11 março, 2009

Regime Jurídico das Federações Desportivas

Recebemos do Professor António Cunha, ex-técnico de andebol do FC Porto, um pedido para publicação do texto que segue:

    “… divulgamos mais um evento que a Licenciatura em Gestão do Desporto do Instituto Superior da Maia está a organizar no próximo dia 13 de Março, sexta-feira e que conta com a presença já confirmada do Dr. José Manuel Chabert (assessor jurídico da secretaria de estado do desporto), Dr. Guilherme Aguiar (docente no ISMAI e vereador do pelouro do desporto da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia), Dr. Vicente Araújo (Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol), Engº Paulo Paraty (ex-árbitro internacional) e com a confirmação ainda pendente do Dr. Luis Lourenço (Presidente da Associação de Futebol do Porto).

    O novo regime jurídico das federações desportivas recentemente publicado tem influência directa em todo o sistema desportivo português, sendo um assunto de extrema actualidade para centenas de organizações desportivas e milhares de dirigentes desportivos. A presença de reputados especialistas e dirigentes desportivos neste debate, permite a criação de um momento único de reflexão em torno deste instrumento jurídico, permitindo uma melhor compreensão dos seus impactos positivos e negativos no sistema desportivo.”

10 março, 2009

Cada tiro, cada melro...

Filipe Vieira conspirou contra Pinto da Costa, acusa ex-namorado de Carolina
Paulo Lemos, testemunha de defesa de Pinto da Costa no "caso do envelope" do "Apito Dourado", afirmou, esta terça-feira, em tribunal que o presidente do Benfica conspirou com Carolina Salgado, ex-companheira do líder do F.C. Porto, para incriminar o dirigente portista.


Na quinta sessão do "caso do envelope", um apêndice do mega-processo de corrupção desportiva Apito Dourado, em julgamento no Tribunal de Gaia, Paulo Lemos, ex-companheiro de Carolina Salgado, revelou alguns dados dos encontros entre o líder "encarnado", Luís Filipe Vieira, e a autora do livro "Eu, Carolina".

"Num jantar em Lisboa, Luís Filipe Vieira disse a Carolina: O que tens para mim e quanto queres por isso?", contou Paulo Lemos, inquirido pelo advogado Gil Moreira dos Santos, representante legal de Pinto da Costa.

"Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, tentou, nesse jantar, incriminar Pinto da Costa, juntamente com Carolina. Estava também presente Leonor Pinhão (jornalista)", afirmou, admitindo ter presenciado essa conversa.

A testemunha de defesa, que chegou a ser acusado, com Carolina Salgado, do crime de fogo-posto aos escritórios do advogado Lourenço Pinto e de Pinto da Costa, falou de três jantares no restaurante "propriedade de Baba", uma mulher que disse ser esposa do empresário de futebol Jorge Baidek.

"Carolina, nos três jantares nesse restaurante em Lisboa, falava sempre em privado com Baba. No último jantar, com Luís Filipe Vieira, estava Leonor Pinhão e outras pessoas que não conheço", disse o confesso adepto portista e actualmente sem qualquer relação com Carolina.

Fernanda Freitas, co-autora, com Carolina Salgado, de "Eu, Carolina", falou igualmente da relação de Leonor Pinhão com o livro.

"Foi Leonor Pinhão que me pediu para tirar a fotografia à cómoda [onde alegadamente estava o dinheiro que Pinto da Costa usava para subornos] da casa da Rua do Clube dos Caçadores, em Gaia", disse.

Fernanda Freitas, que adiantou ter trocado alguns e-mails com Pinhão, disse ainda ter escrito o livro após notas tomadas em conversas com Carolina Salgado e afastou-se completamente dos capítulos que referem o caso Apito Dourado e os subornos a equipas de arbitragem, assim como tráfico de influências.

Também testemunha de defesa de Pinto da Costa, o juiz conselheiro José Manuel Matos Fernandes enalteceu hoje no tribunal "a seriedade" do dirigente e afirmou nunca lhe ter constado qualquer tentativa de suborno na arbitragem.

O advogado de Pinto da Costa, Gil Moreira dos Santos, pediu também hoje para juntar aos autos um talão de vencimento do dirigente do FC Porto, tendo em conta as dúvidas que este manifestou na primeira audiência do julgamento quanto ao valor exacto da sua remuneração. Segundo aquele documento, Pinto da Costa ganha 19,497,37 euros líquidos mensais como presidente da SAD do FC Porto.

Durante a tarde, serão ouvidas as tstemunhas Azevedo Duarte e Hernâni Duarte, pai e irmão do arguido Augusto Duarte, chamados pela defesa deste árbitro.

O processo do "caso do envelope" reporta-se ao encontro Beira-Mar-FC Porto (0-0), da 31ª jornada da Liga de 2003/04, realizado em 18 de Abril.

Pinto da Costa e António Araújo estão pronunciados pelo crime de corrupção desportiva activa e ao árbitro Augusto Duarte é imputado o crime de corrupção desportiva passiva.

O processo é um apêndice do mega-processo Apito Dourado e tem como génese casos de alegada corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem portuguesa.

Juíza recusa ouvir irmã de Carolina no caso contra Pinto da Costa

O Ministério Público queria que a irmã de Carolina Salgado prestasse depoimento no julgamento do caso do envelope, a decorrer no tribunal de Gaia. Mas a chamada de Ana Salgado acabou recusada pela juíza, por entender ser irrelevante para o processo.

O procurador José Augusto Sá sustentava o pedido numa notícia do JN deste domingo sobre um provável recuo da irmã de Carolina no apoio a Pinto da Costa, que está a ser julgado por acusação desportiva.

A testemunha estava inicialmente arrolada pelo presidente do F.C. Porto, mas pediu dispensa alegando não se sentir em condições emocionais para prestar depoimento. A dispensa foi concedida, mas agora o Ministério Público queria ouvi- la, principalmente para averiguar da credibilidade de Carolina. Perante a recusa da juíza, o procurador vai recorrer para a Relação.

# fonte: JN on-line em 10Mar2009

A crónica de uma tarde memorável...

A tarde do último domingo, ficará para sempre na minha memória. Todos os pormenores que envolveram a dramática vitória do FC Porto diante do Sporting, afastando o rival lisboeta da Taça de Portugal de andebol, estarão em destaque na crónica desta semana. Uma crónica escrita depois de um fim de semana em beleza com vitórias em todas as modalidades.

Estive em Matosinhos a ver o Leixões/FCP (1-4) em futebol (a convite do amigo, Vila Pouca), e no dia seguinte dei um saltinho à Póvoa de Varzim para ver esse jogo de andebol memorável...

Que estas boas memórias continuem após a noite de quarta-feira depois do jogo da Champions, é o que mais desejo...

(a festa Portista no final da partida de andebol empolgante, a que assisti, domingo, na Póvoa)

Somos nós, a tua força, a tua voz, tu nunca estarás só...
(FC PORTO apurado para os quartos de final da taça de Portugal, sorteio é hoje às 17h)

  • FC Porto, 32 - Sporting CP, 31 (após prolongamento)

FCPorto e Sporting defrontaram-se na Póvoa de Varzim para a disputa dos oitavos-de-final da taça de Portugal 2008/09 de andebol. Uma boa assistência, com maioria clara por parte da massa associativa azul e branca. Na bancada VIP, Adelino Caldeira e Júlio Marques e, um pouco mais ao lado, vislumbrei também o hoquista Jorge Silva.

O jogo disputou-se sem qualquer acompanhamento televisivo ou radiofónico, o que lamento profundamente.

Na bancada onde me sentei mais a minha esposa, acenei ao amigo Vila Pouca, mas fiz questão de me sentar na 1ª fila onde pouco depois se juntou o amigo, antilamp. A 1ª metade do jogo foi equilibrada com o FC Porto quase sempre na frente, podendo até ter conseguido 3 golos de diferença ao intervalo em vez de apenas um (14-13), aproveitando o Sporting alguns erros nossos na ponta final para reduzir a desvantagem.

A dupla nomeada, foi a que mais problemas cria ao FC Porto, Eurico Nicolau e Ivan Caçador, mas este último, foi substituído à última da hora por Alberto Cerqueira, um sujeito que ROUBOU o FC Porto de todas as formas e feitios, deixando a assistência Portista à beira de um ataque de nervos.

No final da 1ª parte, Inácio Carmo lesionou-se (gravemente?) num dedo e não mais pode entrar, uma baixa de vulto que aliada ao festival dado pelo 2º árbitro da partida, inclinou o jogo para o lado leonino. A desvantagem dos Portistas ia aumentando e o público desesperava, uma semana depois de vergarmos o Sporting a uma goleada convincente. A sete minutos e meio do fim, o FC Porto perdia por 20-28 e parecia que o pesadelo estava consumado. Nessa altura, alguns gritos de «só eu sei porque não fico em casa», cortaram-me o coração.

O público, que sempre apoiou a equipa, parecia desacreditar de vez, mas... eis que um golo azul seguido de uma exclusão e outro ataque falhado dos leões me ressuscitou. E com a ajuda do meu amigo antilamp, começamos os 2 a gritar "Porto, Porto, Porto"! E aquela multidão seguiu-nos com toda aquela fé, aquele espírito do Dragão, fazendo empolgar os jogadores azuis e brancos que foram reduzindo a diferença, embora o tempo já fosse escasso.

Os Leões tremiam, o público cada vez mais ruidoso, puxava pelos Dragões e o inesperado sucedeu. Com 27-29 a 1 minuto do fim, o Porto ainda reduz a 38 segundos, mas a posse de bola é do Sporting. Os árbitros expulsam o nosso melhor marcador, Ricardo Moreira (10 golos), mas o Sporting permite uma fabulosa defesa a Ricardo Candeias que na 2ª parte substituiu Laurentino, de forma absolutamente soberba. Foram as suas fenomenais defesas que também permitiram este final dramático. Com cerca de 10 segundos para jogar a bola é colocada em Filipe Mota que em contra-ataque aguenta uma rasteira e mesmo já quase sem equilíbrio, mete a bola nas redes empatando o jogo perto do segundo final (29-29). É a explosão no pavilhão da Póvoa. Agarro-me às grades festejando como um louco o golo, berrando largos segundos praticamente na cara do árbitro «leonino» que passava ao meu lado com cara de desilusão. "Porto, Porto, Porto", grita-se de forma eufórica no pavihão! Os poucos lagartos estão agora de cabeça em baixo, querendo passar despercebidos.

O prolongamento teve emoção também até ao último segundo, o Porto marca, eles empatam com os árbitros a tudo permitirem. 31-31 no início da 2ª metade e Jorge Ribeiro que substituiu o expulso Ricardo Moreira faz o 32-31, sendo que nessa altura tivemos duas situações para matar o jogo (Martingo e Tiago) desaproveitadas com o Sporting a ter um último remate defendido pelo homem do jogo, Ricardo Candeias.

Os cachecóis azuis-e-brancos balançam no ar, a multidão grita pelo clube, os jogadores abraçam-se, estava consumada uma reviravolta histórica que só sucede nos filmes... Nessa altura, e não tenho vergonha de o dizer, claramente, sinto os olhos rasos de água e escapam-se umas lágrimas. Já quase sem voz, continuo a cantar pelo Porto e por Resende, que vem cumprimentar os adeptos. À saída, peço à esposa para esquecer tudo o que viu e ouviu e ela repara nas lágrimas que ainda deslizam na minha face. Antes de entrar no carro, fumo um cigarro e sinto as mãos tremerem. Ainda estava fora de mim. Há jogos destes, ganhos contra tudo e contra todos, ganhos quando já quase ninguém acredita. Disse-me o Vila Pouca que o espírito do Dragão esteve lá na Póvoa e que foi esse factor que tudo mudou. Na verdade, "fomos nós, a tua força, a tua voz, tu nunca estarás só, força Porto, vence por nós"!!! Inolvidável, memorável jogo, que assisti, senti-me um privilegiado na tarde de domingo.

Na quinta-feira (21h), o FC Porto joga fora com o Sp. Horta na última ronda da fase regular (1º lugar já garantido), enquanto o play-off só se inicia a 18 de Abril. Os quartos-de-final da taça de Portugal, jogam-se a 1 de Maio. Agora, segue-se a selecção com a recepção à França na Póvoa a 19 de Março (20.30h, RTP2).

FC Porto triunfa num jogo muito importante com Marçal «on fire»
(6º FC PORTO - 25 jgs/ 14v/11d/39pts.)

  • FC Porto, 94 - Barreirense, 84

Com Marçal em grande nível (35 pts), bem secundado por Burns (28 pts), o FC Porto bateu um sempre complicado Barreirense. Com as derrotas de Ginásio e Guimarães, o cenário é agora bem mais animador, mas é preciso que a atitude demonstrada continue em todos os jogos. Agora, estamos apenas com mais uma derrota que Barreirense e Vitória (e com menos 1 que o Ginásio) e por isso, do 6º ao 9º lugar, tudo ainda é possível. Marçal foi este fim de semana MVP Nacional e global. Parabéns! Sábado há que bater a Física (16h) para continuar a escalada na tabela.

FC Porto precisa do inferno de Fânzeres para eliminar o Igualada
(FC PORTO apurado para os oitavos de final da Taça de Portugal, onde receberá o Juv. Viana a 28/03)

  • CD Póvoa, 1 - FC Porto, 9

Era um desafio fácil frente a uma equipa do 3º escalão, mas o Dragão não facilitou. Quem mais se destacou, foi Jorge Silva com 3 golos, numa eliminatória, onde a Oliveirense derrapou. Nos oitavos-de-final da taça de Portugal, recebemos a 28/3 a Juventude de Viana, numa eliminatória complicada.

Este sábado (17h, RTP2), vou estar em Fânzeres para a última ronda da Liga Europeia, com o FC Porto a receber os Espanhóis do Igualada e a ter que vencer, obrigatoriamente, para passar à final-eight da prova mais importante do hóquei Europeu (esta fase final será em Itália). O FC Porto precisa de um ambiente infernal, para levar de vencida uma das melhores equipas Espanholas. Vamos lá encher Fânzeres, que os nossos HEPTA, bem merecem.

Ricardo Candeias

Veio de uma lesão grave, perdeu o lugar para Laurentino (excelente época), mas já tinha sido decisivo na vitória diante do Benfica... e ontem reapareceu o Candeias dos velhos tempos. As suas defesas, os nossos incentivos e os golos portentosos dos seus colegas, escreveram a letras de ouro uma das mais notáveis e dramáticas vitórias da nossa equipa de andebol. Ao capitão Arezes, um grande lutador, ao técnico Resende e a todos os restantes jogadores, um muito obrigado pelos momentos que me proporcionaram e que jamais esquecerei.

RESULTADOS DAS CAMADAS JOVENS

Destaco o final da 1ª fase de juvenis e iniciados (futebol), com o FC Porto a vencer folgadamente as suas séries, onde nos juvenis conseguiu 100% de vitórias, sendo mesmo a única equipa nacional dos escalões jovens que não perdeu qualquer ponto no seu campeonato. Que esta onda de vitórias continue nas fases decisivas.

Os iniciados no andebol também somam e seguem, tal como os iniciados do basquetebol. No hóquei, as nossas equipas também seguem imparáveis nas séries respectivas. O andebol, pelo que aconteceu na Póvoa, mereceu toda esta atenção. Para a semana, as camadas jovens terão mais espaço...


Um abraço do Lucho.

# post publicado em simultaneo no fórum fcporto.planetaportugal

09 março, 2009

Uma nova lei…

Mais uma vez, o FC Porto demonstrou a sua superioridade na Liga Portuguesa, uma superioridade apenas posta em causa em alguns jogos no estádio do Dragão frente a equipas de menor dimensão que apenas têm como objectivo defender e destruir jogo.

Foi uma avalanche de futebol ofensivo, com muitos golos, oportunidades criadas e muita concentração táctica em todos os sectores. Só assim se explica que o Leixões, um fortíssimo adversário já com vitórias no Dragão e Alvalade, tenha sido literalmente “esmagado” pelo FC Porto. Foi a força do “Dragão”, o seu carácter em momentos decisivos, importantes e cruciais e a sua bravura em qualquer campo, que fez com que o Leixões fosse batido sem apelo nem agravo.

Com esta vitória, o FC Porto conserva a liderança com alguma tranquilidade em face da vantagem de 2 pontos em relação ao 2º classificado, sendo que em igualdade pontual a vantagem pertence aos azuis e brancos em virtude da diferença de golos favorável.

Com esta jornada, passamos também a ter conhecimento de uma nova lei do futebol. Foi no jogo da Naval em que vimos a bola bater no queixo de um jogador da equipa figueirense e o árbitro assinalar um livre. Desse livre acaba por surgir o golo que derrotou a equipa navalista. Por acaso (mas só por acaso) esse adversário é o 2º classificado e a equipa mais próxima do FC Porto. Claro… é óbvio que esse lance será escamoteado por toda a comunicação social. Provavelmente, quererão falar da exibição da equipa maravilha dos “milhões”… ah pois, se calhar é melhor não, pois a mesma foi miserável, valendo à equipa maravilha (viram o pulo de alegria que o gestor Bosta deu…foi um alívio!) um livre inventado!

O que mais me preocupa até ao fim do campeonato são mesmo os jogos disputados no Estádio do Dragão. Já são demasiados pontos perdidos no Dragão. Acho que já está na altura de colocar um ponto final na perca de pontos e embalar de vez para o título de campeão nacional, o quarto consecutivo! E digo-vos, sinceramente, este título terá um sabor especial… por várias razões…

ps - Depois do autêntico banho de bola que o FC Porto infligiu ao Atlético de Madrid no seu próprio estádio, apenas valendo aos madrilenos a azelhice de Helton (que já começa a chatear a sério…), logo vi imensas pessoas (os ordinários do costume) desvalorizarem a exibição do FC Porto, argumentando que o Atlético é que não teria qualidade alguma, limitando-se o FC Porto a aproveitar a azelhice dos espanhóis… pois bem, depois do banho de bola dado pelo FC Porto, o Atlético venceu a melhor equipa da Europa, o Barcelona, e depois foi empatar ao campo do “fraquinho” Real Madrid… pois, era fraquinho o Atlético…

Agora é que são elas...

Carolina dá várias versões sobre envelope
Só no último depoimento, a ex-namorada de Pinto da Costa disse ter certeza do montante de alegado suborno


Da dúvida passou à certeza num prazo de poucos meses. É assim o testemunho de Carolina Salgado quanto ao valor (2500 euros) de dinheiro em notas alegadamente entregue por Pinto da Costa ao árbitro Augusto Duarte.

Em Novembro de 2006, a testemunha do Apito Dourado dizia à PJ, em Lisboa, que o seu ex-namorado oferecera entre "2500 a 3000 euros". Em Janeiro de 2007, aludia a "cerca de 2500 euros". Poucos meses depois, já dizia ter a certeza de que num envelope entregue na sua casa, na Madalena, em Gaia, estavam exactamente "2500 euros". E como soube?: "Foi o Jorge Nuno que me disse...".

"Por que não revelou isso logo no primeiro depoimento?", quis saber ontem a juíza Catarina Ribeiro de Almeida, na quarta sessão do julgamento no Tribunal de Gaia. "Vendo as notas, foi o que me pareceu... O problema foi o inspector não ter escrito que o Jorge Nuno me falou desse valor...", justificou Carolina.

Este foi apenas um dos aspectos do testemunho da ex-namorada do presidente do F. C. Porto explorados por Gil Moreira dos Santos, advogado de Pinto da Costa. Outro foi o facto de Carolina referir, tanto no seu livro como em depoimentos às autoridades, que as "visitas" de árbitros à casa do dirigente eram frequentes, quando, afinal, relata apenas encontros com Augusto Duarte e com Martins dos Santos - este último sem pormenores. "São forças de expressão...", justificou.

Num depoimento repleto de correcções face a declarações anteriormente prestadas e de vários momentos de silêncio, Carolina foi ainda confrontada com as diversas versões que apresentou sobre uma suposta entrega de envelope com 2500 euros e um alegado pedido de "favorecimento" do F. C. Porto. No julgamento, disse ter assistido a tudo, à excepção de "quatro, cinco minutos" para fazer cafés na cozinha. Mas, anteriormente, dissera ter saído do local e ouvido a conversa no "corredor". "O corredor faz parte da sala...", justificou ontem.

Por Marcelino Pires, advogado de Augusto Duarte, foi ainda confrontada com o facto de, inicialmente, ter-se referido a uma suposta entrega de dinheiro antes de um "Benfica-FC Porto, na época 2005/06". Respondeu que emendou o seu depoimento logo que detectou o "erro". Negou, ainda, ter tido acesso a peças existentes no processo aquando da redacção do seu livro e prestação de depoimentos.

Quando foi confrontada com referências a outros árbitros na casa de Pinto da Costa, Carolina disse não se recordar de nomes nem do respectivo contexto. Em especial o caso de um outro árbitro, que também terá recebido um envelope com dinheiro.

Ao ouvir o depoimento de Carolina, Pinto da Costa sorriu várias vezes, sem se manifestar.

"Discrepâncias" nos testemunhos de Carolina

As defesas do presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa, do empresário António Araújo e do árbitro Augusto Duarte sublinharam várias discrepâncias em declarações prestadas por Carolina Salgado, testemunha do Ministério Público no chamado "caso do envelope".

Na quarta sessão deste julgamento, um apêndice do processo Apito Dourado, o advogado Gil Moreira dos Santos (de Pinto da Costa) começou por apresentar um requerimento solicitando a junção aos autos de um despacho do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto no qual se determinava o arquivamento de uma queixa-crime de Carolina Salgado contra Paulo Lemos (amigo) e se participava ao Ministério Público da Comarca de Fronteira (onde agora reside Carolina) para procedimento criminal por falso testemunho da ex-companheira de Pinto da Costa.

Paulo Lemos é testemunha neste processo, arrolada pela defesa de Pinto da Costa.

A juíza aceitou a junção, por entender que "é susceptível de indiciar eventual incompatibilidade entre as referidas testemunhas".

O processo do "caso do envelope" é um apêndice do mega-processo Apito Dourado e tem como génese casos de alegada corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem portuguesa.

Pinto da Costa e António Araújo estão pronunciados pelo crime de corrupção desportiva activa e ao árbitro Augusto Duarte é imputado o crime de corrupção desportiva passiva.

Na sessão de hoje, a defesa dos arguidos utilizou como estratégia, bem sucedida, a procura de declarações discrepantes prestadas por Carolina Salgado, em momentos distintos, à Polícia Judiciária (PJ), durante a fase de instrução e na primeira audiência deste julgamento.

O enfoque da acusação foi a localização da casa onde se encontrava a cómoda, na qual, alegadamente, estava o dinheiro para os subornos às equipas de arbitragem.

Carolina Salgado tinha afirmado, inicialmente, a existência de duas cómodas com dinheiro: uma na casa da Madalena (como refere o livro "Eu, Carolina") e outra na habitação da Rua do Clube de Caçadores, em Gaia.

Hoje, na audiência, Carolina Salgado apenas referiu a existência da cómoda da casa da Rua dos Caçadores.

Gil Moreira dos Santos questionou ainda a testemunha sobre o valor alegadamente entregue ao árbitro Augusto Duarte: Carolina Salgado tinha dito em Novembro de 2006 à PJ que o envelope continha entre 2.500 a 3.000 euros, embora relate no livro - que considerou hoje credível, embora com algumas gralhas - apenas o valor de 2.500, tal como lhe tinha dito na altura Pinto da Costa.

Outras questões colocadas por Gil Moreira dos Santos relacionaram-se com os destinos do dinheiro, assim como se no encontro entre Pinto da Costa e o árbitro esteve ou não sempre presente na sala o empresário António Araújo.

O advogado Marcelino Pires, representante de Augusto Duarte - hoje pela primeira vez presente no julgamento -, encontrou igualmente algumas discrepâncias nos testemunhos de Carolina Salgado, entre elas, uma primeira alusão ao encontro para o suborno como sendo na véspera de um Benfica-FC Porto de 2005/06 e não de um Beira-Mar-FC Porto de 2003/04.

Carolina considerou tratar-se de um lapso, que veio a rectificar depois.

O advogado João Machado Vaz, que defende o arguido António Araújo, questionou Carolina Salgado sobre se tinha visto Pinto da Costa a entregar o envelope a Augusto Duarte logo no início do referido encontro ou se durante o mesmo. Mais uma vez, as declarações de Carolina foram contraditórias, embora a testemunha tenha sempre refutado a estratégia da acusação.

Advogado de Pinto da Costa ironiza com depoimento de Carolina Salgado

O advogado de Pinto da Costa no "caso do envelope", Gil Moreira dos Santos, recorreu à ironia para tentar descredibilizar o depoimento de Carolina Salgado, principal testemunha de acusação. Aludiu aos erros ortográficos no Magalhães e aos pássaros que migram para o Alentejo.

Durante o julgamento, Carolina Salgado utilizou várias vezes "força de expressão" ao referir-se a um conjunto de acusações que fez a Pinto da Costa no livro "Eu Carolina", o que foi aproveitado pelo advogado. "(Forças de expressão), isso é uma coisa que nós temos de ter. Não vê que o Magalhães está cheio de forças de expressão?", disse o advogado, fazendo uma analogia entre o depoimento da ex-companheira de Pinto da Costa no Tribunal de Gaia e os erros ortográficos detectados num jogo para crianças instalado nos computadores Magalhães.

Quanto questionado se esta tinha sido uma gralha, um erro tipográfico, de Carolina Salgado, o causídico disse que "gralha é um pássaro que anda por aí e que vai às vezes para o Alentejo", em nova alusão a Carolina Salgado, que agora vive no sul do país.

"Se calhar está a padecer de alguma coisa grave que a fez vir quarta-feira ao IML (Instituto de Medicina Legal) e esqueceu-se de vir ao tribunal", reforçou. Gil Moreira dos Santos referiu-se ao facto de a testemunha ter ido fazer exames médicos de manhã (depois de, alegadamente, ter sido vítima de uma chapada de uma mulher à saída do tribunal) e de à tarde ter ido para o Alentejo por, supostamente, não ter quem cuidasse dos filhos.

Tal como aconteceu na semana passada, Carolina Salgado voltou a ser insultada pela mesma mulher, quando abandonava o parque de estacionamento do tribunal, no final da sessão da manhã do julgamento. Desta vez, a PSP tinha quase uma dezena de elementos no local, impedindo a mulher de se aproximar do carro.

O julgamento prossegue esta tarde, com a audição dos peritos em arbitragem Vítor Pereira, Adelino Antunes e Jorge Coroado. Este processo reporta-se ao encontro Beira-Mar-FC Porto (0-0), da 31ª jornada da Liga de 2003/04, realizado em 18 de Abril.

O processo do "caso do envelope" é um apêndice do mega-processo Apito Dourado e tem como génese casos de alegada corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem portuguesa.

Pinto da Costa e António Araújo estão pronunciados pelo crime de corrupção desportiva activa e ao árbitro Augusto Duarte é imputado o crime de corrupção desportiva passiva.
Hoje são ouvidas mais cinco testemunhas no Tribunal de Gaia.

O julgamento prossegue esta tarde, com a audição dos peritos em arbitragem Vítor Pereira, Adelino Antunes e Jorge Coroado.

Este processo reporta-se ao encontro Beira-Mar-FC Porto (0-0), da 31ª jornada da Liga de 2003/04, realizado em 18 de Abril.

# fonte: JN on-line em 10Mar2009

Já nem «eles» lêem o 24 Horas!

    O Labaredas ainda suspeitou que fosse efeito da preguiça matinal, mas percebeu no instante seguinte que era mesmo assim. «Mais um penálti, mais uma vitória para o líder». A insinuação na capa do 24 Horas nada tinha a ver com o jogo do Estádio do Mar… nem com os textos publicados algumas páginas adiante. A primeira falha é recorrente; a segunda dá vontade de rir! Estaremos todos a dormir? Será que nem as chefias lêem o jornal?

    Organizem-se! Como podem escrever, em jeito de comentário e crónica, que «a equipa de Jesualdo Ferreira puxou dos galões e venceu de forma clara, com uma das melhores exibições da época» e que «os leixonenses foram arrasados» e depois rebuscar as maldades do costume? Só pode ser em virtude dos preconceitos sobre o FC Porto… Ou será que já tinham a primeira página preparada ao intervalo?

    O Labaredas acordou ensonado, mas arregalou rapidamente os olhos. Dizer mal é que está a dar. Mesmo quando se dá um tiro no pé!
fonte: fcporto.pt

08 março, 2009

Somos o Povo mais forte...

assistência: --- espectadores.

árbitros: Rui Costa (AF Porto), Serafim Nogueira e Fernando Pereira; Augusto Costa.

LEIXÕES: Beto; Laranjeiro, Elvis, Nuno Silva e Angulo; Roberto Sousa, Bruno China «cap.», Hugo Morais e Ruben; Diogo Valente e Rodrigo Silva.
Substituições: Ruben por Chumbinho (37 m), Elvis por Joel (46 m) e Hugo Morais por Zé Manuel (58 m).
Não utilizados: Berger, Braga, Castanheira e Jean Sony.
Treinador: José Mota.

FC PORTO: Helton; Tomás Costa, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Raul Meireles e Lucho «cap.»; Mariano, Farias e Hulk.
Substituições: Raul Meireles por Andrés Madrid (68 m), Hulk por Tarik (75 m) e Lucho por Lisandro (79 m).
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Rabiola e Ivo Pinto.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

disciplina: cartão amarelo para Hugo Morais (22 m), Hulk (57 m), Farias (76 m) e Fernando (90 m).

golos: Lucho (23 m, g.p.), Hulk (49 m), Raul Meireles (65 m), Farias (76 m) e Diogo Valente (89 m).


Neste novo confronto com o Leixões, depois das duas partidas, no Dragão, para a Superliga [de má memória] e Taça [carimbando a passagem para as meias], já se sabia que o onze inicial sofreria alterações.

Desde logo, pelo amarelo destemperado mostrado a Rodriguez, quando o clássico frente ao Sporting estava já nos estertores finais, lapidando os azuis e brancos de uma peça fulcral na manobra ofensiva. Depois, porque as mazelas físicas que têm atormentado Fucile, obrigariam Jesualdo a improvisar um substituto à altura do uruguaio. Com Sapunaru usufruindo também de cuidados médicos, ele que tinha deixado boa impressão no confronto em terras de “nuestros hermanos” com o Atlético, e Pedro Emanuel claramente sem ritmo e posicionamento para a função, saiu o brinde a Tomas Costa, polivalente jogador, hábil a desempenhar várias tarefas.

Mas as mudanças não se ficaram por aqui. Lisandro, com uma semana algo complicada, debelando uma constipação, começou a partida num posto pouco habitual, face à importância acrescida do argentino na equipa: no banco, olhando de um posto privilegiado os seus companheiros de armas a lidarem com os matosinhenses.

O habitual e mortífero tridente atacante dos portistas sofreu um facelift, com Hulk e Mariano a ficarem donos dos flancos, deixando o posto de ponta-de-lança [estático] para Farías.

A partida, obstáculo supremo dos Dragões na caminhada rumo ao tetra [atrevo-me a dizer que este será o opositor de maior valia que defrontaremos nesta recta final, a par do Braga], começou com os pupilos de Jesualdo a procurarem assegurar um domínio profícuo, empurrando os da casa para a habitual defesa porfiada.

O Leixões, unido e concentrado, respondia sempre que possível, explorando a rapidez de Diogo Valente, Ruben e Rodrigo, lestos a rematarem [3 remates nos primeiros 20 minutos da partida], sentindo-se confortáveis com a bola no pé. Era um Leixões personalizado, exímio na cobertura dos espaços, com marcações rígidas [Hulk que o diga, com vários encontros imediatos com os pitons dos adversários], procurando esterilizar o pensador e cérebro da equipa, Lucho, visando também impedir as subidas de Meireles no terreno, precavidos quanto ao poder do seu remate.

Apesar do ímpeto do Leixões, o Porto foi colocando o seu cunho na partida, sabendo que o avançado, desta feita, tinha características diferentes. Com maior capacidade aérea, o argentino Farías viu como Hulk e o seu compatriota Mariano o procuravam servir. As deambulações dos extremos, criando dificuldades aos defensores da casa, mostravam que os trabalhos de casa tinham sido exemplarmente feitos. Era um Porto arrogante, no bom sentido, sabendo que era mais forte, não se inibindo pela importância da partida e pelo valor do opositor.

Hulk criou a primeira grande oportunidade de golo, aos 17 minutos, numa jogada envolvente, feita com as habituais armas do brasileiro: velocidade e capacidade de explosão. Beto defendeu, em último recurso, com os pés.

O golo veio poucos minutos depois. Hugo Morais, na disputa de um lance com Rolando, corta o esférico com as mãos, com o árbitro a marcar a grande-penalidade [desta feita, sem reticências para os comentadores da RTP]. Lucho, sereno, não perdoou, carimbando o avanço merecido no marcador.

Se a vantagem era justa, adequando-se ao que se passava no relvado, os 15 minutos seguintes poderiam ter finalizado prematuramente a partida. A reacção, tímida, do Leixões, não provocou qualquer mossa na defensiva portista. Ao invés, sentia-se que os campeões em título, confiantes, tinham a capacidade de sentenciar o encontro. Esteve quase, por várias vezes…

Mariano, na habitual exibição esforçada, trabalhando em prol do colectivo, polvilhando a mesma com uns pozinhos de magia, realiza uma assistência letal para Farías. Este, atrapalhando-se inicialmente na recepção do esférico, deslumbrou-se de seguida com o seu isolamento, rematando ao lado. Oportunidade soberana gorada.

Lá atrás, Tomas Costa mostrava-se suficientemente rotinado, não abrindo brechas, enquanto via o seu companheiro do flanco oposto, Cissokho, a galgar metros, no apoio sempre intensivo ao ataque.

Em nova investida, com Farías a combinar magistralmente com Hulk, Beto salva o Leixões novamente, em saída arrojada, mas com o esférico a ficar ali, à mercê de Meireles. Quando o médio portista se aprestava para criar enorme perigo é abalroado por Roberto Sousa [um lance que no Record online é eufemísticamente caracterizado como “choque”], numa clara grande-penalidade que fica por marcar.

Tempo de intervalo. 45 minutos que deixam um sorriso nos lábios, expressando contentamento com a exibição azul e branca.

A segunda parte iniciou-se de forma perfeita. Assédio do Leixões, dois cantos contra os portistas, um lance aparentemente inócuo, com Laranjeiro a ofertar de cabeça a bola, redondinha, para Hulk.

O resto da história já é sabida. Arrancada imparável do brasileiro, deixando atrás de si um relvado devastado pelo poder destrutivo de super-herói. Isolado, possuindo a frieza glacial dos predadores, um serial-killer impiedoso, empurrando o couro com graciosidade para o fundo da baliza de Beto. 2-0. Explosão de alegria no Estádio do Mar, com a imensa falange de apoio a festejar, exuberante e ruidosamente, sabendo quão preciosos são os 3 pontos em disputa.

Os espartilhos tácticos estilhaçaram-se, numa miríade de pedaços. José Mota mandou às malvas o constrangimento de defrontar a mais forte equipa nacional. Apostou tudo no ataque. E, com isso, estendeu uma passadeira, um convite para que o contra-golpe fosse explorado de forma regular. O Porto assim fez, causando calafrios quando os executava perto da perfeição. Passes rápidos, rasgando a cortina defensiva, pedindo as corridas desenfreadas de Hulk e Mariano. Adivinhava-se um castigo maior…

O Porto parecia um harmónio, pleno de afinação, obrigando as gargantas nas bancadas a saudarem com “olés” as trocas de bola. Jogadas de fino recorte, esteticamente perfeitas, deliciando os apreciadores de obras de arte. Merecendo figurar nos compêndios que ensinam os truques futebolísticos, a jogada do 3º golo é merecedora de encómios variados.

Gincana de Farias, à boa maneira de um extremo, ultrapassando dois adversários, centrando rasteiro, para a finalização de Meireles. Um golpe cirúrgico, desencadeando o caos nas bancadas, por parte da “aficcion” matosinhense. O golo funcionou como um derradeiro golpe, quase como um “uppercut” brutal, deixando o Leixões em KO. A partida, jogada já em ritmo de treino intenso, transformou-se num recreio gigantesco, com as diabruras portistas a valerem, ainda, mais um golo. Farías, aproveitando [finalmente] um canto. Sentença final. À Porto.

Análise final: Impiedosa demonstração de superioridade, não permitindo qualquer veleidade, voltando a demonstrar que a equipa está rotinada para jogar fora de casa, exímia nas transições rápidas. Exibição sem mácula, humilhando o Leixões, dando também um forte aviso aos papagaios que pululam na imprensa e aos habituais queixinhas da 2ª circular: SOMOS OS MAIS FORTES. PONTO.

Melhor do Porto: Tarefa árdua. Gostei de tantos, que hesito na escolha do melhor. Achei Tomas Costa seguro, sereno, coeso. Os centrais intransponíveis, dominando a área circundante. Meireles, o eterno mouro de trabalho, sempre longe dos holofotes da fama fátua, peça importante na batalha do meio-campo, pêndulo entre o apoio defensivo e a participação activa no ataque. Hulk, como sempre, arma de destruição maciça, intratável e indomável. Elejo, no entanto, um herói improvável, que merecia ver coroada a exibição com um golo. Mariano Gonzalez, mal-amado, mas merecedor de confiança eterna do seu treinador. Estereotipo do jogador que abdica do brilho individual, em prol do grupo, participou na maioria das jogadas de ataque portistas [magnífica a simulação para o remate de Meireles, no 3º golo], ajudando nas tarefas defensivas, colocando a cabeça à roda aos defensores matosinhenses, com as trocas de posição com Hulk.

Arbitragem: Poderia ter sido perfeita. Boa postura do juiz de campo, quase não se dando por ele, mas falhando rotundamente na análise do lance que envoveu Meireles e Roberto Sousa, na 1ª parte. Penalty indiscutível que ficou por marcar. Quanto ao resto, nada a apontar, pese a habitual permissividade nas entradas viris sobre Hulk.

Notas finais: Negligência grotesca de Helton, facilitando e permitindo o golo do Leixões, num lance patético;

Óptima gestão dos amarelos, com Hulk e Fernando a serem admoestados, falhando o embate caseiro com a Naval. Aos poucos o panorama disciplinar vai-se desanuviando no Dragão;

Mau perder dos adeptos caseiros, semeando a violência nas bancadas, copiando comportamentos habitualmente vistos em Guimarães. Não merecem a equipa que têm, nem o trabalho desenvolvido...

Ser MULHER...

“Ser Mulher é ser tudo, condensado em delicados frascos de poesia.
Ser Mulher é parir com lágrimas de amor e alimentar seu rebento com a sua própria sina.
Ser Mulher é um encontro com o divido, ser mãe redentora que acalenta o filhos, independente da sua idade.
Ser Mulher é ser gata no cio, e não ter presas as pernas na hora das verdades.
Ser Mulher é ambicionar o mar, e navegar infinitamente sem fronteiras.
Ser Mulher é rezar o terço, e ocultar as chagas íntimas das tristezas.
Ser Mulher é sorrir com dentes pálidos, e ver as rugas brotando como sementes orgulhosas.
Ser Mulher é lacunar os seus medos, não sentir o pendor nos seios, nem o útero à mostra.
Ser Mulher é algo cármico, delicado e tão voraz como um buquet de rosas.
Ser Mulher é ser poesia ao acaso e ser amante dos ventos de outro mar…
Ser Mulher é sorrir nas horas tristes e chorar nas alegres.
Ser Mulher é jorrar o sangue que traz vida, numa alma parida sob as chamas da paixão.
Ser Mulher é ser virgem impassível, nebulosa e invencível sob a luz na escuridão!
Ser mulher é sair dos artifícios, ser verdadeira sem vícios…
Na intensidade da emoção”

Ledalge

Ter um dia especial dedicado à Mulher, é desnecessário, porque o dia da Mulher é todos os dias. Todos os dias, avós, mães, filhas, netas, irmãs, mulheres, namoradas, amigas… mostram o seu valor.

Há sempre Mulheres na nossa vida que nos preenchem umas mais que as outras. Eu tenho duas que sem dúvida são GRANDES MULHERES: a minha Avó materna e a minha Mãe. Dois exemplos de coragem, de confiança, de amor e amizade.

A todos os homens e a todas as mulheres, orgulhem-se sempre das Mulheres da vossa vida.

A todas as MULHERES Portistas, um Feliz dia e tenham sempre orgulho e coragem de ser MULHER!

Saudações azuis e brancas,
Sodani

07 março, 2009

Ganhar no Mar… aviar o Tetra!!!

Porto de Leixões, imponente e privilegiado interland comercial, secular infra-estrutura portuária, foi-se consagrando no tempo como um dos mais competitivos e polivalentes portos... bem ali ao lado, o Leixões SC, centenária agremiação, cujas bases da fundação nos atiram ainda para tempos da Monarquia (1907), mas que ao corrente da actual contextualização do nosso futebol, torna o clube Matosinhense numa das surpresas da época.

Não será a mais fluida das analogias, em rigor, estes dois baluartes Matosinhenses, mais não serão que duas premissas tão ou mais válidas para um qualquer silogismo demonstrativo do que é a força do Norte neste cantinho Luso.

Pondo ainda a tónica do discurso nas analogias, se fosse possível comparar a equipa de José Mota, com um computador, diria que após o falho arranque do seu sistema operativo, (derrota em casa na jornada inaugural, frente ao Nacional da Madeira, sendo até a data, a única desta época entre portas), os Leixonenses formataram processos e apresentaram os melhores recursos do seu operacional sistema, uma espécie Windows Vista.

Futebol escorreito, esteticamente belo, assente numa grande gama de recursos individuais e colectivas capazes de traduzir ofuscantes lampejos e provocar ocasos em outras máquinas talhadas habitualmente para serem topos de gama do nosso campeonato.

Num ápice, a cobiça e a codicia alheia, desenvolveram vírus capazes de se propagarem no mercado de Inverno, uma série constante de empates faziam soar o alerta, a capacidade sensorial das unidades leixonenses pareciam acusar falta de memória intuitiva para conviver com novos desafios, obrigando o técnico dos do Mar a um downgrade do sistema operativo. Familiarizado agora com outros recursos, mais à imagem do Windows XP, as incidências no relvado são bem menos apelativas, mas preconizam na perfeição o labor e o vínculo para com o sucesso das ideias, onde algumas das unidades do anterior sistema continuam a ser estrelas maiores da força colectiva.

Ao contrário de Jesualdo, ainda que confirme os inegáveis méritos do opositor deste Sábado e lhes atribuía crédito suficiente para se interporem como adversário capaz de fazer perigar a liderança Azul na Liga, tal não constitui base persecutória suficientemente capaz de os ver almejar o título, fazendo deste os futuros campeões de Portugal.

Com o ultimo terço do campeonato ao virar da esquina, caminha-se a passos largos para a hora das decisões, chegamos à fase em que cada escorregadela ganha relevo significativo pelo que o jogo no Estádio do Mar é uma daquelas fainas onde para os Azuis e brancos nem tudo o que vier à rede é peixe, por outras palavras, aos Dragões só os três pontos interessam na luta pelo titulo, ao invés, os rubro brancos, sem descurarem o objectivo vitória, procuram amealhar o número suficiente de pontos que no fim lhes permita garantir uma vaga na UEFA.

Aquando do primeiro confronto da época, muito poucos ousavam pensar que uma volta inteira depois, a liderança passasse por Matosinhos. Mais, quinze jogos depois, dizem as curiosidades em torno da partida, que em compita estão dois dos emblemas que mais jornadas passaram no topo da tabela. Mas há mais motivos de interesse em torno da contenda, rivalidades entre vizinhos à parte, os da casa apesar da gracinha no Dragão, procuram desde a época de 72/73 uma vitória caseira frente aos seus rivais de mais logo.

O saldo dos confrontos entre Leixonenses e Dragões no decurso da época traduz-se num empate, em todos os capítulos, quer em número de vitórias, quer em termos de golos marcados e sofridos, pelo que a bem das nossas cores, espera-se que à terceira seja de vez e o fiel da balança penda para o lado Azul.

Até pelo facto da repetitividade de encontros entre os dois contendores, as equipas não encerram grande desconhecimento quanto a questões tácticas e modelos estratégicos, o técnico matosinhense é bem conhecido na praça pela astúcia, experiência e matreirice com que o seu 4x3x3, moldado num superior arreganho e rigor de competências, onde as tais individualidades sectoriais ajudam ao adicionar de qualidade.

Beto é o esteio defensivo, homem luvas de ferros e de uma elasticidade tamanha, sempre bem resguardada por uma dupla de centrais certinha e forte nos duelos individuais com capacidade similar no jogo aéreo, depois um miolo que não superpovoado é eleante na capacidade manietadora das acções adversárias, exímios castradores de espaços, Bruno China e Roberto Souza são o pulmão e enquanto o oxigénio dura, a zona nevrálgica é totalmente espartilhadora e estranguladora da ofensividade contrária.

Aguerridos, pressionantes, onde a dinâmica ofensiva com especial envolvência natural pelas laterais é quiçá o ponto mais forte do conjunto rubro branco, não espantam no afirmar que é na força do bloco recuado e na sapiência do controlo das fases do jogo, que podem colher frutos dos espaços concedidos pelo adversário, Zé Manuel, Diogo Valente, Braga e Chumbinho são os mais acicatadores do último reduto forasteiro.

O não aceitar por parte dos Dragões de um jogo assente no alvitrado nas linhas acima, põe a meu ver os comandados de Jesualdo em apuros ainda mais elevados, ao intentos matosinhenses de refrear ao máximo as intenções de golo, terá de responder o técnico Azul com mais futebol que o demonstrado no passado Sábado.

Têm sido por demais as dificuldades evidenciadas pelo tridente ofensivo quando encara oponentes que pouco ou nada dividem as despesas do jogo, notando-se não só a pouca objectividade ofensiva como desnudando algumas das dificuldades que a estrutura do futebol Azul demonstra, sobretudo a parca capacidade na gestão da posse de bola ou na competência com que faz e promove a alternância de posicionamento e ritmo de jogo.

Ainda que o timoneiro da nau preconize uma matriz de jogo tacticamente organizada onde a dinâmica colectiva forte assume especial relevo e preponderância, a verdade dos factos torna-se indesmentível. Sem Rodriguez, a manobra ofensiva será afectada, sendo que o que mais me preocupa é que a ausência de “cebola” tornará ainda mais evidente a dificuldade em manter as zonas de pressing de forma mais constante e eficaz.

A juntar a pouca simbiose e libertina cadência na ocupação de espaços de Hulk e Lisandro, soma-se o afunilar da zona central portista, condicionando sobremaneira o bloqueio das saídas de bola pelas alas o que deriva em maiores sobressaltos e desequilíbrios para as alas defensivas Azuis.

Não viria mal maior ao Mundo se fosse este o único problema com que se debate Jesualdo para o jogo no “Mar”, seria uma questão lateral, não fosse a velha questão unilateral à esquerda ter passado a malapata em sentido contrário, sendo que há ainda que levar com a errática das decisões técnicas para a ocupação dos lugares em aberto.

Jesualdo adianta uma equipa próxima dos limites, a semana de trabalho atira com uma solução para a direita menos conservadora que a utilizada no clássico, a lista dos convocados mostra que apesar de algumas nuvens negras que pairaram sobre o Olival, o tema lesões ficou mais desanuviado, e as principais figuras estão prontas para mais uma batalha, pelo que não se afiguram poupanças mesmo com outros jogos de inegável importância na calha.

Tomas Costa e Mariano Gonzalez aparecem desta forma como principais candidatos à ocupação dos lugares em aberto no onze habitual, e se o primeiro colhe desde logo o meu aval não só pela combatividade e competência no fechar do flanco direito, já o fetiche argentino apesar de ter em seu favor o aspecto moral do golo que apontou ao rival de hoje a contar para a taça, tem a sombra de Farias apontada ao Onze, pelo que entre habitual disponibilidade e boa vontade de Mariano e o instinto de baliza e apurado faro pelo golo de “el tecla”, eu não enjeitaria esta última.

Salutar o aparecimento nos eleitos de Rabiola e de Ivo Pinto, ainda que a chamada dos mesmo na cabeça de Jesualdo valha o que vale, ainda assim, é para mim nota de facto e de assinalável registo. Certo e sabido é que as escolhas serão sempre em virtude daquilo que se quer como ambição para a faina no Estádio do Mar… porque já diz o ditado: “Quem vai ao Mar, avia-se em terra !!!”.

LISTA DE CONVOCADOS
Guarda-Redes: Helton e Nuno.
Defesas: Bruno Alves, Pedro Emanuel, Rolando, Stepanov, Cissokho e Ivo Pinto.
Médios: Andrés Madrid, Fernando, Raul Meireles, Lucho González, Tomás Costa, Mariano e Tarik Sektioui.
Avançados: Farias, Hulk, Lisandro e Rabiola.

06 março, 2009

O homem sonha, a obra... cresce!!

Pavilhão do Dragão poderá receber eventos a partir de Maio
A pouco menos de dois meses do prazo previsto para terminar a obra, o novo pavilhão desportivo do F.C. Porto está em fase de acabamentos. Os responsáveis pela construção recusam as acusações de que o recinto,
com 2007 lugares para público, é pequeno para as necessidades do clube.

Obra supreendente, pela qualidade e pelo aproveitamento do espaço, o pavilhão do Dragão está quase pronto. Se forem cumpridos os prazos previstos, já poderá receber eventos desportivos a partir de Maio.

O dia 23 de Abril mantém-se como a data da conclusão da construção do pavilhão do Dragão, uma estrutura concebida para receber as principais modalidades do F. C. Porto - basquetebol, andebol e hóquei em patins -, mas também para proporcionar outro tipo de actividades, como, por exemplo, concertos de música e outros eventos de âmbito cutural.

"Esta é uma estrutura voltada para o futuro, para ser usada, pelo menos, nos próximos 50 anos", explica Eduardo Valente, director da PortoEstádio.

Esta ideia pressupõe um crescimento das modalidades do F. C. Porto. Com uma casa nova e tão versátil, será normal a criação de novas actividades. Embora sejam assuntos ainda do segredo dos deuses, espera-se que os dragões regressem ao voleibol e venham a estrear-se no futsal. Na visita guiada que o JN fez ao novíssimo pavilhão, Eduardo Valente e Luís Silva, responsáveis da PortoEstádio, deram conta de variadíssimos pormenores de uma estrutura suigeneris, primeiro erguida em altura - sobre pilares de dez metros -, depois "alinhada" pelo Estádio do Dragão e finalmente autonomizada num espaço próprio.

Quem julga tratar-se de um pavilhão pequeno, surpreende-se mal transpõe a zona de entrada do público, situada mesmo à saída da estação do Metro.

O aspecto mais curioso da primeira abordagem dentro do pavilhão é o visitante sentir-se como se estivesse no próprio Estádio do Dragão. Aliás, o arquitecto Manuel Salgado, autor do projecto do estádio, concebeu o pavilhão como uma continuidade do recinto principal dos portistas. As duas estruturas vão estar permanentemente ligadas, através de um corredor de serviço. O pavilhão recebe o sistema de aquecimento, de água e de electricidade do estádio. "Em termos de gestão técnica, o pavilhão será um apêndice do estádio", revela Luís Silva.

A gestão do espaço em torno da plataforma que serve de base do pavilhão permitiu a construção de três bancadas. Nelas estão a ser colocadas exactamente 2007 cadeiras, a capacidade do recinto em termos de espectadores. "Julgamos ser um número suficiente, se olharmos ao que hoje em dia se passa em termos de modalidades de pavilhão", considera Eduardo Valente.

Ao nível do espaço onde se desenrolarão os jogos, o pavilhão apresenta o que de mais moderno há. O piso é flutuante, aplicado em três camadas de madeiras canadianas.

A grande novidade técnica é o sistema de elevação das tabelas de hóquei em patins, inspirado no modelo do Palau Blaugrana - Pavilhão do Barcelona - e desenvolvido pela equipa técnica da PortoEstádio.



fonte: jornal de noticias

Pedagogia encarnada

    Ora aí está um bom exemplo de pedagogia! Quando tanto se fala de fair play e verdade desportiva, o Labaredas deu de caras com esta pérola. Não é que há um jogador que diz que o golo mais especial que marcou foi em fora-de-jogo? Chama-se David Luiz, veste de vermelho e… consentiu-nos uma enorme gargalhada.

    «Um golo marcante foi esta época, mesmo em fora-de-jogo, com o Braga». O Labaredas teve de reler a notícia para concluir que não estava equivocado. Mas não. Foi mesmo assim, com todas as letras, para jovem do Externato Rainha D. Amélia ouvir. Nada mais apropriado para uma jornada de promoção do desporto junto das crianças.
fonte: fcporto.pt

Golo fantástico de Claro não foi suficiente

Leixões 2-1 FC Porto

Liga Intercalar 2008/09
04 de Março de 2009
5ª jornada do Campeonato de Primavera (zona norte) - em atraso

Estádio do Padroense, em Matosinhos

Leixões: Berger; Vasco Fernandes, Sandro, Joel (cap.) e Pedro Branco; Samuel, Paulo Tavares e Patrão; Jean Sony, Roberto e Simões.
Substituições: Roberto por Tiago Pinto (46m), Vasco Fernandes por Castanheira (46m), Simões por Braga (46m) e Paulo Tavares por Seixas (53m).
Não utilizados: Fonseca; Bruno.
Treinador: Jorge Mendonça.

FC Porto: Ventura (cap.); Bosingwa, Roberto, Abdoulaye e Massari; Sérgio Oliveira, Josué e Dias; Diogo Viana, Claro e Chula.
Substituições: Diogo Viana por Alex (68m), Sérgio Oliveira por Jakubov (82m) e Abdoulaye por Miguel Galeão (88m).
Não utilizados: Ruca; Paulinho, Rafhael e Lucas.
Treinador: Rui Barros.

disciplina: nada a assinalar.

golos: Roberto (27m), Claro (46m) e Tiago Pinto (57m).


Nem a atitude da equipa nem o génio de Claro foram suficientes para o F.C. Porto levar de vencido o Leixões no jogo desta quarta-feira da Liga Intercalar. A partida reflectiu-se de equilíbrio, mas acabou por se decidir a favor da formação da casa, já depois do lance de verdadeira inspiração de Claro, que desferira um arco perfeito em direcção ao canto superior direito da baliza defendida por Berger.

Recuando um pouco nos acontecimentos, importa referir que o Leixões chegou primeiro à vantagem, por intermédio de Roberto, ainda no decurso dos 45 minutos iniciais, na sequência de um ressalto.

Os azuis e brancos reagiram e podiam mesmo ter igualado o resultado ainda na etapa inaugural, não fosse a infelicidade de Dias num cabeceamento que tinha tudo para ser golo ou a defesa de Berger a um livre muito bem apontado por Diogo Viana.

No regresso para o segundo tempo, o F.C. Porto mostrou-se particularmente determinado e foi sem surpresa que, aos 46 minutos, empatou. Claro fintou um adversário já perto da entrada da grande área e colocou a bola exactamente onde pretendia, deixando Berger sem qualquer hipótese de defesa.

Um momento memorável, que não chegou, ainda assim, para os Dragões saírem do Estádio do Padroense com pontos. Seja como for, pelo facto de se terem sagrado Campeões de Inverno (o jogo desta tarde correspondeu à 5ª ronda do Campeonato de Primavera), já se encontram apurados para os quartos-de-final da prova.

fonte: fcporto.pt

Confira aqui o calendário desta nova competição no seu site oficial.

passatempo 2008/09

# não te esqueças até às 19h30 de 10Mar, de refazer a tua equipa para a 2ª mão dos 1/8 final da Champions League #

# não te esqueças até às 17h00 de 12Mar, de refazer a tua equipa para a 1ª mão dos 1/8 final UEFA Cup #

# clica na imagem; não te esqueças até às 18h00 de 06Mar, de refazer a tua equipa para a 21ª jornada da liga SAGRES #