30 dezembro, 2014

ABOUBAKAR RESOLVE NUMA NOITE GÉLIDA.

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rio ave-FC PORTO, 0-1

Taça da Liga, 1ª jornada (grupo D)
Terça-feira, 30 Dezembro 2014 - 19:15
Estádio: Estádio do Rio Ave FC, Vila do Conde.
Assistência: -


Árbitro: Rui Costa (Porto).
Assistentes: Miguel Aguilar e João Silva.
4º Árbitro: Iancu Vasilica.

RIO AVE: Ederson, Nuno Lopes, Roderick, Prince, Marvin Zeegelaar, Luís Gustavo, Wakaso, Bressan, Del Valle, Esmael, Jebor.
Suplentes: Cássio, Nélson Monte, Tarantini, Pedro Moreira (73' Luís Gustavo), Diego Lopes (66' Bressan), Ukra (59' Esmael), Hassan.
Treinador: Pedro Martins.

FC PORTO: Andrés Fernández, Ricardo, Reyes, Marcano, José Ángel, Casemiro, Evandro, Quintero, Quaresma, Adrián López, Aboubakar.
Suplentes: Helton, Martins Indi, Campaña (65' Quaresma), Óliver Torres (84' Aboubakar), Brahimi (77' Quintero), Tello, Ivo Rodrigues.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Aboubakar (61').
Disciplina: Bressan (32'), Aboubakar (70').

O FC Porto garantiu esta terça-feira os três pontos na 1ª Jornada da fase de grupos da Taça da Liga, após vencer, no Estádio dos Arcos, o Rio Ave, por 1-0. O golo foi de Aboubakar num lance dividido com um defesa vila-condense, na sequência de um pontapé de canto. O golo foi tão atabalhoado como o jogo ou mesmo como a qualidade da prova que serve unicamente para rodar jogadores. Numa exibição tranquila mas sem chama dos Dragões, Julen Lopetegui geriu a equipa, em véspera da sempre difícil deslocação a Barcelos, dando oportunidade a jogadores menos utilizados.

O FC Porto procurou entrar pressionante na partida e criou alguns lances de ataque nos primeiros minutos. Destaque para os remates de Quaresma, aos 4 minutos, e de Adrián Lopez, aos 12, numa pequena amostra das intenções iniciais deste FC Porto. Os vilacondenses, que se apresentaram com uma equipa de contenção e a tentar explorar o contra-ataque, acertaram depois marcações e equilibraram o jogo mas sem lances de registo. Porém, Andrés Fernandez ainda teve de parar sem dificuldade um par de remates.

Aboubakar esteve em foco aos 29 minutos, quando, na área rematou por duas vezes contra o guarda-redes vila-condense, perdendo o ensejo de abrir o marcador. O avançado do FC Porto nunca desistiu de lutar e foi sempre um quebra-cabeças para a defesa do Rio Ave.

Na segunda parte, Julen Lopetegui regressou com o mesmo onze. No início da etapa complementar, aos 52 minutos acontece uma invulgaridade. Remate perigoso de Adrián ao poste da baliza do Rio Ave. O espanhol fintou Nuno Lopes e atirou ao poste direito de Edersone. 8 minutos depois, o FC Porto fez o resultado do jogo. Num pontapé de canto cobrado por Quintero, a bola ficou a saltitar no coração da área e Aboubakar rematou com a bola a bater num defesa contrário, de seguida no poste, aninhando-se, por fim, nas redes.

Lopetegui fez entrar Campaña para o lugar de Quaresma, já a pensar no jogo de sábado, fazendo descair Quintero para a ala e reforçando a zona do miolo. No âmbito de uma gestão da equipa, o treinador espanhol faria ainda entrar no último quarto de hora Brahimi para o lugar de Quintero e a seguir Óliver para o lugar de Aboubakar. O jogo exigia posse e circulação de bola e foi isso que o FC Porto tentou fazer até ao fim da partida.

Numa noite muito fria, com temperaturas a rondar os zero graus, o jogo encaminhava-se para o fim quando Casemiro sobre o apito final cometeu falta perto da área portista. O livre foi batido por Ukra para a grande área portista originando confusão e no meio de muitos jogadores Marcano salvou a honra do convento.

Num encontro completamente controlado pelo FC Porto, cuja equipa se revelou bastante concentrada, mesmo denotando pouca vontade para disputar esta taça da “carica”, os Dragões mostraram brio e fizeram algo por si próprios, pretendendo mostrar ao treinador que pode contar com eles para o futuro.




DECLARAÇÕES

Lopetegui: “Ganhar é sempre o nosso caminho”

​O FC Porto despediu-se de 2014 com uma vitória, num jogo em que Julen Lopetegui incluiu vários jogadores menos utilizados no onze inicial que se apresentou no Estádio do Rio Ave. Ainda assim, o técnico espanhol mostrou-se “muito satisfeito” com o desempenho da equipa e não deixou de sublinhar a justiça do resultado, que até poderia ter sido outro ao intervalo, se os azuis e brancos não tivessem pecado na finalização.

“Na primeira parte, praticámos um bom futebol, mas que foi dificultado pelo relvado, que não se encontrava nas melhores condições e que, por isso, impediu que o jogo tivesse mais qualidade. Apesar disso, não conseguimos ser eficazes, tendo em conta que tivemos as oportunidades mais claras para nos adiantarmos no marcador, mesmo que o Rio Ave seja uma equipa que defende muito bem”, afirmou Lopetegui, em declarações no final do jogo.

O FC Porto chegou, finalmente, ao golo no segundo tempo, mas, para Lopetegui, até poderia ter feito mais, apesar de reconhecer que isso seria algo penalizador para os vila-condenses. “Tivemos várias situações para chegar ao 2-0, mas não posso deixar de estar satisfeito com os jogadores que, apesar de terem menos ritmo de jogo, mostraram uma excelente atitude e nunca deixaram de ser ambiciosos e intensos.”

Nas palavras do técnico espanhol, os portistas fizeram “um bom jogo", frente a uma equipa “muito difícil quando joga no seu estádio” e saíram de Vila do Conde com um “resultado justíssimo”, naquela que foi a sua estreia numa prova cujo objectivo é o mesmo de sempre: “O FC Porto tem sempre a ambição de ganhar todos os jogos e todas as provas em que está inserido. Este clube e esta camisola assim o exigem. Queremos ter um bom desempenho e isso não pode significar outra coisa que não seja ganhar. Ganhar é sempre o nosso caminho”, finalizou Julen Lopetegui.



ARBITRAGEM




RESUMO DO JOGO


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