07 janeiro, 2012

Uma semana de sonho

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O ano não poderia ter começado de melhor forma: 11.500 espectadores no Dragão para ver um treino fantástico. Uma demonstração de força e crer na equipa que apenas surpreendeu quem desconhece o significado de Ser Porto. Com alegria e entusiasmo, os adeptos mostraram que estão no mesmo barco com os seus navegadores e o seu capitão. É caso para dizer que nos treinos ou nos jogos: o Porto ganha sempre. Kléber brilhou e fez o seu primeiro hat-trick no Dragão. Não duvido que brevemente o veremos a fazer o mesmo em jogos oficiais. É só uma questão de tempo porque, como sempre aqui escreve, potencial não lhe falta - apenas experiência.

Entretanto, o Nosso Presidente foi ao Dubai ser reconhecido internacionalmente como o melhor dirigente do mundo. Título evidente e indiscutível ao presidente com mais títulos do mundo. Este foi um daqueles prémio que deveria orgulhar o nosso país. Infelizmente, quando se trata de reconhecer o mérito do FC Porto a inveja de um país centralistas fala mais alto. Apenas um órgão de comunicação social deu cobertura à cerimónia. É impressionante como tudo fazem para esconder o nosso sucesso. A evidência da nossa superioridade orgulha-me!

No seguimento de uma boa semana, surgiram as entrevistas do Nosso Presidente ao JN e a SIC. Palavras inteligentes e certeiras como só o Nosso Presidente é capaz. A garantia de que não sai nenhum jogador nuclear apenas surpreendeu aqueles que os vendem diariamente nas páginas dos jornais. Oportunamente, o Presidente lembrou também que nunca criticou a arbitragem de Duarte Gomes. Apenas disse que vissem as imagens sem comentários. Se as imagens são tão obscenas que ao serem visionadas obrigam o árbitro a retratar-se em público - embora sem nunca pedir desculpa - isso é mais revelador do que qualquer argumento. Como referiu o Presidente, se convidar alguém a olhar para a rua e na rua não se passar nada de anormal também não haverá motivos para alarido.

Quarta-feira, a tão ansiada chegada de Danilo, o nosso principal reforço deste defeso. Mais uma fantástica notícia para todos os portistas. O campeão mundial de sub-20 e da Libertadores colmatará a única brecha da nossa defesa: o lado direito. Álvaro Pereira, Danilo, Otamendi e Rolando - quem não gostaria de ter uma defesa assim?

Para terminar a semana, a cereja em cima do bolo seria a vitória deste sábado contra as lagartixas. Não tenho dúvidas que iremos esmagar e honestamente este é um daqueles jogos da Liga que menos me assusta. E, por favor, não venha nenhum doutor de rins falar nos primeiros jogos. Aliás, desde há um ano que as primeiras quatro jornadas da Liga começaram a ganhar contornos místicos e - quiçá - ocultos. Se bem se recordam, o ano passado eram outros a queixarem-se que perderam o campeonato, a Taça de Portugal, a Liga Europa, a Supertaça e tudo o resto devido às maléficas primeiras quatro jornadas.

Será bastante divertido ver que aqueles que há um mês até já se auto proclamavam "candidatos" ao título irem já pelo cano abaixo ainda em Janeiro.

Para terminar, desejo muitas semanas como esta em 2012 pois registem as minhas palavras: em Maio seremos novamente campeões. Não sei porquê, mas tenho esta convicção. Pensando bem, se calhar até sei porquê.

"Sabemos a importância deste jogo"

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O FC Porto vai ao terreno do Sporting defender a liderança da Liga e, para isso, terá de manter o nível apresentado nas últimas partidas. A análise é de Vítor Pereira, que falou esta quinta-feira em conferência de imprensa, abordando toda a actualidade portista. O treinador está ciente da importância do encontro para os Dragões, mas sublinhou que "num clássico todos têm a suas responsabilidades".

Atendendo à tabela classificativa, este jogo é importante para o FC Porto e fundamental e decisivo para o Sporting?
No que nos diz respeito, é um jogo importante, no que toca ao Sporting terá de perguntar ao Domingos. Queremos manter-nos na liderança e por isso queremos ganhar.

Que ilações tirou do jogo do Sporting em Vila do Conde, a que assistiu?
Fiz uma análise, como faço para qualquer adversário. Fizemos o nosso trabalho normal durante a semana.

O que espera do jogo?
Penso que será um jogo intenso, de qualidade, e é isso que espero da minha equipa. E penso que o Sporting estará dentro da mesma matriz.

Como está a equipa?
Trabalhámos bem durante a semana. Temos de jogar ao nível do que vínhamos fazendo nos jogos anteriores para obter um bom resultado.

As declarações de elementos do Sporting parecem ir no sentido de passar a pressão para o lado do FC Porto, que é o campeão em título. Como encara o clássico?
Sabemos a importância deste jogo. Queremos ganhar e preparamo-nos para isso. Relativamente à pressão… Queremos ganhar os três pontos, o Sporting também. Num clássico todos têm a suas responsabilidades. Estamos focados na nossa equipa e em ganhar o jogo.

Uma derrota afasta o Sporting do título?
Essa é uma questão que não me diz respeito. Ainda faltam muitos jogos, mas claro que o Sporting ficaria a uma distância considerável, provavelmente das duas equipas que vão à frente. Porém, o Domingos é que terá de responder a isso. A nós compete-nos trazer os três pontos e continuar na liderança.

Este jogo surge numa boa altura da época? Vai contar com o Djalma em Alvalade?
Relativamente à primeira questão, já manifestei a minha opinião. Deve haver uma paragem de Natal, porque Portugal é um país católico, mas na passagem de ano isso não se justifica. Tivemos uma semana de trabalho, adaptámo-nos à realidade e preparámo-nos para a equipa estar ao nível do jogo. Quanto ao Djalma, tem treinado durante toda a semana e até hoje continuo a contar com ele para a convocatória. O FC Porto tem boas relações com a Federação Angolana e espero a qualquer momento receber a confirmação de que ele pode jogar em Alvalade.

Domingos disse que a equipa do Sporting ainda comia "papas Cerelac". Acha que é uma equipa em formação ou já com tempo suficiente?
Não sei com que sentido o Domingos disse isso. Ele é que sabe a equipa e o plantel que tem. Não quero emitir a minha opinião, porque quem melhor do que ele para falar com propósito da sua equipa?

Como encontrou o Danilo fisicamente?
Vamos ver. Está a chegar, vamos ter algum cuidado. Logo que sintamos que está em condições para ajudar contamos com ele. Agora ainda não é possível.

O presidente disse que vai ficar dois anos no FC Porto. Interpreta isso como um voto de confiança?
Dois anos são os que tenho para cumprir no contrato. O presidente avalia a competência e sabe porque me escolheu. Agora, no futebol é preciso apresentar resultados e ir provando competência. Espero estar aqui dois anos e se possível continuar por mais alguns.

Pediu algum ponta de lança neste mercado de Inverno, até porque o Walter estará de saída?
O Walter está de saída, porque teve poucas oportunidades e é natural que queira outra coisa para a sua vida. Ele tem qualidade e vai à procura de jogar mais. O mercado é um mês de entradas e saídas, as equipas fazem um estudo das suas necessidades e depois o clube vai trabalhando. Só posso falar dos jogadores que estão cá e estou satisfeitíssimo com o que tenho. Se surgir alguma coisa estarei aqui para fazer o comentário devido.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Maicon, Mangala, Otamendi, Rolando, Alex Sandro e Alvaro Pereira;
Médios: Defour, João Moutinho, Fernando, Belluschi e Souza
Avançados: Hulk, Djalma, Cristian Rodriguez, Kléber e James.

06 janeiro, 2012

A vergonha silenciada

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Pavoneiam-se como os paladinos da verdade desportiva, da transparência, da honestidade, da seriedade e até assinam petições idiotas promovidas por personagens não menos patéticas. Dizem que são sérios, mas escolhem árbitros. Dizem que são honestos, mas compram jogadores de equipas que vão defrontar dentro dias. Dizem que são transparentes, mas até clubes compram. Dizem que querem é ganhar dentro do campo, mas a verdade é que não ganham nada.

Minto. Eles ganham, sim, a taça da cerveja, esse troféu cuja história se confunde com a própria história do futebol português, esse troféu de elevadíssimo prestígio nacional e internacional. É aí que eles são os campeões, como ridiculamente anunciava a SIC na promoção do último jogo com os espanhóis do Minho (pouco rigor, claro, porque eles, afinal, até são tricampeões!) E para o ano começar bem, lá voltaram, uma vez mais, a ser levados ao colo. Com tanta paixão que até fez cegar o senhor árbitro quando, com o resultado empatado, o tal que jogador que não gosta de indivíduos de cor negra pregou uma violenta cotovelada num adversário que, curiosamente ou talvez não, tem um tom de pele ligeiramente diferente do dele. Mais uma ajudinha que já é da tradição, aliás, se recuarmos no tempo e nos lembrarmos, por exemplo, daquele célebre penálti contra o Estrela da Amadora que só o senhor João “pode vir” Ferreira conseguiu ver, logo na primeira edição da competição que eles, só por acaso, não ganharam. Ou da vergonhosa exibição de Lucílio Vigarista na final de há dois anos, contra os lagartos, que lhes ofereceu de bandeja mais um pote de cerveja.

Ironicamente, foi também antes de um jogo da taça da cerveja, no ano passado, que os grandes seguidores da verdade desportiva - que tanto defendem, mas que não praticam - contrataram o um tal Jardel, que por acaso defendia as cores do Olhanense, a equipa que iriam defrontar dias depois e que assim se viu desfalcada da sua principal referência na defesa. Coincidências, portanto, tal como as há agora, com compra de dois jogadores da União de Leiria, que, também só por acaso, será o próximo adversário na próxima jornada do campeonato: Ruben Brígido e Djaniny – atenção que este último é de raça negra e estou para ver como será a sua convivência com o Javi Garcia… – até já terão assinado contrato, o que, desde logo, me faz levantar uma questão: estando eles ao serviço de um clube que não lhes paga o ordenado há vários meses, será que chove algum de outro lado?

A pergunta fica sem resposta. Tal como ficou sem resposta, a notícia desta semana que dava conta da demissão de quatro directores do departamento de formação do Guimarães, depois de terem sido obrigados pelo clube a participar com as suas equipas no Torneio da Cidade dos Campeões que, pelos vistos, se tratava, tão-só, de um torneio de captações do 5LB. Pois é, eles até os clubes compram - ainda se lembram do 'Estorilgate'?

E se estas tivessem tons de azul e branco, já tínhamos o “Pravda”, o “Correio da Matilha” e o “Rascord” a tirar-nos pontos na classificação do campeonato ou a mandar-nos para a segunda divisão pelo crime de corrupção. Como os tons são outros, todos se vergam, todos assobiam para o lado, todos se calam, como se nada de estranho e de suspeito se passasse.

PS – Numa das últimas edições do ano, o “Pravda” elegia como a figura de 2011 o seleccionador nacional, que conseguiu o enorme feito de apurar para o Europeu a equipa que teimam em dizer que é de todos os portugueses, mas que a mim não me diz absolutamente nada. Logo num ano em que houve um treinador que ganhou o campeonato sem derrotas e ainda o festejou na casa do maior rival, que venceu a Liga Europa, que levantou uma Taça de Portugal e que, no final, se tornou o treinador mais caro de todos os tempos. Ridículos? Não. Atrasados mentais é o que são.

Folclore

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05/01/2012

Com a inevitável autopromoção e um toquezinho xenófobo, Rui Santos volta hoje, nas páginas do jornal Record, a utilizar indevidamente e com mentira o nome do FC Porto. Já não é mania, já é mesmo defeito.

Afirmando-se pomposamente um lutador pela "consagração do jogador português", apesar de ninguém nunca lhe ter conhecido contributo algum em defesa do futebol português ou do jogador português - palavras leva-as o vento -, Santos escreve que o FC Porto não tem jogadores portugueses na sua equipa. Pois não, Rolando, João Moutinho e Varela jogam pela selecção das Malvinas, como diz o outro...

O problema de Santos é não querer - ou poder - criticar alguns e então, para dourar a pílula, mete à pressão o nome do FC Porto, nem que isso o obrigue a mentir, o que, como se sabe, não lhe custa nada.

O FC Porto não precisa de se pôr em bicos de pés para lhe ser reconhecida a maior importância na defesa do futebol português, levando-o com o prestígio de tantas vitórias aos quatro cantos do Mundo, e do jogador português, ou não tivesse há mais de duas décadas a maioria dos jogadores da selecção portuguesa origem no FC Porto. Isto sim é consagrar o futebol português e o jogador português. Sem xenofobia, sem patriotismos parolos, sem demagogia e com a coragem e o orgulho de ser o clube português de mais sucesso. O resto, sim, é folclore.

fonte: fcporto.pt

05 janeiro, 2012

Duas já é demais...

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À hora que escrevo este texto, a entrevista de Jorge Nuno Pinto da Costa na SIC ainda não foi para o ar, pelo que não vou comentar o seu conteúdo. De qualquer forma, tenho absoluta confiança no seu discurso e certeza das suas decisões. Nele tenho confiança cega e apenas os “profissionais” que o rodeiam me preocupam, pois quem não sente o clube desde sempre como eu ou qualquer um de nós, não me dá garantias como PC me dá.

De qualquer forma, tive oportunidade de já ter ouvido alguns pedaços da entrevista, e o meu queixo caiu... caiu não pelo teor do que foi dito, mas sim pelo entrevistador em causa.
No passado dia 13-10-2011, mostrei aqui toda a minha indignação e estupefacção perante o facto do nosso Presidente ter concedido uma entrevista à sic numa viagem a acompanhar a selecção à Dinamarca, em virtude do entrevistador ser nuno BADALHOCO luz.
Ora, se cair à primeira toda a gente pode cair, quanto mais não seja pelo efeito surpresa, cair à segunda já roça o ridículo e a total falta de respeito pelos valores e guerras de um passado recente.
Conceder a nuno BADALHOCO luz uma segunda entrevista em 3 meses, é fazer algo que julguei nunca vir a dizer sobre o nosso Presidente: é faltar ao respeito a todos os Portistas que sempre o defenderam das calúnias mais nojentas que esse dejecto humano foi levantando ao longo da sua carreira de pseudo-jornalista. É não reconhecer a luta diária que milhares de Portistas por esse Mundo fora travam contra o jornalismo de merda que prolifera neste país com o único intuito de derrubar o FC Porto.

Está Pinto da Costa esquecido?
Está toda a estrutura esquecida?
Estão todas as calúnias esquecidas?
Estão os porcos da bola esquecidos?
Estão todos os processos em tribunal esquecidos?

Não percebo, não consigo perceber, não acredito que alguém me consiga explicar!

O nosso passado foi marcado pela constante luta contra o poder central, contra os subservientes que sempre baixaram as calças ao centralismo político e desportivo, contra quem sempre usou as mais escabrosas calúnias para retirar mérito às nossas conquistas. Pergunto eu: no contexto pseudo-jornalístico nacional actual, (eu sei que são muitos) mas haverá maior simbolo de anti-portismo primário do que este BADALHOCO? Acho difícil...

Mas assim sendo, então como se explica esta situação?
Não há um gabinete de impressa capaz de filtrar estas situações?
Não há pessoas capazes de dizerem “NÃO” a um “BADALHOCO” destes?

Todo o pensamento que aqui estou a expor, no fundo, é um pouco a repetição do já exposto em 13-10-2011, mas temos que perceber que isto vai muito mais além do que uma mera entrevista ou umas meras declarações. São os nossos valores que estão em causa!!
Numa altura em que tanto se tem falado e apelado a uma atitude “à Porto”, e às portas de um jogo tão exigente sob o ponto de vista mental, da entrega e da atitude, o exemplo que vem de cima não é de facto o melhor. O exemplo ao invés de ser guerreiro é de conformismo, aceitação e resignação... precisamente o contrário do que precisámos e sempre fomos.

Perder valores e identidade é começar a perder fora do campo aquilo que todos queremos vencer lá dentro.
Desde dirigentes históricos que vão saindo ou perdendo importância, passando por um discurso mais brando e menos incisivo, continuando pela ausência de verdadeiras referências no nosso balneário (dar exemplos como Helton, Hulk ou Moutinho é desonrar Baía, Jorge Costa, João Pinto, etc), urge contrariar este aparente rompimento com o nosso passado que nos catapultou para aquilo que somos hoje.

Cabe a cada um de nós mostrar a sua indignação por estas situações, exigindo desta forma o respeito e manutenção dos pressupostos das nossas vitórias.

Um abraço.

"Acho que me vou dar muito bem aqui"

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Em declarações exclusivas ao Porto Canal e ao www.fcporto.pt, Danilo garante que já percebeu a dimensão do seu novo clube. Pronto para lutar por um lugar na equipa, o brasileiro, que começa a treinar já na quinta-feira, diz ter sido bem recebido. O novo número dois dos Dragões tem contrato até Junho de 2016 e uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros.

Quais são as primeiras impressões do clube e da cidade?
Ainda não deu para ver muito, mas já percebi que tenho um grupo de companheiros que recebem muito bem. O ambiente no clube é muito familiar e isso deixa qualquer um à vontade. E também fui muito bem recebido na cidade, pelas pessoas que foram auxiliar-me no aeroporto e no hotel. Acho que me vou dar muito bem aqui.

Já percebeu a importância do clube?
Desde que entrei no avião. Encontrei logo pessoas a dizer-me "tem de jogar bem", "tem de ganhar". Temos de estar acostumados a este tipo de pressão para jogar num clube vencedor como o FC Porto.

Quais são os seus desejos para esta experiência?
Como em todas as equipas por onde passei, o meu objectivo é ganhar títulos. Sempre fui muito bem visto por ser um jogador vencedor e espero que aqui não seja diferente. O Danilo e o FC Porto têm tudo para ser um excelente conjunto, com muitas vitórias.

Venceu quatro títulos em 2011, incluindo o Campeonato do Mundo de Sub20 e a Libertadores no Santos. O seu desejo é chegar aqui na segunda metade da época e ganhar tudo?
Claro. Temos de nos focar nisso. Vou lutar para conquistar a minha posição e um lugar na equipa, mas o meu primeiro objectivo é ajudar o FC Porto a vencer.

Quais são as primeiras impressões dos companheiros e da equipa?
Como já disse, o ambiente é muito familiar. Já estive no balneário, houve algumas brincadeiras e receberam-me muito bem. Isso é importante para que tudo dê certo.

Fisicamente está apto?
Parei durante 10 dias, mas creio que depois de uma semana de treinos já estou bem para jogar.

Já jogou com o número dois na selecção brasileira, mas este é também um número mítico no FC Porto. Está ciente dessa responsabilidade?
Já me contaram a história dessa camisola, a importância que tem no clube. Espero fazer jus a esse presente que me foi dado, jogar bem e manter a história da camisola dois no FC Porto.

fonte: fcporto.pt

04 janeiro, 2012

...Portista

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A vossa INVEJA
Depois de um ano quase todo AZUL está quase no final a bizarra época de um período alargado de férias para o pessoal da bola.
Período esse onde somos obrigados a engolir coisas como 'o Eusébio já conseguiu beber um copo de água sozinho' e onde outras como o prémio carreira nos Globe Soccer Awards, que envergonha uma qualquer gala da Confederação do Desporto de Portugal (leia-se lisboa), são vergonhosamente deixadas para cantos de páginas ou curtos minutos de televisão.
Em relação à segunda o mãozinhas, de cinismo mais alto que a Burj Khalifa, diz até que como foram cerimónias privadas não careceram de tal publicitação.
- Ó mãozinhas, olha a judite! - boca do Rato.

Ano novo, bida noba.
O caraças, tá tudo como dantes!
Até o quartel-general em Abrantes.
O Sr. Pais continua a fazer classificações à sua moda.
O Sr. Serpa a imitar o JN com entrevistas encomendadas.
E os Srs. da manha a venderem a equipa do FC Porto.

Bem chega de encher pneus.
Calcem as pantufas, aconcheguem-se no sofá, acendam (ou não) um cigarro e desfrutem (ou não) de uma história.
Não do passado nem do futuro mas do presente.
Mas não aquele presente que estavam à espera no Natal.

Vai uma história passada há já muito tempo.
Há muito e tanto tempo que o próprio Tône não sabe se se lembra dela completa.
Era uma vez um menino a quem nem sequer valia a pena perguntarem-lhe o que queria ser quando fosse grande.
A resposta, quisesse o mesmo ou não, era invariavelmente a mesma:
- Benfiquista.
Tinha de ser. Ora sendo ele filho único de um benfiquista, que outra coisa, clube ou destino poderia ter?
Cabisbaixo e matutando sobre o assunto o miúdo, que não tinha vontade alguma em seguir as cores clubistas do seu pai, entristecia.

Até que um dia se encheu de coragem e decidiu enfrentar o pai com o assunto.
O Pai que era um homem compreensivo respondeu-lhe.
- Filho, eu, quando tinha a tua idade tb. não queria ser benfiquista, queria ser arquitecto, mas o teu avô deixou-me esta obrigação, que poderia eu fazer?
Pelos vistos o Pai era muito dado a essas coisas de construções.
Era vê-lo no meio de projectos de escolas, hospitais, prédios.
Até discutia com os arquitectos e engenheiros como se fosse um deles.
- Se não tivesses de ser benfiquista, o que é que gostarias de ser quando fosses grande? - perguntou o Pai ao filho.
- Gosta de ser Portista - respondeu o miúdo.
- Não vai ser fácil. - um Portista filho de benfiquista não era muito comum naquele tempo.
- No entanto vou pensar no assunto - prometeu o Pai.

E em segredo começou a projectar um grande estádio de futebol. Desenhou tudo muito bem desenhado, como um verdadeiro arquitecto.
- Ficam ao teu cuidado, para que tu construas o estádio, quando fores grande.
- Mas o pai podia mandar construir o estádio agora. - retorqui o miúdo.
- Não, fica à tua responsabilidade. Quando eu morrer ficas com o projecto e mandas então construir o estádio.

E assim sucedeu.
O miúdo tornou-se grande, arquitecto e... Portista.
E ao estádio deu o nome de Dragão, em honra ao senhor seu pai, que tinha querido ser arquitecto e muito provavelmente... Portista.

Capítulo 5: 1941 a 1950 – O centralismo da capital e o jejum (Parte XIII)

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FCPorto – Dragões de Azul Forte
Retalhos da história, conquistas e vitórias memoráveis, figuras e glórias do
F. C. do Porto


Capítulo 5: 1941 a 1950 – O centralismo da capital e o jejum (Parte XIII)

Virgílio – Virgílio Marques Mendes (n. Entroncamento, 17 Nov.1926 – m. Porto, 24 Abr.2009), foi um dos maiores defesas-direitos da história do FC Porto e da Selecção Nacional.
• Começou no Ferroviário do Entroncamento, a jogar como avançado-centro, e era obcecado pelo golo. Tinha 18 anos e trabalhava como serralheiro nas oficinas da CP. Um dia, ansioso por alterar o seu destino, meteu licença no trabalho e partiu para Lisboa para fazer testes de futebolista no Benfica. Era o seu clube e três semanas por lá andou. Mas não conseguiu entusiasmar János Biri, treinador dos lisboetas. Ficou furioso e voltou ao Entroncamento com o coração despedaçado pelo sonho desfeito.
Alguns anos depois (1956), e após uma vitória por 3-0 nas Antas, o FC Porto de Virgílio arrancaria um empate a uma bola, em Lisboa, ao Benfica, mercê de uma exibição fabulosa. Com este resultado os portistas asseguraram a conquista do Campeonato. Era a vingança de Virgílio que deixou o campo chorando de… alegria. Era a desforra, finalmente…
• Mas, voltando atrás, quando Virgílio se viu desprezado na Luz, foi, pouco depois, contratado pelo “O Elvas”. Aí fez uma dupla de luxo com Patalino. Contudo, aquilo que “O Elvas” lhe podia pagar não dava para se despedir da CP, pelo que, terminada a licença, regressou ao Entroncamento e ao trabalho na serralharia.
• Até que um dia, em 1947, estava ele na oficina, lhe surgiu um senhor bem vestido. Disse-lhe que se chamava Soares dos Reis e que era do FC Porto... Treinou-se na Constituição onde o recebeu Josef Szabo que havia sugerido a sua contratação. Foi contratado e Szabo, impressionado com as suas qualidades, disse-lhe que seria o substituto de Pinga. O FC Porto ofereceu-lhe três contos de luvas e um ordenado mensal de 800 escudos. Pediu a demissão da CP e estreou-se a interior-esquerdo, contra o Leixões, marcando logo dois golos!
O treinador húngaro, encantado com o seu estilo repentista e voluntarioso, pô-lo a jogar no meio-campo. Virgílio era tido como o "novo Pinga", graças à excelência do seu pé esquerdo. Quando Alejandro Scopelli chegou ao clube fê-lo recuar para a defesa e, no lugar de defesa-direito, Virgílio Mendes tornou-se num dos grandes nomes do futebol português de todos os tempos.
• Denodo, força, resistência, carácter, fizeram de Virgílio o grande "capitão" do FC Porto e da Selecção.
• A estreia na Selecção Nacional aconteceu em 27 de Fevereiro de 1949, contra a Itália, em Génova. Num jogo avassalador da "squadra azzurra", Virgílio realizou uma portentosa exibição que lhe valeu o epíteto de "Leão de Génova". Ele anulou o então famosíssimo Carapellese, extremo esquerdo italiano. Nesse encontro, todas as suas características foram exaltadas a despeito da volumosa derrota (1-4). E Virgílio Mendes ficaria para sempre o "Leão de Génova".
• A selecção transalpina pareceu ser um talismã para o defesa portista, já que em 26 Mai.1957 participou na retumbante vitória lusa, por 3-0, sobre a Itália, no Jamor. Este triunfo da Selecção Nacional Portuguesa contribuiu para que os italianos falhassem a participação no Campeonato do Mundo de 1958, na Suécia. Foi a única vez que não se qualificaram para a fase final da competição! Refira-se que nesse encontro Virgílio jogou ao lado de mais 3 portistas: Pedroto, Miguel Arcanjo e António Teixeira que marcou um dos golos. Também havia jogado na fase de qualificação para os Mundiais de 1950 e 1954.
• Ao serviço da "equipa das quinas", Virgílio cumpriu 39 jogos – tendo batido o "record" de Travassos e detendo o máximo de internacionalizações durante muito tempo – 10 como "capitão". O seu último jogo pela Selecção Nacional foi num Jugoslávia-Portugal, em 22 Mai.1960, já com quase 34 anos de idade.
• No FC Porto, ao longo de 15 anos (347 jogos no Campeonato Nacional), foi Bicampeão Nacional (1955-56 e 1958-59), vencendo duas vezes a Taça de Portugal (1955-56 e 1957-58). Colaborou com vários treinadores entre os quais os campeões Yustrich e Guttmann, jogou com excelentes futebolistas como Barrigana, Acúrsio, Miguel Arcanjo, Osvaldo Cambalacho, Ângelo Carvalho, Monteiro da Costa, Pedroto, Gastão, Carlos Duarte, Jaburu, Carlos Vieira, Osvaldo Silva e Hernâni, com muitos dos quais foi campeão nacional.
• Após o reconhecimento no estrangeiro, Virgílio revelou uma extraordinária fidelidade ao FC Porto, pois rejeitou convites do Real Madrid, do Barcelona, da Juventus e do Celta de Vigo, permanecendo no seu clube até 1962. Do Celta recusou 500 mil pesetas pela assinatura de um contrato e um ordenado mensal de 15 mil pesetas. Era uma fortuna! "Trocar de camisola apenas por causa do dinheiro, se não era violentar o coração e o clube, era, pelo menos, aceitar viver como um mercenário", explicou quando recusou sair do FC Porto. Depois de acabar a carreira no emblema portista, chegou a treinar a equipa principal por um breve período, em 1965-66, em substituição de Flávio Costa.
• Também passou por alguns clubes nacionais, incluindo o SC Mirandela que levou a subir à 2.ª Divisão Nacional na época 1979-80.
• Em 1997 recebeu o "Dragão de Ouro", símbolo do reconhecimento profundo do clube que amou.
• Ligado ao clube, nas mais variadas funções, foi um exemplo apontado aos mais novos no Lar do Jogador, agora "Casa do Dragão", que frequentou até aos seus últimos dias de vida em Abril de 2009.
• Virgílio Mendes, o "Leão de Génova", o inesquecível "capitão" portista, um ídolo, uma sublime glória do FC Porto!
Carreira no FC Porto
1947 a 1961-62
Palmarés
2 Campeonatos Nacionais (1955-56 e 1958-59)
2 Taças de Portugal (1955-56 e 1957-58)
1 Campeonato do Porto

Época 1949-1950

Alberto Augusto – Alberto João Augusto (n. Lisboa, 31 Jul.1898 – m. 1973), foi jogador e treinador de futebol. Cedo se tornou uma das grandes figuras do Benfica (1917/1924) graças ao seu grande domínio de bola. Durante alguns anos jogou como extremo-direito e, mais tarde, deslocar-se-ia para o extremo oposto. Também jogou nos Leões de Santarém e no SC Braga.
• Era irmão do primeiro internacional e polivalente jogador do FC Porto, Artur Augusto. Os dois, conhecidos como os “Batatinhas”, alinharam na equipa da Selecção Nacional que se estreou frente à Espanha em 18 Dez.1921. Artur fez uma exibição excelente, Alberto marcou o golo de Portugal que perdeu por 1-3. Foi ele o primeiro marcador com a camisola das cinco quinas azuis.
• Em 1927, Alberto Augusto iniciou um percurso de jogador-treinador no Salgueiros, continuando-o no SC Braga, Comercial de Braga e Vitória de Guimarães. Em 1941-42, já só na sua função de treinador, levou o Vitória a disputar, pela primeira vez, o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. Na mesma época teve outro ponto alto, quando os vitorianos atingiram a final da Taça de Portugal.
• Prosseguindo a sua carreira de treinador, esteve sucessivamente ao serviço do SC Braga (novamente), Académico do Porto, AD Fafe, GD Aves, Gil Vicente FC, FC Vizela, FC Porto, Oriental de Lisboa, SL Faro e SC Torreense.
• Como técnico, Alberto Augusto detinha conhecimentos verdadeiramente invulgares, adquiridos em toda a sua larguíssima experiência futebolística. Era muito competente, hábil e criterioso no desempenho da função de treinador. Qualidades que foram reconhecidas por um grande clube, o FC Porto. Ingressou, em Jul.1949, tornando-se no primeiro treinador (efectivo) do FC Porto com nacionalidade portuguesa.
• Entrou com um contrato de dois anos e recebeu de imediato o prémio de assinatura, mas não quis usar o direito aos prémios por jogos ganhos ou empatados. Prémios somente os queria se ganhasse o Campeonato ou a Taça de Portugal.
• Com ele o FC Porto fez uma longa digressão a Angola, divulgando o nome do Clube por aquele extenso território. Por cá as coisas não correram bem… Infelizmente não teve prémios, pois em fins de Novembro já estava de abalada. Vítima da derrota humilhante no Estádio Padinha, em Olhão, foi substituído interinamente por Carlos Nunes. Em Janeiro chegaria Augusto Silva.
Carreira no FC Porto
10 Jul. a 28 Nov.1949

“Caravana da Saudade” - Digressão a Angola
Foi já com Alberto Augusto que o FC Porto partiu para uma digressão a Angola, onde somaria 10 vitórias em 10 jogos. O programa previa a disputa de jogos em Luanda, Sá da Bandeira, Benguela, Lobito, Nova Lisboa e Leopoldville (Congo). A viagem, muito cara para se fazer de avião, efectuou-se no paquete “Império”. A chegada a Luanda foi apoteótica. Um cortejo com mais de cem automóveis levou a comitiva do cais à Câmara Municipal, onde se serviu um “porto de honra”. Na equipa estreou-se o ex-caldense José Maria.

Início da viagem: 11 Jul.1949; chegada a Luanda: 24 de Julho; saída de Luanda: 26 de Agosto; final da viagem: 8 de Setembro.
A comitiva:
Treinador: Alberto Augusto; massagista: Francisco Gonçalves; atletas: Alfredo Pais, Romão, Virgílio, Ângelo Carvalho, Araújo, Diógenes Boavida, Pinto Vieira, Francisco Costa (Chico), Gastão, Joaquim Machado, Fragata, José Lino Moreira (Lino), José Maria, Freitas, Sanfins e os guarda-redes Valongo e Graça.

Fotografia de parte da equipa do FC Porto na deslocação a Angola.
Da esquerda para a direita, em pé: Francisco Gonçalves (massagista), Valongo (g.r.), n/identif., n/identif., Ângelo Carvalho, n/identif., Joaquim Machado, Romão (?), Alfredo Pais e Alberto Augusto (treinador); em baixo: Graça (g.r), Araújo, n/identif., Sanfins, Gastão, José Maria e Diógenes Boavida.

24 Jul.1949 – A chegada a Luanda
A cidade recebeu o “Império” às oito da manhã. “Em volta do barco giravam vedetas dos clubes náuticos e muitos “dongos” (barcos feitos de troncos de árvores) com autóctones agitando bandeirinhas de papel azuis-e-brancas, aos berros ao Porto. No cais havia um mar de gente. A bordo entrou a comissão de recepção e os directores da filial do FC Porto”. Todos se abraçaram efusivamente.
O desembarque foi feito no meio de palmas, vivas e cumprimentos sem fim e a muito custo que se alcançaram os automóveis que esperavam a comitiva portista. Depois, um longo cortejo de viaturas. Obstruiu-se a marginal de Luanda, passou-se pelo estádio e parou-se na Câmara para a inevitável recepção oficial. Saudou-se o “Porto-cidade” e o “Porto-Clube”. Lamentou-se o dirigente do FC Porto, Dr. Cesário Bonito, no seu improviso, de não ter “braços bem grandes para abraçar tanta Luanda”.
E sempre por entre alas de povo, alcançaram-se finalmente os hotéis Avenida Hotel e Pena, por onde foi distribuída a comitiva. Era chegada a hora do descanso, porque, pasme-se, dentro de momentos era o jogo no campo dos Coqueiros…
Os jogos

24 de Julho
Estádio dos Coqueiros (Luanda)
FC Luanda – FC Porto, 2-10
Jogaram: Valongo, Chico, Alfredo Pais, Carvalho, Joaquim, Romão (1), Lino (2), Freitas (1), José Maria (1), Gastão (1), Diógenes (2) e Sanfins (2).

27 de Julho
Campo Dr. António José de Almeida (Sá da Bandeira)
Selecção de Huíla – FC Porto, 2-8
Jogaram: Valongo, Alfredo Pais, Fragata, Carvalho, Joaquim (1), Romão, Lino, Sanfins, José Maria (5), Gastão (1), Diógenes (1) e Chico.

31 de Julho
Estádio dos Coqueiros (Luanda)
Selecção de Luanda – FC Porto, 3-6
Jogaram: Valongo, Chico, Alfredo Pais, Carvalho, Joaquim (1), Romão, Freitas (1), José Maria (2), Sanfins (1), Gastão e Diógenes (1).

4 de Agosto
Campo Raimundo Serrão (Lobito)
Selecção do Lobito – FC Porto, 1-4
Jogaram: Valongo, Alfredo Pais, Chico, Carvalho, Joaquim, Romão, Freitas, José Maria (2), Sanfins (1), Gastão e Diógenes (1).

6 de Agosto
Estádio Marques Trindade (Nova Lisboa)
CD Ferrovia – FC Porto, 0-3
Jogaram: Valongo, Virgílio (1), Alfredo Pais, Carvalho, Joaquim, Romão, Freitas, José Maria (1), Sanfins (1), Gastão e Diógenes.

7 de Agosto
Estádio Marques Trindade (Nova Lisboa)
Selecção de Nova Lisboa – FC Porto, 0-6
Jogaram: Valongo, Alfredo Pais, Chico, Carvalho, Joaquim (1), Romão, Lino (2), José Maria (1), Virgílio (1), Gastão (1) e Sanfins.

18 de Agosto
Campo Atlético de S. Filipe (Benguela)
Delegação de Benguela – FC Porto, 2-9
Jogaram: Valongo, Virgílio, Alfredo Pais, Carvalho (1), Joaquim (1), Romão (1), Lino, Freitas (1), Sanfins (2), Gastão (2) e Diógenes (1).

21 de Agosto
Estádio Rainha Astrid (Leopoldeville)
Selecção de Leopoldeville e Brazaville – FC Porto, 2-4
Jogaram: Valongo, Virgílio, Carvalho, Joaquim (1), Alfredo Pais, Romão, Freitas, José Maria (2), Sanfins, Gastão (1) e Diógenes.

24 de Agosto
Estádio dos Coqueiros (Luanda)
Ferroviários – FC Porto, 1-7
Jogaram: Valongo, Virgílio, Alfredo Pais, Carvalho, P. Vieira, Romão (1), Freitas, José Maria (2), Sanfins (1), Gastão, Diógenes (2), Fragata, Chico e Joaquim (Adu marcou na própria baliza).

26 de Agosto
Estádio dos Coqueiros (Luanda)
Sport Luanda e Benfica – FC Porto, 1-7
Jogaram: Valongo, Virgílio, Alfredo Pais (1), Carvalho, Joaquim, Romão, Freitas, José Maria (3), Sanfins (2), Gastão e Diógenes (1).

A saída de Luanda aconteceu a 26 de Agosto e a 8 de Setembro de 1949 a caravana azul-e-branca chegou ao Porto. Para trás ficaram quase 7.000 quilómetros, dez jogos e outras tantas vitórias. Uma digressão que deixou saudades!

[Digressão a Angola – Fontes: várias incl. “Revista dos Dragões”, Dez./2007, Luís César]

Troféu Salvador Correia de Sá
Aproveitando a visita do FC Porto a Angola, o Futebol Clube de Luanda homenageou a agremiação da cidade do Porto, de que é filial, e ofereceu-lhe o Troféu Salvador Correia de Sá.
Este magnífico e valioso troféu, fabricado pelo ex-atleta azul-e-branco, Tavares da Rocha, é encimado por uma figura em marfim que representa Salvador Correia de Sá, o libertador de Angola do jugo dos holandeses.
Em redor do troféu, seis placas ostentam o nome das cidades onde o FC Porto efectuou os jogos de exibição.

  • No próximo post.: Capítulo 5, 1941 a 1950 – O centralismo da capital e o jejum (Parte XIV) – Época 1949-50 (continuação); Campeonato Nacional; Carlos Nunes, treinador interino; Augusto Silva, novo treinador; biografia de Augusto Silva; Antas em andamento; vitória ante o Desportivo da Corunha; 8.057 sócios; Júlio Ribeiro Campos de novo na presidência; Artur de Sousa “Pinga”, treinador interino; Francisco Reboredo, assume o comando técnico da equipa; o vaivém de treinadores…

03 janeiro, 2012

Os 3 "mosqueteiros" das modalidades do FC Porto...

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Ilídio Pinto, José Magalhães e Júlio Matos, são actualmente estes os “Homens fortes” das 3 principais modalidades do FC Porto, extrafutebol.

Ilídio Pinto esteve sempre ligado ao hóquei, primeiro como chefe de secção, depois director e agora vice-presidente para as modalidades. José Magalhães foi treinador e hoje é director geral do andebol azul e branco, enquanto Júlio Matos foi jogador, capitão, treinador e hoje é vice-presidente com a pasta do basquetebol. É deles que hoje falo numa altura em que o FC Porto ocupa o 1º posto das tabelas classificativas 2011/12 nas 3 modalidades, e depois de uma época (2010/11) em que nos sagramos campeões em todas elas. Aqui fica a minha homenagem a 3 grandes Portistas neste início de 2012.

Ilídio Pinto acompanha o Presidente Pinto da Costa na direcção do FC Porto desde a sua 1ª eleição, em 1982. Logo na época inicial de Pinto da Costa a Presidente, o homem forte do hóquei em patins viu o FC Porto vencer o seu 1º campeonato Nacional na mesma temporada (82/83) em que venceu pelo 2º ano consecutivo a taça dos vencedores de taças (a 1ª tinha sido festejada dias depois da eleição de Jorge Nuno Pinto da Costa). Ilídio Pinto soube reunir um verdadeiro “dream team” da década de 80 com Franklim, Realista, Alves, Vitor Bruno e Vítor Hugo, entre outros, o que levou o FC Porto a vencer 8 campeonatos em 9 anos (de 82/83 a 90/91, só falhando o de 87/88). Venceu ainda tuas taças dos campeões Europeus, uma supertaça Europeia e duas taças Cers entre outros troféus internos.

Fez a renovação da equipa pós 1991/92 e voltou a ser campeão em 1998/99, feito que repetiu na época seguinte. Em 2001 tinha 10 campeonatos ganhos e ninguém imaginaria que passados 10 anos (2011), o FC Porto chegaria aos 20 títulos depois de consumado um decacampeonato absolutamente impressionante (um 10 em 10 com Franklim a treinador).

Quando Ilídio Pinto e Pinto da Costa se (re)encontraram no clube em 1982 (um a director de hóquei e o outro a Presidente), o FC Porto nunca tinha sido campeão, enquanto o Benfica já havia ganho 15 campeonatos. Hoje Dragões e águias estão com o mesmo número de títulos (20)! Nestas últimas 29 épocas, Ilídio Pinto e o FC Porto arrecadaram 20 campeonatos, deixando apenas 5 para o Benfica (3 para o Barcelos e 1 para o Sporting). O FC Porto é hoje uma potência do hóquei Europeu e há muito mérito de Ilídio Pinto nesta história bonita que ainda tem (espero eu) muitos capítulos de glória em agenda. A 3ª taça dos campeões (ou Liga Europeia como agora se chama), é um sonho que vem sendo adiado desde 1990 e esse seria sem dúvida um dos capítulos gloriosos que todos nós víamos com muito agrado. Pode ver agora um vídeo que preparei com imagens em directo nos jogos em que festejamos cada um dos 10 títulos do decacampeonato.


José Magalhães foi treinador adjunto no andebol Portista na década de 80 e chegou ao cargo de treinador principal dos dragões em 1997. Foi técnico principal dos dragões durante 4 temporadas, e logo na 2ª temporada, em 98/99, conseguiu levar o clube ao título Nacional, 31 anos depois! O andebol do Porto já não era campeão desde 1968, com Armando Campos a treinador e António Cunha a jogador, e foi então a 12 de Abril de 1999 que o Pavilhão das Antas (lotado) festejou exuberantemente uma conquista muito saborosa para todos os Portistas e para José Magalhães em particular. Em 2001 passou a director geral do andebol Portista e de lá para cá, os treinadores foram Pokrajac, Paulo Jorge Pereira, Carlos Resende e Obradovic, grandes nomes da modalidade, grandes e sábias escolhas de José Magalhães. Por isso, é sem admiração que fazemos as contas e vemos que nestas 10 épocas como director geral, José Magalhães viu o FC Porto vencer 6 campeonatos contra 2 do ABC de Braga e 1 de Benfica e Madeira SAD.

Já ninguém se lembra dos 31 anos de seca, e para isso muito contribuiu o saber de José Magalhães que transformou um quase moribundo FC Porto no actual dominador do andebol Nacional (tricampeão nacional). De referir ainda que se não fossem os problemas criados pela FPA em 2003 e a equipa Portista dessa altura tinha tudo para passar a até agora fatídica barreira dos quartos-de-final das provas europeias de andebol. Pode ser que esta actual equipa, mais jovem que a de 2003, tenha essa possibilidade, pois sendo mais jovem e mais inexperiente, tem no entanto uma margem de progressão enorme. Pode ver agora um vídeo com os minutos finais do jogo de 1999, quando acabamos com um jejum de 31 anos com José Magalhães no nosso comando técnico.


Júlio Matos, como jogador de basquetebol do FC Porto, foi campeão Nacional em 1979, 1980 e 1983, ganhou as Taças de Portugal em 1979, 1986, 1987, 1988 e 1991, terminando a carreira em 1994. Ganhou ainda a supertaça de 1986 e foi capitão de equipa durante algumas épocas. De fora, viu o Porto acabar com o reinado do Benfica (campeão de 89 a 95) após o triunfo azul e branco nos campeonatos de 1996 e 1997 (Jorge Araújo a treinador), reentrando no clube como adjunto de Alberto Babo e depois de Luís Magalhães, participando por isso nos títulos ganhos em 1999 e em 2004.

Em 2008, passou de adjunto a técnico principal, mas a experiência não foi muito feliz, com o clube a não passar dos 4ºs de final do play-off de 2008/09. Saiu no final da época, mas voltou 1 ano depois, como vice-Presidente de Pinto da Costa e com o cargo máximo no basquetebol azul e branco. Esta reentrada de Júlio Matos no clube em 2010, foi coroada de êxito (no início dessa época saíram Fernando Gomes e Fernando Assunção, outros dois nomes históricos do clube na modalidade), com o clube azul e branco a sagrar-se campeão Nacional, 7 anos depois, numa final entusiasmante ganha na negra ao Benfica. Um ambiente fantástico no Dragão Caixa também ajudou, mas a grande mais-valia de Júlio Matos está claramente no cargo de treinador, pois Moncho Lopéz é de longe o melhor treinador da LPB. Júlio soube perceber isso e já renovou o contrato com Moncho para que os sonhos de uma hegemonia Portista também no basquetebol continuem bem activos. Pode ver agora um vídeo do último jogo da final do ano passado (a tal negra ganha ao Benfica) em que nos sagramos campeões. O ambiente no pavilhão é qualquer coisa de indescritível…




Entretanto, no próximo fim de semana, já voltam os jogos das modalidades. No basquetebol, o Porto joga em Coimbra (sábado 15h na sporttv2), e no hóquei recebe a J.Viana (sábado 16h no Porto Canal). No andebol, o FC Porto só volta à competição dia 28.

Saudações Portistas, até para a semana e votos de um excelente 2012 para todos!
Lucho.

02 janeiro, 2012

Abertura

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A propósito do treino aberto desta tarde, vou recuperar em grande parte um post que escrevi no meu antigo blog há quase 5 anos, quando um conjunto de blogs Portistas lançou uma iniciativa que apelava a que o último treino da época, com o Porto já campeão, fosse realizado à porta aberta.

Quando era criança, qualquer feriado que calhasse num dia de semana já tinha plano delineado: telefonava-se na véspera para o FC Porto para saber a que horas era o treino do dia seguinte e no próprio dia era sair de casa bem cedinho; eu, o meu irmão e os amigos que coubessem no carro. A minha mãe, com paciência de santa, não só conduzia como esperava no carro durante toda a manhã. E que longa manhã...

Normalmente pouco passava das oito horas quando víamos chegar os jogadores. Iam chegando, estacionavam os carros e dirigiam-se para o balneário: primeiro autógrafo. Esperávamos depois que saíssem do balneário em direcção ao campo de treinos, e nesta altura era mais fotografias, para que os jogadores não perdessem tanto tempo. E depois ficávamos a ver o treino, excitadíssimos. Crianças e reformados a toda a volta do campo - uma assistência de fazer inveja a muitos jogos da I Liga - acompanhando religiosamente cada movimento, cada exercício, cada brincadeira dos jogadores. Fotos, fotos e mais fotos.

Acabado o treino, era altura para o segundo autógrafo e mais fotografias, como a que ilustra este post, enquanto os jogadores se dirigiam do campo para o balneário. E depois a longa espera. Normalmente mais de meia hora para que saísse o primeiro jogador. E quando começavam a sair, era um atrás do outro... Era preciso estar atento para não perder nenhum. Nessa altura conseguia-se o terceiro autógrafo de cada jogador e aproveitava-se para tirar ainda mais fotos, desta vez especando-nos, sorridentes, ao seu lado. Muitas meninas gostavam de pedir beijinhos - eu por acaso nunca quis. Mas eles acediam pacientemente: aos beijinhos, às fotografias, aos autógrafos, enquanto os reformados assistiam ao fundo, entre sorrisos. Lembro-me de, uma vez, um deles ter gritado: "Ó Timofte, tens que arranjar um carimbo!". O romeno, cercado de dezenas de crianças, riu-se do comentário e continuou a assinar.

Íamos contando os autógrafos à medida a que os jogadores iam saindo. "Já passou o André? E o Domingos?" O Aloísio era sempre o último. Aparecia lá para a uma da tarde. Já nem todas as crianças resistiam até esta altura - nem todas as mães eram tão pacientes como a minha. Quando o brasileiro concedia o último rabisco no caderno, entrávamos no carro com uma clara sensação de missão cumprida. Depois era gastar depressa o que restasse do rolo e correr a revelar as fotografias, que assim que estivessem prontas iam ser exibidas na escola.

Embalada por recordações deste género, custa-me aceitar a situação no actual CTFD. Para além de ser longe de tudo, longe dos adeptos e do "coração" do FC Porto (embora quanto a isso nada se possa fazer), não prevê, pela sua estrutura, qualquer contacto entre os jogadores e os adeptos. O máximo que se consegue é impedir a saída dos carros, requisitando depois o desejado autógrafo através da janela do condutor - isso até que os seguranças afastem os adeptos do carro forçando o jogador a seguir viagem, pois começa a formar-se fila. Adicione-se isso à actual moda dos treinos à porta fechada e temos a receita para uma massa adepta cujo acesso aos seus ídolos é totalmente vedado.

Já não é a primeira vez que abordo aqui este assunto. Compreendo os treinos à porta fechada, compreendo a necessidade de preservar um pouco os próprios jogadores, e não defendo um regresso aos hábitos de há 20 anos, mas sei bem que é de pequenas grandes coisas como estas que se constrói o amor ao clube. É por isso que um mais fácil acesso dos adeptos aos jogadores é fundamental não apenas para os adeptos, mas também para o clube. Iniciativas como a de hoje, bem como as sessões de autógrafos que vão acontecendo de vez em quando na Loja Azul, são positivas, mas ainda demasiado raras. Quero ver mais dessa abertura em 2012.

Lembro-me bem do que sentia em dias como o que descrevi e entristece-me que os adeptos infantis do FC Porto não tenham actualmente a mesma oportunidade. Entristece-me que eu não tenha actualmente a mesma oportunidade! Afinal, está-se sempre em idade de pedir um autógrafo a um ídolo, não é verdade?

01 janeiro, 2012

"Nenhum dos jogadores importantes sairá em Janeiro"

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Em entrevista ao JN, Pinto da Costa garantiu que, no mercado de Janeiro, nenhum dos jogadores importantes vai sair da equipa. O presidente portista descartou ainda ter ido ao balneário meter ordem na equipa, salientando que intervenção dele "há em tudo e sempre".

As frases mais importantes de Pinto da Costa nesta entrevista:
  • «Houve dois jogadores que foram requisitados: o Falcao e o Alvaro pelo Chelsea»

  • «O FC Porto não está obcecado por vender, só vende quando não tem possibilidade de manter os jogadores, quando são realmente propostas irrecusáveis até para os próprios atletas»

  • «Não me admira que um dia alguém pague a cláusula de rescisão de Hulk»

  • «Não, sinceramente não trocava o Hulk pelo Cristiano Ronaldo»

  • «Eu garanti a Vítor Pereira e garanto a todos os sócios que nenhum jogador dos considerados importantes e necessários para conseguirmos os nossos objectivos sairá agora em Janeiro»

  • «Se alguém pagar as cláusulas de rescisão, teremos que ver se elas são válidas para Janeiro ou se é só no final de cada época»

  • «Menos que as cláusulas de rescisão, garanto-lhe que não sai ninguém»

  • «O FC Porto não está comprador no mercado de Inverno, se surgir qualquer oportunidade que possa interessar, estudá-la-emos»

  • «Neste momento garanto-lhe que não temos nenhum jogador em observação para poder ser adquirido neste defeso»
Para LER NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA, clicar em JN1, JN2, JN3, JN4, JN5, JN6 e JN7.

nota: vídeo raptado no blog Dragões Azuis e scan da entrevista no blog Dragão Até à Morte.

31 dezembro, 2011