22 dezembro, 2012

Uma prenda muito especial...

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“...guarda-a e estima-a,
como se fosse uma representação de uma Mística que passa de geração em geração...”

Em épocas festivas, a poucos dias do Natal e de mais um ano, surgem-me invariavelmente recordações de anos passados, de sentimentos e memórias de momentos especiais, vividos com quem nos é mais próximo. Aproveitando a época, partilho convosco uma história muito especial.

A camisola que surge no início deste texto foi oferecida ao meu tio algures no final da década de 80, nos tempos anteriores à explosão do merchandising da bola e em que conseguir coisas destas era um bocado mais complicado do que na actualidade. Desde cedo exerceu em mim um fascínio especial e sempre foi um objecto de cobiça, mesmo que inicialmente ela me ficasse pelos joelhos. Nesta camisola da década de ouro, via os meus primeiros ídolos, eram os tempos do João Pinto, do André, do Jaime Magalhães e de tantos outros, que trouxeram este Clube até ao auge Europeu e Mundial ainda com o Portismo a suplantar o profissionalismo, numa valorização de conceitos que infelizmente já não encaixa neste futebol moderno.

Entretanto em 2001, após muitas tentativas frustradas de conseguir o “prémio”, surge-me o meu tio com um embrulho na mão e um sorriso largo. E era ela, acompanhada por um envelope com um cartão que ainda hoje guardo e que entre outras coisas tinha as palavras que acima transcrevi.

Com ela colada ao corpo vivi Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin, bem como outros jogos importantes, invariavelmente marcados pelo sucesso, apenas com uma triste excepção numa tarde/noite em que o Cristiano Ronaldo se lembrou de marcar o golo da vida dele. É portanto a minha relíquia nº 1 do FC Porto, a camisola dos grandes momentos.

Algures neste percurso perdi o meu tio, nessas surpresas desagradáveis que às vezes a vida nos reserva. Sei no entanto que se ele cá estivesse ficaria orgulhoso em saber que este nosso caminho de conquistas continua, mais pujante que nunca, e que a sua camisola tem sido bem estimada e tem andado por aí a testemunhar essas jornadas de luta e glória.

Conto-vos esta pequena história porque representa para mim o que significa o Futebol Clube do Porto. Uma passagem de testemunho de geração em geração, um amor e paixão que aprendemos com os mais velhos e passamos aos mais novos, uma MÍSTICA que queremos eterna.

Despeço-me desejando a todos um bom Natal e um excelente 2013, cheio de vitórias pessoais, profissionais e desportivas!

Respeitem-nos!!

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Só mesmo numa altura como esta é que perco tempo a pedir respeito para os ultras! Mesmo estando em época natalícia, sei perfeitamente que isso é impossível. É quase como pedir ao sporting que vença o próximo jogo. Não dá mesmo. Respeito é coisa que não nos dão, muito pelo contrário!

Um ultra é um vadio por natureza. É um rapazola que não faz nada da vida e que aproveita a claque para se impor na sociedade. É com este tipo de pensamentos que não vamos a lado nenhum, aliás, são estes os pensamentos que nos revoltam e muitas vezes propiciam a que haja problemas desnecessários. Se há coisa que não se deve é emprenhar pelos ouvidos!! A comunicação social ajuda-nos a estar a par de toda a actualidade mas também é um meio persuasor e que actua conforme as suas ideologias e as suas pretensões. Os ultras são todos uns marginais, que nem sequer gostam de futebol e apenas marcam presença para causar distúrbios em todo o lado! Este é o pensamento comum, do cidadão normal, que não corresponde à mínima realidade! Mas mesmo não sabendo do que estão a falar, (depois há aqueles que viram duas ou três vezes um jogo no meio de uma claque e acham que adquiriram a experiência de uma vida!) não param de mandar as suas bitaitadas.

Vem a isto a propósito de quê? Da deslocação a Setúbal na passada sexta-feira, como é óbvio! Sim, da deslocação! Lá por não ter havido jogo, houve deslocação, nós estivemos lá!! Não quero receber ramos de flores pelo meu feito, não quero ser condecorado, faço o que faço é por amor ao clube, exclusivamente e sem segundas intenções, apenas uma, a de que o FC Porto ganhe todos os jogos que dispute!

Houve gente a pedir a tarde de sexta ao patrão, houve gente a faltar às aulas para apoiar o seu clube, e continuam a ter uma péssima imagem nossa! Não estamos a falar de um jogo em Paços de Ferreira, Vila do Conde, Braga ou até Coimbra que fica a cento e poucos quilómetros daqui. Estamos a falar de uma viagem a Setúbal, com os custos que isso implica, uma viagem entre duas cidades separadas por 350 km!!

E ninguém fala de nada?! A única preocupação que vi foi com os jogadores, que não se podem lesionar, não podem sentir frio, não se podem molhar, não podem espirrar, o árbitro não tem condições para arbitrar, a bola não rola normalmente, o céu está cinzento, esperem lá... e NÓS?? Alguém falou das claques que lá se deslocaram num dia invernoso como aquele?! Num dia de semana?! Contra um adversário como o Setúbal?? Somos e continuaremos a ser aqueles que sustentam o negócio, a indústria do futebol. Porque por muito que as televisões paguem muito pelos direitos televisivos, o futebol é e sempre será dos adeptos!

Mesmo que no próximo dia 12 ou 13 de Janeiro a Sporttv consiga bater recordes de audiência televisiva, se o estádio estiver vazio algo está mal, algo tem que mudar! Se consideram que os estádios portugueses têm falta de público, agora imaginem os estádios portugueses sem a presença dos ultras. Imaginem um jogo entre o Paços de Ferreira e o Guimarães, ou entre o Moreirense e a Académica, tirem as claques da bancada, e contem quantas pessoas lá ficam!

Não queremos protagonismo mas se sabem abrir telejornais para dizer que um adepto deu um estalo noutro adepto à porta da área de serviço de Leiria, de certeza que também sabem abrir telejornais para dizer que quatro camionetas das claques do FC Porto, chegaram a Setúbal e passados 20 minutos estavam novamente a caminho do Porto, fazendo 700km, para nada!

O único jornal que se dignou a dedicar umas linhas ao sucedido foi “O Jogo”, que no Sábado tinha um texto com o título “Super Dragões à porta”. Foi o único. De resto ainda ouvimos o presidente do Vitória sadino dizer que “ainda bem que foi adiado porque lá fora estavam 20 pessoas apenas.” Olhe que só se forem do Vitória, porque portistas, só daqui do Porto eram cerca de 250! E chegaram a casa depois da 1h da manhã, com o jogo adiado, com o bilhete no bolso e com muito, mas mesmo muito orgulho em serem ultras do FC Porto!

Aproveito, sendo esta a minha última crónica antes do Natal, para desejar aos portistas em geral, e aos meus leitores em particular, um Santo e Feliz Natal para vós e vossas famílias!

Um abraço ultra.

# esta crónica foi escrita antes das deslocações à Madeira (futebol, taça da liga) e a Braga (andebol, campeonato).

21 dezembro, 2012

Finalmente, a bandeira

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Com semana e meia de atraso, cá estou finalmente para enaltecer a tão aguardada - pelo menos por mim - loja do FC Porto na Baixa da cidade. Quem já teve a oportunidade de me ouvir debitar infinitamente sobre o assunto, sabe que era quase uma obsessão minha, e até aqui no Bibó Porto foi esse o tema que escolhi para o meu segundo post - ou o primeiro, se considerarmos que o anterior foi apenas uma apresentação. A existência de uma "FC Porto Store" no centro da cidade é algo que sempre considerei muito, mas mesmo muito importante. Só preferia é que fosse uma Loja Azul, mas não vou entrar por aí, para não ter de malhar no Dragon Seat, Dragon Dream, Dragon Force e sei lá que mais. Qualquer dia até teremos o Dragon Stadium, o Dragon Box e, quem sabe, reverteremos a grafia do nosso nome para o original Foot-ball Club do Porto - que seria, francamente, a única de todas estas inglesisses que poderia fazer algum tipo de sentido.

Mas voltando à loja. A notícia deixou-me radiante, e não resisti a ir espreitar o espaço na véspera da inauguração, quando ainda tinha as montras cobertas de papel e se notava grande movimentação no interior, já bem depois das nove da noite. “Os heróis chegaram ao centro”, dizia no vidro. Finalmente! Com anos de atraso, mas antes tarde do que nunca.

Como tínhamos adquirido recentemente o espaço da antiga sede na Avenida dos Aliados, pensava que uma eventual loja na Baixa viesse a ser nesse local, mas ao que parece, apesar de todo o prédio ser nosso, neste momento ocupamos apenas o 1º e o 4º andares, sendo o rés-do-chão uma garagem da Auto-Viação Pacense. No entanto, ainda que fosse possível colocar aí a loja, o espaço escolhido, numa zona mais comercial, parece-me mais interessante. Na esquina de duas ruas importantes, mesmo em frente ao Bolhão, a 100 metros de Santa Catarina, e à face da rua, coisa que não acontece com o prédio da antiga sede, que é recuado e, por isso, mais discreto.

Recordando a loja da Singer que em tempos ocupou o local, tinha ideia de que o interior fosse maior; talvez a Singer ocupasse também alguma outra loja vizinha, talvez a nossa loja tenha mais espaço de armazém, ou talvez a minha memória me falhe. O espaço, afinal, não é muito grande, mas é suficiente e está montado e decorado de forma elegante, reflectindo a imagem actual e arrojada do FC Porto.

Confesso que há bastante tempo que não entrava numa Loja Azul/FC Porto Store - não tenho por hábito adquirir muito merchandising, e como tenho lugar anual raramente tenho de comprar bilhetes - mas a minha impressão dos funcionários não era a melhor. Apesar de, regra geral, tratarem os clientes/adeptos com educação, tratavam-nos também com uma frieza que não esperamos encontrar num espaço que deve ser nosso. Se a frieza não é nunca bem-vinda num local de comércio, menos ainda o é quando existe uma relação afectiva entre o cliente e o produto. Um músico gosta de se sentir compreendido e valorizado numa loja de instrumentos, um motard numa loja de motas ou um coleccionador de livros num alfarrabista, e isso é ainda mais verdade no caso de lojas de clubes de futebol, que mantêm com os seus adeptos uma fortíssima relação emocional. Uma loja do FC Porto, como qualquer espaço do clube, deve ser um local onde os Portistas se sintam acarinhados e em casa. Quem esteve presente no Encontro da Bluegosfera deve recordar-se que um membro do público levantou precisamente esta questão e foi secundado por vários outros adeptos - eu própria incluída.

Chamem-me extremista, mas eu até acho que as nossas lojas só deviam empregar Portistas. O mesmo poderia ser dito de toda a estrutura do clube, mas esta questão assume particular importância quando falamos de cargos de responsabilidade e de posições em que se dá a cara pelo clube e interage directamente com os adeptos. Sei que as coisas não são assim, mas se não são, pelo menos que o pareçam: um Portista num espaço do clube deve sentir-se rodeado de Portistas, de pessoas que o compreendam e que partilhem da sua paixão. E que saibam apresentar a um visitante ou a um curioso o Futebol Clube do Porto, as glórias do seu passado e o vigor do seu presente.

Visitei hoje a loja por dentro pela primeira vez. Enquanto caminhava pelo andar inferior, dedicado a artigos infantis, um dos funcionários ofereceu-se simpaticamente para ajudar. Perante a habitual resposta de que estávamos só a ver, perguntou-nos se era a primeira vez que vínhamos à loja e se éramos Portistas, e ainda trocámos algumas impressões sobre a importância de uma loja na Baixa. Fiquei positivamente surpreendida. A forma como fui atendida - mesmo sem comprar nada - foi um exemplo de como as coisas se devem processar. Se isso representa uma evolução positiva na formação dos funcionários das nossas lojas ou se tive simplesmente a sorte de encontrar um funcionário simpático é que fica por confirmar no futuro.

Na loja, reparei na presença de vários turistas, nomeadamente espanhóis. Por lá passarão certamente, além dos portuenses para quem a Baixa da cidade é a zona comercial de eleição, muitos visitantes nacionais e estrangeiros. Até aqui, se esses visitantes quisessem adquirir um produto do FC Porto na zona nobre da cidade, tinham de o fazer numa loja de desporto ou numa daquelas lojinhas manhosas que tanto vendem coisas (não-oficiais, suponho) do nosso clube, como dos nossos rivais ou até de clubes estrangeiros (com a notável excepção dos centenários Grandes Armazéns da Beira, que têm uma excelente oferta de produtos alusivos ao FC Porto e à cidade do Porto e onde nunca vi nada relativo a nenhum outro clube). A partir de agora, há uma loja nossa no centro da cidade, de portas abertas a quem queira conhecer melhor o FC Porto e levar um pouco de azul e branco consigo no regresso.

Porém, mais do que uma caixa registadora, esta loja é uma bandeira. Uma presença permanente e bem visível do FCP no coração do burgo que lhe deu vida, recordando os milhares de pessoas que por ali passam todos os dias que este é o clube da cidade, a instituição que leva o seu nome além-fronteiras e o escreve a letras de ouro na história do desporto mundial: Porto. O clube da cidade, a cidade do clube.

PS: Aproveito para desejar a todos os leitores e a todos os Portistas um excelente Natal na companhia de quem mais amam e um 2013 cheio de vitórias a todos os níveis! Até para o ano!

20 dezembro, 2012

Liga dos Campeões 2012/2013 - sorteio dos oitavos

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(») em actualização

Málaga regressa à cidade da sua única derrota europeia

O FC Porto vai defrontar o Málaga nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, ditou o sorteio realizado esta quinta-feira em Nyon, na Suíça. A eliminatória está marcada para os dias 19 de Fevereiro e 13 Março, sendo que a primeira mão será no Estádio do Dragão. Curiosamente, os espanhóis deslocam-se à única cidade onde já perderam um jogo das competições europeias.

Claro que o baixo número de derrotas apenas se verifica pela curta experiência europeia do Málaga: esta é apenas a segunda participação em provas da UEFA, sendo que a primeira ocorreu em 2002/03: após vencer a Taça Intertoto (ultrapassando Gent, Willem e Villarreal), conseguiu uma boa campanha na Taça UEFA, eliminando Željeznicar, Amica Wronki, Leeds United e AEK de Atenas, chegando assim aos quartos-de-final. Aí, caiu aos pés do Boavista, no desempate por grandes penalidades, após vencer em Málaga e perder no Porto por 1-0. O FC Porto viria a conquistar essa mesma Taça UEFA frente ao Celtic (3-2), em Sevilha, a apenas 200 quilómetros de Málaga.

Apesar da limitada experiência europeia, os andaluzes serão um adversário duro de roer, como prova a sua campanha europeia desta época: terminaram no primeiro lugar do grupo C, com 12 pontos (menos um do que o FC Porto, no grupo A), correspondentes a três vitórias e três empates. Arrancaram de forma perfeita, com três triunfos em três jogos (3-0 em casa com o Zenit, 3-0 no terreno do Anderlecht e 1-0 na recepção ao Milan) e garantiram o apuramento precisamente em Itália, à quarta jornada (empate por 1-1, com um golo do português Eliseu). Tal aconteceu na mesma noite em que os Dragões confirmavam o mesmo objectivo, em Kiev.

Na última Liga espanhola, classificaram-se no quarto lugar, a melhor posição de sempre do clube, o que lhes permitiu aceder à “Champions”, após eliminarem o Panathinaikos de Jesualdo Ferreira no “play-off”. No actual campeonato, estão de novo em quarto (com os mesmo pontos do Bétis, quinto, e a cinco do Real Madrid, terceiro), apesar de terem perdido vários jogadores, como Ruud van Nistelrooy, Santi Cazorla e Enzo Maresca. Reforçaram-se porém com antigos adversários do FC Porto: o defesa Onyewu e o avançado Saviola.

O actual presidente do clube é o Xeique Abdullah Al Thani, que injectou no clube verbas que permitiram a sua recente ascensão na tabela do campeonato espanhol. O treinador é o chileno Manuel Pellegrini, ex-Real Madrid, e no plantel, para além dos portugueses Duda e Eliseu, estão futebolistas de grande qualidade como o brasileiro Júlio Baptista, o argentino Martín Demichelis e o espanhol Isco.

O estádio do clube é o La Rosaleda (com capacidade para cerca de 30.000 espectadores), que sofreu obras de remodelação profundas entre 2000 e 2006. A distância entre o Porto e Málaga (com cerca de 560 mil habitantes) é de 850 quilómetros, ou seja, é suficientemente curta para permitir e deslocação de automóvel, algo raro nas competições europeias. Em Março, serão certamente muitos os portistas a acompanhar a equipa.



Últimos 16 aguardam sorteio de 20 de Dezembro
Nove antigos campeões europeus, entre os quais o Porto, estão presentes no sorteio dos oitavos-de-final, transmitido em directo pelo UEFA.com a partir das 10h30 de quinta-feira, 20 de Dezembro.

O sorteio dos oitavos-de-final da UEFA Champions League será transmitido em directo pelo UEFA.com a partir das 10h30 de quinta-feira, 20 de Dezembro, e contará com nove vencedores da prova.

O detentor do troféu, Chelsea FC, pode estar fora do sorteio, mas este inclui nove antigos vencedores da Taça dos Clubes Campeões Europeus, assim como o estreante Málaga CF. Todas as outras 15 equipas já estiveram nesta fase da prova, sendo que o Real Madrid CF marca presença pela 16ª vez consecutiva.

Há nove países diferentes representados nos oitavos-de-final e, dos 16 conjuntos, somente cinco estiveram na mesma fase da época passada: FC Bayern München, FC Barcelona, Arsenal FC, AC Milan e Real Madrid. Somente duas equipas não começaram a prova na fase de grupos: o Málaga fê-lo nos "play-offs" do "caminho das ligas", ao passo que o Celtic FC começou na terceira pré-eliminatória do "caminho dos campeões".

Foram formados dois potes de cabeças-de-série: um incluindo os vencedores dos grupos e outro com os segundos classificados.

Vencedores de grupos: Paris Saint-Germain FC (FRA), FC Schalke 04 (GER), Málaga CF (ESP), Borussia Dortmund (GER), Juventus (ITA), FC Bayern München (GER), FC Barcelona (ESP), Manchester United FC (ENG)

Segundos classificados: FC Porto (POR), Arsenal FC (ENG), AC Milan (ITA), Real Madrid CF (ESP), FC Shakhtar Donetsk (UKR), Valencia CF (ESP), Celtic FC (SCO), Galatasaray AŞ (TUR)

Os vencedores dos grupos jogarão fora na primeira mão dos oitavos-de-final (agendada para 12/13 de Fevereiro e 19/20 do mesmo mês) e perante o seu público nas partidas da segunda mão (a ter lugar a 5/6 e 12/13 de Março). Nenhuma equipa poderá defrontar outro conjunto do seu grupo, nem nenhuma outra equipa da sua federação nacional.

O sorteio dos quartos-de-final decorrerá a partir das 11h00 de 15 de Março e a prova terá a sua final a 25 de Maio, no Estádio de Wembley, em Londres. Permanece a hipótese de o jogo decisivo poder ser a repetição da final de 2011 realizada no mesmo palco, entre o FC Barcelona e o Manchester United FC.

A lei do mais forte

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Nacional 0-2 FC Porto

Taça da Liga, 3ª fase, grupo A, 1.ª jornada
19 de Dezembro de 2012.
Estádio da Madeira, no Funchal.
Assistência: 600 espectadores.


Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal).
Assistentes: Mário Dionísio e Rui Teixeira.

NACIONAL: Gottardi; João Aurélio, Manuel da Costa, Mexer e Marçal; Moreno e Jota; Candeias, Isael e Mateus; Keita.
Substituições: Jota por Claudemir (46m), Isael por Diego Barcellos (56m) e Keita por Mário Rondón (66m).
Não utilizados: Vladan, Mihelic, Miguel Rodrigues e Bruno Moreira.
Treinador: Manuel Machado.

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, Lucho (cap.) e João Moutinho; James, Jackson Martínez e Varela.
Substituições: Lucho por Fernando (58m), James por Castro (64m) e João Moutinho por Atsu (72m).
Não utilizados: Helton, Maicon, Kléber e Abdoulaye.
Treinador: Vítor Pereira.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores: Lucho Gonzalez (31m) e Otamendi (50m).

O FC Porto foi esta quarta-feira vencer o Nacional à Madeira por 2-0, com golos de Lucho e Otamendi, na estreia da equipa na edição desta época da Taça da Liga. Ao ritmo do tango, o FC Porto venceu com autoridade e vai agora gozar um curto período de férias natalícias.

O jogo foi dominado pelos Dragões, desta vez com Fabiano na baliza e Helton no banco, que desde o primeiro minuto pressionou a baliza de Gottardi, com várias oportunidades de remate a mostrarem que a equipa queria fechar este ciclo com mais uma vitória.

E o golo surgiu à passagem da meia-hora, com James Rodriguez a fugir pela esquerda e a cruzar para o remate de cabeça de Lucho Gonzalez para a rede. O golo dava justiça ao resultado, mas não fez o FC Porto baixar a intensidade, que continuou a dominar até ao descanso e podia ter aumentado a vantagem.

Com um jogo sério, apesar de se tratar da competição menos importante do calendário, os Dragões entraram fortes após o descanso e ampliaram o marcador logo aos 50 minutos, quando Otamendi finalizou com um remate rasteiro, junto ao poste, uma série de remates da equipa.

Depois do adiamento do jogo de sexta-feira, em Setúbal, devido ao mau tempo, a equipa deu uma boa resposta na Madeira e mostrou que mantém a intensidade que vai precisar no preenchido mês de Janeiro.

Até ao final o FC Porto ainda dispôs de mais boas oportunidades, numa altura em que o Nacional também dispôs das suas chances para marcar, mas sem nunca colocar em causa a superioridade da equipa de Vítor Pereira.

O FC Porto volta a jogar a 30 de Dezembro, na Amoreira, novamente para a Taça da Liga, frente ao Estoril.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

«Não foi um FC Porto de serviços mínimos que hoje [quarta-feira] defrontou o Nacional. Ganhámos por 2-0, podíamos ter feito mais um ou dois golos mas o Gottardi fez uma grande exibição. Penso que fizemos um jogo de qualidade, pelo menos para quem gosta do nosso estilo».

«Acho que vencemos bem, até porque a minha equipa dominou, mandou, impôs o ritmo, acelerando e criando oportunidades de golo».

«Na segunda parte, conseguimos pôr o Nacional a correr atrás da bola, já que eu não gosto dos jogos em que há bola cá, bola lá. Como exemplo, nos 15 minutos em que entrámos nesse tipo de jogo permitimos algumas transições ao adversário para criar perigo».



RESUMO DO JOGO

19 dezembro, 2012

BiPolaridade

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Adoro algumas pessoas que fazem parte do futebol, não pelo facto de fazerem um trabalho que dignifique o espectáculo ou ajude a melhorar o ambiente medonho que se vive e convive no Futebol Português, mas pelo simples facto que conforme a situação geográfica em que se encontram, mostram ter problemas de memória ou até mesmo um síndrome de bipolaridade.

Nada contra quem dá para os dois lados, nada contra quem seja um indeciso por natureza, mas não me venham com conversa da treta e palhaçadas, quando para a mesma situação, encontram justificações diferentes.

Ora as duas abéculas que trago hoje ao Tribunal do Antas, são eles o treinador do “Maritze”, o Pedro Martins, e um interveniente de forma indirecta (ainda bem), jornaleiro de profissão (diz ele... deve ser igual à licenciatura do relvas), Domingos Amaral filho do Freitas “hoje sou psd amanhã sou cds” Amaral.

Ao treinador do “Maritze”, no ano passado, fixei estas palavras após o jogo na Madeira (época passada) em que o FC Porto venceu por 2-0:
    “Não considero que tenhamos tido uma entrada fraca, o FC Porto entrou bem no jogo, mas sobretudo o Paulo Batista entrou desde o primeiro minuto a marcar faltas contra nós. O FC Porto entrou forte, é verdade, mas sempre ajudado por uma dualidade de critérios gritante do árbitro.
    Nunca falo de árbitros, mas hoje tenho de o fazer: aceito os erros dos árbitros, não aceito é a dualidade de critérios. Quando os jogos são equilibrados, este tipo de artimanhas fazem com que o adversário seja mais forte. Mas lutámos até ao fim, acreditamos sempre, o grupo trabalhou muito.
    Nesta fase é normal que o grupo esteja cansado. No entanto demos uma prova do que pretendíamos. Na segunda parte tivemos duas boas ocasiões para marcar, mas os dois penalties sentenciaram o jogo. Não entendo como marca uma falta de Fidelis e depois marca aquele penalty para o Porto.”

Ora agora, vamos buscar as palavras do mesmo após o jogo no galinheiro em que o Maritze levou a marca de 4-1, e onde Óscar “de penalti e golos na própria eu vou ser o artilheiro” Cardoso foi a estrela da companhia:
    “Benfica bem, muito bem, tivemos dificuldades, nunca conseguimos sair em transições, ter a posse de bola muito tempo, porque também temos essa característica. O empate ao intervalo era muito bom para nós, porque o Benfica está bem. Na segunda parte, a partir do penalty, até porque o Benfica não estava conseguir entrar, as coisas tornaram-se mais difíceis. O Benfica acaba por vencer e bem, temos de reconhecer que o Benfica está forte. O penalty acaba por ser o momento-chave, mas acontece. Perdemos muitas bolas no nosso meio-campo o que permitiu ao Benfica pressionar-nos durante muito tempo. O penalty? Ainda não consegui ver, a bola vai à mão, mas também dizem que há um agarrão sobre o Roberge. Há quem marca, há quem não marca, é o critério do árbitro. O Benfica foi mais forte.”
Bem retirei isto do site benfiqueiro maistintol, por isso, faço fé no que lá está escrito.Vejo que para a mesma situação, Pedro Martins tem duas analises diferentes.

Para com o FC Porto, teve palavras menos bonitas, aliás, chega mesmo a colocar em questão o triunfo do nosso FC Porto imputando toda a culpa na arbitragem e ilibando-se de qualquer responsabilidade na derrota ou até mesmo nos erros dos seus jogadores; o primeiro penalti, é um jogador que sai a punhos à bola (leram bem), sai a punhos à bola e fez mão em que o fiscal de linha marcou, já o arbitro, esse, estava a dormir!

O segundo penalti é uma placagem ao Varela. Quem não tem pernas e não sabe mais, como o jogador do “Maritze” mostrou, compra uma acelera e deixa os outros passar sem fazer falta.

Este jogo mereceu contestação! Indignação, foi mais que muita...

Vamos então ao do galinheiro. O “Matize” apresenta-se em sistema de frete; para mim, quem não corre atrás da bola ou no mínimo não tenta parar o adversário, está claramente em sistema de frete. O clube da casa fez um “massacre” porque estavam a jogar contra uns mancos que nem à bola se faziam, e quando a tinham, entregavam-na de forma vergonhosa ao adversário. Não querendo colocar em causa o profissionalismo dos bananas da madeira, não vi sequer um rasgo de concentração ou até mesmo de vontade para se mudar o rumo dos acontecimentos. Se repararem, o golo do empate é de bradar aos céus, a facilidade com que a bola passeia naquela grande área sem que alguém sacudisse a pressão.

Na segunda parte, eis que aparece o penalti da praxe para os da casa e aqui é que elas batem. Pedro Martins neste lance diz que não viu (eu traduzo - não quis ver!), sai a expulsão que para uma equipa com 11 mancos já estava difícil, imaginem com 10, e desta vez, ele não fala de arbitragem... limitasse a um “acontece”.

É sempre bom ver esta dualidade de critérios na analise de coisas similares por parte da mesma pessoa. Nada me move contra este projecto de treinador (união de lamas manda beijos), mas este género de gente não interessa a ninguém. Aproveito a quadra natalícia para lhe desejar a melhor das sortes nas meias finais da Liga Europa.

Passemos ao outro triste da semana, já identificado como Mingos Amaral. Este coitado, quando não se dedica a preencher palavras cruzadas no aido a que ele chama redacção do correio da moina, dedica-se às Carolinices (lançamento de papel higiénico para boi dormir) com o título: “Porque é que o FC Porto é campeão e o Benfica só ganha Taças da Liga?”, numa abordagem económica cheia de elogios ao nosso clube, e uma tentativa de abrir os olhos aos carneiros porque já viram que a conversa dos árbitros não cola.

Até aqui nada de mal, mas não era este e o velhote dele que andavam na linha da frente dos apitos, das frutas e da chocolatada, e sempre que podiam, atacavam o nosso Clube ou até mesmo o nosso Presidente que tanta urticária criam a esta gente?!

Coisas que não consigo entender nestas pessoas. Gente que anda ao sabor do vento, ao sabor da moda, onde a espinha dorsal consegue dobrar ao ponto de manhã dizer uma coisa e à tarde dizer outra. Basicamente, parecem-me todos irmãos... mas de violações diferentes!

Hoje fico-me por aqui com estes dois intervenientes, em tom brejeiro quanto baste, porque odeio gente que se verga e passa a vida de joelhos sem opinião própria.

Como só escreverei para o ano, ficam aqui os meus votos de um feliz natal a todos os Portistas, em especial aos companheiros aqui do Blog, e umas excelentes entradas.

Um grande abraço Tripeiro e muito... muito Portista

18 dezembro, 2012

Rumo à dobradinha de andebol e à Champions de hóquei!

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Este foi um fim de semana tranquilo.

O ANDEBOL ganhou nas calmas ao Camões e segue na taça de Portugal rumo aos oitavos e a uma possível e inédita dobradinha, mesmo sem Tiago Rocha que levou um jogo, enquanto que Alamo depois daquele espectáculo todo, nem multa levou.

O HÓQUEI continua 100% vitorioso na liga europeia de hóquei, e quem sabe se é desta que 23 anos depois, atingiremos a máxima glória europeia na modalidade pela 3ª vez, depois de 1986 e 1990. Gostei de rever Emanuel Garcia e Orlandi que silenciaram o pavilhão dos convencidos encarnados.



ANDEBOL
  • Camões 19-27 FC Porto
Em Lisboa, o FC Porto esforçou-se por resolver o encontro logo na 1ª parte, e os 8 golos de diferença foram todos conseguidos nesse período. Seguimos rumo aos oitavos de final (sorteio amanhã 17h).

Filipe Mota e João Ferraz foram os que mais se destacaram, apontando 5 golos cada.

O FC Porto joga amanhã em Braga diante do ABC (21h30 na FAP TV) e depois recebe o Fafe, sábado pelas 18h00 no Porto Canal, sendo que o jogo do Sá Leite se afigura sempre muito complicado.

Sábado, temos também o nosso rival a visitar Águas Santas em jogo que promete alguma emoção.



HÓQUEI EM PATINS
  • FC Porto 8-4 Saint Omer
Vitória tranquila do FC Porto que começou a perder, mas rapidamente chegou aos 6-1, terminando a vencer por 8-4 e com 5 pontos de avanço sobre o Lodi.

Ricardo Barreiros marcou 3 golos, Jorge Silva 2 e com um ficaram Pedro Moreira, Ventura e Losna.

Na próxima ronda (19 Janeiro) em França, ganhando, carimbamos o apuramento para os quartos de final.

Os dragões jogam agora amanhã em Almeirim (21h), e no sábado, pelas 15h00, (Porto Canal) recebem o Turquel. Duas rondas importantes com o nosso rival a jogar com Oliveirense e Candelária.



BASQUETEBOL
  • Gafanha 51-78 FCP Dragon Force
No basquetebol, o FC Porto soma e segue na CNB2, vencendo com clareza no recinto do Gafanha, com 16 pontos e 18 ressaltos de Hugo Sotta, bem secundado por Pedro Bastos com 16 pontos.

A meio da semana, tínhamos ganho em Paços de Ferreira para o Nacional sub-20 por 73-30, com Miguel Soares a apontar 12 pontos e José Miranda 10.

Temos agora 2 jogos para a CNB2. Hoje, pelas 21h30, recebemos o Salesianos B, e na 6ª feira, novo jogo em casa com o ainda invicto Académico (21h00).



Um abraço do Lucho.

17 dezembro, 2012

Ultrapassados pelo mau tempo

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A abundância de chuva e a ausência de linhas ditaram que a 12ª jornada para o Nosso Porto só se jogue em Janeiro. Se fosse um jogo dos mouros as linhas não eram precisas, visto que para eles quase todas as faltas resultam em penaltys. Mas tá-se bem. Estava difícil tirar-nos do primeiro lugar. A chuva, pelos vistos, conseguiu o que nenhuma outra equipa tinha feito: deixar-nos a zeros numa jornada. Apesar de não ter havido jogo, é provável que o Gomes da Silva venha dizer que houve dois penaltis por marcar contra o Porto. Enfim, os cães ladram mas a caravana passa.

Talvez com vontade de esquecer a eliminação da Champions cujos mouros davam a conquista como certa, o Orelhas decidiu vir dizer que o Porto joga com “dois guarda-redes”. Boa tentativa do leitor para desviar as atenções de mais uma desastre europeu. Obviamente, como toda a gente sabe, o Porto só entra em campo com um jogador que sabe jogar com as mãos – o Helton. O mesmo já não se pode dizer dos encornados, dadas as irrefutáveis e famosas qualidades do Oscar Merdozo a usar os antebraços, como lembrou Vítor Pereira.

Ano após ano é sempre a mesma história. Os infiéis fazem promessas que não podem cumprir e depois há que encobrir a trapalhada com estupidez mediática. Burros velhos não aprendem. Como disse o Nosso Presidente, estúpidos é o que mais há e por isso torna-se fácil a eterna desculpabilização que só pega aos olhos de “6 milhões” (neste momento, estou a espumar pela boca e rebolar no chão de tanto rir...) de bêbados.

Podem festejar por estar em primeiro. Mas não se esqueçam que estamos em Janeiro e obviamente com menos um jogo por isso isto é sol de pouca dura. Se não for antes, em Janeiro, quando se acertarem as contas, o Porto voltará à sua casa de origem: o primeiro lugar. Somos a equipa mais forte de Portugal. É só esperar que faça sol em Setúbal! Não é assim tão difícil. Como disse o Presidente, “não é importante ser campeão de inverno nem de primavera”. O importante é ser campeão no verão! Aí sim vale a pena!

16 dezembro, 2012

Tragédia nas Antas – há 39 anos

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Em 16 de Dezembro de 1973, jogava-se o 13.º minuto do FC Porto – Vitória de Setúbal da 13.ª jornada do Campeonato Nacional de futebol…

13.ª Jornada – 16 Dez.1973; Estádio das Antas, Porto
Árbitro: Porém Luís (Leiria)

FC Porto 2 – Vitória de Setúbal 0
FC Porto ► Tibi; Rodolfo, Ronaldo, Rolando e Guedes; Pavão (Vieira Nunes, 13’), Marco Aurélio e Bené; Oliveira, Abel e Nóbrega. Treinador: Béla Guttmann.
Vitória de Setúbal ► Joaquim Torres; Rebelo, Carlos Cardoso, José Mendes e Lino; Octávio, Matine (Vicente, 60’) e José Maria; Campora (José Torres, 46), Duda e Jacinto João. Treinador: José Maria Pedroto.

Golos: 1-0, Abel (7 m); 2-0, Marco Aurélio (25 m).

Trágico acontecimento nas Antas

Fernando Pascoal das Neves (Pavão), ao 13.º minuto do jogo da 13.ª jornada com o Vitória de Setúbal, nas Antas, caiu inanimado no relvado depois de um passe para o colega Oliveira. Prontamente os componentes do banco portista e os seus companheiros acorreram, bem como os elementos da equipa setubalense, pois todos pressentiram que algo de grave se passara. Retirado de maca, já inconsciente, foi conduzido ao Hospital de S. João que pouco depois confirmava o óbito. A hemorragia cerebral ou paragem cardíaca tornaram impossível salvá-lo. Tinha 26 anos. O clube e o futebol português perdiam os dos mais talentosos jogadores portugueses de sempre e com qualidades humanas muito apreciadas por todos. No estádio, um manto de silêncio cobriu o recinto. Profundamente consternados, os seus companheiros de equipa ganharam o jogo (2-0). Tinha sido a vitória mais chorada e triste das suas vidas. A cidade do Porto e o clube vestiram-se de luto.

A tristeza de Pedroto

“Pela primeira vez vi os jogadores saírem do campo a chorar. Foi a maior tristeza da minha vida desportiva” – afirmou José Maria Pedroto, citado pelo JN, adversário nessa tarde mas que já treinara Pavão.

Pavão ao ser transportado para o hospital após o ataque cardíaco que sofreu em jogo, com o médico José Santana amparando-o

A notícia no JN

18 Dez. 2012 - Os companheiros de equipa seguem o féretro de Pavão coberto pela bandeira do FC Porto

Uma triste recordação

Naquele fatídico dia 16 Dez.1973 eu estava em Lisboa a aguardar a hora de tomar o avião que me levaria, de novo, à Guiné-Bissau. Tinha gozado os 35 dias de férias que concediam aos que enfrentavam aquela maldita guerra colonial. No hotel, seguia pela rádio o desenrolar do jogo que opunha o FC Porto ao Vitória de Setúbal. Ao minuto 13 fiquei apreensivo, muito apreensivo face ao ocorrido. Os meus receios vieram a revelar-se justificados. Infelizmente. Quando soube da morte de Pavão entrei em estado de choque, inconsolável na dor que atingiu toda a família portista e o povo português.

Horas depois, antes de sair do hotel a caminho do aeroporto, ainda telefonei ao meu Pai que assistiu horrorizado, no Estádio das Antas, ao triste desenlace. Quando cheguei a Bissau não se falava de outra coisa e também aí foi muito sentida a irreparável perda.

Um dia trágico para o desporto em Portugal.

Fernando Moreira

Participantes num jogo homenageando Pavão junto à placa em sua memória, no Estádio das Antas.

Biografia de Pavão – Fernando Pascoal das Neves (n. Chaves, 12 Ago.1947 – m. Porto 16 Dez.1973), um grande jogador com enorme talento, um médio com excelente visão de jogo.

• "Pavão" lhe começaram a chamar nos jogos de rua, em Chaves, por fintar de braços abertos, em jeito de pavão. Tinha 13 anos quando se iniciou no Desportivo de Chaves, nas escolas de António Feliciano, e desde logo demonstrou uma grande aptidão para o desporto rei. Mas o futebol não era a sua única paixão. Atleta nato, aproveitou a estrutura do desporto escolar para praticar atletismo, voleibol e andebol, sem que isso o fizesse abandonar o futebol. Exercendo também Feliciano o nobre cargo de professor de educação física na Escola Comercial de Chaves, conta-se que, tal era o entusiasmo de Pavão e dos seus colegas, quando as aulas terminavam, punham-se todos a correr atrás do automóvel do professor Feliciano, da escola ao estádio! Chamavam-lhe o “treino de fôlego”. Com esse espírito, pertinaz, lutador e com o talento que já revelava, foi sem surpresa que Pavão começou a ser cobiçado pelos “grandes” do futebol português. Em 1964, por 300 contos, o FC Porto ganhou a corrida ao Benfica que já se tinha enamorado pelo talentoso flaviense.

• Era ainda juvenil quando veio para o FC Porto pela mão do “mestre” Artur Baeta (responsável pelas escolas portistas) que viu nele qualidades irrefutáveis. Foi integrado na equipa de juniores, ganhando o Campeonato da categoria em 1964-65. Na época seguinte (1965-66), com 18 anos, o médio flaviense é desde logo promovido à primeira categoria e, numa equipa orientada por Flávio Costa, estreou-se contra o Benfica na vitória por 2-0 do FC Porto, nas Antas, à 3.ª jornada do Campeonato (26-9-1965). Pavão não se perturbou com o teste de fogo assinando uma exibição excepcional e conseguindo, inclusive, “secar” Mário Coluna o motor dos encarnados.

• Fernando “Pavão” depressa confirmou ser um predestinado, detentor de excelente técnica e invulgar capacidade táctica que faziam dele um genuíno estratego do futebol moderno. José Maria Pedroto, que regressou às Antas na ânsia de resgatar o clube do longo jejum de títulos, fez dele a estrela da companhia tornando-o também capitão de equipa. Uma atitude ousada do astuto treinador já que Pavão era o mais jovem jogador do plantel.

• Ambos venceram a Taça de Portugal 1967-68. Depois de eliminar Beira-Mar (2-1, 2-0), Varzim (4-0, 5-1), Sporting da Covilhã (4-0, 5-1), Belenenses (3-1, 0-0) e Benfica (2-2, 3-0), na final, no Jamor, o FC Porto defrontou e venceu (2-1) o Vitória de Setúbal de Fernando Vaz. Na equipa de Pedroto a "estrela", mais uma vez, chamou-se Pavão que rubricou uma exibição esplendorosa.

A equipa que venceu a Taça de Portugal 1967-1968. Pavão é o terceiro a contar da direita, em cima.

Pavão com parte do plantel de 1970-71, já com o treinador António Teixeira que substituiu Tommy Docherty. Foi o ano do sensacional 4-0 ao Benfica, nas Antas.

Em cima, a partir da esquerda: Vítor Hugo (massagista), Rui, Vieira Nunes, Rolando, Valdemar, Armando Manhiça, Pavão, Gualter, Armando e António Teixeira (treinador);

em baixo: Abel, Lemos, Custódio Pinto, Bené, Nóbrega e Chico Gordo.

O estilo inconfundível de Fernando “Pavão” que espelha, em lances de jogos com o Oriental e com o Benfica, todo o espírito de luta, apego e tenacidade com que defendeu a sua camisola de sempre, a do FC Porto

Mocidade vigorosa, elegância, talento às mãos cheias, eis o ditoso Fernando “Pavão” que aqui se recorda cumprimentando Amália Rodrigues. Por ele o Porto, que o admirava, verteu lágrimas sentidas.

• Pavão foi internacional A por seis vezes, estreando-se num jogo amigável disputado em Lourenço Marques, Moçambique, em 30 Jun.1968. O adversário de Portugal foi o Brasil que venceu por 2-0. Na segunda parte desse encontro, Pavão foi substituído, não se sabe por que razão, pelo avançado academista Artur Jorge. Este, no final do jogo, diria: “Substituí o melhor jogador em campo”. De facto os jogadores do FC Porto eram, por essa altura, deliberada e repetidamente preteridos a favor dos do Sporting e, sobretudo, dos do Benfica. O despotismo de Lisboa que imperava no futebol português (não erradicado ainda) coarctava a carreira internacional aos futebolistas portistas. Pavão, que também foi vítima do “polvo” sulista, integrou a equipa nacional em 2 Mai.1973, em Sófia, contra a Bulgária (1-2), em jogo da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo. Mal ele sabia que jogara com a camisola das quinas pela última vez…

• A genialidade e a postura de Pavão em campo seduziram o Manchester United que, no início do ano de 1973, envidou todos esforços para o contratar e lhe dar a posição do mítico Bobby Charlton. Os dirigentes portistas não admitiam sequer discutir proposta que envolvesse menos de 5.000 contos, uma fortuna para a época.

Mas o flaviense teria pouco tempo para continuar a mostrar a sua prodigiosa aptidão para o futebol. A auspiciosa carreira viria a ser abruptamente interrompida. Pavão viria a falecer, tragicamente, durante um jogo nas Antas.

• Em 16 de Dezembro de 1973 o FC Porto defrontava, no Estádio das Antas, o Vitória de Setúbal de Pedroto em jogo a contar para a 13.ª jornada do campeonato. Ao 13.º minuto, quando a equipa portista já ganhava e as bancadas festejavam, Pavão ganhou um lance a meio-campo, dominou a bola, endossou-a com rigor milimétrico ao colega António Oliveira, deu mais um passo em frente e caiu de bruços, inanimado, no relvado. De pronto assistido foi, por ordem do médico do clube Dr. José Santana, conduzido ao Hospital de S. João.

O jogo prosseguiu no meio de grande apreensão e comoção. Ao intervalo, através da instalação sonora das Antas, era anunciado que se tinha tratado de uma indisposição. Perto do final do encontro foi difundida através da rádio a morte de Pavão. No estádio, no final do jogo, a mesma notícia era transmitida aos espectadores presentes. A estupefacção e a dor tomaram conta de todos. Lágrimas incontidas prantearam o desaparecimento de um ídolo muito querido.

A hemorragia cerebral ou paragem cardíaca tornaram impossível salvar Pavão. O clube e o futebol português perdiam os dos mais talentosos jogadores de então. Uma perda irreparável. Profundamente consternados, para os seus companheiros de equipa (que ganharam o jogo por 2-0) tinha sido a vitória mais chorada e triste das suas vidas. E foi o dia mais triste da longa existência das Antas. A cidade do Porto e o clube vestiram-se de luto. Em memória do malogrado futebolista o FC Porto erigiu um monumento, no Estádio das Antas, que depois transitou para o Estádio do Dragão.

• Pavão deixou órfã uma filha de tenra idade. O presidente Américo de Sá prometeu ajudar a família. Pelos vistos, ajudou pouco. A filha, Cristina, só teria os estudos pagos quando Pinto da Costa assumiu a presidência do FC Porto.

• Fernando Pascoal das Neves, “Pavão”, um jogador genial, um ídolo inesquecível de todos os portistas.

Carreira no FC Porto (equipa sénior)
1965-66 a 16 Dez.1973
Palmarés
1 Taça de Portugal (1967-68)

Fernando Moreira (Dragão Azul Forte)

15 dezembro, 2012

FC Porto B perde em Santa Maria da Feira

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Feirense 1-0 FC Porto B

II Liga 2012/13, 18.ª jornada
15 de Dezembro de 2012
Estádio Marcolino de Castro, Santa Maria da Feira
Assistência: cerca de 700 espectadores


Árbitro: Rui Silva (Vila Real).

FEIRENSE: Marco, André Santos, Oliveira, Luciano, Marcelo, Sténio, Rafa, Diogo Cunha (João Ricardo, 82m), Ludovic (Tiago Jogo, 68m), Jorge Gonçalves e Platiny (Jacob, 90m).
Não utilizados: Sea, Pires, Marcão e Bastian.
Treinador: Quim Machado.

FC PORTO: Stefanovic, Diogo, Zé António, Tiago Ferreira, Quiño, Pedro Moreira, Sérgio Oliveira, Tozé (Sebá, 66), Kelvin, Iturbe (Edu, 81) e Dellatore.
Não utilizados: Eloi, Mikel, Fábio Martins, Bruno e Rafa.
Treinador: Rui Gomes.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador: Rafa (7m).

Cartão amarelo: Sérgio Oliveira (79), Marco (90+1), Tiago Jogo (90+3) e Kelvin (90+4).

O FC Porto B foi derrotado por 0-1 pelo Feirense, em jogo da 18.ª jornada da Segunda Liga. Depois de uma série de seis jogos sem perder e com quatro vitórias consecutivas, os jovens do FC Porto B não conseguiram marcar e saíram derrotados, consequência do golo sofrido aos sete minutos.

Um golo de Rafa ainda na fase inicial do jogo complicou o plano de jogo do FC Porto, que procurou sempre o golo, mas não foi feliz na finalização. Iturbe esteve perto da igualdade aos 18 minutos, mas o guarda-redes Marco defendeu bem.

Ainda antes do intervalo, foi Tozé a tirar dois adversários do caminho, mas não foi eficaz na finalização.

Após o descanso, o FC Porto pressionou, teve o empate nos pés de Sérgio Oliveira, aos 55 minutos, mas a defesa do Feirense acabou sempre por levar a melhor e defendeu bem a vantagem.

fonte: fcporto.pt

CLASSIFICAÇÃO II LIGA
1º - Belenenses 17j, 13v, 2e, 2d, 41pts
10º - Porto B, 18j, 6v, 6e, 8d, 24pts



RESUMO DO JOGO

Competições Internacionais – 1) Todos os jogos do FC Porto (até 4-12-2012)

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O FC Porto concluiu, no passado dia 4 de Dezembro, a sua participação na fase de Grupos da Liga dos Campeões, edição de 2012-2013. Qualificou-se, com brilhantismo, para os oitavos-de-final (ver último quadro).

Aqui estão todos os quadros com a actualização dos derradeiros jogos e com os 329 já disputados pelo FC Porto nas competições internacionais de clubes.

Em separado, num segundo post, é apresentada a estatística geral e a lista completa dos marcadores dos golos.

P.S.: os quadros e respectiva largura foram alterados de modo a permitir maior eficiência na captura de imagens desde a Base de Dados e a sua melhor visualização aqui. Espero que, assim, se consiga uma qualidade mais próxima da original no Microsoft Access.

Fernando Moreira (Dragão de Azul Forte)