11 outubro, 2013

Treinador de bancada

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Por que é que o Quintero ainda não é titular? Por que é que o Ghilas só foi utilizado cinco minutos desde que a época começou e o Jacskon tem jogado sempre os 90 minutos mesmo depois de jogar pela selecção? Por que é que se sofrem mais golos do que na época passada se a defesa é a mesma? Por que razão não joga o Fucile mais vezes para poder descansar o Danilo ou o Alex Sandro, que têm acabado os jogos de rastos? Por que é que o Iturbe e o Kelvin foram dos jogadores mais utilizados na pré-temporada e agora um está emprestado, o outro na equipa B e queixamo-nos da falta de extremos? O que é que se passa, afinal, de tão grave com o Izmaylov para não ser opção?

Não tenho grande pachorra para os típicos treinadores de bancada, mas hoje está mesmo a apetecer-me ser um deles. A verdade é que não estamos a jogar nada. Os jogadores parecem ainda não ter percebido o que o treinador quer e o treinador parece que ainda não conhece os jogadores que tem. Dá a ideia que os laterais têm ordem para atacar uma vez em cada jogo. Na nova configuração do meio-campo, o Fernando é obrigado a assumir funções que desequilibram e expõem a equipa defensivamente; o Defour, já se viu, é um tipo esforçado, corre “pr’a caraças”, mas não é jogador para ser titular desta equipa. No ataque, o Varela mantém a irregularidade que lhe é tão cara; e o Jackson continua eficaz, mas ainda está longe da melhor forma física e psicológica, claro, enquanto não lhe pagarem mais ao fim do mês.

Há quem responda quando ouve isto que já ganhámos uma Supertaça, estamos em primeiro, ainda nem sequer perdemos para o campeonato e passagem aos oitavos-de-final da Champions está completamente em aberto. “O que é que este tipo quer mais?”. Pois é, quero mais, muito mais, porque isso não basta, porque nós não somos como os outros que quando se apanham em primeiro dizem logo que o campeonato está no papo. E atenção que a coisa só não assumiu dimensões mais preocupantes, porque ainda não houve adversários a sério no campeonato e porque lá para baixo, no galinheiro, a coisa anda muito pouco católica com Jesus. Rezemos para que ele por lá continue. É isso que nos vai valendo.

Sempre respeitei muito a máxima do futebol “em equipa que ganha não se mexe”, que foi o que de certa forma fez o Vítor Pereira há dois anos. Eu sei que o Moutinho já cá não está, mas o Hulk também deixou de estar de um momento para outro, quando menos se esperava e já a época tinha começado. Eu sei que era preciso mudar, mas não para não pior do que foram os últimos dois anos. E, pronto, voltei a desenterrar o Vítor Pereira, depois de já ter dado por mim a bater na boca por dizer “volta, estás perdoado”. Não é bom sinal. Como não é bom sinal ter por aí ouvido que, desta vez, erraram o alvo e que quem devia ter vindo era o treinador do Estoril, que acabou por ser preterido em detrimento deste. O momento não é para arrependimentos, o momento é o de corrigir o que está mal, porque quando olho para o circo montado nos dois lados da segunda circular, cada vez mais me convenço que só não seremos tetra se não quisermos.

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