22 novembro, 2015

TRÊS GOLOS ABRIRAM A PORTA DOS “QUARTOS”.

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EVERTON-FC PORTO B, 2-3

Premier League International Cup, Grupo B, 2.ª jornada
22 de Novembro de 2015
Goodison Park, em Liverpool


EVERTON: Joel Robles (g.r.); Tony Hibbert, Callum Connolly, Muhamed Besic, Mason Holgate, Jonjoe Kenny, Joe Williams, Leigthon Baines; Courtney Duffus, Kieran Dowell e Sam Byrne.
Substituições: Anthony Evans por Courtney Duffus (41m), Harry Charsley por Leighton Banes (46m), Liam Walsh por Muhamed Besic (65m).
Não utilizados: Mateusz Hewelt (g.r.), Davies. Jordan Thorniley, Tyrone Duffus.
Treinador: David Unsworth.

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Rodrigo, Diogo Verdasca, Rui Moreira e Rafa; Tomás Podstawski, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Cláudio, Ismael Díaz e André Silva.
Substituições: Omar Govea por Francisco Ramos (60m), Fede Varela por Graça (75m), Leonardo por André Silva (83m).
Não utilizados: Filipe Ferreira (g.r.), Enrick, Sérgio Ribeiro e Ruben Macedo.
Treinador: Luís Castro.

Ao intervalo: 0-2.
Marcadores: André Silva (6m), Cláudio (12m), Callum Connolly (75m), Ismael Díaz (81m), Harry Charsley (86m).
Disciplina: cartão amarelo a Cláudio (55m), Harry Charsley (72m).

​O FC Porto B garantiu este domingo a qualificação para os quartos-de-final da Premier League International Cup, ao vencer o Everton por 3-2, no Estádio Goodison Park, em Liverpool, Inglaterra. No jogo da segunda jornada do grupo B, André Silva e Cláudio, na primeira parte, e Ismael Díaz, foram os autores dos golos da segunda vitória dos Dragões na competição, a 12.ª em 17 partidas na temporada.

Alinhando com um onze em que se registaram os regressos de Rodrigo e de Rui Moreira à defesa e a estreia de Cláudio, avançado contratado no defeso ao Vitória de Guimarães, o FC Porto B não podia ter entrado no jogo da melhor forma: doze minutos bastaram para se colocar a ganhar por 2-0. O primeiro teve a assinatura de André Silva, que desviou ao primeiro poste um excelente cruzamento de Rafa (6m), apontando o décimo golo pelos azuis e brancos na temporada. E o segundo chegou pelos pés de Cláudio, servido por Ismael Díaz, que já tinha iniciado a jogada do primeiro -, quando o relógio ainda não tinha atingido o primeiro quarto de hora (12m).

Abalado por uma desvantagem prematura, o Everton, que fez alinhar os experientes Tonny Hibbert e Leighton Banes, da equipa principal, só foi capaz de reagir num remate de Joe Williams que obrigou Raúl Gudiño à primeira boa defesa no jogo (17m). Sem nunca ter tido muito trabalho, o guarda-redes mexicano respondeu bem sempre que foi chamado a intervir, com destaque para um remate de fora da área de Duffus (32m), que parou de forma superior, não permitindo que o resultado sofresse alterações até ao intervalo.

Na segunda parte, o FC Porto B geriu a vantagem de forma inteligente diante de um adversário que subiu as linhas, procurando chegar a um golo que só surgiu no último quarto de hora do encontro, num excelente remate de Callum Connolly (75m). Os azuis e brancos, porém, não demoraram a reagir: após um remate de Fede Varela que levou a bola a passar muito perto da baliza de Robles, Ismael Díaz transformou em golo uma grande penalidade que ele próprio sofreu (81m) - foi o segundo do panamiano na competição.

Foi um final de jogo frenético, já que logo a seguir o Everton fez o 3-2, por intermédio de Charsley (86m), ainda assim insuficiente para evitar que os Dragões selassem o segundo triunfo nesta edição da Premier League International Cup, depois de em Setembro terem batido os alemães do Schalke 04.

fonte: fcporto.pt



RESUMO DO JOGO

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BUENO Q.B.

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ANGREENSE-FC PORTO, 0-2

Taça Portugal, 4.ª eliminatória
sábado, 21 Novembro 2015 - 18:00
Estádio: João Paulo II, Angra do Heroísmo, Açores
Assistência: -


Árbitro: Luís Ferreira (Braga).
Assistentes: Nuno Manso e Luís Cabral.
4.º Árbitro: Daniel Cardoso.

ANGREENSE: David, Vítor Miranda, Miguel Oliveira, Ivan Santos, Eugénio Fernandes, Graxinha, Carlos Silveira, Jordanes, Rui Silveira (c), Pedro Aguiar, Magina.
Suplentes: Délcio, Rúben Miranda, Gonçalo (81' Rui Silveira), João Borges, Amonike (71' Magina), Tiago Macedo (65' Jordanes), Wilson Dias.
Treinador: Roldão Duarte.

FC PORTO: Helton (c), Víctor García, Lichnovsky, Marcano, José Ángel, Imbula, Sérgio Oliveira, Evandro, Varela, Osvaldo, Bueno.
Suplentes: Casillas, Indi, Rúben Neves (82' Imbula), Brahimi, Aboubakar, Tello (72' Sérgio Oliveira), Herrera (65' Evandro).
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-2.
Marcadores: Bueno (14', 40').
Disciplina: cartão amarelo a Pedro Aguiar (79').

O FC Porto deslocou-se aos Açores para cumprir um treino e levar ao rubro quase 6 mil açorianos. Depois da fantástica recepção no aeroporto, os Dragões retribuíram com um bom treino no Estádio João Paulo II. O treino só teve árbitro e outra equipa em campo porque a taça de Portugal assim o exige.

Para os açorianos, com todo o respeito, terá sido o jogo da vida deles, como se de uma final da champions league se tratasse. A começar pela estampagem do registo do jogo e data nas camisolas do Angrense, passando pela festa e moldura humana no Estádio e terminando com fotos, selfies, abraços e pedidos de camisolas aos jogadores portistas.

Quanto ao jogo, que foi mais um treino mas um treino mais leve do que os habituais treinos no Olival, viu-se um FC Porto que esteve em campo com um titular habitual (Marcano), poupando dez jogadores para o confronto decisivo da próxima 3ª feira frente ao D. Kiev.

Quanto aos açorianos, fizeram o que puderam e aguentaram-se em campo até ao início da 2ª parte, altura em que começaram as cãibras e o esgotamento físico. Com um resultado final de 0-2, os açorianos estão, pois, de parabéns. Para além de terem rematado por cima da baliza de Helton uma vez e não aproveitarem uma abébia de amador de Victor García, ainda marcaram um golo com a mão prontamente anulado.

O FC Porto dominou, como era de esperar, as operações desde o início. Jogando de uma forma pausada e sem correr qualquer risco, os portistas deram minutos a jogadores que praticamente ainda não tinham jogado esta época. Sérgio Oliveira e José Angel estrearam-se em jogos oficiais na presente época e Victor García e Lichnovsky foram recrutados à equipa B.

O golo surgiu com naturalidade depois de uma outra oportunidade desperdiçada. Aos 14 minutos, José Angel cruzou tenso para a área e Bueno cabeceou para a baliza. Se as coisas pareciam estar facilitadas para os Dragões, com a abertura do marcador mais se acentuaram as diferenças entre os conjuntos.

O Angrense procurava dar o melhor de si mas nunca passava do seu meio-campo. O segundo golo surgiu perto do intervalo. Numa iniciativa pela esquerda, Osvaldo cruzou para a área, Bueno dominou de peito e com o pé esquerdo e em queda rematou para a baliza. Um golo bonito.

A segunda parte foi ainda mais lenta e desinteressante. Perante um adversário a quem deu o “tilt” muito cedo, os Dragões baixaram o ritmo até aos mínimos, cumprindo o regulamento do jogo. Sem registos de maior, fica o golo anulado ao Angrense por mão do avançado contrário e a alegria incontida do locutor da TV quando viu a bola encaminhar-se para a baliza portista.

O FC Porto poderia ter marcado um ou outro golo mas para que a festa continuasse bonita, não havia necessidade de ampliar o resultado. Terminado o jogo, deu-se uma verdadeira festa no relvado com os jogadores da equipa do Angrense a pedir autógrafos, fotos e pedidos de camisolas aos jogadores do FC Porto. Só faltou levantarem cartazes com a frase: “DÁ-ME A TUA CAMISOLA”. É por situações como esta que a Festa da Taça é bonita.

Notas finais para as boas actuações de Jose Angel, Bueno e Sérgio Oliveira. O primeiro esteve em bom plano, mostrando-se nos bons cruzamentos que teve para a área contrária. O espanhol pelos dois golos marcados que ditaram o resultado e o médio português, vice-campeão do mundo e da europa nas camadas jovens, pergunto porque é que não joga nesta equipa. Que classe e que pezinhos!!!

Em sentido contrário, vi uma espécie de avançado com uma fitinha na cabeça a bailar na área contrária que dava um bom reforço para o Angrense. Ah, vai para o Boca Juniors? Já vai tarde. Estão a desperdiçar dois jogadores da formação portista: André Silva e Gonçalo Paciência que rendem muito mais num só jogo do que este em dez.

O FC Porto regressa hoje aos treinos com vista à preparação do jogo com o D. Kiev na próxima 3ª feira no Estádio do Dragão. Um jogo que é decisivo para carimbar a passagem dos portistas aos oitavos-de-final da prova, bastando um empate para que isso aconteça.



DECLARAÇÕES

Lopetegui: “Podíamos ter marcado mais golos”

Julen Lopetegui considerou que o FC Porto cumpriu bem a missão no jogo frente ao Angrense (2-0) em que selou o apuramento para os quartos-de-final da Taça de Portugal. O treinador espanhol sublinhou a boa entrada da equipa numa partida em que teve “controlo absoluto”, mas em que ficou a dever alguns golos ao marcador. No fim, não se esqueceu de agradecer a recepção que os portistas tiveram na primeira vez em que jogaram na Ilha Terceira.

“Entrámos bem, com intensidade, como tínhamos que o fazer e como era importante, perante um adversário organizado, que joga bom futebol e que tem bons conceitos de jogo. Marcámos dois golos e tivemos hipóteses para marcar mais, porque tivemos o domínio absoluto do jogo. Depois, baixámos um pouco o ritmo, sobretudo na segunda parte, mas em linhas gerais, estou satisfeito com a exibição da equipa, com o resultado e por cumprir o objectivo de passar à fase seguinte da Taça de Portugal”, afirmou Lopetegui no final do encontro deste sábado.

Tal como no jogo com o Varzim, o FC Porto apresentou uma equipa com várias alterações, dando a titularidade a alguns jogadores com menos minutos e cujo rendimento mereceu nota positiva por parte do técnico basco: “Deram uma boa resposta, dificultada pelo facto de ser um jogo em que tinham a obrigação de ganhar. Optámos por utilizar jogadores com quem trabalhámos durante a semana. É importante que os jogadores que têm jogado menos se sintam importantes e que podem ser úteis em qualquer momento da época”.

O facto de os Dragões se prepararem para entrar numa fase do calendário com dois jogos por semana foi desvalorizado por Lopetegui. “Uma equipa que tem as exigências do FC Porto convive com pressão diariamente. Temos uma série de jogos muito importantes, mas pensamos em cada jogo de cada vez, tentando enfrentar cada desafio da melhor forma”, argumentou o técnico, que ainda deixou uma palavra de agradecimento a todos os adeptos portistas nos Açores, pela forma como a equipa foi recebida e acarinhada - “estamos contentes por ter estes adeptos em Portugal e em todo o lado do mundo”, confessou.



ARBITRAGEM



RESUMO DO JOGO

21 novembro, 2015

ANÁLISE COMPARATIVA ÀS CONTAS DO FC PORTO E DOS RIVAIS LISBOETAS.

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A análise um pouco mais detalhada que vos tinha prometido às contas da nossa SAD, vai levar-nos a algumas comparações com os 2 principais rivais. A solidez das nossas contas é fundamental, mas não menos importante é a análise comparativa com os rivais, porque não podemos de um ano para o outro mudar toda a política desportiva que afeta indubitavelmente a situação económico-financeira.

Como não estamos perto de uma situação de insolvência, as mudanças estruturais que os meus primeiros textos neste espaço de referência da blogosfera sugeriam, deverão ser implementadas de forma gradual sem nunca colocarem em causa a capacidade competitiva como aconteceu com os viscondes nos últimos anos onde foram obrigados a apertar o cinto e a competir quase sempre com atletas oriundos da formação. Não significa esta última frase que não devemos apostar na formação. Devemos ter um modelo onde se aproveitem os valores da formação, mas apenas os que sejam verdadeiras mais-valias competitivas e quando já tenham maturidade competitiva para o serem.

Assim, irei pagar em algumas das notas deixadas nos 2 últimos textos e irei partir para a comparação com os rivais. Quando o nosso Resultado Operacional cresceu 3706,38% (ainda que fruto das transacções com passes de atletas), o dos lampiões decresceu 9,28% e o dos viscondes cresceu 450,39%. Quando do nosso lado se apresenta uma melhoria no resultado operacional, excluindo transações com passes de jogadores, os lampiões apresentam um agravamento deste deficit e os viscondes apresentam um superavit. Neste ponto, são os viscondes os que estão em melhor situação, no entanto, a capacidade competitiva deles tem vindo a ser muito degradada. A solidez da componente recorrente da atividade de uma SAD é fundamental, mas nunca deve ser este o objetivo de uma empresa como estas que analiso.

Ao nível do Balanço, a situação líquida aumentou 116.171 milhares de euros enquanto a dos lampiões melhorou 9.000 milhares de euros e a dos viscondes aumentou cerca de 125.000 milhares de euros. Aparentemente, os viscondes portaram-se melhor que nós neste item, mas é falso, uma vez que o ponto de partida deles era muito pior que o nosso e o diferencial de performance ao longo de 1 ano não nos coloca nem de perto nem de longe num patamar perto do deles. Neste momento, o nosso capital próprio é de 83M €, o dos lampiões 0,5M € e o dos viscondes é de 7M €. Aqui, a nossa solidez é claramente muito superior à dos outros rivais, mesmo que se juntassem como alguém já propôs.

Ao nível de alguns indicadores económico-financeiros, a situação é a seguinte:

O Grau de Liquidez dá-nos a relação entre os activos em dinheiro (ou facilmente convertíveis em dinheiro) com o montante que será exigível à empresa a curto prazo. Nenhuma das 3 empresas apresenta uma situação ideal, já que todos os clubes têm este valor inferior a 1, mas a nossa situação é claramente menos critica (quádrupulo do dos vermelhos e perto do dobro do dos viscondes).

O Grau de Liquidez reduzida, mede a liquidez de forma mais restrititiva, ou seja, usa uma fórmula exactamente igual, mas exclui os inventários do numerador. A sua utilização pode ser mais adequada nalguns sectores em que a liquidez dos inventários é menor. Neste caso, como os inventários não são valores significativos para nenhum dos 3 clubes, as conclusões são idênticas ao rácio anterior.

O Grau de Liquidez imediata, compara o valor de disponibilidades com o valor do passivo de curto prazo. A sua leitura é imediata: quanto é que o dinheiro que a empresa dispõe no momento representa no total das suas dívidas de curto prazo. Neste caso, a nossa situação mantém-se melhor que os rivais.

O rácio de Solvabilidade visa a capacidade que a empresa tem em pagar os seus compromissos a médio e longo prazo e deverá ser superior a 0,5. Um valor muito baixo de Solvabilidade, pode indicar uma grande fragilidade da empresa a nível económico-financeiro, levantando dúvidas sobre o futuro da empresa. Esta última situação é a dos vermelhos, ou seja, o empurrar dos problemas para o futuro, para a conquista de títulos a qualquer custo, tem aqui o contra-balanço.

O rácio de Autonomia Financeira, mede o nível de endividamento da empresa, e permite verificar em que percentagem é que o Activo de uma empresa está a ser financiado por Capitais Próprios. Deverá ser superior a 1/3, caso contrário a empresa encontra-se numa situação difícil, pois dependerá excessivamente de capitais alheios. Mais um rácio onde a nossa performance volta a ser melhor, sem no entanto ser ainda perfeita.

A Rentabilidade do Ativo divide o valor dos Resultados Operacionais (RO) pelo valor do Ativo Total (AT) e dá-nos a informação sobre qual a capacidade dos ativos da empresa em gerar resultados. Neste ponto, aparentemente os lagartos estão melhores que nós, mas a principal diferença prende-se com o maior valor do ativo que o nosso clube possui.

A Rentabilidade dos Capitais Próprios, prende-se com a capacidade e eficácia de remuneração dos capitais investidos pelos donos da empresa. É portanto um rácio que interessa particularmente aos donos. O ROE diz-nos qual a percentagem de lucro por cada euro investido. Na análise do ROE, podemos decompor a sua estrutura em três partes, Rentabilidade Líquida das Vendas (RLV), a Rotação do Activo (RA) e a alavancagem Financeira (AF). No entanto, como estamos perante empresas especiais em que as vendas não são parte importante da Demonstração de Resultados, esta análise perde um pouco de qualidade.

Concluindo, esta análise comparativa mostra que sem vivermos uma situação económico-financeira perfeita e sem ameaças, estamos em melhores condições de sermos competitivos e desportivamente dominadores do que os 2 principais rivais. No entanto, a nossa luta e o nosso caminho deverá ser para o equilíbrio ao nível da rubrica “Resultados Operacionais excluindo resultados com passes de jogadores”. Esta rubrica, actualmente, apresenta um deficit a rondar os 16M€/ano e existem 2 vias possíveis para este caminho. Por um lado, o aumento das receitas quer sejam, bilheteira, merchandising ou direitos televisivos entre outros. Por outro lado, temos a redução dos custos onde incluímos custos com pessoal, fornecimentos e serviços externos (FSE’s), entre outros. Este longo caminho para o equilíbrio dos “Resultados Operacionais excluindo resultados com passes de jogadores” deverá ser progressivo, mas nunca descurando a capacidade competitiva para não cortarmos tanto que os efeitos sejam perversos e outras variáveis sejam afetadas, como por exemplo, as mais valias com passes de atletas, uma vez que se desportivamente a performance for má, a valorização dos atletas não irá aparecer.

Até breve,
Delindro.

LOPETEGUI: “NA TAÇA NÃO SE PODE FALHAR”

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Julen Lopetegui assume a Taça de Portugal como “primeiro e único foco” actual do FC Porto, apesar do adversário desta quarta eliminatória ser o Angrense (sábado, 18h00 de Portugal Continental), do Campeonato Nacional de Seniores, em que é líder da série E. O adversário pode ser do terceiro escalão, mas “joga bom futebol” e “trata bem a bola”, pelo que, em conferência de imprensa, o técnico fez questão de não o desvalorizar. O “atractivo” da prova baseia-se muito nos momentos em que surgem os tomba-gigantes e, por isso, os Dragões não estão a pensar no jogo de terça-feira da Liga dos Campeões, frente ao Dínamo Kiev.

“Assumimos os objectivos um a um. Esta competição não nos permite errar, temos a ambição de ganhar este título e para isso temos de ganhar amanhã. O Angrense vai enfrentar o jogo com muita esperança, será para eles o jogo do ano”, frisou. O treinador teve de ultrapassar, durante a semana, a ausência de vários jogadores, devido aos compromissos de selecções, e por isso vai eleger o “onze oportuno” para o encontro nos Açores, que terá lugar no Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo. André André, por exemplo, não tem as “condições necessárias” para ser convocado.

Os jornalistas perguntaram por isso a Lopetegui se subscrevia as críticas expressas na newsletter Dragões Diário sobre a utilização dos jogadores do FC Porto na selecção principal de Portugal. O basco apenas notou que está “alinhado” com as posições do clube e que “está tudo dito”. De regresso ao jogo com o Angrense, considerou que a chave para vencer será “jogar bem”. “Teremos de fazer um jogo completo, jogar com intensidade e velocidade, dando à partida e ao rival a importância que têm. Teremos de nos adaptar a um campo e circunstâncias diferentes, sem deixar de jogar bom futebol”, precisou.

A entrevista concedida na quinta-feira à agência espanhola EFE foi evocada pelos jornalistas para pedir ao técnico mais comentários sobre temas em foco no futebol português. Lopetegui não acrescentou muito àquilo que já tinha afirmado e até preferia falar “mais do futebol em si” do que das “coisas feias em redor”. “A Liga portuguesa é muito competitiva, por muitos aspectos, como a qualidade das equipas, o trabalho táctico e o nível dos jogadores. Seria mais atractiva se conseguíssemos que se falasse apenas de futebol”, resumiu, para depois terminar com uma ressalva. ”Se há que investigar, corrigir e castigar algum comportamento não correcto deve ser-se duro”.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Casillas, Helton e João Costa;
Defesas: Víctor García, Martins Indi, Marcano, Lichnovsky e José Ángel;
Médios: Rúben Neves, Herrera, Imbula, Sérgio Oliveira e Evandro;
Avançados: Tello, Varela, Brahimi, Alberto Bueno, Aboubakar e Dani Osvaldo.

20 novembro, 2015

19 novembro, 2015

MEUS MOMENTOS MAIS MARCANTES... NAS ANTAS.

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Comemoraram-se recentemente 12 anos de estádio do Dragão, um orgulho para todos os portistas pela sua beleza e grandiosidade.
Mas para alguém nascido em 1981, o crescimento fez-se alguns metros acima no jamais esquecido estádio das Antas. Foi lá que cresci, foi lá que me fiz homem, foi em cada centímetro daquele local que aprendi a ser Porto, foi em cada metro quadrado que soube o que era a mística.
Os dias de chuva onde era preciso levar mais umas calças impermeáveis não eram motivo suficiente para nos afastar daquele templo, o frio da pedra onde nos sentávamos era reduzido pela almofada que o meu Pai levava, o aperto dos grandes jogos era o aconchego de quem idolatrava o clube.

Falar de um único momento marcante é injusto e quase impossível, pois não vivi o fim dos 19 anos de jejum, e a caminhada para Viena foi vivida à distância porque o meu Pai me havia convencido que só se podia ir a jogos internacionais depois dos 10 anos de idade.
Mas lembro-me bem do primeiro grande momento em que senti o que era ser Porto, naquela tarde de domingo onde vencemos o Covilhã por 4-2 e ficamos campeões em 1986. Relembro os 6-0 ao Elvas no regresso às Antas após Viena e a enorme festa e todo o estádio. Registo com memórias nítidas um recital de futebol fora do comum na 1.ª jornada de 87/88, frente ao Belenenses num princípio de noite de sábado, onde despachamos os pastéis com 7-1, e a tarde de domingo chuvosa com que nesse ano recebemos Rio Ave e vencemos por 5-0, ficando logo ali Campeões.
O meu primeiro jogo europeu, em 1991 frente ao Tottenham com empate 0-0, ao que se seguiram entre outras, as fantásticas vitórias sobre o Real Madrid por 2-1 em 1999, quando em termos europeus andávamos longe do nosso melhor, e depois aquela noite fabulosa de 2003 na meia-final frente à Lázio (4-1) na caminhada para Sevilha.

Claro que os jogos frente aos grandes rivais sempre foram momento especiais.
Contra os lagartos,o 3-2 de 89/90 onde poderíamos ter goleado depois dos golos do Branco e do Demol, a acabamos a sofrer, perante um estádio repleto de pequenas bandeirinhas azuis e brancas, o que àquela altura era inovação. E a 1.ª jornada de 95/96 em que estivemos tanto tempo a perder, empatamos pelo Domingos, e o mesmo fez o 2-1 já em cima dos 90, num ambiente crispadíssimo pelo presidente lagarto da altura... Pedro Santana Lopes! Por fim, os 4-1 de 2003/04 depois de perdermos a supertaça europeia e quando José Mourinho disse que alguém tinha que pagar a factura... quem a pagou (e à grande) foi a lagartada.
Contra os carneiros, claramente as memórias mais intensas e aqueles jogos onde ao domingo e ao almoço, o meu Pai me obrigava a comer porque “não passava nada”!
Recordo com emoção o de 1988 quando fomos campeões com 15 pontos de vantagem (vitória ainda a valer 2 pontos) com Ivic, em que vencemos 3-0 já com o título conquistado, mas o nosso treinador foi amplamente criticado por ter substituído Fernando Gomes quando o bi-bota ainda lutava pelo melhor marcador com Paulinho Cascavel, à data no V. Guimarães... é que depois de ser substituído, tivemos um penalti convertido por Jaime Pacheco, o que gerou a revolta geral.
Em 89-90 na vitória 1-0 com o golo de penalti do Demol, numa tarde de domingo de quase dilúvio, num período em que qualquer jogo com eles era uma verdadeira guerra dentro e fora do campo.
E aquele domingo à noite de nevoeiro em 92/93, onde praticamente não se via um palmo à frente dos olhos, mas que fielmente nos mantivemos num estádio quase cheio, com João Pinto a falhar um penalti ainda na primeira parte, e depois já perto do fim, Timofte (também de penalti) nos deu a vitória.
Em 94/95, foi talvez aquele que para sempre mais perdurará em mim. Domingo à noite, novamente chuva, arbitragem de José Pratas, e campeonato em plena 2.ª volta. Logo de início, 1-0 pelo nosso defesa central brasileiro Zé Carlos. Mas depois, empate por João Vieira Pinto num lance duvidoso de fora de jogo, e logo depois, ainda na 1.ª parte, a expulsão do Secretário. De repente, senti-me a viver o “fantasma César Brito” poucos anos antes. Na 2.ª parte lá nos fomos aguentando, e foi já no último quarto de hora que o recém entrado Drulovic espetou com ela lá dentro e selou o 2-1 final... que alegria estrondosa que me deixa arrepiado só de escrever.

Tenho muito orgulho no Dragão, mas não deve existir um só dia que não me recordo do meu estádio das Antas, daqueles domingos em que era preciso uma hora para lá chegar, as tremendas filas para comprar bilhetes onde hoje é a Torre das Antas, os muitos treinos a que assisti, as muitas lágrimas que lá derramei, e essencialmente a cumplicidade que lá ganhei com o meu Pai e que ainda hoje não tenho com mais ninguém... obrigado também ao estádio das Antas por isso.

E os piores momentos? Sim, também os vivi, e claramente dois que se destacaram de todos os outros, um mais do que o outro: os 2 golos de César Brito estão no top, seguido da eliminação nos penáltis pela Sampdória.

Um abraço, SEMPRE PORTO.

18 novembro, 2015

RECADO A FERNANDO SANTOS.

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    "Cristiano Ronaldo seleciona-se a si mesmo e escolhe os jogos em que alinha pela selecção nacional e agora Fernando Santos decidiu poupar os jogadores do Sporting e Benfica e gastar os do FC Porto. Para conhecimento do seleccionador nacional deixamos-lhe o calendário do FC Porto só para as próximas semanas: sábado 21, jogo com o Angrense, terça 24, com o Dínamo Kiev, sábado 28 com o Tondela, quarta 2 de Dezembro, com o União da Madeira, sábado 5, com o Paços de Ferreira, quarta 9, com o Chelsea. Ou seja, seis jogos em 19 dias, se o sr. seleccionador conhecer alguma equipa portuguesa com mais jogos e com mais necessidade de poupanças que faça o favor de dizer."
fonte: dragões diário

17 novembro, 2015

HOJE E SÁBADO, ENCHER O DRAGÃO CAIXA!

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ANDEBOL

  • tatran presov 24-25 FC PORTO
Grande e heroica vitória em Presov!

Foi com enorme sofrimento que todos os Portistas puderam assistir ao jogo da Eslováquia. Um jogo terrível que na 2ª metade ganhou muito mais emoção com a aproximação dos Eslovacos que os levou ao empate a 24 golos a 40 segundos do fim. Mas, nessas alturas, a raça dos dragões, dos guerreiros dragões, acaba quase sempre por vir ao de cima e por isso, a 2 segundos do fim, Gilberto Duarte fez a nação explodir de alegria com o nosso tão festejado 25º tento!

Vitória importantíssima numa luta terrível pelos 2 primeiros lugares do grupo! Destaque para a grande exibição de Alexis Borges com 6 golos, secundado por Gilberto Duarte com 5 golos e Hugo Santos com 4.


  • FC PORTO 32-25 passos manuel
Frente ao Passos Manuel, Ricardo Costa optou, e bem, por gerir o plantel, pois seguem-se 3 jogos complicados, com o Águas, com o Rioja e com o Medvedi. Por isso, foi um jogo morno (32-25) com uma vitória indiscutível de um FC Porto sem muitas das principais peças.

Destaque para os 5 golos de Miguel Martins e os 4 de Kasal, Pitre, Daymaro e Rui Silva. Laurentino esteve bem na baliza, tal como Quintana havia estado em Presov!
  • PRÓXIMOS JOGOS
Este sábado, jogo grande no dragão caixa pelas 18h00 frente ao La Rioja, mas antes, já amanhã (4ª feira), temos a recepção ao Águas Santas pelas 21h00, ambos os jogos no Porto canal.

O jogo com os Espanhóis será determinante, pois em caso de derrota, as contas para o nosso lado ficam negras. Era importante ganhar para não depender de ninguém, embora o empate nos deixe dependente da vitória do Rioja sobre o Brest, enquanto uma derrota deixa-nos praticamente de fora. Este, será um jogo onde o público terá mesmo que ser o 8º jogador!



BASQUETEBOL

  • fraport skyliners 89-81 FC PORTO
Derrota em Frankfurt que acabou por ser normal, pois os Alemães parecem estar em grande forma e bem lançados para ganhar o grupo. Mas, diga-se também que o Porto foi sempre digno e reduziu a diferença de 21 para 8 pontos, deixando apreensivos os adeptos locais nos 2 minutos finais em que chegamos a estar a apenas 2 triplos do empate!

Destaque para os 17 pontos de Brad Tinsley, os 14 de Washburn e os 10 de Hinrichs.


  • oliveirense 56-85 FC PORTO
Vitória com uma grande exibição em Oliveira de Azeméis, com o FC Porto a demonstrar estar cada vez melhor e com um ritmo de jogo superior às equipas que não alinham na Europa. O 3º período arrasou com os locais, onde o FC Porto chegou a liderar por mais de 30 pontos de diferença!

Brad Tinsley marcou 19 pontos, Wasburn 13 e Bastos 11.
  • PRÓXIMOS JOGOS
Esta noite, o dragão caixa tem que apoiar em peso a equipa e levá-la à vitória esta noite (3ª feira) pelas 21h00 diante do KRKA da Eslovénia. Se conseguirmos vencer por mais de 8 pontos, melhor ainda! Depois, domingo, pelas 18h00, recebemos o Galitos, com ambos os jogos no Porto canal.



HÓQUEI EM PATINS

  • braga 2-6 FC PORTO
Vitória segura em Braga, com a equipa a relaxar um pouco aos 0-4, mas sem nunca colocar em perigo o resultado. Jorge Silva destacou-se com 3 golos, com os restantes tentos a serem de Rafa (grande golo!), Gonçalo Alves e Hélder Nunes, num jogo em que Nélson esteve muito bem na baliza.
  • FC PORTO 8-0 sporting
Sábado passado, vitória e grande exibição do FC Porto no Dragão Caixa, arrasando por completo um desorientado sporting. Reinaldo Garcia jogou e fez jogar, marcou 2 golaços, tantos quantos conseguiu Hélder Nunes. Os outros golos foram de Gonçalo Alves, Jorge Silva, Telmo Pinto e Álvaro Morais. Edo Bosch fechou a baliza e os leões levaram 8, mas poderiam ter levado 12 nas calmas!


  • PRÓXIMOS JOGOS
No próximo domingo, pelas 15h00, na bolatv, o FC Porto desloca-se a Barcelos e vai reencontrar o seu antigo capitão Reinaldo Ventura que está em grande forma e com uma eficácia notável nas bolas paradas. Espera-se um jogo terrivelmente complicado, onde só um FC Porto a jogar ao nível deste sábado poderá sair incólume do Minho.

Alerto também para o FC Porto-Barcelona de dia 28 Novembro, que se vai realizar em Fânzeres, pelas 17h00, face à realização da gala dos dragões de ouro.



Um abraço do Lucho.

Manto Azul e Branco - 1984-1985 - Alternativo azul a lembrar Basileia.

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Equipamento alternativo “Adidas” usado exclusivamente na época 1984/85. Camisola em azul liso, ostentando a publicidade “Revigrés”, com um largo colarinho em “V” debruado a branco e “imensa” gola também branca. Mangas expondo uma ampla faixa branca com 2 finas riscas azul-escuro. Logótipo “Adidas” desprovido de letras.
Calções estampados, sem logótipo da marca de equipamentos, em tom azul mais escuro que a camisola e com três riscas laterais brancas na vertical.
Meias brancas com 3 listas azuis no topo.

Uma equipa da época 1984-1985 envergando o equipamento alternativo azul. Em cima, da esquerda para a direita: Eurico, Lima Pereira, Inácio, João Pinto e Zé Beto; em baixo: Frasco, Fernando Gomes, André, Jaime Magalhães, Eduardo Luís e Futre.

Futre, considerado um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos, era dotado de um pé esquerdo fabuloso, rapidez de execução e drible fácil e curto. Protagonizou, como jogador Portista, exibições de grande nível nas competições nacionais e europeias. Futre encantou as Antas, Portugal e a Europa! No fim da gloriosa época de 1986-87 no FC Porto, com 21 anos transferiu-se para o Atlético de Madrid, naquela que foi até então a maior transferência do futebol nacional.

Eurico, foi campeão nacional nos "três grandes" (feito único) e o FC Porto o derradeiro clube em que jogou ao mais alto nível, antes de se lesionar com gravidade num jogo frente ao Benfica. Modelo de disciplina e rigor táctico foi, quando jogador Portista, considerado o melhor central da Europa pelo jornal italiano "La Republica". O poder de impulsão e colocação faziam dele um excelente defesa-central de marcação.

Rui Saraiva – Design e edição
Fernando Moreira – Pesquisa, fotos e textos



Desde 7 Julho 2011 divulga-se “MANTO AZUL-E-BRANCO” em que, através de ilustrações exclusivas, são revelados todos os uniformes do FC Porto ao longo da sua existência. A totalidade dos post publicados fica reunida neste índice que proporciona seleção fácil e acesso célere; OU

CLIQUE no banner localizado na parte superior direita do blogue e identificado com “MANTO AZUL-E-BRANCO”; o ÍNDICE abre; CLIQUE na hiperligação que escolher e ei-lo no POST pretendido.

16 novembro, 2015

DESMISTIFICANDO MITOS.

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Ao longo das últimas décadas de sucesso do FC Porto, construiu-se uma série de mitos baseados em mentiras que muitas vezes repetidas acabariam por se tornar verdades. Mitos que foram suportados por muitos anti-Portistas mas que também, estranhamente ou talvez não, também foram alimentados por muitos Portistas.

Ao longo da minha existência sempre me habituei a ouvir uma série de mitos relacionados com o meu Clube, a maioria deles apenas tinha um único objetivo: desvalorizar todos os méritos do FC Porto enquanto clube, atribuindo o sucesso do clube a fatores extra que nada tinham a ver com simplesmente ter melhores jogadores, treinadores, dirigentes e Presidente.

Dito de uma forma muito simples, defendo hoje o que sempre defenderei no futuro e aquilo que sempre defendi no passado. Por muitos fatores externos que possam existir, há algo que para mim é completamente indesmentível: o sucesso de um clube tem a ver sobretudo com uma fórmula muito simples de apresentar mas extremamente complicada para materializar na realidade (ou seja, dizer é muito fácil, fazer é incomparavelmente mais difícil): MELHOR PRESIDENTE + MELHORES JOGADORES + BOM TREINADOR = SUCESSO. Foi com base nessa fórmula que o FC Porto teve tanto sucesso interna e externamente ao longo das últimas décadas. Não foi pelos árbitros, pelo apito dourado ou acastanhado, pelo estado do relvado, pela humidade relativa do ar ou por outro qualquer fenómeno que o FC Porto se tornou o sucesso que hoje lhe permite ter por exemplo um orçamento de 90 milhões depois de uma época em branco em termos de títulos. Porque no fundo é isso que acaba por definir muito acerca da dimensão de um clube... O Real Madrid nos últimos 7 anos apenas foi campeão uma única vez e continua ano após ano a investir forte e feio porque é um grande clube. Claro, também há os City´s e PSG´s que não sendo históricos do futebol europeu têm investidores por trás a bancarem muito e bom dinheiro.

Um dos últimos mitos que se criou no universo do futebol português com a anuência de muitos Portistas foi o mito de que Paulo Fonseca teria sido um "coitado" que apenas não teve sucesso no FC Porto por culpa exclusiva da SAD e Presidente que lhe deram um plantel ao nível da 2ª divisão. Sedenta de apontar más escolhas a Pinto da Costa e à SAD do FC Porto, a comunicação social lisboeta anti-Portista criou um mito envolto em muitas inverdades relacionado com a passagem do treinador português pelo clube azul e branco.

Ao longo do último ano e meio fui ouvindo muitas vezes que Paulo Fonseca não teria tido mínimas condições de sucesso no clube, nem tinha sido o principal responsável pelo insucesso do FC Porto, mas sim Pinto da Costa e a SAD Portista, fui ouvindo que a demissão de Paulo Fonseca tinha sido o assumir do fracasso da parte de Pinto da Costa, fui ouvindo que a SAD e Pinto da Costa tinham tratado mal Paulo Fonseca não lhe dando as condições mínimas que teriam dado a outros treinadores nomeadamente ao nível do apoio institucional que um Presidente deve dar a um treinador. Fui ouvindo tudo isto com apenas um único objetivo por parte da escumalha da comunicação social lisboeta anti-Portista: malhar em Pinto da Costa, o grande responsável pelo esgotamento de tantos stocks de comprimidos para a azia nas últimas 3 décadas de intenso domínio e sucesso azul e branco.

Na entrevista dada este fim-de-semana a um meio de comunicação por sinal completamente hostil ao FC Porto, a denominada “bíblia do futebol português”, Paulo Fonseca desmistificou pela sua própria boca alguns dos mitos que fui ouvindo ao longo do último ano e meio. Desde ter dito que devia ter dado o passo Braga antes de ter rumado ao Dragão por não estar completamente preparado para um “ferrari” chamado FC Porto, passando por ter dito que no FC Porto “nunca me senti desapoiado pelos dirigentes e o presidente sempre esteve do meu lado e tentou demover-me da intenção de sair, porque fui escolha dele”, terminando com uma declaração esclarecedora dizendo “se calhar não estava tão bem preparado, passado este tempo assumo que as coisas podiam ser diferentes se me tivesse preparado melhor”.

Com esta entrevista, Paulo Fonseca reafirma claramente que não foi demitido, mas sim demitiu-se por não aguentar a pressão de treinar um clube com a dimensão do FC Porto e disse claramente que não estava tão bem preparado como devia para o desafio que lhe foi colocado. Ou seja, humildemente assumiu que errou muito e foi dos principais responsáveis pelo insucesso do FC Porto na época 13/14. Acrescento apenas que naquela época é verdade que não tínhamos as opções que por exemplo tivemos o ano passado e temos este ano mas também é verdade que no plantel de 13/14 havia Helton, Danilo, Alex, Mangala, Otamendi, Maicon, Fernando, Lucho, Josué (em termos de qualidade teórica será Josué muito diferente de André André?), Carlos Eduardo, Ricardo Quaresma, Jackson Martinez e Varela. Tínhamos matéria-prima para não fazer a vergonha de época que fizemos, a todos os níveis. E Paulo Fonseca, juntamente com Luís Castro, foram também culpados por esse insucesso...

PS - Outros mitos relacionados com este poderiam ser desfeitos por completo mas fica para outro post. O mito de que qualquer um que se sente no banco do FC Porto é facilmente campeão, o mito de que os jogadores apenas rendem no FC Porto e não dão nada quando vão para outros clubes no estrangeiro, o mito de que os treinadores do FC Porto apenas ganham títulos e têm sucesso no clube, etc, etc. Tudo mitos inventados na sua maioria por porcos anti-Portistas com uma agenda muito própria.

12º ANIVERSÁRIO DO ESTÁDIO DO DRAGÃO.

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O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o FC Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.

O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.

Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura na presidência do clube.

O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.

Estádio do Dragão, um local onde todos nós no sentimos em casa, e onde partilhamos muitas alegrias!

15 novembro, 2015

QUESTÃO CENTRAL.

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Quem acompanha o FCPorto desde a década de 90, sempre ouviu dizer que o clube formava grandes defesas centrais. A segurança da equipa começava, invariavelmente, na sua defesa. Jogadores fortes, possantes, não primavam pela qualidade dos futebol que saía dos seus pés, mas compensavam com um carisma, uma entrega e uma personalidade extremas.

Jorge Costa, Fernando Couto e Ricardo Carvalho serão, provavelmente, os expoentes máximos deste protótipo.

Mas muitos outros, como por exemplo, Bruno Alves, João Manuel Pinto e Ricardo Costa, foram produtos das escolas de formação do FCPorto.

Hoje, essa tradição está em crise.

Há vários anos que não vemos nenhum defesa central da formação do clube assumir preponderância na equipa. Passaram pela Invicta brilhantes defesas centrais: Pepe, Otamendi, Mangala, entre outros.

Mas nenhum na senda - com o carisma, a importância e a liderança - de Jorge Costa ou Fernando Couto.

Mas será que, nestes últimos anos, não surgiram jogadores com potencial?

Nuno André Coelho ainda ameaçou poder ser esse jogador com capacidade de liderança e carisma, mas simultaneamente apresentando bom futebol. Infelizmente, nem no Sporting, nem no Braga, Nuno André Coelho conseguiu demonstrar ou materializar o potencial que muitos lhe reconheciam. Neste momento, aos 29 anos, Nuno André Coelho arrasta-se por um penoso Balikersirspor, da Turquia.

André Pinto cedo demonstrou qualidades acima da média. Forte fisicamente, rápido, um jogador muito interessante. Sem espaço no FCPorto, acabou por rumar à Grécia, mais concretamente ao Panathinaikos, assumindo um lugar de destaque. Voltou a Portugal, ao Braga, e, aos 26 anos, tem apresentado, mais recentemente, atuações consistentes, merecendo, regra geral, a confiança dos técnicos.

Tiago Ferreira é, dos três casos que apresentamos, o mais jovem. Fez um percurso imaculado nas camadas jovens do FCPorto. Capitão, duro, com ar ameaçador, nem sempre a jogar bem, mas sempre com entrega e virilidade. Precocemente apelidado de "o Puyol português", não mereceu a confiança do clube, desde logo não tendo convencido na equipa B do FCPorto. Esteve na Bélgica, no modesto Zulte Waregem, e, agora, aos 22 anos, está no União da Madeira, sem, no entanto, se conseguir impor.

Mas.., e neste momento? Existe algum jogador que possa encaixar nesse perfil?

Sim.

O nome é Diogo Verdasca.

Campeão sub-19, é, aos 19 anos, o esteio da equipa B do FCPorto. Rápido, forte, excelente leitura de jogo, carismático, verdadeiro patrão da defesa com apenas 19 anos. Está a fazer uma transição brilhante entre as camadas jovens e o futebol sénior, momento em que vários jogadores promessa se perde na multidão. Não será alheio o facto de, já na época passada, enquanto sub-19, Diogo Verdasca ter sido chamado por algumas vezes à equipa B.

É claro que muito talento em potência, por vezes, não chega a formar talento.

Mas, parece-me, está aqui um caso de sucesso.

Assim o Diogo o saiba aproveitar e assim o clube o saiba potenciar.

Pedro Ferreira de Sousa