27 agosto, 2017

APROVADO COM DISTINÇÃO.


BRAGA-FC PORTO, 0-1

Antes da 4ª Jornada, a crítica e o “zé da bola” estavam permanentemente a debitar que o FC Porto, esta época, ainda não tinha tido um verdadeiro teste para aferir a qualidade da equipa.

Esperavam que o primeiro teste em Braga viesse a revelar as verdadeiras fragilidades da equipa. Uns já esfregavam as mãos de contentes e outros estavam a afiar as facas para trucidar jogadores e equipa. Quem são tais figuras? Os mesmos de sempre.

São aqueles que nos querem sempre mal. Mas há outros que ainda são piores: os dissimulados que aparecem em algumas das bancadas do Dragão e os que estão sempre com a caneta na mão.


Enganaram-se e tiveram que guardar as suas ferramentas para outra oportunidade. Este é um FC Porto a caminhar para a fase adulta. Com muito para crescer, a equipa mostra bons pormenores, alguma maturidade e gestão correcta do jogo.

É certo que detectamos facilmente fragilidades na equipa mas o Dragão também tem coisas boas. E uma delas é ter tido a capacidade de aproveitar o que de bom foi feito na época passada. Mas com pormenores importantes: melhorou e acrescentou metros no relvado.

A atitude e a postura da equipa são diferentes. Os jogadores são os mesmos mas o toque de midas do técnico faz a diferença. Sérgio Conceição, pois claro! A ele se deve o upgrade operado neste naipe de jogadores.

Frente ao Sp. Braga, uma equipa tradicionalmente difícil, timbrada para conquistar o 4º lugar e, quiçá, beliscar os três grandes, o FC Porto teve uma entrada muito bem conseguida e triunfante.



O Dragão entrou fortíssimo. Aos 7 minutos estava na frente do marcador, num lance de génio de Corona. O mexicano interceptou uma bola junto à entrada da área, picou-a por cima de Sequeira e de primeira fez o resultado do jogo.

Se estivéssemos na época passada, esta equipa com o outro timoneiro, teria logo recuado no terreno e tentaria controlar o jogo longe da baliza adversária. Mas o actual Porto jamais tem essa postura. O chip mudou completamente. Sérgio Conceição jamais se dá por satisfeito e exige mais à equipa. Sempre mais!

As oportunidades surgiram em catadupa. Brahimi, Aboubakar e Felipe desperdiçaram no mesmo lance a baliza de Matheus e pouco depois, Marega rematou contra a cabeça do guardião contrário. Por outro lado, viu-se um Brahimi endiabrado e sempre carregado com faltas para cartolinas que ficaram no bolso do sabujo de serviço.

Foi esta a maior pecha no jogo dos azuis-e-brancos. O desperdício em frente à baliza. Na hora de rematar, os jogadores terão, no futuro, que ser mais eficazes para evitar passar por momentos complicados. O FC Porto não marcou e o Sp. Braga começou a ganhar confiança.


Subiu no terreno e causou algum perigo junto da baliza de Casillas. No entanto, o golo nunca esteve iminente, longe disso. Foram apenas dois momentos de algum perigo para a baliza dos Dragões.

Na etapa complementar, seria importante que o FC Porto tivesse uma boa entrada tal como na etapa inicial. Corona foi substituído por Otávio mas os portistas não precisaram de carregar muito no acelerador.

O Sp. Braga acusou o desgaste físico e os portistas tiveram oportunidades de “matar” o jogo por mais do que uma vez. Aboubakar, desmarcado por Danilo, surgiu isolado à entrada da área e rematou escandalosamente ao lado e, pouco depois, Alex Telles, numa iniciativa individual, enviou uma bola ao poste. Registo ainda para um livre muito bem ensaiado no início da segunda parte que não deu o 2-0 a Otávio por muito pouco.

Sérgio Conceição esteve muito bem na gestão da equipa e nas substituições. Colocou A. André e Herrera no meio-campo, de forma a controlar o jogo, tirando Óliver (desgastado) e Brahimi (em decréscimo).


O jogo terminou com o FC Porto a controlar perfeitamente o jogo e a bola frente a um Sp. Braga a querer fazer mais mas a não ter condições para fazer melhor.

Assim vai o Dragão. Com 4 jogos, o FC Porto alcançou outras tantas vitórias. Marcou 9 golos e ainda não sofreu qualquer golo.

A Liga NOS vai sofrer uma interrupção por motivos de compromissos das selecções nacionais. Depois regressam mais jogos com a Liga NOS a entrelaçar-se com a Champions League. Um novo ciclo de jogos espera o Dragão.

Registo final apenas para o homem que anda lá no meio das duas equipas. Que vergonha de postura e de atitude demonstradas em campo. Dualidade de critérios a nível disciplinar, postura diferenciada para com as duas equipas, conduta vergonhosa e prestação medíocre.

“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos, temos é de rezar e cantar bem.”




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Este FC Porto é muito competitivo”

Entrada forte
“Globalmente, foi um bom jogo. Entrámos muito forte no jogo, com muita intensidade e vontade de “agredir” o adversário, procurando chegar à baliza. Aqui ou acolá perdemos o equilíbrio defensivo, mas a nossa primeira meia-hora foi fantástica. Nos últimos 15 minutos da primeira parte, o Sporting de Braga cresceu, mas mais por erros individuais da nossa parte. Houve um ou outro momento em que a equipa ficou desconfiada do que estava a fazer em termos defensivos. No intervalo alterámos o 4-4-2 para 4-3-3, de forma a tentar equilibrar o jogo interior e dominar as características apresentadas pelo Sporting de Braga no final da primeira parte.”

Vitória sem contestação
“Não houve um remate enquadrado do Sporting de Braga. Na segunda parte fizemos um jogo consistente, com muita coesão. Poderíamos ter feito mais dois ou três golos e merecíamos. É curto vencer pela margem mínima, mas o futebol é isto e temos de ser mais eficazes. Somos justíssimos vencedores. Quando conseguimos controlar o Sporting de Braga metemos o jogo no bolso, mas o Sporting de Braga é uma equipa competitiva e vai fazer um campeonato de acordo com os pergaminhos do clube.”


Mar azul em Braga
“Tenho de dar uma palavra aos sete mil portistas que estiveram aqui e que foram fantásticos. Este mar azul vai continuar, e vai continuar porque os adeptos acreditam nos jogadores, que são fantásticos. Só com o contributo diário dos jogadores conseguimos ter uma equipa tão competitiva.”

Muito campeonato por jogar
“A procissão ainda vai no adro. Há muito campeonato por jogar e muitos pontos em disputa. Este FC Porto é muito competitivo e vai lutar pela vitória em todos os estádios. Acredita de forma convicta de que, no final, vamos ter mais um ponto do que o segundo classificado.”

Casillas: quatro jogos sem sofrer golos
“Não gosto de individualizar. O FC Porto fez uma exibição fantástica. Não sofrer glos é um processo que envolve todos e não apenas o guarda-redes. Continuamos sem sofrer golos e isso é muito bom, mas depende do Casillas e de todos os outros.”



RESUMO DO JOGO

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