23 fevereiro, 2009

A “normal” liderança… e os “palhaços” do costume!

Passadas 19 jornadas desde o início da Liga Sagres o FC Porto lidera a competição com mais 4 pontos que o segundo classificado. É sem dúvida, uma vantagem escassa tendo em conta aquilo que se tem passado nos últimos anos, em que o FC Porto praticamente esmagou os seus adversários, estando já por esta altura com muitos pontos de vantagem sobre o 2º classificado.

A presente época, com as inerentes e inevitáveis saídas de três peças fundamentais (Quaresma, Paulo Assunção e Bosingwa), levou a que a estrutura azul e branca demorasse a solidificar. Desta forma, vários pontos foram perdidos na 1ª volta do campeonato… como consequência também a liderança foi perdida por escassas jornadas. Escassas jornadas em que os orgasmos neste país devem ter atingido o seu expoente máximo, isto é, a cada dia ou minuto que passa em que o FC Porto não se encontra no 1º lugar, assiste-se a uma autêntica explosão de “frustrações” acumuladas durante tantos e tantos anos. Todavia, para desgraça da “corja nojenta” de que este país está infestado, o FC Porto solidificou os seus processos, tornou sólido o seu fio de jogo e lá acabou por encontrar um onze base, atingindo naturalmente o 1º lugar da Liga, o habitual nas últimas décadas de total domínio azul e branco. A partir de agora, ao FC Porto apenas lhe compete gerir a liderança, como tem feito ao longo dos últimos anos, isto é, com bravura, esforço e qualidade.

Um dos temas da pretérita semana foi o arquivamento do “caso da fruta” em que Pinto da Costa esteve envolvido. Esta era uma das últimas armas dos adversários do FC Porto. Acabou por se desvanecer de uma forma tão evidente e clara que acaba por não deixar dúvidas a ninguém (pelo menos alguém com um mínimo de massa cinzenta!). Segundo consta, foi a credibilidade das testemunhas que acabou por levar a novo arquivamento deste caso (que havia sido aberto graças ao Best-Seller do realizador que parece uma mulher, e da escritora que parece um homem). Não é preciso ser-se muito inteligente para prever que isto iria acontecer. No entanto, logo vi muitas pessoas a descredibilizarem a justiça pelo facto desta ter novamente arquivado um processo contra Pinto da Costa. Ou seja, quando os processos são movidos contra Pinto da Costa e o FC Porto é uma “festança” à moda antiga, clamam-se logo uma série de louvores à coragem dos “justiceiros” que de uma vez por todas vão apanhar o “pai de todos os males do futebol português”. No entanto, depois quando se arquivam os processos contra o mesmo Pinto da Costa, aí então a justiça já não presta, nem tem credibilidade alguma, sendo que é tudo uma farsa e que até os tribunais são influenciados por Pinto da Costa. Aliás, a este propósito lanço aqui uma reflexão: muito me admira alguém ainda não se ter lembrado de que pode ter sido Pinto da Costa a estar por detrás dos ataques terroristas do 11 de Setembro?!?!?

Segundo o que tenho visto e ouvido, para que seja bem assinalada uma grande penalidade a favor do FC Porto é necessário que se arranquem olhos ou partam pernas dos jogadores equipados de azul e branco. TODOS (volto a sublinhar TODOS) os outros motivos não são suficientes para a marcação de grandes penalidades a favor do nosso clube. Só assim explico que os últimos 3 penalties a favor do FC Porto tenham suscitado tantas e tantas dúvidas! Pelo contrário, os penalties contra o FC Porto nunca suscitam dúvidas a ninguém. São sempre muito bem assinalados e nem sequer há muitas repetições dos referidos lances.

Por fim, apenas um desejo: que na próxima 3ª feira ganhemos em Madrid e consigamos deste modo um resultado tranquilo para encarar o jogo da 2ª mão em pleno estádio do Dragão. Depois de duas injustíssimas eliminações nos oitavos – de – final das duas últimas edições da Liga dos Campeões, o FC Porto merece e tem todas as condições para passar em frente. Eu acredito nos jogadores e no treinador para levar por diante o desejo de atingir novamente a final da Champions (que há 5 anos atrás atingimos).

PS: Estamos no Carnaval, época de palhaçadas e, sobretudo, dos palhaços! Ao que parece, há uns palhaços (sem querer ofender a digna classe profissional dos palhaços) que não contentes com a última e falhada tentativa de assalto à Liga dos Campeões, voltam à carga! Querem o FC Porto fora da próxima edição da Liga dos Campeões… Se calhar, é por estas e outras que a última vez que o FC Porto foi campeão europeu dista 5 anos atrás, enquanto a última vez que os “campeões da moralidade” venceram esta mesma competição foi à 50 anos atrás. De facto, há clubes que entram no Guiness por vários motivos: campeões em adeptos, campeões em nº de labregos, campeões do ridículo…

PS2: No último fim-de-semana vi algo que achei imensa piada: um Sr. com um sobretudo comprido, que é por acaso director desportivo de um clube, em pleno túnel de acesso aos balneários à conversa e risadas com elementos da equipa de arbitragem. Foi apenas um pequeno exemplo do que se vai assistir até ao fim do campeonato: pressão e mais pressão sobre tudo e todos. Acho até que o dito Sr. do sobretudo comprido deveria ir à Assembleia da República e pedir uma reunião com o Presidente da República de modo a explicar a importância do “clube dos 6 milhões” ser campeão para que os “deixem ganhar em campo”…É uma chatice do caraças esta mania de não deixarem, ano após ano, os meninos do “clube dos 6 milhões” serem campeões!!

Em noite de Óscares...

pollcode.com free polls
... a estatueta "mamaqui", goes to:
Jose Manuel Delgado (aBola) Rui Santos (SIC) Helder Conduto (RTP1) Rui Cartaxana (Record e CM) Joao Gobern (RTPN e Record) Silvio Cervan (aBola) Pedro Pinto (TVI) Joao Querido Manha (Record) Leonor Pinhao (aBola) Tania Laranjo (CM) Jose Carlos Soares (canal Benfica) Carlos Daniel (RTPN) Joao Marcelino (oJogo) Jorge Baptista (RTP) todos eles... e mais alguns por esquecimento

Há penáltis e penáltis

    É a velha história dos «ses». Se, por exemplo, um jornalista for isento, consegue ver para lá da barreira clubística que lhe pode tolher as ideias. Se não o for, condena-se à falta de rigor perene. O Labaredas leu com agrado que o cronista de O Jogo presente ontem em Alvalade coloca um ponto de interrogação no derby. É sempre bom questionar! E se?

    «Quem sabe como se portaria um Benfica em vantagem?». Ninguém sabe. Curioso é que a mesma dúvida não lhe tomou a mente nos dias subsequentes ao F.C. Porto-Benfica, depois de Lucho ter sido rasteirado ainda na primeira parte e com um nulo no marcador. É certo que não esteve escalado para a crónica em questão, mas entretanto já escreveu sobre o tema. E se a ocorrência tivesse sido de sentido inverso?

    O Labaredas também gosta de desenhar cenários. E se o resultado de ontem fosse radicalmente oposto? E se em jogo estivessem outros intervenientes? Podemos estar aqui a disparar «ses» até 2093, ano em que o F.C. Porto cumprirá o segundo centenário e continuará a ser seguramente o melhor, mas o certo é que ninguém leu algo semelhante acerca do encontro do Dragão saído da mesma pena.

    Faz sentido. Tem a ver com um estilo de jornalismo muito em voga nos meios lisboetas, mas que não se ensina nas universidades. Basicamente, o Labaredas acha que é tudo «Farinha do mesmo saco». Só assim se concebe que não se considere «muito normal» que sejam marcadas grandes penalidades a favor do F.C. Porto.
fonte: fcporto.pt

Trocas & Baldrocas

    Boa noite,

    Solicito divulgação entre os adeptos Portistas que coleccionem material do clube, que tenho para VENDA, um lote de jornais desportivos com várias conquistas do FC Porto, nomeadamente:

    - meia-final da Taça dos Campeões Europeus, 1987
    - final da Taça dos Campeões Europeus, Viena 1987
    - 11º título nacional 1992
    - taça de Portugal 1994
    - taça de Portugal 1998
    - Penta
    - liga dos Campeões 2004

    contacto para envio de propostas: orientalmaniac@gmail.com

    Obrigado,
    Francisco Marques

22 fevereiro, 2009

Dúvidas monocromáticas

    Hulk é bloqueado e Cissokho abalroado. O árbitro não detecta infracções e os comentadores televisivos aplaudem. Nada de especial, asseguram. Mais tarde, o «Incrível» é rasteirado e a lógica invertida. O juiz vê, toda a gente vê. Grande penalidade. Agora, contudo, nascem dúvidas na certeza. Polémico, alvitram. O Labaredas já percebeu a «coerência»: Quando é a favor do F.C. Porto é sempre melhor colocar em causa. Fica bem, convencem-se.

    As imagens que lhes despertam hesitações são as mesmas que suportam as análises nos jornais de hoje. Os interessados podem ler que a equipa de arbitragem actuou com acerto. Eu deixava seguir o lance. O Labaredas volta a sorrir ao recordar o amuo dos comentadores, cerrando os olhos à evidência: Houve ou não benefício directo de uma ilegalidade? Que não, que o Paços merecia um golo, que a decisão é questionável. Enfim…
fonte: fcporto.pt

Aprender com os erros

Normalmente quando erramos, tentamos aprender com os erros e assim melhorar o nosso desempenho. No entanto, infelizmente, o que por vezes verifico nos jogos do FC Porto, é que parece não haver forma de aprender com os erros!

Ainda na semana passada, quando ganhava por uma bola a zero, deixou-se “dormir” e como consequência, acabou por sofrer um golo.

Ainda ontem, em alguns momentos cheguei a pensar que iria acontecer o mesmo. O FC Porto entrou muitíssimo bem no jogo, com perigo, mas após o primeiro golo, mais uma vez, pareceu-me ter adormecido, deixando o Paços de Ferreira trocar a bola e jogar com outra crença. Tivemos sorte em não sofrer um golo e com isso, mesmo que uma vitória, essa bem mais suada.

Será que não dá para aprender com os erros?

Não é por se estar a ganhar que se deve alguma vez baixar os braços. Deve-se, isso sim, continuar a jogar, pressionar e marcar mais golos, até que a diferença nos possa possa colocar a salvo de um qualquer deslize/erro defensivo! Chamo a isto jogar com "à vontade" e não quando se está a ganhar pela margem mínima (1 golo). Não se pode nunca controlar com esta margem no fio da navalha... se por um lado, esse risco torna o jogo mais “apetitoso”, não deixa de ser verdade que por outro lado, é um risco enorme de dificil controle da situação.

De quem será a culpa?
Do treinador?
Dos jogadores?
Ou será mesmo da conotação que há muito nos acompanha, o de sermos (de facto) os melhores?

Eis uma questão que deixo para quem consiga responder.

Saudações azuis e brancas,
Sodani

21 fevereiro, 2009

Cumprir objectivo para esperar sentado!

assistência: --- espectadores.

árbitros: Jorge Sousa (AF Porto), José Ramalho e José Luís Melo; Vasco Santos.

PAÇOS DE FERREIRA: Coelho; Danielson, Ricardo, Kelly e Jorginho; Dedé, Pedrinha «cap.», Rui Miguel e Ferreira; Edson e André Pinto.
Substituições: Edson por Carlos Carneiro (71 min), Danielson por Leandro Tatu (79 min).
Não utilizados: Bruno Conceição, Chico Silva, Kiko, Filipe Gonçalves e Pedro Queirós.
Treinador: Paulo Sérgio.

FC PORTO: Helton, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Cissokho; Fernando, Tomás Costa e Raul Meireles; Lisandro, Farias e Hulk.
Substituições: Farias por Rodríguez (67 min), Raul Meireles por Lucho (68 min) e Fernando por Mariano (81 min).
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Stepanov e Sektioui.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

disciplina: Sapunaru (46 min), Lucho (75 min), Dedé (81 min), Pedrinha (90 min).

golos: Hulk (16 min) e Bruno Alves (65 min, g.p.).


Esta era uma daqueles jornadas revestida de extrema importância, pois em caso de vitória azul-e-branca, de imediato passaria a haver uma certeza para o futuro imediato, ou seja, para além da manutenção da liderança, iria acontecer um dilatar de vantagem para os mais directos perseguidores, na pior das hipóteses, para apenas um deles.

Dito e feito… o FC Porto visitou a capital do móvel e saiu de lá vencedor com um score de 0-2, fruto dos golos apontados por Hulk (que se está a tornar um caso muito sério…) ainda na 1ª parte e já no período complementar, por Bruno Alves na transformação de uma grande penalidade a castigar derrube claro e inequívoco sobre o suspeito do costume, de seu nome, Hulk (mas que raio de tv estariam a espreitar os bexigosos comentadores da RTP, Hélder Conduto e Luís Freitas Lobo, para colocarem 1001 dúvidas neste lance e num outro mais adiante? Ai essa inveja que vos fica tão mal!).

Para esta partida, 3 alterações nos onze em relação ao último jogo: Sapunaru, Tomás Costa e Lisandro substituíram Fucile, Mariano Gonzalez e surpresa das surpresas, até porque era um dos insubstituíveis e intocáveis do Prof. Jesualdo Ferreira, Lucho Gonzalez teve também ele direito a um descanso de quase 70 minutos, quiçá, a pensar talvez já no jogo da próxima 3ª feira em Madrid.

Iniciada a partida, assistiu-se a uma entrada muito forte do FC Porto, pressionando bastante e imprimindo um ritmo acelerado ao jogo, com Hulk a merecer uma nota especial de destaque nesta fase do jogo, aproveitando muito bem as permanentes movimentações de Lisandro e Farias que originavam bastante espaço na defensiva pacense.

Ao quarto de hora da partida, Hulk inaugura o marcador, aproveitando magistralmente uma boa jogada de ligação entre Cissokho e Lisandro, fuzilando autenticamente a baliza adversária, quando já se encontrava descaído para o lado esquerdo da grande área dos donos da casa.

Não obstante este golo madrugador, o FC Porto não se acomodou e partiu em busca do dilatar da vantagem, continuando a criar oportunidades de muito perigo junto da baliza à guarda do (3º) guarda-redes dos pacenses, quase sempre e só, pelo lado esquerdo.

Nesta altura, os da casa desfrutaram de uma oportunidade soberana para empatar a partida, enviando uma bola à barra da baliza de Hélton, o que poderia ter dado um cariz demasiado injusto para o até ali produzido.

O jogo prossegui em auto-controle da partida por parte dos azul-e-brancos, mostrando-se bastante confortáveis na partida e tentando dentro da medida do possível, já que o relvado não dava para muito mais, praticar um futebol muito seguro, mas ao mesmo tempo, muito largo, com lançamentos em profundidade sempre à procura da «explosão» de Hulk. Chegou o intervalo.

Na entrada para os segundos 45 minutos, os da casas entraram melhor na partida em função de uma melhor colocação no campo das suas peças, sentindo o FC Porto na pele, um pouco desse descontrole da partida na zona nevrálgica de qualquer equipa de futebol, a tal zona que destrói ou faz jogar. O meio-campo.

De certo modo, o futebol praticado por ambas as equipas manteve este cariz até aos 65 minutos, altura em que Hulk voltou a fazer das suas… com mais uma daquelas arrancadas que já são uma sua imagem de marca, foi autenticamente «varrido» em plena grande área por um defesa adversária, provocando uma grande penalidade a nosso favor, que Bruno Alves fez o favor de aumentar a vantagem para 0-2.

Este segundo golo teve o condão, em parte, de tranquilizar ainda mais a equipe azul-e-branca, obrigando os da casa a correr muito atrás da bola, com consequente e natural baixa dos ritmos de jogo.

A cerca de 5 minutos do final, golo anulado aos da casa por clara (!!!) mão na bola de Carlos Carneiro que fruto desse movimento, acaba a desviar a bola para o interior da baliza defendida por Helton.

O jogo chegou entretanto ao seu final, com o carimbar definitivo da conquista de mais 3 pontos, dilatando desta forma a vantagem para os 2º e 3º classificados, que daqui a poucas horas, terão que fazer pela vida para não verem fugir o TRIcampeão!!!

O melhor do FC Porto: Hulk, Hulk, Hulk… um diamante em bruto a ser meticulosamente trabalhado para o sucesso (mais que) garantido.

Arbitragem: normalíssima, clara e frontal, mesmo vendo-se obrigada a ajuizar 2/3 lances de enorme dificuldade, tendo saído com nota máxima.

Comentadores televisivos da RTP: uma dupla de palermas, ressabiados, mentirosos, ultrajões, ridículos e invejosos, conseguindo descortinar nos 2 lances mais duvidosos da partida, a grande penalidade da 2ª parte e a anulação do golo a Carlos Carneiro por claro desvio na direcção da bola, o que mais ninguém consegue ver. Apenas uma dúvida se me assaltou ao ouvi-los: “queres ver que estas 2 bestas se esqueceram de tomar o comprimido antes de entrarem pró directo?!?”. Um conselho: MAMEM mais esta (b)itória do TRIcampeão!!!


20 fevereiro, 2009

Ganhar es”Paços”... para rumar ao Tetra!!!

Perdoem-me o interregno!!! Mas antes de me atirar às questões técnico/tácticas do jogo na Mata Real, permitam-me, que em jeito de atalho de foice, deixe ainda que dissimulado, o meu contributo para o clarificar da abrupta cegueira selectiva que continua a imperar neste rectangulo à beira mar plantado.

Depois do Clássico ter defraudado as minhas expectativas, mas ter contribuido para o hesterismo arbitral, o rescaldo do confronto entre Dragões e Vilacondenses não foi apaziguador, antes teve o condão de ser uma espécie de gasolina como antídoto para apagar fogos, levando a mosquitos por cordas entre Coentrão e demais membros do staff técnico Azul, prontamente atirado para a baila dos média por esse ícone da isenção e mestria no destrinçar dos assuntos futeboleiros lusos, (Rui Santos de seu nome)...

Sem me alongar mais, até porque por vezes o que fica por dizer é o que mais valor e certo está, (ainda que se diga que o silêncio mata), não me admira que hoje tenha ouvido num serviço noticioso, que apesar da luta contra as listas de espera e apesar das diligentes quase 27 mil operações efectuadas no âmbito oftalmológico, foi decidido criar uma 2ª lista de espera porque na verdade confirma-se a existência de um cada vez maior número de cegos em Portugal.

Quem tambem parece enfermar, não direi de cegueira, mas de alguma denotada falta de visão, é Jesualdo Ferreira, (2ª parte no Dragão frente ao Rio Ave e as substituições então avançadas são o expoente máximo da maleita).

Apesar da curta viagem, a partida frente aos Pacenses reveste-se de natural importância nao só pelos 3 pontos em disputa, mas também pelo facto de nutrirem uma simbiose pouco equidistante com o Derby da 2ª circular.

Jesualdo nao enferma só na negatividade, como tal concordo em grau, número e genero, quando apelida o conjunto orientado por Paulo Sérgio como uma equipa que procura um inteligivel futebol, feito de dinâmicas positivas tanto nas abordagens psiquicas como nos desenhos teóricos preconizados pelo técnico do Paços.

O problema é passar da teoria à pratica, e apesar de alguns números sustentarem a lufada de ar fresco que os castores tentam pôr ao cimo do relvado, a verdade é que eles não alicercam, nem são alavancas de uma performance por ai além.

Na verdade, os 23 golos marcados oferecem-lhes os louros de um dos ataques mais realizadores da prova, (tantos golos marcados como os Leões, p.ex...), só que uma vez mais, os sábios do desporto colectivo há muito que dizem que se os ataques ganham jogos, são as defesas que ganham campeonatos ou ajudam a concretizar objectivos, como tal, os 32 golos sofridos deixam um estigma forte nas competências dos canarinhos.

É um binómio absurdo, onde nem a máxima de que o ataque é a melhor defesa ganha pontos, o Paços exibe-se amiúde com grande personalidade competitiva, mas onde se compromete com défices de equilibrio entre o poder ofensivo e o cariz defensivo.

Apesar dos desdobramentos de alguma qualidade, assentes na qualidade técnica de algumas unidades de bom recorte técnico, os castores são por tradição nos jogos frente aos grandes, tradicionalmente dificeis, montados em estratégias de marcações cerradissimas, onde vezes sem conta se vêem dez elementos atrás da linha da bola, tapando todos os caminhos rumo à sua baliza, uma equipa que procura ser um todo harmónico, basculando em função da zona da bola, onde a elasticidade só procura o defensivo, provocando a plasticidade do jogo do seu contendor.

É um aglomerado de jogadores sob um tão curto espaço de terreno, um constante encurtar de espaços de alta densidade e mole defensiva com grande proximidade entre jogadores, sobretudo no que respeita às 2 linhas mais recuadas. Entreajuda e sofrimento, são palavras que os pacenses conjugam na perfeição nestes encontros.

Depois aparecem os movimentos com muita gente no ataque onde o magnetismo pelas redes contrárias é contranatura ao posicionamento elencado, e onde facilmente se observam os ousados balanceamentos ofensivos momentaneos que descaracterizam alguns resultados alcançados pelo Paços.

Este jogo, vale para os comandados de Paulo Sérgio o mesmo que tantos outros, sem a conotação de favoristismo estampada nas mentes, por vezes uma noite boa colectivamente em concordância com um ou outro lampejo individual, dá em surpresas.

Por falar em surpresas, Cássio é a maior de todas na lista dos eleitos do técnico Pacense, onde apesar de tudo, constam as habituais pedras influentes na manobra pacense e para as quais são necessários especiais cuidados a ter com unidades como, Rui Miguel, médio de inegável qualidade, Edson, Carlos Carneiro, setas apontadas ao último reduto contrário e onde Pedrinha e Dedé sao carregadores de piano e das maiores ambições.

Grandes ausentes da contenda, William, o goleador mor do conjunto Pacense, Ozeia o central goleador e expressão maior do jogo aéreo nas bolas paradas, Paulo Sousa o patrão de meio campo e o último a engrossar a lista, Cristiano um virtuoso e veloz elemento ofensivo.

Blocos densos, zonas pressing, dificuldades de progressão pelas alas, grande afunilamento de jogo com óbvias dificuldades na expressividade e largura táctica ofensiva com naturais reflexos na profundidade de jogo, são tudo temas e nuances que vigoram no cada vez mais no parco futebol do Dragão.

Em face do que espero para o jogo na Mata Real, tenho para mim que os problemas que tem sido habitué e recorrentes do jogo dos Azuis e brancos vão fazer nova aparição. Hulk, é cada vez mais o responsável por criar o pânico nas defensivas contrárias, encarregue e solução para quebrar impetos iniciais dos adversários, subjuga o futebol portista a inúmeras transições individuais, o que vindo de um jogador que não apreendeu e enquadra na sua expressão máxima o conceito de melhor decisão e colectivismo, amputa a manobra ofensiva de outras soluções e perigos oferecidos aos opositores.

O técnico Azul já percebeu isso e procurou em Farias um Farol encaminhador de outra perspectiva presencial na área adversária, no entanto, só a rotatividade face à gestão dos cartões poderá atirar "el tecla" para o jogo. Tarik, de regresso aos convocados, indicia mais poder ofensivo para as alas, sobram inusitadas dúvidas, desde o tridente de ataque até a formação da linha centro campista, e sem fugir em grande escala ao modelo comum Azul, restam 4 nomes para 3 lugares.

Com o síndroma dos amarelos a grassar no plantel e no onze mais utilizado, Jesualdo vai fazendo a gestão como quer ou como pode, Fucile é por força disso e de nova arreliadora lesão um dos sacrificados, Stepanov, Benittez e Sapunaru entram de novo nas cogitações do mister, o que em abono da verdade, não me transmite segurança alguma, sejam quais forem as escolhas como solução para a lateral direita.

Se à direita voltam as dúvidas, o controlo e gestão feita pelos Dragões do seu espaço defensivo e adversário deixa muito a desejar, sobretudo porque permite ao adversário grande proximidade com zonas de finalização. É certo que a implicação deste usofruto é aproveitar a explosividade das transições, sendo que o que se permite ao opositor, aliado à ineficácia quando toca a ampliar o score, deixa em constante sobressalto o subconsciente Azul.

Cissokho nao revela ainda andamento consistente para ser titular da defensiva esquerda, quando o seu adversário directo tem veia de driblador e procura o interior do corredor, são evidentes as dificuldades em fechar por dentro.

Mas nem só lá atrás reside o busílis da questão. Meireles e Lucho são elementos cruciais na identificação e aproveitamento dos espaços entre linhas, quando não o fazem, perdem-se as saídas rápidas, as combinações nas alas e com isso maior dificuldade no ganhar da 2ª bola, aumentando a distância entre a zona de criação do desiquilibrio com a aquela onde se ganha a bola.

As dificuldades estão ai, e tal como adiantou Jesualdo, as questões tácticas não podem e não devem nunca ser descuradas, seja qual for o adversário, no entanto, tão ou mais importante que esse extrinseco factor, onde claramente se começa a ganhar vantagem, é na diferença comportamental colectiva. Só um Porto de alta rotação, de grande capacidade pressionante, a jogar com as linhas subidas com grande capacidade de reposicionamento, poderá passar incólume rumo ao Tetra, e que esses intentos se mantenham para memória futura para que quer seja em plena Capital do Móvel ou em outro qualquer campo, se mantenha a máxima para os azuis e brancos, “olho vivo e pé ligeiro” até aos três pontos.

LISTA DE CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Nuno.
Defesas: Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Cissokho, Stepanov, Pedro Emanuel e Benítez.
Médios: Lucho, Fernando, Raul Meireles, Mariano e Tomás Costa.
Avançados: Tarik, Lisandro, Hulk, Cristian Rodríguez e Farías.

# post publicado em simultaneo no fórum
fcporto.planetaportugal

Atestado de incompetência

    A cerca de três meses do final do campeonato, já há quem acredite que apenas poderá atingir os objectivos que apregoa através do recurso a artifícios de secretaria, que nada têm a ver com o desempenho no relvado e com o futebol propriamente dito. O Labaredas até acha que o ridículo lhes assenta na perfeição, mas não pode deixar de chamuscar mais esta tentativa bacoca de obter proveitos fora de campo.

    Será agora interessante perceber se quem gere desportivamente o clube em questão dá cobertura aos ecos destes expedientes desesperados no balneário. Que tipo de confiança sente uma equipa que vê os seus responsáveis administrativos à procura de metas internacionais em palcos que não implicam os futebolistas? O Labaredas suspeita que devem estar com o espírito de quem chocou de frente com um inquestionável atestado de incompetência.
fonte: fcporto.pt

19 fevereiro, 2009

Prestação ou prostituição de serviços? Eis a questão.

Rui Santos, no seu tempo extra(ordinário) logo após o clássico do Dragão, "sugeriu" - tendo em conta que considerou que o SLB saiu prejudicado com a arbitragem de Pedro Proença - que o Benfica deveria assumir uma posição pública sobre a questão da introdução das novas tecnologias no futebol, ou seja, para bom entendedor (a quem meia palavra basta), que o SLB deveria encarreirar no choradinho que o jornalista vem fazendo e assinar a sua petição online, curiosamente intitulada, «Pela Verdade Desportiva», esse eufemismo de título tão conotado com determinado presidente de clube, que assume sem despudor o papel de «virgem ofendida» do campeonato Português.

Ora, fazendo uma apologia à Estilhaço, e citando um dos cromos do Balas & Bolinhos 2, o Culatra, já ele dizia no seu papel de chulo à menina de borda de estrada, que nestas vidas, "O cliente pede, o cliente tem!".

No domingo seguinte - pasmem-se - lá temos «Ele, o Presidente» em entrevista exclusiva no programa hora extra, a assinar a petição pela dita verdade desportiva. Durante a semana foi ver o presidente mais orelhudo de todos os tempos no SL Benfica a defender que sim, agora é com as novas tecnologias que vamos lá.

No site oficial da SIC, pode Ler-se, entre outras coisas: «Benfica é o primeiro "grande" a subscrever a petição de Rui Santos» , e mais à frente, declarações de Rui Santos: "Estamos a falar do clube com o maior número de adeptos e, do ponto de vista do simbolismo, esta adesão é sempre importante, já que é um clube que tem peso e representatividade nacional e internacional, como seria importante também ter o FC Porto e o Sporting".

Talvez fosse bom lembrar ao senhor, que nem toda a gente se prostitui. É que neste papel todo, do 33º Presidente do SLB assinar a petição de Rui Santos, só fiquei confuso sobre qual das duas personagens é que fez o papel de Meretriz.

Já estão a investigar?

    Há um tema no ar que continua a intrigar o Labaredas. Será que as autoridades competentes já recuperaram as declarações recentes do ex-presidente da Assembleia-Geral da FPF acerca da visita do Sp. Braga à Luz? Já estão a investigar o seu teor e possíveis implicações? Perdoem esta chama de curiosidade, mas não parece normal se as palavras de Mesquita Machado passarem em claro.

    O ex-presidente da AG da FPF afirmou ter «conhecimento de que teria havido influências externas para que o árbitro fosse alterado». Perante isto, já entraram em campo os justiceiros do costume? Ou será que há colours que a razão desconhece?
fonte: fcporto.pt

Golpe duplo rompe equilíbrio

Freamunde 1-2 FC Porto

Liga Intercalar 2008/09
18 de Fevereiro de 2009
7ª jornada do Campeonato de Primavera (zona norte)

Complexo Desportivo do SC Freamunde

FREAMUNDE: Rui Ribeiro; Barbosa, Alex Júnior, Dani, Valdinho, Luís Pedro, Artur, Raviola, Pinto, Cascavel e Gustavo.
Jogaram ainda: Brandão, Nuno Silva, Kika, Tiago Costa e Tarcísio.
Não utilizados: Tó Figueira.
Treinador: Pedro Monteiro.

FC PORTO: Ruca; Bosingwa, Roberto, Ramon e Massari; Dias, Miguel Galeão e Josué «cap.»; Caetano, Claro e Chula.
Jogaram ainda: Alex, Lucas, Vítor Bruno.
Não utilizados: Maia, Paulinho, Raphael e Jakubov.
Treinador: Rui Barros.

disciplina: nada a assinalar.

golos: Barbosa (45 min), Chula (71 min) e Claro (73 min).


Uma investida dupla, aos 71 e 73 minutos, foi suficiente para garantir o triunfo azul e branco na deslocação a Freamunde, em partida da 7ª jornada do Campeonato de Primavera da Liga Intercalar. O equilíbrio foi a nota dominante do encontro, mas a jovem equipa portista soube esperar pelo seu momento no jogo para alcançar a desejada reviravolta no marcador.

A uma primeira metade de domínio caseiro, que terminou com vantagem do Freamunde alcançada em cima do intervalo, os Dragões responderam com uma segunda parte de determinação evidente, que acabou por espelhar-se no marcador final.

Em apenas dois minutos, aos 71 e aos 73, Chula, após um bom trabalho individual, e Claro, na conclusão de um excelente entendimento colectivo, assinaram os golos que ditaram a reviravolta no marcador e um novo triunfo azul e branco na presente edição da competição.

Os Dragões, já qualificados para as meias-finais da prova, somam agora oito pontos no Campeonato de Primavera, recebendo a formação do Leixões, em partida em atraso da quinta ronda, agendada para 4 de Março.

fonte: fcporto.pt

Confira aqui o calendário desta nova competição no seu site oficial.

18 fevereiro, 2009

Jornalista de café

    Podem acusar o Labaredas de plágio, mas a reprodução até não deixa de ser irónica. «Por incrível que possa parecer», há um jornalista (?) de TV que lança uma notícia com a sua opinião e deixa os factos para segundo plano. Ontem, quem viu o Jornal Nacional da TVI ficou a saber que o pivot acha «incrível» o que devia merecer-lhe unicamente equidistância. É o que dá a clubite aguda.

    Trata-se de mais um vermelho por dentro e por fora. Nunca o escondeu. Escusa é de o demonstrar no cumprimento de tarefas profissionais que lhe exigem isenção, rigor e objectividade. Que era mau a escolher clubes já todos sabíamos. Descobrimos agora que também deixa a desejar enquanto jornalista.

    «Pedro Proença, árbitro do F.C. Porto-Benfica, teve nota negativa pelo seu desempenho no clássico, mas, por incrível que possa parecer, em causa não está o penálti inexistente que permitiu ao F.C. Porto empatar a partida».

    «Incrível?» «Inexistente?» Não terá confundido o estúdio com a mesa do café?
fonte: fcporto.pt

Lenços brancos, para a tv do Bermelhão?

Sim, já sei que todos somos Portistas e não há escala possível para medir tal virtude.
Mas, que raios, este Domingo quase me passei quando a dez minutos do fim da partida tive a infelicidade de vislumbrar uns (poucos) camaradas de Clube a abanarem, afoitamente, um lenço branco.
E digo camaradas de Clube pois estavam, pelo menos, com um cachecol azul e branco.
E digo um lenço ou talvez um projecto deste pois o tal parecia mesmo um guardanapo de papel retirado dum qualquer balcão da zona de restauração do estádio.

Continuo a dizer que ninguém é mais Portista que ninguém mas não é fácil manter a paciência necessária com cenas destas.
Serão talvez daqueles que, pensando que opera é música para operários só se fazem ouvir quando acabam as pipocas e apenas para festejar um golo ou assobiar a equipa, quando deviam assobiar os golos mal anulados, não validados e as grandes penalides por marcar?
Serão daqueles que não hesitam em apelidar o Mister de incompetente seja qual for a opção tomada na gestão do plantel, quando deviam insultar os me(r)dia que tentam reinventar a verdade desportiva a cada jornada?
Serão daqueles que não dão valor ao Mister ser bicampeão porque no FC Porto qualquer um arrisca a sê-lo?
Serão daqueles que nunca se enganam?
Ou seria simplesmente para aparecerem na tv do Bermelhão de Paredes?

Continuo a dizer que ninguém é mais Portista que ninguém mas gostei, melhor, adorei que esses que abanaram o tal de lenço branco saíssem, no final da partida, também derrotados.
Que guardem então o tal de lenço até à próxima ou então que o utilizem para outras situações, que se calhar bem precisam...

ps - afinal, o Tône não andava, na semana passada, assim tão distraído.