06 março, 2009

passatempo 2008/09

# não te esqueças até às 19h30 de 10Mar, de refazer a tua equipa para a 2ª mão dos 1/8 final da Champions League #

# não te esqueças até às 17h00 de 12Mar, de refazer a tua equipa para a 1ª mão dos 1/8 final UEFA Cup #

# clica na imagem; não te esqueças até às 18h00 de 06Mar, de refazer a tua equipa para a 21ª jornada da liga SAGRES #

05 março, 2009

Nuno Quidiongo e o jogo da sua vida

Há algumas semanas atrás, recordei aqui um vídeo da final do play-off de basquetebol 1995/96 (2º jogo: FCPorto, 82 - SL Benfica, 76, nas Antas) que acabou por contribuir para o título Portista, obtido 13 anos após o último êxito. Nesse vídeo, quando Marçal se lesionou, o Prof. Jorge Araújo (sendo Alberto Babo, o seu adjunto, nessa época memorável) lançou mão de um jovem, Nuno Quidiongo, que pela sua dinâmica e velocidade muito ajudou à recuperação sensacional do FC Porto na fase final de uma partida histórica e emocionante (pode recordar o post aqui e o vídeo aqui).

Hoje, tenho o privilégio de publicar uma entrevista EXCLUSIVA com Nuno Quidiongo, com a particularidade de ter sido o próprio a contactar-me directamente, unicamente para me agradecer a oportunidade que lhe proporcionamos ao recordar as imagens do jogo da sua vida (na minha opinião). A este, o meu muito obrigado por ter aceite, ainda que à posteriori, o meu pedido para nos conceder esta entrevista.

Um último agradecimento ainda para dois amigos do blog pelas fotos que me cederam (as relativas ao Nuno Quidiongo e as do jogo de domingo passado em andebol).

ENTREVISTA EXCLUSIVA
Nuno Quidiongo, ex-jogador de basquetebol do FC Porto

1. Quais os títulos seniores e jovens ganhos pelo Nuno Quidiongo (campeonatos, taças de Portugal, taças da liga ou supertaças) ao serviço do FC Porto?

Dois campeonatos nacionais de Juniores, dois campeonatos nacionais da 2ª Divisão (sub22) e uma Supertaça, uma Taça de Portugal e dois campeonatos nacionais em Seniores.

2. Em 1996, o FC Porto, com Nuno Quidiongo na equipa, foi à Luz acabar com o reinado do Benfica no último jogo de Carlos Lisboa. Aquela equipa do Porto era fantástica. Conte-nos um pouco sobre a mística dessa equipa e os pormenores que ainda recordas desse play-off que determinou o quebrar do jejum de 13 anos do FCPorto.

A união fazia a força, e a amizade a equipa. Nesse ano de 1996, tudo se conjugou para que aquele grupo de jogadores que tinha vindo a crescer nos últimos anos, finalmente se apercebe-se que esse seria o ano do FC Porto, o nosso ano.

Nesse ano, na minha opinião, muito contribuiu a digressão de pouco mais de uma semana feita por terras espanholas, onde praticamente jogamos todos os dias. Foi extremamente duro, pois era viajar de autocarro durante a noite, chegar à respectiva cidade de manhã e jogar ao final dessa mesma manhã e, por vezes, novamente à noite. Dos seis, sete jogos que realizamos, apenas ganhamos um, mas o objectivo estava cumprido, ou seja, percebemos a importância que todos tinham no grupo e que a união e a amizade seria a chave para todos os problemas. Por isso te digo que, sinceramente, não consigo pormenorizar esse play-off, pois foi um sentimento que se iniciou após a digressão e o primeiro jogo ganho ao Benfica no Pavilhão Rosa Mota, e acabou connosco a festejar o título em pleno Pavilhão da Luz.

3. O elogio feito pelo Professor Jorge Araújo a Nuno Quidiongo (substituíste Nuno Marçal, lesionado) no jogo 2 (vídeo já publicado pelo blog) da final do play-off 95/96, foi justo? Como lidaste com os elogios do treinador? E achas que terá sido esse o jogo da tua vida?

Foi a primeira vez que vi esta gravação, por isso, imaginas o que me fez recordar. Não acho que o elogio seja uma questão de ser justo ou não. Agradei ao treinador, é sinal que cumpri o meu papel e ajudei a equipa e, por isso, fico extremamente feliz.

Sem dúvida que foi um dos jogos da minha vida, mas sinceramente, e apesar de ter jogado pouco tempo, o jogo mais importante de todos foi o 4º disputado na Luz que acabou por nos dar o título.

4. Quais os treinadores que mais te marcaram, e porquê?

Sem dúvida, o Prof. Jorge Araújo por tudo o que fez com a nossa equipa e pela maneira como nos fazia entender o basquetebol. Ainda hoje lhe peço conselhos. Não posso deixar de mencionar o Prof. José Sá, pois após eu ter vivido anos menos felizes, devolveu-me o sentimento de olhar para o banco e querer ganhar.

5. Peço-te que refiras o cinco ideal da história do FC Porto, qualificando de forma resumida, cada um dos 5 escolhidos.

Rui Santos - quando em forma extremamente difícil de parar;
Fernando Sá - o basquetebol não é só "meter a bola no cesto";
Wayne Engelstad - técnica e tacticamente excelente;
Paulo Pinto - fazia tudo e bem;
Jared Miller - simples e muito efectivo.

6. O que significa para ti a instituição FC Porto? O que sentias ao entrar no pavilhão com a camisola azul e branca e sentir uma enorme multidão a vibrar com o jogo?

Lembro-me de ter 10 anos e olhar para jogadores como o Júlio Matos, Fernando Sá, Rui Santos... cinco anos depois, estava a conviver com eles. Extremamente orgulhoso por ter participado na história do "meu" clube e por ter sentido o apoio de imensos portistas com os quais partilhava o mesmo sentimento, ou seja, a vontade de ver o FC Porto vencedor. Inesquecível.

7. Depois desse teu passado no FC Porto, como continuou a tua carreira? Ainda estás ligado à modalidade? O que fazes profissionalmente?

Nunca mais fui profissional de basquetebol. Joguei no Vasco da Gama e como tenho família em Trás-os-Montes, acabei por ir jogar para o CTM em Vila Pouca de Aguiar e depois para a UTAD-Diogo Cão em Vila Real. Após este último, deixei o basquetebol e fui acabar o curso de Gestão do Desporto.

Neste momento, pretendo iniciar uma empresa de Actividades Desportivas de Natureza e Interpretação e Educação Ambiental. Vamos ver o que o futuro me reserva.

8. Qual a sensação de jogar ao lado de jogadores como Marçal, Miller, Nixon, Paulo Pinto e Rui Santos, entre outros?

Tudo parecia possível e divertido. Extremamente orgulhoso e feliz por considerá-los amigos.

9. O Fernando Sá era o grande capitão do FC Porto nesses gloriosos anos. Como o caracterizas?

Personifica a vontade e o querer. Enquanto nosso capitão foi um dos intervenientes directos no nosso sucesso e felizmente continua a tê-lo. Mereceu, merece e na minha opinião, merecia muito mais.

10. Achas que ainda é possível o FC Porto sagrar-se esta época, campeão Nacional de basquetebol?

Penso que é possível. Lembro-me do Ginásio entrar nos play-off no 8º lugar e acabar por discutir o título na negra. Neste caso, é o FC Porto. O Júlio tem tido azar com as lesões de alguns jogadores o que tem condicionado a actuação da equipa, embora me pareça que o problema do FC Porto seja um problema geral, ou seja, instalou-se nas equipas profissionais portuguesas uma mentalidade pouco condigna do seu estatuto e que nada beneficia as equipas e a própria modalidade. Tudo de bom para o Júlio Matos e que seja campeão.

11. Já conhecias o nosso blog? O que dizer da nossa atenção às outras modalidades com um dia em exclusivo (3ª feiras) para abordar essa temática e ao mesmo tempo, proporcionarmos aos nossos leitores, entrevistas com antigos jogadores das «modalidades amadoras» do clube?

Não conhecia, mas vou estar atento. O vosso trabalho é extremamente importante porque, numa era em que o futebol não nos deixa respirar, é sempre bom ter umas lufadas de ar fresco sobre modalidades e especialmente entrevistas com antigos jogadores de modalidades amadoras do clube, como é o caso do Danilo, com quem gostava de conviver e há muito que não tinha notícias dele. Continuem o bom trabalho.

Até sempre.
Nuno Quidiongo.

FC Porto arrasa Sporting mas domingo é ainda mais importante...
(FC PORTO já venceu a fase regular, falta apenas uma jornada para o seu final)

  • FC Porto, 35 - Sporting, 26

Com uma boa assistência na Póvoa de Varzim, e com uma 1ª fila de respeito (bLuE bOy, Mafaldinha, Eva, Lucho, SDvaladares, Dragão Penafiel e seu júnior) que não se poupou em esforços, ora de incentivo à equipa, ora de «pressão» sobre a arbitragem, o FC Porto venceu folgadamente um Sporting que na 1ª parte ainda chegou a dar boa réplica (15-12). O início da 2ª metade por parte do FC Porto foi demolidor e a vantagem foi-se alargando, permitindo a Carlos Resende gerir o plantel e descansar alguns dos titulares.

Grande exibição do nosso guarda-redes, Laurentino (17 defesas), mas destaque-se também Eduardo Filipe (11 golos), Tiago Rocha (6 golos e 4 livres de 7m sacados) e Wilson Davyes (6 golos em 6 remates).

No próximo domingo, estas equipas voltam a encontrar-se no mesmo pavilhão (17h) em jogo dos oitavos de final da taça de Portugal (jogo a eliminar) e deixo desde já um alerta e um apelo. Um alerta aos nossos jogadores porque o jogo não vai ser nada fácil (o de domingo passado para o FC Porto já não tinha qualquer pressão, pois o 1º lugar há muito que está garantido), e um apelo à massa associativa do FC Porto para que compareça em peso, pois a equipa azul e branca bem o merece.

Na última terça-feira, para os 1/16 avos de final da mesma competição, o FCPorto bateu o Évora por 51-15 com destaque para os 10 golos de Ricardo Moreira e Jorge Ribeiro.

Voltando ao jogo com o Sporting, o placard final de 35-26 não permitiu, desta feita, a Paulo Faria as habituais desculpas. Os parabéns a toda a equipa do FC Porto, e já sabem, domingo lá estarei para vos ver ganhar. Pode ver um vídeo deste jogo aqui. A última ronda do campeonato é a 12 de Março com um Sp.Horta-FC Porto, muito provavelmente o 1º adversário dos Dragões no play-off.


FC Porto tem agora teste de fogo diante do Barreirense
(8º FC PORTO - 37 pts/24 jgs/13v/11d, faltam 6 jornadas para o fim da fase regular)

  • FC Porto, 67 - Queluz, 53

Não estive em Matosinhos, mas antes de sair para o Dragão, fui à Net ver o resultado e, apesar de tudo o que tenho escrito, fico sempre imensamente feliz com qualquer triunfo do FC Porto. Foi frente ao Queluz (67-53), mas valeu 2 pontos na mesma e por isso, a luta continua já este sábado no mesmo local (16h) diante do Barreirense, adversário difícil, mas a quem temos que ganhar, obrigatoriamente.

O FC Porto tem agora Daniel Monteiro lesionado (2 meses) mas viu regressar Paulo Cunha (ainda longe do nível habitual). Valeram os 19 pontos e 17 ressaltos de Kevin Martin (em dia de aniversário) e a eficácia do veterano, Nuno Marçal (19 pontos).

Uma última nota para referir que, desta vez, o Dr. Fernando Gomes esteve presente, o que se saúda... e fica ainda uma palavra para Paulo Pinto, colega de equipa no FC Porto do entrevistado de hoje, Nuno Quidiongo, e que faleceu em pleno jogo fez esta terça feira 7 anos. Há uma foto neste post em que Paulo «carrega» às costas o Quidiongo... a vida é assim, injusta, e além de um jovem e excelente médico, também se perdeu, de forma dramática, um dos melhores jogadores Nacionais. Hoje, na sua terra (S. João da Madeira), há um pavilhão com o seu nome...

FC Porto afasta histórico Óquei de Barcelos do play-off
(FC PORTO já venceu a fase regular, que agora terminou)

  • Barcelos, 3 - FC Porto, 7

Acabou a 1ª fase do campeonato e o FC Porto terminou, naturalmente, em 1º lugar com 64 pontos, mais 7 que a Oliveirense, mais 8 que o Viana e mais 10 que o Benfica (que como acabou em 4º, deverá ser o nosso adversário nas meias finais do play-off).

Neste último jogo, o FC Porto triunfou em Barcelos (os Minhotos foram assim afastados do play-off) por 7-3 com 2 golos de Reinaldo Ventura (melhor marcador da 1ª fase com 32 golos, mais 1 que Luís Viana da Juventude de Viana) e outros 2 do ainda júnior Diogo Fernandes (os outros golos foram de André Azevedo, Caio e Emanuel Garcia). O FC Porto obteve 20 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas, tendo o melhor ataque com 143 golos, enquanto a melhor defesa foi a da Oliveirense com 50 golos (o FC Porto sofreu 55).

No play-off dos quartos-de-final, o FC Porto defrontará o Porto Santo SAD com o 1º jogo em casa a 18 de Março, 4 dias após o decisivo Porto-Igualada da Liga Europeia. Este sábado (21.30h) há jogo dos 1/16 avos de final da taça de Portugal com o FC Porto a deslocar-se à Póvoa, sendo que o mais provável é que nos oitavos-de-final haja um interessante FC Porto-Viana.

Hugo Laurentino

Como Dragão de Ouro desta semana, vou eleger Hugo Laurentino, guarda-redes de andebol do FC Porto, que no jogo diante do Sporting realizou uma grande exibição com 17 defesas (algumas quase impossíveis), sofrendo 18 golos. Os outros 8 golos foram sofridos pelo Croata Jerkovic, a quem Resende deu algum tempo de jogo (não comprometeu). Laurentino tem feito uma grande época e merece já nesta altura ser o guarda-redes titular da nossa selecção. Neste jogo, Eduardo Filipe, Tiago Rocha e Wilson Davyes (saiu lesionado, esperemos que recupere para domingo) também mereceriam esta distinção.

No basket, Kevin Martin e Nuno Marçal destacaram-se, enquanto no hóquei, Reinaldo Ventura, que bisou em Barcelos, se evidenciou por conseguir ser o melhor marcador da fase regular da prova com 32 golos.

Nas camadas jovens do futebol, mais um pleno de vitórias nos Nacionais onde lideramos em todos os escalões, enquanto no andebol, destaco a goleada imposta ao ABC pelos nossos juvenis (36-27) e a vitória dos juniores no recinto do S.Bernardo (20-36). No basquetebol, os nossos sub14 somam e seguem (7 jogos e 7 vitórias, ganhando em Viana 36-60), enquanto os sub16 iniciaram esta nova fase, ganhando 68-57 ao CD Póvoa. No hóquei em patins, destaco as vitórias dos juvenis e infantis frente ao Barcelos por 7-3 e 5-2, respectivamente.

A foto anexa diz respeito ao torneio internacional sub 13 (infantis/futebol) de Frielas onde os nossos miúdos se sagraram vice-campeões, ganhando ao Benfica (4-1), Leixões (2-1), Estrela (2-0) e Celta de Vigo (2-0). Tiago Garcia, infantil do FC Porto, foi o melhor marcador de um torneio onde todos reconheceram a categoria dos miúdos treinados pelo Holandês Pepijn Linders, injustamente derrotados na final de um torneio que o FC Porto já ganhou em 2006.

E, segundo soube, até a miúdos de 11 e 12 anos, alguns energúmenos das redondezas (Frielas, Loures, Lisboa) insultam de forma vergonhosa, só por essas crianças tão orgulhosa e corajosamente vestirem a camisola azul e branca. No final, alguns choravam deitados no recinto de jogo, imagem que só por si, demonstra a cultura do nosso clube, a sede de vitória em tudo o que é desporto, em todos os escalões, em todas as provas, disputando todos os títulos até ao último instante! O meu orgulho em ser do FC Porto é, por tudo isso, cada vez maior...

Saudações Portistas,
Lucho.

# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal

04 março, 2009

Coitadinha...

Carolina Salgado faz exames médicos e pode faltar ao julgamento

Carolina Salgado, principal testemunha de acusação no "caso do envelope" do Apito Dourado poderá faltar à sessão do julgamento porque foi ao Instituto de Medicina Legal "avaliar eventuais lesões" decorrentes da alegada agressão de terça-feira". Neste momento, só Pinto da Costa já está no local.

O seu advogado, José Dantas, admitiu à Lusa que "a realização dos exames pode demorar algum tempo", pelo que não se sabe quando a testemunha poderá comparecer para ser ouvida no tribunal de Gaia.

Fonte do tribunal explicou à Lusa que a audição Carolina Salgado é a única prevista para esta quarta-feira, pelo que a testemunha será ouvida se chegar em tempo útil. As restantes testemunhas serão ouvidas sexta-feira.

Carolina já foi questionada pelo Ministério Público, mas falta ser interrogada pelo advogado de defesa de Pinto da Costa, Gil Moreira dos Santos.

Terça-feira, à saída do tribunal no fim da sessão da manhã, Carolina Salgado foi insultada e terá mesmo sido agredida por uma mulher mais exaltada, o que motivou a sua ida ao hospital Santos Silva, tendo, por isso, faltado durante a tarde.

A irmã gémea de Carolina, Ana Salgado, testemunha na defesa de Pinto da Costa, também se sentiu mal segunda-feira - alegadamente confundida com Carolina, foi insultada à saída do tribunal - e abandonou o tribunal ao início da tarde, sem ter sido ouvida, ficando por definir a próxima data...

Jorge Nuno Pinto da Costa e o co-arguido António Araújo - um empresário de futebol - estão pronunciados pelo crime de corrupção activa desportiva. Ao árbitro Augusto Duarte, que falhou a sessão alegando motivos de saúde, é imputado o crime de corrupção desportiva na forma passiva.

O julgamento começa cerca de um ano depois da juíza Anabela Tenreiro, do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, ter decidido, num despacho de 50 páginas, que o caso iria mesmo à barra judicial.

# fonte: JN on-line em 04Mar2009

Manhas, lupas e chuteiras

O Tone anda como que assim um pouco pró abatido.
Não, não é preocupação pela testemunha principal de acusação nem pela falta da crónica do Lucho pois esta sai amanhã.
Nem sequer é porque, quando foi ao Dragão no Domingo, esperasse assistir a uma tal de ópera.
É mais porque, carago, a coisa nem sequer chegou a aquecer e mesmo que não se tenha dado a devida atenção à queda do Cebola na área berde e branca custa encaixar com tranquilidade a perda, mais uma vez, de dois pontos em casa. E ainda, mais uma vez, frente a um rival directo. No total e pelas contas já são onze faltando ainda uma mão cheia de partidas em casa.
Professor, agradecemos imenso a Taça BES, acreditamos em si e nunca seria nosso apanágio mostrar os tais de guardanapos brancos, mas haverá que cerrar os dentes e tocar a tropa pra frente.
Para começar já no Sábado e em Matosinhos. Poderá ser com ópera mas, definitivamente, sem desculpas.

Em quem não acreditamos é no correio da manha (oops, o til ficou esquecido).
Aparentemente nem fazendo as coisas por outro lado lá chegam e as desculpas para tantas derrotas e fracassos desportivos tendem a escassear.
Não admira assim o anúncio, com pompa e circunstância de primeira página no dito cujo, do primeiro, e talvez único, título da época.
Ora o Tone não é contabilista. Fica até confuso com quantias de muitos zeros e é da opinião que as SAD´s , sejam aqui sejam na China, dificilmente poderão dar lucro.
É tudo uma questão de receitas e despesas mas não será difícil perceber que 1,4M de Euros é menor que 2,3M e ainda bem menor que 9,35M.
Pasme-se então com os conteúdos de certas notícias, espalhadas aos sete ventos, como se essa tal de falência técnica fosse crime, quando as mesmas não têm um total esclarecimento como esta.

É, contudo, sinal que tudo continua bem porque afinal estranho seria o silêncio ou o bem dizer de tais fontes. E, no entretanto, que continuem a assobiar, baixinho ou alto conforme mais desejarem, as nossas chuteiras.
Mas de baixo para cima, como de costume.

03 março, 2009

Pena, só as que cairam ao chão...

Carolina agredida à bofetada quis ir para o hospital

Carolina Salgado foi agredida com uma pancada na cabeça quando saiu pela porta da frente do tribunal, por volta da hora do almoço. À tarde iria ser inquirida por Gil Moreira dos Santos, advogado de Pinto da Costa, mas os planos saíram frustrados, uma vez que a testemunha correu para o hospital.

Na Urgência, soube o JN, queixou-se de traumatismo, dores no ouvido e problemas de audição, tendo efectuado uma radiografia. Já apresentou queixa pela agressão.

A agressora de Carolina foi uma de entre dezenas de mulheres que a esperavam à porta do tribunal para a insultar. A testemunha foi de tal forma apertada que os dois elementos do corpo de segurança pessoal da PSP que a acompanhavam tiveram de usar de força para sair do local.

Volvida uma hora, Marisa viria a ser identificada e detida pela PSP. "Não me arrependo de nada. Tenho pena de não lhe ter dado mais", declarou, explicando ser residente na Madalena e conhecer Carolina desde o tempo em que residiu naquela freguesia de Gaia com Pinto da Costa.

Também insultada quando saiu do tribunal de Gaia foi Ana Maria Salgado. Mas por pura confusão com Carolina, sua irmã gémea. Ainda assim, várias das cerca de 100 pessoas que se agruparam à porta do tribunal perceberam a tempo que não se tratava da ex-namorada do dirigente portista.

Só que, à tarde, Ana Maria - que, pelo menos até recentemente, esteve oficialmente de relações cortadas com a irmã - não chegou a apresentar-se junto à sala de audiências. Ficou-se pela porta do tribunal, tendo pedido a um agente da PSP para dizer aos funcionários que não se sentia em "condições emocionais" para prestar depoimento, pedindo dispensa. O defensor de Pinto da Costa aceitou prescindir da testemunha por si arrolada e chegou a admitir dispensa definitiva do depoimento.

Carolina Salgado agredida à saída do tribunal

Carolina Salgado foi agredida, esta terça-feira, quando abandonava o Tribunal de Gaia, onde está a ser ouvida no caso da alegada tentativa de suborno de Pinto da Costa ao árbitro Augusto Duarte. O incidente obrigou ao adiamento do julgamento, dado que a ex-companheira de Pinto da Costa se ausentou para ir ao hospital.

À saída do tribunal, após sessão da manhã, Carolina Salgado tinha à sua espera cerca de cem pessoas, a maioria das quais mulheres.

A antiga companheira do presidente do F.C. Porto foi repetidamente insultada e só conseguiu sair das imediações do tribunal com a ajuda da escolta de dois elementos do corpo de segurança pessoal da PSP.

No meio da confusão, uma das mulheres chegou ao ponto de desferir um estalo em Carolina Salgado e gabou-se do facto.

Momentos depois, a PSP quis identificá-la mas a agressora recusou. Por essa razão, acabou detida pela PSP para identificação.

Carolina Salgado deslocou-se, após a agressão, ao Hospital de Vila Nova de Gaia. À hora a que a sessão do julgamento seria retomada, da parte da tarde, a ex-companheira de Pinto da Costa ainda estava no centro hospitalar gaiense, o que originou o adiamento do julgamento, para data a determinar.

# fonte: JN on-line em 03Mar2009

Reflexões sobre a Nação Portista

109. Número extenso, acima da centena, marca de maturidade. Falo, claro, da imensa diáspora portista, espraiando-se pelo Mundo fora, abrindo locais de encontro, casas portistas criadas com empenho e amor, espaços de tertúlia e devoção.

A 109ª, em território luso, na pacata vila de Mira, concelho limítrofe de Vagos, local onde o Oceano Atlântico acaricia suavemente o imenso areal. Um grupo de amigos, de idades distintas, com profissões díspares, mas unidos num ideal, conseguiram o que se achava impensável, meses atrás. A concretização do sonho, dando forma a um desejo premente de gerações habituadas a serem fiéis às cores azul e branca. Um espaço exíguo, é certo, mas onde a parca dezenas de metros quadrados não esconde um fervor clubista intenso.

Ficam aqui os votos de sucesso futuro e, fundamentalmente, de agradecimento pela coragem de avançarem, de forma destemida e altruísta, na criação de um altar ao clube do nosso coração. A festa, obviamente, nunca estaria completa sem a presença de um dos maiores obreiros na criação do orgulho na “marca” azul e branca. Pinto da Costa, com uma recepção digna de chefe de Estado, continuamente provando que o nosso clã tem cada vez um maior número de seguidores.

***
No rescaldo de mais um empate, frente a um rival na luta pelo título, já tudo foi devidamente esmiuçado, na blogosfera de tendência azul e branca. Muitos, decepcionados com o nível de jogo da equipa que ostenta as insígnias de campeã nacional, optam por colocar as culpas no treinador. Estarão eles certos?

Jesualdo não é uma pessoa que recolha consensos. E isto, quando falamos de um técnico com duas vitórias consecutivas na competição maior do futebol português, significa alguma coisa. Já todos terão percebido, nestes mais de 700 dias de convívio com o decano treinador, que o comedimento e conservadorismo fazem parte da sua natureza táctica, quase como mantras, repetidos até à exaustão. Sem se mostrar servil, este Porto tem apenas potenciado as suas capacidades nos jogos disputados fora do Dragão, explanando de forma exímia as transições rápidas, sempre a cargo do tridente atacante, constituído por Hulk, Lisandro e Rodriguez. O busílis da questão surge, regularmente, quando a equipa sobe ao palco de eleição que é o Estádio do Dragão, defrontando adversários fechados, com ferrolhos defensivos, encurtando espaços e pressionando de forma hábil as peças nucleares do esqueleto da equipa portista. O jogo de Sábado, perante um opositor que aparecia na Invicta ainda traumatizado pela lição aplicada por um Bayern sádico, é bem elucidativo do labirinto onde este Porto se encontra. Um futebol inócuo, vivendo de fogachos individuais, sem capacidade anímica para o esperado grito de revolta. E assim, após as duas recepções aos putativos candidatos sulistas, os pupilos de Jesualdo não só não liquidaram as aspirações alheias, como ainda comprometeram as suas.

Num plantel com lacunas graves, que iniciou a competição oficial com dúvidas existenciais nas laterais, sente-se que o onze inicial começa a ser espremido, até ao limite, ressentindo-se das indecisões na defesa, quando Fucile está ausente, e das já conhecidas limitações físicas de Lucho. Com Fernando, no seu ano de tirocínio, a jogar bem mais do que o esperado, conseguindo funcionar como um pêndulo na manobra proteccionista da defesa [pese a desastrada exibição frente ao Sporting, com uma quantidade abissal de passes errados], Meireles tem-se afadigado numa polivalência prejudicial ao seu estilo de jogo, como foi novamente notório no embate frente aos leões. Afligido pela ajuda que forçosamente tinha que prestar, primeiro à direita, no necessário espírito corporativo de apoio a Pedro Emanuel [o erro de casting de Jesualdo, no clássico] e depois a Cissokho, limitado tecnicamente, não tem aparecido, como é sua imagem de marca, na zona de tiro, onde o seu forte pontapé se torna uma arma temível e de créditos firmados.

E assim, num plantel já com parcas escolhas aos eleitos iniciais, o visionarismo táctico [vulgarmente apelidado de invenção] de colocar um defesa-central, duro de rins e com pouca velocidade, a abrilhantar a ala direita, foi uma espécie de tiro no pé, que só podia culminar numa gangrena sem resolução. A teimosia biliar de Jesualdo, arreigado nas suas convicções profundas, apenas lhe permitiu agir, correctivamente, com a lesão do novo lateral-esquerdo, obrigando o técnico portista a colocar, finalmente, Tomas Costa numa posição em que o argentino parece rotinado. E o Porto, coxo até então, atacando apenas pelo lado esquerdo, através do demónio Rodriguez, verdadeiramente endiabrado, conseguiu voltar a explanar um futebol mais consentâneo com a sua categoria.

Não sendo ainda altura de tocar os sinos a rebate, os azuis e brancos encontram-se agora perante desafios cruciais, decidindo o êxito da temporada numa semana louca. O jogo, frente ao surpreendente Leixões, com a saúde física periclitante de Lucho, a confirmada ausência de Rodriguez [obra e graça do João “pode ser” Ferreira] e as lesões nas laterais, obrigarão a um sério exercício de planeamento, sabendo-se de antemão que a derrota é um resultado a evitar, de qualquer forma.

O Porto apenas terá possibilidades de êxito na luta pelo tetra se – e enquanto – mantiver a dianteira. Com a ignominiosa campanha mediática, que visa acentuar o sentimento anti-portista, branqueando os sistemáticos erros dos juízes de campo contra nós, os vermelhos terão a passadeira devidamente estendida, se atingirem o 1º posto. Será uma reedição de 2005, quando nas últimas jornadas valia tudo para se conseguirem os 3 pontos.

***
Neste País cada vez mais transformado num enorme Circo, os do costume procuraram animar a 2ª feira, dia normalmente depressivo para a imensa prole trabalhadora cá do burgo. As manchetes, destilando ainda o peganhento veneno falavam, em tons histriónicos, em “falências técnicas”, alertando os incautos para a tragédia que se avizinha, sobre as cores azuis e brancas. De forma a parecerem sérios, colocavam preocupados a tónica nas normais fontes de informação, com os cenários catastróficos a serem previsíveis. Só faltava clamar, alto e bom som, que o fim do Mundo estava prestes a chegar à Invicta. Não sendo doutorado em ciências financeiras, compreendo que as contas apresentadas pela SAD portista sejam, num patamar de racionalidade, algo inquietantes, sobretudo pela dimensão gorda do passivo. Mas existe, nesta equação, algum dado novo?

Não. As contas da SAD, auditadas de forma independente, inserem-se na prestação de contas semestral, sendo que existe aqui uma diferenciação entre o normal ano civil e o contabilístico, dada a especificidade do fenómeno futebol. Quem, com um mínimo de paciência, comparar os resultados dos 3 grandes do futebol luso, chega à conclusão que os prejuízos são de valores similares, com os passivos gigantescos a equipararem-se. Num jornalismo sério, isento e íntegro, esta banal conclusão seria dada à estampa com o realce merecido, focando as atenções do público-alvo, não no clube A, B ou C, mas num fenómeno global. Mas isso, já se sabe, foge aos ditames do sensacionalismo requerido pelo pasquim Correio da Manhã. Não são sérios. Não são isentos. E não são, obviamente, jornalistas na verdadeira acepção da palavra.

As contas apresentadas não enganam. São como o algodão. A SAD portista apresentou 1,4 milhões de prejuízo, abaixo dos 2,3 milhões leoninos e da faraónica monta de 9,3 milhões da corja vermelha, sendo claro que é a mais aglutinadora na capacidade de gerar receitas, goleando aqui os seus rivais, incapazes de sucesso na prova milionária de clubes ou na venda dos activos – leia-se jogadores – aos tubarões europeus. Numa semana onde os 3 grandes resolveram publicar as contas, não deixa de causar alguma surpresa – e espanto, aos mais ingénuos – que a propalada falência técnica portista, avançada pelo panfleto lisboeta, seja desmentida pelo facto de a SAD portista ser aquela que apresenta os capitais próprios mais elevados, num total de 16,4 milhões, bem acima dos 4,9 milhões dos leões e dos 13,6 milhões das águias.

Como se vê, não deixa de se tornar algo surrealista quando a pretensa “notícia” escamoteia tudo isto, branqueando as periclitantes situações dos rivais. Mas, como com o mal dos outros podemos nós, existem dois pontos que merecem ser reflectidos, na blogosfera azul e branca:

- Os capitais próprios da SAD portista são inferiores, nesta fase, a metade do Capital Social, sendo que o facto deve merecer alguma reflexão por parte da Administração;

- O prazo da dívida portista é, ao contrário da SAD sportinguista, de curto prazo, exigindo nesta fase uma capacidade negocial com a Banca de forma a reestruturar essa mesma dívida, evitando o estrangulamento financeiro decorrente dos conhecidos 61 milhões de euros a liquidar, a diversas instituições financeiras, no ano em curso. Esse pormenor poderá obrigar [e reafirmo que isto é apenas uma análise superficial, meramente empírica, por não conhecer os factos todos] a vendas extraordinárias de jogadores, no final da presente temporada. Julgo, aliás, que isso se tem tornado visível na política desportiva do clube, inflectindo para o mercado interno [contratações de Cissokho, Miguel Lopes e a potencial compra de Beto], evitando algumas aquisições ruinosas, do ponto de vista desportivo e económico.

Obrigado por continuarem a tentar!

    Eles tentam tudo. O FC Porto fora da UEFA Champions League, o seu presidente diabolizado, as transferências investigadas… Qualquer coisa serve para animar uma sanha que nem as lógicas de mercado ajudam a perceber. O Labaredas acredita que não passa de ódio e inveja. O Correio da Manhã até dá vontade de rir.

    Esta segunda-feira resolveram «embirrar» com as contas da SAD. Esquecem-se é do essencial: compará-las às dos rivais. Pois, não dá jeito… São piores! Código Deontológico? O que é isso? Importante é lançar mais uma manchete tolhida de veneno. Assim vai algum jornalismo lisboeta. Seríssimo, como sempre!
fonte: fcporto.pt

02 março, 2009

E sai mais uma...

Aberto inquérito a falsas declarações de Carolina Salgado

O Ministério Público já abriu um inquérito a Carolina Salgado, a antiga companheira de Pinto da Costa, pelo crime de falsas declarações no âmbito do "caso da fruta", relacionado com o "Apito Dourado", disse esta segunda-feira fonte ligada ao processo.

A acção contra Carolina Salgado está em fase de inquérito no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto e foi interposto depois de o 2.º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal do Porto arquivar a acusação de corrupção a dois dirigentes do FC Porto, Pinto da Costa e Reinaldo Teles, o empresário António Araújo e o árbitro Jacinto Paixão e respectivos auxiliares.

Na decisão instrutória, proferida a 30 de Junho de 2008, o juíz Artur Guimarães Ribeiro considerou "notório" que Carolina Salgado prestou "falsas declarações em tribunal quanto ao objecto dos autos", pelo que não podiam "os depoimentos da testemunha Carolina Salgado serem valorados em tribunal".

Depois de extraída uma certidão do "caso da fruta" julgado em primeira instância, foi aberto um inquérito a Carolina Salgado por falsas declarações, mas Miguel Moreira dos Santos, advogado de Pinto da Costa, garantiu hoje à Agência Lusa que, até hoje, "ninguém foi chamado" para a inquirição.

Pelo crime de falsas declarações (artigos 160.º e 161.º do Código de Processo Penal), Carolina Salgado incorre numa pena de prisão de seis meses a três anos ou numa pena de multa não inferior a 60 dias.

O "caso da fruta" reporta-se ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora de 2003/2004. Depois do arquivamento em primeira instância, foi reaberto pela procuradora-adjunta Maria José Morgado, com o Tribunal da Relação do Porto a negar provimento ao recurso, a 12 de Fevereiro de 2009.

O acórdão dos juízes-desembargadores reafirmam que o testemunho de Carolina Salgado "se revela, de forma alguma, credível".

Carolina Salgado é testemunha também no processo no âmbito do "caso do envelope", que se inicia terça-feira, no Tribunal de Gaia, em que Pinto da Costa e António Araújo são indiciados pelo crime de corrupção activa desportiva e o árbitro Augusto Duarte é acusado do crime de corrupção desportiva na forma passiva.

Este processo insere-se no âmbito do "Apito Dourado" e é relativo ao jogo Beira-Mar-FC Porto, também referente à temporada de 2003/2004.

O processo "Apito Dourado" relaciona-se com alegada corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem.

# fonte: JN on-line em 02Mar2009

Podia ter sido melhor… ou pior!

É com um misto de sentimentos que encaro esta semana que passou, em que o FC Porto enfrentou dois desafios extremamente importantes para o resto da temporada. Dois desafios que apesar de não terem tido o desfecho que todos nós portistas esperávamos e estamos habituados, acabam por não comprometer nenhum dos dois grandes objectivos para esta época.

Pela primeira vez em 4 anos, o FC Porto encontra-se em vantagem para a 2ª mão dos oitavos–de–final da Champions e isto parece-me ser muito importante. Nas últimas edições o FC Porto entrou sempre na 2ª mão atrás do prejuízo, agora tem a vantagem de estar na frente da eliminatória e jogar perante o seu público! Se é verdade que a goleada desperdiçada em Madrid deixou um sentimento de frustração em todos nós, também não deixa de ser menos verdade que marcar 2 golos fora numa eliminatória da Liga dos Campeões reveste-se de enorme importância. No Dragão o FC Porto tem que jogar de forma inteligente e aproveitar os espaços que o Atlético lhe irá conceder em virtude de ter de marcar golos. O grande problema do FC Porto este ano no seu terreno têm sido as equipas extremamente “fechadas” que tem enfrentado, equipas que têm jogado para não perder, sempre com o intuito de destruir jogo. Com o Atlético é pouco provável que isto aconteça e se acontecer tanto melhor… um empate a zero golos basta para seguir em frente na eliminatória. Depois de várias épocas a “encalhar” nos oitavos, é tempo agora de seguir em frente e demonstrar mais uma vez qual o único clube capaz de ombrear com os “grandes” Europa. Aliás, muito admirados devem ficar os “europeus” quando se apercebem que o “grande” FC Porto é do mesmo campeonato (apenas por razões fronteiriças) que os “pequeninos” Benfica e Sporting. É caso para dizer: “pequeninos”, para a vergonha que têm feito a nível europeu, é melhor ficarem em casa quietinhos. O Braga, o Boavista ou até o Marítimo fazem mais, dignificam mais o nome de Portugal e dão mais luta aos adversários, não sendo goleados sem apelo nem agravo! Sinto vergonha em ser de um país que tem clubes como Sporting e Benfica… Sinto mesmo vergonha…

Quanto ao campeonato, é caso para dizer que grande parte da boa vantagem conseguida à 2 semanas atrás foi-se por “água abaixo”. O empate sem golos acabou por ser a conclusão de um jogo muito disputado a meio – campo em que as defesas se sobrepuseram aos ataques. No entanto, há um sinal positivo a destacar. Pelo menos (a não ser que os sportinguistas tenham perdido toda a sua vergonha) não vamos ter agora o choradinho habitual das arbitragens, e as conversas de que o Sporting, tão puro e transparente, foi mais uma vez roubado pelos impostores do FC Porto. Desta vez, não há desculpas com a arbitragem, o que é uma chatice para quem está tão habituado a esse argumento como os de verde e branco!

O jogo que se segue com o Leixões é de extrema importância e dificuldade. Ainda para mais, disputado no estádio do Mar esperemos que o FC Porto não naufrague. A margem de erro agora é diminuta. O que me preocupa não são os adversários mais directos, que pouco ou nada jogam, mas sim o próprio FC Porto. Parece-me que o principal adversário do FC Porto é mesmo…o próprio FC Porto. Acho que está tudo dito…

No entanto, a minha confiança no nosso clube é imensa. O FC Porto é um clube viciado em vitórias, que nos momentos decisivos dá a resposta adequada, com os resultados que se têm visto! Esperemos que continue assim…

01 março, 2009

A marcar passo...

assistência: 48.010 espectadores.

árbitros: João Ferreira (Setúbal), Luís Ramos e Pais António; Paulo Baptista.

FC PORTO: Helton; Pedro Emanuel «cap», Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Lucho, Fernando e Raul Meireles; Hulk, Lisandro e Rodríguez.
Substituições: Cissokho por Tomás Costa (72m), Lucho por Farías (83m) e Lisandro por Sektioui (89m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Mariano e Andrés Madrid.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

SPORTING CP: Tiago; Pedro Silva, Daniel Carriço, Polga e Grimi; Pereirinha, Rochemback, João Moutinho «cap» e Izmailov; Derlei e Liedson.
Suplentes: Grimi por Caneira (29m), Izmailov por Yannick Djaló (69m) e Rochemback por Adrien Silva (83m).
Não utilizados: Ricardo Baptista, Tonel, Tiuí e Romagnoli.
Treinador: Paulo Bento.

disciplina: cartão amarelo a Polga (35m), Derlei (35m), Rolando (47m), Rochemback (62m), Tomás Costa (81m), Rodríguez (90m) e Tiago (90m).

golos: ---.

[esta mensagem é só para ti. sim, tu. tu que envergas essa mítica camisola. que és o portador de anseios de milhões. tu, que subirás ao relvado, carregando o peso simbólico de uma história secular. tu, que descerás as escadas de cimento, ouvindo o ecoar dos pitons de alumínio nas paredes. que sentirás, ao aproximar-te da luz no fundo do túnel, o ambiente efervescente que te espera. antes de veres, ouvirás. os cânticos. o clamor. os gritos de paixão. porque este estádio, mesmo sendo feito de pedra, é uma entidade viva. que respira de alívio quando o adversário falha. que explode de júbilo quando a bola se anicha na rede. és tu o escolhido. tu, que lá dentro cerrarás os dentes. indómito. inquebrável. serás a personificação de uma mística. de uma forma única de vida. sentirás orgulho. daquele que faz arrepiar a pele. que coloca uma lágrima furtiva no canto dos olhos. transcende-te. e, se em algum momento te sentires a soçobrar, pára. olha à tua volta. vê as bancadas repletas. os rostos confiantes. são milhares. unidos. um clã. 50.000 corações batendo em uníssono, formando um só. um imenso batimento cardíaco, pulsando. um coração transbordando de paixão. durante 90 minutos, serás tu o centro das atenções. nada mais importa. apenas a vitória. supera-te. sentimos orgulho nesse emblema. vencer. terás sempre a nossa força. o nosso apoio. vencer. é disso que se trata. consegue-o. por nós. por ti. pelo dragão que nos guarda. pela bandeira que amamos. vence.]

E pronto, agora o jogo. Primeira imprecação solta, ainda com as equipas a perfilarem-se perante o público que, mais uma vez, encheu o anfiteatro portista. As dúvidas, quanto ao escolhido para ocupar o posto de defesa-direito, rapidamente desfeitas, com silhueta inconfundível de Pedro Emanuel a surgir na saída do túnel. Aposta de risco de Jesualdo, face às ausências por lesão dos habituais titulares Fucile e Sapunaru, mas uma jogada calculada, maturada na experiência de um jogador com um perfil à Dragão.

Sem outras surpresas, o jogo iniciou-se após o apito do militar João Ferreira, com os comandados de Jesualdo a espraiarem-se no relvado no habitual esquema táctico que contempla a frente de ataque com os móveis e dinâmicos Hulk, Lisandro e Rodriguez. No centro, zona nevrálgica do terreno, previsivelmente palco de uma enorme batalha pelo domínio da partida, os usuais Lucho, vindo de uma bela exibição em terras espanholas, Meireles, futebol geométrico pensado ao milímetro e o imberbe, mas sereno, Fernando.

Na baliza, Helton, olhado de soslaio e com desconfiança por alguns, depois da falha monumental no jogo da Champions, mas aparentando uma calma glacial, resposta adequada às pouco corteses palavras de Quique [só comprova que os ciganos se preocupam mais com a casa dos outros do que com a própria]. Para Bruno Alves e Rolando a tarefa hercúlea. A de marcar um avançado com codícia, letal como há muito não se via no futebol luso, Liedson de seu nome.

O início do encontro não defraudou expectativas. Rápido, com ambas as equipas a privilegiarem as transições com velocidade, disputado com ardor, com a esperada predominância sportinguista pelo lado esquerdo do seu ataque, visando explorar fragilidades no posicionamento de Pedro Emanuel. Os Dragões, apostando mais nas trocas de bola dos homens avançados, gizando os seus ataques pelo flanco esquerdo, com Rodriguez activo na criação de espaços.

Como se de um gigantesco tabuleiro de xadrez se tratasse, era notório que o uruguaio de azul e branco vestido se tornava, muitas vezes, no 4º médio da equipa, equilibrando a guerra com o famigerado losango leonino.

Aos poucos, metro a metro, o Porto ganhava espaço. Acentuava o domínio. Jogava cada vez mais perto da área adversária. Os lances mais destacados, nesta fase, foram:

- 11’. Pontapé de canto e Lisandro a elevar-se com graciosidade, vendo a cabeça de Pereirinha a salvar um golo cantado, sobre a linha da baliza;
- 18’. A mais bela jogada, até então. Progressão de “Cebola” Rodriguez, combinando de forma alternada com Hulk e Lisandro, até penetrar no último reduto do opositor, acabando por se estatelar, perante a pressão de 3 adversários.
- 23’. Novamente Rodriguez, recebendo um passe longo, deixando-o no entanto isolado perante a defensiva leonina. Acutilante, Rodriguez gere com mestria o espaço, ultrapassando vários defesas, até conseguir um remate, rechaçado in-extremis.

Sinal mais dos azuis-e-brancos, a que o Sporting se opunha com coesão defensiva, tapando os espaços, usando da dureza nas marcações, perante o beneplácito arbitral [Lucho que o diga, ao ser mimoseado com duas entradas à margem das leis, causando debilidades físicas].

O jogo tornou-se mais quezilento, continuando competitivo, exigente, intenso. Pedro Emanuel mostrava ser o elo mais fraco. O perigo, para as nossas redes, provinha dali. Esqueceu-se, por momentos, de Izmailov, com o russo isolado a rematar disparatadamente. Permitiu, pouco depois, que Derlei o vencesse num duelo aéreo, colocando o esférico redondinho na cabeça de Liedson. O poste da baliza de Helton [finalmente uma bola nos ferros não disparada por nós] salvou a noite portista.

A segunda metade foi distinta. Se a 1ª pode ser comparada a um doente cardíaco, em plena crise arrítmica, jogada de forma nervosa, com alguns momentos enérgicos e vigorosos, a 2ª metade foi menos turbulenta, com o sistemático empenho portista a esbarrar sempre numa sólida e porfiada defensiva leonina. 45 minutos de suor, onde a luta e determinação se impuseram sempre sobre a criatividade e explosividade. Pouco futebol, num puzzle onde as peças se encaixavam, na perfeição.

Mantendo o mesmo grau de competitividade, o Sporting optou por uma estratégia de menor exposição, refreando os poucos ímpetos ofensivos que tinha, sempre atento aos movimentos atacantes de Hulk e Cª.E os portistas, apenas munidos de boa vontade, nunca foram capazes de se libertarem dos espartilhos tácticos colocados pelo opositor.

Análise final: Num jogo onde a entrega e profissionalismo dos atletas de Dragão ao peito nunca podem ser colocadas em causa, a verdade, depois de esmiuçados os 90 minutos, é apenas uma: o Porto teve uma mísera oportunidade de golo flagrante, quando Pereirinha salvou o cabeceamento de Lisandro. Muito pouco para quem tanto atacou, voltando a padecer de uma lacuna que assume foros de gravidade, em alta competição: a total ausência de aproveitamento do caudal ofensivo da equipa, esbanjando regularmente os lances de bola parada [e foram tantos]. Cantos e livres, continuamente sem permitir o grito libertador de golo. Jesualdo voltou a ser extremamente comedido e conservador nas substituições, optando pelas tardias entradas de Farías e Tarik, deixando claramente subentendido que as mesmas se deveram apenas a poupanças físicas dos titulares, e não a uma aposta forte na vitória. Um jogo calculista do técnico portista, onde a ponderação e moderação voltaram a dar cartas.

Os pessimistas verão, neste novo empate, o desperdício de oportunidade, depois da falhada vitória na recepção às águias. Os mais optimistas lembrarão, sempre, que não se tendo vencido os rivais na própria casa, também não se perdeu. Para a história, uma sensação de frustração, que não nos impedindo de continuar a liderar, coloca algumas reticencias ao futuro próximo azul e branco, agora com acrescidas dores de cabeça, com a lesão de Cissokho. Sem laterais de raiz e com Rodriguez, o dinamizador atacante de hoje, afastados do jogo com o Leixões, a tarefa que se avizinha não se afigura fácil.

Melhor do Porto: Correndo o risco de errar, dado que a análise do jogo é sempre feita sob uma enorme carga de emoção, deixando a racionalidade ausente durante o decorrer do encontro, parece-me que não subsistem dúvidas que a energia contagiante de Rodriguez, verdadeiro dínamo cheio de electricidade, rompendo as amarras defensivas, galvanizando os companheiros, levando o jogo atacante da equipa às costas, o tornam na principal figura de referência na equipa azul e branca. Atravessando o melhor período da temporada, parecendo avesso a descanso, pressionando os adversários logo junto à sua área [fantástico corte em carrinho sobre Pedro Silva], procurou sistematicamente a linha de fundo, furtando-se em malabarismos técnicos de todos os adversários que lhe apareciam pela frente, sendo praticamente o único jogador de Dragão ao peito a causar o terror na defensiva contrária.

Arbitragem: Irritante, será a melhor forma de caracterizar o trabalho de João Ferreira. A imagem de sobriedade do juiz de campo é apenas fictícia. Optando, desde início, por uma abordagem “very british”, pactuou amiúde com a rudeza dos homens de verde e branco, contemporizando com as inúmeras e cirúrgicas faltas da defensiva leonina. Não tendo erros de monta, passíveis de interferência no resultado final [benefício da duvida na queda de Rodriguez, na 1ª parte], foi provocador na análise de cantos e faltas, sempre em prejuízo claro dos portistas. O amarelo a Rodriguez, no ocaso da partida, impedindo que o uruguaio seja usado frente ao Leixões, é sintomático da forma de actuar dos árbitros tugas. Haja decoro!

Nota final: Momento revelador da partida, aos 92 minutos, com Tiago a empatar, de forma obscena, tempo, na ânsia do apito final da arbitragem. Uma equipa que, com o referido empate, ficaria sempre a 4 pontos dos portistas, com desvantagem no confronto directo, abdicando visivelmente da tentativa de vencer. Depois admiram-se de serem regularmente humilhados nas competições europeias…