse de bola e o Nápoles, fazendo pressão à saída do seu meio-campo, roubava bolas aos portistas e jogavam no erro do adversário.

Mertens, aos 15 minutos, amorteceu de cabeça para um remate cruzado de Henrique ao lado do poste. Aos 16 minutos, Insigne surgiu sozinho nas costas da defesa mas atirou para as mãos de Fabiano. Aos 17 minutos, Higuaín desmarcou-se na área mas falhou o controlo da bola.

O Nápoles sufocava, o FC Porto sobrevivia. Até que numa das muitas perdas de bola a meio-campo, aos 21 minutos, O FC Porto permitiu uma saída rápida dos italianos para o ataque. Higuaín galgou terreno, fez um compasso de espera à entrada da área, Pandev desmarcou-se nas costas de Reyes e Mangala e Higuaín endossou-lhe a bola. Instintivo, o jogador macedónio, passou a bola por cima de Fabiano. Ricardo, o jovem jogador lançado às feras, não foi lesto a colocar o jogador napolitano em fora de jogo. A eliminatória estava empatada e o receio e a insegurança instalaram-se no Dragão.

Quem viu a primeira parte do jogo no Estádio do Dragão terá ficado com a sensação de estar a assistir a um duelo totalmente diferente no San Paolo. As coisas não ficaram por aqui. O Nápoles continuava a carregar e o FC Porto a tentar sacudir como podia. Fabiano bem contribuiu com um punhado de defesas a evitar males maiores. Primeiro com uma defesa oportuna à recarga de Mertens após um livre directo de Insigne, aos 31 minutos e no segundo tempo com uma mancha, saindo corajosamente, a um cabeceamento do extremo italiano.

Os Dragões, porém, estavam reservados para a segunda parte, ainda que, após o intervalo, o Nápoles tenha voltado a pegar o FC Porto pelos colarinhos. Até aos 60 minutos, o Nápoles continuava a fazer do FC Porto saco de pancada. Aos 59 minutos, a defesa do FC Porto foi apanhada desprevenida, Higuaín recebeu e atirou para grande defesa de Fabiano.

Aos 60 minutos, o sentido do jogo mudou radicalmente. Luís Castro refrescou o meio-campo com a entrada de Josué para o lugar do apagadíssimo Carlos Eduardo e para o ataque entrou Ghilas e saiu Varela. Parece que o FC Porto sofreu um abanão que espevitou por completo a equipa. Josué conseguiu pegar no jogo, segurar a bola e coloca-la jogável. Os Dragões começaram a mostrar que estavam ali para discutir o jogo até ao fim e a equipa começou a ganhar metros. Aos 69 minutos, Jackson iniciou uma jogada no meio-campo onde foi ceifado por um adversário, o árbitro mandou seguir pois Fernando aproveitou para desmarcar Ghilas e o argelino, à entrada da área, atirou de pé esquerdo para o empate. Estava dado o golpe que os napolitanos tanto receavam.

O San Paolo gelava, o FC Porto tornava-se mais atrevido. Defour, de seguida, desmarcado, entrou na área pela esquerda e acertou no poste. Estavam decorridos 72 minutos mas quatro minutos depois Quaresma deu o xeque-mate, ao assinar o momento da noite. O extremo português (homem da risca ao meio, vais convocá-lo para o mundial?) recebeu na área, driblou entre dois adversários e atirou de pé esquerdo colocado e com potência, deixando Reina pregado ao relvado.

Os italianos sentiram-se derrotados. No entanto, ainda tentaram reagir mas já sem o ímpeto e a força da primeira parte. Mas aos 91 minutos, Zapata rematou já na pequena área, após centro da direita do ataque napolitano. O sonho do FC Porto de chegar a Turim está em aberto. Os Dragões ficam a conhecer às 12:00 desta Sexta-feira o adversário dos quartos-de-final que sairá do grupo dos seguintes adversários: Juventus, Valência, Sevilha, Ol. Lyon, AZ Alkmaar, Basileia e benfica.

Notas finais, pelo lado positivo, para as grandes actuações de Fabiano, Quaresma, Danilo e Ghilas. As boas notas de Reyes e Ricardo, apesar das falhas, e a boa entrada de Josué em jogo. Pelo lado negativo, os exageros de Fernando, provavelmente, a querer mostrar-se para os clubes endinheirados e as exibições apagadíssimas de Carlos Eduardo, Varela e Jackson Martínez.

O FC Porto regressa no Domingo à Liga Portuguesa para a recepção ao Belenenses no Estádio do Dragão. A Liga Europa regressa no dia 3 de Abril.



DECLARAÇÕES

LUIS CASTRO

O treinador do FC Porto elogiou a determinação e entrega dos tricampeões nacionais no empate a duas bolas em Nápoles, que garantiu a qualificação para os quartos-de-final da Liga Europa. Fabiano, Ghilas e Quaresma também exultaram pela continuidade em prova dos Dragões.

​“Sabíamos que ia ser uma eliminatória apertada, para ambas as equipas. Eles estiveram por cima e nós também, mas no cômputo dos 180 minutos, merecemos a qualificação. Soubemos sofrer sempre que foi necessário e fizemos uma grande segunda parte, na qual fomos superiores. Os jogadores tiveram uma entrega muito grande, foram fantásticos, enormes. Estão de parabéns, tal como os adeptos que nos apoiaram. A nação portista está certamente orgulhosa desta equipa”, afirmou Luís Castro na flash-interview após o embate no Estádio San Paolo.

FABIANO

Fabiano, titular na baliza do FC Porto, manifestou a sua felicidade pela passagem aos quartos-de-final e dedicou-a a Helton. “Conseguimos a qualificação e estou feliz por ter ajudado a equipa a consegui-la. Preparámo-nos bem e soubemos reagir às incidências do jogo. Dedico esta vitória ao Helton, que é um grande amigo e companheiro”. Ghilas, autor do primeiro golo dos azuis e brancos neste encontro, destaca a justiça do agregado final da eliminatória. “Estou muito feliz por ter marcado e ajudado o FC Porto a seguir em frente. Defrontámos uma grande equipa, mas mostrámos o nosso valor e merecemos continuar em prova”.

QUARESMA

Ricardo Quaresma, que apontou o segundo golo dos azuis e brancos num magistral lance individual, voltou a sublinhar que, no FC Porto, a palavra medo não tem lugar no dicionário. “Foi um jogo difícil, como prevíamos. Mostrámos que somos uma grande equipa e que temos muita qualidade. Colectivamente, fizemos coisas bonitas. Temos de continuar a lutar pelos nossos sonhos. Venha quem vier, não tememos ninguém”.



RESUMO DO JOGO

Tribunal d'O JOGO - liga Europa 2013/14, oitavos, 2ª mão

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Tribunal O JOGO: Nápoles-FC Porto, 2-2
Árbitro Principal: Martin Atkinson (Inglaterra) / Assistentes: Stephen Child e Darren England; Anthony Taylor e Craig Pawson / 4º Árbitro: Stuart Burt.




fonte: ojogo.pt e portistaforever.blogs.sapo.pt

20 março, 2014

A LUTA CONTINUA!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Estes últimos dias têm sido férteis em assuntos que mereciam um comentário especial...

Desde as várias atribulações internas, das quais a última foi a grave lesão do Helton, às parvoíces dos coitados dos “verde bisga” e comandita, temos tido muito que falar. Mas sinceramente não tenho especial vontade de ir por ai neste momento...

Na verdade, e sendo este um texto a publicar em dia de jogo grande, acho que é bem mais importante focar no que temos que enfrentar e deixar o resto a marinar por agora. Por isso o meu foco está neste duelo com o Nápoles, a primeira grande “final” que teremos pela frente neste final de época que nos pode deixar mais perto da redenção ou de um ataque de nervos!

Sejamos claros: por força de um mau planeamento e alguns azares, estaremos amanhã num dos estádios mais difíceis da Europa claramente “coxos”. Só um FC Porto de luxo poderá sobreviver neste cenário e contra o Nápoles mais forte desde os tempos de Maradona arrisco dizer que a nossa passagem será um feito de registo. Mas a esperança existe sempre e há que acreditar que os nossos jogadores darão o seu melhor e estarão com vontade de mostrar que mesmo debilitados não deixam de ser uma equipa recheada de campeões. A ver vamos como corre, esperemos que os milhares de Portistas que estarão hoje no San Paolo sejam acompanhados por uma equipa à Porto.

Nestas semanas joga-se muito dentro e fora do campo e sinceramente sinto que a fase sobranceira e arrogante que passamos no pós minuto 92 está (felizmente) morta e enterrada. Nunca fomos bons quando nos deixamos levar pelo facilitismo (o pós Penta e o pós Gelsenkirchen mostram isso) e mais uma vez a versão Porto “soft e sobranceiro” não foi bem-sucedida. Passado é passado, é pena que não tivéssemos tirado as ilações que deveríamos ter retirado das últimas temporadas, mas agora há que minorar os danos desportivos e preparar um novo ciclo, que esperemos que venha a ter os resultados dos anteriores.

Pode não ser muito sexy ou agradável para observadores neutros, mas não nos podemos esquecer como começamos a dominar o futebol nacional, das nossas raízes guerreiras, sempre “contra a corrente” e muitas vezes de forma dura e tida como inconveniente... O FC Porto não se fez grande preocupando-se com a angariação de simpatias generalizadas ou com o aumento de likes num facebook qualquer, até porque nunca deixamos de ter uma imagem sempre atacada e deturpada pela imensa falange de anti Portistas que pululam por ai. A actual linha de rumo tem de ser corrigida, não podemos voltar aos tempos dos “bons rapazes” do pré Pedroto e Pinto da Costa, sob pena de não voltarmos a ser o que fomos. Os sinais andam ai, derrotas a sul do Douro, muitas delas com o empurrão do apito, tudo a lembrar outros tempos...

Veremos como as coisas correm, para já é focar no Nápoles e desejar uma noite de glória e depois ganhar ao Belenenses, já na rampa de lançamento do importante duelo com o rival que de morto passou a vivo graças à nossa “boa vontade”...

Continuação de boa semana e força FC Porto!

PS: Nas modalidades seguimos bem vivos, com um Andebol em bom ritmo, um Hóquei revigorado e um Basquetebol cada vez mais promissor. Ainda temos muitos desafios pela frente mas estou confiante que daqui sairão muitas alegrias. Força Rapazes!

Luís Castro: "O FC Porto sempre valeu pelo colectivo"

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

O treinador dos tricampeões nacionais apela ao espírito colectivo da equipa na abordagem ao jogo decisivo frente ao Nápoles, marcado para esta quinta-feira, às 20h05 (em Portugal Continental), da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Luís Castro acredita que os Dragões não acusarão qualquer tipo de desgaste, garantindo uma equipa determinada a ultrapassar esta eliminatória.

​“Vai ser um jogo tremendamente complicado para as duas equipas, que se equivalem em termos de qualidade. Estamos em vantagem mas, ao mesmo tempo, temos consciência das dificuldades que nos esperam. Aprendemos muito ao longo da nossa história e isso tornou o FC Porto um clube ambicioso e de reputação mundial, mas não é a história que vai decidir esta eliminatória. O que vai pesar no jogo é a forma como o abordamos. Respeitamos a equipa do Nápoles, mas queremos continuar em prova”, afirmou o técnico portista na conferência de imprensa que antecedeu o treino de adaptação dos Dragões ao relvado do Estádio San Paolo.

Sublinhando que “o jogo com o Sporting faz parte do passado”, Luís Castro admite algum cansaço acumulado nesta fase da época e não lamenta a indisponibilidade de alguns jogadores. “Os treinadores têm de saber resolver os seus próprios problemas e nós acreditamos que temos soluções para resolver os nossos. Gostaríamos de ter o plantel completo, mas nesta altura já há algum desgaste físico e psicológico. Queremos ultrapassar esta eliminatória e estamos determinados em fazê-lo como equipa, pois o FC Porto sempre valeu pelo colectivo”, prosseguiu Luís Castro, que não escondeu a vontade do plantel em dedicar a Helton a continuidade em prova.

“Sentimos muito aquilo que se passou com o Helton e queremos dedicar-lhe a passagem desta eliminatória. É um jogador muito querido e importante no seio do grupo de trabalho, pelo que dedicar-lhe o nosso sucesso é mais um factor de motivação para nós”, concluiu.

Defour: “Preparamo-nos da melhor forma para este jogo”

​Na conferência de imprensa de antevisão do jogo contra o Nápoles, Steven Defour, médio do FC Porto, disse acreditar que a equipa “tem qualidade para vencer a Liga Europa” e que espera “um jogo complicado” no San Paolo. A partida conta para a 2.ª mão dos oitavos-de-final da UEFA Europa League e disputa-se esta quinta-feira, pelas 20h05 (hora de Portugal Continental).

​O internacional belga abordou a participação dos Dragões nas competições europeias desta temporada, não fugindo a comentar os erros individuais cometidos em jogos anteriores e confirmando que a moral do plantel está em alta: “Acredito que nos preparamos da melhor forma para este encontro. Sabemos que os erros se pagam caro quando estamos num palco europeu, em que os jogadores têm um nível superior ao da Liga portuguesa. Agora já estamos num bom momento, fizemos um jogo muito bom na primeira mão e não sofremos nenhum golo. Estamos no bom caminho”.

A ambição, de resto, foi a palavra-chave no discurso do belga: “Acho que o FC Porto tem qualidade para vencer a Liga Europa. Acho que já vimos isto contra o Nápoles”. Quanto ao adversário, respeito, mas não medo: “O Nápoles é uma equipa forte em transições, pois o meio-campo deles é muito forte fisicamente e nós temos que saber responder a isso. Estou à espera de um jogo complicado, de um Nápoles que quer fazer um golo; eles vão pressionar-nos e nós vamos responder”.

Defour confessou ainda que se sente confortável nesta altura da época: “Agora estou numa boa fase. Estive sempre disponível para ajudar a equipa em qualquer momento e às vezes as coisas correm bem, outras vezes não. Sei que dei sempre o melhor de mim próprio e é isso que vai continuar a acontecer”.

fonte: fcporto.pt


LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Fabiano e Kadú;
Defesas: Danilo, Maicon, Mangala e Reyes;
Médios: Mikel, Defour, Carlos Eduardo, Fernando, Ricardo, Josué e Herrera;
Avançados: Ghilas, Jackson Martínez, Quaresma, Quintero, Varela, Licá e Kelvin.

19 março, 2014

Manual de boas maneiras para viscondes

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

19/03/2014

Há gente que gosta de parecer muito educada e cordata e atira para os outros os males do mundo, como se fossem uma espécie de eleitos ou predestinados. Vem isto a propósito do comportamento, ou falta dele, dos responsáveis do Sporting no clássico de domingo.

​Pela defesa do futebol e até por respeito a todos os adeptos, independentemente da preferência clubística, o FC Porto manteve-se até aqui em silêncio. Mas depois de ver serem plantadas notícias falsas em jornais para quem o contraditório é um imenso mistério, sente-se o FC Porto obrigado a prestar alguns esclarecimentos.

É falso que o Sporting tenha cedido um camarote à Administração do FC Porto. O que aconteceu foi que após verificar que os convites enviados pelo Sporting não respeitavam as mais elementares regras da urbanidade, colocando os administradores separados na tribuna, uma empresa comprou um camarote por dez mil euros e cedeu-o ao FC Porto, para que a Administração pudesse assistir toda junta à partida.

Separar os elementos da administração de um clube rival é um comportamento sem precedentes no futebol português, mas que deve fazer parte de um qualquer manual de boas maneiras a que só distintos viscondes têm acesso. Só estranhamos as pessoas sentadas nos lugares adjacentes aos que estavam destinados aos nossos administradores, não pareciam saber francês, nem sequer tocar piano. Eram assim como que… qualquer coisa entre o pirata de argola na orelha e o rufia de filme de série B.

Aproveitamos também para esclarecer o Sporting, que o belo Estádio do Dragão é mesmo a nossa casa. É tão lindo, funcional, já nos proporcionou tantos títulos e nunca foi confundido com qualquer outra coisa que estranhamos o envio dos bilhetes e convites para o Vitalis Park, antigo campo da Constituição. Não se preocupem, quando tivermos de lhes enviar bilhetes e convites recebê-los-ão na morada que indicaram à Liga e não no estádio do Lumiar ou qualquer outro sítio que no passado tenha sido a vossa casa.

E já agora, dentro do prazo regulamentar de cinco dias de antecedência, mas claro que contar até cinco já é uma questão de competência, não de pedigree.

Isto para não falar no vocabulário de gente que não consegue mais do que aparecer escarrapachada em revistas do social, mas que quando abre a boca está muito longe de ter a graça e o encanto das portuenses vendedoras do Bolhão.

Em suma, como dizia Einstein, duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas em relação ao universo continuamos sem ter a certeza absoluta.

fonte: fcporto.pt

E AGORA?

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Toalha ao chão não. Toalha ao ombro sim. Temos que ser pragmáticos. Nesta altura o único clube português que neste momento ganhou algo. Sim, lembram-se do sal do verão em Aveiro? Pronto... dai trouxemos a supertaça de Portugal. Assim como “quem não quer a coisa” fomos lá e despachamos o Vitória de Guimarães embelezando ainda mais o nosso Museu BMG.

E ser pragmático obriga a pensar com clarividência. Objetivo principal é o Campeonato Nacional. Obviamente.

Mas, neste momento, e voltando ao mesmo, não “atirando a toalha ao chão” temos que ser claros. Para sermos campeões e fruto da diferença pontual que temos precisávamos de assistir a uma hecatombe não de um adversário, mas de dois.

Pelo que, devemos ser racionais. Estamos nas meias finais da Taça de Portugal, nas meias finais da Taça da Liga e em fase avançada da Liga Europa. Três competições que dependemos unicamente de nós versus uma competição que dependemos de dois desastres dos outros.

Na minha humilde opinião deveríamos “focar” no que está ao nosso alcance, não descurando o Campeonato obviamente. O meu discurso seria diferente caso estivéssemos em primeiro no campeonato nacional, mas não estamos, logo, há que ser pragmático e objetivo. Não terá lógica desistir, porque isso não faz parte do nosso ADN, mas também não devemos comprometer onde temos legitimas, sérias e reais expectativas de conquistar troféus.

Perguntam vocês. Supõem que ganhas Supertaça, Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga. Salvas a época? Sou peremptório. Não. O objetivo principal do Futebol Clube do Porto é o campeonato, e tem que ser admitido isso, se não for ganho, tem que se admitir que se falhou. O Futebol Clube do Porto admite que falha, porque, dá a cara. Não esconde os seus pergaminhos e objetivos ao “sabor da jornada correr bem ou mal”, só assim se tiram ilações e se procuram soluções.

Agora, se me perguntarem, com o adiantar do campeonato e com as jornadas a escassearem preferes apostar nas restantes provas ou continuar a tentar “tudo em todas”, acho que temos que ser racionais, sob pena de como outros, perder “tudo”.

Porquê a Taça da Liga? Pois não sei. Nada me motiva nesta competição. “Ganhar ao benfica”. Ok. Eu festejo a vitória do Porto sobre o Alcochetense ou sobre o benfica. Colocava a taça da liga neste patamar - uma vitória do Porto numa competição que nunca ganhou. Ainda que “não conte para o totobola”, neste momento é algo que me atrai.

Porquê a Taça de Portugal? Prova “rainha”, pelo historial que tem, por ser a segunda prova mais importante em Portugal, mas fundamentalmente, por dar a oportunidade de defrontar o campeão em título no início do ano e colocar logo os pontos nos “i’s”.

Porquê a Liga Europa? Conquista internacional. Valorização de ativos. Procurar valorizar jogadores na montra europeia que nos permita fazer um encaixe forte sem ter que aguardar pelo desfecho da pré-eliminatória da Champions para construir plantel.
Mas fundamentalmente, porque me dava um gozo enorme que no ano do (anunciado por muitos) declínio de Jorge Nuno Pinto da Costa o Futebol Clube do Porto ser o clube (ainda que não ganhando o principal) que mais troféus ganhou em Portugal.

Gostava de ver nessa altura os comentadores, poderia ser na semana que intervalaria uma SuperTaça Europeia e uma SuperTaça de Portugal a falar, com a sua soberba característica, da menor capacidade de Jorge Nuno Pinto da Costa.

A Nápoles não irei, mas Domingo, lá estarei.
Espero-vos por lá.