13 outubro, 2016
ACIMA DE TUDO… E MAIS DO QUE NUNCA!
Preocupação.
Após a revelação do relatório e contas consolidado de 2015/16 é incontornável a preocupação que os maus números provocaram no Universo Portista. Mesmo esperados, a dimensão dos 58,4 milhões de Euros trouxeram ainda mais sombras e dúvidas sobre a gestão corrente da SAD, que, há que frisar, soma o mau resultado financeiro a um péssimo desempenho da equipa de futebol que não foi capaz de inverter o ciclo que trazia de 2 anos sem troféus.
Já analisadas e comentadas por muitos ao longo dos últimos meses, a governação e as decisões da equipa de gestão encabeçada pelo Presidente terão de ser devidamente escrutinadas quer pelos accionistas quer pelos sócios do FC Porto (o principal accionista da sociedade) em sede própria. Ficamos então a aguardar as próximas Assembleias Gerais, onde se esperam mais explicações e medidas desportivas e financeiras concretas da parte da Administração que possam tornar um pouco menos agrestes as preocupações naturais que todos sentimos.
Orgulho.
Neste momento é fácil ter orgulho do Basquetebol do FC Porto. Olhando um pouco para trás, esta modalidade nem sempre teve o carinho que hoje ostenta junto dos Portistas. Durante largos anos, esta espécie de “parente pobre” das 3 grandes modalidades de pavilhão do FC Porto foi a modalidade menos vitoriosa do clube, principalmente desde o grande arranque do Andebol em 1999.
Apesar de ciclos de sucesso com Jorge Araújo, Alberto Babo e Luís Magalhães, nesta modalidade estamos ainda longe do principal rival em numero de títulos conquistados e após a traumática derrota de 2012 e o abandono da Liga Profissional parecia que décadas de história estariam assim terminadas.
Contrariamente ao que foi sucedendo com diferentes modalidades como o Voleibol, Atletismo ou Ciclismo (apenas recentemente regressado), afinal o Basquetebol não parou aí e sob a batuta de Moncho Lopez (que surpreendentemente ficou connosco!) um novo projecto surgiu e o regresso ao topo não tardou muitos anos.
Após um campeonato nacional e outros troféus recém-conquistados é fácil dizermos que o Basquetebol é um orgulho para o Clube. No entanto o meu maior orgulho é recordar quem não se resignou à decisão tomada e fez o possível para manter viva a chama, mesmo sendo inconveniente em aeroportos e em jogos de outras modalidades.
Este momento é vosso, obrigado por tudo o que fizeram para estarmos a viver este momento marcante na história do Basquetebol do FC Porto.
Regularidade.
Após a paragem para selecções regressa o futebol, com um jogo para aquecer os motores contra o Gafanha. Desengane-se no entanto quem conta com facilidades para os próximos tempos. A corrida vai começar a apertar e mais do que nunca pede-se à equipa que possa encontrar a regularidade que nos permita atacar o 1º lugar da Liga e atingir os oitavos-de-final da Champions por todas as razões e mais uma “pequena” de 58,4 milhões.
Tranquilidade.
Mesmo que tal possa parecer contraditório, o momento pede tranquilidade, não só no tabuleiro desportivo, mas também no plano institucional.
Voltando ao 1º ponto deste texto admito que a tranquilidade normalmente casa mal com a preocupação. No entanto, e mesmo que por vezes existam correntes que, preocupadas com o estado do Clube/SAD, quase que peçam para que aconteça qualquer coisa externa ao FC Porto para punir eventuais abusos e ajudar a colocar o clube de novo no trilho certo, há que perceber que se as nossas fronteiras forem invadidas por outros que não os Portistas o resultado será difícil de imaginar, com o FC Porto a arriscar-se a ser devassado e enxovalhado para além do razoável.
Os nossos problemas têm de ser resolvidos por nós, dentro das nossas paredes, na certeza que este é o momento para todos os que geograficamente estão disponíveis dizerem presente. Não apenas os sócios que regularmente acompanham de forma mais constante o dia-à-dia do Clube, mas também aqueles que são Portistas dos sete costados mas que raramente tem aparecido. Para já não falar das ditas elites, cujas criticas tem de ser de uma vez por todas consequentes e assumidas junto de quem decide e sinónimas de acções concretas para ajudar a inverter o rumo do Clube.
Oportunidade.
Quando se vence é relativamente fácil apoiar um Clube. Mesmo com a negatividade estratégica que sempre rodeou o sucesso do FC Porto o Clube cresceu e granjeou um apoio cada vez maior em Portugal e não só.
Quando as coisas não correm tão bem é o momento em que muitos se questionam sobre se vale a pena a dedicação e a energia que despendem a viver o FC Porto.
Mais do que nunca esta é a oportunidade para deixarmos claro que quem queremos junto de nós e a lutar lado a lado nos diferentes tabuleiros são aqueles que sabem que um projecto com 123 anos de história não vive sempre de sucessos e de momentos felizes e que sente que a maior diferença positiva que poderá fazer é nunca deixar cair o nosso FC Porto nos momentos em que esteja a passar por fases mais complicadas.
Alguém já disse metaforicamente que o Futebol Clube do Porto é como uma estafeta interminável, cujo testemunho recebemos da geração anterior e que durante a nossa passagem tentamos tratar o melhor possível e entregá-lo ainda melhor e mais forte aos vindouros.
Chegou o momento de pugnar para que tal aconteça, garantindo que este momento de dúvidas se possa transformar numa oportunidade para a afirmação do FC Porto como uma instituição em que o sucesso está consolidado, não permitindo que se volte atrás no tempo e se reeditem períodos de dias felizes esporádicos.
Para isso não precisamos de ser muitos. Basta sermos bons.
Como decerto repararam, as iniciais de cada tópico formam a palavra PORTO.
Embora admita que possam olhar para este exercício como algo até um pouco piroso, entendam-no como um lembrete de que tudo o que façamos em prol do nosso Clube nunca deve ter senão em mente o que nos move – o FC PORTO.
Mesmo que seja um simples texto...
Após a revelação do relatório e contas consolidado de 2015/16 é incontornável a preocupação que os maus números provocaram no Universo Portista. Mesmo esperados, a dimensão dos 58,4 milhões de Euros trouxeram ainda mais sombras e dúvidas sobre a gestão corrente da SAD, que, há que frisar, soma o mau resultado financeiro a um péssimo desempenho da equipa de futebol que não foi capaz de inverter o ciclo que trazia de 2 anos sem troféus.
Já analisadas e comentadas por muitos ao longo dos últimos meses, a governação e as decisões da equipa de gestão encabeçada pelo Presidente terão de ser devidamente escrutinadas quer pelos accionistas quer pelos sócios do FC Porto (o principal accionista da sociedade) em sede própria. Ficamos então a aguardar as próximas Assembleias Gerais, onde se esperam mais explicações e medidas desportivas e financeiras concretas da parte da Administração que possam tornar um pouco menos agrestes as preocupações naturais que todos sentimos.
Orgulho.
Neste momento é fácil ter orgulho do Basquetebol do FC Porto. Olhando um pouco para trás, esta modalidade nem sempre teve o carinho que hoje ostenta junto dos Portistas. Durante largos anos, esta espécie de “parente pobre” das 3 grandes modalidades de pavilhão do FC Porto foi a modalidade menos vitoriosa do clube, principalmente desde o grande arranque do Andebol em 1999.
Apesar de ciclos de sucesso com Jorge Araújo, Alberto Babo e Luís Magalhães, nesta modalidade estamos ainda longe do principal rival em numero de títulos conquistados e após a traumática derrota de 2012 e o abandono da Liga Profissional parecia que décadas de história estariam assim terminadas.
Contrariamente ao que foi sucedendo com diferentes modalidades como o Voleibol, Atletismo ou Ciclismo (apenas recentemente regressado), afinal o Basquetebol não parou aí e sob a batuta de Moncho Lopez (que surpreendentemente ficou connosco!) um novo projecto surgiu e o regresso ao topo não tardou muitos anos.
Após um campeonato nacional e outros troféus recém-conquistados é fácil dizermos que o Basquetebol é um orgulho para o Clube. No entanto o meu maior orgulho é recordar quem não se resignou à decisão tomada e fez o possível para manter viva a chama, mesmo sendo inconveniente em aeroportos e em jogos de outras modalidades.
Este momento é vosso, obrigado por tudo o que fizeram para estarmos a viver este momento marcante na história do Basquetebol do FC Porto.
Regularidade.
Após a paragem para selecções regressa o futebol, com um jogo para aquecer os motores contra o Gafanha. Desengane-se no entanto quem conta com facilidades para os próximos tempos. A corrida vai começar a apertar e mais do que nunca pede-se à equipa que possa encontrar a regularidade que nos permita atacar o 1º lugar da Liga e atingir os oitavos-de-final da Champions por todas as razões e mais uma “pequena” de 58,4 milhões.
Tranquilidade.
Mesmo que tal possa parecer contraditório, o momento pede tranquilidade, não só no tabuleiro desportivo, mas também no plano institucional.
Voltando ao 1º ponto deste texto admito que a tranquilidade normalmente casa mal com a preocupação. No entanto, e mesmo que por vezes existam correntes que, preocupadas com o estado do Clube/SAD, quase que peçam para que aconteça qualquer coisa externa ao FC Porto para punir eventuais abusos e ajudar a colocar o clube de novo no trilho certo, há que perceber que se as nossas fronteiras forem invadidas por outros que não os Portistas o resultado será difícil de imaginar, com o FC Porto a arriscar-se a ser devassado e enxovalhado para além do razoável.
Os nossos problemas têm de ser resolvidos por nós, dentro das nossas paredes, na certeza que este é o momento para todos os que geograficamente estão disponíveis dizerem presente. Não apenas os sócios que regularmente acompanham de forma mais constante o dia-à-dia do Clube, mas também aqueles que são Portistas dos sete costados mas que raramente tem aparecido. Para já não falar das ditas elites, cujas criticas tem de ser de uma vez por todas consequentes e assumidas junto de quem decide e sinónimas de acções concretas para ajudar a inverter o rumo do Clube.
Oportunidade.
Quando se vence é relativamente fácil apoiar um Clube. Mesmo com a negatividade estratégica que sempre rodeou o sucesso do FC Porto o Clube cresceu e granjeou um apoio cada vez maior em Portugal e não só.
Quando as coisas não correm tão bem é o momento em que muitos se questionam sobre se vale a pena a dedicação e a energia que despendem a viver o FC Porto.
Mais do que nunca esta é a oportunidade para deixarmos claro que quem queremos junto de nós e a lutar lado a lado nos diferentes tabuleiros são aqueles que sabem que um projecto com 123 anos de história não vive sempre de sucessos e de momentos felizes e que sente que a maior diferença positiva que poderá fazer é nunca deixar cair o nosso FC Porto nos momentos em que esteja a passar por fases mais complicadas.
Alguém já disse metaforicamente que o Futebol Clube do Porto é como uma estafeta interminável, cujo testemunho recebemos da geração anterior e que durante a nossa passagem tentamos tratar o melhor possível e entregá-lo ainda melhor e mais forte aos vindouros.
Chegou o momento de pugnar para que tal aconteça, garantindo que este momento de dúvidas se possa transformar numa oportunidade para a afirmação do FC Porto como uma instituição em que o sucesso está consolidado, não permitindo que se volte atrás no tempo e se reeditem períodos de dias felizes esporádicos.
Para isso não precisamos de ser muitos. Basta sermos bons.
Como decerto repararam, as iniciais de cada tópico formam a palavra PORTO.
Embora admita que possam olhar para este exercício como algo até um pouco piroso, entendam-no como um lembrete de que tudo o que façamos em prol do nosso Clube nunca deve ter senão em mente o que nos move – o FC PORTO.
Mesmo que seja um simples texto...
12 outubro, 2016
VÍTOR HUGO.
Trago hoje à colação um nome do qual pouco ou nada se tem ouvido falar, isto, apesar do seu trabalho árduo em prol do Futebol Clube do Porto, e muito em particular nos últimos anos, em prol do nosso basquetebol.
Quem é o portista que não conhece Vítor Hugo? Todos seguramente, sejam miúdos ou graúdos, pois este é daqueles ícones marcantes do desporto em Portugal, que por nos terem dado a honra de envergar as nossas cores, marcaram para sempre a nossa história, atravessando gerações e resistindo às modernices de hoje.
Com 53 anos feitos em Abril, foi no hóquei em patins que se notabilizou, onde se estreou com as nossas cores apenas com 16 anos. Fez toda a sua carreira no Porto (exceção feita à época de 1987/88 onde atuou pelos italianos do Novara), onde conquistou 8 títulos nacionais, 5 taças de Portugal, 8 supertaças, 2 Taças dos Campeões Europeus, 2 Taças das Taças e 1 Supertaça Europeia. Fez igualmente uma brilhante carreira na seleção nacional, quer como jogador quer como selecionador, e convém recordar que foi igualmente nosso treinador de hóquei em patins.
É por tudo isto e muito mais que estas linhas não são capazes de descrever que é totalmente merecedor de um conjunto de distinções das quais foi alvo, de onde se destacam os 2 Dragões de Ouro que recebeu, e as 2 medalhas recebidas pelo Governo Português: “Medalha de Mérito Desportivo” e “Medalha de Honra ao Mérito”.
Como justíssimo corolário da sua carreira, é uma das estátuas que figura na entrada do nosso museu, bem como um dos nomes que se encontra no passeio frontal do Dragão Caixa, reservado às estrelas das nossas modalidades.
Mas muito mais do que um passado brilhante, o que me interessa sublinhar é o presente do Vítor Hugo, particularmente o trabalho que tem desenvolvido em prol da modalidade da qual é dirigente, e na qual tem conseguido sucessos recentes de uma dimensão que nem o mais otimista dos Portistas julgaria possível em tão curto espaço de tempo.
Chegou sem fazer muito “ruído”, tornando-se o responsável de uma modalidade à qual não se conhecem ligações enquanto atleta (se cometo aqui algum erro, peço desculpa). Mas nestas coisas do dirigismo, muito mais do que conhecimentos sobre a modalidade, exige-se é Paixão ao que se faz, Vontade de fazer mais e melhor todos os dias, e um Gosto imenso em defender as nossas cores, seja lá de que forma for. Como o Vítor Hugo tem tudo isto em doses industriais, não admira portanto que rapidamente tenham começado a surgir os frutos desejados.
Foi capaz de aliar a isso a humildade de não se pôr em “bicos dos pés”, de não forçar o seu aparecimento “colado” ao crescimento do projeto do basquetebol, e tem deixado que muitos colham os louros de um trabalho que tem em Moncho López uma figura incontornável, mas tem em Vítor Hugo um elemento chave no seu desenvolvimento, na sua autonomia, e na sua crescente profissionalização. No fundo, esta é a postura daquele estilo de dirigismo a que sempre estivemos habituados no nosso clube, de forte liderança e discrição, acompanhados de uma tremenda Disponibilidade à causa e um Amor altruísta, infelizmente, cada vez menos visto para as nossas bandas.
As brilhantes conquistas que têm sido alcançadas e que a todos tem enchido de alegria e orgulho, são a consequência lógica de quem trabalha “à Porto” e de quem tem o “servir o Porto” como máxima. Não são para isso necessários #hastags, frames do facebook, linguagem imprópria ou chavões que nada dizem a quem os profere. Se é verdade que o nosso clube já foi uma escola de jogadores, treinadores e dirigentes, não é menos verdade que temos neste dirigente um fiel seguidor da Cultura, Mística e Identidade que o Futebol Clube do Porto representa.
O Vítor Hugo não precisa rigorosamente nada deste meu sublinhado público, pois não é disso que vive, e também só o faço porque tenho a firme convicção de que o mesmo não vai mudar um milímetro à sua forma de atuação.
De qualquer forma, num tempo onde o Verdadeiro Portismo está em crise no nosso clube, acho que devemos sublinhar aqueles que mantêm uma conduta desinteressada perante os milhões que rolam no desporto, e que continuam a fazer do Amor ao Futebol Clube do Porto a causa de uma Vida.
Atenção que esta postura não é um exclusivo deste dirigente... felizmente existem mais figuras como ele no clube, e que noutras ocasiões terei oportunidade de aqui sublinhar! Hoje é o nome dele que trago ao meu post, pois as recentes conquistas do Basquetebol julgo que assim o merecem. Deixo por isso um enorme cumprimento e vénia a todo o grupo de trabalho da modalidade, personificado na pessoa do seu responsável máximo.
E já agora, para reflexão final, tendo em conta o atrás descrito, será que nos tempos de hoje nos podemos dar ao luxo de ter figuras como esta num lugar tão “escondido”?
Um abraço, e até sábado no sítio do costume!
NOTA – Um forte sublinhado para o nosso Bilhar que continua a somar títulos e conquistas para o nosso Porto. Superiormente liderados há vários anos pelo nosso vice-presidente Alípio Jorge Fernandes, este sábado, foi conquistada mais uma supertaça. Numa próxima ocasião terei também oportunidade de falar um pouco mais de quem muito merece e tem feito por nós!
Quem é o portista que não conhece Vítor Hugo? Todos seguramente, sejam miúdos ou graúdos, pois este é daqueles ícones marcantes do desporto em Portugal, que por nos terem dado a honra de envergar as nossas cores, marcaram para sempre a nossa história, atravessando gerações e resistindo às modernices de hoje.
Com 53 anos feitos em Abril, foi no hóquei em patins que se notabilizou, onde se estreou com as nossas cores apenas com 16 anos. Fez toda a sua carreira no Porto (exceção feita à época de 1987/88 onde atuou pelos italianos do Novara), onde conquistou 8 títulos nacionais, 5 taças de Portugal, 8 supertaças, 2 Taças dos Campeões Europeus, 2 Taças das Taças e 1 Supertaça Europeia. Fez igualmente uma brilhante carreira na seleção nacional, quer como jogador quer como selecionador, e convém recordar que foi igualmente nosso treinador de hóquei em patins.
É por tudo isto e muito mais que estas linhas não são capazes de descrever que é totalmente merecedor de um conjunto de distinções das quais foi alvo, de onde se destacam os 2 Dragões de Ouro que recebeu, e as 2 medalhas recebidas pelo Governo Português: “Medalha de Mérito Desportivo” e “Medalha de Honra ao Mérito”.
Como justíssimo corolário da sua carreira, é uma das estátuas que figura na entrada do nosso museu, bem como um dos nomes que se encontra no passeio frontal do Dragão Caixa, reservado às estrelas das nossas modalidades.
Mas muito mais do que um passado brilhante, o que me interessa sublinhar é o presente do Vítor Hugo, particularmente o trabalho que tem desenvolvido em prol da modalidade da qual é dirigente, e na qual tem conseguido sucessos recentes de uma dimensão que nem o mais otimista dos Portistas julgaria possível em tão curto espaço de tempo.
Chegou sem fazer muito “ruído”, tornando-se o responsável de uma modalidade à qual não se conhecem ligações enquanto atleta (se cometo aqui algum erro, peço desculpa). Mas nestas coisas do dirigismo, muito mais do que conhecimentos sobre a modalidade, exige-se é Paixão ao que se faz, Vontade de fazer mais e melhor todos os dias, e um Gosto imenso em defender as nossas cores, seja lá de que forma for. Como o Vítor Hugo tem tudo isto em doses industriais, não admira portanto que rapidamente tenham começado a surgir os frutos desejados.
Foi capaz de aliar a isso a humildade de não se pôr em “bicos dos pés”, de não forçar o seu aparecimento “colado” ao crescimento do projeto do basquetebol, e tem deixado que muitos colham os louros de um trabalho que tem em Moncho López uma figura incontornável, mas tem em Vítor Hugo um elemento chave no seu desenvolvimento, na sua autonomia, e na sua crescente profissionalização. No fundo, esta é a postura daquele estilo de dirigismo a que sempre estivemos habituados no nosso clube, de forte liderança e discrição, acompanhados de uma tremenda Disponibilidade à causa e um Amor altruísta, infelizmente, cada vez menos visto para as nossas bandas.
As brilhantes conquistas que têm sido alcançadas e que a todos tem enchido de alegria e orgulho, são a consequência lógica de quem trabalha “à Porto” e de quem tem o “servir o Porto” como máxima. Não são para isso necessários #hastags, frames do facebook, linguagem imprópria ou chavões que nada dizem a quem os profere. Se é verdade que o nosso clube já foi uma escola de jogadores, treinadores e dirigentes, não é menos verdade que temos neste dirigente um fiel seguidor da Cultura, Mística e Identidade que o Futebol Clube do Porto representa.
O Vítor Hugo não precisa rigorosamente nada deste meu sublinhado público, pois não é disso que vive, e também só o faço porque tenho a firme convicção de que o mesmo não vai mudar um milímetro à sua forma de atuação.
De qualquer forma, num tempo onde o Verdadeiro Portismo está em crise no nosso clube, acho que devemos sublinhar aqueles que mantêm uma conduta desinteressada perante os milhões que rolam no desporto, e que continuam a fazer do Amor ao Futebol Clube do Porto a causa de uma Vida.
Atenção que esta postura não é um exclusivo deste dirigente... felizmente existem mais figuras como ele no clube, e que noutras ocasiões terei oportunidade de aqui sublinhar! Hoje é o nome dele que trago ao meu post, pois as recentes conquistas do Basquetebol julgo que assim o merecem. Deixo por isso um enorme cumprimento e vénia a todo o grupo de trabalho da modalidade, personificado na pessoa do seu responsável máximo.
E já agora, para reflexão final, tendo em conta o atrás descrito, será que nos tempos de hoje nos podemos dar ao luxo de ter figuras como esta num lugar tão “escondido”?
Um abraço, e até sábado no sítio do costume!
NOTA – Um forte sublinhado para o nosso Bilhar que continua a somar títulos e conquistas para o nosso Porto. Superiormente liderados há vários anos pelo nosso vice-presidente Alípio Jorge Fernandes, este sábado, foi conquistada mais uma supertaça. Numa próxima ocasião terei também oportunidade de falar um pouco mais de quem muito merece e tem feito por nós!
11 outubro, 2016
Delindro
outubro 11, 2016
modalidades amadoras, o em nome do clube do delindro, o futuro do dragão pelo pedroporto
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AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.
JOGO DA SEMANA
BASQUETEBOL
A escolha para jogo da semana recaiu sobre aquele em que se disputava um trófeu, a Supertaça de Basquetebol, realizada num minúsculo pavilhão em Vila Real que impediu que muitos adeptos assistissem ao jogo. Mais uma vez, as federações conseguem mostrar todo o respeito que os adeptos lhes merecem, ou seja, nenhum!
Passando ao jogo disputado dentro das 4 linhas, a nossa equipa esteve sempre muito bem no jogo, com ênfase especial no momento defensivo, onde manietou as principais figuras do lado de carnide. Apenas no fim do 1º período os de carnide estiveram na frente do marcador num momento de menor acerto da nossa equipa, tendo o 2º período sido totalmente dominado pelo FC Porto.
Foi já durante o 4º período que a barreira dos 20 pontos de vantagem esteve prestes a ser quebrada, mas um parcial positivo dos do sul e um menor acerto nosso, reduziu a vantagem para 1 dígito de diferença. Nesse momento, a excelente leitura de jogo de Moncho Lopez ao parar o jogo, inverteu a tendência e a nossa equipa ultrapassou novamente a dezena de pontos de diferença.
A conclusão que se pode retirar, é que mesmo com um forte investimento dos de carnide, a principal notícia é a manutenção do sr. lisboa no comando da equipa, mas, falemos baixinho para eles não ouvirem e o manter no cargo por largos anos.
AS OUTRAS MODALIDADES
A nossa equipa de ANDEBOL seguiu as boas exibições apresentadas desde o início da época e, desta vez, no apuramento da EHF Cup, recebemos os Eslovenos do Koper e alcançamos uma vantagem de 7 golos. No próximo sábado, na Eslovénia, esperemos que a vantagem seja suficiente para garantirmos o apuramento para a próxima fase da EHF Cup.
A equipa de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se ao, sempre complicado, terreno da Juventude de Viana e venceu por 8-4, contando assim por 3 vitórias os 3 jogos oficiais já disputados. A equipa apresenta melhorias a cada jogo que passa, mas não devemos baixar a guarda.
Abraco,
Delindro
10 outubro, 2016
A NOVA "MADRE TERESA" DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
Confesso-vos que me vieram as lágrimas aos olhos, fiquei extremamente emocionado e comovido com as palavras da nova “Madre Teresa de Calcutá” do futebol português, o novo “estadista virgem”, o homem mais sério e transparente do mundo e arredores, que jamais teve uma única condenação em tribunal por roubo.
Foi num choro compulsivo e debaixo de uma enorme comoção, que li as declarações da nova "Madre Teresa", que enunciou alto e bom som ao canal de comunicação oficioso: "não falem dos outros, mas sim apenas do nosso clube", "respeitamos os outros, mas vivemos o nosso clube".
Claro, a nova "Madre Teresa" nunca falou de outros clubes, nunca enxovalhou o FC Porto através do processo mais nojento de que há memória no futebol português nomeadamente a tentativa de exclusão da Champions League em 2008 através de uma patetice que depois foi dizimada pelo Tribunal Arbitral do Desporto, nunca falou do "pífio dourado", um processo que deu ZERO VEZES ZERO em todos os tribunais civis onde foi julgado, onde até a decisão da comissão do sr. ricardo costa foi anulada anos depois pelo Conselho de Justiça da FPF (o que levou o Boavista à 1ª divisão), nunca falou mal de árbitros (quando perde, fala sempre, como todos os outros!) e nunca se envolveu em discussões lamacentas no futebol português. A nova "Sra. Dona Madre Teresa" é uma virgem que NUNCA falou de outros clubes e sempre contribuiu de forma exemplar para o desporto e para a sociedade em geral. Não sei do que está à espera o Papa Francisco, beatificação imediata do sr em questão. Ora aí está, é preciso mesmo uma lata do tamanho das orelhas do...
Ao FC Porto, cabe apenas e só uma tarefa. Voltar a colocar esse sr. no seu nível habitual, ou seja, mesquinho, rasca e rafeiro. Para isso, temos de voltar a ganhar, muito e sobretudo ganhar coisas a eles. Voltará rapidamente o nível lamacento de quem agora se quer apresentar como "virgem", mas que de "virgem" deve apenas ter as orelhas, ora aí está...
Entretanto, foi com enorme gozo e um enorme sorriso nos lábios que assisti pela tv a mais uma vitória numa supertaça frente a um freguês habitual. Se no futebol, ganhar-lhes supertaças é tão natural como respirar, foram muito saborosas as vitórias do hóquei e do basket neste início de época. Foram dois massacres à moda antiga, tanto numa como noutra modalidade, sendo que no caso do basket, apenas tive um desgosto. O FC Porto ganhou por 14 pontos de diferença, mas deu-me claramente a sensação que podia ter ganho por 20 ou 25 pontos o que elevaria a humilhação a um nível ainda maior. Há apenas 4 anos, o treinador da equipa adversária após se ter sagrado campeão no Dragão, virando-se para os adeptos Portistas, efetuou um gesto em que colocava os dedos no seu próprio traseiro. Pois bem, depois do FC Porto o ano passado ter roubado o título ao clube do sr., nesta supertaça ganha é caso para dizer que o FC Porto enfiou não uma mão, mas várias mãos no traseiro do sr. lisboa, tal foi a abada que o FC Porto vergou o seu adversário.
PS - Há umas semanas atrás, após a vitória em Roma, Pinto da Costa chamou-lhe imbecil. Na última semana, o outro clube da 2ª circular, através do seu departamento de comunicação, chamou-lhe mentiroso, inútil, supérfluo, parasita, cobarde e incompetente. Acrescento apenas a minha humilde opinião sobre isso: o melhor tratamento a dar a um monstruoso monte de m**** é apenas e só indiferença, indiferença e mais indiferença. Um grande monte de esterco, bosta ou o que lhe queiram chamar, cheira mal, é asqueroso e por isso nem sequer há que sujar os sapatos com tal personagem, porque de facto, trata-se de um valente monte de lixo imundo e nojento. Não se perca mais tempo com imundice.
Foi num choro compulsivo e debaixo de uma enorme comoção, que li as declarações da nova "Madre Teresa", que enunciou alto e bom som ao canal de comunicação oficioso: "não falem dos outros, mas sim apenas do nosso clube", "respeitamos os outros, mas vivemos o nosso clube".
Claro, a nova "Madre Teresa" nunca falou de outros clubes, nunca enxovalhou o FC Porto através do processo mais nojento de que há memória no futebol português nomeadamente a tentativa de exclusão da Champions League em 2008 através de uma patetice que depois foi dizimada pelo Tribunal Arbitral do Desporto, nunca falou do "pífio dourado", um processo que deu ZERO VEZES ZERO em todos os tribunais civis onde foi julgado, onde até a decisão da comissão do sr. ricardo costa foi anulada anos depois pelo Conselho de Justiça da FPF (o que levou o Boavista à 1ª divisão), nunca falou mal de árbitros (quando perde, fala sempre, como todos os outros!) e nunca se envolveu em discussões lamacentas no futebol português. A nova "Sra. Dona Madre Teresa" é uma virgem que NUNCA falou de outros clubes e sempre contribuiu de forma exemplar para o desporto e para a sociedade em geral. Não sei do que está à espera o Papa Francisco, beatificação imediata do sr em questão. Ora aí está, é preciso mesmo uma lata do tamanho das orelhas do...
Ao FC Porto, cabe apenas e só uma tarefa. Voltar a colocar esse sr. no seu nível habitual, ou seja, mesquinho, rasca e rafeiro. Para isso, temos de voltar a ganhar, muito e sobretudo ganhar coisas a eles. Voltará rapidamente o nível lamacento de quem agora se quer apresentar como "virgem", mas que de "virgem" deve apenas ter as orelhas, ora aí está...
Entretanto, foi com enorme gozo e um enorme sorriso nos lábios que assisti pela tv a mais uma vitória numa supertaça frente a um freguês habitual. Se no futebol, ganhar-lhes supertaças é tão natural como respirar, foram muito saborosas as vitórias do hóquei e do basket neste início de época. Foram dois massacres à moda antiga, tanto numa como noutra modalidade, sendo que no caso do basket, apenas tive um desgosto. O FC Porto ganhou por 14 pontos de diferença, mas deu-me claramente a sensação que podia ter ganho por 20 ou 25 pontos o que elevaria a humilhação a um nível ainda maior. Há apenas 4 anos, o treinador da equipa adversária após se ter sagrado campeão no Dragão, virando-se para os adeptos Portistas, efetuou um gesto em que colocava os dedos no seu próprio traseiro. Pois bem, depois do FC Porto o ano passado ter roubado o título ao clube do sr., nesta supertaça ganha é caso para dizer que o FC Porto enfiou não uma mão, mas várias mãos no traseiro do sr. lisboa, tal foi a abada que o FC Porto vergou o seu adversário.
PS - Há umas semanas atrás, após a vitória em Roma, Pinto da Costa chamou-lhe imbecil. Na última semana, o outro clube da 2ª circular, através do seu departamento de comunicação, chamou-lhe mentiroso, inútil, supérfluo, parasita, cobarde e incompetente. Acrescento apenas a minha humilde opinião sobre isso: o melhor tratamento a dar a um monstruoso monte de m**** é apenas e só indiferença, indiferença e mais indiferença. Um grande monte de esterco, bosta ou o que lhe queiram chamar, cheira mal, é asqueroso e por isso nem sequer há que sujar os sapatos com tal personagem, porque de facto, trata-se de um valente monte de lixo imundo e nojento. Não se perca mais tempo com imundice.
07 outubro, 2016
NÓS NA MADEIRA… GRANDE ESTRONDEIRA!!
Chegou uma das melhores deslocações da temporada: A deslocação à ilha da Madeira! A deslocação mais difícil, por motivos óbvios, é uma das mais ansiadas pelos ultras do FC Porto. Pela distância, pelo facto de normalmente ficarmos por lá a passar o fim-de-semana, pelo apoio, pelo convívio, por todas aquelas horas na pérola do Atlântico.
Sábado 6h15 da manhã toca o despertador. Saltar da cama, vestir a camisola e o cachecol, dar os últimos toques na mala, check-in na mão e siga encontrar-me com a malta no aeroporto Francisco Sá Carneiro. Avião às 8h20 em direção à Madeira. Aliás, dois aviões levantaram voo do Porto, num espaço de cinco minutos, ambos com destino à Madeira.
Chegada por volta das 10h30 e os Dragões invadem a ilha. Muito sol e calor, Funchal pintado de azul e branco e nas esplanadas ensaiavam-se os primeiros cânticos. Uma boa deslocação dos Super Dragões e também do Colectivo. Isto a juntar aos portistas residentes na Madeira, o apoio estava mais uma vez garantido da nossa parte.
Almoço nas famosas espetadas com um saboroso vinho a acompanhar. Ainda faltavam largas horas para o jogo e já estávamos em pulgas. A tarde passou-se ao sabor da poncha, como não podia deixar de ser. Por volta das 18h rumámos ao hotel onde a equipa estava instalada para dar força aos nossos jogadores. Depois seguimos juntos até à Choupana! Foi a primeira vez que fui aquele estádio e nunca tinha visto nada assim. Verdadeiramente no fim do mundo!!! Só visto, porque contado ninguém acredita.
Ainda havia tempo para ir ao bar do estádio antes da revista e entrada para a bancada. Bom apoio durante os 90 minutos e uma merecida vitória para todos os portistas, principalmente para aqueles que se deslocaram à ilha para apoiar o seu clube. Os ultras foram sempre tentando contagiar os restantes adeptos, que por vezes nos acompanhavam com palmas e cânticos. Festa no sector visitante com aquele que já é o hit das deslocações à Madeira: “Somos os ultras do Porto na Madeira, esta ilha vai abaixo, é a p*** da estrondeira!”.
Final do jogo, agradecimentos dos jogadores e fomos para a festa na ilha! No centro do Funchal o Sábado à noite foi nosso!
Domingo foi passado em modo turista. E segunda-feira o despertador foi a meio da madrugada, 4h da manhã, voo às 6h, chegada às 8h e trabalhar novamente. E assim se passa um fim-de-semana de apoio ao mágico!
Um abraço ultra.
Sábado 6h15 da manhã toca o despertador. Saltar da cama, vestir a camisola e o cachecol, dar os últimos toques na mala, check-in na mão e siga encontrar-me com a malta no aeroporto Francisco Sá Carneiro. Avião às 8h20 em direção à Madeira. Aliás, dois aviões levantaram voo do Porto, num espaço de cinco minutos, ambos com destino à Madeira.
Chegada por volta das 10h30 e os Dragões invadem a ilha. Muito sol e calor, Funchal pintado de azul e branco e nas esplanadas ensaiavam-se os primeiros cânticos. Uma boa deslocação dos Super Dragões e também do Colectivo. Isto a juntar aos portistas residentes na Madeira, o apoio estava mais uma vez garantido da nossa parte.
Almoço nas famosas espetadas com um saboroso vinho a acompanhar. Ainda faltavam largas horas para o jogo e já estávamos em pulgas. A tarde passou-se ao sabor da poncha, como não podia deixar de ser. Por volta das 18h rumámos ao hotel onde a equipa estava instalada para dar força aos nossos jogadores. Depois seguimos juntos até à Choupana! Foi a primeira vez que fui aquele estádio e nunca tinha visto nada assim. Verdadeiramente no fim do mundo!!! Só visto, porque contado ninguém acredita.
Ainda havia tempo para ir ao bar do estádio antes da revista e entrada para a bancada. Bom apoio durante os 90 minutos e uma merecida vitória para todos os portistas, principalmente para aqueles que se deslocaram à ilha para apoiar o seu clube. Os ultras foram sempre tentando contagiar os restantes adeptos, que por vezes nos acompanhavam com palmas e cânticos. Festa no sector visitante com aquele que já é o hit das deslocações à Madeira: “Somos os ultras do Porto na Madeira, esta ilha vai abaixo, é a p*** da estrondeira!”.
Final do jogo, agradecimentos dos jogadores e fomos para a festa na ilha! No centro do Funchal o Sábado à noite foi nosso!
Domingo foi passado em modo turista. E segunda-feira o despertador foi a meio da madrugada, 4h da manhã, voo às 6h, chegada às 8h e trabalhar novamente. E assim se passa um fim-de-semana de apoio ao mágico!
Um abraço ultra.
06 outubro, 2016
ANORMALIDADE? BOAS INDICAÇÕES CARECEM DE CONFIRMAÇÃO.
Adivinhar ou prever o futuro do FC Porto neste campeonato é um exercício quase tão difícil como acertar nos números do totoloto. Os adeptos portistas vivem nesta montanha russa de esperança e desilusão há uns anos e esta época infelizmente não parece ser excepção. Depois de Roma, nada nem ninguém pararia Otávio e André Silva. Depois de Alvalade ou Leicester, a depressão foi a nota dominante. Daí que os 0x4 ao Nacional me pareçam ser pouco conclusivos.
Diogo Jota tem tudo para ser um grandíssimo jogador de futebol – velocidade, espontaneidade, faro pelo golo, talento – mas não será ele, com certeza, a carregar o FC Porto todo o campeonato. Com 19 anos podemos esperar dele este tipo de fogachos, mas nunca uma constância e regularidade que lhe permita assumir-se como solução número 1 dos principais problemas azuis e brancos. Ainda assim: é solução e é mais um para ajudar.
Para termos noção do seu feito, o último homem a ousar realizar um hat-trick na primeira parte de uma partida do campeonato dá pelo nome, apenas e só, de Deco. Isto por si só serve para ilustrar a anormalidade do que se passou este fim-de-semana na Choupana. Não tão anormal como o golo de Luís Aurélio (Feirense), é certo, mas ainda assim bastante anormal.
Falemos de André Silva. Não são só os 5 golos no campeonato, nem a média de 0,7 golos/jogo, nem a já assumidíssima titularidade. É mais a capacidade de choque e de presença que garante na frente de ataque e, acima de tudo, a interrogação que inquieta a cabeça dos portistas: há mais disto nas equipas juniores e na B? De onde vieram Ruben Neves e André Silva, não poderão vir também Rafa Soares, Podstawski, Ricardo Pereira, Francisco Ramos, etc? Porquê a ânsia, anos após anos, de ir buscar fora o que se pode perfeitamente obter, mais barato e mais raçudo, na prata da casa? A reflectir. Cada vez mais.
Notas soltas de azul e branco
O discurso de NES: são convicções absurdas, vontades tremendas, crenças inabaláveis, confianças fortíssimas, fés cegas e surdas, interpretação do jogo, crescimento constante e sustentado, assimilação de processos e termos do mesmo género, feitio e quilate.
O FC Porto não contratou NES para que este se pareça com Jesualdo Ferreira. Contratou NES por causa daquele famoso SOMOS PORTO. Ora, o Porto de hoje continua a precisar do mesmo: de um murro na mesa, de voz grossa, de autenticidade, paixão, garra, raça à flor da pele, de portismo, em suma. Não precisa de discursos rotinados, gastos e em linguagem futebolês. NES precisa de descobrir o seu caminho, sem imitar ninguém. Caso contrário, começa a vestir uma fatiota que não é a dele nem lhe assenta bem.
Marega: a prova viva de que uma camisola dri-fit high-tec pode pesar tanto como a capa branca do Coraçãozinho de Satã.
Mário Wilson: deixa saudades aos benfiquistas, o que com certeza se compreende e respeita. Mas também aos portistas, de um tempo em que volta e meia era preciso bombeiros ano sim ano sim lá para as bandas de Carnide.
Rodrigo de Almada Martins
Diogo Jota tem tudo para ser um grandíssimo jogador de futebol – velocidade, espontaneidade, faro pelo golo, talento – mas não será ele, com certeza, a carregar o FC Porto todo o campeonato. Com 19 anos podemos esperar dele este tipo de fogachos, mas nunca uma constância e regularidade que lhe permita assumir-se como solução número 1 dos principais problemas azuis e brancos. Ainda assim: é solução e é mais um para ajudar.
Para termos noção do seu feito, o último homem a ousar realizar um hat-trick na primeira parte de uma partida do campeonato dá pelo nome, apenas e só, de Deco. Isto por si só serve para ilustrar a anormalidade do que se passou este fim-de-semana na Choupana. Não tão anormal como o golo de Luís Aurélio (Feirense), é certo, mas ainda assim bastante anormal.
Falemos de André Silva. Não são só os 5 golos no campeonato, nem a média de 0,7 golos/jogo, nem a já assumidíssima titularidade. É mais a capacidade de choque e de presença que garante na frente de ataque e, acima de tudo, a interrogação que inquieta a cabeça dos portistas: há mais disto nas equipas juniores e na B? De onde vieram Ruben Neves e André Silva, não poderão vir também Rafa Soares, Podstawski, Ricardo Pereira, Francisco Ramos, etc? Porquê a ânsia, anos após anos, de ir buscar fora o que se pode perfeitamente obter, mais barato e mais raçudo, na prata da casa? A reflectir. Cada vez mais.
Notas soltas de azul e branco
O discurso de NES: são convicções absurdas, vontades tremendas, crenças inabaláveis, confianças fortíssimas, fés cegas e surdas, interpretação do jogo, crescimento constante e sustentado, assimilação de processos e termos do mesmo género, feitio e quilate.
O FC Porto não contratou NES para que este se pareça com Jesualdo Ferreira. Contratou NES por causa daquele famoso SOMOS PORTO. Ora, o Porto de hoje continua a precisar do mesmo: de um murro na mesa, de voz grossa, de autenticidade, paixão, garra, raça à flor da pele, de portismo, em suma. Não precisa de discursos rotinados, gastos e em linguagem futebolês. NES precisa de descobrir o seu caminho, sem imitar ninguém. Caso contrário, começa a vestir uma fatiota que não é a dele nem lhe assenta bem.
Marega: a prova viva de que uma camisola dri-fit high-tec pode pesar tanto como a capa branca do Coraçãozinho de Satã.
Mário Wilson: deixa saudades aos benfiquistas, o que com certeza se compreende e respeita. Mas também aos portistas, de um tempo em que volta e meia era preciso bombeiros ano sim ano sim lá para as bandas de Carnide.
Rodrigo de Almada Martins
04 outubro, 2016
Delindro
outubro 04, 2016
modalidades amadoras, o em nome do clube do delindro, o futuro do dragão pelo pedroporto
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AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.
JOGO DA SEMANA
HÓQUEI EM PATINS
A escolha para jogo da semana, recaiu sobre a estreia no campeonato nacional de Hóquei em Patins. O adversário era o detentor da Taça Cers e finalista da Taça Continental, num, mais um, regresso de Reinaldo Ventura ao Dragão Caixa.
O FC Porto entrou bem no jogo e chegou ao intervalo com uma vantagem de 2-0 e a sua baliza inviolada, uma vez que na marca de livre direto, Reinaldo Ventura não foi capaz de fazer golo. Na entrada da 2ª parte, novo livre direto para os minhotos e de novo falhado. 2 minutos mais tarde, novo livre direto e o mesmo desfecho dos 2 anteriores.
Quem olha para as estatísticas, quase pode concluir que José Pinto (artista de muitas lutas, onde se pode incluir, por exemplo, o nosso afastamento de um apuramento na Liga Europeia quando em 2010, em Valdagno, participou numa das mais vergonhosas arbitragens no jogo Valdagno – Barcelona) e Paulo Santos pretendiam inquinar o campeonato desde a 1ª jornada.
Ao 4º livre direto, surgiu o primeiro golo dos minhotos. A equipa reagiu bem e chegou aos 4-1. De novo, em mais um livre direto, o Óquei reduziu para 4-2 por Reinaldo Ventura, que veio a ser o desfecho final do jogo.
A nossa equipa entrou da melhor forma neste campeonato, que se espera mais positivo que o da época passada, mas que será bem mais complicado, já que algumas equipas se reforçaram bastante bem.
AS OUTRAS MODALIDADES
A nossa equipa de ANDEBOL manteve o ritmo das boas exibições apresentadas desde o início da época, e desta vez, na deslocação ao terreno do Boa Hora, alcançou uma vitória tranquila por 39-18. Os dois parciais de 19-9 e 20-9, demonstram a capacidade deste plantel e a concentração com que parte para todos os jogos.
Já a equipa de BASQUETEBOL, não foi capaz de superar os lituanos do Juventus Utena no apuramento para a Basketball Champions League, tendo sofrido 2 derrotas. Assim, iremos disputar pelo 2º ano consecutivo, a FIBA Europe Cup. O grupo é difícil, mas acredito que um Dragão Caixa a levar a equipa "ao colo" poderá ser decisivo para alcançarmos o apuramento que nos faltou na época passada.
A nível nacional, no próximo domingo, iniciaremos as competições europeias com a disputa da Supertaça em Vila Real, perante os nossos maiores inimigos. Aproveito para lançar o desafio a todos os portistas Transmontanos para se deslocarem ao pavilhão e podermos ajudar a equipa a conquistar este troféu.
Abraco,
Delindro
03 outubro, 2016
SEPARAR AS ÁGUAS.
Num Clube onde nos habituamos a ver uma estabilidade quase granítica e uma previsibilidade confortável, hoje encontramos uma constante montanha russa onde raramente as coisas seguem o normal ciclo jogo – vitória - semana de trabalho – jogo – vitória, acompanhados por bons resultados nas modalidades e poucas noticias envolvendo a estrutura do FC Porto ou as suas finanças.
Os adeptos dificilmente entendem o que se tem passado com as equipas de futebol nos últimos anos. Mesmo admitindo que o talento sempre foi existindo, a fragilidade constante que ora nos leva a ganhar jogos com solvência como a seguir a escorregar de forma surpreendente, pôs-nos por vezes sem saber o que devemos afinal fazer para ajudar ao sucesso: afinal, eles precisam de apoio ou de um “apertão” à moda antiga para atinarem para a vida?
A tudo isto se soma a instabilidade na própria direção/administração. Depois de anos sem grandes mexidas nas principais caras do FC Porto, ciclicamente fomos assistindo à saída de algumas figuras, quase sempre acompanhadas por algumas informações pouco auspiciosas que foram sendo partilhadas em surdina. Nomes como Fernando Gomes, Angelino Ferreira e agora Antero Henrique, foram peças importantes no xadrez de Pinto da Costa, que no entanto sempre foi resistindo à pressão de dar mais explicações sobre os abandonos, primeiro pela manutenção do sucesso, depois pela força do seu nome e do seu percurso, que o isenta de muitos pressupostos que qualquer liderança devia assumir.
No meio deste cenário, muitas vezes fomos assistindo ao natural confundir das duas realidades, que passaram a influenciar-se mutuamente, nem sempre da melhor forma e com o melhor resultado.
Para não me colocar de fora, assumo que também fui incapaz de o fazer por diversas vezes. Aquando dos melhores resultados, também tenho tendência a relativizar as fragilidades estruturais atuais do FC Porto, e quando a bola vai ao poste também fico mais impaciente e menos predisposto a aceitar aquilo que está menos bem no esqueleto institucional. Ninguém é de ferro e mesmo quanto se tenta ter a racionalidade bem presente, não deixa de ser o FC Porto que está em causa, algo que vivemos com o coração a 200%.
No entanto, e para bem de todos nós, é tempo de fazermos um esforço para separarmos as águas e abordarmos as diferentes vertentes separadamente, num exercício que se torna essencial para não colocarmos em causa o curto/médio prazo do Clube e as suas possibilidades de sucesso desportivo.
A equipa de futebol é jovem, segue num processo complicado de construção onde o próprio treinador está também à procura do seu espaço, tendo inclusivamente até agora sido incapaz de emprestar alguma estabilidade nos modelos táticos que tenta desenvolver neste início de temporada. Temos também o handicap de ter um plantel cuja espinha dorsal continua a ser a mesma que tão mal terminou o ano transato, com tudo o que isso tem de traumatizante para jogadores e adeptos que a cada jogo pior conseguido vão naturalmente recordando episódios recentes. Mesmo retirando o exagero do discurso do “ano zero” que o Presidente ensaiou há uns dias (e logo corrigido pelo próprio treinador), os maiores favoritos são outros, mesmo que o futebol desses mesmos favoritos esteja também longe de convencer quem realmente vê os jogos e não forma opiniões pelo Correio da Manhã ou pelas capas de A Bola ou Record.
Neste cenário, transportar a ansiedade provocada pelas convulsões internas da SAD para a equipa só trará uma realidade: a construção de um ambiente impossível para o sucesso de uma equipa com as características que a nossa exibe atualmente.
Por outro lado, e mesmo que à Choupana se sigam 3 ou 4 vitórias convincentes, não nos podemos esquecer enquanto Portistas da importância da próxima Assembleia Geral do Clube, a realizar em finais de Outubro se for mantido o calendário habitual. Ai, como habitualmente tem acontecido, decerto que as questões que nos atormentam serão colocadas, cabendo depois ao Presidente a decisão de achar ou não que as deve responder com o máximo de transparência.
Poucos meses após um ato eleitoral que veio a eleger a lista de Pinto da Costa para um mandato de 4 anos e depois de alguns meses de informação e contra informação, um cenário que era considerado pouco provável tornou-se real e Antero Henrique abandonou o FC Porto. A decisão de aceitar esta saída sem grandes comentários públicos coloca uma dúvida importante sobre o projecto do Clube, uma vez que falamos do homem que era considerado o número 2 do Clube e SAD em termos desportivos, acumulando nas duas estruturas cargos e influência.
Ali, no ambiente solene e restrito de uma Assembleia Geral que se espera que seja concorrida e realizada conforme prometido num espaço maior que as anteriores, caberá ao Presidente prestar os esclarecimentos necessários, mostrar que o projeto que foi a sufrágio não está ferido de morte e ouvir as criticas e apreensões naturais dos sócios, ainda a base do poder no FC Porto.
Temos portanto de ter a frieza necessária para perceber que temos diferentes realidades que se vão jogando em tabuleiros distintos, sendo que a confusão entre estes cenários só contribuirá para um ruído ensurdecedor e para uma incapacidade de tomarmos as atitudes certas tendo em vista o futuro do FC Porto. Se a cada bola no poste nos virarmos para a tribuna e questionarmos a relação Antero/Alexandre, tornando o Dragão num barril de pólvora, ou se escolhermos como tópico para intervir numa Assembleia Geral a análise do 4x4x2 vs 4x3x3 do Nuno Espírito Santo, não estamos com certeza a contribuir para o rápido restabelecimento do FC Porto enquanto potência desportiva número 1 do País.
Aguardemos então os próximos capítulos, esperando que às vitórias regulares nos campos e pavilhões se siga também um momento importante de esclarecimento interno e de criação de bases para meses menos tumultuosos no universo FC Porto.
Os adeptos dificilmente entendem o que se tem passado com as equipas de futebol nos últimos anos. Mesmo admitindo que o talento sempre foi existindo, a fragilidade constante que ora nos leva a ganhar jogos com solvência como a seguir a escorregar de forma surpreendente, pôs-nos por vezes sem saber o que devemos afinal fazer para ajudar ao sucesso: afinal, eles precisam de apoio ou de um “apertão” à moda antiga para atinarem para a vida?
A tudo isto se soma a instabilidade na própria direção/administração. Depois de anos sem grandes mexidas nas principais caras do FC Porto, ciclicamente fomos assistindo à saída de algumas figuras, quase sempre acompanhadas por algumas informações pouco auspiciosas que foram sendo partilhadas em surdina. Nomes como Fernando Gomes, Angelino Ferreira e agora Antero Henrique, foram peças importantes no xadrez de Pinto da Costa, que no entanto sempre foi resistindo à pressão de dar mais explicações sobre os abandonos, primeiro pela manutenção do sucesso, depois pela força do seu nome e do seu percurso, que o isenta de muitos pressupostos que qualquer liderança devia assumir.
No meio deste cenário, muitas vezes fomos assistindo ao natural confundir das duas realidades, que passaram a influenciar-se mutuamente, nem sempre da melhor forma e com o melhor resultado.
Para não me colocar de fora, assumo que também fui incapaz de o fazer por diversas vezes. Aquando dos melhores resultados, também tenho tendência a relativizar as fragilidades estruturais atuais do FC Porto, e quando a bola vai ao poste também fico mais impaciente e menos predisposto a aceitar aquilo que está menos bem no esqueleto institucional. Ninguém é de ferro e mesmo quanto se tenta ter a racionalidade bem presente, não deixa de ser o FC Porto que está em causa, algo que vivemos com o coração a 200%.
No entanto, e para bem de todos nós, é tempo de fazermos um esforço para separarmos as águas e abordarmos as diferentes vertentes separadamente, num exercício que se torna essencial para não colocarmos em causa o curto/médio prazo do Clube e as suas possibilidades de sucesso desportivo.
A equipa de futebol é jovem, segue num processo complicado de construção onde o próprio treinador está também à procura do seu espaço, tendo inclusivamente até agora sido incapaz de emprestar alguma estabilidade nos modelos táticos que tenta desenvolver neste início de temporada. Temos também o handicap de ter um plantel cuja espinha dorsal continua a ser a mesma que tão mal terminou o ano transato, com tudo o que isso tem de traumatizante para jogadores e adeptos que a cada jogo pior conseguido vão naturalmente recordando episódios recentes. Mesmo retirando o exagero do discurso do “ano zero” que o Presidente ensaiou há uns dias (e logo corrigido pelo próprio treinador), os maiores favoritos são outros, mesmo que o futebol desses mesmos favoritos esteja também longe de convencer quem realmente vê os jogos e não forma opiniões pelo Correio da Manhã ou pelas capas de A Bola ou Record.
Neste cenário, transportar a ansiedade provocada pelas convulsões internas da SAD para a equipa só trará uma realidade: a construção de um ambiente impossível para o sucesso de uma equipa com as características que a nossa exibe atualmente.
Por outro lado, e mesmo que à Choupana se sigam 3 ou 4 vitórias convincentes, não nos podemos esquecer enquanto Portistas da importância da próxima Assembleia Geral do Clube, a realizar em finais de Outubro se for mantido o calendário habitual. Ai, como habitualmente tem acontecido, decerto que as questões que nos atormentam serão colocadas, cabendo depois ao Presidente a decisão de achar ou não que as deve responder com o máximo de transparência.
Poucos meses após um ato eleitoral que veio a eleger a lista de Pinto da Costa para um mandato de 4 anos e depois de alguns meses de informação e contra informação, um cenário que era considerado pouco provável tornou-se real e Antero Henrique abandonou o FC Porto. A decisão de aceitar esta saída sem grandes comentários públicos coloca uma dúvida importante sobre o projecto do Clube, uma vez que falamos do homem que era considerado o número 2 do Clube e SAD em termos desportivos, acumulando nas duas estruturas cargos e influência.
Ali, no ambiente solene e restrito de uma Assembleia Geral que se espera que seja concorrida e realizada conforme prometido num espaço maior que as anteriores, caberá ao Presidente prestar os esclarecimentos necessários, mostrar que o projeto que foi a sufrágio não está ferido de morte e ouvir as criticas e apreensões naturais dos sócios, ainda a base do poder no FC Porto.
Temos portanto de ter a frieza necessária para perceber que temos diferentes realidades que se vão jogando em tabuleiros distintos, sendo que a confusão entre estes cenários só contribuirá para um ruído ensurdecedor e para uma incapacidade de tomarmos as atitudes certas tendo em vista o futuro do FC Porto. Se a cada bola no poste nos virarmos para a tribuna e questionarmos a relação Antero/Alexandre, tornando o Dragão num barril de pólvora, ou se escolhermos como tópico para intervir numa Assembleia Geral a análise do 4x4x2 vs 4x3x3 do Nuno Espírito Santo, não estamos com certeza a contribuir para o rápido restabelecimento do FC Porto enquanto potência desportiva número 1 do País.
Aguardemos então os próximos capítulos, esperando que às vitórias regulares nos campos e pavilhões se siga também um momento importante de esclarecimento interno e de criação de bases para meses menos tumultuosos no universo FC Porto.
01 outubro, 2016
A NOITE DO DJ.
NACIONAL-FC PORTO, 0-4
Quem ler este título, sem deduzir do que se fala neste blogue, julgará que estarei a escrever sobre algum DJ de alguma discoteca ou bar onde se passa música. Ou então de alguma “rave” famosa.
Nada disso. Esta noite na Choupana, o FC Porto cumpriu a 7ª Jornada da Liga NOS frente ao Nacional. Entrou praticamente com o onze que terminou os últimos 20 minutos do jogo em Leicester, minutos esses onde resolveu jogar futebol.
Adoptando um 4x1x3x2, desdobrando-se em 4x3x3, Os Dragões resolveram um jogo que se previa difícil. Os portistas realizaram, a par do jogo em Roma, a melhor exibição da época, onde se destacou claramente um jogador de 19 anos de nome Diogo Jota.
O avançado emprestado pelo Atlético de Madrid abriu o livro e deu os murros na mesa que eram necessários para acordar uma equipa que tem andado amorfa e sem ideias. Diogo, o DJ, jogou na frente de ataque com André Silva e cedo se percebeu que iria dar bastante trabalho aos insulares. Pressionante e sempre em movimento, o jovem jogador fez um “hat-trick”.
Apesar do Nacional estar bastante desfalcado de 6 unidades, não diminui a boa réplica dada pelos Dragões. Importa aqui realçar a postura e a mensagem que a equipa se predispôs a dar, mostrando ter vontade e crer em seguir pelo caminho que todos pretendemos. Será que vamos dar continuidade ao bom jogo mostrado em campo na Choupana nos próximos jogos? Ou será que vamos voltar aos jogos mais recentes? Prefiro esperar para ver.
Aos 10 minutos, Diogo J. tabelou com Herrera, escapou-se para a área e, já em desequilíbrio, com o pé esquerdo atirou para o fundo das malhas. O FC Porto manteve a toada e Diogo J. continuava a dar bastante trabalho à defesa nacionalista. Mas também André Silva teve a sua oportunidade, desperdiçando o 2-0 de uma forma clamorosa.
Diogo J., antes de bisar na partida, teve outra oportunidade para ampliar o “score” mas o golo só surgiu aos 37 minutos quando Diogo J. surgiu na cara do guardião contrário. Isolado por André Silva, Diogo J., perante a saída do guarda-redes, picou a bola e obteve um golo de classe. Mas antes do intervalo, o jovem avançado portista faz um “hat-trick” de cabeça e resolve a partida. Era claramente a noite de DJ.
O Nacional pouco incomodou Iker Casillas. Com alguns remates de meia distância, o guardião espanhol limitou-se a seguir com os olhos.
Regressados do intervalo, o FC Porto manteve a bitola relativamente alta. Apesar de já sem a intensidade da 1ª parte, o FC Porto chegou ao 4º golo ainda antes da hora de jogo cumprida. Numa bela jogada conduzida por Óliver Torres, Otávio surgiu na esquerda e cruzou de primeira para André Silva fazer o seu 5º golo na Liga NOS.
A partir daqui o Nacional deu-se completamente por vencido. O FC Porto foi gerindo o jogo e o resultado, tendo desperdiçado duas ou três oportunidades, nomeadamente por Herrera e André Silva e, ainda, com uma bola de Layún enviada à trave do Nacional na cobrança de um livre.
Terminada a 7ª Jornada, a Liga NOS vai para por 3 semanas para compromissos das selecções nacionais e para a realização da 3ª eliminatória da Taça de Portugal. A Liga NOS regressará no fim do mês depois dos jogos do FC Porto com o Gafanha para a Taça de Portugal e em Brugges para a Champions League.
DECLARAÇÕES
Nuno: “Fizemos um bom jogo e conseguimos uma boa vitória”
Após a goleada no terreno do Nacional (4-0), no jogo da sétima jornada da Liga NOS, Nuno Espírito Santo era um treinador muito satisfeito com o rendimento da sua equipa e dos seus jogadores. Na partida que marcou o regresso aos triunfos dos Dragões fora de casa, o técnico garantiu que a equipa soube interpretar na perfeição a ideia que trabalhou para o encontro e que esse acabou por ser o fator chave para a boa vitória. O objetivo, admitiu, é dar continuidade a este nível exibicional.
O segredo para a vitória
“Foi um bom jogo e uma boa vitória no campeonato, que é a nossa prioridade. Sabíamos das dificuldades de jogar na Choupana. A interpretação da ideia de jogo foi importante desde o primeiro ao último minuto e por isso os jogadores estão de parabéns. O segredo foi manter essa ideia ao longo dos 90 minutos. Um dos desafios que tínhamos era prolongá-la no tempo e sustentar durante todo o jogo a ideia de uma equipa controladora, dominadora e agressiva…e com finalização. É esta a nossa forma de jogar e hoje os jogadores conseguiram potenciar essa mesma ideia.”
A consistência durante os 90 minutos
“É isso que pretendemos [ser consistentes]. É isso que queremos que seja uma constante no nosso jogo. Uma ideia de jogo implementada e utilizada durante todo o tempo. Uma ideia que, independentemente do resultado, se mantenha, pois é a melhor maneira de uma equipa crescer. Este é o caminho a seguir para que estes resultados se repitam mais vezes”
Exibição do Diogo Jota
“O Diogo chegou tarde. Chegou já com o campeonato a decorrer. Foi adquirindo os nossos processos, as nossas dinâmicas. Teve a sua oportunidade hoje e fez um bom jogo.”
A importância da vitória
“O importante era que a nossa produção fosse igual tanto no Dragão como fora. Hoje foi e temos que nos manter assim.”
A pausa no campeonato
“Foi importante termos conseguido os três pontos. Temos 16 e há ainda um longo caminho por percorrer.”
RESUMO DO JOGO
30 setembro, 2016
NA TERRA DOS LEITÕES… COMEMOS OS LAMPIÕES!
Um fim-de-semana, quatro jogos ao vivo para apoiar o FC Porto.
Sexta-feira ao final da tarde recepção ao rival do Ramaldense. Os remendados são um clube que sempre odiou o FC Porto, hostilizando-o e nunca tendo qualquer problema em assumi-lo. Não partilho portanto da opinião de muito portista que até possa eventualmente simpatizar (?) com esse clubezinho, lá por ser da cidade do Porto. Da cidade do Porto é o FC Porto e mais nada. O resto é paisagem. São um clube a quem gosto especialmente de ganhar, pois sei a forma como olham para o azul e branco.
E o azul e branco até entrou a perder, mas deu a volta ainda na primeira parte e marcou mais um na segunda ganhando por 3-1. Um jogo iniciado num horário ridículo, teve o apoio dos habituais ultras presentes no estádio, tanto na Norte como na Sul. No sector visitante uma antiquíssima presença boavisteira. Uma deslocação ao estádio do Dragão prometia muito mais gente, mesmo numa sexta-feira às 19h. Praticamente nunca se fizeram ouvir e foram constantemente abafados pelos nossos adeptos. Destaque para o mítico “uma rotunda, vocês são uma rotunda” e “o orgulho da Invicta somos nós”.
Três pontos conquistados, objetivo cumprido.
Sábado depois do almoço a saga começa no Olival. Vitória por 2-0 dos juniores contra o Braga num excelente jogo dos nossos miúdos. Terminam os juniores e arrancamos para o Dragão Caixa. Apoio ao andebol num difícil jogo contra o Águas Santas, que só se resolveu na segunda parte e com um hat-trick do nosso GR Hugo Laurentino! Empurrámos a equipa para a frente como pudemos!
Termina o andebol e cerca de 100 ultras do FC Porto arrancam de carro em direção à Mealhada. Chegava o prato principal, um aliciante FC Porto x lampiões em campo neutro, para a Supertaça de hóquei em patins. E tal como já tinha acontecido anteriormente, os ultras do FC Porto levaram a melhor e mostraram mais uma vez a sua força. À porta do pavilhão estivemos cerca de trinta minutos. Quando o árbitro está praticamente a dar início ao jogo e já com quase todos os nossos ultras dentro do pavilhão, chegam os No Name Boys e alguns Diabos Vermelhos. Mais uma vez chegados em cima da hora, criou-se ali alguma confusão durante uns minutos. A polícia impediu a saída dos nosso adeptos da bancada e os lampiões foram encaminhados para o sector que lhes estava destinado.
No jogo jogado, grande vitória do mágico Porto!!! À semelhança do que aconteceu em Junho na final da taça de Portugal, uma estrondosa vitória que acabou uma vez mais connosco a cantar “fiquem para a festa!”. Durante o jogo um excelente despique nas bancadas, um jogo entusiasmante e que por vezes contagiou os adeptos ditos “normais”, que acompanhavam os cânticos.
Vitória dentro e fora do ringue, é a pronúncia do Norte, somos o povo mais forte!
Terça-feira deslocação a Leicester para a Liga dos Campeões. O FC Porto apadrinhou a estreia da equipa inglesa na prova e os Super Dragões e o Colectivo disseram ”presentes”. Se havia dúvidas ficaram dissipadas durante o jogo, tal foi o apoio ouvido através da TV. Mas ainda não foi desta que quebrámos o enguiço de ganhar em Inglaterra em jogos oficiais. Obrigado a todos os presentes.
Next Stop: Quero voltar para a ilha!
Um abraço ultra.
Sexta-feira ao final da tarde recepção ao rival do Ramaldense. Os remendados são um clube que sempre odiou o FC Porto, hostilizando-o e nunca tendo qualquer problema em assumi-lo. Não partilho portanto da opinião de muito portista que até possa eventualmente simpatizar (?) com esse clubezinho, lá por ser da cidade do Porto. Da cidade do Porto é o FC Porto e mais nada. O resto é paisagem. São um clube a quem gosto especialmente de ganhar, pois sei a forma como olham para o azul e branco.
E o azul e branco até entrou a perder, mas deu a volta ainda na primeira parte e marcou mais um na segunda ganhando por 3-1. Um jogo iniciado num horário ridículo, teve o apoio dos habituais ultras presentes no estádio, tanto na Norte como na Sul. No sector visitante uma antiquíssima presença boavisteira. Uma deslocação ao estádio do Dragão prometia muito mais gente, mesmo numa sexta-feira às 19h. Praticamente nunca se fizeram ouvir e foram constantemente abafados pelos nossos adeptos. Destaque para o mítico “uma rotunda, vocês são uma rotunda” e “o orgulho da Invicta somos nós”.
Três pontos conquistados, objetivo cumprido.
Sábado depois do almoço a saga começa no Olival. Vitória por 2-0 dos juniores contra o Braga num excelente jogo dos nossos miúdos. Terminam os juniores e arrancamos para o Dragão Caixa. Apoio ao andebol num difícil jogo contra o Águas Santas, que só se resolveu na segunda parte e com um hat-trick do nosso GR Hugo Laurentino! Empurrámos a equipa para a frente como pudemos!
Termina o andebol e cerca de 100 ultras do FC Porto arrancam de carro em direção à Mealhada. Chegava o prato principal, um aliciante FC Porto x lampiões em campo neutro, para a Supertaça de hóquei em patins. E tal como já tinha acontecido anteriormente, os ultras do FC Porto levaram a melhor e mostraram mais uma vez a sua força. À porta do pavilhão estivemos cerca de trinta minutos. Quando o árbitro está praticamente a dar início ao jogo e já com quase todos os nossos ultras dentro do pavilhão, chegam os No Name Boys e alguns Diabos Vermelhos. Mais uma vez chegados em cima da hora, criou-se ali alguma confusão durante uns minutos. A polícia impediu a saída dos nosso adeptos da bancada e os lampiões foram encaminhados para o sector que lhes estava destinado.
No jogo jogado, grande vitória do mágico Porto!!! À semelhança do que aconteceu em Junho na final da taça de Portugal, uma estrondosa vitória que acabou uma vez mais connosco a cantar “fiquem para a festa!”. Durante o jogo um excelente despique nas bancadas, um jogo entusiasmante e que por vezes contagiou os adeptos ditos “normais”, que acompanhavam os cânticos.
Vitória dentro e fora do ringue, é a pronúncia do Norte, somos o povo mais forte!
Terça-feira deslocação a Leicester para a Liga dos Campeões. O FC Porto apadrinhou a estreia da equipa inglesa na prova e os Super Dragões e o Colectivo disseram ”presentes”. Se havia dúvidas ficaram dissipadas durante o jogo, tal foi o apoio ouvido através da TV. Mas ainda não foi desta que quebrámos o enguiço de ganhar em Inglaterra em jogos oficiais. Obrigado a todos os presentes.
Next Stop: Quero voltar para a ilha!
Um abraço ultra.
29 setembro, 2016
PARABÉNS, VERDADEIRO PORTO.
São 123 anos de glórias, de muita história, de luta, de garra e determinação.
São 123 de vitórias, de alegrias e algumas tristezas.
São 123 de uma paixão imensa, de uma identidade própria e distintiva.
O Porto somos nós!
O Porto é o Sr. Manel do talho, é a D. Maria da sapataria, é o Zé do restaurante e é a Berta do café.
O Porto é o Dr. António da urgência do S. João, é a deputada Joaquina do parlamento e é a Juíza Armanda do tribunal administrativo do Porto.
O Porto é o povo, o Porto é a nossa gente, o Porto é esta cidade, esta região, este Mundo!
O Porto é enorme, está em todo lado, está no coração de cada um, está na cabeça de todos.
Ser Porto é o olhar triste de quem olha para o insucesso, é a força que cada um sente em querer mais e melhor, é o coração apertado por ver uma criança a chorar numa derrota, é ter as pernas a tremer quando ouve Maria Amélia Canossa.
Ser Porto é ser fiel, é ser honesto, é ser transparente, é ser verdadeiro.
Ser Porto é ser solidário, é ser amigo, é ser companheiro.
Ser Porto é ser equipa, é ser grupo.
A história é para ser recordada, celebrada e festejada.
A história é para ser inspiradora, é para ser mostrada e servir de impulso para o futuro.
A história não é o futuro, a história não pode ser o álibi do futuro.
O futuro do nosso Porto... bem, esse é para ser escrito por cada um de nós em cada um dos nossos dias. Mas escrevê-lo com respeito pelo passado e com uma ambição imensa de ser melhor no futuro.
Mas esse futuro não vai aparecer apenas porque sim, apenas porque somos nós, apenas porque somos Porto. Não, o futuro que almejamos vai exigir o melhor de cada um de nós. Vai exigir que sejamos capazes de engolir o orgulho e que nos coloquemos na rua numa luta sem quartel por aquilo que queremos e desejamos.
Ninguém nos vai dar nada, ninguém nos vai facilitar nada, ninguém vai permitir que ganhemos nada. Mas e quem nos deu no passado? Ninguém!
Mas nós fomos capazes de lutar contra montanhas infinitas, contra castelos tremendos e exércitos inumeráveis, e sempre sem saber se seriamos capazes de derrubá-los... apenas fazíamos do amor imenso por este clube a maior e melhor de todas as armas... e isso trouxe-nos até aqui!
Trouxe-nos até um tempo onde temos que voltar a ser iguais a nós próprios, onde temos que voltar a ser Porto, onde temos que voltar a ser guerreiros, onde temos que voltar a não saber se vamos ganhar mas a não ter medo de lutar.
Trouxe-nos a um tempo onde mais do que exigir que alguém faça pelo Porto, nós temos que estar disponíveis para fazer pelo Porto.
Trouxe-nos a um tempo onde temos que parar de apontar as culpas dos outros, os erros dos outros, e a ser nós próprios a fazer. Quero lá saber se são eles que o ganham, quero lá saber se são eles os profissionais, quero lá saber se a obrigação é deles... eu quero é ajudar o Porto!
A prosa pode parecer lamechas e apenas para encher.
Mas só o será se todos não pararmos para perceber se estamos a ser Porto, se queremos continuar a ser Porto.
Só o será se continuarmos a achar que tudo está mal mas só os outros têm de mudar.
Só o será se insistirmos em ser portistas modernos em vez de portistas apaixonados.
Só o será se acharmos que a culpa é o Pinto da Costa, do Antero e do Caldeira, e não percebermos que nós também estamos diferentes.
Eu quero de volta o Porto, eu quero os portistas de volta!
Quero sentir o ardor de quem ama o seu clube.
Quero sentir a justiça de quem cobra mas apoia.
Quero sentir o desespero de não ganhar.
Quero deixar de sentir a fatalidade da derrota.
Quero deixar de sentir a naturalidade da fatalidade.
Eu quero o Porto, o meu Futebol Clube do Porto, o nosso Futebol Clube do Porto lutador, guerreiro, bairrista, tripeiro, conquistador, ambicioso, unido e vencedor.
Eu sei que este Porto ainda existe, eu sei que este Porto está vivo, eu sei que este Porto vai voltar.
Mas para ti meu Porto, e para todos nós que te amamos e choramos por ti, um voto de Parabéns, e um grito imenso de que te Amo!
São 123 de vitórias, de alegrias e algumas tristezas.
São 123 de uma paixão imensa, de uma identidade própria e distintiva.
O Porto somos nós!
O Porto é o Sr. Manel do talho, é a D. Maria da sapataria, é o Zé do restaurante e é a Berta do café.
O Porto é o Dr. António da urgência do S. João, é a deputada Joaquina do parlamento e é a Juíza Armanda do tribunal administrativo do Porto.
O Porto é o povo, o Porto é a nossa gente, o Porto é esta cidade, esta região, este Mundo!
O Porto é enorme, está em todo lado, está no coração de cada um, está na cabeça de todos.
Ser Porto é o olhar triste de quem olha para o insucesso, é a força que cada um sente em querer mais e melhor, é o coração apertado por ver uma criança a chorar numa derrota, é ter as pernas a tremer quando ouve Maria Amélia Canossa.
Ser Porto é ser fiel, é ser honesto, é ser transparente, é ser verdadeiro.
Ser Porto é ser solidário, é ser amigo, é ser companheiro.
Ser Porto é ser equipa, é ser grupo.
A história é para ser recordada, celebrada e festejada.
A história é para ser inspiradora, é para ser mostrada e servir de impulso para o futuro.
A história não é o futuro, a história não pode ser o álibi do futuro.
O futuro do nosso Porto... bem, esse é para ser escrito por cada um de nós em cada um dos nossos dias. Mas escrevê-lo com respeito pelo passado e com uma ambição imensa de ser melhor no futuro.
Mas esse futuro não vai aparecer apenas porque sim, apenas porque somos nós, apenas porque somos Porto. Não, o futuro que almejamos vai exigir o melhor de cada um de nós. Vai exigir que sejamos capazes de engolir o orgulho e que nos coloquemos na rua numa luta sem quartel por aquilo que queremos e desejamos.
Ninguém nos vai dar nada, ninguém nos vai facilitar nada, ninguém vai permitir que ganhemos nada. Mas e quem nos deu no passado? Ninguém!
Mas nós fomos capazes de lutar contra montanhas infinitas, contra castelos tremendos e exércitos inumeráveis, e sempre sem saber se seriamos capazes de derrubá-los... apenas fazíamos do amor imenso por este clube a maior e melhor de todas as armas... e isso trouxe-nos até aqui!
Trouxe-nos até um tempo onde temos que voltar a ser iguais a nós próprios, onde temos que voltar a ser Porto, onde temos que voltar a ser guerreiros, onde temos que voltar a não saber se vamos ganhar mas a não ter medo de lutar.
Trouxe-nos a um tempo onde mais do que exigir que alguém faça pelo Porto, nós temos que estar disponíveis para fazer pelo Porto.
Trouxe-nos a um tempo onde temos que parar de apontar as culpas dos outros, os erros dos outros, e a ser nós próprios a fazer. Quero lá saber se são eles que o ganham, quero lá saber se são eles os profissionais, quero lá saber se a obrigação é deles... eu quero é ajudar o Porto!
A prosa pode parecer lamechas e apenas para encher.
Mas só o será se todos não pararmos para perceber se estamos a ser Porto, se queremos continuar a ser Porto.
Só o será se continuarmos a achar que tudo está mal mas só os outros têm de mudar.
Só o será se insistirmos em ser portistas modernos em vez de portistas apaixonados.
Só o será se acharmos que a culpa é o Pinto da Costa, do Antero e do Caldeira, e não percebermos que nós também estamos diferentes.
Eu quero de volta o Porto, eu quero os portistas de volta!
Quero sentir o ardor de quem ama o seu clube.
Quero sentir a justiça de quem cobra mas apoia.
Quero sentir o desespero de não ganhar.
Quero deixar de sentir a fatalidade da derrota.
Quero deixar de sentir a naturalidade da fatalidade.
Eu quero o Porto, o meu Futebol Clube do Porto, o nosso Futebol Clube do Porto lutador, guerreiro, bairrista, tripeiro, conquistador, ambicioso, unido e vencedor.
Eu sei que este Porto ainda existe, eu sei que este Porto está vivo, eu sei que este Porto vai voltar.
Mas para ti meu Porto, e para todos nós que te amamos e choramos por ti, um voto de Parabéns, e um grito imenso de que te Amo!
27 setembro, 2016
ONDE ANDAS, MEU PORTO?
LEICESTER-FC PORTO, 1-0
Tenho saudades do FC PORTO. Habituei-me durante 30 anos a ver o meu FC Porto a vencer, a conquistar títulos, a ultrapassar barreiras inimagináveis. Aprendi que no FC Porto não há limites, não há impossíveis e que ninguém diga irrepetível. O clube que sempre acompanhei tinha voz, tinha líder, tinha comando e tinha rumo. Era um clube que poderia não vencer sempre mas lutava até à última gota de sangue pela vitória.
Tenho saudades do espírito guerreiro, do jogador à Porto, da mística do Dragão. Ouvir o nosso líder era um regalo. Para os adversários, era um inferno. Ter sempre presente a frase do nosso MESTRE: “Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos” era sina qua non. O FC Porto que eu sempre conheci e que nasceu em 1976, não existe. Acabou, “morreu”, desapareceu, estará em parte incerta.
Estou extremamente triste e desolado com a equipa que o FC Porto dispõe actualmente. Por mais vontade e crer que manifeste, esta equipa é muito curta para a Champions League e curta suficientemente para se quedar pelo 3º lugar na Liga NOS.
Ouvi e vi há poucos dias, o presidente em exercício dizer que esta época é uma época de transição. Fiquei, de certa forma chocado com o que vi e ouvi pois jamais o FC Porto que pouco ou nada ganhava, tinha este discurso. O FC Porto de 1976-77 e o FC Porto de 1981-82 jamais tiveram este discurso.
Os clichés Somos Porto, Sempre Preparados, Sem Igual, Sabor a Cacau, blá blá, são tudo para encher chouriços. Justificar os insucessos e as estrondosas derrotas com as arbitragens e reagir apenas pelos meios tecnológicos onde não se vê quem dá a cara, em vez de sair a terreiro uma voz forte, de liderança, com presença e que defenda os nossos interesses como tivemos durante mais de 30 anos, é uma estratégia sem rumo e sem sentido. É muito triste!
Em Abril deste ano, ouvi o presidente em exercício afirmar que o FC Porto estava em pré-época e que na época seguinte não haveria margem para erros. Em Agosto, a pré-época continuou e uma equipa inexistente assim se mantém. Estamos a entrar em Outubro e é claro como a água que não temos equipa e não temos fio de jogo, não temos um onze sólido e de base e não temos um timoneiro. O presidente continua ausente e remetido ao silêncio. A não ser para falar no chocante ano de transição.
Ano de transição porquê? Para conseguir mais um balão de oxigénio para os próximos tempos? Para adiar ainda mais o inadiável? Não concebo uma estratégia destas e não posso aceitar. Acho que é hora de dizer BASTA!
Eu percebo que muita gente compreenda mal e recuse os fins de ciclo. Eu tento entender que as pessoas não queiram ver o óbvio. Mas pior do que um cego, é aquele que não quer ver. E enquanto uma boa parte assobia para o lado e outra parte é conivente ou acredita no D. Sebastião, vamos assistindo aos poucos ao enterro do clube.
O FC Porto apresentou-se nesta Terça-feira em Leicester com um 4x4x2 indefinido. Com 3 meses de clube, Nuno Espírito Santo continua a fazer experiências, sentindo-se, por vezes, perdido nas opções que faz e na incapacidade de reacção às adversidades. Será que o homem sabe o que está a fazer?
De Leicester, o FC Porto trouxe uma derrota por 1-0, no jogo da segunda jornada da fase de grupo da Liga dos Campeões, com um golo do carrasco do FC Porto. Islam Slimani continua a desbaratar a defensiva portista. Perante um adversário mediano da Liga Inglesa, os Dragões averbaram a 16ª derrota da história em terras de Sua Majestade.
Com as indefinições de Espírito Santo, o FC Porto dá vantagens aos adversários jogo após jogo e nesta noite não fugiu à regra. O Leicester dominou a primeira parte frente a uma equipa azul e branca sem fio de jogo e sem identidade.
Os Dragões sabiam que iriam defrontar uma equipa rotinada, com uma agressividade física impressionante e rápida nas transições ofensivas. Em toda a primeira parte, o FC Porto teve apenas dois lances de perigo. Um aos 5 minutos com um excelente passe de Otávio a isolar André Silva, que perante a saída de Schemeichel e de costas para a baliza, tentou o chapéu. A bola não passou longe do poste. O outro lance foi num livre cobrado por Layun, que rasou o poste contrário.
Por sua vez, o Leicester conseguia com facilidade alcançar a baliza de Casillas que teve que se aplicar algumas vezes, pese embora também algum desacerto da equipa inglesa.
Para quê mudar um 4x3x3 com que iniciou a pré-época e a própria época que parecia ser a identidade da equipa para jogar com um 4x4x2 sem se perceber muito bem o que cada jogador faz dentro de campo? Se os processos do 4x3x3 não estão solidificados nesta equipa, porquê andar com experiências absurdas?
Felipe esteve muito mal aos 25 minutos no golo dos Leicester. Mahrez subiu, cruzou, Vardy saltou na área, mas não chegou, e Slimani antecipou-se a Felipe e cabeceou para o fundo na baliza, fazendo o resultado final.
E sobre a primeira parte estamos conversados.
Regressa a equipa do balneário com mais do mesmo. Foram então precisos 63 minutos para o timoneiro repor o 4x3x3. Herrera rendeu André André, Diogo Jota entrou para o lugar do invisível Adrián Lopez e mais tarde Corona entraria para a direita do ataque, substituindo o apagado Óliver Torres. O FC Porto criou a partir dos 70 minutos boas oportunidades por Herrera num remate sacudido por Schemeichel, Diogo Jota numa boa iniciativa individual e Corona numa “bomba” ao poste ao cair do pano.
A equipa portista conseguia em 4x3x3 encostar o Leicester às cordas e não permitiu que saísse em transições rápidas. Mas volto a perguntar: porquê dar a vantagem ao adversário quando poderemos, com a nossa identidade e o nosso modelo de jogo, fazer o que nos compete sem recear o adversário?
O FC Porto pode queixar-se de si próprio com a derrota averbada no jogo desta noite mas também com uma queixa grave do árbitro que, no último minuto, sonegou uma grande penalidade aos portistas por cargas duplas sobre André Silva e Marcano, autenticamente agarrados na grande área inglesa. Insólito nesse lance foi ver o árbitro turco marcar uma falta mas ao contrário, sem se visualizar qualquer infracção portista.
Mas não podemos estar à espera da sorte que Corona não teve com a bola no poste ou nas decisões do árbitro para vencermos os nossos jogos. Temos é que ter juizinho e não dar vantagens aos adversários.
Os Dragões somam apenas um ponto ao fim de duas jornadas. Estão no terceiro lugar do grupo. É hora de arrepiar caminho e começar a fazer pela vida já no próximo Sábado na Choupana.
DECLARAÇÕES
Nuno: “Tivemos oportunidades para que o resultado fosse outro”
Nuno Espírito Santo admite que, com a derrota em Leicester (1-0) e com um ponto conquistado ao final de duas jornadas do grupo G, se reduz “bastante” a margem de erro do FC Porto para conseguir o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Numa análise à partida, o técnico considerou que na segunda parte os Dragões foram dominadores e estiveram perto daquilo que é pretendido, mas faltou a eficácia. Agora, é “imperioso” derrotar o Club Brugge na terceira jornada, na Bélgica.
A análise
“A segunda parte foi muito melhor em tudo. A equipa encontrou-se, foi o FC Porto que queremos, que teve posse de bola mas não conseguiu aproveitar as ocasiões para fazer o golo. Isso tem de ser melhorado, é eficácia. Tivemos oportunidades suficientes para que o resultado fosse outro. No sentido do que é o grupo, a margem de erro reduz-se bastante.”
Processo de crescimento
“O plano de jogo era este. A equipa tentou, na segunda parte esteve mais próxima da imagem que pretendíamos. Mas é tudo um processo de crescimento, falta a confiança necessária para uma vitória trazer outra e outra. Para conseguir pontos temos de ser uma equipa madura, capaz de dominar o jogo, porque esse é o FC Porto que queremos.”
Trabalho pela frente
“O resultado não cria duvidas, o convencimento é que não é absoluto. Os jogadores precisam de sentir que controlam a ideia de jogo e são eficazes. Isso é que é convicção absoluta. Agora temos trabalho, os jogadores identificam onde podemos melhorar. Vamos reagir a este resultado e tentar de forma sustentada ganhar jogos.”
Margem de erro
“Ficámos com uma margem de erro reduzida. Há 12 pontos para disputar, sem metas nem limite. No próximo jogo é imperioso ganhar.”
Penálti por marcar?
”Em relação ao lance não vi, os jogadores dizem que são objeto de falta. Tenho de ver para poder avaliar melhor.”
As substituições
“A ideia é tentar melhorar a produção da equipa. Os jogadores entraram bem e estou convencido de que temos opções e jogadores capazes de alterar o rumo do jogo, o que não aconteceu talvez por alguma falta de critério, precisão e sorte na ocasião do Corona.”
RESUMO DO JOGO
Delindro
setembro 27, 2016
modalidades amadoras, o em nome do clube do delindro, o futuro do dragão pelo pedroporto
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AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.
JOGO DA SEMANA
HÓQUEI EM PATINS
Começou a época este fim-de-semana e logo com um jogo que entra para a categoria de jogo da semana, uma vez que estava em causa um troféu e o adversário era o inimigo de muitas batalhas.
Jogo esse que começou da melhor forma para as nossas cores, já que ainda bem dentro do 1º minuto, nos encontrávamos já em vantagem, vantagem essa que fez abalar a confiança dos do alto dos moinhos que sentiram a falta do seu melhor jogador da época passada, Miguel Guilherme.
Essa quebra na confiança, fez com que o 2-0 surgisse naturalmente no marcador e ao 5º minuto de jogo, fosse alcançado uma vantagem de 3-1. Os golos continuaram a surgir até ao intervalo, pintando o marcador com um bonito 7-2, fruto de uma grande primeira parte da nossa equipa. Nem mesmo as faltas com que a nossa equipa era carregada, permitiam disfarçar a diferença no marcador.
Entrada na 2ª parte de menos acerto para nós, em contraponto com os do alto dos moinhos que rapidamente chegaram a um perigoso 7-6 no resultado. Nessa altura, a equipa voltou a unir-se e focar no objetivo principal, e fruto de alguma inspiração, conseguiu secar a fonte lisboeta e abrir brechas na muralha defensiva, voltando a dilatar o marcador até um justíssimo 13-7.
AS OUTRAS MODALIDADES
A equipa de ANDEBOL seguiu o seu caminho de vitórias em 2 jogos desde a última crónica, a primeira na viagem a Avanca e a seguinte na receção ao Águas Santas liderado pelo sempre chorão, Paulo Faria, treinador que tentou inventar o que já tinha sido inventado em 1919 por Karl Schelenz, o andebol, e há semelhança do treinador do Batumi, que pretendia atacar em superioridade numérica, retirando o guarda-redes e colocando mais um elemento de campo. Depois de surpreendidos inicialmente e após maior acerto defensivo, o marcador foi caminhando no sentido da nossa vitória, tendo uma das figuras sido o guarda-redes Hugo Laurentino, com um largo número de defesas... e 3 golos.
Por fim, o BASQUETEBOL terminou a pré-época e começa hoje a sua época com a desafiante eliminatória de acesso à FIBA Champions League. O primeiro jogo, realiza-se já hoje pelas 21h30, no Dragão Caixa, logo após o fim do jogo de futebol em Leicester, pelo que peço a todos os que possam deslocar-se ao pavilhão o façam, de modo a darmos o nosso contributo para um passo muito importante nesta duríssima eliminatória com a Juventus Utena da Lituânia.
Abraco,
Delindro
26 setembro, 2016
4x3x3 OU 4x4x2?
Parece-me cada vez mais óbvio, e comprovado por aquilo que ocorreu nos últimos jogos, que NES prepara uma alteração definitiva no sistema tático preferencial do FC Porto. Uma equipa que luta por títulos tem de saber jogar em vários sistemas e ter alternativas, não apenas um plano A. Mas, é uma verdade indesmentível que qualquer equipa tem de ter um sistema tático preferencial e utilizado na maioria dos jogos, depois, há as variantes consoante o resultado, os jogadores disponíveis ou até o contexto da competição. O que não pode ocorrer é estar-se a alterar de sistema tático de jogo para jogo, acabando por confundir os próprios jogadores, não criando assim os automatismos necessários a uma equipa.
Por norma, e quem me lê, sabe a minha posição, igual, dos tempos de Jesualdo até José Peseiro. Dou margem de manobra a qualquer treinador para que este implemente as suas ideias, o seu modelo de jogo e as suas estratégias. Considero ser injusto julgar-se qualquer treinador, seja ele qual for, passados 2 meses de trabalho. Neste sentido, compreendo que Nuno ainda tenha duvidas sobre qual o melhor sistema tático a utilizar na maior parte dos jogos. Porém, é desejável que esta dúvida seja dissipada o mais rápido possível. Julgo que é cada vez mais evidente que NES prepara mesmo uma alteração para um sistema 4x4x2, aquela que considero de longe a melhor opção tendo em conta o atual plantel que temos.
O debate sobre o sistema tático do FC Porto deve ser enquadrado na história dos últimos 10 anos do clube. Parece que foi há 40 anos (a julgar pelo desespero atual de muitos Portistas), mas nos últimos 10 anos, o FC Porto ganhou demasiadas coisas, até títulos internacionais, algo que os clubes lisboetas não alcançam há mais de 50 anos. E ganhou tudo isso, utilizando quase sempre, com exceção das habituais alterações táticas quando o resultado é negativo, um sistema tático constituído por 4 defesas, 3 médios (1 trinco e 2 médios de transição) e 3 avançados (2 extremos e 1 ponta-de-lança). Compreendo por isso que nos últimos 3 anos em que as coisas não têm corrido manifestamente bem, a questão fundamental e mais difícil de responder seja a seguinte: para quê mudar um sistema tático que apesar de tudo, tantos sucessos deu nos últimos 10 anos?
Do meu ponto de vista, a grande questão é que ao longo desses 10 anos tivemos jogadores para interpretar da melhor forma o sistema tático 4x3x3. Tivemos Falcao, McCarthy ou Jackson para jogar como único ponta-de-lança, num trio de ataque servido por extremos como Quaresma, James, Varela (o de 2010/2011 não tem nada a ver com o de hoje!), Lisandro ou Hulk. No atual plantel, não querendo menorizar nenhum jogador em particular, a verdade é que não se vislumbram jogadores com características para jogar nesse sistema. Não temos, por exemplo, um extremo de qualidade excecional, nem um ponta-de-lança que possa jogar sozinho sem um apoio mais direto e efetivo, como acontece num sistema com 2 avançados. Temos outras valências que podem e devem ser aproveitadas por NES. Por exemplo, aproveitar o excesso de soluções para o meio-campo, aproveitar Corona como 2º avançado ou Brahimi a jogar na posição 10, algo que nunca vi, mas que gostaria de ver porque creio que as características do jogador poderiam encaixar bem nessa posição.
Dito isto, é desejável que se trabalhe num sistema tático, sem ziguezagues ao sabor dos resultados, porque neste momento, a fase é de desenvolvimento da equipa com novo treinador, vinda de época horrível e com as habituais dúvidas em torno da competência, do treinador, e de muitos jogadores. Apesar de já se ter perdido 5 pontos, não entro em demasiado pessimismo, nem desespero, não era expetável que passássemos da pior época dos últimos 35/40 anos para um início de época fantástico, com um futebol perfeito, sem lacunas, nem problemas habituais numa equipa em desenvolvimento. Nada disto quer dizer falta de exigência minha, é verdade que empatar com o Tondela é muito mau e pode ter consequências lá mais para a frente, mas creio que é fundamental perceber que, neste momento, por muito que nos custe, a equipa está em desenvolvimento.
NOTA FINAIS.
Por norma, e quem me lê, sabe a minha posição, igual, dos tempos de Jesualdo até José Peseiro. Dou margem de manobra a qualquer treinador para que este implemente as suas ideias, o seu modelo de jogo e as suas estratégias. Considero ser injusto julgar-se qualquer treinador, seja ele qual for, passados 2 meses de trabalho. Neste sentido, compreendo que Nuno ainda tenha duvidas sobre qual o melhor sistema tático a utilizar na maior parte dos jogos. Porém, é desejável que esta dúvida seja dissipada o mais rápido possível. Julgo que é cada vez mais evidente que NES prepara mesmo uma alteração para um sistema 4x4x2, aquela que considero de longe a melhor opção tendo em conta o atual plantel que temos.
O debate sobre o sistema tático do FC Porto deve ser enquadrado na história dos últimos 10 anos do clube. Parece que foi há 40 anos (a julgar pelo desespero atual de muitos Portistas), mas nos últimos 10 anos, o FC Porto ganhou demasiadas coisas, até títulos internacionais, algo que os clubes lisboetas não alcançam há mais de 50 anos. E ganhou tudo isso, utilizando quase sempre, com exceção das habituais alterações táticas quando o resultado é negativo, um sistema tático constituído por 4 defesas, 3 médios (1 trinco e 2 médios de transição) e 3 avançados (2 extremos e 1 ponta-de-lança). Compreendo por isso que nos últimos 3 anos em que as coisas não têm corrido manifestamente bem, a questão fundamental e mais difícil de responder seja a seguinte: para quê mudar um sistema tático que apesar de tudo, tantos sucessos deu nos últimos 10 anos?
Do meu ponto de vista, a grande questão é que ao longo desses 10 anos tivemos jogadores para interpretar da melhor forma o sistema tático 4x3x3. Tivemos Falcao, McCarthy ou Jackson para jogar como único ponta-de-lança, num trio de ataque servido por extremos como Quaresma, James, Varela (o de 2010/2011 não tem nada a ver com o de hoje!), Lisandro ou Hulk. No atual plantel, não querendo menorizar nenhum jogador em particular, a verdade é que não se vislumbram jogadores com características para jogar nesse sistema. Não temos, por exemplo, um extremo de qualidade excecional, nem um ponta-de-lança que possa jogar sozinho sem um apoio mais direto e efetivo, como acontece num sistema com 2 avançados. Temos outras valências que podem e devem ser aproveitadas por NES. Por exemplo, aproveitar o excesso de soluções para o meio-campo, aproveitar Corona como 2º avançado ou Brahimi a jogar na posição 10, algo que nunca vi, mas que gostaria de ver porque creio que as características do jogador poderiam encaixar bem nessa posição.
Dito isto, é desejável que se trabalhe num sistema tático, sem ziguezagues ao sabor dos resultados, porque neste momento, a fase é de desenvolvimento da equipa com novo treinador, vinda de época horrível e com as habituais dúvidas em torno da competência, do treinador, e de muitos jogadores. Apesar de já se ter perdido 5 pontos, não entro em demasiado pessimismo, nem desespero, não era expetável que passássemos da pior época dos últimos 35/40 anos para um início de época fantástico, com um futebol perfeito, sem lacunas, nem problemas habituais numa equipa em desenvolvimento. Nada disto quer dizer falta de exigência minha, é verdade que empatar com o Tondela é muito mau e pode ter consequências lá mais para a frente, mas creio que é fundamental perceber que, neste momento, por muito que nos custe, a equipa está em desenvolvimento.
NOTA FINAIS.
- A enorme diferença exibicional entre uma 1ª parte bastante aceitável, onde a equipa apresentou boa dinâmica e criou várias oportunidades de golo, e uma 2ª parte em que muitos jogadores pareceram alheados do jogo, para mim, tem muito a ver com a componente psicológica. É evidente que esta equipa, jogadores e mesmo o treinador, vivem momentos de intranquilidade, potenciados por dois resultados (e exibições!) péssimos nos últimos jogos. E por melhor ou pior que seja a qualidade exibicional (por exemplo, o líder jogou pouquíssimo em Chaves e ganhou, "é o que interessa", disse o treinador deles!) só há uma coisa sobre a qual se trabalham bem modelos de jogos: vitórias!
- Em 6 jogos do campeonato, o FC Porto foi claramente prejudicado em 5! Já estou farto até à ponta dos cabelos de falar sobre isso e de assistir a isso semana após semana. Em nenhum desses 5 jogos, onde ocorreram lances factuais onde o FC Porto foi prejudicado, vi nas capas dos jornais qualquer referência a esses lances. Isto já cansa... e convém começar a dar nomes às coisas: errar todas as vezes no mesmo sentido não é apenas errar, é outra coisa. Parece que existe uma preocupação em matar já à nascença todas as hipóteses do FC Porto em sequer lutar pelo título, já não bastam os nosso problemas internos, também temos de levar jogo após jogo com asneiras atrás das asneiras de vossas excelências vestidas de preto.
- Sanchez demonstrou na conferencia de imprensa que tem a dimensão adequada ao clube que representa: pequenino! Quem marca um golo em fora-de-jogo, vir dizer que jogou contra mais que onze jogadores, é algo que apenas a psiquiatria explica.
23 setembro, 2016
À PROCURA DE UMA EQUIPA.
FC PORTO-BOAVISTA, 3-1
O FC Porto entrou na 6ª Jornada da Liga com uma vitória mas longe de convencer os sócios e os amantes do desporto em geral.
Começa a tornar-se hábito haver mudanças persistentes no onze base. Demasiadas mexidas, no meu ponto de vista, para quem pretende formar uma equipa e para quem necessita de criar rotinas e consolidar processos.
A entrada no jogo não poderia ser pior. A intensidade e a atitude que já se viu em alguns jogos desta época continuam em parte incerta. Por isso, o Boavista sentiu-se algo confortável no início da partida e foi sem surpresa que chegou ao golo logo aos 5 minutos da partida. Mais um golo de bola parada, mais uma entrada em falso da equipa das Antas.
Henrique, autor do golo axadrezado num cabeceamento de belo efeito, estava adiantado em relação à defensiva portista mas nem isso impediu que o árbitro validasse o tento. Começa a ser cada vez mais normal os erros contra o FC Porto.
Apesar de tudo, o FC Porto conseguiu reagir à desvantagem. A equipa de Nuno Espírito Santo, ao contrário das equipas de Lopetegui e José Peseiro, tem conseguido dar uma boa capacidade de resposta às adversidades. A intensidade no jogo subiu significativamente e advinhava-se um golo para equilibrar a contenda.
Foi então que sobressaiu um jogador a quem os adeptos já apelidam de “Dequinho”. Otávio começou a dar nas vistas. Pegou na equipa e os embaraços junto da baliza axadrezada passaram a ser evidentes. Danilo Pereira cabeceou ao poste mas Otávio abriu o livro de seguida. Com um passe magistral para a área, André Silva surgiu na pequena área, de pé esquerdo, e bateu o guarda-redes contrário. Estavam decorridos 19 minutos.
O ponta-de-lança, muito perdulário nos últimos jogos e bastante abaixo do que rendeu na pré-época e nos primeiros jogos da liga, parece querer reaparecer. André Silva bisou a quatro minutos do fim da primeira parte na transformação de uma grande penalidade a castigar um derrube a Otávio.
O Boavista nada justificou na primeira parte depois do golo inaugural. Mas o FC Porto tem muita culpa no cartório pela entrada algo amorfa que tem caracterizado as últimas actuações. Será sempre preciso começar em desvantagem para a equipa acordar? Ou será que este FC Porto amorfo é o FC Porto que temos e teremos?
Na segunda parte o jogo voltou a uma toada morna e pouco intensa da parte dos Dragões. O Boavista tentou acercar-se da baliza portista mas um par de remates de longa distância, não chegou para assustar Iker Casillas. Os portistas passaram grande parte da etapa complementar a controlar o jogo e baixaram o ritmo do mesmo. Não se percebe esta atitude com um resultado tão curto. O Leicester é já na 3ª feira? Deixem-se de tretas e joguem à bola.
No entanto, sem nada prever, Alex Telles confirmou a vitória do FC Porto por 3-1 aos 86 minutos, num cruzamento para as mãos do guardião boavisteiro que acabou por dar o frango, quiçá, da Liga 2016-17.
O FC Porto tem pela frente dois jogos de elevada dificuldade. Primeiro em Leicester para a Liga dos Campeões e depois numa sempre difícil visita ao estádio da Choupana. Para encarar estes dois jogos, os Dragões terão de mudar o chip e entrar com intensidade e concentração máximas. Caso contrário, esqueçam. Não há milagres!
DECLARAÇÕES
Nuno: “Era determinante vencer”
Nuno Espírito Santo admitiu que a vitória frente ao Boavista (3-1) era “determinante” depois do empate de domingo em Tondela. O técnico frisou a reação da equipa ao golo dos forasteiros, logo aos cinco minutos, mas também referiu, no Auditório José Maria Pedroto, no Estádio do Dragão, que há aspetos a melhorar, como o controlo da partida e até o tento sofrido num lance de bola parada.
Golo sofrido
“É uma situação que não pode acontecer, de desconcentração. Depois, a equipa não se descompôs e manteve a ideia, com posse e reação. Por isso, chegámos ao intervalo com um resultado justo.”
Resultado escasso
“Depois do empate em Tondela era imperioso vencer. Foi um bom jogo, um bom resultado, escasso para o que produzimos. Sofremos um golo muito cedo, soubemos reagir e manter a ideia de jogo, com muito critério. Temos aspetos para melhorar, tal como sofrer um golo tão cedo, numa situação de estratégia. Essencialmente, foi um bom resultado e era determinante vencer hoje.”
Jogar com dois avançados
“É uma ideia que temos trabalhado e consolidado. Atendendo aos jogadores que temos, achamos que é possível.”
A exibição de Adrían
“Não gosto de individualizar. Não iniciou os trabalhos connosco, tem trabalhado bastante bem e de forma empenhada. Tem vindo a crescer, é uma opção como as outras e deu uma boa resposta.”
Domínio do encontro em vantagem
“É um dos aspetos que temos de melhorar. A nossa ideia de jogo passa por defender alto, sentimos que temos capacidade para o fazer mas muitas vezes não conseguimos. Isso implica uma linha defensiva em equilíbrio. Permitimos em alguns momentos transições, mas de forma controlada, em que o Boavista não criou oportunidades. Temos também de ser mais eficazes, apesar dos golos que marcámos.”
O apoio do Dragão
“Foi importante o Dragão reconhecer que o primeiro golo se tratou de uma situação isolada do Boavista, soube apoiar a equipa e para eles vai o nosso reconhecimento. Sentir a emoção do Dragão ajuda a equipa. É importante que os nossos adeptos saibam que a equipa precisa deles e deem uma resposta, unidos e fortes.”
A entrada de Diogo Jota
“É mais uma opção. Tem trabalhado bem, chegou mais tarde e cada vez entende melhor a ideia e processo de jogo. Pode jogar como avançado e também por fora, temos muitos jogadores versáteis e temos de tirar o máximo partido de cada um.”
RESUMO DO JOGO
QUEREMOS VITÓRIAS, NÃO CAMISOLAS!
Fim-de-semana de 17 e 18 de Setembro, mais um fim-de-semana intenso de apoio ao mágico! Sábado foi dia do primeiro clássico de andebol na nova época. Depois de na temporada passada os lampiões terem levado a melhor nas meias-finais do play-off do campeonato, voltámos a defrontar-nos e não podíamos pedir uma melhor desforra. Fuzilámos os encornados no nosso Dragão Caixa, que mais uma vez e como habitualmente neste tipo de jogos, se encheu de azul e branco e criou uma atmosfera inacreditável.
Se num estádio já dá um grande efeito os cânticos em uníssono, no pavilhão o efeito é tão mais espectacular quanto contagiante! Super Dragões em peso e alguns elementos do Colectivo também presentes a apoiar no andebol. Somamos só por vitórias os jogos realizados. Rumo ao resgate do campeonato!
No dia seguinte, a primeira deslocação a Tondela. Uma deslocação esperada por ser um local diferente (um clube que já cá estava no ano passado mas que jogou em Aveiro), uma deslocação ao interior, o que é uma raridade para o campeonato português e uma deslocação de mais de 100 quilómetros, o que tirando as ilhas e os jogos em Lisboa, é também uma raridade.
Uma boa deslocação para passar o Domingo. De carro ou autocarro, os ultras do FC Porto invadiram Tondela. Com mais ou menos percalços, nada nos demoveu de estar no sector visitante do estádio a puxar pela equipa. Uma excelente tarde de sol, um bilhete a 15 euros e uma avaria no carro onde ia que me fez entrar no estádio aos vinte minutos de jogo. Mas lá estava no meu habitat natural.
Um estádio bem jeitoso para um clube como o Tondela, bem melhor que muitos estádios da primeira divisão e de clubes com maior visibilidade como o Estoril, o Rio Ave ou o Paços de Ferreira, por exemplo. Gostei do que vi, na bancada.
Não gostei foi do resultado, claro. Gostei que a equipa se virasse para nós mas dispenso camisolas. É um recado à equipa e a muitos adeptos. Deixem-se disso. Não os mimem porque mimados já são eles todos. Se eu quiser uma camisola vou à loja azul comprá-la, não a peço. Eu ando para todo o lado mas é para que ganhem os jogos todos. Dispenso as camisolas em troca de três pontos todas as semanas, se fazem favor.
Vem aí mais um fim-de-semana frenético, hoje e amanhã!
Um abraço ultra.
Se num estádio já dá um grande efeito os cânticos em uníssono, no pavilhão o efeito é tão mais espectacular quanto contagiante! Super Dragões em peso e alguns elementos do Colectivo também presentes a apoiar no andebol. Somamos só por vitórias os jogos realizados. Rumo ao resgate do campeonato!
No dia seguinte, a primeira deslocação a Tondela. Uma deslocação esperada por ser um local diferente (um clube que já cá estava no ano passado mas que jogou em Aveiro), uma deslocação ao interior, o que é uma raridade para o campeonato português e uma deslocação de mais de 100 quilómetros, o que tirando as ilhas e os jogos em Lisboa, é também uma raridade.
Uma boa deslocação para passar o Domingo. De carro ou autocarro, os ultras do FC Porto invadiram Tondela. Com mais ou menos percalços, nada nos demoveu de estar no sector visitante do estádio a puxar pela equipa. Uma excelente tarde de sol, um bilhete a 15 euros e uma avaria no carro onde ia que me fez entrar no estádio aos vinte minutos de jogo. Mas lá estava no meu habitat natural.
Um estádio bem jeitoso para um clube como o Tondela, bem melhor que muitos estádios da primeira divisão e de clubes com maior visibilidade como o Estoril, o Rio Ave ou o Paços de Ferreira, por exemplo. Gostei do que vi, na bancada.
Não gostei foi do resultado, claro. Gostei que a equipa se virasse para nós mas dispenso camisolas. É um recado à equipa e a muitos adeptos. Deixem-se disso. Não os mimem porque mimados já são eles todos. Se eu quiser uma camisola vou à loja azul comprá-la, não a peço. Eu ando para todo o lado mas é para que ganhem os jogos todos. Dispenso as camisolas em troca de três pontos todas as semanas, se fazem favor.
Vem aí mais um fim-de-semana frenético, hoje e amanhã!
Um abraço ultra.































